Netflix adquire filme premiado no Festival de Veneza
A Netflix anunciou a compra dos direitos de “Pieces of a Woman”, poucas horas após o filme ser premiado no Festival de Veneza. O drama do húngaro Kornél Mundruczó (de “White Dog”) rendeu o troféu de Melhor Atriz para a inglesa Vanessa Kirby (a princesa Margaret de “The Crown”) e será exibido pela primeira vez na América do Norte neste domingo (12/9), no Festival de Toronto. A trama gira em torno de uma jovem mãe (Kirby), que após perder o filho natimorto inicia uma odisseia de um ano de luto que atinge seu marido (Shia LaBeouf), sua mãe (Ellen Burstyn) e sua parteira (Molly Parker). No filme, Martha é uma executiva muito rígida e Shawn um operário da construção civil com um passado volátil. Eles encontraram o amor apesar da diferença de classe e estão esperando ansiosamente seu primeiro filho. Mas complicações com a parteira interrompem o planejado parto em casa, enviando o casal à tragédia numa sequência devastadora. Em comunicado, o diretor Mundruczó afirmou: “Como cineasta europeu, não poderia estar mais animado e agradecido por encontrar uma casa para este filme na Netflix. Seu gosto pelo cinema independente parece a da United Artists dos anos 1970. A verdadeira campeã dos cineastas e vozes originais de hoje.” O filme inclui entre seus fãs o cineasta Martin Scorsese, que se tornou produtor do longa no mês passado, justamente para facilitar as negociações para sua distribuição internacional. Na ocasião, ele disse ao site Deadline “É uma sorte ver um filme que te pega de surpresa. É um privilégio ajudá-lo a encontrar o amplo público que merece. ‘Pieces of a Woman’ para mim foi uma experiência profunda e comovente. Eu fiquei emocionalmente investido nele desde a primeira cena, e a experiência só se intensificou enquanto eu assistia, fascinado pela realização do filme e pelo trabalho de um elenco esplêndido, que inclui minha velha colega Ellen Burstyn. Você se sente como se tivesse caído no vórtice de uma crise familiar e conflito moral com todas as suas nuances, puxado com cuidado e compaixão, mas sem julgamento. Kornél Mundruczó tem um estilo fluido e imersivo com a câmera que torna difícil desviar o olhar e impossível não se importar”.
Nomadland: Filme favorito às premiações da temporada ganha primeiro teaser
A Searchlight Pictures (ex-Fox Searchlight) divulgou o pôster e o primeiro teaser de “Nomadland”, drama selecionado pelos festivais de Veneza, Toronto, Telluride, Nova York e Londres, que está cotadíssimo a se destacar na temporada de premiações. A prévia mostra apenas uma panorâmica da atriz Frances McDormand, enquanto ela caminha por um grande acampamento de trailers e caminhonetes. Estrelado pela atriz vencedora de dois Oscars (por “Fargo” e “Três Anúncios para um Crime”), o filme narra o colapso econômico de uma cidade empresarial na zona rural de Nevada, que transforma vans em habitações, explorando a vida fora da sociedade convencional de um grupo de nômades modernos. O elenco também inclui David Strathairn (“The Expanse”) e vários atores amadores, que são nômades reais – alguns, inclusive, vistos no documentário “Without Bound – Perspectives on Mobile Living” (2014). Terceiro e último longa indie da diretora Chloé Zhao, vencedora do Gotham Award por “Domando o Destino” (2017), “Nomadland” encerra um ciclo na carreira da cineasta. Enteada da atriz chinesa Song Dandan (“O Clã das Adagas Voadoras”) e radicada nos EUA desde a adolescência, Zhao começa, depois deste filme, sua trajetória nos grandes estúdios de Hollywood com a superprodução da Marvel “Eternos”. O lançamento comercial está marcado para 4 de dezembro na América do Norte, mas ainda não há perspectiva para estreia no Brasil.
Ator chora por reclamar de Chadwick Boseman em Destacamento Blood
A luta secreta de Chadwick Boseman contra o câncer fez o ator trabalhar em algumas produções enquanto estava fazendo tratamento quimioterápico. Um destes filmes foi o recente “Destacamento Blood”, de Spike Lee. Ao lembrar das filmagens nesta segunda (31/8), o veterano ator Clarke Peters (“His Dark Materials”) chorou em uma entrevista ao programa “Good Morning Britain”, arrependido de tê-lo criticado por receber tratamento especial durante a produção. “Minha esposa me perguntou como o Chadwick era, porque eu estava muito animado em trabalhar com ele. Eu disse que ele era tratado como alguém ‘especial’, porque estava sempre cercado de gente ao seu redor para bajulá-lo”. Peters não conteve as lágrimas ao falar sobre como se arrependia de pensar aquilo. “Ele tinha uma pessoa chinesa que lhe fazia massagens nas costas quando ele saía do set, uma moça que massageava seus pés, sua namorada segurando sua mão. E eu achando que talvez o lance do ‘Pantera Negra’ tivesse subido à sua cabeça. Hoje me arrependo desses pensamentos. Eles estavam cuidando dele…”, contou o ator, que ainda lembrou como ele não aparentava cansaço nas cenas de ação, carregando equipamento pesado sob o sol escaldante do Vietnã. “Aquele cara jovem… Peço desculpas”, disse, emocionado. O filme Spike Lee acompanhava veteranos da Guerra do Vietnã, que voltavam ao país décadas depois do conflito. Na história, Boseman era o líder heroico do destacamento, que não sobreviveu ao conflito. O elenco também contava com Delroy Lindo (“The Good Fight”), Norm Lewis (“Scandal”), Isiah Whitlock Jr. (“Infiltrado na Klan”) e Jonathan Majors (“A Rebelião”) , entre outros. Boseman morreu na sexta-feira (28/8), em casa, ao lado da esposa que poucos sabiam que ele tinha. Veja a entrevista de Peters abaixo.
Kate Winslet e Saorsie Ronan combinaram entre si cenas de sexo de Ammonite
A atriz Kate Winslet revelou que se entendeu pessoalmente com Saoirse Ronan para filmar, sem ajuda ou orientações do diretor, as cenas de sexo lésbico do filme “Ammonite”, que terá sua première mundial em setembro no Festival de Toronto. Combinar como fariam sexo foi uma forma que as duas encontraram para se manter seguras e trabalhar sem maiores interferências durante as filmagens. Elas interpretam, respectivamente, a paleontóloga Mary Anning e a geóloga Charlotte Murchison no longa do diretor Francis Lee (“O Reino de Deus”), que imagina um envolvimento romântico entre as duas celebradas cientistas britânicas. Celebradas atualmente, claro, porque na época, como todas as mulheres do século 19, à exceção da Rainha Vitória, eram menosprezadas pela comunidade científica masculina. As cenas de amor entre as duas têm sido descritas como quentes. Segundo a revista The Hollywood Reporter, que entrevistou as atrizes, as filmagens seriam capazes de fazer “Carol” parecer uma obra pudica. Um desses enlaces, em especial, teria teor quase explícito. “Saoirse e eu coreografamos a cena nós mesmas”, explicou a atriz, sobre a sequência mais sexual. “Acho que Saoirse e eu nos sentimos realmente seguras. Francis estava naturalmente muito nervoso. E eu apenas disse pra ele: ‘Ouça, nos vamos nos resolver’. E assim fizemos. ‘Vamos começar aqui. Faremos isso com os beijos, peitos, você vai lá embaixo, aí você faz isso, aí você sobe aqui’. Quer dizer, marcamos as batidas da cena para que fôssemos ancoradas em algo que apoiasse a narrativa. Eu me senti mais orgulhosa do que jamais senti ao fazer uma cena de amor. E me senti, de longe, a menos constrangida”, acrescentou. Já Ronan diz que as “performances são incrivelmente humanas”. As duas se conheciam apenas superficialmente antes de “Ammonite”. “Obviamente, ela é incrivelmente talentosa, mas também é alguém com quem você sente que pode se identificar, e acho que isso diz muito sobre o tipo de pessoa que ela é”, contou a atriz ao THR. Winslet acrescentou que não se preocupou com a possibilidade de ter seu corpo comparado ao de Ronan. “Tenho quase 45 anos e Saoirse tem quase metade da minha idade. É ter a oportunidade de ser meu verdadeiro eu com 40 e poucos, pós-filhos, sabe? As mulheres não têm realmente coragem de fazer isso”, considerou. Ela, inclusive, deixou se acabar um pouquinho para as filmagens, fazendo o oposto do que normalmente faria, especialmente considerando a necessidade de aparecer nua. “É assim que sou agora, e não é o corpo que eu tinha há 20 anos. E também trabalhei para manter esse tipo de peso para Mary. Há uma coragem nela, há um peso para ela. Mudei um pouco meu exercício. Eu me certifiquei de não perder peso – o que eu faço muito, na verdade, em filmes. Eu odeio falar sobre peso, mas só digo no contexto de ter sido um esforço consciente da minha parte, para realmente ter certeza de que não mudei para ficar nua. Eu fiz o oposto”, completou. Fãs de Kate Winslet devem lembrar que ela começou sua filmografia num drama sobre relacionamento lésbico, “Almas Gêmeas”. Lançado em 1994, quando a atriz tinha 19 anos, o filme foi assinado por um cineasta ainda em começo de carreira, um certo Peter Jackson (ele mesmo, da trilogia “Senhor dos Anéis”), e se tornou cultuadíssimo. O burburinho sobre sua volta à temática LGBTQIA+ vem crescendo desde que “Ammonite” foi selecionado para debutar no Festival de Cannes, que infelizmente foi cancelado devido à pandemia de covid-19. Até o momento, apenas os programadores de festivais viram a produção, tecendo muitos elogios. O trailer foi divulgado na terça (26/8) sem qualquer cena imprópria, mas muitos olhares, toques e suspiros. A trama se passa em 1840 e começa quando um geólogo aristocrata, preocupado com a melancolia de sua jovem esposa, pede para a já famosa, mas não reconhecida paleontóloga, ocupá-la com trabalho. Relutante, a paupérrima Mary Anning aceita Charlotte Murchison como assistente, e entre a coleta de fósseis à beira-mar e os passeios na praia, aos poucos as duas deixam de lado as diferenças sociais para aprofundar laços, até despertarem uma paixão. Embora as duas mulheres realmente tenham passado uma temporada trabalhando juntas, não há registros oficiais desse romance. “Ammonite” é o segundo longa escrito e dirigido por Francis Lee, que estreou em 2017 com outro longa de temática LGBTQIA+, “O Reino de Deus”. Após a première no Festival de Toronto, a expectativa do estúdio Neon é realizar um lançamento em novembro nos cinemas americanos. O filme é a aposta do estúdio ao Oscar 2021. Vale lembrar que o Neon lançou o vencedor de 2020, “Parasita”, nos EUA. Por enquanto, não há previsão para o Brasil. Se não viu o trailer antes ou deseja revê-lo, confira logo abaixo – sem legendas em português.
Ammonite: Trailer mostra Kate Winslet e Saoirse Ronan como casal apaixonado
O estúdio indie Neon divulgou o pôster e o trailer de “Ammonite”, drama de época que aborda o relacionamento de duas mulheres, vividas por Kate Winslet (“Titanic”) e Saoirse Ronan (“Adoráveis Mulheres”). A história é inspirada por fatos reais da vida da paleontóloga Mary Anning, interpretada no filme por Winslet. A trama se passa em 1840 e começa quando um geólogo aristocrata preocupado com a melancolia de sua jovem esposa pede para a pioneira, mas não reconhecida paleontóloga, ocupá-la com trabalho. A esposa é a geóloga Charlotte Murchison, papel de Ronan. Relutante, a paupérrima Anning aceita a mulher como assistente, e entre a coleta de fósseis à beira-mar e os passeios na praia, aos poucos as duas deixam de lado as diferenças sociais para aprofundar laços, até despertarem uma paixão. Embora as duas mulheres realmente tenham passado uma temporada trabalhando juntas, não há registros oficiais desse romance. O elenco da produção também inclui Fiona Shaw (“Killing Eve”), Gemma Jones (“O Diário de Bridget Jones”), Claire Rushbrook (“Homem-Aranha: Longe de Casa”) e James McArdle (“Star Wars: O Despertar da Força”). “Ammonite” é o segundo longa escrito e dirigido por Francis Lee, que estreou em 2017 com outro longa de temática LGBTQIA+, “O Reino de Deus”. O filme terá première no Festival de Toronto, em setembro, e há expectativa de um lançamento em novembro nos cinemas dos EUA. Por enquanto, não há previsão para o Brasil.
Keira Knightley vai estrelar e produzir série para a Apple
A atriz Keira Knightley (“Colette”) assinou contrato para estrelar e produzir uma nova série dramática, com fundo de mistério sobrenatural, chamada “The Essex Serpent”. A produção de época é baseada no romance homônimo de Sarah Perry, vencedor do prêmio de Livro do Ano de 2016 no Reino Unido, e está sendo desenvolvida para a plataforma Apple TV+ pela roteirista Anna Symon (“Sra. Wilson”), com direção da cineasta Clio Barnard (“O Gigante Egoísta” e “Dark River”). A trama gira em torno de Cora (Knightley), que, ao se tornar viúva e encerrar um casamento abusivo, muda-se com o filho da Londres vitoriana para o pequeno vilarejo de Aldwinter em Essex. Lá, fica intrigada com a superstição local de que uma criatura mítica conhecida como a serpente de Essex voltou para a área. Naturalista amadora sem interesse por superstições ou questões religiosas, Cora se empolga com a ideia de que aquilo que as pessoas da região tomam por uma criatura sobrenatural possa, na realidade, ser uma espécie ainda por descobrir. O drama da Apple é o segundo projeto de streaming recente de Knightley. Ela também estrelará e será produtora de uma série limitada para a Hulu, baseada no romance de Suzanne Rindell, “The Other Typist”. Saiba mais aqui.
Doces Magnólias é renovada para 2ª temporada
A Netflix anunciou a renovação de “Doces Magnólias” (Sweet Magnolias) para a 2ª temporada. Lançada em maio, o drama feminino é inspirado no livro homônimo de Sherryl Woods e foi desenvolvido pela roteirista Sheryl J. Anderson (“Uma Canção de Natal”). Os episódios acompanham a relação entre três amigas adultas e suas experiências com relacionamentos, família e trabalho. As amigas são vividas por JoAnna Garcia Swisher (a Ariel de “Once Upon a Time”), Brooke Elliott (a Jane de “Drop Dead Diva”) e Heather Headley (a Gwen de “Chicago Med”). Ainda não há previsão para a estreia da 2ª temporada.
The Souvenir mergulha em relação tóxica vivida nos anos 1980
Quarto longa-metragem da inglesa Joanna Hogg, “The Souvenir” não é apenas um filme pessoal: é autobiográfico, baseado nas memórias dos 20 e poucos anos da diretora. Até mesmo o apartamento em que morava foi reconstruído a partir de uma fotografia que ela tinha. A história se passa em Londres, no início da década de 1980, e aborda um relacionamento que hoje podemos descrever mais facilmente como tóxico. O longa ganhou um dos principais prêmios do Festival de Sundance do ano passado, como Melhor Filme da mostra competitiva internacional, e é curioso que não tenha atingido grande repercussão entre os cinéfilos brasileiros, talvez por não ter sido lançado nos cinemas. Só chegou por aqui em VOD neste período da quarentena. Ainda assim, também quase passa batido em meio a tantas opções disponíveis, mesmo que a grande maioria das opções não valha nosso valioso tempo. Só o fato de ser um filme baseado em fatos reais já provoca o interesse. A própria diretora hesitou bastante em materializá-lo, justamente por tratar de algo muito íntimo e incômodo para ela. Para interpretar sua personagem na juventude ela escolheu a semi-estreante Honor Swinton Byrne, filha da atriz Tilda Swinton. A jovem atriz só tinha no currículo uma pequena participação em “Um Sonho de Amor”, de Luca Gaudagnino, estrelado pela mãe. Tilda Swinton também está no elenco, num pequeno papel como mãe da protagonista. Na trama, Honor é Julie, uma estudante de cinema que conhece um homem um pouco mais velho, Anthony (Tom Burke), por quem se interessa e se apaixona. O homem é arrogante, lacônico, costuma apontar defeitos na moça, quando ele mesmo não parece ter lá suas qualidades. Nem bonito ele é. Ele esconde uma vulnerabilidade que surgirá aos poucos, à medida que formos conhecendo mais o personagem. É impressionante a atuação de Honor. Nem parece estar atuando, de tão natural que é sua performance. Seu trabalho também foi de pesquisa: ela chegou a ler os diários da diretora dos anos 1980, a fim de buscar identificação e conhecimento sobre ela e ajudar na formulação da personagem. E Joanna Hogg imprime um trabalho realista nos diálogos que torna o filme verdadeiro em muitos aspectos. Em entrevista com a diretora ao jornal britânico The Guardian, a atriz abordou a situação. “Toda pessoa na faixa dos 20 anos não sabe o que está acontecendo em sua vida. Você está tentando descobrir no que você é bom, quem você é, o que você quer, quais são seus limites. E você comete erros e tem problemas de auto-confiança.” Então, o que Anthony faz com Julie é se aproveitar desse momento mais delicado de se estar em seus 20s. Ainda que seja possível se envolver com os problemas do homem na segunda metade do filme, a relação vampírica é difícil de perdoar, de aceitar, ainda mais sendo Julie uma pessoa tão doce. “The Souvenir” causa bastante desconforto, pois, desde o começo, a relação que se estabelece entre Julie e Anthony soa desagradável. Vemos tudo com certo distanciamento, não parece ser fácil se apegar ao personagem masculino como ela se apegou. Fica-se o tempo todo querendo que ela saia desse relacionamento e a pergunta vem e é feita à própria diretora na referida entrevista: “Por que ela ficou com Anthony por tanto tempo?”. Hogg afirma que é uma pergunta que não é possível responder. Há no filme também uma espécie de valorização e de saudosismo do mundo analógico, que se ressalta pela encenação nos anos 1980. Isto é explorado nas cenas em que Julie está fotografando os amigos em festas intimistas, nas aulas de cinema a que ela assiste e nas fitas cassete que ela coloca para escutar em seu aparelho de som. Aliás, é muito bom o uso bastante pontual da música no filme, entrecortando os silêncios. O filme foi rodado em ordem cronológica e usando a bitola 16 mm, e se percebe claramente a textura diferente e a granulação em sua fotografia. Como cada rolo de 16 mm tem duração de 11 minutos, a edição também lida com essa limitação. Já a opção por filmar em ordem cronológica pode ter influenciado positivamente na construção dramática da protagonista. No fim dos créditos, anuncia-se um “The Souvenir – Parte 2”, que já está em fase de pós-produção e será lançado no próximo ano. Segundo a diretora, a parte dois começa quase que imediatamente onde termina a primeira e vai de 1985 até o final da década. Se for tão bom quanto este filme, os cinéfilos devem marcar no calendário a data de lançamento, para desta vez não perder o mergulho na memória e nos sentimentos de Joanna Hogg.
Tigertail transforma escolhas da vida em drama geracional
Ainda que seja o primeiro longa-metragem de Alan Yang na direção, ele já teve a oportunidade de imprimir a sua marca na televisão, especialmente com a série “Master of None”, da qual ele é cocriador. O diretor é mais um americano descente de asiáticos a filmar nos Estados Unidos em língua não inglesa, mercado que começa a se abrir após a repercussão positiva de “A Despedida”, de Lulu Wang, no ano passado. E assim como Wang homenageou sua vovó em seu drama premiado, “Tigertail” é uma obra muito pessoal de Yang, inspirado nas memórias de seu pai. Em “Tigertail”, o diretor usa o idioma natal de seu pai, o mandarim, para discutir as escolhas da vida, suas repercussões e a força das memórias. O filme acompanha Grover, um senhor sexagenário vivido por Tzi Ma, rosto muito conhecido de filmes hollywoodianos, inclusive de “A Despedida”. Grover mora nos Estados Unidos há alguns anos e está de volta depois do funeral de sua mãe, que morava em Taiwan. Seu relacionamento com a jovem filha adulta Angela (Christine Ko) não é fácil. Ele é um homem muito fechado, não costuma ser a pessoa mais simpática do mundo e tem histórico de ter sido bastante duro com a filha durante a infância dela. Yang faz um filme de idas e vindas no tempo, com as cenas de flashback gravadas em 16 mm, com aparência mais suja, e as cenas do presente em limpíssimo digital, para explicar o que tornou seu personagem num homem tão amargurado. Para isso, o filme contrasta esse homem distante com o entusiasmo que mostrava na juventude, representado principalmente em sua relação com uma moça em Taiwan. Era uma jovem especial, que tornava o relacionamento dos dois divertido, com muitas conversas e sonhos compartilhados. Mas eis que Grover conhece a filha do patrão e tem a chance de ir com ela para os Estados Unidos. Sem dinheiro e filho de família pobre, ele vê a possibilidade de casar com essa outra moça, com quem tem pouca afinidade e pela qual sente pouco afeto, como chance de vencer na vida. Mesmo que para isso tenha que abandonar o amor de sua vida. Hiatos apresentam os diferentes estágios da vida dos jovens casados, inclusive oferecendo espaço para que se saiba mais da vida da esposa de Grover. Quando está distante do marido, ela se mostra outra pessoa, muito mais solta, mais feliz, o que só prova o quanto o marido se tornou uma presença repressora. O cineasta contou que muito da ideia do filme veio de conversas com seu pai e especialmente de uma viagem que ambos fizeram para Taiwan, quando o pai o apresentou a lugares importantes de seu passado. E isso é mostrado no filme também, de forma a acentuar a forte memória que o protagonista ainda carrega dos melhores anos de sua vida. O resultado é uma pequena joia dramática, que conta uma história capaz de ser entendida e comover em qualquer língua. Mas, por favor, não façam a besteira de optar pela versão dublada, pois perderão as riquezas e sutilizas de sua narrativa.
Versão definitiva de Apocalypse Now é o principal lançamento digital da semana
A principal novidade online do fim de semana é a “versão definitiva” de um dos filmes mais reverenciados da história do cinema. “Apocalypse Now: Final Cut” é a terceira edição oficial do clássico de guerra de Francis Ford Coppola – sem contar a “cópia de trabalho” que venceu o Festival de Cannes – , remontada pelo próprio diretor, e chega ao streaming após inaugurar o Belas Artes Drive-In Confira abaixo mais detalhes deste e de outros lançamentos digitais inéditos nas salas de cinema, que chegam aos serviços de VOD (locadoras online) e streaming neste fim de semana. A curadoria não inclui títulos clássicos (são muitos e com alta rotatividade) e produções de baixa qualidade que, em outros tempos, sairiam diretamente em vídeo. Apocalypse Now: Final Cut | EUA | 1979-2018 Depois do sucesso da exibição do filme de Francis Ford Coppola no Belas Artes Drive-In, a plataforma de streaming do cinema disponibiliza a nova versão estendida do cult de 1979 junto com dois documentários sobre seus bastidores: “Apocalipse de um Cineasta” (1991) e “Dutch Angle: Fotografando Apocalypse Now” (2019). Com 3 horas de duração, o filme em si é uma versão maior que a exibida nos cinemas em 1979 – mas menor que a disponibilizada em DVD (“Apocalypse Now: Redux”) – e conta com imagem e som remasterizados. A première deste “Final Cut” aconteceu no Festival de Tribeca, em Nova York, em abril de 2018. Disponível no Belas Artes à La Carte. Feito em Casa | EUA | 2020 Antologia de curtas realizados durante a quarentena por uma equipe seleta – e impressionante – de 17 cineastas de várias regiões do mundo. Cada curta tem de cinco a sete minutos e uma das curiosidades da produção é a primeira parceria entre o diretor chileno Pablo Larrain (“Neruda”) e a atriz americana Kristen Stewart (“As Panteras”), que a seguir trabalharão juntos em “Spencer”, cinebiografia da princesa Diana. Larrain é o produtor do projeto e ele encomendou um dos curtas a Stewart, que assina seu segundo trabalho no formato, após estrear como curtametragista em “Come Swim”, de 2017. Os demais diretores são o italiano Paolo Sorrentino (“A Grande Beleza”), a japonesa Naomi Kawase (“Esplendor”), o malinês Ladj Ly (“Os Miseráveis”), o casal libanês Nadine Labaki e Khaled Mouzanar (“Cafarnaum”), a zambiana Rungano Nyoni (“Eu Não Sou uma Bruxa”), a mexicana Natalia Beristáin (“No Quiero Dormir Sola”), o alemão Sebastian Schipper (“Victoria”), o chinês Johnny Ma (“Viver para Cantar”), as britânicas Gurinder Chadha (“A Música da Minha Vida”), de origem indiana, e Ana Lily Amirpour (“Garota Sombria Caminha pela Noite”), de origem iraniana, a atriz americana Maggie Gyllenhaal (“The Deuce”), a diretora de fotografia Rachel Morrison (“Pantera Negra”), o americano filho de brasileiros Antonio Campos (“Simon Assassino”), o chileno Sebastián Lelio (“Uma Mulher Fantástica”) e, claro, o próprio Larrain, que descreve a experiência da antologia como um “festival de cinema muito estranho, bonito e único”. Disponível na Netflix. Adú | Espanha | 2020 Três jornadas, que se entrecruzam de forma dramática, ilustram diferentes lados de uma história sobre imigrantes ilegais africanos que tentam chegar na Europa. A produção da Paramount, dirigida por Salvador Calvo (“Os Últimos das Filipinas”), foi feita para o cinema, mas acabou adquirida pela Netflix para distribuição internacional. Disponível na Netflix. Desperados | EUA | 2020 A comédia escrita, dirigida e estrelada por mulheres gira em torno de uma neurótica (Nasim Pedrad, de “Aladdin”) que encontra o “date perfeito” (Robbie Amell), mas pira quando ele fica cinco dias sem retornar suas ligações. Após enviar um email cheio de insultos, ela descobre que ele sofreu um acidente, está no hospital e a ama. Desesperada por conta das mensagens, a neurótica traça um plano com suas duas melhores amigas (Anna Camp e Sarah Burns) para pegar o celular dele antes que ele tenha alta. O detalhe é que o celular está no México. Ao chegar no hotel, ela se depara com outro ex-date (Lamorne Morris), que logo é envolvido no esquema frenético. A direção de LP (Lauren Palmigiano), que já fez muitas sitcoms, opta por um tom histérico similar às comédias brasileiras. Há quem goste. Disponível na Netflix. Lemedel | Chile | 2019 O documentário, premiado no Festival de Berlim com o Teddy de Melhor Filme LGBTQIA+, aborda a vida do escritor, artista visual e pioneiro do movimento Queer na América Latina Pedro Lemebel, que abalou as estruturas da sociedade conservadora do Chile durante a ditadura de Augusto Pinochet, nos anos 1980. Disponível em iTunes, Google Play, Now, Vivo Play e YouTube Filmes. Atleta A | EUA | 2020 O documentário relata a polêmica que se abateu sobre a ginástica olímpica dos EUA com o surgimento de denúncias de abuso sexual do médico da seleção feminina, acobertadas pela federação esportiva. Dirigido pelos cineastas Bonni Cohen e Jon Shenk (de “Uma Verdade Mais Inconveniente”), o filme se aprofunda nas denúncias devastadoras das atletas, acompanhando o trabalho dos repórteres do pequeno jornal americano IndyStar, responsáveis pela revelação da cultura de abusos a que eram submetidas as estrelas da elite olímpica americana, até o julgamento do caso, que aconteceu em 2018 e levou à renúncia de todo o comitê olímpico de ginástica feminina dos EUA. Disponível na Netflix. Bryan Stevenson: Luta Por Igualdade | EUA | 2020 Documentário sobre o advogado que inspirou o filme “Luta por Justiça” (2019), e que foi vivido por Michael B. Jordan no cinema. A produção da HBO também debate as origens da injustiça racial e como ela evoluiu até os dias de hoje. De acordo com Stevenson, o sistema de justiça criminal “te trata melhor se você é rico e culpado do que se você é pobre e inocente”. Disponível na HBO Go.
Festival online do Espaço Itaú exibe as melhores (pré) estreias da semana
O principal programa online do fim de semana é o Festival de Pré-Estreias do Espaço Itaú, que traz uma seleção de filmes inéditos nos cinemas, entre eles “Pacarrete”, grande vencedor do Festival de Gramado do ano passado. O longa levou oito troféus, incluindo os de Melhor Filme na votação do júri e do público, além de prêmios para a atriz Marcélia Cartaxo e o diretor-roteirista Allan Deberton. Em “Pacarrete”, Marcélia Cartaxo dá vida à história real de uma mulher de Russas, no interior do Ceará. Bailarina e ex-professora, a mulher do título sonha em se apresentar na festa da cidade. Com voz estridente, grita frases desconexas pelas ruas — e é simplesmente tachada de louca pelos moradores. Outro destaque digital do Espaço Itaú é “Dora e Gabriel”, novo filme do diretor Ugo Giorgetti, que é disponibilizado pela primeira vez em streaming, em consequência do cancelamento e/ou adiamento dos festivais de cinema nacional de 2020. Há também títulos internacionais na seleção. O detalhe é que os filmes ficarão disponíveis apenas 48 horas. É preciso correr para assistir, ao contrário dos outros títulos disponibilizados neste fim de semana. Confira abaixo mais detalhes destes e de outros lançamentos digitais inéditos nos cinemas brasileiros, que chegam aos serviços de VOD (locadoras online) e streaming neste fim de semana. A curadoria não inclui títulos clássicos (são muitos e com alta rotatividade) e produções de baixa qualidade que, em outros tempos, sairiam diretamente em vídeo. Festival de Pré-Estreias do Espaço Itaú Uma seleção de filmes inéditos, disponíveis por apenas 48 horas, que inclui os brasileiros “Mangueira em Dois Tempos”, de Ana Maria Magalhães, “Dora e Gabriel”, de Ugo Giorgetti, “Pacarrete”, de Allan Deberton, “Guerra de Algodão”, de Marília Hugues e Claudio Marques, além de títulos estrangeiros, em que se destacam “O Chão Sob Meus Pés”, de Marie Kreutzer, e “Liberté”, de Albert Serra, premiado no Festival de Cannes passado. Programação completa, com datas de exibição e links de acesso em Espaço Itaú Play. Indianara | Brasil | 2019 O documentário vencedor do Festival Mix Brasil do ano passado acompanha Indianara Siqueira, líder de um grupo de mulheres transgênero em luta contra o preconceito, a intolerância e a polarização. Desde disputas partidárias até o puro combate contra o governo opressor, a ativista de origens humildes passou por uma longa trajetória até se tornar ícone do movimento LGBTQIA+. Disponível em Google Play, Now, Looke, Vivo Play, Amazon Prime Video e YouTube Filmes Afunde o Navio | EUA | 2019 Filme com maior aprovação crítica da semana – 98% no Rotten Tomatoes – , o suspense criminal acompanha duas irmãs que precisam lidar com a morte de um estranho numa cidadezinha pesqueira com muitas mulheres que parecem saber tudo da vida de todo mundo. A dupla planeja se livrar do corpo sem deixar vestígios, mas o crime não passa despercebido. E um policial aparece em sua porta antes do previsto. A trama cheia de reviravoltas e humor negro, ao estilo dos irmãos Coen, rendeu o troféu de Melhor Roteiro para as cineastas novatas Bridget Savage Cole e Danielle Krudy no Festival de Tribeca do ano passado. Disponível na Amazon Prime Video Ninguém Sabe que Estou Aqui | Chile | 2020 Premiado no Festival de Tribeca deste ano e com 86% de aprovação no Rotten Tomatoes, o drama traz Jorge Garcia (o Hurley de “Lost”) como um ex-cantor infantil da música latina, cujos discos fizeram enorme sucesso no início dos anos 1990, mas que nunca foi conhecido do grande público, já que sua voz era dublada por outro menino – bonitão, com visual de ídolo juvenil. Agora recluso no sul do Chile, praticamente sem contato com o mundo e bem mais gordo, ele ainda tem a mesma voz que encantou multidões. A partir de visitas inesperadas, ele começa a colocar sua história em perspectiva e a ser ouvido de verdade. Disponível na Netflix Viveiro | EUA | 2020 O terror (com 71% no Rotten Tomatoes) traz Imogen Poots (“Sala Verde”) e Jesse Eisenberg (“Batman vs. Superman”) como um casal em busca da casa ideal. Ao entrarem num condomínio afastado, eles se vêem perdidos em um complicado labirinto feito de moradas idênticas entre si. Até que percebem que não podem escapar. A performance de Imogen rendeu prêmio de Melhor Atriz no Festival de Sitges, na Espanha, um dos mais tradicionais do gênero fantástico. Disponível em iTunes, Now, Google Play, Oi Play, Vivo Play, YouTube Filmes Bulbbul | Índia | 2020 Combinação de terror e conto de fadas, princesinha e criatura das trevas, gira em torno do mistério de uma mulher sonhadora que é abandonada e precisa lidar com o passado doloroso enquanto sua aldeia é assolada por assassinatos misteriosos. O filme marca a estreia na direção de Anvita Dutt, compositora de Bollywood, mas curiosamente não tem elementos musicais. Disponível na Netflix A Guerra de Anna | Rússia | 2018 Anna é uma menina judia de 6 anos que precisa sobreviver sozinha durante a 2ª Guerra Mundial, após sua família ser executada pelos nazistas. Ela se se esconde na chaminé do escritório do comandante nazista, onde pretende ficar até sua vila ser liberada pelos russos. O filme venceu o Golden Eagle Awards, o “Oscar da Rússia”. Disponível em iTunes, Now, Google Play, Vivo Play, YouTube Filmes The Little Comrade | Estônia | 2018 Baseado em dois romances autobiográficos da escritora Leelo Tungal, o filme apresenta o autoritarismo soviético sob perspectiva infantil, por meio de uma criança que tenta encontrar sentido nas complexas circunstâncias de sua vida. A mãe de Leelo, de 6 anos, é diretora da escola e um dia é presa diante da criança, enviada para um campo de concentração, durante o auge do stalinismo. O medo de que o sumiço da mãe seja sua culpa pesa na consciência da criança, que decide se comportar o melhor que pode para que ela volte. Mas a mãe não volta e Leelo se envolve em um problema atrás do outro, fazendo com que “bom” e “mal” comportamento se confundam em sua cabeça. Disponível na iTunes Festival Eurovision da Canção | EUA | 2020 A primeira comédia de Will Ferrell (“Pai em Dose Dupla”) na Netflix acompanha um casal de cantores islandeses fictícios (vividos por Ferrell e Rachel McAdams, de “Doutor Estranho”) na tradicional competição musical Eurovision, que acontece anualmente entre os países europeus. A direção é de David Dobkin, que retoma a parceria com a dupla após “Penetras Bons de Bico” (2005), e o resultado é puro Ferrell – isto é, medíocre, com 59% de aprovação no Rotten Tomatoes. O elenco ainda inclui Pierce Brosnan (“Mamma Mia!”), Dan Stevens (“Legion”), Natasia Demetriou (“What We Do in the Shadows”) e até a cantora Demi Lovato (“Sunny Entre Estrelas”). Disponível na Netflix
Estado Zero: Série criada por Cate Blanchett ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o trailer legendado da série australiana “Estado Zero” (Stateless), criada, produzida e estrelada pela atriz Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”). A trama acompanha quatro histórias de pessoas que acabam envolvidas ao terem suas vidas afetadas pelo serviço de imigração australiano. Os personagens centrais são uma aeromoça em fuga de uma seita, um refugiado afegão buscando uma nova vida com sua família, um jovem pai de três filhos que lutam para sobreviver e um burocrata preso entre ambições profissionais e um escândalo nacional. Cada um deles enfrentam questões de proteção e controle de fronteiras de uma maneira diferente, e todos acabam se cruzando em um centro de detenção de imigrantes no meio do deserto. Além de Blanchett, o elenco conta com Yvonne Strahovski (“The Handmaid’s Tale”), Dominic West (“The Affair”), Jai Courtney (“Esquadrão Suicida”), Asher Keddie (“Em Prantos”), Fayssal Bazzi (“6 Dias”) e Marta Dusseldorp (“A Place to Call Home”). Blanchett criou a série em parceria com os roteiristas Tony Ayres (criador da atração sci-fi “Glitch”, também disponível na Netflix) e Elise McCredie (criadora de “Jack Irish”), e a direção dos episódios é dividida por Emma Freeman (“Glitch”) e a cineasta Jocelyn Moorhouse (“A Vingança Está na Moda”). Originalmente exibida em março pela emissora australiana ABC, sob elogios rasgados da imprensa do país – 100% de aprovação no Rotten Tomatoes – , a série foi adquirida pela Netflix para exibição mundial e estreia em streaming no dia 8 de julho.
Ninguém Sabe que Estou Aqui: Jorge Garcia se esconde no Chile em trailer de drama premiado
A Netflix divulgou fotos, o pôster e o primeiro trailer de “Ninguém Sabe que Estou Aqui”, filme chileno estrelado por Jorge Garcia (o Hurley de “Lost”). O ator interpreta Memo Garrido, um ex-cantor infantil da música latina, cujos discos fizeram enorme sucesso no início dos anos 1990, mas que nunca foi conhecido do grande público, já que sua voz era dublada por outro menino com mais visual de ídolo juvenil. Agora recluso no sul do Chile, praticamente sem contato com o mundo e bem mais gordo, ele ainda tem a mesma voz que encantou multidões. Mas, a partir de visitas inesperadas, começa a colocar sua história em perspectiva e a ser ouvido de verdade. Premiado no Festival de Tribeca deste ano, o longa marca a estreia do diretor Gaspar Antillo e ainda traz em seu elenco Millaray Lobos, Luis Gnecco e Alejandro Goic, todos também vistos na série “El Presidente”. “Ninguém Sabe que Estou Aqui” estreia na próxima quinta (24/6) em streaming.












