Festival do Rio 2017 exibirá número recorde de filmes brasileiros
O Festival do Rio divulgou nesta terça-feira (5/9) a lista dos filmes selecionados para a Première Brasil, a seção competitiva de cinema brasileiro do evento, que vai exibir, em sua 19ª edição, 33 produções inéditas. Serão 22 longas e 11 curtas brasileiros, além de seis filmes fora de competição. O público escolhe o melhor filme nas categorias ficção, documentário e curta, através do voto popular, enquanto um júri oficial elege as demais categorias. O vencedor da Première Brasil leva R$ 200 mil, enquanto o Melhor Filme da mostra Novos Rumos, também competitiva, ganha R$ 100 mil. São valores acima da média das premiações do cinema brasileiro, o que ajuda a explicar porque o evento carioca, originalmente concebido como festival internacional, se tornou o maior festival do cinema brasileiro em quantidade de filmes. São tantas inscrições de produções de qualidade que, neste ano, o evento também espalhou produções nacionais pelas demais seções de sua programação. Assim, serão exibidas ao todo 75 produções brasileiras, sendo 59 longas e 16 curtas. “Nos últimos anos, a Première Brasil ampliou sua grade, abrindo espaço para as mostras Novos Rumos e Retratos. Este ano, a qualidade dos filmes e a diversidade de temas abordados nos levou a selecionar filmes brasileiros para outras mostras do Festival do Rio, como Panorama, Midnight, Itinerários Únicos, Fronteiras, Première Latina, Expectativa 2017, Geração’, explicou Ilda Santiago, diretora executiva do Festival, em comunicado. A quantidade de obras nacionais é recorde em eventos de cinema no país. Mas só os 22 longas da Première Brasil já estabelece como o Festival do Rio virou a principal plataforma de lançamentos do mercado. Ao mesmo tempo, o festival está mais compacto, com apenas 11 dias de duração. Neste ano, acontecerá entre 5 a 15 de outubro. A lista das obras em competição incluem “Boas Maneiras”, de Juliana Rojas e Marco Dutra, já premiado no Festival de Locarno, na Suiça, assim como novas obras de outros cineasta interessantes. Vale destacar que, ao contrário de festivais como Cannes, Berlim e Veneza, criticados pelo pouco espaço dado às cineastas femininas, a maioria dos filmes de ficção selecionados na Première Brasil é dirigido ou codirigido por mulheres. Filmes Brasileiros do Festival do Rio 2017 Competição: Ficção “Açúcar”, de Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira “Alguma Coisa Assim”, de Esmir Filho e Mariana Bastos “Animal Cordial”, de Gabriela Amaral Almeida “Aos Teus Olhos”, de Carolina Jabor “Boas Maneiras”, de Juliana Rojas e Marco Dutra “Como É Cruel Viver Assim”, de Júlia Rezende “O Nome da Morte”, de Henrique Goldman “Praça Paris”, de Lúcia Murat “Unicórnio”, de Eduardo Nunes Competição: Documentário “Cartas para um Ladrão de Livros”, de Carlos Juliano Barros e Caio Cavechini “Dedo na Ferida”, de Silvio Tendler “Em Nome da América”, de Fernando Weller “Iran”, de Walter Carvalho “Pastor Cláudio”, de Beth Formaggini “Piripkura”, de Mariana Oliva, Renata Terra e Bruno Jorge “SLAM: Voz de Levante”, de Tatiana Lohmann e Roberta Estrela D’Alva Competição: Curtas “Adeus à Carne”, de Júlia Anquier “Alcibíades”, de Breno Nina “O Bagre de Bolas”, de Luiz Botosso e Thiago Veiga “Borá”, de Angelo Defanti “Maria”, de Lucas Pena “Namoro à Distância”, de Carolina Markowicz “Vaca Profana”, de René Guerra Competição: Novos Rumos “A Pparte do Mundo que me Pertence”, de Marcos Pimentel “Amores de Chumbo”, de Tuca Siqueira “Até o Próximo Domingo”, de Evaldo Mocarzel “Copa 181”, de Dannon Lacerda “O Muro”, de Lula Buarque “Vende-se Esta Moto”, de Marcus Faustini Competição: Curtas Novos Rumos “Atrito”, de Diego Lima “Capitão Brasil”, de Felipe Arrojo Poroger “Sandra Chamando”, de João Cândido Zacharias “Tailor”, e Calí dos Anjos Fora de Competição: Ficção “Entre Irmãs”, de Breno Silveira “Gabriel e a Montanha”, de Fellipe Barbosa “Legalize Já!”, de Johnny Araújo e Gustavo Bonafé “Motorrad”, de Vicente Amorim “Zama”, de Lucrecia Martel “BIO”, de Carlos Gerbase Fora de Competição: Documentários “Eu, Pecador”, de Nelson Hoineff “Os 8 Magnificos”, de Domingos de Oliveira “Todos os Paulos do Mundo”, de Gustavo Ribeiro e Rodrigo de Oliveira “Torquato Neto – Todas as Horas do Fim”, de Eduardo Ades e Marcus Fernando Fora de Competição: Curta “O Quebra-cabeça de Sara”, de Allan Ribeiro Retratos “A Vida Extra-Ordinária de Tarso de Castro”, de Leo Garcia e Zeca Brito “Callado”, de Emília Silveira “Clara Estrela”, de Susanna Lira e Rodrigo Alzuguir “Desarquivando Alice Gonzaga”, de Betse de Paula “Fevereiros”, de Marcio Debellian “Henfil”, de Angela Zoé “O Cravo e a Rosa”, de Jorge Farjalla “Querido Embaixador”, de Luiz Fernando Goulart Première Latina “Invisible”, de Pablo Giorgelli (Brasil-Argentina) “Los Territórios”, de Iván Granovsky (Argentina-Brasil-Palestina) “Nadie nos Mire”, de Julia Solomonoff (Argentina-Brasil-Colombia) “O Gato de Havana”, de Dácio Malta “Severina”, de Felipe Hirsch Panorama do Cinema Mundial “A Comédia Divina”, de Toni Venturi “A Última Chance”, de Paulo Thiago “Berenice Procura”, de Allan Fiterman “On Yoga the Architecture of Peace”, de Heitor Dhalia Expectativa “Todas As Razões Para Esquecer”, de Pedro Coutinho Fronteiras “Limpam com Fogo”, de César Vieira, Conrado Ferato e Rafael Crespo “Livres”, de Patrick Granja Mostra Geração “Que Língua Você Fala?”, de Elisa Bracher “Sobre Rodas”, de Mauro D’Addio “Yonlu”, de Henrique Montanari Mostra Geração: Curtas “Caminho dos Gigantes”, de Alois Di Leo “Cabelo Bom”, de Swahili Vidal “Em Busca da Terra sem Males”, de Anna Azevedo Itinerários Únicos “Maria – Não Esqueça que Eu Venho dos Trópicos”, de Francisco C. Martins “O Silêncio É uma Prece”, de Candé Salles “Tudo É Projeto”, de Joana Mendes da Rocha e Patricia Rubano Midnight “Serguei, O Último Psicodélico”, de Ching Lee Midnight: Curta “Sal”, de Diego Freitas
Carros 3 marca época de férias escolares e estreias infantis nos cinemas
A programação de cinema entrou em ritmo de férias escolares. A animação “Carros 3” é o maior lançamento da semana, que ainda conta com pré-estreia ampla do nacional “DPA – O Filme”“, versão de cinema da série “Detetives do Prédio Azul”. O primeiro só não é o lançamento mais infantil da Disney-Pixar, porque “Carros 2” saiu antes. Mas mesmo sem a complexidade de “Divertida Mente”, embute uma mensagem de valorização da autoestima e empoderamento feminino, graças a uma nova personagem coadjuvante, que compensa possíveis engarrafamentos no pedágio das bilheterias. “DPA – O Filme” só estreia oficialmente na semana que vem, mas já ocupa mais telas que os demais filmes da semana. Historinha para o público da série do canal Gloob e das reprises de “Os Feiticeiros de Waverly Place” no canal Disney, o filme mostra bruxos bonzinhos, crianças com lupas, varinhas que soltam raios e outras mágicas. Na trama, após uma festa de bruxos adultos (mas censura livre), o prédio azul aparece com múltiplas rachaduras e os detetives mirins do Gloob decidem desvendar o mistério. A direção é de André Pellenz (“Minha Mãe É uma Peça – O Filme”) e o elenco é repleto de atores da Globo. O maior destaque do circuito limitado é outra estreia nacional, “Fala Comigo”, de Felipe Sholl. Vencedor do último Festival do Rio – além de Melhor Filme, também rendeu o prêmio de Melhor Atriz para Karine Teles – , conta a história de Diogo (Tom Karabachian), um adolescente de 17 anos que desenvolve o fetiche de se masturbar enquanto telefona para as pacientes da mãe terapeuta (Denise Fraga). Uma dessas pacientes é Angela, de 43 anos, com quem Diogo passa a se relacionar. Foi o papel que deu a Karine Teles o troféu Redentor. Apesar de ser um trabalho de diretor estreante, Sholl não é exatamente um novato. Ele já exibiu curta no Festival de Berlim e tem uma filmografia interessante como roteirista. Seu roteiro de “Hoje” (2011) venceu o troféu Candango no Festival de Brasília. Também escreveu o filme que, para a Pipoca Moderna, foi o melhor lançamento brasileiro de 2015, “Casa Grande”, além de “Histórias que Só Existem Quando Lembradas” (2011) e “Trinta” (2014). Os cinemas de perfil cineclubista ainda recebem quatro lançamentos europeus, um drama argentino e dois documentários. Três longas são franceses e tiveram première no Festival Varilux. “Julho Agosto” é o mais convencional, uma comédia sobre família, em que duas irmãs adolescentes passam as férias com os pais divorciados, em meses alternados, e descobrem que a vida continua. “Tour de France” também foca o lugar-comum, com mais um papel de velho racista, reacionário e impertinente que Gerard Depardieu faz o público achar adorável. E “A Vida de uma Mulher” leva às tela uma nova adaptação do primeiro romance de Guy de Maupassant. O diretor Stéphane Brizé busca rever o papel submisso da protagonista, presa num casamento sem amor no século 18, ecoando o fato de que contextos mudam conforme as épocas. Venceu o prêmio da crítica no Festival de Veneza. O português “Cartas da Guerra” é o lançamento limitado que chama mais atenção. Não só pela fotografia em preto e branco belíssima, mas porque chega legendado, mostrando como o cinema luso soa estranho no Brasil, que fala o mesmo idioma. A questão ganha ainda mais proporção por o filme de Ivo Ferreira se passar em Angola, país que buscava sua própria identidade durante um período que os brasileiros deveriam conhecer melhor: os últimos anos da colonização portuguesa na África. A produção ganhou diversos prêmios em Portugal. “O Futuro Perfeito” lida de outra forma com a questão do idioma e do conflito cultural, ao acompanhar a vida de uma jovem imigrante chinesa, recém-chegada na Argentina. A dificuldade com a língua estrangeira é traduzida por diálogos de espanhol primário, que aproximam a história de uma fábula infantil. Por fim, os dois documentários são “A Luta de Steve”, sobre um astro do futebol americano que começa a sofrer os efeitos da paralisia e resolve filmar um diário para seu filho, perdendo os movimentos na medida em que o menino aprende a andar, e “Gatos”, sobre gatos de rua de Istambul, que viram “personagens” com nomes e aventuras próprias – quase como uma ficção da Disney. Clique nos títulos em destaque dos filmes para assistir aos trailers de todas as estreias da semana.
A Mulher do Pai: Filme mais premiado do último Festival do Rio ganha primeiro trailer
A Vitrine Filmes divulgou o primeiro trailer do drama “A Mulher do Pai”, filme mais premiado do último Festival do Rio. Passado no interior gaúcho, perto da fronteira com o Uruguai, o longa acompanha o cotidiano de uma jovem adolescente (a estreante Maria Galant), alterado radicalmente após a morte da avó, que a faz assumir o trabalho de cuidar do pai (Marat Descartes, de “Quando Eu Era Vivo”), deficiente visual, no mesmo momento em que ela começa seu despertar sexual. O estranhamento inicial dá lugar ao ciúme quando uma atraente uruguaia (Verónica Perrota, de “Una Noche sin Luna”) ganha espaço na vida de ambos. O filme foi premiado no Rio com os troféus de Melhor Direção para a gaúcha Cristiane Oliveira, em seu primeiro longa-metragem, Melhor Fotografia para Heloísa Passos (“Lixo Extraordinário”) e Melhor Atriz Coadjuvante para a uruguaia Verónica Perrota. Também ganhou prêmios da crítica no Festival do Uruguai e na Mostra de São Paulo, além de ter sido selecionado para o Festival de Berlim deste ano. A estreia está marcada para 22 de junho.
Vermelho Russo embaralha memória e ficção na recriação premiada de uma viagem
O ponto de partida de “Vermelho Russo” é um diário de viagem escrito por Martha Nowil (da série “A Garota da Moto”), contando a experiência que viveu junto com uma amiga, ambas atrizes, fazendo um curso sobre o famoso método de Stanislavski, em Moscou. Podem-se imaginar as dificuldades de comunicação com um idioma desconhecido, elementos culturais bem distintos, o frio, as nevascas, e tudo o que faz da Rússia majestosa e algo assustadora. Martha Nowil, que também é atriz do filme, escreveu com o diretor Charly Braun o roteiro de “Vermelho Russo”. Eles foram alinhavando as experiências, acrescentando, criando, modificando, inventando coisas. E assim saiu uma narrativa ficcional, que constantemente sofria mudanças. Chegando ao ponto de que nem eles mesmos, que construíram a trama, sabem direito agora o que é documental e o que é ficcional. Esse é o maior trunfo do filme, as coisas se mesclam de um tal modo que experiência e imaginação já não se distinguem. O que nos remete à velha discussão do que é realidade e do que é fantasia. Quem já viajou um pouco pelo mundo sabe que o que a lembrança retém do que foi vivido é algo muito seletivo. Detalhes assumem uma importância que surpreende a nós mesmos, tempos depois. Quando se compartilha a experiência, a partir de relatos orais, fotos ou filmes, algumas coisas crescem na imaginação, outras, desaparecem. Situações um tanto desagradáveis podem ser esquecidas, para que se fique com o que foi o melhor de uma viagem turística, por exemplo. Ou aflorarem em importância, reforçando estereótipos e preconceitos, diante daquilo que é muito diferente do turista ou dos seus valores e costumes. O que é real em tudo isso? O que a gente acredita que seja, o que é compartilhado com os amigos como sendo verdade? O que a gente repete tanto que acaba acreditando que é o certo? Poderíamos ir longe nessa discussão, mas o que importa aqui é que histórias nascem, se desenvolvem e alimentam o espírito. Alimento tão essencial quanto aquele que nutre a vida material. A história que “Vermelho Russo” conta é bem divertida. Marta (Martha Nowil) e Manu (Maria Manoella, de “Jogo das Decapitações”) são as protagonistas que vivem a experiência moscovita, colaborando, sendo solidárias, competindo e brigando muito. Ambas desempenham seus papéis com muita alegria de viver e muito próximas de si mesmas. A Marta é vivida pela Martha, a Manu, ou Manuela, é vivida pela Maria Manoela. Notaram a sutileza do h ausente na personagem de uma e do u em vez do o, na outra? O ótimo Michel Melamed (“A Frente Fria que a Chuva Traz”), que também tem um papel no filme, é Michel, aí desaparece a diferença. De qualquer modo, eles não estão sendo eles mesmos, mas personagens próximos deles mesmos. Enfim, um belo trabalho que, não por acaso, foi premiado como Melhor Roteiro, no Festival do Rio 2016. O diretor carioca Charly Braun, que já tinha realizado um filme belíssimo, “Além da Estrada” (2011), todo rodado no Uruguai, agora faz “Vermelho Russo”, todo rodado na Rússia. Ele sabe explorar bem esse clima de as pessoas estarem fora do seu ambiente natural. Elas estão conhecendo, se surpreendendo, em busca. As coisas têm frescor e juventude. Têm leveza e profundidade. Um cineasta talentoso, sem dúvida.
Petrobras vai ajudar a distribuir os filmes vencedores de três festivais brasileiros
A Petrobras retomou de forma forte a associação de sua marca com o cinema brasileiro, por meio da criação de um prêmio com seu nome. A iniciativa merece destaque, porque o Prêmio Petrobras de Cinema vai reforçar o ponto mais frágil da produção cinematográfica nacional: a distribuição. Com um investimento total de R$ 900 mil, a empresa pretende ajudar a distribuir os filmes vencedores de três dos maiores festivais de cinema do país, coincidentemente já patrocinados pela Petrobras: o Festival de Brasília, o Festival do Rio e a Mostra de São Paulo. Com isso, o lançamento comercial dos filmes premiados em salas de cinema também será garantido. É um escândalo cultural, mas vencer um desses festivais não dava certeza de estreia nos cinemas. Que o diga o diretor Vinicius Coimbra, cujo excelente “A Hora e a Vez de Augusto Matraga” venceu o Festival do Rio em 2011 e só conseguiu ser lançado em 15 salas quatro anos depois. O montante investido em 2017 será repartido entre os três festivais, de acordo com as categorias e critérios pré-estabelecidos (veja os detalhes ao final do texto). Os prêmios de R$ 200 mil garantem a distribuição do filme em pelo menos 15 salas e cinco praças ao longo dos primeiros 90 dias de lançamento comercial. Já os prêmios de R$ 100 mil irão garantir a distribuição em pelo menos dez salas e três praças no mesmo período. Veja abaixo como serão repartidos os montantes do prêmio: Festival de Brasília R$ 200 mil para melhor filme de longa-metragem da Mostra Competitiva Nacional R$ 100 mil para melhor filme de longa-metragem da Mostra Brasília Festival do Rio R$ 200 mil para melhor filme de ficção de longa-metragem da Premiére Brasil R$ 100 mil para melhor filme de longa-metragem da Mostra Novos Rumos Mostra de São Paulo R$ 200 mil para melhor filme para longa-metragem de ficção brasileiro R$ 100 mil para melhor filme para longa-metragem documentário brasileiro
Cinema americano distribui sacos de vômito para o público de terror canibal
Um cinema de Los Angeles resolveu distribuir sacos de vômito para quem for assistir ao terror canibal “Raw” (Grave), lembrando que o filme deixou pessoas passando mal em sua première no Festival de Toronto. “Um dos funcionários tomou a iniciativa de fazer os sacos. Me lembrei que isso costumava ser feito com alguns lançamentos de horror na década de 1970”, disse Mark Valen, programador do cinema Nuart. Coprodução entre França e Bélgica, o filme acompanha uma jovem vegetariana que, depois de sofrer um trote em um curso de veterinária, desenvolve um “desejo incontrolável” por carne… humana, é claro. Estreia em longas da cineasta francesa Julia Ducournau, o filme se tornou um dos mais aguardados do gênero pelo mal estar que vem causando no circuito de festivais. Após revirar estômagos no Festival de Cannes, onde venceu um prêmio da crítica, sua exibição no Festival de Toronto foi recebida não com aplausos, mas com desmaios. Projetado na popular sessão da meia-noite do festival, Midnight Madness, dedicada a filmes extremos, “Raw” fez com que alguns espectadores tivessem que receber atendimento médico após assisti-lo. Uma ambulância precisou ser chamada ao local após duas pessoas desmaiarem diante do forte conteúdo exibido na tela. Depois disso, o frisson só aumentou. A produção lotou sessões no Festival de Londres, onde conquistou o prêmio de Melhor Filme de Estreia, e venceu tudo no Festival de Sitges, na Espanha, o mais famoso evento de cinema fantástico do mundo. “Raw” estreou em 10 de março nos EUA, mas, apesar de ter passado no Festival do Rio, permanece sem previsão de lançamento no Brasil. Protagonizado por Garance Marillier, Raw promete dar que falar durante 2017, sendo de esperar mais iniciativas como esta nos diversos países onde o filme vai ser exibido. Aproveite e veja dois trailers aqui.
Premiadíssimo filme de terror canibal divulga cinco cenas inéditas
A Focus divulgou um novo pôster e cinco cenas do terror canibal “Raw” (Grave), que mostram alguns momentos importantes do filme, mas nada que faça o espectador desmaiar, como aconteceu durante sua exibição no Festival de Toronto. É verdade. Projetado na popular sessão da meia-noite do festival, Midnight Madness, dedicada a filmes extremos, “Raw” fez com que alguns espectadores tivessem que receber atendimento médico após assisti-lo. Uma ambulância precisou ser chamada ao local após duas pessoas desmaiarem diante do forte conteúdo exibido na tela. Coprodução entre França e Bélgica, o filme acompanha uma jovem vegetariana que, depois de sofrer um trote em um curso de veterinária, desenvolve um “desejo incontrolável” por carne… humana, é claro. Estreia em longas da cineasta francesa Julia Ducournau, o filme se tornou um dos mais aguardados do gênero em 2017, pela mistura de mal-estar e elogios que vem gerando no circuito de festivais, inclusive em Cannes, onde venceu um prêmio da crítica, e no Festival de Londres, onde conquistou o prêmio de Melhor Filme de Estreia. “Raw” também venceu tudo no Festival de Sitges, na Espanha, o mais famoso evento de cinema fantástico do mundo. A estreia comercial está marcada para 10 de março nos EUA e na semana seguinte na França, mas, apesar de ter passado no Festival do Rio, ainda não há previsão para seu lançamento no Brasil.
Terror canibal Raw, que provoca desmaios e devora prêmios, ganhou dois trailers pra quem tem estômago forte
A Universal Pictures do Reino Unido divulgou o pôster e dois trailers fortes, ainda sem legendas, do terror canibal “Raw” – o segundo foi proibido para menores nos EUA. As cenas são perturbadoras, ao combinarem insinuações sexuais e violência. Coprodução entre França e Bélgica, o filme acompanha uma jovem vegetariana que, depois de sofrer um trote em um curso de veterinária, desenvolve um “desejo incontrolável” por carne… humana, é claro. Estreia em longas da cineasta francesa Julia Ducournau, o filme se tornou um dos mais aguardados do gênero pelo mal estar que vem causando no circuito de festivais. Após revirar estômagos no Festival de Cannes, onde venceu um prêmio da crítica, sua exibição no Festival de Toronto foi recebida não com aplausos, mas com desmaios. Projetado na popular sessão da meia-noite do festival, Midnight Madness, dedicada a filmes extremos, “Raw” fez com que alguns espectadores tivessem que receber atendimento médico após assisti-lo. Uma ambulância precisou ser chamada ao local após duas pessoas desmaiarem diante do forte conteúdo exibido na tela. Depois disso, o frisson só aumentou. A produção lotou sessões no Festival de Londres, onde conquistou o prêmio de Melhor Filme de Estreia, e venceu tudo no Festival de Sitges, na Espanha, o mais famoso evento de cinema fantástico do mundo. “Raw” ainda será exibido no Festival de Sundance, que começa na quinta (19/1), e tem estreia comercial marcada para 10 de março nos EUA. Apesar de ter passado no Festival do Rio, ainda não há previsão para seu lançamento no Brasil.
Estreia do diretor de Justiça no cinema, Redemoinho ganha trailer tenso
A Vitrine Filmes divulgou o pôster, fotos e o trailer de “Redemoinho”, que marca a estreia no cinema do diretor José Luiz Villamarim, das elogiadas minisséries “Nada Será Como Antes” e “Justiça”. A prévia é tensa, dramática e belamente fotografada, conjurando lembranças de um evento traumático, envolvendo uma ponte e um dia chuvoso. Vencedor do Prêmio Especial e o de Melhor Ator para Julio Andrade no Festival do Rio 2016, o filme gira em torno do reencontro de dois amigos de infância, Luzimar (Irandhir Santos) e Gildo (Júlio Andrade), após muitos anos afastados. Luzimar trabalha em uma fábrica de tecelagem e nunca saiu do interior. Gildo mora em São Paulo e acredita ter se tornado um homem mais bem sucedido. Na véspera do Natal, Gildo chega à Cataguases para ajudar a mãe, Dona Marta (Cássia Kis), a vender a casa da família. Já Luzimar, casado com Toninha (Dira Paes), por quem é apaixonado, tenta guardar de todos um segredo. Mas a volta do velho amigo pode mudar seus planos e lançá-lo em um arriscado acerto de contas. O filme é baseado no livro “Inferno Provisório – O Mundo Inimigo Vol. II”, do escritor mineiro Luiz Ruffato. A fotografia é de Walter Carvalho, responsável pelas imagens de “Central do Brasil” (1998), “Lavoura Arcaica” (2001), “Amarelo Manga” (2002), “Carandiru” (2003) e “Heleno” (2011), entre muitos outros. A direção de arte é de Marcos Pedroso (“Praia do Futuro”, “Que Horas Ela Volta?”) e a montagem de Quito Ribeiro (“Tim Maia”). O longa estreia no dia 9 de fevereiro.
Nelson Xavier é assassino aposentado planejando Comeback em trailer dramático
A O2 Filmes divulgou o pôster e o trailer de “Comeback”, história de um assassino profissional aposentado, que coleciona recortes de jornal de antigas chacinas e planeja um retorno. O personagem é interpretado por Nelson Xavier (“Chico Xavier”), que venceu o prêmio de Melhor Ator no Festival do Rio 2016 pelo papel. Primeiro longa de ficção do documentarista Erico Rassi (“A Bicicleta e O Escuro”), o filme ainda não tem previsão de estreia.
A Chegada ganha novo vídeo legendado de bastidores, centrado em Amy Adams
A Sony Pictures divulgou um novo vídeo legendado de bastidores de “A Chegada” (Arrival), sci-fi dirigida por Dennis Villeneuve (“Sicario”), que estreou nesta quinta-feira (24/11) nos cinemas brasileiros. A prévia destaca a motivação da personagem vivida por Amy Adams (“Batman vs. Superman”). Na trama, Adams interpreta uma especialista em linguística convocado pelo governo americano para tentar estabelecer comunicação com uma nave que pousou nos EUA, durante a chegada de uma dúzia de veículos espaciais distribuídos por todo o planeta, buscando entender a intenção dos visitantes. O roteiro ainda destaca Jeremy Renner (“Capitão América: Guerra Civil”) e Forest Whitaker (“O Mordomo da Casa Branca”). O roteiro de Eric Heisserer (“Quando as Luzes se Apagam”) adapta o conto “Story of Your Life”, de Ted Chiang, laureado com os prêmios Hugo e Nebula (as mais importantes premiações da ficção científica). Aplaudido no Festival de Veneza, o filme conta com 93% de aprovação da crítica americana, na apuração do site Rotten Tomatoes.
A Chegada: Sci-fi consagrada pela crítica ganha três cenas inéditas legendadas e novos pôsteres de personagens
A Sony Pictures divulgou três cenas inéditas legendadas de “A Chegada” (Arrival), sci-fi dirigida por Dennis Villeneuve (“Sicario”), que abriu o Festival do Rio e arrancou elogios no Festival de Veneza. Além disso, uma nova coleção de cartazes chegou ao mercado internacional, destacando individualmente os personagens principais, vividos por Amy Adams (“Batman vs. Superman”), Jeremy Renner (“Capitão América: Guerra Civil”) e Forest Whitaker (“O Mordomo da Casa Branca”). Na trama, Adams vive uma especialista em linguística convocado pelo governo americano para tentar estabelecer comunicação com uma nave que pousou nos EUA, durante a chegada de uma dúzia de veículos espaciais distribuídos por todo o planeta, buscando entender a intenção dos visitantes. O roteiro de Eric Heisserer (“Quando as Luzes se Apagam”) adapta o conto “Story of Your Life”, de Ted Chiang, laureado com os prêmios Hugo e Nebula (as mais importantes premiações da ficção científica). O filme estreou nos EUA no fim de semana, conquistando 93% de aprovação da crítica americana, na apuração do site Rotten Tomatoes. A no Brasil está marcada para 24 de novembro.
A Chegada: Veja novas fotos e cena inédita, que revela sons feitos por alienígenas
A Paramount Pictures divulgou novas fotos e mais uma cena inédita de “A Chegada” (Arrival), sci-fi dirigida por Dennis Villeneuve (“Sicario”), que abriu o Festival do Rio. A prévia traz Forest Whitaker (“O Mordomo da Casa Branca”) mostrando a gravação do áudio de um alienígena para a personagem de Amy Adams (“Batman vs. Superman”). Na trama, Adams vive uma especialista em linguística convocado pelo governo americano para tentar estabelecer comunicação com uma nave que pousou nos EUA, durante a chegada de uma dúzia de veículos espaciais distribuídos por todo o planeta, buscando entender a intenção dos visitantes. O elenco também inclui Jeremy Renner (“Capitão América: Guerra Civil”) como um cientista envolvido na mesma missão. O filme é baseado no conto “Story of Your Life” de Ted Chiang, laureado com os prêmios Hugo e Nebula (as mais importantes premiações da ficção científica). A adaptação foi escrita por Eric Heisserer (“Quando as Luzes se Apagam”). A estreia comercial está marcada para 24 de novembro no Brasil, com distribuição da Sony e duas semanas após o lançamento nos EUA.











