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  • Música

    Documentário de Lúcia Veríssimo sobre Os Cariocas vence o festival In-Edit Brasil

    24 de junho de 2017 /

    O documentário “Eu, Meu Pai e Os Cariocas”, estreia na direção da atriz Lúcia Veríssimo, venceu o prêmio do júri no festival In-Edit Brasil, dedicado a documentários musicais. O longa-metragem conta a história do grupo Os Cariocas, conhecido pelos arranjos vocais refinados, que marcaram desde a era do rádio até a bossa nova. Lúcia Veríssimo é filha de um de seus integrantes originais, o maestro Severino Filho (1928-2016). “Eu, Meu Pai e Os Cariocas” também tinha sido exibido como filme de abertura do festival É Tudo Verdade. Agora, ele entrará no circuito In-Edit de festivais pelo mundo e será apresentado no In-Edit Barcelona. A menção honrosa foi para o documentário “Serguei, O Último Psicodélico”, de Ching Lee e Zahy Tata Pur’gte, sobre o cantor e “maluco beleza” Serguei. O prêmio do público será conhecido na cerimônia de premiação deste sábado. O júri do In-Edit deste ano foi composto pela atriz e diretora Helena Ignez, a jornalista, apresentadora e curadora de música Roberta Martinelli, o cineasta, jornalista e curador Duda Leite e o jornalista Marcelo Costa, editor do Scream & Yell, que também escreve na Pipoca Moderna.

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  • Filme

    Diretora do premiado CitizenFour denuncia esforço do WikiLeaks para censurar filme sobre Julian Assange

    20 de junho de 2017 /

    Vencedora do Oscar pelo documentário “CitizenFour”, sobre Edward Snowden, a cineasta Laura Poitras encontrou problemas ao realizar “Risk”, seu novo filme sobre personagem de perfil aparentemente similar: Julian Assange, criador do WikiLeaks. Após o lançamento, ocorrido há uma mês nos EUA, a documentarista e mais dois produtores executivos estariam sofrendo assédio do WikiLeaks. Em artigo publicado na revista Newsweek, Poitras, Brenda Coughlin e Yoni Golijov alegam que Assange e o WikiLeaks enviaram diversas mensagens para a distribuidora do filme, a Neon, com o intuito de retirar o documentário de cartaz. “Nos esforços do WikiLeaks para evitar a distribuição de ‘Risk’, eles estão usando as táticas que, muitas vezes, são usadas contra eles – ameaças legais, falsas afirmações de segurança, ataques pessoais, desinformação. Tudo com as mesmas intenções: suprimir informações e silenciar a fala”, denuncia o trio. Segundo eles, todos os participantes do documentário toparam fazer o filme. “Não temos obrigações com o WikiLeaks ou com a autorização de Assange para divulgar o filme. Estamos protegidos pela Primeira Emenda da Constituição americano por fazermos um jornalismo independente”, afirmam. “Risk” não tem previsão de estreia no Brasil. Veja o trailer do filme abaixo.

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  • Filme

    Documentário Uma Verdade Mais Inconveniente será reeditado para refletir política anti-ambiental de Trump

    3 de junho de 2017 /

    Apesar de já ter sido exibida nos festivais de Sundance e Cannes, a sequência do documentário “Uma Verdade Inconveniente” (2006) sofrerá uma nova edição para refletir a polêmica decisão do presidente Donald Trump de retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris contra a mudança climática. Novas cenas devem ser acrescentadas à produção, que estreia comercialmente a partir de julho. “Remover os Estados Unidos do Acordo de Paris é uma ação imprudente e indefensável”, disse o ex-vice presidente e apresentador do documentário Al Gore em comunicado. “Isso prejudica a posição dos Estados Unidos no mundo e ameaça danificar a capacidade da humanidade de resolver a crise climática a tempo. Mas não se engane: se o presidente Trump não liderar, o povo americano o fará”. Na continuação, intitulada “Uma Verdade mais Inconveniente”, Al Gore mostra como a situação do meio-ambiente se deteriorou desde o lançamento do primeiro longa-metragem, que venceu o Oscar em 2007, e se concentra justamente nos esforços que culminaram no Acordo de Paris, celebrado em 2015. A produção já incluía declarações de Trump como candidato à Casa Branca, nas quais desdenhava o aquecimento global. Mas desde então, o presidente eleito assumiu para si o papel de supervilão ambiental. No final de março, Trump assinou um decreto de incentivo aos produtores de carvão, que começou a desmantelar o legado contra a mudança climática do seu predecessor, Barack Obama. Mas o pontapé definitivo nos esforços climáticos foi a decisão de abandonar o Acordo de Paris em 1 de junho. “Fui eleito para representar os cidadãos de Pittsburgh, não Paris”, ele disse, como justificativa para defender indústrias poluidoras, aumentar a produção de carvão e tomar outras medidas anti-ambientais “em defesa da economia dos Estados Unidos”. “Uma Verdade mais Inconveniente” chegará às salas de cinema americanas em 28 de julho para mostrar as consequências destas decisões. No Brasil, o lançamento está marcado para 9 de novembro.

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  • Música

    Documentário do Sepultura ganha trailer repleto de estrelas do rock pesado

    2 de junho de 2017 /

    A O2 divulgou o pôster e um novo trailer do documentário da banda Sepultura, que acompanha os músicos no palco, nos bastidores, em viagens, em estúdio e em suas casas. E além do “som pauleira” da banda, também traz depoimentos de lendas vivas do heavy metal, que expressam sua admiração pelos brasileiros. A prévia dá uma palhinha das participações de Lars Ulrich (Metallica), Scott Ian (Anthrax), Dave Ellefson (Megadeath), Phil Anselmo (Pantera) e Corey Taylor (Slipknot). Dirigido por Otávio Juliano (“A Árvore da Vida”), “Sepultura Endurance” foi filmado ao longo de sete anos e rendeu mais de mil horas de imagens captadas. Mesmo assim, não conta com participação ou apoio dos irmãos Cavalera, que inclusive vetaram a utilização de suas músicas, demonstrando como o racha entre os membros foi grave e duradouro. Algumas das faixas proibidas estão entre as mais conhecidas do grupo, como “Roots” e “Attitude”. Na premiére realizada em Los Angeles, trechos em que as duas músicas apareciam, tocadas pela atual formação, foram exibidos sem som. No Brasil, o documentário estreia no dia 14 de junho.

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  • Filme

    Mulher-Maravilha estreia em mais de mil salas de cinema

    1 de junho de 2017 /

    “Mulher-Maravilha” é o maior lançamento da semana no Brasil, com uma distribuição em 1,2 mil salas. O longa chega precedido por críticas muito positivas, com 96% de aprovação no Rotten Tomatoes, que o apontam como uma das melhores adaptações de quadrinhos já feitas. Trata-se de uma mudança de percepção gigantesca em relação aos filmes de super-heróis da DC Comics, como “Batman vs. Superman” (2016), que introduziu a heroína. E isto acontece com a primeira superprodução de quadrinhos dirigida por uma mulher neste milênio. Patty Jenkins (do premiado “Monster: Desejo Assassino”) está fazendo História, mas também se destaca o desempenho de Gal Gadot, perfeita no papel. A segunda maior estreia é uma comédia nacional, “Amor.com”, com Ísis Valverde (“Faroeste Caboclo”) e Gil Coelho (“S.O.S.: Mulheres ao Mar 2”), que chega a 336 salas. Seu humor reflete o tema do reality show “As Gostosas e os Geeks”. Na trama, o geek conquista a gostosa, perde a gostosa e tenta reconquistá-la, com o diferencial de que boa parte disso é compartilhado nas redes sociais. Uma história convencional em tempos modernos. O filme marca a estreia solo na direção de Anita Barbosa, que foi diretora assistente de algumas das maiores bilheterias brasileiras do século – como “Se Eu Fosse Você 2” (2009), “De Pernas pro Ar” (2010) e “S.O.S.: Mulheres ao Mar 2” (2015). “As Aventuras de Ozzy” aparece em terceiro. Trata-se de uma animação espanhola sobre cachorros que, mesmo sem o pedigree de “Pets: A Vida Secreta dos Bichos” (2016), mostra que as alternativas no nicho da computação gráfica de bichos falantes estão se aprimorando. A premissa enfoca um dos grandes receios de quem tem cachorrinhos. Quando seus donos precisam viajar, Ozzy é deixado num hotel pet, cuja hospedagem de luxo se revela mera fachada para um regime carcerário, em que os cãozinhos são mal-tratadas e se vêem prisioneiros de ferozes cães de guarda. O drama épico “Z – A Cidade Perdida” completa a lista dos lançamentos de maior alcance. Com grande elenco, encabeçado por Charlie Hunnam (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”), Robert Pattinson (“Mapas para as Estrelas”) e Tom Holland (o novo Homem-Aranha do cinema), conta a história do Indiana Jones da vida real, o Coronel Percy Harrison Fawcett (Hunnam), que deixou a carreira militar para se tornar explorador. Obcecado pela Amazônia, o britânico se embrenhou nas matas brasileiras para encontrar uma cidade que ele chamava de “Z” e acreditava ser El Dorado, a cidade de ouro. Sua última expedição aconteceu em 1925 no Mato Grosso, onde foi visto pela última vez. Há mais três filmes em circuito bastante limitado. “Inseparáveis” não é o que se poderia chamar de cinema de arte. Ao contrário, trata-se de uma comédia concebida como remake de um blockbuster internacional. Para resumir, é a versão argentina do francês “Intocáveis” (2014), que, curiosamente, elimina o elemento racial do original, alimentando o questionamento sobre a falta de negros no cinema argentino. A trama do paraplégico milionário que fica amigo de seu tratador pobre ainda ganhará remake americano em breve. O drama escandinavo “Ande Comigo” também lida com deficiência física e clichês. Após perder uma perna no Afeganistão, um ex-militar tem dificuldades para se reajustar à vida civil e é auxiliado em sua reabilitação por uma bailarina. Os opostos se atraem, como nos romances de cinema. Mas os cinéfilos podem minimizar os lugares-comuns por conta de mais uma boa performance do dinamarquês Mikkel Boe Følsgaard (o rei louco de “O Amante da Rainha”). Por fim, o documentário nacional “O Jardim das Aflições” tem lançamento apenas em sessões especiais, mas mesmo assim chega em cinco capitais (veja onde aqui). A obra do pernambucano Josias Teófilo é um passeio pelos pensamentos filosóficos de Olavo de Carvalho, o anticomunista que na juventude militou no PCB. Sem contraditórios, ele empilha discursos sobre a “autonomia da consciência individual” em oposição à “tirania da coletividade”, no conforto de sua residência nos Estados Unidos, mostrando-se culto e articulado. É bem feitinho com seu orçamento de R$ 300 mil, arrecadados em financiamento coletivo. Mas também um tédio, que se contrapõe à forma como eletrizou a esquerda, a ponto de cineastas provocarem o cancelamento do festival Cine-PE, ao se retirarem da programação num boicote coletivo contra sua inclusão no evento. As críticas ruidosas ao pensamento de Carvalho e a contrariedade com a ideia de se fazer um filme sobre ele são usadas, de forma inteligente, no material de marketing do lançamento. Mas as reações sobressaltadas dariam um filme bem melhor que o retrato plácido realizado. Clique nos títulos em destaque para ver os trailers de todas estreias da semana.

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    Divinas Divas: Documentário premiado de Leandra Leal sobre travestis históricos ganha trailer

    30 de maio de 2017 /

    A Vitrine Filmes divulgou o trailer do documentário “Divinas Divas”, que marca a estreia da atriz Leandra Leal como diretora. A prévia também inclui narração de Leandra, que relembra sua ligação histórica com o Teatro Rival, herança da família, que serviu de palco para inúmeros espetáculos de revista. É neste palco que se passa o filme, documentando a reunião de alguns dos travestis mais famosos do Brasil para um espetáculo musical, com muitas confidências de bastidores. É interessante reparar na forma como eles se referem a si mesmos. No trailer, a famosa Rogéria se diz “o travesti mais família do Brasil”, assim mesmo, no gênero masculino. Além de Rogéria, participam do filme Jane Di Castro, Divina Valéria, Camille K, Fujika de Halliday, Eloína dos Leopardos, Marquesa e Brigitte de Búzios. O documentário acompanha os artistas no processo de construção de um espetáculo que celebra seus 50 anos de carreira. “Divinas Divas” venceu o prêmio do público de Melhor Documentário do Festival do Rio do ano passado, e o mesmo prêmio da Mostra Global do festival americano SXSW (South by Southwest), em Austin, no Texas. O filme estreia no dia 22 de junho.

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  • Filme

    Wim Wenders está filmando documentário sobre o Papa Francisco

    22 de maio de 2017 /

    O diretor alemão Wim Wenders está trabalhando num documentário sobre o Papa Francisco. O projeto tem a participação do pontífice e abordará temas como a ecologia, os migrantes e a justiça social, segundo anúncio da produtora Focus Features. “É um filme de não-ficção significativo, não uma biografia sobre o papa e sim um filme com ele”, destacou a produtora no comunicado. Wim Wenders, que tem já teve três documentários indicados ao Oscar – “Buena Vista Social Club” (1999), “Pina” (2011) e “O Sal da Terra” (2015) – , explicou seu interesse no papa por ele ser “um exemplo vivo de um homem que defende o que diz”. Intitulado “Pope Francis: A Man of his Word” (“Papa Francisco: Um Homem de Palavra”), o filme trará o líder religioso respondendo a perguntas enviadas por pessoas de diferentes países. A ideia é mostrar “a visão do papa Francisco do mundo contemporâneo”, de acordo com o monsenhor Dario Edoardo Vigano, prefeito da Secretaria de Comunicação da Santa Sé, citado no texto. Além da entrevista exclusiva, o filme incluirá imagens de arquivo do Vaticano, que mostram o papa em suas viagens, apresentando suas ideias em vários países. A vida do Papa argentino já rendeu um longa de ficção, “Papa Francisco, Conquistando Corações” (2015), de Beda Docampo Feijóo. A crítica pode ser lida aqui.

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  • Filme

    Documentário Um Casamento encontra em registros de família as angústias da humanidade

    19 de maio de 2017 /

    Logo em suas primeiras cenas, “Um Casamento” dá a dimensão do apetite pela autenticidade com que a documentarista Mônica Simões retoma o passado de seus pais, o professor de filosofia Ruy Simões e a atriz baiana Maria da Conceição Moniz, para levantar um importante debate sobre a sociedade e o casamento. Numa tomada fixa, ela explica à mãe, que todo o trabalho de restituição será filmado em ordem cronológica e estabelece um pacto: tudo que as duas conversarem durante o filme será gravado uma única vez. Não importa os erros, os gaguejos: para chegar o mais próximo da verdade, a espontaneidade será a lei. Dada as coordenadas, Mônica começa a tirar do baú as relíquias da família. A mais inusitada delas, é o filme do casamento da mãe. Ou melhor, o que sobrou daquele registro, já que mal vemos a festa em si. Temos borrões e uma nebulosidade, que, vez por outra, revela o casal abraçado, uma pessoa sorrindo, um bolo sendo cortado… O tempo foi implacável com a cópia de 16 mm. Mas o registro, embora deficiente, permanece. O material quase abstrato, com mais de 50 anos, se espalha pela superfície da tela, enchendo cada quadrante de signos misteriosos. Esses pequenos trechos de verdades quase que inteiramente diluídas deve ter tido uma imensa influência sobre a vida da diretora. São imagens que convidam a imaginar e a especular como o projeto do casamento de Ruy e Maria fracassou. É claro que a cineasta entendia que um dia podia sentar com os pais para uma conversa franca. Aliás, essa não é uma história atípica da natureza humana: somos curiosos, queremos tomar contato com as histórias mal contadas de nossos pais. Queremos saber. Queremos compreendê-los. Só não podemos demorar demais. No caso de Mônica Simões, ela adiou (como todos nós adiamos) essa conversa até se tocar que, com a morte de seu pai, uma parte da história não poderia mais ser revista. Restava para se apegar a mãe, o filme do casamento, os álbuns de família. Há um sentido majestoso na forma como se desenrola o fio das memórias do casamento dos Simões. O exercício do registro das conversas por vezes são bem íntimos. O realismo das relações com a mãe são filmadas sem pudor inútil numa luz que derrota a hipocrisia e adquire uma dimensão moral quase metafísica. O filme do casamento volta a ser exibido várias vezes. Como se fosse a estrofe de um poema a ser reiterada. São as mesmas imagens, mas cada vez elas parecem ganhar um novo significado. Primeiro, transmitem uma sensação de alegria e inocência perdidas, depois, numa segunda exibição, evocam uma certa angústia de como o tempo destrói o passado e, numa terceira vez, torna-se justificativa de como aquele casamento não podia dar certo. Seis anos depois, a mãe pediu a separação. Maria Moniz conta que o marido não gostava de seu lado independente e, quando ela foi trabalhar num jornal, ele teria ficado enciumado com os modos como Maria partilhava ideias libertárias com um companheiro de trabalho. O rompimento foi decisivo para Maria Moniz mudar de vida: tornou-se atriz, articuladora de encontros com poetas e virou uma figura influente no mundo dos tropicalistas baianos. Como não temos em cena depoimentos do pai, a presença paterna torna-se enigmática. Em recordações, mãe e filha sinalizam que Ruy parece ter guardado um rancor de tudo que se passou. A filha encontra nos pertences paternos, fotos em que ele devia estar acompanhado, mas todas essas imagens estão cortadas ou rasgadas, sinal de que talvez ele quisesse apagar suas memórias. Ou ainda tivesse raiva do que fora e de como tudo terminou. É curioso, porque isso leva a intuir sobre o estado deteriorado do filme do casamento. Será que foi o tempo mesmo que destruiu o filme? Ou o pai poderia ter algum tipo de influência no estado de deterioração do registro? Eis, mais uma pergunta sem resposta. Há qualquer coisa de indizível em “Um Casamento”, da natureza das relações, e é realmente fabuloso. No olhar íntegro de Mônica Simões, a ordem secreta do mundo se inscreve sobre a tela com uma naturalidade irresistíveis. Ele não explica nada; o fortuito revela a existência. A beleza de “Um Casamento” escapa a essa hierarquia chata, que, aliás, anda afligindo muitos dos documentários atuais. Essa tendência de tentar vender um cotidiano falso, oportunista, calculado e maquiado, como no Facebook. Uma última palavra: em “Um Casamento”, a coragem de se expor é das mais dolorosas. A filha mantém a obsessão pela verdade, custe o que custar, e percebe-se seu sofrimento por isso. Já a mãe preserva sua meta admirável, de condessa descalça errante, à procura sempre de algo novo mesmo aos 82 anos de idade. Ambas, belas em suas metas e contradições, frágeis e muito humanas. Nada disso é fácil. Mas o resultado tem uma força e verdade ricas e desconcertantes.

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    Diretor de 12 Anos de Escravidão vai filmar documentário sobre Tupac Shakur

    10 de maio de 2017 /

    O diretor inglês Steve McQueen, do filme vencedor do Oscar “12 Anos de Escravidão” (2013), vai filmar um documentário sobre o rapper Tupac Shakur. A produção foi autorizada pela família do músico, assassinado em 1996, que permitirá acesso a vasto material particular. O diretor britânico afirmou estar “muito emocionado” com a chance de explorar a vida de Tupac, a quem conheceu indiretamente em 1993, quando estudava em Nova York. “Poucos, se é que alguém conseguiu, brilharam mais do que Tupac Shakur”, afirmou McQueen em comunicado. “Estou buscando trabalhar, no futuro, muito de perto com sua família para contar a verdadeira história deste talentoso homem”, indicou. Afeni Shakur, a mãe de Tupac, que morreu no ano passado, queria um documentário que mostrasse seu filho “de uma maneira completa”, disse sua irmã Gloria Cox. “Nunca foi nossa intenção reescrever a história de Tupac. Nosso objetivo sempre foi contar a história real, de uma maneira tão completa como nunca antes”, assinalou. O anúncio acontece um mês antes da estreia de um filme de ficção sobre a vida de Tupac, “All Eyez On Me”, que será estrelado por Demetrius Shipp Jr — um ator pouco experiente, mas muito parecido com o rapper. O longa estreia em 16 de junho nos EUA e não tem previsão de lançamento no Brasil. Além deste filme, também está sendo produzido um thriller criminal, baseado na investigação dos assassinatos de Tupac e Notorious B.I.G., que teriam acontecido por culpa da rivalidade musical. Intitulado “LAbyrinth”, o filme vai trazer Johnny Depp como o detetive encarregado do caso, e deve chegar aos cinemas no final do ano.

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    Documentário americano acusa biólogo Richard Rasmussen e a Globo de falsificar denúncia de matança de botos

    9 de maio de 2017 /

    O documentário americano “A River Below”, feito por Mark Grieco e exibido no recente Festival de Tribeca, em Nova York, está acusando o biólogo e apresentador brasileiro Richard Rasmussen, bem como a rede Globo, de forjar uma denúncia de matança de botos cor-de-rosas para exibi-la no “Fantástico”. A reportagem causou impacto e resultou em mudança nas leis de proteção ambientais, relativas à pesca na região da Amazônia. A reportagem exibida em julho de 2014 mostrava imagens de pescadores matando um boto cor-de-rosa para usar sua carne como isca para a pesca de piracatingas, um peixe da região amazônica. Depois de ser cortada, descobre-se que a fêmea morta estava esperando um filhote, e o feto também vira isca. Segundo a denúncia do Fantástico, os animais estavam sendo assassinados “aos milhares”. Depois da repercussão da reportagem, a pesca de piracatinga foi proibida para evitar a morte de mais botos. O documentário alega que foi tudo combinado entre Rasmussen e os pescadores, que nem seriam da região. O filme ainda acusa a mudança na lei de prejudicar a economia do interior amazônico. O diretor americano conta que, quando chegou a mesma vila da reportagem, para desenvolver um filme sobre os botos cor-de-rosa, foi informado pelos habitantes locais que o biólogo teria pago R$ 100 aos pescadores que aparecem no vídeo para matar o animal e gravar a cena. Grieco registrou a acusação e resolveu mudar o foco de seu filme, sugerindo que o apresentador brasileiro teria feito isso para conseguir imagens chocantes capazes de pressionar o governo. Em sua página no Facebook, Rasmussen negou com veemência qualquer fraude na captura das imagens. “A denúncia da matança de botos vermelhos foi necessária para barrar a caça ilegal desses bichos”, afirmou o apresentador que narrou o processo de como descobriu o uso de botos na pesca de piracatinga na região do Solimões e seus afluentes. “Sabíamos que as imagens da matança dos botos seriam importantes. Mas como conseguir uma imagem destas? O crime ocorre no meio da Amazônia em locais ermos, onde as comunidades se protegem e vivem da pesca da piracatinga. Em locais onde não há fiscalização.” Ele então narra como conseguiu conquistar a confiança de uma comunidade que o ajudou no processo das filmagens. “Um cinegrafista que trabalha em minha equipe há mais de 14 anos gravou os pescadores arpoando dois animais e eu fotografei. Foi, definitivamente, um dos trabalhos mais complicados para nós. As imagens, com a devida proteção das pessoas envolvidas, foram entregues à AMPA [que atua na proteção de mamíferos aquáticos da Amazônia], que se tornou detentora legal dos filmes.” Rasmussen ainda conta que foi procurado pelo produtor do filme americano, exibido recentemente no Festival de Tribeca, que também se infiltrou na mesma comunidade onde as cenas exibidas pelo Fantástico foram gravadas. “Colaboramos [com eles] até o fim, mesmo depois de terem omitido suas reais intenções.” Leia abaixo o relato completo do biólogo. A Globo também emitiu um comunicado em que afirma não poder comentar uma acusação que desconhece, pois o documentário não está disponível no Brasil, mas afirma ter se certificado de que não havia irregularidade nas imagens antes da exibição da reportagem. Ou seja, não era uma montagem e não parecia nada ensaiado. Confira abaixo o comunicado da emissora: “A TV Globo não foi procurada pelos autores do documentário e não teve acesso a ele. Como em toda a reportagem que coloca no ar, a Globo sabia quem era o responsável pelas imagens e tomou providências para checar a veracidade das informações. O material foi cedido pela AMPA – Mamíferos Aquáticos da Amazônia, e na gravação bruta, com o áudio ambiente, não havia nada que sugerisse qualquer irregularidade ou método ilícito na captação de imagens. Toda a estrutura em volta da captação e o comportamento dos pescadores mostravam que essa, para eles, era uma prática frequente, que desempenhavam com desenvoltura. Tanto a AMPA quanto o Instituto de Pesquisas da Amazônia viram as imagens e as validaram como legítimas. Tivemos o cuidado ainda de submetê-las ao Ministério Público Federal no Amazonas e fundamentar a reportagem em pesquisas do Instituto de Pesquisas da Amazônia, da UFRJ e da UERJ, que comprovaram, em amostras compradas nos mercados, que havia carne de boto rosa nas vísceras de piracatinga, peixe nocivo à saúde humana por conter altos níveis de metais pesados. Autoridades da preservação já indicavam, na época, que a população de botos estava diminuindo em 10% ao ano por causa da pesca da piracatinga. Para a TV Globo, a correção na apuração jornalística jamais é colocada em risco seja qual for a causa em jogo.” Nota de esclarecimento Estou em viagem captando mais uma série de televisão, com foco na conservação do meio ambiente… Publicado por Richard Rasmussen em Segunda, 8 de maio de 2017

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    HBO prepara documentário sobre a Princesa Diana com aval de seus filhos

    3 de maio de 2017 /

    A HBO anunciou que vai produzir um documentário sobre a Princesa Diana. O longa terá entrevistas com seus filhos, os príncipes Harry e William, “que falam abertamente sobre sua mãe e como a influência dela moldou suas vidas”, de acordo com um comunicado enviado à imprensa. O documentário será exibido 20 anos após a morte de Diana em um acidente de carro em Paris, em setembro de 1997, e terá o olhar dos filhos como principal condutor. “O documentário vai mostrar a Princesa Diana de uma forma que nunca foi vista antes, através dos olhos de duas pessoas que conheciam o seu melhor”, disse o produtor executivo Nick Kent no comunicado da emissora. Atualmente sem título, o filme também contará com contribuições de amigos e outros membros da família de Diana, alguns dos quais nunca falaram publicamente sobre ela, e irá focar seu trabalho filantrópico, que incluiu questões relacionadas com o bem-estar da criança, sem-teto, portadores de HIV e campanhas contra as minas terrestres. Além desse projeto, Diana também será tema de uma série da televisão americana, que se deterá em seu divórcio do Príncipe Charles. Trata-se da 2ª temporada da série “Feud”, que tem previsão de estreia no canal FX para 2018. Sem esquecer que a premiada série “The Crown”, sobre a família real britânica, também deverá abordar em breve sua história na Netflix.

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    Documentário sobre transição de gênero de Laerte ganha primeiro trailer

    2 de maio de 2017 /

    A Netflix divulgou o trailer de seu primeiro documentário brasileiro, “Laerte-se”, que aborda a transição de gênero do cartunista Laerte. Com direção da dupla Lygia Barbosa (“Across the Amazon”) e Eliane Brum (“Gretchen Filme Estrada”), o filme apresenta Laerte em sua intimidade, enquanto toca em assuntos pessoais e políticos, que são importantes para o artista. “Laerte-se” mescla depoimentos de Laerte e conhecidos, entre eles o filho Rafael Coutinho, também cartunista, com tirinhas em que o artista aborda a sua transexualidade. Rafael Coutinho, que ainda a chama de “pai”, conta que combinou com Laerte de o filho o chamar de “vovô”. Em seguida, Laerte aparece brincando com o neto. Em outra cena, Laerte surge discutindo se coloca próteses nos seios com a cantora Rita Lee, que retirou as mamas para se prevenir contra o câncer. “Não coloca, não, dá muito trabalho”, diz Rita. A estreia está prevista para 19 de maio.

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    Oliver Stone entrevistou Vladimir Putin para documentário da TV paga americana

    1 de maio de 2017 /

    Especialista em documentários sobre políticos polêmicos, Oliver Stone entrevistou o atual líder da Rússia, Vladimir Putin, para o canal pago americano Showtime. Intitulado “The Putin Interviews”, o resultado ganhou trailer e será exibido a partir do próximo dia 12 de junho nos EUA. Segundo o site Deadline, Stone realizou cerca de 12 entrevistas ao longo de dois anos, sendo a última deles em fevereiro. Nos vídeos, Putin aborda a eleição presidencial americana, a vitória de Donald Trump e o início da gestão do presidente republicano. O russo ainda fala sobre os legados deixados por Josef Stalin e Ronald Reagan, as relações dele com Bill Clinton, George W. Bush, Barack Obama, a questão da Síria e a Ucrânia, além da situação de Edward Snowden, tema do último filme do diretor. Esta será a primeira entrevista exclusiva de Vladimir Putin para um programa da TV americana desde que assumiu o poder na Rússia em 2000. “Se Vladimir Putin é, de fato, o grande inimigo dos Estados Unidos, devemos, no mínimo, tentar entendê-lo”, afirmou Oliver Stone, em comunicado. Antes de Putin, Oliver Stone já havia realizado documentários com entrevistas de Fidel Castro (“Comandante”, “Looking for Fidel” e “Castro in Winter”) e Hugo Chavez (“Mi Amigo Hugo”), além de um apanhado geral com os líderes populistas da América do Sul (“Ao Sul da Fronteira”).

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