João Zoli teria sido expulso do “De Férias com Ex Celebs”
O cantor João Zoli teria sido expulso do “De Férias com Ex Celebs” após show de ignorância no programa. O colunista Leo Dias publicou em seu site que Zoli deu o que falar nos bastidores do reality após ter ataques de estrelismo e ser acusado de destratar a produção. O clima parece ter ficado tão pesado no set de gravações que o ex-Fazenda, que estaria no casting de participantes, teria sido convidado a se retirar da atração de convivência. Os participantes da próxima edição desembarcaram em São Paulo na terça-feira (27/6). Eles passaram algumas semanas no Caribe para as gravações do “De Férias com Ex Celebs”. Procurada, a MTV preferiu não se pronunciar para manter o segredo dos atuais integrantes do reality show, que deve estrear em outubro deste ano.
Mc Guimê se pronuncia após expulsão do “BBB 23”: “Sei que errei”
MC Guimê se pronunciou pela primeira vez após ter sido expulso do “BBB 23” na noite da última quinta-feira (16/3). O músico disse estar de “coração partido” e bem triste triste com a eliminação do reality. Ele afirmou que fará “um pronunciamento oficial”, mas adiantou suas primeiras impressões após deixar a casa mais vigiada do Brasil. Guimê disse que está passando por um processo de reflexão e que “ainda está processando tudo o que rolou”: “São muitas informações, eu tô muito chateado. (…) Eu irei reconhecer minhas falhas. Tenho coração humilde e aberto para reconhecer meus erros e sei que errei”, declarou o músico. Ele explicou que a decisão de se manifestar logo foi motivada por notícias falsas de que ele teria saído xingando a produção do programa: “Tô aqui também para deixar claro que as notas que estão saindo sobre eu ter esbravejado com a produção e xingado o elenco é uma mentira das piores! A direção sabe o carinho e respeito que tenho por todos eles”. Guimê enfatizou que as notícias são mentirosas e que o programa mostrou “quem ele é de verdade”: “Vocês me acompanharam por dois meses na casa e conheceram um pouco mais sobre o Guilherme Dantas, o coração do MC Guimê. Esse é o jeito que eu sou de verdade, ali não tem como criar um personagem”. Em comentário no Instagram, o diretor Boninho reforçou que o funkeiro não foi grosseiro com a produção: “Com o nosso time, você foi de um respeito incrível. Mesmo nesse momento de crise. E o Cara de Sapato também”. Guimê e o lutador Cara de Sapato foram eliminados do reality após assediarem a influencer mexicana Dania Mendez, intercambista do “La Casa de los Famosos”. O anúncio da eliminação dos participantes foi feito durante o programa ao vivo de quinta (16/3) e pegou todos os brothers de surpresa. 🚨AGORA: MC Guime apareceu nos stories e avisou que vai se pronunciar oficialmente até o fim do dia. Ele afirma também que as notícias que saíram sobre ele ter xingado a produção são falsas. #BBB23 pic.twitter.com/lz5c35OXud — Central Reality #BBB23 (@centralreality) March 17, 2023
Cantora é expulsa de grupo de K-Pop por “abuso de poder”
A cantora Chuu foi expulsa do grupo de K-Pop feminino LOONA por supostamente ter desrespeitado os funcionários e as demais integrantes do grupo. A informação foi divulgada pela agência Blockberry Creative. “Estamos anunciando que nosso artista Chuu foi expulsa do LOONA em 25 de novembro de 2022. Havia muitas histórias sobre Chuu, mas a empresa e os membros do LOONA não disseram nada por um tempo para evitar problemas relacionados ao desenvolvimento do time e dos fãs. Por causa do carinho do LOONA pelo time e consideração pelos fãs, eles fizeram o possível para mostrar boas atuações e conteúdo ao invés de dizer a verdade”, diz a nota. “Recentemente investigamos o abuso de poder de Chuu, incluindo linguagem abusiva em relação à nossa equipe. O chefe da empresa está se desculpando e confortando a equipe. Decidimos assumir a responsabilidade e remover Chuu de LOONA. Pedimos sinceras desculpas aos fãs que amaram e apoiaram LOONA até agora e peço seu perdão pelos 12 membros não poderem ficar juntas até o fim. Nós e o LOONA faremos o nosso melhor para garantir que nada disso aconteça no futuro”, finalizou. Até o momento, o grupo não se manifestou em relação à expulsão da cantora. Mas os fãs estão protestando nas redes sociais, alegando que a expulsão de Chuu (cujo verdadeiro nome é Kim Ji-woo) não tem nada a ver com seu comportamento, mas sim com uma retaliação porque ela estava lutando por mais direitos trabalhistas. Antes de sua expulsão, o portal Wikitree alegou que Chuu teria entrado com ação contra a agência do grupo para suspender o próprio contrato. A produtora do programa “Chuu Can Do It”, apresentado pela cantora, também se manifestou em sua defesa nas redes sociais. “Abuso de poder, isso é muito engraçado”, dizia a postagem. “Mesmo quando era cansativo para Jiwoo, ela era alguém que se preocupava caso os funcionários não fossem pagos. Uma vez, fiquei frustrada e disse: ‘Ei, Jiwoo, preocupe-se primeiro com você mesma!’. E ela dizia que tendo passado por isso e sabendo o quão difícil é, ela não suportaria ver esse descaso. Todo mundo sabe que ela não teve os devidos cuidados. Independentemente disso, Jiwoo ficará bem, já que ela trata os outros tão bem”. Chuu estava no grupo Loona desde 2017 e participou inclusive do álbum de estreia da banda, intitulado “[+ +]”. Assista abaixo ao clipe da música “PTT (Paint The Town)”, um dos sucessos do Loona.
Shay expõe produção de “A Fazenda”: “Ninguém fez nada”
Shayan Haghbin participou de uma live com Lucas Selfie neste sábado (22/10), em que expôs a falta de critério e favorecimento da produção de “A Fazenda 14” a Tiago Ramos. Os dois foram expulsos do programa na madrugada de sexta e Shay disse que isso poderia ter sido evitado se a equipe da Record TV tivesse cumprido as regras e agido antes. Segundo ele, Tiago deveria ter saído do programa várias semanas atrás. “Falei pra eles: ‘O Tiago me mordeu e ninguém fez nada'”, disse Shay. “Eles falaram que não tem vídeo. Pessoal da Record falou pra mim que não tem vídeo, que ele tava bêbado. Eu até questionei. Depois ele bateu o sino, saiu da casa e voltou. Pulou cerca. Saiu da cerca branca, linha vermelha que não podia, quebra de contrato, e voltou. Justificativa: ele tava bêbado, não tava sóbrio”, acusou o ex-peão. “Minha pergunta é pra vocês e pra edição: por que vocês não mostram isso? O grupo deles é melhor que o nosso?”, questionou. Sem graça, Lucas respondeu: “Eu não trabalho na edição, eu só tô aqui pra te fazer perguntas”. O aparente favorecimento ao grupo A, do qual participava Tiago, é um dos pontos mais comentados pelo público nas redes sociais. E Shay apontou como esse impunidade criou um clima insuportável no programa. “A gente vem, durante um mês, mais ou menos, nosso grupo, sendo oprimido, provocado. A gente não tem direito de comemoração. Toda vez a gente tem que se retirar pro quarto. Toda vez eles vão pra cima da gente e a gente tem que ficar calado, quieto. E já estava no limite, entendeu? Eles já passaram do limite com a gente. De xingamentos, ofensas, acusações, opressões, pressões. Então aquela casa não dá pra viver mais, era muito tóxico”, disse Shay. O ex-peão continuou: “Não dava pra respirar mais. Tanto que o nosso grupo tava decidindo todo mundo sair junto, no quarto. Falei: ‘Eu não quero sair, eu quero ir até o final, mas por vocês eu saio’. A Ruivinha foi humilhada na frente de todo mundo. Não uma vez, mas várias outras vezes, essa foi a gota d’água. A Kerline foi desrespeitada várias vezes como uma mulher. Ofenderam muito ela porque ela tinha um relacionamento comigo. A Tati Zaqui foi ofendida várias vezes. O Thomaz foi torturado”, contou Shay. “Se a Record tivesse tomado posições lá no começo, a gente não chegava nesse momento”, concluiu Shay. Além do iraniano, Tiago Ramos também foi entrevistado, separadamente, por Lucas Selfie. Mas ele não comentou a acusação de favorecimento, nem mencionou em que condições saiu e voltou do programa impunemente. Em vez disso, preferiu insistir na versão de que não tinha culpa por cuspir, xingar, provocar e agredir o colega de confinamento. Sua reclamação foi exclusivamente achar sua expulsão injusta. “Não aceito a expulsão”, disparou ele. “Não posso só julgar o Shay e colocar o erro nele. O erro estava em mim, porque eu provoquei. Mas eu estou muito triste pela minha expulsão, porque quem me agrediu foi ele”, disse o ex-padrasto de Neymar. Vídeos da cena, porém, mostram claramente Tiago dando um tapa na cara de Shay. “Eu estava com a garrafa, foi meu impulso ir para cima dele, mas não foi minha intenção [agredir]”, afirmou Tiago, que disse que perdia o controle por conta das provações. Ele acredita que havia um complô de Shay para desestabilizá-lo a ponto dele cometer uma agressão. “Fui muito explosivo em momentos errados, agredi as pessoas com palavras. Mas era mais forte do que eu, me senti muito desrespeitado”, desabafou. Vale lembrar que Tiago é um dos peões que pode enfrentar um processo por difamação de Shay. Antes de sair do programa, o peão falou que iria acertas contas com todos os que o difamaram na Justiça.
Shay desabafa sobre expulsão de “A Fazenda”: “Me agrediram” e “não estou nada feliz”
Shayan Haghbin reapareceu nas redes sociais após ser expulso de “A Fazenda” na última madrugada. Num vídeo gravado na sede da Record TV, ele demonstrou desânimo com tudo o que aconteceu. O iraniano disse ter ficado abalado por ter perdido a chance de disputar os R$ 1,5 milhão do reality e acusou Tiago Ramos de tê-lo agredido. “Me agrediram e eu tive uma reação automática de medo”, explicou o iraniano sobre seu gesto de erguer o cotovelo. Ele negou ter batido em Tiago. “Mas a Record que manda no programa e decidiu me tirar do jogo. Eu acredito que eu estava jogando muito bem, sendo muito transparente”, continuou. “Eu não estou nada feliz, mas se foi a vontade de Deus isso acontecer, era para acontecer. Eu não sei o que vai acontecer daqui em diante. O que Deus quiser vai acontecer, eu tenho muita fé. Obrigada a todo que torceram por mim, continuem torcendo. Não é fácil”, completou. Shay e Tiago gravaram participações no quadro “A Fazenda – Última Chance” do programa “Hora do Faro”, que vai ao ar no domingo (23/10). pic.twitter.com/2TRSGuhDQl — Shayan Haghbin 🧞♂️ (@shayhaghbin) October 21, 2022
Deolane aciona seu “setor jurídico” contra Record TV
Considerada cancelada por boa parte do público, Deolane Bezerra resolveu acionar seu “setor jurídico” contra a Record TV, mas não por sua causa. Ela discordou da decisão dos produtores de “A Fazenda” de expulsar Tiago Ramos após o modelo agredir Shayan Haghbin. Os dois envolvidos na briga foram tirados do programa. Apesar de não ter visto a briga de perto, a viúva de MC Kevin disse que a saída do aliado foi injusta e acionou sua equipe. “Peço pra todo o meu setor jurídico dar apoio pra ele. Todo. Muito injusto isso daí”, reclamou. No Twitter, Dayane Bezerra atendeu ao pedido da irmã e se colocou à disposição do ex-padrasto de Neymar. “Tiago, vamos te dar todo suporte, fique tranquilo. Temos um suporte jurídico, com profissionais qualificados, além, é claro, de contar com a gente (As Doutoras)”. A ideia é ajudar Tiago a recorrer da punição, já que Bia Miranda acredita que quem é expulso perde o cachê. “Ele pode questionar, filho. E muito”, soltou Deolane. Vídeos que circulam nas redes sociais com detalhes da confusão sugerem que Tiago Ramos forjou ter sido agredido por Shayan, quando este ergueu o braço para proteger o rosto de cusparadas. Além disso, Tiago acertou claramente um tapa no rosto do iraniano. Por conta dessa ação, Shayan também foi expulso, embora na imagem em close pareça ter agido apenas de forma defensiva e sem ter praticado a agressão alegada pelo rival. Vejam abaixo e tirem suas conclusões. O shay tem que ser expulso pic.twitter.com/rzOoxOxKqe — Bia Moraiis (@moraiis_bia) October 21, 2022 Que engraçado, né… A agressão que cês dizem aí do Shay na verdade foi ao contrário! #EliminacaoAFazenda pic.twitter.com/2D7V0vljxf — Joelma Lacerda 💜 (@blogjoelma) October 21, 2022
Cineasta é expulso do Festival de San Sebastian por se recusar a usar máscara de proteção
O cineasta americano Eugène Green (“A Religiosa Portuguesa”), que construiu sua carreira na indústria cinematográfica da França, foi expulso do Festival de Cinema Internacional de San Sebastian após um “incidente desagradável” na noite de quarta (23/5), em que ele criou problemas de segurança para os organizadores do evento. Durante a première de seu filme “Atarrabi et Mikelats”, ele se recusou a atender cinco pedidos diferentes para usar máscara de proteção no tapete vermelho e no começo da sessão. Quando a projeção começou, ele foi convidado a se retirar do cinema. De acordo com um comunicado do festival, “na noite de quarta-feira, 23, no cinema Príncipe 9, durante a exibição de ‘Atarrabi et Mikelats’, ocorreu um incidente desagradável. O diretor do filme, Eugène Green, foi solicitado até cinco vezes pela equipe do Festival para colocar a máscara e usá-la corretamente. Por fim, devido à falta de colaboração, a direção do Festival pediu-lhe que saísse do teatro. Dois agentes da Polícia Basca o informaram que ele será processado e poderá receber uma multa”. “O Festival suspendeu o credenciamento de Eugène Green, que perdeu o status de convidado do evento por seu desrespeito às medidas acordadas com as autoridades sanitárias e com os funcionários do Festival e por colocar a saúde dos espectadores e de sua equipe de filmagem em risco durante e após a exibição”. Assim como aconteceu durante o Festival de Veneza, a realização do Festival de San Sebastian segue protocolos rígidos de prevenção contra a pandemia de coronavírus. Já premiado em diversos festivais, como Locarno, Londres, Sevilla, Gijón, Portland e IndieLisboa, Eugène Green se tornou o primeiro cineasta a ser expulso de um festival de cinema de primeira linha por desrespeito a regras de segurança e higiene.
Polanski perde processo para reverter expulsão da Academia
O cineasta Roman Polanski, que foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA por acusações de ter tido relações sexuais com menores, perdeu hoje uma ação judicial em que buscava ser reintegrado à organização. O diretor de “Chinatown” e “O Bebê de Rosemary” argumentou que não teve direito ao devido processo pela Academia quando esta decidiu expulsá-lo sob um novo código de conduta elaborado em resposta a alegações de abuso sexual contra dezenas de homens na indústria do entretenimento. A juíza Mary H. Strobel, do Tribunal Superior de Los Angeles, escreveu em sua decisão que Polanski teve “a oportunidade de apresentar qualquer evidência que considerasse relevante” para a Academia, incluindo um longo documento de seu advogado e uma declaração em vídeo. Polanski, que tem cidadania francesa e polonesa, fugiu dos Estados Unidos em 1978 depois de confessar ter estuprado uma menina de 13 anos e nunca mais voltou, continuando sua carreira na França. Nos últimos anos, várias outras mulheres o acusaram de má conduta sexual naquele período, mas o diretor, que assumiu a culpa da primeira denúncia, nega as novas acusações. Em sua defesa, o cineasta de 87 anos sustenta ter vencido um Oscar em 2003, por “O Pianista”, anos depois do caso ser conhecido. Na ocasião, ter assumido a culpa não foi considerado relevante para sua consagração, mas agora, sem nenhuma outra novidade no caso, além dos pedidos da vítima para deixarem Polanski em paz, ele foi simplesmente expulso. Após esta expulsão, Polanski ainda foi premiado como Melhor Diretor no César (o Oscar francês) por seu filme mais recente, “O Oficial e o Espião”. Este prêmio causou revolta em várias atrizes e arrastou a Academia Francesa para a maior crise de sua existência.
Manifestantes impedem première do novo filme de Polanski na França
Um grupo de cerca de 40 manifestantes bloqueou a entrada de um cinema que receberia a première de “An Officer and a Spy” (J’Accuse), novo filme de Roman Polanski, na noite de terça-feira (12/11) em Paris, resultando no cancelamento da exibição. Vestindo preto e equipado com sinalizadores vermelhos e cartazes com os nomes das mulheres que acusaram o diretor de estupro, o grupo se manifestou por cerca de uma hora em frente ao cinema Le Champo, até a sessão ser cancelada. Mas essa não foi a première principal do longa. A sessão de gala aconteceu na mesma hora no cinema UGC Normandie, nos Champs-Elysées, com a presença de Polanski, sem encontrar protestos semelhantes. Polanski foi recentemente acusado por um fotógrafa francesa, Valentine Monnier, de estuprá-la em seu chalé suíço em 1975. Ele negou as acusações por meio de seu advogado. Mas ela é a sexta mulher a acusar o diretor de violência sexual cometida nos anos 1970. O vencedor do Oscar vive na França desde que fugiu dos EUA em 1978, no meio de um julgamento em que se declarou culpado de fazer sexo com uma garota de 13 anos. Monnier disse que resolveu revelar o estupro justamente devido à estreia de “An Officer and a Spy” (J’accuse), em que Polanski filma um famoso erro judicial francês, o caso Dreyfus, em que um inocente é injustamente condenado por um crime que não cometeu. O diretor já teceu comentários comparando-se a Dreyfus. O longa foi lançado no Festival de Cinema de Veneza, onde venceu o Prêmio do Grande Júri. Na semana passada, o filme foi indicado a quatro European Film Awards pela Academia Europeia. Mas quanto mais prestígio conquista a obra, mais intensos se tornam os protestos. No início desta semana, o ator Jean Dujardin, indicado a Melhor Ator Europeu por “An Officer and a Spy”, cancelou uma entrevista com a principal emissora francesa, TF1, alegando que não queria responder perguntas sobre novas acusações contra Polanski. Também na terça-feira, embora sem mencionar Polanski pelo nome, a Associação Francesa de Cineastas, ARP, divulgou um comunicado dizendo que “apoia fortemente todas as vítimas de violência moral e sexual” e que “deve levar em conta que nossas profissões, pelo poder que exercem, podem abrir a porta a excessos repreensíveis ”. A declaração ainda avisa que a ARP “proporá ao próximo conselho de administração que, a partir de agora, qualquer membro considerado culpado de uma ofensa sexual seja excluído e que qualquer membro denunciado pelo mesmo motivo seja suspenso”. Polanski é membro da organização. “An Officer and a Spy” estreia comercialmente nesta quarta (13/11) na França, sob campanha de boicote de vários grupos de pressão. Não há previsão para seu lançamento no Brasil. Vale lembrar que manifestantes também impediram a première de outro filme europeu na semana passada, por motivos bem diferentes e num espectro político oposto na escala do radicalismo cultural. Manifestantes de extrema direita atacaram o público da estreia do premiado “And Then We Danced”, de Levan Akin, em Tbilisi, capital da Geórgia, por prestigiarem uma história de amor LGBTQIA+, entre dois jovens dançarinos georgianos de balé. Eles também querem impedir o filme vencedor de prêmios internacionais de ser exibido nos cinemas do país.
Roman Polanki é alvo de nova denúncia de estupro cometido nos anos 1970
A fotógrafa francesa Valentine Monnier acusou publicamente o cineasta Roman Polanski de tê-la estuprado em 1975 na Suíça, quando ela tinha 18 anos. A denúncia foi publicada pelo jornal Le Parisien nesta sexta (8/11), a poucos dias da estreia do novo filme do diretor de 86 anos. Este, por sinal, teria sido o motivo dela decidir se manifestar. Monnier disse que resolveu revelar o estupro devido à estreia do filme “An Officer and a Spy” (J’accuse), em que Polanski filma um famoso erro judicial francês, o caso Dreyfus, em que um inocente é injustamente condenado por um crime que não cometeu. Polanski já teceu comentários comparando o seu caso com o de Dreyfus. “Não tinha qualquer relação com ele, pessoal ou profissional, só o conhecia”, relatou Monnier, que foi modelo em Nova York e participou de alguns filmes nos anos 1980, como “Três Homens e um Bebê”. “Foi de uma violência extrema, após esquiar, em seu chalé em Gstaad (Suíça), me agrediu até que me entreguei. Então me violentou me fazendo sofrer”. O advogado do cineasta, Hervé Temime, afirmou ao jornal Parisien que Polanski “nega firmemente qualquer acusação de estupro”, e destaca que fatos que teriam ocorrido há 45 anos “jamais foram levados ao conhecimento das autoridades”. A denunciante confirmou que jamais informou o crime – agora prescrito – à polícia. Ela foi a sexta mulher a acusar Polanski de estupro. O cineasta é considerado foragido pela justiça dos Estados Unidos, após se exilar na França em meio ao julgamento de 1977 em que se declarou culpado de ter mantido relações sexuais com Samantha Geimer, então com 13 anos. Ela foi compensada financeiramente por Polanski e ainda escreveu um livro sobre sua história, e nos últimos anos vem defendendo o diretor por considerar que ele cumpriu sua pena – ficou preso alguns dias nos anos 1970 e novamente em 2009, além de ficar impedido de trabalhar em Hollywood mulheres surgiram com denúncias de abuso sexual de décadas atrás. As denúncias anteriores também relataram casos acontecidos nos anos 1970. A atriz alemã Renate Langer, vista em “Amor de Menina” (1983) e “A Armadilha de Vênus” (1988), relatou ter sido estuprada duas vezes em 1972, quando ela tinha 15 anos e Polanski 39, também na casa do cineasta em Gstaad, na Suíça. Logo após o primeiro ataque, Polanski teria convidado Langer para figurar em seu filme “Que?”, como pedido de desculpas. O segundo abuso teria acontecido durante as filmagens, em Roma. A atriz revelou que, para se defender, chegou a jogar uma garrafa de vinho e outra de perfume no diretor. Outras acusações partiram da atriz britânica Charlotte Lewis (“O Rapto do Menino Dourado”), que denunciou ter sido estuprada em 1983, quando ela tinha 16 anos, de uma mulher identificada apenas como Robin, que acusa o diretor de tê-la estuprado nos anos 1970, também quando tinha 16 anos, e de Marianne Barnard, atacada em 1975 aos 10 anos de idade, durante uma sessão de fotos em que Polanski lhe pediu que posasse usando apenas um casaco de pele em uma praia de Los Angeles. A maioria das denúncias só veio à tona recentemente, durante o auge do movimento #MeToo, que Polanski chamou de “histeria coletiva” e “hipocrisia”. Por conta das novas denúncias, o cineasta foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, que lhe premiou com o Oscar de Melhor Direção por “O Pianista”, em 2003. O novo filme do diretor, “An Officer and a Spy” (J’accuse), também foi premiado. Venceu o Grande Prêmio do Júri (Leão de Prata) do Festival de Veneza deste ano. A estreia está marcada para quinta-feira (13/11) na França, mas ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Roman Polanski processa organizadores do Oscar após ser expulso da Academia
O diretor Roman Polanski está processando a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, que organiza a cerimônia do Oscar, exigindo sua reintegração à organização após ser expulso em maio do ano passado em meio à campanha #MeToo. A ação, registrada no estado da Califórnia, afirma que o processo não seguiu o protocolo adequado e que, por isso, ele deve ser anulado. No processo, Polanski diz ainda que as conclusões da Academia não são “apoiadas por evidências”. Polanski foi expulso da Academia junto do ator Bill Cosby. Ambos foram condenados por estupro, mas o diretor franco-polonês fugiu dos Estados Unidos nos anos 1970, época do crime, e se exilou na França, evitando a prisão. Apesar disso, Polanski foi premiado pela Academia em 2003, com o Oscar de Melhor Direção por “O Pianista”. A Academia só mudou de opinião sobre o diretor após o recente movimento #MeToo, de denúncia aos abusos sexuais acobertados por Hollywood. Ao anunciar a expulsão, a Academia justificou a decisão salientando que a presença de Polanski ia contra “os padrões de conduta da organização” e que, assim, seus representantes esperavam “defender seus valores de respeito à dignidade humana”. A vítima de Polanski, Samantha Geimer, atualmente com 56 anos, apontou a hipocrisia da Academia ao banir Polanski após lhe dar um Oscar, descrevendo a expulsão de “um membro que há 41 anos se declarou culpado de uma única acusação e cumpriu sua sentença” como um “ato cruel que só serve às aparências”. “Isso não contribui em nada para mudar a cultura sexista em Hollywood e prova que eles comeriam uns aos outros para sobreviver”, ela escreveu em seu blog. O advogado do diretor chamou a expulsão de “abuso de idoso”, já que o cineasta tem 85 anos. “O que aconteceu tem a característica de abuso psicológico a nosso cliente, uma pessoa idosa. Colocar Bill Cosby e Roman Polanski no mesmo nível é um mal-entendido, uma perseguição”, manifestou-se o advogado Jan Olszewski na ocasião. “Polanski teve apenas um incidente em sua vida, pelo qual foi considerado culpado, assumiu a responsabilidade, e pelo qual sua vítima o perdoou”, afirmou ainda, comparando o caso do diretor com o de Cosby, que não assumiu erro, foi acusado por mais de 40 mulheres e jamais perdoado. Polanski e Cosby foram os primeiros membros enquadrados no novo código de conduta da Academia, motivado pelo escândalo de Harvey Weinstein. Ele aponta que os membros da organização poderiam ser expulsos por abuso, assédio e discriminação sexual. Assim como Polanski, Woody Allen também se defendeu em tribunal da acusação de abuso de menor (a própria filha Dylan Farrow), mas o caso não resultou em condenação.
Mulher de Polanski é convidada a integrar Academia do Oscar e rejeita acusando hipocrisia
A atriz francesa Emmanuelle Seigner rejeitou o convite para se tornar membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. Ela considerou a proposta “hipócrita” e “ofensiva”, por ter sido feita apenas dois meses depois da expulsão de seu marido, o diretor Roman Polanski. “Esta proposta é a gota que preenche o copo da minha relativa discrição”, reclamou Seigner, em carta aberta publicada neste domingo pelo jornal francês Le Journal du Dimanche. “A Academia americana de Artes e Ciências Cinematográficas propõe que me junte na companhia de outras atrizes, em nome de uma feminização necessária. Quem pode pensar que eu não me preocupe com a igualdade entre homens e mulheres?”, escreveu Emmanuelle. “Fui feminista desde sempre, mas como vou agir como se não soubesse que a Academia, há algumas semanas, expulsou o meu marido, Roman Polanski, para ficar bem com os tempos atuais. A mesma Academia que o premiou com um Oscar de Melhor Diretor por ‘O Pianista’, em 2003. Amnésia curiosa!”, acrescentou. “Esta Academia provavelmente pensa que sou uma atriz arrivista, sem carácter, para esquecer que sou casada há 29 anos com um dos maiores cineastas. Eu o amo, é meu marido, pai dos meus filhos. Rejeitam-no como a um pária e alguns acadêmicos invisíveis pensam que eu poderia ‘subir as escadas da glória’ nas costas dele? Hipocrisia insuportável!”, criticou. Taxando a proposta de “ofensiva”, a atriz garante ser “a única que pode dar conta de até que ponto ele [Polanski] lamenta o que aconteceu há quarenta anos”. Primeiro porque “foi sempre um pai de família e um marido excepcional”, e, além disso, porque ela mais que do ninguém sabe o quanto Polanski “lamenta” o que aconteceu em 1977 com a modelo Samantha Geimer, então menor. Na época, Polanski ficou preso por 42 dias na Califórnia, por abuso confesso de uma menor de 13 anos, e escapou para a França, seu país natal, quando obteve liberdade provisória. Desde então, luta na justiça americana para que o período preso seja considerado sentença cumprida, já que era parte de um acordo original com a promotoria, que o juiz do caso pretendia rejeitar – o que motivou sua fuga. Ele não pode sair da França sob pena de enfrentar processo de extradição, o que já aconteceu na Suíça em 2009, quando chegou a ficar dois meses detido, e mais recentemente na Polônia, onde o caso foi resolvido sem que ele fosse preso. Isto não o impediu ser premiado com o Oscar por “O Pianista”. “Tenho a impressão de que, desde os nazistas na sua infância até estes últimos anos, Roman foi condenado a fugir de forma perpétua sem a menor vontade”, acrescentou Seigner, que ainda recordou que Polanski criou “personagens femininas inesquecíveis” que foram interpretadas por atrizes como Sharon Tate, Catherine Deneuve, Mia Farrow, Faye Dunaway, Nastassja Kinski e Sigourney Weaver. “É uma hipocrisia insuportável”, concluiu. A vítima de Polanski, Samantha Geimer, atualmente com 55 anos, também reclamou da hipocrisia da Academia ao banir Polanski após lhe dar um Oscar, descrevendo a expulsão de “um membro que há 41 anos se declarou culpado de uma única acusação e cumpriu sua sentença” como um “ato cruel que só serve às aparências”. “Isso não contribui em nada para mudar a cultura sexista em Hollywood e prova que eles comeriam uns aos outros para sobreviver”, Geimer escreveu em seu blog pessoal.
Roman Polanski chama movimento #MeToo de “histeria coletiva” e “hipocrisia”
O cineasta Roman Polanski chamou o movimento #MeToo de “histeria coletiva” e “hipocrisia”, em uma entrevista para a edição polonesa desta semana da revista Newsweek. “Parece-me que é uma histeria coletiva, do tipo que acontece nas sociedades de tempos em tempos”, disse o diretor de 84 anos, em entrevista realizada poucos dias antes de ser expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, devido ao código de ética implementado justamente após demandas do #MeToo. Polanski comparou o movimento à histeria criada em outros momentos históricos da civilização. Para ele, tais fenômenos “às vezes tomam um rumo mais dramático, como a Revolução Francesa ou a noite de São Bartolomeu na França (massacre de protestantes em 1572), e às vezes menos sangrenta, como em 1968 na Polônia (revolta estudantil e campanha antissemita) ou o macarthismo nos Estados Unidos”, disse Polanski. “Todos, impulsionados principalmente pelo medo, se esforçam para se juntar a esse movimento. Quando observo isso, me faz lembra da morte de um amado líder norte-coreano, que fez todo mundo chorar terrivelmente, e alguns choravam tão forte que não pudemos deixar de rir”. “Então, é puramente hipocrisia?”, pergunta-lhe o jornalista da publicação. “Na minha opinião, é tudo hipocrisia”, confirma o diretor. Além do caso em que assumiu o estupro de Samantha Geimer, de 13 anos, em 1977, outras quatro mulheres, algumas delas atrizes, sentiram-se encorajadas pelo movimento #MeToo a acusar Polanski de outros abusos cometidos no mesmo período. Ele nega as novas acusações, que não foram à julgamento por terem prescrito. Após a entrevista, mas antes que Newsweek polonesa chegasse às bancas, Polanski foi expulso da Academia. “O Conselho continua a encorajar padrões éticos que exigem que membros mantenham os valores da Academia de respeito pela dignidade humana”, afirmou a instituição em nota.











