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  • Música

    Vídeo de bastidores aborda diferenças entre Cinquenta Tons Mais Escuros e o primeiro filme

    2 de fevereiro de 2017 /

    A Universal divulgou um vídeo de bastidores de “Cinquenta Tons Mais Escuros”, em que os atores Jamie Dornan e Dakota Johnson, o diretor James Foley e a escritora E.L. James falam sobre as diferenças entre a sequência e o filme original, que levou mais de 6,5 milhões de espectadores aos cinemas brasileiros. Mas o que realmente chama atenção, logo no primeiro segundo, é a voz de um cantor de boy band cantando “ô-ô-ô”, um corinho infantil como tema de um filme supostamente para adultos. A estreia acontece em 9 de fevereiro.

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  • Música

    Clipe de Taylor Swift e Zayn Malik para a trilha de Cinquenta Tons Mais Escuros é broxante

    27 de janeiro de 2017 /

    O clipe do dueto de Taylor Swift e Zayn Malik, ex-One Direction, para a trilha do filme “Cinquenta Tons Mais Escuros”, ganhou lançamento oficial. Mas o que vinha gerando muita especulação e ansiedade acabou não sendo nada demais. O vídeo da música “I Don’t Wanna Live Forever” é pura sofrência. Taylor e Zayn nem se tocam na produção. Só lamentam a dor de cotovelo e jogam coisas no chão. Não deixa de ser irônico que a cenografia do clipe, dirigido por Grant Singer (inúmeros clipes de The Weeknd), incluam um elevador, uma cama, uma máscara negra e um quarto de iluminação avermelhada, elementos vistos em outro contexto na franquia cinematográfica. Broxante como marketing de filme erótico, o clipe até tenta sensualizar ao mostrar um pouco do sutiã e da meia de Taylor, mas o detalhe parece gratuito, já que absolutamente fora de contexto. Musicalmente, “I Don’t Wanna Live Forever” tem uma pegada de soul pop romântico, que enfatiza o estilo boy band do cantor com um insistente corinho “ô-ô-ô” masculino de fundo. Vai tocar até enjoar.

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  • Música

    Cena do elevador de Cinquenta Tons Mais Escuros surge na íntegra em vídeo legendado

    23 de janeiro de 2017 /

    A sequência de “Cinquenta Tons de Cinza” (2015) ganhou um novo vídeo legendado, que mostra a íntegra da cena do elevador, já vista nos trailers, em que Christian Grey (Jamie Dornan) passa a mão nas partes íntimas de Anastasia Steele (Dakota Johnson). A sequência inteira é construída apenas no terreno da sugestão, sem nenhum momento explícito, mas com forte apelo fetichista. As cenas mais quentes não será exibidas em prévias. Mas os fãs da franquia não precisarão esperar muito para ver o filme nos cinemas. “Cinquenta Tons Mais Escuros” tem previsão de estreia para o dia 9 de fevereiro no Brasil.

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  • Música

    Jamie Dornan teria rejeitado US$ 1,5 milhão para fazer nu frontal em Cinquenta Tons Mais Escuros

    15 de janeiro de 2017 /

    O ator Jamie Dornan teria rejeitado um bônus de quase US$ 1,5 milhão de dólares para rodar cenas de nudez frontal em “Cinquenta Tons Mais Escuros”, apurou a revista de celebridades Star. Segundo a publicação, o estúdio chegou a oferecer o controle criativo total da cena, mas o intérprete de Christian Grey optou por não mostrar seu pênis para o público. Já Dakota Johnson não viu problema nisso e aparecerá mais desinibida em cena. Ela chegou a dizer, numa entrevista: “Ninguém quer ver sutiã e calcinha”, defendendo as cenas eróticas de sua personagem. Os dois filmaram completamente nus as cenas mais quentes, mas a produção do filme deveria tomar cuidado para registrar apenas o bumbum do ator pelas câmeras. Curiosamente, em entrevistas mais recentes, Dornan tem sido evasivo sobre o que realmente foi filmado. Aparentemente, nem ele tem muita certeza sobre o que o filme mostrará na tela. “Cinquenta Tons Mais Escuros” estreia em 9 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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  • Música

    Comercial legendado de Cinquenta Tons Mais Escuros anuncia a pré-venda de ingressos

    6 de janeiro de 2017 /

    A Universal divulgou um novo comercial da continuação de “Cinquenta Tons de Cinza”, que anuncia o início da pré-venda de ingressos, entre cenas do reencontro romântico entre Anastasia Steele (Dakota Johnson) e Christian Grey (Jamie Dornan). Dirigido por James Foley (série “House of Cards”), “Cinquenta Tons Mais Escuros” estreia em 10 de fevereiro de 2017, às vésperas do Dia dos Namorados no hemisfério norte. No Brasil, o lançamento acontece seis dias depois, em 16 de fevereiro.

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  • Música

    Novo trailer de Cinquenta Tons Mais Escuros destaca a música de Taylor Swift

    4 de janeiro de 2017 /

    A Universal divulgou o novo trailer da continuação de “Cinquenta Tons de Cinza”, que tem como principal destaque sua trilha sonora: um dueto entre Taylor Swift e Zayn Malik, ex-One Direction. Ainda sem legendas, a prévia acompanha “I Don’t Wanna Live Forever” com cenas divulgadas em trailers anteriores, reeditadas e estendidas para render a duração da música. Mas há algumas novidades breves, especialmente no clímax, onde se dá o confronto entre Anastasia Steele (Dakota Johnson) e uma ex-namorada psicótica (Bella Heathcote, de “Demônio de Neon”) de Christian Grey (Jamie Dornan). Dirigido por James Foley (série “House of Cards”), “Cinquenta Tons Mais Escuros” estreia em 10 de fevereiro de 2017, às vésperas do Dia dos Namorados no hemisfério norte. No Brasil, o lançamento acontece seis dias depois, em 16 de fevereiro.

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  • Filme

    Jacqueline Bisset vai estrelar novo thriller erótico de François Ozon

    24 de dezembro de 2016 /

    A veterana atriz inglesa Jacqueline Bisset, de 72 anos, vai estrelar o novo thriller erótico do cineasta francês François Ozon (“Dentro da Casa”), que será intitulado “L’Amant Double”, informou o site da revista Variety. Ela se juntou a Marine Vacth, a atriz revelada por Ozon no papel-título de “Jovem e Bela” (2013), e ao belga Jeremie Renier, astro dos filmes dos irmãos Dardenne, como “A Criança” (2005), “O Garoto de Bicicleta” (2011) e o ainda inédito no Brasil “A Garota sem Nome” (2016). “L’Amant Double” começou a ser filmado nesta semana em Paris. O roteiro do próprio Ozon não teve detalhes revelados. Lançada em “Armadilha do Destino” (1966), de Roman Polanski, Bisset participou de diversos clássicos do cinema e foi considerada sex symbol nos anos 1960 e 1970. Ainda em plena atividade, ela estrelou recentemente “Bem-Vindo a Nova York” (2014), com Gerard Depardieu, “Já Estou Com Saudades” (2015), com Drew Barrymore, e terminou de filmar dois longas que estrelarão em 2017: “Nine Eleven”, com Charlie Sheen, e “Backstabbing for Beginners” (2017), com Ben Kingsley.

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  • Música

    Taylor Swift e Zayn Malik gravam dueto para trilha de Cinquenta Tons Mais Escuros e a internet surta

    10 de dezembro de 2016 /

    Os fãs de Taylor Swift foram surpreendidos na madrugada de sexta (9/12) quando a cantora disponibilizou, em sua conta no Instagram, um trecho de uma música que ela gravou em parceria com Zayn Malik, ex-One Direction, para a trilha do filme “Cinquenta Tons Mais Escuros”. A colaboração aconteceu em segredo, sem aviso prévio, e vai embalar um filme que muitos de seus fãs – e especialmente os de Zayn – não poderão ver, já que recebeu censura “R” (para maiores de 17 anos) nos EUA. O mais impressionante é que bastou o trechinho, acompanhado de cenas do novo trailer, num vídeo postado no Instagram de Taylor, para a música estourar. Levou só duas horas (isto mesmo: 2h) para a gravação atingir o 1º lugar da parada digital do iTunes. A própria cantora voltou rapidinho ao Instagram para comentar: “Bem, isto subiu muito depressa”. De fato, a internet surtou com a surpresa. “Jamais podia imaginar esta parceria”, tuitou uma fã. “De onde vem isso? Como assim? Nossa! Nossa!”, articulou outra. “Zayn e Taylor Swift tem uma música juntos num filme de ‘Cinquenta Tons’, uma frase que jamais imaginei ouvir ou dizer”, observou mais uma. “OMG”, gritaram milhares, ecoadas por centenas que se expressaram dizendo: “Estou passando mal”. Intitulada “I Don’t Wanna Live Forever”, a música tem uma pegada soul que é mais a praia de Zayn que de Taylor. Mas combina muito bem com a voz dela. “Perfeito”, avaliaram os fãs. Confira abaixo o trecho que ela divulgou. Detalhe: o pequeno vídeo de Taylor Swift foi visto 5,6 milhões de vezes em menos de 24 horas! #fiftyshadesdarker #idontwannaliveforever Um vídeo publicado por Taylor Swift (@taylorswift) em Dez 8, 2016 às 8:13 PST

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  • Filme

    Novo trailer legendado de Cinquenta Tons Mais Escuros retoma os jogos sexuais

    7 de dezembro de 2016 /

    A Universal divulgou o novo trailer legendado e mais um pôster da continuação de “Cinquenta Tons de Cinza”. A prévia começa em clima de romance, em que o casal elegante fala baixinho, faz as pazes e retoma os jogos sexuais, mas termina com um susto, numa atmosfera de terror. Entre as duas cenas, há ainda um desastre aéreo, ameaças insinuadas e até assédio violento em ambiente de trabalho. As novidades ficam mesmo por conta do destaque dado ao cafajeste vivido por Eric Johnson (série “Rookie Blue”) e à presença furtiva de Bella Heathcote, que interpreta uma ex-namorada de Christian. Além disso, há mais ênfase nos dilemas de Anastasia Steele (Dakota Johnson) do que na ostentação do galã Christian Grey (Jamie Dornan). Dirigido por James Foley (série “House of Cards”), “Cinquenta Tons Mais Escuros” estreia em 10 de fevereiro de 2017, às vésperas do Dia dos Namorados no hemisfério norte. No Brasil, o lançamento acontece seis dias depois, em 16 de fevereiro.

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  • Etc,  Filme

    Denúncia de O Último Tango em Paris revela o padrão da cultura do estupro

    6 de dezembro de 2016 /

    As explicações de Bernardo Bertolucci não acalmaram os ânimos exaltados pela denúncia de estupro cometido contra Maria Schneider durante as filmagens de “O Último Tango em Paris”. Ao contrário, a discussão continua em plena evolução. Os mais velhos, e principalmente o público masculino, perguntam-se o que teria originado uma reação tão apaixonada, após anos de evidências ignoradas. Em busca de uma explicação, o jornal americano The Washington Post publicou um longo artigo que recapitula o caso, lembrando que ninguém prestava muita atenção neste tipo de denúncia até recentemente. O que pode ter mudado isso foi o escândalo envolvendo o comediante Bill Cosby, acusado de estuprar dezenas de mulheres durante décadas. As denúncias também eram conhecidas há anos, mas só em 2014 se tornaram notícia, lembra a publicação. O jornal espanhol El País partiu dessa análise para destacar uma evolução de fatos que contribuíram para o clima de revolta, lembrando como atrizes vêm trazendo à tona denúncias de abuso sexual, que no passado eram ignoradas. No final de outubro, Tippi Hedren publicou um livro de memórias em que voltou a denunciar o tratamento que recebeu de Alfred Hitchcock durante a filmagem de “Os Pássaros” (1963). Ela sofreu uma situação de abuso, não muito diferente da vivida por Schneider, quando o diretor não a avisou que os ataques das aves seriam mais reais do que imaginava. Embora já fosse conhecida a complicada relação entre ambos, em seu livro Hedren finalmente definiu o caso como assédio sexual. Outras situações muito comentadas no passado foram abusos entre Lars Von Trier e seus elencos femininos, Stanley Kubrick e Shelley Duvall e até, de forma mais recente, Abdellatif Kechiche e Léa Seydoux. Nada, entretanto, foi devidamente apurado em relação às denúncias. O El Pais aponta que há um padrão evidente nestes casos, que condiz com a cultura do estupro, cujos conceitos incluem: a normalização do impulso agressor, a impunidade, a culpabilização da vítima e a necessidade de filmar a agressão. Tudo isso se encaixa na acusação contra Bertolucci.

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  • Filme

    Bernardo Bertolucci se pronuncia sobre suposto estupro em O Último Tango em Paris

    5 de dezembro de 2016 /

    [Texto revisado pelo editor] O diretor Bernardo Bertolucci decidiu se pronunciar diante da polêmica criada por um artigo da revista Elle, que o acusa de ter conspirado para “filmar uma cena de estupro não consentido” da atriz Maria Schneider, durante a famosa cena da manteiga em “O Último Tango em Paris”. A acusação foi baseada numa suposta admissão do próprio diretor, registrada em vídeo durante um encontro com cinéfilos na Cinémathèque Française em 2013. Diante da escalada de acusações, o cineasta emitiu um comunicado em italiano nesta segunda-feira (5/12), dizendo: “Eu gostaria, pela última vez, de esclarecer um mal-entendido ridículo que continua a gerar reportagens sobre ‘O Último Tango em Paris’ em todo o mundo. Vários anos atrás, no Cinémathèque Française, alguém me perguntou detalhes sobre a famosa cena da manteiga. Eu especifiquei, mas talvez não tenha sido claro o suficiente, que eu decidi com Marlon Brando não informar a Maria de que usaríamos manteiga na cena. Queríamos sua reação espontânea ao uso impróprio. E é nisto que se resume o mal-entendido. Alguém pode ter achado que Maria não tinha sido informado sobre a violência que aconteceria contra ela. Isso é falso! Maria sabia de tudo porque ela tinha lido o roteiro, onde tudo foi descrito. A única novidade foi a ideia da manteiga. “E isso, eu aprendi muitos anos depois, ofendeu Maria. Não foi a violência a que ela foi submetida na cena, que estava escrita no roteiro.” No vídeo referido pela publicação, porém, o diretor inclui mais detalhes sobre o uso da manteiga na cena, que ele e Marlon Brando tinham combinado de acrescentar na manhã das filmagens. Conforme o diretor diz naquele registro: “Estava especificado no roteiro que teríamos que mostrar seu estupro de alguma forma. E enquanto eu e Marlon tomávamos café da manhã no piso do apartamento onde estávamos filmando, havia um baguette e havia manteiga, e olhamos um para o outro e, sem dizer nada, sabíamos o que queríamos fazer”. Ele acrescentou que se sentiu horrível pela forma como tratou Schneider, mas defendeu-se, explicando que “queria a reação dela como garota, não como atriz.” “Eu não queria que Maria interpretasse sua humilhação e sua raiva, eu queria que ela sentisse… a raiva e a humilhação. Então ela me odiou pelo resto de sua vida.” Maria Schneider também deu sua versão sobre os fatos em vida. Leia aqui o depoimento da atriz.

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  • Filme

    Houve estupro em O Último Tango em Paris? Saiba o que Maria Schneider falou sobre o assunto

    5 de dezembro de 2016 /

    [Texto revisado pelo editor] Um artigo da revista Elle que acusa o diretor Bernardo Bertolucci de ter conspirado com Marlon Brando para cometer estupro em Maria Schneider durante as filmagens de “O Último Tango em Paris” (1972) vem causando sensação nas redes sociais. Mas o que realmente aconteceu durante a encenação da famosa cena da manteiga? Bertolucci e Brando são monstros que combinaram estuprar Maria Schneider para dar mais realismo ao filme, como afirma a Elle? Não foram tão longe, mas abusaram da atriz para a cena? E assim, considerando que abuso sexual é estupro, foi o que aconteceu contra ela? Schneider e Brando já estão mortos. Bertolucci muito doente – o vídeo da entrevista usada como tese de que ele admite ter abusado da atriz é de 2013. Mesmo assim, os principais personagens dessa história já falaram bastante sobre o assunto ao longo dos anos. Bertolucci sempre com remorso, mas nunca arrependido. Schneider, que faleceu em 2011, sempre com raiva. A própria jornalista da Elle cita trecho de uma entrevista da atriz que dá força à sua tese. Na mesma entrevista, Schneider nega ter acontecido sexo real no filme, mas acusa veementemente Bertolucci de manipulação, humilhação e de abuso de poder, por não informá-la sobre como seria a cena do estupro. O trecho citado pela Elle é o seguinte: “Eu me senti humilhada e, para ser honesta, um pouco estuprada, tanto por Marlon quanto por Bertolucci. Após a cena, Marlon nem veio me consolar ou pedir desculpas. Felizmente, foi apenas um take.” A entrevista foi dada em 2007 para o jornal Daily Mail, por ocasião da celebração dos 35 anos de “O Último Tango em Paris”. Veja o artigo original aqui e abaixo a tradução do depoimento de Maria Schneider para o jornal sobre o filme e suas consequências: “É incrível. Eu fiz 50 filmes em minha carreira e ‘O Último Tango’ tem 35 anos, mas ainda é sobre ele que todo mundo me pergunta até hoje.” “Marlon era tímido sobre seu corpo, mas a nudez não era um problema para mim naqueles dias, porque eu pensava que era bonito.” “No entanto, eu nunca mais fiquei nua em um filme novamente depois de ‘Último Tango’, embora tenham me oferecido muitos desses papéis. As pessoas hoje estão acostumados com essas coisas, mas quando o filme estreou em 1972 foi um escândalo.” [nota: ela fez um filme completamente nua no ano seguinte, “Reign” (1973), e vários outros com nudez parcial, encenando inclusive cenas de sexo lésbico em “A Woman Like Eve” (1979)] “Eu o assisti novamente três anos atrás, depois que Marlon morreu e me pareceu cafona.” “Eu acho que Bertolucci é superestimado e nunca fez nada depois de ‘Último Tango’ que tivesse o mesmo impacto.” “Ele era gordo e suado e muito manipulador, tanto de mim quanto de Marlon, e fazia certas coisas para obter uma reação minha. Algumas manhãs no set ele era muito agradável e dizia ‘Olá’, e em outros dias ele não dizia nada mesmo.” “Eu era muito jovem para saber melhor. Marlon disse mais tarde que ele se sentiu manipulado, e ele era Marlon Brando, então você pode imaginar como eu me sentia. As pessoas pensavam que eu era como a menina [personagem] no filme, mas eu não era.” “Eu me senti muito triste porque fui tratada como um símbolo sexual. Eu queria ser reconhecida como uma atriz e todo o escândalo e repercussão do filme me deixou um pouco louca e eu tive um colapso.” “Agora, porém, eu posso olhar para o filme e gostar do meu trabalho nele.” “Aquela cena não estava no roteiro original. A verdade é que foi Marlon quem teve a idéia.” “Ele só me falou sobre isso na véspera de filmar a cena e eu fiquei com muita raiva.” “Eu deveria ter chamado meu agente ou fazer meu advogado vir para o set, porque você não pode forçar alguém a fazer algo que não está no script, mas, na época, eu não sabia disso.” “Marlon disse para mim: ‘Maria, não se preocupe, é apenas um filme,’ mas, durante a cena, embora o que Marlon estava fazendo não fosse real, eu estava chorando lágrimas de verdade.” “Eu me senti humilhada e, para ser honesta, um pouco estuprada, tanto por Marlon quanto por Bertolucci. Após a cena, Marlon nem veio me consolar ou pedir desculpas. Felizmente, foi apenas um take.” [O Daily Mail escreve: “Muitos acreditavam que as cenas de sexo entre Brando e Schneider foram reais, mas ela insiste que não”. Segue a entrevista:] “De forma alguma. Não havia atração entre nós. Para mim, ele era mais como uma figura paterna e eu como uma filha…” “Marlon me disse: ‘Você parece Cheyenne [sua filha, que, posteriormente, se suicidou em 1995] com o seu rosto de bebê.” “Ele me deu conselhos sobre a indústria do cinema.” “Quando eu comemorei meu aniversário de 20 anos durante as filmagens, meu trailer ficou cheio de flores e havia uma nota dizendo: ‘De um admirador desconhecido’.” “Nós ficamos amigos até o fim, embora, por um tempo, não podíamos falar sobre o filme. Sem dúvida, a minha melhor experiência em fazer o filme foi conhecer Marlon.” “Eu quase me recusei a fazer o filme, porque tinha uma oferta para estrelar outro filme, com Alain Delon, mas a minha agência, William Morris, disse: ‘É um papel de protagonismo com Marlon Brando – você não pode recusar’.” “Eu era tão jovem e relativamente inexperiente e eu não entendi todo o conteúdo sexual do filme. Eu tinha um pouco de mau pressentimento sobre aquilo tudo.” “Ficar famosa de repente em todo o mundo foi assustador. Eu não tinha guarda-costas como eles têm hoje. As pessoas pensavam que eu era como meu personagem e eu gostava de inventar histórias para a imprensa, mas aquela pessoa não era eu.” [O circo da mídia] “me fez enlouquecer e me envolver com drogas – maconha e, em seguida, cocaína, LSD e heroína. Era como uma fuga da realidade. Eram os anos 1970 e, naquele momento, era isto que estava acontecendo.” “Eu não gostava de ser famosa de forma alguma e as drogas foram a minha fuga. Tomei pílulas para tentar cometer suicídio, mas eu sobrevivi, porque Deus decidiu que não era o momento de eu ir.” “Acho que foi como um suicídio, já que eu tive duas ou três overdoses, mas em todas as vezes eu acordei quando a ambulância chegou.” “Eu tive muita sorte. Perdi muitos amigos para as drogas. Mas eu conheci alguém em 1980 que me ajudou a parar. Eu chamo essa pessoa de meu anjo e estamos juntos desde então. Eu não digo se é um homem ou uma mulher. Esse é o meu jardim secreto. Eu gosto de mantê-lo um mistério.” [O artigo começa a discutir sua carreira e vida pessoal, até voltar ao tema do “Último Tango em Paris” para uma última frase sobre a animosidade da atriz contra Bertolucci] “Eu não o perdoei realmente pela maneira como ele me tratou e, embora tenhamos nos encontrado em Tóquio, há 17 anos, eu o ignorei. Além disso, ele e Marlon fizeram uma fortuna com o filme e eu fiz cerca de £ 2.500. E Bertolucci era um comunista, também!”

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    Revista Elle acusa Bertolucci por estupro de Maria Schneider em O Último Tango em Paris

    3 de dezembro de 2016 /

    [Texto revisado pelo editor] A revista Elle levantou uma polêmica antiga do cinema em sua nova edição, sob o título: “Bertolucci admite que conspirou para filmar uma cena de estupro não consentido em ‘O Último Tango em Paris'”. O texto (leia na íntegra aqui) se refere a um vídeo de 2013 que ressurgiu no blog de uma ONG espanhola, em que o cineasta italiano Bernardo Bertolucci refletia sobre Maria Schneider, morta dois anos antes, confidenciando que nunca mais tinha falado com ela após “O Último Tango em Paris” (1972). Ele contou que a atriz o odiava pela forma como planejou, em segredo, o take em que sua personagem era estuprada no filme. No vídeo, ele explica que combinou com Marlon Brando o uso de manteiga como lubrificante, sem revelar para a atriz como a cena seria filmada. O objetivo era registrar uma reação realista de protesto e raiva. “A seqüência da manteiga foi uma ideia que eu tive com Marlon na manhã antes das filmagens”, disse Bertulocci na gravação, feita durante um encontro com cinéfilos na Cinémathèque Française. Ele acrescentou que se sentiu horrível pela forma como tratou Schneider, mas defendeu-se, explicando que “queria a reação dela como garota, não como atriz.” “Eu não queria que Maria interpretasse sua humilhação e sua raiva, eu queria que ela sentisse… a raiva e a humilhação. Então ela me odiou pelo resto de sua vida.” A jornalista da Elle lembra que Maria Schneider tinha só 19 anos anos e Brando já estava com 48, e que a atriz passou os anos seguintes lutando contra o vício de drogas e depressão após a atenção trazida pelo filme. Além disso, ainda cita uma entrevista concedida por Schneider ao tabloide Daily Mail em 2007, em que revelava ter se sentido violada pela experiência. “Eu me senti humilhada e, para ser honesta, um pouco estuprada, tanto por Marlon quanto por Bertolucci”, ela disse . “Após a cena, Marlon nem veio me consolar ou pedir desculpas. Felizmente, foi apenas um take.” A cena referida se tornou uma das mais famosas da história do cinema. Quem não lembra, pode conferir abaixo, sem receio de closes de nudez como no resto do filme. Vale a pena rever diante da polêmica, que já chegou às redes sociais. Até a atriz Jessica Chastain se mostrou indignada, compartilhando o link da publicação. E ainda acrescentou seus próprios comentários inflamatórios: “Para todas as pessoas que amam este filme: vocês estão assistindo a uma jovem de 19 anos ser estupradas por um homem de 48. O diretor planejou o ataque. Eu me sinto enojada”. Veja os vídeos para tirar suas próprias conclusões.

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