Esquadrão Suicida estreia em 1º lugar no Brasil, mas não supera Batman vs. Superman
O filme do “Esquadrão Suicida” foi lançado em número recorde de salas no Brasil – 1.405 salas, incluindo 912 telas 3D e todas as 12 de IMAX no país. Ou seja, seu lançamento representou uma das raras vezes em que quase metade de todo o parque exibidor do país exibiu o mesmo filme, com destaque para as salas com ingressos mais caros. Este monopólio, como esperado, garantiu-lhe o 1º lugar nas bilheterias, com R$ 35,3 milhões de arrecadação e 2 milhões de ingressos vendidos no fim de semana estendido. Considerando as premières pagas de quarta-feira (3/8) na conta, o valor chega até R$ 38,7 milhões e 2,2 milhões de ingressos, segundo os dados computados pela empresa de consultoria ComScore. Mas, mesmo assim, a arrecadação não superou as estreias de “Capitão América: Guerra Civil” (2,6 milhões de ingressos e R$ 43,9 milhões) e “Batman vs Superman” (2,4 milhões de ingressos e R$ 39 milhões – ou R$ 44 milhões contando a pré-estreia), para citar dois blockbusters deste ano, que tiveram lançamentos “menores”. Como consolo, o filme registrou alguns recordes pontuais no país, como a maior abertura de um filme lançado no mês de agosto ou protagonizado por Will Smith no Brasil. O recorde anterior era de “MIB³ – Homens de Preto 3” (2012). No mercado norte-americano, “Esquadrão Suicida” também dominou o fim de semana e bateu o recorde para uma estreia no mês de agosto, com US$ 135,1 milhões, bem acima dos US$ 94,3 milhões registrados por “Guardiões da Galáxia” em 2014. Segundo estimativas, o filme deve somar US$ 267,1 milhões em todo mundo em sua estreia, na contramão das críticas negativas que recebeu. Mas é esperada uma grande queda para a próxima semana.
Esquadrão Suicida estreia em 1º lugar nos EUA, apesar das críticas negativas
A estreia de “Esquadrão Suicida” seguiu o roteiro imaginado pela Warner Bros, com US$ 135,1 milhões arrecadados em seu primeiro fim de semana nos EUA e praticamente a mesma quantia no mercado internacional, para atingir um total de US$ 267,1 milhões. Mas podia ter sido muito melhor. Projeções do começo da semana apontavam um lançamento na casa dos US$ 150 milhões. A diferença pode ser creditada na conta das críticas negativas. Um dos filmes mais aguardados do ano, “Esquadrão Suicida” surpreendeu com críticas inesperadamente negativas. Muito negativas, na verdade, fazendo a média calculada pelo site Rotten Tomatoes cair dia a dia, até a chegada aos cinemas. Com 30% de aprovação no começo da semana, o filme desabou para 26% no domingo (7/8), atingindo queda ainda mais dramática entre os chamados “críticos top”, onde registou apenas 19% de aprovação. Isto é pior até que a péssima recepção de “Batman vs. Superman”, que levou 27% e 23% na avaliação final das duas categorias de críticos do Rotten Tomatoes. Para completar, o filme anterior da Warner teve uma arrecadação inicial bem mais espetacular – US$ 170,1 milhões nos EUA e US$ 424,1 milhões mundiais em seu primeiro fim de semana. Mesmo assim, “Esquadrão Suicida” registrou um recorde, superando “Guardiões da Galáxia” (US$ 94,3 milhões) como maior lançamento já registrado nos EUA no mês de agosto. Agora, terá que mostrar resistência para se manter entre as grandes bilheterias mundiais, porque um orçamento de US$ 175 milhões não é para os fracos. Considerando o investimento em mídia que acompanhou sua estreia, o filme terá que fazer pelo menos tanto quanto “Batman vs. Superman” (US$ 872,6 milhões) para não dar prejuízo. O detalhe que piora esta expectativa: o governo da China não autorizou sua distribuição no país. Nas próximas semanas, a Warner dever reavaliar seus projetos baseados em filmes de super-heróis da DC Comics, diante da dificuldade em conseguir criar produções bem vistas e lucrativas. As consequências vão depender do desempenho do “Esquadrão Suicida” em seus primeiros 10 dias em cartaz, mas pelo menos “Mulher-Maravilha”, já filmado, e “Liga da Justiça”, em produção, têm suas estreias garantidas. O resto do ranking da semana não trouxe muitas novidades. Líder na semana passada, “Jason Bourne” caiu para o 2º lugar com US$ 22,7 milhões, enquanto a comédia “Perfeita é a Mãe” completou o pódio com US$ 14,2 milhões. “Pets – A Vida Secreta dos Bichos” continua faturando bem nos EUA e ficou no 4º lugar. Vale registrar que o filme superou duas marcas importantes, passando os US$ 300 milhões em arrecadação doméstica e os US$ 500 milhões em bilheteria mundial antes de estrear no Brasil, onde chega apenas em 25 de agosto. “Star Trek – Além das Fronteiras” caiu para o 5º lugar com US$ 10,2 milhões, mas ainda tem muito espaço para cobrir, já que só chega em setembro em inúmeros países, como a China e novamente o Brasil. Assim, a outra estreia da semana, “Virei um Gato”, abriu apenas em 6º lugar, com modestos US$ 6,5 milhões. Nem mesmo a presença de Kevin Spacey (série “House of Cars”) como o executivo atarefado que vira gato atraiu o público. A versão felina de “Lembranças de Outra Vida” (1995) e “Soltando os Cachorros” (2006) não fez tanto sucesso quanto os similares caninos. A aprovação no Rotten Tomatoes foi desmoralizante: apenas 4% da crítica gostou do filme. BILHETERIAS: TOP 10 EUA 1. Esquadrão Suicida Fim de semana: US$ 135,1 milhões Total EUA: US$ 135,1 milhões Total Mundo: US$ 267,1 milhões 2. Jason Bourne Fim de semana: US$ 22,7 milhões Total EUA: US$ 103,4 milhões Total Mundo: US$ 195,3 milhões 3. Perfeita É a Mãe! Fim de semana: US$ 14,2 milhões Total EUA: US$ 51 milhões Total Mundo: US$ 56,5 milhões 4. Pets – A Vida Secreta dos Bichos Fim de semana: US$ 11,5 milhões Total EUA: US$ 319,5 milhões Total Mundo: US$ 502,1 milhões 5. Star Trek: Sem Fronteiras Fim de semana: US$ 10,2 milhões Total EUA: US$ 127,9 milhões Total Mundo: US$ 194,4 milhões 6. Virei um Gato Fim de semana: US$ 6,5 milhões Total EUA: US$ 6,5 milhões Total Mundo: US$ 6,5 milhões 7. Quando as Luzes se Apagam Fim de semana: US$ 6 milhões Total EUA: US$ 54,7 milhões Total Mundo: US$ 85,7 milhões 8. Nerve – Um Jogo Sem Regras Fim de semana: US$ 4,9 milhões Total EUA: US$ 26,8 milhões Total Mundo: US$ 27,6 milhões 9. Caça-Fantasmas Fim de semana: US$ 4,8 milhões Total EUA: US$ 116,7 milhões Total Mundo: US$ 179,5 milhões 10. A Era do Gelo: O Big Bang Fim de semana: US$ 4,3 milhões Total EUA: US$ 53,5 milhões Total Mundo: US$ 288,1 milhões
Supergirl: Atriz da série Dracula viverá a irmã de Lex Luthor
A atriz Katie McGrath (a Morgana de “Merlin” e Lucy de “Dracula”) entrou na série “Supergirl”, num dos últimos papeis recorrentes da 2ª temporada que ainda se encontravam vagos. Ela vai interpretar Lena Luthor, a irmã de Lex Luthor. Descrita como uma mulher bonita, poderosa e enigmática, Lena chega à National City após a prisão do seu irmão Lex na esperança de um novo começo. Lena assume como CEO da Luthor Corp, empresa bilionária de tecnologia que ganhou uma fama ruim nas mãos malignas do vilão. Seu objetivo é reverter essa imagem, e Lena quer ser vista como uma pessoa diferente de seu irmão. Ao longo dos episódios, Kara (Melissa Benoist) irá se aproximar de Lena para descobrir se ela é uma aliada ou uma inimiga. A bela irlandesa irá se juntar a outras novidades da série, que incluem Tyler Hoechlin (série “Teen Wolf”), como Superman/Clark Kent, Lynda Carter (a “Mulher-Maravilha” dos anos 1970), como a presidente dos Estados Unidos, Ian Gomez, no papel do novo editor da CatCo Magazine Snapper Carr, e Floriana Lima (série “The Family”), que vai viver a policial Maggie Sawyer. Dos personagens anunciados para a temporada, faltam escalar apenas dois, justamente os que não possuem equivalentes nos quadrinhos: Nick Farrow, Filho de um repórter famoso que tenta deixar para trás um passado egoísta e hedônico, e a vilã Doutora, líder do Projeto Cadmus que usa suas habilidades cirúrgicas para implantar tecnologia alienígena em prisioneiros. No caso da Doutora, a personagem pode ser uma versão feminina de Dabney Donovan, o cientista chefe responsável pelas experiências genéticas do laboratório secreto. Cadmus, porém, tinha uma cientista proeminente, Serling Roquette, que sempre foi aliada de Superman e Jimmy Olsen nos quadrinhos. A 2ª temporada de “Supergirl” estreia em 10 de outubro na rede americana CW. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Warner.
Esquadrão Suicida: Jared Leto diz que várias cenas do Coringa foram cortadas do filme
A blitz publicitária do “Esquadrão Suicida” vai render uma bilheteria de estreia impactante, mas o filme não entrega o que promete. E um dos casos mais evidentes é o pouco espaço ocupado pelo Coringa na trama. Muito se falou sobre como Jared Leto incorporou o personagem nos bastidores da produção, mas na tela sua presença é mínima. Todas as cenas em que ele aparece foram mostradas nos trailers. E há, inclusive, imagens vistas na divulgação que não aparecem no filme. Segundo o próprio ator, sua participação foi bastante cortada. “Há muitas cenas que não entraram no filme final. Tomara que um dia elas sejam vistas. Quem sabe”, ele lamentou, em entrevista à publicação britânica TeleStar. Uma reportagem da revista The Hollywood Reporter apurou que o trabalho do diretor David Ayer sofreu intervenção do estúdio, que encomendou uma montagem para a equipe que criou os trailers. “Batman vs. Superman” também teve uma montagem diferente para os cinemas, mas o objetivo foi diminuir a duração e a violência, não alterar o filme completamente. Além disso, a produção de uma versão estendida para Blu-ray, considerada a “versão do diretor”, foi anunciado antes mesmo da estreia do longa-metragem. Como Jared Leto chama a atenção, desta vez não se sabe se as cenas cortadas de “Esquadrão Suicida” serão vistas pelo público. A regra não escrita é que obras com problemas de bastidores dificilmente ganham “versão do diretor”. Afinal, caso superem a produção exibida nos cinemas, essas revisões servem apenas para escancarar a incompetência do estúdio, que mexeu onde não deveria – e de forma autoritária. Há muita curiosidade, por exemplo, a respeito de como seria a versão do “Quarteto Fantástico” do diretor Josh Trank. Mas há casos raros em que o tempo permite distanciamento suficiente para um “mea culpa”. A própria Warner já lucrou bastante com sua constrição em relação a “Blade Runner” (1982), filme mutilado pelo estúdio, que foi remontado à revelia de Ridley Scott e ganhou uma narração inexistente no roteiro para sua estreia nos cinemas. O culto à obra, porém, fez crescer tanto o interesse na versão “perdida” que o estúdio acabou pagando para Scott remontar o filme. Desde a era do VHS, a montagem “do diretor” é que ocupa as prateleiras das locadoras e lojas de vídeo.
Super-heróis da TV se juntam em comerciais do universo compartilhado da DC Comics
A rede americana CW divulgou dois novos vídeos promovendo suas séries de super-heróis da DC Comics. Com “Supergirl”, “The Flash”, “Arrow” e “Legends of Tomorrow”, o canal promete super-heróis praticamente todos os dias da semana, durante a temporada de outono de 2016. Os episódios inéditos das atrações começam a ser exibidos a partir de 4 de outubro nos EUA. No Brasil, todas essas séries (e mais “Gotham”) estão na programação do canal pago Warner.
Supergirl encontra Superman em 60 fotos e vídeos das gravações da série
Os paparazzi registraram os bastidores das primeiras cenas de Tyler Hoechlin (o Derek de “Teen Wolf”) como Superman na série “Supergirl”. Ele foi fotografado e gravado em vídeo nas ruas de Vancouver, no Canadá, rodando cenas de ação e conversando com sua superprima Kara (Melissa Benoist). Nas imagens, ele aparece com o famoso uniforme do herói e também como Clark Kent. Tyler vai aparecer como Superman nos primeiros episódios da 2ª temporada de “Supergirl”, que estreia em 10 de outubro na rede americana CW. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Warner. @yvrshoots balcony view of fight scenes w/ Superman on #Supergirl #Vancouver set #yvrfilm #yvrshoots pic.twitter.com/XwkxepOapb — Emily (@skysosmrt) August 4, 2016
Esquadrão Suicida não entrega o que promete
Após o banho de água fria provocado por “Batman vs Superman: A Origem da Justiça”, “Esquadrão Suicida” prometia um tom diferente para o universo que a DC está construindo nos cinemas, uma espécie de resposta à concorrência já consolidada da Marvel. Mas, lamentavelmente, a tentativa não rendeu o esperado na tela. Espécie de sequência direta dos eventos trágicos envolvendo a figura do Superman (Henry Cavill), “Esquadrão Suicida” inicia com a exposição dos planos da implacável Amanda Waller (Viola Davis), oficial da CIA que recomenda ao presidente a escalação de um time composto pelos maiores criminosos do país para combater uma entidade que pretende cobrir o mundo com trevas e converter humanos em soldados monstruosos. O time? Floyd Lawton (Will Smith), conhecido como Pistoleiro, um matador de aluguel com uma filha de 11 anos; Harleen Quinzel (Margot Robbie), que adotou o nome Arlequina ao se tornar a companheira de Coringa (Jared Leto); George Harkness (Jai Courtney), o Capitão Bumerangue, Waylon Jones (Adewale Akinnuoye-Agbaje), o Crocodilo; Chato Santana (Jay Hernandez), apelidado de El Diablo e com habilidades em incendiar tudo ao redor; e Christopher Weiss (Adam Beach), também chamado de Amarra. Ainda que Weller tenha implantado um chip capaz de causar a morte instantânea com o comando em um aplicativo sob o seu controle, é necessário trazer a bordo um líder capaz de supervisionar o temperamento de figuras que podem a qualquer momento trair o acordo de salvar o dia por uma redução de pena. Para isso, é escalado o soldado Rick Flag (Joel Kinnaman), namorado da arqueóloga June Moone (Cara Delevingne), possuída por um espírito milenar que cumpre um papel importante na ação. Outra adição que possui um bom caráter é Katana (Karen Fukuhara), japonesa extremamente habilidosa com espadas. Com a leva inesgotável de mutantes e justiceiros zelando pela sobrevivência da humanidade, “Esquadrão Suicida” trazia como possibilidade uma visão ainda pouco explorada nas adaptações de quadrinhos, na qual a moralidade surge distorcida, quando a prática do bem não parece uma alternativa clara para reverter a arquitetura do caos. Algo recentemente testado com sucesso em “Deadpool”, que tinha um anti-herói como protagonista. O passo de “Esquadrão Suicida” sugeria ser o mais largo, com um material promocional regado na piração e com um diretor, David Ayer, que entende a linguagem dos personagens marginalizados, das escórias da sociedade, como já demonstrou em seu roteiros de “Dia de Treinamento” (2001), “Tempos de Violência” (2005) e “Marcados para Morrer” (2012). Porém, o peso da insanidade parece ter recaído somente sobre os ombros de Margot Robbie, que supera todas as expectativas como uma delinquente que desejava apenas ter uma vida de comercial de margarina com o seu amado de sorriso nefasto – o Coringa, aliás, deve ter ficado com a maior parte de sua participação perdida na ilha de edição, ao julgar por suas intervenções de caráter quase figurativo. Além de uma encenação branda da violência, “Esquadrão Suicida” não é competente nem ao introduzir os seus personagens para o público. Confuso, o primeiro ato acredita que uma playlist de rock e cartilhas ininteligíveis dão conta de carregar todo o histórico de cada um. Igualmente mal resolvido é o desejo da Warner de fazer um “Os Vingadores” dos vilões, forçando um sentimento de amizade e companheirismo que definitivamente inexiste entre os personagens. Ao final, o efeito provocado por “Esquadrão Suicida” é como uma promessa de embriaguez épica, que só no primeiro gole revela ser patrocinada por cerveja sem álcool.
Esquadrão Suicida: Saiba tudo o que deu errado nos bastidores da produção
A implosão crítica do filme “Esquadrão Suicida”, que está recebendo notas piores que as de “Batman vs. Superman”, começa a trazer a público um drama de bastidores tão intenso quanto o que tentou ser escondido durante a produção de “Quarteto Fantástico”, com interferências do estúdio, refilmagens e uma edição final que levou o filme a uma direção completamente diferente de seu projeto original. Segundo apuraram várias publicações americanas, os problemas começaram desde a aprovação do projeto. O diretor e roteirista David Ayer escreveu o roteiro em seis semanas e, assim que colocou suas mãos nele, a Warner aprovou as filmagens no ato, marcando uma data de estreia antes do elenco ser reunido. Isto não deu tempo para o roteiro ser melhor trabalhado. Mesmo assim, durante as filmagens, o estúdio decidiu que o roteiro não era o que eles queriam. Isto porque tinha o mesmo clima sombrio de “Batman Vs Superman”, que ao ser lançado precipitou uma avalanche de críticas negativas e ficou aquém do resultado de bilheteria esperado. Ao mesmo tempo, o longa do “Deadpool” mostrou que personagens psicopatas e humor eram uma combinação de sucesso. E a Warner decidiu que “Esquadrão Suicida” deveria ser mais parecido com o filme da Fox. De acordo com fontes ouvidas pelo site The Hollywood Reporter, o diretor David Ayer foi obrigado a modificar o filme, que era denso e sombrio, para algo leve e engraçado. A reportagem confirma o que boatos antigos diziam: que todas as piadas originais estavam nos primeiros trailers e que o resto do filme se levava muito a sério. Para complicar ainda mais a situação, os trailers, que seriam completamente diferentes do filme, fizeram muito sucesso. O que levou a Warner a procurar a empresa responsável por editá-los, a Trailer Park, para produzir uma edição alternativa do “Esquadrão Suicida”, enquanto Ayer ainda estava filmando. Em março, o estúdio começou a testar as duas versões: a séria de Ayer e a mais leve do Trailer Park. E as reações do público foram divididas. Como o diretor se mostrou receptivo a participar do processo, a Warner buscou encontrar um meio termo. Toda a abertura foi alterada, passando a trazer introduções dos vilões e gráficos coloridos. No filme original de Ayer, as cenas de “introdução” faziam parte de flashbacks espalhados ao longo da projeção. Mas isso deixou a história leve no começo e pesada no fim. Para equilibrar um pouco mais a trama, o estúdio concordou em aumentar seus gastos, com a reconvocação do elenco para filmagens extras. O objetivo foi inserir mais cenas engraçadas, como a blogosfera tinha apurado, e não apenas para aumentar a ação da trama, como a equipe justificou. Ao final, o resultado foi emendado e reeditado por um batalhão de profissionais contratados para dar a forma final ao filme, que se materializou apenas durante a montagem. Segundo as fontes do THR, as decisões foram tomadas em meio ao pânico de temer uma implosão do universo das adaptações dos quadrinhos da DC Comics. E teria envolvido muitos conflitos de ego, quando o necessário seriam cabeças frias. Uma das consequências do clima conturbado foi que o novo filme de Ayer, que voltaria a reuni-lo com Will Smith, saiu do cronograma da Warner. O diretor acabou fechando um acordo milionário com o Netflix para realizá-lo. Mas para abafar possíveis controvérsias, diretor e estúdio concordaram em emitir um comunicado conjunto, em que confirmam ter chegado ao “Esquadrão Suicida” que o público irá conhecer de comum acordo. O presidente de produção da Warner, Greg Silverman, assina a nota, em nome do diretor. “Esta foi uma experiência incrível. Nós fizemos um monte de experimentação e colaboração ao longo do caminho. Mas nós dois somos muito orgulhosos do resultado. Este… é um filme de David Ayer, e Warner tem o orgulho de apresentá-lo”, resume a versão oficial.
Esquadrão Suicida estreia em número recorde de salas no Brasil
O lançamento de “Esquadrão Suicida” vai ocupar o maior número de salas de um lançamento no Brasil neste ano. O longa, que teve uma “pré-estreia” paga em mais de 800 salas na quarta (3/8), entra agora em seu circuito completo: 1.405 salas, incluindo um total de 912 telas 3D e todas as 12 de IMAX no país. O recorde pertence a “Star Wars: O Despertar da Força”, lançado em dezembro passado em 1.504 salas. Vale lembrar que quando “Jogos Vorazes: Em Chamas” foi lançado em 1310 salas em 2014, o impacto no circuito gerou reuniões, deliberações e ameaças da Ancine, que renderam um compromisso nunca levado a sério para impedir que isso voltasse a se repetir. Neste ano, “Batman vs. Superman”, também da Warner, já tinha sido lançado em 1331 salas. A tática da Warner é a mesma do filme anterior: tentar conquistar a maior bilheteria possível na arrancada, de preferência com algum recorde, já que a crítica odiou o filme. Apesar da antecipação alimentada por alguns dos melhores trailers do ano, “Esquadrão Suicida”, infelizmente, é uma grande decepção, que só atingiu 31% de aprovação no site Rotten Tomatoes (22% se considerar apenas as publicações relevantes, isto é, sem a opinião dos blogueiros geeks). Com os desastres se acumulando, não será surpresa se vier uma intervenção pesada nas produções de super-heróis do estúdio. Com quase 50% das salas do país inteiro ocupadas por um único filme, o segundo maior lançamento da semana chegará em apenas 85 telas. Trata-se de “Negócio das Arábias”, novo drama estrelado por Tom Hanks (“Ponte dos Espiões”). Com 70% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme segue um empresário à beira da falência, que viaja até a Arábia Saudita em busca de um último negócio que pode salvar sua carreira. Outro filme americano escanteado, a comédia “A Intrometida” traz Susan Sarandon em 20 salas, como uma mãe inconveniente que quer voltar a conviver com a filha (Rose Byrne, de “Os Vizinhos”), fazendo de tudo para encontrar-lhe um marido e sufocando-a com amor maternal. Os críticos americanos adoraram, com 86% de aprovação no Rotten Tomatoes. O circuito limitado também espreme três produções nacionais. Em 29 salas, “Vidas Partidas” aborda a violência doméstica em estilo televisivo, na estreia do diretor Marcos Schechtman. 11 salas passam “Fome”, de Cristiano Burlan (“Mataram Meu Irmão”), que acompanha um sem-teto (o cineasta Jean-Claude Bernardet) pelas ruas de São Paulo. E 5 mostram “A Loucura Entre Nós”, documentário que explora as fronteiras entre a sanidade e a loucura. A programação inclui ainda duas produções europeias. A comédia francesa “Um Amor à Altura”, do especialista no gênero Laurent Tirard (“As Férias do Pequeno Nicolau”), mostra em 25 salas como o baixinho Jean DuJardin (“O Artista”) se apaixona por uma mulher alta. Já o filme belga “Os Cavaleiros Brancos” dramatiza um caso real polêmico, ao acompanhar um grupo de “salvadores” brancos que contrabandeia ilegalmente crianças órfãs africanas para lares adotivos da França. Segundo melhor filme da semana, rendeu o prêmio de Melhor Direção para Joachim Lafosse (“Perder a Razão”) no Festival de San Sebastian e será exibido apenas em duas salas de São Paulo. Por fim, o melhor filme da semana é uma produção mexicana, que chega em sete salas (pulverizado entre São Paulo, Rio, Porto Alegre, Brasília e Belo Horizonte). “O Monstro de Mil Cabeças” rendeu diversos prêmios ao diretor Rodrigo Plá (“Zona do Crime”) e à atriz Jana Raluy (“Despedida de Amor”), em festivais como Varsóvia, Havana e Biaritz, além de ter vencido o troféu Ariel (o Oscar mexicano) de Melhor Roteiro de 2016. A trama gira em torno de uma mulher (Raluy), que tenta garantir o melhor tratamento ao marido doente, em estado terminal. Quando a companhia de seguros dificulta o atendimento, ela resolve confrontá-los violentamente. Com 89% de aprovação no Rotten Tomatoes, este é o verdadeiro filme de supervilões da semana, mostrando médicos, farmaceutas e burocratas estimulados a rejeitar pacientes para que os planos de saúde rendam lucro, em vez de tratamentos. O pior crime, cometido por verdadeiros monstros contra os mais fracos e inocentes.
Esquadrão Suicida desagrada a crítica e fãs se revoltam, querendo fechar o Rotten Tomatoes
O filme “Esquadrão Suicida”, que chega aos cinemas brasileiros nesta quarta (3/8), foi recebido por críticas muito negativas nos EUA. De um modo geral, a produção foi considerada uma grande decepção, tendo em vista os trailers empolgantes que anteciparam seu lançamento, atingindo uma avaliação baixa, de apenas 31% de aprovação, segundo levantamento do site Rotten Tomatoes. Este número, porém, desaba quando saem da conta os blogs de fanboys, e registra apenas 22% entre as publicações de prestígio, como The New York Times, San Francisco Chronicle, New York Magazine, Variety, Rolling Stone, Chicago Sun-Times, USA Today, Time Magazine e The Hollywood Reporter. Mas os fãs, que ainda não viram o filme (a estreia está marcada apenas para sexta nos EUA), não se conformam. Descrições como “desperdício”, “entediante”, “incoerente”, “irrelevante”, “chance perdida”, “não vale a pena” e “que confusão” foram encaradas como afronta, agitando as redes sociais, tendo em vista que “Esquadrão Suicida” era considerado um dos lançamentos de cinema mais aguardados do ano. E acabou sobrando para o próprio Rotten Tomatoes. Um fã egípcio da DC Comics, que se identifica como Abdullah Coldwater, decidiu lançar um abaixo assinado para fechar o site, alegando que as críticas feitas às adaptações dos quadrinhos da editora são injustas. Ele lembra que “Batman vs. Superman”, que agradou aos fãs, teve apenas 27% de críticas positivas no Rotten Tomatoes. “Nós precisamos que este site seja excluído porque ele sempre dá ao Universo DC críticas injustas, e isso afeta a opinião das pessoas, mesmo que realmente seja um grande filme”, escreveu Coldwater, em seu manifesto, que em poucas horas horas somou mais de 13 mil apoiadores no Change.org. Mas vale lembrar que o Rotten Tomatoes não assina nenhuma crítica. Ele apenas reproduz a opinião da crítica norte-americana, apontando uma média, com links para cada resenha avaliada. Na verdade, o que “precisaria” ser fechado para agradar aos fãs da DC Comics são simplesmente as fontes originais das críticas: The New York Times, San Francisco Chronicle, New York Magazine, Variety, Rolling Stone, Chicago Sun-Times, USA Today, Time Magazine e The Hollywood Reporter, entre dezenas de outras publicações que detestaram o filme.
Esquadrão Suicida: Margot Robbie diz que beijar Jared Leto foi desagradável
Jared Leto pode ser um dos artistas mais bonitos de Hollywood, desejado por milhões de fãs no mundo inteiro, mas Margot Robbie revelou que beijá-lo em “Esquadrão Suicida” foi uma experiência desagradável. Em entrevista à revista People, a intérprete da Arlequina contou que as cenas de beijo com o ator foram terríveis de filmar porque tanto ele quanto ela estavam cobertos de maquiagem. “Foi uma bagunça”, ela resumiu. “Já fiz cenas de beijo usando batom e isso é um pesadelo, mas os dois usando batom ao mesmo tempo é um terror”, confessou Robbie. Segundo a atriz, eles precisavam retomar a maquiagem de 10 em 10 minutos entre as tomadas da cena, o que não era nada romântico. Questionada sobre a aparência intimidadora e a incorporação do personagem por Leto, que teria enviado presentinhos aterradores aos colegas de trabalho e exigindo ser tratado como Mr. J (de Joker, o Coringa em inglês), durante as filmagens, a atriz disse que isso não lhe tirou o sono. “Assim que você passa pelo choque inicial de conhecer o Mr. J, você meio que fica anestesiada, eu acho, e, depois de um tempo, você se acostuma”. Nisso, ela acaba dando corda ao colega, que diz que “No fundo, o Coringa é um amor de pessoa”. Ao menos, é assim na cabeça de Jared Leto
Supergirl: Calista Flockhart sai do elenco fixo da 2ª temporada
Confirmando boatos que circulavam há algum tempo, os produtores da série “Supergirl” revelaram que Calista Flockhart deixará o elenco fixo na 2ª temporada, mas não sairá totalmente da série, apenas diminuindo sua participação. A atriz chegou até a ter sua saída especulada após a notícia de que a série passaria a ser rodada em Vancouver, no Canadá, e não mais em Los Angeles, onde Flockhart vive. “‘Supergirl’ não seria ‘Supergirl’ sem a incrível Calista Flockhart como Cat Grant. Estamos muito empolgados que ela tenha aceito continuar na série. Nós e nosso público amamos vê-la em cena”, afirmou o produtor executivo Andrew Kreisberg, em comunicado. O produtor revelou ainda que a atriz participará de vários episódios da produção. Uma participação maior dependerá de sua agenda e disponibilidade. Mas a inclusão do personagem Snapper Carr (vivido por Ian Gomez, da série “Cougar Town”) como novo editor da CatCo e chefe de Kara já visa suprir a ausência de Calista do cotidiano da produção.
Diretor de Esquadrão Suicida se empolga na première e xinga a Marvel
O diretor de “Esquadrão Suicida”, David Ayer, se empolgou na festa de lançamento do filme em Nova York, na noite de segunda-feira (1/7), e tascou um “Fuck Marvel” no palco, antes da exibição, para delírio de alguns fãs. Mas depois caiu a ficha e ele e foi ao Twitter pedir desculpas. “Peço desculpas por ter me empolgado na hora e ter dito ‘Fuck Marvel’. Alguém disse. Eu repeti. Não foi legal. Respeito aos meus irmãos cineastas”. Apesar de ter escrito roteiros de sucesso, como o primeiro “Velozes e Furiosos” (2001) e “Dia de Treinamento” (2001), “Esquadrão Suicida” é apenas o sexto filme dirigido por Ayer — e o primeiro com expectativas reais de se tornar um grande blockbuster. O filme estreia no Brasil nesta quarta (3/8), dois dias antes do lançamento nos EUA.











