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    Filme de Xavier Dolan com astros franceses ganha fotos, pôsteres e duas cenas inéditas

    15 de maio de 2016 /

    A distribuidora francesa Diaphana Films divulgou 11 fotos, dois pôsteres e duas cenas de “Juste la Fin du Monde” (título internacional: “It’s Only the End of the World”), novo longa de Xavier Dolan, aproveitando sua inclusão no Festival de Cannes. O filme marca a primeira produção do jovem cineasta canadense estrelada exclusivamente por atores franceses. E que atores! Gaspard Ulliel (“Saint Laurent”) tem o papel principal e o elenco ainda inclui Léa Seydoux (“007 Contra Spectre”), Marion Cotillard (“Macbeth”), Vincent Cassel (“Em Transe”) e Nathalie Baye (“Uma Doce Mentira”). Dolan, que já venceu o Prêmio do Juri de Cannes por “Mommy” (2014), leva à tela a adaptação da peça homônima de Jean-Luc Lagarce. E as duas cenas refletem perfeitamente o tema central da obra, que lida com a insensibilidade humana. Na trama, Louis, um escritor, retorna a sua cidade natal após 12 anos de ausência, pensando em anunciar a eminência de sua morte para a família. Mas pequenas picuinhas e ressentimentos logo mudam o rumo da tarde, enquanto todas as tentativas de empatia são sabotados pela incapacidade das pessoas para ouvir e amar. A première mundial vai acontecer na quinta (19/5) dentro da competição oficial do Festival de Cannes e a estreia está marcada para 21 de setembro, simultaneamente no Canadá e na França. Ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.

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    Vidas Partidas: Drama brasileiro de violência doméstica ganha primeiro trailer

    7 de maio de 2016 /

    A Voglia Produções divulgou o trailer de “Vidas Partidas”, drama brasileiro sobre violência doméstica. A prévia, com narração da protagonista, lembra um quadro do “Fantástico” e, como os mais velhos podem recordar, a premissa do extinto “Você Decide”, programa da rede Globo que partia de uma história verídica, de fundo polêmico, para buscar a justiça da catarse popular. Até as intervenções a respeito da trama (função de Tony Ramos em “Você Decide”) parecem ter sido incorporadas numa encenação de tribunal. A formação do diretor Marcos Schechtman, que faz sua estreia no cinema, são justamente programas da Globo – e a Globo Filmes ainda coproduz o filme. A trama se passa no Recife, nos anos 1980, e mostra como uma mulher inteligente se torna vítima dos abusos de um marido violento, ficando indefesa diante da lei da época. O casal central é vivido por Naura Schneider (que, também por coincidência, fez três “Você Decide”) e Domingos Montagner (novela “Salve Jorge”). A première está marcada para domingo (8/5) no Festival Cine-PE, com exibição fora da competição, mas o lançamento nacional só deve acontecer em 4 de agosto, com distribuição da Europa Filmes.

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    Mais Forte que o Mundo: Cinebiografia de José Aldo ganha trailer impactante

    28 de abril de 2016 /

    A Paris Filmes divulgou o pôster e o trailer de “Mais Forte que o Mundo – A História de José Aldo”, cinebiografia do campeão brasileiro do UFC. A prévia mostra cenas impactantes, não só pelo conteúdo mas também pela forma como o diretor Afonso Poyart (“Presságios de um Crime”) enquadra a trajetória de José Aldo, entre socos, tombos e baques da vida. “Mais Forte que o Mundo” se apresenta como uma história de superação, acompanhando José Aldo desde a mudança para o Rio de Janeiro, seu primeiro amistoso no Macapá, até o título mundial no UFC. O longa é estrelado por José Loreto (“Os Homens São de Marte… E é pra Lá que Eu Vou!”) no papel de José Aldo e também inclui no elenco Cleo Pires (“Operações Especiais”), Milhem Cortaz (“O Lobo Atrás da Porta”), Jackson Antunes (“O Concurso”), Claudia Ohana (“Zoom”), Romulo Neto (novela “Império”) Rafinha Bastos (“Mato sem Cachorro”) e Paulo Zulu (novela “Corações Feridos”). A estreia está marcada para o dia 16 de junho.

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    Snowden: Primeiro trailer da cinebiografia mostra Joseph Gordon-Levitt como o homem mais procurado do mundo

    27 de abril de 2016 /

    A Open Road Films divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Snowden”, cinebiografia de Edward Snowden, estrelada por Joseph Gordon-Levitt (“Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge”). A prévia destaca a sutil transformação do ator, que mudou totalmente sua voz e postura, além de aparentar envelhecer diante das câmeras conforme a história evolui. O filme cobre desde o começo da carreira de Snowden como recruta do exército aos 20 anos, sua integração à CIA aos 22 e sua promoção para a divisão de informática do NSA aos 26, até o ato que o transformou no homem mais procurado do mundo aos 29, ao denunciar o maior esquema institucionalizado de espionagem já visto. Snowden copiou e divulgou para a imprensa o programa secreto americano de espionagem indiscriminada da internet e telefonia celular, que, desrespeitando o direito à privacidade, vigiou desde pessoas comuns a governos estrangeiros. O escândalo o levou a ser considerado traidor pelo governo americano, precipitando sua fuga do país e uma perigosa caçada internacional. “Snowden” tem direção de Oliver Stone (“Selvagens”), que também escreveu o roteiro em parceria com Kieran Fitzgerald (“Dívida de Honra”). O elenco inclui Shailene Woodley (“Divergente”), Zachary Quinto (“Star Trek”), Tom Wilkinson (“Selma”), Melissa Leo (“O Vencedor”), Rhys Ifans (“O Espetacular Homem-Aranha”), Joely Richardson (“Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres”), Timothy Olyphant (série “Justified”), Scott Eastwood (“Curvas da Vida”) e Nicolas Cage (“O Apocalipse”). A estreia está marcada para 16 de setembro nos EUA e ainda não há previsão de lançamento no Brasil

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    Logan Lerman e Elle Fanning vão estrelar novo drama indie do cantor da banda Stellastarr*

    25 de abril de 2016 /

    Os jovens atores Logan Lerman (“Coração de Ferro”) e Elle Fanning (“Malévola”) vão estrelar “Sidney Hall”, segundo drama indie de Shawn Christensen, o cantor e guitarrista da banda Stellastarr* que virou cineasta premiado – seu longa de estreia, “Before I Desappear”, venceu o Festival SXSW de 2014. Segundo o site da revista Variety, “Sidney Hall” foi escrito por Christensen em parceria com Jason Dolan (“Enter Nowhere”) e segue três etapas na vida do personagem-título, vivido por Lerman, que escreve um livro sobre sua geração antes de desaparecer sem deixar vestígios. Lerman vai interpretar todas as três fases da vida de Hall, aos 18, 24 e 30 anos de idade, em diferentes etapas da trama. O elenco também inclui Michelle Monaghan (“Pixels”), Kyle Chandler (série “Bloodline”), Nathan Lane (série “American Crime Story”) e Blake Jenner (série “Glee”). As filmagens começam nesta semana em Nova York de forma independente, apesar do assédio de estúdios como Fox Searchlight e Amazon, que fizeram ofertas financeiras para participarem da produção. Christensen acredita ser capaz de conseguir negócio melhor após exibir o filme no circuito dos festivais, em 2017.

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    The Founder: Trailer mostra Michael Keaton como o “fundador” do McDonald’s

    24 de abril de 2016 /

    A Weinstein Company divulgou o pôster e o primeiro trailer de “The Founder”, a história por trás da fundação da rede de fast food McDonald’s, estrelada por Michael Keaton (“Spotlight”). O pôster é explícito em sua pretensão desmistificadora ao grafar: “Ele tomou a ideia de outros e a América engoliu”. A prévia mostra como Ray Kroc (Keaton), um vendedor de máquinas de milk shake do Illinois, viu o potencial da lanchonete dos irmãos Mac e Dick McDonald, na Califórnia da década de 1950, enxergando em seu sistema veloz de produção de lanches uma mina de ouro. A ponto de usar sua lábia e economias para entrar na sociedade, visando, em negociatas de bastidores, tomar para si mesmo o controle do McDonald’s. O roteiro foi escrito por Robert Siegel (“O Lutador”), a direção está a cargo de John Lee Hancock (“Walt nos Bastidores de Mary Poppins”) e o elenco ainda inclui Nick Offerman (série “Parks and Recriation”) John Caroll Lynch (“Belas e Perseguidas”), Linda Cardellini (“Pai em Dose Dupla”), Laura Dern (“Livre”), BJ Novak (“Walt nos Bastidores de Mary Poppins”) e Patrick Wilson (“Invocação do Mal”). Ainda não há previsão de estreia no Brasil.

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    Nise – O Coração da Loucura restaura a fé na humanidade

    23 de abril de 2016 /

    “Nise – O Coração da Loucura” mostra que a comédia “Julio Sumiu” (2014) foi apenas um deslize na carreira de Roberto Berliner, que já tinha feito bons trabalhos como documentarista – em filmes como “A Pessoa É para o que Nasce” (2004), “Herbert de Perto” (2009) e “A Farra do Circo” (2014). Em sua segunda ficção, ele opta pelo uso da câmera na mão, característica de documentarista, para imprimir mais verdade à cinebiografia da Dra. Nise da Silveira, a psiquiatra que ousou tratar de pacientes de um hospício da década de 1940 de maneira digna, usando o afeto e a arte como objetos de trabalho. Falando assim, pode parecer que “Nise” tende ao melodrama piegas, mas a sensibilidade do cineasta e o bom trabalho do elenco em momento nenhum prejudicam os aspectos dramáticos, sem falar que a obra também serve para apresentar, para muitos brasileiros que não conheciam, essa pessoa fantástica que foi Nise da Silveira (1905-1999). Além de estimular a tolerância e a criatividade de seus pacientes, ela levou as artes criadas em suas sessões de terapia ocupacional para museus, e chegou a trocar correspondência com Carl Jung, em um tempo em que a lobotomia e os eletrochoques eram considerados as técnicas mais avançadas e revolucionárias no tratamento dos doentes mentais. A convivência do elenco e direção com pacientes esquizofrênicos e a conversa com uma das assistentes de Nise foram bastante importantes para a construção da personagem e do enredo. Mas não há como ignorar o destaque individual de Gloria Pires. A atriz que incorpora Nise tem seu melhor desempenho no cinema desde “É Proibido Fumar” (2009), de Anna Muylaert. Um dos momentos mais intensos do filme, em seu terço inicial, é quando a Dra. Nise se apresenta aos seus clientes (é assim que ela prefere lhes chamar, demonstrando que estava ali para servi-los) e pede para que eles se sentem para conversar. A câmera rodopia ao seu redor, passando uma impressão de perda de controle, ao mesmo tempo em que começa a adaptar o olhar do público àquele caos cotidiano. O trabalho de direção de arte da equipe de Berliner, ainda que muito discreto, é digno de nota, com uma opção pela predominância da cor marrom impessoal na apresentação do local de trabalho, que aos poucos se torna ensolarado e em um lugar de harmonia para os pacientes, que antes eram tratadas com frieza e crueldade. Quando exibido no Festival do Rio no ano passado, “Nise – O Coração da Loucura” teve em sua plateia ex-pacientes da verdadeira Nise, que se emocionaram com suas representações na tela. O filme acabou ovacionado e conquistando o prêmio do público do festival. A história de “Nise” também permite refletir que, apesar de as técnicas cruéis daqueles tempos já serem consideradas ultrapassadas, o tratamento mais humano de pessoas confinadas, sejam elas doentes mentais ou sadias, continua enfrentando resistência e preconceito até hoje, por quem as considera inferiores ou indignas da mínima consideração. É um ótimo filme, mas mais que isso, “Nise – O Coração da Loucura” faz o espectador sair do cinema com fé restaurada na humanidade.

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    J.J. Abrams e Daisy Ridley voltarão a trabalhar juntos em drama sobrenatural

    21 de abril de 2016 /

    O diretor J.J Abrams vai voltar a trabalhar com a atriz Daisy Ridley, que ele revelou em “Star Wars: O Despertar da Força”. Segundo o site Variety, os dois vão se reencontrar no drama sobrenatural “Kolma”. Abrams, entretanto, fará só a produção do filme, que está sendo desenvolvido por sua empresa, a Bad Robot, para a Paramount Pictures. A direção deve ficar com Marielle Heller, que se destacou com o drama indie “O Diário de uma Adolescente”, um dos destaques do Festival de Sundance do ano passado. A trama de “Kolma” adapta um telefilme israelense, que gira em torno de um homem morto num acidente de carro 50 anos antes. Ele aguarda, em algum lugar do pós-morte, o reencontro com a antiga namorada, que sobreviveu à tragédia. Mas quando ela está perto de morrer, uma escolha surge em seu caminho: voltar ao dia do acidente e ter uma nova vida ou rever o antigo amor. O roteiro foi escrito por Megan Holley (“Trabalho Sujo”). J.J. Abrams não faz planos para voltar a dirigir tão cedo, mas desde que estreou em “Star Wars: O Despertar da Força” já produziu com sucesso o suspense “Rua Cloverfield 10”. Já Daisy Ridley está no momento em plena filmagem do oitavo episódio da franquia “Star Wars”.

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    The Birth of a Nation: Veja o trailer do vencedor de Sundance que já é favorito ao Oscar 2017

    16 de abril de 2016 /

    A Fox Searchlight divulgou o primeiro trailer de “The Birth of a Nation”, drama escravagista que venceu o Grande Prêmio do Júri e o Prêmio do Público no Festival de Sundance de 2016. O filme sobre a rebelião de escravos americanos de 1831 teve seus direitos de distribuição comprados pelo estúdio por um valor recorde para o festival: US$ 17,5 milhões. A prévia mostra cenas de submissão e revolta, ao som do clássico blues “Strange Fruit”, em gravação arrepiante de Nina Simone. O filme foi escrito, dirigido, produzido e estrelado por Nate Parker e já é cotado como forte candidato ao Oscar do ano que vem. Na entrevista coletiva do festival, Parker contou que lutou para tirar a obra do papel por sete anos, mas encontrou muitas dificuldades para levar o projeto adiante. Alguns investidores lhe disseram que “não havia público para essa história” e que “as pessoas fora do país não querem ver gente de cor”. Por isso, precisou investir de seu próprio bolso e sacrificar algumas prioridades de sua vida. “The Birth of a Nation” tem tudo para gerar discussões, a começar pelo título, que é o mesmo de um marco cinematográfico, o clássico do cinema mudo “Nascimento de uma Nação”, dirigido em 1915 por D.W. Griffith. O “Nascimento” original descrevia os negros de forma estereotipada, com brancos pintados de preto, e apresentava os integrantes da organização racista Ku Klux Klan como heróis. O novo é seu oposto, girando em torno de Nat Turner (vivido por Nate Parker), escravo que liderou uma rebelião de 48 horas contra fazendeiros no estado da Virgínia em 1831, provocando uma retaliação violenta dos brancos. O elenco também inclui Armie Hammer (“O Agente da UNCLE”), Jackie Earle Haley (“A Hora do Pesadelo”), Penelope Ann Miller (“O Artista”), Aja Naomi King (série “How to Get Away with Murder”) e Mark Boone Jr. (série “Sons of Anarchy”). A estreia está marcada para 7 de outubro nos EUA e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

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    A Bruta Flor do Querer tenta manter o tesão diante da morte do cinema brasileiro

    9 de abril de 2016 /

    Curioso como três filmes brasileiros mostraram em 2016, ainda que rapidamente, cenas de membros masculinos enrijecidos nas telas: “Boi Neon”, de Gabriel Mascaro, “Para Minha Amada Morta”, de Aly Muritiba, e agora este “A Bruta Flor do Querer”, da dupla Andradina Azevedo e Dida Andrade. Pode ser sinal de que o cinema brasileiro está vivo, pulsando e que ainda existe tesão. Faz algum sentido, especialmente diante das obras desses jovens e talentosos cineastas. “A Bruta Flor do Querer” conta a história de um jovem cineasta (o próprio diretor Dida Andrade) que, devido à dificuldade de conseguir sobreviver com sua arte, ganha alguns trocados trabalhando como cinegrafista de casamentos. Quando lhe é perguntado se ele gosta desse trabalho, ele diz: “óbvio”, com aquele ar de escárnio. Aos poucos, vamos sendo apresentados à sua vida pouco agradável, entre drogas para escapar dos problemas e uma tentativa frustrada de se aproximar de uma moça por quem está apaixonado – uma paixão platônica. O filme embarca na crise existencial sem parecer adolescente demais. Cria, inclusive, empatia com o drama do personagem, especialmente nas cenas em que ele tenta se aproximar de Diana (interpretada por Diana Motta), a sua paixão, que para ele aparece ao som de “Baby”, do Caetano Veloso – em versões cantada por Gal Costa e pelos Mutantes. O título de “A Bruta Flor do Querer”, por sinal, vem de outra música de Caetano, “Quereres”. Por ironia, a ótima trilha sonora foi determinante para que o filme levasse tanto tempo para chegar às telas, desde sua exibição premiada no Festival de Gramado, em 2013. Não só foi difícil conseguir a liberação das músicas (há outras) como os pagamentos de seus direitos autorais consumiram 50% do valor do pequeno orçamento (R$ 100 mil) da produção. Mas valeu a pena ter conseguido esse feito. O filme consegue parecer mais sofisticado com elas. E falando em sofisticação, há uma vontade explícita de emular Godard em várias cenas, especialmente as que se passam dentro de carro. Sem esquecer da questão central da trama, bastante godardiana, que é a tese, manifestada na condição do cineasta de casamento, de que o cinema morreu – e assistir ao filme em uma sala quase vazia contribui enormemente para dar razão a essa teoria. Claro, o longa de estreia de Andradina e Andrade poderia ter ousado mais, inclusive na cena de sexo na praia, um pouco tímida, mas a inquietação, a frustração, a dor e a paixão conseguem ser transmitidas e sentidas do lado de cá da tela. A angústia existencial e as boas cenas de conversa entre amigos num carro – que para alguns também remetem ao cinema de John Cassavetes – , quase provam o contrário, que o cinema está bem vivo. O problema é que não basta só tesão, como demonstra o lançamento da obra, com cópias reduzidas, em poucas cidades e sem nenhuma divulgação. Este destino não é exclusividade de “A Bruta Flor do Querer”, mas da grande maioria dos filmes brasileiros contemporâneos. Afinal, de que adianta filmar com tesão, se o mercado é tão broxante?

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    Lily Collins e Keanu Reeves vão estrelar primeiro filme dirigido pela criadora da série UnReal

    4 de abril de 2016 /

    A atriz Lily Collins (“Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos”) e o ator Keanu Reeves (“De Volta ao Jogo”) vão estrelar o drama indie “To the Bone”, que marcará a estreia na direção da roteirista Marti Noxon (criadora da série “UnReal”). A informação é do site The Hollywood Reporter. A trama é baseada nas experiências pessoais de Noxon, e contará a batalha de uma jovem (Collins) contra a anorexia. Reeves interpreta um médico pouco ortodoxo, que ajuda a protagonista a encontrar uma vida melhor. Noxon é uma roteirista bastante apreciada pelos fãs de séries, tendo começado a carreira escrevendo episódios da clássica “Buffy – A Caça-Vampiros” em 1997. Ela também escreveu-produziu o spin-off “Angel”, além de ter assinados capítulos de “Brothers and Sisters”, “Grey’s Anatomy”, “Private Practice”, “Glee” e até da premiada “Mad Men”. Como criadora, lançou a subestimada série de terror “Point Pleasant” (“Damien” com uma adolescente) em 2005 e a comédia “Girlfriends’ Guide to Divorce” em 2014, antes de cair nas graças da crítica com “UnReal”, uma das séries mais elogiadas do ano passado. Apesar de “To the Bone” representar sua estreia como cineasta, ela já dirigiu episódios de TV e escreveu os roteiros de três filmes, a comédia “Sexo sem Consequência” (1998), a sci-fi “Eu Sou o Número Quatro” (2011) e o remake de terror “A Hora do Espanto” (2011). “To the Bone” começou a ser rodado no fim de semana em Los Angeles, mas ainda não tem data de estreia definida.

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    A Frente Fria que a Chuva Traz: Volta de Neville D’Almeida ao cinema ganha trailer provocante

    29 de março de 2016 /

    A Downtown Filmes deu um tempo em suas comédias bobonas para divulgar o trailer de um drama inquietante, “A Frente Fria que a Chuva Traz”, que marca a volta do diretor Neville D’Almeida, quase duas décadas após seu último longa, “Navalha na Carne” (1997). A prévia repleta de palavrões, sexo, drogas e provocações demonstra que o cineasta de 75 anos continua um mestre na arte de incomodar. O filme é baseado na peça homônima de Mario Bortolotto, que, por sinal, interpreta um dos personagens. A trama acompanha um grupo de jovens ricos que prepara uma festa orgiástica na laje de uma favela carioca, e serve de analogia para o despudoramento de uma juventude que diz se identificar com a classe baixa apenas para cafetiná-la. Ou seja, um trabalho sob medida para o diretor de “A Dama do Lotação” (1980), “Os Sete Gatinhos” (1980) e “Rio Babilônia” (1982). O elenco destaca jovens estrelas de novelas, como Chay Suede (novela “Babilônia”), Bruna Linzmeyer (novela “A Regra do Jogo”) e Juliane Araújo (novela “Lado a Lado”), além de trazer o veterano Flavio Bauraqui (“Quase Dois Irmãos”) e revelar Natalia Lima Verde. Também chama atenção o impacto do colorido fotográfico da cinegrafista Kika Cunha, em seu segundo trabalho como Diretora de Fotografia, após acumular experiência internacional como assistente de câmera – trabalhou, entre outros, com o inglês Mike Newell em “O Amor nos Tempos do Cólera” (2007). Exibido fora de competição no Festival do Rio, “A Frente Fria que a Chuva Traz” tem estreia comercial marcada para 28 de abril.

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    Drama islandês premiado, Desajustados é muito melhor que seu título nacional

    26 de março de 2016 /

    Fúsi (Gunnar Jónsson) é um homem grande, obeso, na faixa dos 40 anos de idade, ingênuo, de interesses e comportamentos ainda infantis. Ao conviver com uma menina vizinha, suas atitudes se equiparam às dela. É virgem, vive com a mãe, tem bom coração, sofre bullying de colegas no trabalho como despachador de malas no aeroporto, mas os perdoa com facilidade. Ele é o personagem central de “Desajustados”, filme islandês que foi o vencedor do Festival de Tribeca do ano passado, cujo título original é “Fúsi”, o nome do protagonista. O longa revela sua rotina sempre repetitiva, do restaurante, das músicas pedidas no rádio e do seu interesse por reconstruir com soldadinhos, tanques e outras peças, batalhas da 2ª Guerra Mundial, ao lado de seu único amigo. Que Fúsi possa ser considerado um desajustado, por seus comportamentos, para os padrões sociais esperados para alguém como ele e com sua idade, parece óbvio. Mas o título brasileiro não deixa de ser um julgamento, um rótulo que rejeita a figura. Por que a rejeição a uma doce criatura como essa? Por ser um loser, na visão capitalista difundida pelos Estados Unidos? Por entendê-lo como um doente mental? Ou o quê? Acontece que o título está no plural, o que engloba também a personagem Alma (Ilmur Kristjánsdóttir), uma mulher ativa e vibrante, que ama flores e trabalhava numa floricultura. Mas perde seu emprego e o que lhe resta é aceitar um trabalho como lixeira. Ela entra na vida de Fúsi por acaso, ele se dedica a ela e a ajuda numa crise de depressão. Chamá-la também de desajustada só agrega julgamento aos que ficam desempregados e aos que sofrem de depressão. Sem que uma coisa precise levar à outra. Não faz sentido. É muito infeliz o título brasileiro desse belo filme islandês. Na realidade, o filme é terno como seu protagonista e cheio de vida, como a mulher que se envolve com ele, capaz de valorizar o respeito humano e de entender a mente ingênua dos que passam pela vida sem acesso maior aos bens culturais, sem ambições, sem conseguir vencer uma timidez atávica. Ou, quem sabe, sem conseguir entender esse mundo onde vieram parar. Basta esquecer o título do filme para perceber que estamos diante de figuras humanas frágeis, que se debatem num dia-a-dia frustrante e pouco acolhedor. Não como derrotadas, mas como sobreviventes. Isso também é uma batalha, às vezes tão dura quanto as da guerra que Fúsi reconstrói. O ator protagonista, Gunnar Jónsson, recentemente visto em “A Ovelha Negra” (2015), está ótimo, perfeito para o papel. Foi premiado nos festivais de Marrakech e de Tribeca em 2015. Merecidamente. Ilmur Kristjánsdóttir, que faz Alma, também está muito bem. O contraste da dupla, em todos os sentidos, é cativante. O frio e a neve que fazem parte da história, como é inevitável acontecer em filmes da Islândia, servem para acrescentar um clima cinzento e triste à narrativa. Mas é apenas um elemento acessório e nem tão explorado assim pelo diretor Dagur Kári (que já dirigiu, nos EUA, “O Bom Coração”). Os ambientes internos, um tanto escuros, dizem mais dos sentimentos e limites de vida dos personagens do que qualquer outra coisa. Porém, é um filme que também tem muito carinho e muitas flores. Portanto, é também cheio de esperança.

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