Christopher Robin é proibido na China porque presidente do país não gosta de ser comparado ao Ursinho Pooh
Parece piada, e realmente começou com uma piada, porém é sério e de verdade. A nova fábula com atores da Disney, “Christopher Robin”, foi proibido na China por conta das comparações, feitas por opositores políticos, entre o Ursinho Pooh e o atual presidente do país, Xi Jinping. Oficialmente, as autoridades chinesas não deram motivo para impedir a estreia do filme. No entanto, imagens do Ursinho Pooh tem sido censuradas até mesmo nas redes sociais, visto que o personagem virou uma espécie de símbolo provocativo da resistência contra o Partido Comunista, ainda no poder no país. Até a HBO sofreu as consequências quando o talk show “Last Week Tonight”, do comediante John Oliver, resolveu tocar na piada feita contra Xi Jinping. A emissora foi simplesmente tirada do ar no país na hora prevista para o programa. Veja abaixo o vídeo polêmico. Aparentemente, o presidente não acha graça da piada. Apesar do comunismo chinês não ser sério, tendo em vista como depende do capitalismo mundial para prosperar, ninguém do país tem autorização para ver o rei nu – por sinal, outra fábula da Disney que deve gerar repulsa nos governantes. A situação deixa realmente de ter graça quando inspira a repressão. Para dar a dimensão aleatória do caso, o filme se passa na Inglaterra em meados do século 20 e nem sequer cita a China. “Christopher Robin” mostra o reencontro do personagem do título com seus amiguinhos de infância, bichinhos falantes de pelúcia que incluem o Ursinho Pooh. Para quem não lembra, Christopher Robin era o único personagem humano de Milne, inspirado no próprio filho do escritor. Nos livros originais e nos desenhos da Disney, ele é um menino curioso e de imaginação fértil. Mas, no filme, surge como um homem de negócios atormentado por ter que priorizar o trabalho à sua esposa e filha. Sofrendo pela obrigação de demitir diversos funcionários, a última coisa que precisa é voltar a ver Pooh. Mas é exatamente o que acontece. O ursinho ressurge em sua vida, pedindo sua ajuda para encontrar seus amigos novamente. Ewan McGregor (série “Fargo”) interpreta o Robin adulto e Hayley Atwell (a “Agent Carter”) vive sua esposa. Conhecido em todo o mundo pelo título de “Christopher Robin”, o filme de Marc Forster (“Guerra Mundial Z”) vai se chamar aqui “Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível”. Trata-se de um penduricalho para justificar salário dos tradutores de título, a atividade menos qualificada do mercado cinematográfico local. Ou alguém realmente chamou o filme “Os Vingadores” de “Os Vingadores – The Avengers”? A estreia está marcada para 16 de agosto nos cinemas brasileiros.
Diretor de Doutor Estranho sugere anúncio da continuação em post misterioso
Com o terceiro filme dos “Guardiões da Galáxia” no limbo, a Marvel não tem mais nenhuma produção marcada após “Homem-Aranha: Longe de Casa” (a tradução oficial e errada de “Spider-Man: Far from Home”), atualmente em filmagens. Isto significa que novidades devem ser anunciadas em breve. E já é possível cravar quando. O diretor Scott Derrickson, do filme “Doutor Estranho”, postou no seu Instagram uma imagem dos quadrinhos em que o herói aparece rezando. Ao lado, ele escreveu. “Não a minha vontade, mas a tua será realizada”. E complementou: “Nos vemos em setembro”. Pouco depois do lançamento de “Vingadores: Guerra Infinita”, Kevin Feige, o presidente da Marvel Studios, falou com otimismo sobre um segundo filme do Doutor Estranho, mas não adiantou nenhum plano para sua realização. Pela pista publicada por Derrickson, “Doutor Estranho 2” pode ser o próximo filme a ser anunciado no universo da Marvel. Será? “Not my will, but thine be done…” See you in September. Uma publicação compartilhada por Scott Derrickson (@scottderrickson) em 30 de Jul, 2018 às 10:52 PDT
Sony divulga a tradução (errada) oficial do novo filme do Homem-Aranha no Brasil
A Sony Pictures anunciou o título oficial do novo filme do Homem-Aranha no Brasil, com a divulgação do primeiro logotipo da produção. A tradução foi revelada mais de um mês após o título original ser “vazado” por Tom Holland. Infelizmente, todo esse tempo não foi gasto para aprimorar e revisar o trabalho de tradução, que saiu meia-boca. Em vez de verter corretamente “Spider-Man: Far From Home” como “Homem-Aranha: Longe do Lar”, até para, como disse o próprio presidente da Marvel Studios, ligar a história diretamente a “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”, os funcionários brasileiros optaram por ignorar o ditado “home sweet home” (lar, doce lar) e traduzir home como “house”. Ou melhor, casa. E perder a ligação sugerida. “Nós aprovamos pois o título se conecta com ‘De Volta ao Lar’, não apenas mantendo a palavra ‘Lar’ – que gostamos muito e é melhor que ‘De volta ao Lar 2’ – mas essa noção de ‘lar’. É uma palavra com vários significados e queremos continuar isso com essa versão do Homem-Aranha. Então, ‘Longe do Lar’ tem vários significados”, afirmou Kevin Feige, presidente do Marvel Studios, em junho passado. Assim, o título nacional será “Homem-Aranha: Longe de Casa”. Mais um equívoco para a coleção dos tradutores nacionais, que seguem traduzindo como querem – e agora também fazendo barbaridades na Netflix. Entretanto, o público já começa a demonstrar impaciência com os (ir)responsáveis que só têm que traduzir duas ou três palavras e ainda assim conseguem errar. No ano passado, uma campanha de fãs fez a Universal rever o título de “Jurassic World: Reino Ameaçado”, que quase chegou aos cinemas brasileiros como “Jurassic World: O Reino Está Ameaçado”. Mas os mesmos fãs não conseguiram sensibilizar a Disney a corrigir “Star Wars: Os Últimos Jedi”, diante de declarações seguidas do diretor a respeito do título, frisando referir-se a Luke Skywalker, o último jedi – no singular. Um “s” a mais mudou todo o sentido, para se ver a importância da tradução correta, algo que parece ser feito sem muita reflexão no país. Confira abaixo o logo oficial do novo filme do Homem-Aranha no Brasil… com as cores da armadura do “Aranha de Ferro”. O filme chega aos cinemas em julho de 2019.
Criador de Black-ish abandona ABC por negociação de exclusividade com a Netflix
O roteirista-produtor Kenya Barris, criador das séries “Black-ish” e “Grown-ish” e autor dos roteiros de “Viagem das Garotas” e do novo “Shaft”, vai trocar a TV pelo streaming. Ele anunciou ter encerrado sua parceria com o ABC Studios, seu lar criativo desde 2015, e a imprensa americana afirma que isso acontece no momento em que ele negocia valores para fechar um acordo com a Netflix. Com esse acordo, Barris se juntaria a Shonda Rhimes e Ryan Murphy entre os contratados exclusivos da plataforma de streaming. O negócio, na verdade, está sendo especulado desde abril, quando a relação do produtor com a ABC começou a dar sinais de desgaste. Os problemas de Barris ficaram claros após o canal ABC vetar a exibição de um episódio politicamente temático do “Black-ish”, citando “diferenças criativas”. “Dadas as nossas diferenças criativas, nem ABC nem eu estávamos felizes com a direção do episódio e concordaram em não colocá-lo no ar”, Barris disse na época. Mas o que se comenta é que ele não estava feliz era com a atitude da emissora. Para completar, a rede não vinha apostando em novas criações do roteirista. A ABC recusou “Libby e Malcolm”, série política que seria estrelada por Felicity Huffman e Courtney B. Vance, “Unit Zero”, que mostraria Toni Collette na CIA, além de uma comédia com Alec Baldwin, que foi abandonada após o ator desistir do projeto. Ele só vinha emplacando séries no canal pago juvenil do conclomerado, o Freform. Todo o material dispensado pode, agora, ressurgir na Netflix, bem como novas produções do requisitado roteirista, que na despedida do ABC Studios deixará uma nova série no Freeform, “Besties”. De todo modo, em comunicado oficial, o produtor jogou panos quentes nos rumores sobre seu descontentamento com a ABC. “Sou muito grato a Patrick Moran e o seu time na ABC Studios, que me apoiaram em todas as etapas enquanto eu criava as palavras que seriam ditas pelos personagens de ‘Black-ish’, ‘Grown-ish’ e agora ‘Besties’. Deixar a ABC me deixa um sentimento agridoce, mas entre os projetos que estão no ar e os que estão em desenvolvimento, eu sei que continuarei trabalhando com a ABC por muito anos.” A declaração final de Barris refere-se ao fato de que todas as séries que estão na ABC, continuarão na ABC, mesmo após ele (supostamente) assinar com a Netflix
Kiersey Clemons entra no elenco da refilmagem de A Dama e o Vagabundo da Disney
A atriz Kiersey Clemons (“Dope: Um Deslize Perigoso”) vai participar do remake de “A Dama e o Vagabundo”, atualmente em pré-produção na Disney. Ela deve viver uma personagem humana: Darling, dona da cadela Dama. A produção vai combinar filmagens “live action”, com atores de carne e osso, e animação realista feita por computador, ao estilo de “Mogli – O Menino Lobo”, em que os animais falantes foram criados por animação digital e dublados por atores conhecidos. Entre os dubladores dos cachorros, já foram confirmados Justin Theroux (da série “The Leftovers”), como a voz do vira-lata Vagabundo, e Ashley Jensen (“Extras”), no papel de uma cachorrinha Terrier escocesa chamada Jackie – no desenho de 1955, o personagem era um cachorro chamado Jock. Já a intérprete da cocker spaniel mimada chamada Dama, que se paixona pelo Vagabundo, ainda não foi definida. No clássico da Disney, a Dama acaba na rua depois que seus donos têm um bebê. Ela é salva de uma matilha raivosa pelo Vagabundo, que lhe mostra que ser um cão sem coleira pode ser divertido. O filme apresenta uma das cenas mais icônicas da Disney: um jantar de espaguete romântico realizado em um beco, que inclui um dos beijos mais famosos da história do cinema. A nova versão tem roteiro de Andrew Bujalski, um cineasta indie premiado com o troféu John Cassavettes (para filmes feitos por menos de US$ 500 mil) no Spirit Awards 2013 pela comédia “Computer Chess”, e direção está a cargo de Charlie Bean, responsável pela animação “Lego Ninjago: O Filme”. Interessante reparar que essa equipe destoa muita das produções das demais refilmagens de desenhos do estúdio, que reúne cineastas renomados e grandes estrelas de cinema. Isso talvez se deva ao fato de o filme não estar sendo desenvolvido para o cinema, mas para a vindoura plataforma de streaming da Disney, prevista para 2019.
Os Incríveis 2 atinge US$ 1 bilhão nas bilheterias em tempo recorde
O filme “Os Incríveis 2” atingiu a marca de US$ 1 bilhão de arrecadação mundial com a soma dos ingressos vendidos na segunda-feira (30/7). Trata-se da quarta estreia de 2018 a bater a marca, após “Pantera Negra” (US$ 1.34 bilhão), “Vingadores: Guerra Infinita” (US$ 2.04 bilhões) e “Jurassic World: Reino Ameaçado” (US$ 1.23 bilhão). Ou seja, dos quatro filmes bilionários de 2018, três são da Disney. E esses três também são filmes de super-heróis. Entretanto, a produção da Disney-Pixar impressiona mais por ser apenas a sétima animação da História a entrar no clube dos bilionários. Mais que isso, chama atenção pela rapidez com que juntou o montante: apenas sete semanas – ou 47 dias. A velocidade para atingir a quantia bilionária representa um recorde no gênero, considerando que os demais títulos levaram dois meses para chegar neste valor. Por exemplo, o campeão de arrecadação “Frozen: Uma Aventura Congelante” (o atual recordista da categoria, com US$ 1.276 bilhão) levou o dobro do tempo, 14 semanas, para superar a marca. Os outros cinco filmes animados que ultrapassaram a quantia são “Minions”, “Toy Story 3”, “Procurando Dory”, “Meu Malvado Favorito 3” e “Zootopia”. “Os Incríveis 2” também é a animação de maior bilheteria de todos os tempos nos cinemas norte-americanos, com US$ 572,8 milhões arrecadados no mercado doméstico. Isto significa que o sucesso do filme foi muito maior na América do Norte, de onde vem 57% de sua bilheteria total. Contudo, “Os Incríveis 2” ainda não estreou em 14 países, incluindo grandes mercados como Japão, Itália, Espanha e Alemanha. Ou seja, sua bilheteria mundial ainda vai crescer muito.
Elenco de Guardiões da Galáxia se junta para defender o diretor James Gunn e pedir sua volta para o Vol. 3
O maior inimigo da Marvel no cinema existe na vida real: é a extrema direita americana. Após cair numa cilada de conspiradores de direita e demitir precipitadamente o diretor James Gunn, por piadas impróprias que ele postou no Twitter na década passada, antes de ser contratado pela companhia, a Disney acabou vítima de “fogo amigo”, vendo-se numa – situação que parece sair de seus filmes – “guerra civil” contra os “super-heróis da Marvel” por suas decisões. Os intérpretes dos “Guardiões da Galáxia” publicaram uma carta aberta nesta segunda-feira (30/7), em que se posicionam claramente em defesa do diretor da franquia, dispensado pelo estúdio da produção de “Guardiões da Galáxia Vol. 3”. O conteúdo tenta manter o confronto de opiniões em tom civilizado, mas tuítes individuais de alguns integrantes do elenco sugerem ânimos mais exaltados, o que deixa a produção do terceiro filme da franquia em situação insustentável. A Marvel pode precisar reescalar o elenco inteiro se for adiante com o projeto sem James Gunn. “Para nossos amigos e fãs: Nós apoiamos completamente James Gunn”, começa a carta. “Nós todos ficamos chocados com sua abrupta demissão na semana passada, e intencionalmente esperamos esses dez dias para pensar, orar, ouvir e discutir sobre isso. Nesse tempo, nos vimos encorajados pela torrente de apoio vinda de fãs e membros da mídia que gostariam de ver James reinstituído como diretor do ‘Volume 3’, assim como desencorajados por aqueles que foram tão facilmente enganados e acreditaram nas muitas teorias de conspiração que o envolveram”. “Estar nos filmes de ‘Guardiões da Galáxia’ foi uma honra na vida de cada um de nós”, continua o elenco. “Não podemos deixar esse momento passar sem expressar nosso amor, apoio e gratidão a James. Não estamos aqui para defender suas piadas de anos atrás, mas sim para dividir a experiência que tivemos no tempo que passamos juntos no set de ‘Guardiões da Galáxia Vol. 1’ e ‘Vol. 2’. O caráter que ele mostrou após sua demissão é consistente com o do homem que vimos todos os dias no set, e suas desculpas, agora e anos atrás, acreditamos ser de coração – um coração que conhecemos, confiamos e amamos. Ao escalar cada um de nós para ajudá-lo a contar essa história de desajustados que encontram a redenção, ele mudou nossas vidas para sempre. Acreditamos que o tema da redenção nunca foi tão atual quanto agora”. “Cada um de nós está ansioso para atuar com o nosso amigo James no futuro. Sua história não acaba aqui – nem de longe”, escrevem a seguir. A carta segue condenando a forma como as redes sociais e a opinião pública condenam personalidades acusadas de crimes ou expostas por supostos preconceitos de forma apressada e sem critério, citando o que aconteceu com o diretor como um exemplo de ‘um bom homem’ que passou por “assassinato de caráter”. “É nossa esperança que o que aconteceu possa servir como exemplo para todos nós percebermos a enorme responsabilidade que temos, conosco e uns com os outros, ao decidirmos gravar as nossas palavras na internet. Como sociedade, podemos aprender com essa experiência que devemos pensar duas vezes antes de decidir o que queremos expressar, de forma que usemos esse poder para ajudar e curar, ao invés de machucar”. O texto se conclui: “Obrigado por tirarem tempo para ler nossas palavras”. Assinam Chris Pratt (Senhor das Estrelas), Zoe Saldana (Gamora), Dave Bautista (Drax), Bradley Cooper (Rocket), Vin Diesel (Groot), Karen Gillan (Nebula), Pom Klementieff (Mantis), Sean Gunn (Kraglin) e Michael Rooker (Yondu). O ator Chris Pratt, intérprete do Senhor das Estrelas, ainda acrescentou, ao postar a carta em sua conta no Instagram: “Embora eu não apoie as piadas inapropriadas de James Gunn de anos atrás, ele é um bom homem. Eu, pessoalmente, adoraria vê-lo reinstituído como diretor do Volume 3”. “Guardiões da Galáxia, Vol. 3” segue previsto para 2020 no calendário da Disney, embora ainda não haja notícias sobre um diretor substituto para Gunn, sobre sua readmissão ou sobre nova escalação de elenco. Although I don’t support James Gunn’s inappropriate jokes from years ago, he is a good man. I’d personally love to see him reinstated as director of Volume 3. If you please, read the following statement- signed by our entire cast. Uma publicação compartilhada por chris pratt (@prattprattpratt) em 30 de Jul, 2018 às 9:41 PDT
Novo Missão Impossível abre em 1º lugar com a melhor estreia da franquia
Após conquistar as críticas mais positivas da franquia, “Missão: Impossível – Efeito Fallout” também demonstrou o melhor desempenho nas bilheterias, estreando em 1º lugar na América do Norte – e no mundo. A arrecadação de US$ 61,5m (milhões) no primeiro fim de semana em cartaz nos Estados Unidos e no Canadá é a maior já registrada pela cinessérie de ação da Paramount. Até então, a melhor abertura pertencia à “Missão: Impossível II” (US$ 57,8m). Mas para dar a real dimensão do feito, já que os valores parecem pequenos diante dos blockbusters de super-heróis, é bom considerar que esse faturamento representa a segunda maior estreia da carreira inteira do astro Tom Cruise, perdendo apenas para “Guerra dos Mundos” (US$ 64,9m) na América do Norte. Não só isso. O resultado mundial de US$ 153,5m também é recorde na franquia, superando com folga os US$ 131,5m obtidos por “Missão: Impossível – Nação Secreta” há três anos. Deste total, US$ 92m vêm das bilheterias internacionais, outro recorde para a cinessérie de espionagem. O detalhe é que o filme foi lançado em apenas 36 países – cerca de 40% do mercado internacional. Ou seja, a bolada vai crescer muito ainda. Outras marcas conquistadas por “Missão: Impossível – Efeito Fallout” são a aprovação de 97% da crítica, registrada no site Rotten Tomatoes, e a nota A, registrada na pesquisa de opinião do CinemaScore – as maiores notas dentre todas as “Missões Impossíveis”. “Tom Cruise tem provado repetidamente que quando se trata de ação, ele é uma das estrelas mais confiáveis que existem. Nós tivemos todos esses grandes filmes de verão com efeitos visuais. Agora vem um filme onde o ator e o diretor filmam a ação com truques reais. Isto fornece entretenimento cru e visceral que está deixando as pessoas realmente animadas”, disse Kyle Davies, chefe de distribuição doméstica da Paramount, ao avaliar a razão do sucesso da produção, para o site The Hollywood Reporter. Apenas outro filme teve estreia ampla na América do Norte durante o fim de semana: a animação de super-heróis “Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas”, que ficou abaixo das expectativas com um 5º lugar e faturamento de US$ 10,5m em mais de 3 mil cinemas. As considerações sobre o fracasso de público são as mesmas que se fazia assim que a produção foi anunciada: quem pagaria para ver o que é, em suma, um telefilme no cinema? A produção é baseada numa série infantil popular do Cartoon Network, que as crianças já veem em casa, sem precisar se deslocar. De todo modo, o investimento foi baixo (a produção custou US$ 10m) e a crítica amou a produção, com 90% de respaldo no Rotten Tomatoes, nota muito mais alta que a recebida pelos filmes supercaros e super-sérios da DC Comics. A animação será exibida apenas daqui a um mês no Brasil, prevista para 30 de agosto. De resto, “Homem-Formiga e a Vespa” superou neste fim de semana o total da arrecadação doméstica do primeiro filme, “Homem-Formiga”, ao atingir US$ 183,1m em sua quarta semana em cartaz. Entretanto, o desempenho internacional ainda permanece muito abaixo do longa original. Por fim, “Os Incríveis 2” está prestes a se tornar o quarto filme do ano a ingressar no clube dos bilionários. Atualmente com US$ 996,4m de faturamento mundial, a animação da Disney-Pixar deve atingir US$ 1 bilhão antes do próximo fim de semana. Confira abaixo os rendimentos dos demais filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique nos títulos para ler sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Missão: Impossível – Efeito Fallout Fim de semana: US$ 61,5m Total EUA e Canadá: 61,5m Total Mundo: US$ 153,5m 2. Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo Fim de semana: US$ 15m Total EUA e Canadá: US$ 70,4m Total Mundo: US$ 167,2m 3. O Protetor 2 Fim de semana: US$ 14m Total EUA e Canadá:64,2m Total Mundo: 70,3m 4. Hotel Transilvânia 3 Fim de semana: US$ 12,3m Total EUA e Canadá: US$ 119,2m Total Mundo: US$ 284,2m 5. Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas Fim de semana: US$ 10,5m Total EUA e Canadá: US$ 10,5m Total Mundo: US$ 11,5m 6. Homem-Formiga e a Vespa Fim de semana: US$ 8,4m Total EUA e Canadá: US$ 183,1m Total Mundo: US$ 394,2m 7. Os Incríveis 2 Fim de semana: US$ 7,1m Total EUA e Canadá: US$ 572,7m Total Mundo: US$ 996,4m 8. Jurassic World: Reino Ameaçado Fim de semana: US$ 6,7m Total EUA e Canadá: US$ 397,5m Total Mundo: US$ 1,2b 9. Arranha-Céu – Coragem sem Limite Fim de semana: US$ 5,4m Total EUA e Canadá: US$ 59,1m Total Mundo: US$ 225,7m 10. A Primeira Noite de Crime Fim de semana: US$ 2,2m Total EUA e Canadá: US$ 65,4m Total Mundo: US$ 111m
Ator que viveu Mogli será vilão na nova versão de Mulan
O ator havaiano Jason Scott Lee, que viveu Bruce Lee na cinebiografia “Dragão: A História de Bruce Lee” (1993) e Mogli no filme com bichos reais “O Livro da Selva” (1994), entrou no elenco da versão live-action de “Mulan”, da Disney. O ator, que já está com 51 anos, vai interpretar Bori Khan, um vilão criado para o filme, que buscará vingar a morte de seu pai. Ele se junta à atriz Gong Li (“Memórias de Uma Gueixa”), que interpretará uma feiticeira maligna, no time de antagonistas do filme. Já Mulan será interpretada pela atriz Liu Yifei (“O Reino Proibido”). Bem diferente da versão animada, o novo filme não terá dragões bonzinhos, mas manterá a premissa básica da jovem que se disfarça de homem para ir à guerra no lugar do pai doente. Donnie Yen (“Rogue One: Uma História Star Wars”) vai interpretar seu mentor, Jet Li (“Os Mercenários”) será o Imperador e o novato Yoson An dará vida ao interesse romântico dessa nova versão – Shang no desenho e Chen na nova versão. O roteiro foi escrito por quatro pessoas, entre elas a dupla Amanda Silver e Rick Jaffa (de “Planeta dos Macacos: A Origem” e “No Coração do Mar”). A direção é da neozelandesa Niki Caro (de “Encantadora de Baleias” e da série “Anne”). A estreia está marcada para março de 2020.
Disney vai produzir seu primeiro filme de princesa negra africana
A Disney vai produzir seu primeiro filme de princesa negra africana. O estúdio deu a luz verde para a produção de “Sadé”, um filme live-action concebido pelos roteiristas Ola Shokunbi e Lindsey Reed Palmer. Eles nunca escreveram um longa-metragem, mas emplacaram o conceito numa reunião com os executivos da Disney, intermediada por Rick Famuiywa, cineasta responsável por “Dope: Um Deslize Perigoso”, que vai produzir as filmagens. Na trama, quando seu reino na África é atacado por uma força misteriosa, a personagem Sadé descobre poderes mágicos e assume o papel de protetora de seu povo. O estúdio já tinha mostrado uma princesa negra americana no desenho “A Princesa e o Sapo” (2009), mas será a primeira vez que contará uma história do gênero passada na África. A produção é reflexo do sucesso obtido pela Disney com “Pantera Negra”. A adaptação dos quadrinhos da Marvel bateu recordes de bilheteria com uma história que também mostrava um reino fictício africano. Mas se passava no universo Marvel e não nos reinos encantados das princesas da Disney. Apesar de Suri ter roubado as cenas de “Pantera Negra”, “Sadé” trará a primeira princesa negra de carne e osso como protagonista de um filme na Disney. Além desse projeto, a Disney desenvolve a refilmagem de “O Rei Leão”, que também é sobre um reino africano, mas comandado por animais.
Ator da série The Leftovers será o vira-lata da refilmagem de A Dama e o Vagabundo
A Disney escalou o protagonista masculino de sua nova versão de “A Dama e o Vagabundo”. O papel do cachorrão vira-lata que vive um romance com uma cadela de pedigree será vivido por Justin Theroux (da série “The Leftovers”). Além dele, a produção também inclui a atriz Ashley Jensen (“Extras”), que interpretará um papel coadjuvante, uma cachorrinha Terrier escocesa chamada Jackie – no desenho de 1955, o personagem era um cachorro chamado Jock. Já a intérprete da cocker spaniel mimada, que se paixona pelo Vagabundo, ainda não foi definida. A produção deve combinar “live action”, atores de carne e osso, com animação realista feita por computador, ao estilo de “Mogli – O Menino Lobo”, em que os animais falantes foram criados por animação digital e dublados por atores conhecidos. No clássico da Disney, a Dama acaba na rua depois que seus donos têm um bebê. Ela é salva de uma matilha raivosa pelo Vagabundo, que lhe mostra que ser um cão sem coleira pode ser divertido. O filme apresenta uma das cenas mais icônicas da Disney: um jantar de espaguete romântico realizado em um beco, que inclui um dos beijos mais famosos da história do cinema. A nova versão tem roteiro de Andrew Bujalski, um cineasta indie premiado com o troféu John Cassavettes (para filmes feitos por menos de US$ 500 mil) no Spirit Awards 2013 pela comédia “Computer Chess” e a direção está a cargo de Charlie Bean (de “Lego Ninjago: O Filme”). Interessante reparar que essa equipe destoa muita das produções das demais refilmagens de desenhos do estúdio, que reúne cineastas renomados e grandes estrelas de cinema. Isso talvez se deva ao fato de o filme não estar sendo desenvolvido para o cinema, mas para a vindoura plataforma de streaming da Disney, prevista para 2019.
Disney já agiliza fusão com a Fox no Brasil
A Disney já está se mexendo para agilizar sua nova estrutura, após a aquisição da Fox, no mercado internacional. A notificação da fusão no Brasil foi feita na quinta-feira (26/7) ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), responsável por investigar e prevenir abusos econômicos no país. Na documentação enviada pela Disney, a empresa afirma que a aquisição da Fox não vai reduzir a competição nem lhe dará uma posição dominante ou de monopólio no país. A negociação já foi aprovada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que fez apenas uma ressalva, determinando que a Disney vendesse as emissoras esportivas regionais da Fox, por entender que elas, em conjunto com a ESPN (que já é da Disney), poderiam constituir um monopólio no segmento. A oferta da Disney para a compra da 21st Century Fox, no valor de US$ 71,3 bilhões, passou em votação quase unanime entre os acionistas de ambas as empresas nesta sexta (27/7). Ainda não está claro como se dará a configuração da nova empresa no Brasil, mas a indicação é que a Disney absorverá o estúdio Fox Film do Brasil, os canais pagos Fox, Fox Premium, Fox Life, FX e National Geographic, mas, pela negociação original nos Estados Unidos, não deverá controlar a Fox Sports.
Acionistas de Disney e Fox aprovam negócio entre as duas empresas
A oferta da Disney para a compra da 21st Century Fox, no valor de US$ 71,3 bilhões, foi aprovada em votação quase unanime entre os acionistas de ambas as empresas. Segundo a revista Variety, a votação, que aconteceu na manhã desta sexta-feira (27/7) no Hotel Hilton, em Nova York, foi decido em tempo recorde. A decisão levou menos de 15 minutos. Apenas um acionista da Disney votou contra a aquisição, argumentando que o preço tinha saído alto demais. De acordo com John Nallen, chefe financeiro da Fox, a compra deve ser finalizada em todos os seus detalhes ainda na primeira metade de 2019. Anunciada primeiramente no ano passado, a compra quase não aconteceu por conta de uma segunda oferta, feita pela empresa de comunicações Comcast, já proprietária do estúdio Universal. A Disney precisou cobrir o valor oferecido pela concorrente para ficar com os ativos da Fox. Por conta disso, o negócio acabou custando US$ 18,9 milhões a mais que o inicialmente previsto. Os acionistas da Fox já tinha acenado que aceitariam a oferta original, de US$ 52,4 bilhões, quando a Concast se meteu para oferecer US$ 65 bilhões pela empresa. Mas não é só. A Disney também assumirá a dívida líquida da 21st Century Fox, de cerca de US$ 13,7 bilhões, o que eleva o negócio ao valor de US$ 85 bilhões. A efetivação da compra faz o império do Mickey crescer ainda mais, com a incorporação do estúdio de cinema 20th Century Fox, as produtoras indies Fox Searchlight Pictures e Fox 2000, a produtora de TV da Fox e os canais pagos do grupo FX e National Geographic, assim como mais de 300 canais internacionais. Também estão inclusas a participação de 30% da Fox no serviço de streaming Hulu, a fatia de 50% da companhia na Endemol (responsável por criar reality shows como “Big Brother” e “MasterChef”), o canal pago indiano Star India e a participação na rede de TV paga europeia Sky. Com o negócio, a Disney passará a reunir a maioria dos heróis da Marvel, juntando os X-Men, Deadpool e Quarteto Fantástico com os Vingadores. A Fox também detinha os direitos de um único filme da saga “Star Wars”: o “Guerra nas Estrelas” original, que agora passa a ser integrado com os demais na LucasFilm (comprada pela Disney em 2012). A empresa também se torna proprietária de outras grandes franquias do cinema, como “Avatar” e “Planeta dos Macacos”, e de produções menores, mas prestigiadas, como “Estrelas Além do Tempo”, “Garota Exemplar” e “A Forma da Água”, vencedor do Oscar 2018. Já na TV, a Disney adquire séries de sucesso como “This Is Us”, “Modern Family” e “The Simpsons”, além de atrações de super-heróis como “Legion” e “Gifted”, sem esquecer a possibilidade de explorar o catálogo de filmes da Fox em novas séries. O objetivo da Disney é se reforçar para lançar seu serviço de streaming próprio e rivalizar com a Netflix e a Amazon a partir de 2019. Após a venda, a Fox irá se focar em seus canais de notícia e esportes. Permanecem com ela a rede Fox, formada por 28 emissoras de TV, os canais Fox News, Fox Business e Fox Sports. A nova empresa resultante do negócio dever ser rebatizada de New Fox, e estreará no mercado com um fortuna para investir em novos projetos.












