Rogue One: Darth Vader é confirmado no primeiro spin-off de Star Wars
A revista Entertainment Weekly vai destacar as filmagens de “Rogue One: Uma História Star Wars” na sua próxima edição, com data de 1 de julho. Além de uma reportagem acompanhada por fotos inéditas, a publicação confirmou definitivamente o retorno de Darth Vader no primeiro spin-off da franquia “Star Wars”, com uma chamada publicada em sua capa. Artes conceituais vazadas da produção já tinham mostrado o perfil de Vader entre os personagens, mas nenhuma fonte da Disney ou da LucasFilm tinha confirmado sua presença. A participação é possível porque a trama se passa entre as duas trilogias iniciais, mais especificamente entre “Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith” (2005) e “Guerra nas Estrelas” (1977). Com roteiro original de Chris Weitz (“Cinderela”) e direção de Gareth Edwards (“Godzilla”), o filme gira em torno da missão de um grupo de rebeldes para roubar os planos de construção da Estrela da Morte. No filme clássico “Guerra nas Estrelas”, estes planos acabam nas mãos da Princesa Leia, que os transfere para o robô R2-D2, enquanto é caçada por Vader. Ao participar do programa “Good Morning America” nesta quarta (22/6) para falar sobre a revista, o autor da reportagem Anthony Breznican disse que, embora Vader apareça no filme, ele não será a principal ameaça aos rebeldes. “Darth Vader paira sobre a trama, mas não está necessariamente na tela porque o novo vilão, interpretado por Ben Mendleson, Director Krennic, está tentando satisfazer os desejos do Imperador. Por isso Vader aparece mais no fundo, sobre o seu ombro, certificando que o trabalho seja feito”. Não está claro quem irá interpretar Vader, mas a produção traz em seu elenco Felicity Jones (“A Teoria de Tudo”), Diego Luna (“Elysium”), Mads Mikkelsen (série “Hannibal”), Alan Tudyk (série “Firefly”), Forest Whitaker (“O Mordomo da Casa Branca”), Ben Mendelsohn (“O Lugar Onde Tudo Termina”), Riz Ahmed (“O Abutre”), Donnie Yen (“O Grande Mestre”) e Jiang Wen (“Guerreiros do Céu e da Terra”). Além de Darth Vader, outro personagem também teve sua presença cogitada em “Rogue One: Uma História Star Wars”: o jovem Han Solo, que será interpretado por Alden Ehrenreich (“Ave, César!”) em outro longa derivado da franquia original. Mas sua presença não foi confirmada pela reportagem. “Rogue One: Uma História Star Wars” passou recentemente por refilmagens, que originaram vários outros boatos, mas sua estreia permanece a mesma desde o anúncio de sua produção: 15 de dezembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Jack Reacher 2: Tom Cruise surra elenco na primeira prévia do filme de ação
O programa Entertainment Tonight apresentou em primeira mão trechos do trailer de “Jack Reacher 2”, sequência do filme estrelado por Tom Cruise em 2012. A prévia mostra que a ação e a pancadaria continua o grande atrativo da franquia, além de introduzir a trama, com narração de Cobie Smulders (“Os Vingadores”), intérprete da protagonista feminina. O papel de Cobie é a Major Susan Turner, bastante importante na trama, baseada no livro “Never Go Back”, de Lee Child. Ela acaba conhecendo Reacher (Cruise) numa situação bastante adversa, quando ele volta a sua antiga base e, ao chegar lá, é preso e acusado de assassinato. Para seu espanto, a comandante Turner também foi presa e eles precisarão se aliar para descobrir a verdade por trás da conspiração. A adaptação tem direção do cineasta Edward Zwick, que já trabalhou com Tom Cruise no épico “O Último Samurai” (2003). Zwick também escreveu o roteiro, em parceria com Marshall Herskovitz (roteirista de “O Último Samurai”). O longa original, escrito e dirigido por Christopher McQuarrie (“Missão: Impossível – Nação Secreta”), faturou US$ 218 milhões nas bilheterias ao redor do mundo, quase empatando seus custos – a produção foi relativamente barata, com orçamento de US$ 60 milhões. O fato de ganhar uma continuação se deve mais ao interesse de Tom Cruise em repetir o papel do que à expectativa do estúdio de ampliar a franquia. Cruise, claro, também é produtor de ambos os filmes. “Jack Reacher 2” tem estreia marcada para 20 de outubro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
As Tartarugas Ninja dominam os shoppings em semana com cinco estreias nacionais
Mais de uma dezena de filmes chega aos cinemas nesta quinta (15/6), mas apenas três estarão disponíveis num cinema perto de sua casa. Vale destacar que nenhum deles é brasileiro, apesar das estreias nacionais somarem cinco títulos na lista. Água mole em uma situação bem conhecida, já crônica, que entretanto não gera maiores discussões: o gargalo da distribuição. Estranhamente, o tema não é abordado em entrevistas, não rende debates nem motiva protestos em festivais. Enquanto artistas se unem em defesa de um status quo ineficiente e corrupto, o cinema de uma geração inteira já se tornou invisível, sem nem sequer existir em Blu-ray. Entra e sai de cartaz sem deixar maiores vestígios que registros de críticas na internet. Maior lançamento da semana, em 791 salas, o filme “As Tartarugas Ninja – Fora das Sombras” tem apelo exclusivo para crianças, já que inspirado em desenhos animados, repleto de personagens coloridos, e não nos quadrinhos originais – bem mais anárquicos. O roteiro é puro nonsense, o que desagradou aos adultos da crítica americana, obtendo apenas 35% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Mesmo assim, já é um avanço em relação ao primeiro filme (22%). “Como Eu Era Antes de Você”, novo romance de “doença” que teve pré-estreias lotadas no Dia dos Namorados, também chega longe, com 582 telas. A sinopse sugere uma versão romântica de “Intocáveis” (2011), o sucesso francês sobre a amizade entre um cadeirante e seu cuidador pouco ortodoxo. No lugar de um imigrante africano, surge a bela Emilia Clarke (série “Game of Thrones”). E em vez de um velho milionário, há um jovem milionário, vivido pelo igualmente desejável Sam Claflin (franquia “Jogos Vorazes”). A trama, porém, prefere o desfecho de “Mar Adentro” (2004). O juvenil “Tini – Depois de Violetta” é o terceiro e último a chegar nos shoppings, levando a 90 salas uma continuação da telenovela “Violetta”, do Disney Channel. O produto é uma espécie de “Hannah Montana” para o mercado latino, com direção do argentino Juan Pablo Buscarini, que anteriormente comandou animações e a coprodução infantil canadense “O Inventor de Jogos” (2014). O melhor filme internacional da semana, claro, não chega nem perto deste circuito, exibido em apenas duas salas de “cinema de arte” do Rio de Janeiro. O drama estoniano “Na Ventania” acompanha a vida de uma mãe e uma filha num campo de trabalhos forçados durante a 2ª Guerra Mundial. Baseado em fatos reais, mostra as deportações forçadas da população estoniana para a Sibéria, sob o regime comunista. Venceu vários prêmios internacionais, mas a fotografia em preto em branco é rejeitada pelo mercado. Ainda há dois filmes americanos e dois franceses com estreias limitada. A razoável comédia indie “Elvis e Nixon”, sobre o encontro do Rei do Rock com o Presidente dos EUA em 1970, chega em 14 salas. Já o suspense “Doonby”, com elenco televisivo e apelo de DVD, estreia em uma sala em São Paulo. Os franceses são “Doce Veneno”, remake da comédia “Um Momento de Loucura” (1977), e “Vida Selvagem”. Ambos trazem pais impulsivos. Enquanto o primeiro apela para o sexo com a filha do melhor amigo (em 11 salas), o segundo trilha a reclusão social com os filhos (em duas salas). Nenhum dos dois é especialmente memorável. Por fim, sobra para as cinco estreias nacionais – número impressionante, que poderia ser celebrado como tese da prosperidade do cinema brasileiro, #SQN – espremer-se entre 19 e 4 salas. O maior lançamento é “Big Jato”, o quarto longa do premiado diretor pernambucano Cláudio Assis (“A Febre do Rato”). Inspirado na obra homônima de Xico Sá, traz Matheus Nachtergaele (“Trinta”) em papel duplo: como o pai limpador de fossas e o tio radialista do jovem protagonista (Rafael Nicácio) de uma estranha fábula sobre o rito do amadurecimento. Repleto de escatologia e ternura, “Big Jato” foi o grande vencedor do último Festival de Brasília, onde conquistou os prêmios de Melhor Filme, Roteiro (do cineasta Hilton Lacerda, de “Tatuagem”, e Ana Carolina Francisco), Ator (Nachtergaele), Atriz (Marcelia Cartaxo) e Trilha (DJ Dolores). Coprodução entre Brasil e Argentina, “Paulina” leva a 15 telas um tópico dos noticiários atuais, acompanhando a história de uma professora estuprada por um grupo de alunos, numa região desolada da fronteira argentina. Polêmico, o filme tenta debater a importância da educação na chamada “cultura do estupro”. Dirigido pelo argentino Santiago Mitre (“O Estudante”), foi premiado em diversos festivais importantes, como Cannes, San Sebastian, Torino e Pequim. Em circuito mais restrito, o drama “Trago Comigo”, da cineasta Tata Amaral (“Hoje”), leva a cinco telas uma adaptação da série homônima da TV Cultura, juntando linguagens do teatro e documentário para narrar a experiência de um ex-preso político da ditadura (Carlos Alberto Riccelli, de “Amor em Sampa”). Menor de todos, em quatro salas, “Mundo Deserto de Almas Negras”, do estreante Ruy Veridiano, apresenta um universo paralelo, em que brancos moram na periferia e os negros são ricos, como no americano “A Cor da Fúria” (1995). Completa a programação a estreia paulista do trash “Vampiro 40°”, estrelado pelo cantor Fausto Fawcett, após lançamento restrito no Rio de Janeiro na semana passada.
Freira demoníaca de Invocação do Mal 2 vai ganhar filme próprio
O sucesso de “Invocação do Mal 2” deve original um novo spin-off da franquia. Após o primeiro filme, lançado em 2013, render o derivado “Annabelle” (2014), a continuação vai originar um novo terror centrado em outro personagem sobrenatural. O estúdio New Line confirmou que já está desenvolvendo “The Nun”, sobre o espírito da freira que assombra Lorraine (Vera Farmiga) e Ed Warren (Patrick Wilson) no filme que estreou no fim de semana passado. O roteirista David Leslie Johnson, que escreveu “Invocação do Mal 2”, foi incumbido de desenvolver a história do derivado, que será produzido pelo cineasta James Wan, diretor da franquia. Segundo apurou o site The Hollywood Reporter, a freira demoníaca foi inserida na trama poucos meses antes do lançamento. O primeiro corte de Wan tinha como antagonista uma figura com chifres. Insatisfeito, o diretor “teve um momento de iluminação” e decidiu mudar o conceito para uma freira, o que foi prontamente aceito pelo estúdio, mas isso acarretou em filmagens adicionais – realizadas em março, três meses antes da estreia. Além de “The Nun”, o spin-off da boneca Annabelle também renderá mais um filme, previsto para maio de 2017 sob o comando de David F. Sandberg (“Quando as Luzes se Apagam”). Com o sucesso de bilheteria, o próprio “Invocação do Mal” terá uma continuação em breve. Segundo James Wan, a próxima história se passará nos anos 1980.
Indiana Jones 5: Steven Spielberg promete não matar Harrison Ford
O cineasta Steven Spielberg fez uma promessa aos fãs de Indiana Jones. Falando sobre seus planos para o quinto filme da franquia, ele afirmou ao site The Hollywood Reporter que não pretende se desfazer do personagem para dar lugar a uma nova geração. “Uma coisa que posso dizer é que não vamos matar Harrison Ford no final do filme”, brincou. A afirmação ecoa o destino de Han Solo, também interpretado por Ford. O retorno da franquia “Star Wars” aos cinemas serviu para, entre outras coisas, encerrar a trajetória do personagem, no momento mais dramático, mas também mais controvertido de “Star Wars: O Despertar da Força” (2015). Até o momento nenhum detalhe sobre a história do filme foi revelado. Em uma entrevista recente, o produtor Frank Marshall disse que o longa deve ser uma continuação direta de “O Reino da Caveira de Cristal” (2008), escrito pelo menos roteirista, David Koepp. A trilha sonora, por sua vez, voltará a contar com a composição e regência de John Williams. Spielberg, Ford, Marshall e Williams trabalham juntos na franquia desde o primeiro filme, “Os Caçadores da Arca Perdida”, de 1981. A estreia de “Indiana Jones 5” está prevista apenas para 2019.
Um Tira da Pesada 4 será dirigido por dupla belga premiada
A Paramount Pictures contratou uma dupla de diretores belgas para comandar a nova sequência da franquia “Um Tira da Pesada”. São Adil El Arbi e Bilall Fallah, do elogiado drama criminal “Black” (2015), premiado no último Festival de Toronto. Inicialmente idealizado para a TV, como piloto de uma série, a produção foi recusada pela rede CBS e acabou reconfigurada para virar o quarto filme da franquia pelos roteiristas Josh Appelbaum e Andre Nemec (ambos de “As Tartarugas Ninja”) “Um Tira da Pesada 4” vai voltar a trazer o ator Eddie Murphy no papel do detetive Axel Foley, que ele viveu com grande sucesso por dez anos, entre 1984 e 1994. Mais de duas décadas depois, a produção continua a cargo de Jerry Bruckheimer, que também planeja fazer uma sequência de “Top Gun” nos cinemas. Ainda não há previsão de estreia.
Invocação do Mal 2 estreia com maior bilheteria de terror da história no Brasil
Mais de 1 milhão de pessoas foram aos cinemas brasileiros assistir “Invocação do Mal 2”, em seu final de semana de estreia. O número é histórico. A sequência do sucesso de 2013 teve a maior abertura de um filme de terror em todos os tempos no Brasil, superando “Annabelle” (2014), filme derivado da mesma franquia, que possuía o recorde. No primeiro final de semana em cartaz, o longa dirigido por James Wan arrecadou mais de R$ 14.9 milhões, segundo comunicado do estúdio Warner Bros. Vale observar que, além de “Annabelle”, produzido por Wan, o filme original, “Invocação do Mal”, do mesmo diretor, completa o Top 3 das maiores bilheterias de terror da história no Brasil. O cineasta também é considerado pela crítica um dos maiores mestres do gênero na atualidade. O filme também estreou em 1º lugar nas bilheterias dos EUA no fim de semana, atingindo a maior arrecadação de estreia de uma produção de terror desde o primeiro “Invocação do Mal” há três anos. Com tanto sucesso, a franquia deve ganhar nova continuação, mas dificilmente Wan retornará para dirigi-la, já que se tornou um dos diretores mais assediados de Hollywood desde que comandou o blockbuster “Velozes & Furiosos 7” no ano passado. Seu próximo projeto será uma produção de super-heróis, o filme solo de Aquaman para a Warner Bros., mesmo estúdio de “Invocação do Mal”.
Jack Reacher 2: Veja Tom Cruise e Cobie Smulders nas primeiras fotos da continuação
A revista americana People divulgou as primeiras fotos de “Jack Reacher 2”, continuação do filme de 2012, que mostram Tom Cruise em Nova Orleans. Além dele, as imagens destacam a atriz Cobie Smulders (“Os Vingadores”) como a protagonista feminina e Jason Douglas (série “The Walking Dead”) no papel do xerife local. O papel de Cobie é a Major Susan Turner, bastante importante na trama, baseada no livro “Never Go Back”, de Lee Child. Ela acaba conhecendo Reacher (Cruise) numa situação bastante adversa, quando ele volta a sua antiga base e, ao chegar lá, é preso e acusado de assassinato. Para seu espanto, a comandante Turner também foi presa e eles precisarão se aliar para descobrir a verdade por trás da conspiração. A adaptação tem direção do cineasta Edward Zwick, que já trabalhou com Tom Cruise no épico “O Último Samurai” (2003). Zwick também escreveu o roteiro, em parceria com Marshall Herskovitz (roteirista de “O Último Samurai”). O longa original, escrito e dirigido por Christopher McQuarrie (“Missão: Impossível – Nação Secreta”), faturou US$ 218 milhões nas bilheterias ao redor do mundo, quase empatando seus custos – a produção foi relativamente barata, com orçamento de US$ 60 milhões. O fato de ganhar uma continuação se deve mais ao interesse de Tom Cruise em repetir o papel do que à expectativa do estúdio de ampliar a franquia. Cruise, claro, também é produtor de ambos os filmes. “Jack Reacher 2” tem estreia marcada para 20 de outubro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Treinador do Bayern de Munique vai aparecer em Star Trek: Sem Fronteiras
O técnico Carlo Ancelotti, novo treinador do time de futebol Bayern de Munique, vai fazer sua estreia em Hollywood. Mais de 30 anos após viver um jogador de futebol endiabrado na comédia italiana “Don Camillo” (1984), ele poderá ser visto em breve em “Star Trek: Sem Fronteiras”. A participação aconteceu por acaso. Ancelotti estava de férias no Canadá quando foi convidado pelo italiano Marco Perego, marido da atriz Zoe Saldana e seu amigo, para acompanhar um dia de filmagens. “Eu fui, conversei com o diretor (Justin Lin), e ele disse que me colocaria em um pequeno papel”, completou. Ex-jogador e técnico de futebol multicampeão pelo Milan e com passagens vencedoras por Chelsea, Paris Saint-Germain e Real Madrid, Ancelotti não será apenas um figurante de fundo. Seu personagem terá identificação: Doctor — uma brincadeira com uma polêmica do treinador, que chamou o médico da seleção da Croácia de “extraterrestre”, retrucando um comentário feito pelo “doctor” a uma lesão sofrida por um jogador croata do Real Madrid. A estreia acontece em 22 de julho nos EUA, mas o lançamento foi adiado para 1 de setembro no Brasil.
Bryan Singer se despede dos X-Men e sugere filme solo para Mística
O diretor Bryan Singer pretende dar um tempo nos filmes de super-heróis. Após a estreia de “X-Men: Apocalipse”, ele revelou que não tem planos de retomar à franquia. Singer, que já dirigiu quatro longas dos heróis mutantes, disse, em entrevista ao jornal Los Angeles Times, que está dividido, mas precisa fazer algo diferente. “Recentemente me encontrei com o Danny Boyle. Ele estava preparando ‘Steve Jobs’ e eu, ‘Apocalipse’, e ele me perguntou: ‘Você vai ficar fazendo filmes dos ‘X-Men’ pra sempre?’. E eu não respondi ‘Não’. A verdade é que, embora eu esteja desesperado para fazer algo diferente, passei tantos anos neste universo, e adoro tanto o elenco e os personagens, que não me vejo abandonando-os para sempre. Talvez como consultor, ou produtor, ou mesmo diretor, consigo me ver retornando no futuro. Mas por enquanto, depois deste filme, eu quero sim fazer algo completamente diferente”. Na verdade, ele não vai se afastar tanto assim, já que está listado como produtor da série “Legion”, primeira produção televisiva derivada do universo dos X-Men, recentemente aprovada pelo canal pago FX. Singer também não consegue evitar dar opiniões sobre o futuro da franquia. Em entrevista à revista Empire, o diretor sugeriu que Mística, heroína vivida por Jennifer Lawrence, ganhasse um filme solo. “Acho que Mística seria uma personagem ideal para um filme solo. Com ou sem Jennifer Lawrence. Ela possui uma diferente visão sobre o mundo. O Professor Xavier pode entrar no Cérebro e olhar o mundo, mas ele apenas dá aulas e vê a beleza da coexistência de mutantes e humanos na mansão dele em Westchester. Já Mística pode sair e ver como está a situação do mundo. Isso abre uma série de possibilidades”, ele declarou. Com ou sem Singer, o fato é que a expansão do universo dos heróis mutantes vai prosseguir. Atualmente estão em desenvolvimento o terceiro filme solo do Wolverine – o último do astro Hugh Jackman – , a continuação do sucesso “Deadpool”, o problemático “Gambit” e o lançamento de dois novos grupos de super-heróis, X-Force e Novos Mutantes. Quando ao futuro de Singer, o diretor chegou a postar em seu Instagram, no mês de setembro, a foto de um roteiro de “20.000 Léguas Submarinas”, adaptação do clássico sci-fi de Júlio Verne. Este deve ser o seu próximo projeto.
Anthony Hopkins entra no quinto Transformers
O ator Anthony Hopkins (“Thor”) entrou no elenco de “Transformers: O Último Cavaleiro”, quinto filme da franquia dos robôs gigantes. A informação foi confirmada pelo Twitter oficial da produção, que descreveu o ator como “o homem, o mito, a lenda”. Ainda não foram divulgados detalhes sobre o seu papel na trama. Até o momento, os outros nomes confirmados no elenco são Mark Wahlberg, que retorna como o mecânico Cade Yeager, Josh Duhamel, em seu quarto filme como o Coronel William Lennox, a adolescente Isabela Moner, que deverá viver a protagonista, e Jerrod Carmichael (“Vizinhos”) e Allen Phoenix (“The Birth of a Nation”) em papéis ainda não especificados. As filmagens do longa começaram nesta semana, novamente sob a direção de Michael Bay, e a estreia está prevista para 23 de junho de 2017.
Filmes estrelados por Jennifer Lawrence já somam US$ 5 bilhões de bilheteria mundial
Há tempos Jennifer Lawrence é considerada a atriz mais lucrativa de Hollywood, mas agora é oficial. Seus filmes atingiram US$ 5 bilhões de faturamento mundial na quarta-feira (1/6), apontou o site Box Office Mojo, que contabiliza bilheterias de cinema. A conta soma toda a sua filmografia, que inclui 17 longa-metragens, entre eles quatro da franquia “Jogos Vorazes” e três “X-Men”. O mais rentável da lista é justamente “Jogos Vorazes: Em Chamas” (2013), que acumulou US$ 865 milhões em bilheterias, seguido por “Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1” (2014), com mais US$ 755 milhões, e “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” (2014), que rendeu US$ 748 milhões. Além disso, Jennifer encabeçou pelo segundo ano consecutivo a lista de atrizes mais bem pagas de Hellywood, no levantamento da revista Forbes, com cachê de cerca de US$ 52 milhões – bem à frente de Scarlett Johansson, a segunda na lista, que teve ganhos estimados em US$ 35,5 milhões. Ela está atualmente em cartaz no filme “X-Men: Apocalipse”, lançado no último fim de semana nos EUA, que já fez US$ 281 milhões mundiais. E aparecerá a seguir na sci-fi “Passengers”, que estreia no Brasil em dezembro. Entre seus futuros projetos, incluem-se o drama “It’s What I Do”, dirigido por Steven Spielberg (“Ponte dos Espiões”), e uma produção ainda sem título que será filmada pelo cineasta Darren Aronofsky (“Noé”).
Alice Através do Espelho exagera nos efeitos para compensar falta de imaginação
Na adaptação de 2010, dirigida por Tim Burton, a Disney transformou Alice, a protagonista dos livros de Lewis Carroll, na escolhida. A “The One”, como o Neo de “Matrix” (1999), indicada por uma profecia para salvar o País das Maravilhas de todo o mal. Nada contra adaptações ou atualizações, mas houve um choque de intenções e expectativas. É um filme lindo de se ver, mas dominado por um vazio emocional. Pelo menos, tentou dizer algo e tinha a criatividade de Tim Burton à frente do projeto, mesmo que controlada pelo estúdio. Seis anos depois, “Alice Através do Espelho”, a continuação desnecessária – feita em consequência da surpreendente (e inexplicável) arrecadação de mais de US$ 1 bilhão do primeiro longa nas bilheterias mundiais –, não tem nada (ou quase nada) para contar. Apenas recicla o que Burton imaginou em nome de uma trama sem pé nem cabeça. Desta vez, o cineasta assume o posto de produtor executivo. A direção ficou com o funcionário do mês da Disney, James Bobin, que fez uma graninha para o estúdio com o reboot de “Os Muppets” (2011). Acontece que ele não é Tim Burton, que é como aquele jogador veterano, craque de bola, que mesmo perto da hora de se aposentar, o time não funciona sem sua presença em campo. E notamos sua distância, a começar pela direção de arte pouco inspirada. Bobin concentra em tomadas internas o que há de bom para ser apreciado do visual. Nas cenas externas, carregadas de CGI, a inspiração passa longe do que a mente de Tim Burton é capaz de reproduzir. Se o próprio não foi tão feliz no “primeiro” “Alice”, imagine o que a criatividade de James Bobin pôde proporcionar ao segundo filme? Repare bem, principalmente nas sequências em que Alice viaja numa esfera por cima das ondas do mar. O exagero de CGI é tão grotesco que as imagens lembram menu interativo de escolha de cenas em blu-rays e DVDs. Claro que são boas as intenções do diretor e da roteirista Linda Woolverton, que também assinou o filme de 2010, afinal “Alice Através do Espelho” começa explorando a liberdade feminina e o choque entre velhas e novas gerações. com a protagonista viajando pelo tempo com o intuito de mudar o curso da história. Mas o desenvolvimento é superficial, até porque as ambições e os conflitos de Alice são colocados em segundo plano, para ajudar o insuportável Chapeleiro e colocá-lo no centro da trama – porque é preciso justificar o salário alto do decadente Johnny Depp. Com Depp em cena, Alice ignora até mesmo a perda do pai em suas viagens pelo tempo. Será que não passou pela cabeça dela que havia ali uma chance de trazê-lo de volta? Mas o que importa é deixar o Chapeleiro feliz. Sem mais nem menos, o coitadinho lembrou que tem uma família e precisa encontrá-la. Mas como está tristinho e é preguiçoso como todos os outros personagens do País das Maravilhas, a bucha sobra para a pobre Alice, que é retirada de sua rotina para entrar num mundo de sonhos sem graça mais uma vez. Isso quer dizer que ela pode voltar sempre que um amiguinho quiser? É uma pena que a obra de um gênio como Lewis Carroll seja adaptada para enriquecer um estúdio obcecado pelo potencial lucrativo de uma franquia. Essa não é a versão para o cinema do livro “Alice Através do Espelho”, que tem outra história, mas uma mera continuação inferior do filme de Tim Burton. Nada se salva. Nem Mia Wasikowska, que se esforça para segurar a onda, mas não pode competir com tantos personagens digitais e careteiros. Nem mesmo Sacha Baron Cohen, uma novidade na série personificando o Tempo. E o maior elogio que o ator pode receber é que ele entrega uma atuação menos irritante que a de Johnny Depp. Após uma sucessão de efeitos visuais desastrosos e um roteiro sem imaginação, o Tempo de Sacha Baron Cohen resume o sentimento dos espectadores, ao dizer à protagonista: “Por favor, não volte mais aqui!”











