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  • Música

    Curta dublado da Pixar introduz personagem da animação Viva – A Vida é uma Festa

    29 de março de 2017 /

    A Disney divulgou um curta-metragem dublado que introduz um dos protagonistas da nova animação da Pixar, “Viva – A Vida é uma Festa”. Este título com seis palavras e um hífen é a tradução nacional de “Coco”. Intitulado “O Almoço de Dante – Um Conto Curto”, o vídeo apresenta o vira-latas Dante, exatamente virando latas até encontrar um osso suculento. Só que o osso tem vontade própria, testando a resolução do cachorrinho até a divertida reviravolta do final. A aparição de uma caveira é reflexo do tema da animação. “Viva” acompanha um menino e seu cachorro numa jornada pelo plano espiritual. Fã de um cantor famoso e falecido, que pode ser o pai que ele não conhece, a criança vai atrás de respostas. E ao segurar o violão de seu ídolo, acaba sendo “puxada” para a Terra dos Mortos. O elenco de vozes originais inclui Gael García Bernal (“Neruda”), Benjamin Bratt (“Doutor Estranho”) e Renee Victor (série “Weeds”), mas o protagonista é dublado por um estreante, Anthony González, escolhido entre várias crianças que fizeram testes para o papel. O roteiro é de Adrian Molina (“O Bom Dinossauro”), que também vai estrear como diretor, trabalhando ao lado de Lee Unkrich (“Toy Story 3”). A animação está sendo desenvolvida desde 2012, mas calhou de sua ode à cultura mexicana chegar aos cinemas após a eleição de Donald Trump à presidência dos EUA, que marca seu governo com um endurecimento contra os imigrantes, em especial os muçulmanos e mexicanos. A previsão de estreia é apenas para 4 de janeiro no Brasil, quase dois meses depois da estreia nos EUA.

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  • Filme

    Colin Farrell negocia estrelar a versão com atores de Dumbo

    25 de março de 2017 /

    A Disney abriu negociações com Colin Farrell (“Animais Fantásticos e Onde Habitam”) para estrelar a versão com atores de “Dumbo”, que será dirigida por Tim Burton (“O Lar das Crianças Peculiares”). Segundo o site Deadline, ele interpretará o pai viúvo de duas crianças, mesmo papel que Will Smith quase assumiu na produção. Além dele, Eva Green (“O Lar das Crianças Peculiares”) também está perto de acertar para interpretar uma trapezista francesa, assim como Danny DeVito (série “It’s Always Sunny in Philadelphia”). O roteiro foi escrito por Ehren Kruger (“Transformers: A Era da Extinção”), que incluiu personagens humanos na trama, ausentes na animação de 1941. O clássico conta a história de um bebê elefante que nasceu com orelhas enormes e por isso é motivo de deboche entre os demais animais de um circo. Mas estas mesmas orelhas acabam lhe permitindo voar. E com a ajuda de Timotéo, um simpático ratinho, ele acaba se tornando a maior atração do circo. A data de lançamento do novo “Dumbo” ainda não foi definida.

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  • Filme

    Roteirista de O Vingador do Futuro processa Disney por ter roubado Zootopia

    22 de março de 2017 /

    A animação vencedora do Oscar 2017 teria sido resultado de roubo intelectual. Pelo menos é o que afirma o roteirista Gary Goldman, que está processando a Disney por ter copiado sem permissão seus trabalhos para criar o sucesso “Zootopia”. Goldman não é um roteirista iniciante em busca de holofotes. Ele tem longa carreira em Hollywood e seus créditos incluem “Os Aventureiros do Bairro Proibido” (1987), que vai ganhar um remake com Dwayne Johnson, e “O Vingador do Futuro” (1990), que já ganhou um remake recente. No processo, Goldman alega que a Disney replicou “praticamente na íntegra” os temas, configurações, enredo, personagens e diálogos, assim como o título, de seu conceito “Zootopia”, que ele sugeriu ao estúdio em duas ocasiões distintas: em 2000 e 2009. Em anexo, inclui desenhos desenvolvidos para o projeto (veja abaixo) e o roteiro original que escreveu. Ele alega que as semelhanças são gritantes e ataca a Disney por “uma cultura que não só aceita cópias sem autorização de materiais originais de outros, como encoraja isto”. “Eles fizeram isto com ‘Zootopia’ também, quando copiaram ‘Zootopia’ de Gary L. Goldman.” Em comunicado, a Disney rebateu: “O processo do Sr. Goldman é marcado por acusações claramente falsas. Isto é uma tentativa sem escrúpulos de reivindicar um filme de sucesso que ele não criou e que iremos vigorosamente defender em tribunal”. “Zootopia” arrecadou mais de US$ 1 bilhão mundialmente e se tornou num dos maiores sucessos recentes da Disney. O roteiro do filme é creditado a sete pessoas diferentes, inclusive a seus três diretores: Byron Howard, Rich Moore e Jared Bush. O nome de Goldman não aparece listado entre os criadores da trama.

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  • Filme

    Disney já considera desenvolver spin-off de A Bela e a Fera

    22 de março de 2017 /

    O sucesso de “A Bela e a Fera” é tão grande que a Disney já pensa no que fazer para transformar o filme numa franquia. Em entrevista ao site Deadline, o presidente de produções da Disney, Sean Bailey, revelou que o estúdio está analisando a possível realização de um spin-off ou uma história paralela ambientada no mesmo universo criado para o longa-metragem. Especula-se que o estúdio pode decidir contar as aventuras de Gaston e seu inseparável amigo LeFou, mas esta opção não deve ir adiante se o objetivo for faturar o máximo possível, uma vez que há um grande armário no meio do caminho deste relacionamento. Como diversos países – e cinemas do interior – reclamaram de alguns minutos do filme sobre isto, imagine um filme inteiro… Apesar desses planos, Bailey revelou que o filme não ganhará uma sequência. Ou seja, a Disney não pretende lançar “A Bela e a Fera 2”. Afinal, não há mais “Fera” na história e sim um Príncipe Encantado que, no máximo, pode ficar sem se barbear. Em seus cinco primeiros dias de exibição, o filme ultrapassou a arrecadação de US$ 400 milhões em todo o mundo. No Brasil, levou mais de 1,9 milhão de espectadores aos cinemas e já arrecadou R$ 34,2 milhões. “A Bela e a Fera” também se tornou o live-action número um da Disney e é a sexta maior abertura de todos os tempos no país.

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  • Filme

    Diretor do novo Piratas do Caribe planeja filme de Princesas Disney ao estilo dos Vingadores

    21 de março de 2017 /

    O roteiro de um filme no estilo de “Os Vingadores” está despertando o interesse dos grandes estúdios de Hollywood. Mas desta vez não se trata de reunir heróis da Marvel, mas as princesas das fábulas encantadas. A novidade foi revelada pelo site Tracking Board, que registra o andamento das produções de Hollywood. Segundo o site, o roteiro do filme, intitulado “Princesses”, é de Nir Paniry (“Extracted”) e a direção estaria a cargo do norueguês Joachim Ronning (“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”). Não há mais detalhes do projeto, que está na fase de venda para os estúdios. De acordo com o site Screen Rant, a Disney é quem estaria mais interessada em financiar o projeto. A ideia teria surgido por conta da popularização dos “live actions” de contos de fadas e produções com personagens femininas fortes. Vale lembrar que a franquia de animação “Shrek” já fez esta reunião de princesas – “Shrek Terceiro” (2007) destacou o relacionamento entre elas – e até Xuxa tem um filme com as monarcas de contos de fada – “Xuxa em O Mistério de Feiurinha” (2009). Não há data prevista para o começo do projeto.

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  • Filme

    Fotos e o pôster nacional de Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar destacam Johnny Depp e Javier Bardem

    21 de março de 2017 /

    A Disney divulgou 18 de fotos e o pôster nacional de “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”, quinto filme da franquia estrelada por Johnny Depp, que incluem cenas do flashback que rejuvenesce Jack Sparrow, o personagem de Depp. Mas quem aparece nas imagens é o vilão do título nacional, vivido por Javier Bardem (“007 – Operação Skyfall”). A aventura traz Jack Sparrow novamente às voltas com maldições e piratas fantasmas, desta vez liderados por Salazar, um velho inimigo, que escapa do Triângulo do Diabo determinado a acertar contas. O roteiro foi escrito por Jeff Nathanson (“Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”), a direção é dos cineastas noruegueses Joachim Rønning e Espen Sandberg (ambos de “Expedição Kon Tiki”) e um detalhe curioso é que o título do filme em inglês não tem Salazar nenhum. É “Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales” (Piratas do Caribe: Os Mortos Não Contam Histórias). A estreia está marcada para 25 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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  • Filme

    Malásia volta atrás e decide não censurar A Bela e a Fera, que agora será censurado no Kwait

    21 de março de 2017 /

    Após a Disney adiar indefinidamente o lançamento de “A Bela e a Fera” na Malásia devido à ameaça de censura, que retiraria as cenas “gays” do filme, o governo do país decidiu voltar atrás. Segundo a revista Variety, o filme será exibido na íntegra, a partir de 30 de março. No entanto, os censores decidiram mudar a classificação do filme, que agora será para maiores de 13 anos. Na Rússia, o longa passou pela mesma situação e foi classificado para maiores de 16 anos. Mas após a Disney anunciar que preferia impedir a estreia na Malásia a permitir cortes na produção, o Kwait também decidiu censurar a produção. O comitê de censura do país anunciou que lançará uma versão editada do filme nesta semana. Sobre isto, a Disney ainda não se pronunciou. Em vários países muçulmanos, a homossexualidade é tratada como ofensa e pode levar gays para a prisão, como também já aconteceu no Ocidente em tempos não tão distantes assim – os mais novos podem ver o filme “O Jogo da Imitação” (2014) para comprovar. Desde que o diretor de “A Bela e a Fera”, Bill Condon, revelou que a nova versão do clássico teria uma subtrama gay, o filme virou alvo de reações conservadoras, que acusam a Disney de fazer “propaganda gay”. Entretanto, a pequena insinuação gay da produção mal tira o pé de dentro do armário.

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  • Série

    Raio Negro é perseguido e capturado pela polícia em vídeos do set de Inumanos

    20 de março de 2017 /

    Surgiram mais vídeos amadores que registram as gravações de “Inhumans”, a nova série da Marvel, no Havaí. Neles, é possível conferir Anson Mount (série “Hell on Wheels”), que vive o herói Raio Negro, num “uniforme” bem inesperado para o personagem: terno e camisa social. Ele aparece fugindo e sendo capturado pela polícia nas ruas de Honolulu. Além dele, a atração trará Serinda Swan (série “Segredos do Paraíso/Graceland”) como Medusa, Iwan Rheon (série “Game of Thrones”) como Maximus, Ken Leung (série “Lost”) como Karnak, Isabelle Cornish (irmã mais nova de Abbie Cornish, de “Sucker Punch”) como Cristal, Eme Ikwuakor (série “Extant”) como Gorgon, Mike Moh (o Ryu da websérie baseada em “Street Fighter”) como Triton, Sonya Balmores (“Soul Surfer: Coragem de Viver”) como Auran e Ellen Woglom (série “Californication”) como uma personagem humana que não teve o nome revelado. A produção não será spin-off de “Agents of SHIELD”, que apresentou os Inumanos em sua 2ª temporada. Projeto ambicioso, a série estreará antes no cinema, com seus dois primeiros episódios exibidos no circuito IMAX, no começo de setembro, com roteiro de Scott Buck (séries “Dexter” e “Punho de Ferro”) e direção de Roel Rainé (“Corrida Mortal 2”). A estreia televisiva acontecerá logo em seguida. Inhumans underway filming.. Anson Mount run for Black Bolt in Hawaii. #marvel #inhumans #blackbolt pic.twitter.com/zNldp6YZxe — hawaii isla 808 (@hawaii_isla808) March 19, 2017 Inhumans underway filming.. Anson Mount run for Black Bolt in Hawaii. #marvel #inhumans #blackbolt pic.twitter.com/GIFFrse3gK — hawaii isla 808 (@hawaii_isla808) March 19, 2017 Inhumans filming in Honolulu, Hawaii. #inhumans #theinhumans #marvel I missed and saw spotted Black Bolt arrested by five police. pic.twitter.com/HIujYiUIao — hawaii isla 808 (@hawaii_isla808) March 20, 2017

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  • Filme

    Versão com atores de Mulan não será um musical como A Bela e a Fera

    19 de março de 2017 /

    Ao contrário de “A Bela e a Fera”, a versão com atores de “Mulan” não deve ter sequências musicais. Foi a própria diretora, Niki Caro, quem deu a notícia. “Pelo que entendo, não temos canções até agora, para horror dos meus filhos”, comentou, em entrevista ao site Moviefone. Caro também compartilhou sua visão para o filme. “É um grande épico feminino das artes marciais” disse. “Será extremamente muscular, emocionante, divertido e comovente.” A cineasta neozelandesa, que chamou atenção em 2002 à frente de uma história com tom de fábula e heroína adolescente, “Encantadora de Baleias”, será a primeira mulher a dirigir uma versão “live action” do estúdio, após “Alice no País das Maravilhas” (2012), “Malévola” (2014), “Cinderela” (2015), “Mogli” (2016) e “A Bela e a Fera” (2017) terem sido comandadas por homens. A fábula de “Mulan” conta a história de uma guerreira chinesa que resolve se fingir de homem para ir à guerra no lugar do pai, um senhor de idade doente que provavelmente morreria em batalha, mas que precisa ir por ser o único homem da família. A versão animada dos anos 1990 chamou muita atenção por seu pioneirismo, a mostrar a primeira Princesa da Disney realmente independente, que dispensava ajuda do Príncipe Encantado para vencer seus desafios. Niki Caro finalizou recentemente a série infantil “Anne”, que estreia neste domingo (19/3) na TV canadense, e o filme “O Zoológico de Varsóvia”, que chega aos cinemas americanos em 31 de março. Sua relação com a Disney vem desde o drama esportivo “McFarland dos EUA”, que fez sucesso no mercado doméstico em 2015. Vale lembrar que, além da versão da Disney, a Sony também prepara uma adaptação de “Mulan”. Esta produção será dirigida por Alex Graves, que já comandou seis episódios de “Game of Thrones”.

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    Disney confirma negociações com Guy Ritchie para dirigir versão com atores de Aladdin

    19 de março de 2017 /

    O presidente de produção da Disney, Sean Bailey, confirmou que a Disney está mesmo negociando com o diretor inglês Guy Ritchie (“Sherlock Holmes”, “O Agente da UNCLE”) para a versão com atores de “Aladdin”. Em entrevista ao site Vulture, Bailey comentou que o diretor havia se interessado em fazer algo com a Disney e várias conversas se seguiram. “Conversamos sobre ‘Aladdin’ e ele disse que os filmes dele realmente são sobre malandros de rua, é isso que ele sabe fazer. E ‘Aladdin’ é um clássico malandro de rua que faz o bem’. Guy tem sua própria versão dessa história, mas ele quer honrar e respeitar a Disney acima de tudo”, disse o executivo. Segundo Bailey, a ideia é descobrir como seria um musical “altamente energético” de “Aladdin” sob o comando de Ritchie. Recentemente, a empresa contratada pela Disney para a seleção de casting divulgou que as filmagens começariam em julho no Reino Unido, utilizando apenas atores com características físicas do Oriente Médio. O roteiro é de John August, que escreveu cinco filmes de Tim Burton, entre eles “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (2005) e “Sombras da Noite” (2012), mas ainda não há previsão de estreia.

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    O Rei Leão deve ser próximo clássico da Disney a ganhar versão “com atores”

    19 de março de 2017 /

    Depois do sucesso retumbante de “A Bela e a Fera”, o próximo filme da Disney a reciclar o catálogo de desenhos clássicos do estúdio deverá ser a versão com atores de “O Rei Leão”. O site My Entertainment World, que divulga as datas de produção de filmes e séries, registra o início das filmagens para maio, em Los Angeles. Dois protagonistas já estão escalados. Donald Glover (série “Atlanta”) será o responsável por viver Simba no longa, enquanto James Earl Jones fará a voz de Mufasa, repetindo o papel que já tinha interpretado na animação original de 1994. A direção está a cargo de Jon Favreau, responsável pela nova versão de “Mogli, O Menino Lobo”, um dos principais sucessos das reciclagens da Disney. Um dos maiores sucessos da Disney, antes do estúdio aderir à animação digital, “O Rei Leão” venceu dois Oscars e arrecadou US$ 968 milhões nas bilheterias mundiais. A nova versão deve estrear em 2018.

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    Marca americana de biquinis lança coleção inspirada nas princesas da Disney

    18 de março de 2017 /

    Uma marca de biquíni dos EUA, batizada de Enchanted Bikini, lançou uma coleção de trajes de banho inspirados nas princesas das animações da Disney. Os modelos lembram as roupas de Aurora, Ariel, Cinderela, Branca de Neve, Rapunzel, Pocahontas e Jasmine. No perfil do Instagram da Enchanted, eles mostram todos biquínis que são vendidos. Em média, o preço da parte de cima do biquíni custa 45 dólares e a de baixo 35 dólares. Além dos biquínis, a marca ainda produziu acessórios da Pequena Sereia, como uma saia que lembra um cauda de sereia e uma bolsa de concha. Detalhe: o nome da Disney (direitos autorais) não aparece em nenhum lugar.

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    A Bela e a Fera representa o auge do “fan service” e da exploração da nostalgia em Hollywood

    17 de março de 2017 /

    Sua reação ao assistir à adaptação live action de “A Bela e a Fera” vai depender do quanto você é fã do original. Quem ama o desenho de 1991, sabe cantar as músicas e chora em diversos momentos, incluindo a famosa cena da dança, vai sair do cinema achando que o filme foi feito sob encomenda. Mas quem nunca viu ou não gosta do clássico deve passar longe. É preciso entender – com seus prós e contras – que “A Bela e a Fera” representa o auge da fan service e da exploração da nostalgia em Hollywood. Sabendo disso, a Disney compreensivelmente optou por realizar quase uma filmagem literal do desenho com atores. Afinal, trata-se da única animação indicada ao Oscar de Melhor Filme quando essa categoria tinha somente cinco vagas. E ela mora nos corações de qualquer um que tem algo batendo no peito. Então, quem for ao cinema já vai para gostar do filme. Sem dúvida, é um prazer ver “A Bela e a Fera” de novo. Verdade que o filme traz algumas cenas inéditas, mas elas não acrescentam muito à magia. Por outro lado, também não atrapalham. É preciso considerar que a animação tinha cerca de 1h20 de duração e não dá para entregar um filme tão curto hoje em dia. Imagine também que a Disney poderia inventar mais alguma cena de dança entre a Bela e a Fera ou preencher tudo com músicas que soariam gratuitas, porém agradariam aos fanáticos. Mas não, isso não acontece. De resto, “A Bela e a Fera” reproduz quase que frame by frame toda obra original, como Zack Snyder fez com “300” (2006) e “Watchmen” (2009), os melhores filmes de um diretor fraco. Do mesmo modo, o diretor Bill Condon, que enganou todo mundo quando filmou o ótimo “Deuses e Monstros” (1998) e seguiu carreira rumo à mediocridade com dois filmes da saga “Crepúsculo”, tenta fazer apenas uma imitação. Sob total controle da Disney, Condon arrisca muito pouco, como na tímida insinuação gay de um personagem coadjuvante, e não se encarrega de atualizar detalhes que mereciam atenção maior. Pode-se argumentar que a trama é de filme de época, com seus valores antiquados e cheirando a mofo, porém alguns conceitos, que já incomodavam em 1991, envelheceram muito no século 21. Como uma Bela que se esforça para ser relevante, mas permanece 100% submetida ao universo masculino – a seu pai (Kevin Kline), ao vilão Gaston (Luke Evans) e à Fera (Dan Stevens). Por mais que Emma Watson tenha reiterado que trouxe uma visão feminista ao papel, a própria Disney foi mais empoderadora com “Valente”, “Frozen”, “Zootopia” e “Moana”. Também é estranho ver todos os atores, com exceção do casal principal, atuando como se estivessem em um desenho animado – e isso pode ser colocado na conta da direção, afinal são atores competentes. Sem falar nos efeitos visuais um tanto artificiais, como numa animação mesmo, porque o trabalho do elenco por trás de personagens digitais se restringe à dublagem. Se deu certo na animação, não quer dizer que o resultado será o mesmo em um filme de verdade. É um contraste gritante com o milagre que foi “Mogli”, adaptação da própria Disney para uma de suas animações, onde animais falantes e cantores eram realistas e perfeitamente plausíveis dentro da narrativa. A diferença é que Jon Favreau, diretor de “Mogli” (e da futura adaptação live action de “O Rei Leão”) conhece o caminho das pedras e está anos-luz à frente de Bill Condon. Favreau jamais deixa o CGI dominar seu filme – ironicamente, quase todo criado em computador – e o usa como ferramenta para se concentrar no principal, a história. Já na versão animada com atores de “A Bela e a Fera” salva-se, pelo menos, a própria Fera graças ao trabalho de Dan Stevens por trás dos pixels. Nem perto de ser um Andy Serkis, responsável pelo Gollum de “O Senhor dos Anéis” e o Cesar, de “Planeta dos Macacos”, ao menos aproxima-se de Sam Worthington e Zoe Saldana, que convenceram em “Avatar”. Como não dava para brigar em pé de igualdade com o encanto gerado pela versão clássica, esse “A Bela e a Fera” precisava, no mínimo, impressionar em outros quesitos. Emma Watson, por exemplo, não tem aquele brilho nos olhos que o papel exige nem fará qualquer espectador se apaixonar pela personagem. E é quase impossível não pensar em Hermione de vez em quando, o que pode gerar mais desconexões da plateia. Mas o fã de carteirinha nem vai ligar, porque vai chorar, cantar e assistir do início ao fim com um sorriso largo no rosto, como se estivesse reencontrando um velho conhecido muito querido. Alegria garantida, mas fortuita, já que o conhecido não tem nada de novo para contar desde o último encontro.

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