Demissão de diretor após denúncia de assédio escancara bastidores da Record
A Record TV atravessa dias tumultuados, que lembram os problemas enfrentados pela Fox News na década passada – retratados no filme “Escândalo” (2019). Nesta quinta-feira (30/11), a emissora demitiu o jornalista Thiago Feitosa, que estava na Record desde 2009, onde começou como editor-chefe, e era responsável pela direção da Record News desde 2020. A iniciativa foi tomada após o nome de Feitosa ser envolvido em uma denúncia de assédio, publicada pela Revista Piauí na última sexta-feira (24/11). A assessoria de imprensa da Record confirmou o desligamento, sem revelar os motivos. A denúncia A denúncia original foi feita pela jornalista Rhiza Castro, subordinada de Feitosa na Record News, que em 2 de janeiro deste ano fez uma denúncia formal de assédio sexual para o departamento de RH do grupo Record. A rede não só manteve Feitosa no cargo como demitiu Castro dois dias após a queixa, sob o pretexto de “corte de custos”. Em outubro, ela resolveu trazer o caso à tona, em publicação nas redes sociais, dizendo ter sido importunada por quase um ano no emprego. “Sofri assédio sexual do meu diretor por quase um ano. No final, eu sofri retaliações porque, obviamente, não cedi… Eu não aguentava mais e decidi fazer a denúncia no RH da empresa. Eu até sabia que isso [a demissão] poderia acontecer, mas eu realmente tinha esperança de que a empresa fosse séria e que zelasse pelo bem-estar dos colaboradores”, relatou a ex-apresentadora do Esporte Record News. Processo judicial Na época, ela anunciou que deu entrada em duas ações na Justiça: uma trabalhista contra a empresa e outra no âmbito criminal, contra Feitosa, tendo vários prints com mensagens do diretor como provas. De acordo com reportagem de João Batista Jr. na Piauí, a Record já foi condenada em primeira instância pela Justiça Trabalhista a indenizar Rhiza por assédio moral e sexual. No âmbito criminal, Feitosa fez um acordo com o Ministério Público no qual pagou multa de R$ 26 mil e sustou o caso, evitando assim um eventual processo judicial. Entretanto, com a repercussão da denúncia da Piauí, ele teve seu desfecho na empresa nesta quinta. Para complicar, o ex-diretor é casado com uma funcionária da Record, a também jornalista Fabiana Oliveira, que até ano passado apresentava o programa “A Fazenda News”, na Record News. Atualmente afastada em licença-maternidade, ela vinha atuando como repórter especial no “Fala Brasil” e no “Domingo Espetacular”. Há ainda um outro agravante: não se trata de caso isolado. Thiago Feitosa foi o segundo funcionário do alto escalão da Record afastado nesta semana. Outros casos de assédio na Record Na segunda (27/11), a emissora também afastou o diretor de RH, Márcio Santos. Não por ignorar a denúncia de Rhiza Castro, mas por também ser acusado de assediar um produtor. Era ele quem recebia as vítimas de assédio na emissora e, além da denúncia do produtor, também está sendo acusado de abafar as denúncias recebidas, sem tomar providências. Antes disso, em maio de 2019, um grupo de 12 mulheres procurou a polícia para denunciar ou testemunhar atos de assédio sexual contra o repórter especial Gerson de Souza, do “Domingo Espetacular”. As vítimas e as testemunhas disseram que Gerson de Souza fazia piadas de duplo sentido, dirigia palavras obscenas às colegas, apalpava seus corpos e até chegou a roubar um beijo de uma jornalista casada. Ele negou todas as acusações e alegou ser vítima de vingança por ter criticado uma das mulheres. Apoiando sua versão, a emissora manteve o profissional até onde deu. Só que Souza virou réu na Justiça de São Paulo, situação que não pôde mais ser abafada. Em novembro de 2020, um ano e cinco meses depois das acusações, ele perdeu o emprego. Durou mais na empresa que Feitosa. Souza foi condenado em abril passado por assediar sexualmente quatro mulheres. A Justiça determinou dois anos e meio de reclusão pelo crime de importunação sexual, mas a pena foi convertida para prestação de serviços comunitários e multa de dez salários mínimos – equivalente a R$ 13,2 mil.
Marco Nanini é João de Deus no teaser de série sobre prisão do médium
O Canal Brasil divulgou o teaser de “João Sem Deus – Os Últimos Dias de Abadiânia”, que traz Marco Nanini como o médium João de Deus. A história é contada a partir do ponto de vista das irmãs Carmem (Bianca Comparato, de “3%”) e Cecília (Karine Teles, de “Manhãs de Setembro”), que vão para Goiás conhecer o líder espiritual. Uma das irmãs fica traumatizada pela chamada “cirurgia de cura espiritual”, enquanto a outra se torna uma fiel colaboradora do médium, alegando ter vivenciado o milagre da cura da irmã. Dezessete anos depois, durante a semana que antecede a queda e prisão do “maior curador do Brasil”, acusado de cometer centenas de abusos sexuais ao longo de décadas, Cecília, a irmã traumatizada que foi morar em Lisboa, retorna a Abadiânia para resgatar Carmem, agora leal funcionária de João. O reencontro das irmãs – cada uma de um lado da história – acontece em meio à queda do império de João de Deus. Produção e estreia Coprodução com o canal TVI português, a série também conta no elenco com Antonio Saboia (“Rotas do Ódio”) e artistas portugueses. Os roteiros são de Patrícia Corso e Leonardo Moreira (ambos de “Coisa Mais Linda”), e a direção é de Marina Person (“Califórnia”). A série terá première no Festival do Rio, no dia 9 de outubro, e estreia no dia 13 no Canal Brasil. Os episódios serão disponibilizados na Globoplay + Canais após a exibição no canal pago.
Russell Brand é acusado de assédio e estupro pela imprensa britânica
Russell Brand, que foi um ator britânico famoso na década passada, ex-marido de Katy Perry e hoje é uma espécie de guru da direita na internet, divulgador de ioga, meditação, teorias de conspiração e ataques à imprensa, virou alvo de uma investigação conjunta realizada pela empresa jornalística Times e a emissora Channel 4. Reportagens publicadas neste sábado (16/8) o acusam de estupro, assédio sexual e abuso emocional ao longo de um período de sete anos. De acordo com as denúncias, Brand teria iniciado um relacionamento com uma estudante de 16 anos. Em outro caso, uma mulher o acusou de tê-la estuprado em sua casa em Los Angeles. Uma terceira mulher afirmou que Brand a assediou sexualmente enquanto ela trabalhava com ele na mesma cidade. As reportagens ainda indicam que várias outras pessoas acusaram Brand de abuso físico e emocional, assédio sexual e intimidação. Defesa de Russell Brand Ao ser procurado pelos veículos na sexta (15/9) para comentar as acusações, Brand se antecipou e publicou um vídeo no Instagram, anunciando que viriam “acusações criminais muito graves” que ele negava totalmente. “As relações que tive foram absolutamente sempre consensuais”, declarou Brand. “Sempre fui transparente sobre isso, quase excessivamente transparente. E estou sendo transparente sobre isso agora”. O ator argumenta que a franqueza com que sempre tratou sua vida, especialmente sua juventude promíscua, está sendo “metastatizada em algo criminoso” e, fiel a seu estilo de propagador de conspirações, sugere que existe uma “agenda séria e concentrada” para silenciá-lo. “Para mim, é claro, ou pelo menos sinto, que existe uma agenda séria e concentrada para controlar esses tipos de espaços e essas vozes”, disse, citando Joe Rogan, que também teria sido alvo de um ataque supostamente coordenado por conta de seu conteúdo ofensivo no Spotify. Nos comentários, seus seguidores reafirmaram que não só duvidam das reportagens como “ninguém acredita na imprensa”. Para completar, Elon Musk defendeu Brand, dizendo que a imprensa “não gosta de competição”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Russell Brand (@russellbrand)
Maior agência de J-pop enfrenta escândalo de abuso sexual de boy bands
Julie Fujishima, a chefe da poderosa agência de talentos japonesa Johnny and Associates, pediu demissão na quinta-feira (7/9) depois de reconhecer os casos de abusos sexuais cometidos pelo fundador já falecido da empresa. A presidente emitiu um pedido público de desculpas às vítimas de seu tio, Johnny Kitagawa. “Tanto a agência quanto eu, como pessoa, reconhecemos que ocorreram abusos sexuais por parte de Johnny Kitagawa”, declarou a ex-presidente pela primeira vez. “Peço desculpas às suas vítimas do fundo do meu coração.” A demissão veio à tona uma semana depois das investigações contra Kitagawa, que negou qualquer irregularidade antes de morrer em 2019. O fundador teria abusado de centenas de meninos e homens jovens ao longo de seis décadas como presidente da agência de boy bands. Ele nunca enfrentou acusações legais. Kitagawa era considerado uma das figuras mais influentes da indústria do entretenimento japonesa, e foi responsável pelo lançamento de muitos artistas do J-pop, a música pop japonesa, ao longo dos anos. Apesar dos rumores sobre os abusos, o magnata nunca enfrentou processos criminais e continuou recrutando adolescente até sua morte aos 87 anos. No entanto, várias vítimas declaram no documentário britânico “Predator, The Secret Scandal of J-Pop” que achavam que suas carreiras seriam prejudicadas se não cumprissem as exigências sexuais do ex-presidente. A ex-chefe nomeou Noriyuki Higashiyama, um nome familiar da televisão no Japão, como seu sucessor na agência de talentos. O homem de 56 anos foi um dos primeiros talentos recrutados pela empresa, porém não foi uma das vítimas de abuso. Ele estava ciente dos rumores: “Eu não pude e não fiz nada a respeito”, admitiu. Passou pano? Embora algumas das alegações de abuso sexual tenham sido provadas no tribunal civil, Kitagawa processou seus acusadores por difamação com sucesso em pelo menos uma ocasião. O fundador ainda teve as notícias do escândalo “abafadas” pela grande mídia. Em março deste ano, os relatos exibidos no documentário da BBC geraram discussões no Japão, o que resultou no início de uma investigação completa. Milhares de fãs de J-pop também assinaram uma petição pressionando por novas informações sobre a agência. Denúncias As alegações das vítimas mostram um padrão de exploração de Kitagawa, que abusava dos jovens em casas luxuosas com a presença de outros rapazes. A cobertura da BBC também encorajou novas denúncias, como o ex-astro nipo-brasileiro Kauan Okamoto, que teria sido assediado durante quatro anos pelo fundador. Na semana passada, um relatório descobriu que o ex-presidente começou os crimes na década de 1950, passando pela criação da agência de talentos, até a década de 2010. A investigação também descobriu que a gestão familiar permitiu que os casos de abuso sexual prosseguissem, inclusive sob supervisão da sobrinha, Julie Fujishima. A agência Johnny and Associates é responsável pela carreira de bandas como SixTones, Hey! Say! JUMP, Snow Man e Travis Japan. Não está claro se os artistas continuarão com a empresa, que cogita uma troca de nome futuramente.
Juiz reabre processos de abuso infantil contra Michael Jackson
A corte de apelações da Califórnia decidiu na sexta-feira (18/8) que dois homens que acusaram Michael Jackson de abusá-los sexualmente quando eram crianças podem retomar processos contra empresas pertencentes ao espólio do falecido cantor. Wade Robson, 40, e James Safechuck, 45, alegam que os funcionários das duas empresas – MJJ Productions Inc. e MJJ Ventures Inc. – foram cúmplices nos supostos abusos sexuais de Jackson. Os casos, que foram detalhados no documentário da HBO “Deixando Neverland”, foram inicialmente arquivados em 2017, mas uma nova lei estadual permitiu que fossem reabertos. A reabertura dos processos Os processos alegam que os funcionários das empresas de Jackson tinham o dever de cuidar dos meninos, violando esse dever ao não prevenir os abusos. Os casos foram arquivados em 2013 e 2014 e posteriormente descartados em 2017 devido à prescrição. No entanto, em 2020, uma nova lei estadual concedeu aos demandantes em casos de abuso sexual infantil mais tempo para abrir processos. Apesar da extensão, os processos foram novamente descartados em 2020 e 2021 no Tribunal Superior do Condado de Los Angeles. Um juiz decidiu na época que as empresas não eram obrigadas a proteger as crianças. A nova decisão de sexta-feira contraria esse parecer, com a Segunda Corte de Apelações do Distrito da Califórnia rejeitando os argumentos das corporações de que não tinham o dever de proteger as vítimas porque “não tinham capacidade de controlar Jackson – seu único proprietário – ou suas interações” com crianças. Para o juiz que revisou o caso, “uma corporação que facilita o abuso sexual de crianças por um de seus funcionários não é desculpada de um dever afirmativo de proteger essas crianças, apenas porque é de propriedade exclusiva do autor do abuso.” Reações e declarações O espólio de Jackson nega as alegações. Jonathan Steinsapir, advogado da defesa, declarou após a decisão: “Continuamos totalmente confiantes de que Michael é inocente dessas alegações, que são contrárias a todas as evidências críveis e corroboração independente, e que foram feitas apenas anos após a morte de Michael por homens motivados apenas pelo dinheiro.” Por outro lado, Vince Finaldi, advogado de Safechuck e Robson, disse que a corte havia revertido “decisões incorretas nesses casos, que eram contrárias à lei da Califórnia e teriam estabelecido um precedente perigoso que colocava as crianças em perigo.” Próximos passos A decisão marca a segunda vez que os processos, arquivados em 2013, foram restaurados após serem descartados. Com a vitória na apelação, os processos agora retornarão a um tribunal de primeira instância, onde um juiz de Los Angeles reconsiderará as acusações contra Jackson, marcando mais um capítulo nas controvérsias em torno do legado do cantor.
Ângela Bismarchi denuncia ex-marido por perseguição e escândalos
Ângela Bismarchi revelou à revista Quem que denunciou seu ex-marido, Wagner de Moraes, na Delegacia de Atendimento à Mulher na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro. Segundo a atriz, o cirurgião plástico teria feito intimidações e escândalos públicos por não aceitar o fim da união de 20 anos. Na queixa revelada nesta quinta-feira (3/8), Ângela conta que seu ex-marido a teria perseguido dentro da casa para que ela não pudesse sair do imóvel. “Chegou ao extremo de ele prender meu carro para não deixar eu sair e fazer escândalo em público”, revelou. “Estava me perseguindo, e eu tendo que correr para sair de casa para que ele não me seguisse. Foram situações constrangedoras. Acho que caiu a ficha de que a gente realmente está separado e que não quero mais, pelo menos neste momento”, disse ela, que ainda vive com Wagner até vender o imóvel. O casamento de Ângela e Wagner chegou ao fim em abril deste ano, quando o cirurgião decidiu se mudar para os Estados Unidos, sem avaliar a vontade da atriz em permanecer no Brasil para concluir seus estudos de psicanálise. “Ele ficou dois meses e voltou, porque ainda tem questões aqui para resolver. Ele também queria que eu fosse, mas não adianta ficar forçando barra. Quem sabe, ele indo para os Estados Unidos, a gente até possa reatar, dependendo da mudança da conduta dele. Foram 20 anos juntos e não quero ter inimizade com ele”, ponderou a modelo. Ângela também expressou desejo de encorajar outras mulheres vítimas de danos morais: “Tendo essa notoriedade na mídia, esse é o meu dever. Quantas mulheres passam pela mesma situação ou pior e não denunciam? Não pode ter medo, porque a Lei Maria da Penha é para isso. Também sou cristã, e é meu dever ajudar os outros.” Denúncias salvam vidas Ângela Bismarchi afirmou que realizou a denúncia para tentar se proteger, já que ela não tem a intenção de prejudicá-lo. A modelo acredita que seu ex-marido teve mudanças comportamentais desde que o caso foi parar na Justiça. “Preferi denunciar para dar uma segurada nele, e estou ajudando-o, porque pessoas descontroladas fazem besteira. Ele agora está até um pouco mais calmo, porque está sendo acompanhado pela assistente social da Delegacia da Mulher. Eu também passei por essa conversa com ela. Ele estava muito enciumado, e o assédio [a ela] também é muito grande. A gente está tentando agora ter um convívio melhor.” Wagner de Moraes, por sua vez, acredita na reconciliação com a ex-esposa: “Essa é uma separação que, no meu coração, jamais será definitiva. Foi muito amor, carinho, afinidade e trabalho em conjunto.” “Somos muito fiéis a Deus, e Ele fará a reaproximação no momento certo, cada dia melhor, mais certo, com mais felicidade e mais amor. É isso que eu espero daqui para frente, porque briga de casal, entre duas pessoas que se amam, é muito comum. O amor que temos um pelo outro é muito grande, e é assim que eu vejo a vida, e vejo eu e Ângela”, garantiu o cirurgião plástico. O caso de Ângela Bismarchi corre em segredo de Justiça.
Rafael Cardoso tem conversa com atriz menor de idade exposta: “Linda. Tá no quarto?”
Rafael Cardoso, ator conhecido pelas novelas na Rede Globo, foi exposto nas redes sociais por ter conversas íntimas com uma colega menor de idade. Após a influenciadora Mariah Benfica, de 18 anos, detalhar mensagens estranhas enviadas pelo artista assim que ela completou a maioridade, novos prints de uma atriz não identificada foram divulgadas pela colunista Fábia Oliveira, do Metrópoles nesta segunda-feira (10/7). Na primeira conversa, o ator elogia a jovem – aos 17 anos na época – e lembra que ela tinha apenas 6 anos quando os dois trabalharam juntos na novela “A Vida da Gente”, exibida pela Globo em 2011. Em seguida, ele pergunta se é ela mesma quem usa as próprias redes sociais. “Fico com medo. Vai saber… Deixa eu te ver só para confirmar? Estou na Fazenda, acordei agora”, diz Cardoso. Em resposta, ela negou e disse que a mãe estava dormindo ao seu lado. “Deixa só eu ver se é você, vai no banheiro”, insistiu. “Depois apaga aqui, pelo amor de Deus. Imagina o tamanho da merda [risos]”. Por fim, a menor de idade envia a foto e recebe elogios do ator. “Linda. Tá no quarto? Só fala para eu ficar tranquilo. Fico cabreiro”, escreveu. Ele responde com vídeo O ator então manda um vídeo de visualização única, que também não permite registrar a tela. A jovem ainda o tranquiliza e diz que a conversa estava em modo temporário, ou seja, as mensagens iriam sumir depois. “Só queria saber se estava bem mesmo! E saber se estava falando contigo. Hoje a molecada tem gente trampando direto, vai saber… Mas tranquilo”, respondeu ele. Antes da conversa acabar, o ator pede que ela envie mais um vídeo para ele. Em seguida, ele ainda pede que a jovem fale o nome dele em outro vídeo, o chamando de ‘Rafa’. A menina, no entanto, diz que precisa ir dormir, pois “já era tarde”. “Prazer falar contigo, menina”, disse o ator em despedida. De acordo com as revelações, as conversas aconteceram enquanto ele ainda era casado com Mariana Brid, de quem se separou em dezembro de 2022. Atualmente, Cardoso está no ar como Evandro na novela “Terra e Paixão”. Vale mencionar que, apesar de a jovem ser menor de idade, a ação do ator não configura crime. Conforme o entendimento da legislação, a pessoa maior de 14 anos já tem capacidade de consentimento. Rafael Cardoso segue sendo pior do que imaginávamos. Vazou uma conversa dele com uma menor de idade enquanto estava casado pic.twitter.com/ywZ4AXL30R — Matheus (@odontinho) July 10, 2023
Artista plástica processa viúva de Gal Costa por danos morais e materiais
A artista plástica Daniela Cutait, que vendeu em 2020 sua casa no Jardim Europa, em São Paulo, para a cantora Gal Costa, entrou na última sexta-feira (7/7) com uma ação de danos morais e materiais contra Wilma Petrillo, viúva da cantora. Em sua ação, Daniela citou o “envolvimento (de Wilma) em histórias de trambiques e humilhações”, afirmando ter se tornado “mais uma vítima do comportamento contumaz de humilhações da ré”. Contas atrasadas Os advogados de Daniela Cutait detalham no processo que a titularidade das contas de gás e luz do imóvel não foram transferidas, o que causava problemas para sua cliente. Daniela “passou a receber diversas mensagens de cobrança dos débitos de luz e gás atrasados, sempre com a observação de que, não havendo o pagamento, seu CPF seria ‘negativado nos próximos dias’ (…) e avisos de inscrição nos órgãos de proteção ao crédito.” No caso da fatura de luz, a artista plástica se viu obrigada a pagar o débito (de R$ 2.999) para que a Enel, empresa responsável pelo fornecimento de energia elétrica, desligasse a energia da casa — permitindo assim a transferência de titularidade. Já em relação à fatura de gás, Daniela afirma que Wilma a “bloqueou no WhatsApp, ignorou todas as solicitações, desligou o telefone em sua cara e proibiu a entrada dos funcionários da Comgás para realizar o desligamento”. A defesa de Daniela Cutait solicita que a Justiça obrigue Wilma Petrillo a realizar a troca da titularidade da conta de gás, a indenizá-la em R$ 20 mil por danos morais e a reembolsá-la pelo valor pago à Enel. A ação inclui ainda o pedido “ao pagamento das custas, despesas processuais e demais verbas decorrentes do ônus sucumbencial, em especial, dos honorários advocatícios a serem fixados”. Bate-boca As acusações de contas atrasadas vieram à tona no final de junho. Na ocasião, Wilma Petrillo se defendeu afirmando que “tem todos os comprovantes de pagamentos” e que irá “colocar o jurídico para resolver”. Ela também acusou Daniela de estar mentindo e de viver “pendurada nos maridos ingênuos”, além de criticar a carreira da artista plástica. Daniela Cutait respondeu às acusações de Wilma afirmando que “ela está me confundindo. Eu não sou pendurada em marido algum. Graças a Deus” e avisou que tomaria as atuais medidas legais contra Wilma por danos morais. Polêmicas envolvendo Wilma Petrillo Wilma Petrillo foi alvo de uma reportagem de denúncia na revista Piauí na semana passada, que envolveu seu nome em vários escândalos. Ela foi alvo de acusações de extorsão e até agressões, levantando suspeitas de golpes em empresários, produtores culturais e outras pessoas, além de assédio moral contra ex-funcionários de Gal Costa e de ações prejudiciais à carreira da cantora. A morte da cantora Gal Costa, em novembro de 2022, aos 77 anos, adicionou mais um elemento de controvérsia em torno de Petrillo. Como a causa da morte não foi revelada, pessoas próximas à cantora decidiram pedir uma exumação e autópsia ao suspeitar do envolvimento da viúva no caso.
José Dumont é condenado por armazenamento de pornografia infantil
O ator José Dumont, de 72 anos, foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro por armazenar pornografia infantil. A sentença, proferida no dia 3 de julho, estabelece uma pena de 1 ano de reclusão, mas para a fixação da pena, a juíza Gisele Guida de Faria, da 1ª Vara Especializada de Crimes contra a Criança e o Adolescente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), considerou que não houve agravantes no crime e levou em consideração a idade do ator, superior a 70 anos. Diante dessas condições, a legislação brasileira permite que o regime inicial de cumprimento da pena seja o aberto. Portanto, Dumont tem a possibilidade de recorrer em liberdade. A sentença também inclui o pagamento das custas processuais por parte do réu. Outras acusações Além desse caso, também é réu por estupro de vulnerável. O ator foi preso em uma ação policial, porém foi liberado no dia 12 de outubro sob a medida cautelar de uso de tornozeleira eletrônica. A denúncia que resultou na prisão em flagrante partiu de vizinhos. De acordo com a investigação, câmeras de segurança do condomínio onde Dumont reside registraram o ator cometendo abusos contra um adolescente de 12 anos. Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão na residência do ator, a polícia encontrou vídeos e fotos contendo pornografia infantil em seu celular e computador pessoal, o que rendeu a segunda acusação, pela qual ele foi condenado nesta semana. Segundo as informações divulgadas pelo jornal O Globo, a posse e armazenamento de material pornográfico infantil por Dumont resultou na descoberta de 240 arquivos de crianças e adolescentes. Na época da prisão, o ator estava prestes a estrear na novela “Todas as Flores”. Ele afirmou em sua defesa que o material apreendido era estudo para seu personagem na trama – um abusador. Após o encarceramento, a emissora demitiu o artista. Além do caso no Rio, o Ministério Público da Paraíba também retomou investigações sobre possível estupro de vulnerável praticado por Dumont em 2009 na cidade de Cabedelo, a 15 km de João Pessoa. Para fazer frente às acusações, Dumont contratou o escritório do advogado Arthur Lavigne, um dos mais renomados e caros do Brasil, que ajudou a promotoria no caso do assassinato de Daniella Perez. Carreira premiada O último trabalho do ator na TV foi como o Coronel Eudoro em “Nos Tempos do Imperador” (2021). Ele é visto em produções da Globo desde que teve o papel principal no telefilme “Morte e Vida Severina”, de 1981, e também participou da versão original de “Pantanal” na TV Manchete. Com uma longa carreira nas telas que vem desde o filme “Lucio Flávio, o Passageiro da Agonia”, de 1977, Dumont também colecionou 21 prêmios nacionais e internacionais, incluindo três Candangos de Melhor Ator em Longa-Metragem no Festival de Brasília, dois Kikitos de Melhor Ator e um de Coadjuvante no Festival de Gramado, além de prêmios equivalentes nos festivais do Rio, Recife (Cine-PE), Miami (EUA), Havana (Cuba) e Huelva (Espanha).
Viúva de Gal Costa teria dado golpes e prejudicado carreira da cantora
A empresária Wilma Petrillo virou tema de uma reportagem polêmica da revista Piauí. O texto da edição de julho, escrito por Thallys Braga, revelou que a viúva de Gal Costa teria praticado golpes financeiros em nome da cantora. Segundo a reportagem, Wilma é acusada de assédio moral contra ex-funcionários, ameaças e golpes financeiros. A empresária ainda teria sido a responsável pela falência de Gal, uma das maiores artistas da Música Popular Brasileira (MPB). Chantagens Um dos depoimentos que chamam a atenção foi feito por Bruno Prado, médico próximo do casal. Ele afirmou ter emprestado entre R$ 10 mil e R$ 15 mil para uma cirurgia nos olhos, que demorou a ser paga. Prado acrescentou que, como forma da retaliação, deixou de ser convidado em eventos sociais de Gal. A matéria também destaca que Wilma teria ameaçado contar a sexualidade de Prado para seus familiares. “Se você continuar me cobrando, eu vou fazer uma coisa muito bonitinha: conto pro teu pai que você é viado”, ela teria dito. Com medo das consequências, Prado teria escrito um e-mail sobre a história para Gal, que prometeu o pagamento da dívida. O médico ainda decidiu contar sua orientação sexual e recebeu acolhimento familiar. As ameaças de Wilma teriam continuado, o que resultou em um boletim de ocorrência feito por Prado. “Você vai tomar uma surra tão bonita que vai aprender a respeitar os outros”, relatou o médico. Shows perdidos O produtor Ricardo Frugoli também se diz uma das vítimas de Wilma Petrillo. Na reportagem, ele conta que Gal teria perdido oportunidades de show no Brasil e na Europa devido ao comportamento da esposa. A cantora soube por Frugoli que a esposa era acusada de intriga, furtos e humilhação nos bastidores. Porém, ela se recusou a acreditar nas alegações intensas e nunca mais tocaram no assunto. “Durante muito tempo, fui o cara que não deixou a bomba explodir. Continuar ali era importante para protegê-la do que vinha acontecendo na carreira e dentro de casa”, contou o produtor, que também abriu um boletim de ocorrência e acabou demitido quatro dias depois. Relato semelhante foi dado por Rodrigo Bruggermann, produtor responsável pelos shows de “Recanto” nas cidades do sul do Brasil. “Além de ser grosseira, ela fazia mudanças de última hora e aplicava taxas surpresa”, disse ele que define Wilma como “a pior pessoa com quem lidei nesse meio”. O empresário Maurício Pessoa teria sido outro prejudicado por Wilma. Em 2013, ele sofreu um rombo financeiro após conseguir um patrocínio de R$ 700 mil da Natura Musical. A cantora deveria realizar seis shows e a gravação de um álbum ao vivo, mas a empresária pediu retorno imediato de 80% do valor. Os primeiros shows só aconteceram anos depois. Dentre outras coisas, Wilma Petrillo também é acusada de ter barrado um show de Gal no prestigiado Carnegie Hall, em Nova York. A empresária dizia que a cantora “não gostava de se apresentar nos Estados Unidos”. Fontes próximas negaram a informação e disseram que a cantora não retornava aos EUA por medo de ser presa, já que Wilma teria vendido um de seus imóveis e se recusou a pagar os impostos da venda. Tóxica e abusiva Um dos dois funcionários revelou que chegou a testemunhar uma discussão de Gal e Wilma, em meados de 2015. A cantora estaria indignada com os serviços prestados pela esposa e acabou envolvida em um embate físico. “O dinheiro entra e some, as dívidas não param de chegar. Que tipo de empresária é você?”, teria dito Gal. “Você é uma velha, as pessoas não querem mais te contratar”, rebateu Wilma. Buraco negro financeiro A reportagem da Piauí questiona sobre a fortuna deixada por Gal Costa após sua morte. No entanto, amigos próximos revelaram que as finanças da cantora eram um “buraco negro” e foram minadas por conta de Wilma. Segundo apuração, Gal deixou apenas um imóvel valioso que será herdado por seu filho único, Gabriel Costa. A residência foi comprada por R$ 5 milhões em 2020 e está localizada no bairro dos Jardins.
Allison Mack, ex-atriz de “Smallville”, é liberada da prisão
A atriz Allison Mack, conhecida por sua atuação na série “Smallville”, foi liberada da prisão na segunda-feira (3/7), após cumprir dois dos três anos de sua sentença. A atriz de 40 anos foi condenada por acusações de extorsão e conspiração em conexão com o escândalo de tráfico sexual da seita NXIVM. Mack foi presa em abril de 2018, após as autoridades federais invadirem a sede da NXIVM perto de Albany, Nova York. Em 2021, ela se declarou culpada das acusações e enfrentou uma pena de 14 a 17 anos e meio de prisão. No entanto, sua sentença foi reduzida a três anos por ter ajudado os promotores no caso contra Keith Raniere, líder da NXIVM. Raniere foi condenado em 2020 a 120 anos de prisão por tráfico sexual, entre outros crimes. A atriz começou a cumprir sua sentença em setembro de 2021 na Instituição Correcional Federal de Dublin, na Califórnia. Além do tempo de prisão, Mack recebeu uma multa de US$ 20 mil e precisa cumprir mil horas de serviço comunitário. Assim como Mack e Raniere, Clare Bronfman, herdeira do grupo de bebidas Seagram, também foi condenada por seu envolvimento na seita, recebendo uma sentença de seis anos e nove meses de prisão. Saída antecipada da prisão A libertação antecipada de Allison Mack foi confirmada pelo site do Bureau Federal de Prisões. Ela foi liberada devido ao bom comportamento durante o período em que esteve detida. Em uma carta enviada ao tribunal antes de sua sentença, ela se dirigiu “àqueles que foram prejudicados por minhas ações”, afirmando que ela se jogou nos ensinamentos de Raniere “com tudo que eu tinha”. “É agora de suma importância para mim dizer, do fundo do meu coração, que sinto muito”, disse a carta. “Este foi o maior erro e arrependimento da minha vida.” Mack disse que se uniu à organização NXIVM há uma década para encontrar propósito na vida: “Ao longo de todo o tempo, eu acreditei que as intenções de Keith Raniere eram de ajudar pessoas. Eu estava errada. Eu agora percebo que eu e outras pessoas nos envolvemos em condutas criminosas”. A seita sexual Gabando-se de que seus membros incluíam atores de Hollywood e atletas profissionais, Raniere atraiu várias pessoas para seu programa de autoajuda, que se tornou extremamente popular. Mas, conforme sua influência crescia, ele também passou a fundar diversos subgrupos, entre eles o DOS (“Dominus Obsequious Sororium”), formado só por mulheres atraentes e que funcionava como uma seita sexual, onde as integrantes eram marcadas com as iniciais do guru, forçadas a seguir dietas estritas e não saudáveis, e transformadas em escravas sexuais por meio de chantagem. Mack ajudou a atrair várias mulheres para o DOS, como uma das principais recrutadoras da NXIVM. Mas fechou um acordo de detalhes não revelados para colaborar com a promotoria de Justiça e entregou gravações incriminadoras de Raniere, que ajudaram a condená-lo a uma sentença centenária. O escândalo da NXIVM rendeu duas séries documentais, “Seduced: Inside the NXIVM Cult” (2020), na Starz, e “The Vow”, na HBO, que teve sua 1ª temporada exibida em 2020 e ainda teve uma continuação em 2022, após as condenações dos envolvidos. Veja baixo os trailers das duas temporadas de “The Vow”.
Armie Hammer não enfrentará acusações de agressão sexual por falta de evidências
O escritório da promotoria de Los Angeles desistiu de levar adiante as acusações de agressão sexual contra Armie Hammer (“Me Chame Pelo Seu Nome”). Após uma longa investigação realizada pelo Departamento de Polícia de Los Angeles (LAPD), o escritório explicou por comunicado que não foi possível comprovar as alegações de estupro feitas contra o ator. Com o pronunciamento, o escritório ressaltou que os casos de agressão sexual são analisados rigorosamente. “Neste caso, os promotores conduziram uma revisão extremamente completa, mas determinaram que, neste momento, não há provas suficientes para acusar o Sr. Hammer de um crime”, esclareceram. Os promotores destacaram a complexidade do relacionamento entre ele e a acusadora como uma das justificativas para o arquivamento. A acusadora, identificada como Effie, procurou a polícia em fevereiro de 2021, alegando ter sido vítima de abusos físicos durante um relacionamento intermitente que durou quatro anos. Effie também afirmou ter sido violentamente estuprada por Hammer em 2017. No entanto, o ator negou todas as acusações feitas contra ele. Encorajadas pelas acusações de Effie, várias outras mulheres decidiram se pronunciar como vítimas dos comportamentos abusivos de Hammer. As acusações incluíam referências a canibalismo e fetiches BDSM (sigla para Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo). Com as declarações, foram compartilhadas imagens de conversas sinistras do ator com as mulheres que o acusaram. Em meio à polêmica, Hammer foi dispensado de sua agência, a reconhecida WME, e foi afastado das produções em que estava envolvido. Na época, ele estava envolvido nas filmagens do longa “Morte do Nilo” (2022). Devido aos altos custos para uma refilmagem, a Disney decidiu não cortá-lo do filme, mas ele não participou da divulgação e a produção foi seu último projeto desde então. Hammer deu sua primeira entrevista sobre a polêmica em fevereiro passado, após mais de um ano em silêncio. Durante a conversa com o boletim Air Mail, ele afirmou que todas as suas relações sexuais tiveram consentimento. O ator também revelou ter pensado em suicídio diante do escândalo. Negando qualquer envolvimento em atividades criminosas, ele criticou a cultura do cancelamento que o fez ser dispensado de vários projetos e encerrou sua carreira – até o momento. Em 2022, o Discovery+ lançou o documentário “House of Hammer” (Casa de Hammer, em tradução livre). Dividida em três partes, a série mergulhou nas acusações contra o ator e explorou o histórico escandaloso de sua família. No Brasil, a produção também está disponível na HBO Max.
NBCUniversal perde CEO após investigação de “conduta imprópria”
O conglomerado Comcast soltou uma bomba neste domingo (23/4) ao anunciar que o executivo Jeff Shell está deixando imediatamente o cargo de CEO da NBCUniversal. A decisão foi tomada de forma “mútua” após uma investigação sobre uma queixa de conduta inadequada contra Shell. Em seu comunicado, Shell admitiu ter tido um relacionamento inapropriado com uma colega da empresa, o que lamentou profundamente. Ele também pediu desculpas à Comcast e à equipe da NBCUniversal. “Eu tive um relacionamento inadequado com uma mulher na empresa, o que lamento profundamente”, disse Shell. “Sinto muito por ter decepcionado meus colegas da Comcast e da NBCUniversal, que são as pessoas mais talentosas do setor, e ter a oportunidade de trabalhar com eles nos últimos 19 anos foi um privilégio.” O executivo da mídia liderou a empresa desde que assumiu o cargo de CEO em 1º de janeiro de 2020, reportando-se diretamente ao CEO da Comcast, Brian L. Roberts. Shell foi anunciado como sucessor do CEO anterior da NBCUniversal, Steve Burke, em dezembro de 2019. Como CEO, Shell supervisionou o amplo portfólio da empresa, que inclui redes de televisão de entretenimento e notícias, o estúdio de cinema Universal, bem como significativas operações de produção de TV e esportes, o grupo de estações de televisão, parques temáticos e muito mais. Ainda não se sabe quem irá substituir Shell na NBCUniversal. Ele é um veterano da Comcast, tendo ocupado cargos importantes na empresa, incluindo presidente do Conselho de Cinema e Entretenimento da NBCUniversal, presidente do Grupo de Programação da Comcast e presidente do NBCUniversal International. Shell começou a subir na empresa como presidente do estúdio de cinema da Universal em 2013, depois de comandar as operações internacionais da NBCU por uma década. Inicialmente, ele era visto mais como um burocrata da área de negócios com pouca experiência direta quando se tratava de administrar um império cinematográfico. Mas essa visão mudou rapidamente. De fato, a visão empresarial de Shell teve um enorme impacto em toda a indústria. Antes mesmo de a empresa lançar seu serviço de streaming Peacock, ele foi um forte defensor da diminuição da janela de exibição para que um título pudesse ser disponibilizado mais cedo em casa. Quando a pandemia chegou, a Universal assinou um acordo histórico com proprietários de cinemas, permitindo que filmes fossem disponibilizados em VOD premium em até 17 dias após seu lançamento nos cinemas, e diminuindo pela metade o período de espera para um lançamento em streaming convencional. A saída de Shell ocorre em um momento crucial para a NBCUniversal, que precisa decidir o que fazer com sua participação na Hulu. Por outro lado, a empresa tem motivos para comemorar o sucesso de seu streamer Peacock, que alcançou mais de 20 milhões de assinantes até o final de 2022 apenas nos EUA. A plataforma, porém, ainda não ganhou lançamento internacional. Esta não é a primeira vez que uma importante figura da NBCUniversal deixa a empresa devido a um escândalo. Em 2020, o vice-presidente Ron Meyer saiu após admitir um caso extraconjugal e uma tentativa de extorsão. Num caso similar, no ano passado, Jeff Zucker renunciou à presidência da CNN por não ter divulgado um relacionamento consensual com uma colega.












