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    Disney sabia do comportamento do diretor de Toy Story: “Inapropriado até com as fadinhas”

    29 de novembro de 2017 /

    Novas informações vieram à tona sobre as acusações de assédio sexual contra John Lasseter, um dos fundadores da Pixar, diretor de “Toy Story” e chefe do departamento de animação da Disney. O Deadline ouviu funcionários da Disney, que não quiseram se identificar, mas confirmaram que a Disney sabia do comportamento de Lasseter e até designava “babás” para vigiá-los em reuniões com mulheres ou festas da companhia. Segundo a reportagem, Lasseter comparecia às festas escoltado por um funcionário, cuja função era “prevenir” ações que poderiam ser vistas como inapropriadas. Uma das fontes citou casos de executivas que se demitiram após toques indesejados e uma obsessão doentia pelas atrizes que serviam de modelo para as animações da franquia Tinker Bell, nos filmes de fadas feito para o mercado de DVD. “Ele era inapropriado até com as fadinhas”, disse um ex-executivo da Pixar, após revelar que ele convenceu a Disney a bancar uma viagem do elenco feminino da franquia e insistir em levar as atrizes para festas. “Tivemos que escalar alguém para acompanhá-lo e ter certeza de que ele não ficaria sozinho com elas”. Uma executiva contou que não podia sentar a seu lado em reuniões de trabalho, que ele passava a mão boba na sua perna. “Era muito desconfortável. Com o tempo, comecei a evitar me sentar perto dele sempre que podia, porque isso me afligia e me impedia de falar”, confidenciou. Outro executivo da Pixar descreveu um momento em que, após uma feira de brinquedos em Nova York, Lasseter propôs que todos saíssem para “tomar um drinque”. “Quando vimos, ele estava puxando a única mulher que havia no grupo para perto de si e passando a mão por todo o corpo dela. Ela tentou rir depois, mas era óbvio que ela ficou irritada, e com muita razão”, conta o entrevistado, revelando que ela se demitiu. A Disney e a Pixar não se pronunciaram sobre os novos detalhes do comportamento de Lasseter. O diretor se afastou provisoriamente de sua posição como chefe do departamento de animação da Disney – para “um semestre sabático”, segundo seu próprio comunicado – , e boatos indicam que Pete Docter, diretor de “Monstros S.A.” pode assumir seu lugar. Em texto enviado aos funcionários da Pixar, Lasseter disse: “Recentemente, tive uma série de conversas difíceis que foram muito dolorosas para mim. Nunca é fácil enfrentar seus erros, mas é a única maneira de aprender com eles. Minha esperança é que um semestre sabático possa me dar a oportunidade de começar a cuidar melhor de mim mesmo, me recarregar e me inspirar, para então retornar com a visão e a perspectiva que preciso para ser o líder que vocês merecem”. O texto de Lasseter também aborda sua fama de “pegajoso”. “Eu especialmente quero pedir desculpas a qualquer um que recebeu um abraço não desejado ou qualquer gesto que ultrapassasse o limite de qualquer forma. Não importa quão benigna fosse minha intenção, todos têm o direito de estabelecer seus próprios limites e tê-los respeitados”, disse o produtor.

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    James Cameron diz que quase bateu em Harvey Weinstein com o Oscar de Titanic

    27 de novembro de 2017 /

    O diretor James Cameron contou que sua vitória no Oscar de 1998 quase virou pancadaria. Ele esteve prestes a bater no produtor Harvey Weinstein com uma das estatuetas conquistadas naquela noite por “Titanic”. A situação foi revelada por Cameron em uma entrevista à revista Vanity Fair. Segundo o cineasta, a discussão entre os dois aconteceu no intervalo da premiação, pouco antes do anúncio do filme vencedor, e foi interrompida pela música que marca o retorno dos comerciais, além do apelo de alguns colegas sentados ao redor. “Eu iria acertá-lo com meu Oscar”, garante o diretor. “Mas então a música que indica que devemos retornar aos nosso assentos começou a tocar e aqueles que estavam ao nosso redor ficaram me alertando, dizendo ‘aqui não, aqui não!’. Foi como se estivesse tudo bem se brigássemos no estacionamento da festa, mas não ali no salão, porque estaríamos ao vivo”. A briga foi motivada pela forma como a Miramax – empresa na época comandada por Weinstein – tratou o cineasta Guillermo del Toro na produção de “Mutação”. Cameron é amigo de longa data do diretor mexicano. “Harvey chegou até mim todo vaidoso, falando o quanto tinha sido maravilhoso para a carreira de Toro. Eu simplesmente falei a verdade, pontuando o ‘quão maravilhoso’ ele realmente tinha sido para o diretor, baseado no que eu próprio sabia. Isso acabou iniciando uma discussão”. Weinstein costumava ser considerado o pior produtor para se trabalhar em Hollywood, mas ao mesmo tempo também era o mais premiado. Ele só não ganhou mais agradecimentos que Stephen Spielberg na história das premiações do Oscar, mas superou Deus no quesito. Ao todo, suas produções tiveram 303 indicações ao Oscar e resultaram em 75 estatuetas. Seu nome também deve ser bastante pronunciado no Oscar 2018, mas por outros motivos, após décadas de abusos sexuais do produtor virem à tona. Por sinal, Weinstein não poderá participar da cerimônia, pois foi expulso da Academia. Os organizadores do Oscar anunciaram sua exclusão da organização por meio de um comunicado, afirmando que ele “não merece respeito de seus colegas”. Saiba mais sobre o escândalo aqui.

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  • TV

    Aguinaldo Silva explicita campanha pelo “perdão” a José Mayer na Globo

    24 de novembro de 2017 /

    O autor de novelas Aguinaldo Silva encampou a campanha pelo “perdão” ao ator José Mayer, afastado da Globo desde o final da novela “A Lei do Amor”, em março, após ser acusado de assédio sexual. Em sua página do Facebook, Silva divulgou uma imagem com a mensagem: “Força, Zé! Todos cometem erros… e não será um bando de oportunistas que vai apagar a sua estrela!”. Na legenda, escreveu: “Faço por valer o significado da palavra ‘Amigo”: jamais vou te esquecer e ninguém vai me calar!”. Aguinaldo Silva está em campanha ativa para ter Mayer em sua próxima novela. Ele já havia escalado o ator para “O Sétimo Guardião”, e, ao contrário de boa parte da emissora que atacou o ator, manteve o convite mesmo depois do caso de assédio. Desde então, o próprio escritor enfrentou uma polêmica em relação à autoria dessa novela, que foi cancelada. Mas já preparou uma nova história, “A História dos Lobos”, aprovada para entrar no ar no segundo semestre de 2018. Além da campanha a favor de Mayer, Aguinaldo Silva vem postando comentários polêmicos sobre o assunto do assédio sexual. No início de novembro, ele escreveu no Twitter: “Afinal, quem assedia quem neste nosso mundo em que ser um ‘sedutor’ tornou-se uma virtude e um trunfo para todos os sexos já reconhecidos?” José Mayer foi afastado depois que a figurinista Susllem Tonani tornou público o assédio que sofreu por meses nos bastidores da Globo. A abordagem teria começado com elogios, passado para cantadas mais abertas até o dia em que ele teria tocado suas partes íntimas sem consentimento. Ela denunciou as investidas do ator no Departamento de Recursos Humanos da emissora em 2016, mas, como isso não gerou resultados, decidiu tornar o fato público em março, no blog Agora É Que São Elas, da Folha de S. Paulo. O caso acabou ganhando grande repercussão e uniu as atrizes da emissora em seu apoio, com direito a hashtag, camiseta e slogan contra o assédio, “Mexeu com uma, mexeu com todas”. A princípio, o ator negou, dizendo que o confundiam com o personagem cafajeste que interpretava nas telenovelas. Depois, fez uma carta aberta assumindo o erro. Mas acabou afastado pela Globo de sua programação. Apesar da atitude firme em primeiro momento, a Globo vem emitindo sinais de que pode tirar Mayer da geladeira. Sinal disso foi uma homenagem realizada no programa “Grandes Atores”, do canal Viva, no final de outubro. O problema é que a “homenagem” pegou mal, num momento em que o assunto “assédio sexual” toma conta do noticiário do entretenimento, com as denúncias que viraram escândalos em Hollywood. Por conta disso, a estratégia de resgatar Mayer enfrentaria resistência de um movimento de atrizes, que defende no mínimo que ele continue na “geladeira” por mais um tempo – senão, para sempre. Há rumores de que algumas estrelas da Globo se recusariam a contracenar com Mayer se ele voltasse agora para as novelas. Serie este o “bando de oportunistas” do texto de Aguinaldo Silva?

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  • Filme

    Viva – A Vida É uma Festa estreia nos EUA com nota máxima de aprovação do público

    23 de novembro de 2017 /

    A Liga da Justiça vai sofrer para superar uma criança mexicana neste fim de semana. Após quebrar recordes de bilheteria no México, o novo longa animado da Pixar, que se chama “Coco” e virou “Viva – A Vida É uma Festa” no Brasil, obteve aprovação máxima do público nos Estados Unidos. O filme tirou nota A+ no CinemaScore, que registra a média da opinião do público, em sua estreia no feriadão do Dia de Ação de Graças nos cinemas americanos. Trata-se do sexto filme da Pixar a atingir esta marca, mas apenas o primeiro nesta década. O último tinha sido “Up – Altas Aventuras” em 2009. A nota da crítica também foi bastante elevada: 96% de aprovação no Rotten Tomatoes. Para completar, a expectativa da indústria é que a animação fature até US$ 70 milhões em seu fim de semana de estreia nos Estados Unidos e Canadá. O que fará com que “Liga da Justiça” sofra um tombo no ranking, aumentando a tensão nos bastidores da Warner Bros. Mas o ambiente na Pixar, estúdio dos mais famosos desenhos animados deste século, também estava sob nuvens cinzentas, após acusações de assédio e o afastamento voluntário de seu chefe, John Lasseter (diretor de “Toy Story”), no começo da semana. De forma inegável, o bom resultado de “Viva – A Vida É uma Festa” vira a página e volta a resgatar a moral da Pixar. O filme conta a história de um menino mexicano proibido de tocar música, apesar de ser parente de um cantor famoso. Ao segurar o violão de seu ancestral, ele acaba sendo “puxado” para a Terra dos Mortos e, a partir daí, passa a contar com a ajuda de seus parentes falecidos para voltar ao mundo dos vivos. O roteiro é de Adrian Molina (“O Bom Dinossauro”), que também faz sua estreia como diretor, trabalhando ao lado de Lee Unkrich (“Toy Story 3”). Mas o público brasileiro ainda terá que esperar muito para assistir ao desenho. O lançamento nacional foi marcado apenas para 4 de janeiro. Por sinal, esta demora explica porque a Disney só disponibilizou um único trailer dublado em português do filme até o momento.

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  • Etc

    Rashina Jones nega assédio de John Lasseter, mas acusa Pixar de discriminação sexual

    22 de novembro de 2017 /

    Após uma reportagem da revista The Hollywood Reporter ligar a saída de Rashida Jones de “Toy Story 2” à notícia de que John Lasseter, cofundador e diretor de criação da Pixar, estava se afastando do estúdio em meio a denúncias de assédio, a atriz negou ter sido assediada ou que sua decisão de abandonar o filme seja relacionada ao comportamento do chefe. Rashida, que era uma das roteiristas da sequência da franquia de animação, contou ao jornal The New York Times que a decisão de sair foi consequência do tratamento que a Pixar dá a mulheres e minorias no ambiente de trabalho, e não por conta de Lasseter. “A velocidade vertiginosa com que os jornalistas têm buscado o próximo perpetrador torna algumas notícias irresponsáveis”, criticou a atriz, em comunicado assinado com Will McCormack, seu parceiro criativo no projeto, que também optou por deixar “Toy Story 4”. “Nós não saímos da Pixar por conta de assédios. Isso não é verdade. Optamos por sair por diferenças criativas e, mais ainda, filosóficas”. No comunicado, Rashida e McCormack descreveram a Pixar como um lugar “em que mulheres e pessoas de cor não têm a mesma voz criativa que outros”. “Nós esperamos encorajar todos aqueles que sentiram que suas vozes não foram ouvidas no passado, que se sintam empoderados”, afirmaram. A reportagem da THR ligou a saída da dupla do desenvolvimento de “Toy Story 4” à denúncias de assédio que levaram Lasseter, diretor da divisão de animação da Disney, a anunciar seu afastamento por seis meses, após admitir que precisava “enfrentar seus erros”. A publicação afirmou que a decisão tinha sido decorrência de denúncia de Rashida Jones, por conta de um avanço não consensual de Lasseter, mas ela veio agora à público negar. Outras pessoas, que não quiseram se identificar, descreveram Lasseter como “pegajoso” no ambiente de trabalho. Segundo queixas, ele gosta de abraçar, beijar, falar no ouvido e tocar indevidamente funcionárias do sexo feminino. Na nota em que anunciou seu afastamento, Lasseter mencionou este fato. “Eu especialmente quero pedir desculpas a qualquer um que recebeu um abraço não desejado ou qualquer gesto que ultrapassasse o limite de qualquer forma. Não importa quão benigna fosse minha intenção, todos têm o direito de estabelecer seus próprios limites e tê-los respeitados”, comentou o produtor.

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  • Etc

    Diretor de Toy Story se afasta da chefia da Disney após acusação de assédio sexual

    21 de novembro de 2017 /

    O cineasta John Lasseter, atual chefão da divisão de animação da Disney, anunciou nesta terça-feira (21/11) seu afastamento do estúdio para tirar um “semestre sabático”, após admitir que precisa “enfrentar seus erros”. O site The Hollywood Reporter chegou a apontar que o afastamento era decorrência de denúncia da atriz Rashida Jones, que deixou a produção de “Toy Story 4”, em que atuava como uma das roteiristas, por conta de um avanço não consensual de Lasseter. Will McCormack, seu parceiro criativo no filme, que tem previsão de estreia para junho de 2019, também pediu demissão em apoio à colega. Mas após ver seu nome citado na reportagem, Rashida Jones veio a público negar a história, contando o motivo de sua decisão: discriminação sexual – o que também não pegou bem para a companhia e seu diretor. Lasseter é cofundador da Pixar e diretor do primeiro longa da companhia, o clássico “Toy Story”, que também foi o primeiro longa totalmente feito por computador. Considerado um dos visionários responsáveis pela revolução da animação digital no cinema, após a aquisição da Pixar foi promovido a diretor criativo da Walt Disney Pictures, e marcou sua gestão por aproximar os estilos de ambas as companhias, gerando sucessos e prêmios para os dois estúdios. Muitos se esquecem que a Disney vinha de grandes fracassos como “Atlantis – O Reino Perdido” (2001), “Irmão Urso” (2003) e “O Galinho Chicken Little” (2005), quando Lasseter assumiu o comando de suas animações, produzindo sucessos como “Enrolados” (2010), “Detona Ralph” (2012), “Frozen” (2013), “Zootopia” (2016) e “Moana” (2016). Não por acaso, seu nome é listado como produtor de quase cem filmes. O anúncio de seu afastamento foi divulgado após chegar a seu conhecimento que o THR preparava uma reportagem sobre sua conduta. Em texto enviado aos funcionários da Pixar, ele disse: “Recentemente, tive uma série de conversas difíceis que foram muito dolorosas para mim. Nunca é fácil enfrentar seus erros, mas é a única maneira de aprender com eles”. “Minha esperança é que um semestre sabático vai me dar a oportunidade de começar a cuidar melhor de mim mesmo, me recarregar e me inspirar, para então retornar com a visão e a perspectiva que preciso para ser o líder que vocês merecem”, concluiu Lasseter. A Disney não se pronunciou, mas muitos funcionários falaram com o THR para a reportagem, sob a condição de anonimato por temerem que suas carreiras fossem prejudicadas. De acordo com relatos, o incidente com Rashida Jones não teria sido isolado. Lasseter é muito conhecido por abraçar seus funcionários e demais profissionais da área, além de gostar de “agarrar, beijar e fazer comentários sobre atributos físicos”. O executivo também costuma ingerir doses altas de bebidas alcoólicas em eventos sociais da empresa, como festas de lançamentos, mas seu comportamento não estaria exclusivamente atrelado ao fato. Segundo apurou o THR, as funcionárias mulheres da Pixar já sabiam “virar a cabeça rapidamente para evitar seus beijos”. Algumas usavam um movimento que batizaram de “o Lasseter” para evitar que seu chefe passasse a mão em suas pernas. Uma das fontes que falou de forma anônima lembrou de uma reunião, realizada há 15 anos, em que Lasseter sentou ao lado de uma mulher. “Ela estava curvada e posicionou o braço na coxa. A melhor maneira de descrever é que era uma postura defensiva… John estava com a mão no joelho dela e movendo-a”, contou. Após a reunião, a fonte conversou com a vítima sobre o ocorrido: “Ela disse que deu azar por usar uma saia naquele dia e que se não estivesse se protegendo com o braço, a mão de John teria viajado…”. A mesma fonte lembrou um caso em que uma foto corporativa precisou sofrer um corte bizarro porque Lasseter, que estava posicionado entre duas funcionárias, repousou suas mãos no corpo delas. Em outro relato, uma ex-funcionária lembrou encontros estranhos com Lasseter, que gostava — “como muitos na indústria” — de distribuir abraços em reuniões. “Você o abraçava e ele sussurrava em sua orelha por um longo tempo. Ele abraçava diversas vezes e todos te olhavam. Era uma invasão de espaço”, relatou. O texto de Lasseter menciona este fato. “Eu especialmente quero pedir desculpas a qualquer um que recebeu um abraço não desejado ou qualquer gesto que ultrapassasse o limite de qualquer forma. Não importa quão benigna fosse minha intenção, todos têm o direito de estabelecer seus próprios limites e tê-los respeitados”, comentou o produtor.

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  • Etc

    Harvey Weinstein passou lista com quase 100 nomes para equipe que deveria brecar escândalo sexual

    19 de novembro de 2017 /

    O jornal britânico The Guardian apurou que o produtor Harvey Weinstein tinha uma lista com quase 100 nomes, que foram passados para equipes contratadas para evitar o surgimento de acusações de assédio sexual contra ele. A lista teria sido escrita pelo próprio Weinstein no início do ano, meses antes do surgimento de acusações que o implicaram no ruidoso escândalo sexual que virou Hollywood do avesso. Ou seja, antes de a primeira reportagem-denúncia ser publicada pelo jornal New York Times em outubro, o que demonstra que ele tinha conhecimento da movimentação dos jornalistas. Há duas semanas, a revista The New Yorker descobriu que o produtor contratara empresas de investigações privadas, uma delas composta por ex-agentes do serviço secreto de Israel e outra envolvida em manobras contra a operação Lava-Jato no Brasil, para investigar, pressionar e se possível chantagear pessoas que poderiam denunciá-lo. Agora vem a notícia de que produtor teria fornecido para estes profissionais os nomes de 91 pessoas ligadas à indústria cinematográfica, entre atores, assessores de imprensa, investidores e outros, para que fossem monitorados, com o objetivo de averiguar o que eles sabiam sobre a má-conduta de Weinstein e se algum deles pretendia divulgar essas informações. Mais de 50 nomes foram destacados em vermelho, indicando prioridade. Entre eles estavam os das atrizes Rose McGowan, Sophie Dix, Annabella Sciorra e Laura Madden, que vieram a público denunciar alguns dos assédios mais graves, com acusações de estupros contra Weinstein. Anotações indicavam que algumas delas tinham sido contatadas pelas equipes. Curiosamente, o número de pessoas que acusam publicamente Harvey Weinstein de assédio, agressão ou estupro é bastante similar ao tamanho da lista, segundo levantamento da atriz italiana Asia Argento, que somou no Twitter mais de 90 vítimas. Após Ashley Judd tomar coragem para ser a primeira a falar com a imprensa sobre o comportamento do magnata, na reportagem do New York Times publicada em 5 de outubro, diversas estrelas famosas foram encorajadas a compartilhar suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive de Asia Argento. E logo em seguida o jornal Los Angeles Times desnudou a conexão do produtor com o mundo da moda, com denúncias de modelos. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, do BAFTA (a Academia britânica), do PGA (Sindicato dos Produtores) e da Academia de Televisão, responsável pelo Emmy. Sua esposa, Georgina Chapman, estilista da grife Marchesa, pediu divórcio e ele ainda deve enfrentar um processo criminal. Desde então, outros casos foram denunciados, abrindo as portas para inúmeras acusações de assédios, abusos e estupros na indústria do entretenimento.

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  • Série

    Criador de The Royals é afastado após denúncias de assédio sexual

    16 de novembro de 2017 /

    Após atrizes e roteiristas da antiga série “One Tree Hill” (2003–2012), exibida na TV aberta brasileira como “Lances da Vida”, denunciarem Mark Schwahn por assédio sexual, o produtor foi afastado do trabalho em sua nova série, “The Royals”. “A E!, Universal Cable Productions e a Lionsgate Television levam muito a sério alegações de assédio sexual, investigando-as com seriedade e independência, e tomaremos as ações apropriadas. Diante disso, a Lionsgate suspendeu Mark Schwahn de ‘The Royals’ enquanto continuamos essa investigação,” diz o comunicado oficial conjunto das empresas responsáveis pela série. A investigação interna revelou que a prática de assédio, apontada pelo elenco de “One Tree Hill”, continuava nos bastidores da nova atração. Conforme os fatos foram sendo conhecidos, as atrizes de “The Royals” também decidiram se manifestar, usando as redes sociais para falar individualmente de seus casos, e assinando uma carta coletiva, aos moldes do que fez a equipe de “One Tree Hill”. Saiba mais detalhes aqui. A 4ª temporada de “The Royals” continua marcada para estrear em março do ano que vem. Entretanto, ainda não há nada definido para além do quarto ano da série, que parece improvável, uma vez que Schwahn era a principal força criativa da atração.

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  • Etc,  Série

    Atrizes de The Royals ecoam acusações do elenco de One Tree Hill contra criador da série

    16 de novembro de 2017 /

    As estrelas de “The Royals”, atual série produzida por Mark Schwahn, resolveram romper o silêncio após as atrizes e roteiristas da antiga série “One Tree Hill” (2003–2012), exibida na TV aberta brasileira como “Lances da Vida”, acusarem o produtor de assédio sexual. Alexandra Park, uma das protagonistas da série, foi uma das primeiras a ir ao Twitter denunciar. “Eu tenho responsabilidade, como alguém que vem trabalhando com Mark Schwahn em ‘The Royals’, de reconhecer essas acusações. Eu me sinto devastada em admitir isso para mim mesma, para os meus colegas e para essa indústria, mas também tive experiências com esse tipo de comportamento repreensível”. Depois disso, as demais atrizes e profissionais femininas de “The Royals” emitiram uma carta aberta conjunta, no mesmo molde da divulgada pela equipe de “One Tree Hill”, reforçando o repúdio ao produtor. “Ficou muito claro, lendo a declaração no início desta semana, de que a traição e a raiva que muitos de nós experimentamos durante nosso tempo em ‘The Royals’ não é exclusivamente nossa”, abre o texto, em referência à iniciativa das colegas, que passaram pelas mesmas experiências com Schwahn. “Esta declaração é uma coleção de vozes das mulheres envolvidas em ‘The Royals’, que gostariam de finalmente responder ao comportamento de nosso showrunner. Que sentiu a inclinação de abusar de seu poder e influência em um ambiente onde ele tinha o comando sobre mulheres. Isso se manifestava no assédio sexual indesejado e repetido sobre múltiplos integrantes femininos do elenco e equipe”, diz o texto. “Quando devíamos ficar animadas para conhecer novas mulheres do elenco ou equipe, sentíamos uma preocupação nauseante de que ele também caçasse seus números de telefone. Quando devíamos oferecer auxílio ou dicas sobre as cenas para nossas amigas que faziam testes para ‘The Royals’, oferecíamos avisos sobre o homem que elas encontrariam na sala de audições. Mais do que tudo, quando devíamos sentir, coletivamente, orgulho de nossos trabalhos, realizados duramente, e de nossas personagens que tanto amamos, nos sentimos menosprezadas como artistas e mentes criativas. E, em muitos casos, sentíamos que éramos consideradas não mais do que uma soma de atributos corporais”. “Ao condenar vorazmente as ações de um homem, gostaríamos de destacar nossa gratidão aos outros. Obrigado aos homens de ‘The Royals’ que garantiram que nunca estivemos sozinhos em situações sociais com ele e davam dois passos em nossa direção sempre que preciso. Obrigado aos amigos, entes queridos e parceiros que nos apoiaram naqueles momentos e ainda mais agora, quando decidimos avançar. Mas muito obrigado a todas as mulheres de ‘One Tree Hill’, cuja ética sólida nos tocou enormemente. Para vocês, tiramos nossas coroas”, conclui o texto, assinado pelas “ladies” de “The Royals”, Hatty Preston, Sophie Colquhoun, Alex Watherson, Lydia Rose Bewley, April Church, Annalise Beusnel, Poppy Corby-Tuech, Florence Chow, Charlie Jones, Isabella Artitzone, Jade Armstrong, Rachel Walsh, Tania Vernava, Bonnie Vannucci, Merritt Patterson, Kate Benton, Jerry-Jane Pears, Jodie Simone, Kate Royds, Leonie Hartard, Lisa Mitton, Marie Deehan, Alice Woodward, Rachel Lennon e Kimberly Macbeth. A atriz Elizabeth Hurley, que não assinou a carta, foi ao Twitter se justificar, lamentando ter falhado em perceber o assédio cometido pelo criador da série sobre suas colegas, e dizendo-se triste por ter decepcionado a todas. Veja abaixo. A 4ª temporada de “The Royals” continua marcada para estrear em março do ano que vem. Entretanto, ainda não há nada definido para além do quarto ano da série, que parece improvável, uma vez que Schwahn era a principal força criativa da atração e foi afastado pelo canal pago E! e as produtoras Lionsgate e Universal após o escândalo. pic.twitter.com/EZheSTn7ut — Alexandra Park (@AlexandraPark1) 16 de novembro de 2017 I have loved working on The Royals. I am devastated by recent reports. This is my statement. pic.twitter.com/7c7VCAgPjr — Elizabeth Hurley (@ElizabethHurley) November 16, 2017

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  • Etc,  Série

    Atores de One Tree Hill manifestam apoio às atrizes e roteiristas da série após denúncia de assédio

    15 de novembro de 2017 /

    Os atores da série clássica “One Tree Hill”, exibida na TV aberta brasileira como “Lances da Vida”, manifestaram-se em apoio às atrizes e roteiristas, após a denúncia de assédio sexual contra Mark Schwahn, criador e showrunner da produção. Os atores Chad Michael Murray, Bryan Greenberg, Austin Nichols, James Lafferty, Stephen Colletti, Antwon Tanner, Lee Norris e Robert Buckley foram às redes sociais demonstrar que estão ao lado das colegas. “Chocado e entristecido ao saber o que as mulheres de ‘OTH’ passaram”, escreveu Bryan Greenberg no Twitter. “Tenho orgulho do pronunciamento delas. E me posiciono ao seu lado”, completou. “Isto é inaceitável”, comentou Austin Nichols. “Eu apoio todas as mulheres de ‘OTH’ que se ergueram contra o sistema que falhou em protegê-las”, disse James Lafferty. “As mulheres de ‘OTH’ sempre foram fortes e incríveis. Hoje, elas nos deixaram mais orgulhosos ao se posicionar como um farol para o que é certo e liderar a mudança no clima da sociedade”, resumiu Chad Michael Murray. Os comentários foram motivados por uma carta aberta assinada pelas atrizes e parte da equipe feminina da série, após a roteirista Audrey Wauchope, que escreveu para a atração em 2011, denunciar um showrunner que tocava nela e em outras mulheres de forma inapropriada, dizendo-se “inspirada pela denúncia contra Andrew Kreisberg”, suspenso das séries de super-heróis da rede CW. Após a publicação, as atrizes Sophia Bush, Hilarie Burton e Bethany Joy Lenz, entre outras, se juntaram para dar nome ao assediador da roteirista. O grupo afirma que “o comportamento de Mark Schwahn durante as gravações de ‘One Tree Hill’ era como um ‘segredo conhecido’. Muitas de nós fomos, em graus diferentes, manipuladas psicológica e emocionalmente. Mais de uma nós ainda está em tratamento de estresse pós-traumático. Muitas de nós fomos colocadas em situações desconfortáveis e tivemos que aprender a lutar, muitas vezes fisicamente, porque ficou claro para nós que os supervisores na sala não eram os protetores que deveriam ser”. A carta também diz que as mulheres se uniram nos bastidores para tentar criar um ambiente mais seguro, alertando as novas funcionárias sobre os casos e muitas ouviram que se tudo isso fosse divulgado na época, a série seria cancelada, deixando várias pessoas sem emprego: “Essa não é uma pressão apropriada para colocar em jovens garotas”. “Muitas de nós ficamos em silêncio em público, mas tivemos canais de comunicação muito abertos em nosso grupo e em nossa indústria, porque queríamos que ‘One Tree Hill’ permanecesse o lugar ‘onde tudo é melhor e tudo é seguro’ para os nossos fãs; alguns dos quais disseram que a série literalmente salvou suas vidas. Mas a realidade é que nenhum espaço é seguro quando se tem um câncer escondido e contagioso. Trabalhamos para recuperar nosso poder, apreciando as boas lembranças. Mas há mais trabalho a ser feito”, conclui o texto, assinado pelas atrizes Sophia Bush, Hilarie Burton, Bethany Joy Lenz, Danneel Harris, Michaela McManus, Kate Voegele, Daphne Zuniga, India DeBeaufort, Bevin Prince, Jana Kramer, Shantel Van Santen e Allison Munn, e pela “brava equipe” Audrey Wauchope, Rachel Specter, Jane Beck, Tarin Squillante, Cristy Koebley e JoJo Stephens. Após a denúncia, o canal pago E! e as produtoras Universal Cable Productions e Lionsgate Television, responsáveis pela série atual comandada por Schwahn, “The Royals”, afirmaram que estão investigando as informações cuidadosamente para verificar se o problema continua e se dizem comprometidas em criar uma ambiente seguro de trabalho. Veja abaixo os tuítes de apoio dos atores da série, que foi exibida entre 2003 e 2012 nos Estados Unidos – também na rede CW, que suspendeu Kreisberg na semana passada por comportamento similar nos bastidores de “Arrow”, “The Flash”, “Supergirl” e “Legends of Tomorrow”. pic.twitter.com/nCnTD0qjD3 — Chad Michael Murray (@ChadMMurray) November 14, 2017 Shocked and saddened to hear what the women of OTH had to endure. I’m proud of them for speaking up. I support them fully. And I hope that their courage to tell the truth, will help put an end to the pervasive culture of harassment in the work place. There’s no place for it. — Bryan Greenberg (@bryangreenberg) November 14, 2017 pic.twitter.com/i5xukoYppQ — James Lafferty (@ThisIsLafferty) November 14, 2017 I stand with all my OTH sisters. We have to change. We have to be better. All of us. This is unacceptable. — AUSTIN NICHOLS (@AustinNichols) November 14, 2017 I want to acknowledge the women of OTH who have penned their letter with deep wounds from a culture unacceptable for anyone, at any age, and in any business. I have the utmost respect of your position in righting the wrongs you have endured. I stand for you, for better… — Stephen Colletti (@StephenColletti) November 14, 2017 To my sisters/all the women of OTH that have come forward and showed their bravery. I want u to know that I love u and I support u ???????? — antwon tanner (@antwon_tanner) November 14, 2017 To the women of OTH that have come forward and bravely used their voices, I want you to know I believe you, I respect you and I support you. — Robert Buckley (@robertbuckley) November 14, 2017

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  • Etc

    Ed Westwick é alvo da terceira acusação de abuso sexual

    15 de novembro de 2017 /

    Uma terceira mulher veio a público acusar o ator Ed Westwick, conhecido como o Chuck Bass da série “Gossip Girl”, de tentar estuprá-la num hotel em Los Angeles, em 2014. Rachel Eck fez a denúncia no site Buzzfeed, e novamente o produtor australiano Kaine Harling foi citado na história. Eck conta que era ex-namorada de Harling e, momentos antes da cerimônia do Oscar 2014, recebeu uma mensagem do celular dele, pedindo para que ela o encontrasse numa festa num “elegante” hotel de Hollywood. Na época, ela tinha 23 anos e havia acabado de se mudar para Los Angeles. Acreditando que teria uma reconciliação com o ex-namorado, ela resolveu aceitar o convite. Porém, a caminho do hotel, a moça ficou sabendo que Westwick também tinha sido chamado para a festa. “Ele disse que tinha esse amigo, Ed Westwick”, disse Eck, afirmando que não sabia quem era o ator naquela época. Quando ela chegou ao local, o Sunset Marquis, em West Hollywood, por volta das 2h30 da manhã, se deu conta de que não havia festa nenhuma, era apenas Harling e Westwick. Ela conta que o ator a pediu que convidasse uma amiga para se juntar a eles, mas, como era tarde, suas amigas já haviam dormido. “Como eu não levei nenhuma garota para ele, ele colocou seus olhos em mim”, contou a mulher, revelando que o ator “ficava pior e ainda mais pegajoso” conforme a noite avançava. Segundo Eck, Westwick tentou beijá-la e chegou a colocá-la contra a parede, mas ela o empurrou, dizendo que estava namorando Harling. Ela contou que foi avisar o ex-namorado, mas ele não quis acreditar. Então, ela falou que ia embora, mas Harling insistiu para que ela ficasse. De acordo com seu relato, quando finalmente deixou claro que deixaria o local, Harling disse que Westwick queria se desculpar. Foi aí que o ator tentou estuprá-la. “Ed então me puxou para a cama e me pegou agressivamente”, disse ela, referindo-se a seus seios. “Eu o empurrei o mais rápido que pude e fui embora”. “Nunca me senti tão desconfortável em toda a minha vida”, completou. A história é parecida com a contada pela atriz Kristina Cohen (série “Ladies Like Us”), que publicou sua denúncia no Facebook. A atriz também conta que na época namorava um produtor amigo de Westick, posteriormente identificado como Harling. “Ele me levou na casa de Ed, quando eu o conheci pela primeira vez. Quando ele sugeriu que ‘todos nós deveríamos fazer sexo’ eu quis ir embora. Mas o produtor não queria deixar Ed desconfortável e sair. Ed insistiu que ficássemos para o jantar. Eu disse que estava cansada e que queria ir embora, tentando sair dessa situação desconfortável”. Então, Westwick sugeriu que ela cochilasse no quarto de hóspedes. “Eu fui acordada abruptamente com Ed em cima de mim, com seus dedos dentro do meu corpo. Eu pedi para ele parar, mas ele era muito forte. Eu lutei o quanto eu pude, mas ele pegou meu rosto, me sacudiu, dizendo que queria fazer sexo comigo. Eu fiquei paralisada, aterrorizada. Eu não podia me mover. Ele me segurou e me estuprou”, relatou Cohen. Além das duas, Aurélie Wynn também usou o Facebook para denunciar um estupro do ator. Todos os casos aconteceram em 2014 com mulheres que ele não conhecia até a noite do ataque. Westwick negou a primeira acusação, repetiu que era inocente após a segunda denúncia e afirmou estar cooperando com a polícia de Los Angeles, que abriu uma investigação criminal sobre o caso. “É desanimador e triste que duas acusações não verificadas feitas em redes sociais façam com que alguns concluam que eu seja capaz de atos tão vis e horríveis. Eu não fiz nada disso e estou trabalhando com as autoridades para que meu nome fique limpo assim que possível”, declarou. Após as denúncias, a rede britânica BBC emitiu um comunicado, anunciando que tinha cancelado a exibição da minissérie “Ordeal by Innocence”, adaptação do romance de mistério “Punição para a Inocência”, de Agatha Christie, que inclui Ed Westwick em seu elenco, e suspendido a produção da 2ª temporada de “White Gold”, protagonizada pelo ator.

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    Atrizes e roteiristas de One Tree Hill acusam criador da série de assédio sexual

    14 de novembro de 2017 /

    O elenco feminino da antiga série “One Tree Hill” (2003–2012), exibida na TV aberta brasileira como “Lances da Vida”, assinou uma carta aberta conjunta acusando o criador do programa, Mark Schwahn, de assédio sexual. Além das atrizes, parte da equipe de produção também assinou o documento. O texto foi inspirado por tuítes da roteirista Audrey Wauchope, que escreveu para a série em 2011. No sábado, ela citou um showrunner que tocava nela e em outras mulheres de forma inapropriada, mas não deu nome ao produtor, ainda que tenha se sentido “inspirada pela denúncia contra Andrew Kreisberg”, suspenso das séries de super-heróis da rede CW. “Uma das primeiras coisas que nos disseram é que ele contratava roteiristas baseado em suas aparências. É por isso que vocês estão aqui – ele quer comer vocês”. Após a publicação, as atrizes Sophia Bush, Hilarie Burton e Bethany Joy Lenz, além de outros integrantes da produção, se juntaram para dar nome ao assediador da roteirista. O grupo afirma que “o comportamento de Mark Schwahn durante as gravações de One Tree Hill era como um ‘segredo conhecido’. Muitas de nós fomos, em graus diferentes, manipuladas psicológica e emocionalmente. Mais de uma nós ainda está em tratamento de estresse pós-traumático. Muitas de nós fomos colocadas em situações desconfortáveis e tivemos que aprender a lutar, muitas vezes fisicamente, porque ficou claro para nós que os supervisores na sala não eram os protetores que deveriam ser”. A carta também diz que as mulheres se uniram nos bastidores para tentar criar um ambiente mais seguro, alertando as novas funcionárias sobre os casos e muitas ouviram que se tudo isso fosse divulgado na época, a série seria cancelada, deixando várias pessoas sem emprego: “Essa não é uma pressão apropriada para colocar em jovens garotas”. “Muitas de nós ficamos em silêncio em público, mas tivemos canais de comunicação muito abertos em nosso grupo e em nossa indústria, porque queríamos que ‘One Tree Hill’ permanecesse o lugar ‘onde tudo é melhor e tudo é seguro’ para os nossos fãs; alguns dos quais disseram que a série literalmente salvou suas vidas. Mas a realidade é que nenhum espaço é seguro quando se tem um câncer escondido e contagioso. Trabalhamos para recuperar nosso poder, apreciando as boas lembranças. Mas há mais trabalho a ser feito”, conclui o texto, assinado pelas atrizes Sophia Bush, Hilarie Burton, Bethany Joy Lenz, Danneel Harris, Michaela McManus, Kate Voegele, Daphne Zuniga, India DeBeaufort, Bevin Prince, Jana Kramer, Shantel Van Santen e Allison Munn, e pela “brava equipe” Audrey Wauchope, Rachel Specter, Jane Beck, Tarin Squillante, Cristy Koebley e JoJo Stephens. No mês passado, quando as denúncias contra Harvey Weinstein abriram as portas para trazer à tona os escândalos sexuais de Hollywood, Hilarie Burton postou em seu Instagram uma foto com a hashtag #MeToo, criada para mulheres compartilharem seus casos. Na legenda, ela escreveu: “Isso deixa uma marca”. Veja abaixo. Após a denúncia, o canal pago E! e as produtoras Universal Cable Productions e Lionsgate Television, responsáveis pela série atual comandada por Schwahn, “The Royals”, afirmaram que estão investigando as informações cuidadosamente para verificar se o problema continua e se dizem comprometidas em criar uma ambiente seguro de trabalho. It leaves a mark. #metoo Uma publicação compartilhada por Hilarie Burton (@hilarieburton) em Out 16, 2017 às 10:27 PDT

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    Tom Sizemore é acusado de abusar de atriz mirim de 11 anos

    13 de novembro de 2017 /

    A revista The Hollywood Reporter publicou uma denúncia grave de abuso de menor contra o ator Tom Sizemore, apoiada no testemunho de uma dúzia de integrantes do elenco e da equipe técnica do filme “Mente Perigosa” (Born Killer) de 2005. Segundo apurou a publicação, o ator foi suspenso e enviado para sua casa após uma menina de 11 anos do elenco contar aos pais que ele tinha tocado suas partes íntimas. As filmagens aconteceram em Utah em 2003, dois anos antes da estreia. O motivo da demora no lançamento do filme foram justamente as complicações surgidas no set. Sizemore foi convocado a filmar cenas adicionais meses depois, para finalizar sua participação, após os pais da criança decidirem não levar adiante as acusações. Na ocasião, o incidente foi abafado. Contatada pela revista, a atriz, que atualmente tem 26 anos, recusou-se a comentar o assunto, informando apenas que contratou um advogado para explorar ações legais contra o ator e seus próprios pais. Ela pediu para não ser identificada. O agente de Sizemore também não quis fazer comentários. Mas a THR falou com uma dúzia de pessoas envolvidas na produção do filme, que confirmaram que Sizemore foi enviado para casa após o suposto incidente. De acordo com esses membros do elenco e da equipe, os rumores agitaram o set e as emoções escalaram em relação ao que supostamente aconteceu, impedindo a finalização das filmagens por vários meses. O incidente teria acontecido durante uma sessão de fotografia, que deveria render uma foto da família do personagem de Sizemore. Intérprete de sua filha, a menina estava sentada em seu colo, quando o ator teria se aproveitado. O gerente de produção, Cassidy Lunnen, lembra que “a garota era tão jovem que não ficou claro para ela e, mais tarde, para seus pais, o que realmente aconteceu e se foi intencional ou não”. Sizemore tem uma longa ficha corrida de confusões, que incluem acusações de uso de drogas e violência contra mulheres, mas nunca tinha sido acusado anteriormente de abuso sexual. Na época do incidente de Utah, ele havia sido condenado por agredir fisicamente e assediado sua ex-namorada, Heidi Fleiss. Consta que ele negou a acusação da jovem atriz quando foi confrontado pelos produtores, mas foi dispensado pelos empresários que cuidavam de sua carreira logo em seguida. A atriz Robyn Adamson, que retratava a esposa, lembra que viu a garota se assustar. “Em certo momento, seus olhos ficaram enormes, como se ela fosse vomitar. Eu estava olhando para ela. Ela logo se reintegrou e continuou a cena, embora tivesse problemas para obedecer a direção. Mais tarde, quando me disseram o que aconteceu, eu soube exatamente que era verdade”. Catrine McGregor, diretora de casting que contratou a jovem atriz, revelou como todos souberam o que tinha acontecido. “A mãe percebeu que sua filha estava excepcionalmente calada e disse que iria levá-la para uma piscina de natação, que era a coisa favorita da menina”, relatou na reportagem. “Quando a menina colocou seu maiô, ela disse para a mãe, de forma perturbadora, que o contato do traje de banho parecia igual ao momento em que o homem pôs seu dedo dentro dela”. Veterana com quatro décadas de carreira como diretora de casting, McGregor afirma que, assim que soube, enviou uma reclamação formal para o departamento jurídico do SAG, o Sindicato dos Atores, e defendeu a demissão imediata de Sizemore. O SAG se recusou a comentar o assunto para a reportagem. A história se espalhou rapidamente. Roi Maufas, que trabalhou como assistente de produção, confirmou: “A menina disse aquilo e todos nós pensamos ‘canalha maldita’. Nunca houve nenhuma dúvida. Ele já era conhecido por fazer comentários inadequados, estar sempre bêbado, falar alto. Estamos falando de um comportamento consistente, sendo apenas ‘Tom Sizemore’ no set todos os dias. Então isso aconteceu. Os homens chegaram a pegar em ferramentas para partir para cima dele. [O produtor James R. Rosenthal, que morreu em 2011] ficou lívido e teve que impedir que um grupo visitasse o Sr. Sizemore para chutar a bunda do cara”. Em entrevistas, os produtores do filme, Jai Stefan, Michael Manshel e Gus Spoliansky, observaram que eles removeram Sizemore do set assim que ouviram a acusação, revisaram as fotos da sessão dos retratos, mas consideraram as evidências inconclusivas. Diante disso, procuraram os pais para encorajá-los a envolver a polícia. Stefan, que junto com os outros descreveu ter sido fortemente afetado pela acusação da atriz (“Eu fiquei tipo ‘Isso aconteceu sob minha responsabilidade?’ Eu comecei a chorar”), lembra que os pais “não queriam que a menina fosse removida do filme”. McGregor, que foi quem contou ao THR sobre o episódio, especula que os pais da menina talvez não desejassem acumular dano profissional ao dano emocional, observando que “não queriam arruinar a carreira do filme de sua filha”. “Eles conversaram com a polícia, mas não fizeram acusações formais”, diz Manshel, acrescentando: “Nós também conversamos com Tom na época e dissemos tudo o que nos foi dito, e ele disse: ‘Eu fiz muitas coisas terríveis, mas nunca faria nada com crianças'”. Como não houve queixa formal, eles retomaram a produção um pouco depois, filmando Sizemore separadamente. “Nós tínhamos a responsabilidade financeira de completar o filme, então decidimos fazer os negócios como de costume – sem ter uma evidência clara sobre o que aconteceu naquele dia”, disse Spoliansky. Ator de filmes de sucesso, como “Assassinos por Natureza” (1994), “Fogo Contra Fogo” (1995), “O Resgate do Soldado Ryan” (1998) e “Falcão Negro em Perigo” (2001), Sizemore se tornou pai após o episódio no set de “Mente Perigosa” e continuou a trabalhar de forma constante, embora relegado a papéis menores em projetos menos prestigiados, alternando a atuação com períodos de detenção por violência contra mulheres – em 2009 e 2011. Ele chegou a ficar um ano e meio na prisão. “Lembro-me de ter ficado animada quando ele foi para a cadeia”, disse Jennie Latham, segunda assistente no filme, “mesmo que fosse por outra coisa”. Recentemente, a carreira de Sizemore voltou a engrenar com projetos televisivos, em séries como “Shooter” e o revival de “Twin Peaks”, que lhe renderam contratos para duas dezenas de filmes de baixo orçamento, atualmente em diferentes estágios de desenvolvimento.

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