Documentário sobre Walter Mercado, o astrólogo do “Ligue Djá”, ganha trailer
A Netflix divulgou dois pôsteres e o trailer do documentário “Mucho Mucho Amor: The Legend of Walter Mercado”, sobre o mais famoso astrólogo latino de todos os tempos. O título original se refere ao bordão pelo qual Mercado ficou conhecido em seus programas de televisão. Mas no Brasil ele é mais lembrado por outra frase, que viralizou graças aos comerciais de seu serviço de teleastrologia. Frase que batiza a versão nacional do filme, “Ligue Djá: O Lendário Walter Mercado”. Mercado é até hoje reconhecido pelo visual excêntrico, com direito a capa branca e muito brilho, além de uma distinta personalidade andrógina, que combinavam para lhe conferir uma aparência mais próxima a de um roqueiro espacial da era glam que a imagem de um vendedor de mapas astrais por telefone. Exibidas desde 1970, suas participações em programas de TV o tornaram famoso e também o fizeram queridinho das celebridades, permitindo-lhe um reconhecimento maior que sua carreira anterior, como ator de telenovelas em Porto Rico, seu país natal. Com seu programa de astrologia, chegou a atingir 120 milhões de pessoas em todas as Américas. Até que ele sumiu. O documentário de Cristina Costantini e Kareem Tabsch aborda a trajetória de Mercado e conta o que motivou seu súbito desaparecimento, no auge da popularidade, com uma entrevista exclusiva, concedida pelo astrólogo pouco antes de sua morte, em 2019. O filme também conta com depoimentos de várias celebridades latinas, como o compositor americano Lin-Manuel Miranda (“Hamilton”) e o comediante mexicano Eugenio Derbez (“Não Aceitamos Devoluções”). Exibido no Festival de Sundance, “Ligue Djá: O Lendário Walter Mercado” vai chegar ao streaming na próxima semana, no dia 8 de julho.
Bussunda vai ganhar série documental da Globoplay
O comediante Claudio Manoel criou e vai dirigir uma minissérie documental de quatro episódios sobre Cláudio Besserman Viana, o Bussunda, seu colega no “Casseta & Planeta”, falecido em 2006. A atração vai se chamar “Meu Amigo Bussunda” e está sendo produzida para a plataforma de streaming Globoplay. Claudio será produtor e dividirá a direção com Micael Langer (do documentário “Simonal: Ninguém Sabe o Duro que Dei”). Segundo a coluna de Ancelmo Gois, no jornal O Globo, um dos episódios será escrito e dirigido pela filha de Bussunda, Júlia Besserman, que se formou em cinema na Califórnia.
Sandy e Junior terão dois projetos inéditos na Globoplay
A plataforma Globoplay vai lançar dois projetos inéditos envolvendo a dupla Sandy e Junior em julho. A produção principal é uma série documental exclusiva, que será lançada no dia 12. “Sandy & Junior: A História” vai contar a trajetória dos irmãos músicos em sete episódios, nos quais os fãs poderão acompanhar vários momentos da vida da dupla. Além disso, celebridades como Roberto Carlos e Ivete Sangalo gravaram depoimentos descritos como “carinhosos” para a produção. A série documental terá registros do outro programa, previsto para ir ao ar intercalado com seus capítulos. Trata-se de um documentário da turnê “Nossa História”, que marcou o retorno dos irmãos à música no ano passado. São imagens de diversas apresentações, mas principalmente do show que ocorreu no Allianz Parque, em São Paulo. Vai ao ar em 17 de julho. Como preparação para os projetos, a plataforma ainda vai investir na nostalgia, disponibilizando a novela “Estrela-Guia”, de 2001, que teve Sandy num dos papéis principais, como Cristal. Chega na Globoplay já em 6 de julho.
Série documental da filha de Michael Jackson revela cenas inéditas do cantor
O Facebook divulgou o trailer do documentário sobre Paris Jackson, a filha do cantor Michael Jackson. Na verdade, o documentário é sobre Paris e “mais um”, porque não esconde a intenção de promover seu atual trabalho musical como parte de uma dupla hippie-romântica, apresentando-se pelos EUA com uma van e um violão. Mas o fato é que ninguém vai ver “Unfiltered: Paris Jackson & Gabriel Glenn” por causa do namorado hippie da filha de Michael Jackson. E a prévia já deixa claro que Paris é o foco de atenção, mostrando-a desde criança, por meio de registros inéditos com seu famoso pai. O vídeo destaca uma conversa entre os dois. Michael pergunta o que a menina quer fazer quando crescer e ela diz: “Eu quero fazer o que você faz”. Michael pergunta o que ele faz e a garota responde: “Você dança e canta”. O cantor morreu em 2011 devido a uma parada cardíaca motivada por overdose de medicamentos, quando Paris tinha apenas 11 anos de idade. A série documental vai mostrar como ela lidou com a perda do pai, a luta para lidar com a pressão e a exposição que acompanha seu sobrenome, enquanto tenta divulgar sua banda Soundflowers. A estreia está marcada para terça-feira (30/6) na rede social.
Hamilton: Versão filmada do musical da Broadway ganha primeiro trailer
A Disney divulgou o trailer do filme do musical da Broadway “Hamilton”, que dá uma prévia de como serão as performances, registradas durante a apresentação teatral. O estúdio adquiriu os direitos de exibição da peça de Lin-Manuel Miranda (indicado ao Oscar por “Moana”) em fevereiro passado, travando uma luta de ofertas contra outros interessados, o que fez o valor atingir impressionantes US$ 75 milhões, segundo apurou na época o site Deadline – não desmentido pela Disney. Apesar do custo de blockbuster, o documentário mais caro de todos os tempos é, na verdade, literalmente teatro filmado. Trata-se de um registro da peça em junho de 2016, filmado durante três noites consecutivas, com o elenco apresentando-se no palco original da produção, que se tornou uma das mais bem-sucedidas da Broadway – além de vencedora de 11 prêmios Tony e do Prêmio Pulitzer de Drama. Inicialmente, o longa deveria chegar aos cinemas em outubro de 2021, mas acabou virando lançamento de streaming devido a pandemia de coronavírus. O musical em que atores negros e latinos interpretam os fundadores dos Estados Unidos será disponibilizado em 3 de julho, véspera do Dia da Independência do país, exclusivamente na plataforma Disney+ (Disney Plus).
Shows clássicos: Vídeos com The Specials, The Police, Blondie, B-52’s, Talking Heads, Gang of Four, etc
Pipoca Moderna apresenta a 6ª mostra de show históricos, numa seleção com 28 documentários, festivais e programas de TV raros que traçam mais um capítulo da história do pop/rock. A nova coleção de vídeos abre com a popularização do afro beat e do reggae, que internacionalizou o universo pop nos anos 1980, avança pelo movimento Two Tone do ska britânico e chega até a new wave e o pós-punk – um trajeto que vai de Youssou N’Dour a Bow Wow Wow. A lista de shows históricos inclui as últimas turnês de Bob Marley, da formação original de Toots and the Maytals, de Gang of Four e de Blondie nos anos 1980, além da apresentação do UB40 com Chrissie Hynde em homenagem a Mandela em 1988, e os megaconcertos de “Synchronicity” do Police, “Heartbeat City” do Cars e “Stop Making Sense” do Talking Heads. Confira também as seleções anteriores, que podem ser acessadas nos links abaixo. > Shows dos 1960 (iê-iê-iê, mod, folk e psicodelia) > Shows dos 1970 – Parte 1 (hard rock e glam) > Shows dos 1970 – Parte 2 (progressivo e funk) > Shows dos 1970 – Parte 3 (disco, new wave e punk rock) > Shows dos 1980 – Parte 1 (punk, hardcore e grunge) Youssou N’Dour | 1989 Fela Kuti & Egypt 80 | 1986 Bob Marley & The Wailers | 1980 Peter Tosh | 1984 Steel Pulse | 1980 Toots & The Maytals | 1982 UB40 | 1988 The Beat | 1980 The Selecter | 1980 The Specials | 1980 Fun Boy Three | 1983 Madness | 1983 The Police | 1983 Men at Work | 1983 XTC | 1982 Blondie | 1982 The Go-Go’s | 1982 The Motels | 1982 The Romantics | 1983 The Waitresses | 1982 The B-52’s | 1980 The Cars | 1984 Talking Heads | 1984 Gang of Four | 1983 Bush Tetras | 1980 Public Image Ltd | 1985 Adam and the Ants | 1981 Bow Wow Wow | 1982
Globo vai exibir série documental sobre crimes de João de Deus
Enquanto a Netflix prepara sua série documental, a Globo se adiantou e vai exibir já na próxima terça (23/6) o primeiro capítulo de sua produção sobre o fenômeno e os crimes de João de Deus. Intitulada “Em Nome de Deus”, a série tem seis episódios e, após a exibição na TV aberta, estará disponível completa na Globoplay. A produção é a segunda realização da Globoplay em parceria com a equipe de jornalismo da Globo, depois de “Marielle, O Documentário”. Ela foi concebida por Pedro Bial, que foi quem revelou, em dezembro de 2018 em seu programa, “Conversa com Bial”, a entrevista com a coreógrafa holandesa Zahira Lienike Mous, primeira vítima que aceitou mostrar o rosto e denunciar os abusos praticados por mais de 40 anos pelo médium. A partir dali, outras vítimas se sentiram encorajadas, somando dezenas de denúncias, que levaram ao encarceramento do guru e curandeiro da cidade de Abadiânia, no interior de Goiás. Ele foi condenado a mais de 60 anos de prisão por crimes sexuais. “Em Nome de Deus” tem roteiro de Camila Apel e Ricardo Calil. Já a direção é de Calil, Mônica Almeida e Gian Carlo Belotti (que também assina a direção de fotografia). Ricardo Calil (ex-colega do editor da Pipoca Moderna na Folha) é o diretor dos premiados documentários “Uma Noite em 67” (2010), “Eu Sou Carlos Imperial” (2016) e “Cine Marrocos” (2018). Mônica Almeida comanda o “Conversa com Bial”. E Belotti dirigiu comerciais e a série “Eu Me Movo” (2016). Além do caso em si, o documentário vai revelar bastidores da denúncia, que teve início com tentativas de levar o médium ao programa de Bial como entrevistados. O apresentador relata que, após vários contatos, foi convidado a ir a Abadiânia, mas desistiu. “Se eu fosse como repórter, poderia trazer minhas impressões dele e daquele ambiente. Mas ali, de certa forma, eu estaria como uma celebridade, e não queria que ele usasse isso como um aval para seus poderes mediúnicos, como ele fez com outros nomes conhecidos que o visitaram”, revelou Bial ao jornal O Globo. “Quando, num momento seguinte, nos deparamos com as denúncias de abusos, começamos a pensar em como lidar com aquele material dentro do nosso formato, de talk show. Não fazer isso seria nos omitirmos diante de algo tão grave”.
Wasp Network, 7500, Aberrações e Aniara são destaques digitais do fim de semana
“Wasp Network: Rede de Espiões”, lançamento da Netflix, não é exatamente a melhor estreia digital da semana, mas com certeza é a que chama mais atenção na programação, pela equipe envolvida e por ser uma coprodução brasileira, baseada em livro de autor nacional – “Os Últimos Soldados da Guerra Fria”, de Fernando Morais, lançado em 2011. O elenco é uma verdadeira seleção ibero-americana, com destaque para o brasileiro Wagner Moura (“Narcos”), a espanhola Penélope Cruz (“Dor e Glória”), o mexicano Gael García Bernal (“Museu”), a cubana Ana de Armas (“Entre Facas e Segredos”), o venezuelano Édgar Ramírez (“A Garota no Trem”) e o argentino Leonardo Sbaraglia (também de “Dor e Glória”). Com direção do premiado cineasta francês Olivier Assayas (Melhor Diretor no Festival de Cannes de 2016 por “Personal Shopper”), o filme é repleto de reviravoltas, que ilustram os esforços da espionagem cubana durante a Guerra Fria. Entretanto, há filmes melhores disponíveis em outras plataformas, como “7500”, “Aberrações” e “Aniara”. Confira abaixo mais detalhes destes e de outros lançamentos digitais inéditos nos cinemas brasileiros, que valem a conferida nos serviços de VOD (locadoras online) e streaming neste fim de semana. A curadoria não inclui títulos clássicos e produções que, em outros tempos, sairiam diretamente em vídeo. Wasp Network: Rede de Espiões | França, Brasil | 2020 O thriller de espionagem conta a história da Rede Vespa, um grupo de agentes duplos cubanos que se passaram por desertores para se infiltrar em organizações anticastristas de extrema-direita em Miami, entre as décadas de 1980 e 1990. Uma das curiosidades de seu elenco estrelado (veja a lista completa acima) é que volta a juntar Warner Moura e Ana de Armas, que viveram par romântico em “Sergio”, outro lançamento da Netflix, disponibilizado no mês passado. A produção é da RT Features, do brasileiro Rodrigo Teixeira, em parceria com a francesa CG Cinemas e sua première aconteceu no último Festival de Veneza. Na época, a crítica achou chato (41% no Rotten Tomatoes), mas o filme acabou recebendo um prêmio especial do Festival de Deauville, realizado uma semana depois na França. Netflix 7500 | EUA | 2020 O título 7500 refere-se ao código para sequestro aéreo, alerta transmitido pelo co-piloto de um voo de rotina de Berlim para Paris após ver terroristas tentando tomar o controle do avião e se trancar na cabine. Como os sequestradores não conseguem invadir a cabine, passam a ameaçar de morte todos os passageiros para forçar o co-piloto a abrir a porta. Com Joseph Gordon-Levitt (“Snowden”) no papel principal, o filme explora a tensão psicológica que resulta desse impasse – e tem 65% de aprovação no Rotten Tomatoes Amazon Aberrações (Freaks) | EUA | 2019 Mistura de suspense e sci-fi ao estilo de “Rua Cloverfield, 10”, traz uma menina de sete anos trancada em casa pelo pai perturbado (Emile Hirsch), que a alerta para nunca sair, devido aos graves perigos do lado de fora. Até que um homem misterioso (o veterano Bruce Dern) surge e tenta convencer a garota a se juntar a ele em uma jornada ao mundo exterior. Longe de ser frenético, o filme é para fãs de atmosferas psicológicas e foi premiado nos festivais de cinema fantástico de Paris, Bruxelas e Trieste. Com direção da dupla Zach Lipovsky e Adam B. Stein, que assinou o bem-sucedido telefilme live-action de “Kim Possible”, tem a melhor avaliação crítica desta lista: 87% no Rotten Tomatoes! iTunes, Now, Oi Play e Vivo Play Aniara | Suécia, Dinamarca | 2018 Sci-fi espacial escandinava sobre uma nave repleta de passageiros que, após um acidente num voo para Marte, fica à deriva no espaço. Com clima mais melancólico que catastrófico, explora as diferentes reações à situação de mergulho sem volta na imensidão, que vão da resignação ao desespero, trazendo à tona um retrato cru da humanidade. A obra adapta um poema do vencedor do Noel Harry Martinsson e conquistou prêmios em festivais do gênero, atingindo 70% de aprovação no Rotten Tomatoes – e quase 100% nos gatilhos de depressão. Now, Vivo Play e Sky Play Olhos de Gato (A Whisker Away) | Japão | 2020 Anime sobre uma garota que se transforma em gato para ficar perto do garoto que ama. Escrita por Mari Okada (de “Maquia: Quando a Flor Prometida Floresce”), a história, digamos, peculiar mescla aspectos culturais japoneses com uma trama romântica adolescente. Vale observar que um dos diretores, Jun’ichi Satô, é veterano da animação japonesa, tendo trabalhado em clássicos como “Sailor Moon” e “Neon Genesis Evangelion”. Netflix Feel The Beat | EUA | 2020 Sofia Carson (a Evie de “Descendentes”) é uma dançarina malvada que vira professara de dança infantil numa comédia de desenvolvimento previsível, mas divertido. Após seu fracasso em um teste para Broadway tornar-se um vídeo viral, ela volta para a cidade onde nasceu e lá é convidada a treinar um grupo de crianças para uma competição. A malvadinha só aceita ao descobrir que a final teria jurados da Broadway, e então decide transformar as meninas inexperientes em bailarinas vencedoras… em duas semanas! Netflix Anton: Laços de Amizade | Ucrânia | 2019 Dois meninos, um católico e um judeu, crescem juntos em 1919, aprendendo sobre amizade e preconceito em meio às tragédias e à revolução bolchevique na Ucrânia. O drama marcou a despedida do diretor georgiano Zaza Urushadze, que disputou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2015 por “Tangerinas”. Ele morreu em dezembro passado, de ataque cardíaco aos 57 anos. Cinema Virtual iTunes Wendy | EUA | 2019 Incluído mais por curiosidade que recomendação, trata-se de um desastre retumbante. O filme tem roteiro e direção de Benh Zeitlin, que em 2012 encantou os cinéfilos de todo o mundo com seu primeiro longa, “Indomável Sonhadora”, vencedor do Festival de Sundance, premiado em Cannes e indicado ao Oscar de Melhor Filme. Ele demorou sete anos para voltar a filmar e “Wendy” têm vários pontos em comum com o trabalho anterior, a começar pelo fato de contar uma história fantástica filtrada pelo olhar de uma menina. Trata-se, na verdade, de uma versão de “Peter Pan”, em que crianças abandonadas embarcam para uma ilha distante, trocando suas vidas duras por um cotidiano de aventuras, com o bônus de o tempo não parecer passar. Até que “piratas” descobrem o local, colocando em risco sua liberdade e os obrigando a crescer. O problema é que qualquer vestígio dessa narrativa é enterrado pela fotografia da paisagem, ainda mais exasperante que nos filmes de Terrence Malick. Seu belo visual não esconde a bela decepção, com pífios 38% no Rotten Tomatoes. iTunes, Now, Google Play e YouTube Filmes Revelação (Disclosure) | EUA | 2020 O documentário sobre a representação de pessoas trans no cinema e na TV mostra como Hollywood ao mesmo tempo reflete e cria ansiedades relacionadas à questão de gênero. No longa, ativistas e artistas trans famosos nos EUA, como Laverne Cox (“Orange Is the New Black”), Lilly Wachowski (“Matrix”), Yance Ford (“Strong Island”), MJ Rodriguez (“Pose”), Jamie Clayton (“Sense8”) e Chaz Bono (“American Horror Story”), explicam suas reações e resistências à forma como a transexualidade é apresentada nas telas, discutindo o contraste entre a ficção, o que pensa a sociedade e a realidade das pessoas trans. Netflix
Massacre racista de Tulsa inspira quatro projetos documentais na véspera de seu centenário
Quatro projetos de TV e documentários sobre massacre racista da comunidade negra de Tulsa, nos EUA, em 1921, estão sendo desenvolvidos para marcar o centenário do crime racial mais sangrento da história americana. Em junho de 1921, uma multidão de brancos armados invadiu o bairro negro de Greenwood, em Tulsa, um dos mais ricos de todo o país, apelidado de Black Wall Street, e, com auxílio de artilharia aérea, executou cerca de 300 pessoas, entre homens, mulheres e crianças, deixando outras 800 feridas, além de incendiar e destruir suas casas e comércios. Os jogadores de basquete LeBron James e Russell Westbrook, os cineastas Dream Hampton e Stanley Nelson e outros nomes estão envolvidos nas produções, segundo apurou a revista The Hollywood Reporter. Ainda de acordo com a publicação, quando Ashleigh Di Tonto, vice-presidente de desenvolvimento do Trailblazer Studios, apresentou um projeto de minissérie documental sobre o massacre em abril passado, a ideia foi recebida com indiferença. Mas, após a morte de George Floyd e a onda de protestos antirracistas e a favor do movimento “Black Lives Matter”, o interesse pela produção mudou. Spring Hill, a produtora de LeBron James, produzirá um documentário com a direção de Salima Koroma (“Bad Rap”). A cineasta Dream Hampton (“Surviving R. Kelly”) está planejando uma minissérie chamada “Black Wall Street” com a Cineflix Productions. Já Russell Westbrook, outro astro da NBA, fez uma parceria com a produtora Blackfin para um documentário nomeado “Terror in Tulsa: The Rise and Fall of Black Wall Street”, com direção de Stanley Nelson (“Os Panteras Negras: Vanguarda da Revolução”). Cada um desses projetos almeja retratar o passado para causar reflexões sobre o tema no presente. Isto foi realizado recentemente pela ficção, por meio da série “Watchmen”, da HBO, criada por Damon Lindelof (“The Leftovers”). O massacre de Tulsa também voltou recentemente a virar notícia pela decisão do presidente Trump de iniciar sua campanha pela reeleição com um discurso no local, que aconteceria na sexta-feira (19/9), dia em que os americanos comemoram o fim da escravidão. A coincidência de data e local causou repúdio generalizado, levando o comitê de Trump a adiar o discurso para o sábado. Confira abaixo a cena de “Watchmen” que recriou o massacre no ano passado.
Atleta A: Trailer de documentário revela abuso sofrido por medalistas olímpicas dos EUA
A Netflix divulgou o trailer legendado de “Atleta A” (Athlete A), documentário sobre a polêmica que se abateu sobre a ginástica olímpica dos EUA, com o surgimento de denúncias de abuso sexual do médico da seleção feminina, acobertadas pela federação esportiva. Dirigido pelos cineastas Bonni Cohen e Jon Shenk (de “Uma Verdade Mais Inconveniente”), o filme se aprofunda nas denúncias devastadoras das atletas, acompanhando o trabalho dos repórteres do pequeno jornal americano IndyStar, responsáveis pela revelação dos casos e exposição da cultura de abuso a que eram submetidos as estrelas da elite olímpica americana. O longa confronta a pressão dos poderosos para impedir que as denúncias viessem à tona e a coragem das jovens responsáveis pelas acusações, entre elas as medalhistas olímpicas Aly Raisman e Jordyn Wieber, culminando no julgamento do caso, que aconteceu em 2018 e levou à renúncia de todo o comitê olímpico de ginástica feminina dos EUA. “Atleta A” estreia na próxima quarta (24/6) em streaming.
Revelação: Documentário com trans famosos ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado do documentário “Revelação” (Disclosure), um retrato inédito e esclarecedor sobre a representação de pessoas trans no cinema e na TV, mostrando como Hollywood ao mesmo tempo reflete e cria ansiedades profundas relacionadas à questão de gênero. No longa, ativistas e artistas trans importantes, como Laverne Cox (“Orange Is the New Black”), Lilly Wachowski (“Matrix”), Yance Ford (“Strong Island”), MJ Rodriguez (“Pose”), Jamie Clayton (“Sense8”) e Chaz Bono (“American Horror Story”) explicam suas reações e resistências a algumas das cenas mais amadas de Hollywood. Abordando desde filmes do cinema mudo, como “A Florida Enchantment” (1914), até clássicos do fim do século passado, como “Um Dia de Cão” (1975) “Traídos pelo Desejo” (1992) e “Meninos Não Choram” (1999), passando pelas séries modernas, como “The L Word” e “Pose”, o documentário registra uma história que é complexa, às vezes divertida, mas ainda em plena evolução. O resultado é um choque fascinante entre a representação nas telas, as crenças da sociedade e a realidade das pessoas trans. Analisando cenas e personagens famosos sob uma nova perspectiva, o diretor Sam Feder (“Boy I Am”) convida o espectador a repensar conceitos e mostra que as imagens que mexeram com a imaginação do público podem gerar novos sentimentos. O objetivo dos envolvidos em “Revelação” é mudar a forma como o público vê e entende as pessoas trans. “Revelação” teve première no Festival de Sundance, no começo do ano, e estreia em streaming na sexta-feira (19/6).
HBO Max vai exibir musical de David Byrne dirigido por Spike Lee
Spike Lee vai lançar seu próximo projeto na HBO Max. A plataforma de streaming anunciou que apresentará uma versão filmada do aclamado espetáculo da Broadway “David Byrne’s American Utopia”, que Lee registrou durante a exibição no Hudson Theatre. “‘David Byrne’s American Utopia” é uma experiência única transformadora e um exemplo perfeito de como o entretenimento pode nos unir durante esses tempos difíceis”, disse Nina Rosenstein, vice-presidente da programação da HBO. “A direção brilhante de Spike acrescenta um nível de intimidade a esse desempenho poderoso, e estamos muito empolgados em compartilhar esse espetáculo inovador com nosso público”. O musical apresenta o ex-líder dos Talking Heads, David Byrne, interpretando músicas do álbum de 2018 de mesmo título, além de clássicos do Talking Heads e do catálogo solo de Byrne. O show aconteceu de outubro de 2019 a fevereiro de 2020, recebendo ótimas críticas. O site The Hollywood Reporter chamou de “pura felicidade”. “Spike e eu cruzamos o caminho muitas vezes ao longo dos anos, obviamente sou um grande fã e agora finalmente tivermos uma oportunidade para trabalharmos juntos”, disse Byrne. “Estou absolutamente empolgado com o resultado. O espetáculo da Broadway foi um desafio maravilhoso e também uma oportunidade. Estou encantado que esse espetáculo e os assuntos que aborda agora atingirá um público maior “. Lee acrescentou: “É uma honra e privilégio que meu irmão de arte, Sr. David Byrne, tenha me pedido para me juntar a ele em um espetáculo, convidando-me para o seu magnífico mundo da utopia americana. E isso é algo que só acontece ‘uma vez na vida’.” A Warner Music e a River Road Entertainment produzem e financiam o projeto, que deve estrear na TV paga ainda este ano, em uma data ainda não anunciada.
Shows clássicos: Vídeos ao vivo com The Clash, Dead Kennedys, Bad Religion, Pixies, Sonic Youth, Nirvana etc
Pipoca Moderna apresenta a 5ª seleção de documentários musicais históricos, numa mostra de shows, festivais e programas de TV raros que traçam a história do pop/rock. A nova coleção de vídeos abre a safra dos anos 1980 em ritmo acelerado, ao acompanhar a evolução do punk ao hardcore e a explosão do rock alternativo, chegando até ao grunge em 27 vídeos. Em resumo, uma programação que vai de Ramones (fase “Pleasant Dreams”) a Nirvana (fase “Bleach”). A lista de vídeos históricos inclui a última apresentação da formação original do Clash em 1983, a punkadaria do Dead Kennedys que terminou num tumulto histórico em Los Angeles, o show do Black Flag que virou disco ao vivo e influenciou todo o futuro grunge, a revolução mosh do Minor Threat, a turnê dos Descendents que popularizou o punk pop em 1985, os derradeiros concertos de Operation Ivy (a banda de Tim Armstrong) e Big Black (a banda de Steve Albini), os registros das primeiras turnês europeias de Mudhoney e Nirvana (com Chad Channing na bateria), que basicamente deram início à década seguinte, etc. É só pauleira. Confira também as seleções anteriores, que podem ser acessadas nos links abaixo. > Shows dos 1960 (iê-iê-iê, mod, folk e psicodelia) > Shows dos 1970 – Parte 1 (hard rock e glam) > Shows dos 1970 – Parte 2 (progressivo e funk) > Shows dos 1970 – Parte 3 (disco, new wave e punk rock) #FiqueEmCasa. #StayHome. Ramones | 1982 The Undertones | 1980 Stiff Little Fingers | 1980 Buzzcocks | 1981 The Damned | 1988 The Clash | 1983 New Model Army | 1985 Pete and the Test Tube Babes | 1983 UK Subs | 1982 Plasmatics | 1982 Dead Kennedys | 1984 Bad Brains | 1987 Minor Threat | 1983 Circle Jerks | 1986 Black Flag | 1984 Agent Orange | 1983 Descendents | 1985 Bad Religion | 1989 Operation Ivy | 1989 Husker Du | 1985 The Replacements | 1981 Pixies | 1988 Sonic Youth | 1987 Spaceman 3 | 1989 Big Black | 1987 Mudhoney | 1988 Nirvana | 1989












