Amazon fecha compra da MGM por US$ 8,45 bilhões
A Amazon fechou um acordo nesta quarta (26/5) e comprou lendário estúdio de cinema MGM por US$ 8,45 bilhões. Apesar de ter sido vazada na semana passada, a negociação teria sido bem mais longa – e, além da Amazon, a Apple também teria aberto conversas com o estúdio, mas o preço da aquisição foi considerado muito elevado para o prosseguimento das negociações. “O valor financeiro real por trás deste negócio é o tesouro de um catálogo profundo que planejamos reimaginar e desenvolver junto com a talentosa equipe da MGM. É muito empolgante e oferece muitas oportunidades para contar histórias de alta qualidade”, disse Mike Hopkins, vice-presidente sênior da Prime Video e Amazon Studios, ao revelar a compra pela manhã. O catálogo da MGM é vastíssimo, considerando que se trata de um dos estúdios mais antigos de Hollywood (fundado em 1924). A lista é repleta de clássicos (“O Mágico de Oz”, “E o Vento Levou”, “Rocky”, “O Silêncio dos Inocentes”), franquias cobiçadas no mundo do streaming (como os filmes de 007 e três séries longevas de um mesmo universo, “Stargate”), além de atrações modernas como os filmes “Creed”, “A Família Addams”, “Nasce uma Estrela”, as séries “The Handmaid’s Tale”, “Vikings”, “Fargo”, reality shows como “The Voice”, “Survivor”, “Shark Tank” e até um canal de TV paga, o Epix. Mas como frisou o executivo da Amazon, o negócio também inclui os direitos criativos de todas as produções – menos 007, que é propriedade da EON Productions – , para serem utilizados em novas continuações, remakes e séries derivadas. O negócio é a maior aquisição da Amazon no setor de mídia, e sinaliza que a empresa está disposta a investir pesadamente em conteúdo para seus serviços de streaming. A Amazon investiu US$ 11 bilhões em conteúdo em 2020, ante US$ 7,8 bilhões no ano anterior, e acaba de atingir 200 milhões de assinantes Prime em todo o mundo, dos quais 175 milhões assistiram conteúdo de streaming no ano passado. A aquisição da MGM também é uma estratégia que suprir a eventual perda de conteúdo por parte dos estúdios que estão lançando suas próprias plataformas, e da falta de novas produções inéditas em todo o mercado de entretenimento devido às paralisações durante a pandemia, dando ao Prime Video um reforço instantâneo de títulos para avançar no mercado e preocupar a Netflix. Ao comprar a MGM, a Amazon adicionará cerca de 4 mil títulos e 17 mil horas de programação de TV em seu serviço, que incluem propriedades de empresas adquiridas pelo estúdio ao longo dos anos, como as produções da Orion Pictures e American Internationtal Pictures. Além disso, contará com os novos projetos da MGM para este ano, como “House of Gucci”, de Ridley Scott, estrelado por Lady Gaga, e a sequência animada “Família Addams 2”. O avanço da Amazon reflete a alta competitividade deste mercado e acontece dias após a decisão da AT&T de negociar sua divisão de mídia, a WarnerMedia, com a Discovery, o que criará uma companhia de TV e cinema com valor empresarial de mais de US$ 130 bilhões. Os desdobramentos deste mês ainda refletem o fracasso das companhias de telecomunicações, como a própria AT&T e a Verizon, no negócio de produção de conteúdo e distribuição de streaming, enquanto a Disney prosperou no lançamento de sua própria plataforma, justamente após realizar uma aquisição milionária, dos estúdios Fox. Mas embora os planos para a livraria de títulos da MGM sejam claros, a aquisição deixa algumas incógnitas, como o destino do canal pago premium Epix, que tem seu próprio conteúdo – além de um serviço de streaming independente – com títulos como “Godfather of Harlem” e “Pennyworth”, e a produção do estúdio para outras plataformas, como “The Handmaid’s Tale” na rival Hulu e um spin-off de “Vikings” na Netflix. De todo modo, o negócio ainda precisará ser aprovado pelas agências reguladoras dos EUA, o que deve acontecer sem entraves jurídicos, mas exigirá – e revelará – maiores detalhes sobre a integração da MGM à Amazon.
Franquia “Jogos Mortais” atinge US$ 1 bilhão de bilheteria mundial
“Espiral – O Legado de Jogos Mortais” manteve-se no topo das bilheterias dos EUA pela segundo fim de semana, arrecadando mais US$ 4,5 milhões na América do Norte e US$ 2,67 milhões no resto do mundo entre sexta e domingo (23/5). Os valores representam o empurrão que faltava para a franquia “Jogos Mortais”, composta por nove filmes, ultrapassar US$ 1 bilhão de faturamento em todo o mundo. “Parabenizamos nossos amigos da Twisted Pictures e todos os cineastas e estrelas que fizeram parte do legado dos ‘Jogos Mortais’”, disse David Spitz, presidente de distribuição teatral doméstica da Lionsgate, sobre a marca histórica atingida pela franquia. “Ao longo dos anos, nossos parceiros têm sido inovadores, criativos e abertos a novas ideias, ao transformarem um filme de micro-orçamento em um fenômeno cultural de bilheteria e bilheteria.” Trata-se de uma conquista bastante significativa, porque os filmes de “Jogos Mortais” têm orçamentos modestos – o mais barato custou apenas US$ 1 milhão, enquanto o mais caro foi feito por US$ 20 milhões. Além disso, o feito acontece contra indicações da crítica especializada, que normalmente recebe mal os títulos ligados à saga do serial killer Jigsaw. O único dos filmes a ser considerado pelo menos medíocre (50% de críticas positivas) foi justamente o primeiro “Jogos Mortais”, lançado em 2004. Os demais tem pouquíssima aprovação, variando de 10% a 37% no levantamento do Rotten Tomatoes. “Espiral – O Legado de Jogos Mortais” teve a segunda nota mais alta, 37%. Os criadores de “Jogos Mortais”, James Wan e Leigh Whannell, há muito tempo deixaram de fazer parte dos rumos da história. Mas sua criação influenciou não apenas sequências, mas vários imitadores. “Espiral – O Legado de Jogos Mortais” tenta recomeçar a história com um elenco encabeçado por Chris Rock e Samuel L. Jackson. Ao todo, o filme já acumulou US$ 15,8 milhões na América do Norte e US$ 6,7 milhões no mercado internacional, somando US$ 22,5 milhões em todo o mundo. A estreia no Brasil está marcada para 17 de junho.
“Velozes e Furiosos 9” estreia com maior bilheteria internacional da pandemia
“Velozes e Furiosos 9” deu sua largada nos cinemas em oito países e já disparou nas bilheterias. Lançado em mercados em que os cinemas estão funcionando normalmente, o filme teve vendas tão fortes quanto no período anterior à pandemia, a ponto de se tornar a segunda maior estreia do estúdio Universal na China em todos os tempos – atrás apenas de “Velozes e Furiosos 8”. Só na China, o lançamento faturou US$ 135,6 milhões neste fim de semana, tornando-se o primeiro título americano a superar a marca de US$ 100 milhões de ingressos vendidos no país desde “Vingadores: Ultimato”, há mais de dois anos. Somando ainda as bilheterias da Coreia do Sul, Rússia e demais países, o total chega a US$ 162,4 milhões de arrecadação no mercado internacional. O desempenho assegurou ao longa a condição de maior estreia internacional de uma produção de Hollywood na era da pandemia. “Isso nos mostra que o público está disposto a voltar quando o filme certo estiver disponível”, disse Veronika Kwan Vandenberg, presidente de distribuição internacional da Universal, em comunicado. Para completar, o faturamento ainda ajudou a franquia de nove filmes a superar a soma de US$ 6 bilhões em vendas globais de ingressos de todos os seus títulos. Os bons resultados reforçam o acerto da decisão da Universal de não realizar um lançamento mundial simultâneo, como costumava ser regra para os filmes da saga estrelada por Vin Diesel. A estreia vai acontecer de forma escalonada, abrindo primeiro nos mercados que já superaram as restrições sanitárias da pandemia. Por conta disso, o filme só vai chegar nos EUA daqui a um mês – em 25 de junho. No Brasil, onde a crise da covid-19 ainda é grave – merecendo até CPI – , o lançamento demorará ainda mais, chegando apenas em dois meses – em 22 de julho. A continuação da franquia reúne o elenco original e ainda introduz um novo personagem: o irmão (que nunca tinha sido mencionado!) de Dominic Toretto (Vin Diesel). Interpretado por John Cena (“Bumblebee”), ele forma uma aliança com a vilã do capítulo passado, Cypher (Charlize Theron), para se tornar o novo inimigo a ser vencido por Dom, Letty (Michelle Rodriguez), Mia (Jordana Brewster, ausente do filme anterior), Tej (Ludacris), Roman (Tyrese Gibson) e a “novata” Ramsey (Nathalie Emmanuel). O filme também vai trazer de volta um personagem importante do grupo tido como morto: Han (Sun Kang), supostamente assassinado por Deckard Shaw (Jason Satham) no final de “Velozes e Furiosos 6”. Além dele, quem também retorna é Magdalene Shaw, a mãe do (ausente) Shaw, numa participação que finalmente permite à atriz Helen Mirren satisfazer seu desejo de dirigir um dos carros velozes da trama. Mas o retorno mais importante acontece atrás das câmeras. O diretor Justin Lin, que dirigiu quatro filmes da marca bem-sucedida – “Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio” (2006), “Velozes e Furiosos 4” (2009), “Velozes e Furiosos 5: Operação Rio” (2011) e “Velozes e Furiosos 6” (2013) – , volta a assumir a condução do espetáculo de destruição de carros e feitos impossíveis que caracterizam a saga.
Amazon estaria negociando a compra da MGM
Enquanto o mercado tenta entender a fusão entre WarnerMedia e Discovery, notícias de um novo negócio começam a sacudir a indústria do entretenimento. A possibilidade de a Amazon estar em vias de comprar o estúdio MGM vazou no final de segunda (17/5). A novidade está alinhada com informações de dezembro passado, de que a empresa estava em busca de um comprador. O Wall Street Journal afirmou na época que a MGM tinha contratado os bancos Morgan Stanley e LionTree para avaliar e oferecer seu portfólio à venda. Além da Amazon, a Apple também teria aberto conversas com o estúdio, mas o preço da aquisição foi considerado muito elevado para o prosseguimento das negociações. De fato, a venda da MGM tem sido cogitada há vários anos, mas nunca foi formalizada porque nunca houve consenso sobre o preço de seu acervo. Os acionistas acreditam que sua biblioteca de títulos está especialmente valorizada na atual era de streaming, em que uma multidão de plataformas compete por conteúdo e espectadores. Aparentemente, a MGM quer US$ 10 bilhões por todos os seus ativos, que incluem o catálogo de um dos estúdios mais antigos de Hollywood (fundado em 1924), repleto de clássicos (“O Mágico de Oz”, “E o Vento Levou”, “Rocky”, “O Silêncio dos Inocentes”), franquias cobiçadas no mundo do streaming (como os filmes de 007 e três séries longevas de um mesmo universo, “Stargate”), além de atrações modernas como os filmes “Creed”, “A Família Addams”, “Nasce uma Estrela”, as séries “The Handmaid’s Tale”, “Vikings”, “Fargo”, reality shows como “The Voice”, “Survivor”, “Shark Tank” e até um canal de TV paga, o Epix. O negócio também daria inclui os direitos criativos de todas as produções – menos 007, que é propriedade da EON Productions – , que poderiam render novas continuações, remakes e séries derivadas. A Amazon acaba de atingir 200 milhões de assinantes Prime em todo o mundo e estaria considerando a aquisição da MGM como estratégia para aumentar seu catálogo rapidamente, visando atrair ainda mais clientes em todo o mundo. A ideia é tirar a pressão de eventual perda de conteúdo por parte dos estúdios que estão lançando suas próprias plataformas, e da falta de novas produções inéditas devido às paralisações durante a pandemia, buscando um reforço de títulos para avançar no mercado e preocupar a Netflix. Segundo as notícias que circulam, a plataforma chegou num número que não desagrada completamente a MGM. Seria uma oferta na casa dos US$ 9 bilhões, em vias de ser finalizada. A negociação está sendo conduzida por Mike Hopkins, vice-presidente sênior da Amazon Studios e Prime Video, em contato direto com o presidente do conselho da MGM, Kevin Ulrich, que também é representante da Anchorage Capital, maior acionista do estúdio. Vale lembrar que a Amazon já oferece atualmente o catálogo da MGM num combo que inclui a plataforma do estúdio e o Amazon Prime Video. O combo está disponível para assinatura inclusive no Brasil.
Warner e Discovery oficializam fusão
A AT&T, gigante das telecomunicações que comprou a Warner, confirmou nesta segunda (15/5) os planos de fusão da WarnerMedia com a Discovery, que é dona de vários canais de TV. O negócio tem o objetivo de unir os conteúdos das duas companhias numa nova empresa com foco em streaming, que teria as produções roteirizadas (filme e séries) da WarnerMedia e as atrações sem roteiro (variedades, ciência e culinária) da Discovery. O valor estimado da nova empresa é de US$ 150 bilhões, juntando um portfólio de canais que inclui Discovery, HGTV, Food Network, TLC e Animal Planet ao grupo Warner, dono de estúdios de cinema e TV e canais como HBO, CNN, TNT e Cartoon Network, além da editora DC Comics e metade da rede The CW. Isto tornaria a nova empresa mais valiosa que a Netflix e a NBCUniversal, ficando atrás apenas do grupo Walt Disney em termos de empresas de mídia americanas. Segundo os termos do acordo, os acionistas da AT&T controlarão 71% da nova empresa, enquanto os acionistas da Discovery deterão 29%. Os conselhos de ambas as empresas já aprovaram o pacto e a transação deve ser concluída em meados de 2022, sujeita à aprovação dos reguladores públicos e acionistas do Discovery. Mas dois principais apoiadores do Discovery, o executivo de mídia John Malone e a empresa de mídia Advance, já adiantaram que votarão a favor da transação. As duas empresas definiram em conjunto que David Zaslav será o CEO da nova companhia, que ainda não foi batizada. Ele lidera a Discovery desde 2007 e seu foco no crescimento dos negócios manteve a empresa competitiva, embora tenha uma escala muito menor do que vários de seus rivais. Vale lembrar que a WarnerMedia investiu recentemente na HBO Max, streaming que substitui a HBO GO e reúne suas maiores propriedades. O plano de expansão da plataforma inclusive previa seu lançamento em junho no Brasil (e em toda a América Latina). Mas a Discovery também tem uma plataforma própria, chamada de Discovery+, que da mesma forma traçava planos de chegar ao Brasil nos próximos meses. Ainda não há detalhes sobre o que acontecerá com os dois serviços de streaming após a fusão. E o fato de Jason Killar, CEO da WarnerMedia, não ter sido escolhido para comandar a nova empresa é significativo. Killar nem sequer está sendo mencionado nos comunicados e entrevistas que acompanham o anúncio. O negócio marca uma reviravolta abrupta para a AT&T, que está claramente descartando seus ativos da Warner depois de pouco menos de três anos de sua compra da Time Warner. Nos últimos meses, a empresa sofreu cortes em seu quadro de funcionários e passou a vender partes do grupo, como o provedor de TV paga DirecTV, comercializado com o fundo TPG, a plataforma Crunchyroll, negociada pela Sony por US$ 1,2 bilhão, e o fim de sua participação no serviço de streaming Hulu, adquirida pela Disney. A verdade é que a AT&T não tinha afinidade com o negócio de produção de conteúdo e implodiu a empresa que comprou. A plataforma DC Universe, que lançou com sucesso as melhores séries baseadas em quadrinhos da empresa, foi canibalizada pela HBO Max. Os principais executivos da WarnerMedia que ajudaram a construir a HBO e a Tuner Sports foram demitidos. A empresa ficou sem um chefe de vendas de anúncios por um ano. E as escolhas da AT&T para novos diretores de conteúdo levaram veteranos como Bob Greenblatt e Kevin Reilly – que se sentiram desprestigiados – a se juntarem ao êxodo geral de executivos de ponta. Originalmente uma empresa de telefonia, a AT&T se atrapalhou para conduzir a WarnerMedia, endividou-se e passou a sofrer pressão de seus acionistas para voltar a se concentrar em seu lucrativo negócio primário. Segundo o CEO da companhia, John Stankey, o foco principal é mesmo retomar a atividade de empresa de tecnologia de comunicação, especialmente com a chegada do 5G e novidades impulsionadas por um wifi mais potente. Ao anunciar a fusão, a AT&T basicamente admitiu que precisava sair do negócio de conteúdo. “Ficou claro para mim nos últimos meses … que estávamos atingindo a velocidade de fuga”, afirmou Stankey nesta segunda. “Ficou claro para mim que precisaríamos de uma estrutura de capital diferente”, disse ele, e “produtos melhores virão da empresa de mídia e da empresa de telecomunicações como resultado dessa mudança”. Por enquanto, porém, a notícia da fusão apenas desvaloriza (mais) a WarnerMedia, que deve perder seu nome e ser comandada por um executivo da Discovery. De fato, o CEO escolhido para liderar a nova empresa pretende combinar os ativos da Discovery e da Warner, não mantê-los separados, o que levará à eliminação de áreas e marcas concorrentes. Se por um lado é fácil ver como isso faz sentido em acordos esportivos da WarnerMedia com a NHL, MLB e NCAA e o portfólio de direitos esportivos europeus do Discovery, bem como as operações de notícias internacionais do Discovery dentro da estrutura da CNN, as duas empresas têm, como apontado, plataformas de streaming diferentes. Zaslav já reconheceu que terá que determinar se a Discovery Plus e a HBO Max vão continuar a existir da forma atual. Mas fontes próximas ao negócio informaram à revista Variety que, a princípio, a empresa manterá os planos de lançamento da HBO Max no Brasil no mês que vem. “Tanto a HBO Max quanto a Discovery Plus chegaram longe nos últimos meses; voltar atrás seria bastante complicado”, disse um profissional da AT&T ouvido pela publicação americana. Uma apresentação do projeto de fusão está agendada para esta terça-feira (18/5), onde os encarregados pelas mudanças abordarão o que está por vir – especialmente em relação ao streaming, que foi alardeado como prioridade da nova empresa.
Warner estaria negociando fusão com a Discovery
A AT&T, dona da WarnerMedia, abriu negociações com a Discovery Inc, dona dos canais Discovery, para as duas empresas formarem uma joint venture, visando uma fusão da WarnerMedia e a Discovery para enfrentar a Disney, a Amazon, a Netflix e o próprio Google, dono do YouTube. Segundo apurou o site de notícias Bloomberg, um anúncio oficial pode ser feito nesta semana. A união representaria a criação de uma nova empresa de mídia avaliada em pelo menos US$ 150 bilhões, juntando um portfólio de canais que inclui Discovery, HGTV, Food Network, TLC e Animal Planet ao grupo Warner, dono de estúdios de cinema e TV e canais como HBO, CNN, TNT e Cartoon Network, além de metade da rede The CW. Mas o foco do negócio deve ser mesmo o streaming. A Discovery divulgou em abril que havia alcançado 15 milhões de assinantes após lançar sua própria plataforma de streaming, a Discovery+, enquanto a HBO Max, da WarnerMedia, contabilizava 44 milhões de assinantes até o final de março. Os números estão muito distantes dos líderes do mercado. Lançada há pouco mais de um ano, a Disney+ já superou 100 milhões de assinantes, enquanto a Netflix tem mais de 200 milhões. A união seria uma forma de crescer com mais rapidez num negócio muito competitivo, no qual quem tem mais conteúdo leva maior vantagem. Esta é a visão otimista do negócio. Mas há a pessimista, que avalia que a AT&T teria se arrependido da compra da Time Warner por mais de US$ 80 bilhões em 2018 e busca uma forma de se livrar do conglomerado de mídia sem parecer que esteja fazendo exatamente isso. Afinal, a compra da Warner transformou a AT&T na empresa mais endividada do mundo e qualquer fusão penduraria suas dívidas no bolso de novos sócios. Os gigantes de tecnologia estariam percebendo, aos poucos, que produzir conteúdo não é o bom negócio que aparentava. A tendência é bem clara na venda da divisão de mídia da Verizon (concorrente da ATT&T), com propriedades como o Yahoo e AOL, para a Apollo Global Management Inc. por US$ 5 bilhões. O clima de venda da WarnerMedia pode ser intuído pelos sinais dados pela empresa nos últimos meses, com cortes em seu quadro de funcionários e comercialização de partes do grupo, como o provedor de TV paga DirecTV, vendido para o fundo TPG, a plataforma Crunchyroll, negociada para a Sony por US$ 1,2 bilhão, e o fim de sua participação no serviço de streaming Hulu, adquirida pela Disney. Originalmente uma empresa de telefonia, a AT&T sofre pressão de seus acionistas para voltar a se concentrar em seu lucrativo negócio primário. Segundo o CEO da companhia, John Stankey, o foco principal deve voltar ser tecnologia de comunicação, especialmente com a chegada do 5G e novidades impulsionadas por um wifi mais potente. Claro que o acordo entre AT&T e Discovery pode nunca sair do papel, considerando os entraves comerciais de tamanha negociação. Além disso, é interessante considerar que a Discovery nem foi a primeira opção de sociedade buscada para a WarneMedia. O site Deadline apurou que a NBCUniversal chegou a ser visada anteriormente, mas sua controladora, Comcast, não viu vantagem na fusão, já que também é concorrente da AT&T em telefonia, preferindo apostar que seu próprio portfolio seria suficiente para a era do streaming – mesmo que seu serviço, o Peacock, seja o mais atrasado em planos de expansão entre as novas plataformas digitais.
Novo “Jogos Mortais” estreia em 1º lugar nos EUA
A estreia de “Espiral – O Legado de Jogos Mortais” liderou as bilheterias do fim de semana nos EUA e Canadá, arrecadando US$ 8,7 milhões em 2,8 mil cinemas. O valor é similar ao atingido na semana passada pelo lançamento de “Infiltrado”, novo thriller de ação estrelado por Jason Statham, e aponta que o mercado estabilizou em nível baixo. Apesar da vacinação avançada e da liberação do uso de máscaras nos EUA, ainda há cerca de 45% de cinemas fechados na América do Norte, especialmente no Canadá. A situação aflige estúdios que olham para o calendário e veem que em duas semanas tem feriadão com os lançamentos de “Cruella” e “Um Lugar Silencioso – Parte II”. Enquanto “Infiltrado” segurou o segundo lugar, com US$ 3,7 milhões em 3 mil telas, os sinais de alerta piscaram forte para o lançamento de “Aqueles que Me Desejam a Morte”, thriller de ação estrelado por Angelina Jolie, que faturou apenas US$ 2,8 milhões em mais salas (3,1 mil) que qualquer outro filme na semana. “Aqueles Que Me Desejam a Morte” estreou simultaneamente na HBO Max, como todos os outros títulos da Warner Bros neste ano, mas ao contrário dos anteriores, como “Godzilla vs Kong” e “Mortal Kombat”, o estúdio não investiu tanto em publicidade. Se dependesse da crítica, o filme dirigido por Taylor Sheridan (criador de “Yellowstone”) mereceria mais público. Considerado convencional, mas tenso na medida certa para o gênero, o thriller atingiu 64% de aprovação no Rotten Tomatoes. Bem mais que os 39% do novo “Jogos Mortais”, que foi considerado uma oportunidade perdida de reviver a franquia. A maior novidade da semana, entretanto, foi um lançamento que nem apareceu no Top 5, mas representa um acordo inédito entre a Netflix e as salas de cinema para começar a exibir produções feitas para a plataforma nos cinemas dos EUA, uma semana antes da estreia em streaming. Sem a pandemia, esse negócio seria inimaginável, devido o clima de rivalidade do circuito exibidor com as plataformas digitais. A novidade permitiu a estreia de “Army of the Dead: Invasão em Las Vegas”, o filme de zumbis de Zack Snyder, em pouco mais de 400 telas. Ainda é pouco, mas muito mais que a dezena de salas que a Netflix costumava mobilizar em suas antigas tentativas de qualificação para o Oscar. Apesar disso, a falta de publicidade não deve ter rendido um estouro de vendas. Só que ninguém sabe ao certo quanto foi a bilheteria, porque a Netflix não liberou a contabilidade, mantendo a obscuridade que cerca seus números também no levantamento da venda de ingressos.
Filme de ação com Jason Statham lidera as bilheterias dos EUA
“Infiltrado”, novo thriller de ação estrelado por Jason Statham, nocauteou facilmente a concorrência nas bilheterias do fim de semana nos EUA e Canadá com uma ótima estreia de US$ 8,1 milhões. O filme marca o reencontro entre o astro e o diretor Guy Ritchie, que começaram suas carreiras juntos em 1998, em “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes”. Eles também fizeram “Snatch: Porcos e Diamantes”, em 2000, e “Revólver”, lançado em 2005. Remake do francês “Assalto ao Carro Forte” (2004), “Infiltrado” traz Statham como um segurança letal de carro-forte, que torce para ser assaltado e ter uma desculpa para matar os criminosos. Na trama, ele conseguiu esse emprego apenas para se vingar dos responsáveis pelo assassinato de seu filho num assalto similar. Ele deduziu que integrantes da própria empresa de segurança vazam informações ou lideram os assaltos, e planeja chegar aos mandantes como um guarda armado, com o álibi perfeito para eliminar, um por um, todos os suspeitos do crime. Com 66% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme foi considerado razoável. A produção também fez sucesso no exterior, onde arrecadou US$ 17,6 milhões para um total global de US$ 25,6 milhões. A estreia no Brasil está marcada para 27 de maio. O Top 5 bilheteria norte-americana ainda traz o anime “Demon Slayer: Mugen Train” em 2º lugar com US$ 3,1 milhões, “Mortal Kombat” em seguida com US$ 2,4 milhões, “Godzilla vs. Kong” com US$ 1,9 milhão e “Raya e o Último Dragão” com US$ 1,86 milhão.
Paulo Gustavo morreu com contrato assinado para virar estrela da Amazon
Humorista de maior sucesso no Brasil, Paulo Gustavo morreu no momento em que pretendia fazer decolar sua carreira internacional. Falecido na terça (4/5), em decorrência de complicações da covid-19, ele tinha assinado um contrato de longo prazo com a Amazon para ser a principal estrela brasileira da plataforma. O contrato iria começar a valer a partir de 1º de janeiro de 2022, com duração de cinco anos. Até lá, Paulo Gustavo iria cumprir seus compromissos profissionais no Grupo Globo – entre eles o lançamento de uma série baseada na peça e nos filmes de “Minha Mãe é uma Peça”. Roteiro, cenário e figurinos estavam prontos, mas, na véspera do início das gravações, Paulo Gustavo foi internado com covid-19. Segundo apurou a revista Piauí, a negociação entre Paulo Gustavo e a Amazon levou mais de dois anos e só foi fechada pela promessa de internacionalização de sua carreira e a chance de assinar como produtor-executivo de seus projetos. A proposta era fazer séries, filmes e especiais de fim de ano. O contrato previa exclusividade e participação nos lucros, com uma cláusula segundo a qual receberia, além de um valor fixo anual, um complemento de acordo com a performance de cada obra. Ainda conforme a Piauí, só as luvas do contrato, para tê-lo no casting da Amazon, foram de R$ 1,8 milhão. E a estimativa do negócio era para que ele ganhasse R$ 5 milhões por ano – valor que poderia ser maior a depender do sucesso de cada produto. O acordo também previa que seus próximos filmes poderiam estrear no cinema, para só depois migrarem para o catálogo do streaming. Com o negócio, a Amazon passaria a contar com o artista mais popular do país, que só em seu último filme, “Minha Mãe é uma Peça 3”, levou 11,5 milhões de brasileiros ao cinema e rendeu R$ 143,9 milhões de bilheteria – o maior faturamento de um filme nacional em todos os tempos. Ele também tinha um dos maiores cachês do mercado publicitário brasileiro, mas devolvia parte do que arrecadava em obras sociais. O padre Julio Lancellotti contou que o artista doou 1,5 milhão de reais só para o projeto Obras Sociais Irmã Dulce. Paulo Gustavo também doou R$ 500 mil para a compra de oxigênio durante a crise deste ano em Manaus. E durante o auge da pandemia no ano passado, depositou R$ 1 mil ao longo de três meses para 120 pessoas que trabalharam em seus filmes – que empregavam direta e indiretamente 150 pessoas.
“Nomadland” surpreende nas bilheterias do Brasil após vencer o Oscar
A reabertura dos cinemas brasileiros e a premiação do Oscar 2021 coincidiram para transformar “Nomadland” numa espécie de “blockbuster” no país. O drama independente da diretora Chloé Zhao, que venceu o Oscar de Melhor Filme do ano, levou 7,1 mil espectadores aos cinemas e arrecadou R$ 162 mil neste fim de semana, ficando atrás apenas de um blockbuster de verdade, “Godzilla vs Kong”, que teve 104 mil espectadores e obteve R$ 1,8 milhão nas bilheterias do Brasil. A ironia é que “Nomadland” foi um grande fracasso comercial nos EUA, consagrando-se como o vencedor do Oscar de menor arrecadação de todos os tempos. Ao todo, o filme da Searchlight Pictures faturou apenas US$ 2,1 milhões no mercado norte-americano. Já “Godzilla vs Kong” é um fenômeno global, que ultrapassou US$ 90 milhões na América do Norte e US$ 400 milhões nas bilheterias mundiais. Os monstros gigantes e o Oscar juntaram forças no Brasil para reaquecer o mercado. Ao todo, 142,9 mil espectadores foram aos cinemas brasileiros entre quinta e domingo (2/5), resultando numa arrecadação de R$ 2,59 milhões no fim de semana, de acordo com levantamento da consultoria Comscore. Os números representam um salto de 343% no público em comparação com a semana anterior, quando apenas 32,3 mil pessoas foram as cinemas. A diferença tem menos relação com o Oscar que aparenta. Deve-se simplesmente à volta do funcionamento das salas de exibição, que estavam fechadas em muitos estados devido à pandemia de coronavírus – inclusive em São Paulo, maior mercado de cinema do Brasil. A bilheteria deste fim de semana se assemelha aos valores registrados no final de fevereiro, quando ocorreu o fechamento de São Paulo. Desde então, os números só voltaram a registrar mais de 100 mil espectadores neste fim de semana.
“Demon Slayer” surpreende e vence “Mortal Kombat” nos EUA
O anime “Demon Slayer: Mugen Train” confirmou que é mesmo um fenômeno ao ultrapassar “Mortal Kombat” nos Estados Unidos e Canadá neste final de semana. Filme de maior bilheteria do Japão em todos os tempos, o desenho animado faturou US$ 6,4 milhões entre sexta e domingo (2/5), enquanto “Mortal Kombat” fez US$ 6,2 milhões. Os dois estrearam no fim de semana passado em posições invertidas. Eles também tiveram uma queda de arrecadação similar, de cerca de 70% em relação às suas bilheterias iniciais. Numa época “normal”, esta queda poderia ser interpretada como uma catástrofe financeira, mas durante a pandemia não é tão terrível. Afinal, a reabertura do mercado norte-americano está acontecendo em ritmo lento. Apenas 57% dos cinemas estão em funcionamento. Exibido em 1,9 mil salas, “Demon Slayer” já soma impressionantes US$ 34,1 milhões na América do Norte até o momento. Com isso, ultrapassou “Dragon Ball: Super Broly” (US$ 30 milhões) para se tornar o terceiro maior sucesso de anime lançado nos cinemas dos EUA. No exterior, o filme coleciona recordes. Ele se tornou o campeão japonês ao faturar US$ 368 milhões e virou o anime de maior bilheteria da História ao ultrapassar US$ 423 milhões em todo o mundo. Já “Mortal Kombat” atingiu US$ 34 milhões na América do Norte em duas semanas, apesar de a Warner ter lançado a adaptação do videogame simultaneamente em streaming na HBO Max. No mundo inteiro, o filme soma US$ 66 milhões em vendas de ingressos, mas ainda não estreou em vários países, inclusive no Brasil, onde o lançamento está marcado para 20 de maio. O 3º lugar norte-americano ficou com “Godzilla vs. Kong”, outra produção da Warner Bros., que adicionou mais US$ 2,7 milhões a seu faturamento, chegando a US$ 90 milhões no mercado doméstico. Sucesso global, o filme já arrecadou US$ 415 milhões em todo o mundo. O Top 5 ainda inclui a estreia do terror “Separation” (US$ 1,8 milhão), que foi destruído pela crítica (11% no Rotten Tomatoes), e o thriller “Anônimo” (US$ 1,2 milhões) em sua 6ª semana em cartaz. Estrelado por Bob Odenkirk (“Better Call Saul”), “Anônimo” já fez US$ 23 milhões no mercado interno e chega ao Brasil em 27 de maio.
Mortal Kombat vence luta pelas bilheterias dos EUA
“Mortal Kombat” saiu-se vencedor da disputa pela liderança das bilheterias da América do Norte. E foi mesmo uma luta. Pela primeira vez desde o começo da pandemia, dois filmes travaram uma competição pela venda de ingressos, resultando na maior arrecadação total de fim de semana em mais de um ano nos EUA e no Canadá. A adaptação do videogame faturou US$ 22,5 milhões em 3.073 cinemas, a segunda maior estreia da pandemia, perdendo apenas para “Godzilla vs. Kong” (US$ 31 milhões em março). Vale lembrar que ambos são produções da Warner Bros. e tiveram lançamentos simultâneos em streaming para assinantes da HBO Max, o que torna seus desempenhos ainda mais impressionantes. Em comunicado, Jeff Goldstein, presidente da distribuição doméstica da Warner Bros., exaltou a performance de “Mortal Kombat”: “Este fim de semana foi uma verdadeira vitória para a indústria”. De fato, o sucesso de “Mortal Kombat” foi acompanhado de perto por “Demond Slayer: Mugen Train”, animação japonesa baseada numa série anime popular, que atingiu US$ 19,5 milhões. Somando os outros filmes em cartaz, as bilheterias tiveram uma receita estimada em US$ 54,2 milhões entre todos os cinemas norte-americanos abertos entre sexta e este domingo (25/4), assinalando o começo de um retorno à normalidade para um mercado extremamente afetado pela epidemia de coronavírus. O Top 5 contou com “Godzilla vs. Kong” (US$ 4,2 milhões), “Anônimo” (US$ 1,8 milhão) e “Raya e o Último Dragão” (US$ 1,6 milhão). Destes três, penas “Anônimo” é inédito no Brasil. O filme de ação estrelado por Bob Odenkirk (“Better Call Saul”) tem estreia nacional marcada para 13 de maio. O êxito de “Demond Slayer” ainda ampliou o histórico recordista da produção. Lançado em seu país de origem no final do ano passado, o filme chegou aos EUA com a fama de fenômeno, após se consagrar como a maior bilheteria do cinema japonês em todos os tempos, e ainda recebeu elogios rasgados da imprensa especializada. Na disputa da preferência crítica, “Demond Slayer” venceu com folga, com impressionantes 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, quase o dobro da boa vontade despertada por “Mortal Kombat”, considerado medíocre com seus 55%. Graças ao desempenho norte-americano, a animação japonesa ultrapassou a marca de US$ 440 milhões de bilheteria mundial. Enquanto isso, “Mortal Kombat” chegou a US$ 50 milhões em todo o mundo em seu primeiro fim de semana em cartaz. O filme japonês não tem previsão de lançamento nacional, mas a série em que se baseia pode ser encontrada na Netflix. Já a adaptação do videogame só vai chegar nos cinemas brasileiros em 20 de maio.
HBO Max chega a 44,2 milhões de assinantes antes de estrear no Brasil
A WarnerMedia revelou os números do desempenho do seu serviço de streaming no primeiro trimestre do ano. Entre janeiro e março, a HBO Max ganhou cerca de 2,7 milhões de novos assinantes, em grande parte devido ao impulso dos lançamentos da “Liga da Justiça de Zack Snyder” e de “Godzilla vs. Kong”. O crescimento é significativo porque, no mesmo período, a Netflix só conseguiu acrescentar mais 450 mil novos assinantes. A diferença é que a Netflix tem 207,6 milhões de assinantes globais, enquanto a HBO Max chegou agora a 44,2 milhões de assinantes, com base nos números medidos no final de março. Mas, por outro lado, a plataforma da Warner ainda não está presente em muitos países. O lançamento no Brasil, por exemplo, está marcado apenas para junho. Outro dado relevante foi o retorno financeiro da prioridade dada pela empresa ao streaming. O relatório preparado pela WarnerMedia para o mercado revelou que sua receita do primeiro trimestre cresceu 9,8% em relação ao ano passado, chegando a US$ 8,5 bilhões. As assinaturas da HBO Max foram consideradas forças motrizes na geração desse dinheiro, demonstrando que a empresa fez uma escolha inteligente com sua estratégia para 2021, ao decidir disponibilizar simultaneamente filmes no cinema e no streaming. Vale mencionar que os executivos da WarnerMedia acreditam que o sucesso da HBO Max se deve justamente a esta estratégia de lançamento, e em especial a “Godzilla vs. Kong”, minimizando os créditos da “Liga da Justiça de Zack Snyder” nessa estratégia.












