Após demissão de Johnny Depp, Animais Fantásticos 3 é adiado para 2022
A Warner anunciou o adiamento de “Animais Fantásticos 3”, após forçar Johnny Depp a desistir de sua participação no filme. A estreia do longa estava programada para 12 de novembro de 2021, mas agora o longa só chegará aos cinemas dos EUA em 15 de julho de 2022. Embora as filmagens já tenham começado no Reino Unido, o estúdio iniciou contatos para substituir Depp no papel do vilão Gellert Grindelwald – que os fãs apostam começar por Colin Farrell, intérprete de um disfarce de Grindelwald em “Animais Fantásticos e Onde Habitam” (2016). Mesmo com sua saída da produção, Johnny Depp deve receber mais de US$ 10 milhões por “Animais Fantásticos 3”, por seu contrato ter uma cláusula de play-or-pay, que garante o pagamento de seu salário integral quer o filme seja feito ou não. Segundo o site The Hollywood Reporter, a decisão de afastar Depp partiu de Toby Emmerich, presidente da Warner Bros., que interviu na produção após o veredito negativo do processo aberto pelo ator contra o jornal The Sun. Depp quis refutar a afirmação de que ele seria um “espancador de esposa”, mas o juiz do caso concordou com o jornal britânico, aceitando 12 dos 14 relatos da ex-esposa do ator, Amber Heard, como verdadeiros, incluindo a agressão que ela sofreu em sua festa de 30 anos e um outro incidente que a deixou com os olhos roxos. Ele também validou a descrição de Heard de um período de três dias de tortura, com “ataques contínuos e múltiplos”, enquanto o casal estava na Austrália para as filmagens do quinto “Piratas do Caribe”. Agora um “espancador de esposa” oficial, Depp se tornou um pesadelo de relações públicas para o estúdio, que ainda precisa lidar com o fato de a escritora J.K. Rowling, responsável pelas histórias da franquia “Animais Fantásticos”, enfrentar cancelamento nas redes sociais por posições assumidamente transfóbicas. Até o ator Eddie Redmayne, protagonista de “Animais Fantásticos”, perdeu fãs ao defender a escritora. A direção de “Animais Fantásticos 3” está a cargo de David Yates, veterano da franquia “Harry Potter” que assinou os dois longas anteriores.
Johnny Depp pode receber US$ 10 milhões para não atuar em Animais Fantásticos 3
Johnny Depp deve receber mais de US$ 10 milhões para não atuar em “Animais Fantásticos 3”. O ator foi forçado pela Warner a se demitir do filme, mas o site The Hollywood Reporter apurou que seu contrato tem uma cláusula de play-or-pay, que garante o pagamento de seu salário integral quer o filme seja feito ou não. O THR ainda afirmou que a decisão de afastar Depp partiu de Toby Emmerich, presidente da Warner Bros., que interviu na produção após o veredito negativo do processo aberto pelo ator contra o jornal The Sun. Depp quis refutar a afirmação de que ele seria um “espancador de esposa”, mas o juiz do caso concordou com o jornal britânico, aceitando 12 dos 14 relatos da ex-esposa do ator, Amber Heard, como verdadeiros, incluindo a agressão que ela sofreu em sua festa de 30 anos e um outro incidente que a deixou com os olhos roxos. Ele também validou a descrição de Heard de um período de três dias de tortura, com “ataques contínuos e múltiplos”, enquanto o casal estava na Austrália para as filmagens do quinto “Piratas do Caribe”. Agora um “espancador de esposa” oficial, Depp se tornou um pesadelo de relações públicas para o estúdio, que ainda precisa lidar com o fato de a escritora J.K. Rowling, responsável pelas histórias da franquia “Animais Fantásticos”, enfrentar cancelamento nas redes sociais por posições assumidamente transfóbicas. Até o ator Eddie Redmayne, protagonista de “Animais Fantásticos”, perdeu fãs ao defender a escritora. Tecnicamente, porém, Depp não foi demitido pela Warner. Em nota publicada nas redes sociais, o ator anunciou que “a Warner Bros. me pediu para renunciar do meu papel como Grindewald em ‘Animais Fantásticos’ e eu respeitei e concordei com o pedido”. Sendo assim, não está claro se seu contrato ainda pode ser validado nestas condições. O ator também disse que pretende recorrer da sentença do julgamento “surreal” no Reino Unido para reverter a decisão que inocentou o jornal e manchou sua biografia. Por sua vez, a Warner informou que está em busca de um novo ator para desempenhar o papel do vilão Gellert Grindelwald, vivido por Depp, e que o lançamento de “Animais Fantásticos 3” foi adiado para 2022. A estreia do longa estava programada para 12 de novembro de 2021. O filme já estava em produção e Depp chegou a gravar uma cena como o vilão. A direção está a cargo de David Yates, veterano da franquia “Harry Potter” que assinou os dois longas anteriores.
Warner emite comunicado oficial sobre afastamento de Johnny Depp de Animais Fantásticos 3
Ficou claro que Johnny Depp teria problemas ao perder seu julgamento por difamação em Londres, quando uma sentença judicial deu razão ao jornal The Sun por chamá-lo de “espancador de esposa”, mas ninguém esperava que isso aconteceria tão rápido. Na sexta (6/11), a Warner Bros. afastou o astro de “Animais Fantásticos 3”, afirmando que seu papel como Gellert Grindelwald seria reformulado. Embora a notícia tenha chegado primariamente por meio de uma declaração escrita pelo próprio ator e publicada em seu Instagram, a Warner Bros. emitiu sua própria declaração concisa sobre o assunto. Leia abaixo: “Johnny Depp partirá da franquia ‘Animais Fantásticos’. Agradecemos a Johnny por seu trabalho nos filmes até agora. ‘Animais Fantásticos 3’ está atualmente em produção, e o papel de Gellert Grindelwald será reformulado. O filme vai estrear nos cinemas de todo o mundo no verão de 2022.” A declaração do estúdio e a afirmação do ator de que recebeu o pedido “para renunciar” ao papel de Grindelwald, e que ele respeitou e concordou com as razões, parecem orquestradas para causar a mínima polêmica possível, mas provavelmente a realidade de bastidores tenha sido bem diferente, com a colisão de egos gigantescos e prováveis discussões em tom agitado, diante do fato de que Depp tinha apenas duas escolhas a fazer: demitir-se ou recusar e ser demitido. A situação se tornou um pesadelo de relações públicas para a Warner, que, além de ter Depp em seu filme, ainda precisa lidar com o fato de a escritora J.K. Rowling, responsável pela história, enfrentar cancelamento nas redes sociais por posições assumidamente transfóbicas. Até o ator Eddie Redmayne, protagonista de “Animais Fantásticos”, perdeu fãs ao defender Rowling. Vale lembrar que tudo isso podia ser evitado, mas Rowling bancou a escalação de Depp mesmo depois de evidências apontarem para violência física contra Amber Heard durante o processo de divórcio do casal. “Aceito que há aqueles que não estão satisfeitos com nossa escolha de ator no papel. No entanto, a consciência não é governável por um comitê”, escreveu Rowling sobre o assunto. “Dentro do mundo fictício e fora dele, todos temos que fazer o que acreditamos ser a coisa certa.” Ela concluiu dizendo: “Com base na nossa compreensão das circunstâncias, os cineastas e eu não estamos apenas satisfeitos com o nosso elenco original, mas realmente felizes por ter Johnny como um dos personagens principais do filme.” A Warner também trabalha com Amber Heard na franquia “Aquaman”, e o mundo está atento aos boatos de que sua personagem seria cortada ou teria menor participação na sequência do filme do super-herói. Isto representaria o mesmo tipo de “justiça de estúdio” (leia-se machismo) que levou Kristen Stewart a ser eliminada da sequência de “Branca de Neve e o Caçador”, apesar de ser a protagonista do filme original – para quem não lembra, ela foi flagrada em fotos comprometedoras com o diretor daquele filme, que era casado. A briga entre Depp e Heard ainda está longe de acabar. Com a saída de “Animais Fantásticos”, o ator perdeu a justificativa para adiar a audiência de um segundo processo que ele mesmo abriu contra a ex-esposa. No começo de 2021, Depp deverá comparecer a um tribunal no estado americano da Virgínia, onde está processando Heard por US$ 50 milhões devido a uma coluna assinada por ela no jornal Washington Post, na qual escreveu sobre violência doméstica – sem citar o ex-marido. Depois desta ação, ele enfrentará mais um processo, desta vez na condição de réu, após a atriz contra-atacá-lo com um pedido de US$ 100 milhões na Justiça, por mover uma campanha de difamação que estaria trazendo prejuízos a sua imagem e carreira.
Anne Hathaway se desculpa pela “dor causada” a deficientes por papel em Convenção das Bruxas
A atriz Anne Hathaway, vencedora do Oscar por “Os Miseráveis”, resolveu se manifestar, após a controvérsia causada por sua aparição como uma vilã com deficiência no filme “Convenção das Bruxas”. ONGs, atletas e até a organização das Paraolimpíadas reclamaram da forma como a etrodactilia, uma anomalia de membros comumente conhecida como “mão rachada”, é usada para caracterizar a personagem da atriz, que é uma bruxa maligna, e assim perpetuar os estereótipos de que as malformações são anormais ou assustadoras. Na refilmagem do clássico infantil de 1990, a bruxa encarnada por Hathaway tem dedos faltando em suas mãos, e isso é apresentado na trama como sinal de que ela é um monstro terrível. Depois da Warner, que produziu o filme dirigido por Robert Zemeckis (“De Volta ao Futuro”), emitir um comunicado desculpando-se para a comunidade dos portadores da deficiência, a atriz também lamentou a “dor causada”. “Sinto muito”, escreveu Hathaway no Instagram na quinta-feira (5/11). “Eu não conectei a maquiagem com a [anomalia de] diferença de membros quando o visual do personagem me foi apresentado; se eu tivesse, eu asseguro a vocês que isso nunca teria acontecido.” “Como alguém que realmente acredita na inclusão e realmente detesta a crueldade, devo a todos vocês um pedido de desculpas pela dor causada”, ela escreveu, como legenda de um vídeo informativo do Lucky Fin Project, uma organização sem fins lucrativos que aumenta a conscientização sobre as diferenças dos membros. A reação que gerou maior repercussão foram comentários de Amy Marren, uma nadadora paralímpica britânica de 22 anos, que publicou um tuíte na segunda-feira, dizendo que estava “decepcionada” com a representação do filme. “Sim, estou totalmente ciente de que este é um filme e as personagens são bruxas. Mas bruxas são essencialmente monstros. Meu medo é que as crianças assistam a este filme, sem saber que ele exagera enormemente o original de Roald Dahl e que as diferenças de membros comecem a ser temidas”, escreveu ela. “Isso abre novas conversas difíceis para aqueles com diferenças de membros e atrasa o que estamos tentando alcançar, que é celebrar quem você é!” Ver essa foto no Instagram I have recently learned that many people with limb differences, especially children, are in pain because of the portrayal of the Grand High Witch in The Witches. Let me begin by saying I do my best to be sensitive to the feelings and experiences of others not out of some scrambling PC fear, but because not hurting others seems like a basic level of decency we should all be striving for. As someone who really believes in inclusivity and really, really detests cruelty, I owe you all an apology for the pain caused. I am sorry. I did not connect limb difference with the GHW when the look of the character was brought to me; if I had, I assure you this never would have happened. I particularly want to say I’m sorry to kids with limb differences: now that I know better I promise I’ll do better. And I owe a special apology to everyone who loves you as fiercely as I love my own kids: I’m sorry I let your family down. If you aren’t already familiar, please check out the @Lucky_Fin_Project (video above) and the #NotAWitch hashtag to get a more inclusive and necessary perspective on limb difference. Uma publicação compartilhada por Anne Hathaway (@annehathaway) em 5 de Nov, 2020 às 11:11 PST
Convenção das Bruxas gera protestos de pessoas com deficiências
A Warner Bros. enfrentou uma campanha negativa nas redes sociais após o lançamento do remake de “Convenção das Bruxas” na plataforma HBO Max, nos EUA, e após reações de ONGs, atletas e até das Paraolimpíadas, optou por se desculpar pela forma como retratou a vilã com deficiência no filme. Na refilmagem do clássico infantil de 1990, a vilã vivida por Anne Hathaway tem dedos faltando em suas mãos, e isso é apresentado na trama como sinal de pessoa malévola. Muitos deficientes apontaram que ela parece ter etrodactilia, uma anomalia de membro comumente conhecida como “mão rachada”. Os críticos da forma como o filme dirigido por Robert Zemeckis utilizou isso para marcar a personagem afirmam que retratar vilões com defeitos físicos pode perpetuar os estereótipos de que as deficiências são anormais ou assustadoras. A atleta paraolímpica Amy Marren disse que estava “decepcionada” com a Warner Bros. e questionou se “houve muita reflexão sobre como essa representação das diferenças de membros afetaria a comunidade com diferença de membros”. Ela acrescentou: “Meu medo é que as crianças assistam a este filme, sem saber que ele exagera enormemente o original de Roald Dahl, e que as diferenças de membros comecem a ser temidas.” A conta oficial dos Jogos Paraolímpicos no Twitter ecoou os sentimentos de Marren, protestando: “A diferença de membros não é assustadora. As diferenças devem ser celebradas e a deficiência tem que ser normalizada.” A ONG RespectAbility, uma organização que defende as pessoas com deficiência, também disse que a tendência de Hollywood de desfigurar personagens malignos, mesmo sem querer, pode fazer com que as pessoas tenham medo daqueles que não se parecem com elas. “A decisão de fazer essa bruxa parecer mais assustadora por ter uma diferença de membros – o que não era uma parte original da trama – tem consequências na vida real”, disse a vice-presidente de comunicações da RespectAbility, Lauren Appelbaum, defensora de retratos mais autênticos da deficiência na tela. “Infelizmente, essa representação em ‘Convenção de Bruxas’ ensina às crianças que as diferenças de membros são horríveis ou algo de que devemos ter medo. Que tipo de mensagem isso envia para crianças com diferenças de membros? ” Diante da repercussão, o estúdio disse que “lamenta qualquer ofensa causada”. Em comunicado, a Warner Bros. afirmou ter ficado “profundamente triste ao saber que nossa representação dos personagens fictícios em ‘Convenção das Bruxas’ pode ter incomodado pessoas com deficiência ‘”. “Ao adaptar a história original, trabalhamos com designers e artistas para chegar a uma nova interpretação das garras felinas que são descritas no livro”, diz a declaração. “Nunca foi nossa intenção que os espectadores sentissem que as criaturas fantásticas e não humanas deveriam representá-los. Este filme é sobre o poder da bondade e da amizade. É nossa esperança que famílias e crianças possam desfrutar do filme e abraçar este tema empoderador e cheio de amor”, ponderou o estúdio. Apesar de lançado em streaming nos EUA, a Warner tem planos de distribuir o remake nos cinemas brasileiros em 19 de novembro. Veja abaixo o trailer legendado do filme.
Novo filme de Angelina Jolie é alvo de ataques racistas na internet
O filme “Come Away”, que traz Angelina Jolie em um drama relacionado à fábulas encantadas, virou alvo de ataques racistas na internet. Na trama, a estrela de “Malévola” é casada com David Oyelowo (“Selma”) e eles são pais de três crianças negras cheias de imaginação. Quando um dos irmãos morre em um acidente, Peter e Alice buscam escapar da depressão ao criar um lugar mais alegre em suas imaginações, que os leva, respectivamente, para a Terra do Nunca e o País das Maravilhas. A expectativa de que os personagens de “Peter Pan” e “Alice no País das Maravilhas” pudessem ser crianças negras aflorou o racismo americano, reunindo uma turba virtual de linchamento no site IMDb, que reúne opiniões e notas do público em geral, e no YouTube, na página do trailer oficial, com xingamentos, ironias e ameaças devido especificamente à raça dos personagens. Não é a primeira vez que isso acontece. Sites de cinema que permitem comentários e avaliações de usuários têm sido usados de forma estratégica por “conservadores” para travar uma guerra cultural, visando desqualificar e impedir qualquer iniciativa de progresso social. Filmes como “Star Wars: O Despertar da Força”, “Pantera Negra” e “Capitã Marvel” viraram alvos de campanhas de ódio no YouTube, IMDb e Rotten Tomatoes, mas a Disney superou a sabotagem com uma fortuna em marketing e branding. Por outro lado, “Caça-Fantasmas”, que trouxe mulheres nos papéis principais, perdeu essa luta. Filmes independentes, como “Come Away”, têm ainda menos chances contra ataques coordenados por campanhas nas redes sociais. Estas iniciativas já miraram até filmes brasileiros, como o inédito “Marighella”. Ao sofrer a prática de “review bombing” (ser bombardeado por críticas negativas) antes da estreia, o filme dirigido por Wagner Moura foi um dos que levou o site Rotten Tomatoes a aprimorar sua política de segurança, com bloqueio de robôs e proibição de comentários sobre títulos não lançados em circuito comercial. Em entrevista ao site The Hollywood Reporter, o astro David Oyelowo, que além de estrelar também produz “Come Away”, contou que o caso atual não é o primeiro de sua carreira. Ele viu uma reação online semelhante contra seu longa-metragem de 2016, “Um Reino Unido”, onde interpretou o príncipe Seretse Khama, que se apaixona e se casa com uma mulher branca britânica, Ruth Williams, interpretada por Rosamund Pike. “Tivemos um fluxo tão grande de comentários racistas que a Fox Searchlight teve que tirar nossa página do Facebook do ar”, lembrou Oyelowo. “Isso tem sido algo que tenho experimentado ao longo da minha carreira regularmente”, acrescentou. “Ser uma pessoa negra, que tende a gravitar em torno de conteúdos edificantes… Parece que essas pessoas acham isso o mais deplorável.” Ao notar o movimento coordenado contra “Come Away”, o IMDb desabilitou os comentários sobre o filme, que assim ficou sem nota e perdeu todas as resenhas. Embora o portal tenha estabelecido regras similares as do Rotten Tomatoes para evitar “review bombing”, deixou uma brecha ao permitir resenhas sobre filmes exibidos em festivais. “Come Away” tem estreia marcada em circuito limitado e em locações premium de vídeo sob demanda (PVOD) em 13 de novembro, mas sua première aconteceu em janeiro passado no Festival de Sundance. O detalhe é que, embora as avaliações dos usuários estivessem disponíveis desde a sessão de Sundance, os produtores notaram uma mudança drástica na pontuação do filme no IMDb após a revelação do trailer em 9 de outubro. “Para um longa que ainda não foi lançado – as classificações deveriam ser baseadas na opinião das pessoas que assistiram aos filmes – estava claro que havia algo no tom e na natureza do filme que estava incomodando certas pessoas”, diz Oyelowo. No YouTube, os comentários ao trailer permanecem, concentrando-se no fato de que os personagens de Alice e Peter são retratados por atores mirins negros. O diretor de gerenciamento de projetos do YouTube, Tom Leung, está desde fevereiro do ano passado trabalhando com a equipe de desenvolvimento de produtos para encontrar uma forma de combater as “dislike mobs”, observando que uma opção seria acabar com a função de like e deslike da plataforma. David Oyelowo observa que as atitudes racistas contra seu filme estão em contraste completo com o momento histórico atual. “Acabamos de passar um verão em que todos, após o assassinato de George Floyd, sentiram a necessidade, com razão, de emitir declarações sobre como se sentem sobre a injustiça racial e o que farão a respeito”, ele observou. “Somos curadores culturais e podemos construir um mundo que queremos ver fazendo conteúdos desta natureza. E as empresas de tecnologia precisam se aprimorar” para, na opinião do ator, impedir o equivalente à prática do criminoso e repugnante linchamento racista em sua versão virtual. Isto, claro, não tem nada a ver com críticas negativas baseadas no resultado artístico da produção. De fato, “Come Away” não está sendo considerado exatamente uma obra-prima pela crítica americana. Com 57% de aprovação no Rotten Tomatoes, o longa também não é um lixo. Mas as discussões sobre seu conteúdo não giram em torno de opiniões racistas, e sim a respeito de seu ritmo e qual, afinal, seria seu público, já que parece um filme para adultos. Veja abaixo o trailer que despertou ódio na parte mais branca da internet. O filme tem previsão de estreia para fevereiro de 2021 no Brasil.
Marge Champion (1919 – 2020)
A atriz e dançarina Marge Champion, que serviu de modelo para a primeira princesa da Disney, Branca de Neve, morreu na quarta-feira (21/10) em Los Angeles, aos 101 anos. Marjorie Celeste Belcher nasceu em 2 de setembro de 1919, exatamente em Hollywood, na Califórnia. Seu pai era um coreógrafo famoso, Ernest Belcher, que fundou a Celeste School of Dance e ensinou dança para Fred Astaire, Shirley Temple, Cyd Charisse e Joan Crawford, além de ter trabalhado para o lendário diretor Cecil B. DeMille. Ela também tinha uma meia-irmã mais velha que era atriz do cinema mudo, Lina Basquette. A jovem começou sua carreira artística como dançarina aos 14 anos, época em que foi contratada pela equipe de animação de Walt Disney para servir de modelo para o curta “A Deusa da Primavera” (1934). O resultado agradou tanto que ela repetiu o desempenho para o filme “Branca de Neve e os Sete Anões”, primeiro longa do estúdio, apresentando-se para a equipe da Disney por dois dias ao mês durante dois anos. Os animadores estudaram seus movimentos em um estúdio para fazer a princesinha se mover de forma mais realista. Durante essa experiência, ela acabou iniciando um relacionamento com Art Babbitt, o animador da Disney que criou o Pateta. Eles se casaram em 1937 – ela tinha 17 e ele 29 – , mas a união durou apenas três anos. Depois do lançamento do longa em 1937, ela também interpretou a versão live-action de Branca de Neve em uma turnê de vaudeville com Os Três Patetas, e voltou a trabalhar com a Disney em outras animações clássicas, servindo de modelo para a Fada Azul de “Pinóquio” (1940), para a principal hipopótamo dançarina de “Fantasia” (1940) e para o Sr. Cegonha de “Dumbo” (1941). Mas o sucesso de “Branca de Neve” também lançou sua carreira de atriz em produções live-action. Renomeada como Marjorie Bell pelo famoso agente Henry Willson, ela apareceu em cinco filmes lançados em 1939, incluindo “A História de Vernon e Irene Castle”, estrelado por Fred Astaire e Ginger Rogers como lendários dançarinos de salão. Entretanto, interrompeu a carreira cinematográfica para se dedicar ao teatro, fazendo sua estreia na Broadway em 1945. Em 1947, ela se casou novamente, com Gower Champion, um antigo colega de escola que também era aluno de seu pai, e eles formaram uma dupla renomada, dançando em shows de variedades como Gower & Bell. O casal também começou a fazer coreografias, inclusive para produções da Broadway (como “Small Wonder”, “Lend an Ear” e “Make a Wish”). Paralelamente, Marge retomou a carreira no cinema, aparecendo como dançarina, ao lado do marido, nos musicais “A Secretária do Malandro” (1950), com Bing Crosby, “O Barco das Ilusões” (1951), com Ava Garner, “O Amor Nasceu em Paris” (1952), com Red Skelton, até protagonizar com Gower uma espécie de cinebiografia, “Tudo o que Tenho é Teu” (1952), sobre um casal de dançarinos que precisa encontrar um nova integrante durante a gravidez da mulher. O filme foi um sucesso e abriu uma leva de parcerias na tela. Eles também protagonizaram “Procura-se uma Estrela” (1953), dirigidos pelo mestre Stanley Donen. E, em 1957, estrelaram seu próprio programa de TV, “The Marge and Gower Champion Show”, uma sitcom da rede CBS que trazia Marge como uma dançarina casada com um coreógrafo. O casal também apareceu frequentemente no “The Ed Sullivan Show” e chegou a viajar pela União Soviética com o lendário apresentador de TV. Após um período focado mais na TV, Marge só voltou aos cinemas em 1968, participando de dois clássicos de Hollywood: “Um Convidado Bem Trapalhão” (The Party), estrelado por Peter Sellers, e “Enigma de uma Vida” (The Swimmer), com Burt Lancaster. Nos anos 1970, ela passou a trabalhar como coreógrafa em produções televisivas e cinematográficas. O primeiro trabalho, as danças do telefilme “Queen of the Stardust Ballroom”, lhe rendeu um Emmy em 1975 e impulsionou sua nova carreira atrás das câmeras, levando-a a coreografar os filmes “O Dia do Gafanhoto” (1975), de John Schlesinger, e “De Quem é a Vida Afinal?” (1981), de John Badham, entre outros trabalhos. Ela também interpretou uma professora de balé em um episódio da famosa série “Fama” de 1982 e, ativa até recentemente, apareceu como Emily Whitman no revival da Broadway de “Follies” em 2001 . Marge se casou pela terceira vez em 1977, com o diretor Boris Sagal (“A Última Esperança da Terra”), mas enviuvou quatro anos depois. Ele morreu em 1981 de ferimentos sofridos depois de cair acidentalmente na hélice de um helicóptero durante a produção de uma minissérie da NBC, “World War III”. Graças a esse casamento, ela virou madrasta da famosa atriz Katey Sagal (“Married with Children” e “Sons of Anarchy”), de suas irmãs Liz e Jean Sagal (que estrelaram a sitcom dos anos 1980 “Double Trouble”) e seu irmão Joey Sagal (“Elvis & Nixon”). Marge também teve um filho biológico, Gregg Champion, que virou diretor de TV.
Raya e o Último Dragão: Nova animação da Disney ganha trailer dublado
A Disney divulgou o pôster e o primeiro trailer de sua nova animação, “Raya e o Último Dragão” (Raya and the Last Dragon), em versões dublada e legendada. A prévia é impressionante, ao combinar aventura, ação, fantasia, uma nova heroína lutadora de artes marciais e até um bichinho fofo de estimação, Tuk Tuk, um adorável tatu-bola – que fica menos fofo após se tornar gigante. Mas principalmente pela qualidade visual dos desenhos, mostrando um novo salto evolutivo na técnica de animação por computação gráfica. Criada pelo roteirista vietnamita-americano Qui Nguyen (“The Society”) e a roteirista malaia Adele Lim (“Podres de Ricos”), Raya tem traços asiáticos e é dublada em inglês por Kelly Marie Tran, a rebelde Rose Tico da franquia “Star Wars”. Ela é uma guerreira destemida que busca salvar seu reino das forças do mal. A trama se passa em uma terra de fantasia fictícia chamada Kumandra, que foi dividida em cinco regiões com diferentes clãs de pessoas, que antes viviam em harmonia com os dragões. Porém, monstros malignos chamados Druun invadiram esse mundo e os dragões se sacrificaram para salvar a humanidade. Quinhentos anos depois, os Druun estão de volta, mas um dragão foi deixado para trás, caso a ameaça reaparecesse. Raya, então, parte atrás do último dragão, chamado Sisu, que pode se transformar em um ser humano. Ela encontra a criatura na forma de uma velha (dublada por Awkwafina, de “Jumanji: Próxima Fase”), e as duas devem recuperar a identidade perdida do dragão para deter os Druun para sempre. A animação é dirigida por Don Hall (“Moana”), Carlos López Estrada (“Ponto Cego”) e os estreantes na função Paul Briggs e John Rippa, veteranos da Disney que trabalharam em várias animações famosas do estúdio, de “A Princesa e o Sapo” (2009) a “Zootopia” (2016). A animação deveria estrear nos cinemas em novembro, mas a pandemia de coronavírus adiou seu lançamento para 12 de março de 2021 nos EUA.
His Dark Materials: 2ª temporada ganha trailer com muitos efeitos visuais
A HBO divulgou o trailer da 2ª temporada de “His Dark Materials”, que capricha nos efeitos visuais ao acompanhar os jovens protagonistas num novo mundo, entre espectros e novas ameaças, além de introduzir “a faca sutil”. Baseada na saga homônima, conhecida no Brasil como “Fronteiras do Universo”, a série acompanha a menina Lyra Belacqua em suas aventuras por universos paralelos e uma guerra celestial envolvendo ciência, bruxaria e ursos-polares. A obra do escritor Philip Pullman já tinha sido levada ao cinema em 2006, no filme “A Bússola de Ouro”, estrelado por Nicole Kidman e Daniel Craig. Mas a fraca bilheteria impediu que tivesse continuação, deixando a história incompleta. “A Bússola de Ouro” é apenas o primeiro volume da trilogia literária iniciada em 1995 – os demais são “A Faca Sutil” (1997), que serve como base da 2ª temporada de “His Dark Materials”, e “A Luneta Âmbar” (2000). A versão televisiva é estrelada pela atriz Dafne Keen, a jovem revelação de “Logan”, no papel da protagonista Lyra. O ótimo elenco também inclui Ruth Wilson (“The Affair”), Lin-Manuel Miranda (“O Retorno de Mary Poppins”), Georgina Campbell (“Krypton”), Ruta Gedmintas (“The Stain”), Anne-Marie Duff (“As Sufragistas”), Andrew Scott (“Fleabag”) e Clarke Peters (“Três Anúncios para um Crime”), além de Amir Wilson (“O Jardim Secreto”) como Will Parry, jovem cujo destino começa a se entrelaçar com o de Lyra nos novos episódios. Já James McAvoy (“X-Men: Apocalipse”) teve a participação cortada devido à pandemia de coronavírus e só vai voltar na 3ª e última temporada). A 2ª temporada estreia em 16 de novembro.
Monster Hunter: Milla Jovovich enfrenta monstros gigantes em dois trailers diferentes
A Sony divulgou dois pôsteres e dois trailers completamente diferentes de “Monster Hunter”, filme baseado no jogo de mesmo nome da Capcom. A prévia nacional, disponibilizada com legendas, tem mais explicações, enquanto o trailer americano, sem legendas, traz muito mais ação e efeitos visuais. Com orçamento de US$ 60 milhões, o filme foi rodado na África do Sul e volta a reunir a atriz Milla Jovovich com o maridão, o diretor Paul W.S. Anderson, depois da parceria em “Resident Evil”, e por coincidência em nova adaptação de videogame com monstros. De acordo com a sinopse oficial, o filme acompanha a tenente Artemis (Jovovich) e seus fieis soldados, que “são transportados do nosso mundo para um novo mundo” e “têm o choque da suas vidas”, quando se veem em uma “desesperada batalha de sobrevivência contra inimigos poderosos, enormes e imparáveis”. Neste combate, “eles se unirão a um homem misterioso que descobriu um jeito de lutar contra as criaturas”. O elenco também destaca Tony Jaa (“xXx: Reativado”), T.I. Harris (“Homem-Formiga e a Vespa”), Meagan Good (“Shazam!”), Ron Perlman (“Hellboy”), Diego Boneta (“Scream Queens”), Josh Helman (“Mad Max: Estrada da Fúria”), Jannik Schümann (“Submersão”), Hirona Yamazaki (“Startup Girls”) e a brasileira Nana Costa (“Entre Irmãs”) em sua estreia em Hollywood. A estreia está marcada para 3 de dezembro no Brasil, quase um mês antes da previsão de lançamento nos EUA – em 30 de dezembro.
His Dark Materials: Pôsteres anunciam data de estreia da 2ª temporada
A HBO divulgou uma coleção de pôsteres com os personagens da 2ª temporada de “His Dark Materials”, que anunciam a data de estreia dos novos capítulos. Baseada na saga homônima, conhecida no Brasil como “Fronteiras do Universo”, a série acompanha a menina Lyra Belacqua em suas aventuras por universos paralelos e uma guerra celestial envolvendo ciência, bruxaria e ursos-polares. A obra do escritor Philip Pullman já tinha sido levada ao cinema em 2006, no filme “A Bússola de Ouro”, estrelado por Nicole Kidman e Daniel Craig. Mas a fraca bilheteria impediu que tivesse continuação, deixando a história incompleta. “A Bússola de Ouro” é apenas o primeiro volume da trilogia literária iniciada em 1995 – os demais são “A Faca Sutil” (1997), que serve como base da 2ª temporada de “His Dark Materials”, e “A Luneta Âmbar” (2000). A versão televisiva é estrelada pela atriz Dafne Keen, a jovem revelação de “Logan”, no papel da protagonista Lyra. O ótimo elenco também inclui Ruth Wilson (“The Affair”), Lin-Manuel Miranda (“O Retorno de Mary Poppins”), Georgina Campbell (“Krypton”), Ruta Gedmintas (“The Stain”), Anne-Marie Duff (“As Sufragistas”), Andrew Scott (“Fleabag”) e Clarke Peters (“Três Anúncios para um Crime”), além de Amir Wilson (“O Jardim Secreto”) como Will Parry, jovem cujo destino começa a se entrelaçar com o de Lyra nos novos episódios. Já James McAvoy (“X-Men: Apocalipse”) teve a participação cortada na temporada, devido à pandemia de coronavírus (saiba mais). A 2ª temporada estreia em 16 de novembro.
The Watch: Série baseada em fantasia do autor de Belas Maldições ganha quatro vídeos
A BBC America divulgou seis fotos, três cenas e o trailer de “The Watch”, nova comédia de fantasia inspirada por criações do escritor britânico Terry Pratchett, coautor de “Belas Maldições” (Good Omens). Desenvolvida por Simon Allen (roteirista de “The Musketeers”), a série reúne diversos personagens da saga literária “Discworld”. Na trama, um grupo de desajustados se vê forçado a encontrar coragem para salvar o mundo. Não exatamente este mundo. Isto significa que terão pela frente trolls, lobisomens, magos e outras ameaças místicas, numa luta para impedir que um complô maligno ressuscite um dragão gigante capaz destruir toda a existência. O elenco é encabeçado por Richard Dormer (“Fortitude”), Lara Rossi (“I May Destroy You”), Marama Corlett (“Blood Drive”), Jo Eaton-Kent (“Don’t Forget the Driver”), Adam Hugill (“1917”) e Anna Chancellor (“Pennyworth”). A estreia está marcada para janeiro de 2021. e
Angelina Jolie é mãe de Peter Pan e Alice em trailer de fantasia
A Relativity Media divulgou o trailer de “Come Away”, que traz Angelina Jolie em nova história relacionada à fábulas encantadas. Na trama, a estrela de “Malévola” é casada com David Oyelowo (“Selma”) e eles são pais de dois jovens cheios de imaginação, Peter e Alice. Quando o terceiro irmão morre em um acidente, Peter e Alice tentam evitar que seus pais se afundem na depressão por esta tragédia, até se verem divididos entre o lar entristecido e um lugar mais alegre em suas imaginações, que os leva, respectivamente, para a Terra do Nunca e o País das Maravilhas. O elenco também inclui Anna Chancellor (“Pennyworth”), Gugu Mbatha-Raw (“Uma Dobra no Tempo”), Michael Caine (“Tenet”), Derek Jacobi (“Assassinato no Expresso Oriente”), Clarke Peters (“Jessica Jones”), David Gyasi (“Troia: A Queda de Uma Cidade”) e as crianças Keira Chansa (“The Irregulars”), Jordan A. Nash (“Harlots”) e Reece Yates (“Les Miserábles”). “Come Away” foi escrito pela estreante em longas Marissa Kate Goodhill e será o primeiro filme live action dirigido por Brenda Chapman, que escreveu e dirigiu “Valente” (2012) para a Disney-Pixar, vencedor do Oscar de Melhor Animação. Exibido no Festival de Sundance, o filme não empolgou, atingindo apenas 57% de aprovação no Rotten Tomatoes. A estreia está marcada para 13 de novembro nos EUA, mas não há previsão de lançamento no Brasil.










