Ator que viveu Mogli será vilão na nova versão de Mulan
O ator havaiano Jason Scott Lee, que viveu Bruce Lee na cinebiografia “Dragão: A História de Bruce Lee” (1993) e Mogli no filme com bichos reais “O Livro da Selva” (1994), entrou no elenco da versão live-action de “Mulan”, da Disney. O ator, que já está com 51 anos, vai interpretar Bori Khan, um vilão criado para o filme, que buscará vingar a morte de seu pai. Ele se junta à atriz Gong Li (“Memórias de Uma Gueixa”), que interpretará uma feiticeira maligna, no time de antagonistas do filme. Já Mulan será interpretada pela atriz Liu Yifei (“O Reino Proibido”). Bem diferente da versão animada, o novo filme não terá dragões bonzinhos, mas manterá a premissa básica da jovem que se disfarça de homem para ir à guerra no lugar do pai doente. Donnie Yen (“Rogue One: Uma História Star Wars”) vai interpretar seu mentor, Jet Li (“Os Mercenários”) será o Imperador e o novato Yoson An dará vida ao interesse romântico dessa nova versão – Shang no desenho e Chen na nova versão. O roteiro foi escrito por quatro pessoas, entre elas a dupla Amanda Silver e Rick Jaffa (de “Planeta dos Macacos: A Origem” e “No Coração do Mar”). A direção é da neozelandesa Niki Caro (de “Encantadora de Baleias” e da série “Anne”). A estreia está marcada para março de 2020.
Disney vai produzir seu primeiro filme de princesa negra africana
A Disney vai produzir seu primeiro filme de princesa negra africana. O estúdio deu a luz verde para a produção de “Sadé”, um filme live-action concebido pelos roteiristas Ola Shokunbi e Lindsey Reed Palmer. Eles nunca escreveram um longa-metragem, mas emplacaram o conceito numa reunião com os executivos da Disney, intermediada por Rick Famuiywa, cineasta responsável por “Dope: Um Deslize Perigoso”, que vai produzir as filmagens. Na trama, quando seu reino na África é atacado por uma força misteriosa, a personagem Sadé descobre poderes mágicos e assume o papel de protetora de seu povo. O estúdio já tinha mostrado uma princesa negra americana no desenho “A Princesa e o Sapo” (2009), mas será a primeira vez que contará uma história do gênero passada na África. A produção é reflexo do sucesso obtido pela Disney com “Pantera Negra”. A adaptação dos quadrinhos da Marvel bateu recordes de bilheteria com uma história que também mostrava um reino fictício africano. Mas se passava no universo Marvel e não nos reinos encantados das princesas da Disney. Apesar de Suri ter roubado as cenas de “Pantera Negra”, “Sadé” trará a primeira princesa negra de carne e osso como protagonista de um filme na Disney. Além desse projeto, a Disney desenvolve a refilmagem de “O Rei Leão”, que também é sobre um reino africano, mas comandado por animais.
Ator da série The Leftovers será o vira-lata da refilmagem de A Dama e o Vagabundo
A Disney escalou o protagonista masculino de sua nova versão de “A Dama e o Vagabundo”. O papel do cachorrão vira-lata que vive um romance com uma cadela de pedigree será vivido por Justin Theroux (da série “The Leftovers”). Além dele, a produção também inclui a atriz Ashley Jensen (“Extras”), que interpretará um papel coadjuvante, uma cachorrinha Terrier escocesa chamada Jackie – no desenho de 1955, o personagem era um cachorro chamado Jock. Já a intérprete da cocker spaniel mimada, que se paixona pelo Vagabundo, ainda não foi definida. A produção deve combinar “live action”, atores de carne e osso, com animação realista feita por computador, ao estilo de “Mogli – O Menino Lobo”, em que os animais falantes foram criados por animação digital e dublados por atores conhecidos. No clássico da Disney, a Dama acaba na rua depois que seus donos têm um bebê. Ela é salva de uma matilha raivosa pelo Vagabundo, que lhe mostra que ser um cão sem coleira pode ser divertido. O filme apresenta uma das cenas mais icônicas da Disney: um jantar de espaguete romântico realizado em um beco, que inclui um dos beijos mais famosos da história do cinema. A nova versão tem roteiro de Andrew Bujalski, um cineasta indie premiado com o troféu John Cassavettes (para filmes feitos por menos de US$ 500 mil) no Spirit Awards 2013 pela comédia “Computer Chess” e a direção está a cargo de Charlie Bean (de “Lego Ninjago: O Filme”). Interessante reparar que essa equipe destoa muita das produções das demais refilmagens de desenhos do estúdio, que reúne cineastas renomados e grandes estrelas de cinema. Isso talvez se deva ao fato de o filme não estar sendo desenvolvido para o cinema, mas para a vindoura plataforma de streaming da Disney, prevista para 2019.
Disney já agiliza fusão com a Fox no Brasil
A Disney já está se mexendo para agilizar sua nova estrutura, após a aquisição da Fox, no mercado internacional. A notificação da fusão no Brasil foi feita na quinta-feira (26/7) ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), responsável por investigar e prevenir abusos econômicos no país. Na documentação enviada pela Disney, a empresa afirma que a aquisição da Fox não vai reduzir a competição nem lhe dará uma posição dominante ou de monopólio no país. A negociação já foi aprovada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que fez apenas uma ressalva, determinando que a Disney vendesse as emissoras esportivas regionais da Fox, por entender que elas, em conjunto com a ESPN (que já é da Disney), poderiam constituir um monopólio no segmento. A oferta da Disney para a compra da 21st Century Fox, no valor de US$ 71,3 bilhões, passou em votação quase unanime entre os acionistas de ambas as empresas nesta sexta (27/7). Ainda não está claro como se dará a configuração da nova empresa no Brasil, mas a indicação é que a Disney absorverá o estúdio Fox Film do Brasil, os canais pagos Fox, Fox Premium, Fox Life, FX e National Geographic, mas, pela negociação original nos Estados Unidos, não deverá controlar a Fox Sports.
Acionistas de Disney e Fox aprovam negócio entre as duas empresas
A oferta da Disney para a compra da 21st Century Fox, no valor de US$ 71,3 bilhões, foi aprovada em votação quase unanime entre os acionistas de ambas as empresas. Segundo a revista Variety, a votação, que aconteceu na manhã desta sexta-feira (27/7) no Hotel Hilton, em Nova York, foi decido em tempo recorde. A decisão levou menos de 15 minutos. Apenas um acionista da Disney votou contra a aquisição, argumentando que o preço tinha saído alto demais. De acordo com John Nallen, chefe financeiro da Fox, a compra deve ser finalizada em todos os seus detalhes ainda na primeira metade de 2019. Anunciada primeiramente no ano passado, a compra quase não aconteceu por conta de uma segunda oferta, feita pela empresa de comunicações Comcast, já proprietária do estúdio Universal. A Disney precisou cobrir o valor oferecido pela concorrente para ficar com os ativos da Fox. Por conta disso, o negócio acabou custando US$ 18,9 milhões a mais que o inicialmente previsto. Os acionistas da Fox já tinha acenado que aceitariam a oferta original, de US$ 52,4 bilhões, quando a Concast se meteu para oferecer US$ 65 bilhões pela empresa. Mas não é só. A Disney também assumirá a dívida líquida da 21st Century Fox, de cerca de US$ 13,7 bilhões, o que eleva o negócio ao valor de US$ 85 bilhões. A efetivação da compra faz o império do Mickey crescer ainda mais, com a incorporação do estúdio de cinema 20th Century Fox, as produtoras indies Fox Searchlight Pictures e Fox 2000, a produtora de TV da Fox e os canais pagos do grupo FX e National Geographic, assim como mais de 300 canais internacionais. Também estão inclusas a participação de 30% da Fox no serviço de streaming Hulu, a fatia de 50% da companhia na Endemol (responsável por criar reality shows como “Big Brother” e “MasterChef”), o canal pago indiano Star India e a participação na rede de TV paga europeia Sky. Com o negócio, a Disney passará a reunir a maioria dos heróis da Marvel, juntando os X-Men, Deadpool e Quarteto Fantástico com os Vingadores. A Fox também detinha os direitos de um único filme da saga “Star Wars”: o “Guerra nas Estrelas” original, que agora passa a ser integrado com os demais na LucasFilm (comprada pela Disney em 2012). A empresa também se torna proprietária de outras grandes franquias do cinema, como “Avatar” e “Planeta dos Macacos”, e de produções menores, mas prestigiadas, como “Estrelas Além do Tempo”, “Garota Exemplar” e “A Forma da Água”, vencedor do Oscar 2018. Já na TV, a Disney adquire séries de sucesso como “This Is Us”, “Modern Family” e “The Simpsons”, além de atrações de super-heróis como “Legion” e “Gifted”, sem esquecer a possibilidade de explorar o catálogo de filmes da Fox em novas séries. O objetivo da Disney é se reforçar para lançar seu serviço de streaming próprio e rivalizar com a Netflix e a Amazon a partir de 2019. Após a venda, a Fox irá se focar em seus canais de notícia e esportes. Permanecem com ela a rede Fox, formada por 28 emissoras de TV, os canais Fox News, Fox Business e Fox Sports. A nova empresa resultante do negócio dever ser rebatizada de New Fox, e estreará no mercado com um fortuna para investir em novos projetos.
Roseanne Barr está “enojada” com apoio recebido por James Gunn após ser demitido pela Disney
Roseanne Barr está inconformada. Ou, em suas palavras, “enojada”. Depois de ser demitida e ter a série que leva seu nome cancelada devido a um tuíte racista que escreveu contra uma ex-assessora do presidente americano Barack Obama, ela decidiu se revoltar contra as mensagens de apoio recebidas por James Gunn, diretor da franquia “Guardiões da Galáxia”, demitido pelo mesmo conglomerado (Disney) após uma blitz da extrema direita que trouxe à tona antigos tuítes com piadas sobre pedofilia e estupro. “Estou enojada por ler todas as mensagens de apoio às piadas de pedofilia de James Gunn, já que as mesmas pessoas apoiaram a minha demissão por uma piada que elas nem entenderam”, escreveu a comediante em seu Twitter, na segunda (23/7). A demissão de Roseanne Barr aconteceu em maio, quando ela publicou um tuíte em que dizia que Valerie Jarrett, ex-assessora de Obama, era o resultado da mistura entre “macacos” e a “Irmandade Muçulmana”. A frase repercutiu negativamente na internet porque Jarrett é uma mulher negra que nasceu no Irã, fazendo com que o comentário fosse considerada extremamente racista, levando a presidente da rede ABC a anunciar o fim da série “Roseanne”, que era líder de audiência da TV americana em seu retorno ao ar. À época, Roseanne culpou o uso de remédios pelo comentário na rede social. Recentemente, porém, em seu canal no YouTube, ela deu outra justificativa. “Eu achei que a vadia fosse branca, porra”, disparou num vídeo, igualmente ofensivo e odioso. Há diferenças entre os dois casos. Os tuítes de James Gunn foram feitos há mais de uma década, quando ele não era funcionário da Marvel/Disney, ao contrário de Roseanne, que era funcionária da ABC/Disney quando escreveu seus disparates neste ano. Além disso, o diretor mostrou humildade diante da situação e se assumiu arrependido dos dias em que buscava chocar sem se preocupar com sensibilidades. Outra diferença foi apresentada pela jornalista Dana Schwartz, da revista Entertainment Weekly, que afirmou em seu Twitter que piadas sobre pedofilia não são pedofilia, ainda que não tenham a menor graça. Já piadas racistas são racismo mesmo.
Comediante que dublou desenho de Hércules provoca Disney por demissão de James Gunn
O comediante Bobcat Goldthwait resolveu protestar de forma provocativa contra a decisão da Disney de demitir o diretor James Gunn de “Guardiões da Galáxia Vol. 3”. O cineasta foi demitido na sexta (20/7) após campanha da extrema direita dos Estados Unidos, que denunciou antigos tuítes ofensivos do diretor com “piadas” de dez anos atrás sobre pedofilia e estupro. O presidente da Disney, Alan Horn, classificou as mensagens como “indefensáveis”: “As atitudes ofensivas e as declarações de James no Twitter são indefensáveis e inconsistentes com os valores do nosso estúdio e nós cortamos relações com ele”. Goldthwait, que deu voz vilão Dor, capanga de Hades em “Hércules”, animação produzida pela Disney em 1997, resolveu pedir para a Disney também demiti-lo. Ou melhor, em seu caso, tirar sua voz de uma vindoura atração do parque do estúdio, onde ele reprisaria o papel de “Hércules”. “Eu amo James Gunn. Ele é um amigo leal, muito talentoso, compassivo e gentil. Eu queria dizer algo, e aqui está: Querida Disney, eu odiaria que você ficasse como hipócrita, então estou sugerindo que vocês removam minha voz de uma atração que está chegando ao seu parque”, escreveu o comediante. “O que acontece é que, anos atrás, eu fiz um monte de piadas sarcasticamente chocantes e ofensivas. Muitas delas eu considero vergonhosas hoje em dia, e odiaria que a Disney ficasse mal na foto, visto que eu sou abertamente um crítico do presidente e de sua administração, e vocês parecem tomar suas decisões baseadas nas ordens de alguns de seus apoiadores mais radicais”, continuou, se referindo ao fato de que os tuítes de Gunn foram trazidos a tona por um apoiador de Donald Trump, conhecido por criar teorias de conspiração falsas durante a campanha presidencial de 2016. “Eu acho que James Woods também gravou algumas falas para essa atração do parque, por que vocês não dão uma olhada nos tuítes dele? São bem loucos!”, prosseguiu. Por ironia, o intérprete de Hades no mesmo desenho tem causado polêmica no Twitter por suas postagens agressivas em defesa de Trump. Por isso, não é alvo da campanha “moralista” da extrema direita. “Por fim, para deixar claro, eu apoio sobreviventes de abuso sexual, e também estive pensando: Vocês ainda ganham dinheiro com o seu filme ‘Energia Pura’? Estou perguntando para um amigo”, completa, sarcasticamente, citando o filme de 1995 dirigido por Victor Salva, que foi preso por abusar sexualmente de um ator mirim. Além de dublar o vilão no filme, Bobcat Goldthwait também fez a voz do personagem na série animada de “Hércules” e em várias atrações da Disney, sem esquecer que é lembrado até hoje por sua participação na franquia “Loucademia de Polícia” como o Cadete Zed. A Disney não emitiu nenhum tipo de declaração oficial respondendo ao post do comediante.
Elenco de Guardiões da Galáxia se manifesta sobre demissão de James Gunn
Passada a San Diego Comic-Con, mais integrantes do elenco de “Guardiões da Galáxia” resolveram se manifestar sobre a demissão do diretor James Gunn do terceiro filme da franquia, cada um a seu modo, juntando-se ao protesto inicial de Dave Bautista. James Gunn foi demitido na sexta (20/7) pelo presidente da Disney, Alan Horn, após campanha da extrema direita dos Estados Unidos, que denunciou antigos tuítes ofensivos do diretor com “piadas” de dez anos atrás sobre pedofilia e estupro. Horn classificou as mensagens como “indefensáveis”: “As atitudes ofensivas e as declarações de James no Twitter são indefensáveis e inconsistentes com os valores do nosso estúdio e nós cortamos relações com ele”. O intérprete de Dax foi o primeiro a discordar, logo no começo da polêmica. “Eu tenho mais a dizer, mas por enquanto tudo o que digo é isso… James Gunn é uma das pessoas mais amorosas, carinhosas, de boa índole que eu já conheci. Ele é gentil e se importa com pessoas e animais. Ele cometeu erros. Todos nós cometemos. NÃO acho certo o que está acontecendo com ele”, escreveu Bautista. Ele ainda acrescentou: “O que aconteceu é muito maior que ‘Guardiões da Galáxia’, James Gunn, eu mesmo, Disney etc. Isto foi um ataque cibernazista bem-sucedido. A menos que comecemos a nos unir para enfrentar essa bosta, estejam as pessoas ofendidas ou não… vai ficar muito pior. E isto pode acontecer a qualquer pessoa”, declarou. Michael Rooker, o Youndu, ficou ainda mais revoltado e, por conta disso, tomou uma decisão radical. Ele decidiu abandonar o Twitter, que considera cúmplice da situação. “Essa conta vai ficar inativa depois desse post”, escreveu em sua despedida da rede social. Nós estamos cansados e tristes com toda a merda que vem acontecendo. Nem eu nem meus representantes vamos usar o Twitter de novo. Twitter é uma merda e não quero ter mais nada a ver com isso. Obrigado àqueles que vieram com palavras gentis e de apoio. “Vejo vocês no Instagram.” Em clima oposto, Chris Pratt, o Senhor das Estrelas, postou um versículo bíblico para se justificar, após ter evitado o assunto durante a Comic-Con, onde promoveu a animação “Uma Aventura Lego 2”. “Meus amados irmãos, tenham isto em mente: ‘Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para se revoltar’. Tiago 1:19”, citou o intérprete do Senhor das Estrelas. Já Zoe Saldana e Karen Gillan fizeram questão de compartilhar amor com toda a “família Guardiões da Galáxia” e afirmar que iriam se pronunciar melhor assim que processassem o que aconteceu. “O final de semana tem sido desafiador e eu não vou mentir. Eu vou tirar uma pausa para levar tudo em consideração antes de falar. Eu só quero que todo mundo saiba que eu amo TODOS os membros da família Guardiões da Galáxia. Sempre amarei”, disse a atriz que vive Gamora no Universo Cinematográfico Marvel. “Amo todos os membros da família Guardiões da Galáxia”, declarou a intérprete de Nebula (ou Nebulosa). “Só pra deixar claro, eu vou falar mais sobre isso depois, só queria esclarecer isso por agora. Amo todos vocês.” Em tom similar, mas mais assertiva, Pom Klementieff, a Mantis, divulgou um vídeo em que escreve à mão a seguinte mensagem: “Nós somos Groot. Nós somos uma família. Nós estamos juntos”. Por fim, Sean Gunn, irmão do diretor e intérprete de Kraglin, escreveu um longo post no Instagram, que pode ser resumido pela seguinte frase: “Não preciso nem dizer que eu amo e apoio o meu irmão James e tenho muito orgulho de como ele é gentil, generoso e compassivo com todas as pessoas em sua vida”.
Trailer revela resgate de Star Wars: The Clone Wars, primeira série do serviço de streaming da Disney
A Lucasfilm divulgou de surpresa o pôster e o trailer de série mais festejado da San Diego Comic-Con. E que surpresa: o vídeo revela a retomada de “Star Wars: The Clone Wars” após hiato de quatro anos, e com um hashtag para comemorar o “salvamento” da atração, tirada do ar no Cartoon Network após a Disney comprar o estúdio. A prévia é repleta de clones e easter eggs, além de voltar a reunir os protagonistas Obi Wan Kenobi, Anakin Skywalker, Ahsoka Tano e o Capitão Rex. O anúncio do revival coincide com a celebração dos dez anos de estreia da série original, multipremiada com o Emmy Awards. O resgate tem a intenção de concluir a trama, que tinha ficado incompleta. Vale lembrar que o “cancelamento” foi iniciativa da Disney, para evitar que uma produção do cânone de “Star Wars” – situada entre os filmes “Ataque dos Clones” (2002) e “A Vingança dos Sith” (2005) – , rendesse audiência para o Cartoon Network, integrante do conglomerado Warner e rival do canal Disney XD. Mas o mesmo comunicado que informou a interrupção abrupta, também avisava que havia planos de retomar a história em outro local. A série voltará em 12 episódios inéditos, produzidos por Dave Filoni, responsável pela produção original, e com visual ligeiramente aprimorado. E será exibida no serviço de streaming da Disney. Isto mesmo. O trailer de “Star Wars: The Clone Wars” é o primeiro vislumbre de conteúdo exclusivo da aguardada plataforma, que será lançada em 2019 para concorrer com a Netflix. Por conta disso, a data de estreia da atração ainda não está definida, mas ela deve ser disponibilizada junto com o lançamento do serviço.
Continuações de O Protetor e Mamma Mia! disputam topo das bilheterias na América do Norte
Os lançamentos de duas novas continuações renderam uma disputa acirrada pela liderança das bilheterias nos Estados Unidos e Canadá. O thriller de ação “O Protetor 2”, estrelado por Denzel Washington, acabou levando vantagem sobre o elenco grandioso do musical “Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo” nas projeções de mercado. Mas foi uma vantagem pequena, de pouco mais de US$ 1 milhão. A pancadaria faturou US$ 35,8m (milhões) e a cantoria US$ 34,3m em seus primeiros três dias em cartaz. Ambos abriram uma boa vantagem sobre o 3º lugar, que por sinal é outra continuação, a animação “Hotel Transilvânia 3”, responsável pelo faturamento de US$ 23,1m em seu segundo fim de semana. Por coincidência, os três filmes seguintes do ranking também são sequências, “Homem-Formiga e a Vespa”, “Os Incríveis 2 e “Jurassic World: Reino Ameaçado”, mostrando o tamanho da estagnação criativa da indústria de cinema americana. Até o grande fracasso da programação foi uma tentativa de estender uma franquia de terror. “Amizade Desfeita 2” (Unfriended: Dark Web) abriu em 9º lugar com US$ 3,4m. Apesar disso, já pagou seus custos de produção. Assim como o primeiro longa, custou apenas US$ 1m. Já no ranking da crítica, a continuação de terror ruim se saiu melhor que a sequência do thriller sem graça. “O Protetor 2” foi aprovado por apenas 51% dos críticos tabulados pelo site Rotten Tomatoes, enquanto “Amizade Desfeita 2” rendeu 57% de resenhas favoráveis. Neste comparativo, “Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo” foi claramente o favorito da semana, com 79%. A repercussão positiva superou com folga a recepção do filme original, considerado tão medíocre quanto os outros lançamentos desta semana – 54% em 2008. A continuação de “Mamma Mia!” estreia em 2 de agosto no Brasil, “O Protetor 2” chega duas semanas depois (em 16/8) e “Amizade Desfeita 2” não tem previsão, devendo aparecer por aqui apenas em VOD. Confira abaixo os rendimentos dos demais filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique nos títulos para ler sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. O Protetor 2 Fim de semana: US$ 35,8m Total EUA e Canadá: 35,8m Total Mundo: US$ 39,1m 2. Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo Fim de semana: US$ 34,3m Total EUA e Canadá: US$ 34,3m Total Mundo: US$ 76,7m 3. Hotel Transilvânia 3 Fim de semana: US$ 23,1m Total EUA e Canadá: 91m Total Mundo: 206,6m 4. Homem-Formiga e a Vespa Fim de semana: US$ 16,1m Total EUA e Canadá: US$ 164,6m Total Mundo: US$ 353,5m 5. Os Incríveis 2 Fim de semana: US$ 11,5m Total EUA e Canadá: US$ 557,3m Total Mundo: US$ 940,4m 6. Jurassic World: Reino Ameaçado Fim de semana: US$ 11m Total EUA e Canadá: US$ 383,9m Total Mundo: US$ 1,1b 7. Arranha-Céu – Coragem sem Limite Fim de semana: US$ 10,9m Total EUA e Canadá: US$ 46,7m Total Mundo: US$ 131,8m 8. A Primeira Noite de Crime Fim de semana: US$ 4,9m Total EUA e Canadá: US$ 60,1m Total Mundo: US$ 96,4m 9. Amizade Desfeita 2 Fim de semana: US$ 3,4m Total EUA e Canadá: US$ 3,4m Total Mundo: US$ 3,4m 10. Sorry to Bother You Fim de semana: US$ 2,8m Total EUA e Canadá: US$ 10,2m Total Mundo: US$ 10,2m
Comcast se retira da disputa e Disney fica com a Fox
A batalha principal entre a Comcast e a Disney pela compra da 21st Century Fox está encerrada, com vitória da Disney. A Comcast anunciou que desistiu de comprar a Fox, deixando caminho aberto para a Disney. “Comcast não tem mais a intenção de adquirir a 21st Century Fox”, disse a empresa em comunicado sucinto. O interesse da empresa rival, porém, fez com que a Disney tivesse que aumentar sua proposta inicial, concordando em pagar US$ 71,3 bilhões pelo negócio, que inclui o controle de canais como FX, Nat Geo, os filmes e séries do estúdio da 20th Century Fox e também lhe dá fatias importantes da plataforma de streaming Hulu e da rede de TV paga europeia Sky. Originalmente, a Disney ofereceu US$ 52,4 bilhões pela Fox, oferta que tinha sido aceita, mas precisou aumentar em mais US$ 19 milhões após a Comcast se intrometer na negociação, afirmando que pagaria US$ 65 bilhões. No comunicado, o CEO da Comcast, Brian Roberts, foi político, agradecendo ao CEO da Disney, Bob Iger, e seu time. Ele falou ainda sobre família Murdoch, da Fox, elogiando-a pela a criação de uma empresa tão respeitada e desejada. Entretanto, a guerra não acabou. Ao se retirar da compra da Fox, a Comcast sinaliza que vai mirar toda a sua munição financeira na compra da Sky, o que significa nova disputa com a Disney. Ao comprar a Fox, a Disney assume 39% do controle da Sky. A Fox estava em processo de adquirir os 61% que faltavam para absorver inteiramente a empresa, mas a Comcast se intrometeu novamente, oferecendo lances maiores pela empresa. A Disney, porém, já tinha avaliado a compra da Fox como prioridade sobre a disputa pela Sky. Resta saber se realmente vai deixar a rival sair com uma parte importante do negócio.
Esvaziada, San Diego Comic-Con aponta futuro da indústria de forma diferente da imaginada pelos nerds
Começa nesta quinta (19/7) a San Diego Comic-Con, que até poucos anos atrás era apenas Comic Con. Como os blockbusters que promove, ela também virou franquia, ganhou spin-offs e versões estrangeiras. Mas, sim, há muito tempo deixou de ser a Comic Con que surgiu para celebrar o amor de um grupo de fãs pelos quadrinhos. Descrita pela revista Rolling Stone como o “Super Bowl das pessoas que não gostam do Super Bowl”, a San Diego Comic-Con é, na verdade, o intervalo do Super Bowl estendido por um fim de semana inteiro. Um lugar de comerciais e comércio potencializado, onde se paga para entrar, para fazer compras, para pegar autógrafo, para tirar foto. A programação está cheia de painéis identificados não por produtos da cultura pop, mas pelas empresas que os fabricam. O painel da Sony, da Warner, etc. Que desfilam entrevistas cronometradas e corridas, nas quais elencos não tem tempo para dizer nada, e que transformam em frisson propagandas de filmes, séries, quadrinhos, games e brinquedos. A única coisa espontânea e original deste negócio são os fãs, que acreditam se identificar com um nicho cultural ao vestir fantasias de seus personagens favoritos, felizes por desfilar nos corredores lotados do pavilhão de convenção de San Diego. Para eles, a Comic Con é a semana do orgulho nerd. Ícone máximo dessa geração, a Marvel ficou de fora do evento deste ano. A empresa tinha sido responsável por um dos últimos momentos de excitação espontânea gerada na Comic Con, ao usar o palco principal do evento para apresentar, um a um, os Vingadores que chegariam ao cinema em 2012. Mas a Disney tem um faro que nenhum outro estúdio possui. Assim como quer ter seu próprio serviço de streaming para competir com a Netflix, também já faz sua própria Comic Con, que tende a se tornar cada vez mais popular. Com reforço de marketing – e, quem sabe, troca para um nome melhor – , a D23 Expo pode ficar maior que a Comic Con, simplesmente por reunir Marvel, Lucasfilm, Pixar e em breve as atrações da Fox, sem falar das próprias produções do estúdio. Sem essa fatia significativa do mercado geek, a Comic Con 2018 já gera menor interesse que nos anos passados, colocando sua ênfase nas produções da Warner baseadas nos quadrinhos da DC Comics, que têm, à exceção da “Mulher-Maravilha”, fracassado no cinema. Caso tivesse se saído bem, talvez até a Warner considerasse realizar seu próprio evento – já que é responsável pela maioria dos painéis de cinema e TV, além da própria decoração da “feira”. Afinal, a D23 já é reflexo da percepção de como essas convenções de fãs funcionam como peças publicitárias importantes. São os upfronts nerds, em que se estabelecem as estratégias de marketing, aferem-se preferências do público, analisam-se alcance dos títulos nas mídias sociais e prepara-se o mercado para cada produto-evento anunciado, fomentando expectativas de pré-venda de ingressos, interesse em intervalos comerciais, reserva de mais salas de cinema, patrocínios em produtos, etc. A ascensão do streaming trouxe uma nova palavra-chave para o mercado: direct-to-consumer – ou D2C, na sigla do jargão publicitário. E não há nada mais direto ao consumidor, no marketing atual, que eventos como a Comic Con, em que executivos podem oferecer seus produtos diretamente para quem vai consumi-los e ver a reação in loco. Vai haver muitas notícias, muitas aspas, muitos trailers, muitas revelações de novos produtos nos próximos dias em San Diego, quando a indústria cultural baterá bumbo e assoprará apitos para vender o que investiu milhões e milhões para produzir. E grande parte da imprensa, infelizmente cooptada, achará que se trata de um carnaval nerd. Não é. É a indústria funcionando da forma mais fria, mecânica e calculada possível. Bem-vindos à San Diego Comic-Con 2018. Pode ser uma das últimas da Fox. E, quem sabe, aquela em que as empresas rivais notarão como a estratégia da Disney a mantém líder disparada das bilheterias, sem a Comic Con.
Personagens de Christopher Robin ganham pôsteres individuais
A Disney divulgou novos pôsteres de “Christopher Robin” voltados ao mercado sul-americano. Há uma coleção de cartazes individuais em português dos bichinhos encantadores da trama e um registro do personagem-título, ao lado do Ursinho Pooh, numa arte em espanhol. Próxima fábula com atores baseada no catálogo de animações clássicas do estúdio, “Christopher Robin” se diferencia das outras versões live action da Disney por não ser um remake de carne e osso de um desenho animado prévio – ou mesmo a adaptação de um dos livros de A.A. Milne, criador de Pooh. A premissa é inédita, ainda que remeta a um filme de Steven Spielberg: “Hook” (1991), sobre o Peter Pan adulto. Para quem não lembra, Christopher Robin era o único personagem humano de Milne, inspirado no próprio filho do escritor. Nos livros originais e nos desenhos da Disney, ele é um menino curioso e de imaginação fértil. Mas, no filme, surge como um homem de negócios atormentado por ter que priorizar o trabalho à sua esposa e filha. Sofrendo pela obrigação de demitir diversos funcionários, a última coisa que precisa é voltar a ver Pooh. Mas é exatamente o que acontece. O ursinho ressurge em sua vida, pedindo sua ajuda para encontrar seus amigos novamente. Ewan McGregor (série “Fargo”) interpreta o Robin adulto e Hayley Atwell (a “Agent Carter”) vive sua esposa. Curiosamente, os dois já tinham participado de outras fábulas da Disney. Ela viveu a mãe de Cinderela em, claro, “Cinderela” (2015), e ele foi Lumière em “A Bela e a Fera” (2017). O elenco ainda inclui os dubladores dos bichinhos: Jim Cummings (Pooh), Peter Capaldi (Abel), Chris O’Dowd (Tigrão), Nick Mohammed (Leitão), Sophie Okonedo (Can) e Toby Jones (Corujão). A produção da Disney é o segundo filme recente sobre Christopher Robin. “Adeus Christopher Robin” mostrava a infância real do menino e trazia Domhnall Gleeson e Margot Robbie no papel de seus pais. Apesar desse elenco e do apelo da produção, foi lançado em março diretamente em streaming no Brasil. “Christopher Robin” direção de Marc Forster (“Guerra Mundial Z”) e estreia marcada para 2 de agosto no país, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.












