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    Favorito ao Oscar 2018 é a melhor estreia da semana

    18 de janeiro de 2018 /

    O quarto e pior filme da franquia de terror “Sobrenatural” tem a distribuição mais ampla desta quinta (18/1), chegando em quase 500 salas. Como opções aos sustos fáceis, os cinemas sugerem rir amarelo nas filas dos shoppings, já que duas comédias bobas completam o circuíto comercial. Uma delas segue a linha da comédia-televisiva-infantil-brasileira, um subgênero em ascensão, que já rendeu dois filmes de “Carrossel” e um “Detetives do Prédio Azul – O Filme”. Quem preferir pagar para ver filmes de qualidade precisará enfrentar o preconceito do mercado, que restringe a distribuição dos melhores títulos ao circuito limitado. Um deles é um romance gay, tema que ainda encontra resistência, mesmo que o filme em questão seja favorito ao Oscar 2018. Chega, claro, no chamado “circuito de arte”, assim como outro candidato potencial ao Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira e um bom drama brasileiro. Saiba mais sobre os lançamentos abaixo e clique nos títulos para ver os trailers de todas as estreias. “Sobrenatural – A Última Chave” conta nova origem da franquia, apesar de o filme anterior ter se chamado “Supernatural: A Origem” (2015). Na trama, a médium Elise Rainier (Lin Shaye) volta à casa de sua família, onde testemunhou na infância sua primeira atividade paranormal e onde agora enfrentará uma nova assombração. Elise era apenas coadjuvante no primeiro “Sobrenatural” de 2010, mas se tornou o elemento central nos lançamentos seguintes, junto com seus dois assistentes, vividos por Angus Sampson e Leigh Whannell (que é o roteirista de todos os filmes). Com 31% de aprovação no Rotten Tomatoes, este é o longa pior avaliado de toda a franquia. Sempre é possível se apavorar mais, já que os lançamentos incluem “Correndo Atrás de um Pai”, um besteirol americano pavoroso, com apenas 26% de aprovação e que implodiu nas bilheterias dos EUA – abriu em 9º lugar no mês passado. A idiotice traz Ed Helms (“Férias Frustradas”) e Owen Wilson (“Os Estagiários”) como irmãos gêmeos (!), que descobrem que são bastardos, após sua mãe (Glenn Close, de “Guardiões da Galáxia”), confessar ter inventado um pai morto de câncer para não traumatizá-los, pois nunca soube quem a engravidou. A história, que começa “Debi e Lóide”, vira “Mamma Mia” e eles decidem ir atrás dos ex-namorados de sua mãe, querendo descobrir quem é seu pai. Por sua vez, “Gaby Estrella” é uma “Hannah Montana” brasileira, menina do interior que vira sucesso musical. Sua série/novelinha teve três temporadas, entre 2013 e 2015 no canal pago infantil Gloob, e o filme encontra a personagem vivida por Maitê Padilha com problemas para manter a carreira de “estrella”. Outro fenômeno pop descartável surgiu e, para continuar seus 15 minutos de fama, ela é mandada de volta ao interior, com o objetivo de estrelar um reality show que possa voltar a lhe deixar em evidência. Mas os planos são sabotados por sua prima invejosa. A moral da história é que a verdadeira amizade é importante, mas, até chegar neste final feliz, é preciso suportar muita música ruim e muita superficialidade – fama e inveja, aparentemente, são tudo na vida. O grande filme da semana, “Me Chame pelo Seu Nome”, se passa numa idílica mansão rural italiana dos anos 1980 e acompanha como o filho adolescente de um professor americano se encanta com o novo pupilo convidado a passar o verão com a família. História de despertar de uma paixão, a produção trata o romance gay com uma ternura que até então era reservada para casais heterossexuais. O elenco destaca Timothée Chalamet (“Interestelar”) e Armie Hammer (“Cavaleiro Solitário”), e o primeiro tem vencido diversos prêmios como ator do ano, apesar da pouca idade – tem 22 anos. Também chama atenção a beleza da fotografia, a cargo do mestre tailandês Sayombhu Mukdeeprom (do assombroso “Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas”). A direção, por sua vez, é do italiano Luca Guadagnino (“Um Mergulho No Passado”). As qualidades do longa tem rendido muitos prêmios. Entre outros, venceu o Gotham Awards, cujos resultados, nos últimos três anos, coincidiram com a premiação do Oscar de Melhor Filme. Além disso, lidera as indicações ao Spirit Awards, considerado o “Oscar indie”, e venceu o Critics Choice de Melhor Roteiro (escrito pelo veteraníssimo James Ivory, de “Uma Janela para o Amor” e “Retorno a Howards End”). Por coincidência, outra estreia da semana, “Os Iniciados”, também lida com amor homossexual, mas desta vez num contexto de repressão, entre jovens africanos que passam por um ritual tribal de iniciação para a maioridade. Produção sul-africana premiada no Festival de Londres, o filme do estreante John Trengove está entre os nove pré-selecionados para disputar o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. O drama brasileiro “Pela Janela” marca a estreia da editora Caroline Leone (“Vemelho Russo”) como diretora e roteirista de longa-metragens. Com sensibilidade dramática e olhar semi-documental, o filme acompanha a tristeza de uma senhora de 65 anos (Magali Biff, de “Chiquititas”), que é demitida da fábrica paulista em que sempre trabalhou e encontra conforto numa viagem até Buenos Aires. A obra é discreta como sua personagem, mas tão profunda quanto. Dois documentários completam a programação: o metafísico “Saudade”, de Paulo Caldas (“Baile Perfumado”) e o narcisista “Como Você Me Vê?”, de Felipe Bond (“Vampiro Carioca”). Ambos trazem artistas para falar dos temas de seus títulos.

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    Animações infantis são primeiros filmes exibidos na Arábia Saudita após 35 anos de censura

    16 de janeiro de 2018 /

    A Arábia Saudita escolheu animações infantis para retomar as exibições de filmes, após os cinemas serem proibidos no país por 35 anos. A decisão do governo saudita foi anunciado em dezembro e, para surpresa geral, os filmes começaram a ser exibidos no fim de semana passado. Tudo aconteceu de forma improvisada, com projeção em teatros, porque não existem salas de cinema no país. Após três décadas de censura total, o público árabe foi saudado com a exibição de “Emoji: O Filme”, animação que tem cocôs falantes e apenas 9% de críticas positivas no site Rotten tomatoes, e “As Aventuras do Capitão Cueca: O Filme”, que possui 86% de avaliações positivas. Segundo apurou a Reuters, os primeiros cinemas de verdade começarão a ser abertos a partir de março. As salas de exibição foram banidas no início da década de 1980, sob pressão dos líderes islâmicos que, baseados numa interpretação fundamentalista do islã, desaprovavam entretenimento público, além da mistura entre homens e mulheres no mesmo espaço público. A volta dos cinemas é parte de uma campanha de reforma liberalizadora, que tenta trazer a Arábia Saudita para o século… 20. No ano passado, o país também passou a permitir shows musicais e de comédia, além da carteira de motorista para mulheres. As mudanças estão acontecendo sob o comando do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, um jovem de 32 anos, que resolveu acabar com muitas restrições que atrasam o país. Um mês antes de anunciar as mudanças, ele mandou prender cerca de 40 príncipes, militares, ministros e empresários sob a acusação de corrupção, tirando do poder lideranças conservadoras com apoio do pai, o rei Salman bin Abdulaziz Al Saud, de 81 anos. Curiosamente, apesar da proibição, a Arábia Saudita possui uma pequena indústria audiovisual na capital Riad, que lança longas-metragens e documentários para o mercado internacional. E a ironia suprema é que o nome mais conhecido da produção cinematográfica saudita é uma mulher: Haifaa Al-Mansour, diretora e roteirista do premiado “O Sonho de Wadjda” (2012), sobre uma menina que quer uma bicicleta. O filme fez tanto sucesso que lhe permitiu iniciar carreira em Hollywood com “Mary Shelley”, previsto para julho, em que Elle Fanning vive a escritora de “Frankenstein”.

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    O Touro Ferdinando é a principal estreia da semana, com lançamento em quase mil salas

    11 de janeiro de 2018 /

    Símbolo do pacifismo, “O Touro Ferdinando” desembarca em 958 salas nesta quinta (11/1), que também oferece violência e guerra a quem for aos cinemas, além de inaugurar a temporada dos “filmes de Oscar” com um candidato a estatuetas e manter a dieta semanal de lançamentos limitados e documentários. Clique nos títulos de cada produção para ver os trailers de toda a programação. O lançamento amplo de “O Touro Ferdinando” no Brasil é um curioso contraponto à estratégia original da Fox, que despejou o filme na pior data de 2017 nos Estados Unidos – junto da estreia de “Star Wars: Os Últimos Jedi”. A animação acabou registrando a estreia mais fraca da carreira do brasileiro Carlos Saldanha na América do Norte. Mas aqui chega em situação oposta, aproveitando o boicote a “Viva – A Vida É uma Festa” para se impor com maior visibilidade no circuito. Como “Rio” e “A Era do Gelo”, dirigidos por Saldanha, a nova produção também é um desenho de bichos falantes. A diferença é que Ferdinando não é uma criação original. A história é inspirada no personagem homônimo criado em 1936 pelo escritor americano Munro Leaf e ilustrado por Robert Lawson, que já rendeu até produção da Disney: um curta clássico que venceu o Oscar de sua categoria em 1939. Graças ao sucesso da versão da Disney, reprisada várias vezes na TV, o touro sensível, que gosta de ficar no campo cheirando flores e não leva jeito para touradas, acabou virando ícone pacifista. Mas nunca tinha ganhado um longa-metragem antes. Para esticar a história original, a animação incluiu diversos bichos coadjuvantes. Mas a premissa permanece. Depois de ser confundido com uma perigosa criatura, Ferdinando, que é um touro grande de tamanho e de coração, é capturado para competir nas touradas. Só que ele não quer tourear e, determinado a voltar para a menininha que é sua dona, lidera uma equipe de bichos desajustados em uma grande fuga. A animação tem sido indicada aos prêmios da temporada, como o Globo de Ouro 2018, Annie Awards e o PGA Awards, e tem 70% de aprovação no Rotten Tomatoes. Para quem prefere pancadaria, “O Estrangeiro” traz Jackie Chan num dos papéis mais sombrios de sua carreira. Longe do tom cômico que marca suas produções faladas em inglês, o filme mostra o ator mais famoso da China com o semblante fechado e desejo de matar, após uma explosão terrorista custar a vida de sua filha. Em busca dos responsáveis pelo atentado, ele pressiona um funcionário do governo britânico, vivido pelo ex-007 Pierce Brosnan, a revelar a identidade dos criminosos. Recusando-se a aceitar sua palavra de que não tem conhecimento da tragédia, Chan o transforma no alvo de sua vingança. Coprodução entre a China e o Reino Unido, o filme tem roteiro de David Marconi (“Duro de Matar 4.0”) e direção de Martin Campbell (“007 – Cassino Royale”), que opta por uma linha de ação mais realista e violenta que os fãs de Chan estão acostumados. Apesar disso, não foge muito da fórmula do gênero, com 62% no Rotten Tomatoes. “O Destino de uma Nação” rendeu o Globo de Ouro 2018 para Gary Oldman. Mas o favoritismo do ator ao Oscar começou a ser questionado após a reação pública à sua vitória – as redes sociais se encheram de protestos pelo passado de agressor do britânico. Vale considerar que, em seu agradecimento pelo prêmio de domingo (7/1), Oldman fez questão de elogiar o trabalho de seus maquiadores. E, de fato, metade da interpretação se deve à transformação física do ator em Winston Churchill, o político que liderou o Reino Unido durante a 2ª Guerra Mundial. O filme acompanha Churchill em 1940, no início de seu mandato como Primeiro Ministro britânico. Diante do avanço do nazismo pela Europa, com Hitler expandindo territórios e colecionando vitórias, ele se vê diante de um dilema: aceitar a pressão de seus colegas por um vergonhoso acordo de paz com a Alemanha ou se jogar numa guerra com a perspectiva de uma derrota iminente. O roteiro foi escrito por Anthony McCarten, responsável por “A Teoria de Tudo” (2014), indicado ao Oscar e vencedor do BAFTA, e a direção é de Joe Wright, em seu trabalho mais sóbrio após os espetáculos visuais de “Orgulho e Preconceito” (2005), “Desejo e Reparação” (2007), “Anna Karenina” (2012) e “Peter Pan” (2015). Entre os lançamentos limitados, os destaques são outros dois dramas baseados em histórias reais. “Lou” também é uma cinebiografia, de Lou Andreas-Salomé, uma das mulheres mais interessantes do século 19, filósofa, poeta, feminista e pioneira da psicanálise. Sua trajetória reforça que a inteligência pode ser um poderoso afrodisíaco, pois ela apaixonou homens como Sigmundo Freud, Friedrich Nietzsche e Rainer Maria Rilke, entre outros. A personagem é interessantíssima, mas o mesmo não pode ser dito do primeiro filme de ficção da alemã Cordula Kablitz-Post, produzido há dois anos e sem repercussão internacional. Em contraste gritante, “O Motorista de Táxi” foi aclamado pela crítica mundial. Tem 95% de aprovação no Rotten Tomatoes e uma coleção impressionante de prêmios no circuito asiático. Apesar de ser o primeiro filme do sul-coreano Jang Hoon a chegar ao Brasil, o ainda jovem cineasta acumula sucessos de bilheteria doméstica, usando elementos de filmes de ação para contar a história política do seu país. Assim como seu longa anterior, “The Frontline” (2011), “O Motorista de Táxi” foi escolhido para representar a Coreia do Sul no Oscar, mas não conseguiu a qualificação. O filme se passa em 1980 e acompanha um taxista comum (Song Kang-ho, de “Expresso do Amanhã”), que ao pegar um passeiro estrangeiro interessado em viajar até outra cidade, acredita ter conseguido a melhor corrida do mês. Entretanto, a viagem se torna a corrida da sua vida, pois o jornalista alemão (Thomas Kretschmann, de “Os Vingadores: A Era de Ultron”) o conduz para o meio de uma guerra civil, na qual estudantes que protestavam contra a ditadura são massacrados pelos militares. As imagens do conflito real, com centenas de mortes, chocaram o mundo, e só foram conseguidas graças ao taxista anônimo. A repercussão do filme acabou revelando a identidade de Kim Sa-bok, transformando-o em herói nacional. Infelizmente, ele morreu de câncer quatro anos após conduzir o jornalista Jürgen Hinzpeter (1937–2016) para o epicentro da crise, mas “O Motorista de Táxi” resgatou sua importância para a divulgação do massacre de Gwangju, cuja denúncia desestabilizou a ditadura e ajudou a transformar a Coreia do Sul numa democracia. Dois documentários completam a programação. O chileno “O Pacto de Adriana” investiga uma tia querida de sua jovem diretora, que trabalhou para a ditadura de Pinochet, e o brasileiro “Sailing Band” era para ser um documentário sobre banda velejadora no Caribe, que implode, mas rende uma viagem. Como curiosidade, o diretor estreante em longas Denis Nielsen é roteirista da série “3%”.

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    Cate Blanchett vai presidir o júri do Festival de Cannes 2018

    4 de janeiro de 2018 /

    A atriz australiana Cate Blanchett, vencedora de dois Oscars, por “O Aviador” (2004) e “Blue Jasmine” (2013), será a presidente do júri do 71º Festival de Cannes. Blanchett é a 12ª atriz a presidir o júri do festival, e assume a função quatro anos após a última mulher, a cineasta neozelandesa Jane Campion. No ano passado, o júri foi presidido pelo diretor espanhol Pedro Almodóvar, ocasião em que a Palma de Ouro foi para a comédia sueca “The Square”, que por coincidência estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta (4/1). “Vou a Cannes há anos como atriz, produtora e para as festas de gala e sessões de competição, inclusive pelo mercado. Mas ainda não fui pelo mero prazer de aproveitar a abundânica de filmes deste grande festival”, afirmou a atriz em um comunicado. “Estamos muito felizes de acolher uma artista rara e singular, cujo talento e convicções preenchem as telas de cinema e os palcos de teatro. Nossas conversas com ela nos prometem que será uma presidente comprometida, uma mulher apaixonada e uma espectadora generosa”, afirmaram Pierre Lescure, presidente do Festival de Cannes, e Thierry Frémaux, diretor-geral. Além de seu trabalho nos cinemas, Blanchett acaba de criar a fundação Time’s Up, junto a outras estrelas como Natalie Portman e Meryl Streep, para ajudar as vítimas de assédio sexual. O Festival de Cannes 2018 vai acontecer entre os dias 8 e 19 de maio, na Riviera francesa.

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    Nova animação da Pixar enfrenta título ruim, boicote e Jumanji nas estreias da semana

    4 de janeiro de 2018 /

    O ano começa com estreias simultâneas de dois blockbusters voltados ao público infantil. Mas um deles não estará disponível em algumas redes. A nova animação da Pixar enfrenta boicote de parte do parque exibidor, num protesto contra a política de preços da Disney, que exige um aumento de 2% em seus repasses. Assim, o desenho estará presente em 650 salas, bem menos que “Carros 3”, o lançamento anterior da Disney-Pixar, que ocupou mais de mil telas. A distribuição é menor, inclusive, que a do outro título infantil da semana, disponível em 950 salas. Por coincidência, o circuito limitado também terá apenas dois lançamentos: dois títulos europeus excelentes e premiados, ambos selecionados para representar seus países no Oscar 2018. Clique nos títulos abaixo para ver os trailers de cada estreia. “Viva – A Vida É uma Festa” está tendo, na verdade, uma vida pouco festiva no Brasil. Seus problemas também incluem uma mudança de título. Nos outros países do mundo, a animação se chama “Coco”, mas aqui acharam que pareceria “cocô”. Claro que ninguém faz esta confusão quando toma água de coco na praia, mas o Brasil é aquele país estranho em que os filmes são lançados com o subtítulo “O Filme” para o público não se confundir e achar que vai ler um livro no cinema. Não apenas isso: na dublagem brasileira, uma personagem importante deixa de se chamar Mamãe Coco — diminutivo de Socorro — para transformar-se em Lupita. Nenhum outro personagem mudou de nome em relação à versão original. A propósito, em Portugal, acharam que o público era mais inteligente e mantiveram “Coco”. Peculiaridades de um estúdio infantil. A animação ainda sofre com um lançamento nacional tardio, após ter se consagrado no mundo inteiro, com recordes de arrecadação no México e na China, e três semanas na liderança das bilheterias dos Estados Unidos. Além disso, tirou nota A+ no CinemaScore, que registra a média da opinião do público americano, em sua estreia doméstica em novembro passado. Trata-se do sexto filme da Pixar a atingir esta nota máxima, mas apenas o primeiro nesta década. O último tinha sido “Up – Altas Aventuras” em 2009. A nota da crítica americana também foi bastante elevada: 96% de aprovação no Rotten Tomatoes. O filme conta a história de um menino mexicano proibido de tocar música, apesar de ser parente de um cantor famoso. Ao segurar o violão de seu ancestral, ele acaba sendo “puxado” para a Terra dos Mortos e, a partir daí, passa a contar com a ajuda de seus parentes falecidos para voltar ao mundo dos vivos. O roteiro é de Adrian Molina (“O Bom Dinossauro”), que também faz sua estreia como diretor, trabalhando ao lado de Lee Unkrich (“Toy Story 3”). “Jumanji: Bem-vindo à Selva” reinventa a franquia iniciada em 1995 com o ator Robin Williams. Além de o tabuleiro mágico ter virado um videogame, os protagonistas são sugados para dentro do jogo e mudam de aparência, transformando-se em Dwayne Johnson (“Baywatch”), Kevin Hart (“Policial em Apuros”), Jack Black (“Goosebumps”) e Karen Gillan (“Guardiões da Galáxia”), que precisarão enfrentar inúmeros perigos – e não apenas feras como há 23 anos. Além dessas mudanças todas, o novo “Jumanji”, com direção de Jake Kasdan (“Sex Tape: Perdido na Nuvem”), é mais comédia que aventura, daquelas em que o elenco abusa das caretas. Mesmo assim, tem 77% no Rotten Tomatoes. Já os dois títulos do circuito limitado são “The Square – A Arte da Discórdia” e “120 Batimentos por Minuto”, candidatos respectivamente da Suécia e da França a uma vaga na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira do Oscar. Infelizmente, o longa francês já ficou pelo caminho, o que rendeu protestos do diretor de “Moonlight”, vencedor do Oscar 2017. Por coincidência, ambos tiveram première mundial no Festival de Cannes do ano passado. “120 Batimentos por Minuto” venceu o Grande Prêmio do Júri e o Prêmio da Crítica, enquanto “The Square” faturou simplesmente a Palma de Ouro. Com um título que destaca o ritmo normal de batidas do coração humano, o longa francês aborda o movimento Act Up Paris, formado por militantes LGBT+, que em 1990 foi às ruas e escolas da capital francesa para conscientizar os jovens sobre a importância da prevenção da Aids, “coisa que o governo não faz”, conforme avisa um dos protagonistas. O movimento também enfrentou a indústria farmacêutica, que criava dificuldades para disponibilizar os remédios do coquetel de tratamento da doença, e o preconceito, fazendo passeatas de demonstração de orgulho gay. O elenco traz vários nomes da nova geração do cinema francês, como Adèle Haenel (“Amor à Primeira Briga”), Arnaud Valois (“Cliente”), Aloïse Sauvage (“Um Instante de Amor”) e Simon Guélat (“Minha Irmã”), além do argentino Nahuel Pérez Biscayart (“Futuro Perfeito”). A direção é de Robin Campillo, autor-diretor de “Eles Voltaram”, que deu origem à série “Les Revenants”. Trata-se do filme mais elogiado da França em 2017, com impressionantes 99% de aprovação no Rotten Tomatoes e diversos prêmios. Além das conquistas de Cannes, também venceu os festivais de Chicago e San Sebastián, foi considerado o Melhor Filme Estrangeiro do ano pelos críticos de Nova York e disputa o troféu da categoria no Spirit Awards. “The Square”, por sua vez, foi considerado o Melhor Filme Europeu de 2017. Além de vencer o troféu principal da Academia Europeia, faturou mais cinco prêmios do European Film Awards, inclusive Direção e Roteiro, recebidos pelo cineasta Ruben Östlund – que já tinha causado boa impressão com seu filme anterior, “Força Maior” (2014), exibido e premiado na seção Um Certo Olhar do Festival de Cannes há três anos. Em tom de humor negro, a comédia sueca acompanha o curador de um importante museu de arte contemporânea de Estocolmo, que a partir de um pequeno incidente desencadeia uma série de situações vexaminosas. Em seu intertexto, também embute uma crítica social, ao fazer um contraponto entre o ambiente elitista das galerias de arte e a realidade das ruas europeias, cheias de imigrantes e desempregados. Além do dinamarquês Claes Bang (da série “Bron/Broen”) no papel principal, o longa inclui em seu elenco a atriz americana Elisabeth Moss (série “The Handmaid’s Tale”), o inglês Dominic West (série “The Affair”) e o dublê americano Terry Notary (o King Kong de “Kong: A Ilha da Caveira”), que mostra como se interpreta um macaco sem os efeitos que normalmente acompanham seu desempenho na franquia “Planeta dos Macacos” (onde vive o macaco Rocket). Curiosamente, o filme não obteve a mesma unanimidade entre a crítica americana, ficando com 82% no Rotten Tomatoes.

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    Olivia Munn vai apresentar premiação do Critics’ Choice 2018

    3 de janeiro de 2018 /

    A atriz Olivia Munn (“X-Men: Apocalipse”) vai apresentar a premiação Critics’ Choice Awards 2018, que acontece em 11 de janeiro em Santa Monica, na Califórnia. Sua presença garante que o tema dos assédios sexuais em Hollywood fará parte da pauta de discursos, já que ela é uma das acusadoras do cineasta Brett Ratner (“X-Men: O Confronto Final”). Para completar, a atriz Gal Gadot vai ganhar uma homenagem da premiação por seu trabalho em “Mulher-Maravilha”, confirmando o tom de empoderamento feminino que deverá marcar o evento. A fantasia “A Forma da Água”, de Guillermo del Toro, lidera a lista dos indicados com 14 nomeações, incluindo Melhor Filme. A lista completa dos filmes e séries que concorrem ao prêmio da crítica norte-americana pode ser conferida neste link. A premiação será transmitida ao vivo pela TV. No Brasil, a exibição acontecerá no canal pago TNT. Olivia Munn tem experiência como apresentadora. Antes de se dedicar à carreira de atriz, apresentou o programa geek “Attack of the Show” (entre 2006 e 2010). Ela aparecerá bastante nas telas em 2018, com papéis no novo filme da franquia “Predador”, em “Oito Mulheres e um Segredo”, em “X-Men: Fênix Negra” e na 2ª temporada da série “Six”.

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    Fala Sério, Mãe! é o último lançamento amplo do ano nos cinemas

    28 de dezembro de 2017 /

    Após faturar R$ 1,5 milhão em pré-estreia, a comédia brasileira “Fala Sério, Mãe!” chega aos cinemas como principal lançamento do fim do ano. Mas, curiosamente, não é o único filme brasileiro com adolescentes a entrar em cartaz nesta quinta (28/12). A programação, mais enxuta que o habitual, também inclui o novo longa de Woody Allen, a primeira luta de Bruce Lee e a juventude de Karl Max, que não empolgaram a maioria dos críticos, além de um documentário premiado. Clique nos títulos das estreias para conferir os trailers de cada filme em cartaz. “Fala Sério, Mãe!” traz Ingrid Guimarães (“De Pernas pro Ar”) e Larissa Manoela (“Meus Quinze Anos”) como mãe e filha, e surpreende positivamente por não abusar (muito) do tom histérico que marca as outras comédias do roteirista Paulo Cursino (“Até que a Sorte nos Separe”). Desta vez, o humor de esquetes e temas repetitivos busca simpatia, ao ser utilizado para realçar os problemas de relacionamento, mas também o amor típico de uma família, que é o mote da produção. O filme é inspirado no livro de mesmo nome da escritora Thalita Rebouças (autora também de “É Fada!”), que colabora no roteiro assinado por Cursino, Ingrid Guimarães e Dostoiewski Champangnatte. A direção é de Pedro Vasconcelos (“O Concurso”) e ainda peca por incluir as típicas participações especiais de todo besteirol brasileiro – desta vez, do cantor Fábio Jr. e do comediante Paulo Gustavo, interpretando eles mesmos. “Bye Bye Jaqueline” também é uma comédia centrada numa adolescente, mas o foco são as amizades e os romances dessa fase da vida. O problema é a falta de espontaneidade geral, do roteiro à interpretação, que faz com que tudo soe forçado, além de previsível – a velha história de sempre. Nota-se que é o primeiro longa-metragem de Anderson Simão e da maioria do elenco. O lançamento internacional mais amplo pertence a “Roda Gigante”, o novo longa de Woody Allen, cujo enredo, como diz a protagonista Kate Winslet (“A Vingança Está na Moda”), é “um pouco melodramático”. A produção não deixa de ser uma homenagem de Allen ao rei do melodrama clássico, Douglas Sirk (“Imitação da Vida”), já que se passa no período de seus filmes mais conhecidos, a década de 1950. A história gira em torno de Ginny (Winslet), mulher do operador de carrossel do parque de Conney Island (James Belushi, da série “Twin Peaks”), que um belo dia recebe a visita de sua enteada (Juno Temple, da série “Vinyl”), casada com um gângster e fugindo da máfia. Ela sabe segredos perigosos e procura abrigo, com mafiosos em seu encalço. No meio disso tudo, as duas ainda se encantam pelo galã da praia, o salva-vidas Mickey (Justin Timberlake, de “Aposta Máxima”), que narra a história – um artifício que reforça se tratar de um filme “à moda antiga”. A crítica norte-americana não embarcou na trip nostálgica e a “Roda Gigante” travou com 29% de aprovação no site Rotten Tomatoes. “A Origem do Dragão” foi uma decepção maior ainda: 23% de aprovação. Vendida como uma história da juventude do ator e campeão de kung fu Bruce Lee, a obra não passa de um filme B convencional, que menospreza o personagem e o impacto de sua luta contra Wong Jack Man, o mestre de kung fu mais famoso da China, enviado pelo templo shaolin para verificar se Lee estava ensinando artes marciais para brancos nos Estados Unidos. A direção é do cineasta George Nolfi (“Os Agentes do Destino”) e os roteiristas Christopher Wilkinson e Stephen J. Rivele são os mesmos do vindouro “Bohemian Rhapsody” sobre a banda Queen. “O Jovem Karl Marx” é outro desperdício de personagem, numa produção que segue a fórmula básica das cinebiografias mais superficiais, capaz de transformar o homem que considerava religião o ópio do povo numa figura praticamente santa. Ao menos, não deixa de ser cômico ver o jovem de cartola querendo se conectar com as massas proletárias. Passou no Festival de Berlim, Toronto e inúmeros outros. Não venceu nada. E tem média de 40% no Rotten Tomatoes. Completa a programação o documentário francês “A Ópera de Paris”, premiado no Festival de Moscou. Curiosamente, é o segundo filme sobre os bastidores da famosa casa de espetáculos francesa lançado este ano nos cinemas brasileiros, após “Reset – O Novo Balé da Ópera de Paris”. Ambos compartilham alguns personagens, entre eles Benjamin Millepied, o criador da coreografia de “Cisne Negro” (2010) e marido da atriz Natalie Portman. E é isto. Só seis lançamentos nesta semana, ainda sob efeito do predomínio de “Star Wars: Os Últimos Jedi” no circuito cinematográfico.

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    Confira os dez filmes pré-selecionados para disputar indicações ao Oscar de Efeitos Visuais

    19 de dezembro de 2017 /

    A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos divulgou uma nova lista de filmes pré-selecionados para disputar a categoria de Melhores Efeitos Visuais do Oscar 2018. Os 20 longas-metragens classificados há duas semanas foram reduzidos à metade, antes da definição dos cinco finalistas. A lista deixou pelo caminho a maioria dos filmes de super-heróis, já eliminando uma chance de “Mulher-Maravilha” disputar um troféu, além de diversas sci-fis, inclusive a deslumbrante “Ghost in the Shell”. Os cinco indicados ao Oscar serão anunciados em 23 de janeiro, quando a Academia revelar a lista completa dos indicados em todas as categorias. A 90ª edição do prêmio mais importante da indústria americana de cinema acontecerá em 4 de março e será transmitida para 225 territórios, incluindo o Brasil – pelos canais Globo e TNT. Os dez filmes abaixo continuam na expectativa de disputar a competição. “A Forma da Água” “Alien: Covenant” “Blade Runner 2049” “Dunkirk” “Guardiões da Galáxia, Vol. 2” “Kong: A Ilha da Caveira” “Okja” “Planeta dos Macacos: A Guerra” “Star Wars: Os Últimos Jedi” “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”

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    Star Wars: Os Últimos Jedi monopoliza os cinemas com sua Força

    14 de dezembro de 2017 /

    “Star Wars: Os Últimos Jedi” chega aos cinemas como uma Estrela da Morte, ocupando 1,3 mil salas sem dar chances à concorrência. Para as demais estreias desta quinta (14/12), sobra apenas o circuito limitado. A maioria são documentários brasileiros de personalidades, quase uma programação de TV educativa. Mas um dos lançamentos mais esperados do ano acabou sacrificado, com uma distribuição ridícula em apenas 10 telas. Saiba mais sobre as novidades da programação abaixo. E não esqueça de clicar nos títulos para assistir aos trailers de cada filme. Com a demonstração da Força de sua distribuição, o oitavo filme da saga espacial está posicionado para quebrar recordes de bilheterias. O novo “Star Wars” já é uma unanimidade entre a crítica, contando atualmente com 94% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Repleto de surpresas e reviravoltas, o filme acompanha a evolução de Rey (Daisy Ridley), que busca se tornar pupila do último jedi Luke Skywalker (Mark Hamill). Sim, a tradução brasileira de “the last jedi” está errada. Além de Rey, a trama também desenvolve bastante e humaniza os personagens de Kylo Ren (Adam Driver) e Finn (John Boyega), e marca a despedida cinematográfica da atriz Carrie Fisher, a eterna Princesa Leia, que faleceu após terminar suas filmagens. A produção agradou tanto que a Lucasfilm encomendou uma nova trilogia ao diretor e roteirista Rian Johnson. Em compensação, poucos terão acesso à melhor estreia do circuito limitado. Aguardadíssimo, “Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas” chega em apenas uma dezena de salas. E olha que seu tema é popularíssimo: a história “secreta” da origem da Mulher-Maravilha. A trama acompanha o psicólogo da Universidade de Harvard, Dr. William Moulton Marston, que inventou o detector de mentiras e criou a Mulher-Maravilha, destacando o período em que precisou defender a super-heroína feminista contra acusações de “perversidade sexual”, ao mesmo tempo em que mantinha um segredo que poderia arruiná-lo. Isto porque a inspiração da personagem foi sua esposa, Elizabeth Marston, e sua amante e ex-aluna Olive Byrne, duas mulheres que também se destacaram na área da psicologia e desafiaram convenções, construindo uma vida a três com Marston, como mães de seus filhos, melhores amigas e parceiras de cama. Por muitos anos, o segredo real de Marston foi mais bem guardado que a identidade secreta da super-heroína. A produção traz Luke Evans (“Drácula: A História Nunca Contatada”), Rebecca Hall (“Homem de Ferro 3”) e Bella Heathcote (“Orgulho e Preconceito e Zumbis”) como os protagonistas da história real, e tem 86% de aprovação no Rotten Tomatoes. Candidato da Suíça a uma vaga no Oscar 2018, “Mulheres Divinas” é a última ficção recomendada da semana. O filme também é sobre mulheres-maravilhas da vida real. Ambientado em 1971, conta a história de uma jovem dona de casa, casada e mãe de dois filhos em um agradável vilarejo suíço. Mas um detalhe incomoda a protagonista. Seu país não permite o voto nem diversos direitos às mulheres. Inconformada com a opressão, Nora decide liderar uma campanha pelo voto feminino – com 70 anos de atraso em relação às sufragistas originais. Mistura de comédia e drama histórico, registra 83% no Rotten Tomatoes e ainda venceu os prêmios do Público e de Melhor Atriz no Festival de Tribeca. Como de praxe, a proximidade do Natal inspira programação religiosa. “Jesus – A Esperança” é uma versão da Paixão de Cristo produzida no Brasil. E “O Poder e o Impossível” transforma uma tragédia verídica numa história edificante de descoberta da fé. No filme americano, um atleta de hóquei viciado e descrente se perde numa nevasca ao ir sozinho fazer snowboarding, tem as pernas apodrecidas pelo frio intenso e passa a considerar sua salvação um milagre cristão. A crítica americana não levou fé, dando apenas 25% de aprovação. Os demais lançamentos são todos documentários. O mais interessante é o francês “Lumière! – A Aventura Começa”, que reúne os primeiros filmes (curta-metragens) da história do cinema, filmados pelos irmãos Lumière, inventores do cinematógrafo. O material foi remasterizado em 4k, ganhou nitidez impressionante e é acompanhado por comentários de Thierry Frémaux, que é diretor do Festival do Cannes e também preside o Instituto Lumière. Dos quatro documentários biográficos nacionais, só um foge da fórmula de depoimentos e imagens de arquivo, que iguala filme a programa de televisão. É “Cora Coralina – Todas as Vidas”, que dramatiza trechos da vida da escritora e reúne atrizes para declamar seus textos, entre as imagens de arquivo e os depoimentos. A programação se completa com “Silêncio no Estúdio”, que conta a história da apresentadora Edna Savaget, pioneira dos programas femininos da TV brasileira, “Tudo É Projeto”, sobre o arquiteto Paulo Mendes da Rocha, e “Coragem! – As Muitas Vidas de Dom Paulo Evaristo Arns”, biografia do Cardeal brasileiro que se destacou por defender os direitos humanos durante o regime militar.

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  • Etc

    Arábia Saudita vai permitir abertura de cinemas no país após 35 anos de proibição

    11 de dezembro de 2017 /

    O governo da Arábia Saudita anunciou nesta segunda-feira (11/12) que vai acabar com a proibição de cinemas no país. A decisão põe fim a um veto de mais de 35 anos, desde que todos os cinemas do país foram fechados na década de 1980, após a ascensão de uma insurgência islâmica. “Como reguladora da indústria, a Comissão Geral para Mídia Audiovisual começou o processo de licenciar cinemas no Reino”, informou em comunicado o ministro da Cultura e da Informação saudita, Awwad bin Saleh Alawwad. A previsão é que os novos cinemas sejam abertos em março do próximo ano. Ironicamente, apesar da proibição, a Arábia Saudita é palco de uma pequena indústria de audiovisual na capital Riad, que lança sobretudo longas-metragens e documentários, exibidos no exterior. O anúncio do fim do veto acompanha uma série de medidas liberalizantes do governo saudita e faz parte de um ambicioso plano de reformas do príncipe herdeiro Mohamed bin Salman, que busca promover espetáculos e eventos de entretenimento, apesar da oposição dos círculos conservadores. O conservadorismo na Arábia Saudita afeta, em especial, as mulheres, cujos direitos começam a ser reconhecidos no movimento modernizador do governo. Riad anunciou em outubro que, a partir de 2018, permitiria a elas participar de eventos esportivos em três estádios e a dirigir. Ainda assim, as sauditas continuam a enfrentar diversas restrições. Apesar de tanta proibição, o nome mais conhecido da produção cinematográfica saudita é uma mulher: Haifaa Al-Mansour, diretora e roteirista do premiado “O Sonho de Wadjda” (2012), sobre uma menina que quer uma bicicleta. O filme fez tanto sucesso que lhe permitiu iniciar carreira em Hollywood com “Mary Shelley”, previsto para julho, em que Elle Fanning vive a escritora de “Frankenstein”.

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  • Filme

    Filmes com crianças extraordinárias são os destaques da semana nos cinemas

    7 de dezembro de 2017 /

    As melhores estreias de cinema da semana são histórias que trazem crianças com problemas de relacionamento. Enquanto uma delas é o lançamento mais amplo desta quinta (7/12), a outra, premiadíssima, chega em circuito limitado. A programação também entra em clima natalino com a continuação menos engraçada de um comédia do ano passado, despede-se de um ator genial e apresenta três novidades brasileiras. Clique nos títulos dos filmes abaixo para ver os trailers de cada um dos lançamentos. “Extraordinário” leva a mais de 500 telas a elogiada adaptação do best-seller infantil homônimo de RJ Palacio sobre o menino Auggie Pullman, que nasceu com uma deformidade facial e estudou em casa a maior parte da vida, até a família decidir matriculá-lo numa escola regular para que convivesse com outras crianças da sua idade. Dirigido por Stephen Chbosky (“As Vantagens de Ser Invisível”), o filme tem uma mensagem anti-bullying tocante, que supera a fórmula do melodrama, e é estrelado por Jacob Tremblay, o ator-mirim de “O Quarto de Jack” (2015), irreconhecível sob a maquiagem da produção. Ele vive o filho deformado de Julia Roberts (“Jogo do Dinheiro”) e Owen Wilson (“Zoolander”), e neto da brasileira Sonia Braga (“Aquarius”). Sucesso nos cinemas americanos, enfrentou “Liga da Justiça” e “Viva – A Vida É uma Festa” sem se assustar, com 85% de aprovação no site Rotten Tomatoes. “Verão 1993” é o destaque do circuito limitado. Candidato da Espanha a uma indicação no Oscar 2018, acompanha Frida, uma menina de seis anos que vai viver com os tios no campo, após a morte súbita da mãe, mas não consegue se adaptar à nova vida e família. O longa de Carla Simón venceu o troféu de Melhor Filme de Estreia no Festival de Berlim 2017, além de se consagrar no circuito dos festivais. Para completar, tem impressionantes 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. “Perfeita É a Mãe 2” é basicamente a versão feminina de “Pai em Dose Dupla 2” (já em cartaz): uma continuação em que as mães da história original recebem a visita das próprias mães para o Natal. A falta de boas ideias confirma que foi feito a toque de caixa para aproveitar o sucesso do primeiro filme, lançado no ano passado. O resultado foi uma bilheteria abaixo da expectativa e execração da crítica – 27%. Há mais três estreias do cinema americano. Enquanto duas refletem a inquietação que se espera de cineastas indies iniciantes, a terceira é assinada por um diretor famoso e clichê de doer. “Lucky” foi o último filme estrelado por Harry Dean Staton, que morreu em setembro aos 91 anos. Sua carreira foi marcada por papéis fantásticos. E o personagem-título de “Lucky” é um deles: um ateu espirituoso que precisa lidar com a própria mortalidade diante da idade avançada. Staton dá um show de interpretação, numa despedida emocionante do cinema sob aplausos da crítica – 98% no Rotten Tomatoes. Como curiosidade, o longa também marca a estreia na direção do ator John Carroll Lynch, intérprete do palhaço assassino Twisty na série “American Horror Story”. “Em Busca de Fellini” é uma história real em tom de fábula, de uma jovem que cresceu confinada por uma mãe superprotetora e descobre o mundo por meio dos filmes de Fellini. Instigada, ela decide conhecer a Itália e ver de perto as imagens que a encantaram no cinema. Embora pareça uma criação de cinéfilo, o filme é baseado na vida de Nancy Cartwright, a dubladora de Bart Simpson nos Estados Unidos. Ela própria assina o roteiro, que tem 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. “Apenas um Garoto em Nova York” marca a volta de Marc Webb às comédias românticas, após o fracasso espetacular de seus filmes do Homem-Aranha. Mas o resultado é muito diferente do cultuado “(500) Dias com Ela” (2009). O roteiro foi escrito por Allan Loeb (“Rock of Ages: O Filme”) e é centrado em um jovem que descobre que seu pai está tendo um caso. O filho tenta impedir que isso aconteça, mas no processo acaba se envolvendo com a mulher. Callum Turner (“Assassin’s Creed”) é o protagonista, Pierce Brosnan (“November Man: Um Espião Nunca Morre”) vive seu pai e Kate Beckinsale (“Anjos da Noite: Guerras de Sangue”) interpreta a amante. O triângulo tão velho quando Édipo Rei implodiu nas bilheterias norte-americanas, com apenas US$ 624 mil e uma péssima cotação – 33%. Três filmes brasileiros completam a programação. “Altas Expectativas” se diferencia das histórias de ricos instantâneos e vigaristas que marcam os besteiróis nacionais por usar suas piadas para contar uma “fábula” de superação e romance. Roteiro e direção da dupla Pedro Antônio (“Tô Ryca!”) e Alvaro Campos (“Leo & Carol”) contam o dilema de um treinador de cavalos anão que se apaixona por uma barista, mas sua baixa autoestima lhe impede de se declarar. Cansado de ser humilhado pela estatura, ele acaba revidando um comediante que o ridiculariza durante uma apresentação de stand-up e impressiona pelo humor autodepreciativo, iniciando uma nova carreira. E um dia faz a jovem melancólica, que ele adora, rir pela primeira vez em muito tempo, abrindo as portas para seu coração. O príncipe encantado incompreendido é Leonardo Reis, conhecido em shows de stand-up como Leo Gigante. A bela da história é interpretada por Camila Márdila, que dividiu com Regina Casé o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Sundance 2015 por “Que Horas Ela Volta?”. E não falta sequer o indefectível rival-vilão (o Gaston da vez), vivido pelo canalha favorito do cinema brasileiro, Milhem Cortaz (“O Lobo Atrás da Porta”). “Encantados” assume mais claramente o tom fantasioso de sua narrativa, ao materializar uma versão tupiniquim dos romances adolescentes sobrenaturais que foram tendência em Hollywood há meia década atrás. De fato, o filme é de 2014, mas só “desencantou” nos cinemas agora – trazendo consigo o “exilado” José Mayer. Na trama, a filha de um influente político paraense tem visões de um índio bonitão nas águas da Ilha de Marajó. Se o samba-enredo parece conhecido é porque a combinação de folclore, rios místicos e clichês da literatura tem sido a base de sucessos noveleiros como “Pantanal” (1990) e “Velho Chico” (2016) – sem esquecer que já há uma versão adulta similar, “Ele, o Boto” (1987). A direção é de Tizuka Yamasaki, que chegou a ser apontada como diretora promissora nos anos 1980, antes de se especializar em filmes da Xuxa. A menor distribuição cabe ao documentário da semana, “Corpo Delito”, sobre um preso que vai para o regime aberto com uma “tartaruga” no tornozelo. A gíria prisional é a novidade da história.

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  • Filme,  Série

    A Forma da Água lidera indicações ao Critics Choice Awards 2018

    6 de dezembro de 2017 /

    O Critics Choice Awards, uma das mais importantes premiações anuais de cinema e TV da crítica americana, divulgou seus indicados aos prêmios de sua 23ª edição. E a fantasia “A Forma da Água”, de Guillermo del Toro, com estreia no Brasil prevista para janeiro, saiu na frente com 14 indicações, incluindo Melhor Filme. A vantagem do filme de Del Toro, que já venceu o Festival de Veneza, é bastante ampla em relação aos quatro títulos que aparecem empatados em segundo lugar, com oito indicações cada: “Me Chame pelo seu Nome”, de Luca Guadagnino, “Dunkirk”, de Christopher Nolan, “Lady Bird”, de Greta Gerwig, e “The Post”, de Steve Spielberg. Os outros indicados a Melhor Filme são: “Doentes de Amor”, “O Destino de uma Nação”, “Projeto Flórida”, “Corra!” e “Três Anúncios para um Crime”. Entre as produções de TV, a série limitada “Feud: Bette and Joan”, do canal pago FX, foi o programa com o maior número de indicações, com 6 menções, seguida de perto por “Big Little Lies”, da HBO, com 5 indicações. Já a Netflix foi o “canal” com o maior número de séries selecionadas, recebendo 20 indicações ao todo, divididas entre “Stranger Things”, “The Crown”, “American Vandal”, “Godless” e “BoJack Horseman”. A cerimônia de premiação do 23º Critics’ Choice Awards será realizada no dia 11 de janeiro, com transmissão pelo canal CW nos Estados Unidos. Ainda não há transmissão prevista da cerimônia para o Brasil. CINEMA MELHOR FILME “Doentes de Amor” “Me Chame por seu Nome” “O Destino de uma Nação” “Dunkirk” “Projeto Flórida” “Corra!” “Lady Bird” “The Post – A Guerra Secreta” “A Forma da Água” “Três Anúncios de um Crime” MELHOR DIRETOR Guillermo del Toro (“A Forma da Água”) Greta Gerwig (“Lady Bird”) Martin McDonagh (“Três Anúncios de um Crime”) Christopher Nolan (“Dunkirk”) Luca Guadagnino (“Call Me by Your Name”) Jordan Peele (“Corra!”) Steven Spielberg (“The Post”) MELHOR ATOR Timothée Chalamet (“Me Chame por seu Nome”) James Franco (“O Artista do Desastre”) Jake Gyllenhaal, “O Que te faz Mais Forte”) Tom Hanks, “The Post”) Daniel Kaluuya, “Corra!”) Daniel Day-Lewis, “Trama Fantasma”) Gary Oldman (“O Destino de uma Nação”) MELHOR ATRIZ Jessica Chastain (“A Grande Jogada”) Sally Hawkins (“A Forma da Água”) Frances McDormand (“Três Anúncios de um Crime”) Margot Robbie (“I, Tonya”) Saoirse Ronan (“Lady Bird”) Meryl Streep (“The Post”) MELHOR ATOR EM COMÉDIA Steve Carell (“Guerra dos Sexos”) James Franco (“O Artista do Desastre”) Chris Hemsworth (“Thor: Ragnarok”) Kumail Nanjiani (“Doentes de Amor”) Adam Sandler (“Os Meyerowitz”) MELHOR ATRIZ EM COMÉDIA Tiffany Haddish (“Girls Trip”) Zoe Kazan (“Doentes de Amor”) Margot Robbie (“I, Tonya”) Saoirse Ronan (“Lady Bird”) Emma Stone (“Guerra dos Sexos”) MELHOR ATOR COADJUVANTE Willem Dafoe (“Projeto Flórida”) Armie Hammer (“Me Chame por seu Nome”) Richard Jenkins (“A Forma da Água”) Sam Rockwell (“Três Anúncios de um Crime”) Patrick Stewart (“Logan”) Michael Stuhlbarg (“Me Chame por seu Nome”) MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Mary J. Blige (“Mudbound”) Hong Chau (“Pequena Grande Vida”) Tiffany Haddish (“Girls Trip”) Holly Hunter (“Doentes de Amor”) Allison Janney (“I, Tonya”) Laurie Metcalf (“Lady Bird”) Octavia Spencer (“A Forma da Água”) MELHOR REVELAÇÃO Mckenna Grace (“Gifted”) Dafne Keen (“Logan”) Brooklynn Prince (“Projeto Flórida”) Millicent Simmonds (“Sem Fôlego”) Jacob Tremblay (“Extraordinário” MELHOR ELENCO “Dunkirk” “Lady Bird” “Mudbound” “The Post – A Guerra Secreta” “Três Anúncios de um Crime” MELHOR ROTEIRO ADAPTADO James Ivory (“Me Chame pelo seu Nome”) Scott Neustadter e Michael H. Weber (“O Artista do Desastre”) Dee Rees e Virgil Williams (“Mudbound”) Aaron Sorkin (“A Grande Jogada”) Jack Thorne, Steve Conrad e Stephen Chbosky (“Extraordinário”) MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Emily V. Gordon e Kumail Nanjiani (“Doentes de Amor”) Jordan Peele (“Corra”) Greta Gerwig (“Lady Bird”) Liz Hannah e Josh Singer (“The Post”) Guillermo del Toro e Vanessa Taylor (“A Forma da Água”) Martin McDonagh (“Três Anúncios de um Crime”) MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA Roger Deakins “Blade Runner 2049”) Sayombhu Mukdeeprom (“Me Chame pelo Seu Nome”) Hoyte van Hoytema (“Dunkirk”) Rachel Morrison (“Mudbound”) Dan Lausten (“A Forma da Água”) MELHOR FIGURINO Jacqueline Durran (“A Bela e a Fera”) Renée April (“Blade Runner 2049”) Mark Bridges (“Trama Fantasma”) Luis Sequeira (“A Forma da Água”) Lindy Hemming (“Mulher-Maravilha”) MELHOR MONTAGEM Paul Machliss e Jonathan Amos (“Em Ritmo de Fuga”) Joe Walker (“Blade Runner 2049”) Lee Smith (“Dunkirk”) Michael Kahn e Sara Broshar (“The Post”) Sidney Wolinsky (“A Forma da Água”) MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO Sarah Greenwood e Katie Spencer (“A Bela e a Fera”) Dennis Gassner e Alessandra Querzola (“Blade Runner 2049”) Nathan Crowley e Gary Fettis (“Dunkirk”) Jim Clay e Rebecca Alleway (“O Assassinato no Expresso Oriente”) Mark Tildesley e Véronique Melery (“Trama Fantasma”) Paul Denham Austerberry, Shane Vieau e Jeff Melvin (“A Forma da Água”) MELHOR TRILHA SONORA Benjamin Wallfisch e Hans Zimmer (“Blade Runner 2049″) Dario Marianelli (“O Destino de uma Nação”) Jonny Greenwood (“Trama Fantasma”) John Williams (“The Post”) Alexandre Desplat (“A Forma da Água”) MELHOR CANÇÃO “Evermore” (“A Bela e a Fera”) “Mystery of Love” (“Me Chame pelo seu Nome”) “Remember Me” (“Viva – A Vida é uma Festa”) “Stand Up for Something” (“Marshall”) “This Is Me” (“O Rei do Show”) MELHORES EFEITOS VISUAIS “Blade Runner 2049” “Dunkirk” “A Forma da Água” “Thor: Ragnarok” “Planeta dos Macacos – A Guerra” “Mulher-Maravilha” MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO “A Bela e a Fera” “O Destino de uma Nação” “I, Tonya” “A Forma da Água” “Extraordinário” MELHOR ANIMAÇÃO “The Breadwinner” “Viva – A Vida É uma Festa” “Meu Malvado Favorito 3” “Lego Batman – O Filme” “Com Amor, Vincent” MELHOR COMÉDIA “Doentes de Amor” “O Artista do Desastre” “Girls Trip” “I, Tonya” “Lady Bird” MELHOR FILME DE AÇÃO “Em Ritmo de Fuga” “Logan” “Thor: Ragnarok” “Planeta dos Macacos – A Guerra” “Mulher-Maravilha” MELHOR FILME DE TERROR OU SCI-FI “Blade Runner 2049” “Corra!” “It – A Coisa” “A Forma da Água” MELHOR FILME ESTRANGEIRO “120 Batimentos por Minuto” (França) “Uma Mulher Fantástica” (Chile) “First They Killed My Father” (Camboja) “In the Fade” (Alemanha) “The Square” (Suécia) “Thelma” (Noruega) TELEVISÃO MELHOR SÉRIE DE DRAMA “American Gods” “The Crown” “Game of Thrones” “The Handmaid’s Tale” “Stranger Things” “This Is Us” MELHOR ATOR EM SÉRIE DE DRAMA Sterling K. Brown (“This Is Us”) Paul Giamatti (“Billions”) Freddie Highmore (“Bates Motel”) Ian McShane (“American Gods”) Bob Odenkirk (“Better Call Saul”) Liev Schreiber (“Ray Donovan”) MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE DRAMA Caitriona Balfe (“Outlander”) Christine Baranski (“The Good Fight”) Claire Foy (“The Crown”) Tatiana Maslany (“Orphan Black”) Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”) Robin Wright (“House of Cards”) MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE DRAMA Bobby Cannavale (“Mr. Robot”) Asia Kate Dillon (“Billions”) Peter Dinklage (“Game of Thrones”) David Harbour (“Stranger Things”) Delroy Lindo (“The Good Fight”) Michael McKean (“Better Call Saul”) MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE DRAMA Gillian Anderson (“American Gods”) Emilia Clarke (“Game of Thrones”) Ann Dowd (“The Handmaid’s Tale”) Cush Jumbo (“The Good Fight”) Margo Martindale (“Sneaky Pete”) Chrissy Metz (“This Is Us”) MELHOR SÉRIE DE COMÉDIA “The Big Bang Theory” “Black-ish” “GLOW” “The Marvelous Mrs. Maisel” “Modern Family” “Patriot” MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA Anthony Anderson (“Black-ish”) Aziz Ansari (“Master of None”) Hank Azaria (“Brockmire”) Ted Danson (“The Good Place”) Thomas Middleditch (“Silicon Valley”) Randall Park (“Fresh Off the Boat”) MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA Kristen Bell (“The Good Place”) Alison Brie (“GLOW”) Rachel Brosnahan (“The Marvelous Mrs. Maisel”) Sutton Foster (“Younger”) Ellie Kemper (“Unbreakable Kimmy Schmidt”) Constance Wu (“Fresh Off the Boat”) MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA Tituss Burgess (“Unbreakable Kimmy Schmidt”) Walton Goggins (“Vice Principals”) Sean Hayes (“Will & Grace”) Marc Maron (“GLOW”) Kumail Nanjiani (“Silicon Valley”) Ed O’Neill (“Modern Family”) MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA Mayim Bialik (“The Big Bang Theory”) Alex Borstein (“The Marvelous Mrs. Maisel”) Betty Gilpin (“GLOW”) Jenifer Lewis (“Black-ish”) Alessandra Mastronardi (“Master of None”) Rita Moreno (“One Day at a Time”) MELHOR SÉRIE LIMITADA “American Vandal” “Big Little Lies” “Fargo” “Feud: Bette and Joan” “Godless” “The Long Road Home” MELHOR TELEFILME “Flint” “I Am Elizabeth Smart” “The Immortal Life of Henrietta Lacks” “Sherlock: The Lying Detective” “The Wizard of Lies” MELHOR ATOR EM TELEFILME OU SÉRIE LIMITADA Jeff Daniels (“Godless”) Robert De Niro (“The Wizard of Lies”) Ewan McGregory (“Fargo”) Jack O’Connell (“Godless”) Evan Peters (“American Horror Story: Cult”) Bill Pullman (“The Sinner”) Jimmy Tatro (“American Vandal”) MELHOR ATRIZ EM TELEFILME OU SÉRIE LIMITADA Jessica Biel (“The Sinner”) Alana Boden (“I Am Elizabeth Smart”) Carrie Coon (“Fargo”) Nicole Kidman (“Big Little Lies”) Jessica Lange (“Feud: Bette and Joan”) Reese Witherspoon (“Big Little Lies”) MELHOR ATOR COADJUVANTE EM TELEFILME SÉRIE LIMITADA Johnny Flynn (“Genius”) Benito Martinez (“American Crime”) Alfred Molina (“Feud: Bette and Joan”) Alexander Skarsgård (“Big Little Lies”) David Thewlis (“Fargo”) Stanley Tucci (“Feud: Bette and Joan”) MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM TELEFILME SÉRIE LIMITADA Judy Davis (“Feud: Bette and Joan”) Laura Dern (“Big Little Lies”) Jackie Hoffman (“Feud: Bette and Joan”) Regina King (“American Crime”) Michelle Pfeiffer (“The Wizard of Lies”) Mary Elizabeth Winstead (“Fargo”) MELHOR SÉRIE ANIMADA “Archer” “Bob’s Burgers” “BoJack Horseman” “Danger & Eggs” “Rick and Morty” “The Simpsons” MELHOR TALK SHOW “Ellen” “Harry” “Jimmy Kimmel Live!” “The Late Late Show with James Corden” “The Tonight Show Starring Jimmy Fallon” “Watch What Happens Live with Andy Cohen” MELHOR REALITY SHOW DESESTRUTURADO “Born This Way” “Ice Road Truckers” “Intervention” “Live PD” “Ride with Norman Reedus” “Teen Mom” MELHOR REALITY SHOW ESTRUTURADO “The Carbonaro Effect” “Fixer Upper” “The Profit” “Shark Tank” “Undercover Boss” “Who Do You Think You Are?” MELHOR REALITY SHOW DE COMPETIÇÃO “America’s Got Talent” “Chopped” “Dancing with the Stars” “Project Runway” “RuPaul’s Drag Race” “The Voice” MELHOR APRESENTADOR DE REALITY SHOW Ted Allen (“Chopped”) Tyra Banks (“America’s Got Talent”) Tom Bergeron (“Dancing With the Stars”) Cat Deeley (“So You Think You Can Dance”) Joanna and Chip Gaines (“Fixer Upper”) RuPaul (RuPaul’s Drag Race”)

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  • Filme

    Twin Peaks é o melhor “filme” do ano na lista da revista francesa Cahiers du Cinéma

    6 de dezembro de 2017 /

    A revista francesa Cahiers du Cinéma, ainda considerada importante por muitos críticos saudosos da nouvelle vague, divulgou sua lista dos melhores filmes do ano. E ela foi liderada por uma série: “Twin Peaks”. A menção seria ainda mais surpreendente se “Twin Peaks” já não tivesse aparecido em outra lista de publicação influente, no 2º lugar dos “melhores filmes” da britânica “Sight & Sound”, revista do British Film Institute. A publicação francesa não explicou porque achou uma série de TV melhor que os filmes lançados em 2017, mas “Twin Peaks” teve sua première mundial no Festival de Cannes, o mais importante evento cinematográfico da Europa, onde foi extremamente aplaudido. Além disso, “Twin Peaks” é uma obra autoral, que teve um único diretor comandando todos os seus episódios: David Lynch. A lista francesa também chama atenção pela pouca quantidade de títulos nacionais, que incluem apenas os novos filmes de Bruno Dumont e Philippe Garrel. Veja os títulos selecionados abaixo. Melhores do Ano: Revista Cahiers du Cinéma” 1. “Twin Peaks”, de David Lynch 2. “Jeannette: A Infância de Joana D’Arc”, de Bruno Dumont 3. “Certas Mulheres”, de Kelly Reichardt 4. “Corra!”, de Jordan Peele 5. “The Day After”, de Hong Sang-soo 6. “Lover for a Day”, de Philippe Garrel 7. “Bom Comportamento”, de Josh e Benny Safdie 8. “Fragmentado”, de M. “Night Shyamalan 9. “Jackie”, de Pablo Larraín 10. “A Longa Caminhada de Billy Lynn”, de Ang Lee

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