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  • Filme

    Kleber Mendonça Filho vai integrar o júri do Festival de Berlim 2020

    4 de fevereiro de 2020 /

    O diretor brasileiro Kleber Mendonça Filho, de “Aquarius” e “Bacurau”, foi convidado a integrar o júri principal do Festival de Berlim 2020, responsável por escolher os melhores do evento e entregar o troféu Urso de Ouro ao vencedor da competição cinematográfica. Ele se junta ao ator britânico Jeremy Irons, presidente do comitê, e a outros cinco jurados anunciados nesta terça (4/2): a atriz franco-argentina Bérenice Bejo (de “O Artista” e “O Passado”), a produtora alemã Bettina Brokemper (parceira dos filmes de Lars von Trier, de “Dogville” a “A Casa que Jack Construiu”), a diretora palestina Annemarie Jacir (“Wajib – Um Convite de Casamento”), o diretor e roteirista americano Kenneth Lonergan (“Manchester à Beira Mar”) e o ator italiano Luca Marinelli (“Entre Tempos”). Este ano, Berlim vai deixar de entregar um prêmio, o Alfred Bauer, que reconhece o melhor filme que “abre novas perspectivas sobre a arte cinematográfica”. A decisão foi tomada após a imprensa alemã publicar acusações sobre o passado nazista de Bauer. Antes de se tornar o primeiro diretor do Festival de Berlim, de 1951 a 1976, ele teria trabalhado com Joseph Goebbels na máquina de propaganda nazista. Ainda não está claro se o prêmio será reintroduzido com um novo nome. Entre os 18 filmes que Kleber Mendonça Filho e seus colegas de júri avaliarão para a premiação está o brasileiro “Todos os Mortos”, dirigido por Marco Dutra (“As Boas Maneiras”) e Caetano Gotardo (“O que se Move”). A lista tem seis filmes dirigidos por mulheres, entre eles “First Cow”, da americana Kelly Reichardt, “The Roads Not Taken”, da inglesa Sally Potter, e “El Prófugo”, da argentina Natalia Meta. Outros candidatos de “pedigree” são “Undine”, do alemão Christian Petzold, “Siberia”, do americano Abel Ferrara, “The Woman Who Ran”, do sul-coreano Hong Sangsoo, “Irradiated”, do cambojano Rithy Panh, “There Is No Evil”, do iraniano “Mohammad Rasoulof”, e “Le Sel des Larmes” (The Salt of Tears), do veterano cineasta francês Philippe Garrel. O Festival de Berlim 2020 ocorrerá entre os dias 20 de fevereiro e 1º de março.

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    Novo documentário de Karim Aïnouz é selecionado para o Festival de Berlim

    23 de janeiro de 2020 /

    O documentário “Nardjes A.”, novo trabalho do diretor Karim Aïnouz (“A Vida Invisível”), foi selecionado pela organização do Festival de Berlim. O longa, que acompanha a argelina Nardjes durante um protesto pacífico em seu país, foi selecionado para a mostra Panorama do evento, que acontece entre 20 de fevereiro e 1º de março. Diz a sinopse: “Argélia, fevereiro de 2019. Um levante pacifista popular irrompe contra a candidatura do presidente Bouteflika para um quinto mandato, culminando em uma revolução. Nardjes, uma jovem argelina, participa do movimento para expressar a esperança de seu povo. Filmado em 8 de março de 2019, Dia Internacional da Mulher, o filme traça um retrato da ativista no momento em que ela se junta a milhares de manifestantes nas ruas de Argel, em luta para derrubar um regime que os silenciou por décadas. Nós a seguimos, enquanto seu país inteiro indicava estar caminhando para um futuro melhor.” Aïnouz já participou do Festival de Berlim com o documentário “Aeroporto Central” (2018) e o drama “Praia do Futuro” (2014), e no ano passado venceu a mostra Um Certo Olhar, do Festival de Cannes, com “A Vida Invisível”, também selecionado pelo Brasil para disputar indicação ao Oscar. “Nardjes A.” foi rodado em sua primeira visita à Argélia, terra natal de seu pai. Em comunicado, o diretor afirmou que sua intensão foi criar um filme “ousado, alto, barulhento, rápido e voraz, como as manifestações foram e continuam sendo”, mas com foco mais pessoal, através da perspectiva de um dia na vida de Nardjes. A obra ainda não tem previsão de estreia no Brasil. Além do filme de Karim Aïnouz, a mostra Panorama também vai exibir mais dois longas de cineastas brasileiros: a ficção “Cidade Pássaro”, de Matias Mariani, que acompanha um músico da Nigéria que viaja a São Paulo em busca do irmão, e o documentário “O Reflexo do Lago”, de Fernando Segtowick, sobre a vida de uma comunidade sem energia elétrica, localizado ao lado da maior usina hidrelétrica na Amazônia.

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    Jeremy Irons vai presidir o júri do Festival de Berlim 2020

    10 de janeiro de 2020 /

    A organização do Festival de Berlim anunciou que Jeremy Irons (Adrian Veidt na série “Watchmen”) foi escolhido como presidente do júri da edição de 2020 do evento. “É sentindo grande prazer e honra incomensurável que eu assumo esse papel para a Berlinale 2020, um festival que eu admiro há tempos e sempre gostei de frequentar”, contou o ator em comunicado oficial. O ator inglês, que venceu o Oscar por “O Reverso da Fortuna” (1990), esteve mais recentemente no festival para acompanhar a exibição dos filmes “Margin Call – O Dia Antes do Fim” (2011) e “Trem Noturno para Lisboa” (2013). O Festival de Berlim 2020 ocorrerá entre os dias 20 de fevereiro e 1º de março. We are excited to announce the legendary actor #JeremyIrons as our president of the International Jury at this year´s #Berlinale! He has embodied numerous iconic characters and won multiple awards, including the #AcademyAward for Best Actor. 👉 https://t.co/rHXJYteLRD pic.twitter.com/eBia12qmA2 — Berlinale (@berlinale) January 9, 2020

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    Festival de Berlim anuncia três filmes brasileiros em sua edição de 2020

    17 de dezembro de 2019 /

    A próxima edição do Festival de Berlim divulgou sua primeira lista de filmes nesta terça-feira (17/12), com três obras brasileiras. O festival alemão, que chega à sua 70ª edição em 2020, selecionou “Cidade Pássaro”, de Matias Mariani, na mostra Panorama, “Meu Nome É Bagdá”, de Caru Alves de Souza, na mostra Generation, e “APIYEMIYEKΔ, de Ana Vaz, na seção Forum Expanded, que reúne filmes experimentais. Coprodução franco-brasileira, “Cidade Pássaro” acompanha um músico nigeriano que viaja a São Paulo à procura de seu irmão mais velho. “Meu Nome é Bagdá” gira em torno de uma jovem skatista, interpretada pela novata Grace Orsato. Aos 16 anos, ela passa os dias ao lado dos amigos, fazendo manobras na pista local, fumando maconha e jogando baralho. Aos poucos, ela se aproxima de Vanessa (Nick Batista), e juntas conhecem outras meninas skatistas e estreitam laços de amizade. O elenco inclui também a cantora Karina Buhr e a atriz Suzy Rêgo, que interpreta a diretora da escola onde as meninas estudam. Já “APIYEMIYEKΔ é uma coprodução nacional com a França e a Holanda, e também foi anunciada no Festival de Rotterdam, que acontece em janeiro. O filme é um ensaio visual que narra como a construção de uma rodovia entre Manaus e Boa Vista expulsou o povo Waimiri-Atroari de sua terras. Desenhos dos próprios indígenas ajudam a construir a narrativa. Esses mesmos desenhos foram apresentados na exposição “Meta-Arquivo: 1964-1985”, que ficou em cartaz de agosto a novembro no Sesc Belenzinho, em São Paulo. O Festival de Berlim 2020 ocorrerá entre os dias 20 de fevereiro e 1º de março.

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    Helen Mirren receberá homenagem pela carreira no Festival de Berlim 2020

    4 de dezembro de 2019 /

    A organização da 70.ª edição do Festival de Berlim anunciou que irá homenagear a atriz Helen Mirren com o Urso de Ouro por sua carreira “Helen Mirren é uma personalidade cujas poderosas interpretações são sempre impressionantes”, elogiou a diretora executiva do festival, Mariette Rissenbeek, em comunicado, recordando que a atriz tem feito papéis que são “paradigmas de mulheres fortes” e “tem um estilo único de representação que lhe permite sentir-se à vontade tanto no cinema britânico como americano”. Além do troféu honorário, o festival alemão também fará uma retrospectiva de filmes da atriz, como “A Noite de Terror” (1980), de John McKenzie, “O Cozinheiro, o Ladrão, Sua Mulher e o Amante” (1989), de Peter Greenaway, “A Rainha (2006), de Stephen Frears, e o recente “A Grande Mentira” (2019), de Bill Condon. Nascida em Londres em 1945, Helen Mirren foi uma das mais jovens atrizes a ingressar na Royal Shakespeare Company e soma alguns dos mais relevantes prêmios do teatro – Tony Awards e Oliver Awards – e do cinema, tendo inclusive um Oscar de Melhor Atriz em 2007 por “A Rainha”. Ela também foi premiada no Festival de Veneza pelo mesmo filme e no Festival Cannes por “As Loucuras do Rei George” (1994). Mas o Festival de Berlim ainda lhe devia reconhecimento. A 70.ª edição do festival de Berlim vai acontecer de 20 de fevereiro a 1 de março.

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    Marighella: Estreia na direção de Wagner Moura ganha pôster internacional

    4 de fevereiro de 2019 /

    A O2 Filmes divulgou o cartaz internacional de “Marighella”, a estreia na direção do ator Wagner Moura (“Narcos”). O pôster foi produzido para acompanhar a première mundial do filme, que vai acontecer no Festival de Berlim. Ele destaca um close de Seu Jorge (“Cidade de Deus”) no papel-título. O longa conta a história do guerrilheiro Carlos Marighella, morto em 1969 pela ditadura militar, e será exibido fora de competição no festival alemão. Além de Seu Jorge, o elenco conta com Adriana Estevez (“Real Beleza”), Bruno Gagliasso (“Todas as Canções de Amor”) e Herson Capri (“Como Nossos Pais”). O Festival de Berlim começa nesta quinta (7/2) na capital da Alemanha.

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    Festival de Berlim assume compromisso de ter mais cineastas femininas em sua seleção

    31 de janeiro de 2019 /

    O Festival de Berlim 2019 vai se juntar à iniciativa de outras grandes eventos do cinema europeu, ao se comprometer a aumentar a quantidade de filmes de cineastas femininas em sua seleção. Os festivais de Cannes, Veneza, Locarno e Sarajevo já assinaram o mesmo pacto Dieter Kosslick, o diretor do festival, vai firmar o compromisso no dia 9 de fevereiro, durante cerimônia da edição 2019 do evento. Ele será acompanhado de ativistas do grupo 5050×2020, que idealizou o pacto, introduzido em Cannes. Os festivais de Cannes, Veneza, Locarno e Sarajevo já assinaram o mesmo pacto, que assume o compromisso de tornar o processo de seleção de seus filmes mais transparente. Além disso, o texto determina que metade das posições de gerência do festival sejam preenchidas por mulheres. No comunicado sobre a decisão, Kosslick destacou que o Festival de Berlim 2019 está bem mais perto do equilíbrio de gêneros que os demais festivais europeus. “Neste ano, temos 17 filmes concorrendo ao Urso de Ouro, e sete são dirigidos por mulheres”, relembrou. Vale lembrar que o Festival de Veneza foi muito criticado por sua edição de 2018, por selecionar apenas um filme dirigido por mulheres para a competição principal: “The Nightingale”, da australiana Jennifer Kent (“O Babadook”). No ano passado, o vencedor do Festival de Berlim foi “Não me Toque”, dirigido por uma mulher: a romena Adina Pintilie. Neste ano, o evento cinematográfico alemão acontece de 7 a 17 de fevereiro.

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    Marighella: Estreia de Wagner Moura na direção terá première mundial no Festival de Berlim

    10 de janeiro de 2019 /

    O primeiro filme dirigido pelo ator Wagner Moura, “Marighella”, terá sua première mundial do Festival de Berlim 2019. O longa sobre o guerrilheiro Carlos Marighella, morto em 1969 pela ditadura militar, será exibido fora de competição. Seu Jorge interpreta o papel-título da produção, que conta com Adriana Estevez, Bruno Gagliasso e Herson Capri no elenco. A organização do festival também anunciou novos filmes de Agnés Varda (“Varda par Agnés”) e de Chiwetel Ejiofor (“The Boy Who Harnessed the Wind”), outro ator que estreia na direção, como parte da seleção dos filmes fora de competição do evento, que acontece entre 7 e 17 de fevereiro na capital da Alemanha.

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    Festival de Berlim 2019 seleciona dois filmes brasileiros

    18 de dezembro de 2018 /

    O Festival de Berlim 2019 começou a divulgar a lista dos longas selecionados para sua programação. E nesta terça (18/12), a prestigiosa mostra Panorama revelou a inclusão de dois longas brasileiros: o documentário “Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar”, de Marcelo Gomes, e a ficção “Greta”, de Amando Praça. O documentário de Marcel Gomes conta a história dos trabalhadores de Toritama, município da Paraíba que se autointitula a capital do jeans, e como eles aproveitam a folga do carnaval uma vez por ano. O diretor já competiu pelo Urso de Ouro em Berlim com o drama histórico “Joaquim” (2017), sobre Tiradentes. “Greta”, por sua vez, acompanha um enfermeiro que leva um de seus pacientes para casa, onde recebe ajuda da vizinha, uma mulher trans. O longa é estrelado por Marco Nanini e marca a estreia na direção de Amando Praça. Ao todo, 22 títulos foram divulgados na mostra Panorama. Entre eles estão “Mid90s”, estreia do ator Jonah Hill na direção de longa-metragem, e “The Souvenir”, estrelado por Tilda Swinton. A edição de 2019 do Festival de Berlim vai acontecer entre os dias 7 e 17 de fevereiro. Confira abaixo a lista dos filmes selecionados para a mostra Panorama. “37 Seconds” (Japão), de Hikari “Dafne” (Itália), de Federico Bondi “The Day After I’m Gone” (Israel), de Nimrod Eldar “A Dog Called Money” (Irlanda, Reino Unido), de Seamus Murphy “Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar” (Brasil), de Marcelo Gomes “Chained” (Israel, Alemanha), de Yaron Shani “Flatland” (África do Sul, Alemanha, Luxemburgo), de Jenna Bass “Greta” (Brasil), de Armando Praça “Hellhole” (Bélgica, Holanda), de Bas Devos “Jessica Forever” (França), de Caroline Poggi e Jonathan Vinel “Acid” (Rússia), de Alexander Gorchilin “Mid90s” (Estados Unidos), de Jonah Hill “Los Miembros de la Familia” (Argentina), de Mateo Bendesky “Monos” (Colômbia, Argentina, Holanda, Alemanha, Dinamarca, Suécia, Uruguai), de Alejandro Landes “O Beautiful Night” (Alemanha), de Xaver Böhm “Selfie” (França, Itália), de Agostino Ferrente “Shooting the Mafia” (Irlanda, Estados Unidos), de Kim Longinotto “Skin” (Estados Unidos), de Guy Nattiv “The Souvenir” (Reino Unido), de Joanna Hogg “Tremblores” (Guatemala, França, Luxemburgo), de Jayro Bustamante “The Miracle of the Sargasso Sea” (Grécia, Alemanha, Holanda, Suécia), de Syllas Tzoumerkas “What She Said: The Art of Pauline Kael” (Estados Unidos), de Rob Garver

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    Charlotte Rampling será homenageada no Festival de Berlim 2019

    17 de dezembro de 2018 /

    A atriz britânica Charlotte Rampling será homenageada com um Urso de Ouro especial por sua carreira no Festival de Berlim de 2019. Ela venceu o Urso de Prata de Melhor Atriz em 2015 por seu desempenho em “45 Anos”, de Andrew Haigh, papel que também lhe rendeu uma indicação ao Oscar e seu segundo European Film Award de Melhor Atriz (o primeiro foi por “Swimming Pool – À Beira da Piscina”). Em homenagem a Rampling, o 69º Festival Internacional de Cinema de Berlim exibirá uma seleção dos filmes mais conhecidos da atriz, incluindo “Os Deuses Malditos” (1969), de Luchino Visconti, “Memórias” (1980), de Woody Allen, “O Veredito” (1982), de Sidney Lumet, “Sob a Areia” (2000) e “Swimming Pool” (2003), ambos de François Ozon. “Estou muito feliz que a homenagem deste ano seja dedicada à sublime atriz Charlotte Rampling”, disse Dieter Kosslick, diretor da Berlinale. “Ela é um ícone do cinema não convencional e excitante.” Além de aparecer várias vezes com filmes na Berlinale, Rampling também presidiu o júri internacional do festival em 2006. Rampling marcou época justamente por papéis pouco convencionais. A atriz, que estreou ainda adolescente como figurante no primeiro filme dos Beatles, “Os Reis do Ié-Ié-Ié” (1964), virou protagonista com “Georgy, a Feiticeira” (1966) e foi se tornar sex symbol com o polêmico “O Porteiro da Noite” (1974), como uma sobrevivente do Holocausto que passa a se relacionar com seu torturador. Ela também participou de várias séries televisivas, desde a clássica “Os Vingadores”, nos anos 1960, até atrações mais atuais, como “Dexter” e “Broadchurch”. Longe de se aposentar, a atriz de 72 anos continua a trabalhar em ritmo intenso. Só em 2018 ela estrelou três filmes em diferentes países, entre eles o thriller “Operação Red Sparrow”. Ela acaba de filmar “Valley of the Gods”, do polonês Lech Majewski, e está atualmente rodando “Benedetta”, do holandês Paul Verhoeven.

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    Juliette Binoche vai presidir o júri do Festival de Berlim 2019

    11 de dezembro de 2018 /

    A atriz Juliette Binoche (“Acima das Nuvens”) vai presidir o júri do Festival de Berlim 2019. O anúncio foi feito pela organização do evento nesta terça-feira (11/12). Binoche se disse “tremendamente honrada” por servir como presidente do júri no último ano do diretor criativo Dieter Kosslick, que vai se aposentar. “Isso significa muito para mim”, declarou em comunicado. “Eu estou ansiosa para conhecer os meus colegas de júri, e vou abraçar esta função com alegria e cuidado”. A estrela francesa de 54 anos tem uma relação histórica com o festival alemão. Ela foi premiada como Melhor Atriz em Berlim por “O Paciente Inglês” (1996), filme que depois lhe rendeu o Oscar. Ela assume a função que pertenceu ao diretor alemão Tom Tykwer (“Corra, Lola, Corra!”) em 2018. O cineasta holandês Paul Verhoeven (“Elle”), o diretor Darren Aronofsky (“Mãe!”) e a atriz Meryl Streep também presidiram o júri do Festival de Berlim em anos recentes.

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    Trailer do remake de Gloria destaca interpretação de Julianne Moore e elogios rasgados da crítica

    14 de novembro de 2018 /

    A A24 divulgou o pôster e o trailer de “Gloria Bell”, remake do drama chileno “Gloria”, dirigido pelo cineasta original, Sebastián Lelio, em sua estreia em Hollywood. O filme original de 2013 venceu o troféu Platino (o Oscar latino) e foi premiado nos festivais de Berlim e Havana, entre outros. O remake chega igualmente exaltado, com elogios que transbordam na prévia e ocupam metade do cartaz. E são rasgadíssimos. Afinal, após sua exibição no Festival de Toronto, o site Rotten Tomatoes passou a registrar uma média de 100% de aprovação da crítica. Vale lembrar, ainda, que entre “Gloria” e “Gloria Bell”, o diretor Sebastián Lelio realizou “Uma Mulher Fantástica”, que venceu o Oscar 2018 de Melhor Filme Estrangeiro, e estreou em inglês com o drama britânico “Desobediência”, indicado em cinco categorias ao BIFA (premiação do cinema indie britânico). “Gloria Bell” traz Julianne Moore (vencedora do Oscar por “Para Sempre Alice”) como uma mulher divorciada de meia idade que decide se abrir para novos romances e conhece Arnold (John Turturro, de “Transformers”). Mas quando ela apresenta o namorado para os filhos e o ex-marido, as coisas não vão como o esperado. O elenco também inclui Michael Cera (“Arrested Development”), Brad Garrett (“Everybody Loves Raymond”), Sean Astin (“Stranger Things”), Holland Taylor (“Mr. Mercedes”), Rita Wilson (“Um Herói de Brinquedo”), Jeanne Tripplehorn (“Criminal Minds”) e Alanna Ubach (“Girlfriends’ Guide to Divorce”). Curiosamente, o filme não deve chegar aos cinemas a tempo de dar a Julianne Moore uma chance de vencer seu segundo Oscar. A estreia está marcada para 8 de março nos Estados Unidos e ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.

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    Ilha dos Cachorros é uma fábula riquíssima e original que só a ousadia de Wes Anderson podia criar

    26 de julho de 2018 /

    Wes Anderson comprova com “Ilha dos Cachorros” que é uma das vozes mais autônomas do cinema norte-americano na atualidade. Como construtor de um mundo próprio, com uma lógica própria, também não há muitos outros que possamos pôr ao lado dele. David Lynch? Tim Burton? Reconhece-se instantaneamente uma cena de um filme desse texano de Houston. Há uma simetria quase obsessiva nos enquadramentos, setas com marcações entrando e saindo da tela como se tivéssemos dentro do diário de um estudante de artes plásticas, colagens criativas se desdobrando, frases soltas de filosofia pop e literatura. Bastou sete filmes para ele consolidar essa marca e arregimentar um bando de admiradores, mas foi a partir de seu oitavo longa, “O Grande Hotel Budapeste”, que realmente o estilo de Anderson alcançou a plenitude. “Ilha dos Cachorros” é o filme imediatamente posterior. Se em “O Grande Hotel Budapeste” a reverência era ao escritor Stefan Zweig, agora é claramente o George Orwell de “A Revolução dos Bichos”. A diferença é que, em vez de uma fazenda, temos um Japão imaginário feito em stop-motion, e no lugar de galinhas, cavalos e porcos, os protagonistas são cães e gatos. Dá pra levar as crianças? Não. O filme é uma fábula política arrepiante. Uma alegoria sobre corrupção, autoritarismo, num mundo de políticos perversos, que depois de um surto de gripe canina e doenças variadas decidem jogar todos os cães numa ilha. Lá, eles são deixados ao Deus dará, praticam canibalismo, comem lixo e morrem por negligência. Enfim, é a materialização de um pesadelo. Para dar o exemplo, o prefeito de Nomura (uma Tóquio retrô-futurista) nobremente faz o cão de guarda, que deu de presente para seu enteado, Atari, de 12 anos, ser o primeiro cachorro a ser exilado na “Ilha dos Cães”. Desesperado, o menino (dublado por Koyu Rankin) ruma num pequeno aeroplano pra ilha, procurando por “Spots”, seu amado animal de estimação. Atari mal pousa o avião e é recebido por um quinteto de vira-latas assustadores. Os cães vivem um dilema, estão confusos entre a liderança do razoável Rex (Edward Norton) e o implacável Chef (Bryan Cranston, perfeito). “Vamos comer o menino, ou vamos ajuda-lo no ‘resgate’?”, Boss (Bill Murray) quer saber. Trabalhando a partir de uma história que Anderson inventou com Roman Coppola, Jason Schwartzman e o ator/DJ japonês Kunichi Nomura, o filme evoca os sacrifícios do bando de animais desgastados, feridos e famintos em uma peregrinação atrás do menino. Os cinco vira-latas apoiam a empreitada, mas isso não os impedem de se questionar a todo instante, o porquê de apoiar uma criança pertencente à raça que os abandonou. Bela indagação. Ela se instala na cabeça do espectador, agarra-os com força, obriga a paisagem a se abrir em planos inesperados, dotados de ordem e carregados de ameaça. Claro, já tínhamos visto do que o diretor é capaz de realizar com a animação em stop-motion com “O Fantástico Senhor Raposo”, sua divertida adaptação do conto de Roald Dahl em 2009. A técnica e a escola se encaixam perfeitamente ao estilo de Anderson. As minúcias do quadro a quadro se adaptam às suas tendências de controle, a tentativa de afinar todos os aspectos da mise-en-scène, para a arte da própria realidade em um fac-símile simétrico. Por que tentar dobrar um mundo de ação ao vivo para se adequar ao seu plano mestre quando você pode simplesmente criar um inteiramente da sua cabeça? Reunindo-se com o diretor de fotografia do “Senhor Raposo”, Tristan Oliver, bem como com alguns integrantes dos departamentos de animação daquele antigo deleite, “Ilha dos Cachorros” encontra sua graça inesperada, novamente, na colisão entre o adulto e o juvenil: Seus personagens podem ser governados por leis da física dos desenhos animados, desaparecendo nas nuvens de Tex Avery quando se desfazem, mas eles falam, agem e são impassíveis, autoconscientes e neuróticos. Enquanto Atari continua sua jornada na ilha, no continente, uma corajosa e sardenta estudante de intercâmbio americana (Greta Gerwig) descobre uma vasta conspiração corporativa. Ela é a única personagem humana que será claramente compreendida pelos não falantes do japonês; num mundo míope, regido pela malícia frívola dos pronunciamentos, a confusão linguística de Ilha dos Cachorros torna o filme mais engraçado. Grande parte do diálogo japonês não tem legendas, o que, para o público ocidental, gera um estranhamento, e apenas os cães tem os latidos dos cachorros “traduzidos para o inglês”. Tirando o menino e a estudante engajada, não há personagens ricamente desenvolvidos entre os bípedes. Mas entre os quadrúpedes a escala de emoções é maravilhosa. Até mesmo o mais assustador deles, Chef, projeta suas inquietações de forma tocante. Ele avisa: “Eu mordo”, mas há uma ponta de fragilidade no seu cinismo ácido. Quando o menino joga um graveto para Chef buscar, ele adverte: “Eu não vou fazer o que você quer!”. Mas logo em seguida, Chef corre atrás do graveto e o entrega para o garoto. “Ilha dos Cachorros” pode vir da mesma família biológica de “O Fantástico Senhor Raposo”, mas é de uma raça diferente: mais estranha e ambiciosa, mais escura no tom e seguindo uma paleta de cores mais requintada. Esqueça a alegria fofa dos filmes da Disney. Anderson prefere abraçar a qualidade crua da alegria, usando chumaços de algodão como fumaça e o enrugamento do plástico como água. Ele manda pro espaço a busca pelo fotorrealismo, e cria uma ode aos desesperançados. Sim, a direção de arte é limpa, simétrica, mas os bonecos são sujos, frágeis. Estão ali pra acabar com a arrumação. A invenção cosmética se estende ao seu vocabulário visual fluido, Anderson emprega quadros de estilo mangá durante o prólogo expositivo, flerta com animações 2D em estilo anime sempre que seus personagens aparecem em uma tela de televisão e impõe o estilo dos afrescos medievais em pergaminho quando retrocede para os primórdios do folclore nipônico. Pode-se argumentar que o Japão criado aqui é puro kitsch, não muito diferente da visão exótica da Índia que ele ofereceu em “Viagem a Darjeeling” (2007). Mas “Ilha dos Cachorros” não economiza nos acenos culturais, é um inventário completo de saque estético-poético da cultura japonesa em ritmo pulsante. Kurosawa amaria esse filme, principalmente nos trechos heroicos de proezas dos vagabundos (Anderson usa o tema de “Os Sete Samurais”, cada vez que os vira-latas superam uma dificuldade). A encantadora trilha de Alexandre Desplat, aliás, é magnífica. Desplast pontua a ação com tambores das festas de cerejeiras, os taikôs. De fato, há muita coisa para ver em “Ilha dos Cachorros”. Temos um tributo carinhoso e denso, a um Japão antigo e novo, real e irreal, mergulhado em pastiche e inventado a partir do zero. Um filme de esplendor humanista gostoso de ver. Apesar das crueldades que aponta, há um enorme gosto pela vida, uma entrega total aos chamados das ideias e às demandas do conflito humano. E, enfim, um brinquedos de corda meticulosamente trabalhado para golpear o queixo dos líderes corporativos. Anderson nunca tinha atacado o corporativismo capitalista com um petardo tão direto. Aqui, ele indica os cães com sua lealdade, amizade e decência como antidoto contra a natureza perversa do capital. Em “Ilha dos Cachorros”, a camaradagem canina parece se tornar mais íntima e mais terna com a percepção de que somos todos exilados numa margem inóspita da sociedade.

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