Alvo de “boicote”, “Minha Irmã e Eu” vira maior sucesso nacional desde “Minha Mãe É uma Peça 3”
A comédia “Minha Irmã e Eu”, estrelada por Ingrid Guimarães e Tatá Werneck, conseguiu um feito nesta semana, ao ultrapassar a marca de 1 milhão de espectadores nas salas de cinema. Foi a primeira vez que uma produção brasileira atingiu essa marca desde o começo da pandemia de covid-19. Lançado no final de dezembro, o longa precisou de três semanas para atingir esse público, tornando-se a primeira produção desde “Minha Mãe é uma Peça 3”, lançado em 2019, a atingir esse número. Por coincidência, os dois filmes tem a mesma diretora: Susana Garcia. Vale lembrar que o filme estrelado por Paulo Gustavo foi visto ao todo por 11,8 milhões de espectadores, quando o cinema brasileiro tinha lei de cotas vigente e não era visto como algo a ser destruído por bolsonaristas. “Minha Irmã e Eu” chegou a 1 milhão de espectadores em meio a uma campanha de boicote de bolsonaristas, assim como “Mamonas Assassinas – O Filme”, “Ó Pai, Ó 2”, “Medida Provisória” e “Marighella”, todos sucessos de bilheteria. O motivo desses supostos boicotes é sempre o mesmo: o envolvimento de atores que apoiaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas últimas eleições. Comemoração Susana Garcia, que também dirigiu “Minha Vida em Marte”, se disse orgulhosa pelo sucesso da obra. “Eu vejo com muita alegria porque depois de uma pandemia que mudou tanto os hábitos dos brasileiros. Sinto que ‘Minha Irmã e Eu’ lembra a todos nós como é gostoso ir ao cinema e como a cultura nos fortalece. E também lembra a gente que o cinema nacional tem folego para vencer qualquer preconceito de quem ainda acha que o que produzimos é ruim. A comédia, em especial, tem o dom do vencer preconceitos e, por meio do riso, tocar em assuntos sérios e envolver o espectador”, ela disse ao jornal O Globo. “Para mim é também a comprovação de que trabalho duro dá resultado, pois venho de uma trilogia de sucesso. Como diretora me sinto feliz, honrada e orgulhosa, me faz querer continuar e também me mostra que estou no caminho certo que é contar histórias engraçadas e emocionantes e que provocam questionamentos e reflexões na vida das pessoas”, completou. Além de “Minha Irmã e Eu”, o início de 2024 também destacou o sucesso de “Mamonas Assassinas – O filme”, que vem alcançando bons números em cartaz, com mais de 600 mil espectadores, audiência maior que a do filme brasileiro mais visto do ano passado, “Nosso Sonho”, com 521 mil espectadores.
Tom Cruise troca Paramount por Warner em novo contrato
Responsável pelos maiores sucessos recentes da Paramount Pictures, Tom Cruise fechou um novo acordo com a Warner Bros. para estrelar novos filmes a partir de 2024. O próprio ator compartilhou a troca de “casa” em suas redes sociais. “Tenho grande respeito e admiração por toda a equipe da Warner Bros. Discovery e seu compromisso com o cinema, os fãs de cinema e a experiência cinematográfica. Estou ansioso para fazer ótimos filmes juntos”, ele escreveu para acompanhar a divulgação da nota oficial. Os presidentes da Warner Bros. Pictures, Michael De Luca e Pam Abdy, revelaram em comunicado que assinar com Tom Cruise era um desejo antigo de David Zaslav, CEO do conglomerado Warner Bros. Discovery, que tem como objetivo aumentar o investimento da empresa em cinema, tirando um pouco do foco do streaming. Com a parceria, o astro volta a trabalhar com o estúdio onde realizou obras marcantes de sua filmografia, como “Negócio Arriscado”, “Entrevista com o Vampiro”, “De Olhos bem Fechados” e “No Limite do Amanhã” – que, por sinal, tem planos de sequência. Na Paramount Pictures, Tom Cruise realizou suas franquias de maior sucesso: “Missão impossível” e “Top Gun”. Mas o acordo com a Warner não prevê uma exclusividade, permitindo convites para projetos de outros estúdios. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tom Cruise (@tomcruise)
Elon Musk põe empresas em risco por uso de drogas, afirma jornal americano
O prestigioso jornal americano Wall Street Journal, considerado a Bíblia do mercado financeiro nos EUA, publicou uma reportagem denunciando que Elon Musk faz uso recreativo de drogas pesadas como cetamina, LSD, cocaína e cogumelos “mágicos”, e que isso tem feito diretores e acionistas de suas empresas – Tesla, X, SpaceX, entre outras – perderem o sono com o temor de que suas companhias sejam afetadas. O uso de drogas explicaria as decisões repentinas de Musk, como a compra do Twitter (hoje X) e todas as decisões tomadas da noite pro dia sobre a plataforma, além de seu comportamento bizarro, como o desafio a Mark Zuckerberg, dono da Meta, para uma luta de MMA, e a ofensa pública ao CEO da Disney, Bob Iger, numa entrevista sobre os problemas do X com anunciantes. Musk não respondeu aos pedidos de comentário do Wall Street Journal, mas seu advogado, Alex Spiro, afirmou que o empresário é submetido a testes de drogas com frequência, de forma aleatória, e nunca falhou em nenhum dos exames. Entretanto, Musk já assumiu publicamente fazer uso de drogas com certa frequência. Em 2018, o bilionário apareceu no videocast de Joe Rogan fumando maconha, o que fez as ações da Tesla caírem mais de 9% no mesmo dia. Ele também já assumiu usar cetamina, um anestésico potente e com efeito psicodélico, para tratar depressão – o uso do medicamento de forma controlada é realmente prescrito por psiquiatras nos EUA para o tratamento da doença. Segundo a reportagem, o bilionário abusa de drogas em festas e eventos ao redor do mundo, e as pessoas que o acompanham tem que assinar um documento de confidencialidade ou entregar seus celulares na entrada do encontro. As fontes do Wall Street Journal alertaram, porém, que o vício ficou mais evidente a partir de 2017. O consumo desenfreado estaria prejudicando os negócios do homem mais rico do mundo, com investidores temerosos pela saúde e a capacidade de Musk de administrar suas empresas. De acordo com a reportagem, ele se tornou incapaz de esconder o problema ao aparecer drogado no trabalho, com dificuldades de apresentar reuniões ou conversar com colegas.
“As Marvels” sai de cartaz com a pior bilheteria da Marvel em todos os tempos
“As Marvels” encerrou sua temporada nos cinemas nesta semana, registrando apenas US$ 205,8 milhões de faturamento. Com isso, sai de cartaz com a menor bilheteria entre todos os filmes do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), abaixo até de “O Incrível Hulk”, que fez US$ 264 milhões em 2008. O filme foi um fracasso histórico. Orçado em US$ 274,8 milhões, deixou um prejuízo de centenas de milhões de dólares para a Disney. Muitos questionaram o motivo de Kevin Feige, chefão do Marvel Studios, tirar o protagonismo solo da Capitã Marvel após o primeiro filme da heroína render US$ 1,1 bilhão em 2019. Em vez de uma história centrada na personagem, o estúdio dividiu seu destaque com duas personagens de séries sem o mesmo apelo comercial, demonstrando a confusão criada pelo compartilhamento de produções de cinema e televisivas no MCU. O resultado negativo nas bilheterias coloca em cheque a noção de que o público assiste qualquer coisa lançada pela Marvel. Reavaliando sua estratégia, o estúdio anunciou uma série de adiamentos, deixando apenas “Deadpool 3” como seu único lançamento nos cinemas em 2024.
Disney perde bilheteria mundial para a Universal após anos de domínio no cinema
A Universal Pictures alcançou um marco significativo no mercado cinematográfico em 2023, conquistando a liderança na bilheteria mundial do ano com seus filmes, um feito que não ocorria desde que a Disney passou a dominar o setor em 2016. A receita global dos 24 filmes lançados pela Universal atingiu aproximadamente US$ 4,91 bilhões, superando os US$ 4,83 bilhões gerados pelos 17 títulos da Disney em 2023. Donna Langley, presidente do NBCUniversal Studio Group e diretora de conteúdo do conglomerado, foi peça-chave neste sucesso. Com habilidades reconhecidas e vínculos estreitos com cineastas de renome, ela conseguiu atrair Christopher Nolan para a Universal. Insatisfeito com seu acordo com a Warner Bros., Nolan contribuiu significativamente para o sucesso da Universal com “Oppenheimer”, que foi o filme live-action de maior bilheteria da empresa em 2023, arrecadando US$ 952 milhões globalmente. A Universal apresentou uma carteira de filmes diversificada, com contribuições da Universal Pictures, Focus Features, Blumhouse Productions, Illumination e DreamWorks Animation. “Super Mario Bros.- O Filme”, da Illumination, foi a maior bilheteria geral, com US$ 1,36 bilhões em todo o mundo, enquanto “Velozes e Furiosos X” adicionou mais US$ 704,9 milhões ao montante. Até o terror barato “Five Nights at Freddy‘s”, da Blumhouse, impressionou com US$ 290,9 milhões arrecadados frente a um orçamento de apenas US$ 20 milhões. Jim Orr, presidente de distribuição doméstica da Universal Pictures, comemorou o feito em comunicado à imprensa: “Em 2023, a Universal encontrou sucesso novamente nas bilheterias com nossa diversificada gama de filmes. Nosso catálogo incluiu blockbusters como o épico ‘Oppenheimer’ de Christopher Nolan e o recordista ‘Super Mario Bros.- O Filme’, da Illumination, além de sucessos de terror como o hit ‘M3GAN’ da Blumhouse, comédias, dramas e filmes familiares das duas maiores marcas de animação, Illumination e DreamWorks Animation.” Desafios da Disney e Posicionamento no Mercado A Disney, por outro lado, enfrentou desafios, especialmente com produções da Marvel Studios e seus estúdios de animação. Foram mais fracassos que sucesso, contando “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania”, “As Marvels”, “Wish: O Poder do Desejo” e “Indiana Jones e a Relíquia do Destino”. Tony Chambers, chefe de distribuição global da Disney, comentou a perda da liderança: “Ser o estúdio número um globalmente por sete anos consecutivos dos últimos oito é notável por qualquer medida e é algo do qual estamos incrivelmente orgulhosos.” Desempenho dos outros estúdios Em 3º lugar no ranking, a Warner Bros. teve um ano foi misto, contrastando os fracassos de super-heróis da DC com “Barbie”, a maior bilheteria de 2023 (US$ 1,4 bilhão). Ao todo, o estúdio faturou uma receita total de US$ 3,84 bilhões. A Sony ocupou a 4ª posição com uma arrecadação de US$ 2,09 bilhões, quase empatada com a Paramount, que faturou US$ 2,03 bilhões para fechar o Top 5. Por fim, a Lionsgate celebrou um marco notável ao gerar mais de US$ 1 bilhão em vendas globais de ingressos pela primeira vez em cinco anos, impulsionada por sucessos como “John Wick 4: Baba Yaga”, que sozinho arrecadou US$ 440,1 milhões mundialmente, e “Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes”, com US$ 322,5 milhões. Universal, Disney, bilheteria global, 2023, Donna Langley, Christopher Nolan, Oppenheimer, The Super Mario Bros. Movie, Fast X, Five Nights at Freddy‘s, Paul Dergarabedian, Jim Orr, Marvel Studios, Tony Chambers, Warner Bros., Barbie, Sony, Paramount, Lionsgate, John Wick: Chapter 4.
Vítima de “boicote”, “Minha Irmã e Eu” vira maior estreia de 2023 no Brasil
Mais um boicote bolsonarista, mais um sucesso de bilheteria. O alvo da vez foi “Minha Irmã e Eu”, comédia estrelada por Tatá Werneck e Ingrid Guimarães, que arrecadou R$ 4,44 milhões e foi assistido por 207 mil pessoas no feriadão – entre sua estreia na quinta-feira e o dia de Ano Novo (1/1) – , segundo dados da Comscore. Bolsonaristas miraram principalmente em Tatá para “tirar o sono dessa lulista”, conforme descrição de Samantha Cavalca num post sobre a atriz no X. Ela é a grande incentivadora nas redes sociais de todos os boicotes que fracassaram no ano passado. Os alvos são sempre artistas que apoiaram a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva. O filme visado anteriormente, “Ó Pai, Ó 2”, com o “lulista” Lázaro Ramos, tornou-se a maior bilheteria de cinema do Nordeste em todos os tempos. Como Lázaro também faz participação na comédia, o boicote tinha “que ser forte”. Mesmo lançado no último fim de semana do ano, “Minha Irmã e Eu” quebrou o recorde de maior bilheteria de estreia de 2023. Fez mais que o dobro do filme que, até a véspera, detinha o título de maior abertura nacional do ano: “Mussum, O Filmis”, com cerca de R$ 2 milhões de faturamento. O detalhe é que a comédia de Tatá e Ingrid não foi a única estreia nacional do fim de semana a superar a cinebiografia de Mussum. “Mamonas Assassinas – O Filme” abriu com um faturamento de R$ 3,98 milhões e 194 mil espectadores. Por coincidência, bolsonaristas também miraram no filme do Mamonas Assassinas, ainda que com menor estridência. As duas últimas estreias nacionais do ano foram justamente as maiores estreias do cinema brasileiro em 2023. “Minha Irmã e Eu” e “Mamonas Assassinas – O Filme” ocuparam, respectivamente, o 2º e o 3º lugar no ranking, atrás apenas de “Aquaman 2: O Reino Perdido” entre os mais vistos do final de semana. O filme americano rendeu R$ 10,14 milhões e foi visto por 457 mil pessoas. “Wonka” e “Renaissance: Um Filme de Beyoncé” completaram o Top 5. Veja abaixo a certeza da internet de que os filmes seriam fracassos, e uma ironia de quem foi assistir em sessão lotada. 🛑"BOICOTE GERAL"🛑 ATENÇÃO, CANHOTAS QUERENDO SEU DINHEIRO, NÃO ASSISTAM A ESSA MERDA!!!!! NEM @IngridGuimaraes E NEM TATÁ MERECEM O NOSSO DINHEIRO E PRESTÍGIO… DEIXE QUE PEÇAM PARA OS CANHOTOS VAGABUNDOS COMPRAREM SEUS INGRESSOS… https://t.co/XL0mFU8Tfu — Ronaldo Antônio (@Ronaldo80880078) December 26, 2023 Minha irmã e eu não vamos assistir. É boicote certo. — SEU K_LANGO O ORIGINAL ( RIVONEWS ) (@AGROFOREVIS) December 23, 2023 Boicote — Tatá (@sanges_do) January 2, 2024 Tata é a propria Mica Leõa Dourada e muito sem graça. Nem precisa de boicote. — Roberto Fakir (@RobertoFakir) December 28, 2023 Boicote geral , eu nem consigo entender o que a artitis tata fala, kkkkkkkkkkkll — Marcia2️⃣2️⃣🇧🇷🇧🇷 BOLSONARO (@marciakampala) December 26, 2023 FEZ L A GENTE BOICOTA MESMO AGORA CHEGOU A VEZ DE MINHA IRMÃ E EU SOFRER BOICOTE 🤣🤣🤣 pic.twitter.com/CwdnNZZbsf — Cecília De Oliveira (@NeinhaCeciliaa) December 26, 2023 Vai ser o boicote bem maior assim como filme nacional minha irmã e eu bora boicotar e convocar a direita não assistir esses filmes brasileiros e lacradores esquerdistas. #boicoteartistasesquerdistas#boicoteartistaslacradores https://t.co/cJvn66kvXE — Bruno Braga (@Brunobraganeres) December 11, 2023 Boicote nesse Mamonas ai, vamos patriotas… — SerVivo (@ansani_ariana) December 27, 2023 Hoje foi dia de colaborar com o Boicote kkkkk Fui assistir o filme Minha Irmã e Eu .O Cinema estava lotado!! Sinal que a propaganda está dando certo kkkContinuem pedindo pras pessoas não irem, tá dando super certo!! O Filme é Hilário e ao mesmo tempo emocionante!! pic.twitter.com/tKqhkVxQXa — Chef Ari🚩🚩 (@ChefAri13) December 29, 2023
Record demite Arnaldo Duran e prepara pacote de cortes
A Record demitiu um de seus repórteres mais conhecidos: Arnaldo Duran, que estava na emissora desde 2006. A demissão seria o primeiro sinal de um pacote de cortes na emissora, previsto para o começo do ano. Após fechar com prejuízo de R$ 500 milhões em 2022, o balanço de 2023 teria voltado a ser negativo, o que deve resultar em demissões de outros nomes conhecidos. Desligado em razão do salário considerado alto, Duran era repórter especial do “Domingo Espetacular”, mas antes havia trabalhado em diversos telejornais da emissora, incluindo o “Jornal da Record”. Em entrevista ao F5, ele afirmou ter ficado surpreso. “Ainda estou em choque. Meus chefes disseram que foi uma decisão administrativa para contenção de despesas, sobre a qual não tiveram ingerência”, afirmou. Duran tinha longa carreira na TV, iniciada ainda nos anos 1980 com passagens pela Globo e a extinta Rede Manchete, além de ter trabalhado na equipe do “Aqui Agora” no SBT, durante os anos 1990. Problemas de saúde Em 2016, ele revelou que foi diagnosticado com a síndrome de Machado-Joseph, uma doença degenerativa do sistema nervoso, popularmente conhecida por “doença do tropeção”, devido à falta de coordenação de movimentos musculares voluntários e a perda de equilíbrio. Além disso, outras partes do corpo como o tronco cerebral, a medula, os nervos periféricos e o núcleo da base cerebral também são afetados. Em entrevistas da época, o jornalista afirmou que quase perdeu a fala com a doença, mas que a recuperou com o tratamento e com orações. A doença não tem cura.
Só dois filmes faturaram mais de US$ 1 bilhão nos cinemas em 2023
2023 foi uma ano de poucos blockbusters em Hollywood. Apenas dois filmes faturam mais de US$ 1 bilhão nos cinemas e o Top 10 ainda teve outros dois que nem chegaram aos US$ 500 mil. Fãs de Martin Scorsese, que causou prejuízo com “Assassinos da Lua das Flores”, defendem que cinema é arte e os números não importam. Mas estúdios fecham, são vendidos e demitem milhares de pessoas por conta de balanços financeiros. A Warner Bros faturou a maior bilheteria do ano com o fenômeno “Barbie”, que além de render US$ 1,4 bilhão também foi indicado a vários prêmios no Globo de Ouro e Critics Choice Awards. Mas quem mais faturou foi a Universal Pictures, com o 2ª, 3ª e 5ª bilheterias de 2023, totalizando 2,9 bilhão. Os sucessos do estúdio foram “Super Mario Bros. – O Filme” (US$ 1,3 bilhão), “Oppenheimer” (US$ 952 milhões) e “Velozes e Furiosos 10” (US$ 704 milhões). Vale lembrar que Christopher Nolan, diretor de “Oppenheimer” era parceiro da Warner até o ano passado, quando rompeu com a empresa por discordar de sua estratégia de lançamentos simultâneos no cinema e no streaming durante a pandemia. Apesar da crise, três filmes de super-heróis aparecem no Top 10. Todos são focados em personagens da Marvel – a Warner amargou só fracassos com a DC. Mais bem colocado, “Guardiões da Galáxia Vol. 3” (US$ 845 milhões) ficou em 4º lugar. Produção da Sony, a animação “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso” (US$ 690 milhões) entrou em 6º lugar e “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania” (US$ 476 milhões) fecha a relação. Vale apontar que, mesmo tendo um de seus piores desempenhos neste século, a Disney emplacou quatro títulos no Top 5. Todos juntos somam US$ 2,5 bilhão – menos que “Vingadores: Ultimato” (US$ 2,7 bilhão) fez sozinho em 2019. Por fim, a Paramount teve apenas um hit em “Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 1” (US$ 567 milhões). Não por acaso, o estúdio e a Warner estariam discutindo uma fusão. Top 10 mundial Barbie (US$ 1,4 bilhão) Super Mario Bros. – O Filme (US$ 1,3 bilhão) Oppenheimer (US$ 952 milhões) Guardiões da Galáxia Vol. 3 (US$ 845 milhões) Velozes e Furiosos 10 (US$ 704 milhões) Homem-Aranha: Através do Aranhaverso (US$ 690 milhões) A Pequena Sereia (US$ 569 milhões) Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 1 (US$ 567 milhões) Elementos (US$ 495 milhões) Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania (US$ 476 milhões)
Bilheteria | “Aquaman 2” lidera no Brasil com um terço da arrecadação do primeiro filme
“Aquaman 2: O Reino Perdido” liderou a bilheteria em sua estreia nos cinemas brasileiros, durante o fim de semana do Natal. Entretanto, assim como aconteceu nos EUA, a arrecadação ficou muito abaixo do esperado. O último filme da antiga DC Films arrecadou R$ 11,6 milhões e foi assistido por 527 mil pessoas em cinco dias, entre quinta-feira e segunda (25/12), segundo dados inéditos da Comscore. O primeiro “Aquaman”, lançado em 2018, estreou com público de aproximadamente 1,7 milhão de espectadores em quatro dias. Ou seja, mais que o triplo de espectadores e com um dia a menos nos cinemas. A arrecadação da época foi de R$ 31 milhões. O 2º lugar da semana ficou com “Renaissance: Um Filme de Beyoncé”, após a visita surpresa da cantora americana à Bahia. Documentário sobre a recente turnê de Beyoncé por países da Europa e estados dos EUA, foi visto por 131 mil pessoas e faturou R$ 4,78 milhões. “Wonka” fecha o pódio. Em sua terceira semana de exibição, faturou R$ 3,49 milhões e foi a opção de 165 mil espectadores. Uma surpresa brasileira Vale apontar que a comédia brasileira “Minha Irmã e Eu” apareceu em sétimo do ranking, com receita de R$ 245 mil, antes da estreia oficial, marcada para esta quinta (28/12). As sessões de pré-estreia do filme estrelado por Tatá Werneck e Ingrid Guimarães lotaram, inclusive de celebridades. As bilheterias somaram R$ 22,7 milhões no fim de semana, enquanto o público total atingiu 952 mil pessoas.
Warner e Paramount estão discutindo fusão
A Warner Bros. Discovery e a Paramount Global estão em negociações preliminares para uma possível fusão. O CEO da Warner Bros. Discovery, David Zaslav, reuniu-se com o CEO da Paramount Global, Bob Bakish, e com Shari Redstone, da National Amusements Inc., que possui uma participação controladora na Paramount. O acordo possibilitaria a união de ativos para enfrentar a competição da Disney, Comcast (NBCUniversal) e Netflix no mercado do entretenimento. A fusão potencial envolveria combinar ativos em TV, cinema, esportes e streaming, incluindo os serviços de streaming Max e Paramount+. As conversas acontecem num momento em que as duas empresas enfrentam dificuldades financeiras. A Paramount Global tem uma dívida de longo prazo de US$ 15,6 bilhões, enquanto a Warner Bros. Discovery tem uma dívida de US$ 43,5 bilhões. Em termos de valor de mercado, entretanto, a Warner Bros. Discovery tem um valor maior de mercado, avaliada em US$ 28,4 bilhões, comparado aos US$ 10,3 bilhões da Paramount Global. desenvolvimentos corporativos A Warner Bros. Discovery foi formada pela aquisição da WarnerMedia pela Discovery Inc., concluída em abril de 2022, enquanto a Paramount Global resultou da fusão da CBS com a Viacom, liderada por Shari Redstone, finalizada em dezembro de 2019. A fusão das duas empresas criaria um novo conglomerado poderoso, que poderia combinar conteúdos dos serviços de streaming Max e Paramount+, fortalecendo a concorrência com Netflix e Disney+. No cinema, franquias como “Batman”, “Transformers”, “Missão: Impossível”, “Harry Potter”, “Exterminador do Futuro”, “Duna”, “Godzilla”, “Mortal Kombat” e “Star Trek” ficariam num único estúdio, enquanto as operações de TV também seriam combinadas, integrando canais como HBO, TNT, TBS, Discovery Channel, Cartoon Network, Food Network, HGTV, TLC, CBS, Comedy Central, MTV, Nickelodeon e BET. Vale apontar que a Warner não tem um canal de TV aberta, como a Paramount, dona da CBS. A revista Variety apurou que há urgência em avançar com a fusão entre Warner Bros. Discovery e Paramount Global, que seria parcialmente motivada pelo interesse do estúdio Skydance em adquirir a participação de Shari Redstone na National Amusements Inc. (NAI). Caso isso aconteça, a Paramount pode ser dividida em duas, como era antes da fusão da CBS com a Viacom (dona original dos estúdios de cinema e de alguns canais).
Campanha de bolsonaristas pode dar outro sucesso a Wagner Moura no cinema
A hashtag #BoicoteaWagnerMoura voltou a aparecer no X (antigo Twitter) nesta terça-feira (19/12), alimentada por pessoas identificadas como “bolsonaristas”. O alvo é o novo filme do ator, uma produção americana chamada “Guerra Civil”, que só estreia em junho de 2024. Histórico de boicotes Esta é a quarta campanha de boicote a filmes disparada por bolsonaristas. A primeira, por sinal, teve como alvo o próprio Wagner Moura. Eles se empenharam com muito afinco contra “Marighella”, filme dirigido por Wagner Moura, que acabou se tornando a maior bilheteria brasileira de 2021. Também se manifestaram contra “Medida Provisória”, dirigido por Lázaro Ramos, que virou outro sucesso de público – a quarta maior bilheteria nacional do ano passado. A terceira tentativa foi uma nova investida contra Lázaro Ramos, mirando o filme “Ó Pai, Ó”. Após a iniciativa, a comédia esgotou sessões em Salvador, na Bahia, estreou com R$ 1 milhão nas bilheterias e encerrou seu passagem pelos cinemas com a maior bilheteria do Nordeste em 2023. Ao todo, o filme fez R$ 2,2 bilhões na região, que mesmo sem computar o resto do país já representa uma das maiores arrecadações de um filme nacional neste ano. Lázaro e Wagner se tornaram alvo de bolsonaristas por terem apoiado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022. Mas embora o ódio esteja concentrado apenas nos dois, milhares de outros artistas também fizeram o mesmo, declarando voto em Lula. Até o momento, as campanhas tiveram resultado inverso, ajudando a divulgar as produções com o engajamento nas redes sociais. Muitas pessoas que não tinham ouvido falar nos filmes acabaram interessadas em conhecer o motivo da discórdia. Além disso, o público declarado de esquerda também tem comprado as brigas e prestigiado os alvos. Essa audiência ainda zoa as iniciativas, afirmando que não surtem efeito porque bolsonaristas nunca veem filmes brasileiros mesmo. Novo filme polêmico Vale observar que o novo filme estrelado por Wagner Moura tem um tema especialmente incômodo para extremistas. O thriller de ação se passa num futuro próximo e distópico, em que a polarização dos EUA mergulha o país numa luta brutal pelo poder. A trama acompanha um grupo de jornalistas tentando cobrir o avanço de militares alinhados com a ideologia de ultradireita, que pretendem atacar a capital do país. Alvos de tiros e bombas, os jornalistas são vividos por Wagner Moura e Kirsten Dunst (“Melancolia”). Na trama, 19 estados se separaram da União, formando um exército de Forças Ocidentais que desafiam o governo e o poderio militar dos estados do Leste. Reflexo da divisão real criada no país durante o governo de Donald Trump, o filme tem roteiro e direção de Alex Garland, cineasta de ficções científicas premiadas como “Ex-Machina” e “Aniquilação”. O elenco também inclui Cailee Spaeny (“Priscilla”), Jesse Plemons (“Assassinos da Lua das Flores”), Nick Offerman (“The Last of Us”), Stephen McKinley Henderson (“Beau Tem Medo”), Jefferson White (“Yellowstone”) e Sonoya Mizuno (“A Casa do Dragão”). A produção é a mais cara da história da A24, estúdio responsável por filmes como “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” (vencedor do Oscar 2023), “Midsommar” (2019) e “X – A Marca da Morte” (2022) e “Priscilla” (2023). A estreia está marcada para 11 de julho no Brasil, quase três meses após o lançamento nos EUA (em 26/4). A expectativa é tanta que o trailer americano do filme, ainda sem versão oficial no Brasil, já ganhou diversas alternativas legendadas por fãs no YouTube.
Bilheteria | “Wonka” é filme mais visto nos EUA
A estreia de “Wonka”, prólogo do clássico “A Fantástica Fábrica de Chocolate” estrelado por Timothée Chalamet, superou expectativas com arrecadação de US$ 39 milhões nos Estados Unidos e Canadá. Mas o desempenho foi ainda mais promissor no cenário internacional, com US$ 53,6 milhões em 77 mercados, ultrapassando clássicos familiares como “Paddington” (2014) e musicais como “O Rei do Show” (2017) e “O Retorno de Mary Poppins” (2018). Com um lançamento antecipado na semana passada em alguns países (inclusive no Brasil), o total mundial do filme já está em US$ 151,4 milhões. Este início é encorajador para um musical, um gênero que tem enfrentado dificuldades nos últimos tempos. Produzido pela Warner Bros. e com direção de Paul King, conhecido por “Paddington”, “Wonka” é a história de origem do confeiteiro mágico Willy Wonka, anteriormente interpretado por Gene Wilder e Johnny Depp em “A Fantástica Fábrica de Chocolate” de 1971 e em seu remake de 2005. O público adorou, atribuindo a “Wonka” uma nota A- no CinemaScore, pesquisa feita com a plateia na saída dos cinemas, enquanto a nota da crítica ficou em 84% no site Rotten Tomatoes. Feliz com o desempenho de “Wonka”, a Warner vai, ironicamente, colocar o sucesso do filme em risco no próximo fim de semana, com o lançamento do filme de super-herói da DC “Aquaman 2: O Reino Perdido” para disputar a venda de ingressos. O resto do Top 5 O 2º lugar nas bilheterias do fim de semana na América do Norte foi ocupado por “Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes”, que arrecadou US$ 5,8 milhões em sua quinta semana de exibição. Com essa performance, o filme elevou seu total doméstico para US$ 145,2 milhões e, globalmente, superou os US$ 300 milhões. Isto significa que o longa orçado em US$ 100 milhões recuperou o investimento de produção e começou a zerar as despesas de cópias e publicidade (P&A). A produtora Lionsgate já deve estar pensando em como materializar uma continuação. Em 3º lugar ficou o anime japonês “O Menino e a Garça” (The Boy and the Heron), que arrecadou mais US$ 5,2 milhões para chegar num total doméstico de US$ 23,1 milhões e US$ 109,8 milhões mundiais. Outro filme japonês, “Godzilla Minus One”, ficou em 4º lugar com uma receita adicional de US$ 4,5 milhões para um total doméstico de US$ 34,2 milhões e US$ 64 milhões mundiais. A animação “Trolls 3: Juntos Novamente” completa o Top 5, com US$ 4 milhões. O desenho da DreamWorks Animation faturou US$ 88,6 milhões na América do Norte e US$ 183,1 milhões em todo o mundo o mundo. Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | WONKA 2 | JOGOS VORAZES: A CANTIGA DOS PÁSSAROS E DAS SERPENTES 3 | O MENINO E A GRAÇA 4 | GODZILLA MINUS ONE 5 | TROLLS 3: JUNTOS NOVAMENTE
Bilheteria | “Wonka” estreia em 1º lugar no Brasil
A estreia de “Wonka”, prólogo de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, foi o filme mais visto no Brasil durante o fim de semana. O musical estrelado por Timothée Chalamet foi assistido por 482 mil pessoas entre quinta-feira e domingo (10/12) e arrecadou R$ 10,36 milhões segundo dados da consultoria Comscore. O pódio ainda contou com “Napoleão”, que faturou R$ 2,66 milhões e foi visto por 97 mil espectadores, seguido por “Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes” com renda de R$ 2,51 milhões e público de 114 mil pessoas. As estreias do thriller nacional “O Sequestro do Voo 375” e o terror “Feriado Sangrento” completaram o Top 5, arrecadando R$ 1,7 milhão e R$ 1,6 milhão em seus primeiros quatro dias em cartaz. Vale apontar ainda que o filme brasileiro “Ó Paí Ó 2” conseguiu se manter no Top 10, em 8º lugar, em sua terceira semana de exibição. Ao todo, os cinemas brasileiros receberam 987 mil pessoas no fim de semana e faturaram R$ 21,7 milhões com a venda de ingressos, numa recuperação diante do desempenho da semana anterior, quando o mercado reportou o pior público do ano.











