Whitney Houston vai ganhar documentário do diretor de O Último Rei da Escócia
A cantora Whitney Houston terá sua vida e carreira retratadas em um documentário dirigido por Kevin Macdonald (“Mar Negro”). A informação foi divulgada pelo site oficial da cantora. Este será o primeiro filme de Whitney autorizado por sua família. Macdonald é um diretor de prestígio. Além de realizar dramas de ficção, como “O Último Rei da Escócia” (2006), que lhe rendeu o BIFA (prêmio indie britânico), ele já venceu o Oscar de Melhor Documentário por “Um Dia em Setembro” (1999). O filme sobre Whitney tampouco será seu primeiro documentário musical. Em 2012, ele lançou “Marley”, o trabalho mais exaustivo já feito sobre o cantor Bob Marley. O filme ainda não tem título definido, mas deve estrear em 2017. Ele será produzido por Simon Chinn, que já produziu vencedores do Oscar de Melhor Documentário, como “Procurando Sugar Man” (2012) e “O Equilibrista” (2008). Anteriormente, a cantora tinha sido foco do telefilme “Whitney” (2015), dirigido por Angela Bassett e estrelado por Yaya DaCosta. Mas a produção não contou com apoio de sua família, que tentou, sem sucesso, impedir sua gravação. Dona de uma voz incomparável e poderosa, que rendeu diversos hits, Whitney também fez carreira no cinema, destacando-se principalmente no filme “O Guarda-Costas” (1992), de onde saiu sua música mais conhecida, “I Will Always Love You”. Porém, nos últimos anos, passou a chamar mais atenção pela sua vida pessoal, devido ao seu relacionamento conturbado com o cantor Bobby Brown e o vício em drogas. Ela morreu em 2012, afogada em sua própria banheira.
Capitão América: Guerra Civil tem um dos maiores lançamentos de todos os tempos no Brasil
A estreia de “Capitão América: Guerra Civil” monopoliza os cinemas brasileiros a partir desta quinta (28/4). A Disney lançou o filme em nada menos que 1,4 mil salas. Trata-se do segundo maior lançamento de todos os tempos no país, ocupando quase 50% de todo o parque exibidor nacional. O recorde pertence a “Star Wars: O Despertar da Força”, que ocupou 1.504 salas em dezembro passado. O filme dos super-heróis é ótimo, mas mesmo que fosse podre já teria vantagem para abrir em 1º lugar e até conquistar um possível recorde de bilheteria com esta exposição excessiva. Além disso, como teve lançamento monstro, todo o resto da programação precisa se espremer para o circuito alternativo. As “demais” estreias somam nada menos que oito filmes, entre eles um drama estrelado por um ex-intérprete de super-herói, Tobey Maguire, da trilogia original do “Homem-Aranha”. Enquanto “Capitão América” introduz o novo Homem-Aranha, Maguire segue a carreira com a cinebiografia do enxadrista Bobby Fischer em “O Dono do Jogo”, uma história de gênio torturado que remete ao premiado “Uma Mente Brilhante” (2001). Maior estreia limitada, chega em 55 salas. A comédia francesa “O que Eu Fiz para Merecer Isso” vem a seguir, em 22 salas, enquanto o resto tem distribuição contada nos dedos das mãos. Em dez salas, o documentário vencedor de Berlim, “Fogo no Mar”, de Gianfranco Rosi, registra o êxodo dos refugiados para a Europa em uma perigosa travessia. Já a lista dos que ocupam menos de cinco salas inclui o drama francês “Dois Rémi, Dois”, inspirado em “O Duplo”, de Fiódor Dostoievski, e, criminosamente, quatro ótimos longas brasileiros. O premiado “Exilados do Vulcão”, de Paula Gaitán, vencedor do Festival de Brasília de 2013, esperou quase três anos para chegar as cinemas. E recebeu isso do mercado: uma sala em São Paulo, uma no Rio, uma em Belo Horizonte, uma em Aracaju e outra em Vitória. A situação é ainda pior para “A Frente Fria que a Chuva Traz”, que marca a volta de Neville D’Almeida aos cinemas. O diretor de clássicos como “A Dama do Lotação” (1978) e “Os Sete Gatinhos” (1980) não filmava há duas décadas, desde “Navalha na Carne” (1997). E o esforço de seu retorno é saudado com exibição em duas salas, uma no Rio e outra em São Paulo. Absurdo!!! A marginalização sofrida é desproporcional. Não apenas pelo conteúdo, baseado na peça de um dramaturgo atual, Mário Bortolotto (“Nossa Vida Não Cabe Num Opala”), como pela embalagem, com um elenco repleto de estrelas jovens bastante populares – Chay Suede e Bruna Linzmeyer. Ou seja, há apelo comercial. O que aumenta ainda mais o questionamento a essa sabotagem explícita. Será que o cinema brasileiro é tão desprezível que o mercado não se importa em fazer isso com um cineasta do porte de Neville D’Almeida? Será que a culpa é da Disney, que ocupou as salas; do circuito exibidor, que ofereceu as salas; ou da Ancine, que só bufa diante do número de salas disponíveis para os lançamentos nacionais? Claro que, como é praxe neste país, a culpa será das vítimas, que erraram ao produzir filmes brasileiros de qualidade e voltaram a errar ao tentar lançá-los durante o período em que os blockbusters sufocam o circuito (6 dos 12 meses do ano). Humilhante. Para completar as estreias, o mercado ainda espreme o documentário futebolístico “Geraldinos”, de Pedro Asbeg e Renato Martins, vencedor do prêmio do público na última Mostra de Tiradentes, em uma sala em São Paulo, e “Teobaldo Morto, Romeu Exilado”, de Rodrigo de Oliveira, em três salas entre Vitória, Goiânia e Aracaju. Pela ganância desmedida e falta de regulamentação, o filme dos super-heróis da Marvel será lembrado, infelizmente, como vilão. De propósito ou não, assumiu o papel de grande inimigo do cinema nacional, impossibilitando, com sua tática de dominação, que trabalhos reconhecidamente competentes pudessem alcançar maior público. O melhor filme já feito pela Marvel não merecia virar emblema do descontrole do mercado.
O Caçador e a Rainha do Gelo é o maior lançamento e também o pior filme da semana
“O Caçador e a Rainha do Gelo” é o lançamento mais amplo da semana, distribuído em 920 salas pelo país. Espécie de quimera, que junta prólogo e sequência na mesma criatura, o filme retoma os personagens de Chris Hemsworth e Charlize Theron em “Branca de Neve e o Caçador” (2012), mas em vez de aprofundar a fábula de Branca de Neve leva sua trama para o mundo de “Frozen – Uma Aventura Congelante” (2013). O resultado parece um episódio de “Once Upon a Time” mal escrito e obcecado por efeitos visuais dourados. O longa também estreia neste fim de semana nos EUA, onde foi eviscerado pela crítica (19% de aprovação no site Rotten Tomatoes). A outra estreia infantil, a animação “No Mundo da Lua”, é mais criativa, ao acompanhar um adolescente, filho e neto de astronautas, em sua luta para preservar o programa espacial americano e impedir um bilionário excêntrico de virar dono da lua. A produção mantém o espírito aventureiro do primeiro longa do diretor espanhol Enrique Gato, “As Aventuras de Tadeo” (2012), com exibição em 290 salas (126 em 3D). “Milagres do Paraíso” também foca famílias com sua história, sobre uma criança doente que consegue uma cura milagrosa. Típica produção religiosa, sua trama reforça a insignificância da ciência, desautoriza coincidências e prega que Deus sempre atende aos que acreditam. A crítica americana considerou medíocre, com 47% de aprovação. A diretora mexicana Patricia Riggen é a mesma do drama “Os 33” (2015) e o elenco destaca Jennifer Garner (“Clube de Compra Dallas”) como a mãe que padece no paraíso. Chega em 180 salas do circuito. Dois filmes nacionais completam a programação dos shoppings. E, por incrível que pareça, nenhum deles é uma comédia boba. Com maior alcance, “Em Nome da Lei” marca a volta do diretor Sergio Rezende ao gênero policial, sete anos após seu último longa, “Salve Geral” (2009). O lançamento em 380 salas sinaliza a expectativa positiva do estúdio à história de um juiz federal incorruptível, que evoca esses dias de operação Lava Jato (dá-lhe zeitgeist). Mas o personagem de Mateus Solano (“Confia em Mim”) não é Sergio Moro nem a trama enfrenta a corrupção política, optando por situações clichês de máfia de fronteira, narradas de forma novelesca, com direito a “núcleo romântico”. Não prende sequer a atenção. A melhor opção nacional é o drama “Nise – O Coração da Loucura”, fruto de um roteiro mais maduro (escrito a 14 mãos!), que encontra um meio-termo entre o didatismo e o desenvolvimento de personagem. Glória Pires (“Flores Raras”) se destaca no papel central, a doutora Nise da Silveira, figura importante da psiquiatria brasileira, que merecia mesmo virar filme. O longa dirigido por Roberto Berliner (do péssimo “Julio Sumiu”) mostra seu confronto com os tratamentos violentos dos anos 1940 e a bem-sucedida adoção da terapia ocupacional, que passa a humanizar os doentes de um hospício público. Além de competente cinebiografia, o filme possuiu uma bela mensagem contra a intolerância. Em apenas 59 telas. Intolerância também é o tema de “Amor por Direito”, drama indie americano que ocupa uma faixa intermediária, em pouco menos de 50 salas. Baseado em fatos reais, a história mostra a batalha jurídica de uma policial (Julianne Moore, de “Para Sempre Alice”), diagnosticada com uma doença terminal, que enfrenta preconceitos para deixar sua pensão para sua parceira de vida (Ellen Page, de “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”). O caso teve repercussão nacional nos EUA, mas, apesar das boas intenções, a trama cinematográfica não ressoa como “Filadélfia” (1993), do mesmo roteirista. Ironicamente, o drama lésbico teve a mesma nota do drama crente da semana, 47% de aprovação no Rotten Tomatoes. Dois dramas europeus e dois documentários brasileiros ocupam o circuito limitado. O principal título europeu é o romeno “O Tesouro”, de Corneliu Porumboiu (“Polícia, Adjetivo”), em que dois vizinhos enfrentam a amarga realidade da crise econômica com um sonho infantil, de encontrar um suposto tesouro escondido. Venceu vários prêmios em festivais internacionais, inclusive Cannes. O outro lançamento é o francês “Uma História de Loucura”, de Robert Guédiguian (“As Neves do Kilimanjaro”), que acompanha as histórias dois jovens: um terrorista e sua vítima colateral num atentado contra o embaixador da Turquia em Paris, nos anos 1980. Ambos chegam em quatro salas. Entre os documentários, o destaque pertence a “O Futebol”, de Sergio Oksman, vencedor do recente festival É Tudo Verdade. O diretor tem uma longa lista de prêmios no currículo. Já tinha vencido até o Goya (o Oscar espanhol) e o prêmio de Melhor Documentário do festival Karlovy Vary com o curta “A Story for the Modlins” (2012). “O Futebol”, por sua vez, foi exibido também nos festivais de Locarno e Mar Del Plata. E, apesar do título, tem o futebol apenas como pano de fundo para um reencontro entre um pai e um filho que não se viam a 20 anos, e que marcam de passar um mês juntos para acompanhar os jogos da Copa do Mundo de 2014. Os planos, porém, não se realizam como previsto. A estreia também acontece em quatro salas. Por fim, “Meu Nome É Jacque”, de Angela Zoé (“Nossas Histórias”) foca uma mulher transexual, portadora do vírus da aids, que precisa superar grandes obstáculos para viver sua vida da melhor forma possível. Chega em apenas uma sala no Rio.
Cannes seleciona documentário de Eryk Rocha sobre o Cinema Novo
A organização do Festival de Cannes 2016 anunciou a seleção do documentário “Cinema Novo”, de Eryk Rocha (“Campo de Jogo”) para a mostra Cannes Classics, dedicada a filmes clássicos e à preservação da memória e do patrimônio cinematográfico mundial. O filme vai concorrer ao prêmio L’Oeil d’Or (Olho de Ouro), entregue ao melhor documentário do festival, em disputa que se estende a todas as mostras. O júri deste ano conta com a participação do crítico brasileiro Amir Labaki, diretor do Festival É Tudo Verdade. Eryk é filho de Glauber Rocha, um dos principais expoentes do movimento cinematográfico que dá nome a “Cinema Novo”, concebido nos anos 1950 sob influência do neo-realismo italiano e da nouvelle vague francesa. O documentário se debruça sobre o movimento por meio do pensamento de alguns de seus principais autores, como o próprio Gláuber, além de Nelson Pereira do Santos, Leon Hirszman, Joaquim Pedro de Andrade, Ruy Guerra, Cacá Diegues, Walter Lima Jr e Paulo César Saraceni, entre outros. Além do filme de Eryk Rocha, há ainda outros nove documentários sobre cinema na programação. Em comunicado, o diretor comemorou a seleção. “Em 2004, apresentei em Cannes o curta ‘Quimera’, que participou da Competição Oficial. É uma grande alegria voltar a Cannes 12 anos depois para apresentar o documentário ‘Cinema Novo’. Acredito que esse é um momento pertinente para o nascimento desse filme, que traz a força, a poesia e a política desse movimento que fecundou e inventou uma nova forma de fazer cinema no Brasil. Uma geração que imaginou o cinema inserido num projeto maior de país. O desejo do filme foi mergulhar na aventura da criação dos seus autores e suas poéticas. Lançar o ‘Cinema Novo’ no presente, em pleno movimento, e perceber como esses filmes seguem ecoando e dialogando visceralmente com o Brasil contemporâneo”. Ele também aproveitou para fazer política, reproduzindo o discurso do PT no qual se engaja boa parte da comunidade artística do país, sobre um suposto golpe em curso. “Uma das matrizes que o filme quer revelar é a interrupção que o movimento sofreu a partir do golpe civil-militar de 1964, e o trágico desdobramento do Ato 5, em 1968. Nesse momento, estamos vivenciando um iminente risco de golpe institucional e novamente, uma interrupção. Apesar de serem contextos históricos distintos, há graves semelhanças entre esses dois processos”. Com seu primeiro longa de ficção, “Transeunte”, lançado em 2011, Eryk recebeu mais de 25 prêmios nacionais e internacionais, incluindo o prêmio de Melhor Primeiro Filme no Festival de Guadalajara, no México. Em 2013, venceu o prêmio de Melhor Diretor no Festival do Rio com o documentário “Jards”. A Cannes Classic contará ainda com a exibição de cópias restauradas de diversos filmes, incluindo os vencedores do festival há 50 anos, “Confusões à Italiana”, de Pietro Germi, e “Um Homem, Uma Mulher”, de Claude Lelouch. O Festival de Cannes 2016 acontece de 11 a 22 de maio e contará com outras quatro produções brasileiras: “Aquarius”, de Kléber Mendonça Filho, que concorre à Palma de Ouro na seleção oficial, e três curtas “A Moça que Dançou com o Diabo” (também na mostra competitiva), “Abigail” (Quinzena dos Realizadores) e “Delírio é a Redenção dos Aflitos” (Semana da Crítica).
Documentário sobre Futebol vence festival É Tudo Verdade
O festival de documentários É Tudo Verdade anunciou os vencedores de sua 21ª edição. Na competição nacional, o escolhido foi “O Futebol”, de Sergio Oksman. O diretor tem uma longa lista de prêmios no currículo. Já tinha vencido até o Goya (o Oscar espanhol) e o prêmio de Melhor Documentário do festival Karlovy Vary com o curta “A Story for the Modlins” (2012). “O Futebol”, por sua vez, foi exibido também nos festivais de Locarno e Mar Del Plata. Apesar do título, o futebol é apenas pano de fundo para a história do filme, que registra o encontro entre um pai e um filho que não se viam a 20 anos, e que marcam de se reencontrar e passar um mês juntos para acompanhar os jogos da Copa do Mundo de 2014. Os planos, porém, não se realizam como previsto. Na competição internacional de médias e longas-metragens, o escolhido foi “Um Caso de família”, coprodução de Holanda, Bélgica e Dinamarca dirigida por Tom Fassaert, que já tinha vencido o prêmio especial do júri do Festival de Documentários de Amsterdam. Por fim, na disputa entre os curtas-metragens, venceram “Abissal”, de Arthur Leite, entre os nacionais, e “A Visita”, de Pippo Delbono, entre os internacionais. Ambos estão automaticamente qualificados para tentar uma vaga no Oscar de Melhor Curta Documental, já que, desde o ano passado, o festival É Tudo Verdade é evento qualificatório para a premiação da Academia. O júri internacional foi composto pela consultora de documentário e produtora Catherine Olsen, a jornalista e documentarista brasileira Dorrit Harazim e o cineasta russo Sergey Miroshnichenko. Já o júri nacional tinha o cineasta e professor José Mariani, a montadora e documentarista Karen Harley, e o cineasta e crítico Ricardo Calil. VENCEDORES DO FESTIVAL É TUDO VERDADE 2016 Competição brasileira: longas ou médias-metragens “O futebol”, de Sergio Oksman Competição internacional: longas ou médias-metragens “Um caso de família”, de Tom Fassaert (Holanda/Bélgica/Dinamarca) Competição brasileira: curtas-metragens “Abissal”, de Arthur Leite Competição internacional: curtas metragens “A Visita”, de Pippo Delbono (França)
Documentário de Pedro Kos vai abordar relação entre Rio e Los Angeles
O cineasta Pedro Kos (“Soleá”), mais conhecido por seu trabalho como editor de documentários, como “Lixo Extraordinário” (2010), pelo qual foi premiado com o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, e “A Praça” (2013), sobre a primavera árabe no Egito, que lhe rendeu o Emmy, vai dirigir “L.A. + Rio Connection”, sobre a relação entre o Rio de Janeiro e Los Angeles. A informação é da coluna Gente Boa de O Globo. Idealizado pelo músico e compositor Sérgio Saraceni (“Nunca Fomos Tão Felizes”), o filme terá roteiro dos escritores Ruy Castro (“Garrincha – Estrela Solitária”) e Carlos Castello, e será costurado através de personagens que unem as duas cidades, como Carmen Miranda, que viveu lá, Sergio Mendes, radicado em L.A. desde 1964, além de Frank Sinatra e sua paixão pela bossa nova. A ligação entre Zé Carioca e Pato Donald também será assunto do longa-metragem.
Diretor de Battleship vai produzir documentário “sem censura” sobre Rihanna
A cantora Rihanna vai ganhar um documentário que pretende mostrar sua vida e sua carreira sem censura. O projeto partiu do diretor Peter Berg, que foi responsável pela estreia da cantora nos cinemas, no filme “Battleship: A Batalha dos Mares” (2012). Berg criou uma nova produtora, chamada Film 45, com foco em projetos sem roteiro e, de acordo com a Billboard, entre os primeiros trabalhos estaria um longa sobre a artista caribenha, que traria um “olhar sem filtros sobre a vida de Rihanna e como ela se tornou um ícone global”, na definição do próprio diretor. Ainda sem título, o projeto terá inspiração no clássico documentário “Don’t Look Back” (1967), sobre Bob Dylan. O diretor disse à Billboard ter escolhido Rihanna pois se sentiu atraído pela ideia de observar como age “uma jovem artista no topo da sua carreira”, e que o longa seria “mais um estudo de personagem do que um filme de música”. Apesar de o documentário não ter data de estreia definida, o site da Film 45 indica que ele será lançado em breve, além de oferecer uma pequena sinopse do filme: “Siga esta verdadeira estrela internacional, por sua vida como artista, empresária e humanitária, enquanto luta contra a constante pressão da liberdade artística, proporcionando um olhar sobre a evolução de uma das artistas pop mais conhecidas do mundo.”
Documentário sobre Spock ganha primeiro teaser
Foram divulgados o primeiro teaser e o pôster do documentário “For the Love of Spock”, uma homenagem ao personagem que marcou a carreira do ator Leonard Nimoy, morto em fevereiro do ano passado. A prévia traz trechos de depoimentos de diversas pessoas ligadas ao universo trekker, como William Shatner, o eterno Capitão Kirk, Walter Koenig, que viveu o Sr. Chekov, Simon Pegg, o novo Sr. Scotty, e Zachary Quinto, o Sr. Spock do século 21, que também é o narrador do longa. “For the Love of Spock” tem direção de Adam Nimoy, filho de Leonard, o que confere ao trabalho um tom intimista. “Nunca tive um amigo como o seu pai”, diz William Shatner para a câmera. O filme foi realizado por meio de financiamento coletivo e custou apenas US$ 660 mil. O projeto também celebra os 50 anos da série “Jornada nas estrelas”, que estreou em setembro de 1966 nos EUA. A première vai acontecer no sábado (16/4) no Festival de Tribeca, em Nova York, e ainda não há previsão de lançamento comercial.
Amir Labaki, criador do É Tudo Verdade, será jurado do Festival de Cannes 2016
Amir Labaki, o crítico de cinema que criou o Festival É Tudo Verdade, principal evento dedicado ao cinema documental na América Latina, será um dos jurados do Festival de Cannes 2016. Ele vai integrar a comissão que premiará o melhor documentário do festival com o troféu L’Oeil d’Or (Olho de Ouro). O troféu L’Oeil d’Or foi criado no ano passado para premiar produções não ficcionais exibidas em mostras competitivas do evento francês. O primeiro vencedor foi “Allende, Meu Avô Allende”, de Marcia Tambutti Allende, e “Eu Sou Ingrid Bergman”, de Stig Björkman, ganhou uma menção especial. “É uma grande honra e uma grande responsabilidade participar do júri do L’Oeil d’Or”, disse Labaki, em entrevista ao jornal O Globo. “Este ano faz um quarto de século que estive pela primeira vez em Cannes, como jornalista, e estou nestes dias em pleno É Tudo Verdade da maioridade, em seu 21º ano. O convite é, para mim, um símbolo desta dupla celebração. O Festival de Cannes 2016 acontece entre 11 e 22 de maio. Por sua vez, o festival É Tudo Verdade 2016 encontra-se atualmente em sua reta inicial, exibindo filmes no Rio e em São Paulo até o dia 17 de abril.
Ricky Gervais volta a viver personagem de The Office em trailer de falso documentário
A Entertainment One divulgou dois pôsteres e o primeiro teaser do falso documentário “David Brent: Life on the Road”, derivado da série britânica “The Office” (2001-2003). A prévia mostra o personagem David Brent, o chefe da série original, visitando o escritório em que a trama se passava, onde novos funcionários entram em contato com seu humor constrangedor. O passeio, acompanhado por câmeras, é para contar o que ele tem feito desde que saiu do escritório. Brent virou cantor-compositor e faz questão de demonstrar seus talentos para a plateia de funcionários, descrevendo, explicitamente, o significado de uma letra. A pegada é a mesma da série. Novamente vivido pelo ator Ricky Gervais (“Muppets 2: Procurados e Amados”), que criou “The Office”, o personagem chegou a realizar uma turnê de verdade com sua banda fictícia Foregone Conclusion no ano passado. Este aspecto musical será o mote do mockumentary, que, ao estilo de “Borat” (2006), deverá incorporar a reação de pessoas comuns às piadas. Após o fim de “The Office”, David Brent ainda reapareceu na versão americana da atração, exibida entre 2005 e 2013, e no canal de Gervais no YouTube, onde se manifestou em diversos vídeos de temática musical. “David Brent: Life on the Road” estreia em 19 de agosto no Reino Unido e não tem previsão de lançamento no Brasil.
Yorimatã resgata a carreira musical de Luli e Lucina
“Yorimatã” é um documentário que procura recuperar a rica história musical da dupla de cantoras e compositoras Luli e Lucina, que esteve no centro dos acontecimentos da MPB, nas décadas de 1970 e 1980. Conviveu e trabalhou com grandes talentos desses períodos, mas, por razões diversas, sempre acabou se afastando da ribalta, sem poder colher os frutos de seus inegáveis méritos. Para viver o amor que pulsava entre elas, junto com a música. Para construir uma família a três, com o fotógrafo Luís Fernando Borges da Fonseca. Para viver uma vida hippie no mato, longe da cidade, em economia de subsistência, por opção ideológica. E, também, retornando às origens da natureza, quando um câncer acometeu Luís Fernando, para estar com ele na doença. Com tantos percalços e opções viscerais ou radicais, a dupla não alcançou o sucesso que sempre esteve por perto. Mas tem muito o que mostrar, nas imagens recuperadas das filmagens em VHS e fotos que Luís Fernando registrou por longos anos. E nos depoimentos atuais delas, de Gilberto Gil, Zélia Duncan, Tetê Espíndola, Ney Matogrosso, Antonio Adolfo, Joyce e outros mais. Para quem não conhece, ou conhece pouco, o filme mostra as músicas e o universo cultural da produção delas muito bem. O título “Yorimatã”, segundo a dupla, é uma espécie de palavra mágica que significa “salve a criança da mata”. Primeiro longa do diretor Rafael Saar, o filme venceu o festival In-Edit Brasil, dedicado a documentários musicais. https://www.youtube.com/watch?v=Yc-RDFzgDIk
Eu sou Carlos Imperial: Documentário vira “fenômeno” no circuito limitado nacional
O documentário sobre o compositor, ator, apresentador e agitador cultural Carlos Imperial virou uma espécie de fenômeno no circuito limitado nacional. Lançado originalmente em apenas três salas de São Paulo e Rio de Janeiro, “Eu Sou Carlos Imperial”, de Renato Terra e Ricardo Calil, conseguiu um feito raro: aumentou o número de salas e espectadores em sua segunda semana de exibição. Mais que isso, já está na terceira semana, com mais salas que durante a estreia, e começa a chegar em outras cidades, como Vitória, no Espírito Santo. Os produtores também estão negociando a exibição em Brasília e Porto Alegre. E isto porque a distribuição é independente. Os diretores fizeram campanha de financiamento coletivo para organizar a estreia. Claro que os números são modestos, mas relativamente o resultado é, de fato, fenomenal. Enquanto as mega-estreias esgotam-se em três semanas, “Eu Sou Carlos Imperial” continua a crescer. Falando ao jornal O Globo, o diretor Renato Terra atribuiu o sucesso ao “boca a boca” do público. Ele acompanhou algumas sessões, e contou que ficou com a sensação de ter feito uma “comédia com Leandro Hassum”, por causa das ressonantes gargalhadas no cinema. “Não dá para sair indiferente do filme. O Carlos Imperial foi um personagem único: você fica com raiva, vergonha, ri dele, ri com ele… Todo mundo sempre sai do cinema com um adjetivo diferente para ele”, disse. O filme conta a história de Imperial, figura histórica, fomentador da Jovem Guarda e cafajeste assumido, que escreveu hits, estrelou pornochanchadas, foi jurado de calouros do Programa Sílvio Santos e faleceu há mais de 20 anos. Repleto de imagens de arquivo e entrevistas exclusivas com Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Eduardo Araújo, Tony Tornado, Dudu França, Mário Gomes e Paulo Silvino, o filme é da mesma dupla de cineastas que já havia realizado um ótimo resgate da história musical brasileira em “Uma Noite em 67” (2010).
José Carlos Avellar (1936 – 2016)
Morreu o crítico e curador José Carlos Avellar, que comandou a RioFilme e era responsável pela programação dos cinemas do Instituto Moreira Salles. Ele faleceu na manhã desta sexta-feira (18/3), no Rio de Janeiro, aos 79 anos, por complicações decorrentes da quimioterapia. Avellar estava internado no Hospital São Lucas, em Copacabana, onde tratava um linfoma. Nascido no Rio de Janeiro em 1936, Avellar foi um importante pensador do cinema brasileiro. Formado em jornalismo, trabalhou durante duas décadas no Jornal do Brasil, onde se estabeleceu como um dos críticos de cinema mais importantes do país. Ele também fez filmes. Nos anos 1960 e 1970 dirigiu três curtas, além de ter exercido a função de diretor de fotografia, produtor e editor em outros filmes, como os documentários “Ião” (1976), de Geraldo Sarno, e “Triste Trópico” (1974), de Arthur Omar. Seu principal legado aconteceu entre 1995 e 2000, quando foi diretor da RioFilme, responsável pelo lançamento de dezenas de longas no período, que ficou conhecido como Retomada do cinema brasileiro. Também participou de júris oficiais e de crítica de festivais internacionais como Veneza e Cannes, e foi, por muitos anos, o representante brasileiro da crítica no Festival de Berlim. Avellar lançou seis livros de ensaios sobre cinema, entre eles “O Chão da Palavra: Cinema e Literatura no Brasil” (2007), no qual analisa clássicos nacionais adaptados de livros, e “O Cinema Dilacerado” (1986). Em dezembro de 2006, foi condecorado pelo governo francês com a láurea de Chevalier des Arts et Lettres. Desde 2008, Avellar era responsável pela programação dos cinemas do Instituto Moreira Salles, que se despediu do curador com uma nota que reverencia sua capacidade. “Avellar era capaz de rememorar cenas específicas, descrevendo em detalhes um singelo plano, de um filme assistido décadas atrás. Seus artigos e ensaios exibiam um vasto conhecimento da produção mundial e da história do cinema”, diz o comunicado.












