Legendary não teria aprovado streaming de Duna e Godzilla vs Kong na HBO Max
A Legendary Entertainment supostamente não aprovou a decisão da Warner Bros. de realizar lançamentos simultâneos de seus filmes no cinema e na plataforma HBO Max. O estúdio é responsável por “Duna” e “Godzilla vs. Kong”, que faz parte do calendário que a Warner pretende disponibilizar em streaming. De acordo com o site Deadline, a Legendary “enviou ou enviará documentos legais para a Warner Bros.” em protesto contra a iniciativa, anunciada na semana passada. Na prática, a Warner pretende estender a estratégia de lançamento de “Mulher Maravilha 1984” para todos os seus filmes de 2021, com estreias ao mesmo tempo nas telas de cinema e na casa dos assinantes da HBO Max. Fontes teriam informado ao Deadline que os executivos da Legendary descobriram os planos da Warner apenas 30 minutos antes do anúncio oficial. E após a multinacional supostamente bloquear uma oferta da Netflix, que pretendia comprar “Godzilla vs. Kong” da Legendary por cerca de US $ 250 milhões. O Deadline acrescenta que a Legendary e seus parceiros “financiaram 75% dos cerca de US$ 165 milhões do orçamento de ‘Dune’” e “aplicaram uma quantia semelhante de financiamento em ‘Godzilla vs. Kong’”. A principal questão que preocupa os executivos da Legendary é se a transferência desses filmes para streaming prejudicará “a viabilidade a longo prazo das franquias”. “Godzilla vs. Kong” é o quarto título do MonsterVerse da Legendary – após “Godzilla”, “Kong: Ilha da Caveira” e “Godzilla: Rei dos Monstros”. Enquanto isso, “Duna” pretende dar início a uma franquia de filmes e séries baseados no universo criado pelos livros de ficção científica de Frank Herbert. Denis Villeneuve só concordou em dirigir a adaptação de “Duna” porque o estúdio permitiu que ele dividisse o romance em dois filmes, mas, até o momento, nenhum detalhe sobre o segundo longa foi noticiado. O duelo dos monstros gigantes está atualmente programado para chegar nos cinemas e na HBO Max em 21 de maio de 2021, enquanto “Dune” tem previsão de estreia híbrida em 1 de outubro de 2021, após adiamentos devido à pandemia. Como o Brasil ainda não tem HBO Max, “Godzilla vs. Kong” deve ser lançado apenas nos cinemas no país. Já “Duna”, que só será distribuído no fim do ano que vem, pode ter outro encaminhamento, pois há planos para um lançamento da plataforma no Brasil em algum ponto de 2021.
Os Croods 2 aumenta domínio do estúdio Universal nas bilheterias dos EUA
A animação “Os Croods 2: Uma Nova Era” manteve sua liderança nas bilheterias da América do Norte em seu segundo fim de semana em cartaz. Exibido em 2.205 telas, o filme da DreamWorks Animation/Universal faturou US$ 4,4 milhões entre sexta e domingo (6/12). Lançado em 25 de novembro, na véspera do feriadão do Dia de Ação de Graças, o longa já soma US$ 20,3 milhões nos EUA e Canadá. Muito pouco para 12 dias em qualquer outro ano, mas o suficiente em tempos de pandemia. De acordo com estimativas da Comscore, apenas 35% dos cinemas estão funcionando na América do Norte e, mesmo assim, os que permanecem abertos estão operando com capacidade reduzida, horários limitados e mantendo requisitos de distanciamento social. Em termos de comparação, há sete anos o primeiro “Croods” (2013) arrecadou US$ 89 milhões durante seus dois primeiros fins de semana, com lançamento em 4 mil salas. Apesar do predomínio da sequência animada, o circuito recebeu algumas estreias neste fim de semana, como a comédia “Half Brothers”, coprodução mexicana que abriu em 2º lugar, mas fez apenas US$ 720 mil em 1.369 locais, e o romance “All My Life”, estrelado por Jessica Rothe e Harry Shum Jr., que ficou em 4º lugar, com US$ 350 mil em 970 salas. O detalhe é que estas duas estreias são produções da Universal, assim como “Os Croods 2” e o 3º lugar do ranking, o terrir “Freaky – No Corpo de um Assassino” (US$ 460 mil em 1.502 telas). De forma impressionante, das oito maiores bilheterias do fim de semana, apenas um título não foi produzido pela Universal, a comédia indie “Guerra com o Vovô”, estrelada por Robert De Niro, que aparece em 5º lugar. O estúdio reina sozinho nos cinemas, enquanto os demais fogem do circuito como o diabo da cruz, preferindo adiar seus filmes à arriscar as arrecadações pífias da pandemia. A coragem da Universal, na verdade, reflete um acordo do estúdio com duas das principais redes de cinema dos EUA, a AMC e a Cinemark, para encurtar a janela de exibição. Em vez de deixar os filmes em cartaz por até três meses, o estúdio acertou mantê-los em tela grande por apenas três fins de semana, passando a seguir a disponibilizá-los em PVOD para locação digital. O detalhe é que outras redes que se recusaram a negociar essa janela estão exibindo os filmes assim mesmo, simplesmente porque não tem opção. Não há outros filmes para exibir. Com isso, apenas as produções da Universal, alguns títulos independentes e outros lançados simultaneamente em PVOD estão chegando ao mercado exibidor. A Warner pretende se juntar em breve ao circuito com um modelo de distribuição ainda mais radical: lançamentos simultâneos em cinema e streaming (via HBO Max) nos EUA. A iniciativa vai começar com “Mulher-Maravilha 1984”, que recebeu comentários elogiosíssimos no fim de semana, após as primeiras sessões para a crítica americana. Além deste filme, a Sony manteve o lançamento de “Monster Hunter” para o Natal nos EUA, mas sua estratégia digital ainda não é conhecida.
Rodrigo Teixeira é processado no Brasil e nos EUA por fraude
O produtor de cinema Rodrigo Teixeira, que obteve sucesso em Hollywood em projetos como “Me Chame pelo Seu Nome”, “A Bruxa”, “O Farol” e “Ad Astra”, está sendo acusado por ex-parceiros de negócios de fraude, falta de transparência e, de acordo com um processo revelado pelo site The Hollywood Reporter, realizar um esquema de pirâmide. Duas ações judiciais foram abertas em Los Angeles e São Paulo, e acusam o produtor de 47 anos de cortejar brasileiros ricos para investir em sua empresa, RT Features. A denúncia cita um investimento no valor de US$ 16 milhões e que a maioria dos fundos supostamente desapareceram, sem nenhum registro adequado para mostrar para onde foram. O site THR repercutiu o caso, mas Teixeira não respondeu a um pedido de comentário, dirigindo o repórter americano a um publicista, que disse que uma “queixa cruzada estará sendo registrada” em um futuro próximo. Teixeira contratou a advogada Jill Basinger, da Glaser Weil, para representá-lo nos Estados Unidos. Já na justiça brasileira, ele rebateu que a ação é “infundada” e carente de “provas materiais”, mas que “acatará a determinação do juiz… sem nem mesmo entrar com recurso”. Os dois demandantes são Luiz Mussnich, um proeminente financista de São Paulo e patrono das artes, e seu cunhado, Carlos Gros, filho do ex-presidente do Banco Central do Brasil Francisco Gros. O Hollywood Reporter conta a história de bastidores desse envolvimento. Segundo a publicação, Mussnich conheceu Teixeira em 2009. Na época, o produtor era casado com Maria Raduan, cujo avô era um dos mais ricos magnatas do gado do Brasil, e o casal estava entrando nos círculos de elite da sociedade paulista. (Eles se divorciaram no ano passado.) Teixeira havia mudado recentemente de uma carreira em finanças para produção. Sua estratégia era adquirir o máximo de propriedade intelectual que pudesse, comprando os direitos de adaptação para dezenas de títulos de livros. “Fiquei pasmo porque ele falava com tanta paixão sobre filmes”, disse Mussnich ao THR . “Achei que seria uma boa ideia apresentar meus clientes a investir uma pequena participação na indústria cinematográfica.” Mussnich apresentou Teixeira a seus clientes, e ele os brindou com vários projetos em desenvolvimento. Eles lhe pagavam cheques – algo entre US$ 10 mil e US$ 200 mil de cada vez – e ele os recebia em sua esfera estrelada. Ao todo, foram 10 investidores-chave. Mussnich colocou US$ 350 mil de seu próprio dinheiro na RT Features, mas seu cunhado estava muito mais envolvido, emitindo US$ 2,8 milhões em cheques para Teixeira. De acordo com Mussnich, meses e anos se passaram se passaram sem que Teixeira desse conta do investimento realizado em sua empresa. “Comecei a me sentir desconfortável”, lembra Mussnich. “Não havia notícias, nem contabilidade, nem acordos de produção de filmes. Então comecei a pressioná-lo.” Mas, até 2018, eles se mantiveram em boas condições – tanto que Mussnich e Gros acompanharam Teixeira ao Oscar daquele ano, onde “Me Chame pelo Seu Nome” venceu o troféu de Melhor Roteiro Adaptado. (Teixeira é um dos 20 produtores creditados no filme.) O sucesso do filme levou seus sete investidores brasileiros, que esperaram seis anos enquanto Teixeira os exortava a ter paciência, a finalmente esperar o retorno do investimento. Mas o retorno não veio – e foi aí que os processos começaram. A denúncia de Gros, protocolada em São Paulo, aponta um investimento de US$ 200 mil no filme “24 Frames”, de 2017, do diretor iraniano Abbas Kiarostami. Mais tarde, ele teria descoberto que esse dinheiro nunca foi recebido pelo produtor francês do filme, Charles Gillibert, da CG Cinema, nem Teixeira se envolveu de forma alguma na produção do longa. Apesar da queixa, Gros já foi reembolsado por esse empréstimo. Ele reclama, porém, que dezenas de outros permanecem desaparecidos. Em um acordo extrajudicial com outro investidor, filho do executivo bancário brasileiro Carlos Mansur, o cheque de Teixeira foi devolvido, levando seu poderoso pai a entrar com uma ação criminal contra Teixeira. Nos Estados Unidos, o caso continua civil. Também citado nesse processo é Joseph Geus, da JG Management, um gerente de negócios baseado em Santa Monica que aceitou os cheques em nome de Teixeira e que é acusado na denúncia de despesas falsas e outras formas de contabilidade criativa. (Geus também não retornou os pedidos de contato do THR.) “O dinheiro fica pairando no éter, até que você pergunte sobre ele”, disse Mussnich ao site americano. Ele acrescenta que os documentos fornecidos por Teixeira estariam “totalmente incompletos. É uma grande confusão”. Teixeira também é produtor da série americana “Betty”, da HBO, e de vários filmes brasileiros, como “Cheiro do Ralo”, “Heleno”, “Alemão”, “Tim Maia” e até o candidato brasileiro a uma vaga no Oscar 2020, “A Vida Invisível”. Ele está atualmente ligado a três filmes em pré-produção, um que se encontra em filmagens e mais três em fase de pós-produção.
Disney encerra atividades de suas rádios nos EUA
Em meio à sua reestruturação para enfrentar a crise de coronavírus e a redefinição de seu foco de atuação, a Disney anunciou que vai encerrar seus canais de rádio nos EUA. A Radio Disney e a Radio Disney Country encerrarão suas operações no primeiro trimestre de 2021. A mudança está relacionada ao redirecionamento da marca, que deverá se concentrar mais em aumentar a produção de conteúdo infantil e familiar para os canais Disney de TV e streaming. A Rádio Disney foi lançada em 1996 como uma emissora FM tradicional, mas se expandiu ao longo dos anos para o satélite e outras plataformas. Em 2005, atingiu 97% dos Estados Unidos e desempenhou um papel fundamental em colocar estrelas da Disney como os Jonas Brothers, Miley Cyrus, Selena Gomez, Demi Lovato e muitos outros no mapa mais amplo da cultura pop. Artistas de grandes gravadoras como Taylor Swift, Justin Bieber, Britney Spears, N’Sync, One Direction e muitos outros se beneficiaram enormemente com a exposição da Rádio Disney, graças ao foco da emissora no público mais jovem. O fim das atividades afetará diretamente 36 funcionários de meio período e período integral, disse a empresa.
Warner lançará todos seus filmes de 2021 simultaneamente em streaming
A WarnerMedia, empresa-mãe dos estúdios Warner Bros, tomou uma decisão radical para o futuro do cinema, ao anunciar que todo o seu calendário de filmes de 2021 será lançado de forma simultânea no circuito exibidor dos EUA e na HBO Max, plataforma de streaming do conglomerado. Assinado por Ann Sarnoff, Presidente e CEO da WarnerMedia Studios (da qual a Warner Bros. faz parte), Toby Emmerich, presidente da Warner Bros. Pictures Group, e Jason Kilar, CEO da WarnerMedia, o comunicado oficial da empresa diz que “o modelo híbrido foi criado como uma resposta estratégica ao impacto da pandemia global em andamento”. Pelo anúncio, a iniciativa tomada em relação à “Mulher-Maravilha 1984” deixa de ser exceção para se tornar a regra das produções da Warner Bros para 2021. A lista de estreias afetadas pela mudança deve incluir “Tom & Jerry”, “Godzilla vs. Kong”, “Mortal Kombat”, “Invocação do Mal 3”, “Space Jam 2”, “O Esquadrão Suicida”, “Duna” e “Matrix 4”, salvo adiamentos. De acordo com o comunicado da Warner, os filmes de 2021 ficarão disponíveis por apenas um mês na HBO Max, saindo do serviço para permanecer em cartaz por mais tempo nos cinemas. A ideia visa prolongar a “vida útil” das produções nas salas — especialmente porque os cinemas continuarão operando em capacidade reduzida ao longo do próximo ano, devido ao coronavírus. Mas, após um determinado período, os filmes voltarão a ser disponibilizados no catálogo do streaming. Como a HBO Max ainda não está disponível no Brasil (embora deva chegar em 2021), o público nacional só terá a alternativa de ver esses lançamentos nos cinemas. “Estamos vivendo em uma época sem precedentes que exige soluções criativas, incluindo esta nova iniciativa para a Warner Bros. Pictures Group”, disse Sarnoff no comunicado. “Ninguém deseja mais que nós que os filmes voltem às telas grandes. Sabemos que conteúdo inédito é a força vital da exibição cinematográfica, mas temos que equilibrar isso com a realidade de que a maioria dos cinemas nos Estados Unidos provavelmente operará com capacidade reduzida ao longo de 2021. Com esse plano exclusivo de um ano, podemos apoiar nossos parceiros de exibição com um fluxo constante de filmes de nível mundial, ao mesmo tempo que damos aos espectadores, que podem não ter acesso aos cinemas ou não estão prontos para voltar ao cinema, a chance de ver nossos incríveis filmes de 2021. Vemos isso como uma vitória para amantes de cinema e exibidores, e somos extremamente gratos aos nossos parceiros de cinema por trabalharem conosco nesta resposta inovadora a essas circunstâncias.” “Mais importante, estamos planejando trazer aos consumidores 17 filmes notáveis ao longo do ano, dando a eles a escolha e o poder de decidir como querem curtir esses filmes”, acrescentou Killar. “Nosso conteúdo é extremamente valioso, a menos que esteja em uma prateleira e não seja visto por ninguém. Acreditamos que essa abordagem atende aos nossos fãs, apoia exibidores e cineastas e aprimora a experiência da HBO Max, criando valor para todos ”. O ponto-chave do comunicado é que a iniciativa foi tomada como forma de atrair público para a HBO Max, que enfrenta baixa adesão. Enquanto a Disney+ (Disney Plus) já se consolidou como setor mais-bem sucedido da Disney durante a pandemia, a plataforma da WarnerMedia engatinha para chegar a seus primeiros 10 milhões de assinantes pagos. A diferença entre os dois serviços é o conteúdo. A Warner não conseguiu produzir material inédito suficiente para fazer o público se interessar por seu serviço. Os títulos inéditos de cinema são uma reviravolta e tanto nessa condição. Por outro lado, a decisão deve aumentar a crise do setor cinematográfico, que já se encontra deficitário, e pode levar a uma quebradeira generalizada. Entretanto, qual a saída dos estúdios, diante de um circuito exibidor que assumiu características de sanfona, abrindo e fechando e abrindo e fechando em todo o mundo? Os números de “Tenet”, que a Warner lançou em plena pandemia para sentir o pulso do mercado, demonstraram a limitação atual das bilheterias. “Mulher Maravilha 1984” daria prejuízo se igualasse a arrecadação mundial do thriller sci-fi de Christopher Nolan. A diferença financeira, porém, poderia ser atingida com novas assinaturas da HBO Max. A Warner chegou a recusar uma oferta de US$ 200 milhões da Netflix por “Godzilla vs. Kong”, sinalizando como o estúdio encara o valor desses produtos, especialmente para se estabelecer como rival da própria Netflix. Por conta do vazamento da oferta de “Godzilla vs. Kong”, correram boatos de que a empresa poderia fazer um grande anúncio em dezembro, mas ninguém apostava num projeto tão extremo. Agora, a bomba da Warner deverá ter seus estilhaços lançados sobre os estúdios rivais. A Universal foi a primeira empresa a buscar um modelo híbrido, optando por negociar uma janela mais curta nos cinemas para lançar seus títulos em PVOD (aluguel digital premium) após 17 dias. A Warner buscou um modelo mais radical, sem janela preferencial. Já imaginaram se a Disney seguir a tendência e passar a lançar seus filmes da Marvel no Disney+ (Disney Plus)?
Os Croods 2 fatura menos que Tenet em sua estreia nos EUA
Único grande estúdio de Hollywood que está lançando filmes de forma praticamente semanal desde a reabertura dos cinemas na América do Norte, a Universal manteve o cronograma para sua principal estreia em meio à pandemia de coronavírus. Mas a animação “Os Croods 2: Uma Nova Era” cumpriu as piores expectativas, faturando bem menos que a estreia de “Tenet” entre sexta e domingo. O desenho animado arrecadou US$ 9,7 milhões nos três dias do fim de semana oficial, menos da metade dos US$ 20,2 milhões de “Tenet” em sua estreia. Mas, em compensação, aumentou bastante seu montante ao longo do feriado estendido do Dia de Ação de Graças nos EUA, devido a uma abertura antecipada na quarta-feira (25/11). Com os dois dias extras, o fim de semana de cinco dias de “Os Croods 2” pode ter rendido entre US$ 14 e US$ 17 milhões, segundo diferentes avaliações publicadas na imprensa especializada dos EUA. Os valores são bem mais elevados que a média recente das estreias no país, a maioria na casa dos US$ 3 milhões. Mas no contexto dos lançamentos históricos do feriadão do “Thanskgiving”, os números são horríveis. Para completar, a animação não é um filme barato, mesmo que tenha sido realizada de forma mais econômica que o longa original de 2013. Sua produção teve custo estimado de US$ 65 milhões – metade do que custou o primeiro filme, porque agora a Universal é dona da DreamWorks Animation. Mas ainda somam-se a isso os valores de P&A, cópias e publicidade. A consultoria iSpot apurou que a Universal gastou mais US$ 27 milhões apenas em anúncios televisivos para promover a estreia nos EUA. Com cinemas vazios ou fechados na América do Norte, a expectativa do estúdio para recuperar o investimento está focada no lançamento em PVOD (aluguel digital premium), que, graças a diversos acordos com exibidores, deverá acontecer em menos de 20 dias. Mas ainda há esperanças de retorno nos cinemas do mercado internacional, especialmente na Ásia, onde o controle da pandemia tem sido melhor administrado. “Os Croods 2” faturou cerca de US$ 20,8 milhões no exterior, dos quais US$ 19,2 milhões vieram da China. Esse retorno faz com que a soma completa de suas bilheterias chegue, numa avaliação otimista, a US$ 37,8 milhões mundiais. O lançamento de “Os Croods 2” também estendeu o reinado da Universal nas bilheterias dos EUA, que agora soma cinco fins de semanas consecutivos (ou um mês completo). O atual Top 5 dos filmes mais vistos no país incluem 4 títulos do estúdio: o terrir “Freaky – No Corpo de um Assassino” (2º), o thriller “Let Him Go” (4º) e o terror “Come Play” (5º), que já saiu em PVOD nos EUA. Entre eles, ainda aparece em 3º lugar a comédia independente “Guerra com o Vovô”, estrelada por Robert De Niro (no papel do vovô). No Brasil, a estreia de “Os Croods 2: Uma Nova Era” está, a princípio, marcada para os cinemas no dia 24 de dezembro.
Cinemas dos EUA registram pior bilheteria da pandemia
O circuito cinematográfico da América do Norte registrou um recorde negativo histórico de bilheteria neste fim de semana. Se o fim de semana do Halloween tinha assustado o mercado com uma bilheteria de Top 10 que totalizava pouco mais de US$ 8 milhões, representando o faturamento mais baixo do ranking em quase meio século, neste fim de semana os cinemas americanos somaram US$ 6,5 milhões entre todos os títulos exibidos. Isto mesmo: este foi o valor total das bilheterias de todos os cinemas dos EUA e Canadá entre sexta e domingo (22/11). São os rendimentos mais baixos desde a reabertura dos cinemas em setembro, durante a pandemia, e provavelmente os menores valores desde os anos 1960. O montante também representa uma queda de 35% em relação à semana passada, quando o total girou em torno dos US$ 10 milhões. Os cinemas continuam fechados desde março em Los Angeles e Nova York, e os que ainda funcionam sofreram novo impacto com decisões de governos estaduais tomadas nos últimos dias. O horário de funcionamento do comércio voltou a encolher em alguns estados americanos, que implantaram até toque de recolher e emitiram novas orientações para a retomada do isolamento social, após o crescimento exponencial de casos de covid-19. Neste ritmo, os próprios exibidores podem optar por nova fase de fechamento para estancar seus custos de funcionamento, independente de decisão governamental. Como parâmetro, a maior das redes de cinema dos EUA, a AMC, gasta US$ 25 milhões semanais para manter suas salas abertas. A conta de manutenção não faz mais sentido. Por mais que tenham implementado medidas de higiene e protocolos de segurança, os multiplexes não despertaram confiança do público por continuarem a vender comes e bebes que são consumidos sem máscaras em salas herméticas com circulação de ar artificial. Puxando as bilheterias para baixo ainda há a falta de grandes lançamentos dos maiores estúdios de Hollywood. Entre sexta e domingo houve apenas a estreia de um filme chinês de distribuidora sem tradição cinematográfica, especializada em VOD (locação digital). O thriller de ação “Vanguard”, estrelado por Jackie Chan, abriu em 7º lugar com US$ 400 mil. Apenas um filme faturou mais de US$ 1 milhão, o líder “Freaky – No Corpo de um Assassino”, que fez US$ 1,2 milhão em sua segunda semana em cartaz. Somando seus 10 dias de liderança no ranking, a comédia de terror da Blumhouse/Universal fez ao todo 5,5 milhões nas bilheterias da América do Norte. Para dar noção da diferença, neste mesmo fim de semana do ano passado a Disney lançou “Frozen 2”, que faturou US$ 130 milhões em seus primeiros três dias no mercado interno.
Universal chega ao terceiro líder seguido nas bilheterias dos EUA
A comédia de terror “Freaky – No Corpo de um Assassino” estreou no topo das bilheterias da América do Norte neste fim de semana. Foi o terceiro filme diferente e consecutivo com distribuição da Universal a ocupar o 1º lugar em faturamento nas últimas semanas nos EUA e Canadá. Todos os três filmes campeões abriram com rendimentos similares. O atual fez U$ 3,7 milhões, demonstrando um padrão de arrecadação durante a pandemia, que só gerou resultados muito superiores com “Os Novos Mutantes” e “Tenet”, logo na reabertura dos cinemas. Como Hollywood desistiu de lançar novos candidatos a “blockbuster”, os valores se assentaram numa faixa de bilheteria de 50 anos atrás. Após “Freaky”, o Top 3 inclui o thriller “Let Him Go” e o terror “Come Play”, os dois campeões das semanas anteriores, formando uma trinca da Universal no topo do ranking. O motivo da predominância da Universal reflete um acordo do estúdio com uma das principais redes de cinema dos EUA, a AMC, para encurtar a janela de exibição. Em vez de deixar os filmes em cartaz por até três meses, a Universal pretende mantê-los em tela grande apenas três fins de semana, passando a seguir a disponibilizá-los em PVOD para locação digital. Em troca pelo Ok, a AMC ficou com direito a uma parcela dos lucros da comercialização online. O detalhe é que outras redes que se recusaram a negociar essa janela estão exibindo os filmes assim mesmo, simplesmente porque não tem opção. Os outros grandes estúdios suspenderam suas estreias até 25 de dezembro – espera-se, inclusive, que essa margem amplie. Com isso, apenas as produções da Universal, alguns títulos independentes e outros lançados simultaneamente em PVOD estão chegando ao mercado exibidor. Por conta desse negócio, o estúdio manteve, inclusive, um possível “blockbuster” em sua programação. A animação “Os Croods 2: Uma Nova Era” segue marcada para a semana que vem nos EUA, na quarta-feira (25/11), véspera do feriado local do Dia de Ação de Graças. Para completar as informações, “Freaky” foi o 14ª longa da produtora de terror Blumhouse a liderar a bilheteria para a Universal. O anterior tinha sido “O Homem Invisível”, que faturou US$ 28,2 milhões no início do ano, antes da pandemia. A estreia também foi bem-recebida pela crítica, com 85% de aprovação. Como sugere o título original, trata-se de uma versão slasher de “Freaky Friday”, produção infantil que (em seu remake mais recente) foi batizada de “Sexta-Feira Muito Louca” no Brasil. Para quem não lembra, é uma história de troca de corpos entre uma mãe e uma filha adolescente. Na versão da Blumhouse, a troca acontece entre uma adolescente e um serial killer, vividos respectivamente por Kathryn Newton (de “Supernatural” e “The Society”) e Vince Vaughn (“Penetras Bons de Bico”). “Freaky” foi escrito e dirigido por Christopher Landon, que já tinha feito sucesso com outro terror derivado de comédia, “A Morte Te Dá Parabéns” (versão slasher de “Um Feitiço no Tempo”). O lançamento no Brasil está marcado para 10 de dezembro nos cinemas. Veja o trailer abaixo.
Petra Belas Artes vai fechar por falta de bilheteria em São Paulo
Primeiro cinema a reabrir em São Paulo durante a pandemia, o Petra Belas Artes também será o primeiro a fechar, refletindo o receio do público com as salas de exibição. A falta de bilheteria tem tornado insustentável a sua manutenção e o cinema programou seu fechamento para 7 de dezembro. “A prefeitura decidiu deixar os cinemas fechados por mais tempo. A população tem a impressão de que eles são mais perigosos, disse à Folha de S. Paulo o diretor das salas, André Sturm, que é ex-secretário da Cultura de São Paulo. “Mas ontem eu passei na frente de um bar, e tinha um monte de gente se abraçando”, afirma. Ele defende que as salas respeitam os limites de lotação, não têm circulação de pessoas e possuem um sistema de ar condicionado seguro. Mas não fala nada da grande razão da insegurança do público: os cinemas insistem em vender comes e bebes, que são consumidos sem máscaras em suas imediações, muitas vezes no escuro, onde casais também trocam beijos sem máscaras. O diretor do Belas Artes revela que o espaço teve um déficit de R$ 2 milhões durante a pandemia e que, mesmo fechado, terá um gasto de R$ 150 mil em manutenção durante dezembro. Vale lembrar que durante o período em que esteve fechado, no auge da transmissão de coronavírus, o Belas Artes operou um drive-in bem-sucedido no estacionamento do Memorial da América Latina, com ingressos esgotados. O fim desse projeto coincidiu justamente com a reabertura dos cinemas. Sturm adiantou que vai suspender o contrato de 49 pessoas até o fim do ano e elas passarão a receber do governo federal, conforme prevê a lei de combate à covid-19. E espera poder reabrir o cinema em janeiro.
Disney+ (Disney Plus) supera 70 milhões de assinantes antes da estreia no Brasil
A cinco dias de sua inauguração no Brasil e no restante da América Latina, a Disney+ (Disney Plus) festeja a superação da marca de 70 milhões de assinantes mundiais. Chamando a plataforma de um “verdadeiro ponto brilhante” para os negócios da Disney, o CEO do conglomerado de entretenimento, Bob Chapek, destacou o sucesso do streaming em sua apresentação do desempenho da empresa para investidores nesta quinta (12/11). Com um total de 73,7 milhões de assinantes somados, a Disney+ (Disney Plus) superou em muito as projeções mais otimistas do estúdio. Vale lembrar que a meta da Disney era chegar a 60 milhões de assinantes em cinco anos. Tem 13 milhões a mais e nem completou inteiramente seu primeiro ano de atividades. O detalhe mais impressionante é que estes 13 milhões extras foram somados apenas nos últimos três meses, enquanto a projeção da Netflix para o mesmo período foi de 2,5 milhões de novos usuários. O grande atrativo da plataforma, que teve 10 milhões de inscrições nos EUA nas primeiras 24 horas de disponibilidade, é sua vasta biblioteca de programação, com muitas séries e filmes do catálogo da Disney, que só estão disponíveis no serviço. Mas ainda há pouco material criado exclusivamente para o streaming, o que chama atenção em sua comparação inevitável com a Netflix. Por enquanto, o maior atrativo é “The Mandalorian”, primeira série live-action derivada da saga “Star Wars”, e os filmes que a Disney redirecionou do cinema durante a pandemia, em especial “Mulan” e “Hamilton”. Outras produções badaladas, como séries derivadas dos filmes da Marvel, tiveram as gravações suspensas devido à crise sanitária mundial e só vão estrear em 2021. O fato é que a Disney+ (Disney Plus) se tornou mais que um “ponto brilhante”, mas o único ponto brilhante de todo o conglomerado Disney. Seu sucesso foi capaz de fazer subir as ações do estúdio em 5% nesta quinta, mesmo com perdas generalizadas em todas as outras áreas. A empresa está tomando um prejuízo estimado em US$ 6,9 bilhões na área que até então representava sua maior fonte de faturamento, os parques temáticos. Fechados ou com grandes limitações de funcionamento, os parques puxam a maior quantidade de demissões na Disney. Nada menos que 28 mil funcionários do setor já foram demitidos e mais cortes devem ser anunciados diante da falta de atividades da Disneylândia na Califórnia. Mas Chapek, que veio do comando dos parques para a chefia de todo o conglomerado, prefere destacar a capacidade demonstrada pela Disney para crescer diante das adversidades. “Mesmo com a interrupção causada pelo covid-19, fomos capazes de administrar nossos negócios de maneira eficaz e, ao mesmo tempo, tomar medidas ousadas e deliberadas para posicionar nossa empresa para um maior crescimento de longo prazo”, ele disse em um comunicado que acompanhou os números do trimestres. Apesar do otimismo, os números não favorecem o discurso de sucesso, porque o streaming é um negócio que ainda funciona no vermelho. A própria Disney espera que seu investimento na plataforma só comece a dar retorno em 2024. Mas o ritmo de crescimento pode adiantar esse prazo. A Disney planeja revelar mais detalhes sobre a reorganização de seus negócios e como pretende priorizar, impulsionar e investir em seu projeto de streaming em 10 de dezembro, data em que marcou um “Dia do Investidor”. A empresa também tende a usar esse evento para revelar novos detalhes de seu vindouro serviço de streaming internacional, que deverá ter a marca Star – a mesma de uma rede indiana que a Disney adquiriu da Fox.
WarnerMedia promove centenas de demissões
A WarnerMedia promoveu uma grande leva de demissões nesta semana. A largada começou com um e-mail do CEO Jason Kilar aos funcionários na manhã de terça (11/11), reconhecendo que o processo era “doloroso”, mas também uma etapa “crítica” na evolução da empresa, que virou uma divisão de entretenimento da AT&T após ser comprada pela companhia de telecomunicações. A Warner sofreu várias reduções de pessoal desde a aquisição de 2018, mas a tendência ganhou maior ênfase neste semestre atual, conforme a AT&T busca reorganizar seus negócios. Historicamente, as três unidades principais da companhia – HBO, Warner Bros e Turner – operavam principalmente como grupos autônomos. Agora, a palavra de ordem é sinergia, com equipes sendo mescladas pela primeira vez em décadas e muitas posições eliminadas no processo. O objetivo é reduzir uma dívida nada desprezível de US$ 151 bilhões, que disparou com a falta de receitas de cinema durante a pandemia de coronavírus e o investimento pesado no lançamento da plataforma HBO Max. Com cinemas fechados e empresas anunciando menos na TV, as demissões levaram em conta a nova realidade da companhia, que passa realmente por priorizar o streaming. A AT&T imagina reduzir entre 20% e 30% dos custos operacionais da WarnerMedia com a nova rodada de demissões, que inclui figurões e promove uma devassa no marketing da empresa. Entre os demitidos, estão Scott Rowe, vice-presidente de marketing da Warner Bros Television, que passou 27 anos na companhia, JP Richards, co-presidente de marketing do estúdio cinematográfico Warner Bros, e Jim Gallagher, vice-presidente de marketing do departamento de animações e filmes infantis. O departamento de recursos humanos da WarnerMedia não revelou números, mas a imprensa americana acredita que centenas de funcionários foram dispensados. Fontes do site Deadline revelaram que o CEO da companhia se dirigiu aos remanescentes numa videoconferência, na tarde de quarta (11/11), visando levantar a moral com um discurso de que, após os cortes, a WarnerMedia se posicionou para vencer no mercado. “Se tivermos convicção e coragem, seremos maiores do que a empresa jamais foi”, disse ele. Jason Kilar voltou a enfatizar a importância da HBO Max para o futuro da empresa, reiterando que “dizer que essa área é importante para nós é um eufemismo”, e confirmou os planos de expansão internacional para o streaming – sem fornecer detalhes. Embora o ritmo de demissões tenha estacionado nos EUA, após esta semana agitada, elas mal começaram no exterior, onde a empresa também passará por grande reformulação para lançar sua plataforma.
Thriller de vingança de Kevin Costner lidera bilheterias na América do Norte
Não é comum que um estúdio de lançamentos limitados, mesmo um pseudo-indie como o Focus, que na verdade pertence à NBCUniversal, lidere as bilheterias de fim de semana da América do Norte por duas semanas consecutivas. Mas esses não são tempos comuns e foi exatamente o que aconteceu, após a Focus Features conquistar o 1º lugar na semana passada com o terror “Come Play” e novamente assumir o topo neste domingo (8/11) com o thriller de vingança “Deixe-o Partir” (Let Him Go), estrelado por Kevin Costner e Diane Lane (os pais de Superman em “O Homem de Aço”). Espécie de “Rambo: Até o Fim” (2019) mais refinado, “Deixe-o Partir” agradou público e crítica. Atingiu 75% de aprovação no Rotten Tomatoes e faturou US$ 4,1 milhões em seu fim de semana de estreia, em 2,4 mil salas. O mais interessante é que, segundo pesquisas de mercado, a maior parte de sua bilheteria vem de espectadores mais velhos (66% acima dos 35), uma demografia que têm sido vista como relutante para voltar ao cinema. “Há cinéfilos que querem voltar aos cinemas. Se você não oferecer um filme a eles, se não der às pessoas a oportunidade de ver um filme, você nunca saberá se eles voltarão ou não”, disse a chefe de distribuição da Focus, Lisa Bunnell, ao site Deadline. Apesar desse discurso, não foram somente cinemas convencionais dos EUA que lotaram para ver o longa. O maior faturamento da produção foi registrado no Five Drive-In em Toronto, um cine drive-in canadense, que sozinho rendeu US$ 12,6 mil para a produção. Outra curiosidade da estreia é que, graças ao medo de Hollywood de queimar seus grandes lançamentos durante a pandemia, “Let Him Go” se tornou o primeiro líder de bilheteria protagonizado por Kevin Costner neste século – ou, mais especificamente, desde “Uma Carta de Amor”, em 1999. Ao contrário dos lançamentos indies tradicionais, a Focus, com o dinheiro da NBCUniversal, divulgou maciçamente a produção em comerciais de TV, iniciando sua campanha em 23 de agosto, durante o final da temporada de “Yellowstone”, série estrelada por Costner, e amplificando sua presença nos últimos dias, ocupando o espaço publicitário da CNN em plena apuração das eleições presidenciais – quando o canal registrou recorde de audiência nos EUA. O estúdio fez dobradinha no topo do ranking, já que “Come Play” ficou em 2º lugar, rendendo US$ 1,7 milhão em seu segundo fim de semana, após aumentar em 30 o número de salas de sua exibição – para atingir 2.213 telas, ao todo. Veja abaixo o trailer de “Let Him Go”, que não tem previsão de lançamento no Brasil.
Tenet vai ganhar versão digital em dezembro
“Tenet” entrou em cartaz apenas na semana passada no país, oferecendo um alívio efêmero ao circuito exibidor, mas já vai chegar ao mercado digital. A Warner agendou o lançamento do novo filme de Christopher Nolan nas plataformas digitais, em Blu Ray e DVD nos EUA em 40 dias, no dia 15 de dezembro. O Brasil foi o penúltimo país do mundo a recebê-lo – antes apenas da Argentina – , quando o desencanto com seu desempenho já tinha se tornado constatação. Até John Stankey, CEO da AT&T, conglomerado de comunicações que comprou a Warner, admitiu que o estúdio não marcou um gol ao apostar que o lançamento faria o público perder o medo da covid-19 para lotar novamente as salas de exibição. Antes visto como salvação do mercado por exibidores, preocupados em ter um grande lançamento para a volta das sessões de cinema, “Tenet” passou a ser lamentado como responsável por desencorajar Hollywood a lançar novos títulos de peso em 2020. Sua baixa bilheteria nos EUA – US$ 53,8 milhões – levou os estúdios a atrasarem suas produções de grande orçamento para 2021, com a exceção provisória de “Mulher-Maravilha 1984”, também da Warner e ainda esperada – sem muita convicção – neste Natal. Talvez não seja coincidência que sua distribuição em streaming tenha sido programada para antes da estreia prevista da continuação de “Mulher-Maravilha”, dando a Warner uma pista do interesse do público em assistir grandes lançamentos em PVOD (locação digital premium, isto é, mais cara). Afinal, “Tenet” não foi exibido nos cinemas de Nova York e Los Angeles, os dois maiores mercados dos EUA, porque eles continuam fechados devido à pandemia de coronavírus. Com os cinemas sendo novamente fechados na Europa, o filme também não terá mais como aumentar tanto suas bilheterias internacionais, que atualmente somam US$ 347,1 milhões – insuficientes para suprir as despesas de uma produção orçada em mais de US$ 200 milhões.












