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  • Filme

    A Cidade Onde Envelheço vence o Festival de Brasília

    28 de setembro de 2016 /

    Primeiro longa de ficção da documentarista Marília Rocha, “A Cidade Onde Envelheço” foi o grande vencedor do 49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Ao todo, o filme recebeu quatro troféus Candangos. Além de Melhor Filme, também rendeu o prêmio de Melhor Direção para Rocha, Ator Coadjuvante para Wederson Neguinho, e Atriz, que foi dividido entre Elizabete Francisca e Francisca Manuel. O filme conta o drama de Teresa (Elizabete Francisca Santos), uma jovem portuguesa que decide deixar seu país para morar no Brasil, onde já está uma amiga (Francisca Manuel). O choque cultural rendeu alguns dos momentos mais bem-humorados do festival. Ao contrário do júri, o público preferiu um documentário, “Martírio”, de Vincent Carelli, que retrata o drama dos índios Guarani Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, em luta centenária para permanecer em seu território. Foi um dos longas mais aplaudidos durante a competição e também ganhou um Prêmio Especial do Júri. A animação “Quando os Dias Eram Eternos”, de Marcus Vinicius Vasconcelos, venceu como melhor curta. Segundo a organização do festival, cerca de 30 mil pessoas assistiram aos filmes deste ano. Mas, após a abertura marcada por forastemer, o encerramento aconteceu sem a presença de autoridades e com poucos premiados para receber os troféus. Retomando a tradição de lançar novos filmes, todos os longas em competição no evento eram inéditos no Brasil. Confira abaixo a relação dos longas premiados e a lista completa dos vencedores no site do festival. Longas Premiados no Festival de Brasília 2016 Melhor Filme A Cidade Onde Envelheço Melhor Filme – Júri Popular Martírio Melhor Filme – Júri da Crítica Rifle Prêmio Especial do Júri Martírio Melhor Direção Marília Rocha (A Cidade Onde Envelheço) Melhor Ator Rômulo Braga (Elon Não Acredita na Morte) Melhor Atriz Elizabete Francisca e Francisca Manuel (A Cidade Onde Envelheço) Melhor Ator Coadjuvante Wederson Neguinho (A Cidade Onde Envelheço) Melhor Atriz Coadjuvante Samya De Lavor (O Último Trago) Melhor Roteiro Rifle Melhor Fotografia O Último Trago Melhor Direção de Arte Deserto Melhor Trilha Sonora Vinte Anos Melhor Som Rifle Melhor Montagem O Último Trago Prêmio Conterrâneos Vinte Anos Prêmio Marco Antônio Guimarães Martírio

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  • Etc

    Brad Pitt anuncia que não irá à première de seu novo filme

    27 de setembro de 2016 /

    Brad Pitt anunciou que não irá à pré-estreia de “Voyage of Time”, documentário de Terrence Malick no qual trabalhou como narrador. Em um comunicado ao site Access Hollywood, o ator afirmou que deixará de ir ao evento “porque está focado na situação de sua família”, referindo-se a seu divórcio com Angelina Jolie. Ele ainda diz que é muito grato por ter participado de “um projeto tão fascinante e educador”, que trata da origem do universo. “Não quero tirar a atenção desse filme extraordinário, que encorajo todos a verem”. O ator também é produtor do longa, que marca seu reencontro com Malick, após “Árvore da Vida” (2011). O filme ainda conta com narração de Cate Blanchett (“Carol”), fotografia do cinematógrafo Paul Atkins, que comandou viagem cinematográfica similar para a Disney no documentário “Terra” (2007), e trilha do veterano compositor Ennio Morricone, que este venceu o Oscar pela composição musical de “Os Oito Odiados” (2015). “Voyage of Time” estreia em 7 de outubro nos EUA, exclusivamente em Imax, e terá première no Brasil durante o Festival do Rio.

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  • Amanda Knox
    Filme

    Após inspirar filmes, história de Amanda Knox vira documentário da Netflix com trailer legendado

    24 de setembro de 2016 /

    A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado de seu documentário sobre Amanda Knox, a jovem e bela americana que figurou nas páginas policiais de todo o mundo após ser presa e condenada pelo assassinato brutal de sua colega de quarto na Itália, aos 21 anos de idade. Ela chegou a ser descrita como psicopata, mas acabou libertada após quatro anos, com a descoberta de diversos erros em seu processo criminal. A prévia traz a própria Amanda comentando justamente isso: ou ela é uma psicopata perigosa, por ser a última pessoa que você pensaria que seria capaz de um crime violento, ou é uma vítima inocente como o espectador. Essa história já virou filme, “The Face of an Angel” (2014), de Michael Winterbottom, com nomes trocados e muita liberdade criativa – e Cara Delevingne (“Esquadrão Suicida”) no papel de suspeita – , além de um telefilme sensacionalista do canal Lifetime, “Amanda Knox: Julgamento na Itália” (2011), estrelado por Hayden Panettieri (série “Nashville”). Mas é a primeira vez que Amanda conta sua versão dos fatos. Dirigido por Rod Blackhurst (“Here Alone”) e Brian McGinn (série “Chef’s Table”), “Amanda Knox” teve première mundial no Festival de Toronto e estreia na próxima sexta-feira (30/9).

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  • Xingo Cariri Caruaru Carioca - Carlos Malta
    Música

    Documentário sobre viagem musical de Carlos Malta pelo Brasil vence o Festival In-Edit

    20 de setembro de 2016 /

    O documentário “Xingu Cariri Caruaru Carioca” foi o vencedor da mostra competitiva nacional do Festival In-Edit Brasil 2016. Dirigido por Beth Formaggini (do curta “Angeli 24 Horas”), o filme acompanha o músico Carlos Malta a quatro pontos do Brasil para encontrar músicos importantes na tradição do pífano, como João do Pife e ​Dona Isabel Marques da Silva, a “Zabé da Loca”. Ele também será exibido em outubro no In-Edit Barcelona, com a presença da diretora. O Júri também deu menção honrosa a dois documentários: “Danado de Bom”, de Deby Brennand, sobre João Silva, compositor e parceiro de Luiz Gonzaga, e “Waiting for B.”, de Paulo César Toledo e Abigail Spindel, sobre os fãs da cantora Beyoncé que acamparam em frente ao estádio do Morumbi durante dois meses para ver o show. “Waiting for B.” também venceu o prêmio do público como Melhor Documentário do festival. O Júri desta edição foi formado pela jornalista e documentarista Flávia Guerra (“Karl Max Way”), o cantor e compositor Péricles Cavalcanti (“Anna K.”) e o jornalista e documentarista Ricardo Calil (“Eu Sou Carlos Imperial”).

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  • Cinema Novo
    Filme

    Cinema Novo: Documentário premiado em Cannes, que abre o Festival de Brasília, ganha trailer

    20 de setembro de 2016 /

    A Vitrine Filmes divulgou o primeiro trailer de “Cinema Novo”, de Eryk Rocha, que venceu o prêmio Olho de Ouro (L’Oeil d’Or) como o Melhor Documentário do Festival de Cannes de 2016. O diretor também é filho de um dos maiores expoentes do movimento cinemanovista, Glauber Rocha, e com o filme reencontra o pai, falecido em 1981, quando ele tinha apenas três anos de idade. A prévia é uma profusão rica de imagens, montadas de forma vertiginosa e intercaladas por depoimentos de época. Isto também reflete uma crítica que se faz ao filme, que ele não “conta a história” do movimento, no sentido de um documentário mais tradicional. Em vez disso, surge como uma obra que junta fragmentos para formar um painel da geração e da época em que o cinema brasileiro foi para as ruas, para as praças e descobriu a realidade do país, dos problemas urbanos à crise rural. A experiência é impressionista, mas também pode ser chamada de impressionante. “Cinema Novo” tem sua première nacional nesta terça (20/9) como o filme de abertura do Festival de Brasília e ainda será exibido, fora de competição, no Festival do Rio. A estreia comercial está marcada para 10 de novembro.

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  • Deserto
    Filme

    Festival de Brasília começa sua maior edição dos últimos anos

    20 de setembro de 2016 /

    O 49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começa nesta terça (20/9) sua maior edição dos últimos anos na capital federal. Só a competição terá 9 longas-metragens, três a mais que nas edições anteriores, além de 12 curtas. A estes filmes se somam outros 20 em mostras paralelas e sessões especiais, chegando a um total de 40 produções cinematográficas. A abertura acontece com o documentário “Cinema Novo”, de Eryk Rocha, premiado no Festival de Cannes deste ano, com exibição no Cine Brasília apenas para convidados. Já o encerramento vai acontecer com a projeção de “Baile Perfumado” (1997), de Paulo Caldas e Lírio Ferreira, numa homenagem aos 20 anos da produção e a retomada do cinema pernambucano. “A gente quer dar de novo ao festival a potência que ele tinha, de trazer para Brasília o melhor do cinema brasileiro, não só na mostra oficial, mas nas mostras paralelas também”, disse o secretário de Cultura do Distrito Federal, Guilherme Reis, em comunicado, ecoando críticas feitas aqui mesmo na Pipoca Moderna. “Queremos que o festival de Brasília seja o festival dos festivais. Todo o cinema brasileiro potente tem que se reunir em Brasília. É o local de discussão política e estética do cinema. Este festival é o mais tradicional evento cultural de Brasília. É uma grande vitrine do estágio da produção tanto do ponto de vista da estética do cinema brasileiro quanto do seu papel político e da discussão política que se estabelece em Brasília”, afirmou o secretário. Todos os nove longas selecionados para a mostra competitiva são inéditos no circuito dos festivais brasileiros, mas dois já foram exibidos no exterior: a produção amazonense “Antes o Tempo Não Acabava”, de Sérgio Andrade e Fábio Baldo, que teve première no Festival de Berlim, e “A Cidade Onde Envelheço”, de Marilia Rocha, presente no Festival de Roterdã. A lista inclui ainda “Deserto”, dirigido pelo ator Guilherme Weber, “Elon Não Acredita na Morte”, de Ricardo Alves Jr., “Malícia”, de Jimi Figueiredo, “O Último Trago”, de Luiz Pretti, Pedro Diogenes e Ricardo Pretti, e “Rifle”, de Davi Pretto. Os documentários “Martírio”, de Vincent Carelli, com Ernesto de Carvalho e Tita, e “Vinte anos”, de Alice de Andrade, completam a seleção. Ao todo, 132 filmes foram inscritos para participar da 49ª edição do festival, e os selecionados representam diferentes abordagens e regiões do país. Há desde estreantes, como Guilherme Weber, até veteranos do circuito dos festivais, como os irmãos Pretti e Pedro Diogenes. Uma novidade desta edição é a criação da Medalha Paulo Emílio Salles Gomes, intelectual responsável pela criação do festival, que completaria 100 anos em 2016. O objetivo da medalha é homenagear uma personalidade do cinema brasileiro a cada ano. E a primeira será dada ao crítico de cinema de origem francesa Jean-Claude Bernadet. “Bernadet é um grande teórico, professor e roteirista e, hoje, um grande ator do cinema brasileiro. Ele tudo a ver com a história do festival de cinema”, disse Guilherme Reis. A programação do festival pode ser conferida no site oficial.

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  • Hestórias da Psicanálise
    Filme

    Hestórias da Psicanálise documenta a leitura de Freud no Brasil

    17 de setembro de 2016 /

    Impossível falar do documentário que trata de Freud, sua leitura e aplicação no Brasil, sem se referir ao esdrúxulo título dado ao filme: “Hestórias (sic) da Psicanálise – Leitores de Fred”. Com hestórias, tenta-se criar um neologismo para abarcar o fato de que aborda questões históricas da psicanálise no Brasil e relata casos e situações ficcionais, invenções ou brincadeiras que fizeram parte disso. Para evitar escrever Histórias e Estórias da Psicanálise, tascaram logo “Hestórias”. Faz sentido? Eu acho que não. Para começar, a palavra estória não vingou na língua portuguesa, foi uma ideia infeliz, não aprovada, nem recomendada, por quem se expressa em bom português. Os dicionários, quando a registram, geralmente o fazem criticamente. A palavra história abarca todo o sentido que se pretendeu considerar aqui. O cinema hoje já nem mais concebe documentário e ficção como coisas totalmente diferentes. Todo fato comporta não só interpretações várias, mas memórias e lembranças que são inevitavelmente seletivas e a verdade, como tal, se perde. Há um diálogo, uma fusão, um questionamento e uma integração do documentário com a ficção. Os filmes refletem esse amálgama de fatos, situações, encenações, personagens, que se confundem no real, no imaginário, oriundos do mundo interno ou da dimensão sociológica, sem delimitações claras. Isso posto, é bem intencionada a ideia de aproximar Freud de um público mais amplo do que o dos profissionais da área. Já que o povo diz que “Freud explica”, que tal entender um pouco quem foi ele e por que ele jamais teve a intenção de explicar tudo, como imagina o leigo. Para isso, o diretor Francisco Capoulade, psicanalista e documentarista, não poupou esforços e foi atrás de um grande número de entrevistados ilustres, como Christian Dunker, Lya Luft, Joel Birman, André Medina Carone, Leopold Nosek, Monique David-Mérard, Mário Eduardo Costa Pereira, Paulo Sérgio Rouanet, Miriam Chnaiderman, Marcelo Masagão e muitos outros. Filmou cenas de mar por dentro, foi até as ruas de Viena, procurando contextualizar o universo de Freud também nessas imagens. No entanto, o filme não vai além de ser um documentário bastante convencional, em que os depoimentos, sejam de que tipo forem, ocupam quase todo o espaço e, se sucedendo um após o outro e alternando as falas, vão interessar muito a quem já faz parte desse universo, mas se tornarão cansativos para o público em geral. Além de que algumas questões, embora relevantes, são eruditas. A discussão de como se leu Freud em português, a partir da tradução em inglês do original alemão e, com isso, se introduziram distorções conceituais, dificilmente envolverá os que não se utilizam da obra, brilhante, genial, de Freud para objetivos profissionais. É verdade que o trabalho do grande pensador vai muito além do que a sua aplicação na análise de pacientes, aqui ou em qualquer outro canto do mundo. Mas não será dessa forma que se conseguirá alcançar uma dimensão maior de popularização da obra freudiana. O documentário “Hestórias da Psicanálise” vai interessar aos psicanalistas, psicólogos, psiquiatras e outros médicos e educadores, em função das informações sobre a psicanálise no Brasil e pelas falas inteligentes dos ilustres entrevistados. Como cinema, nada de novo, além do título despropositado.

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  • Mate-Me por Favor
    Filme

    Desculpe o transtorno, mas sete filmes nacionais estreiam nesta semana

    15 de setembro de 2016 /

    Um terror é o principal lançamento no circuito nacional pela segunda semana consecutiva. Retomando a franquia que popularizou a estética dos vídeos encontrados (found footage) em 1999, “Bruxa de Blair” dará sustos no escuro de 734 cinemas pelo Brasil. A continuação acompanha uma nova equipe de documentaristas na floresta onde os integrantes do filme original desapareceram, e foi rodado em segredo por Adam Wingard (“Você É o Próximo”), um dos diretores mais incensados da nova geração do terror/suspense. A surpresa dividiu opiniões, com 53% de aprovação no site Rotten Tomatoes – bem melhor que a primeira sequência, lançada em 2000 com apenas 13%. O segundo filme americano nos shoppings é “Conexão Escobar”, que traz Bryan Cranston (série “Breaking Bad) como um agente da alfândega que enfrenta o cartel do narcotraficante colombiano Pablo Escobar. Chega em 119 salas após implodir nas bilheterias dos EUA e sem ter gerado um terço do hype da série “Narcos” sobre o mesmo tema. Mas a crítica gringa gostou (67% de aprovação). De todo modo, o que chama atenção na semana é a quantidade de estreias nacionais. São nada menos que sete longas: dois documentários e cinco obras de ficção, com destaque para um drama adolescente absolutamente imperdível. Apesar disso, apenas um dos lançamentos conta com distribuição ampla. “Desculpe o Transtorno” leva a 318 telas a tentativa de Gregório Duvivier emplacar como protagonista de comédia romântica, na esteira do colega de Porta dos Fundos Fábio Porchat. Nesta missão, ele contou com ajuda dos incautos que tornaram viral um texto de propaganda, publicado em sua coluna num grande jornal, supostamente como declaração de amor à ex-esposa, que, “por coincidência”, é seu interesse amoroso no filme. Houve quem achasse o texto profundo. Mas a comédia não passa de uma versão besteirol de “O Médico e o Monstro”, em que Duvivier faz o público sofrer com suas duas personalidades, um estereótipo de paulista e um clichê de carioca. O roteiro foi escrito por Adriana Falcão e Tatiana Maciel, que assinaram juntas “Fica Comigo Esta Noite” (2006), e a direção é de Thomas Portella, que retorna ao humor de sua estreia, “Qualquer Gato Vira-Lata” (2011), após o terror banal “Isolados” (2014) e o ótimo policial “Operações Especiais” (2015). O contraste é brutal com o outro lançamento do gênero, “Turbulência”, que chega em apenas quatro salas no interior do Rio. Acompanhando os encontros e desencontros de dois casais, o filme tem uma história de aeroporto como pano de fundo, como em “Ponte Aérea” (2014), mas é muito amador, com elenco de coadjuvantes de novela, cenografia “Casas Bahia”, falta de timing humorístico e tom histérico permanente. A equipe vem da produção de séries da TV Rio Sul, braço da Globo no interior carioca, e é sub-Globo em tudo. Igualmente televisivo, “Os Senhores da Guerra” tem ambição épica, porém suas cenas de batalha são encenadas como minissérie da Globo – ou, no caso, da RBS TV, cujo padrão é bem mais elevado que o da TV Rio Sul. Assim como nos longas anteriores de Tabajara Ruas (“Netto Perde Sua Alma”), a produção foca conflitos históricos do Rio Grande do Sul, desta vez a Revolução Federalista do século 19. A carga dramática ganha contornos folhetinescos com a divisão política de uma família, que coloca irmão maragato contra irmão ximango. A distribuidora não revelou o circuito, mas o lançamento chega, além do RS, ao menos em São Paulo. Também rodado no Sul do país, “Lua em Sagitário” é um drama adolescente que acompanha uma garota entediada com seu cotidiano, numa cidadezinha catarinense na fronteira com a Argentina. Em busca de novidades, ela descobre o amor, o rock e os últimos hippies brasileiros. Um deles, claro, é Sergei. A outra é a recém-falecida Elke Maravilha, em seu derradeiro papel. Mas vale prestar atenção na jovem protagonista, a estreante Manuela Campagna, que passa meiguice extrema. Com vivência em documentários, a diretora Marcia Paraiso faz uma boa estreia na ficção, apesar de alguns problemas de dicção de seu elenco. Já o melhor da lista é, disparado, “Mate-me por Favor”, filme de estreantes, que mesmo assim rendeu os prêmios de Melhor Atriz e Direção para a Valentina Herszage e Anita Rocha da Silveira, respectivamente. Interessante como as melhores estreias da semana são dois primeiros filmes de novas diretoras, focados em adolescentes e sem atores globais. “Mate-Me por Favor”, inclusive, seguiu carreira internacional, exibido nos festivais de Veneza, Munique, IndieLisboa e SXSW, arrancando elogios da imprensa internacional – mas não foi submetido à comissão do Oscar. Escrito pela própria diretora, “Mate-me por Favor” explora medo e desejo, manifestando as pulsões de eros e thanatos na descoberta da sexualidade de um grupo de adolescentes numa região violenta, marcada pelo assassinato de meninas da sua idade, com reflexo na repressão feminina. Redondinho, rende várias leituras, prende a atenção do começo ao fim e já tem lugar garantido na seleção de melhores do ano da Pipoca Moderna. Mas pode ser difícil vê-lo, pois a distribuição é limitada e não teve seu circuito divulgado. Por falar em pulsão, há ainda um documentário nacional, “Hestórias da Psicanálise – Leitores de Freud”, que chega em 20 telas, dedicado a refletir a leitura de Sigmund Freud no Freud. Bem feito e convencional. O outro documentário é parte ficção. “Olympia” reflete sobre a realização das Olimpíadas no Rio e seu impacto, repisando o pisoteado tema da corrupção. O diretor Rodrigo Mac Niven (“O Estopim”) parte da construção do campo de golfe num terreno de reserva ambiental, mas o escândalo se passa numa cidade fictícia chamada Olympia, onde as pessoas nascem com asas, que logo são cortadas. A alegoria dilui a denúncia, colateralmente lembrando que no Rio tudo inspira carnaval. A programação se completa com dois lançamentos europeus em circuito limitado. Apesar da popularidade dos personagens, a animação espanhola “Mortadelo & Salaminho – Em Missão Inacreditável” estará disponível em cerca de 20 salas com exclusividade na rede Cinépolis. A produção usa computação gráfica para dar novas dimensões à obra clássica de Francisco Ibáñez e terá, inclusive, algumas exibições em 3D, mas seu humor não reflete a graça dos quadrinhos originais. Por fim, o francês “Meu Rei” chega a oito salas do Rio de Janeiro. Sorte dos cariocas, pois é o melhor filme internacional da semana. Dirigido pela bela atriz, que virou brilhante cineasta Maïween (vejam também “Polissia”), acompanha um romance que se torna um relacionamento abusivo, com cenas de amor e violência doméstica, estendendo-se por anos. Emmanuelle Bercot foi premiada como Melhor Atriz do Festival de Cannes por seu papel, e o elenco ainda inclui Vincent Cassel e Louis Garrel – todos, mais a diretora, indicados ao César, o “Oscar francês”. A expectativa é que o circuito se expanda nas próximas semanas para outras cidades.

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  • Novos Baianos
    Música

    Turnê da volta dos Novos Baianos vai ganhar documentário

    13 de setembro de 2016 /

    A turnê que reúne a formação clássica da banda Novos Baianos vai virar filme. O diretor Paulo Fontenelle (“Divã a 2”) está preparando um documentário sobre os shows, que já passaram por São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. O documentário deve trazer depoimentos dos músicos Moraes Moreira, Baby do Brasil, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor e Luiz Galvão, além de imagens dos shows – são 100 apresentações previstas até o final da turnê – e bastidores. Melhor grupo da geração surgida no embalo do Tropicalismo nos anos 1970, os Novos Baianos gravou grandes clássicos da música brasileira como “O Samba da Minha Terra”, “Preta Pretinha”, “Brasil Pandeiro”, “Acabou Chorare”, “Mistério do Planeta” e “A Menina Dança”. Seu segundo LP, “Acabou o Chorare” (1972), é um dos melhores discos nacionais da década de 1970.

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  • Peter Dinklage holding a wine glass
    Série

    Game of Thrones se torna a série dramática mais premiada da história do Emmy

    12 de setembro de 2016 /

    A Academia da Televisão entregou a primeira leva de troféus Emmy neste fim de semana. A premiação é dividida em duas partes, devido à quantidade de categorias. A primeira metade, que não é televisionada, dedica-se ao lado mais técnico da produção televisiva e é conhecida como os Emmys das Artes Criativas. A cerimônia deste ano acabou destacando a série “Game of Thrones”, que venceu 9 Emmys. Com isso, ela se tornou a série dramática mais premiada da história do evento, acumulando em sua carreira a conquista de 35 troféus. E a distância para o segundo colocado é bastante ampla, deixando para trás “The West Wing” e “Hill Street Blues”, que tiveram 26 prêmios. “Game of Thrones” só não é a série mais premiada de todos os tempos porque, entre as comédias, “Frasier” tem 37 Emmys. Entretanto, este recorde pode cair no próximo domingo (18/9), quando serão entregues os prêmios principais, como Melhor Série de Drama de 2016. A série do canal pago HBO venceu, inclusive, o principal prêmio “técnico” do Emmy, como Melhor Elenco de Série de Drama. O equivalente de Comédia foi para “Veep”, também do HBO, enquanto “The People v O.J. Simpson: American Crime Story”, do FX, venceu como Melhor Elenco de Minissérie ou Telefilme. A premiação também reconheceu os Melhores Atores Convidados. Hank Azaria e Margo Martindale venceram em Drama, por suas participações em “Ray Donovan” e “The Americans”, enquanto Peter Scolari e a dupla Tina Fey e Amy Poehler foram os vitoriosos em Comédia, respectivamente por “Girls” e o programa “Saturday Night Live”. Já a categoria de Documentário foi dominada pelo Netflix, que venceu Melhor Série (“Making a Murderer”), Melhor Telefilme (“What Happened, Miss Simone?”) e todos os prêmios técnicos (com “Making a Murderer”). Outras vitórias de destaque incluem “Archer” como Melhor Série Animada e “Grease Live” como Melhor Especial. Confira abaixo a lista completa dos premiados. Vencedores dos Emmys de Artes Criativas 2016 Melhor Elenco – Série Drama “Game of Thrones” Melhor Elenco – Série Comédia “Veep” Melhor Elenco – Minissérie, Telefilme ou Especial “The People v O.J. Simpson: American Crime Story” Melhor Ator Convidado – Drama Hank Azaria – “Ray Donovan” Melhor Atriz Convidada – Drama Margo Martindale, “The Americans” Melhor Ator Convidado – Comédia Peter Scolari – “Girls” Melhor Atriz Convidada – Comédia Tina Fey e Amy Poehler – “Saturday Night Live” Melhor Coordenação de Dublês de Série Cômica ou de Variedades “Shameless” Melhor Coordenação de Dublês em Série Dramática, Minissérie ou Telefilme “Game of Thrones” Melhor Especial “Grease Live” Melhor Especial de Variedades “The Late Late Show Carpool Karaoke Prime Time Special” Melhor Série de Documentário “Making a Murderer” Melhor Telefilme Documentário “What Happened, Miss Simone?” Mérito Excepcional em Documentário “Cartel Land” “Jim: The James Foley Story” Melhor Direção de Documentário “Making a Murderer” Melhor Roteiro de Documentário “Making a Murderer” Melhor Fotografia de Documentário “Making a Murderer” Melhor Série Animada “Archer” Melhor Episódio Animado “Robot Chicken – Especial de Natal” Melhor Dublagem “Family Guy” Melhor Programa Infantil “It’s Your 50th Christmas, Charlie Brown!” Melhor Reality sem Estrutura Formal “Born This Way” Melhor Reality com Estrutura Formal “Shark Tank” Melhor Apresentador de Reality ou Programa de Competição RuPaul Charles – “RuPaul’s Drag Race” Melhor Direção de Programa de Variedades Ryan McFaul – “Inside Amy Schumer” Melhor Roteiro de Programa de Variedades “Last Week Tonight With John Oliver” Melhor Design de Créditos de Abertura “The Man in the High Castle” Melhor Tema Musical de Abertura “Marvel’s Jessica Jones” Melhor Direção Musical “Danny Elfman’s Music from the Films of Tim Burton” Melhor Composição de Trilha em Minissérie, Telefilme ou Especial “The Night Manager” Melhor Composição de Trilha em Série “Mr. Robot” Melhores Canções Originais “The Hunting Ground” Melhor Coreografia “America’s Best Dance Crew” “Crazy Ex-Girlfriend” Governors Award “American Idol” Melhor Fotografia em Série de Estúdio “Nicky, Ricky, Dicky & Dawn” Melhor Fotografia de Série com Externas “The Man in the High Castle” Melhor Fotografia em Minissérie ou Telefilme “Fargo” Melhor Figurino em Série, Minissérie ou Telefilme Atual “American Horror Story: Hotel” Melhor Figurino em Série, Minissérie ou Telefilme de Época ou Fantasia “Game of Thrones” Melhor Figurino em Programa de Variedades ou Especial “The Wiz Live!” Melhor Direção de Arte em Série de Fantasia ou Atual “Game of Thrones” Melhor Direção de Arte em Série de Época “Downton Abbey” Melhor Direção de Arte de Série de Meia-Hora “Transparent” Melhores Efeitos Visuais “Game of Thrones” Melhores Efeitos Visuais Secundários “Sherlock: The Abominable Bride” Melhor Montagem de Série Cômica com Externas “Crazy Ex-Girlfriend” Melhor Montagem de Minissérie ou Telefilme com Externas “The People v. O.J. Simpson: American Crime Story” Melhor Montagem de Série Cômica de Estúdio “The Big Bang Theory” Melhor Edição de Som em Séries “Black Sails” Melhor Edição de Som em Minissérie, Telefilme ou Especial “Fargo” Melhor Mixagem de som em Série de Meia Hora “Mozart in the Jungle” Melhor Mixagem de Som em Série de Uma Hora “Game of Thrones” Melhor Mixagem de Som em Minissérie ou Telefilme “The People v. O.J. Simpson: American Crime Story” Melhor Maquiagem para Série (Não-Prostético) “Game of Thrones” Melhor Maquiagem em Minissérie ou Telefilme (Não-Prostético) “American Horror Story: Hotel” Melhor Hairstyling em Minissérie ou Telefilme The People v. O.J. Simpson: American Crime Story Melhor Hairstyling em Séries “Downton Abbey” Melhor Direção Técnica, Trabalho de Câmera e Corte em Série ao Vivo “Dancing With the Stars” Melhor Direção Técnica, Trabalho de Câmera e Corte em Telefilme ou Especial ao Vivo “Grease: Live” Melhor Narrador Keith David – Jackie Robinson/PBS Melhor Programa Interativo “The Late Late Show with James Corden” Conquista Artística em Narrativa Interativa “Archer Scavenger Hunt” Melhor Programa Interativo Original “Henry” Melhor experiência social para TV “@Midnight with Chris Hardwick” Melhor Experiência de Usuário e Design Cartoon Network App Experience Melhor Comercial “Love Has No Labels”

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  • Música

    Documentário da turnê de Justin Timberlake ganha trailer

    11 de setembro de 2016 /

    O serviço de streaming Netflix divulgou o trailer do documentário musical “Justin Timberlake + The Tennessee Kids”, que registra o último dia da recente turnê do cantor. Entretanto, o maior atrativo deste filme não é mostrar as músicas e as performances que os fãs de Justin Timberlake já conhecem bem. A obra adentra os bastidores da produção, onde revela, atrás das cortinas, atrás das próprias câmeras, que o olhar particular de sua direção pertence ao cineasta Jonathan Demme. Além de ter um Oscar por “O Silêncio dos Inocentes” (1992), no começo da carreira Demme fez o clássico documentário “Stop Making Sense” (1984), da banda Talking Heads. Nos últimos anos, ele tem se aventurado de volta à produção de documentários musicais, filmando o roqueiro Neil Young, o artista country Kenny Chesney e o jazzista Enzo Avitabile. O novo documentário estreia em 12 de outubro no Netflix, inclusive no Brasil.

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  • Música

    Documentário sobre a recente turnê latina dos Rolling Stones ganha trailer

    10 de setembro de 2016 /

    Os Rolling Stones divulgaram, em seu canal no YouTube, o trailer de um novo documentário. O que há de diferente desta vez é que o filme retrata a recente turnê da banda britânica pela América Latina. A prévia abre com uma panorâmica da baía da Guanabara, mas seu principal destaque é o primeiro show dos Stones em Havana. Graças ao processo de abertura política de Cuba, o vídeo registra como gerações de fãs puderam mostrar sua apreciação pelos Stones, um gesto que já foi considerado atitude política e proibido pela ditadura de Fidel Castro. Isto mesmo: gostar de rock já foi considerado crime em Cuba. Vale lembrar que, nesta mesma época, a juventude esquerdista brasileira também fazia passeatas de protesto contra a guitarra elétrica. Nada que o tempo e a história não vinguem, ao expor ao ridículo. Intitulado “Olé Olé Olé: A Trip Across Latin America”, o documentário combina shows, bastidores, entrevistas, depoimentos de fãs e reflexão histórica. A première mundial vai acontecer no próximo domingo (18/9), durante o Festival de Toronto, mas ainda não há previsão para seu lançamento comercial.

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  • Música

    Supersonic: Documentário sobre a banda Oasis ganha primeiro trailer

    7 de setembro de 2016 /

    A Entertainment One divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Supersonic”, documentário sobre a banda Oasis, produzido pelo cineasta Asif Kapadia, diretor do premiado “Amy” (2015). Repleta de imagens raras, que revivem a era de ouro do Britpop, a prévia mostra o lado brincalhão e a seriedade musical com que a banda encarou sua ascensão nos anos 1990, mas também as brigas e o comportamento destrutivo que levou à sua dissolução, concentrando a história nos dois irmãos que sempre estiveram à sua frente, Liam e Noel Gallagher. O filme tem direção de Mat Whitecross, que, após se consagrar com o premiado documentário político “O Caminho para Guantánamo” (2006), estreou na ficção com dois dramas de temática roqueira, “Sex & Drugs & Rock & Roll” (2010), cinebiografia do cantor Ian Dury, e “Spike Island” (2012), homenagem à banda Stone Roses. A estreia está marcada para 14 de outubro no Reino Unido.

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