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  • Filme,  Música

    Documentário do show de Emicida no Theatro Municipal ganha trailer

    17 de novembro de 2020 /

    A Netflix divulgou o trailer do documentário “AmarElo – É Tudo Pra Ontem”, dedicado ao show do rapper Emicida no Theatro Municipal, de São Paulo, no ano passado. Além das cenas das gravações do espetáculo, que destacam a participação de Pabblo Bittar e Majur na apresentação ao vivo de “AmarElo”, a prévia também destaca os bastidores da produção e conta com cenas narradas por Emicida sobre o movimento negro e a importância de fazer o show num palco que é marco da cultura brasileira. O filme tem direção de Fred Ouro Preto (sobrinho de Dinho, do Capital Inicial), que assinou vários clipes de Emicida, e sua proposta pretende estabelecer um elo entre o show e dois momentos importantes da história e da cultura passados dentro e fora do Municipal: a Semana de Arte Moderna de 1922 e a fundação do Movimento Negro Unificado (MNU) em 1978. “São quatro décadas que separam a nossa ascensão ao palco do Theatro Municipal do encontro das pessoas do MNU naquelas escadarias. Então, subir ali e gritar ‘obrigado, MNU’ pro mundo é para que eles saibam que é da luta deles que nasce um sonhador como o Emicida”, diz o rapper, no comunicado do projeto. Com 90 minutos, o documentário tem lançamento marcado para o dia 8 de dezembro. Além disso, a Netflix e a produtora Laboratório Fantasma (criada por Emicida e seu irmão Fióti), tem um segundo projeto em desenvolvimento, que será lançado em 2021.

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  • Série

    Estreias online: The Crown e As Five encabeçam semana de séries imperdíveis

    13 de novembro de 2020 /

    Entre a melhor temporada de “The Crown” e o lançamento de “As Five”, a programação de séries está excepcionalmente caprichada nesta semana, com opções de qualidade para vários gostos. Mas esta qualidade também demanda paciência. Quatro dos títulos da lista estreiam apenas no domingo (15/11). Além disso, metade da lista são produções da Starz Play, Globoplay e HBO Go que chegam a conta-gotas como na TV convencional, no ritmo de um episódio por semana. Confira abaixo mais detalhes do ótimo Top 10 em streaming deste fim de semana. The Crown | Reino Unido | 4ª Temporada A série sobre a família real britânica chega aos anos 1980 de forma impactante, destacando a soberba de Margaret Thatcher, que acredita salvar o Reino Unido enquanto quebra sua economia, e a frustração da princesa Diana ao perceber que seu conto de fadas não termina com um “viveram felizes para sempre”, mas sim com crises de bulimia. Passada entre a ascensão da Primeira Ministra, que chegou ao poder em 1979, e a tragédia da Princesa do Povo, que encanta o país, mas não a monarquia britânica, os novos episódios destacam as estreias de Gillian Anderson (“Arquivo X”) como Thatcher e Emma Corrin (“Pennyworth”) no papel de Diana, e voltam a reunir pela última vez Olivia Colman (“A Favorita”) como a rainha Elizabeth IIª, Helena Bonham Carter (“Oito Mulheres e um Segredo”) no papel da Princesa Margaret, Tobias Menzies (“Outlander”) como o príncipe Philip, Josh O’Connor (“Emma.”) como o príncipe Charles e Emerald Fennell (“Call the Midwife”) na pele de Camilla Parker-Bowles – antes de uma terceira e última troca completa de elenco, para encerrar a série nos próximos dois anos de produção. Disponível em 15/11 na Netflix As Five | Brasil | 1ª Temporada Drama juvenil derivado de “Malhação: Viva a Diferença”, a série retoma os personagens da mais bem-sucedida da novelinha da Globo, premiada com o Emmy Kids Internacional. Concebido pelo cineasta Cao Hamburger (de “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias” e “Xingu”), o spin-off é bem mais adulto e mostra o que aconteceu com as “Five”, as cinco protagonistas da história original, após cada uma seguir um rumo diferente no final da trama exibida entre entre 2017 e 2018 – e recentemente reprisada na rede Globo. Algumas mudaram de cidade, outras se casaram e até o bebê que as juntou cresceu. Tina (Ana Hikari) é uma das poucas que continua morando em São Paulo e virou uma produtora musical ao lado do namorado. Quando a notícia da morte de sua mãe chega nas amigas, ela recebe apoio das quatro para superar o momento difícil. Mas logo vai ficar claro que cada uma delas também atravessa uma crise particular. Felizmente, com o reencontro, as amigas vão relembrar da juventude em que eram inseparáveis e, a partir daí, uma vai tentar ajudar a outra. Além de Ana Hikari, o elenco voltará a trazer Daphne Bozaski, Gabriela Medvedovski, Manoela Aliperti e Heslaine Vieira. Disponível na Globoplay, um episódio por semana Gangs of London | Reino Unido | 1ª Temporada Gareth Evans, o cineasta por trás do fenômeno indonésio “The Raid – Operação Invasão” (2011), marco do cinema de ação do século 21, concebeu “Gangs of London” como um videogame, que chegou a ser lançado sem muito alarde em 2006 pela Sony. Só que a série leva a premissa do jogo a um nível mais brutal, mostrando a luta de várias gangues pelo controle do submundo da capital inglesa. A produção causou furor no Reino Unido pelas cenas violentas, a começar pelo assassinato do chefão criminal mais poderoso de Londres. Quando seu filho e herdeiro deixa os negócios de lado para dar prioridade à vingança, tentando descobrir quem orquestrou o crime, uma variedade multicultural de gangues armadas até os dentes se movimenta para tirar proveito do vácuo repentino no submundo inglês. O papel principal é desempenhado por Joe Cole, que ficou conhecido como John Shelby em “Peaky Blinders”, o que rende algumas comparações entre as duas produções. Ambas são centradas em gângsteres britânicos de diferentes culturas e etnias, embora “Peaky Blinders” seja uma série de época e “Gangs of London” se passe nos dias atuais. O elenco ainda destaca Michelle Fairley e David Bradley (que foram inimigos mortais em “Game of Thrones”) e, além do galês Gareth Evans, os 10 episódios da 1ª temporada são dirigidos por mais dois cineastas: o inglês Corin Hardy (“A Freira”) e o francês Xavier Gens (“(A) Fronteira”), ambos especialistas em terrores sangrentos. Disponível em 15/11 na Starzplay, um episódio por semana Alex Rider | Reino Unido | 1ª Temporada Baseada nos famosos best-sellers do espião juvenil criado por Anthony Horowitz, a série traz o britânico Otto Farrant (das minisséries “Guerra e Paz” e “The White Queen”) como Alex Rider, substituindo Alex Pettyfer (“Magic Mike”), que viveu o agente secreto juvenil na única vez que o personagem foi levado ao cinema (em “Alex Rider Contra o Tempo”). O personagem é um adolescente de Londres que, sem saber, é treinado desde a infância para fazer parte do perigoso mundo da espionagem. Desenvolvida pelo roteirista Guy Burt (de “Os Borgias” e “Beowulf: Return to the Shieldlands”), a adaptação leva a premissa a sério e trata a trama como um thriller de ação, o que resulta bem melhor que o filme de 2006. Aprovada com 86% de críticas positivas no Rotten Tomatoes, a atração já foi renovada para sua 2ª temporada. Disponível na Amazon The Liberator | EUA | 1 Temporada A minissérie animada, adulta e realista dá vida ao aclamado livro de não-ficção de Alex Kershaw sobre a 2ª Guerra Mundial, em que Bradley James (o Arthur da série “Merlin”) vive Felix Sparks, um oficial do Exército dos EUA, que na vida real liderou um dos primeiros batalhões aliados a desembarcar na Itália e marchar em direção à Alemanha. A marcha durou mais de 500 dias, em meio a tiroteios traiçoeiros e explosões, até a liberação do campo de concentração de Dachau, e a minissérie de quatro episódios recria a árdua missão com auxílio de rotoscópio, que transforma a performance dos intérpretes de carne e osso em desenho. Trata-se da mesma técnica visual aplicada em “O Homem Duplo” (2006), de Richard Linklater, e na recente série “Undone”, da Amazon. A adaptação é assinada pelo veterano roteirista Jeb Stuart (“Duro de Matar”) e dirigida pelo aclamado artista de efeitos visuais Grzegorz Jonkajtys (da equipe de “Star Wars: O Despertar da Força” e “Vingadores: Guerra Infinita”). Disponível na Netflix Os Favoritos de Midas | Espanha | 1 Temporada O clássico literário “Os Mascotes de Midas” (1901), de Jack London, é trazido para os dias atuais pelo cineasta espanhol Mateo Gil (“As Leis da Termodinâmica”), numa minissérie de suspense sombrio. Na trama, um grupo misterioso passa a matar pessoas desconhecidas e aleatórias para forçar o sentimento de culpa num empresário que é chantageado a pagar US$ 50 milhões em troca da vida dos inocentes. Nem ele nem a polícia tem a menor ideia de quem está por trás desse golpe macabro, mas as mortes se acumulam sem parar. Primeira série criada por Gil após se consagrar como roteirista de filmes cultuados de Alejandro Amenabar – “Morte ao Vivo” (Tesis, 1996), “Preso na Escuridão” (Abre los Ojos, 1997) e “Mar Adentro” (2004) – , a produção é estrelada por Luis Tosar (“Cela 211”, “Enquanto Você Dorme”), três vezes vencedor do Goya (o Oscar espanhol), e também destaca Guillermo Toledo (“Crime Ferpeito”), Marta Belmonte (“Gente que Vai e Volta”), Marta Milans (“White Lines”) e Bea Segura (“O 3º andar – Terror na Rua Malasaña”). Disponível na Netflix Dignidad | Alemanha, Chile | 1 Temporada A série conta a história real da colônia Dignidad, um acampamento alemão comando por um médico nazista, que existiu no Chile durante o governo do ditador Pinochet. As atrocidades cometidas no local já renderam um filme, “Colônia” (2015), estrelado por Emma Watson. A minissérie oferece uma perspectiva diferente, contando a história em dois tempos, durante o auge dos abusos em 1976 e a investigação dos crimes em 1997, quando o líder da colônia, Paul Schäfer, se tornou foragido, acusado de torturar e matar pessoas enviadas ao local pela ditadura e abusar de pelo menos 200 crianças. Criada por Andreas Gutzeit (do vindouro remake televisivo de “Sissi, a Imperatriz”), a produção destaca Götz Otto (“Deu a Louca nos Nazis”) como Schäfer, além de Antonia Zegers (“Uma Mulher Fantástica”) e Marcel Rodriguez (“7 Days Berlin”) como líderes da investigação. Disponível na Amazon Dash & Lily | EUA | 1ª Temporada Comédia romântica juvenil protagonizada por Austin Abrams (“A Química que Há Entre Nós”) e Midori Francis (“Bons Meninos”), a atração é baseada no best-seller “O Caderninho de Desafios de Dash & Lily”, de Rachel Cohn e David Levithan, que também escreveram o livro que virou o filme “Nick & Norah: Uma Noite de Amor e Música” (2008). Na trama, os protagonistas do título não se conhecem, mas conversam por meio de um caderno deixado em uma biblioteca, onde propõem desafios um ao outro, todos baseados em temas natalinos – ele com propostas cínicas, ela com uma visão sonhadora. A adaptação está a cargo de Lauren Moon (editora de textos de “Atypical”), tem direção da dupla Brad Silberling (do clássico “Desventuras em Série”) e Fred Savage (o eterno Kevin de “Dias Incríveis”, que há 21 anos é diretor de séries) e produção do cantor Nick Jonas. Não por acaso, a reta final da série inclui um show dos Jonas Brothers. Disponível na Netflix Industry | Reino Unido | 1ª Temporada Focada nos bastidores do mercado financeiro, a série acompanha uma nova geração em busca de sucesso no mundo dos grandes negócios, que sofre pressão e depressão pelo mau desempenho e receio de desemprego. A personagem central é uma jovem afro-americana idealista (Myha’la Herrold), que acredita que será julgada apenas por seus méritos e capacidade de atingir bons resultados, mas, ao disputar espaço em um dos maiores estabelecimentos financeiros com a elite jovem de Londres, descobre uma cultura de sexo, drogas e conflitos de ego. Criada pelos roteiristas Mickey Down e Konrad Kay (“Hoff the Record”), com produção e direção de Lena Dunham (criadora de “Girls”), “Industry” é gravada no Reino Unido e conta com atores pouco conhecidos, entre eles Myha’la Herrold (“Modern Love”), Marisa Abela (“Cobra”), Harry Lawtey (“Carta ao Rei”), Priyanga Burford (“Avenue 5”), David Jonsson (“Deep State”), Nabhaan Rizwan (“1917”) e Conor MacNeill (“A Batalha das Correntes”). Disponível na HBO Go, um episódio por semana Seduced: Inside the NXIVM Cult | EUA | 1ª Temporada Série documental sobre a jornada real e angustiante de India Oxenberg – filha de uma atriz de Hollywood e descendente da realeza europeia – que foi seduzida pela seita de escravas sexuais NXIVM, onde passou sete anos. Mais de 17 mil pessoas, incluindo India, se inscreveram no “Programa Executivo de Sucesso” da NXIVM, uma fachada para a seita e um campo de caça para o seu líder, o guru Keith Raniere. As mulheres que entravam no DOS, círculo mais privado do suposto grupo de autoajuda, acabavam numa sociedade secreta de escravos, virando vítimas de tráfico sexual e marcadas com ferro de cauterização. Ao contrário da série “The Vow”, da HBO, “Seduced” não perde tempo em preâmbulos, focando a sedução, doutrinação e escravidão de India, a luta de sua mãe para resgatá-la e, finalmente, sua fuga. A produção é assinada pelas cineastas Cecilia Peck e Inbal Lessner, que também fizeram “Brave Miss World”, documentário indicado ao Emmy. Disponível em 15/11 na Starzplay, um episódio por semana

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  • Filme

    Filmes brasileiros são destaques da semana nos cinemas

    12 de novembro de 2020 /

    Os cinemas já reabriram no Brasil, mas o entusiasmo causado por “Tenet” já começa a dar lugar à nova realidade de lançamentos, que transforma títulos de circuito limitado nas únicas alternativas de projeção. Como os estúdios de Hollywood desistiram de lançar blockbusters durante a pandemia, a programação desta quinta (12/11) tem predomínio de filmes brasileiros, terrores fracos e títulos de festivais europeus. Veja abaixo como é o “novo normal” das estreias cinematográficas no país. A Febre | Brasil | 2019 Exibido pela primeira vez há 15 meses, no Festival Internacional de Locarno, na Suíça, quando Regis Myrupu conquistou o prêmio de Melhor Ator, “A Febre” é o longa de estreia da jovem cineasta Maya Da-Rin e também foi premiado nos festivais de Biarritz (França), IndieLisboa (Portugal), Lima (Peru), Chicago (EUA), Punta del Este (Uruguai), Pingyao (China), Rio e Brasília. Alinhado à tendência do realismo mágico sul-americano, o filme acompanha Justino (Myrupu), um indígena do povo Desana que trabalha como vigia em um porto de cargas e vive na periferia de Manaus. Muito branco para sua tribo, muito índio para os brancos, desde a morte da sua esposa, Justino só tem a companhia da filha Vanessa, que está de partida para estudar Medicina em Brasília. Mas com a expectativa de ficar sozinho, ele é tomado por uma febre forte e passa a acreditar que uma criatura misteriosa segue seus passos. Durante o dia, ele luta para se manter acordado no trabalho. O drama acerca das pressões da vida urbana transforma-se no mínimo num filme incomum. Boca de Ouro | Brasil | 2019 A nova adaptação da peça de Nelson Rodrigues, originalmente filmada em 1963 por Nelson Pereira dos Santos, tem direção de Daniel Filho, que curiosamente participou do filme original como ator. Ex-diretor mais requisitado das novelas da Globo, Daniel Filho também assinou alguns dos filmes mais bem-sucedidos dos últimos tempos, como “Se Eu Fosse Você” (2006) e “Chico Xavier” (2010), que lançaram tendências – besteirol Sessão da Tarde e cinema espírita, respectivamente. Mas aqui opta por uma abordagem mais violenta e perturbadora que o habitual, fazendo justiça à obra original. A trama gira em torno do bicheiro Boca de Ouro, nascido em uma gafieira e abandonado pela mãe numa pia de banheiro. Sua história da vida chama atenção do repórter Caveirinha, que decide entrevistar a ex-amante do bicheiro, que lhe conta três versões diferentes da vida do marginal. Os personagens principais são vividos por Marcos Palmeira (“A Divisão”), Silvio Guindane (“Bom Dia, Verônica”) e Malu Mader (“Haja Coração”). Alice & Só | Brasil | 2019 O primeiro filme do diretor Daniel Lieff (da série “1 Contra Todos”) destaca o contraste entre músicos de gerações distintas. Bruna Linzmeyer (“O Filme da Minha Vida”) vive a Alice do título, uma jovem apaixonada por música, que forma uma banda com seu melhor amigo(Johnny Massaro) e parte em busca do sucesso em uma viagem de carro para tocar no maior festival de covers do mundo. Ao longo da viagem, os dois jovens, acompanhados por um roqueiro veterano (Felipe Camargo), vivem aventuras, descobertas e uma típica Sessão da Tarde. Monos – Entre o Céu e o Inferno | Colômbia | 2019 Vencedor do Festival de Londres, o filme do colombiano Alejandro Landes acompanha oito “soldados” adolescentes numa selva, que têm a missão de cuidar de uma refém norte-americana (Julianne Nicholson, de “Aliança do Crime”), sequestrada por sua organização terrorista. Na sua rotina, os jovens guerrilheiros passam por treinos rigorosos, mas também se divertem e vivem descobertas sexuais. Após uma noite de farra acabar em tragédia, eles sofrem uma emboscada e a refém acredita que esta é a sua grande chance de fugir. A trama evoca a mesma visão pessimista da juventude vislumbrada no clássico “O Senhor das Moscas”. Quarto 212 | França | 2019 O novo filme de Christophe Honoré rendeu o prêmio de Melhor Atriz à Chiara Mastroianni (a filha dos lendários Catherine Deneuve e Marcello Mastroianni) na mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes. A parceria entre os dois vem desde “Canções de Amor” (2007) e desta vez inclui o marido da estrela, Benjamin Biolay – e ainda lembra um clássico do Mastroianni pai, “Esposamante” (1977). Na trama, marido e mulher da vida real interpretam um casal que se separa após 20 anos. A mulher, que sempre foi infiel, resolve se mudar para um hotel do outro lado da rua, mas ao observar seu apartamento e seu marido, fica sem saber se tomou a decisão certa. O 3º Andar – Terror na Rua Malasana | Espanha | 2020 A produção espanhola traça paralelos entre o terror sobrenatural e a turbulência da ditadura do general Franco e seus dogmas conservadores, seguindo tendência aberta por “O Labirinto do Fauno” (2006) e “Verônica: Jogo Sobrenatural” (2017). A história apresenta uma família humilde que sai de seu vilarejo para morar num apartamento espaçoso no centro de Madri, sem saber que o local foi palco de assassinatos. Mas se o tema de fundo é um pouco mais desenvolvido que o habitual, os sustos não vão além dos estereótipos das casas mal-assombradas. Possessão: O Último Estágio | Israel, EUA | 2020 Terror convencional de exorcismo feito com baixo orçamento para o mercado de DVD por um diretor que nunca fez um filme capaz de ser considerado minimamente medíocre. A novidade desta oitava tentativa é que Pearry Reginald Teo finalmente conseguiu chegar aos cinemas brasileiros. Mais impressionante ainda: com direito a “pré-estreia”, em sessões pagas convencionais, que começaram uma semana antes da data oficial da “estreia”. Casa | Brasil | 2020 Documentário da diretora Letícia Simões, que mostra situações corriqueiras para refletir a culpa pelo distanciamento de dez anos longe de sua mãe, que, por sua vez, encara sua própria culpa pela decisão de colocar a mãe dela num asilo de idosos.

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    Cadu Barcellos (1986 – 2020)

    11 de novembro de 2020 /

    Morto a facadas durante um assalto, na madrugada desta quarta-feira (11/11), o diretor Cadu Barcellos, de 34 anos, era um exemplo de superação para a juventude das comunidades pobres do Rio Aos 23, ele foi um dos cinco jovens cineastas aspirantes selecionados para dirigir episódios da antologia “5x Favela, Agora por Nós Mesmos” em 2009. O filme era uma atualização da antologia clássica do Cinema Novo “Cinco Vezes Favela”, originalmente dirigida por diretores iniciantes que se transformaram em grandes cineastas brasileiros. Cacá Diegues, que estreou em longa no filme de 1962, foi o produtor do projeto, que inclui apenas equipes de comunidades pobres, registrando seus cotidianos. Ele já trabalhava no setor audiovisual antes de ser “descoberto”, produzindo vídeos independentes desde a adolescência. Com 17 anos, já participava de cursos de internet e audiovisual em ONGs do Rio. Formado pela Escola Popular de Comunicação Critica (ESPOCC), projeto do Observatório de Favelas, virou oficialmente diretor aos 20 com o curta-metragem “Feira da Teixeira” (2006). No ano seguinte, assinou o programa “Crônicas da Cidade”, do Canal Futura. Barcellos foi selecionado por Diegues pela experiência precoce e por se destacar em oficinas dedicadas ao cinema nas comunidades do Rio de Janeiro. O diretor afirmou ao jornal O Globo que Cadu foi um de seus melhores alunos. “Quando nós resolvemos produzir ‘5x Favela, Agora por Nós Mesmos’ apenas com moradores de favela, um dos destaques que nós tivemos logo foi o Cadu Barcellos. Ele era tão inteligente, tão bem-humorado, tão talentoso, que nós demos a ele um dos episódios”, disse Diegues ao Globo. “Isso me deixa muito mal por ele, que foi uma pessoa que conheci muito, que foi muito meu amigo, como também pelo Rio de Janeiro que tá uma cidade impossível de se viver”, afirmou. Após “5x Favela” ser exibido no Festival de Cannes e ganhar o prêmio do público no Festival de Paulínia, o jovem deu sequência à carreira de diretor e roteirista com a série “Mais X Favela”. Ele escreveu 13 episódios e dirigiu três capítulos das duas temporadas da atração, exibida entre 2011 e 2014 no Multishow. Também escreveu e dirigiu o documentário “5x Pacificação” (2012) sobre a implementação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) nos morros do Rio, participou do roteiro de “Favela Gay” (2014) e foi diretor assistente de “Rio de Fé” (2013), documentário assinado por Cacá Diegues. Paralelamente, ajudou a lançar o Maré Vive, um canal de mídia comunitária feito de forma colaborativa por moradores do Complexo da Maré, e coordenou o projeto Jpeg, na ONG Promundo, em que liderava um grupo de jovens que promovia ações ligadas à saúde e à igualdade de gênero. Também foi dançarino e participou do Corpo de Dança da Maré, dirigido pelo coreógrafo Ivaldo Bertazzo, com espetáculos que rodaram o país, nos quais dançou por três anos. Em 2020, o profissional multitalentoso entrou para a equipe do Porta dos Fundos. Ele foi contratado como assistente de direção do programa “Greg News”, apresentado por Gregorio Duvivier e exibido pela HBO. Em seu perfil no Twitter, Duvivier afirmou que Barcellos era uma das melhores pessoas que já conheceu. “Um ser humano bom. Brilhante. Família. A morte do Cadu Barcellos deixa um buraco do tamanho do mundo.” Em nota, a equipe do Porta dos Fundos também ressaltou o talento do cineasta e disse que espera por justiça. “Hoje, nós do Porta dos Fundos acordamos profundamente tristes com a notícia do falecimento de Cadu Barcellos, um profissional amável, gentil, talentoso e dedicado, que trabalhou com a gente como assistente de direção na temporada de 2020 do programa “Greg News” (HBO). Aguardamos a apuração dessa tragédia e esperamos pela justiça, cientes de que nada pode reparar a perda da vida de uma pessoa tão jovem e querida.” O cineasta deixa a esposa e um filho de dois anos.

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    Festival Mix Brasil começa edição virtual de 2020

    11 de novembro de 2020 /

    O 28° Festival Mix Brasil começa nesta quarta (11/11) uma edição verdadeiramente mista, parte presencial e parte virtual, com várias atrações dedicadas à cultura LGBTQIA+. A programação, que se estende até o dia 22 de novembro, terá algumas sessões de cinema no CineSesc, espetáculos teatrais no Centro Cultural da Diversidade e exposição em diversos Centros Culturais de São Paulo. Mas a boa notícia para quem não mora em São Paulo ou ainda tem receio de ir ao cinema/teatro devido ao coronavírus, é que os organizadores mantém a tendência do período da pandemia, priorizando a oferta de acesso online e gratuito para a maioria de suas atividades. Apesar de abrir espaço para espetáculos teatrais, literatura e shows, o forte do Mix Brasil sempre foi sua seleção cinematográfica e a edição de 2020 traz 101 filmes de 24 países. A cerimônia de abertura será online, com um pocket show da cantora Linn da Quebrada e exibição do premiado filme argentino “As Mil e Uma” de Clarisa Navas, inédito no Brasil e selecionado para a seção Panorama do festival de Berlim. O longa será disponibilizado na plataforma do Festival logo após o show ao vivo, marcado para as 20h. A lista caprichada de filmes do evento contém muitos títulos com passagem nos grandes festivais europeus, e é de dar inveja na Mostra de São Paulo. Entre os destaques internacionais, todos inéditos no Brasil, incluem-se “Verão de 85”, do premiado cineasta francês François Ozon, “The World to Come”, de Mona Fastvold, que destaca a atriz Vanessa Kirby (“The Crown”) e venceu o Queer Lion no recente Festival de Veneza, “I Carry You With Me”, de Heidi Ewing, vencedor do prêmio do público em Sundance, “Saint-Narcisse” do enfant-terrible canadense Bruce LaBruce; “Língua Franca”, de Isabel Sandoval, melhor filme do Queer Lisboa deste ano, “Suk Suk”, Ray Yeung, que retrata a comunidade queer de Hong Kong, “A Cidade Era Nossa”, de Netty van Hoorn, documentário sobre o movimento lésbico holandês nos anos 1970, além de “Shiva Baby”, “Cured”, “A Morte Virá e Levará Seus Olhos” e muitos outros. Já a Mostra Competitiva de filmes nacionais reúne nove títulos: “A Torre”, de Sérgio Borges, “Alfabeto Sexual”, de André Medeiros Martins, “Limiar”, de Coraci Ruiz, “Mães do Derick” de Dê Kelm, “Valentina”, de Cássio Pereira Dos Santos, “Vento Seco”, de Daniel Nolasco, “Vil, Má”, de Gustavo Vinagre, “Para Onde Voam as Feiticeiras”, de Eliane Caffé, Carla Caffé e Beto Amaral, e “Meu Nome É Bagdá” de Caru Alves de Souza, que foi premiado no Festival de Berlim deste ano. Toda a programação online do 28º Festival Mix Brasil poderá ser acessada gratuitamente pelo endereço mixbrasil.org.br e pelas plataformas digitais InnSaei (innsaei.tv), Sesc Digital (sesc.digital), Spcine Play (spcineplay.com.br/) e YouTube (https://www.youtube.com/user/fmixbrasil), onde acontecerão bate-papos virtuais. O acesso a alguns filmes será limitado e outros serão exibidos apenas em sessões presenciais (consulte a programação).

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    Estreias online: Filme do Bob Esponja é principal lançamento digital da semana

    6 de novembro de 2020 /

    Produzido para o cinema, o novo longa animado de “Bob Esponja” virou o principal lançamento inédito em streaming da semana, numa mudança de estratégia causada pelo efeito da pandemia de coronavírus no mercado cinematográfico. O filme chega ao Brasil pela Netflix, que negociou os direitos internacionais da produção com a Paramount. Confira abaixo mais detalhes sobre esta e outras estreias digitais no Top 10 completo dos lançamentos digitais, incluindo trailers e informações sobre cada título selecionado. Bob Esponja: O Incrível Resgate | EUA | 2020 O terceiro longa derivado da série animada da Nickelodeon é também o primeiro feito totalmente com animação computadorizada. A trama acompanha Bob Esponja e seu melhor amigo Patrick numa jornada pelas profundezas do oceano em busca do caracol de estimação Gary, que está desaparecido. Escrito e dirigido por Tim Hill (“Alvin e os Esquilos”), o filme conta com participação do rapper Snoop Dogg e do ator Keanu Reeves (“John Wick”) e conquistou críticas positivas, com 71% de aprovação no Rotten Tomatoes, além de ter inspirado a produção de uma nova série, “Kamp Koral: SpongeBob’s Under Years”, baseada numa cena de flashback – prevista para 2021 na Paramount+ (novo nome da CBS All Access). Disponível na Netflix Missão Presente de Natal | EUA | 2020 Comédia romântica natalina estrelada por Kat Graham (“The Vampire Diaries”) e Alexander Ludwig (“Vikings”), que troca o bom velhinho da decoração invernal por um jovem Papai Noel surfista num passeio por praias tropicais de tirar o fôlego. Graham vive a assistente de uma política ranzinza, que chega numa ilha paradisíaca para investigar o uso de aviões militares na distribuição de presentes de Natal. Ludwig é o militar descamisado que comanda a missão do título, levando remédios, comida e brinquedos para comunidades isoladas do Pacífico. A causa é nobre e a primeira impressão negativa logo se transforma em amor à segunda vista. Mas é difícil deixar de reparar que, se tivesse músicas e fosse feita há meio século, esta história seria basicamente um filme de Elvis Presley. Disponível na Netflix De Perto Ela Não É Normal | Brasil | 2020 Suzana Pires adapta e estrela a versão de cinema da peça que ela apresentou nos palcos em 2006, em mais um monólogo teatral transformado em filme, depois do sucesso de “Minha Mãe É uma Peça” e “Os Homens São de Marte… E é pra Lá que eu Vou”. A protagonista é Suzy, uma mulher madura, casada com seu namoradinho de infância (Marcelo Serrado) e com duas filhas crescidas, que segue exatamente a vida tradicional prescrita por sua mãe. Mas quando as filhas saem de casa e ela reencontra sua Tia Suely, Suzie resolve dar uma guinada na vida e ir em busca de si mesma, evoluindo da condição de “mãe de família” para mulher empoderada e bem-sucedida. A direção é de Cininha de Paula (“Crô em Família” e “Duas de Mim”) e o elenco é cheio de celebridades televisivas, que ajudam a popularizar o humor. Entre os famosos do elenco estão as cantoras Ivete Sangalo e Gaby Amarantos, os apresentadores Angélica e Otaviano Costa, os comediantes Samantha Schmütz, Heloisa Perissé, Orlando Drummond e Cristina Pereira, o ex-“A Fazenda” Gominho, o veterano símbolo sexual Henri Castelli e a travesti Jane Di Castro, que faleceu há duas semanas (23/10). O filme foi seu último trabalho. Disponível na Looke, Now e Telecine 2 | Brasil | 2018 O primeiro longa de Marcelo Presotto, que vem do mercado publicitário, causou grande impacto no circuito de festivais independentes internacionais, vencendo nada menos que 67 prêmios. Em clima de suspense dramático, a trama acompanha um rapaz que, depois da morte da mãe, encontra pela primeira vez sua misteriosa meia irmã por parte de pai e decide passar uns dias no apartamento dela para conhecê-la melhor. A situação conflitante de ambos suscita neles perguntas sobre o passado, revelando verdades inesperadas sobre o pai. O papel principal é vivido por Naomi Nero (revelado em “Mãe Só Há Uma”), que é filho do diretor, e as filmagens aconteceram no apartamento real do ator, com Barbara Riethe (“Alone”), amiga da outra filha do diretor, no papel da irmã. Além de atores convidados, completam a equipe três gatos de Nero como coadjuvantes. Tudo foi rodado em 10 dias sem assistentes, continuístas, luz, etc, mas impressionou um monte de gente, inclusive o músico Zeca Baleiro, que se dispôs a compor a trilha sonora. O cinema indie brasileiro não só existe como tem qualidade. Disponível na Looke, Now e Vivo Play Banana Split | EUA | 2018 Premiada em vários festivais indies norte-americanos, a produção é a comédia teen queridinha da temporada nos EUA, com 89% de aprovação no Rotten Tomatoes. O destaque pertence à atriz Hannah Marks (“Dirk Gently’s Holistic Detective Agency”), que escreveu o roteiro e estrela a produção no papel de uma estudante desajeitada de high school, que o namorado atraente troca por uma garota muito mais bonita, recém-chegada na escola. Ela passa a odiar a garota, até conhecê-la e se tornar sua melhor amiga, contra todas as expectativas. Liana Liberato (“Light as a Feather”) interpreta a rival-amiga, Dylan Sprouse (“Zack & Cody: Gêmeos à Bordo”) é o namorado e o elenco ainda inclui Jacob Batalon (“Homem-Aranha: Longe de Casa”), Luke Spencer Roberts (“O Pacote”) e Haley Ramm (também de “Light as a Feather”). O filme ainda marca a estreia na direção do cinegrafista Benjamin Kasulke, que trabalhou em alguns sucessos indies, como “A Irmã da Sua Irmã” (2011) e “Encalhados” (2014). Disponível na Apple TV/iTunes O Mistério de Silver Lake | EUA | 2018 O novo longa do diretor David Robert Mitchell, responsável pelo ótimo terror “Corrente do Mal” (It Follows), começa novamente com o envolvimento entre um casal e a fuga repentina de uma das partes. Mas o desenrolar é muito mais alucinante, o que dividiu a crítica americana. Na trama, Andrew Garfield (“O Espetacular Homem-Aranha”) depara-se com uma bela vizinha (Riley Keough, de “Mad Max: Estrada da Fúria”) na piscina da casa ao lado e é convidado para passar a noite em sua companhia. O casal parece se apaixonar e se despede com promessas de reencontro. Mas, no dia seguinte, a casa ao lado está vazia, como se não fosse habitada há anos. O protagonista fica obcecado pelo mistério, ponderando o que pode ter acontecido – desde uma mudança repentina de residência até um rapto e, quem sabe, o sobrenatural. Ele só não consegue esquecer aquela “mulher-fantasma”, e ao buscar pistas sobre sua verdadeira identidade começa a se envolver em situações cada vez mais bizarras. Disponível na Apple TV/iTunes e YouTube Filmes A Lição de Moremi | Nigéria | 2020 Drama baseado em fato reais, o filme acompanha uma universitária brilhante da Nigéria (a estreante Temi Otedola), que forma um vínculo com seu professor carismático e bem-relacionado. Aproveitando-se da situação, ele a assedia sexualmente, levando a jovem a colocar seu futuro acadêmico em risco para denunciá-lo. O filme tem roteiro de Tunde Babalola e direção de Kunle Afolayan, que trabalharam juntos em três sucessos de Nollywood – “October 1” (2014), “The CEO” (2018) e “Mokalik (Mechanic)” (2019). Disponível na Netflix Liga da Justiça Sombria: Guerra de Apokolips | EUA | 2020 O maior elenco de heróis já vistos numa produção animada junta os personagens do antigo selo adulto Vertigo com os super-heróis tradicionais da DC Comics. A motivação não podia ser mais apocalíptica: a ameaça de Darkseid, o tirano de Apokolips, que passa a controlar a mente de alguns heróis em seu plano de invasão da Terra. A resistência é comandada por Superman, Ravena e Constantine, dublados, respectivamente, por Jerry O’Connell (“Carter”), Taissa Farmiga (“American Horror Story”) e Matt Ryan, que é o próprio intérprete de John Constantine na série “Legends of Tomorrow”. Eles se juntam aos dubladores oficiais dos personagens clássicos da DC nos últimos anos de produções animadas, incluindo Jason O’Mara (“Agents of S.H.I.E.L.D.”) como Batman, Rosario Dawson (“Luke Cage”) como Mulher-Maravilha, Shemar Moore (“S.W.A.T.”) como Cyborg, Christopher Gorham (“Covert Affairs”) como Flash, Camilla Luddington (“Grey’s Anatomy”) como Zatanna, Rebecca Romijn (“The Librarians”) como Lois Lane e Rainn Wilson (“The Office”) como Lex Luthor. Para completar, o veterano Tony Todd (o Candyman original do terror homônimo) dá voz ao vilão Darkseid. Detalhe: o filme recebeu classificação “R” nos EUA. Isto é, não foi feito para crianças. Disponível na Apple TV/iTunes, Google Play, Oi Play, Vivo Play e YouTube Filmes Missão Planeta Terra | EUA | 2020 Exibido no Festival de Sundance, o documentário lembra o projeto Biosfera 2, que teve muita atenção da mídia em seu lançamento em 1991, mas que deu muito errado. Biosfera 2 era basicamente uma redoma de vidro gigante contendo uma réplica do ecossistema da Terra, onde um grupo de voluntários viveu por dois anos, sustentando-se apenas do que era produzido no local. A experiência deveria evocar uma convivência pacífica e testes de novas tecnologias que poderiam servir de modelo para colonização de outro planetas, mas acabou se tornando um microcosmo do comportamento polarizado da humanidade, gerando reações exacerbadas, intrigas e divisões diante dos problemas que mergulharam o projeto no caos, como falta de oxigênio, morte das plantas, etc. Disponível na Apple TV/iTunes, Google Play, Now, Sky Play, Vivo Play e YouTube Filmes A Guerra dos Consoles | EUA | 2020 Documentário sobre os primórdios da indústria dos games, quando a Sega, uma empresa iniciante de fliperamas, reuniu uma equipe para enfrentar a maior empresa de jogos eletrônicos do mundo: a Nintendo. As duas companhias protagonizaram disputas históricas nos anos 1990, colocando Super Mario contra Sonic e a tecnologia japonesa contra o empreendedorismo americano. Dirigido por Blake J. Harris, o autor do livro “A Guerra dos Consoles: Sega, Nintendo e a Batalha que Definiu uma Geração”, lançado em 2014, em parceria com Jonah Tulis (“The Flying Scissors”), o filme é cheio de histórias divertidas de bastidores e deve fazer a alegria dos fãs de jogos clássicos. Disponível na HBO Go

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    Continuações de Bill & Ted e Jovens Bruxas estreiam nos cinemas brasileiros

    5 de novembro de 2020 /

    Enquanto os cinemas voltam a fechar na Europa, o volume de estreias começa a aumentar no Brasil. Oito filmes chegam ao circuito nacional nesta quinta (5/11), com destaque para dois títulos que foram disponibilizados diretamente em locação digital nos EUA. Por coincidência, ambos são continuações de produções lançadas há três décadas. Além da programação mais comercial, o circuito de arte também destaca um lançamento importante e premiado. O resto da programação se completa com produções brasileiras e a “pré-estreia” (na verdade, antecipação da estreia ) de um lixão. Bill & Ted: Encare a Música | EUA | 2020 Continuação tardia e “totalmente excelente” da franquia dos anos 1980 estrelada por Keanu Reeves e Alex Winter, a conclusão da história de “Bill & Ted: Uma Aventura Fantástica” (1989) e “Bill & Ted: Dois Loucos no Tempo” (1991), conquistou público e crítica nos EUA por sua capacidade de equilibrar nostalgia com renovação. Para quem não lembra do longa original, Bill e Ted eram dois estudantes extremamente estúpidos que repetiriam de ano se não fizessem um bom trabalho de História. Sua sorte muda quando um homem de futuro resolve ajudá-los, convidando-os para uma viagem no tempo, pois, por mais incrível que pudesse parecer, o destino da humanidade um dia dependeria da inteligência dos dois retardados, que criariam uma música capaz de inspirar uma utopia perfeita. A comédia virou cult, ganhou sequência, série animada, videogame e até revista em quadrinhos, mas finalmente chegou a hora da aventura final, em que a dupla precisará cumprir a profecia e criar a música perfeita – desta vez, com ajuda de suas filhas, Billie e Thea, vividas por Brigette Lundy-Paine (“O Escândalo”) e Samara Weaving (“Casamento Sangrento”). Escrito pelos criadores dos personagens, Chris Matheson (“Pateta: O Filme”) e Ed Solomon (“Homens de Preto”), o filme tem direção de Dean Parisot (“Heróis Fora de Órbita”) e 82% de aprovação no Rotten Tomatoes. Jovens Bruxas – Nova Irmandade | EUA | 2020 O reboot/continuação do terror cult de 1996 é estrelado por Cailee Spaeny (de “Circulo de Fogo: A Revolta”) e tem ligação direta com o filme encabeçado por Robin Tunney (a Teresa Lisbon de “The Mentalist”) há 24 anos, com direito, inclusive, à aparição de uma das jovens bruxas originais. Apesar disso, a abordagem é híbrida. Conta uma variação da mesma história, em que uma adolescente recém-chegada numa nova escola faz amizade com três garotas malvadas, excluídas e envolvidas em bruxaria. Há até frases iguais. Mas, de forma diferente, o novo filme não coloca uma contra outra, preferindo dar maior ênfase a um personagem adulto, o padrasto da protagonista, vivido por David Duchovny (o agente Mulder de “Arquivo X”). A crítica americana nunca foi fã do original, que ganhou sua fama graças ao mercado de vídeo e fãs entusiasmados, mas considerou a sequência dirigida por Zoe Lister-Jones (“Band Aid”) bem pior – 48% no Rotten Tomatoes. Transtorno Explosivo | Alemanha | 2019 Consagrado no Festival de Berlim, na Mostra de São Paulo e pela Academia Alemã de Cinema (com nove troféus), o drama premiado e com 94% no Rotten Tomatoes acompanha uma menina de 9 anos com quem ninguém consegue conviver por causa de seu temperamento explosivo. Quando professores, assistentes sociais, médicos e até a mãe da menina demonstram incapacidade de lidar com seus acessos de fúria, seu acompanhante escolar (Albrecht Schuch) sugere um tratamento intensivo, levando-a para um chalé rústico na mata para isolá-la do mundo e demonstrar-lhe a necessidade de controle. A pequena Gabriela Maria Schmeide é tão impressionante no papel que recebeu o equivalente ao “Oscar alemão” de Melhor Atriz por seu desempenho. Verlust | Brasil | 2020 De volta aos cinemas após fazer a série “Boca a Boca”, na Netflix, o diretor Esmir Filho promove a estreia da cantora Marina Lima como atriz dramática – 33 anos após sua até então única aparição em tela grande, em “Rádio Pirata” (1987). O novo filme gira em torno de uma empresária musical (Andrea Beltrão) que administra a carreira de uma pop star (a cantora Marina Lima) com quem teve um relacionamento no passado. A história se materializa por meio de entrevistas para um livro sobre a artista, conduzido por Ismael Caneppele, que também assina o roteiro repleto de diálogos “poéticos” (isto é, pouco naturais). O diretor e o ator-roteirista estrearam juntos em longa-metragem no premiado “Os Famosos e os Duendes da Morte”, em 2009. O Barco | Brasil | 2018 O longa de Petrus Cariry (“Mãe e Filha”) foi exibido pela primeira vez na abertura do Festival Cine Ceará 2018 e entra em cartaz com o currículo cheio de prêmios e passagem por diversas mostras e festivais internacionais de cinema. Inspirado no conto homônimo do escritor cearense Carlos Emílio Corrêa Lima, gira em torno de Esmerina (Verônica Cavalcanti), que é mãe de 26 filhos, cada um chamado por uma letra do alfabeto. A família leva uma vida pacata em uma vila de pescadores até que um barco naufraga trazendo Ana (Samya de Lavor), uma misteriosa mulher que muda a rotina da família. A partir do acontecimento, o filho mais velho, A (Rômulo Braga), desperta para a vontade de conhecer o mundo além-mar. No elenco estão ainda os atores paraibanos Everaldo Pontes, que interpreta um velho sábio da vila, e Nanego Lira, como o patriarca da família. Sem Descanso | Brasil | 2020 Documentário sobre a batalha de um pai para encontrar respostas para o desaparecimento do filho, levado por uma viatura da Polícia Militar em Salvador em 2014 e nunca mais visto. Além do drama familiar, reconstruído por meio de entrevistas, a obra do diretor Bernard Attal (“A Coleção Invisível”) critica a fragilidade do sistema judiciário brasileiro e a corriqueira violência policial na abordagem de jovens negros no Brasil. Fico te Devendo uma Carta sobre o Brasil | Brasil | 2020 Premiado no Festival Internacional de Documentários de Amsterdam e no É Tudo Verdade, entre outros, o longa é uma investigação pessoal da diretora Carol Benjamin (“As Mil Mulheres”) sobre a história de sua família, que sofreu o impacto da ditadura militar brasileira. Possessão: O Último Estágio | Israel, EUA | 2020 Terror convencional de exorcismo feito com baixo orçamento para o mercado de DVD por um diretor que nunca fez um filme capaz de ser considerado minimamente medíocre. A novidade desta oitava tentativa é que Pearry Reginald Teo finalmente conseguiu chegar aos cinemas brasileiros. Mais impressionante ainda: com direito a “pré-estreia”, em sessões pagas convencionais uma semana antes da data oficial da “estreia”.

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    Frank Zappa ganha documentário do astro de Bill & Ted. Veja o trailer

    1 de novembro de 2020 /

    A Magnolia Pictures divulgou o trailer de “Zappa”, documentário sobre o roqueiro Frank Zappa dirigido por Alex Winter, ator que estrela com Keanu Reeves as comédias de “Bill & Ted”. Frank Zappa já foi tema de muitas produções, mas o novo filme se diferencia por tentar cobrir toda a vida do artista e também porque Winter teve a aprovação e o apoio da família do músico, conseguindo acesso a gravações raras e imagens inéditas. O documentário inclui entrevistas do próprio biografado, de sua esposa Gail, de ex-integrantes do Mothers of Invention (a banda de Zappa dos anos 1960), dos guitarristas Steve Vai e Mike Keneally, que já trabalharam com o artista, e de Pamela Des Barres, a famosa groupie e membro da banda feminina The GTOs, produzida por Zappa entre o final dos anos 1960 e o início dos 1970. “Zappa foi um homem extremamente complicado e brilhante, que tinha tantos detratores quanto fãs”, disse Winter, em entrevista à revista Rolling Stone norte-americana. “Eu espero que o público possa vê-lo como eu vejo, como um artista norte-americano cativante e extremamente relevante.” “Quando comecei a selecionar o material, eu descobri horas e horas de entrevistas inéditas que Frank armazenou, de diferentes momentos de sua vida”, continou. “Ele é um ótimo contador de histórias, e eu consegui fazer com que ele basicamente narrasse a própria vida. Em alguns casos ele começa uma anedota em 1969, continua o pensamento em 1980 e parece encerrar a mesma história em 1991. Isso permitiu que nós criássemos uma perspectiva caleidoscópica de Frank através do tempo – algo parecido com o que ele fez com sua música. O filme está cheio de surpresas para os fãs, mas acho que o que mais vai impactá-los é a intimidade da narração e o verdadeiro sentimento de quem Zappa realmente foi.” Segundo Ahmet, filho de Frank Zappa, “este é o documentário definitivo sobre Frank Zappa.” A estreia está mercada para 27 de novembro nos EUA.

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    Documentário sobre os Bee Gees ganha trailer

    1 de novembro de 2020 /

    A HBO Max divulgou o trailer de “The Bee Gees: How Can You Mend a Broken Heart”, documentário sobre a banda que marcou época com baladas românticas nos anos 1960 e alguns dos maiores hits das discotecas nos 1970. Na prévia, artistas como Justin Timberlake, Noel Gallagher e Nick Jonas falam sobre a influência do trio, responsável pelos sucessos “Night Fever”, “Stayin’ Alive”, “You Should Be Dancing”, “I Started a Joke”, “How Deep Is Your Love”, “Jive Talkin'”, “Tragedy” e, claro, “How Can You Mend a Broken Heart” – entre muitos outros. Dirigido pelo cineasta Frank Marshall (“Resgate Abaixo de Zero”), o documentário pretende cobrir desde as origens da banda na Austrália até a transformação de Barry, Robin e Maurice Gibb em astros internacionais na esteira do sucesso do filme “Embalos de Sábado a Noite” (Saturday Night Fever, 1977), cujo disco com canções compostas pela banda se tornou a segunda trilha sonora mais vendidas de todos os tempos – só foi superado em 1992 pelas músicas de Whitney Houston em “O Guarda-Costas”. A estreia está marcada para 12 de dezembro nos EUA.

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    Tenet chega aos cinemas brasileiros

    29 de outubro de 2020 /

    Adiado várias vezes por causa da pandemia de coronavírus, “Tenet” finalmente estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta (29/10), mas sem causar o furor imaginado pela Warner, quando o estúdio resolveu apostar que seu lançamento faria o público perder o medo da covid-19 para lotar novamente as salas de exibição. Como o Brasil é o penúltimo país do mundo a recebê-lo – antes apenas da Argentina – , o desencanto com seu desempenho já se tornou constatação. Em números frios, “Tenet” acabou faturando US$ 341 milhões em todo o mundo, após mais de dois meses de exibição, mas não empolgou o público na América do Norte, onde sua bilheteria estacionou em US$ 52,5 milhões. Orçado em cerca de US$ 200 milhões, ele deveria fazer três vezes esse valor na bilheteria – uma regrinha tosca para chegar no break even, o ponto de equilíbrio em que o prejuízo acaba. Ficou longe de conseguir e essa dificuldade serviu de alerta para os estúdios rivais, que decidiram adiar todos seus grandes lançamentos para 2021 – ou, no caso da Disney, disponibilizá-los diretamente em streaming. Há quem argumente que “Tenet” foi a aposta errada para ser o grande chamariz do público e ressuscitar o parque exibidor. Não é nenhuma franquia e ainda quis ser “difícil” em toda sua campanha publicitária. Pior, sua suposta ousadia nem sequer encantou a crítica, tradicionalmente seduzida pelas obras do diretor Christopher Nolan. Ficou com 71% de aprovação no site Rotten Tomatoes, o que significa que é bom, mas não é imperdível. O filme tem sequências fantásticas, como uma perseguição de carros em marcha a ré, mas sua história de espionagem é bastante simplória – impedir um vilão de destruir o mundo – , embora Nolan tente complicá-la por meio de uma artifício de estilo, ao brincar com a linearidade do tempo. Nolan iniciou sua carreira contando um filme de trás para frente – “Amnésia”, em 2000. Desta vez, faz o tempo avançar e recuar em situações-chaves, utilizando como desculpa para essa opção narrativa uma invenção cartunesca de vilão típico dos thrillers de James Bond. Rodado em sete países com câmeras IMAX e filme analógico de 70mm, “Tenet” tem um visual espetacular e um elenco impressionante, que inclui John David Washington (“Infiltrado na Klan”), Robert Pattinson (“Bom Comportamento”), Elizabeth Debicki (“As Viúvas”), Clémence Poésy (“The Tunnel”), Martin Donovan (“Big Little Lies”), Aaron Taylor-Johnson (“Vingadores: Era de Ultron”) e Dimple Kapadia (“Confinados”), atriz veterana de Bollywood em seu primeiro grande papel em Hollywood, sem esquecer de dois velhos conhecidos dos filmes de Nolan, Michael Caine (trilogia “Batman”) e Kenneth Branagh (“Dunkirk”). A outra “grande” estreia de cinema deste fim de semana é a comédia nacional “De Perto Ela Não É Normal”, mais um monólogo teatral transformado em filme, depois do sucesso de “Minha Mãe É uma Peça” e “Os Homens São de Marte… E é pra Lá que eu Vou”. Suzana Pires adapta e estrela a versão de cinema da peça que ela apresentou nos palcos em 2006. A protagonista é Suzy, uma mulher madura, casada com seu namoradinho de infância (Marcelo Serrado) e com duas filhas crescidas, que segue exatamente a vida tradicional prescrita por sua mãe. Mas quando as filhas saem de casa e ela reencontra sua Tia Suely, Suzie resolve dar uma guinada na vida e ir em busca de si mesma, evoluindo da condição de “mãe de família” para mulher empoderada e bem-sucedida. A direção é de Cininha de Paula (“Crô em Família” e “Duas de Mim”) e o elenco é cheio de celebridades televisivas, que ajudam a dar maior apelo popular a seu tipo de humor – cheio de piadas escatológicas. Entre os famosos do elenco estão as cantoras Ivete Sangalo e Gaby Amarantos, os apresentadores Angélica e Otaviano Costa, os comediantes Samantha Schmütz, Heloisa Perissé, Orlando Drummond e Cristina Pereira, o ex-“A Fazenda” Gominho, o veterano símbolo sexual Henri Castelli e a travesti Jane Di Castro, que faleceu na sexta passada (23/10). O filme foi seu último trabalho. Há mais uma ficção brasileira na lista: “Cabrito”, terror premiado no festival Fantaspoa. Primeiro longa escrito e dirigido por Luciano de Azevedo, o filme é uma ampliação do curto homônimo do cineasta, lançado em 2015, e sua coleção de bizarrices, contadas ao longo de três capítulos, é a única alternativa disponível para quem busca um programa cinematográfico de Halloween (31/10). O circuito de arte, por sua vez, destaca a comédia “Tel Aviv em Chamas”, que traz o conflito entre palestinos e israelenses para os bastidores de um programa de TV. O filme de Sameh Zoabi foi premiado no Festival de Veneza e pela Academia de Cinema de Israel. A programação se completa com dois documentários nacionais. Veja abaixo os trailers dos seis lançamentos desta quinta (29/10).

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    Universo de Invocação do Mal ganha documentário de 30 minutos com cenas inéditas

    27 de outubro de 2020 /

    A Warner Bros. lançou um documentário bem detalhado sobre os bastidores do universo “Invocação do Mal” (The Conjuring). Com mais de 30 minutos de duração, o vídeo foi disponibilizado na página oficial do estúdio no YouTube com o título original de “The Conjuring: Faith and Fear”. Além de contar toda a história da franquia de terror iniciada em 2013, com cenas inéditas, imagens dos sets e depoimentos dos integrantes da produção, com destaque para o diretor James Wan e os atores Patrick Wilson e Vera Farmiga, o vídeo adianta muitos detalhes do próximo lançamento da franquia, “The Conjuring: The Devil Made Me Do It”. O terceiro “Invocação do Mal” será o quarto filme a seguir os investigadores paranormais Ed (Wilson) e Lorraine Warren (Farmiga), após os dois primeiros longas e o derivado “Annabelle 3 – De Volta Para Casa”. Na trama, os dois vão se envolver na investigação de um assassinato, cometido por um homem que alega ter sido possuído por um demônio. A história é baseada no caso real de Arne Johnson, a primeira pessoa a alegar possessão demoníaca como motivo para um homicídio. O vídeo disponibilizado abaixo inclui até uma entrevista com o verdadeiro assassino. “Eu realmente queria que ‘Invocação do Mal 3’ se distanciasse da trama de casa mal-assombrada dos dois primeiros filmes”, disse Wan sobre o tema, prometendo “algo que nunca exploramos antes no mundo de ‘Invocação’”. Passado na década de 1980, o filme deverá explorar o julgamento do caso incomum e será o primeiro “Invocação do Mal” sem direção de James Wan. O cineasta, que permanece como produtor, escolheu o diretor Michael Chaves como substituto. Chavez fez sua estreia em longas-metragens no ano passado, com o lançamento do terror “A Maldição da Chorona”, que também faz parte do universo compartilhado de ‘Invocação’. Confira o vídeo completo abaixo. “The Conjuring: The Devil Made Me Do It” está programado para estrear em 4 de junho de 2021 nos EUA.

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  • Filme,  Música

    MPB4 vai ganhar documentário

    23 de outubro de 2020 /

    A história do grupo musical MPB4, que marcou a música brasileira entre as décadas de 1960 e 1980, vai virar documentário. Dirigido pelo veterano cineasta Paulo Thiago e produzido por Glaucia Camargos, o longa está ainda em fase de pré-produção. Os dois já trabalharam juntos em sete filmes: “Orquestra dos Meninos” (2008), “Coisa Mais Linda: Histórias e Casos da Bossa Nova” (2005), “O Vestido” (2003), “Poeta de Sete Faces” (2002), “Policarpo Quaresma, Herói do Brasil” (1997), “Vagas Para Moças de Fino Trato” (1993) e “Jorge, um Brasileiro” (1988). A nova produção terá cenas de arquivos e entrevistas com os integrantes do quarteto, além de depoimentos de músicos e cantores que participaram da história do grupo, como seu grande parceiro Chico Buarque. Ainda não há previsão para a estreia, mas os fãs podem matar as saudades da boa música do MPB4 no vídeo clássico abaixo.

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    Séries online: Opções de maratona incluem dois terrores nacionais

    23 de outubro de 2020 /

    O Halloween costumava ser apenas um feriado americano, mas já se tornou bastante popular no Brasil – antes que nacionalistas reclamem, também foi assim como outra invenção das lojas de departamento dos EUA, o Natal, cuja decoração inclui até “neve”. Para quem gosta de terror, a data é ótima oportunidade para maratonar conteúdo do gênero, e a programação de streaming, a uma semana do Dia das Bruxas americano, mostra que as séries nacionais também entraram no clima. São logo duas de uma vez. A principal é “Desalma”, uma superprodução de 10 capítulos da Globoplay, com Cássia Kis em performance assombrosa. Gravada no interior do Rio Grande do Sul, a série até evoca o clima das produções do terror americano, geralmente passadas em cidadezinhas frias e em meio a florestas escuras, reunindo vários atores adolescentes. E tem um detalhe para quem gostou da série alemã “Dark”: o som tétrico dos episódios é criação do sonoplasta alemão Alexander Wurz, que trabalhou na série da Netflix. A Globoplay também disponiliza “Noturnos”, uma antologia que estreou nesta semana no Canal Brasil, mas que já tem três de seus seis episódios online. Trata-se de uma produção criada por dois cineastas premiados e especialistas em terror brasileiro, Marco Dutra (“As Boas Maneiras”) e Caetano Gotardo (“Todos os Mortos”), além de Renato Fagundes (da série “Sob Pressão”), e inspirada por, quem diria, contos de Vinicius de Moraes. A Netflix iguala a oferta com mais duas opções do gênero, a sobrenatural “Penny Dreadful: City of Angels” e o suspense “The Alienist: The Angel of Darkness”, originalmente produzidas para a TV paga americana. Confira abaixo mais detalhes destas e de outras séries que formam o Top 10 do streaming deste fim de semana. Desalma | Brasil | 1ª Temporada A série de terror nacional traz Cássia Kis (“Redemoinho”) como bruxa e Cláudia Abreu (“Berenice Procura”) como mãe de um menino assombrado por espíritos do mal. Com ênfase em gravações noturnas em florestas da região Sul do Brasil, a atração exibe cenas que parecem sair de “A Bruxa” e “Midsommar”. A trama se passa numa comunidade rural parada no tempo, onde fenômenos sobrenaturais assombram a população de imigrantes ucranianos ao longo de décadas. Assim, eventos que aconteceram em 1988 se refletem em aflições dos dias atuais, materializando duas histórias paralelas em épocas distintas. Os roteiros são de Ana Paula Maia (“Deserto”), a direção está a cargo de Carlos Manga Jr. (“Se Eu Fechar Os Olhos Agora”) e o elenco também conta com Maria Ribeiro (“Como Nossos Pais”), Bruce Gomlevsky (“Polícia Federal: A Lei É para Todos”), Alexandra Richter (“Minha Mãe É uma Peça”), Isabel Teixeira (“Os Amigos”) e Gabriel Muglia (“Histórias Estranhas”), misturados a atores jovens. Disponível na Globoplay Noturnos | Brasil | 1ª Temporada Antologia de terror de Marco Dutra e Caetano Gotardo, dupla premiada do terror brasileiro, que este ano exibiu “Todos os Mortos” no Festival de Berlim. Dutra, que também dirigiu os premiados “Trabalhar Cansa” e “As Boas Maneiras”, assina os episódios com Gotardo e Renato Fagundes (da série “Sob Pressão”), e o detalhe é que a produção original do Canal Brasil é inspirada em contos do compositor Vinicius de Moraes, mostrando um lado pouco conhecido do “poetinha”. A série vai juntar os contos num mesmo contexto, ao acompanhar personagens de uma companhia de teatro confinada por causa de uma tempestade. As histórias de assombração que os atores contam para passar o tempo rendem os seis episódios, encenados em diferentes épocas e com temáticas variadas, que vão de escravidão ao fanatismo religioso. Cada episódio é contado a partir de um ponto de vista diferente e o elenco inclui artistas como Marjorie Estiano, Andrea Marquee, Bruno Bellarmino, Ícaro Silva e Rafael Losso. Disponível na Globoplay O Gambito da Rainha | EUA | Temporada Única Com seis episódios, a minissérie de época traz Anya Taylor-Joy (“A Bruxa”, “Emma.”, “Os Novos Mutantes”) como uma órfã que se torna um prodígio do xadrez durante a Guerra Fria. A trama segue a personagem dos 8 aos 22 anos, enquanto luta contra o vício e tenta se tornar a maior enxadrista do mundo. Baseada no romance homônimo de Walter Tevis, “The Queen’s Gambit” (título original) capricha na recriação dos anos 1960, com destaque para figurinos e direção de arte, e foi desenvolvida por Scott Frank (roteirista do filme “Logan” e criador de “Godless”), que assina roteiros, direção e a produção executiva da atração. Disponível na Netflix The Alienist | EUA | 2ª Temporada Um dos maiores sucessos da TV paga americana de 2018 retorna numa nova história completa, batizada de “The Alienist: The Angel of Darkness”. A continuação volta a reunir o elenco original: Daniel Bruhl (“Capitão América: Guerra Civil”) como o excêntrico Dr. Laszlo Kreizler, um prodígio da psicologia forense, que é o alienista do título – como eram chamados os primeiros psiquiatras -, Luke Evans (“Drácula: A História Nunca Contada”) como John Moore, repórter investigativo do New York Times, e Dakota Fanning (“Movimentos Noturnos”) na pele da ex-secretária da polícia Sara Howard, que está determinada a se tornar a primeira detetive feminina dos EUA. A trama adapta o segundo livro escrito por Caleb Carr sobre os personagens, traduzido no Brasil como “O Anjo das Trevas”, que gira em torno do sequestro da filha de um diplomata espanhol em visita a Nova York. O crime tem como pano de fundo as tensões crescentes entre Espanha e Estados Unidos no período, que culminariam logo em seguida na Guerra Hispano-Americana do final do século 19. Disponível na Netflix Penny Dreadful: City of Angels | EUA | 1ª Temporada A mais recente série de John Logan (roteirista de “007 Contra Spectre”) abandonou os personagens góticos clássicos da bem-sucedida “Penny Dreadful” (2014-2016) para explorar terrores reais, como o fascismo e o racismo, ao lado de aparições do além na Los Angeles dos anos 1930. Mas não foi tão bem sucedida quanto a atração original, sendo cancelada após esta única temporada pelo canal pago Showtime nos EUA. Na trama, ao investigar um assassinato macabro, um detetive novato (Daniel Zovato, de “O Homem nas Trevas”) acaba descobrindo um submundo de trevas numa das maiores cidades americanas. O bom elenco ainda incluía Lorenza Izzo (“Bata antes de Entrar”), Rory Kinnear (“Penny Dreadful”), Jessica Garza (“The Purge”), Nathan Lane (“Os Produtores”), Ethan Peck (“Star Trek: Discovery”), Adam Rodriguez (“Criminal Minds”), Piper Perabo (“Covert Affairs”), a veterana Adriana Barraza (“Dora e a Cidade Perdida”) e principalmente Natalie Dormer (“Game of Thrones”), que encarnou quatro personagens diferentes. Vale esclarecer que, apesar do cancelamento precoce, o spin-off tem boa avaliação (75% no Rotten Tomatoes) e finaliza (a maior parte de) sua trama. Disponível na Amazon Os Bárbaros | Alemanha | 1ª Temporada No estilo épico de “Vikings”, a atração conta como tribos bárbaras rivais formaram uma aliança estratégica para lutar contra três legiões de Roma na Batalha da Floresta de Teutoburgo em 9 DC, considerada a maior derrota do Império Romano. O austríaco Laurence Rupp (“Os Sonhados”) lidera o elenco no papel histórico de Arminius, um bárbaro criado pelos romanos que, apesar de ter sido treinado como legionário, acabou se tornando o líder da rebelião germânica. Ele foi capaz de unir chefes rivais para a batalha sangrenta, que forçou Roma a abandonar a região. O resultado da batalha estabeleceu o rio Reno como fronteira do Império Romano pelos séculos seguintes, fato que distanciou as culturas romana e germânica e causou o declínio da influência latina na região que viraria a Alemanha. A direção é de Steve Saint Leger, que comandou a sci-fi “Sequestro no Espaço” (2012) e vários episódios de “Vikings”. Disponível na Netflix Um Rapaz Adequado | Índia | Temporada Única A premiada cineasta indiana Mira Nair volta a explorar a cultura dos casamentos arranjados, que lhe rendeu o Leão de Ouro no Festival de Veneza com “Um Casamento à Indiana” (2001), nesta adaptação do best-seller de Vikram Seth, transformada em minissérie por um especialista em comédias românticas, o britânico Andrew Davies (“O Diário de Bridget Jones”). A trama se passa nos anos 1950, no período da independência da Índia, em que hindus e muçulmanos se separaram em países distintos, originando o Paquistão. Este pano de fundo torna especialmente complicado o romance dos protagonistas, uma jovem hindu (Tanya Maniktala) e um rapaz muçulmano (Danesh Razvi, ambos novatos), que contrariam os planos de casamentos arranjados de suas famílias ao se conhecerem por acaso. Enquanto retratam esse romance proibido, os seis episódios oferecem um vasto panorama, que acompanha os destinos de quatro grandes famílias, ao explorar a história e a cultura da Índia em um momento crucial do país. Disponível na Netflix Eu, Tu e Ela | EUA | 5ª Temporada Desenvolvida por John Scott Shepherd (criador de “Save Me”), “You Me Her” (título original) é uma comédia romântica e dramática com um ingrediente a mais: uma terceira pessoa. Mas o que parece feito para rir acaba rendendo uma reflexão sobre se um relacionamento a três pode realmente funcionar. Na trama, Emma e Jack, casados há anos, enfrentam um período de marasmo no relacionamento. É quando entra em cena Izzy, uma estudante de pós-graduação que oferece aos dois um serviço de “acompanhante” e o mais improvável acontece: tanto Jack quanto Emma apaixonam-se por ela – e são correspondidos. Assim começa a história “poliamorosa”, que rendeu ao menos cinco anos de felicidade para todos os envolvidos – o elenco central é formado por Greg Poehler (irmão de Amy Poehler e astro-criador da série “Welcome to Sweden”), Rachel Blanchard (da série “Fargo”) e Priscilla Faia (série “Rookie Blue”). A 5ª temporada é também o final da série. Disponível na Netflix Tempos de Crise | Suiça | 2 Temporadas Drama criminal, passado no centro financeiro europeu. A trama começa quando um banqueiro é vítima de uma overdose de insulina e acaba em coma. Ao tomar seu lugar na instituição, sua irmã (Laura Sepul, de “Noite Adentro”), que odeia e sempre evitou os negócios da família, encontra transações bancárias obscuras e começa a suspeitar que o acidente foi, na verdade, uma tentativa de assassinato. Logo, ela também se vê alvo de violência. A série destaca, entre seus criadores, o cineasta suiço Fulvio Bernasconi, diretor dos filmes “Misericórdia” (2016) e “Out of Bonds” (2007). Disponível na Globoplay Mad Men | EUA | 7 Temporadas Vencedora de quatro Emmys de Melhor Série de Drama, “Mad Men” transformou os atores John Hamm e Elisabeth Moss em astros, colocou o canal pago americano AMC no mapa – antes de “Breaking Bad” e “The Walking Dead” – e fez História na TV com um estilo narrativo pouco convencional. Lenta, mas cativante, a criação de Matthew Weiner recriou – como poucas conseguiram – os anos 1960 em detalhes realistas, ao acompanhar as mudanças sociais da época, refletidas pelo trabalho de um grupo de publicitários numa agência fictícia – mas encarregada de algumas das campanhas reais mais famosas do período. Quem não acompanhou na época em que a atração se tornou a mais falada da TV americana, pode agora maratonar todos os episódios de uma única vez, do começo magistral de 2007 ao final elogiadíssimo de 2015. Disponível na Starzplay

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