American Crime Story vai abordar escândalo sexual que ameaçou Bill Clinton com Impeachment
A premiada série “American Crime Story” definiu o tema de sua 3ª temporada. O canal pago americano FX confirmou que o tema da atração em 2020 será o escândalo Monica Lewinsky. Para quem não lembra (já se passou tanto tempo assim?), Lewinsky era a estagiária cuja intimidade com Bill Clinton quase acabou em Impeachment – um escândalo que abalou o casamento da ex-rival de Trump nas últimas eleições, Hillary Clinton. O tema foi anunciado em 2017, mas ninguém mais tinha falado no assunto até esta terça (6/8), quando o presidente do FX, John Landgraf, oficializou o projeto e divulgou os primeiros nomes do elenco, durante sua participação no evento semestral da TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA). Intitulada “Impeachment: American Crime Story”, a temporada “vai explorar as mulheres que se viram apanhados no escândalo e guerra política que lançou uma longa sombra sobre a presidência de Clinton”, descreveu Landgraf. A trama é baseada em “A Vast Conspiracy: The Real Sex Scandal That Nearly Brought Down a President”, best-seller de 2000 escrito por Jeffrey Toobin, mesmo autor do livro “The Run of His Life: The People v. O.J. Simpson”, que inspirou a bem-sucedida 1ª temporada da série. A adaptação foi feita por Sarah Burgess (“Compliance”) e será estrelada por Beanie Feldstein (“Fora de Série”) no papel de Monia Lewinsky, Annaleigh Ashford (“The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story”) como Paula Jones, que processou Clinton por assédio, e Sarah Paulson (“The People v. O.J. Simpson: American Crime Story”) como Linda Tripp, responsável por gravar secretamente as conversas de Lewinsky com Bill Clinton. O timing do lançamento dessa produção, porém, é complexo. “Impeachment: American Crime Story” irá ao ar em setembro, semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em que Trump vai enfrentar um candidato do partido de Clinton. No evento da TCA, Landgraf afirmou não considerar que a série possa prejudicar os Democratas na eleição. Vale lembrar que a Fox, proprietária da FX quando o projeto começou a ser fomentado, era assumidamente Republicana, mas a Disney, atual dona da emissora, pende para o Partido Democrata.
The Rookie: Atriz pede demissão após sofrer racismo e assédio sexual
A atriz Afton Williamson, que interpretou a policial Talia Bishop na 1ª temporada de “The Rookie”, não vai voltar para o segundo ano da atração estrelada por Nathan Fillion (o “Castle”). Ela resolveu desabar sobre o que aconteceu em seu Instagram neste domingo (4/8), depois de denunciar racismo, bullying e assédio sexual no set e nada ser feito sobre suas acusações, até que o assédio virou ataque na festa de encerramento da temporada inaugural. Em um desabafo, Afton alega que desde a gravação do piloto, ela vivenciou situações de discriminação racial. “Também ouvi comentários nada apropriados da equipe de cabeleireiros e sofri bullying dos produtores-executivos”, escreveu. “Ao longo da temporada, a situação piorou e fui vítima de assédio sexual de um ator recorrente. E os comentários racistas da chefe dos cabeleireiros se transformaram em agressão sexual na festa de encerramento”, continuou. Afton contou que informou o showrunner da série, Alexi Hawley, sobre o que havia sofrido. “Ele não fez nenhum registro nem repassou o problema para o departamento de Recursos Humanos, como havia prometido. O chefe dos cabeleireiros só foi demitido depois da agressão sexual, e não por causa de um ano inteiro de comentários racistas e bullying.” A atriz alegou ainda que ninguém nunca investigou nenhuma das denúncias feitas por ela. “A única vez que me chamaram para participar da investigação foi quando pedi uma reunião com os executivos assim que anunciaram que teríamos uma 2ª temporada. Meu agente e um representante do sindicato também estavam presentes, e ficou claro para todos ali que o showrunner não havia passado minhas acusações adiante”, reclamou. “Depois que eu fiz a primeira denúncia de assédio sexual, me informaram que o ator em questão iria ser demitido. Mas também pediram que eu gravasse com ele no dia seguinte, porque o roteiro já estava escrito. Esse ator voltou a participar da série no fim da temporada, e eu tive que gravar novamente cenas com ele.” “Quando eu questionei o showrunner, ele admitiu que o ator não havia sido demitido e que ele não tinha envolvido o RH no problema. Pediram para que eu voltasse para a 2ª temporada e garantiram que ‘tudo estaria resolvido’. A investigação ainda nem começou e já estavam gravando os novos episódios. Então, decidi sair”, explicou ela. “Agora é a melhor época para ser uma mulher e eu tenho essa plataforma. Então, chegou a hora de usar a minha voz. A minha força vem de dentro, e vem de Deus”, encerrou a atriz. A rede ABC, que exibe a série nos Estados Unidos, não comentou as acusações de Afton Williamson. Mas a repercussão na imprensa americana está sendo enorme. Vale lembrar que o canal cancelou sua série de maior audiência, “Roseanne”, após comentários racistas da estrela da atração nas redes sociais. A 2ª temporada de “The Rookie” tem estreia prevista para 29 de setembro nos EUA. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Universal. Confira a denúncia original de Afton Williamson abaixo. Ver essa foto no Instagram I will not be returning for Season 2 of The Rookie. I owe it to you my amazing fans to share the Truth. Throughout the filming of the pilot, I experienced Racial Discrimination/Racially Charged inappropriate comments from the hair department and bullying from Executive Producers. During the Season, it continued along with Sexual Harassment from a recurring guest star and the racist commentary & bullying from the Hair Dept. Head escalated into Sexual Assault at our Wrap party.The Sexual Harassment though reported directly to the Showrunner/EP remained undocumented and was not reported to HR as promised. The Hair Dept. Head was fired ONLY after the sexual assault and NOT for an entire year of outward racism/racially charged language and bullying behavior in and out of the Hair and Makeup trailer. HR protocol was never adhered to following the above reports given by me to my Showrunner/EP and an investigation was never issued for any of my claims. The only time I was asked to participate in an investigation was after a meeting I called in June following our Season 2 announcement. This meeting included the Showrunner and two other producers as well as my agent and SAG-AFTRA Union Rep. It was clear to all present in the meeting that the Showrunner had not shared my reports with the any of the producers. After my initial report of sexual harassment, I was assured that the actor would be fired. I was also asked to film with him the very next day as a courtesy to the script, even though we had not begun filming the episode yet. This actor reappeared on our call sheet at the end of the season, I was even written in scenes with him. I asked the Showrunner about this and he admitted to me that the actor had not been fired nor had he gotten HR involved. I was asked to return this season, and promised that “everything was handled.” The investigation hadn’t even begun and Season 2 had already started filming. I turned it down and I walked. Now is the best time in the world to be a woman and I have a platform so it’s time to use my Voice. Strength comes from within. It comes from Above. “Greater is He that is within Me than he that is in the world” ❤️?? Uma publicação compartilhada por Afton Williamson (@therealaftonw) em 4 de Ago, 2019 às 1:12 PDT
Enterro musical da série Transparent ganha novo trailer
A Amazon divulgou um novo poster e trailer do final da série “Transparent”, que vai acabar com um episódio especial, o primeiro e único sem o protagonista Jeffrey Tambor, demitido após denúncias de assédio sexual. O destino de seu personagem, um pai de família que inicia a transição de gênero na Terceira Idade, assumindo a identidade social de Maura Pfefferman, é revelado logo no começo do vídeo. “Maura morreu”, revela Davina (Alexandra Billings) num telefonema para Shelly (Judith Light), a esposa do falecido. E qual a reação da viúva – e de todo o elenco da produção? Cantar e dançar. E fazer o enterro – em mais de um sentido. A criadora da série, Jill Soloway, decidiu encerrar “Transparent” com um episódio musical em vez de produzir uma 5ª temporada completa – ou uma versão encurtada dela. Tambor foi demitido em fevereiro do ano passado, após uma investigação interna, que apurou denúncia de uma ex-assistente pessoal, Van Barnes, feita em uma publicação no seu perfil privado do Facebook, na qual relatava comportamento inadequado por parte do ator. Logo em seguida, a colega de elenco Trace Lysette acusou o ator de ter feito comentários sexuais e tentado abusar dela em ocasiões diferentes. Ambas são transexuais. Após a primeira acusação, o ator de 73 anos, que venceu dois prêmios Emmy de Melhor Ator de Série de Comédia por “Transparent”, chegou a vir a público negar “de maneira contundente e veemente” qualquer tipo de comportamento inadequado. Mas, diante da segunda denúncia, disse que sua permanência na série tinha se tornado insustentável. “Por conta da atmosfera politizada que parece ter afetado nosso set, eu não vejo como posso voltar a ‘Transparent'”, ele chegou a desabafar, em comunicado. Ao ser informado por mensagem de texto que tinha sido demitido, ele ainda se declarou “profundamente desapontado” pelas acusações “injustas”. E logo depois foi arranjar confusão no set de “Arrested Development”, que também chegou ao fim na Netflix. Jeffrey Tambor venceu dois Emmys e um Globo de Ouro como Melhor Ator em Série de Comédia por “Transparent”. Mas o zeitgeist cultural evoluiu muito desde então. Após a série pioneira, mais produções passaram a incluir personagens transexuais em suas tramas, e todos elas são, ao contrário de Tambor, interpretadas por atores transexuais. Há atualmente um entendimento de que heterossexuais não devem viver personagens trans – o que levou até Scarlett Johanssen a abandonar um papel no cinema, num filme sobre uma gângster transexual que, sem ela, como queriam politicamente corretos, não será mais feito. O final musical da série “Transparent” será disponibilizado em 27 de setembro no serviço Prime Video da Amazon.
James Gunn explica porque Guardiões da Galáxia Vol. 3 não foi anunciado na Comic-Con
O diretor James Gunn usou o Twitter para tranquilizar os fãs que estranharam a falta do anúncio da produção de “Guardiões da Galáxia Vol. 3” durante a participação da Marvel Studios na Comic-Con International, em San Diego. Segundo o cineasta, o motivo é simples: ele ainda não começou a trabalhar na continuação, porque está ocupado com “O Esquadrão Suicida”, da concorrente DC Comics, que será lançado em 2021. “Desculpe desapontá-los. ‘Guardiões da Galáxia Vol. 3’ vai acontecer, mas estou finalizando ‘O Esquadrão Suicida’ primeiro”, ele escreveu. Os filmes e séries anunciados pela Marvel na Comic-Con oficializaram apenas projetos que serão lançados entre 2020 e 2021. Graças à demissão e posterior recontratação de Gunn pela Disney, o terceiro “Guardiões da Galáxia” ficará para depois dessa data. Mas há uma boa notícia para acelerar sua produção após o fim de “O Esquadrão Suicida”: o roteiro já está pronto. Na verdade, o roteiro foi finalizado em junho de 2018. Nesta época, a Marvel considerava iniciar as filmagens ainda em 2019 para um lançamento em 2020, no começo da sua chamada Fase 4. Infelizmente, Gunn foi demitido um mês depois, após trolls da extrema direita americana iniciarem campanha agressiva por sua degola no Twitter, convencendo a Disney com tuítes impróprios do próprio Gunn de uma década atrás. A Disney demorou, mas caiu em si e voltou atrás em março deste ano. A esta altura, porém, Gunn já tinha sido contratado pela Warner para escrever e dirigir uma continuação/reboot do “Esquadrão Suicida”, que ele agora vai filmar antes de “Guardiões da Galáxia Vol. 3”. Embora o filme não tenha ganho logotipo estilizado e data de estreia durante a participação da Marvel Studios na Comic-Con International, Kevin Feige, presidente do estúdio, confirmou no evento que o terceiro “Guardiões da Galáxia” será produzido. Sorry to disappoint. Guardians Vol. 3 IS happening, but I am finishing The Suicide Squad first. ❤️ https://t.co/gFodDqiDvl — James Gunn (@JamesGunn) 21 de julho de 2019
Galã de séries sul-coreanas é preso por estupro
O ator sul-coreano Kang Ji-Hwan, protagonista das séries locais “Children of a Lesser God” e “Joseon Survival”, foi preso na quarta-feira (10/7), acusado de estuprar uma mulher e de molestar sexualmente outra. Ambas as mulheres são integrantes da agência que cuida da carreira do ator, considerado um dos principais galãs da TV sul-coreana. Kang é acusado de assediar as mulheres quando elas dormiam em sua casa, depois de algumas rodadas de bebida na terça-feira. Após um encontro relacionado à agência, o trio foi para a casa do ator, onde teria ocorrido a violência. Uma das mulheres chamou a polícia e Kang foi preso. Segundo o Yonhap News, Kang alega não se lembrar dos atos. “Eu me recordo de beber com elas, mas depois não me lembro de nada. Eu acordei e me vi no mesmo quarto em que elas estavam dormindo”, afirmou o ator. A empresa de agenciamento do ator, a Huayi Brothers Entertainment Co., em que as duas mulheres trabalham, emitiu um comunicado se desculpando. “Nós assumimos total responsabilidade por não gerenciar adequadamente nossos atores, diante de um incidente desta gravidade”. A série “Joseon Survival” chegou a ser cancelada, mas a rede Chosun voltou atrás e substituirá o ator no restante da exibição, que está em sua reta final.
Acusador de Kevin Spacey se recusa a testemunhar em audiência criminal
Depois de abandonar o processo civil, o rapaz que acusou o ator Kevin Spacey (“House of Cards”) de assédio em 2016, num restaurante de Nantucket (EUA), se recusou a prestar testemunho durante audiência criminal do caso na tarde desta segunda-feira (8/7). As informações são do site do Daily Beast. William Little, que na ocasião do suposto assédio tinha 18 anos e trabalhava como garçom em um restaurante da ilha popular entre a alta sociedade durante o verão, invocou o seu direito a não testemunhar baseado na quinta emenda da constituição norte-americana. A lei diz que nenhum indivíduo pode ser obrigado a responder perguntas, em um processo judicial, que incriminem a ele mesmo. A audiência de hoje servia para determinar se o acusador havia omitido evidências de seu celular que contribuiriam para a defesa de Spacey, como mensagens de texto e vídeos enviados durante o encontro com o ator em 2016. O jovem se recusou a responder às perguntas sobre o tema. Para completar, em seu depoimento, a mãe do acusador confirmou ter apagado mensagens do telefone do jovem, afirmando que elas “não eram relevantes ao caso”. E o pai disse que o telefone tinha imagens de natureza sexual do filho com Spacey. O celular, que teria um vídeo do momento do assédio, sumiu misteriosamente nos últimos meses. Little afirmou que não viu o celular novamente após entregá-lo à polícia para revisão, em dezembro de 2017. O advogado de Spacey, Alan Jackson, reagiu à decisão do acusador de não responder perguntas sobre as evidências do telefone pedindo que o caso fosse descartado. “O acusador é a única testemunha que pode falar sobre os detalhes e circunstâncias da noite em questão”, argumentou. O juiz Thomas Barrett negou o pedido do advogado, mas frisou: “Eu não sei o que vai acontecer. Não sei se este caso vai continuar ou entrar em colapso”. Por enquanto, Spacey segue com julgamento previsto para os meses finais do ano. O caso que está sendo processado em Nantucket é o único contra Spacey a chegar aos tribunais, mas era o que conquistou maior evidência, já que a mãe do acusador é uma famosa âncora de telejornal de Boston. Spacey, que completa 60 anos neste mês, foi acusado formalmente em janeiro de abuso sexual do então adolescente. Ele se declarou inocente. O caso foi a pá de cal na carreira de ator, vencedor de dois Oscars, culminando diversas acusações de assédio sexual no Reino Unido e nos EUA, inclusive no set da série “House of Cards”, que surgiram após a denúncia inicial do ator Anthony Rapp (“Star Trek: Discovery”) em 2017, no embalo do movimento #MeToo. Com a repercussão negativa, a Netflix demitiu o ator da 6ª temporada de “House of Cards” e divulgou que não trabalharia mais com ele. Spacey também teve sua atuação apagada de “Todo o Dinheiro do Mundo” com o filme já finalizado, sendo substituído em refilmagens por outro ator – Christopher Plummer, que acabou indicado ao Oscar. Além do caso do jovem de Nantucket, o ator ainda sendo sendo processado por um massagista em Los Angeles e investigado pela Scotland Yard no Reino Unido. Várias outras denúncias apuradas pela promotoria de Los Angeles teriam prescrito e foram arquivadas.
Ator da série Fugitivos é advertido por conduta inadequada após denúncia de assédio
Um comitê disciplinar do SAG-AFTRA, Sindicato dos Atores dos Estados Unidos, considerou Kip Pardue (da série “Runaways”) culpado de “má conduta grave” em relação a uma queixa de assédio sexual apresentada pela atriz Sarah Scott, que o acusou de se masturbar na frente dela logo após gravar uma cena no piloto de um projeto indie de TV. Ela alegou que ele ficou excitado e colocou a mão em sua virilha enquanto estavam sob as cobertas aguardando para registrar a cena. Em seu comunicado de decisão, o comitê disse a Pardue que “censura e adverte você por essa conduta inadequada e não profissional”. Também o multou em US$ 6 mil. Pardue, que vive o pai da jovem Karolina Dean (Virginia Gardner) na série “Fugitivos” (Runaways), negou as alegações. Seu advogado, Shepard Kopp, disse ao jornal Los Angeles Times que o ator “nunca se envolveu em nenhum comportamento não consensual”. A atriz Sarah Scott relatou o incidente ao sindicato em maio de 2018, poucos dias após sofrer o abuso. Ela disse ao Times que ninguém parecia ter muita vontade de lidar com a situação, o que a fez procurar diretamente a presidente da SAG-AFTRA, Gabrielle Carteris, que disse a ela por e-mail: “Estou me certificando de que isso seja revisado à medida que continuamos desenvolvendo os melhores procedimentos e sistemas de apoio”. A situação só mudou quando ela prestou uma queixa criminal junto à polícia em 26 de agosto. Foi quando Carteris lhe disse que iria rever o status da queixa. No dia seguinte, ela foi informada de que seu caso seria ouvido pelo comitê disciplinar da associação em 26 de outubro. Essa audiência, no entanto, só aconteceu em 20 de março deste ano. Quando a audiência marcada para outubro não aconteceu, Scott tornou a denúncia pública, em entrevista para o jornal Los Angeles Times em outubro. Na ocasião, Pardue se defendeu dizendo: “Eu claramente interpretei mal a situação durante uma cena de sexo no set e pedi desculpas a Sarah. Nunca pretendi ofendê-la de maneira alguma e lamentar profundamente minhas ações e aprendi com meu comportamento.” Scott disse ao Times que ela tem sentimentos mistos sobre como seu caso foi tratado. “No geral, estou bem com isso, mas é uma sensação estranha”, disse ela. “Eu não sei se devo me sentir bem com a punição ou não. Eu gostaria de ter visto alguns anos de suspensão, mas este é um passo na direção certa. O que é mais importante para mim é que o sindicato se mexeu, tendo que levar a sério essas queixas e criar um espaço onde outras pessoas com problemas similares possam ser ouvidas”.
Acusador desiste de processar Kevin Spacey por abuso sexual
O jovem que acusou o ator Kevin Spacey (“Em Ritmo de Fuga”) de abuso sexual abandonou o processo civil contra o ator. Este “abandono voluntário” foi registrado no tribunal da ilha de Nantucket, Massachusetts, onde o suposto abuso teria ocorrido em 2016. A decisão de abandonar processo não foi explicada. O advogado Mitchell Garabedian disse apenas, nesta sexta-feira (5/7), que seu cliente apresentou documentos para retirar voluntariamente a ação em que acusava Spacey de “comportamento sexual explícito e conduta impudica e lasciva”. A ação civil foi descartada de forma tal que não poderá ser retomada mais tarde. O caso continua sendo julgado criminalmente, mas o fato deve ter impacto na sentença. Por sinal, uma nova audiência penal com Spacey está marcada para segunda-feira (8/7). Parte da acusação se baseia em imagens gravadas com o celular da suposta vítima, William Little, que na ocasião do suposto assédio tinha 18 anos e trabalhava como garçom em um restaurante da ilha, muito popular entre a alta sociedade durante o verão. As imagens mostrariam Spacey colocando a mão dentro da calça. O aparelho de celular com a gravação, ao qual a defesa pede para ter acesso, está desaparecido. Little afirma que não viu o celular novamente após entregá-lo à polícia para revisão, em dezembro de 2017. A polícia garante, por sua vez, ter devolvido ao pai de Little, que diz não se lembrar disso. Se o dispositivo não for entregue antes da audiência de segunda-feira, o juiz alertou que convocará Little para depor sobre o sumiço. Spacey, que completa 60 anos neste mês, foi acusado formalmente em janeiro de abuso sexual do então adolescente. Ele se declarou inocente. Se for considerado culpado, pode ser condenado a até cinco anos de prisão. O caso enterrou a carreira do ator vencedor de dois Oscars, culminando diversas acusações de assédio sexual no Reino Unido e nos EUA, inclusive no set da série “House of Cards”, que surgiram após a denúncia inicial do ator Anthony Rapp (“Star Trek: Discovery”) em 2017, no embalo do movimento #MeToo. Com a repercussão negativa, a Netflix demitiu o ator da 6ª temporada de “House of Cards” e divulgou que não trabalharia mais com ele. Spacey também teve sua atuação apagada de “Todo o Dinheiro do Mundo” com o filme já finalizado, sendo substituído em refilmagens por outro ator – Christopher Plummer, que acabou indicado ao Oscar. Além do caso do jovem de Nantucket, que é filho de uma âncora de telejornal de Boston, o ator ainda sendo sendo processado por um massagista em Los Angeles e investigado pela Scotland Yard no Reino Unido. Várias outras denúncias apuradas pela promotoria de Los Angeles teriam prescrito e foram arquivadas.
Fãs de Michael Jackson processam acusadores de Deixando Neverland por difamação
Grupos de fãs de Michael Jackson resolveram processar as duas supostas vítimas que denunciaram abuso do cantor no documentário da HBO “Deixando Neverland”. Trata-se de uma ação simbólica, com indenização fixada em um euro, contra Wade Robson e James Safechuck por “macularem a imagem” do astro pop, que não pode se defender. Os fã-clubes Michel Jackson Community, MJ Street e On the Line processaram os homens por difamação em Orléans, no norte da França. O advogado que deu entrada na ação, Emmanuel Ludot, comparou as alegações dos acusadores a um “genuíno linchamento” de Jackson, que morreu em 2009. A decisão de abrir o processa na França se deve às leis de difamação do país oferecem proteção contra essa ofensa até depois da morte, ao contrário dos sistemas legais do Reino Unido e dos Estados Unidos. Robson e Safechuck não se manifestaram e nem procuraram advogados para tratar do caso. Além desse processo simbólico, há uma ação legal dos herdeiros de Michael Jackson contra a HBO, que busca indenização de US$ 100 milhões, mas tem sido derrotada em suas primeiras etapas na justiça americana. “Deixando Neverland” registrou uma das maiores audiências de documentários da HBO em sua estreia em março. A produção dirigida por Dan Reed traz acusações de abuso sexual contra o cantor Michael Jackson, por meio dos testemunhos de Wade Robson e James Safechuck, que eram crianças na época em que os supostos incidentes aconteceram.
Telefilme vai contar a história bizarra da seita sexual de Allison Mack
O canal pago americano Lifetime vai produzir um telefilme sobre o NXIVM, seita sexual que tinha entre seus líderes a atriz Allison Mack (a Chloe de “Smallville”). A dramatização do caso criminal será estrelada por Peter Facinelli (de “Crepúsculo”, “Nurse Jackie” e “Supergirl”). Ele vai interpretar Keith Raniere, líder do grupo, condenado recentemente pelo caso nos EUA. Com o título provisório de “The NXIVM Cult: a Mother’s Nightmare”, o telefilme será focado no drama da atriz Catherine Oxenberg (da série clássica “Dinastia”) e sua luta para salvar a filha do grupo. O lançamento está previsto para o segundo semestre. A atriz Andrea Roth (a mãe de Adaga na série “Manto e Adaga”) fará o papel de Oxenberg, Jasper Polish (“Vingança Sobrenatural”) será sua filha India e Sara Fletcher (“Mom Tested”) fará o papel de Allison Mack. O telefilme do Lifetime já é o quarto projeto anunciado sobre o caso, mas a maioria tem optou pelo registro documental – inclusive a série em desenvolvimento na HBO. O escândalo do NXIVM veio à tona numa reportagem do jornal The New York Times, publicada em novembro de 2017, que denunciou a escravidão sexual promovida pela seita e apontou a atriz Allison Mack como braço-direito do falso guru Keith Rainiere. Após investigação do FBI, todos os líderes foram presos em abril de 2018. Um ano depois, Allison se declarou culpada por extorsão e conspiração criminosa. “Eu preciso admitir a culpa pela minha conduta. Eu me sinto muito mal pelo meu papel neste caso. Eu peço desculpas à minha família e às boas pessoas que eu machuquei com a minha aderência equivocada aos ensinamentos de Keith Raniere”, disse no tribunal. Iniciada como um grupo de auto-ajuda, a organização chegou a receber matrículas de 16 mil pessoas em seus cursos. Ranieri se promovia como um guru de auto-ajuda para famosos, mas usava palestras da organização para selecionar mulheres bonitas como escravas sexuais, que eram convidadas a ingressar no círculo interno, chamado de DOS (abreviatura de “dominus obsequious sororium”), onde a iniciação incluía ter as iniciais do “mestre” marcadas à ferro e fogo na pele. A estrutura da seita se baseava em um esquema-pirâmide. Além de pagar o curso inicial, as participantes eram obrigadas a comprar aulas adicionais com preço ainda mais elevado e motivadas a recrutar outras mulheres e a marcá-las com suas iniciais para “subir” dentro da hierarquia da organização e assim obter privilégios, como se aproveitar das demais escravas. Havia uma condição prévia para participar: ceder informações comprometedoras sobre amigos e familiares, tirar fotos sem roupas e controlar os pertences das recrutas captadas. Nesta sociedade secreta, Raniere era o único homem, conhecido como o “Amo das companheiras obedientes”. Ele era “dono” de um harém. E as escravas dele, por sua vez, tinham um grupo de servas para si, e assim por diante. Todas as escravas precisavam obedecer aos mestres 24 horas por dia e recrutar outras mulheres para a seita. Caso não conseguissem, eram submetidas a castigos como surras. Além disso, elas tinham que tomar banhos de água fria e ficar 12 horas sem comer, mantendo uma dieta diária de apenas 500 a 800 calorias, pois, segundo o “mestre supremo”, mulheres magras eram mais vigorosas.
Criadora de Transparent substitui Bryan Singer na direção de Red Sonja
A cineasta indie Jill Soloway, mais conhecida como criadora da série “Transparent”, vai escrever e dirigir seu primeiro filme de grande orçamento. Ela foi contratada para substituir o cineasta Bryan Singer (“Bohemian Rhapsody”) à frente da adaptação dos quadrinhos de “Red Sonja”. Singer foi dispensado pelos produtores no começo do ano, após o surgimento de novas acusações de assédio sexual contra ele. O presidente da produtora Millennium, Avi Lerner, chegou a garantir a manutenção do diretor no projeto. Mas depois voltou atrás, quando o BAFTA (a Academia Britânica das Artes Cinematográficas e Televisivas) retirou o nome de Singer das indicações do filme “Bohemian Rhapsody” em seu prêmio anual. A mudança deve impactar a abordagem do filme. Os quadrinhos da Marvel já tiveram uma adaptação convencional em 1985, chamada de “Guerreiros de Fogo”, que foi estrelada por Brigitte Nielsen e Arnold Schwarzenegger. “Eu mal posso esperar para trazer o mundo épico de ‘Red Sonja’ para a tela”, disse Soloway em comunicado oficial. “Explorar essa mitologia poderosa, e poder evoluir o significado do heroísmo, é um sonho realizado para mim”. Apesar de viver no mesmo universo hiboriano de Conan, a guerreira ruiva não é uma criação literária de Robert E. Howard, o autor de Conan. Red Sonja foi criada pelo escritor e editor Roy Thomas, o substituto de Stan Lee na Marvel, como coadjuvante de uma história em quadrinhos de “Conan”, desenhada por Barry Windsor-Smith em 1973. Thomas se inspirou em diferentes personagens femininas de Howard – como a pirata Red Sonya de Rogatino – , mas sua criação é original e também teve grande contribuição do espanhol Esteban Maroto, que mais tarde desenhou o famoso biquíni de metal vestido pela heroína. Sua história pode ser resumida com o texto usado por Roy Thomas para introduzi-la nos anos 1970: “Cerca de 12 mil anos atrás, nos mesmos dias em que Conan da Ciméria caminhava sobre a Terra, surgiu Sonja, a Guerreira Hirkaniana de cabelos cor de fogo. Forçada a abandonar sua nação por ter assassinado um rei, ela fugiu para o leste… Onde tornou sua espada uma lenda e imortalizou seu nome em todos os reinos hiborianos”. Os leitores se apaixonaram e ela acabou promovida a protagonista de sua própria revista, que durou de 1975 a 1986. Vale observar que uma personagem com o mesmo nome voltou aos quadrinhos em 2005, editada pela Dynamite Comics. Mas não é a mesma heroína e sim uma parente distante da Red Sonja original. O projeto de refilmar Red Sonja começou a tomar corpo em 2008, quando o cineasta Robert Rodriguez (“Sin City”) escalou sua então namorada Rose McGowan (“Planeta Terror”) como a guerreira. Ilustrações da atriz no biquíni de bolinhas metálicas chegaram a ser divulgadas numa Comic-Con, mas o casal brigou e McGowan virou bruxa, literalmente, em “Conan, o Bárbaro” (2011). Rodriguez tentou manter o filme em pé, com Megan Fox (“As Tartarugas Ninja”) no papel principal. Mas a Millennium preferiu recomeçar do zero, contratando Simon West (“Lara Croft: Tomb Raider”) como diretor e Amber Heard (“3 Dias para Matar”) como Sonja. Os planos previam começar as filmagens logo após o lançamento de “Conan”, estrelado por Jason Momoa, mas não contavam com o fracasso daquele filme, que fulminou a produção. Uma ironia é que, seis anos depois, Amber Heard e Jason Momoa foram fazer par em “Liga da Justiça”. Quem estava escrevendo a nova versão do roteiro era Ashley Miller, de “Thor” e “X-Men: Primeira Classe”. Mas Jill Soloway deve filmar sua própria história. A contratação de Soloway representa uma reviravolta completa no filme, já que a personagem, que luta em trajes mínimos, é musa de fantasias adolescentes masculinas. Soloway é conhecida por trazer uma forte perspectiva feminina e por temas de gênero e inclusão em seus projetos. Além de criar “Transparent” e já cancelada “I Love Dick”, ambas na plataforma da Amazon, ela produziu várias séries, mas tem apenas um longa-metragem em seu currículo de direção: “As Delícias da Tarde” (2013), em que uma dona de casa estabelece amizade com uma adolescente dançarina de striptease.
Roteirista de Bright é acusado de abuso sexual por oito mulheres em reportagem polêmica
O roteirista Max Landis, de filmes como “Poder sem Limites” (2012), “Victor Frankenstein” (2015) e “Bright” (2017), foi acusado de assédio, abuso e violência sexual por oito mulheres numa reportagem do site Daily Beast. A reportagem buscou aprofundar denúncias que surgiram em 2017, quando Landis foi chamado de “psicopata” sexual no rastro do movimento #MeToo, em meio a desabafos nas redes sociais. O gancho para a investigação foi uma postagem de Ani Baker em seu Instagram. “Se você encontrou minha página via Max Landis, oi”, ela escreveu. “Eu vou te falar algumas informações sobre ele, porque a experiência/relacionamento com essa pessoa é realmente destrutivo, cheia de dor e um trabalho emocional que merece a sua energia e tempo”. Após este post, Ani passou a receber diversos relatos de outras mulheres que também teriam sofrido abuso do roteirista. Uma delas foi Julie (que teve o nome real trocado), que manteve um relacionamento com o roteirista por dois anos. Ela disse que ele mostrava filmes pornográficos pesados e constantemente testava seus limites. “Isso se tornou obscuro e sombrio, conforme nosso relacionamento se tornava mais tumultuado”, disse. “Isso me levou a ser mais abusada. Ele disse que me ver chorando o excitava e ele gritava e me humilhava até que eu chorava. Depois ele fazia sexo comigo enquanto eu continuava a chorar, sem nenhum respeito ou esforço para fazer as coisas direito. Ele me sufocou até eu desmaiar e fez coisas degradantes que eu não consigo escrever no papel”. Descrevendo o espectro de abuso que ela experimentou durante o relacionamento, Julie escreveu: “[Landis] levantava a mão e fingia que ia me bater, e ria quando me encolhia. Ele constantemente ameaçava romper comigo, falar sobre suas ‘perspectivas’ para mim e flertar abertamente na minha frente. Em várias ocasiões, ele se referia a mim como sua ex-namorada na frente de garotas em festas que nós íamos juntos como um casal. Ele criticava abertamente o meu corpo na frente das pessoas e me dizia, em particular, que eu tinha o potencial de ser “tão quente” se me comprometesse a trabalhar mais. Ele descrevia graficamente o sexo com suas ex-namoradas e classificaria suas habilidades em comparação às minhas, tanto para mim quanto para seus amigos e colegas de trabalho. ” Outra garota foi Verônica (também nome fictício). Ela alegou que Max Landis a levou numa viagem para a Disneylândia, a encurralou no hotel e tentou dominá-la com sexo violento. “Eu disse que estava desconfortável com a situação e não queria novamente. Ele ficou furioso e começou a gritar comigo e jogou as coisas no quarto do hotel. Eu encolhi em um canto do quarto e ele se queixou que eu não estava sendo um bom encontro”. Tasha Goldthwait, que trabalhou como figurinista na estreia de Landis como diretor, “Me Him Her” (2015), o acusou de abusá-la fisicamente, sexualmente e verbalmente durante toda a produção. “Ele falava sobre seu pênis o tempo todo, gabava-se do tamanho dele”, ela afirmou. “E me tocava o tempo todo no set, chegando até a levantar minha camisa para expor meus seios e me levantar e carregar de cabeça para baixo. Até que, numa ocasião, me atirou numa cama do cenário e ficou em cima de mim, diante de várias pessoas”. Ela se demitiu. A lista de relatos é enorme. O Daily Beast apurou que a revista The Hollywood Reporter começou reportagem similar há dois anos, mas ela nunca foi publicada. Algumas das personagens citadas na reportagem disseram-se frustradas por contarem suas histórias para um artigo que nunca saiu do papel, e aliviadas por alguém finalmente trazer os abusos de Landis à tona. Mas o site não ficou apenas nos relatos. Conseguiu acesso também a uma boletim criminal de estupro, datada de 2008, que foi cancelado. A vítima não quis ser entrevistada, mas uma amiga dela deu detalhes, sobre como pegou a amiga sedada e Max se forçando sobre ela. E como ele ameaçou destruí-la quando o caso virou criminal. Um post anônimo do Medium teve narrativa similar, com direito a droga para facilitar o estupro e muita violência física. Landis foi acusado de conseguir se safar com esse comportamento abusivo devido às suas conexões em Hollywood – seu pai é o diretor John Landis, dos cultuados “Clube dos Cafajestes” (1978) e “Irmãos Cara de Pau” (1980) – e dinheiro – recebeu uma fortuna da Netflix pelo roteiro de “Bright”. O site também revelou como ele conseguiu tantas vítimas dispostas a se sujeitarem a seus abusos. Ele teria, basicamente, criado uma espécie de seita, aliciando seguidores com festas milionárias e explorando a sensação de privilégio que era fazer parte de seu círculo íntimo, que batizou de The Colour Society, formado por amigos que ele premiava e abusava. Landis controlava o grupo com uma tática que envolvia escolher seus 10 amigos favoritos para levar em festas exclusivas da indústria cinematográfica ou em viagens, e os estimulava a falar mal dos amigos que não tinham sido escolhidos. Ele rotacionava o grupo de escolhidos, de modo a forçar todos a bajulá-lo para que pudessem se tornar um de seus favoritos. Era entre esses amigos que também escolhia suas “namoradas”. Max Landis ainda não se manifestou sobre a reportagem.
Mira Sorvino revela ter sido estuprada por Harvey Weinstein
A atriz Mira Sorvino, uma das primeiras a denunciar o comportamento abusivo do ex-produtor Harvey Weinstein na imprensa americana, revelou que não foi vítima de simples assédio, mas sim de estupro. Ela deu detalhes do ataque pela primeira vez durante uma coletiva de imprensa com o governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, em apoio a mudanças nas leis que tratam de crimes de natureza sexual. “Eu estou aqui, diante de vocês, dizendo que não só fui vítima de assédio sexual e agressão nas mãos do Sr. Weinstein, como também sou uma sobrevivente de estupro”, declarou a atriz, vencedora do Oscar em 1996 pelo filme “Poderosa Afrodite”. “Eu estou dizendo isso aqui, agora, para tentar ajudar as pessoas. Há muitas sobreviventes como eu por aí que precisam de justiça, e sentem que precisam de um tempo maior para lidar com o trauma e a vergonha associados a um crime como este”, continuou, em defesa pelo aumento do prazo de prescrição para assédio e abuso sexual em Nova York. “Eu posso dizer a vocês que em um caso como o meu, que fui estuprada durante um encontro, há muita vergonha envolvida. Você sente, sempre, que é de alguma forma sua culpa”, completou. Sorvino denunciou Weinstein na primeira reportagem sobre o escândalo sexual na revista New Yorker e, desde então, tem se destacado à frente da campanha Time’s Up, que denuncia assédio sexual dentro e fora dos ambientes de trabalho. No artigo original em que contou o abuso de Weinstein, ela também disse ter enfrentado dificuldades para trabalhar em Hollywood após se recusarem a aceitar novos avanços de Weinstein. Depois disso, o diretor Peter Jackson veio à público dizer que, quando considerou escalar Sorvino em “O Senhor dos Anéis”, Weinstein vetou a ideia, com a justificativa de que a atriz tinha “um temperamento difícil”. E o diretor Terry Zwigoff confirmou a lista negra, revelando que Weinstein não o deixou escalar Sorvino em “Papai Noel às Avessas”.










