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  • Filme

    Catherine Deneuve se emociona ao voltar a Cannes após AVC

    11 de julho de 2021 /

    A atriz Catherine Deneuve, que desfila pelo tapete vermelho de Cannes desde os anos 1960, confessou que nunca ficou tão emocionada por participar o festival quando no sábado passado (10/7). Os motivos são a pandemia de coronavírus, que começa a ser superada, mas principalmente o AVC (acidente vascular cerebral) que ela sofreu em 2019. A icônica atriz de 77 anos veio promover a première de seu novo filme, “De Son Vivant”, dirigido pela francesa Emmanuelle Bercot, que foi exibido em sessão especial fora da competição principal. Ao final da projeção, ela foi aplaudida de pé por um longo tempo, o que a comoveu visivelmente. Desde o começo da pandemia, Deveneuve raramente apareceu em público e havia boatos sobre sequelas de seu derrame. Ela se recuperou longe dos holofotes e se mostrou aliviada por retomar a vida junto com o aparente final da pandemia. “Foi absolutamente extraordinário”, disse, sobre a recepção do público, durante a entrevista coletiva do filme. “Até o último minuto, estávamos nos perguntando se isso tudo iria realmente acontecer”, continuou. “Conheço Cannes há muito tempo. Cada vez é algo diferente. Mas acho que talvez nunca tenha ficado tão emocionada como ontem à noite, quando entrei no cinema e vi a forma como o público recebeu o filme e me recebeu”, completou. Veja abaixo a reação do público e da atriz ao final da projeção de “De Son Vivant” em Cannes. 👏 Très certainement un des moments forts de ce #Cannes2021 : standing ovation pour Catherine Deneuve et l'équipe de "De son vivant". pic.twitter.com/gamv1LyunP — CANAL+ (@canalplus) July 10, 2021 Living for this beautifully awkward moment of PDA. Love them. ❤️#Desonvivant #CatherineDeneuve #EmmanuelleBercot pic.twitter.com/e2W9m0njOD — ʙᴇʟʟᴀ⛱☀️⛵️ (@canyou_sonicme) July 10, 2021 How could you not love them? 😭🤧😭#Desonvivant #CatherineDeneuve #BenoitMagimel #EmmanuelleBercot #CeciledeFrance #Cannes2021 pic.twitter.com/XLrugl4APy — ʙᴇʟʟᴀ⛱☀️⛵️ (@canyou_sonicme) July 10, 2021

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  • Etc,  Filme

    Catherine Deneuve segue hospitalizada e filmagens de novo longa são suspensas

    26 de novembro de 2019 /

    As filmagens do longa “De Son Vivant”, de Emmanuelle Bercot, foram oficialmente suspensas. A produção foi desmobilizada devido à saúde da atriz Catherine Deneuve, que permanece internada após sofrer um AVC, noticiou o jornal francês Le Parisien. A estrela francesa de 76 anos sofreu um acidente vascular cerebral isquêmico “muito limitado e reversível”, de acordo com sua família, mas segue hospitalizada desde 5 de novembro. Na semana passada, a agente de atriz informou que ela “estava bem”, mas precisava se manter internada “para descansar”. A produção de “De Son Vivant” tinha começado sua fotografia principal em 11 de outubro e sua programação previa seguir com filmagens até dezembro. Após o AVC da atriz, a equipe continuou filmando com os demais integrantes do elenco até a noite de segunda (25/11), quando veio a decisão de suspender os trabalhos e aguardar a recuperação de Deneuve. “De Son Vivant” será a terceira parceria de Bercot e Deneuve. A diretora já tinha filmado a atriz em “Ela Vai” (2013) e “De Cabeça Erguida” (2015). Deneuve também está no elenco de “La Vérité”, do mestre japonês Hirokazu Koreeda, que teve première no Festival de Veneza e já estreou no Japão. O lançamento nos EUA e em parte da Europa está marcado para março.

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  • Mate-Me por Favor
    Filme

    Desculpe o transtorno, mas sete filmes nacionais estreiam nesta semana

    15 de setembro de 2016 /

    Um terror é o principal lançamento no circuito nacional pela segunda semana consecutiva. Retomando a franquia que popularizou a estética dos vídeos encontrados (found footage) em 1999, “Bruxa de Blair” dará sustos no escuro de 734 cinemas pelo Brasil. A continuação acompanha uma nova equipe de documentaristas na floresta onde os integrantes do filme original desapareceram, e foi rodado em segredo por Adam Wingard (“Você É o Próximo”), um dos diretores mais incensados da nova geração do terror/suspense. A surpresa dividiu opiniões, com 53% de aprovação no site Rotten Tomatoes – bem melhor que a primeira sequência, lançada em 2000 com apenas 13%. O segundo filme americano nos shoppings é “Conexão Escobar”, que traz Bryan Cranston (série “Breaking Bad) como um agente da alfândega que enfrenta o cartel do narcotraficante colombiano Pablo Escobar. Chega em 119 salas após implodir nas bilheterias dos EUA e sem ter gerado um terço do hype da série “Narcos” sobre o mesmo tema. Mas a crítica gringa gostou (67% de aprovação). De todo modo, o que chama atenção na semana é a quantidade de estreias nacionais. São nada menos que sete longas: dois documentários e cinco obras de ficção, com destaque para um drama adolescente absolutamente imperdível. Apesar disso, apenas um dos lançamentos conta com distribuição ampla. “Desculpe o Transtorno” leva a 318 telas a tentativa de Gregório Duvivier emplacar como protagonista de comédia romântica, na esteira do colega de Porta dos Fundos Fábio Porchat. Nesta missão, ele contou com ajuda dos incautos que tornaram viral um texto de propaganda, publicado em sua coluna num grande jornal, supostamente como declaração de amor à ex-esposa, que, “por coincidência”, é seu interesse amoroso no filme. Houve quem achasse o texto profundo. Mas a comédia não passa de uma versão besteirol de “O Médico e o Monstro”, em que Duvivier faz o público sofrer com suas duas personalidades, um estereótipo de paulista e um clichê de carioca. O roteiro foi escrito por Adriana Falcão e Tatiana Maciel, que assinaram juntas “Fica Comigo Esta Noite” (2006), e a direção é de Thomas Portella, que retorna ao humor de sua estreia, “Qualquer Gato Vira-Lata” (2011), após o terror banal “Isolados” (2014) e o ótimo policial “Operações Especiais” (2015). O contraste é brutal com o outro lançamento do gênero, “Turbulência”, que chega em apenas quatro salas no interior do Rio. Acompanhando os encontros e desencontros de dois casais, o filme tem uma história de aeroporto como pano de fundo, como em “Ponte Aérea” (2014), mas é muito amador, com elenco de coadjuvantes de novela, cenografia “Casas Bahia”, falta de timing humorístico e tom histérico permanente. A equipe vem da produção de séries da TV Rio Sul, braço da Globo no interior carioca, e é sub-Globo em tudo. Igualmente televisivo, “Os Senhores da Guerra” tem ambição épica, porém suas cenas de batalha são encenadas como minissérie da Globo – ou, no caso, da RBS TV, cujo padrão é bem mais elevado que o da TV Rio Sul. Assim como nos longas anteriores de Tabajara Ruas (“Netto Perde Sua Alma”), a produção foca conflitos históricos do Rio Grande do Sul, desta vez a Revolução Federalista do século 19. A carga dramática ganha contornos folhetinescos com a divisão política de uma família, que coloca irmão maragato contra irmão ximango. A distribuidora não revelou o circuito, mas o lançamento chega, além do RS, ao menos em São Paulo. Também rodado no Sul do país, “Lua em Sagitário” é um drama adolescente que acompanha uma garota entediada com seu cotidiano, numa cidadezinha catarinense na fronteira com a Argentina. Em busca de novidades, ela descobre o amor, o rock e os últimos hippies brasileiros. Um deles, claro, é Sergei. A outra é a recém-falecida Elke Maravilha, em seu derradeiro papel. Mas vale prestar atenção na jovem protagonista, a estreante Manuela Campagna, que passa meiguice extrema. Com vivência em documentários, a diretora Marcia Paraiso faz uma boa estreia na ficção, apesar de alguns problemas de dicção de seu elenco. Já o melhor da lista é, disparado, “Mate-me por Favor”, filme de estreantes, que mesmo assim rendeu os prêmios de Melhor Atriz e Direção para a Valentina Herszage e Anita Rocha da Silveira, respectivamente. Interessante como as melhores estreias da semana são dois primeiros filmes de novas diretoras, focados em adolescentes e sem atores globais. “Mate-Me por Favor”, inclusive, seguiu carreira internacional, exibido nos festivais de Veneza, Munique, IndieLisboa e SXSW, arrancando elogios da imprensa internacional – mas não foi submetido à comissão do Oscar. Escrito pela própria diretora, “Mate-me por Favor” explora medo e desejo, manifestando as pulsões de eros e thanatos na descoberta da sexualidade de um grupo de adolescentes numa região violenta, marcada pelo assassinato de meninas da sua idade, com reflexo na repressão feminina. Redondinho, rende várias leituras, prende a atenção do começo ao fim e já tem lugar garantido na seleção de melhores do ano da Pipoca Moderna. Mas pode ser difícil vê-lo, pois a distribuição é limitada e não teve seu circuito divulgado. Por falar em pulsão, há ainda um documentário nacional, “Hestórias da Psicanálise – Leitores de Freud”, que chega em 20 telas, dedicado a refletir a leitura de Sigmund Freud no Freud. Bem feito e convencional. O outro documentário é parte ficção. “Olympia” reflete sobre a realização das Olimpíadas no Rio e seu impacto, repisando o pisoteado tema da corrupção. O diretor Rodrigo Mac Niven (“O Estopim”) parte da construção do campo de golfe num terreno de reserva ambiental, mas o escândalo se passa numa cidade fictícia chamada Olympia, onde as pessoas nascem com asas, que logo são cortadas. A alegoria dilui a denúncia, colateralmente lembrando que no Rio tudo inspira carnaval. A programação se completa com dois lançamentos europeus em circuito limitado. Apesar da popularidade dos personagens, a animação espanhola “Mortadelo & Salaminho – Em Missão Inacreditável” estará disponível em cerca de 20 salas com exclusividade na rede Cinépolis. A produção usa computação gráfica para dar novas dimensões à obra clássica de Francisco Ibáñez e terá, inclusive, algumas exibições em 3D, mas seu humor não reflete a graça dos quadrinhos originais. Por fim, o francês “Meu Rei” chega a oito salas do Rio de Janeiro. Sorte dos cariocas, pois é o melhor filme internacional da semana. Dirigido pela bela atriz, que virou brilhante cineasta Maïween (vejam também “Polissia”), acompanha um romance que se torna um relacionamento abusivo, com cenas de amor e violência doméstica, estendendo-se por anos. Emmanuelle Bercot foi premiada como Melhor Atriz do Festival de Cannes por seu papel, e o elenco ainda inclui Vincent Cassel e Louis Garrel – todos, mais a diretora, indicados ao César, o “Oscar francês”. A expectativa é que o circuito se expanda nas próximas semanas para outras cidades.

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