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    Semana tem estreia de seis filmes brasileiros nos cinemas

    9 de novembro de 2017 /

    A programação de estreias desta quinta (9/11) inclui nada menos que seis longas brasileiros, inclusive o lançamento mais amplo da semana, a comédia “Gosto se Discute”. Entretanto, a maioria tem distribuição limitada. Duas produções nacionais, o drama “Vazante” e o documentário “No Intenso Agora”, foram exibidos no Festival de Berlim deste ano. Mas os filmes de maior prestígio são o documentário americano “Uma Verdade Mais Inconveniente”, que abriu o Festival de Sundance, e a produção indie “Borg vs McEnroe”, abertura do Festival de Toronto. Confira abaixo todos os lançamentos e clique nos títulos para assistir aos trailers. “Gosto Se Discute” não é só o maior lançamento, mas o único título destinado ao grande circuito nesta semana. A direção é André Pellenz, responsável pelos blockbusters nacionais “Minha Mãe é uma Peça: O Filme” (2013) e “Detetives do Prédio Azul: O Filme” (2017). Contudo, desta vez há poucas chances de vir novo fenômeno. Estrelado por Cassio Gabus Mendes (“Confissões de Adolescente”, minissérie “Justiça”) e a youtuber Kéfera Buchmann (“É Fada”), a trama gira em torno do chef de um restaurante, que precisa lidar com o interesse inesperado da sócia financeira no negócio. Pouco empolgante, a narrativa não se define entre história dramática e o tom caricato das esquetes do “Zorra Total”. “Vazante”, primeiro filme solo de Daniela Thomas, tem proposta oposta. Rodado em preto e branco e voltado ao circuito de arte, acabou gerando polêmica no Festival de Brasília por seu retrato da escravidão, ao mostrar escravos subjugados e conformados como pano de fundo de sua história. Mas o filme é sobre gênero e não raça, e seu retrato da época é correto. Passado no Brasil de 1821, o drama denuncia a opressão do patriarcado, contando a história de uma menina (a estreante Luana Nastas) que é obrigada a casar com um homem muito mais velho (o português Adriano Carvalho), antes mesmo de sua primeira menstruação. E enquanto espera que ela vire moça, o fazendeiro estupra repetidamente uma de suas escravas (Jai Baptista, também estreante, mas premiada em Brasília). Grande destaque da obra, a fotografia belíssima remete às gravuras de Jean-Baptiste Debret. Os outros quatro filmes brasileiros da programação são documentários. O mais badalado é “No Intenso Agora”, de João Moreira Salles, que abriu o festival É Tudo Verdade deste ano. A obra foi feita a partir de fragmentos de filmes caseiros que a mãe do diretor fez durante uma viagem à China em 1966, no auge da Revolução Cultural. O material rodado na China soma-se a imagens de eventos de 1968 na França, na Tchecoslováquia e no Brasil, buscando uma síntese da contestação política que tomou conta da juventude da época. “Aqualoucos” lembra a trupe de atletas-palhaços que ficou famosa por fazer comédia em meio a saltos em piscinas, a 10 metros de altura. Entre os anos de 1950 e 1980, eles atraíam milhares de pessoas ao Clube Tietê nos finais de semana, quando apresentavam suas esquetes e exibiam suas habilidades em saltos perigosos. “Olhando para as Estrelas” acompanha bailarinas cegas. E “Para Além da Curva da Estrada” registra o cotidiano de caminhoneiros. Mas o documentário mais importante é o americano “Uma Verdade Mais Inconveniente”, que mostra como a situação do meio-ambiente se deteriorou nos últimos dez anos, desde o lançamento de “Uma Verdade Inconveniente”, que venceu o Oscar em 2007. Novamente conduzido pelo ex-vice-presidente dos EUA Al Gore, o longa inclui declarações de Donald Trump desdenhando o aquecimento global e retrata o atual presidente americano como supervilão ambiental, enfatizando o perigo que ele representa para o mundo. Com o fim da Mostra de São Paulo, o circuito volta a receber estreias europeias. Assim, o melhor filme da semana é uma coprodução escandinava (de estúdios da Suécia, Dinamarca e Finlândia). “Borg vs McEnroe” aborda uma das rivalidades mais famosas do esporte, entre o tenista americano John McEnroe e o sueco Bjorn Borg, e centra-se na final do torneio de Wimbledon de 1980, considerada uma das melhores partidas de tênis de todos os tempos. A diferença de personalidade entre os rivais ajudou a transformar o jogo num drama humano. O tenista sueco, então com 24 anos, era um cabeludo calmo e centrado, enquanto McEnroe, à época com 21 anos, era visto como o bad boy do tênis, sempre prestes a explodir, jogar sua raquete longe e gritar com os árbitros. O ator sueco Sverrir Gudnason (“O Círculo”) tem o papel de Borg e uma semelhança impressionante com o verdadeiro tenista. Mas quem rouba a cena é Shia LaBeouf (“Ninfomaníaca”) como McEnroe. Muitos apostaram num renascimento na carreira do ator, que contrariou o prognóstico após o filme passar em Toronto, quando voltou a ser preso por bebedeira. A direção é do dinamarquês Janus Metz Pedersen (documentário “Armadillo”), que estreou nos EUA dirigindo um episódio da série “True Detective” no ano passado. “O Outro Lado da Esperança” também é uma produção nórdica. Trata-se de segunda tragicomédia consecutiva do finlandês Aki Kaurismäki a tratar da imigração na Europa, após “O Porto” (2011), desta vez focando num refugiado desempregado e sem teto, que conta com a ajuda do dono de um restaurante para reiniciar sua vida na Finlândia. A temática humanista ajudou o filme a conquistar o Urso de Prata de Melhor Direção no Festival de Berlim. Já a comédia francesa “Um Perfil para Dois” é um besteirol romântico, que mistura a trama clássica de “Cyrano de Bergerac” com namoro online. Além de não ser original, a premissa do diretor-roteirista Stéphane Robelin (“E se Vivêssemos Todos Juntos?”) embute um incômodo, ao achar engraçado que um senhor de 75 anos (Pierre Richard, de “Perdidos em Paris”) procure seduzir mulheres com idade para ser suas netas. Por fim, o circuito ainda estreia o drama argentino “Invisível”, segundo longa de Pablo Giorgelli (após o premiado “Las Acacias”), que trata de gravidez adolescente e aborto. Na trama, uma garota de 17 anos engravida do chefe, mais velho e casado, e precisa considerar seu futuro num país onde o aborto é proibido e toda a atividade relacionada à interrupção de gravidez acontece de forma clandestina. O tema se torna especialmente relevante diante dos avanços de políticos evangélicos, que pretendem mudar a lei de aborto no Brasil, proibindo-o mesmo nos casos hoje considerados legais – risco de morte da gestante, gestação resultante de estupro e fetos malformados.

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  • Filme

    Estreias: Feriadão sem blockbuster destaca filmes indies e drama brasileiro premiado em Cannes

    2 de novembro de 2017 /

    Quase uma dúzia de estreias chegam aos cinemas neste feriadão, mas nenhum blockbuster. A grande ironia é que os lançamentos com maior distribuição desta vez são europeus, enquanto os títulos de qualidade vem dos Estados Unidos e do Brasil: duas produções indies que devem marcar presença na temporada de premiações americanas do fim de ano e um dos melhores dramas brasileiros de 2017. Clique nos títulos dos filmes abaixo para ver os trailers de todas as estreias. O filme que chega em mais salas nesta quinta-feira (2/11) é uma animação genérica belga, “Big Pai, Big Filho”, sobre um adolescente que descobre que seu pai é o Pé Grande. A premissa vira uma aventura de animais falantes com direção dos responsáveis pelas “Aventuras de Sammy” (2010), o “Procurando Nemo” com tartarugas da Bélgica, usando os mesmos softwares já superados de computação gráfica. “A Noiva” é o terceiro terror russo de Svyatoslav Podgayevsky, que já tem mais três encaminhados. Nenhum deles agradou à crítica internacional, mas este vai ganhar remake americano graças à temática macabra, que explora um costume antigo de países da Europa Oriental: fotografias de mortos para os álbuns de recordações das famílias, com as pálpebras pintadas para simular olhos abertos. A tradição sinistra é evocada quando uma jovem viaja com o noivo para conhecer a família dele, e se vê numa cerimônia ritualística de casamento. O único susto do lançamento, porém, é que não saiu direto em DVD ou streaming. O feriado de Finados oferece até uma combinação de animação para crianças com tema de terror. Como o título sugere, “Historietas Assombradas – O Filme” é uma produção brasileira derivada da TV. Trata-se da versão de cinema da série “Historietas Assombradas para Crianças Malcriadas”, do Cartoon Network, por sua vez inspirada num curta de 2013. O diretor é o mesmo dos três, Victor-Hugo Borges. O desenho faz sentido para quem não acompanha a série, mas é melhor ainda para quem conhece os personagens, já que aborda o passado do menino Pepe, abandonado pelos pais e criado pela Vó, o que evitou que fosse utilizado num ritual macabro. Entretanto, o que chama atenção é seu visual peculiar, com traços bizarros para evocar o terror trash, repleto de monstros e criaturas repugnantes. Não tema, pois é divertido e com moral da história, sobre o que representa uma família de verdade. Há uma montanha no caminho de dois filmes. “Depois Daquela Montanha” traz Kate Winslet (“O Leitor”) e Idris Elba (“A Torre Negra”) perdidos no meio da neve após um acidente aéreo. Sozinhos e feridos em um local ermo e congelante, em vez de lutarem pela sobrevivência, aproveitam o cenário para viver um novelão romântico. A produção “de prestígio” da Fox foi um fracasso de crítica (42% no Rotten Tomatoes) e público (US$ 28,3 milhões arrecadados para um orçamento de US$ 35 milhões) na América do Norte. A melhor parte da programação começa na outra montanha. “Gabriel e a Montanha” dramatiza a viagem derradeira de Gabriel Buchmann (vivido na tela por João Pedro Zappa), jovem economista brasileiro que morreu em 2009, aos 28 anos, durante uma escalada numa montanha no Malawi. O diretor Fellipe Barbosa era amigo de infância do rapaz, que fazia questão de não seguir regras, ao viajar pelo mundo sem dinheiro e sem parecer turista. O filme foi vencedor de dois prêmios da mostra Semana da Crítica, do Festival de Cannes 2017, inclusive o principal, além de ter sido aplaudido de pé e recebido críticas muito positivas da imprensa internacional. Este é o segundo longa-metragem de ficção dirigido por Fellipe Barbosa, que esteve à frente do elogiado “Casa Grande”, vencedor do prêmio do público no Festival do Rio e considerado o Melhor Filme Brasileiro exibido em 2015 pela Pipoca Moderna. Também premiado em Cannes, “Terra Selvagem” rendeu o troféu de Melhor Direção para Taylor Sheridan na mostra Um Certo Olhar. Neste ano, Sheridan já tinha sido indicado ao Oscar como Roteirista, por “A Qualquer Custo”. Sua nova trama de suspense dramático combina a neve da região do Wyoming com um clima bastante sombrio, ao acompanhar a investigação do assassinato de uma jovem numa reserva indígena. O elenco é liderado por Jeremy Renner e Elizabeth Olsen (ambos de “Vingadores: Era de Ultron”), como um caçador local e uma agente do FBI, que se unem para tentar descobrir o assassino. 87% de aprovação no Rotten Tomatoes. Outro filme indie com destaque na temporada, com 81% no Rotten Tomatoes e indicação a Melhor Roteiro no Gotham Awards (premiação do cinema independente americano), “O Estado das Coisas” traz Ben Stiller (“Zoolander”) amargurado, comparando seu status ao de seus amigos de faculdade, que ficaram milionários enquanto ele continuou idealista e não construiu patrimônio. A reflexão acontece quando seu filho (Austin Abrams, da série “The Walking Dead”) tenta entrar numa boa universidade. O filme tem roteiro e direção de Mike White (roteirista de “Escola de Rock” e da vindoura animação “Emoji: O Filme”) e também inclui no elenco Michael Sheen (série “Masters of Sex”), Luke Wilson (série “Roadies”), Jemaine Clement (série “Legion”) e Jenna Fischer (série “The Office”), além do próprio Mike White. Dois thrillers completam o circuito convencional. “Em Busca de Vingança” traz Arnold Schwarzenegger (“O Exterminador do Futuro: Gênesis”) fazendo o que diz o título, na caça do controlador de voo que causou o acidente aéreo em que sua filha morreu. Fraquinho (39%), saiu direto em streaming nos Estados Unidos. E “Deserto” mostra Jeffrey Dean Morgan (série “The Walking Dead”) como um americano racista, que passa seu tempo de tocaia na fronteira para eliminar imigrantes ilegais do México. Para seu azar, Gael García Bernal (“Neruda”) se mostra um cucaracha difícil de matar. Dirigido por Jonás Cuarón, roteirista de “Gravidade” (2013) e filho do cineasta vencedor do Oscar Alfonso Cuarón, o filme faz uma analogia entre o personagem de Bernal, chamado de Moisés, e o personagem bíblico que viaja pelo deserto até a terra prometida. Além disso, o conflito dos protagonistas virou metáfora após a eleição de Donald Trump – o que lhe trouxe simpatia de 61% da crítica dos Estados Unidos. A programação ainda inclui dois lançamentos segmentados. Antes de chegar ao “Sul Maravilha”, o remake de “Dona Flor e seus Dois Maridos” estreia no Nordeste (Salvador, Recife e Fortaleza). Na nova versão, Juliana Paes assume pela segunda vez um papel que foi eternizado por Sonia Braga. Em 2012, ela protagonizou o remake da novela “Gabriela”. Por coincidência, tanto Dona Flor quanto Gabriela são personagens criadas pelo escritor Jorge Amado. Por fim, a animação “Pokémon – O Filme: Eu Escolho Você!”, que celebra os 20 anos da franquia contando a origem de Ash e Pikachu, será exibido em apenas dois dias, 5 e 6 de novembro, nos cinemas da rede Cinemark.

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  • Série

    Dynasty implode e é superada até por Valor na rede CW

    26 de outubro de 2017 /

    A audiência da série “Dynasty” despencou de forma brutal. A série, que já tinha estreado com uma “audiência de cancelamento” em 11 de outubro, virou a estreia menos vista da temporada na rede CW. De 1,3 milhão de telespectadores e 0,4 ponto na demo (a faixa etária de 18-49 anos), o programa desabou para 730 mil e 0,2 ponto em seu terceiro episódio. O remake da produção homônima dos anos 1980 perdeu 42% de audiência em três semanas, e o público inicial já não era dos melhores. Até a atração militar “Valor”, que abriu com 1,1 milhão de telespectadores e 0,3 ponto na demo, segurou mais público em sua terceira semana, sintonizado por 880 mil, apesar do mesmo índice de 0,2 ponto. Entre as séries atualmente em exibição na rede CW, apenas as comédias “Jane the Virgin” e “Crazy Ex-Girlfriend” tem menos público. Mas elas só não foram canceladas porque renderam prestígio – respectivamente, duas indicações e uma vitória no Globo de Ouro de Melhor Atriz de Comédia. O fracasso do remake é um contraste gritante com a versão original de “Dinastia”. Exibida entre 1981 e 1989, a série clássica acompanhava a rivalidade entre duas das famílias mais ricas da América, os Carringtons e os Colbys. O remake, porém, concentra-se apenas nos Carringtons e introduz os Flores, acrescentando latinidade na revisão. Na série original, Cristal Flores era branca, chamava-se Krystle e era vivida pela loira Linda Evans. Agora, tem as curvas da peruana Nathalie Kelley (a vilã Sybil da última temporada de “The Vampire Diaries”), que surge na trama noiva do milionário Blake Carrington. A opção por transformar a madrasta em latina também ressalta os paralelos com as novelas mexicanas de ricaços que a trama evoca. Na nova versão, o patriarca eternizado pelo grisalho John Forsythe é vivido pelo ainda galã Grant Show (série “Devious Maids”), enquanto seus filhos, Fallon e Steven, tem interpretação de Elizabeth Gillies (série “Sex&Drugs&Rock&Roll”) e James Mackay (“A Vingança Está na Moda”), respectivamente. O remake foi desenvolvido por Josh Schwartz e Stephanie Savage, que têm experiência em retratar a vida de milionários mimados, como criadores de “Gossip Girl”. Neste projeto, eles estão trabalhando com Sallie Patrick, que escrevia outra série novelesca de ricos malvados, “Revenge”. Mas parece que a mistura desandou.

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  • Filme

    Thor: Ragnarok tem lançamento superpoderoso em mais de 1,3 mil cinemas

    26 de outubro de 2017 /

    O lançamento de “Thor – Ragnarok” engole o circuito nacional, ocupando 1378 salas nesta quinta (26/10). O predomínio é tanto que o fim de semana registra uma das menores quantidades de estreias do ano. São apenas mais cinco filmes. Clique nos títulos destacados para ver os trailers de todas as estreias. Neste caso, o maior também é o melhor. Isto porque o terceiro longa do deus loiro da Marvel troca o tom épico e solene dos filmes anteriores pelo humor piadista de “Guardiões da Galáxia”. O resultado é praticamente uma comédia com super-heróis, uma opção que deixa Chris Hemsworth à vontade para demonstrar seu talento como humorista. Até o Hulk aparece falando pela primeira vez, apenas para contar piadas. E não é só o humor, o visual de Thor também mudou – ele tem o cabelo raspado – , assinalando um make over completo da franquia. Os novos rumos são cortesia do diretor Taika Waititi (“O Que Fazemos nas Sombras”), especialista em comédias, que realizou um dos filmes mais divertidos da Marvel – a ponto de arrancar impressionantes 97% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Cate Blanchett é um show à parte como a vilã Hela, e também pode ser vista em dose dupla, tripla, quíntupla aos cinemas com o lançamento simultâneo do australiano “Manifesto” no circuito limitado. Ela interpreta nada menos que 13 papéis diferentes neste filme, que não é exatamente um filme. “Manifesto” foi originalmente concebido como uma exposição do Australian Center of Moving Image em dezembro de 2016, na qual as cenas eram projetadas em várias telas diferentes. O diretor e roteirista Julian Rosefeldt decidiu montar todas essas sequências desconexas como um longa-metragem e fez sua première mundial no Festival de Sundance 2017. Por isso, não há trama, apenas monólogos inspirados em diversos manifestos de vanguardas artísticas, como dadaísmo e futurismo. Até texto de Lars Von Trier (“O Anticristo”) é citado, em evocação ao movimento Dogma 95. A programação inclui mais dois filmes americanos menos recomendados, após passarem em branco nas bilheterias dos Estados Unidos e serem trucidados pela crítica. Ambos são biográficos. “Mark Felt – O Homem que Derrubou a Casa Branca” aborda o escândalo Watergate e traz Liam Neeson (“Busca Implacável”) como o misterioso Garganta Profunda (Deep Throat). O maior escândalo político americano começou em 1972, com a invasão do prédio Watergate, onde estava alojado o comitê nacional do Partido Democrata, em Washington. Cinco pessoas foram detidas quando tentavam fotografar documentos e instalar aparelhos de escuta no escritório do partido. Mas a cúpula do FBI tentou interromper a investigação. O acobertamento envolveu altas esferas do governo federal e acabou denunciado numa série de reportagens históricas do jornal Washington Post, graças a uma fonte secreta no próprio FBI: Garganta Profunda. A investigação jornalística sacudiu o poder e levou à renúncia do presidente Richard Nixon em 1974, quando estava prestes a sofrer um processo de impeachment. Esta história já rendeu um drama clássico, “Todos os Homens do Presidente” (1976), centrados nos jornalistas do Washington Post, Carl Bernstein (vivido por Dustin Hoffman) e Bob Woodward (Robert Redford). Mas embora o filme recriasse os encontros secretos numa garagem subterrânea entre Woodward e o informante, ninguém sabia quem era Garganta Profunda na época. Apenas 30 anos depois, o ex-vice-diretor do FBI Mark Felt revelou ter sido a fonte das denúncias. Agora, o diretor Peter Landesman (“Um Homem entre Gigantes”) filma a sua versão da história, sem acrescentar nada que supere a obra de 40 anos atrás – 32% no Rotten Tomatoes. “Pelé – O Nascimento de uma Lenda” tem a curiosidade de ser um filme americano sobre um ídolo brasileiro. Era para ter sido lançado durante a Copa do Brasil e, às vésperas da Copa da Rússia, virou um gol contra, especialmente pela estranheza causada por sua opção pelo idioma inglês. Brasileiros falam inglês bem devagarzinho, com sotaque, ao lado de americanos que os imitam, no velho truque de Hollywood de fazer de conta que os personagens estão falando um idioma diferente – vide Kate Winslett com sotaque alemão em “O Leitor” e Harrison Ford com sotaque russo em “K-19: The Widowmaker”. O detalhe é que a luta com o sotaque interfere na performance do americano Vincent D’Onofrio (“Jurassic World”), que fala de forma pausada e hesitante em todas as suas aparições como o técnico brasileiro Feola – num elenco que destaca amadores mirins brasileiros no papel-título, além de Seu Jorge, Milton Gonçalves e Rodrigo Santoro. O tom assumido de hagiografia completa o placar final: uma derrota humilhante de 22%. Em tom oposto, ainda há uma terceira biografia entrando em cartaz. A comédia francesa “O Formidável” (Le Redoutable) transforma o cineasta Jean-Luc Godard em personagem. Na trama, Louis Garrel (“Dois Amigos”) encarna – de forma fisicamente convincente – o enfant terrible da nouvelle vague no final dos anos 1960, quando iniciou seu romance com a atriz alemã Anne Wiazemsky (Stacy Martin, revelação de “Ninfomaníaca”) nos bastidores de “A Chinesa” (1967). Ele tinha 37 anos e ela apenas 19 anos na época, mas os dois se casaram e ficaram juntos por mais de uma década. A trama é baseada no livro autobiográfico “Un An Après”, de Wiazemsky, que faleceu no início do mês. E tem direção de Michel Hazanavicius, que retorna ao tema dos bastidores cinematográficos de “O Artista”, seu filme mais conhecido – e que lhe rendeu do Oscar de Melhor Direção em 2012. A première aconteceu no Festival de Cannes 2017, onde seu retrato debochado de Godard dividiu opiniões – de forma sintomática, registra 52% no Rotten Tomatoes. A programação se completa com outro lançamento europeu: “Missão Cegonha”, animação digital de bichos falantes dos mesmos realizadores de “Epa! Cadê o Noé?” (2015). Desenho genérico, parte da fábula do “Patinho Feio” para virar um “Procurando Dory” com passarinhos que não chegaram ao “Rio”, porque queriam ir para “Madagascar”. Na trama, um pardal chocado por cegonhas é deixado para trás quando os pais migram para a África e ele não consegue acompanhá-los, mas logo encontra outros passarinhos, inclusive um bem doméstico, que o ajudam a fazer a viagem.

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  • Filme

    Estreias da semana incluem alguns dos piores e melhores filmes americanos do ano

    19 de outubro de 2017 /

    A quinta (19/10) enxuta tem apenas oito estreias nos cinema, das quais sete são americanas. É consequência da Mostra de São Paulo, que monopolizou o circuito alternativo com uma programação que beira 400 obras neste ano. Apesar disso, entre os americanos há produções indies geniais, que se destacaram no circuito dos festivais internacionais. Mas quem prefere filmes genéricos de Hollywood também estará bem servido, com a opção de assistir alguns dos piores lançamentos do ano. Clique nos títulos de cada filme para ver os trailers de todas as estreias da semana. A distribuição mais ampla pertence a “Tempestade – Planeta em Fúria”, que chega ao mesmo tempo nos cinemas dos EUA. Mistura de “O Dia Depois de Amanhã” (2004) e “Armageddon” (1998), é tão fraco que foi escondido da imprensa norte-americana, para não abrir com avaliações podres no Rotten Tomatoes. O filme marca a estreia na direção do roteirista Dean Devlin, que escreveu “Independence Day” (1994), marco do cinema de catástrofe em escala apocalíptica. Na trama, uma rede de satélites criados para controlar o clima é hackeada e passa a desencadear tempestades pelo mundo inteiro, num efeito em cadeia que eventualmente levará à destruição da Terra. O elenco conta com Gerard Butler (“Invasão à Casa Branca”), Abbie Cornish (“Sucker Punch”), Ed Harris (série “Westworld”), Jim Sturgess (“Um Dia”), Katheryn Winnick (série “Vikings”) e Andy Garcia (“Caça-Fantasmas”). Ainda pior, “Além da Morte” é o terror mais mal-avaliado do ano, com rejeição unânime da crítica – após também ter sido escondido da imprensa. Ele chegou a ter 0% de aprovação no site Rotten Tomatoes, um consenso absoluto, ficando com avaliação final de 5%. Remake/reboot de “Linha Mortal” (Flatliners), conta a mesma história, mas sem o apelo visual do longa de 1990. Um grupo de médicos residentes – liderados por Ellen Page (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”) e Diego Luna (“Rogue One”) – , decide investigar o que há após a morte, experimentando morrer por alguns minutos e voltar para compartilhar o que viram. O resultado é uma versão sobrenatural dos “12 passos” dos Alcoólatras Anônimos, com assombrações do além forçando arrependimentos e pedidos de desculpas por atos cometidos pelos médicos em seus passados. O nível se mantém com a única estreia nacional da semana, “A Comédia Divina”, que lembra a comédia da Globo “Vade Retro”, tanto pelo tema como pela participação da atriz Monica Iozzi. É a primeira comédia de Toni Venturi, que até então tinha feito só filmes sérios como “Cabra-Cega” (2004) e “Estamos Juntos” (2011), além de documentários premiados. Apesar do título, não se trata de uma versão besteirol de “A Divina Comédia” de Dante Alighieri, mas de outra obra literária, o conto de Machado de Assis “A Igreja do Diabo”, atualizado para os dias de hoje. Murilo Rosa (“Área Q”) vive o diabo, que resolve melhorar sua imagem com o projeto de abrir sua igreja na Terra e ocupar um canal de TV para conquistar mais fiéis. Para isso, conta com a ajuda de uma repórter ambiciosa, vivida por Monica Iozzi, e o samba enredo ainda inclui Zezé Motta (a eterna “Chica da Silva”) no papel de Deus. A programação inclui mais três comédias. A fraquinha “De Volta para Casa” traz Reese Witherspoon (“Belas e Perseguidas”) como uma mãe divorciada de duas meninas, que resolve comemorar seu aniversário de 40 anos ficando com um rapaz com idade para ser seu filho. Para complicar, sua mãe chega de surpresa e convida o jovem e mais dois amigos para morar com elas. E é claro que o ex-marido também reaparece morrendo de ciúmes. 31% no Rotten Tomatoes. As demais são produções independentes elogiadíssimas. Com 84% de aprovação, “A Guerra dos Sexos” recria os bastidores da partida de tênis intersexual que quebrou o recorde de audiência da TV americana nos anos 1970. O jogo lendário aconteceu em 1973, entre a jovem tenista Billie Jean King, 2ª melhor jogadora do mundo naquele ano, e o tenista aposentado Bobby Riggs, de 55 anos, ex-campeão de Wimbledon. E foi mesmo uma guerra dos sexos, colocando em jogo duas visões distintas de mundo. De um lado, o machismo que se recusava a admitir a possibilidade da igualdade feminina, e do outro a luta pioneira do feminismo, que ainda precisava provar a capacidade das mulheres para o mundo. Os papéis principais são interpretados por Emma Stone (“La La Land”) e Steve Carell (“A Grande Aposta”), que voltam a contracenar após o sucesso da comédia “Amor a Toda Prova” (2011). O roteiro é de Simon Beaufoy (“Quem Quer Ser um Milionário?”) e a direção do casal Jonathan Dayton e Valerie Faris (a dupla de “Pequena Miss Sunshine”). Já “Doentes de Amor”, escrita e estrelada por Kumail Nanjiani (série “Silicon Valley”), venceu os prêmios do público nos festivais de SXSW e Lonarno. O filme usa o romance como comentário cultural, acompanhando o protagonista paquistanês que, diante do adoecimento da namorada, precisa conviver com a família dela. A aprovação é de impressionantes 98% no Rotten Tomatoes. Curiosamente, há outro filme sobre romance e doença na programação. Mas se trata de um melodrama fraquinho, “Uma Razão para Recomeçar”. Só 40% de aprovação. Completa a lista, o filme mais impressionante da semana: “Bom Comportamento”, que é um banho de adrenalina, com 89% no Rotten Tomatoes. Filmado pelos irmãos Safdie (“Amor, Drogas e Nova York”) nas ruas de Nova York, numa tática de guerrilha, o thriller traz Robert Pattinson inspiradíssimo – o ator arrancou elogios rasgados por seu desempenho no Festival de Cannes deste ano. Pattinson vive um jovem trapaceiro que usa seu carisma e capacidade de improvisação para se safar em momentos de pressão. Após um roubo a uma agência bancária dar errado, seu irmão e cúmplice com problemas mentais (vivido pelo diretor Ben Safdie) acaba preso e o protagonista precisa correr contra o tempo para levantar dinheiro para a fiança e evitar que ele morra de tanto apanhar na detenção. Conforme o tempo passa, os golpes se acumulam e a ação não para.

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  • Série

    Estreias de Valor e Dynasty têm audiências de cancelamento

    12 de outubro de 2017 /

    As duas únicas séries novas da temporada na rede CW não tiveram um começo promissor. O suspense militar “Valor” e o remake da novelesca “Dynasty” tiveram as piores audiências da programação inteira do canal entre as noites de segunda (9/10) e quinta (11/10) passadas. “Valor” teve o pior desempenho, assistida por 1,1 milhão de telespectadores ao vivo e registrando 0,3 pontos na demo (a faixa etária de 18-49 anos). O fato de ser a terceira série militar lançada na TV aberta dos Estados Unidos nesta temporada (após “The Brave” e “SEAL Team”) pode ter contribuído para o desinteresse do público. Mas desde a encomenda da atração comenta-se que ela destoa demais do perfil do canal. Os dados de audiência confirmam que não houve sintonia. “Dynasty” foi ligeiramente melhor, vista por 1,3 milhão e com 0,4 pontos na demo. Mas a audiência foi inferior à obtida por outras iniciativas do gênero no canal. O remake de “Melrose Place”, por exemplo, iniciou com 2,3 milhões de telespectadores e 1,3 pontos em 2009, mas ao final da 1ª temporada já estava sofrendo com 900 mil e os mesmo 0,4 pontos na demo. Foi cancelada. Outra comparação preocupante envolve os números das duas séries canceladas na temporada passada pelo canal. “Frequency” e “No Tomorrow” tiveram mais público em suas estreias, com de 1,4 milhões e 0,4 pontos, e 1,5 milhões e 0,5, respectivamente. Acabaram caindo para baixo dos 700 mil ao vivo. Para piorar, ambas as séries foram destruídas pela crítica. “Valor” teve apenas 31% de aprovação no Rotten Tomatoes, com avaliação negativa para sua mistura de melodrama e ação militar, enquanto “Dynasty” ficou com 48% e considerada uma imitação pálida em relação à “Dinastia” original dos anos 1980. A série militar foi criada pelo roteirista e músico Kyle Jarrow (da banda Sky-Pony) e repercute as consequências de uma missão de resgate em território inimigo que dá errada. Enquanto os dois sobreviventes mantém segredo sobre o que realmente aconteceu, surge a notícia de que os soldados desaparecidos de sua unidade foram capturados por terroristas. Para salvá-los, será necessário uma nova missão, mas além de enfrentar os inimigos, os protagonistas também precisam contornar segredos cada vez mais perigosos. O elenco destaca Christina Ochoa (estrela da série “Blood Drive”) e Matt Barr (série “Sleepy Hollow”). Já o novelão foi desenvolvido por Josh Schwartz e Stephanie Savage, que têm experiência em retratar a vida de milionários mimados, como criadores de “Gossip Girl”. Neste projeto, eles estão trabalhando com Sallie Patrick, que escrevia outra série novelesca de ricos malvados, “Revenge”. Exibida entre 1981 e 1989, a atração original acompanhou a rivalidade entre duas das famílias mais ricas da América, os Carringtons e os Colbys. O remake, porém, concentra-se apenas nos Carringtons e introduz os Flores, acrescentando latinidade na revisão. Na série original, Cristal Flores era branca, chamava-se Krystle e era vivida pela loira Linda Evans. Agora, tem as curvas da peruana Nathalie Kelley (a vilã Sybil da última temporada de “The Vampire Diaries”), que surge na trama noiva do milionário Blake Carrington. A opção por transformar a madrasta em latina também ressalta os paralelos com as novelas mexicanas de ricaços que a trama evoca. Na nova versão, o patriarca eternizado pelo grisalho John Forsythe é vivido pelo ainda galã Grant Show (série “Devious Maids”), enquanto seus filhos, Fallon e Steven, tem interpretação de Elizabeth Gillies (série “Sex&Drugs&Rock&Roll”) e James Mackay (“A Vingança Está na Moda”), respectivamente.

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  • Filme

    Programação dos cinemas privilegia estreias para o Dia das Crianças

    12 de outubro de 2017 /

    Uma dezena de filmes chega aos cinemas no feriadão, mas os shoppings privilegiam os lançamentos infantis para o Dia das Crianças, além de um terror, lembrando ainda que sexta-feira é dia 13. Como é praxe, o circuito limitado fica com as melhores opções. Clique nos títulos em destaque abaixo para ver todos os trailers da programação. A animação da DreamWorks “As Aventuras do Capitão Cueca – O Filme” e o besteirol brasileiro “Como se Tornar o Pior Aluno da Escola” dividem a maioria das salas e tem até coincidência temática. Ambos acompanham dois moleques que aprontam na escola. No desenho, os meninos hipnotizam o diretor do colégio, fazendo-o acreditar que é um super-herói, com resultados divertidos. Adaptação dos livros infantis do escritor americano Dav Pilkey, o filme tem 87% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Já na trama da comédia brasileira, baseada em livro de Danilo Gentili, o próprio autor convence os protagonistas mirins de que não é preciso estudar para se dar bem – e que a vida adulta é só diversão! Essa mensagem “politicamente” incorreta é acompanhada por piadinhas infantis, mas contadas com escatologia e vocabulário impróprio para menores de 14 anos. Destacam-se as participações do cantor Moacyr Franco e do mexicano Carlos Villagrán (o Quico do seriado “Chaves”). O terror “A Morte Te Dá Parabéns” é uma variação do tema do looping temporal, adaptando a premissa de “Feitiço do Tempo” (1993) e “No Limite do Amanhã” (2014) a um contexto de slasher. Numa situação típica do gênero, um serial killer mascarado ataca a protagonista numa república feminina. Mas, após morrer, ela acorda para reviver novamente o mesmo dia, que por acaso é o seu aniversário. E isso acontece sucessivas vezes, até ela se convencer que, para sobreviver, precisará descobrir a identidade do assassino. O filme também estreia neste fim de semana nos Estados Unidos e tem 64% de aprovação no Rotten Tomatoes. A direção é de Christopher Landon (da franquia “Atividade Paranormal” e do terrir “Como Sobreviver a Um Ataque Zumbi”) e foi escrito em parceria com Scott Lobdell, autor de inúmeros quadrinhos dos X-Men e derivados, como “Geração X” e o crossover da “Era de Apocalipse”. Ainda há dois lançamentos para o público infantil no circuito limitado. A animação francesa “Garoto Fantasma” é dos mesmos diretores de “Um Gato em Paris” (2010) e traz um belíssimo visual estilizado, ao estilo dos quadrinhos europeus da chamada “linha branca” (desenhos limpos influenciados por “Tintim”). A história também é típica do gênero, girando em torno de um menino que usa projeção astral para ajudar um detetive numa cadeira de rodas a prender um perigoso criminoso. 87% no Rotten Tomatoes. Por sua vez, “A Menina Índigo” é o “X-Men espírita nacional”. Cheio de situações clichês e personagens estereotipados, tem pais divorciados que só discutem, jornalistas sensacionalistas malvados, professores incapazes e uma criança mutante/espírita/superdotada, que demonstra enorme talento para as artes plásticas, jogando tinta por todo o lado feito um Jackson Pollock do ensino fundamental – além de curar pessoas doentes com seu toque!! Ela é uma das “Crianças Índigos”, uma geração dotada de inteligência e espiritualidade superior, “um novo tipo de evolução humana”, igual aos X-Men da Marvel ou à protagonista mirim da série “Believe” (2014). Só que de verdade. Assim como era “de verdade” a trama passada no plano espiritual de “Nosso Lar” (2010), longa do mesmo diretor, Wagner de Assis. Terceiro longa brasileiro da semana, “Entre Irmãs” se sai melhor, mas também abusa dos clichês. Drama de época passado nos anos 1930, acompanha Luzia (Nanda Costa, de “Gonzaga: De Pai pra Filho”), a irmã aventureira, e Emília (Marjorie Estiano, da série “Sob Pressão”), a romântica, que acabam tendo destinos muito diferentes. Uma se decepciona ao realizar o sonho de se casar e morar na capital, enquanto a outra se junta a bandoleiros e vira cangaceira. Baseada em best-seller, com narrativa episódica e longa duração, a produção parece minissérie da Globo. A direção é de Breno Silveira, do filme/minissérie da Globo “Gonzaga: De Pai para Filho” (2012). Os destaques do circuito limitado são duas produções americanas independentes, “Logan Lucky – Roubo em Família” e “Detroit em Rebelião”, muito bem-avaliadas no Rotten Tomatoes, que marcam as voltas dos diretores Steven Soderbergh (“Onze Homens e um Segredo”) e Kathryn Bigelow (“A Hora Mais Escura”) ao cinema, meia década após seus últimos filmes. Com notáveis 93% de aprovação, a comédia “Logan Lucky” gira em torno de dois irmãos caipiras que planejam um roubo ambicioso, mas, como são incrivelmente estúpidos, procuram ajuda de um especialista para realizar o golpe. O fato do “ajudante” estar preso é apenas um detalhe de como o plano é pouco esperto. Channing Tatum (“Magic Mike”) e Adam Driver (“Star Wars: O Despertar da Força”) são os irmãos e Daniel Craig (o “007”) vive o presidiário, com os cabelos descoloridos e uma musculatura impressionante. “Detroit em Rebelião” tem 83% de críticas positivas e marca a terceira parceria de Bigelow com o roteirista Mark Boal, após “Guerra ao Terror” (2008) e “A Hora Mais Escura” (2012). Baseado em fatos reais, o longa retrata a devastadora revolta popular que tomou conta de Detroit ao longo de cinco dias em 1967, quando uma operação policial mal-planejada matou três jovens negros, precipitando uma rebelião civil, que cresceu para uma batalha campal com um saldo de 43 mortos, mais de 340 feridos e 7 mil prédios queimados. O elenco inclui John Boyega (“Star Wars: O Despertar da Força”), Will Poulter (“O Regresso”), Jack Reynor (“Transformers: A Era da Extinção”) e Anthony Mackie (“Capitão América: Guerra Civil”). Completam a programação dois dramas premiados, que por coincidência se baseiam em fatos reais, passam-se na mesma época e exploram o mesmo tema: inocentes injustiçados e oprimidos pela suspeita de serem comunistas nos anos 1980. “El Amparo” chega aos cinemas praticamente um ano após vencer a Mostra de São Paulo. Estreia do diretor venezuelano Rober Calzadilla, acompanha dois sobreviventes de um massacre cometido pelo exército, que confundiu pescadores com guerrilheiros na fronteira entre a Colombia e a Venezuela. Presos e forçados a confessar seus crimes, os suspeitos geram comoção em sua comunidade e ganham a solidariedade dos vizinhos, que refutam a história oficial. A obra também foi premiada nos festivais de Biarritz, Havana e Marselha. Por fim, o sul-coreano “O Advogado” conquistou vários prêmios da indústria asiática, mas é uma produção de quatro anos atrás e chapa-branca. O filme e o personagem-título, que começa obcecado em fazer dinheiro, mudam de registro bruscamente quando surge o caso de um jovem espancado pela polícia e preso sem mandato, ao ser considerado, com seus colegas estudantes, simpatizante da Coreia do Norte. Indignado, o advogado contábil Roh Moo-hyun vira militante dos direitos humanos e assume tom exaltado, além de fervor patriótico, ao defender o caso no tribunal. A repercussão lançou sua carreira política. Considerado um grande exemplo de moral e justiça, o verdadeiro Roh Moo-hyun foi eleito presidente da Coreia do Sul em 2003. Mas, ao encerrar o mandato, foi implicado num grande escândalo de corrupção, envolvendo (o equivalente a) seus ministros, parentes e construtoras… Ao contrário de outros, ele não afirmou que era o homem mais honesto da história deste… do seu país. Assumiu o erro, se disse envergonhado, pediu para os seguidores deixarem de idolatrá-lo e morreu após se jogar de um precipício em 2009. Em sua nota de suicídio, ele pediu desculpas por fazer “muitas pessoas sofrerem”. A reviravolta foi que, exatamente como outros, ele saiu da vida para entrar na história, transformando-se em mártir de uma perseguição política injusta. O filme-exaltação faz parte do reboot da narrativa oficial, que visa redimir sua biografia.

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  • Série

    Volta de Will & Grace bate recorde de audiência digital da rede NBC

    5 de outubro de 2017 /

    A estreia do revival de “Will & Grace” já tinha superado expectativas ao atrair 10M (milhões) de telespectadores e virar a série mais assistida da quinta-feira passada (28/9) nos Estados Unidos. Mas a medição do instituto Nielsen para as gravações digitais e exibições em streaming nos três dias seguintes à exibição original (chamada de Live+3) foi ainda mais impressionante. Com a divulgação dos novos dados, a série aumentou sua audiência em 4,8M, graças as outras plataformas. É praticamente 50% do que tinha registrado ao vivo, rendendo ainda um aumento de 2,6 pontos na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Este “residual” é mais que muitas séries estreantes conseguiram nesta temporada. Mais: trata-se do maior aumento de audiência conseguido por uma comédia da rede NBC na história da medição. A elevada audiência em outras plataformas pode ser explicada pelo fato de “Will & Grace” estar sendo exibida na noite mais competitiva da TV americana. A quinta passada também teve a volta de “Grey’s Anatomy” (7,95M), “Chicago Fire” (7,18M) e “How to Get Away with Murder” (4M). Muita gente optou por gravar ou deixar para ver online, após sintonizar alguma das atrações dos outros canais. Ao todo, “Will & Grace” somou 14,8M de telespectadores e registrou 4,6 pontos na demo. Um fenômeno de audiência.

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  • Série

    Estreias de The Mayor e Kevin (Probably) Saves the World registram audiências modestas

    5 de outubro de 2017 /

    As comédias novatas “The Mayor” e “Kevin (Probably) Saves the World” tiveram estreias modestas nos Estados Unidos. As duas atrações registraram praticamente o mesmo desempenho, como as séries menos assistidas da rede ABC na noite de terça-feira (3/10). “The Mayor” teve 4 milhões de telespectadores ao vivo, enquanto “Kevin (Probably) Saves the World”, exibido na sequência, aumentou um pouquinho a audiência com 4,2 milhões. Em compensação, o primeiro programa registrou 1,2 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes), contra 1 ponto redondo do segundo. Como referência, a audiência das outras duas séries exibidas pela ABC, “The Middle” e “Black-ish”, também comédias, marcou respectivamente 6 e 4,6 milhões de telespectadores. Já o programa mais assistido da noite foi o segundo episódio de “This Is Us”, na rede NBC, com 10,92 milhões de telespectadores e 3,1 pontos na demo. Comédia estreante que recebeu mais elogios da crítica nesta temporada, “The Mayor” tem 88% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Criada por Jeremy Bronson (roteirista de “The Mindy Project”), a série gira em torno de um jovem rapper iniciante que resolve se candidatar a prefeito para tornar seu nome conhecido e conseguir um contrato com uma gravadora. Mas ele se sai muito melhor que o esperado e acaba sendo eleito. Vale lembrar que a ideia da eleição de um rapper negro para um cargo político já foi explorada no filme “Ali G Indahouse” (2002). O elenco destaca Brandon Micheal Hall (série “Search Party”) como o prefeito rapper, Yvette Nicole Brown (série “The Odd Couple”) como sua mãe e Lea Michele (série “Scream Queens”) na função de chefe do gabinete do jovem inexperiente. David Spade (“Gente Grande”) também participa como o adversário político. Estrelada por Jason Ritter (série “Parenthood”), “Kevin (Probably) Saves the World” tem uma aprovação razoável de 68%. Na trama, Kevin é um divorciado fracassado que, após se mudar para a casa da irmã e da sobrinha, tem uma experiência sobrenatural. Ao investigar a queda de um meteoro nas redondezas, ele passa a ser acompanhado por uma mulher que só ele vê, que diz ser do céu e que ele foi escolhido para salvar o mundo. Mas, para cumprir seu destino, precisará melhorar de atitude e de vida. Curiosamente, a premissa foi concebida por Tara Butters e Michele Fazekas, que já tinham produzido uma narrativa inversa, sobre um cara comum aliciado pelo diabo na divertida – e cultuada – série “Reaper” (2007–2009). O elenco também inclui Kimberly Hebert Gregory (série “Vice Principals”), JoAnna Garcia Swisher (a Ariel de “Once Upon a Time”), Cristela Alonzo (série “Cristela”), J. August Richards (série “Agents of SHIELD”), Chloe East (série “Liv e Maddie”), Dustin Ybarra (série “Us & Them”) e India de Beaufort (série “Veep”).

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    Blade Runner 2049 é a estreia obrigatória da semana nos cinemas brasileiros

    5 de outubro de 2017 /

    Um dos filmes mais esperados do ano estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta (5/10). Mas a distribuição não faz justiça à produção, que está sendo chamada de “obra-prima” pela crítica norte-americana. Tudo porque os cinemas estão priorizando um lançamento de DVD. “Blade Runner 2049” chega em 744 cinemas, a maioria com projeção em 3D, enquanto o filme com atores do “Pica-Pau” estreia em 753 salas. Com 95% de aprovação no site Rotten Tomatoes, “Blade Runner 2049” está sendo considerado melhor que o original de 1982. A direção de Denis Villeneuve (“A Chegada”), os efeitos visuais, a cenografia e a atuação de Harrison Ford são os pontos mais elogiados. A ficção científica gira em torno da investigação de um novo caçador de androides (blade runner), o oficial K (Ryan Gosling, de “La La Land”), que descobre um segredo há muito tempo enterrado com o potencial de mergulhar o que resta da sociedade no caos. A descoberta o leva a uma busca por Rick Deckard (Harrison Ford), o ex-blade runner que está desaparecido há 30 anos. Por sua vez, “Pica-Pau – O Filme” tem como destaque a participação de uma atriz brasileira, Thaila Ayala (da novela “Ti-Ti-Ti”). Mesclando o passarinho animado com atores reais, o longa se concentra numa briga de território entre o Pica-Pau e o vigarista Lance Walters (Timothy Omundson, da série “Galavant”) e sua namorada Vanessa (Ayala). Para conseguir construir a casa dos sonhos, os dois planejam derrubar a floresta do Pica-Pau, que promete não deixar barato. Ou seja, é a velha história dos desenhos do personagem – e também do Pato Donald contra Tico e Teco, do Lorax, etc. A equipe responsável é especializada em continuações de baixo orçamento para o mercado de home video (lançamentos direto em DVD). O diretor Alex Zamm e o roteirista William Robertson trabalharam juntos em três vídeos do gênero: “Inspetor Bugiganga 2” (2003), “Um Herói de Brinquedo 2” (2014) e “Os Batutinhas: Uma Nova Aventura” (2014). “Pica-Pau” também deve ser lançado em DVD – ou streaming – no mercado norte-americano, onde ainda não tem previsão de estreia. Mas chega com distribuição de blockbuster no Brasil. A programação dos shoppings ainda destaca mais três lançamentos amplos. Um deles é outro “O Filme” para crianças. O título de “My Little Pony – O Filme” soa estranho aos ouvidos, porém ajuda a diferenciar de “Meu Pequeno Pônei – O Filme” (1986). A franquia já tinha rendido um longa animado há 30 anos, mas o novo lançamento é bem diferente da versão retrô do “Xou da Xuxa”. O design segue de perto o reboot de 2015, a série “My Little Pony: A Amizade é Mágica”. Até a roteirista é a mesma. O que faz deste “O Filme” uma espécie de episódio especial do desenho, projetado no cinema. A trama mostra como o mundo cor-de-rosa da princesa de Equestria vira do avesso com a chegada da vilã Tempest (“Tem peste”, na dublagem nacional). E para vencer as forças invasoras, as seis pôneis protagonistas precisarão virar as… Pequenas Sereias Pôneis! Há até um versão “Pony” da cantora Sia, de franjinha, que canta a música-tema da produção. Mas o detalhe que mais preocupa é que o filme foi escondido da crítica. Besteirol brasileiro da semana, “Chocante” conta a história de ex-integrantes de uma boy band que, quarentões e decadentes, revolvem voltar a fazer shows. A boy band da meia-idade é formada por Bruno Mazzeo (“E Aí… Comeu?”), Lucio Mauro Filho (“Vai que Dá Certo”), Marcus Majella (“Um Tio Quase Perfeito”) e Bruno Garcia (“De Pernas pro Ar 3”), e o elenco também destaca Tony Ramos (série “Vade Retro”). A direção é de Johnny Araújo (“O Magnata”). Já “Churchill” integra uma overdose de produções sobre o mais famoso Primeiro Ministro britânico. Além da série “The Crown”, que rendeu um Emmy ao ator John Lithgow pelo papel, vem aí “O Destino de uma Nação”, com o qual Gary Oldman almeja uma indicação ao Oscar. A estreia atual é uma produção britânica intimista e anticlimática, que traz Brian Cox (“A Autópsia”) como protagonista e foi considerada medíocre pela crítica norte-americana (46% de aprovação). O circuito limitado completa a programação com dois filmes franceses e um drama sul-coreano. O mais divertido é a comédia “Rock’n roll – Por Trás da Fama”, escrito, dirigido e estrelado por Guillaume Canet (“Na Próxima, Acerto o Coração”) no papel de si mesmo. O filme expõe com bom humor a crise de meia-idade do astro e desglamouriza seu cotidiano com sua esposa famosa, Marion Cotillard (“Um Instante de Amor”), também vivendo a si mesma. O mais previsível é “O Melhor Professor da Minha Vida”, que requenta a velha história do professor bem-intencionado que vai dar aula na periferia e muda a vida de alunos carentes. E o mais “artístico” é “Na Praia à Noite Sozinha”, que rendeu o prêmio de Melhor Atriz para Kim Min-hee (“A Criada”) no Festival de Berlim. Trata-se de mais um filme típico de Hong Sang-soo, um diretor hermético que caiu nas graças dos distribuidores brasileiros, tendo suas obras sistematicamente lançadas no país. Todas são sobre situações banais, filmadas com câmera estática e geralmente incluem consumo de álcool, que serve de ponto de partida para “revelações”, enquanto o diretor experimenta com a narrativa cinematográfica. Esta banalidade disfarçada em estilo tem sido consagrada em inúmeros festivais e convertido cinéfilos ao redor do mundo. Ao mesmo tempo, entedia os não iniciados. Clique nos títulos destacados de cada filme para ver os trailers de todas as estreias da semana.

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  • Série

    Estreia de Wisdow of the Crowd rende maior audiência do fim de semana e as piores críticas

    2 de outubro de 2017 /

    Três novas séries estrearam no domingo (1/10) na TV aberta americana. E apenas uma registrou uma audiência expressiva. A série “Wisdow of the Crowd” foi vista por 8,88 milhões de telespectadores na rede CBS, apesar de seu conceito batido – mais uma série de bilionário que acha que pode resolver os problemas do mundo, como as recentes “APB” e “Pure Genius”, ambas canceladas na 1ª temporada. Graças à grande sintonia, a série se tornou o programa de ficção mais visto da TV no fim de semana nos Estados Unidos. Superou até mesmo o antigo campeão “NCIS: Los Angeles”, que estreou sua 9ª temporada com 8,48 milhões de telespectadores. Criada por Ted Humphrey (roteirista de “The Good Wife”), a série gira em torno de um empresário de tecnologia brilhante, que renuncia ao comando de sua empresa bilionária para se dedicar em tempo integral ao desenvolvimento de um aplicativo de resolução de crimes, na esperança de solucionar o assassinato de sua própria filha. Jeremy Piven (série “Entourage”) vive o protagonista, Natalia Tena (a Osha de “Game of Thrones”, irreconhecível) é sua principal assistente no projeto e Richard T. Jones (série “Santa Clarita Diet”) interpreta o detetive policial encarregado de checar as informações recebidas. Vale ressaltar que, apesar da grande audiência, a série teve um registro modesto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes): 1,4 pontos. A pontuação é exatamente a mesmo da estreia de “Ghosted” na Fox, que, entretanto, foi vista por menos da metade do público de “Wisdom of the Crowd”: 3,56 milhões de tespectadores. Criada por Tom Gormican (roteirista do filme “Namoro ou Amizade”), a série de comédia paranormal é uma mistura de “Arquivo X” e “Homens de Preto”. Por motivos obscuros, uma organização chamada Underground recruta um segurança cético e um vendedor que acredita em alienígenas, vividos respectivamente por Craig Robinson (série “The Office”) e Adam Scott (série “Parks and Recreation”), para resolver casos misteriosos, que envolvem fenômenos paranormais. Por fim, o suspense “Ten Days in the Valley” teve quase a mesma audiência, 3,47 milhões de telespectadores, mas marcou apenas 0,6 ponto na demo. É um começo complicada para a produção da rede ABC. Criada por Tassie Cameron (que criou também a bem-sucedida série canadense “Rookie Blue”), a atração traz Kyra Sedgwick, que estrelou a série policial “The Closer” por sete temporadas, no papel de uma produtora-roteirista de serie policial. Mas a metalinguagem não se limita a essa ironia. Na trama, Sedgwick vive Jane Sadler, uma produtora de televisão sobrecarregada e mãe solteira que passa por um divórcio turbulento. Quando sua filha desaparece, o mundo de Jane – e a controversa série policial que produz – implode. Para o detetive policial vivido por Adewale Akinnuoye-Agbaje (“Esquadrão Suicida”), os demais roteiristas da série são suspeitos, assim como o ex-marido e todos que possuem acesso à residência. Aos poucos, fica claro que todos possuem segredos e ninguém é confiável. O sucesso ou o fracasso das séries vai depender da audiência dos próximos episódios. Afinal, apesar de ter liderado a audiência, “Wisdom of the Crowd” foi a estreia mais malhada pela crítica, com apenas 23% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Nesta disputa, “Ten Days in the Valley” saiu-se bem melhor, com 62% de aprovação. Por este critério, a melhor das três é “Ghosted”, com 74% de críticas favoráveis.

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  • Série

    Volta de Will & Grace é vista por 10 milhões nos Estados Unidos

    29 de setembro de 2017 /

    A estreia do revival de “Will & Grace” superou expectativas e foi a série mais assistida da noite de quinta-feira (28/9) nos Estados Unidos, segundo dados de monitoramento da Nielsen. Vista por 10M (milhões) de telespectadores, praticamente empatou com o público que preferiu ver uma partida de futebol americano em outro canal (10,7M). Considerada a noite mais competitiva da TV americana, a quinta também teve a volta de “Grey’s Anatomy” (7,95M), “Chicago Fire” (7,18M) e “How to Get Away with Murder” (4M). E além de superar todas as demais atrações de diferentes horários, “Will & Grace” ainda ajudou o restante da programação da rede NBC a aumentar sua audiência. Numa estratégica temática, o canal juntou suas comédias na quinta, resultando num aumento da média de público de “Superstore” (4,5M) e “The Good Place” (4,6M) em relação à temporada passada, enquanto “Great News” (5,1M) registrou sua melhor audiência desde a estreia da 1ª temporada em abril. Em compensação, a situação de “Gotham” (2,9M) preocupa diante de concorrência tantos carros-chefes de audiência. A série da Fox teve o pior público de sua história.

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    Novos filmes das franquias Kingsman e Lego são as estreias mais amplas da semana

    28 de setembro de 2017 /

    As estreias mais amplas da semana são duas franquias hollywoodianas focadas em explosões e diversão, mas os shoppings ainda dão espaço para um novo besteirol nacional. Todos são descartáveis. Já o filme que salva a programação chega em apenas 11 salas em todo o país. Clique nos títulos em destaque para ver os trailer de todos os lançamentos e saiba um pouco mais sobre cada um deles no resumão abaixo. “Kingsman: O Círculo Dourado” lidera a programação de entretenimento, levando a 830 telas a continuação de “Kingsman: Serviço Secreto” (2010). O filme abriu em 1º lugar nos Estados Unidos no fim de semana passado, mas a crítica não se entusiasmou tanto, com 50% de aprovação no site Rotten Tomatoes, bem menos que os 74% obtidos pelo primeiro filme. Novamente dirigida por Matthew Vaughn, a adaptação dos quadrinhos volta a trazer Taron Egerton no papel do jovem Gary ‘Eggsy’ Unwin, que agora é um agente secreto britânico totalmente treinado. O que vem a calhar após a vilã vivida por Julianne Moore (“Jogos Vorazes: A Esperança”) destruir a sede e quase toda a organização Kingsman. Ele se junta aos poucos agentes sobreviventes e, com ajuda dos “primos americanos”, reforça-se para contra-atacar a nova ameaça e, assim, salvar o mundo mais uma vez. O elenco traz de volta Mark Strong e Colin Firth, e introduz os personagens americanos vividos por Channing Tatum (“Magic Mike”), Halle Berry (série “Extant”), Pedro Pascal (série “Narcos”) e Jeff Bridges (“O Sétimo Filho”). A animação “Lego Ninjago – O filme” também chegou aos cinemas americanos na semana passada, mas teve um desempenho decepcionante, abrindo em 3º lugar e com faturamento abaixo do esperado. Para completar, a crítica também o considerou o mais fraco da brincadeira Lego, com 51% de aprovação no Rotten Tomatoes – medíocre, na comparação com os 96% da primeira “Aventura Lego” (2014) e os 91% do “Lego Batman” (2017). A trama é um mistura de referências japonesas, chinesas e americanas, em que um grupo de ninjas adolescentes parecem Power Rangers. O destaque é o relacionamento entre Lord Gagmadon, um vilão que planeja dominar o mundo, e seu filho Lloyd, um dos ninjas do bem. Mas há espaço para robôs, monstros gigantes e um velho sensei do kung fu. Em 275 salas, “Duas de Mim” segue a tendência recente de besteiróis que parecem filmes antigos da Sessões da Tarde. A trama gira em torno de Suryellen, vivida por Thalita Carauta (do humorístico “Zorra”), que dá um duro danado para sustentar a família. Com dois empregos e o trabalho doméstico, ela deseja poder se dividir em duas. E eis que o milagre acontece, na forma de um clone. Logo, Suryellen começa a compartilhar as tarefas com a sua cópia, que possui uma personalidade completamente diferente. Claro que não vai dar certo. Uma curiosidade é que o filme marca a estreia do cantor Latino como ator de cinema. Ele vive um colega de trabalho da protagonista que, nas horas de folga, vira cover… do cantor Latino. O filme também marca a estreia da diretora da Globo Cininha de Paula (“Escolinha do Professor Raimundo”) no cinema. O terror “Sono Mortal” ocupa um circuito intermediário, em 50 salas. A trama gira em torno de uma mulher que sonha com uma bruxa que quer matá-la enquanto dorme. Ou seja, “A Hora do Pesadelo” (1984) com uma mulher-criatura de terror japonês no lugar de Freddy Krueger. Quem teve essa ideia original foi o criador da franquia “Premonição”, o roteirista Jeffrey Reddick. Tenha medo e fuja, pois rendeu míseros 17% de aprovação no site Rotten Tomatoes. O circuito limitado traz um documentário e dois filmes europeus. A comédia “Amor, Paris, Cinema” é escrita, dirigida e estrelada por Arnaud Viard (“Paris Pode Esperar”), que desempenha o papel de si mesmo, durante um bloqueio criativo para escrever e filmar seu segundo longa-metragem. Metalinguagem datada, lançada nos cinemas franceses em 2015. Melhor da semana, “O Fantasma da Sicília” é o segundo longa da dupla italiana Fabio Grassadonia e Antonio Piazza após o excelente “Salvo” (2013), e foi premiado no Festival de Sundance 2017. Narrado sob a ótica de uma garotinha, embute uma fantasia de contos de fada à dura realidade do rapto de um menino pela máfia. A história brutal é baseado em fatos reais, mas a filmagem é sobrenatural. Brilhante. Por fim, o documentário “Exodus – De Onde Vim Não Existe Mais” acompanha histórias dramáticas de seis refugiados de diferentes partes do mundo, com narração de Wagner Moura (“Narcos”). Coprodução entre Brasil e Alemanha, o filme tem roteiro e direção de Hank Levine (produtor de “Cidade de Deus”, “Lixo Extraordinário” e “Praia do Futuro”, entre outros), e produção de Fernando Sapelli e Fernando Meirelles (“Cidade de Deus”).

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