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    Festival É Tudo Verdade 2016 terá 22 estreias mundiais

    26 de março de 2016 /

    A organização do festival É Tudo Verdade anunciou a programação de sua 21ª edição. Serão, ao todo, 85 títulos, dentre os quais 22 são estreias mundiais. Os filmes serão exibidos entre 7 e 17 de abril em São Paulo e no Rio de Janeiro, com entrada gratuita. O primeiro documentário a vencer o Festival de Berlim, “Fogo no Mar” (“Fuocoammare”, no original), de Gianfranco Rosi, vai abrir o festival em São Paulo, no dia 7 de abril. O filme aborda o impacto da onda de refugiados sobre o cotidiano da pequena ilha mediterrânea de Lampedusa, visto pelos olhos do pré-adolescente Samuele. O cineasta italiano já havia vencido o Festival em Veneza em 2013 com outro documentário, “Sacro GRA”. Já a abertura carioca do É Tudo Verdade acontece um dia depois, em 8 abril, com a exibição de outro filme: a estreia mundial de “As Incríveis Artimanhas da Nuvem Cigana”, de Paola Ribeiro e Cláudio Lobato. O longa resgata o movimento de “poesia marginal” do coletivo de poetas Nuvem Cigada, da Zona Sul do Rio nos anos 1970, em plena ditadura militar. Por meio de livros mimeografados e encontros híbridos, entre “happenings” e saraus, batizados de “Artimanhas”, uma nova geração lançou-se na literatura nacional: Bernardo Vilhena, Chacal, Charles, Ronaldo Santos, além do próprio diretor Cláudio Lobato, entre outros. Após as sessões de abertura para convidados, os dois filmes serão exibidos em projeções abertas ao público dentro da programação do festival, que fará ainda uma retrospectiva da obra do diretor Carlos Nader. Haverá também uma mostra especial com documentários sobre Olimpíadas e sessões dedicadas aos cineastas Chantal Akerman, Ruy Guerra, Claude Lanzmann e Haskell Wexler. Em nota, o fundador e diretor do festival, Amir Labaki, afirmou ser “um privilégio apresentarmos uma safra tão excepcional, tanto da produção brasileira, quanto internacional, com a marca muito expressiva de 22 estreias mundiais”. “Foi um processo de seleção particularmente difícil, devido à alta qualidade e ao recorde de inscrições, superando 1,7 mil títulos dos cinco continentes”, completou. Confira, abaixo, a lista dos filmes selecionados para o festival. FESTIVAL É TUDO VERDADE 2016 Competição brasileira: longas ou médias-metragens “Cacaso na corda bamba”, de José Joaquim Salles e Ph Souza Cícero Dias, o compadre de Picasso”, de Vladimir Carvalho “Galeria F”, de Emília Silveira “Imagens do Estado Novo 1937-45”, de Eduardo Escorel “Jonas e o circo sem lona”, de Paula Gomes “Manter a linha da cordilheira sem o desmaio da planície”, de Walter Carvalho “O futebol”, de Sergio Oksman Competição internacional: longas ou médias-metragens “327 cadernos”, de Andrés Di Tella (Argentina/Chile) “Anos claros, de Frédéric Guillaume (Bélgica) “Catástrofe”, de Alina Rudnitskaya (Rússia) “Chicago boys”, de Carola Fuentes e Rafael Valdeavellano (Chile) “Gigante”, de Zhao Liang (França) “Kate interpreta Christine”, de Robert Greene (EUA) “No limbo”, de Antoine Viviani (França) “Nuts!”, de Penny Lane (EUA) “Paciente”, de Jorge Caballero Ramos (Colômbia) “Sob o sol”, de Vitaly Mansky (Rússia/Letônia/Alemanha/República Checa/Coreia do Norte) “Tudo começou pelo fim”, de Luis Ospina (Colômbia) “Um caso de família”, de Tom Fassaert (Holanda/Bélgica/Dinamarca) Competição brasileira: curtas-metragens “A culpa é da foto”, de Eraldo Peres, André Dusek e Joédson Alves “Abissal”, de Arthur Leite “Aqueles anos em dezembro”, de Felipe Arrojo Poroger “Buscando Helena”, de Roberto Berliner e Ana Amélia Macedo “Fora de quadro”, de Txai Ferraz “O oco da fala”, de Miriam Chnaiderman “Praça de guerra”, de Edi Junior “Sem título # 3 : E para que poetas em tempo de pobreza?”, de Carlos Adriano “Vida como rizoma”, de Lisi Kieling Competição internacional: curtas metragens “A visita”, de Pippo Delbono (França) “Caracóis”, de Grzegorz Szczepaniak (Polônia) “Carmen”, de Mariano Samengo (Argentina) “Cosmopolitanismo”, de Erik Gandini (Suécia) “Eu tenho uma arma”, de Ahmad Shawar (Palestina) “Fatima”, de Nina Khada (Alemanha) “Munique 72 e além”, de Stephen Crisman (EUA) “O atirador de elite de Kobani”, de Reber Dosky (Holanda) Programas especiais “Cidadão rebelde”, de Pamela Yates (EUA) “Claude Lanzmann: Espectros do Shoah”, de Adam Benzine (Canadá/Reino Unido/EUA) “Não pertenço a lugar algum – O cinema de Chantal Akerman”, de Marianne Lambert (Bélgica) “O homem que matou John Wayne”, de Diogo Oliveira e Bruno Laet (Brasil) O estado das coisas “Atentados: As faces do terror”, de Stéphane Bentura (França) “Danado de bom”, de Deby Brennand (Brasil) “Faraóis do Egito Moderno (Mubarak/Nasser/Sadat)”, de Jihan El Tahri (França) “Lampião da esquina”, de Lívia Perez (Brasil) “O deserto do deserto”, de Samir Abujamra e Tito Gonzalez Garcia (Brasil) “Overgames”, de Lutz Dammbeck (Alemanha) “Vida ativa – O espírito de Hannah Arendt, de Ada Ushpiz (Israel/Canadá) Foco latino-americano “Allende meu avô Allende”, de Marcia Tambutti Allende (Chile/México) “Favio, a estética da ternura”, de Luis Rodríguez e Andrés Rodríguez (Venezuela) “Gabo: A criação de Gabriel García Márquez”, de Justin Webster (Espanha/Colômbia) “Toponímia”, de Jonathan Perel (Argentina) Retrospectiva brasileira – Carlos Nader “A paixão de JL” “Carlos Nader” “Chelpa Ferro” “Concepção” “Eduardo Coutinho, 7 de outubro” “Homem comum” “O beijoqueiro: Portrait of a serial kisser” “O fim da viagem” “Pan-cinema permanente” “Preto e branco” “Tela” “Trovoada” Mostra especial: Cinema Olympia “Anéis do mundo”, de Sergey Miroshnichenko (Rússia) “Espírito em movimento”, de Sofia Geveyler,Yulia Byvsheva e Sofia Kucher (Rússia) “Olympia 52”, de Chris Marker (Finlândia/França) “Os campeões de Hitler”, de Jean-Christophe Rosé (França) “Um novo olhar sobre Olympia 52”, de Julien Faraut (França) É tudo verdade no Itaú Cultural “Mataram meu irmão”, de Cristiano Burlan (Brasil) “O longo amanhecer – Cinebiografia de Celso Furtado”, de José Mariani (Brasil) “Rocha que voa”, de Eryk Rocha (Brasil) É tudo verdade no Circuito de Cinema: Cine Olido – Documentários olímpicos brasileiros “As incríveis histórias de um navio fantasma”, de André Bomfim “Bete do peso”, de Kiko Mollica “João do voo – A história de uma medalha roubada”, de Sergio Miranda e Pedro Simão “Maria Lenk, a essência do espírito olímpico”, de Iberê Carvalho “Meninas”, de Carla Gallo “México 1968 – A última Olimpíada livre”, de Ugo Giorgetti “Ouro, suor e lágrimas”, de Helena Sroulevich “Se essa vila não fosse minha”, de Felipe Pena “Reinado Conrad – A origem do iatismo vencedor”, de Murilo Salles É tudo verdade no Circuito SPCine de cinema: CEUS Butantã, Jaçaná, Meninos e Quinta do Sol “Cidade cinza”, de Marcelo Mesquita e Guilherme Valiengo (Brasil) “Premê – Quase lindo”, de Alexandre Sorriso e Danilo Moraes (Brasil)

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    Batman vs. Superman vai ocupar 45% de todo o circuito de cinema do Brasil

    24 de março de 2016 /

    O aguardado lançamento de “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça” chega nesta quinta (24/3) a 1.331 salas de cinema do Brasil. Isto equivale a 45% de todas as telas disponíveis no país, entre elas 867 com projeção 3D e 12 salas Imax. O monopólio de salas tem o objetivo de, além de permitir acesso ao grande público, garantir seu sucesso. Uma conquista garantida pela falta de outras opções. A aposta da Warner Bros. é alta – fala-se em US$ 400 milhões de gastos entre produção e divulgação – e deposita, sobre os ombros largos da produção, a responsabilidade de ampliar seu universo de personagens de quadrinhos no cinema. O longa mostra pela primeira vez o encontro dos principais heróis da editora DC Comics. Além do Superman, vivido por Henry Cavill (“O Homem de Aço”), e a estreia do Batman de Ben Affleck (“Argo”), a produção introduz a Mulher Maravilha, interpretada por Gal Gadot (“Velozes & Furiosos 6”). O desejo de garantir seu sucesso vai além do esgotamento do mercado. A crítica ficou impedida de escrever sobre o filme até a última hora. Com isso, ganharam destaque as opiniões dos fãs, que babaram sobre a obra, criando uma expectativa positiva. Mas, agora, com as primeiras sessões em andamento, não há mais como esconder os problemas do filme. O site Rotten Tomatoes, que mede a aprovação dos críticos americanos, avaliou as primeiras resenhas e constatou o tom negativo: apenas 32% das críticas são positivas. Muito sombrio, lotado de efeitos e pirotecnia, e amarrado por uma narrativa absurda, o filme é o equivalente cinematográfico de um show de heavy metal. Para a sorte da Warner, há muitos fãs de rock pesado em todo o mundo. Mas, vale lembrar, é o pop levinho (Marvel) que vende mais. Quem não quiser ver super-heróis terá poucas opções em cartaz, e a maioria são filmes bíblicos. Dois novos lançamentos juntam-se a “Ressurreição”, que estreou na semana passada, e à novela “Os 10 Mandamentos”, que ganha nova edição limitada, com cenas inéditas, especialmente para a Semana Santa. No clima da Páscoa, “O Jovem Messias” chega a 278 salas. Adaptação do best-seller de Anne Rice (a escritora de “Entrevista com o Vampiro”), o filme narra a infância de Jesus. Apesar de cobrir um período narrado apenas em Evangelho Apócrifo, a produção consegue ser mais estereotipada que os filmes de Páscoa dos anos 1950 – o menino Jesus é um loirinho que nasceu onde seria a Palestina, vejam só. O outro lançamento religioso, “Nos Passos do Mestre”, vai na linha oposta e ocupa o circuito limitado, abrindo em apenas oito salas (cinco em São Paulo, duas em Fortaleza e uma em Boa Vista). Qual a diferença? Para começar, traz um Jesus brasileiro. Misturando cenas contemporâneas com a encenação de Jesus entre os Apóstolos, o filme nacional questiona a maioria dos dogmas cristãos sob um viés espírita. Longe de ser um presépio, pode criar saias-justas na Páscoa. A programação ainda destaca “Conspiração e Poder”, uma espécie de anti-“Spotlight”, que passou em branco nos EUA, apesar do bom elenco. O filme traz Robert Redford como o prestigiado âncora americano Dan Rather e Cate Blanchett como sua produtora, que, na ânsia de dar um furo de notícia, usa fontes maliciosas e divulga uma mentira escandalosa sobre o então presidente George W. Bush, que lhes custa suas carreiras. O filme é uma lição de humildade para o jornalismo investigativo que se propõe a ser paladino da justiça. Como os EUA preferem idealizar a imprensa, “Spotlight” venceu o Oscar, enquanto “Conspiração e Poder” percorreu circuito alternativo, fazendo apenas US$ 2,5 milhões. De todo modo, seu timing cai bem no circuito brasileiro. O circuito limitado ainda destaca o brasileiro “A Luneta do Tempo”, primeiro longa dirigido pelo cantor Alceu Valença, que conta a história de dois rivais do agreste pernambucano durante a década de 1930. A produção será exibida em 14 salas, exclusivamente na rede Cinépolis. Completam a programação o drama islandês “Desajustados” (em quatro salas no Rio e São Paulo), o documentário “No Vermelho”, sobre ambulantes nas avenidas de Belo Horizonte (por sinal, lançado apenas numa sala de Belo Horizonte), e o drama romeno “Autorretrato de uma Filha Obediente (uma sala em São Paulo). Estreias de cinema nos shoppings Estreias em circuito limitado

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    José Carlos Avellar (1936 – 2016)

    18 de março de 2016 /

    Morreu o crítico e curador José Carlos Avellar, que comandou a RioFilme e era responsável pela programação dos cinemas do Instituto Moreira Salles. Ele faleceu na manhã desta sexta-feira (18/3), no Rio de Janeiro, aos 79 anos, por complicações decorrentes da quimioterapia. Avellar estava internado no Hospital São Lucas, em Copacabana, onde tratava um linfoma. Nascido no Rio de Janeiro em 1936, Avellar foi um importante pensador do cinema brasileiro. Formado em jornalismo, trabalhou durante duas décadas no Jornal do Brasil, onde se estabeleceu como um dos críticos de cinema mais importantes do país. Ele também fez filmes. Nos anos 1960 e 1970 dirigiu três curtas, além de ter exercido a função de diretor de fotografia, produtor e editor em outros filmes, como os documentários “Ião” (1976), de Geraldo Sarno, e “Triste Trópico” (1974), de Arthur Omar. Seu principal legado aconteceu entre 1995 e 2000, quando foi diretor da RioFilme, responsável pelo lançamento de dezenas de longas no período, que ficou conhecido como Retomada do cinema brasileiro. Também participou de júris oficiais e de crítica de festivais internacionais como Veneza e Cannes, e foi, por muitos anos, o representante brasileiro da crítica no Festival de Berlim. Avellar lançou seis livros de ensaios sobre cinema, entre eles “O Chão da Palavra: Cinema e Literatura no Brasil” (2007), no qual analisa clássicos nacionais adaptados de livros, e “O Cinema Dilacerado” (1986). Em dezembro de 2006, foi condecorado pelo governo francês com a láurea de Chevalier des Arts et Lettres. Desde 2008, Avellar era responsável pela programação dos cinemas do Instituto Moreira Salles, que se despediu do curador com uma nota que reverencia sua capacidade. “Avellar era capaz de rememorar cenas específicas, descrevendo em detalhes um singelo plano, de um filme assistido décadas atrás. Seus artigos e ensaios exibiam um vasto conhecimento da produção mundial e da história do cinema”, diz o comunicado.

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    Zootopia é a maior e melhor estreia em semana repleta de bons lançamentos no cinema

    17 de março de 2016 /

    Numa semana repleta de bons lançamentos, o mais amplo é “Zootopia – Essa Cidade É o Bicho”, nova animação da Disney, que chega em 950 salas (600 em 3D e 12 em Imax). O estúdio de Walt Disney, que tem como símbolo um animal falante que se veste como gente, trouxe a premissa antropomórfica à sua maturidade com “Zootopia”, uma obra repleta de intertexto, capaz de lidar com preconceitos e estereótipos, e trazer uma mensagem relevante de inclusão, enquanto diverte como poucas. Não só a coelha Judy Hopps e o raposo Nick Wilde são ótimos personagens, mas o ambiente elaborado em que vivem, repletos de coadjuvantes hilários, vira do avesso a história dos desenhos antropomórficos, gênero que, no passado, serviu para perpetuar inúmeros preconceitos raciais. Ágil, esperta, vibrante e bastante engraçada, a produção é simplesmente a melhor animação de bicho falante da Disney desde que os curtas do Mickey Mouse se tornaram falados. Não há como elogiá-la mais que isso.   O épico “Ressurreição” tem a segunda maior distribuição da semana, ocupando 470 salas no vácuo do sucesso de “Os 10 Mandamentos”. Entretanto, apesar de sua narrativa estar fortemente ligada à origem do cristianismo, a produção é menos estridente em sua pregação religiosa. Na verdade, opta pela abordagem oblíqua, como “O Manto Sagrado” (1953), “Ben-Hur” (1959) e “Barrabás” (1961), clássicos do gênero sandália e espada que incluem histórias de Jesus. Na trama, Joseph Fiennes (que já foi “Lutero”) vive um centurião romano cético, que tem a missão de averiguar a ressurreição de Jesus e desmentir o boato do milagre. O resultado é uma aventura bem melhor que o esperado, com direito a um Jesus finalmente retratado como (Yeshua) um homem de pele mais escura e sem olhos azuis (o maori Cliff Curtis, da série “Fear the Walking Dead”). Em 86 salas, o suspense brasileiro “Mundo Cão” marca o reencontro do diretor Marcos Jorge com o roteirista Lusa Silvestre, que fizeram juntos o ótimo “Estômago” (2007). Mas os clichês de gênero e a dificuldade com que o clima tenso se encaixa no início mais leve e cômico deixam o filme nas mãos do elenco, que impressiona por sua capacidade de fazer o espectador embarcar na sua história de vingança setentista, sobre um homem violento, em busca de justiça pela morte de seu cachorro nas mãos de um funcionário do Departamento de Controle de Zoonoses (a popular carrocinha). Lázaro Ramos (“O Vendedor de Passados”) e Babu Santana (“Tim Maia”) estão ótimos como protagonistas, Adriana Esteves (“Real Beleza”) perfeita como a esposa evangélica, mas a surpresa fica por conta da jovem Thainá Duarte, em sua estreia no cinema, poucos meses após debutar como atriz na novela “I Love Paraisópolis” (2015).   O circuito limitado destaca mais dois filmes brasileiros, ambos documentários. “Eu Sou Carlos Imperial” resgata uma figura histórica, fomentador da Jovem Guarda e cafajeste assumido, que escreveu hits, estrelou pornochanchadas e foi jurado de calouros do Programa Sílvio Santos. Repleto de imagens de arquivo e entrevistas exclusivas com Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Eduardo Araújo, Tony Tornado, Dudu França, Mário Gomes e Paulo Silvino, o filme tem direção da dupla Renato Terra e Ricardo Calil, que já havia realizado um ótimo resgate da história musical brasileira em “Uma Noite em 67” (2010). Chega em apenas três salas do Espaço Itaú, no Rio e em São Paulo. Por sua vez, “Abaixando a Máquina 2 – No Limite da Linha” é desdobramento de um documentário anterior sobre a ética do fotojornalismo, do “uruguaio carioca” Guillermo Planel. Com imagens muito potentes (de fato, sensacionais) e tom crítico, o filme mergulha nos protestos que se seguiram à grande manifestação de junho de 2013, questionando a cobertura da mídia tradicional, ao mesmo tempo em que abre espaço para a autoproclamada “mídia ninja”, buscando refletir o jornalismo na era das mídias sociais – que, entretanto, é tão ou até mais tendencioso. Desde que o filme foi editado, por sinal, aconteceram as maiores manifestações de rua do Brasil, que, além de historicamente mais importantes, politizaram o país com um debate que escapou da reflexão filmada – e que a tal “mídia ninja” faz de tudo para menosprezar. Será exibido em apenas uma sala, no Cine Odeon no Rio.   Entre os filmes de arte que pingam nos cinemas, o que chega mais longe é “Cemitério do Esplendor”, nova obra climática do tailandês Apichatpong Weerasethakul, que venceu a Palma de Ouro em 2010 com “Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas”. Ocupa oito salas – quatro no Rio e as demais em Niterói, Maceió, Porto Alegre e São Paulo. A trama se desenvolve em torno de um hospital na Tailândia que recebe 27 soldados vítimas de uma estranha doença do sono. O drama francês “A Linguagem do Coração”, de Jean-Pierre Améris (“O Homem que Ri”) faz o público chorar em apenas seis salas (quatro em São Paulo, mais Porto Alegre e Campinas). Passada em 1885, mostra a dedicação de uma freira para ajudar uma menina nascida surda e cega a ter convívio social. A história é baseada em fatos reais. Por fim, a comédia dramática argentina “Papéis ao Vento” ocupa uma única sala, o Cine Belas Artes em Belo Horizonte. Trata-se da mais recente adaptação do escritor Eduardo Sacheri (“O Segredo dos Seus Olhos”), que a direção de Juan Taratuto (“Um Namorado para Minha Esposa”) transforma em filme sensível e envolvente, comprovando a qualidade atual do cinema argentino. A história gira em torno de três amigos que decidem recuperar o investimento do quarto integrante da turma, recém-falecido, que apostou tudo o que tinha num jogador de futebol decadente. Divertido e humanista, pena o lançamento ser invisível pra a maioria dos brasileiros, pois é questão vital aprender como o cinema de nuestros hermanos consegue ser popular e artístico simultaneamente. Estreias de cinema nos shoppings Estreias em circuito limitado

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    Vencedor do Festival de Berlim vai abrir É Tudo Verdade em São Paulo

    16 de março de 2016 /

    Primeiro documentário a vencer o Festival de Berlim, “Fogo no Mar” (“Fuocoammare”, no original), de Gianfranco Rosi, vai abrir o Festival É Tudo Verdade, em São Paulo, dia 7 de abril. O longa de Rosi aborda o impacto da onda de refugiados sobre o cotidiano da pequena ilha mediterrânea de Lampedusa, visto pelos olhos do pré-adolescente Samuele. O cineasta italiano já havia vencido o Festival em Veneza, em 2013, com outro documentário, “Sacro GRA”. A edição carioca do É Tudo Verdade começa um dia depois, em 8 abril, com a exibição de outro filme: a estreia mundial de “As Incríveis Artimanhas da Nuvem Cigana”, de Paola Ribeiro e Cláudio Lobato. O longa resgata o movimento de “poesia marginal” do coletivo de poetas Nuvem Cigada, da Zona Sul do Rio nos anos 1970, em plena ditadura militar. Por meio de livros mimeografados e encontros híbridos, entre “happenings” e saraus, batizados de “Artimanhas”, uma nova geração lançou-se na literatura nacional: Bernardo Vilhena, Chacal, Charles, Ronaldo Santos, além do próprio diretor Cláudio Lobato, entre outros. “O festival deste ano não poderia ter aberturas mais cativantes, ainda que em estilos e por razões muitos distintos”, observou o fundador e diretor do É Tudo Verdade, Amir Labaki, em comunicado. “”Fogo no Mar’ trata com incrível delicadeza e notável talento narrativo a crise humanitária dos refugiados na Europa. É uma enorme honra apresentá-lo em pré-estreia na abertura paulista e agradecemos profundamente a Gianfranco Rosi e a JeanThomas Bernardini da Imovision por este privilégio”. Já ‘As As Incríveis Artimanhas da Nuvem Cigana` é uma festa”, prossegue Labaki. “Paola Vieira e Claudio Lobato fizeram um filme colagem, divertido e amoroso, em extraordinária harmonia com o espírito daquele coletivo que marcou época na poesia marginal dos anos 1970. O festival é imensamente grato a eles por confiá-lo a nosso público da abertura carioca”. Após as sessões de abertura para convidados, os dois filmes serão exibidos em projeções abertas ao público dentro da programação do festival, que vai até o dia 17 de abril em São Paulo e Rio. Criado em 1996 pelo crítico Amir Labaki, o festival chega a sua 21ª edição já devidamente consagrado como o principal evento dedicado a documentários do Brasil – e há quem diga até de toda a América Latina.

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  • Música

    Veja o primeiro teaser de Guitar Days, documentário sobre o rock indie brasileiro

    27 de fevereiro de 2016 /

    O documentário “Guitar Days” divulgou seu primeiro teaser, como parte de sua campanha de arrecadação. Até agora filmado com recursos do próprio diretor Caio Augusto Braga, o filme busca completar sua verba no site de financiamento coletivo Catarse. A produção cobre uma lacuna nos filmes sobre a música brasileira, mapeando o cenário alternativo-independente do rock nacional, com foco específico no movimento iniciado pelas bandas dos anos 1990, que aumentaram o volume das guitarras e passaram a cantar em inglês, lixando-se para o mercado. Com duração de 50 dias, a campanha prevê vários “prêmios” para os colaboradores, desde um CD inédito, que será lançado junto do filme, com músicas das bandas retratadas, até participação nos créditos do longa como apoiador. Confira – e apoie – no site oficial. A expectativa dos produtores é finalizar o filme até julho, desde que a verba (R$ 95,7 mil) seja levantada. É importante ressaltar que “Guitar Days” não conta com verba de edital ou leis de incentivo, mesmo assim correu o país, de Fortaleza ao Rio Grande do Sul, registrando mais de 50 entrevistas com músicos, produtores, jornalistas e donos de casas noturnas envolvidos na história do rock alternativo brasileiro. Entre as bandas registradas, incluem-se Pin-Ups, Second Come, Brincando de Deus, CSS, Far From Alaska, Garage Fuzz, Hateen, Killing Chainsaw, Low Dream, Mickey Junkies, Lava Divers, PELVs, Stellar, Valv, Wry, dentre outras.

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  • Etc,  Filme

    Assista: Reação à intolerância, documentário Bichas vira fenômeno nas redes sociais

    25 de fevereiro de 2016 /

    Fenômeno nas redes sociais brasileiras, o documentário “Bichas” já teve mais de 200 mil visualizações no YouTube desde que foi disponibilizado em 20 de fevereiro. O filme consiste de depoimentos de seis gays, com histórias e perfis diversos, e foi inspirado por uma violência sofrida pelo diretor, após um desconhecido lhe apontar uma arma por rdyst num grupo em que dois homens andavam de mãos dadas. “Suas bichas, vou atirar em você”, teria dito o valente heterossexual. Publicitário, o jovem pernambucano Marlon Parente decidiu se defender tirando o poder ofensivo da palavra “Bichas”. Pegou uma câmera emprestada, comprou um microfone de R$ 10 e filmou seis amigos com luz natural – sem verba para iluminador. Depois, editou todo o material sozinho e lançou na internet. Foi o que bastou. Políticos, atores e músicos começaram a compartilhar o filme nas redes sociais. E, em três dias, “Bichas” atingiu 100 mil visualizações. A repercussão também rendeu, nesta semana, diversas matérias na imprensa do eixo Rio-SP, além de um convite para Marlon exibir “Bichas” no festival de cinema O Cubo, no Rio de Janeiro. Confira, abaixo, seus 39 minutos na íntegra.

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  • Filme

    Fim de semana terá sessões gratuitas de filmes brasileiros

    25 de fevereiro de 2016 /

    Quer ver bons filmes brasileiros de graça nos cinemas? A semana marca o início da retrospectiva Novíssimo Cinema Brasileiro, realizada pelo Cinusp, o complexo cinematográfico da USP (Universidade de São Paulo), que programou uma seleção com os melhores filmes recentes do país em duas salas de exibições, na Cidade Universitária e no Centro Universitário Maria Antônia, em São Paulo. A lista inclui “Que Horas Ela Volta?”, de Anna Muylaert, “Olmo e a Gaivota”, de Petra Costa e Lea Glob, “Califórnia”, de Marina Person, “Casa Grande”, de Fellipe Barbosa, “Boi Neon”, de Gabriel Mascaro, e vários outros. O evento também contará com debates com a presença de cineastas e promoverá as pré-estreias de quatro filmes que ainda não entraram no circuito comercial: “Garoto”, de Julio Bressane, “Para Minha Amada Morta”, de Aly Muritiba, “Ato, Atalho e Vento”, de Marcelo Masagão, e “Zoom”, de Pedro Morelli. Serão, ao todo, 17 filmes exibidos de graça até 13 de maio. A programação completa, com horários, está disponível no site oficial. Com alcance ainda mais amplo, nesta quinta (25/2) começa a exibição gratuita do documentário “A Paixão de JL”, de Carlos Nader, vencedor do festival É Tudo Verdade 2015. A produção foi patrocinada pelo Espaço Itaú, que a disponibilizará simultaneamente em seis cidades (Brasília, Curitiba, Porto Alegre, São Paulo, Salvador e Rio). Criado a partir dos diários gravados em fitas cassete pelo artista plástico José Leonilson, o filme registra seus últimos anos de vida, antes de morrer vítima da Aids em 1993. Igualmente impactante e belo, conquistou tanto o prêmio do juri quanto da crítica no É Tudo Verdade do ano passado – a terceira vitória do diretor Carlos Nader no festival de documentários. Confira os cinemas e os horários das sessões no site oficial do Espaço Itaú. Além disso, o Cinearte da capital paulista realiza no sábado (26/2) a mostra de encerramento da 2ª edição do projeto É Nóis na Fita – curso gratuito de cinema dirigido a jovens de 15 a 20 anos -, exibindo 10 curtas realizados por seus alunos, com a presença da cineasta Tata Amaral (“Hoje”) e da idealizadora do projeto, a diretora e atriz Eliana Fonseca (“Coisa de Mulher”). Mais informações no site oficial.

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  • Filme

    Berlim: Documentário sobre brasileiro fuzilado na Indonésia impacta festival

    15 de fevereiro de 2016 /

    Tal como “Antes o Tempo não Acabava” e “Mãe É Só Uma”, também “Curumim”, o terceiro filme brasileiro da mostra Panorama, agradou ao público do Festival de Berlim. Numa sessão realizada ontem fora da zona do festival, o que naturalmente implica numa participação muito mais local e menos internacional, Marcos Prado recebeu muitos aplausos por aquele que está sendo considerado pela crítica o melhor representante do Brasil no festival. O diretor partiu de um material de origem já de si muito forte (o caso de Marcos “Curumim” Archer, executado na Indonésia por tráfico de drogas) e não desperdiçou – criando um filme intenso, comovente e suscitando muitas questões. Nas conversas no final da sessão, Prado mostrou um estilo muito direto, admitindo as culpas do seu protagonista sem fazer julgamentos ou propor moralismos. Preso em 2003, Archer foi quem fez contato com Prado para pedir que ele filmasse sua história, “como um diário do corredor da morte”. Os dois se conheciam desde a juventude. Imagens proibidas do brasileiro em sua cela, feitas com uma câmera e um celular que ele mantinha escondidos, integram a produção junto com 80 horas de telefonemas semanais gravados pelo diretor, assim como a recriação do fuzilamento. Tudo feito sem nenhum apoio da embaixada do Brasil na Indonésia, que não o ajudou nem para entrar na prisão e falar com Marco. O resultado é impactante. Todos os filmes nacionais competem pela prêmio do público, que define os vencedores da seção Panorama. Dos três, “Mãe É Só Uma”, de Anna Muylaert, vencedora no ano passado, foi o que mais agradou aos espectadores.

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