Stan Lee vai ganhar documentário na Disney+
A Marvel Studios divulgou o primeiro teaser de “Stan Lee”, documentário produzido para a Disney+ que vai narrar a vida e a obra de um dos maiores quadrinistas da História. A prévia destaca as participações de Lee nos filmes da Marvel, mas o documentário deve ir além disso, abrangendo grande parte da carreira do artista. Stan Lee foi um lendário escritor, editor e publisher da Marvel Comics, cujas criações redefiniram os quadrinhos de super-heróis e influenciaram a indústria cultural de forma permanente, consagrando-as como blockbusters de Hollywood. Diferente dos heróis tradicionais dos quadrinhos, os personagens de Stan Lee eram defeituosos, fosse devido a um problema no coração, como o Homem de Ferro, fosse por causa de uma deformação física como o Coisa, do Quarteto Fantástico. Eram mal-compreendidos como os X-Men. Tinham crises de identidade, como o Capitão América que não entendia o mundo dos anos 1960. Mas, principalmente, podiam ser iguais a seus leitores adolescentes, como o Homem-Aranha, que sofria de coração partido, falta de dinheiro e gripe comum. Infelizmente, todo o esforço artístico de Stan Lee não lhe rendeu reconhecimento imediato. Quadrinhos foram considerados uma forma de expressão insignificante por muitas décadas. O que acabou proporcionando a maior surpresa da vida do escritor, como ele mesmo mencionava, quando o grande mestre do cinema italiano Federico Fellini o procurou em seu escritório, em Nova York, para elogiar suas obras e querer conversar sobre o Homem-Aranha. Em 2009, a Walt Disney Company comprou a Marvel Entertainment por US$ 4 bilhões, transformando os personagens criados por Lee em blockbusters e dando ao artista uma nova atividade, como o figurante de Hollywood mais famoso de todos os tempos. Assim como fazia Alfred Hitchcock em seus filmes, Lee passou a aparecer compulsoriamente em todas as produções da Marvel, tanto no cinema quanto na TV, ganhando assim um status de celebridade. A produção da Disney não será o primeiro documentário sobre a vida de Stan Lee. Em 2010, foi lançado “With Great Power: The Stan Lee Story”, que também narrava a trajetória do escritor. O título do documentário faz referência a uma famosa frase que o Tio Ben diz a Peter Parker nos filmes do “Homem-Aranha”. O teaser do novo documentário foi divulgado nesta quarta (28/12) por um motivo especial. Nesta data, Stan Lee comemoraria 100 anos – ele morreu em 12 de novembro de 2018. O filme vai estrear em 2023 na Disney+.
“Avatar: O Caminho da Água” ultrapassa US$ 1 bilhão nas bilheterias
O filme “Avatar: O Caminho da Água” já arrecadou mais de US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais, passados apenas 14 dias após seu lançamento. Com isso, a obra de James Cameron se tornou o filme que mais rápido chegou nessa marca em 2022. Ao todo, apenas três filmes ultrapassaram US$ 1 bilhão neste ano: “Top Gun: Maverick” (que demorou 31 dias para atingir essa bilheteria) e “Jurassic World: Domínio” (que levou mais de quatro meses). Desde o começo da pandemia, apenas um filme atingiu a marca bilionária mais rápido: “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” (2021), que levou 12 dias. Ao longo da História, porém, apenas seis filmes conseguiram arrecadar mais de US$ 1 bilhão em suas duas primeiras semanas de lançamento. Ou seja, é uma façanha e tanto. Ao todo, “Avatar: O Caminho da Água” rendeu US$ 317 milhões nos EUA e Canadá e US$ 712 milhões no resto do mundo. Apesar dos números grandiosos, o filme ainda não se tornou lucrativo. Como os custos de produção e divulgação de “Avatar” são muito altos – e os lucros no mercado estrangeiro são reduzidos, porque uma grande parcela fica com os distribuidores internacionais -, o próprio Cameron admite que “O Caminho da Água” precisa lucrar muito mais. Segundo uma estimativa divulgada por ele antes, o filme precisaria render cerca de US$ 2 bilhões para se tornar lucrativo. Mas estimativas mais otimistas do mercado sugerem que o “break even” pode acontecer com US$ 1,5 bilhão. O primeiro “Avatar” (2009) se tornou a maior bilheteria da história, com US$ 2,97 bilhões em todo o mundo. Porém, além das qualidades da obra, o filme original também foi beneficiado pela “novidade” da tecnologia 3D, pouco usada naquela época. Já a continuação precisa enfrentar um mercado que ainda não se estabilizou após a pandemia, e prejudicado pelo ressurgimento do vírus na China e pelo conflito da Rússia contra a Ucrânia, que fechou o mercado russo ao filme. “Avatar: O Caminho da Água” acompanha a família dos personagens Sully (Sam Worthington) e Neytiri (Zoe Saldaña), introduzindo seus filhos, que são forçados a buscar asilo com uma tribo litorânea ao serem expulsos de sua comunidade na floresta pelos invasores da Terra. O elenco também inclui a volta da maioria dos atores do primeiro filme – como Sigourney Weaver, Stephen Lang, CCH Pounder, Joel David Moore e Matt Gerald (mas não Michelle Rodriguez!) – , junto com novidades como Kate Winslet (“O Leitor”), Michelle Yeoh (“Star Trek: Discovery”), Oona Chaplin (“Game of Thrones”), Edie Falco (“Nurse Jackie”) e Cliff Curtis (“Fear the Walking Dead”). Assista abaixo ao trailer do filme.
James Cameron cortou 10 minutos de tiros em “Avatar 2” para não glamorizar armas
O cineasta James Cameron cortou cerca de 10 minutos de cenas de tiroteios do filme “Avatar: O Caminho da Água” por não querer glamorizar o uso de armas em cenas de ação, devido ao aumento de violência armada nos Estados Unidos. “Na verdade, cortei cerca de 10 minutos do filme de cenas ação com armas de fogo”, disse Cameron à revista Esquire Middle East. “Eu queria me livrar de um pouco da feiúra, encontrar um equilíbrio entre a luz e a escuridão.” O diretor disse ainda que “você tem que ter conflito, é claro. Violência e ação são a mesma coisa, dependendo de como você olha para isso. Esse é o dilema de todo cineasta de ação, e sou conhecido como um cineasta de ação”. “Eu olho para trás para alguns filmes que fiz e não sei se gostaria de fazer esses filmes agora”, contou o diretor. “Não sei se gostaria de fetichizar a arma, como fiz em alguns filmes de ‘O Exterminador do Futuro’ há mais de 30 anos, em nosso mundo atual.” “O que está acontecendo com as armas em nossa sociedade revira meu estômago”, disse Cameron. “Fico feliz por morar na Nova Zelândia, onde eles baniram todos os rifles de assalto duas semanas depois daquele horrível tiroteio na mesquita alguns anos atrás”, acrescentou ele. Recentemente, o diretor falou sobre um possível retorno à franquia “O Exterminador do Futuro” e já deixou claro que, caso isso aconteça, sua abordagem seria diferente. “Se eu fizesse outro filme do ‘Exterminador do Futuro’ e talvez tentasse lançar aquela franquia novamente, o que está em discussão, mas nada foi decidido, eu faria muito mais sobre o lado da IA [Inteligência Artificial] do que dos robôs malvados enlouquecidos”, disse ele ao podcast “Smartless”. “Avatar: O Caminho da Água” está em cartaz nos cinemas e já rendeu mais de US$ 950 milhões nas bilheterias mundiais. A continuação acompanha a família dos personagens Sully (Sam Worthington) e Neytiri (Zoe Saldaña), introduzindo seus filhos, que são forçados a buscar asilo com uma tribo litorânea ao serem expulsos de sua comunidade na floresta pelos invasores da Terra. O elenco também inclui a volta da maioria dos atores do primeiro filme – como Sigourney Weaver, Stephen Lang, CCH Pounder, Joel David Moore e Matt Gerald (mas não Michelle Rodriguez!) – , junto com novidades como Kate Winslet (“O Leitor”), Michelle Yeoh (“Star Trek: Discovery”), Oona Chaplin (“Game of Thrones”), Edie Falco (“Nurse Jackie”) e Cliff Curtis (“Fear the Walking Dead”). Assista abaixo ao trailer de “Avatar: O Caminho da Água”.
“Avatar 2” liderou bilheterias de Natal no Brasil
Sucesso mundial, “Avatar: O Caminho da Água” liderou as bilheterias do Brasil durante o fim de semana do Natal. O filme de James Cameron levou 657,4 mil pessoas aos cinemas brasileiros e faturou R$ 15,48 milhões entre quinta e domingo (25/12), segundo dados da consultoria ComScore. Os números representam uma queda de 64% em relação à estreia e é efeito colateral de um lançamento exagerado, que colocou o filme em cerca de 70% de todos os cinemas do país na semana passada. Quem queria ver correndo, já viu. A Disney, por sinal, dominou a lista dos filmes mais vistos no país. Em sua sétima semana de exibição, “Pantera Negra: Wakanda para Sempre” ficou na 2ª posição, assistido por 36 mil pessoas e com faturamento de R$ 732,3 mil em ingressos vendidos. Em 3º, a Disney emplacou a animação “Mundo Estranho”, que foi lançada em streaming nesse fim de semana e mesmo assim foi visto por 20 mil espectadores nos cinemas, faturando R$ 403,6 mil. O estúdio só não dominou completamente o Top 5 porque o relançamento de “Saga Crepúsculo: Amanhecer — Parte 1”, da Paris Filmes, se meteu no 4º lugar, com 8,1 mil pessoas e arrecadação de R$ 111,8 mil. Mas o 5º lugar também foi da Disney: o terrir “O Menu”, com público de 3,2 mil e R$ 78,1 mil em ingressos vendidos. Confira abaixo os trailers das maiores bilheterias da semana no Brasil. 1 | AVATAR: O CAMINHO DA ÁGUA | 2 | PANTERA NEGRA: WAKANDA PARA SEMPRE | 3 | MUNDO ESTRANHO | 4 | A SAGA CREPÚSCULO – AMANHECER: PARTE 1 | 5 | O MENU |
“Avatar 2” lidera bilheterias com quase US$ 900 milhões mundiais
“Avatar: O Caminho da Água” enfrentou a pior tempestade de neve dos últimos anos na América do Norte e venceu. O filme de James Cameron liderou as bilheterias com US$ 56 milhões em sua segunda semana em cartaz. Com isso, chegou a US$ 279,6 no mercado interno. Mas foi no exterior, com clima mais ameno, que o filme estourou de verdade. Foram US$ 168,6 milhões no fim de semana de Natal, para um total global de US$ 601,7 milhões, segundo apuração do Box Office Mojo. Ao todo, a produção da 20th Century/Disney já chegou a US$ 881,3 milhões mundiais. A expectativa é que atinja US$ 900 milhões na segunda (26/12) e US$ 1 bilhão antes de sexta (30/12). Mas mesmo ao atingir a marca bilionária, “Avatar 2” continuará longe de se pagar. Isto porque custou entre US$ 350 milhões e US$ 400 milhões para ser produzido, o que provavelmente é recorde na história de Hollywood. Em entrevistas sobre os custos, o diretor indicou que o filme precisaria arrecadar US$ 2 bilhões para ser considerado um sucesso. O primeiro “Avatar” (2009) faturou US$ 2,9 milhões entre seus vários relançamentos, quantia que é a maior arrecadação de todos os tempos. A principal concorrência do filme nas telas foi a animação “Gato de Botas 2: O Último Pedido”, que estreou na quarta (21/12) nos EUA e Canadá. A produção da DreamWorks Animation/Universal ficou num distante 2º lugar com US$ 11,4 milhões no fim de semana. Contando a abertura desde quarta, o faturamento chega a US$ 24,7 milhões domésticos e US$ 57,1 mundiais. Aprovado pela crítica e o público americanos, com 95% no Rotten Tomatoes e nota A no CinemaScore, “Gato de Botas 2” estreia no Brasil em 5 de janeiro. Outras estreias ficaram em 3º e 4º lugares: a cinebiografia de Whitney Houston, “I Wanna Dance With Somebody”, e o épico hollywoodiano “Babilônia”, estrelado por Brad Pitt e Margot Robbie. Os dois lançamentos tiveram um desempenho muito abaixo do esperado. Enquanto a cinebiografia musical fez US$ 5,7 milhões, o drama de época faturou apenas US$ 3,5 milhões. Em comum, também compartilharam críticas negativas. Ambos foram considerados medíocres, com 46% e 55% de aprovação no Rotten Tomatoes, respectivamente. “I Wanna Dance With Somebody – A História de Whitney Houston” tem estreia marcada para 12 de janeiro no Brasil, enquanto “Babilônia” chega no dia 19. Completando o Top 5, “Pantera Negra: Wakanda para Sempre” arrecadou mais US$ 3 milhões para a Disney no fim de semana. Ao todo, a superprodução de super-heróis já contabiliza US$ 801 milhões mundiais. Confira abaixo os trailers das maiores bilheterias da semana nos EUA e Canadá. 1 | AVATAR: O CAMINHO DA ÁGUA | 2 | GATO DE BOTAS 2: O ÚLTIMO PEDIDO | 3 | I WANNA DANCE WITH SOMEBODY | 4 | BABILÔNIA | 5 | PANTERA NEGRA: WAKANDA PARA SEMPRE |
Estrela de novelas bíblicas será mulher preconceituosa em série de streaming
Afastada das telas desde a novela “Amor Sem Igual” (2019), na Record TV, a atriz Day Mesquita estará na série “How To Be a Carioca”, na Star+. Depois de trabalhar em produções bíblicas, como “Os 10 Mandamentos” e “Jeusus”, ela viverá uma mulher conservadora e preconceituosa. Desenvolvida por Carlos Saldanha, criador de “Cidade Invisível” e diretor das animações “A Era do Gelo”, “Rio” e “Ferdinando”, a série é baseada no livro homônimo da americana Priscilla Goslin. Lançado em 1992, “How To Be a Carioca” descreve, de maneira cômica, hábitos e manias dos cariocas — como aquela balançada vigorosa do cabelo, jogando-o para a frente e para trás, quando as mulheres saem do mar. A produção vai mostrar, em tom de comédia, as experiências dos estrangeiros no Rio. Todos os episódios reúnem atores brasileiros e internacionais. E o elenco nacional conta também com Seu Jorge, Malu Mader, Douglas Silva, Raquel Villar e Débora Nascimento. As gravações já foram finalizadas, mas ainda não há previsão de estreia.
Estreias: Os filmes mais esperados pra ver em casa no Natal
A programação de filmes em streaming está especialmente feliz no fim de semana do Natal. Em clima de Papai Noel, as plataformas estão disponibilizando blockbusters, como “Top Gun: Maverick”, e filmes esperadíssimos, casos da continuação de “Entre Facas e Segredos” e a nova versão do clássico infantil “Matilda”. Para marcar a data, não falta sequer o especial de Natal do Porta dos Fundos, que já virou tradição como o peru da ceia natalina. Confira abaixo 10 dicas de lançamentos para assistir com a família ou bem longe dela na sua noite feliz. | GLASS ONION: UM MISTÉRIO KNIVES OUT | NETFLIX A continuação de “Entre Facas e Segredos” (2019) volta a trazer o detetive Benoit Blanc (personagem de Daniel Craig) às voltas com um crime sangrento. Desta vez, ele é apenas um dos muitos fãs de mistérios reunidos na ilha de um milionário para resolver um assassinato de brincadeira. Só que tudo se torna sério quando as luzes se apagam e alguém cai morto de verdade. Como um dos convidados do evento, Blanc logo toma a frente da investigação, vendo-se às voltas com um grupo diversificado de suspeitos excêntricos e ricos, que mentem e não têm álibis perfeitos. A lista de investigados inclui Leslie Odom Jr. (“Uma Noite em Miami”), Kathryn Hahn, (“WandaVision”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Kate Hudson (“Music”), Jessica Henwick (“Matrix Ressurections”), Madelyn Cline (“Outer Banks”) e Edward Norton (“O Incrível Hulk”), que interpreta o dono da ilha. A primeira de duas sequências de “Entre Facas e Segredos” (2019) desenvolvidas pelo diretor-roteirista Rian Johnson para a Netflix teve uma première bastante aplaudida no Festival de Toronto, atingindo 93% de aprovação no Rotten Tomatoes. Além disso, figurou no Top 10 dos melhores filmes do ano da National Board of Review (NBR), a mais antiga associação de críticos dos EUA. | TOP GUN: MAVERICK | PARAMOUNT+ A maior bilheteria do ano é também o melhor filme da carreira de Tom Cruise, que chega aos 60 anos no auge de sua trajetória. Aplaudidíssimo no Festival de Cannes, “Top Gun: Maverick” voou alto com 97% de aprovação da crítica contabilizada no Rotten Tomatoes, tornando-se o filme mais bem avaliado da filmografia do ator. E atingiu um feito ainda mais impressionante nas bilheterias, com US$ 1,4 bilhão de arrecadação, recorde da carreira de Tom Cruise e maior faturamento de 2022. O mais interessante é que “Top Gun: Maverick” é um filme-fetiche de Tom Cruise, idolatrando-o sem pudor. Toda a trama gira em torno dele, ao retomar o papel que o projetou no cinema de ação. O longa chega a repetir vários elementos do lançamento original – recriações de cenas e até de música-tema – , mas se prova muito melhor que a velha propaganda de recrutamento militar, lançada em 1986 com trilha pop da MTV. Principalmente porque os tempos mudaram. Pilotos de caça viraram uma espécie em extinção nos conflitos modernos de drones. Não há glamour nos jogos de guerra à distância, e nesse sentido o patriotismo da antiga produção virou um espetáculo anacrônico. Neste contexto, o personagem Maverick retorna mais humilde e tendo uma última chance, após um percurso sem promoções, como instrutor da escola de pilotos em que se graduou. E ele vai precisar lidar com alunos que o acham ultrapassado, entre eles o filho amargurado de Goose (Anthony Edwards), falecido no filme de 1986. O desafio se torna ainda maior quando tem que liderar os pilotos numa situação de batalha real. O filho de Goose é vivido por Miles Teller (“Whiplash”) e os demais intérpretes de pilotos são Monica Barbaro (“Chicago Justice”), Glen Powell (“Estrelas Além do Tempo”), Danny Ramirez (“Falcão e o Soldado Invernal”), Jay Ellis (“Insecure”) e Lewis Pullman (filho de Bill Pullman, visto em “A Guerra dos Sexos”). Além deles, o elenco ainda inclui Jennifer Connelly (“Expresso do Amanhã”), Ed Harris (“Westworld”), Jon Hamm (“Mad Men”) e Val Kilmer, que também reprisa seu papel do primeiro “Top Gun” como Iceman. A direção é de Joseph Kosinski, que já tinha dirigido Cruise na sci-fi “Oblivion” (2013) e se consagra de vez no comando das cenas aéreas. Para ver nas maiores Smart TVs e sentir toda a vertigem. | HOMEM-ARANHA: SEM VOLTA PARA CASA (VERSÃO ESTENDIDA) | HBO MAX Esta é a segunda versão do maior blockbuster da era pandêmica, com 11 minutos de cenas a mais, que aumentam as participações dos Homens-Aranhas do multiverso. Lançada em setembro nos cinemas, a edição estendida chegou a liderar as bilheterias, repetindo o sucesso da estreia original, tamanha a adoração dos fãs pela produção. Não por acaso, o longa é um grande “fan service”, com tudo o que os fãs sonharam um dia ver na tela. O filme que conclui a trajetória do Peter Parker vivido por Tom Holland também abre o multiverso e infinitas possibilidades no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) com participações especiais – todas que os fãs pediram – e citações envolvendo 20 anos de cronologia do herói, desde o primeiríssimo “Homem-Aranha” de 2002. Nisso, os roteiristas Chris McKenna e Erik Sommers se superaram, conseguindo dar sentido ao excesso e tornando o “fan service” indispensável para a narrativa. Há cenas de muita ação, comédia de rir à toa e tragédia para soluçar de choro. Não é à toa que foi considerado o melhor filme do Homem-Aranha já feito – há quem diga que é o melhor filme do MCU. Com tanto sucesso, nem precisavam anunciar, mas já está oficializado que, apesar de concluir a trilogia dirigida por Jon Watts, este ainda não é o fim da história de Tom Holland e Zendaya na Marvel. | MATILDA: O MUSICAL | NETFLIX O clássico infantil do escritor Roald Dahl, que já tinha virado filme em 1996 – um campeão da “Sessão da Tarde” – ganha sua versão musical. É a mesma história, apenas mais caricatural e coreográfica, inspirada nas montagens teatrais do West End londrino e da Broadway – que conquistaram sete Olivier Awards e cinco Tony Awards. Para quem não lembra, a personagem-título é uma jovem prodígio que começa a frequentar a escola, onde seu estilo excêntrico é antagonizado pela diretora cruel da instituição, Sra. Trunchbull. Quando Matilda descobre que tem superpoderes, resolve lutar contra o reinado de terror da reitora. Desta vez, o confronto acontece com muita cantoria e danças, além de exagero teatral. Para se ter ideia, a diretora da escola costumava ser vivida por um homem nos teatros – por isso, Ralph Fiennes (o Voldemort de “Harry Potter”) chegou a ser sondado para o papel. Mas foi Emma Thompson quem acabou ganhando a vaga na produção, numa rara interpretação de vilã após uma carreira repleta de personagens infantis bonzinhos, como Nanny McPhee e a professora Trelawney, da franquia “Harry Potter”. Com a ajuda de efeitos especiais, ela se transforma numa antagonista gigante e brutal. O papel de Matilda ficou com a menina irlandesa Alisha Weir, de 12 anos, que se destacou na série “Darklands” (2019), enquanto Lashana Lynch (“Capitã Marvel”) foi escalada como a professora boazinha Srta. Honey. Andrea Riseborough (“A Vida Extraordinária de Louis Wain”) e Stephen Graham (“Venom: Tempo de Carnificina”) também estão no elenco como os pais da menina superpoderosa. A estreia na Netflix vai acontecer no dia de Natal (25/12). | MUNDO ESTRANHO | DISNEY+ A animação é um marco de representatividade na filmografia da Disney, ao destacar como protagonista um adolescente gay de pais birraciais. O filme também possui uma forte mensagem de aceitação de diferenças e ressalta a importância do meio ambiente. E essa combinação de temas, capaz de dar urticária em conservadores, é a maior ousadia já vista numa produção infantil da Disney até hoje. Apesar disso, a história em si não se afasta muito do modelo das aventuras familiares tradicionais do estúdio. A trama acompanha a missão de uma família de exploradores espaciais que, anos depois do sumiço de seu velho patriarca, retorna ao mundo estranho em que ele desapareceu, um lugar desconhecido e traiçoeiro, cheio de criaturas fantásticas e prontas para engolir qualquer um. E para a surpresa de todos, eles encontram o velho aventureiro vivendo naquele lugar inóspito como se fosse um paraíso. Mas a grande descoberta da viagem é perceber que a maior ameaça que podem enfrentar são as diferenças entre eles. O filme tem roteiro de Qui Nguyen e direção de Don Hall, dupla responsável por “Raya e o Último Dragão” (2021), e o elenco de dubladores originais é encabeçado por Jake Gyllenhaal e Dennis Quaid, que voltam a viver pai e filho 18 anos depois de “O Dia Depois do Amanhã”, enquanto Jaboukie Young-White (“Only Murders in the Building”) encarna o filho e neto gay dos dois. Outras vozes famosas da versão legendada são Lucy Liu (“Elementary”), Gabrielle Union (“Doze é Demais”) e Alan Tudyk (“Resident Alien”). | MINÚSCULOS: O FILME | MUBI A impressionante, brilhante e linda animação franco-belga se passa no mundo dos jardins, onde um grupo de formigas pretas e sua amiga joaninha festejam a descoberta de torrões precisos de açúcar. Entretanto, a posse desse tesouro é contestada por formigas vermelhas violentas, tornando a viagem para o formigueiro, com a carga cobiçada, uma aventura repleta de perigos. Premiado com o César (o Oscar francês) de Melhor Animação de 2013, o longa é baseado numa série infantil dos diretores Thomas Szabo e Hélène Giraud, e fez tanto sucesso que deu origem a uma continuação, lançada cinco anos depois. | PORTA DOS FUNDOS: O ESPÍRITO DO NATAL | PARAMOUNT+ O novo especial de fim de ano do Porta dos Fundos troca a tradição das piadas religiosas por clima de terror. O filme acompanha seis amigos que odeiam o Natal e decidem passar o fim de ano juntos numa casa de campo isolada. Só que logo começam a ouvir barulhos sinistros e passam a acreditar que são observados. De repente, a tela é respingada de sangue. Um deles mata acidentalmente um invasor misterioso, vestido de vermelho, na noite do dia 24 de dezembro. A partir daí, uma sucessão de situações estranhas começa a ocorrer, como ataques de renas selvagens e o surgimento de anões/elfos assassinos, fazendo o grupo acreditar que matou Papai Noel. A produção reúne Antonio Tabet, Thati Lopes, Rafael Portugal, Evelyn Castro, Fabio Porchat e Raphael Logam sob o comando do diretor Rodrigo Van Der Put, responsável pelos especiais anteriores. | A QUEDA | VOD* O thriller de sobrevivência acompanha duas jovens presas no alto de uma torre de metal há 600 metros de altura. As duas amigas estão acostumadas a escalar grande alturas juntas e, após vivenciarem um drama numa de suas experiências recentes, planejavam se reconectar com o que mais amam numa escalada simples ao topo de uma torre de TV remota e abandonada, com mais de 600 metros de altura e localizada no meio do deserto. Elas só não contavam em ficar presas e isoladas naquele lugar sem sinal de celular, água ou pessoas por perto. O elenco destaca Grace Caroline Currey (de “Shazam!”) e Virginia Gardner (de “Fugitivos da Marvel”), além de Jeffrey Dean Morgan (“The Walking Dead”). Já a direção é de Scott Mann (“O Sequestro do Ônibus 657”) e os produtores são os mesmos de “Medo Profundo: O Segundo Ataque”, que também acompanhou garotas em perigo por conta de uma aventura arriscada. Sucesso de crítica, a produção atingiu 78% de aprovação no Rotten Tomatoes. | A CASA SOMBRIA | STAR+ O terror atmosférico traz Rebecca Hall (“Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas”) como uma viúva recente, que começa a desvendar os segredos perturbadores de seu marido recentemente falecido, especialmente os que se referem à arquitetura pouco convencional de sua casa, que parece assombrada. Exibido no Festival de Sundance do ano passado, o filme impressionou a crítica, alcançando 88% de aprovação. A direção é de David Bruckner (“O Ritual”), que comandou o reboot recente de “Hellraiser”. | A ILHA DE BERGMAN | MUBI O primeiro longa em inglês da francesa Mia Hansen-Love, premiada como Melhor Diretora no...
James Cameron já filmou cenas de “Avatar 3” e “Avatar 4” para evitar “efeito Stranger Things”
O cineasta James Cameron revelou que já adiantou a filmagem de algumas cenas das vindouras sequências “Avatar 3” e “Avatar 4” para evitar que os membros mais jovens do elenco envelhecessem. A revelação foi feita pelo próprio diretor, em entrevista à revista Entertainment Weekly, na qual ele usou a série “Stranger Things” como um exemplo do que não deve ser feito. O filme mais recente da franquia, “Avatar: O Caminho da Água”, apresenta dois personagens jovens: Tuk (Trinity Jo-Li Bliss, que tinha 7 anos quando foi escalado e agora tem 13) e Spider (Jack Champion, que tinha 12 quando foi escalado, mas agora tem 18). Segundo Cameron, o ator Jack Champion estava “crescendo como uma erva daninha”, e por isso ele precisou filmar suas cenas antes. O diretor justificou a sua escolha dizendo que, “caso contrário, você tem – e eu amo ‘Stranger Things’ – o ‘efeito Stranger Things’, em que eles ainda deveriam estar no ensino médio [mas] parecem ter 27 anos”, disse Cameron. “Sabe, eu amo essa série. Tudo bem, vamos suspender a descrença. Nós gostamos dos personagens. Mas você sabe.” O produtor Jon Landau também revelou no mesmo artigo que os próximos filmes contarão com novos biomas. “Cada filme apresentará ao público novos clãs, novas culturas em Pandora”, disse ele. “Uma vez que introduzimos um personagem, eles continuam fazendo parte da evolução contínua. Nós apenas adicionamos a ele. Portanto, você pode esperar ver o Metkayina que conheceu neste filme nos filmes subsequentes. Existem outros clãs que apresentaremos no filme 3 que você verá no filme 4 e assim por diante.” “Avatar: O Caminho da Água” está em cartaz nos cinemas e já rendeu mais de meio bilhão de dólares nas bilheterias mundiais. A continuação acompanha a família dos personagens Sully (Sam Worthington) e Neytiri (Zoe Saldaña), introduzindo seus filhos, que são forçados a buscar asilo com uma tribo litorânea ao serem expulsos de sua comunidade na floresta pelos invasores da Terra. O elenco também inclui a volta da maioria dos atores do primeiro filme – como Sigourney Weaver, Stephen Lang, CCH Pounder, Joel David Moore e Matt Gerald (mas não Michelle Rodriguez!) – , junto com novidades como Kate Winslet (“O Leitor”), Michelle Yeoh (“Star Trek: Discovery”), Oona Chaplin (“Game of Thrones”), Edie Falco (“Nurse Jackie”) e Cliff Curtis (“Fear the Walking Dead”). “Avatar 3” tem estreia prevista para 2024 e “Avatar 4” para 2026. Assista abaixo ao trailer de “Avatar: O Caminho da Água”, que está atualmente em cartaz nos cinemas.
Disney faturou mais de US$ 4 bilhões em bilheteria em 2022
A Disney ultrapassou a marca de US$ 4 bilhões em faturamento com bilheteria em 2022, tornando-se o estúdio que mais faturou nesse ano. A conquista foi impulsionada pelo sucesso recente de “Avatar: O Caminho da Água”, que já arrecadou quase meio bilhão nas bilheterias em menos de uma semana em cartaz. Até o momento, a Disney acumulou US$ 4,049 bilhões, divididos em US$ 1,7 bilhão no mercado interno e US$ 2,3 bilhões no internacional. Embora o aparente lucro no mercado internacional tenha sido maior, é importante destacar que a porcertagem da bilheteria repassada aos estúdios no exterior é menor. Os principais lançamentos do estúdio foram “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” (que faturou US$ 955 milhões), “Pantera Negra: Wakanda Para Sempre” (US$ 789 milhões até o momento), “Thor Amor e Trovão” (US$ 761 milhões) e “Avatar: O Caminho da Água” (US$ 497 milhões até o momento). Com isso, a Disney lidera mais uma vez o ranking global dos estúdios, assim como o fez em 2021. Este é o oitavo ano em que a Disney atinge a marca de US$ 4 bilhões, mas a bilheteria desse ano é ainda mais significativa porque aponta um grande crescimento em relação ao ano passado, quando o estúdio lucrou “apenas” US$ 2,9 bilhões sob o impacto da pandemia. Ou seja, o aumento no faturamento significa que o público está retornando aos cinemas. E, ao que tudo indica, a Disney não deve ter muita dificuldade manter bilheteria superior a US$ 4 bilhões em 2023, considerando potenciais sucessos como “Indiana Jones e a Relíquia do Destino”, “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania” e “Guardiões da Galáxia Vol. 3”, eleito o filme mais aguardado do ano pelo site Fandango.
“Avatar 2” foi responsável por 90% do público de cinema do Brasil no fim de semana
A estreia de “Avatar: O Caminho da Água” ajudou os cinemas brasileiros a registrarem sua terceira melhor bilheteria de 2022. Ao todo, 1,88 milhão de pessoas compareceram às salas nacionais entre quinta-feira e domingo (18/12), o que, segundo dados do Comscore, resultou num faturamento de R$ 43,4 milhões. Exibido em 2,6 mil telas, numa das maiores distribuições já vistas no país, o filme dirigido por James Cameron foi responsável por 90% de todo esse movimento, atraindo 1,71 milhão de espectadores para um faturamento de R$ 40 milhões. Para completar a comemoração da Disney, os 10% restantes do público prestigiaram outros lançamentos do estúdio, como “Pantera Negra: Wakanda para Sempre”, que ficou em 2º lugar após liderar as bilheterias por cinco semanas, e a animação “Mundo Estranho”, em 3º lugar. Antes do domínio de “Avatar 2” no fim de semana passado, os melhores números dos cinemas no ano haviam sido reportados em maio (R$ 67,94 milhões) e julho (R$ 54,18 milhões), época em que Disney também monopolizou as telas com os lançamentos de “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” e “Thor: Amor e Trovão”, respectivamente.
“Avatar: O Caminho da Água” tem uma das maiores estreias do ano no cinema
“Avatar: O Caminho da Água” liderou facilmente as bilheterias da América do Norte em seu primeiro fim de semana, com uma estreia estimada em US$ 134 milhões. Os valores representam a maior bilheteria dos últimos anos para um filme fora do gênero dos super-heróis. Apenas outro blockbuster sem produção da Marvel conseguiu estrear com mais US$ 100 milhões na era pandêmica: “Top: Gun Maverick”, que iniciou com US$ 126,7 milhões no início deste ano nos EUA e Canadá, abrindo caminho para acumular impressionantes US$ 1,49 bilhão em todo o mundo. O desempenho da continuação foi ainda melhor no exterior, onde rendeu US$ 301 milhões para chegar a um total global de US$ 435 milhões. É muito dinheiro, mas não é recorde. Nas bilheterias domésticas, o filme de James Cameron empatou com “Batman” como a 5ª maior estreia do ano. Foi melhor na soma mundial, ficando atrás apenas de “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” (US$ 442 milhões globalmente) em 2022 e também de “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” (US$ 600 milhões globalmente) em todo o período pandêmico. Comparado aos demais, o longa da Disney tem a desvantagem de ser mais caro que todos. Custou entre US$ 350 milhões a US$ 400 milhões para ser produzido, o que provavelmente é recorde na história de Hollywood. Em entrevistas sobre os custos, Cameron indicou que “Avatar 2” precisaria arrecadar US$ 2 bilhões para ser considerado um sucesso. Mas nem “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” conseguiu essa façanha. O primeiro “Avatar”, por outro lado, faturou US$ 2,9 milhões entre seus vários relançamentos, quantia que é a maior arrecadação de todos os tempos. E vale lembrar que teve uma estreia “fraca”, com US$ 77 milhões domésticos em dezembro de 2009. A continuação atingiu 78% de aprovação da crítica na média calculada pelo site americano Rotten Tomatoes e recebeu nota A do público, na pesquisa do CinemaScore. Essas avaliações positivas devem manter o filme no topo das bilheterias por várias semanas, dando-lhe impulso para ir atrás de sua meta distante. Entretanto, apesar de quase não contar com concorrência nas próximas semanas, enfrenta um desafio causado por si mesmo: a longa duração de 3 horas e 12 minutos, que resulta em menos exibições diárias. Mas também tem um diferencial a seu favor: ingressos com preços mais caros, graças à exibição preferencial em salas especiais com projeção em 3D e/ou formato Imax. A Disney pode estar fazendo contas, mas é a concorrência que olha o Top 5 e conta quatro títulos do estúdio entre as maiores bilheterias da semana. Após cinco semanas em 1º lugar, “Pantera Negra: Wakanda para Sempre” ficou em 2º com US$ 5,3 milhões, seguido pelo suspense natalino “Noite Infeliz”, da Universal, com US$ 5 milhões, a animação “Mundo Estranho” com US$ 2,2 milhões e o terrir “O Menu”, produção do estúdio Searchlight que também faz parte da Disney, com US$ 1,7 milhão. Confira abaixo os trailers das maiores bilheterias da semana nos EUA e Canadá. 1 | AVATAR: O CAMINHO DA ÁGUA | 2 | PANTERA NEGRA: WAKANDA PARA SEMPRE | 3 | NOITE INFELIZ | 4 | MUNDO ESTRANHO | 5 | O MENU |
“Doctor Who” apresenta primeiras fotos oficiais do novo protagonista da série
A produção de “Doctor Who” divulgou nas redes sociais as primeiras imagens oficiais de Ncuti Gatwa (o Eric de “Sex Education”) como novo protagonista da série. Ele aparece nas fotos com o visual que irá adotar na produção e ao lado da atriz que vai acompanhá-lo na 14ª temporada, a atriz Millie Gibson (conhecida no Reino Unido por participar da novela britânica “Coronation Street”). Enquanto Gatwa viverá o Doutor, Gibson será Ruby Sunday, uma personagem que ainda não teve muitos detalhes revelados. Gatwa foi escalado como o 15º Doutor em maio, tornando-o o primeiro ator negro a protagonizar a longeva série. Ele entra na produção como substituto de Jodie Whittaker, a primeira mulher a viver o personagem-título, que se despediu num episódio especial lançado em outubro. Mas antes de Gatwa e Gibson assumirem, “Doctor Who” ainda trará de volta os atores David Tennant e Catherine Tate para reprisarem os papéis do Doutor e sua companheira Donna. Tennant estrelou a série do final da 1ª à 4ª temporada completa, passando a ter a companhia de Donna Noble a partir do terceiro ano da produção. Eles retornam provisoriamente para marcar outro retorno na produção. O produtor-roteirista Russell T. Davis, responsável pelo relançamento da série clássica em 2005, está retomando o comando da atração e convenceu o par a ressurgir na série para marcar sua chegada. Assim, Tennant aparecerá como o protagonista do próximo especial, que será lançado em novembro de 2023 em comemoração aos 60 anos de “Doctor Who”, antes do primeiro episódio oficial da 14ª temporada. Além de Gatwa e Gibson, a próxima temporada também contará com participações de Yasmin Finney (Elle Argent na série “Heartstopper”) e Neil Patrick Harris (“How I Met Your Mother”), que interpretará um novo vilão. Vale lembrar que em outubro passado a Disney fechou acordo com a BBC para exibir “Doctor Who” em seu serviço de streaming em todo o mundo. Com isso, a atração deve sair da Globoplay no Brasil e migrar para a Disney+. Introducing the Doctor and Ruby Sunday, played by Ncuti Gatwa and Millie Gibson ❤️❤️➕🟦 #DoctorWho pic.twitter.com/x1pUBGAPPN — Doctor Who (@bbcdoctorwho) December 17, 2022
Estreias: Filmes de David Bowie, Paulo Gustavo e mais opções pra ver em streaming
A programação da semana destaca documentários, a maioria musicais, entre eles o vencedor do Oscar deste ano, “Summer of Soul”, e uma forte aposta para o Oscar deste ano, “Moonage Daydream”, sobre David Bowie. Além disso, há o registro final de Paulo Gustavo, feito nos bastidores de seu espetáculo derradeiro, “Filho da Mãe”. O Top 10 dos filmes para ver em casa ainda inclui comédias variadas, desde tramas de mistério até humor infantil. Confira abaixo. | MOONAGE DAYDREAM | VOD* O documentário musical de maior aprovação crítica (96% no Rotten Tomatoes) deste ano apresenta imagens inéditas da carreira de David Bowie e uma proposta imersiva, com imagens nada menos que espetaculares de shows marcantes, músicas inesquecíveis e as principais fases do artista. Para sua realização, o diretor Brett Morgen passou cinco anos selecionando cenas do acervo pessoal de Bowie, com o aval da família do cantor, e o resultado disputa cinco categorias do troféu Critics Choice, principal premiação dos críticos dos EUA. Batizado com o título de uma música do disco “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars” (1972), “Moonage Daydream” é o terceiro trabalho musical de Morgan, que antes fez “Crossfire Hurricane” (2012) sobre a turnê de 50 anos dos Rolling Stones e “Cobain: Montage of Heck” (2015) sobre o líder do Nirvana – além de ter sido indicado ao Oscar pelo documentário de boxe “On the Ropes” (1999). | SUMMER OF SOUL | STAR+ Vencedor do Festival de Sundance, do Critics Choice e do Oscar de Melhor Documentário do ano, o filme dirigido por Ahmir “Questlove” Thompson (baterista da banda de hip-hop The Roots) resgata a memória do festival de música e cultura do Harlem de 1969, que acabou esquecido, apesar de reunir grandes astros do soul, gospel, jazz e blues em Nova York, no mesmo verão e a apenas 100 milhas de distância do famoso festival de Woodstock. Além de mostrar performances arrepiantes de Nina Simone, Stevie Wonder, Mahalia Jackson, os Staple Singers, BB King e Sly and the Family Stone, guardadas durante cerca de 50 anos sob poeira numa garagem, o filme também conta a história do evento, acrescentando depoimentos dos artistas e de testemunhas do grande festival esquecido de Nova York. | SE ESTAS PAREDES CANTASSEM | DISNEY+ O documentário musical conta a história do famoso estúdio Abbey Road, de Londres, que entrou para a história do rock ao batizar o 12º álbum dos Beatles, gravado no local. O detalhe é que, na época, o estúdio se chamava EMI Recording Studios. Abbey Road era seu endereço, também eternizado na história do rock pela famosa capa do disco de 1969, em que os Beatles atravessam a rua pela faixa de segurança. Com o sucesso dessas referências, a EMI rebatizou o estúdio como Abbey Road. A direção do filme é de Mary McCartney, filha de Paul McCartney, que nasceu durante a gravação do célebre álbum e engatinhou pelo estúdio em seus primeiros dias de vida, e seu trabalho se foca em entrevistados famosos. Paul, claro, é um dos maiores destaques, acompanhado por Elton John, Jimmy Page (do Led Zeppelin), Roger Waters e David Gilmour (do Pink Floyd), Noel e Liam Gallagher (do Oasis) e até o compositor John Williams (da trilha de “Star Wars”), contando histórias de suas gravações mais famosas no local. | FILHO DA MÃE | AMAZON PRIME VIDEO O documentário acompanha o último trabalho do ator e humorista Paulo Gustavo, em registros inéditas nos bastidores e no palco do espetáculo “Filho da Mãe”. Além da participação póstuma do comediante, o filme traz depoimentos de amigos e familiares, como sua mãe Déa Lúcia, o viúvo Thales Bretas e as atrizes Mônica Martelli e Ingrid Guimarães, que foram gravados após a morte do artista. A produção começou a ser filmada antes de Paulo pegar covid-19. Seria um registro do espetáculo criado pelo comediante para homenagear sua mãe, mas acabou virando homenagem à sua carreira. Paulo Gustavo morreu no dia 4 de maio de 2021, após cerca de dois meses internado devido a complicações causadas pela covid-19. Um dos comediantes de maior sucesso do Brasil, ele concebeu a série “220 Volts” e o filme de maior bilheteria do país, “Minha Mãe É uma Peça 3”. Sua personagem nesse franquia, a Dona Hermínia, era inspirada em sua mãe. | BARDO FALSA CRÔNICA DE ALGUMAS VERDADES | NETFLIX O novo filme de Alejandro González Iñárritu, vencedor do Oscar por “Birdman” e “O Regresso”, tem tom delirante e é o primeiro falado em espanhol do diretor desde “Amores Brutos” (2000). Escrita pelo próprio cineasta em parceria com Nicolás Giacobone (roteirista de “Birdman”), a trama acompanha um jornalista mexicano (Daniel Giménez Cacho, da série “Quem Matou Sara?”), que, durante uma crise existencial, retorna à sua cidade natal, onde tenta se reconectar com sua família, suas lembranças e sua própria identidade, sem entretanto conseguir se identificar com tudo o que deixou para trás. A história reflete a própria situação de Iñárritu, que fez carreira em Hollywood e tenta voltar às origens latinas com o novo longa. O trabalho, entretanto, não teve a recepção crítica que ele esperava e chegou a ser reeditado após a estreia morna no Festival de Veneza, para diminuir sua duração e se tornar mais ágil. Mesmo assim, continua com mais de 2h30. | ATÉ QUE A GENTE TE SEPARE | NETFLIX A comédia ácida neozelandeza gira em torno de duas amigas, que criam um negócio para terminar namoros, aproveitando-se de que muita gente não sabe como lidar com isso. A premissa inspira as mais diferentes ideias para realizar rompimentos, desde telegramas cantados até uma simulação de sequestro armado. Tudo vai bem, até que uma delas se apaixona por um cliente, despertando a ira de uma gangue de garotas maori e chamando atenção da polícia para suas artimanhas. O filme foi escrito, dirigido e estrelado pela dupla Jackie van Beek e Madeleine Sami, e tem produção do cineasta Taika Waititi, o diretor de “Thor: Amor e Trovão”. Ele já tinha trabalhado com as atrizes em sua comédia premiada “O Que Fazemos nas Sombras” (2014). A première mundial aconteceu há quatro anos no Festival SXSW (South by Southwest), um dos principais eventos indies dos Estados Unidos, ocasião em que arrancou elogios rasgados da crítica americana (90% de aprovação no Rotten Tomatoes) e teve os direitos de streaming adquiridos pela Netflix. | VEJA COMO ELES CORREM | STAR+ A nova comédia de mistério ao melhor estilo “whodunit” (quem matou) se passa nos bastidores do mundo teatral londrino dos anos 1950. Na trama, os planos para uma versão cinematográfica de uma peça de sucesso são interrompidos abruptamente depois que um membro importante da equipe é assassinado. Quando o inspetor Stoppard e sua parceira novata e ansiosa, a policial Stalker, assumem o caso, eles se veem jogados em um enigma em meio ao clima de glamour e sordidez dos palcos e camarins de Londres. E logo percebem que os principais suspeitos não são apenas suspeitos. São também vítimas potenciais de um serial killer à solta. O elenco grandioso destaca Sam Rockwell (“Três Anúncios para um Crime”) e Saoirse Ronan (“Adoráveis Mulheres”) como os detetives, Adrien Brody (“A Crônica Francesa”) como o morto e um monte de suspeitos – entre eles, Harris Dickinson (“King’s Man: A Origem”), Ruth Wilson (“The Affair”) e David Oyelowo (“Selma”). O roteiro é de Mark Chappell (criador da série “Flaked”) e a direção de Tom George (“This Country”), que estreia em longa-metragem. | PERDIDO EM LONDRES | VOD* O astro Woody Harrelson (“Venom: Carnificina”) faz sua estreia como diretor nessa comédia maluca, que ele também estrela como uma versão debochada de si mesmo. Espécie de “After Hours” (1985) passado em Londres, o filme acompanha uma noite louca na vida do ator, que passa por diversas desventuras em busca de diversão noturna na capital da Inglaterra, até terminar preso ao amanhecer. O roteiro, que Harrelson também escreveu, é baseado numa experiência real de alguns anos atrás. Enquanto trabalhava em uma peça em Londres, o ator saiu para a balada e a bebedeira virou um escândalo de tabloide que quase acabou com seu casamento. Outro detalhe curiosíssimo desse projeto é que ele foi o primeiro caso de “live cinema” do mundo, transmitido ao vivo na tela. Isto é, sua produção começou às 2h da manhã de uma sexta em Londres, mesmo horário em que também passou a ser projetado num cinema da cidade para uma audiência seleta, que pôde acompanhar de seus assentos tudo que as câmeras registraram, até raiar o dia. O filme inteiro foi registrado em plano sequência (sem cortes) por uma única câmera, mas esse pioneirismo experimental acabou posteriormente editado para o mercado mais amplo, transformando-o num longa convencional de 1h40. O elenco também inclui Owen Wilson (“Loki”), Daniel Radcliffe (o “Harry Potter”) e Eleanor Matsuura (“The Walking Dead”), além dos cantores Willie Nelson e Bono (ele mesmo, do U2). | O PERDOADO | VOD* O drama britânico sobre privilégio branco destaca uma ótima performance libertina de Ralph Fiennes (“O Menu”), como um dos convidados ricaços de uma festa de luxo no deserto marroquino. A caminho, porém, ele a esposa (Jessica Chastain, de “O Enfermeiro da Noite”) se envolvem em um trágico acidente com um adolescente local. Chegando tarde no evento de elite, o casal tenta encobrir o incidente em conluio com a polícia local. Até que o pai do menino chega em busca de justiça. Escrito e dirigido por John Michael McDonagh (dos excelentes “O Guarda” e “Calvário”), ainda inclui em seu elenco grandioso Matt Smith (“A Casa do Dragão”), Abbey Lee (“Tempo”) e Caleb Landry Jones (“Os Mortos Não Morrem”). | LILO LILO CROCODILO | VOD* A comédia musical infantil, baseada nos livros de Bernard Waber, acompanha a surpresa de uma família, durante sua mudança para Nova York, ao encontrar na banheira de sua casa nova um crocodilo alegre, que não só fala como também canta. Lilo mora no sótão da casa, mas seu parceiro artístico Hector garante que ele é inofensivo. O filho da família se encanta com o crocodilo cantor, mas essa amizade é ameaçada por um vizinho malvado, que quer ver o animal trancado num zoológico. Combinação de crocodilo animado por computação gráfica e atores reais, o filme é estrelado pela voz de Shawn Mendes como Lilo, Javier Bardem (“Apresentando os Ricardos”) como Hector, Constance Wu (“As Golpistas”) e Scoot McNairy (“Narcos: Mexico”) como os pais, Winslow Fegley (“Noitários de Arrepiar”) como o filho e Brett Gelman (“Stranger Things”) como o vizinho. A adaptação foi escrita por Will Davies (“Carta o Rei”) e a direção está a cargo da dupla Josh Gordon e Will Speck (ambos de “A Última Ressaca do Ano”). * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.





