Atrizes de The Royals ecoam acusações do elenco de One Tree Hill contra criador da série
As estrelas de “The Royals”, atual série produzida por Mark Schwahn, resolveram romper o silêncio após as atrizes e roteiristas da antiga série “One Tree Hill” (2003–2012), exibida na TV aberta brasileira como “Lances da Vida”, acusarem o produtor de assédio sexual. Alexandra Park, uma das protagonistas da série, foi uma das primeiras a ir ao Twitter denunciar. “Eu tenho responsabilidade, como alguém que vem trabalhando com Mark Schwahn em ‘The Royals’, de reconhecer essas acusações. Eu me sinto devastada em admitir isso para mim mesma, para os meus colegas e para essa indústria, mas também tive experiências com esse tipo de comportamento repreensível”. Depois disso, as demais atrizes e profissionais femininas de “The Royals” emitiram uma carta aberta conjunta, no mesmo molde da divulgada pela equipe de “One Tree Hill”, reforçando o repúdio ao produtor. “Ficou muito claro, lendo a declaração no início desta semana, de que a traição e a raiva que muitos de nós experimentamos durante nosso tempo em ‘The Royals’ não é exclusivamente nossa”, abre o texto, em referência à iniciativa das colegas, que passaram pelas mesmas experiências com Schwahn. “Esta declaração é uma coleção de vozes das mulheres envolvidas em ‘The Royals’, que gostariam de finalmente responder ao comportamento de nosso showrunner. Que sentiu a inclinação de abusar de seu poder e influência em um ambiente onde ele tinha o comando sobre mulheres. Isso se manifestava no assédio sexual indesejado e repetido sobre múltiplos integrantes femininos do elenco e equipe”, diz o texto. “Quando devíamos ficar animadas para conhecer novas mulheres do elenco ou equipe, sentíamos uma preocupação nauseante de que ele também caçasse seus números de telefone. Quando devíamos oferecer auxílio ou dicas sobre as cenas para nossas amigas que faziam testes para ‘The Royals’, oferecíamos avisos sobre o homem que elas encontrariam na sala de audições. Mais do que tudo, quando devíamos sentir, coletivamente, orgulho de nossos trabalhos, realizados duramente, e de nossas personagens que tanto amamos, nos sentimos menosprezadas como artistas e mentes criativas. E, em muitos casos, sentíamos que éramos consideradas não mais do que uma soma de atributos corporais”. “Ao condenar vorazmente as ações de um homem, gostaríamos de destacar nossa gratidão aos outros. Obrigado aos homens de ‘The Royals’ que garantiram que nunca estivemos sozinhos em situações sociais com ele e davam dois passos em nossa direção sempre que preciso. Obrigado aos amigos, entes queridos e parceiros que nos apoiaram naqueles momentos e ainda mais agora, quando decidimos avançar. Mas muito obrigado a todas as mulheres de ‘One Tree Hill’, cuja ética sólida nos tocou enormemente. Para vocês, tiramos nossas coroas”, conclui o texto, assinado pelas “ladies” de “The Royals”, Hatty Preston, Sophie Colquhoun, Alex Watherson, Lydia Rose Bewley, April Church, Annalise Beusnel, Poppy Corby-Tuech, Florence Chow, Charlie Jones, Isabella Artitzone, Jade Armstrong, Rachel Walsh, Tania Vernava, Bonnie Vannucci, Merritt Patterson, Kate Benton, Jerry-Jane Pears, Jodie Simone, Kate Royds, Leonie Hartard, Lisa Mitton, Marie Deehan, Alice Woodward, Rachel Lennon e Kimberly Macbeth. A atriz Elizabeth Hurley, que não assinou a carta, foi ao Twitter se justificar, lamentando ter falhado em perceber o assédio cometido pelo criador da série sobre suas colegas, e dizendo-se triste por ter decepcionado a todas. Veja abaixo. A 4ª temporada de “The Royals” continua marcada para estrear em março do ano que vem. Entretanto, ainda não há nada definido para além do quarto ano da série, que parece improvável, uma vez que Schwahn era a principal força criativa da atração e foi afastado pelo canal pago E! e as produtoras Lionsgate e Universal após o escândalo. pic.twitter.com/EZheSTn7ut — Alexandra Park (@AlexandraPark1) 16 de novembro de 2017 I have loved working on The Royals. I am devastated by recent reports. This is my statement. pic.twitter.com/7c7VCAgPjr — Elizabeth Hurley (@ElizabethHurley) November 16, 2017
Atores de One Tree Hill manifestam apoio às atrizes e roteiristas da série após denúncia de assédio
Os atores da série clássica “One Tree Hill”, exibida na TV aberta brasileira como “Lances da Vida”, manifestaram-se em apoio às atrizes e roteiristas, após a denúncia de assédio sexual contra Mark Schwahn, criador e showrunner da produção. Os atores Chad Michael Murray, Bryan Greenberg, Austin Nichols, James Lafferty, Stephen Colletti, Antwon Tanner, Lee Norris e Robert Buckley foram às redes sociais demonstrar que estão ao lado das colegas. “Chocado e entristecido ao saber o que as mulheres de ‘OTH’ passaram”, escreveu Bryan Greenberg no Twitter. “Tenho orgulho do pronunciamento delas. E me posiciono ao seu lado”, completou. “Isto é inaceitável”, comentou Austin Nichols. “Eu apoio todas as mulheres de ‘OTH’ que se ergueram contra o sistema que falhou em protegê-las”, disse James Lafferty. “As mulheres de ‘OTH’ sempre foram fortes e incríveis. Hoje, elas nos deixaram mais orgulhosos ao se posicionar como um farol para o que é certo e liderar a mudança no clima da sociedade”, resumiu Chad Michael Murray. Os comentários foram motivados por uma carta aberta assinada pelas atrizes e parte da equipe feminina da série, após a roteirista Audrey Wauchope, que escreveu para a atração em 2011, denunciar um showrunner que tocava nela e em outras mulheres de forma inapropriada, dizendo-se “inspirada pela denúncia contra Andrew Kreisberg”, suspenso das séries de super-heróis da rede CW. Após a publicação, as atrizes Sophia Bush, Hilarie Burton e Bethany Joy Lenz, entre outras, se juntaram para dar nome ao assediador da roteirista. O grupo afirma que “o comportamento de Mark Schwahn durante as gravações de ‘One Tree Hill’ era como um ‘segredo conhecido’. Muitas de nós fomos, em graus diferentes, manipuladas psicológica e emocionalmente. Mais de uma nós ainda está em tratamento de estresse pós-traumático. Muitas de nós fomos colocadas em situações desconfortáveis e tivemos que aprender a lutar, muitas vezes fisicamente, porque ficou claro para nós que os supervisores na sala não eram os protetores que deveriam ser”. A carta também diz que as mulheres se uniram nos bastidores para tentar criar um ambiente mais seguro, alertando as novas funcionárias sobre os casos e muitas ouviram que se tudo isso fosse divulgado na época, a série seria cancelada, deixando várias pessoas sem emprego: “Essa não é uma pressão apropriada para colocar em jovens garotas”. “Muitas de nós ficamos em silêncio em público, mas tivemos canais de comunicação muito abertos em nosso grupo e em nossa indústria, porque queríamos que ‘One Tree Hill’ permanecesse o lugar ‘onde tudo é melhor e tudo é seguro’ para os nossos fãs; alguns dos quais disseram que a série literalmente salvou suas vidas. Mas a realidade é que nenhum espaço é seguro quando se tem um câncer escondido e contagioso. Trabalhamos para recuperar nosso poder, apreciando as boas lembranças. Mas há mais trabalho a ser feito”, conclui o texto, assinado pelas atrizes Sophia Bush, Hilarie Burton, Bethany Joy Lenz, Danneel Harris, Michaela McManus, Kate Voegele, Daphne Zuniga, India DeBeaufort, Bevin Prince, Jana Kramer, Shantel Van Santen e Allison Munn, e pela “brava equipe” Audrey Wauchope, Rachel Specter, Jane Beck, Tarin Squillante, Cristy Koebley e JoJo Stephens. Após a denúncia, o canal pago E! e as produtoras Universal Cable Productions e Lionsgate Television, responsáveis pela série atual comandada por Schwahn, “The Royals”, afirmaram que estão investigando as informações cuidadosamente para verificar se o problema continua e se dizem comprometidas em criar uma ambiente seguro de trabalho. Veja abaixo os tuítes de apoio dos atores da série, que foi exibida entre 2003 e 2012 nos Estados Unidos – também na rede CW, que suspendeu Kreisberg na semana passada por comportamento similar nos bastidores de “Arrow”, “The Flash”, “Supergirl” e “Legends of Tomorrow”. pic.twitter.com/nCnTD0qjD3 — Chad Michael Murray (@ChadMMurray) November 14, 2017 Shocked and saddened to hear what the women of OTH had to endure. I’m proud of them for speaking up. I support them fully. And I hope that their courage to tell the truth, will help put an end to the pervasive culture of harassment in the work place. There’s no place for it. — Bryan Greenberg (@bryangreenberg) November 14, 2017 pic.twitter.com/i5xukoYppQ — James Lafferty (@ThisIsLafferty) November 14, 2017 I stand with all my OTH sisters. We have to change. We have to be better. All of us. This is unacceptable. — AUSTIN NICHOLS (@AustinNichols) November 14, 2017 I want to acknowledge the women of OTH who have penned their letter with deep wounds from a culture unacceptable for anyone, at any age, and in any business. I have the utmost respect of your position in righting the wrongs you have endured. I stand for you, for better… — Stephen Colletti (@StephenColletti) November 14, 2017 To my sisters/all the women of OTH that have come forward and showed their bravery. I want u to know that I love u and I support u ???????? — antwon tanner (@antwon_tanner) November 14, 2017 To the women of OTH that have come forward and bravely used their voices, I want you to know I believe you, I respect you and I support you. — Robert Buckley (@robertbuckley) November 14, 2017
Ed Westwick é alvo da terceira acusação de abuso sexual
Uma terceira mulher veio a público acusar o ator Ed Westwick, conhecido como o Chuck Bass da série “Gossip Girl”, de tentar estuprá-la num hotel em Los Angeles, em 2014. Rachel Eck fez a denúncia no site Buzzfeed, e novamente o produtor australiano Kaine Harling foi citado na história. Eck conta que era ex-namorada de Harling e, momentos antes da cerimônia do Oscar 2014, recebeu uma mensagem do celular dele, pedindo para que ela o encontrasse numa festa num “elegante” hotel de Hollywood. Na época, ela tinha 23 anos e havia acabado de se mudar para Los Angeles. Acreditando que teria uma reconciliação com o ex-namorado, ela resolveu aceitar o convite. Porém, a caminho do hotel, a moça ficou sabendo que Westwick também tinha sido chamado para a festa. “Ele disse que tinha esse amigo, Ed Westwick”, disse Eck, afirmando que não sabia quem era o ator naquela época. Quando ela chegou ao local, o Sunset Marquis, em West Hollywood, por volta das 2h30 da manhã, se deu conta de que não havia festa nenhuma, era apenas Harling e Westwick. Ela conta que o ator a pediu que convidasse uma amiga para se juntar a eles, mas, como era tarde, suas amigas já haviam dormido. “Como eu não levei nenhuma garota para ele, ele colocou seus olhos em mim”, contou a mulher, revelando que o ator “ficava pior e ainda mais pegajoso” conforme a noite avançava. Segundo Eck, Westwick tentou beijá-la e chegou a colocá-la contra a parede, mas ela o empurrou, dizendo que estava namorando Harling. Ela contou que foi avisar o ex-namorado, mas ele não quis acreditar. Então, ela falou que ia embora, mas Harling insistiu para que ela ficasse. De acordo com seu relato, quando finalmente deixou claro que deixaria o local, Harling disse que Westwick queria se desculpar. Foi aí que o ator tentou estuprá-la. “Ed então me puxou para a cama e me pegou agressivamente”, disse ela, referindo-se a seus seios. “Eu o empurrei o mais rápido que pude e fui embora”. “Nunca me senti tão desconfortável em toda a minha vida”, completou. A história é parecida com a contada pela atriz Kristina Cohen (série “Ladies Like Us”), que publicou sua denúncia no Facebook. A atriz também conta que na época namorava um produtor amigo de Westick, posteriormente identificado como Harling. “Ele me levou na casa de Ed, quando eu o conheci pela primeira vez. Quando ele sugeriu que ‘todos nós deveríamos fazer sexo’ eu quis ir embora. Mas o produtor não queria deixar Ed desconfortável e sair. Ed insistiu que ficássemos para o jantar. Eu disse que estava cansada e que queria ir embora, tentando sair dessa situação desconfortável”. Então, Westwick sugeriu que ela cochilasse no quarto de hóspedes. “Eu fui acordada abruptamente com Ed em cima de mim, com seus dedos dentro do meu corpo. Eu pedi para ele parar, mas ele era muito forte. Eu lutei o quanto eu pude, mas ele pegou meu rosto, me sacudiu, dizendo que queria fazer sexo comigo. Eu fiquei paralisada, aterrorizada. Eu não podia me mover. Ele me segurou e me estuprou”, relatou Cohen. Além das duas, Aurélie Wynn também usou o Facebook para denunciar um estupro do ator. Todos os casos aconteceram em 2014 com mulheres que ele não conhecia até a noite do ataque. Westwick negou a primeira acusação, repetiu que era inocente após a segunda denúncia e afirmou estar cooperando com a polícia de Los Angeles, que abriu uma investigação criminal sobre o caso. “É desanimador e triste que duas acusações não verificadas feitas em redes sociais façam com que alguns concluam que eu seja capaz de atos tão vis e horríveis. Eu não fiz nada disso e estou trabalhando com as autoridades para que meu nome fique limpo assim que possível”, declarou. Após as denúncias, a rede britânica BBC emitiu um comunicado, anunciando que tinha cancelado a exibição da minissérie “Ordeal by Innocence”, adaptação do romance de mistério “Punição para a Inocência”, de Agatha Christie, que inclui Ed Westwick em seu elenco, e suspendido a produção da 2ª temporada de “White Gold”, protagonizada pelo ator.
Atrizes e roteiristas de One Tree Hill acusam criador da série de assédio sexual
O elenco feminino da antiga série “One Tree Hill” (2003–2012), exibida na TV aberta brasileira como “Lances da Vida”, assinou uma carta aberta conjunta acusando o criador do programa, Mark Schwahn, de assédio sexual. Além das atrizes, parte da equipe de produção também assinou o documento. O texto foi inspirado por tuítes da roteirista Audrey Wauchope, que escreveu para a série em 2011. No sábado, ela citou um showrunner que tocava nela e em outras mulheres de forma inapropriada, mas não deu nome ao produtor, ainda que tenha se sentido “inspirada pela denúncia contra Andrew Kreisberg”, suspenso das séries de super-heróis da rede CW. “Uma das primeiras coisas que nos disseram é que ele contratava roteiristas baseado em suas aparências. É por isso que vocês estão aqui – ele quer comer vocês”. Após a publicação, as atrizes Sophia Bush, Hilarie Burton e Bethany Joy Lenz, além de outros integrantes da produção, se juntaram para dar nome ao assediador da roteirista. O grupo afirma que “o comportamento de Mark Schwahn durante as gravações de One Tree Hill era como um ‘segredo conhecido’. Muitas de nós fomos, em graus diferentes, manipuladas psicológica e emocionalmente. Mais de uma nós ainda está em tratamento de estresse pós-traumático. Muitas de nós fomos colocadas em situações desconfortáveis e tivemos que aprender a lutar, muitas vezes fisicamente, porque ficou claro para nós que os supervisores na sala não eram os protetores que deveriam ser”. A carta também diz que as mulheres se uniram nos bastidores para tentar criar um ambiente mais seguro, alertando as novas funcionárias sobre os casos e muitas ouviram que se tudo isso fosse divulgado na época, a série seria cancelada, deixando várias pessoas sem emprego: “Essa não é uma pressão apropriada para colocar em jovens garotas”. “Muitas de nós ficamos em silêncio em público, mas tivemos canais de comunicação muito abertos em nosso grupo e em nossa indústria, porque queríamos que ‘One Tree Hill’ permanecesse o lugar ‘onde tudo é melhor e tudo é seguro’ para os nossos fãs; alguns dos quais disseram que a série literalmente salvou suas vidas. Mas a realidade é que nenhum espaço é seguro quando se tem um câncer escondido e contagioso. Trabalhamos para recuperar nosso poder, apreciando as boas lembranças. Mas há mais trabalho a ser feito”, conclui o texto, assinado pelas atrizes Sophia Bush, Hilarie Burton, Bethany Joy Lenz, Danneel Harris, Michaela McManus, Kate Voegele, Daphne Zuniga, India DeBeaufort, Bevin Prince, Jana Kramer, Shantel Van Santen e Allison Munn, e pela “brava equipe” Audrey Wauchope, Rachel Specter, Jane Beck, Tarin Squillante, Cristy Koebley e JoJo Stephens. No mês passado, quando as denúncias contra Harvey Weinstein abriram as portas para trazer à tona os escândalos sexuais de Hollywood, Hilarie Burton postou em seu Instagram uma foto com a hashtag #MeToo, criada para mulheres compartilharem seus casos. Na legenda, ela escreveu: “Isso deixa uma marca”. Veja abaixo. Após a denúncia, o canal pago E! e as produtoras Universal Cable Productions e Lionsgate Television, responsáveis pela série atual comandada por Schwahn, “The Royals”, afirmaram que estão investigando as informações cuidadosamente para verificar se o problema continua e se dizem comprometidas em criar uma ambiente seguro de trabalho. It leaves a mark. #metoo Uma publicação compartilhada por Hilarie Burton (@hilarieburton) em Out 16, 2017 às 10:27 PDT
Tom Sizemore é acusado de abusar de atriz mirim de 11 anos
A revista The Hollywood Reporter publicou uma denúncia grave de abuso de menor contra o ator Tom Sizemore, apoiada no testemunho de uma dúzia de integrantes do elenco e da equipe técnica do filme “Mente Perigosa” (Born Killer) de 2005. Segundo apurou a publicação, o ator foi suspenso e enviado para sua casa após uma menina de 11 anos do elenco contar aos pais que ele tinha tocado suas partes íntimas. As filmagens aconteceram em Utah em 2003, dois anos antes da estreia. O motivo da demora no lançamento do filme foram justamente as complicações surgidas no set. Sizemore foi convocado a filmar cenas adicionais meses depois, para finalizar sua participação, após os pais da criança decidirem não levar adiante as acusações. Na ocasião, o incidente foi abafado. Contatada pela revista, a atriz, que atualmente tem 26 anos, recusou-se a comentar o assunto, informando apenas que contratou um advogado para explorar ações legais contra o ator e seus próprios pais. Ela pediu para não ser identificada. O agente de Sizemore também não quis fazer comentários. Mas a THR falou com uma dúzia de pessoas envolvidas na produção do filme, que confirmaram que Sizemore foi enviado para casa após o suposto incidente. De acordo com esses membros do elenco e da equipe, os rumores agitaram o set e as emoções escalaram em relação ao que supostamente aconteceu, impedindo a finalização das filmagens por vários meses. O incidente teria acontecido durante uma sessão de fotografia, que deveria render uma foto da família do personagem de Sizemore. Intérprete de sua filha, a menina estava sentada em seu colo, quando o ator teria se aproveitado. O gerente de produção, Cassidy Lunnen, lembra que “a garota era tão jovem que não ficou claro para ela e, mais tarde, para seus pais, o que realmente aconteceu e se foi intencional ou não”. Sizemore tem uma longa ficha corrida de confusões, que incluem acusações de uso de drogas e violência contra mulheres, mas nunca tinha sido acusado anteriormente de abuso sexual. Na época do incidente de Utah, ele havia sido condenado por agredir fisicamente e assediado sua ex-namorada, Heidi Fleiss. Consta que ele negou a acusação da jovem atriz quando foi confrontado pelos produtores, mas foi dispensado pelos empresários que cuidavam de sua carreira logo em seguida. A atriz Robyn Adamson, que retratava a esposa, lembra que viu a garota se assustar. “Em certo momento, seus olhos ficaram enormes, como se ela fosse vomitar. Eu estava olhando para ela. Ela logo se reintegrou e continuou a cena, embora tivesse problemas para obedecer a direção. Mais tarde, quando me disseram o que aconteceu, eu soube exatamente que era verdade”. Catrine McGregor, diretora de casting que contratou a jovem atriz, revelou como todos souberam o que tinha acontecido. “A mãe percebeu que sua filha estava excepcionalmente calada e disse que iria levá-la para uma piscina de natação, que era a coisa favorita da menina”, relatou na reportagem. “Quando a menina colocou seu maiô, ela disse para a mãe, de forma perturbadora, que o contato do traje de banho parecia igual ao momento em que o homem pôs seu dedo dentro dela”. Veterana com quatro décadas de carreira como diretora de casting, McGregor afirma que, assim que soube, enviou uma reclamação formal para o departamento jurídico do SAG, o Sindicato dos Atores, e defendeu a demissão imediata de Sizemore. O SAG se recusou a comentar o assunto para a reportagem. A história se espalhou rapidamente. Roi Maufas, que trabalhou como assistente de produção, confirmou: “A menina disse aquilo e todos nós pensamos ‘canalha maldita’. Nunca houve nenhuma dúvida. Ele já era conhecido por fazer comentários inadequados, estar sempre bêbado, falar alto. Estamos falando de um comportamento consistente, sendo apenas ‘Tom Sizemore’ no set todos os dias. Então isso aconteceu. Os homens chegaram a pegar em ferramentas para partir para cima dele. [O produtor James R. Rosenthal, que morreu em 2011] ficou lívido e teve que impedir que um grupo visitasse o Sr. Sizemore para chutar a bunda do cara”. Em entrevistas, os produtores do filme, Jai Stefan, Michael Manshel e Gus Spoliansky, observaram que eles removeram Sizemore do set assim que ouviram a acusação, revisaram as fotos da sessão dos retratos, mas consideraram as evidências inconclusivas. Diante disso, procuraram os pais para encorajá-los a envolver a polícia. Stefan, que junto com os outros descreveu ter sido fortemente afetado pela acusação da atriz (“Eu fiquei tipo ‘Isso aconteceu sob minha responsabilidade?’ Eu comecei a chorar”), lembra que os pais “não queriam que a menina fosse removida do filme”. McGregor, que foi quem contou ao THR sobre o episódio, especula que os pais da menina talvez não desejassem acumular dano profissional ao dano emocional, observando que “não queriam arruinar a carreira do filme de sua filha”. “Eles conversaram com a polícia, mas não fizeram acusações formais”, diz Manshel, acrescentando: “Nós também conversamos com Tom na época e dissemos tudo o que nos foi dito, e ele disse: ‘Eu fiz muitas coisas terríveis, mas nunca faria nada com crianças'”. Como não houve queixa formal, eles retomaram a produção um pouco depois, filmando Sizemore separadamente. “Nós tínhamos a responsabilidade financeira de completar o filme, então decidimos fazer os negócios como de costume – sem ter uma evidência clara sobre o que aconteceu naquele dia”, disse Spoliansky. Ator de filmes de sucesso, como “Assassinos por Natureza” (1994), “Fogo Contra Fogo” (1995), “O Resgate do Soldado Ryan” (1998) e “Falcão Negro em Perigo” (2001), Sizemore se tornou pai após o episódio no set de “Mente Perigosa” e continuou a trabalhar de forma constante, embora relegado a papéis menores em projetos menos prestigiados, alternando a atuação com períodos de detenção por violência contra mulheres – em 2009 e 2011. Ele chegou a ficar um ano e meio na prisão. “Lembro-me de ter ficado animada quando ele foi para a cadeia”, disse Jennie Latham, segunda assistente no filme, “mesmo que fosse por outra coisa”. Recentemente, a carreira de Sizemore voltou a engrenar com projetos televisivos, em séries como “Shooter” e o revival de “Twin Peaks”, que lhe renderam contratos para duas dezenas de filmes de baixo orçamento, atualmente em diferentes estágios de desenvolvimento.
Atriz de CSI: Miami diz que foi trancada numa sala por Steven Seagal seminu
Mais uma atriz acusa Steven Seagal de abuso sexual. Eva LaRue, que estrelou a série “CSI: Miami” por oito temporadas, disse ao site Deadline que o ator a trancou em uma sala durante um teste em sua casa em 1990 e depois abriu seu quimono, de pé diante dela, ficando apenas de cueca. Ela se junta a outras atrizes que acusam Seagal de assédio, como Jenny McCarthy, Portia de Rossi e Juliana Margulies. LaRue tinha 22 anos quando recebeu uma ligação de seu agente, dizendo que tinha marcado um teste para ela na casa de Seagal. Ela conta que o agente lhe garantiu que haveria dois produtores e uma diretora de elenco no encontro. Mas era uma armadilha, uma encenação com o objetivo de levá-la para o quarto com Seagal. “De fato, havia outros dois caras e uma mulher. E lá estávamos, sentados em sua sala de estar, falando sobre o personagem que eu ia interpretar e o enredo da história e o que eles estavam procurando – a conversa típica de testes. Mas eu não tinha roteiro. Era uma reunião, mas não uma leitura. E então a diretora do elenco disse: ‘Eu acho que ela é perfeita para o papel'”. Seagal, vestido com um quimono, levantou-se e disse-lhe para segui-lo até onde estava o roteiro. Mas, em vez de ir ao escritório, ele conduziu para um quarto de hóspedes com um grande sofá, onde ele pediu para ela sentar. E enquanto ela se acomodava, ele trancou a porta e se aproximou abrindo o quimono. “Não havia nenhum roteiro, era tudo encenação e ele ficou ali com o quimono aberto. Ele tinha uma roupa de baixo, graças a Deus, mas estava claro que não estava apenas sentindo calor”. A atriz conta que tentou fugir, alegando que não podia demorar, porque tinha outra reunião marcada, e foi quando percebeu que tinha sido trancada. Ele insistiu para que ela se sentasse, relaxasse e tomasse um drinque. Mas ela continuou forçando a porta, de modo que ele desistiu. Em seu relato, LaRue afirma que ele nunca me tocou, mas o encontro foi enervante assim mesmo. Logo que chegou em casa, ela chamou seu agente e contou o que aconteceu. “Todos os agentes daquela época sabiam o que estava acontecendo há muito tempo. Obrigado por não nos contar. Todos sabiam, exceto nós, atores”, afirmou LaRue ao Deadline. E, ao contrário do que muitos afirmam, não é a primeira vez que essas histórias são contadas. Jenny McCarthy foi à público com sua denúncia contra Seagal em 1995. O ator negou a acusação e nada aconteceu. A própria LaRua afirma ter contado sua história “mil vezes” sem que ninguém desse valor. “Não estou fazendo uma denúncia nova ou repentina. Assim como todas essas mulheres que acusaram Harvey Weinstein não estão se apresentando ‘de repente’. Estas não são acusações novas. São histórias que compartilhamos em jantares, entre nossos amigos, nossos familiares, nossos agentes e nossos colegas durante anos. Mas ninguém tinha se importado até agora, até que se importaram, e as pessoas começaram ‘de repente’ a revelar tudo”.
Veterano da franquia Star Trek é acusado de abuso sexual nos anos 1980
O modelo Scott R. Brunton acusou o ator George Takei, astro veterano da franquia “Star Trek”, de abuso sexual em 1981. O caso teria acontecido em um momento de vulnerabilidade quando ele tinha 23 anos. Na época, ele trabalhava como garçom e era amigo de Takei, então na casa dos 40 anos. Após romper com um namorado, Brunton foi se encontrar com Takei. “Foi há muito tempo atrás, mas eu nunca vou esquecer. Ele foi muito bom em me consolar e entender que eu estava triste e que ainda amava o meu namorado. Nós fomos beber. No segundo drinque, de repente, eu me senti meio desorientado e achei que estava desmaiando. Então eu me sentei e acho que desmaiei mesmo. A próxima coisa que me lembro ao acordar foi que minhas calças estavam no tornozelo e ele estava pegando na minha virilha, tentando tirar minha cueca”, disse Brunton ao site The Hollywood Reporter. “Eu disse: “O que você está fazendo?” E ele disse que eu precisava relaxar e que só estava me deixando confortável. Eu falei que não queria nada daquilo, o empurrei e fui embora. Fiquei sentado no meu carro até ter condições de dirigir”, completou o modelo. Takei, que interpretou o Sr. Sulu na série clássica “Jornada nas Estrelas” e nos primeiros filmes derivados da produção, tem 80 anos e é gay assumido, negou veementemente as acusações. “Os eventos que ele descreve simplesmente não ocorreram e eu não sei porque ele está falando isso agora. Quebrei minha cabeça para ver se eu lembrava do senhor Brunton, e eu não posso dizer que lembro. Eu levo essas acusações muito a sério, mas quem me conhece sabe que considero atos não consensuais muito antiéticos e bem longe dos meus valores e minhas práticas. A simples ideia de que alguém me acusa disso é extremamente dolorosa”, afirmou Takei nas redes sociais. Veja abaixo a íntegra dos tuítes, que também abordam o apoio que ele recebeu do marido após as acusações. Desde outubro, uma série de acusações de assédio sexual vieram à tona, envolvendo grandes nomes da indústria do entretenimento dos Estados Unidos. Após a denúncia contra o poderoso produtor Harvey Weinstein, acusado por dezenas de mulheres em diferentes casos de abuso sexual, Hollywood vive sob a sombra de novas e constantes revelações, que já envolveram atores como Kevin Spacey, Ed Westwick, Steven Seagal e Louis C.K., cineastas como Brett Ratner e James Toback, além de agentes de artistas e produtores executivos. Friends, I'm writing to respond to the accusations made by Scott R. Bruton. I want to assure you all that I am as shocked and bewildered at these claims as you must feel reading them. /1 — George Takei (@GeorgeTakei) November 11, 2017 The events he describes back in the 1980s simply did not occur, and I do not know why he has claimed them now. I have wracked my brain to ask if I remember Mr. Brunton, and I cannot say I do. /2 — George Takei (@GeorgeTakei) November 11, 2017 But I do take these claims very seriously, and I wanted to provide my response thoughtfully and not out of the moment. /3 — George Takei (@GeorgeTakei) November 11, 2017 Right now it is a he said / he said situation, over alleged events nearly 40 years ago. But those that know me understand that non-consensual acts are so antithetical to my values and my practices, the very idea that someone would accuse me of this is quite personally painful. /4 — George Takei (@GeorgeTakei) November 11, 2017 Brad, who is 100 percent beside me on this, as my life partner of more than 30 years and now my husband, stands fully by my side. I cannot tell you how vital it has been to have his unwavering support and love in these difficult times. /5 — George Takei (@GeorgeTakei) November 11, 2017
Louis C.K. é demitido das produções da FX e dispensado da animação Pets 2
O comediante Louis C.K. perdeu todos os contratos e projetos que tinha em andamento. Após o cancelamento da estreia do filme “I Love You, Daddy”, que ele escreveu e dirigiu, e do anúncio da HBO e da Netflix sobre interrupção de produções, retirada de especiais das plataformas de streaming e dispensa de projetos futuros, seus últimos parceiros o dispensaram. A FX Productions (FXP) anunciou o rompimento do contrato com a produtora de C.K., Pig Newton. Além disso, a Universal informou que ele não voltará a trabalhar como dublador na continuação da animação “Pets: A Vida Secreta dos Bichos” (2016). Ele dublava o protagonista, o cachorrinho Max. As decisões foram tomadas após ele admitir que as denúncias de assédio sexual feitas por colegas comediantes eram verdadeiras. A FXP trabalhava com C.K. em quatro séries: “Better Things” e “Baskets”, exibidas no canal pago FX, na vindoura animação “The Cops”, que estrearia no TBS, e “One Mississippi”, na Amazon. Das quatro, “The Cops” era a única que incluía C.K. como intérprete, dublando um dos personagens centrais. Por conta disso, a série teve a produção suspensa e não deve mais estrear na TV. As demais devem continuar a ser produzidas, mas sem participação do comediante. “Ele não servirá mais como produtor executivo ou receberá compensações em qualquer uma das séries que produzimos com ele”, diz o comunicado da FXP. “Louis confirmou que é verdadeiro o relato das cinco mulheres que foram vítimas de sua má conduta, da qual desconhecíamos anteriormente. Tanto quanto sabemos, seu comportamento nos últimos 8 anos em todas as cinco séries que ele produziu para a FX Networks e/ou FX Productions foi profissional. No entanto, agora não é hora dele fazer programas de televisão. Agora é hora dele falar honestamente sobre as mulheres que compartilharam suas experiências dolorosas, um processo que ele começou hoje com sua declaração pública”, segue o texto. “A FX Networks e a FX Productions continuam empenhadas em fazer tudo o que pudermos para garantir que todas as pessoas trabalhem em um ambiente seguro, respeitoso e justo, e continuaremos nossa averiguação a respeito do ambiente de todas essas produções para garantir que foi e é o caso”, termina o comunicado. Já a Universal não acrescentou nenhum comentário à dispensa do trabalho do comediante. Ele também foi dispensado pelas duas empresas que empresariavam sua carreira, a 3 Arts, que agenciava suas produções, e a APA, que cuidava de seus shows de stand-up.
BBC suspende produção e estreia de séries estreladas por Ed Westwick
A rede britânica BBC anunciou nesta sexta-feira (10/11) que não vai mais exibir a minissérie “Ordeal by Innocence”, adaptação do romance de mistério “Punição para a Inocência”, de Agatha Christie, que inclui Ed Westwick em seu elenco. A decisão foi tomada após vir à tona a segunda acusação de estupro contra o ator. “Estas acusações que Ed Westwick nega vigorosamente são sérias. A BBC não está fazendo nenhum julgamento, mas enquanto este assunto não for resolvido, não vamos incluir ‘Ordeal by Innocence’ na programação”, disse a emissora em um comunicado. A minissérie tinha estreia prevista para o Natal, dando sequência a uma leva de minisséries derivadas da obra da escritora, como “And Then There Were None”, “The Witness for the Prosecution” e “Partners in Crime”. Além disso, as gravações já iniciadas da 2ª temporada da série “White Gold”, protagonizada por Westwick, foram suspensas. A atração passada nos anos 1980 é uma coprodução entre a BBC e a Netflix. Ed Westwick está sendo investigado pela polícia de Los Angeles após as denúncias da atriz Kristina Cohen (série “Ladies Like Us”) e de Aurélie Wynn.
Louis C.K. sobre acusações de assédio: “É tudo verdade”
Um dia depois de ser acusado de assédio por mulheres comediantes, Louis C.K. admitiu sua culpa. Ao contrário de outros acusados, que afirmam inocência ou desconhecimento, o humorista americano afirmou, num longo comunicado divulgado nesta sexta-feira (10/11), que “essas histórias são verdadeiras”. De acordo com a reportagem publicado pelo jornal The New York Times na quinta-feira, Louis C.K. gostava de se masturbar na frente de mulheres. Ele fez isso na frente de duas comediantes em 2002. No ano seguinte, fez a mesma coisa enquanto conversava com uma colega de profissão, por telefone. E em 2005 perguntou se podia se masturbar diante de uma outra comediante, que o proibiu. Apesar de confirmar as acusações, ele alega que sempre pediu permissão para se expor diante das colegas. “Eu dizia para mim mesmo que o que eu fazia era ok porque eu nunca mostrei meu pênis para uma mulher sem perguntar primeiro, o que também é verdade. Mas o que eu aprendi mais tarde, tarde demais, é que quando você tem poder sobre outra pessoa, pedir para que ela olhe para o seu pênis não é uma questão. É colocá-la em uma situação difícil. O poder que eu tive sobre essas mulheres veio da admiração que elas sentiam por mim. E eu exerci esse poder de forma irresponsável”, ele assumiu. “Eu estou arrependido das minhas atitudes. E tenho tentado aprender com elas. E a correr delas. Agora estou ciente do tamanho do impacto das minhas ações. Eu aprendi ontem o quanto deixei essas mulheres que me admiravam se sentindo mal com elas mesmas, e cautelosas com relação a outros homens que jamais as colocariam nessa posição”. “Também tirei vantagem do fato de que eu era muito admirado na nossa comunidade, o que as impediu de compartilhar suas histórias e trouxe dificuldades quando elas tentaram fazer isso, porque as pessoas que me seguiam não queriam ouvir (essas histórias). Eu não pensei no que eu estava fazendo porque minha posição me permitiu não pensar nisso”, ele continua. Ele se desculpou especificamente para as pessoas que atualmente estão sendo afetadas profissionalmente por suas ações, incluindo os elencos e as equipes das séries “Better Things” e “Baskets”, do FX, da vindoura animação “The Cops”, no TBS, “One Mississippi”, na Amazon, e de seu “I Love You, Daddy”, que teve o lançamento cancelado pela distribuidora indie Orchard. “Eu trouxe dor para minha família, meus amigos, meus filhos e a mãe deles”, ele escreveu. “Passei minha carreira longa e sortuda falando e dizendo o que quiser. Agora vou dar um passo atrás e ficar ouvindo por um bom tempo”. Além do cancelamento da estreia do filme, HBO e Netflix anunciaram que cortaram seus laços com o humorista, interrompendo produções e retirando convites para sua participação em projetos futuros, enquanto o FX declarou estar “revisando” a situação das séries produzidas por ele.
Filme de Louis C.K. não será mais lançado após escândalo sexual
A distribuidora indie Orchard anunciou que não irá mais lançar “I Love You, Daddy”, filme dirigido e estrelado por Louis C.K., após uma reportagem do jornal New York Times denunciar assédio do humorista contra colegas comediantes do sexo feminino. A Orchard tinha pago US$ 5 milhões pelos direitos do filme, após a première no Festival de Toronto. O tapete vermelho estava marcado para quinta-feira passada (9/11), mas ele foi abruptamente cancelado quando, no mesmo dia, o jornal New York Times publicou a reportagem-denúncia. Após considerar as repercussões, a distribuidora emitiu um comunicado afirmando que tinha desistido do lançamento, marcado para a próxima sexta, 17 de novembro, nos Estados Unidos. A produção foi realizada em segredo por CK ao longo de apenas 20 dias e bancada por seu próprio dinheiro. Rodado em preto e branco, o filme acompanha a relação de um roteirista (papel de CK) e sua filha adolescente em meio ao ambiente hedonista de Hollywood, destacando em particular um cineasta pervertido, que gosta de atrizes bem jovens – para preocupação do pai-protagonista. Chlöe Grace Moretz (“A 5ª Onda”) vive a filha, John Malkovich (“Horizonte Profundo: Desastre no Golfo”) é o diretor papa-anjo, e o elenco ainda inclui Rose Byrne (“X-Men: Apocalipse”), Charlie Day (“Círculo de Fogo”), Pamela Adlon (série “Better Things”), Edie Falco (série “Nurse Jackie”) e Helen Hunt (“Melhor É Impossível”). Veja o trailer abaixo.
Promotoria de Los Angeles cria equipe para investigar denúncias de abuso sexual em Hollywood
A promotoria de Los Angeles anunciou, na quinta-feira (9/11), a criação de uma equipe especial para analisar e investigar as numerosas denúncias de abuso sexual que estão surgindo contra celebridades de Hollywood. Lacey explicou, contudo, que, até o momento, não recebeu qualquer denúncia passível de ser levada à Justiça. “Estamos em contato com os departamentos de polícia de Los Angeles e Beverly Hills, que abriram diversas investigações, incluindo contra o produtor Harvey Weinstein, o diretor James Toback e o ator Ed Westwick”, disse a promotora Jackie Lacey, em entrevista coletiva. Por enquanto, os casos estão em fase investigativa e ainda não possuem elementos suficientes para o início de processos. Além da investigação em Los Angeles, a imprensa americana informou que o promotor do distrito de Manhattan está preparando uma denúncia contra Weinstein com base na acusação feita pela atriz Paz de la Huerta. Também há investigações em curso pela polícia de Londres, envolvendo Weinstein e o ator Kevin Spacey. Após denúncia contra o poderoso produtor Harvey Weinstein, acusado por dezenas de mulheres em diferentes casos de abuso sexual, no início de outubro, Hollywood vive sob a sombra de novas e constantes acusações de assédio, que já envolveram atores como Kevin Spacey, Ed Westwick, Steven Seagal e Louis C.K., cineastas como Brett Ratner e James Toback, além de agentes de artistas e executivos de estúdios.
HBO remove programas de Louis C.K., Netflix cancela especial e FX “revisa” situação após escândalo sexual
A HBO anunciou que irá remover os programas de stand-up do comediante Louis C.K. e a antiga comédia “Lucky Louie” de seus serviços de streaming. A emissora também divulgou que ele não participará mais do especial beneficente “Night of Too Many Stars: America Unites for Autism Programs”, que irá ao ar em 18 de novembro. A Netflix também confirmou o cancelamento de um especial do comediante, o segundo programado, após o lançamento do primeiro em abril. “As acusações feitas por várias mulheres de Nova York são perturbadoras. O comportamento inadequado e não profissional de Louis com colegas mulheres nos levou a decidir não produzir o segundo especial que havia sido planejado”, disse a plataforma por meio de uma nota enviada à imprensa americana. Além disso, o canal FX, que exibiu a premiada série “Louie” nos EUA até dois anos atrás e lança especiais do comediante, anunciou que a relação com o humorista está “sendo revisada”. “Estamos obviamente perturbados com as acusações sobre Louis C.K”, afirmou o canal, em comunicado. “O canal não recebeu nenhuma denúncia de conduta irregular relativas aos cinco programas que produzimos juntos ao longo dos últimos oito anos. A FX Networks e a FXP (FX Productions) vão tomar todas as atitudes necessárias para proteger nossos funcionários, enquanto investigam outras alegações de conduta inapropriada no nosso ambiente de trabalho. Dito isto, esta questão está sendo revisada”. O FX exibe atualmente duas atrações produzidas por Louis C.K., “Baskets” e “Better Things”, e pretendia estrelar a animação “The Cops”, dublada por ele, em 2018. O comediante entrou na lista negra dos escândalos sexuais de Hollywood após ser acusado de assédio por cinco mulheres comediantes, de acordo com relato publicado pelo jornal The New York Times, na quinta-feira (9/10). Uma delas foi a atriz Tig Notaro, estrela da série “One Mississippi”, que Louis C.K. produzia para a Amazon. Segundo as denúncias, o artista se masturbou na frente de duas comediantes em 2002. No ano seguinte, fez a mesma coisa enquanto conversava com uma colega de profissão, por telefone. Em 2005, perguntou se podia se masturbar diante de uma outra comediante, que o proibiu. Além dos problemas com os canais de TV, Louis C.K. também viu a pré-estreia da comédia dramática “I Love You, Daddy”, estrelada e dirigida por ele, cancelada na quinta-feira, em Nova York. Segundo a revista The Hollywood Reporter, o lançamento do filme, previsto para 17 de novembro, pode até ser suspenso.












