Retrospectiva | As 10 melhores séries de animação adulta de 2023
Animes de sci-fi, fantasia e terror, dramas de super-heróis, supervilãs de comédia, romance roqueiro e jornada de sobrevivência no espaço marcam os melhores lançamentos de animação adulta em 2023. As séries abaixo superam muitos filmes live-action e comprovam que desenho não é só para crianças. Confira a lista dos destaques do ano. PLUTO | NETFLIX O novo anime da Netflix é uma adaptação do aclamado mangá de Naoki Urasawa, que foi publicado entre 2003 e 2007, totalizando 8 volumes. Este trabalho foi uma homenagem a Osamu Tezuka, lançado no ano que marcou o 40º aniversário da primeira série animada de TV do Japão – o clássico de Tezuka, “Astro Boy” (Tetsuwan Atom). Urasawa reimaginou os personagens de “Astro Boy” em um cenário mais sombrio e contemporâneo, dando a eles profundidade e complexidade adultas, em uma narrativa que explora temas de identidade, consciência e coexistência entre humanos e robôs. A história é inspirada no arco “O Robô Mais Forte do Mundo”, criado por Tezuka em 1964, e gira em torno de Gesicht, um detetive robótico da Europol, que investiga uma série de assassinatos misteriosos de robôs e humanos. Esses crimes têm sempre as mesmas características, sugerindo o padrão de um robô, o que desafia a paz estabelecida entre humanos e máquinas há quase uma década. Um dos personagens icônicos que surge para ajudar Gesicht em sua investigação é justamente Atom (o nome japonês de Astro Boy), um robô com capacidades sobre-humanas, mas aparência e personalidade infantil. A adaptação vem mais de uma década após o fim da publicação do mangá, graças a uma colaboração entre os estúdios M2 e GENCO, com apoio do filho de Tezuka e com supervisão criativa do próprio Urasawa. A direção é de Toshio Kawaguchi em seu primeiro trabalho na função, após ser o animador de várias obras famosas, como os clássicos “Porco Rosso” (1992), “Neon Genesis Evangelion” (1995) e “Ghost in the Shell 2” (2004), além das mais recentes “O Conto da Princesa Kaguya” (2013) e “Mary e a Flor da Feiticeira” (2017). Originalmente uma homenagem, o resultado supera a inspiração original e se revela uma verdadeira obra-prima. SCOTT PILGRIM: A SÉRIE | NETFLIX A animação é inspirada nos quadrinhos de Bryan Lee O’Malley e no filme cult de Edgar Wright. Com estilo anime fofinho, seus episódios narram o romance entre o personagem-título e Ramona Flowers, a garota de seus sonhos. Entretanto, quando o crush está prestes a virar date, a situação vira uma luta interminável. É que, para namorar Ramona, Scott precisará enfrentar sete ex-namorados dela. Quem leu os quadrinhos ou viu o filme de 2010 conhece bem essa história. Só que o desenho não é a recriação completa do que já foi visto. A versão animada entrou na onda do multiverso para mostrar o que aconteceria se Scott fosse derrotado logo na primeira luta. A partir daí, começa uma história totalmente inédita, centrada em Ramona. O detalhe mais interessante da produção é que os atores que participaram da adaptação cinematográfica, “Scott Pilgrim contra o Mundo”, voltam a dar voz aos seus personagens no anime. O elenco grandioso traz Michael Cera (“Arrested Development”) como a voz do personagem-título e Mary Elizabeth Winstead (“Aves de Rapina”) como Ramona, sem esquecer de Kieran Culkin (“Succession”), Chris Evans (“Vingadores: Ultimato”), Anna Kendrick (“A Escolha Perfeita”), Brie Larson (“Capitã Marvel”), Alison Pill (“The Newsroom”), Aubrey Plaza (“The White Lotus”), Brandon Routh (“Legends of Tomorrow”), Jason Schwartzman (“Fargo”), Satya Bhabha (“Sense8”), Johnny Simmons (“The Late Bloomer”), Mark Webber (“Sala Verde”), Mae Whitman (“Intimidade Forçada”) e Ellen Wong (“GLOW”). Até o diretor Edgar Wright retorna como produtor do desenho, juntando-se ao autor dos quadrinhos originais nos bastidores da produção. A adaptação é assinada pelo roteirista BenDavid Grabinski (“A Felicidade é de Matar”), a direção é de Abel Gongora (“Star Wars: Visions”) e a animação está a cargo do estúdio japonês Science SARU (“Devilman: Crybaby”). FRIEREN E A JORNADA AO ALÉM | CRUNCHYROLL Um dos animes mais elogiados de 2023, a produção começa onde normalmente as aventuras terminam, ao final de uma jornada heroica de um grupo responsável por destruir o Rei Demônio e todo o mal que ameaçava seu mundo. Eles se despedem sob uma chuva de meteoritos e Frieren, uma elfa praticamente imortal, promete voltar em 50 anos para que possam apreciar juntos novamente o fenômeno – que só acontece a cada meio século. Para ela, o tempo não passa e os dez anos de aventura que viveu com os antigos companheiros foram apenas um piscar de olhos em sua existência. Entretanto, ao reencontrar os velhos heróis, percebe que a jornada ao lado deles a humanizou, deixando-a com remorsos por não ter se dedicado a conhecer melhor os antigos companheiros humanos de batalha, a quem passou a admirar. Isto a faz tentar homenageá-los conforme morrem de velhice. O primeiro a falecer é Himmel, o maior herói do grupo e aquele a quem ela se sentia mais próxima. Mas o segundo, o padre Heiter, a faz passar vários anos a seu lado, ao enganá-la com um pedido irrecusável de traduzir um grimório com feitiços, ao mesmo tempo em que a convence a treinar na arte da magia uma menina órfã, que ele adotou. Prestes a morrer e com a menina já adolescente, Heiter demonstra que a jovem Fern tinha se tornado uma ótima discípula e poderia acompanhá-la dali em diante. A contragosto, a elfa introspectiva aceita a companhia, que aos poucos começa a fazê-la reparar como o tempo é importante para os humanos e não deve ser desperdiçado. As duas partem para encontrar o terceiro herói, um anão guerreiro chamado Eisen, que também indica seu discípulo, o jovem medroso Stark para acompanhá-las. A partir daí, os três embarcam rumo ao Norte, refazendo os passos da jornada heroica original, que durou uma década. Pelo caminho, encontram diversas estátuas de Himmel, velhos que se lembram da lenda dos heróis e antigas ameaças, mas também novos aliados – entre eles um jovem padre que aceita acompanhá-los. O objetivo de Frieren é viajar mais uma vez ao castelo do Rei Demônio, onde descansam as almas de todos os heróis, para assim reencontrar Himmel e lhe dizer tudo o que nunca disse. A série emocionante, que equilibra drama, desenvolvimento de personagens, magia e lutas contra monstros e demônios, também inclui diversos flashbacks para a aventura original de Frieren, Himmel, Heiter e Eisen. A trama é baseada num mangá do escritor Kanehito Yamada e do artista Tsukasa Abe, lançado em 2020 e até hoje publicado no Japão. A adaptação é de Tomohiro Suzuki (“One Punch Man”) e a direção de Keiichirō Saitō (“Sonny Boy”). Com episódios semanais, disponibilizados desde setembro, a atração segue até março de 2024. PLANETA DOS ABUTRES | HBO MAX A série sci-fi animada transporta o espectador para o planeta Vesta, onde sobreviventes de um desastre espacial encontram-se em um ambiente alienígena hostil. Os episódios narram uma jornada de sobrevivência humana em meio a esse mundo exótico e perigoso, habitado por uma variedade de criaturas e recursos naturais estranhos, desde máscaras respiratórias orgânicas até sacos bioluminescentes utilizados como tochas, que desafiam a linha entre o que é considerado fauna e flora, e representam um desafio aos astronautas, determinados a escapar de suas armadilhas. A ambientação e os detalhes biológicos de Vesta são pontos de destaque, com a arte caprichada e precisa criando um ambiente surreal, por vezes belo e por vezes brutal, repleto de predadores horripilantes e ecossistemas vívidos que desafiam a compreensão humana. A produção é extremamente visual e o apuro em sua concepção evoca a arte visionária do quadrinista francês Jean Giraud (1938-2012), mais conhecido como Moebius, em vez das influências tradicionais dos animes japoneses. Com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, a aventura espacial criada pelos novatos Joseph Bennett e Charles Huettner, a partir de um curta original, é considerada uma das melhores sci-fis do ano. O SAMURAI DE OLHOS AZUIS | NETFLIX O anime americano narra a história de Mizu, uma samurai de olhos azuis em uma missão de vingança durante o período Edo no Japão, um momento histórico marcado pelo isolacionismo do país. Ao enfrentar o preconceito por ser mestiça, Mizu (voz de Maya Erskine, de “Obi-Wan Kenobi”) assume a identidade de um samurai masculino, ocultando não apenas sua identidade de gênero, mas também a cor única de seus olhos com o uso de óculos coloridos. Sua jornada é motivada pela busca de vingança contra os quatro homens brancos que estavam no Japão no momento de seu nascimento, um dos quais ela acredita ser seu pai. Criada pelo casal Michael Green (roteirista de “Logan”) e Amber Noizumi, a atração apresenta um elenco de vozes primoroso, que inclui Kenneth Branagh (“A Noite das Bruxas”) como Abijah Fowler, um comerciante irlandês inescrupuloso, e Masi Oka (“Heroes”) como Ringo, um jovem samurai aspirante que se torna um aliado de Mizu. Enquanto avança em sua jornada, ela encontra outros personagens que desafiam as normas sociais, incluindo a princesa Akemi (Brenda Song, de “Dollface”) e o samurai Taigen (Darren Barnet, de “Eu Nunca…”), que tem sua lealdade testada quando cruza caminhos com Mizu. O estilo de animação é notável, misturando a tradicional arte japonesa com técnicas modernas de animação 3D, que proporcionam sequências de ação altamente estilizadas e uma representação visualmente rica do Japão feudal. A direção é de Jane Wu, que estreia na função após longa carreira na animação – inclusive no vencedor do Oscar “Homem-Aranha no Aranhaverso”. WHAT IF…? | DISNEY+ A série animada em que o Vigia (voz de Jeffrey Wright) explora o multiverso retorna com novas versões alternativas dos heróis dos quadrinhos em sua 2ª temporada. As histórias exploram o que aconteceria se… Nebulosa se juntasse à Tropa Nova, Peter Quill atacasse os heróis mais poderosos da Terra, Hela encontrasse os Dez Anéis, os Vingadores se reunissem em 1602 e outras possibilidades, com direito até a uma trama natalina, focada em Happy Hogan. Um dos atrativos da produção criada por AC Bradley é o envolvimento dos atores do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). Alguns dos principais personagens são dublados por seus intérpretes dos filmes live-action, como Karen Gillan (Nebulosa), Chris Hemsworth (Thor), Hayley Atwell (Peggy Carter), Cate Blanchett (Hela), Elizabeth Olsen (Wanda Maximoff), Kat Dennings (Darcy Lewis) e Jon Favreau (Happy Hogan). Mas alguns protagonistas tiveram suas vozes substituídas, como Viúva Negra (Lake Bell), Capitão América (Josh Keaton) e, claro, Pantera Negra (Atandwa Kani). São ao todo 9 capítulos, que foram disponibilizados diariamente até o dia 30 de dezembro. E em breve chegam mais, porque “What If…?” já se encontra renovada para seu terceiro ano de produção e ainda ganhará a companhia de uma série derivada, “Marvel Zombies” – ainda sem previsão de lançamento. HARLEY QUINN 4 | HBO MAX Mais insana, violenta e engraçada, a primeira série animada adulta da DC chega à sua 4ª temporada com Arlequina em uma nova jornada de autoconhecimento e heroísmo. Após salvar Gotham City de uma infestação de zumbis na temporada anterior, Harley finalmente se une à Bat-Família, composta por Batgirl, Asa Noturna e Robin. No entanto, a transição de vilã para heroína não é fácil, especialmente quando a regra número um da equipe é não matar, um instinto que Harley luta para conter. Enquanto isso, Hera Venenosa, namorada de Harley/Arlequina, assume o cargo de CEO da Legião do Mal, oferecido por Lex Luthor, e agora as duas se veem em lados opostos da divisão entre heróis e vilões, tentando manter suas vidas pessoais e profissionais separadas. A série continua a dar destaque ao romance entre as duas, caprichando nos momentos de carinho e apoio mútuo, enquanto elas tentam equilibrar suas novas carreiras e o relacionamento. A série é uma criação de Justin Halpern, Patrick Schumacker e Dean Lorey, produtores da subestimada comédia da DC “Powerless”, que foram substituídos por Sarah Peters (que já era produtora-roteirista da atração) como showrunner e produtora executiva nos novos episódios. Não houve explicações para a troca, mas a 3ª temporada criou polêmica com...
Último blockbuster de 2023, “Wonka” lidera bilheterias dos EUA
“Wonka” encerrou 2023 com forte desempenho nas bilheterias, reconquistando o 1º lugar no fim de semana prolongado de Ano Novo nos Estados Unidos e Canadá. A fantasia musical, que explora as origens do icônico fabricante de doces de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, arrecadou US$ 23,9 milhões nos três dias do fim de semana, com uma projeção de faturamento de US$ 31,8 milhões até segunda-feira (1/1) no feriado prolongado. O total doméstico acumulado é de US$ 142,5 milhões, enquanto no cenário global a produção da Warner impressiona com US$ 386,9 milhões, destacando-se como um dos maiores sucessos do ano. Com o lançamento de dois filmes no mesmo período, a Warner também jogou contra si mesma, criando uma inversão de posições, que chama atenção para a queda contrastante de “Aquaman 2: O Reino Perdido”. Após a estreia em 1º lugar na semana passada, o filme estrelado por Jason Momoa foi ultrapassado pelo lançamento anterior de “Wonka” (em cartaz há três fins de semana), ao faturar somente US$ 19,5 milhões, com US$ 26,3 milhões projetados até a segunda-feira. Seu total está em US$ 84,7 milhões domésticos e US$ 258 milhões mundiais – bem abaixo do primeiro “Aquaman”, que se tornou o filme mais bem-sucedido dos super-heróis da DC com US$ 1,1 bilhão de bilheteria em 2018. O 3º lugar foi ocupado por “Patos!”, que rendeu US$ 17,2 milhões no fim de semana e tem US$ 22,3 milhões projetados para o feriado prolongado. Com um total doméstico de US$ 59,4 milhões e US$ 100 milhões em bilheteria mundial em apenas dez dias, “Patos!” já se destaca como uma das animações mais bem-sucedidas da temporada. A produção da Illumination/Universal estreia no Brasil na quinta-feira (4/1) A versão musical de “A Cor Púrpura” ficou em 4º com US$ 13 milhões no fim de semana, possuindo um total projetado de US$ 17,7 milhões para o feriado. O filme soma US$ 50 milhões domésticos e ainda não teve lançamento internacional. A estreia no Brasil vai acontecer apenas em 8 de fevereiro. O Top 5 se completa com a comédia romântica “Todos Menos Você”, que fez US$ 9 milhões e possui expectativa de US$ 11,5 milhões no feriado prolongado, alcançando um total doméstico de US$ 27,6 milhões. O lançamento nacional está marcado para 25 de janeiro. Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | WONKA 2 | AQUAMAN 2: O REINO PERDIDO 3 | PATOS! 4 | A COR PÚRPURA 5 | TODOS MENOS VOCÊ
As 10 melhores séries lançadas em dezembro
Fãs de séries tiveram boas opções em dezembro. O Top 10 dos melhores lançamentos do período inclui atrações de detetive, fantasia, terror, aventura de época, comédia e super-heróis animados, além de uma biografia dramática nacional. A lista é uma forma de lembrar aos leitores os destaques em meio à avalanche de conteúdo das plataformas – já que alguns títulos podem passar batidos diante da quantidade de opções. Confira a seguir os novos hits e as principais descobertas do mês. E aproveite para incluir o que ainda não viu na fila do streaming. POKER FACE | UNIVERSAL+ A única série inédita da mais nova plataforma de streaming do país é a primeira atração televisiva criada por Rian Johnson, o cineasta de “Star Wars: Os Últimos Jedi” e “Entre Facas e Segredos”. Além de ter concebido a série, Johnson escreveu os roteiros, dirigiu os episódios e assina a produção, que é estrelada por Natasha Lyonne (de “Orange Is the New Black” e “Boneca Russa”) no papel de uma detetive particular excêntrica, chamada Charlie Cale. Ela está em fuga de um criminoso perigoso (Benjamin Bratt, de “Star”) e, a cada parada de sua jornada, depara-se com uma “galeria de personagens desonestos” diferente, sentindo-se compelida a corrigir injustiças quando seu superpoder secreto dispara – uma habilidade extraordinária de determinar se alguém está mentindo. O elenco grandioso de suspeitos, vítimas e testemunhas da 1ª temporada inclui Simon Helberg (em sua primeira série desde o final de “The Big Bang Theory”), Jameela Jamil (“Mulher-Hulk”), Joseph Gordon-Levitt (“Super Pumped: The Battle for Uber”), Chloë Sevigny (“Os Mortos Não Morrem”), Dascha Polanco (“Orange Is the New Black”), Lil Rel Howery (“Free Guy”), Adrien Brody (“A Crônica Francesa”), Stephanie Hsu (“Maravilhosa Sra. Maisel”), David Castañeda (“The Umbrella Academy”), Nicholas Cirillo (“Outer Banks”), Tim Meadows (“Os Goldbergs”), Niall Cunningham (“Life in Pieces”) e Ellen Barkin (“Animal Kingdom”). Sucesso de público e crítica nos EUA, a atração encontra-se renovada para a 2ª temporada. O DILEMA DE SUZY 2 | GLOBOPLAY Nas comédia inglesa, Billie Piper (a eterna Rose de “Doctor Who”) vive Suzy, uma subcelebridade que tem fotos íntimas comprometedoras vazadas nas redes sociais, desencadeando uma série de eventos tumultuados em sua vida pessoal e profissional – o que a torna uma pessoa bastante odiada no Reino Unido. Na 2ª e última temporada, Suzy sofre um novo colapso mental, entra num reality de dança e consegue se destacar, mas, mesmo diante do sucesso, logo percebe que muitas pessoas ainda nutrem um forte sentimento de ódio por ela. A série é criação da própria atriz em parceria com roteirista Lucy Prebble. As duas já tinham trabalhado juntas em “Diário Secreto de uma Garota de Programa” (2007–2011). Concebida como uma espécie de especial “anti-Natal”, a 2ª temporada é composta por apenas três episódios e rendeu indicação ao BAFTA (o Oscar e o Emmy britânico) de Melhor Atriz para Piper. REACHER 2 | PRIME VIDEO A 2ª temporada traz o fortão Jack Reacher lutando para proteger os membros de sua antiga unidade do Exército dos EUA, quando eles começam a ser caçados por um assassino. Baseado em “Má Sorte e Problemas”, o 11º livro da série best-seller de Lee Child, os novos episódios trazem o veterano investigador da polícia militar, interpretado por Alan Ritchson, recebendo a informação de que os membros do batalhão de Investigações Especiais, sua antiga unidade do Exército dos EUA, estão sendo misteriosa e brutalmente assassinados. Encerrando seu estilo de vida errante, Reacher volta a se reunir com três de seus ex-companheiros de equipe, vividos por Maria Sten (“Monstro do Pântano”), Serinda Swan (“Inumanos”) e Shaun Sipos (“Krypton”), para ligar os pontos em um mistério onde os riscos aumentam a cada passo e levantar questões sobre quem os traiu – e quem morrerá em seguida. O elenco também inclui Ferdinand Kingsley (“Silo”) como um mercenário conhecido como “fantasma”, Robert Patrick (“Pacificador”) como o chefe de segurança de uma empresa privada de defesa com histórico questionável, e Domenick Lombardozzi (“Tulsa King”) como um detetive durão da polícia de Nova York. A série foi desenvolvida por Nick Santora (criador de “Scorpion”) e ainda conta com a participação do cineasta Christopher McQuarrie, que dirigiu os filmes do personagem (estrelados por Tom Cruise), como produtor. PERCY JACKSON E OS OLIMPIANOS | DISNEY+ A franquia literária de Rick Riordan virou série após dois filmes decepcionantes na década passada. E desta vez acerta em cheio, ao contar com a supervisão do escritor, responsável por tornar a produção bastante fiel à sua obra. A trama gira em torno do personagem-título, um garoto de 12 anos que descobre ser um semideus, filho de um deus grego e de uma mãe humana. Percy Jackson é vivido por Walker Scobbell, revelação do filme “O Projeto Adam” (2022). Ambientada em Nova York, a série inicia com o protagonista enfrentando desafios típicos da adolescência – bullying, dislexia e TDAH – até perceber que consegue ver criaturas estranhas que outros não veem. A narrativa se desenrola rapidamente após um incidente na escola, quando Percy é atacado por sua professora que se transforma em uma Fúria. Ele é resgatado por um caneta mágica dada por outro professor, Sr. Brunner (Glynn Turman), que também não é quem parece ser, e acaba descobrindo que seu amigo Grover (Aryan Simhadri) é um sátiro encarregado de protegê-lo. Levado ao Acampamento Meio-Sangue, ele conhece outros filhos de deuses, incluindo Jason Mantzoukas como Dionísio, diretor do acampamento, e Annabeth (Leah Sava Jeffries), filha de Atena, que se torna uma importante aliada. A trama é impulsionada pela busca do raio de Zeus, levando Percy e seus amigos em uma jornada épica, repleta de desafios mitológicos e criaturas perigosas. Sob a direção de James Bobin (“Alice Através do Espelho”), a narrativa se destaca por oferecer uma visão realista das crianças, equilibrando a aventura com as inseguranças típicas da idade. A produção está a cargo de Jon Steinberg (“The Old Man”) e Riordan, e o elenco também conta com Megan Mullally (“Will & Grace”), Glynn Turman (“A Voz Suprema do Blues”), Jason Mantzoukas (“The Good Place”), Virginia Kull (“NOS4A2”), Timm Sharp (“Juntos Mas Separados”), Lin-Manuel Miranda (“Em um Bairro de Nova York”), Toby Stephens (“Perdidos no Espaço”) e o falecido Lance Reddick (“John Wick”). CIRURGIAS E ARTIMANHAS | STAR+ Produção australiana da Disney, a aventura de época traz Thomas Brodie-Sangster (da franquia “Maze Runner”) como Artful Dodger, o personagem criado pelo escritor Charles Dickens no clássico literário “Oliver Twist” (1838). Ele é um famoso batedor de carteiras e o líder da gangue de menores infratores das ruas de Londres. Mas na série, que se passa anos depois dos acontecimentos literários, ele se encontra na Austrália, onde assumiu seu nome real, Jack Dawkins, e se tornou um médico cirurgião respeitável. Apesar disso, ainda mantém alguns hábitos inadequados, como a jogatina, que lhe deixam endividado com pessoas perigosas. A situação se complica ainda mais com a chegada de Fagin, seu ex-mentor do crime, deportado para a Austrália. A presença do antigo vilão ameaça revelar o passado criminoso de Jack e desafia a nova vida que ele construiu. Mas também serve como catalisador para o desenvolvimento da trama, especialmente quando tenta persuadir o protagonista a retornar ao mundo do crime para solucionar seus problemas financeiros. Vale apontar que a interpretação de David Thewlis (da franquia “Harry Potter”) humaniza o personagem em relação à sua contraparte literária cruel. Para completar, ainda há possível interesse romântico em Lady Belle Fox (Maia Mitchell), a filha do governador, que sonha em se tornar médica. Apesar de ser uma profissão inadequada na época para uma mulher de sua posição social, Belle demonstra-se determinada e acaba envolvendo Jack em seus planos. Os criadores David Maher e David Taylor têm uma longa história de colaboração em séries australianas, como “The Code” (2014), “Bite Clube” (2018), “Bloom” (2019) e “Amazing Grace” (2021). Na produção, eles se juntaram ao analista de roteiros James McNamara, ex-executivo da Icon, para criar uma série que oferece uma visão moderna e renovada de personagens clássicos, explorando temas como moralidade e redenção, além da espetacularização das primeiras cirurgias, enquanto mantém uma atmosfera divertida e envolvente. A ORIGEM 2 | GLOBOPLAY A série de terror explora um tema recorrente no gênero: a cidadezinha da qual, uma vez que se entra, não se consegue mais sair. Alguns exemplos deste nicho incluem “Under the Dome”, adaptação de Stephen King, e “Wayward Pines”, produzida por M. Night Shyamalan. Criada por John Griffin, que antes disso só tinha escrito um episódio da nova versão de “Além da Imaginação” (The Twilight Zone), a trama acompanha uma família de férias que, ao optar por um atalho na estrada, vê-se presa num looping que a leva sempre à mesma cidadezinha em ruínas. Logo, fica claro que todos os moradores do local encontram-se presos naquele local. Enquanto os residentes mais antigos, liderados pelo xerife vivido por Harold Perrineau, lutam para manter o senso de normalidade e buscar uma saída, eles também enfrentam ameaças que vem da floresta circundante à noite. A 2ª temporada começa com a chegada de um novo grupo de pessoas a bordo de um ônibus, que acabam presas ao viajar pela estrada que leva à cidade. Além disso, túneis misteriosos são descobertos sob a cidade. A direção é do premiado Jack Bender (também de “Lost”), que também divide a produção com os irmãos Russo (diretores de “Vingadores: Ultimato”). Já o elenco ainda destaca Catalina Sandino Moreno (“The Affair”), Eion Bailey (“Band of Brothers”) e Hannah Cheramy (“Van Helsing”). BERLIM | NETFLIX O spin-off da série “La Casa de Papel” é um prólogo que acompanha Andrés de Fonollosa antes dele se tornar Berlim e, como os fãs sabem, morrer. Na trama, ele reúne uma gangue diferente para seguir outro plano infalível de assalto, desta vez envolvendo a “casa de leilões mais importante de Paris”. A produção foi desenvolvida pelo criador de “La Casa de Papel”, Álex Pina, em parceria com Esther Martínez Lobato, roteirista-produtora da série original. Além de Pedro Alonso, de volta ao papel do ladrão de joias hedonista, a atração também inclui Michelle Jenner (“Isabel”) como Keila, especialista em eletrônica, Tristán Ulloa (“Fariña”) como o confidente de Berlim e professor filantrópico Damián, Begoña Vargas (“Bem-vindos ao Éden”) como a instável Cameron, Julio Peña Fernández (“Através da Minha Janela”) como o dedicado Roi e o estreante Joel Sánchez como Bruce, um homem de ação implacável. Para completar, as atrizes Itziar Ituño e Najwa Nimri retornam à franquia como Raquel Murillo e Alicia Sierra, respectivamente, inspetoras que investigaram os assaltantes de “La Casa de Papel” e, conforme mostra a nova série, já perseguiam Berlim há algum tempo. BETINHO: NO FIO DA NAVALHA | GLOBOPLAY A minissérie retrata a luta do sociólogo e ativista Herbert de Souza, o Betinho, contra a fome e a miséria no Brasil. Numa militância permanente de uma existência inteira, Betinho superou uma doença crônica, a hemofilia, enfrentou tuberculose e foi contaminado com o HIV, mas sua obsessão pela vida o impulsionou a fundar o Ibase, responsável por estatísticas importantes na luta social, e o Ação da Cidadania, ONG dedicada ao combate a fome, que mudaram o Brasil. Sua trajetória exemplar foi inspiração para muitas iniciativas sociais, como o AfroReggae, fundado por José Júnior, criador da série, e chamou tanta atenção que acabou cantado por Elis Regina – ele é o “irmão do Henfil” na letra de “O Bêbedo e a Equilibrista”, que na época da canção estava exilado e impedido de voltar ao Brasil pela ditadura militar. Suas lutas se materializam na tela com interpretação de Júlio Andrade (“Sob Pressão”), acompanhado por Humberto Carrão (“Rota 66: A Polícia que Mata”) e Ravel Andrade (“Reality Z”), que é irmão de Julio na vida real, nos papéis dos irmãos de Betinho, o cartunista Henfil e o violonista Chico Mário. A mãe dos três é vivida por Marieta Severo (“A Grande Família”), na maturidade, e Silvia Buarque (“Reza a Lenda”), na juventude. O elenco também destaca Andréia Horta (“Elis”) no papel...
Estreias | “Berlim” e as novidades de streaming da semana
O Top 10 dos lançamentos de streaming da semana incluem 4 séries e 6 filmes. Os destaques episódicos são a primeira série derivada do fenômeno espanhol “La Casa de Papel” e o final de uma comédia britânica premiada, além de dois animes. Já os filmes trazem produções de comédia, drama, guerra, suspense e terror – 3 delas em VOD e 3 nas plataformas de assinatura. Confira os títulos a seguir. SÉRIES BERLIM | NETFLIX O spin-off de “La Casa de Papel” é um prólogo que acompanha Andrés de Fonollosa antes dele se tornar Berlim e, como os fãs sabem, morrer. Na trama, ele reúne uma gangue diferente para seguir outro plano infalível de assalto, desta vez envolvendo a “casa de leilões mais importante de Paris”. Desenvolvida pelo criador de “La Casa de Papel”, Álex Pina, em parceria com Esther Martínez Lobato, roteirista-produtora da série original, a produção deve atrair fãs da série original, mas muitas vezes parece uma versão inferior de “La Casa de Papel”. Além de Pedro Alonso, de volta ao papel do ladrão de joias hedonista, “Berlim” também inclui Michelle Jenner (“Isabel”) como Keila, especialista em eletrônica, Tristán Ulloa (“Fariña”) como o professor filantrópico Damián, Begoña Vargas (“Bem-vindos ao Éden”) como a instável Cameron, Julio Peña Fernández (“Através da Minha Janela”) como o dedicado Roi e o estreante Joel Sánchez como Bruce, um homem de ação implacável. Para completar, as atrizes Itziar Ituño e Najwa Nimri retornam à franquia como Raquel Murillo e Alicia Sierra, respectivamente, inspetoras que investigaram os assaltantes de “La Casa de Papel” e, conforme mostra a nova série, já perseguiam Berlim há algum tempo. O DILEMA DE SUZY 2 | GLOBOPLAY Nas comédia inglesa, Billie Piper (a eterna Rose de “Doctor Who”) vive Suzy, uma subcelebridade que tem fotos íntimas comprometedoras vazadas nas redes sociais, desencadeando uma série de eventos tumultuados em sua vida pessoal e profissional – o que a torna uma pessoa bastante odiada no Reino Unido. Na 2ª e última temporada, Suzy sofre um novo colapso mental, entra num reality de dança e consegue se destacar, mas, mesmo diante do sucesso, logo percebe que muitas pessoas ainda nutrem um forte sentimento de ódio por ela. A série é criação da própria atriz em parceria com roteirista Lucy Prebble. As duas já tinham trabalhado juntas em “Diário Secreto de uma Garota de Programa” (2007–2011). Concebida como uma espécie de especial “anti-Natal”, a 2ª temporada é composta por apenas três episódios e rendeu indicação ao BAFTA (o Oscar e o Emmy britânico) de Melhor Atriz para Piper. UNDEAD UNLUCK | STAR+ Baseado no mangá de Yoshifumi Tozuka, publicado no Japão desde 2020 – e no Brasil pela Panini – o anime acompanha dois parceiros bizarros num mundo repleto de “Negadores” – pessoas que, inexplicavelmente, negam alguma característica específica da humanidade. Os protagonistas são um homem que nega a morte (o “Undead”) e uma garota que nega a sorte (a “Unluck”). Nenhum dos dois está feliz com seus “poderes”. Andy, o Undead, só quer morrer de uma vez, cansado com a própria existência, enquanto Fuuko Izumo, a jovem Unluck, não suporta o fato de acabar com a sorte de todos que a tocam. Mas quando Fuuko se prepara para se matar, é impedida por Andy, que vê nela a chance de finalmente morrer. Ele a transforma em cobaia, buscando uma maneira de desencadear um golpe de Azar grande o suficiente para matá-lo de vez. No entanto, logo descobrem que uma organização secreta está lhes caçando, o que muda os planos drasticamente. A CONCIÉRGE POKÉMON | NETFLIX A primeira série exclusiva de Pokémon da Netflix apresenta Haru, uma funcionária recém-contratada para recepcionar pokémons num resort especializado. Nos episódios fofos, ela acaba ajudando e se tornando amiga de vários monstrinhos de bolso, mas principalmente de um Psyduck. Produzida pelo dwarf studios, a animação chama atenção principalmente por ser uma produção em stop-motion, com bonequinhos movimentados quadro a quadro para criar a ilusão de movimento. A direção é do curta-metragista Iku Ogawa e a atriz japonesa Non (“Three Sisters of Tenmasou”) dubla Haru. FILMES DINHEIRO FÁCIL VOD* A comédia conta a história real sobre como nerds manipularam o mercado de ações e ficaram ricos. O longa é dirigido por Craig Gillespie, conhecido pelo seu trabalho em “Eu, Tonya” (2017) e “Cruella” (2021), e mostra os absurdos por trás do esquema que causou um boom nas ações de uma empresa varejista. A trama acompanha Keith Gill (Paul Dano, de “Batman”), que dá início à polêmica história ao investir suas economias nas ações em queda da GameStop em 2021. Logo em seguida, ele compartilha sobre o investimento nas redes sociais e as postagens começam a viralizar. Conforme a popularidade do tópico aumenta, sua vida e a de todos que o seguem começam a ser afetadas. O que começa com uma dica de investimento se transforma em um gigantesco movimento onde todos enriquecem – até que os bilionários decidem revidar. A narrativa humorística explora as falhas do capitalismo, apresentando uma versão da clássica batalha entre Davi e Golias na era digital. Com um elenco estelar, incluindo Seth Rogen (“Pam e Tommy”) como o grande investidor que enfrenta problemas financeiros com a iniciativa dos nerds, e personagens carismáticos como o irmão desleixado de Gill, interpretado por Pete Davidson (“Morte, Morte, Morte”), a produção consegue entrelaçar humor e comentário social. Além disso, a trama é bem servida de personagens secundários, como a enfermeira vivida por America Ferrera (“Superstore”) e o caixa da GameStop interpretado por Anthony Ramos (“Transformers: O Despertar das Feras”), que trazem profundidade e humanidade à história, ressaltando o impacto coletivo do esquema de investimento. Para completar, referências culturais contemporâneas, como memes e danças do TikTok, enriquecem a narrativa. Por conta dessa estrutura e abordagem, “Dinheiro Fácil” tem sido comparado a “A Grande Aposta” (2015), outro filme que também desvenda o universo financeiro com humor, crítica e memes. Ambas as obras exploram a engenhosidade e a audácia de indivíduos incomuns no enfrentamento de gigantes financeiros, embora com tons e perspectivas distintas. Enquanto “A Grande Aposta” dissecou a crise financeira de 2008 com uma abordagem mais séria, “Dumb Money” adota uma postura mais leve ao retratar os eventos recentes da saga GameStop. Mas isso também torna o filme de Gillespie o “primo pobre” da obra de Adam McKay, vencedora do Oscar de Melhor Roteiro. NÃO ABRA! VOD* O filme de estreia do indiano Bishal Dutta chama atenção por ser um terror diferente, centrada numa adolescente índio-americana, que precisa se reconectar com suas raízes culturais para sobreviver, após se distanciar delas no ambiente predominantemente caucasiano de uma high school dos EUA. A trama ganha corpo quando uma amiga de infância de Samidha (Megan Suri) apresenta comportamento estranho relacionado a um pote de vidro que carrega, culminando em uma série de eventos sobrenaturais. O que há dentro do pote alimenta a trama: uma entidade demoníaca conhecida como Pishacha. De acordo com a mitologia hindu, este demônio se alimenta de energia negativa e carne humana. E é liberado após o pote ser quebrado. Dutta explora a temática da assimilação cultural e identidade numa narrativa que combina experiência de imigrante com terror sobrenatural. A mensagem é “não esqueça de onde você veio”, indicando que aqueles que se afastam de sua cultura nativa podem atrair ou até merecer tormentos de seus espíritos mitológicos antigos. Apesar do orçamento limitado, a obra consegue criar cenas inventivas e momentos de tensão, especialmente enquanto Pishacha é mais sugerido do que revelado. E mesmo ao cair nos clichês, não abandona sua premissa provocativa sobre a complexidade da identidade cultural e a necessidade de aceitação, que fazem de “Não Abra!” um filme que vai além do gênero de horror, tocando em questões socioculturais. THE LESSON VOD* O suspense britânico acompanha Liam Sommers (Daryl McCormack, de “Boa Sorte, Leo Grande”), um jovem escritor que vai parar na casa do renomado autor J.M. Sinclair, papel desempenhado por Richard E. Grant (“Saltburn”) e inspirado em J.D. Salinger (“O Apanhador no Campo de Centeio”). Supostamente aposentado e em luto pelo suicídio de seu filho, Sinclair é surpreendido pela chegada do jovem, contratado por sua esposa Hélène (Julie Delpy, de “Antes da Meia-Noite”) para tutorar o outro filho do casal, Bertie (Stephen McMillan, de “O Chef”), nos preparativos para o exame de admissão de Oxford. A trama se desenrola na propriedade campestre da família Sinclair, onde o jovem Liam descobre que o recluso autor está secretamente trabalhando em uma nova obra. A relação entre os dois se desenvolve sob a sombra da admiração e do mistério, com Liam tentando desvendar os segredos criativos do autor. Fascinado pelo escritor e sua obra, Liam começa a se envolver mais profundamente com os Sinclair, descobrindo verdades ocultas, enquanto Hélène começa a suspeitar da suas intenções. Primeiro longa da diretora Alice Troughton, conhecida por seu trabalho em séries de TV como “Doctor Who”, a produção é visualmente impressionante, utilizando bem as locações naturais da Alemanha, onde foi rodada. Para completar, o roteiro do estreante Alex MacKeith, embora não seja completamente original, é notável pelas suas referências literárias, musicais e cinematográficas, que se entrelaçam de maneira coesa à trama. The Lesson”, dirigido por Alice Troughton, é um thriller que narra a história de SISU – UMA HISTÓRIA DE DETERMINAÇÃO | HBO MAX Guerra, sangue e um bastardo inglório. O filme finlandês apresenta uma premissa à Tarantino que é, ao mesmo tempo, brutal e absurdamente divertida. A história se desenrola durante os últimos dias tumultuados da 2ª Guerra Mundial, colocando o ex-comando Aatami, apelidado de “o Imortal”, contra as tropas alemãs em retirada, que tiveram a infeliz ideia de roubar seu ouro, provocar seu cachorro e deixá-lo para morrer. Aatami, interpretado por Jorma Tommila (“Caçada ao Presidente”), exibe todas as características do título do filme, “Sisu”, uma palavra finlandesa que se traduz aproximadamente como coragem e determinação. A violência é gráfica e sangrenta, com Aatami transformando quase tudo em arma e a câmera sendo atingida por partes de corpo de nazistas explodidos. O elenco também apresenta Aksel Hennie (“O Paradoxo Cloverfield”) como um oficial implacável da SS nazista e Mimosa Willamo (“Deadwind”) como uma prisioneira, que se torna cada vez mais encorajada pela crescente contagem de mortes de Aatami. Por fim, o diretor responsável por desmembrar nazistas é Jalmari Helander, do cultuado terrir “Papai Noel das Cavernas” (2010). UMA FAMÍLIA EXTRAORDINÁRIA | PRIME VIDEO O drama estrelado por Kiernan Shipka (a Sabrina de “O Mundo Sombrio de Sabrina”) tem paralelos com o vencedor do Oscar “No Ritmo do Coração” (2021) ao mostrar uma complexa dinâmica familiar, em que uma jovem cuida de seus pais com deficiência mental. Entretanto, o diretor Matt Smukler revelou que a história foi inspirada por sua sobrinha e os pais dela, “e a forma como pude observá-los se entregarem ao amor mútuo”. O drama foca em Bea, interpretada por Shipka, enquanto ela enfrenta desafios da adolescência e, simultaneamente, cuida de seus pais neurodivergentes. É um enredo que dialoga com temas de amadurecimento rápido e lealdade familiar, tornando-se um ponto de reflexão sobre os múltiplos aspectos do crescimento. A pressão para Bea crescer vem de diversas frentes, incluindo um professor que a incentiva a focar em si mesma e um interesse amoroso que questiona seus motivos para cuidar de seus pais. Na trama, Bea tem de ponderar suas próprias necessidades contra as de sua família. O elenco inclui Samantha Hyde (“Atypical”) e Dash Mihok (“Ray Donovan”) como os pais, além de Charlie Plummer (“Quem É Você, Alasca?”), Alexandra Daddario (“As Bruxas Mayfair”), Jean Smart (“Hacks”), Brad Garrett (“Everybody Loves Raymond”), Jacki Weaver (“Yellostone”), Reid Scott (“Veep”) e a menina Ryan Kiera Armstrong (“Chamas da Vingança”) como a versão infantil de Bea. MEU CUNHADO É UM VAMPIRO | NETFLIX E suma nova comédia, Leandro Hassum (“Vizinhos”) interpreta Fernandinho, um pai de família que tem a vida transformada quando recebe a visita do cunhado Gregório (Rômulo Arantes Neto, de “Rio...
Só dois filmes faturaram mais de US$ 1 bilhão nos cinemas em 2023
2023 foi uma ano de poucos blockbusters em Hollywood. Apenas dois filmes faturam mais de US$ 1 bilhão nos cinemas e o Top 10 ainda teve outros dois que nem chegaram aos US$ 500 mil. Fãs de Martin Scorsese, que causou prejuízo com “Assassinos da Lua das Flores”, defendem que cinema é arte e os números não importam. Mas estúdios fecham, são vendidos e demitem milhares de pessoas por conta de balanços financeiros. A Warner Bros faturou a maior bilheteria do ano com o fenômeno “Barbie”, que além de render US$ 1,4 bilhão também foi indicado a vários prêmios no Globo de Ouro e Critics Choice Awards. Mas quem mais faturou foi a Universal Pictures, com o 2ª, 3ª e 5ª bilheterias de 2023, totalizando 2,9 bilhão. Os sucessos do estúdio foram “Super Mario Bros. – O Filme” (US$ 1,3 bilhão), “Oppenheimer” (US$ 952 milhões) e “Velozes e Furiosos 10” (US$ 704 milhões). Vale lembrar que Christopher Nolan, diretor de “Oppenheimer” era parceiro da Warner até o ano passado, quando rompeu com a empresa por discordar de sua estratégia de lançamentos simultâneos no cinema e no streaming durante a pandemia. Apesar da crise, três filmes de super-heróis aparecem no Top 10. Todos são focados em personagens da Marvel – a Warner amargou só fracassos com a DC. Mais bem colocado, “Guardiões da Galáxia Vol. 3” (US$ 845 milhões) ficou em 4º lugar. Produção da Sony, a animação “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso” (US$ 690 milhões) entrou em 6º lugar e “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania” (US$ 476 milhões) fecha a relação. Vale apontar que, mesmo tendo um de seus piores desempenhos neste século, a Disney emplacou quatro títulos no Top 5. Todos juntos somam US$ 2,5 bilhão – menos que “Vingadores: Ultimato” (US$ 2,7 bilhão) fez sozinho em 2019. Por fim, a Paramount teve apenas um hit em “Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 1” (US$ 567 milhões). Não por acaso, o estúdio e a Warner estariam discutindo uma fusão. Top 10 mundial Barbie (US$ 1,4 bilhão) Super Mario Bros. – O Filme (US$ 1,3 bilhão) Oppenheimer (US$ 952 milhões) Guardiões da Galáxia Vol. 3 (US$ 845 milhões) Velozes e Furiosos 10 (US$ 704 milhões) Homem-Aranha: Através do Aranhaverso (US$ 690 milhões) A Pequena Sereia (US$ 569 milhões) Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 1 (US$ 567 milhões) Elementos (US$ 495 milhões) Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania (US$ 476 milhões)
Estreias | Filme do Mamonas Assassinas chega aos cinemas
Dois filmes nacionais tem tratamento de blockbuster nesta quinta (28/12) após fracassos consecutivos do cinema americano no país. “Mamonas Assassinas – O Filme” e “Minha Irmã e Eu” chegam em cerca de mil salas do circuito nacional. Além deles, as estreias incluem um terror britânico e um drama francês. Confira os detalhes. MAMONAS ASSASSINAS – O FILME A cinebiografia conta a história da banda de Guarulhos que se tornou sensação nacional em meados anos 1990. Ela acompanha a vida dos Mamonas antes da fama, principalmente Dinho, as dificuldades no início da carreira e mostra como um conjunto fracassado de rock progressivo, chamado Utopia, se reinventa como uma banda comédia e se torna um fenômeno. Mamonas Assassinas acabou virando uma das bandas mais amadas do Brasil com sua alegria contagiante, mas sua trajetória foi curta, interrompida por um fim trágico – com a morte de todos os seus integrantes em um acidente aéreo na volta de um show, em 2 de março de 1996. Entretanto, quem não conhece direito a banda pode ter dificuldades em entender a trama, que é apresentada de forma episódica, sem um desenvolvimento narrativo coerente. Isso talvez se deva ao fato do projeto original ter sido concebido por Carlos Lombardi – autor de novelas como “Uga Uga” (2000) e Kubanacan (2004) – e escrito pelo repórter Carlos Amorim como uma minissérie da Record TV. O projeto acabou reconfigurado para as telas grandes com direção de Edson Spinello, que comandou as novelas “Apocalipse” (2017) e “Rei Davi” (2012), e faz sua estreia no cinema. Entretanto, a impressão é que faltam “capítulos” na história. A Record deve exibir a versão com todos os episódios ainda em 2024. O que a produção tem de positivo é a energia do elenco, composto por atores desconhecidos do grande público, mas com grande experiência em musicais, que entregam performances melhores que o próprio filme. Ruy Brissac, que interpreta o vocalista Dinho, repete o papel que viveu no teatro em “Mamonas, o Musical”, e que lhe rendeu o prêmio Bibi Ferreira de Ator Revelação. Adriano Tunes, que vive o baixista Samuel Reoli, é humorista e já trabalhou no programa “Dedé e o Comando Maluco”, do SBT, além de musicais como o da apresentadora Hebe Camargo. Robson Lima, que interpreta o tecladista Júlio Rasec, também é ator de teatro e trabalhou em “Yank – O Musical”. Rhener Freitas, que tem o papel do baixista Sérgio Reoli, trabalhou na série “Bia”, do Disney Channel. Já o guitarrista Bento quase foi vivido pelo cantor e apresentador Yudi Tamashiro, que acabou substituído por Alberto Hinomoto, sobrinho do personagem real. Alberto, que tinha 17 anos durante a produção, filmou com a mesma guitarra que pertenceu a seu tio, usada por ele nos shows da banda. As filmagens marcam sua estreia nas telas. Outro nome que estreia como atriz na produção é a famosa tiktoker Fernanda “Fefe” Schneider, intérprete de Valéria Zoppello, a namorada de Dinho, que perdeu seu companheiro quando tinha apenas 24 anos. Fernanda é um fenômeno no TikTok e acumula mais de 16 milhões de seguidores na plataforma. Para completar, os pais de Dinho são interpretados por Guta Ruiz, que já esteve no filme “Gostosas, Lindas e Sexies”, e Jarbas Homem de Mello, marido de Cláudia Raia e ator de “Roque Santeiro – O Musical”. MINHA IRMÃ E EU Ingrid Guimarães e Tatá Werneck vivem duas irmãs que se odeiam sem deixar de se amar em seu novo encontro cinematográfico. Amigas de longa data, as duas já dividiram a tela em “De Pernas pro Ar 2” (2012), “Loucas para Casar” (2015) e “TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva” (2017). Desta vez, elas vivem as irmãs Mirian (Ingrid) e Mirelly (Tatá), que nasceram em Rio Verde, Goiás, mas seguiram caminhos opostos na vida. Mirian nunca saiu de sua cidade e se acostumou à rotina pacata do interior. Já Mirelly partiu cedo para o Rio de Janeiro e toda a família acompanha pelas redes sociais seu sucesso, sempre rodeada de amigos famosos. O que os familiares não sabem é que é tudo fake. Na verdade, ela vive com as contas atrasadas e passa muito perrengue fazendo bicos e cuidando dos animais de estimação de celebridades, como a cantora IZA e o casal de atores Lázaro Ramos e Taís Araújo (que interpretam a si mesmos na produção), que ela mente que são seus amigos. Acreditando na mentira, Mirian decide que sua mãe (Arlete Salles) passará a morar com a irmã rica. A situação gera uma grande discussão e o caos culmina com o desaparecimento da mãe das duas, que a partir daí têm que deixar de lado as diferenças e se unir para procurá-la. “Minha Irmã e Eu” é o terceiro filme com “Minha” no título da diretora Susana Garcia, após “Minha Vida em Marte” e o blockbuster “Minha Mãe é uma Peça 3”. Explorando a dinâmica de opostos das irmãs, a comédia de apelo popular é uma das mais divertidas a chegar aos cinemas em 2023. O SENHOR DO CAOS O terror folk britânico acompanha Rebecca Holland, interpretada por Tuppence Middleton (“Sombras da Guerra”), uma pregadora cristã que se muda para a cidadezinha de Burrow com a filha Grace e é recebida com curiosidade pela comunidade local, cujas crenças ainda mantém tradições pagãs. Uma dessas tradições é um festival agrícola, que acaba escolhendo Grace como o “Anjo da Colheita”. Entretanto, a menina desaparece misteriosamente durante o evento, levando a protagonista a uma busca angustiante, que revela segredos sombrios sobre o local e seu líder. A atmosfera do filme é impulsionada pelas performances marcantes, especialmente a de Ralph Ineson (“A Bruxa”), que vive o líder carismático e ameaçador da comunidade. As descobertas da protagonista sobre a natureza da cidade e o misterioso festival proporcionam reviravoltas na trama, mantendo o suspense. Com roteiro de Tom Deville (de “A Maldição da Floresta”) e direção de William Brent Bell (de “A Órfã 2: A Origem”), o filme segue alguns padrões do terror pagão rural, estabelecidos no clássico “O Homem de Palha” (1973), mas também oferece surpresas e uma cinematografia marcante, que enfatiza a beleza natural do cenário campestre, capaz de se apresentar tanto de forma idílica quanto inquietante. PARE COM SUAS MENTIRAS Adaptação cinematográfica do romance autobiográfico de Philippe Besson, o drama gira em torno de Stéphane Belcourt (interpretado por Guillaume de Tonquédec, de “Qual É o Nome do Bebê”), um autor famoso que retorna, após 35 anos, à sua cidade natal na região francesa de Cognac. O motivo de seu retorno é um convite para um evento, mas suas verdadeiras intenções são reencontrar seu passado romântico, e ao chegar estabelece uma conexão com Lucas (Victor Belmondo, neto do icônico Jean-Paul Belmondo), filho de seu primeiro amor perdido. A narrativa se alterna entre o presente e flashbacks do jovem Stéphane, um estudante desajeitado do último ano do ensino médio, interpretado por Jérémy Gillet, e sua relação com Thomas Andrieu (Julien De Saint Jean), um aluno popular. A história explora a intensidade do primeiro amor e as repercussões de um romance secreto e envergonhado. Apresentado com duas narrativas paralelas – a do Stéphane adulto, celebridade local em Cognac, e a de seu eu jovem em 1984 – , o filme investiga as ramificações da fascinação do protagonista por outro jovem, às vezes beirando o sentimentalismo. A obra guarda semelhanças com “Verão de 85” de François Ozon, ambas adaptações de romances que lidam com o romance gay masculino às vésperas da crise da AIDS, e ambas apaixonadas por um amante que anda de moto. A dor de um tempo desperdiçado e de um amor perdido é um tema familiar no cinema queer, mas o filme de Olivier Peyon (“O Filho Uruguaio”) também oferece uma reflexão comovente sobre o amor adolescente.
Bilheteria | “Aquaman 2” lidera no Brasil com um terço da arrecadação do primeiro filme
“Aquaman 2: O Reino Perdido” liderou a bilheteria em sua estreia nos cinemas brasileiros, durante o fim de semana do Natal. Entretanto, assim como aconteceu nos EUA, a arrecadação ficou muito abaixo do esperado. O último filme da antiga DC Films arrecadou R$ 11,6 milhões e foi assistido por 527 mil pessoas em cinco dias, entre quinta-feira e segunda (25/12), segundo dados inéditos da Comscore. O primeiro “Aquaman”, lançado em 2018, estreou com público de aproximadamente 1,7 milhão de espectadores em quatro dias. Ou seja, mais que o triplo de espectadores e com um dia a menos nos cinemas. A arrecadação da época foi de R$ 31 milhões. O 2º lugar da semana ficou com “Renaissance: Um Filme de Beyoncé”, após a visita surpresa da cantora americana à Bahia. Documentário sobre a recente turnê de Beyoncé por países da Europa e estados dos EUA, foi visto por 131 mil pessoas e faturou R$ 4,78 milhões. “Wonka” fecha o pódio. Em sua terceira semana de exibição, faturou R$ 3,49 milhões e foi a opção de 165 mil espectadores. Uma surpresa brasileira Vale apontar que a comédia brasileira “Minha Irmã e Eu” apareceu em sétimo do ranking, com receita de R$ 245 mil, antes da estreia oficial, marcada para esta quinta (28/12). As sessões de pré-estreia do filme estrelado por Tatá Werneck e Ingrid Guimarães lotaram, inclusive de celebridades. As bilheterias somaram R$ 22,7 milhões no fim de semana, enquanto o público total atingiu 952 mil pessoas.
Estreia de “Aquaman 2” é uma das piores bilheterias da DC
“Aquaman 2: O Reino Perdido” estreou no topo das bilheterias dos Estados Unidos e Canadá no fim de semana, mas seu desempenho foi um dos piores já registrados para um filme de super-herói da DC. Entre sexta-feira (22/12) e este domingo (24/12), a produção da Warner Bros. arrecadou modestos US$ 28,1 milhões. Segundo a consultoria Comscore, o filme pode terminar o feriado de Natal, na segunda (25/12, com US$ 40 milhões na América do Norte. Vale lembrar que ele teve orçamento superior a US$ 200 milhões, sem contar as despesas de divulgação e publicidade. Em termos de comparação, o primeiro “Aquaman” estreou com US$ 67 milhões em 2018 e saiu de cartaz com uma bilheteria de US$ 1,1 bilhão em todo o mundo. Além da baixa bilheteria, a sequência enfrenta críticas muito negativas, resultando em apenas 36% de aprovação na média das resenhas avaliadas pelo portal Rotten Tomatoes. O problema não é só de “Aquaman 2”. Todos os lançamentos da DC fracassaram em 2023. Desde que James Gunn e Peter Safran anunciaram o fim do universo concebido por Zack Snyder e um novo começo a partir de 2025, as estreias do estúdio ficaram abaixo das expectativas: “The Flash” fez US$ 55 milhões; “Shazam! Fúria dos Deuses”, US$ 30 milhões; e “Besouro Azul”, US$ 25 milhões. Neste contexto, “Aquaman 2” representa realmente o fim de uma era. Menos promovido que outros lançamentos de super-heróis e com baixa expectativa de sucesso, nem parece a continuação de um blockbuster. Além disso, seu fracasso também alimenta a teoria da fadiga dos super-heróis, mostrando que até os fanboys mais fervorosos estão cansados do gênero. Os filmes do Top 5 A Warner arriscou alto com o lançamento no Natal, que acabou prejudicando outro filme do estúdio. Líder da semana passada, “Wonka” caiu para o 2º lugar com US$ 17,7 milhões na América do Norte. Em 10 dias em cartaz, o prólogo de “A Fantástica Fábrica de Chocolate” arrecadou US$ 83,5 milhões no mercado interno e cerca de US$ 255 milhões em todo o mundo até o momento. O resto do Top 5 foi marcado por estreias. Em 3º lugar ficou “Patos!”, nova animação da Illumination/Universal, que fez US$ 12,3 milhões em 3.708 cinemas norte-americanos no fim de semana. É um começo modesto para uma animação original, mas o filme, que acompanha a migração de uma família de patos, gerou críticas positivas (69% no Rotten Tomatoes) e obteve nota “A” no CinemaScore, a avaliação do público na saída do cinema, o que é um bom presságio para sua permanência em cartaz durante as férias. A estreia no Brasil vai acontecer na próxima semana, no dia 4 de janeiro. A comédia romântica “Todos Menos Você” abriu em 4º lugar, com uma estimativa de US$ 6,2 milhões em 3.055 cinemas. A produção estrelada por Sydney Sweeney (“Euphoria”) e Glen Powell (“Top Gun: Maverick”) foi considerada medíocre pela crítica (47% no Rotten Tomatoes) e ganhou um B+ no CinemaScore. A exibição no Brasil está marcada para 25 de janeiro. O drama de lutas “Garra de Ferro”, estrelado por Zac Efron (“Baywatch”), decepcionou em 6º lugar com US$ 5 milhões, atrás da produção indiana “Salaar”, thriller de ação que ficou em 5º com US$ 5,4 milhões. “Garra de Ferro” estreia só em 15 de fevereiro no Brasil, enquanto “Salaar” não tem previsão de lançamento. Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | AQUAMAN 2: O REINO PERDIDO 2 | WONKA 3 | PATOS! 4 | TODOS MENOS VOCÊ 5 | SALAAR
Estreias | Percy Jackson, Rebel Moon, Maestro, Resistência e as novidades do streaming
Os 10 destaques da semana em streaming reúnem uma oferta reduzida de séries. São apenas três indicações, incluindo o esperado lançamento de “Percy Jackson e os Olimpianos” e a volta de “What If…?”. Com sete títulos, a seleção de cinema oferece mais variedade, com superproduções sci-fi, a maior bilheteria nacional do ano, o documentário recordista de Taylor Swift e filmes que devem aparecer no Oscar 2024. Confira a seleção de novidades: SÉRIES PERCY JACKSON E OS OLIMPIANOS | DISNEY+ A franquia literária de Rick Riordan vira série após dois filmes decepcionantes na década passada. Mas desta vez acerta em cheio, ao contar com a supervisão do escritor, responsável por tornar a produção bastante fiel à sua obra. A trama gira em torno do personagem-título, um garoto de 12 anos que descobre ser um semideus, filho de um deus grego e de uma mãe humana. Percy Jackson é vivido por Walker Scobbell, revelação do filme “O Projeto Adam” (2022). Ambientada em Nova York, a série inicia com o protagonista enfrentando desafios típicos da adolescência – bullying, dislexia e TDAH – até perceber que consegue ver criaturas estranhas que outros não veem. A narrativa se desenrola rapidamente após um incidente na escola, quando Percy é atacado por sua professora que se transforma em uma Fúria. Ele é resgatado por um caneta mágica dada por outro professor, Sr. Brunner (Glynn Turman), que também não é quem parece ser, e acaba descobrindo que seu amigo Grover (Aryan Simhadri) é um sátiro encarregado de protegê-lo. Levado ao Acampamento Meio-Sangue, ele conhece outros filhos de deuses, incluindo Jason Mantzoukas como Dionísio, diretor do acampamento, e Annabeth (Leah Sava Jeffries), filha de Atena, que se torna uma importante aliada. A trama é impulsionada pela busca do raio de Zeus, levando Percy e seus amigos em uma jornada épica, repleta de desafios mitológicos e criaturas perigosas. Sob a direção de James Bobin (“Alice Através do Espelho”), a narrativa se destaca por oferecer uma visão realista das crianças, equilibrando a aventura com as inseguranças típicas da idade. A produção está a cargo de Jon Steinberg (“The Old Man”) e Riordan, e o elenco também conta com Megan Mullally (“Will & Grace”), Glynn Turman (“A Voz Suprema do Blues”), Jason Mantzoukas (“The Good Place”), Virginia Kull (“NOS4A2”), Timm Sharp (“Juntos Mas Separados”), Lin-Manuel Miranda (“Em um Bairro de Nova York”), Toby Stephens (“Perdidos no Espaço”) e o falecido Lance Reddick (“John Wick”). A CRIATURA DE GYEONGSEONG | NETFLIX mbientada na primavera de 1945, na cidade de Gyeongseong, a nova série sobrenatural reúne dois dos maiores astros da Coreia do Sul, Park Seo-joon (em cartaz em “As Marvels”) e Han So-hee (“My Name”), que se unem pela primeira vez num mesmo projeto. Ele interpreta o homem mais rico de Gyeongseong e proprietário de uma casa de penhores, enquanto ela vive uma detetive famosa por sua capacidade de rastrear qualquer pessoa, até mesmo os mortos. Ambos se cruzam na investigação de casos de desaparecidos, que leva ao hospital onde estranhas experiências são criadas em laboratório. Mas uma vez no interior da instituição, os dois precisão lutar para sobreviver ao se depararem com uma criatura “nascida da ganância humana”. Escrita por Kang Eun-kyung (“Dr. Romântico”) e dirigida por Jeong Dong-yun (“Tudo Bem Não Ser Normal”), a atração combina ação, melodrama e terror, e também traz em seu elenco Wi Ha-joon (“Round 6”), Claudia Kim (“A Torre Negra”), Kim Hae-sook (“A Criada”), Jo Han-chul (“Alerta Vermelho”) e Ji Woo (“Estranhos Íntimos”). Dividida em duas partes, a série conclui com uma segunda leva de episódios em 5 de janeiro. WHAT IF…? | DISNEY+ A série animada em que o Vigia (voz de Jeffrey Wright) explora o multiverso retorna com novas versões alternativas dos heróis dos quadrinhos em sua 2ª temporada. As histórias exploram o que aconteceria se… Nebulosa se juntasse à Tropa Nova, Peter Quill atacasse os heróis mais poderosos da Terra, Hela encontrasse os Dez Anéis, os Vingadores se reunissem em 1602 e outras possibilidades, com direito até a uma trama natalina, focada em Happy Hogan. Um dos atrativos da produção criada por AC Bradley é o envolvimento dos atores do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). Alguns dos principais personagens são dublados por seus intérpretes dos filmes live-action, como Karen Gillan (Nebulosa) Hayley Atwell (Peggy Carter), Cate Blanchett (Hela), Elizabeth Olsen (Wanda Maximoff), Kat Dennings (Darcy Lewis) e Jon Favreau (Happy Hogan). Mas alguns protagonistas tiveram suas vozes substituídas, como Viúva Negra (Lake Bell), Capitão América (Josh Keaton) e, claro, Pantera Negra (que não teve seu intérprete revelado até o momento). São ao todo 9 capítulos, disponibilizados diariamente até o dia 30 de dezembro. E em breve chegam mais, porque “What If…?” já se encontra renovada para seu terceiro ano de produção e ainda ganhará a companhia de uma série derivada, “Marvel Zombies” – ainda sem previsão de lançamento. FILMES SALTBURN | PRIME VIDEO Escrito e dirigido pela vencedora do Oscar Emerald Fennell (“Bela Vingança”), o thriller aristo-gótico mergulha nas complexidades e prazeres ocultos das classes altas da Inglaterra. Situado entre os ambientes elitistas da Universidade de Oxford e a propriedade que dá nome ao filme, a narrativa segue Oliver Quick (interpretado por Barry Keoghan, de “Eternos”), um estudante bolsista de Oxford, que se encontra em um mundo de privilégios e riqueza após ser convidado a passar o verão na mansão de campo Saltburn, propriedade da família de um colega de aula carismático e rico, Felix Catton (Jacob Elordi). Este cenário pitoresco se torna o palco para uma série de eventos que desencadeiam obsessão, ressentimento e vingança. A história de “Saltburn” é uma viagem através da consciência de classe, envolvendo o espectador em uma sátira vívida de “Brideshead Revisited”, com referências à cultura pop dos anos 2000. Oliver entra neste mundo de riqueza e influência, fascinado e ao mesmo tempo deslocado. Ele rapidamente se torna o favorito de Felix, o que gera tensão e inveja entre os outros membros da elite. A estadia em Saltburn revela segredos e verdades ocultas sobre a família Catton, enquanto ele luta para manter sua identidade e moralidade em meio a um ambiente de indulgência e extravagância. Barry Keoghan oferece uma atuação marcante, com um desempenho que equilibra inocência e astúcia. Seu relacionamento com Felix é o coração da trama, explorando temas de obsessão, desejo e manipulação. A cinematografia de Linus Sandgren e a direção de arte de Suzie Davies criam um visual deslumbrante que complementa a narrativa, enquanto performances de destaque de Rosamund Pike (“A Roda do Tempo”), Richard E. Grant (“Loki”) e outros adicionam profundidade e humor ao filme. “Saltburn” se estabelece como uma análise astuta e estilizada das dinâmicas de poder e divisões sociais, marcando mais um sucesso na carreira de Fennell. MAESTRO | NETFLIX Bradley Cooper volta ao mundo da música após o sucesso de “Nasce uma Estrela”, em seu segundo filme como diretor. Desta vez, porém, a trama é biográfica, debruçando-se sobre a figura complexa de Leonard Bernstein, um renomado compositor e maestro americano – mais conhecido pelos brasileiros como o autor da trilha do musical “Amor, Sublime Amor”. Também intérprete do protagonista (com um notável nariz postiço), Cooper opta por uma abordagem não linear, contando a história de Bernstein através de uma série de vinhetas que cobrem diferentes períodos de sua vida. Outro aspecto distintivo da estrutura narrativa é o uso criativo da cor. As cenas iniciais são apresentadas em preto e branco, evocando a estética de fotografias antigas e filmes clássicos, o que confere às imagens um ar nostálgico e histórico. À medida que a história avança, o filme introduz cores, sinalizando mudanças temporais e emocionais na vida de Bernstein. Essa transição é usada de maneira eficaz para destacar a evolução dos personagens e dos tempos. O drama começa com Bernstein em seus anos finais, refletindo sobre sua vida e carreira, o que permite que o filme mergulhe em flashbacks de momentos cruciais de sua trajetória. Essas cenas, que vão desde sua estreia surpreendente na Filarmônica de Nova York até os problemas de seu casamento com Felicia Montealegre, facilitam a exploração tanto dos triunfos quanto dos desafios enfrentados pelo maestro e compositor. Boa parte do enredo se concentra na relação de Bernstein com sua esposa (interpretada por Carey Mulligan, de “Bela Vingança”), que abrange várias décadas, revelando as nuances de um relacionamento marcado pela admiração mútua, mas também por obstáculos decorrentes da sexualidade do compositor e de sua natureza artística expansiva. Mulligan entrega uma performance notável, capturando a evolução da personagem ao longo dos anos. Além disso, o filme utiliza a música para ilustrar os momentos pessoais intensos do protagonista, integrando performances musicais ao enredo de forma orgânica para celebrar a genialidade musical de Bernstein. ACAMPAMENTO DE TEATRO | STAR+ A comédia maluca sobre teatro infantil se passa num acampamento de verão onde monitores criativos, apaixonados e um pouco desequilibrados se juntam durante as férias escolares para ensinar teatro a uma nova turma de crianças. Porém, quando a fundadora do acampamento entra em coma, seu filho desinformado e pretensioso decide entrar em ação para salvar o local da falência, mesmo sem saber nada sobre teatro. Trabalhando em conjunto com os monitores do acampamento e professores excêntricos, ele lança uma missão desafiadora: criar uma peça de teatro genial em apenas três semanas com crianças completamente inexperientes. O filme é baseado num curta de 2020 da atriz Molly Gordon (“O Urso”) e do diretor de clipes Nick Lieberman, casal que faz sua estreia como cineastas na versão ampliada da trama. Além de escrever e dirigir com o namorado, Molly Gordon também estrela “Theater Camp” junto com Jimmy Tatro (“Economia Doméstica”), Ben Platt (“Querido Evan Hansen”), Ayo Edebiri (“O Urso”), Noah Galvin (“The Good Doctor”) e Amy Sedaris (“Ghosted: Sem Resposta”). O elenco e os diretores venceram um prêmio especial (Melhor Conjunto) no Festival de Sundance, durante sua première em janeiro passado, ocasião em que o filme foi coberto de elogios pela crítica e atingiu 86% de aprovação no agregador Rotten Tomatoes. RESISTÊNCIA | STAR+ A nova sci-fi de Gareth Edwards, diretor de “Godzilla” (2014) e “Rogue One: Uma História Star Wars” (2016), é um thriller de ação passado num futuro distópico, marcado pela guerra entre a humanidade e a inteligência artificial (IA). Com efeitos visuais de ponta, o longa se passa após um atentado que fez os EUA banirem todas as IA e acompanha o agente militar Joshua, interpretado por John David Washington (“Tenet”), em uma missão de invasão na Nova Ásia, região onde as IAs ainda são legais, para caçar e matar o Criador, arquiteto elusivo de uma IA avançada com o poder de encerrar as guerras e a própria humanidade. Só que a arma que ele recebeu instruções para eliminar é, na verdade, uma IA com forma de criança. Diante da descoberta – e de alguma reflexão – , ele surpreende ao mudar de lado, enfrentando desafios arriscados para proteger a jovem androide daqueles que querem destruí-la. A obra foi muito elogiada por sua abordagem ambiciosa num gênero frequentemente dominado por sequências e remakes. A narrativa não explora apenas a guerra entre humanos e IA, mas também mergulha em questões éticas e filosóficas, o que rendeu comparações a obras icônicas de ficção científica. De fato, a trama lembra vários outros filmes, evocando desde produções sobre a Guerra do Vietnã (como “Apocalypse Now”) até sci-fis sobre IAs (“IA”) e androides (“Blade Runner”). O roteiro original foi escrito por Edwards e Chris Weitz (também de “Rogue One”) e o elenco ainda conta com Gemma Chan (“Eternos”), Ken Watanabe (“A Origem”), Sturgill Simpson (“Dog: A Aventura de Uma Vida”), Allison Janney (vencedora do Oscar por “Eu, Tonya”) e a atriz mirim estreante Madeleine Yuna Voyles. REBEL MOON – PARTE 1: A MENINA DE FOGO | NETFLIX Zack Snyder, um diretor cujo trabalho frequentemente divide opiniões, conseguiu unanimidade com seu novo longa. A crítica internacional odiou de forma unificada – a aprovação é de apenas 25% no Rotten...
Estreias | Aquaman, Beyoncé e os Três Mosqueteiros chegam aos cinemas
O lançamento de “Aquaman 2: O Reino Perdido” ocupa a maioria dos cinemas nesta semana, numa última tentativa de fazer os títulos da DC renderem nas bilheterias, antes do reboot completo previsto para 2025. O documentário da turnê de Beyoncé e a nova aventura dos Três Mosqueteiros completam a programação comercial, com exibição em cerca de 200 cinemas. Confira abaixo os detalhes destes filmes e das estreias em circuito limitado. AQUAMAN 2: O REINO PERDIDO A sequência de “Aquaman” (2018), maior sucesso da DC no cinema, representa um momento decisivo no cinema de super-heróis, marcando o fim do DCEU, o universo DC criado em torno da visão de Zack Snyder. Com Jason Momoa reprisando seu papel como Aquaman, a produção se afasta do que funcionou no primeiro filme para evocar produções clássicos de “animigos”, numa mistura de ação e humor. No centro da narrativa está a aliança entre Aquaman e seu meio-irmão Orm, interpretado por Patrick Wilson, inimigos declarados no primeiro filme, que se unem contra um terceiro inimigo comum: o Manta Negra, vivido por Yahya Abdul-Mateen II. Manta busca vingança, armado com um tridente místico e uma substância tóxica ameaçadora. Para impedi-lo, os irmãos embarcam numa jornada que desafia suas habilidades e convicções, enquanto tentam proteger não só Atlantis, mas também o mundo da superfície. O enredo também aborda aspectos familiares de Aquaman, incluindo seu papel como pai. O elenco é complementado por Temuera Morrison, Dolph Lundgren, Nicole Kidman, Amber Heard e Randall Park, mantendo uma continuidade com o filme anterior. Dirigido novamente por James Wan, o filme economizou no acabamento dos efeitos visuais, ao estrear em um momento de transição para a DC, com James Gunn e Peter Safran direcionando a franquia para um novo começo. Não por acaso, foca em uma narrativa própria, evitando referências diretas às tramas anteriores do universo DC – participações de dois Batman diferentes foram filmadas e abandonadas. Mesmo assim, não consegue evitar os sinais de esgotamento da fórmula tradicional. Lançado em um contexto de saturação do gênero de super-heróis, representa realmente o fim de uma era. Menos promovido que outros lançamentos de super-heróis e com baixa expectativa de sucesso, nem parece a continuação de um blockbuster de US$ 1,1 bilhão. OS TRÊS MOSQUETEIROS: MILADY Sequência do sucesso “Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan”, lançado há oito meses nos cinemas, a nova adaptação do diretor francês Martin Bourboulon transforma os personagens clássicos de Alexandre Dumas numa das franquias de ação mais empolgantes de 2023. A trama continua a ação diretamente do final dramático do primeiro filme, aprofundando-se nas aventuras dos famosos heróis de capa e espada, e de seus complexos antagonistas. Vilã da história, Eva Green (“O Lar das Crianças Peculiares”) brilha no papel de Milady, uma nobre astuta cuja habilidade para seduzir, lutar e conspirar a coloca no centro da trama. Enquanto D’Artagnan (François Civil) se enreda no charme de Milady, que causa caos e testa lealdades, os mosqueteiros Athos (Vincent Cassel), Porthos (Pio Marmaï) e Aramis (Romain Duris) são enviados para combater os protestantes em La Rochelle, sob ordens do Rei Luís XIII (Louis Garrel). A trama se desenrola em um cenário de guerra e estratégia, onde as alianças são tão voláteis quanto as espadas são afiadas. Com uma cinematografia que capta de forma magistral as paisagens rurais e os cenários de batalha da França do século 17, o filme consegue mesclar com habilidade os elementos de ação, drama e comédia, equilibrando lutas de espada com momentos de humor. O resultado é uma celebração do gênero de aventura como há muito não se via, proporcionando uma experiência cinematográfica à moda antiga, só que com o ritmo alucinante das produções mais modernas. RENAISSANCE – UM FILME DE BEYONCÉ Exploração cinematográfica do mais recente tour de Beyoncé Knowles-Carter, que não passou pelo Brasil, o documentário combina performances ao vivo com momentos intimistas dos bastidores. A turnê mundial, realizada de maio a outubro, destacou-se por transformar grandes estádios em espetáculos deslumbrantes de música e dança. A produção é focada no álbum “Renaissance” de 2022, um tributo à cultura das discotecas e sua capacidade de levar, especialmente as comunidades marginalizadas, a um estado de libertação. O filme, dirigido pela própria Beyoncé, oferece uma visão detalhada sobre a execução desse projeto visionário, prestando homenagem ao legado da cultura underground dançante. Na tela, Beyoncé exibe um leque de facetas artísticas, transitando entre deusa radiante e ícone queer, enquanto se mantém fiel à sua autenticidade. O documentário inclui o registro de seu 42º aniversário, com Diana Ross liderando uma serenata no palco, e explora a jornada de artista em busca da excelência absoluta, mostrando sua dedicação minuciosa aos detalhes. O filme vai além de um mero registro de concertos, apresentando ensaios com dançarinos, momentos familiares com Jay-Z e seus filhos, e visitas ao bairro de infância da cantora em Houston. A produção ainda ressalta a importância de cada membro da equipe, desde motoristas a estilistas, e revela detalhes sobre o palco e as inovações tecnológicas utilizadas na turnê. O conceito proporciona uma experiência imersiva, equilibrando íntimos momentos familiares com a grandiosidade dos shows de Beyoncé. Apresentando uma mistura de entrevistas, cenas de bastidores e performances, a obra revela a complexidade e o impacto humano por trás de uma das turnês mais notáveis da música pop atual. A MENINA SILENCIOSA Primeiro filme irlandês indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional, a produção é um drama de amadurecimento falado em gaélico irlandês, que capta a complexidade da infância e a luta por amor e aceitação. Passado na Irlanda rural dos anos 1980, o filme gira em torno de Cáit, uma menina de nove anos interpretada por Catherine Clinch. Vivendo em uma casa lotada onde é negligenciada pelos pais e irmãos, Cáit é enviada para morar com os parentes distantes de sua mãe, Eibhlín e Seán, em uma fazenda ainda mais isolada. Esta mudança de ambiente permite que a criança, antes retraída e esquecida, comece a florescer sob os cuidados atenciosos de Eibhlín, vivida por Carrie Crowley, e a aceitação gradual de Seán, interpretado por Andrew Bennett. Como indica o título, o primeiro longa de ficção do documentarista Colm Bairéad destaca-se por sua narrativa contida e sutil, onde as emoções são expressas mais por gestos e olhares do que por diálogos. Bairéad, que também é responsável pelo roteiro – adaptado da novela “Foster”, de Claire Keegan – , explora com habilidade a relação entre o silêncio e a comunicação, levando o espectador a compreender profundamente os personagens sem a necessidade de palavras explícitas. Além disso, a performance de Clinch, em seu primeiro papel no cinema, é notavelmente expressiva, transmitindo a jornada interior de Cáit com uma maturidade além de sua idade. A cinematografia, que captura a beleza do campo irlandês, complementa o retrato tocante da busca da protagonista por um lugar onde possa pertencer e ser amada, além de ilustrar como esse lugar pode afetar vidas. PROPRIEDADE Suspense em um contexto de tensão social, o filme brasileiro acompanha Teresa (interpretada por Malu Galli, de “Desalma”), cuja vida se transforma após um assalto traumático. Buscando tranquilidade, seu marido a leva para a fazenda da família em um carro blindado. Lá, eles enfrentam uma revolta dos trabalhadores, que reagem à perda iminente de seus empregos. A situação se agrava quando Teresa fica isolada dentro do veículo blindado, enquanto os trabalhadores se revoltam contra a decisão de transformar a fazenda em um resort. O início do filme, marcado por uma cena violenta gravada em vídeo de celular, estabelece o tom e aprofunda o trauma de Teresa. Este evento define seu caráter e suas ações subsequentes. O diretor Daniel Bandeira (“Amigos de Risco”) explora a dinâmica entre Teresa e os trabalhadores da fazenda, destacando a crescente desesperança e a espiral de violência. Os trabalhadores, embora retratados em sua maioria como um grupo enfurecido, também têm seus momentos de dor e aspirações por um futuro melhor. A produção é eficaz como um thriller de sobrevivência, criando cenas de tensão e desconforto, especialmente em torno do carro blindado, que se torna tanto um refúgio quanto uma prisão para Teresa. Entretanto, ao tentar equilibrar a narrativa com drama de classe, acaba oscilando entre os dois lados do conflito sem desenvolver completamente a complexidade moral proposta. Mesmo assim, é boa a intenção de Bandeira ao criar um filme de gênero que desafia o espectador a contemplar as nuances da luta de classes e suas implicações em uma sociedade fragmentada.
Bilheteria | “Wonka” é filme mais visto nos EUA
A estreia de “Wonka”, prólogo do clássico “A Fantástica Fábrica de Chocolate” estrelado por Timothée Chalamet, superou expectativas com arrecadação de US$ 39 milhões nos Estados Unidos e Canadá. Mas o desempenho foi ainda mais promissor no cenário internacional, com US$ 53,6 milhões em 77 mercados, ultrapassando clássicos familiares como “Paddington” (2014) e musicais como “O Rei do Show” (2017) e “O Retorno de Mary Poppins” (2018). Com um lançamento antecipado na semana passada em alguns países (inclusive no Brasil), o total mundial do filme já está em US$ 151,4 milhões. Este início é encorajador para um musical, um gênero que tem enfrentado dificuldades nos últimos tempos. Produzido pela Warner Bros. e com direção de Paul King, conhecido por “Paddington”, “Wonka” é a história de origem do confeiteiro mágico Willy Wonka, anteriormente interpretado por Gene Wilder e Johnny Depp em “A Fantástica Fábrica de Chocolate” de 1971 e em seu remake de 2005. O público adorou, atribuindo a “Wonka” uma nota A- no CinemaScore, pesquisa feita com a plateia na saída dos cinemas, enquanto a nota da crítica ficou em 84% no site Rotten Tomatoes. Feliz com o desempenho de “Wonka”, a Warner vai, ironicamente, colocar o sucesso do filme em risco no próximo fim de semana, com o lançamento do filme de super-herói da DC “Aquaman 2: O Reino Perdido” para disputar a venda de ingressos. O resto do Top 5 O 2º lugar nas bilheterias do fim de semana na América do Norte foi ocupado por “Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes”, que arrecadou US$ 5,8 milhões em sua quinta semana de exibição. Com essa performance, o filme elevou seu total doméstico para US$ 145,2 milhões e, globalmente, superou os US$ 300 milhões. Isto significa que o longa orçado em US$ 100 milhões recuperou o investimento de produção e começou a zerar as despesas de cópias e publicidade (P&A). A produtora Lionsgate já deve estar pensando em como materializar uma continuação. Em 3º lugar ficou o anime japonês “O Menino e a Garça” (The Boy and the Heron), que arrecadou mais US$ 5,2 milhões para chegar num total doméstico de US$ 23,1 milhões e US$ 109,8 milhões mundiais. Outro filme japonês, “Godzilla Minus One”, ficou em 4º lugar com uma receita adicional de US$ 4,5 milhões para um total doméstico de US$ 34,2 milhões e US$ 64 milhões mundiais. A animação “Trolls 3: Juntos Novamente” completa o Top 5, com US$ 4 milhões. O desenho da DreamWorks Animation faturou US$ 88,6 milhões na América do Norte e US$ 183,1 milhões em todo o mundo o mundo. Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | WONKA 2 | JOGOS VORAZES: A CANTIGA DOS PÁSSAROS E DAS SERPENTES 3 | O MENINO E A GRAÇA 4 | GODZILLA MINUS ONE 5 | TROLLS 3: JUNTOS NOVAMENTE
Estreias | Cinemas recebem novos filmes de Godzilla e Larissa Manoela
Com uma programação bastante variada, os cinemas recebem em circuito amplo “Godzilla Minus One”, considerado o melhor filme de monstro gigante do século, “Tá Escrito”, a nova comédia estrelada por Larissa Manoela, e o terror “A Maldição do Queen Mary”. As estreias ainda incluem produções de arte, títulos natalinos, uma animação russa e até outro terror em circuito alternativo. O destaque entre os lançamentos com distribuição limitada é “A Sociedade da Neve”, drama sobre uma famosa tragédia aérea que vitimou um time uruguaio de rugbi nos Andes – e que chega em breve na Netflix. Confira a lista completa. GODZILLA MINUS ONE Celebrando o 70º aniversário do icônico kaiju japonês, o estúdio Toho retoma a abordagem sombria e introspectiva, resgatando o Godzilla assustador e poderoso dos primeiros lançamentos. A produção japonesa se destaca pelas sequências de ação bem coreografadas e efeitos visuais impressionantes, apesar de seu orçamento relativamente modesto. Além disso, sua trama também revive os elementos que inspiraram o surgimento da franquia, como a obliteração de Hiroshima e Nagazaki por bombas atômicas no fim da 2ª Guerra Mundial. O caos criado por Godzilla era originalmente uma metáfora para a devastação da guerra e as armas nucleares. Não por acaso, a trama é ambientada em 1946 e segue Koichi Shikishima (interpretado por Ryunosuke Kamiki), um piloto kamikaze desonrado. Após falhar em sua missão suicida, Koichi enfrenta o monstro icônico, que ameaça destruir Ginza e Tóquio. O filme explora a culpa do sobrevivente e sua busca por redenção, enquanto tenta reunir um grupo para combater o monstro gigante. A ação combina cenas emocionantes de ação com melodrama patriótico, capturando com eficácia o sofrimento e a resiliência dos personagens em meio à devastação pós-guerra. A história é intensificada por essa carga emocional, tornando cada confronto com o kaiju não apenas um espetáculo visual, mas também um momento de catarse coletiva. Com isso, a obra não se limita a ser um simples filme de monstro, mas se torna uma exploração da psique japonesa no pós-guerra, uma celebração da resistência humana e da capacidade de superar adversidades inimagináveis. O cineasta Takashi Yamazaki é considerado um gênio dos efeitos visuais, tendo trabalho no game “Onimusha 3” (2003), na adaptação live-action do anime cult “Patrulha Estelar” (2010) e no filme anterior do monstro, “Shin Godzilla” (2016). Como diretor, ele é mais conhecido por assinar animações, como “Friends: Aventura na Ilha dos Monstros” (2011), “Lupin III: O Primeiro” (2019) e os dois “Stand by Me Doraemon” (2014 e 2020) TÁ ESCRITO O novo filme de Larissa Manoela faz uma mescla de comédia romântica e fantasia. A atriz dá vida à Alice, uma jovem leonina que, ao contrário de seu signo, se sente insegura e detesta ser o centro das atenções. Ela se frustra por viver com a mãe (Karine Teles), uma virginiana obcecada por organização, e com o irmão espertinho (Kevin Vechiatto). Seu maior sonho é conquistar o primeiro emprego e ir morar com o namorado (André Luiz Frambach, noivo de Larissa na vida real), porém a relação vai por água abaixo devido aos planos profissionais do garoto. A jovem vai culpar todos os astros por conta dos desafios, até que, contra todas as probabilidades, recebe uma oportunidade para abordar astrologia em um podcast. As mudanças continuam quando ela recebe um livro em branco com instruções mágicas, que tem o poder de tornar realidade qualquer previsão astrológica escrita em suas páginas. A narrativa segue Alice enquanto ela tenta usar o livro para beneficiar a si mesma e aos outros, afetando assim a vida das pessoas de acordo com seus signos do zodíaco e causando uma série de eventos imprevistos. Apesar de contar com performances carismáticas, especialmente de Larissa Manoela, “Tá Escrito” acaba reduzido a uma abordagem simplista e cheia de clichês. Concebido como uma tentativa de transmitir uma mensagem sobre a individualidade para além dos signos astrológicos, o enredo na verdade acaba reforçando estereótipos. A direção é de Matheus Souza (“A Última Festa”) e o roteiro foi concebido por Thuany Parente (“Apocalipse”) e Mariana Zatz (“Turma da Mônica: Lições”). A SOCIEDADE DA NEVE O drama de sobrevivência do cineasta espanhol J.A. Bayona é uma recriação dramática do desastre aéreo envolvendo o voo 571 da Força Aérea Uruguaia em 1972. Este evento, que se tornou conhecido como “Milagre dos Andes” e “Sobreviventes dos Andes”, envolveu a queda de um avião na cordilheira chilena, transportando uma equipe uruguaia de rúgbi, com seus amigos e familiares. Baseada no livro de 2009 do jornalista uruguaio Pablo Vierci, a produção oferece uma narrativa autêntica, destacando a resiliência humana e a realidade angustiante do canibalismo enfrentado pelos sobreviventes. O elenco, composto por atores latino-americanos relativamente desconhecidos, adiciona realismo à história, capturando as dificuldades da situação extrema vivida pelos personagens. A produção contou com filmagens em locações reais, nas próprias montanhas dos Andes e na Serra Nevada, na Espanha. A história é principalmente narrada por Numa Turcatti (Enzo Vogrincic), um estudante de direito, que originalmente optou por não participar da viagem. A narrativa alterna entre os eventos anteriores ao acidente, destacando o espírito jovial da equipe de rúgbi de Old Christians, e os momentos após a queda, com cenas intensas do acidente e dos esforços para sobrevivência em condições extremas. A representação do acidente é marcada por realismo e tensão, seguida pela luta contínua pela sobrevivência dos personagens, culminando em uma dramática caminhada de 10 dias para a segurança realizada por Nando Parrado (Agustín Pardella) e Roberto Canessa (Matías Recalt). Repleto de momentos emocionantes, o longa também destaca a cinematografia de Pedro Luque e a trilha sonora de Michael Giacchino, que contribuem para a atmosfera de tensão e desespero. Os 96% de aprovação no Rotten Tomatoes confirmam que se trata da melhor versão cinematográfica da tragédia, que já foi filmada anteriormente numa produção mexicana dos anos 1970 e no drama hollywoodiano “Vivos”, de 1993. Além disso, os fatos reais servem de clara inspiração para a série “Yellowjackets”, atual sucesso da Paramount+. QUEM FIZER GANHA A comédia sobre futebol de Taika Waititi (“Thor: Amor e Trovão”) é baseada em eventos reais recentes, mas parece ter sido concebida como cópia de produções antigas da Disney. A trama se concentra na impressionante jornada de recuperação da equipe nacional de futebol de Samoa Americana após sofrer a pior derrota da história de uma eliminatória da Copa do Mundo, perdendo por 31 a 0 para a Austrália em 2001. Para se reerguer, a equipe recruta Thomas Rongen, um experiente técnico holandês-americano, interpretado por Michael Fassbender (“X-Men: Fênix Negra”), na esperança de se qualificar para a próxima Copa do Mundo. A trama se desenrola em duas linhas do tempo, uma no passado, durante os eventos da derrota histórica, e outra no presente, onde Rongen tenta reabilitar a equipe e se redimir de seus próprios problemas pessoais. Além de Fassbender, o elenco inclui Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”) como Gail, ex-esposa de Rongen e membro do conselho da FIFA, e Oscar Kightley (“A Incrível Aventura de Rick Baker”) como Tavita, o chefe da federação de futebol de Samoa Americana, que serve como guia cultural para Thomas. O filme também apresenta a revelação Kaimana em um papel significativo como Jaiyah Saelua, uma jogadora trans e não binária que se torna um elemento central para a redenção de Rongen. A história mistura elementos de comédia com o formato clássico de filmes sobre equipes de azarões esportivos, como “Jamaica Abaixo de Zero” (1993) e “Nós Somos os Campeões” (1992), incluindo todas as convenções do gênero, da transformação do treinador ao longo dos jogos à superação de adversidades pela equipe. Com uma abordagem que oscila entre a seriedade e o humor, o longa falha em capturar o espírito inspirador do esporte e também em ser uma comédia divertida. A MALDIÇÃO DO QUEEN MARY O Queen Mary é um navio de travessia oceânica construído na década de 1930, que agora se encontra permanentemente ancorado em Long Beach, Califórnia, e tem a fama de ser a embarcação mais assombrada de todos os tempos. O filme se vale das lendas urbanas para contar uma história dividida em duas linhas do tempo distintas: uma em 1938, envolvendo um assassinato, e outra no presente, com uma família atraída pela história sobrenatural do navio. O filme intercala habilmente essas duas épocas, criando um enredo que, apesar de seu tempo de duração prolongado, oferece momentos dramáticos significativos. No passado, uma família de vigaristas, incluindo David Ratch (Wil Coban), sua esposa Gwen (Nell Hudson) e sua filha Jackie (Florrie Wilkinson), tenta se infiltrar na sala de jantar de primeira classe do navio. A situação leva a uma série de eventos trágicos, quando espíritos possuem o homem para cometer assassinatos brutais a bordo. No presente, a escritora Anne (Alice Eve), seu filho de oito anos Lukas (Lenny Rush) e seu namorado intermitente Patrick (Joel Fry) visitam o Queen Mary. Anne está lá para propor uma nova maneira de tornar o navio acessível ao público, usando justamente sua fama sobrenatural. Entretanto, o pequeno Lukas começa a explorar o navio e inadvertidamente se envolve com os aspectos sinistros do Queen Mary. Ele descobre que o navio não é apenas uma peça histórica, mas também abriga segredos obscuros e espíritos inquietos, fazendo a narrativa se entrelaçar com a história de 1938. O filme é dirigido por Gary Shore, que fez sucesso com outro terror: “Drácula: A História Nunca Contada” (2014). O MALVADO – HORROR NO NATAL A paródia de fábula infantil reinventa de maneira sinistra o clássico personagem Grinch, criação literária de Dr. Seuss, que já foi interpretado por Jim Carrey no cinema (“O Grinch”, 2000). O filme se passa na cidade de Newville, onde o Grinch (David Howard Thornton sob a maquiagem) aterroriza os moradores com sua aversão profunda ao Natal. Ao invés de simplesmente roubar presentes, ele comete atos de violência extrema contra quem celebra a festividade. O enredo central gira em torno de uma garota cujos pais foram assassinados pelo Grinch. Voltando para Newville após 20 anos, Cindy (Krystle Martin) busca vingança. O enredo explora sua jornada emocional de enfrentar o trauma e lidar com a perda, enquanto tenta por fim à ameaça do monstro assassino. Essa jornada também inclui personagens típicos de filmes de terror, incluindo um policial atrapalhado e um excêntrico morador local. Apesar de ser uma paródia, “O Malvado” adota um tom sério com toques de humor sombrio. Entretanto, suas cenas de violência e assassinatos, em vez de serem empolgantes ou criativas, mostram-se genéricas e pouco inspiradas, com uso excessivo de CGI, que deixa as mortes artificiais. Combinado com atuações amadoras, o resultado é um filme trash, que não consegue satisfazer nem como comédia nem como terror. A direção é de Steven LaMorte (“Bury Me Twice”). UMA CARTA PARA O PAPAI NOEL O filme de Natal mostra o Papai Noel americano (que vive na neve do Polo Norte) numa aventura no Brasil. Na história infantil, o bom velhinho, interpretado por José Rubens Chachá (“O Rei da TV”), se sente desanimado por só ser lembrado durante o Natal. Até ser inspirado por uma carta inquisitiva de um garoto chamado Jonas, que questiona por que algumas crianças, como as da “casa de acolhimento” onde ele vive, não recebem presentes. Decido a investigar o mistério, Noel e sua assistente Tata (Polly Marinho) viajam até o Rio Grande do Sul, em busca de descobrir o que acontece no local, ao mesmo tempo em que constroem uma conexão emocional com os jovens do orfanato. Dirigido por Gustavo Spolidoro (“Ainda Orangotangos”), o longa testou mais de 400 crianças para compor o grupo de protagonistas e coadjuvantes, em filmagens que ocorreram em locações de Porto Alegre e Viamão e ainda contaram com o uso do velho chroma-key para simular os efeitos visuais do mundo de Papai Noel. Vale destacar ainda a trilha sonora com a participação de Fernanda Takai e Arthur de Faria. A VIAGEM ENCANTADA A animação russa mistura elementos do famoso balé “O Quebra-Nozes” de Tchaikovsky e a ópera “A...
Bilheteria | “Wonka” estreia em 1º lugar no Brasil
A estreia de “Wonka”, prólogo de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, foi o filme mais visto no Brasil durante o fim de semana. O musical estrelado por Timothée Chalamet foi assistido por 482 mil pessoas entre quinta-feira e domingo (10/12) e arrecadou R$ 10,36 milhões segundo dados da consultoria Comscore. O pódio ainda contou com “Napoleão”, que faturou R$ 2,66 milhões e foi visto por 97 mil espectadores, seguido por “Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes” com renda de R$ 2,51 milhões e público de 114 mil pessoas. As estreias do thriller nacional “O Sequestro do Voo 375” e o terror “Feriado Sangrento” completaram o Top 5, arrecadando R$ 1,7 milhão e R$ 1,6 milhão em seus primeiros quatro dias em cartaz. Vale apontar ainda que o filme brasileiro “Ó Paí Ó 2” conseguiu se manter no Top 10, em 8º lugar, em sua terceira semana de exibição. Ao todo, os cinemas brasileiros receberam 987 mil pessoas no fim de semana e faturaram R$ 21,7 milhões com a venda de ingressos, numa recuperação diante do desempenho da semana anterior, quando o mercado reportou o pior público do ano.











