50 anos de Sgt Pepper’s renderá edição especial do clássico dos Beatles com direito a documentário
Os 50 anos do álbum “Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, que acontecem em junho, serão comemorados com uma edição especial repleta de atrativos, para deixar os fãs dos Beatles em êxtase. O lançamento comemorativo ganhou até trailer, que destaca todos os bônus da produção, que incluem remixes, demos, versões alternativas, um livro de 144 páginas e até um documentário sobre a gravação, além de outros brindes. Veja abaixo. O pacote “super deluxe” contará com 4 CDs, DVD e um box Blu-ray, mas versões mais simples também estarão disponíveis. “É loucura pensar em como 50 anos atrás, quando estávamos olhando para esse projeto com tanto carinho e um pouco de espanto, quatro caras, um excelente produtor – e seus engenheiros – poderiam fazer uma obra de arte tão duradoura”, disse Paul McCartney em comunicado sobre o projeto. Além de marco da psicodelia, o disco de 1967 também foi revolucionário na forma como usou o estúdio, transformado em “instrumento” para a criação de músicas. A obra foi consequência direta da decisão dos Beatles de abandonar os palcos. Com isso, o quarteto passou a concentrar seus esforços no estúdio, dedicando-se a aperfeiçoar suas gravações, o que levou a técnica da mixagem e efeitos sonoros a um nível nunca antes ouvido. E isto numa época em que os discos ainda eram gravados em apenas quatro canais de som. Os interessados já podem aproveitar a pré-venda da edição comemorativa antes do lançamento no dia 26 de maio.
Filme de Lúcia Veríssimo sobre Os Cariocas e documentário da guerra na Síria abrem o festival É Tudo Verdade 2017
A organização do Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade anunciou os filmes de abertura de sua 22ª, que acontecerá, como nos últimos anos, simultaneamente no Rio e em São Paulo. O filme “Eu, Meu pai e Os Cariocas”, da atriz Lúcia Veríssimo, vai abrir a edição carioca do É Tudo Verdade no dia 19 de abril. Em São Paulo, a abertura será no dia 20, com “Cidade de Fantasmas”, de Matthew Heineman. O festival termina no dia 30 nas duas cidades. “Eu, Meu pai e Os Cariocas” aborda a história do grupo musical Os Cariocas, que ficou conhecido pelos arranjos vocais refinados, que marcaram desde a era do rádio até a bossa nova. Lúcia Veríssimo é filha de um de seus integrantes originais, o maestro Severino Filho (1928-2016). E “Cidade de Fantasmas” acompanha o trabalho de um grupo de jornalistas que se arrisca diariamente para registrar as atrocidades cometidas pelo Estado Islâmico na Síria. A edição deste ano também terá homenagens aos cineastas Alexandre O. Philippe, Andrea Tonacci, Bill Morrison, Jean Rouch e João Moreira Salles. A programação prevê a exibição de 82 títulos de 30 países, dos quais 16 são estreias mundiais. Além disso, o festival terá uma novidade: uma nova competição para longas latino-americanos.
Documentário sobre Heath Ledger ganha seu primeiro trailer
O primeiro trailer e o pôster do documentário sobre a vida de Heath Ledger foi divulgado nesta terça-feira, dia em que o ator completaria 38 anos. “I Am Heath Ledger” faz parte de uma série de documentários produzidos pelo canal americano Spike e mostra um retrato íntimo do ator, utilizando imagens de vídeos caseiros inéditos, filmados por ele mesmo. O documentário também inclui entrevistas com a irmã do ator, Kate Ledger, e o diretor de “O Segredo de Brokeback Mountain”, Ang Lee, que elogia o talento do ator. Ledger, que venceu postumamente o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por sua atuação em “Batman: O Cavaleiro das Trevas” (2008), faleceu em consequência de uma overdose de remédios vendidos com receita médica pouco antes do lançamento do filme, que faturou mais de US$ 1 bilhão em todo o mundo. “I am Heath Ledger” vai estrear no Festival de Tribeca, em Nova York, no dia 23 de abril, passará em cinemas americanos selecionados a partir de 3 de maio e será exibido pelo canal Spike em 17 de maio. Não há previsão para a exibição no Brasil.
Trailer da continuação de Uma Verdade Inconveniente denuncia terrorismo ambiental de Donald Trump
No dia em que Donald Trump assinou resoluções voltadas a retroceder a política ambiental norte-americana, estimulando a emissão de gases estufas por usinas de carvão, a Paramount divulgou o primeiro trailer completo da continuação do premiado documentário “Uma Verdade Inconveniente”, vencedor do Oscar 2007 de sua categoria. A prévia vai na jugular daqueles que, como Trump, consideram um exagero a teoria do aquecimento global, mostrando como a situação se agravou nos dez anos que se passaram desde o primeiro filme e como o mundo vem se unindo para impedir uma catástrofe em escala global. Não por acaso, a primeira cena é um discurso do atual presidente dos EUA, em que ele faz troça do fenômeno. Mais adiante, Trump promete abandonar os esforços das Nações Unidas para impedir o aquecimento global, o que ganha tom de ameaça terrorista na edição do vídeo. Intitulado “An Inconvenient Sequel: Truth to Power”, a produção conta com direção de direção de Bonni Cohen (“The Rape of Europa”) e Jon Shenk (“The Island President”) e traz novamente o ex-vice presidente Al Gore como apresentador e produtor. Para quem não lembra, o longa original foi um marco na conscientização sobre o impacto da poluição na elevação da temperatura na Terra, ao registrar, junto de cientistas, as consequências do derretimento de blocos de gelo das calotas polares e do aumento progressivo do nível do mar. Entretanto, Trump não acredita em nada disso. Ele e Al Gore pertencem a partidos políticos rivais. Após abrir o Festival de Sundance 2017, o filme tem estreia marcada para 28 de julho nos EUA e ainda não possui previsão de lançamento no Brasil.
Heath Ledger será homenageado em série de documentários
A série de documentários “I Am” do canal pago americano Spike dedicará um de seus próximos episódios para tratar da carreira do ator Heath Ledger, que venceu postumamente o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por sua atuação em “Batman: O Cavaleiro das Trevas” (2008). Ele faleceu em consequência de uma overdose de remédios vendidos com receita médica pouco antes do lançamento do filme, que faturou mais de US$ 1 bilhão em todo o mundo. A série de documentários “I Am” é praticamente uma homenagem do canal à diversas celebridades de Hollywood, como Chris Farley (“Um Ninja da Pesada”) e Bruce Lee (“Operação Dragão”). Os homenageados são apresentados a partir de entrevistas feitas com amigos e parentes. O capítulo que homenageia Heath Ledger deve ser exibido ainda este mês.
Série documental sobre a revista Playboy ganha trailer legendado
A Amazon divulgou o trailer legendado da série documental “American Playboy: The Hugh Hefner Story”. Com dez capítulos, a produção traça a trajetória do fundador da revista Playboy, desde sua criação em 1953 até os dias de hoje. A prévia revela o recurso da dramatização, combinando atores (Matt Whelan vive Hefner) com entrevistas e imagens de arquivo para contar a história. O viés é marcadamente congratulatório, mas dois fatos destacados chamam atenção por conferir um perfil mais contestador à publicação: a defesa de Hefner da inclusão de uma reportagem sobre Nat King Cole diante de protestos de distribuidores racistas e o fato de a primeira plateia branca de Aretha Franklyn ter sido um show no Playboy Club. O material usado como fonte para a série consiste de 17 mil horas de filmagens e 2,6 mil fotos dos arquivos de Hefner. A equipe é basicamente a mesma da série documental da Netflix “Roman Empire: Reign of Blood”: o diretor Richard Lopez e os roteiristas Peter Sherman e Jeremy Murphy (mais Brian Burstein, de “The American West”). A estreia está marcada para 7 de abril na plataforma de streaming, inclusive no Brasil
Kleber Mendonça Filho desenvolve série sobre os cinemas de rua do Brasil
O cineasta Kleber Mendonça Filho, diretor de “Aquarius”, vai realizar uma série documental sobre a história de importantes salas de cinema de rua. O projeto foi apresentado na feira de audiovisual Rio Content Market, que se encerrou na sexta (10/3). Na ocasião, o diretor explicou a premissa: “Cada sala funciona como um personagem, e, a partir delas, vamos desenvolvendo outras histórias, mostrando o impacto que elas têm na comunidade”. A série é importante por destacar um aspecto da produção cinematográfica pouco valorizado pelas leis de incentivo e abandonado pela Ancine: o parque exibidor. Durante 20 anos, Kleber Mendonça Filho foi o coordenador do cinema da Fundação Joaquim Nabuco, em Recife, onde tratou de questões comuns aos programadores de cinemas. Ele vai voltar a exercer a mesma função para o Instituto Moreira Salles.
Documentário celebra cinco mestres de Hollywood que filmaram a 2ª Guerra Mundial
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado de “Five Came Back”, um série de documentários que todo cinéfilo deveria assistir. A produção reflete sobre o surgimento da propaganda política, sob o nazismo, e a reação de Hollywood, com o alistamento de cinco dos maiores cineastas que os EUA já produziram, para lutar no front com luzes, câmeras e ação. O filme conta a história destes mestres, que produziram documentários sobre a guerra real, com cenas heroicas, mas também imagens chocantes. E, ao retornarem dessa experiência, devotaram suas energias para criar os melhores filmes de suas carreiras, verdadeiras obras-primas. “Five Came Back” é a história da luta de Frank Capra (“A Felicidade Não se Compra”), John Ford (“No Tempo das Diligências”), George Stevens (“Os Brutos Também Amam”), John Huston (“O Tesouro de Sierra Madre”) e William Wyler (“Ben-Hur”) na 2ª Guerra Mundial, com imagens rodadas por eles mesmos, e comentada por cinco mestres contemporâneos, Steven Spielberg, Francis Ford Coppola, Paul Greengrass, Guillermo del Toro e Lawrence Kasdan. De quebra, ainda há a narração de Meryl Streep para alinhavar a história. Com direção de Laurent Bouzereau (“Roman Polanski: A Film Memoir”), os três episódios de “Five Came Back” estreiam em 31 de março.
Logan é a principal estreia de cinema da semana – e talvez do ano
Principal estreia de cinema nesta quinta (2/3), “Logan” é o segundo filme de super-heróis da Marvel/Fox lançado para maiores de 16 anos no Brasil. O primeiro foi “Deadpool”, no ano passado, completamente diferente em tom. Enquanto o filme estrelado por Ryan Reynolds era insanamente divertido, o último longa de Hugh Jackman como Wolverine aposta na seriedade. Tendo em vista como as produções da DC Comics/Warner se equivocam ao se levar a sério, o acerto de “Logan” abre um novo caminho, deixando claro o que realmente faz diferença. E é bem simples. Desde sua concepção, o longa dirigido por James Mangold evitou se limitar ao mundinho dos fanboys adolescentes. O que a Warner esqueceu, ao buscar um tom mais sombrio para seus filmes, foi que a própria DC Comics buscou o público adulto quando promoveu sua grande guinada rumo a histórias sombrias nos anos 1980. Já faz 30 anos que os quadrinhos de super-heróis se sofisticaram, com o lançamento de graphic novels e o fim do código de ética, um selinho que garantia conteúdo infantil. “Logan” é a versão de cinema dessa revolução. Um filme de super-heróis maduro, influenciado pelo western e passado num mundo tão violento quanto os quadrinhos se tornaram. Não é que “Logan” se afasta dos quadrinhos para se tornar um filme para maiores. Ao contrário. Ele é o primeiro filme que realmente compreendeu o que aconteceu nos quadrinhos nas últimas três décadas. O filme mostrou sua carta de intenções ao fazer uma première num local inusitado: um festival de cinema europeu, em Berlim, onde produções sérias e dramáticas têm prioridade. E acabou sendo a obra mais aplaudida e comentada de todo o evento. A crítica mundial caiu para trás. Nos EUA, onde “Logan” estreia na sexta, os elogios renderam 93% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Nem “Deadpool”, que chegou a ganhar indicações a prêmios dos prestigiosos sindicatos de Hollywood, agradou tanto (84%). Tendo isso em vista, “Logan” ganha sua devida perspectiva. Não é apenas a principal estreia da semana. Pode ser o mais importante lançamento do ano. Seu sucesso ou fracasso influenciará inúmeras decisões sobre o futuro das adaptações de super-heróis em Hollywood. Por via das dúvidas, chega em 1,2 mil salas, num empurrão para virar blockbuster. Apenas mais duas estreias completam o circuito. Uma delas, inclusive, já estava em cartaz em circuito de “pré-estreias pagas”. Último longa americano do Oscar 2017 a estrear no Brasil, “Um Limite entre Nós” rendeu a estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante a Viola Davis, um prêmio que ela vinha ensaiando vencer desde 2009. A atriz já tinha conquistado o equivalente teatral, o Tony Awards, pelo mesmo papel, como uma mãe sofredora nos anos 1950, casada com um lixeiro orgulhoso, numa família endurecida pelo racismo da época, que tenta ensinar a vida para o filho. Denzel Washingon é seu parceiro, indicado ao Oscar e favorito de muita gente ao prêmio – venceu o troféu do Sindicato dos Atores dos EUA (SAG Award). Ele também dirigiu o longa, adaptado postumamente para o cinema pelo autor da peça, August Wilson. O menor lançamento é “Waiting for B”, que, apesar do título, é um documentário nacional sobre a vinda de Beyoncé ao Brasil. O filme se foca no público, sua obsessão pela estrela e a dedicação que leva fãs a acampar diante de uma bilheteria dias antes da data marcada para o show. Foi exibido com sucesso em vários festivais internacionais.
La La Land, ops, Moonlight vence o Oscar 2017
Mais politizado, divertido e atrapalhado de todos os tempos, o Oscar 2017 culminou sua noite, após discursos e piadas disparadas na direção de Donald Trump, premiando o filme errado. No melhor estilo Miss Universo, só após os agradecimentos dos produtores de “La La Land” veio a correção. O vencedor do Oscar de Melhor Filme não foi o anunciado por Warren Beatty e Faye Dunaway. O próprio Beatty explicou ao microfone que tinham recebido o envelope errado, que premiava Emma Stone por “La La Land”. E foi o nome do filme da Melhor Atriz que Dunaway anunciou. O que deve dar origem a uma profusão de memes e piadas foi, na verdade, quase um ato falho. Enquanto a falsa vitória de “La La Land” foi aplaudidíssima, a verdadeira vitória de “Moonlight” foi um choque. De pronto, foi um prêmio para o cinema indie. Um dia antes, “Moonlight” tinha vencido o Spirit Awards, premiação do cinema independente americano. Rodado por cerca de US$ 5 milhões, o filme fez apenas US$ 22,2 milhões nos EUA e jamais venceria um concurso de popularidade. Pelo conjunto da noite, sua vitória também representou um voto de protesto. Menos visto pelo grande público entre todos os candidatos, era o que representava mais minorias: indies, pobres, negros, imigrantes, latinos e gays. Para completar, o ator Mahershala Ali, que venceu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por seu micro papel de traficante cubano radicado em Miami, é muçulmano na vida real – e se tornou o primeiro ator muçulmano premiado pela Academia. Ao todo, “Moonlight” levou três Oscars. O terceiro foi de Melhor Roteiro Adaptado, dividido entre o cineasta Barry Jenkins e Tarell Alvin McCraney, autor da história e da peça original. “La La Land”, porém, venceu o dobro de prêmios: seis ao todo. Entre as conquistas do musical, a principal foi tornar Damien Chazelle o diretor mais jovem a ganhar um Oscar, aos 32 anos de idade. Além disso, Emma Stone venceu como Melhor Atriz. “Manchester à Beira-Mar” e “Até o Último Homem” se destacaram a seguir, com dois Oscar cada. Enquanto o filme de Mel Gibson levou prêmios técnicos, o segundo drama indie mais premiado da noite rendeu uma discutível vitória de Casey Affleck como Melhor Ator e a estatueta de Melhor Roteiro Original para o cineasta Kenneth Lonergan. Viola Davies confirmou seu favoritismo como Melhor Atriz Coadjuvante por “Um Limite Entre Nós”, tornando-se a primeira atriz negra a vencer o Emmy, o Tony e o Oscar. Sua vitória ainda ajudou a demonstrar como o Oscar se transformou com as mudanças realizadas por sua presidente reeleita Cheryl Boone Isaacs, que alterou o quadro de eleitores, trazendo maior diversidade para a Academia. Após um #OscarSoWhite 2016 descrito francamente como racista pelo apresentador Jimmy Kimmel, na abertura da transmissão, a Academia premiou negros como atores, roteiristas e até produtores. Mas o recado foi ainda mais forte, ao premiar os candidatos com maior potencial de dissonância, especialmente aqueles ligados aos países da lista negra de Donald Trump. O diretor inglês de “Os Capacetes Brancos”, Melhor Documentário em Curta-Metragem, sobre o trabalho humanitário em meio à guerra civil da Síria, generalizou em seu agradecimento, mesmo tendo seu cinematógrafo impedido de viajar aos EUA para participar do Oscar. Já o iraniano Asghar Farhadi, que venceu seu segundo Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira com “O Apartamento”, foi na jugular. Sua ausência já era um protesto em si contra o que ele chamou, em texto lido por seus representantes, ao “desrespeito” dos EUA. “Minha ausência se dá em respeito aos povos do meu pais e de outros seis países que foram desrespeitados pela lei inumana que bane a entrada de imigrantes nos Estados Unidos”. Foi bastante aplaudido. Interessante observar que, apesar do clima politizado manifestado por meio da seleção de vencedores, apenas os estrangeiros e Jimmy Kimmel fizeram discursos contundentes. Os americanos sorriram amarelo e agradeceram suas mães, enquanto artistas de outros países provocaram reações pontuadas por aplausos com suas declarações contrárias à política internacional americana. Até Gael Garcia Bernal, convidado a apresentar um prêmio, deixou seu texto de lado para se manifestar “como mexicano”. Menos evidente, mas igualmente subversivo, foi o fato dos serviços de streaming e a TV paga terem se infiltrado na premiação. Assim como aconteceu no Globo de Ouro, Jeff Bezos, dono da Amazon, ganhou destaque e propaganda gratuita (será?) do apresentador no discurso de abertura. A Amazon produziu um dos filmes premiados, “Manchester à Beira-Mar”, e foi a distribuidora oficial de “O Apartamento” nos EUA – filme que, prestem atenção, não entrou em circuito comercial nos cinemas americanos. A Netflix também faturou seu Oscar por meio de “Os Capacetes Brancos”, que – prestem mais atenção – é inédito nos cinemas. Para completar, o Oscar de Melhor Documentário foi para “O.J. Simpson: Made in America”, uma minissérie de cinco episódios do canal pago ESPN. Sinal dos tempos. E sinal de alerta para o parque exibidor. Confira abaixo a lista completa dos vencedores. Vencedores do Oscar 2017 Melhor Filme “La La Land” “Moonlight” Melhor Direção Damien Chazelle (“La La Land”) Melhor Ator Casey Affleck (“Manchester à Beira-Mar”) Melhor Atriz Emma Stone (“La La Land”) Melhor Ator Coadjuvante Mahershala Ali (“Moonlight”) Melhor Atriz Coadjuvante Viola Davis (“Um Limite entre Nós”) Melhor Roteiro Original Kenneth Lonergan (“Manchester à Beira-Mar”) Melhor Roteiro Adaptado Barry Jenkins (“Moonlight”) Melhor Fotografia Linus Sandgren (“La La Land”) Melhor Animação “Zootopia” Melhor Filme em Língua Estrangeira “O Apartamento” (Irã) Melhor Documentário “O.J. Made in America” Melhor Edição John Gilbert (“Até o Último Homem”) Melhor Edição de Som Sylvain Bellemare (“A Chegada”) Melhor Mixagem de Som Kevin O’Connell, Andy Wright, Robert Mackenzie e Peter Grace (“Até o Último Homem”) Melhor Desenho de Produção David Wasco e Sandy Reynolds-Wasco (“La La Land”) Melhores Efeitos Visuais Robert Legato, Adam Valdez, Andrew R. Jones e Dan Lemmon (“Mogli, o Menino Lobo”) Melhor Canção Original “City of Stars”, de Justin Hurwitz, Benj Pasek e Justin Paul (“La La Land”) Melhor Trilha Sonora Justin Hurwitz (“La La Land”) Melhor Cabelo e Maquiagem Alessandro Bertolazzi, Giorgio Gregorini e Christopher Nelson (“Esquadrão Suicida”) Melhor Figurino Colleen Atwood (“Animais Fantásticos e Onde Habitam”) Melhor Curta “Sing” Melhor Curta de Animação “Piper” Melhor Curta de Documentário “Os Capacetes Brancos”
Cinematógrafo de filme indicado ao Oscar 2017 é proibido de embarcar para os EUA
O cinematógrafo Khaled Khatib, que fez parte da equipe do filme britânico “Os Capacetes Brancos”, indicado ao Oscar 2017 de Melhor Documentário em Curta-Metragem, foi proibido de embarcar para os EUA e não poderá assistir à premiação da Academia em Los Angeles, apesar de ter sido convidado. A proibição partiu diretamente do Departamento de Estado do governo americano. Khatib deveria embarcar em Istambul, mas nem sequer chegou ao Aeroporto. Ele foi detido por autoridades turcas, por motivos não revelados, embora possuísse o visto de viagem para os Estados Unidos, e encontra-se em paradeiro desconhecido. Documentos obtidos pela agência Associated Press indicam que o governo americano entrou em contato com as autoridades turcas para impedir sua viagem na véspera do embarque. Khatib nasceu na Síria e tem apenas 21 anos. Ele participou de um dos filmes mais elogiados do Oscar 2017, que registra o trabalho corajoso de voluntários que tentam ajudar as vítimas da guerra civil na Síria. Muitos destes voluntários morreram sob as bombas das forças do governo sírio, vítimas de ataques aéreos. “Os Capacetes Brancos” pode ser assistido na íntegra pela Netflix. Veja abaixo um depoimento do jovem desaparecido sobre o filme.
Framboesa de Ouro premia documentário sobre Hillary Clinton e Batman vs. Superman como piores do ano
A cerimônia de premiação do troféu Framboesa de Ouro, que elege os piores do ano no cinema, preparou terreno para o Oscar 2017, ao fazer uma escolha politizada no anúncio de seu grande vencedor. O documentário “Hillary’s America: The Secret History of the Democratic Party”, produção de extrema direita feita para atacar Hillary Clinton, candidata derrotada por Donald Trump nas últimas eleições presidenciais dos EUA, venceu quatro prêmios, incluindo Pior Filme, Pior Atriz (Rebekah Turner, intérprete de Hillary), Pior Ator (Dinesh D’Souza, no papel de Dinesh D’Souza) e Pior Direção para a dupla Dinesh D’Souza e Bruce Schooley. Apesar de desbancado pela produção política, “Batman Vs Superman: A Origem da Justiça” não decepcionou completamente sua torcida, vencendo também quatro prêmios: Pior Remake/Continuação, Pior Roteiro (Chris Terrio e David S. Goyer), Pior Dupla (Ben Affleck e Henry Cavill, respectivamente Batman e Superman na produção) e Pior Ator Coadjuvante (Jesse Eisenberg, como Lex Luthor). Kristen Wiig foi a nota dissonante, ao quebrar a hegemonia dos dois filmes com a Framboesa de Ouro de Pior Atriz Coadjuvante por “Zoolander 2”. Nem todos os prêmios Razzies (como as Framboesas douradas são conhecidas pelos íntimos) possuem conotação negativa. Um dos troféus celebra a volta por cima de artistas que já disputaram Framboesas e agora colhem louros. O vencedor desta ano foi Mel Gibson, que encantou a crítica ao dirigir “Até o Último Homem”, superando sua fase trash – como vilão em “Machete Mata” e “Os Mercenários 3”, feitos quando estava por baixo – , após protagonizar escândalos pessoais, com acusações de racismo, misoginia e violência. Confira abaixo a lista completa dos premiados. Vencedores do Framboesa de Ouro 2017 Pior Filme Hillary’s America: The Secret History of the Democratic Party Pior Remake, Continuação ou Paródia Batman vs Superman: A Origem da Justiça Pior Atriz Becky Turner (Hillary’s America) Pior Ator Dinesh D’Souza (Hillary’s America) Pior Atriz Coadjuvante Kristen Wig (Zoolander 2) Pior Ator Coadjuvante Jesse Eisenberg (Batman vs Superman) Pior Combinação Ben Affleck e Henry Cavill em Batman vs Superman Pior Diretor Dinesh D’Souza & Bruce Schooley (Hillary’s America) Pior Roteiro Chris Terrio e David S. Goyer (Batman vs Superman) Redimido do Ano Mel Gibson (Até o Último Homem)
Moonlight e A Chegada conquistam o prêmio do Sindicato dos Roteiristas
O Sindicato dos Roteiristas dos EUA surpreendeu ao premiar dois filmes que não estavam entre os favoritos da crítica, na avaliação dos melhores roteiros do ano. “Moonlight – Sob a Luz do Luar” e “A Chegada” foram os grandes vencedores do WGA Awards. O trabalho de Barry Jenkins venceu na categoria de Melhor Roteiro Original derrotando dois candidatos mais incensados, “La La Land – Cantando Estações” e “Manchester à Beira-Mar”. Já a ficção científica roteirizada por Eric Heisserer recebeu a estatueta de Melhor Roteiro Adaptado, superando “Estrelas Além do Tempo”, “Um Limite Entre Nós”, “Animais Noturnos” e o surpreendente “Deadpool”. Entre os documentários, o vencedor foi “Command and Control”. Também nas categorias televisivas houve surpresas. Quem esperava a vitória de“Game of Thrones” ou “Stranger Things” se surpreendeu com a conquista de “The Americans” entre as séries dramáticas. Já “Atlanta” ganhou duplamente, como Melhor Roteiro de Série de Comédia de Melhor Série Estreante.












