PIPOCAMODERNA
Pipoca Moderna
  • Filme
  • Série
  • Reality
  • TV
  • Música
  • Etc
  • Filme
  • Série
  • Reality
  • TV
  • Música
  • Etc

Nenhum widget encontrado na barra lateral Alt!

  • Série

    Morte será negra e Constantine mulher na série de “Sandman”

    27 de maio de 2021 /

    Quem comemorou a notícia de que os quadrinhos de “Sandman” vão virar série, em vez de filmes, pode ter mudado de ideia, pois a produção da Netflix aparente não ter a fidelidade imaginada por muitos – e prometida pelo próprio autor da história, Neil Gaiman. A Netflix divulgou uma nova leva de intérpretes da atração, e os nomes do elenco aprofundam a diferença entre os personagens da série e suas representações originais nos quadrinhos. Entre as alterações que devem dividir opiniões, a personagem Morte, uma das divindades Eternas e irmã do Sonho/Sandman, será interpretada por uma atriz preta, Kirby Howell-Baptiste (“The Good Place”). “Supernatural” já fez essa representação, portanto não é uma novidade nem sequer uma escalação transgressiva. Ela apenas joga por terra a referência dos quadrinhos originais, que modelaram a Morte como uma versão jovem de Siouxsie Sioux, a cantora da banda gótica Siouxie and the Banshees – enquanto Sandman surgiu ao estilo de Robert Smith, da banda The Cure. A produção já tinha feita uma mudança na escalação de Lúcifer, que saiu das páginas de “Sandman”, inspirado por David Bowie, para ganhar o visual de Tom Ellis na série que leva seu nome. Na nova produção, porém, ele também será uma mulher, interpretada por Gwendoline Christie, a Brienne de “Game of Thrones”. Agora, outra mudança, que aparenta repetir a troca de gênero, mas encontra justificação nos quadrinhos, diz respeito a John Constantine, que foi originalmente desenhado à semelhança de outro cantor, Sting. Ele tem sua própria revista, estrelou seu próprio filme e série, e atualmente está em “Legends of Tomorrow”, mas o Constantine de “Sandman” será uma mulher. O detalhe, desta vez, é que o personagem será representado por uma ancestral obscura, Johanna Constantine, que terá interpretação de Jenna Coleman, uma das coadjuvantes mais duradouras das aventuras de “Doctor Who”. Johanna Constantine não é invenção da série. Ela apareceu brevemente nos quadrinhos de “Sandman”, numa história passada no século 18. Por outro lado, a escalação de Vivienne Acheampong (“Convenção das Bruxas”) não tem paralelo, ao juntar mudança racial e sexual numa versão feminina e negra de Lucian, o chefe da livraria dos Sonhos e mais leal seguidor de Sandman, que possui presença recorrente nos quadrinhos. A nova lista também tem um ator não binário como Desejo. E, de certa forma, faz sentido, assim como um Lúcifer mulher. Vale lembrar que o próprio Neil Gaiman está à frente do projeto, o que fortalece todas as liberdades criativas, ainda que sua participação nestas escolhas possa ser vista como uma grande ironia por muitos fãs. Outros personagens e intérpretes divulgados na quarta (26/5) pela Netflix foram Manson Alexander Park (“Acting for a Cause”) como Desejo, Donna Preston (“Dupla Explosiva”) como Desespero, Joely Richardson (“Emerald City”) como Ethel Cripps, Niamh Walsh (“The English Game”) como a jovem Ethel Cripps, David Thewlis (“Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”) como John Dee, a estreante Kyo Ra como Rose Walker, Stephen Fry (“O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos”) como Gilbert, Razane Jammal (“Paranormal”) como Lyta Hall, Sandra James (“His Dark Materials”) como Unity Kincaid e Patton Oswalt (“Agents of SHIELD”) como Matthew o Corvo – que é vinculado aos quadrinhos do “Monstro do Pântano”. Além destes, foram reveladas anteriormente as participações de Boyd Holbrook (“Logan”) como o Coríntio, Sanjeeve Bhaskar (“Yesterday”) e Asim Chaudhry (“People Just Do Nothing”) como Caim e Abel, e Charles Dance (“Game of Thrones”), que viverá o mágico Roderick Burgess. Para completar, o ator Tom Sturridge (“Longe Deste Insensato Mundo”) interpreta o personagem principal, Morfeu/Sonho/Sandman. Segundo Gaiman, a 1ª temporada vai adaptar o volume inicial dos quadrinhos, intitulado “Prelúdios e Noturnos”, mas trazendo a história para os dias atuais – em vez dos anos 1980. Nesse arco, o eterno conhecido como Sonho é aprisionado num ritual que buscava prender a Morte, sua irmã. Ele fica preso por 70 anos, até que finalmente consegue se libertar e inicia uma jornada com o objetivo de voltar a comandar o Sonhar. Para isso, precisa recuperar três ferramentas que lhe foram roubadas – uma algibeira cheia de areia, um rubi e um elmo – , numa busca que o leva até o inferno. A data de lançamento da série ainda não foi divulgada. Veja abaixo a postagem da Netflix com os novos nomes do elenco. E, na sequência, o post da primeira leva de intérpretes para apreciar o quadro completo. These are just some of the residents of the waking world and Dream's realm. More Secrets & Mysteries to come #GeekedWeek #TheSandman (13/13) pic.twitter.com/MZ9KPMvtst — Netflix Geeked (@NetflixGeeked) May 26, 2021 still not emotionally recovered from how absolutely stacked the cast is for The Sandman pic.twitter.com/opUqlfTYlI — Netflix Geeked (@NetflixGeeked) May 26, 2021

    Leia mais
  • Série

    Netflix oficializa Tom Sturridge como Sandman e Gwendoline Christie como novo Lúcifer

    28 de janeiro de 2021 /

    A Netflix divulgou o elenco dos primeiros episódios de “The Sandman”, série que adapta a famosa história em quadrinhos escrita por Neil Gaiman nos anos 1980. O próprio Gaiman está à frente do projeto, que terá Tom Sturridge (“Longe Deste Insensato Mundo”) como protagonista. O nome do ator londrino já circulava extraoficialmente há meses, por cortesia do site Collider, que adiantou a escalação em setembro do ano passado. Ele vai viver o personagem-título, também conhecido como Morfeu e Sonho (Dream), um dos Perpétuos. Em inglês, todos os Perpétuos tem nomes começados pela letra D – como Death (Morte), Destiny (Destino), Desire (Desejo), etc. A principal novidade da lista coube à Gwendoline Christie (a Brienne de “Game of Thrones”), que vai interpretar Lúcifer, Rei do Inferno. O personagem aparece brevemente na trama, mas foi uma participação tão impactante que acabou gerando um spin-off nos quadrinhos – que, por sua vez, deu origem à série “Lucifer”. A escalação de Christie significa que “Sandman” não terá crossover com “Lucifer”, apesar de as duas produções serem exibidas pela Netflix. Trata-se de uma oportunidade perdida para apresentar a origem da famosa série. Mas também reflete o fato de que “Lucifer” não tem absolutamente nada a ver com a versão do personagem nos quadrinhos. A escalação de uma mulher para o papel, por sua vez, compartilha uma decisão tomada no filme “Constantine”, quando o anjo Gabriel foi (maravilhosamente) vivido por Tilda Swinton. Aliás, o próprio John Constantine aparece no primeiro volume de “Sandman”, que está sendo adaptado pela Netflix… De todo modo, Lúcifer tem uma participação pequena na trama de “Sandman”, de um ou no máximo dois episódios. Os outros atores apresentados pela plataforma seguem a mesma linha. Vão viver personagens que não passam de figurantes/easter eggs na longa história de “Sandman”. A exceção é Vivienne Acheampong (“Convenção das Bruxas”), que será a versão feminina e negra de Lucian, o chefe da livraria dos Sonhos e mais leal seguidor de Sandman, com presença recorrente nos quadrinhos. Além disso, o pesadelo encarnado por Boyd Holbrook (“Logan”), o Coríntio, destaca-se na trama como antagonista inicial. O detalhe é que o vilão faz parte do Volume 2 da saga. E é nesta altura que surge a irmã favorita do Sonho, a Morte, sugerindo que a personagem deve aparecer ainda na 1ª temporada da série. Sua escalação é uma das mais aguardadas, já que seus desenhos originais foram inspirados pelo visual da cantora Siouxsie Sioux. O elenco divulgado também traz Sanjeeve Bhaskar (“Yesterday”) e Asim Chaudhry (“People Just Do Nothing”) como Caim e Abel. Embora sejam referências bíblicas, os personagens são parte do universo da DC Comics desde os anos 1950, tendo apresentado antologias de terror – e até encontrado Batman, entre outros heróis. Eles são os anfitriões, respectivamente, das histórias da Casa dos Mistérios e da Mansão dos Segredos. A lista se completa com Charles Dance (“Game of Thrones”), que viverá o mágico Roderick Burgess, responsável por capturar o Sonho por equívoco no começo do século 20, dando início aos eventos da série. O próprio Neil Gaiman (“American Gods”) está trabalhando na adaptação com o roteirista Allan Heinberg (do filme da “Mulher-Maravilha”). A produção também inclui David S. Goyer (roteirista de “Batman – O Cavaleiro das Trevas”) como executivo pela Warner Bros. Television. “Nos últimos 33 anos, os personagens do Sandman respiraram, andaram e falaram na minha cabeça”, disse Gaiman, em comunicado. “Estou incrivelmente feliz que agora, finalmente, eles podem sair da minha cabeça e entrar na realidade. Mal posso esperar para que as pessoas possam ver o que temos visto, conforme Sonho e o resto dos personagens ganham carne e osso de alguns dos melhores atores que existem. Isso é surpreendente, e eu sou muito grato aos atores e a todos os colaboradores de ‘The Sandman’ – Netflix, Warner Bros., DC, a Allan Heinberg e David Goyer, e as legiões de artesãos e gênios na série – por transformar o mais louco de todos os meus sonhos em realidade.” Com 11 episódios encomendados, a série de “Sandman” será uma das mais caras adaptações da DC Comics já produzidas. Motivo pelo qual a HBO desistiu de sua produção, deixando a Netflix ficar com a joia dos quadrinhos adultos da WarnerMedia. Ainda não há previsão de estreia. Parece até um sonho… O elenco de Sandman, minha nova série que está sendo produzida com o @neilhimself, já está entre nós. pic.twitter.com/zX15DhRDPv — netflixbrasil (@NetflixBrasil) January 28, 2021

    Leia mais
  • Série

    Neil Gaiman abre a CCXP virtual com novidades sobre Sandman na Netflix

    5 de dezembro de 2020 /

    O escritor britânico Neil Gaiman abriu nesta sexta-feira (5/12) a CCXP Worlds, versão online da Comic Con Experience (CCXP), numa participação remota em que adiantou alguns detalhes sobre a adaptação de “Sandman”, que vai ganhar uma série na Netflix. Mas não deu para entender tudo. O ponto negativo ficou por conta de problemas técnicos envolvendo a transmissão. Na conversa, o autor lembrou o longo caminho que “Sandman” precisou percorrer para chegar às telas, incluindo um projeto de cinema da Warner, em que executivos reclamaram dos quadrinhos não terem um vilão definido como “Harry Potter” e “O Senhor dos Anéis”. Mas Gaiman se diz animado pela forma como tudo aconteceu, pois a produção da Netflix está sendo bastante fiel. “Eu fico de queixo caído. É poderoso ver as imagens desenhadas há 33 anos atrás se mexendo na tela. Nós estamos fazendo a série de Sandman. Não é algo “tipo Sandman”, não é “parecido com Sandman”, não é “quase Sandman”, não é nada disso. É ‘Sandman'”, afirmou. Ele também considera que as dificuldades financeiras de transformar seu texto numa série foram superadas com os recentes avanços tecnológicos nos efeitos visuais e a chegada das plataformas de streaming ao mercado. “Até duas décadas atrás, as TVs não tinham orçamento para realizar uma série parecida. A Netflix e essas empresas vieram e a gente fez um reunião, encheu a sala de gente e no final a Netflix foi a mais convincente. Eles estavam dispostos a se comprometer com aquilo”, contou. Gaiman contou que, mesmo assim, já teve que reescrever uma cena que ficou muito cara, mas foi em outra série: “Belas Maldições”, produção da Amazon Studios em que ele estreou como showrunner. Na adaptação do livro homônimo, que ele escreveu com Terry Pratchett, havia uma cena com alto número de figurantes que deveriam vestir trajes de gala. Sua realização elevaria muito o preço do episódio, então precisou ser cortada. Então, ele lembrou de um antigo conselho de Steven Moffat, showrunner de “Doctor Who”, para escrever uma cena melhor. Já os comentários sobre “Deuses Americanos”, que retorna para sua 3ª temporada (também pela Amazon no Brasil) não puderam ser compreendidos, devido a problemas técnicos, gerando até tela azul e muitas reclamações.

    Leia mais
  • Série

    Série que adapta clássico sci-fi Fundação ganha trailer épico

    22 de junho de 2020 /

    A Apple TV+ divulgou o primeiro trailer da série baseada em “Fundação” (Foundation), considerada uma das principais obras da ficção científica mundial, escrita nos anos 1950 por Isaac Asimov (1920-1992). A prévia tem introdução do roteirista-produtor David S. Goyer (da trilogia “Cavaleiro das Trevas”) e se revela tão ambiciosa quanto o livro, com fôlego e escala épicos, manifestados na visualização de diferentes planetas e muitos efeitos visuais. O projeto está sendo desenvolvido por Goyer e Josh Friedman (criador de “Emerald City”), em parceria com a produtora Skydance, e destaca os atores Jared Harris (“Chernobyl”) e Lee Pace (“Capitã Marvel”) como protagonistas. Harris interpretará o cientista Hari Seldon e Pace será Brother Day, o atual Imperador da galáxia. Os livros “Fundação” (1951), “Fundação e Império” (1952) e “Segunda Fundação” (1953) têm como pano de fundo um futuro em que a Via Láctea está sob o controle do Império Galático. Mas um matemático chamado Hari Seldon desenvolve um método de prever a queda do império. Ele descobre que a atual forma de governo galáctico vai entrar em colapso em mil anos, mergulhando a humanidade numa era de trevas, na qual todo o conhecimento será perdido e o homem voltará à barbárie, levando outros 40 mil anos para que a civilização possa se recuperar. De posse desse conhecimento, ele passa a liderar um grupo conhecido como A Fundação, para preservar a humanidade e criar um novo império. Em 1981, após a trilogia da “Fundação” ser incensada como um dos trabalhos mais importantes da ficção científica moderna, Asimov foi convencido por seus leitores a escrever um quarto livro, que se tornou “Limites da Fundação” (1982). Inspirado, ele escreveu mais uma sequência, “Fundação e Terra” (1986), além de dois prólogos, “Prelúdio para Fundação” (1988) e “Origens da Fundação” (1993), e interligou na sua série vários outros trabalhos, criando um universo estendido por mil anos de História ficcional. Não por acaso, este vasto material já tinha sido considerado ideal para uma série anteriormente. A HBO tentou fazer uma adaptação em 2015, com o co-criador de “Westworld” Jonathan Nolan. Mas o orçamento se provou impeditivo para a TV. Aparentemente, o preço cabe no bolso da Apple. Além de “A Fundação”, Issac Asimov também é conhecido por ter formulado as chamadas “leis da robótica” em outro de seus livros famosos, que já teve, inclusive, adaptação (bastante livre) de Hollywood: “Eu, Robô”, estrelado por Will Smith em 2004. Ainda não há data definitiva para a estreia de “Foundation” (o nome da série em inglês) na plataforma Apple TV+, mas a prévia coloca o lançamento em 2021.

    Leia mais
  • Série

    Sandman: Neil Gaiman está aprimorando roteiros da série na quarentena

    20 de abril de 2020 /

    O escritor Neil Gaiman revelou que a paralisação das produções de séries, devido à pandemia do novo coronavírus, está lhe permitindo tempo para aprimorar os roteiros da atração baseada em sua criação mais famosa, os quadrinhos de “Sandman”. A adaptação dos quadrinhos da DC Comics já tinha começado a ser produzida pela Netflix. Conversando com fãs na plataforma Tumblr, Gaiman disse que as gravações estavam prestes a iniciar quando veio a ordem de suspender todos os trabalhos. “Os roteiros da 1ª temporada estavam escritos, começaram as escalações de elenco, diretores estavam contratados e os cenários estavam construídos”, explicou o escritor. “Tudo estava pronto para começar a produção e daí nós demos pause. Voltaremos assim que o mundo estiver pronto para retomar os dramas de TV. Enquanto isso, estamos usando o momento para melhorar os roteiros o máximo possível”. Em uma entrevista recente, o escritor afirmou já ter desenvolvido, ao lado dos produtores-roteiristas David S. Goyer (“Batman – O Cavaleiro das Trevas”) e Allan Heinberg (do filme da “Mulher-Maravilha”), histórias para dois anos da produção. Segundo apurou a revista The Hollywood Reporter, o negócio é milionário, o maior que já envolveu personagens da DC Comics e renderá a série mais cara já feita pela WBTV (Warner Bros Television), superando inclusive os valores do vindouro “Watchmen” da HBO. Ainda sem uma data para chegar à Netflix, “Sandman” pode formar um universo de Gaiman na Netflix. O autor também criou a versão de Lúcifer, que tem sua própria série na plataforma. Por sinal, a súbita vontade da Netflix em continuar a produzir “Lucifer” parece apontar para planos de integração entre as duas atrações.

    Leia mais
  • Etc,  Série

    Apple TV+ estreia com preço baixo, pouco conteúdo e críticas negativas

    1 de novembro de 2019 /

    O serviço de streaming de vídeo Apple TV+ estreou nesta sexta-feira (1/11) em todo o mundo. A ideia é competir com a Netflix e os vindouros serviços Disney+ (Disney Plus), HBO Max e Peacock, já anunciados. A prática, porém, é outra. Gigante no mercado de tecnologia, a Apple começa como uma anã no segmento de streaming. Sem catálogo de séries e filmes antigos, a plataforma oferece apenas programação original, mas o material é escasso. Tanto que chega com um preço muito mais baixo que seus rivais. No Brasil, custa R$ 9,9 mensais. Além do preço, o alcance é outro diferencial do serviço, disponibilizado em mais de 100 países já no lançamento. Entretanto, o principal atrativo deveria ser o conteúdo. A Apple TV+ estreou com episódios de quatro séries adultas, o programa de variedades “Oprah’s Book Club”, um documentário sobre a natureza e três séries infantis. Atrações adicionais serão acrescentadas todos os meses, mas o crescimento deve ser lento. Tanto que vai seguir uma estratégia de disponibilização de episódios semanais – em contraste com as maratonas de temporadas da Netflix – , para ter tempo de produzir conteúdo. O problema não se resume à pequena quantidade de opções. Ele é amplificado pela qualidade das produções, porque a maioria das séries foi destruída pela crítica. Uma das piores recepções coube àquela que deveria ser a joia da programação, “The Morning Show”, série dramática que traz Jennifer Aniston em seu primeiro papel em série desde “Friends”, ao lado de Reese Witherspoon (“Little Big Lies”) e Steve Carell (“The Office”). “Chamativa, mas frívola”, resumiu a avaliação do Rotten Tomatoes, junto de uma aprovação de 60% da crítica em geral e apenas 40% dos críticos top (dos principais veículos da imprensa americana e inglesa). Ainda mais destrutiva foi a avaliação de “See”, sci-fi épica estrelada por Jason Momoa (“Aquaman”), que aparenta custar tanto quanto “Game of Thrones” e obteve apenas 42% de aprovação geral e míseros 30% entre os tops do Rotten Tomatoes. A produção caríssima chegou a ser chamada de “comédia não intencional” pelo jornal britânico Telegraph. “For All Mankind” se saiu melhor. O drama de “história alternativa” em que a União Soviética chegou primeiro à lua foi considerado lento e até tedioso, mas sua materialização de um passado diferente pero no mucho (ainda é machista) rendeu comparações a “Mad Men” e esperanças na capacidade do produtor Ronald D. Moore (“Battlestar Galactica”) para chegar logo ao cerne da trama, que avança em largos saltos temporais. Com o voto de confiança, atingiu 75% entre todos os críticos e 61% na elite. A comédia “de época” “Dickson” teve maior apoio da crítica em geral, com 76% de aprovação, mas os tops se entusiasmaram bem menos, com 57%. A série que traz Hailee Steinfeld (“Quase 18”) como uma versão adolescente punk gótica da poeta Emily Dickinson, em meio a vários anacronismos, foi a que ganhou mais elogios entusiasmados, mas também comparações pouco lisonjeiras às produções teen da rede The CW. Essa programação pode criar alguma curiosidade no público, mas, por enquanto, não demonstra potencial para virar tópicos de discussões como as primeiras séries da Netflix, “House of Cards” e “Orange Is the New Black”. A tarefa de gerar assinantes é nova na carreira de Jamie Erlicht e Zack Van Amburg, ex-presidentes da Sony Pictures Television, que assumiram o comando do projeto de desenvolvimento de séries da Apple. A dupla foi responsável pelo lançamento de diversos sucessos como copresidentes da divisão de produção televisiva da Sony. Entre as atrações que eles produziram estão “Breaking Bad”, “Better Call Saul”, “The Blacklist”, “Community”, “Hannibal”, “The Goldbergs” e “The Crown”. Com a necessidade de produzir conteúdo para manter a plataforma funcionando, eles já autorizaram as produções das segundas temporadas das séries que estrearam nesta sexta. Mas essa renovação instantânea foi uma exceção, já que há bastante material sendo produzido para preencher a Apple TV+, com a missão de tornar o serviço mais atraente nos próximos meses. Entre as próximas atrações da Apple, atualmente em produção, destacam-se “Amazing Stories”, revival da série de antologia sci-fi criada por Steven Spielberg em 1985; “Servant”, um terror psicológico desenvolvido pelo cineasta M. Night Shyamalan (“Vidro”); “Foundation”, baseada na trilogia “Fundação”, do escritor Isaac Asimov (1942-1993), uma das obras mais famosas da ficção científica; “Home Before Dark”, drama de mistério baseado na vida real de uma jornalista mirim (vivida por Brooklynn Prince, a estrelinha de “Projeto Flórida”), que, obcecada em virar repórter, desvendou um crime sozinha aos 11 anos de idade; “Time Bandits”, adaptação da sci-fi “Os Bandidos do Tempo” (1981), desenvolvida pelo diretor Taika Waititi (“Thor: Ragnarok”); “Life Undercover”, thriller de espionagem estrelado por Brie Larson (a “Capitã Marvel”), baseada nas experiências reais de uma ex-agente da CIA; “Truth to Be Told”, em que Octavia Spencer (“A Forma da Água”) vive uma jornalista de podcast criminal; “Mythic Quest”, comédia sobre videogames, criada por Rob McElhenney e Charlie Day (criadores e estrelas de “It’s Always Sunny in Philadelphia”); séries ainda sem títulos dos cineastas Damien Chazelle (“La La Land”) e Justin Lin (“Velozes e Furiosos 6”), etc. A plataforma também vai começar a disponibilizar filmes, como “Hala”, sobre uma jovem muçulmana, produzido pela atriz Jada Pinkett Smith (“Gotham”), que teve sua première no Festival de Sundance, o próximo longa de Sofia Coppola (“Maria Antonieta”) e títulos exclusivos do estúdio indie A24 (de “Hereditário” e “Moonlight”). Há muito mais conteúdo em desenvolvimento. Mas a pressão por um lançamento rápido, antes da Disney+ (Disney Plus) (que chega em duas semanas), não ajudou a passar a melhor primeira impressão.

    Leia mais
  • Série

    Fundação: Série baseada em clássico sci-fi será estrelada por ator de Chernobyl

    22 de outubro de 2019 /

    A série baseada em “Fundação” (Foundation), ficção científica clássica do escritor Isaac Asimov, confirmou a escalação de Jared Harris (“Chernobyl”)como seu protagonista. Além dele, Lee Pace (“Capitã Marvel”) terá papel importante na trama. O projeto está sendo desenvolvido pela dupla de roteiristas-produtores David S. Goyer (criador de “Krypton” e “Constantine”) e Josh Friedman (criador de “Emerald City”), em parceria com a produtora Skydance. Os livros “Fundação” (1951), “Fundação e Império” (1952) e “Segunda Fundação” (1953) têm como pano de fundo um futuro em que a Via Láctea está sob o controle do Império Galático. Mas um matemático chamado Hari Seldon desenvolve um método de prever a queda do império. Ele descobre que a atual forma de governo galáctico vai entrar em colapso em mil anos, mergulhando a humanidade numa era de trevas, na qual todo o conhecimento seria perdido e o homem voltaria à barbárie, levando outros 40 mil anos para que recuperasse a civilização. Assim, passa a liderar um grupo conhecido como A Fundação, para preservar a humanidade e criar um novo império. Harris interpretará Hari Seldon e Pace será Brother Day, o atual Imperador da galáxia. Em 1981, após a trilogia da “Fundação” ser incensada como um dos trabalhos mais importantes da ficção científica moderna, Asimov foi convencido por seus leitores a escrever um quarto livro, que se tornou “Limites da Fundação” (1982). Inspirado, ele escreveu mais uma sequência, “Fundação e Terra” (1986), além de dois prólogos, “Prelúdio para Fundação” (1988) e “Origens da Fundação” (1993), e interligou na sua série vários outros trabalhos, criando um universo ficcional unificado. Não é a primeira vez que esta trama é considerada material rico para uma série. A HBO tentou fazer uma adaptação em 2015, com o co-criador de “Westworld” Jonathan Nolan. Mas o orçamento se provou impeditivo para a TV. Aparentemente, o preço cabe no streaming. Considerado um dos maiores escritores da ficção científica, Issac Asimov (1942-1993) formulou as chamadas “leis da robótica” e já teve um de seus livros mais conhecidos adaptados por Hollywood: “Eu, Robô”, estrelado por Will Smith em 2004. Ainda não há previsão de estreia da série na plataforma Apple TV+.

    Leia mais
  • Série

    Série de Sandman vai seguir os quadrinhos desde o primeiro volume

    4 de julho de 2019 /

    O escritor Neil Gaiman revelou nas redes sociais que “Sandman”, série da Netflix baseada nos quadrinhos que ele criou para a Vertigo/DC Comics, vai ser uma adaptação fiel, com a 1ª temporada focada em “Prelúdios e Noturnos”, primeiro volume da saga do Sonho. “A 1ª temporada terá 11 episódios. E será o começo de tudo. ‘Prelúdios e Noturnos’ e um pouco mais”, ele escreveu. Além de ser o autor da história original, Gaiman é produtor da série e vai escrever o primeiro episódio em parceria com os coprodutores David S. Goyer (roteirista de “Batman – O Cavaleiro das Trevas”) e Allan Heinberg (roteirista de “Mulher-Maravilha”). O último terá a função de showrunner. Ao anunciar o projeto – milionário, segundo a revista The Hollywood Reporter – , a Netflix definiu a obra original como “uma rica mistura de mito moderno e fantasia sombria, na qual a ficção contemporânea, o drama histórico e a lenda estão perfeitamente entrelaçados”. Esta definição é parte de um esboço de sinopse, que ainda diz que “’Sandman’ acompanha os lugares e pessoas afetados por Morpheus, O Rei do Sonho, enquanto corrige os erros cósmicos – e humanos – que cometeu ao longo de sua vasta existência.” A publicação de “Sandman” durou 75 edições (de 1989 a 1996) acompanhando Morpheus, o senhor dos sonhos, que após anos aprisionado ressurge para retomar seu lugar entre os Perpétuos, “deuses antes dos deuses” que mantém a coesão do universo. Eles incluem Destino, Morte, Destruição, Desejo, Desespero e a caçula Delírio – em inglês, todos os nomes começam com a letra D, inclusive Dream (Sonho), o “verdadeiro” nome de Sandman. Embora encerrada em 1996, a revista em quadrinhos original ganhou inúmeros spin-offs, desenvolvidos até hoje. Por curiosidade, um desses derivados foi “Lucifer”. Ao desistir do inferno num dos primeiros números de “Sandman”, o personagem ganhou minisséries e uma revista que acompanhava suas aventuras na cidade de Los Angeles, ao lado de sua demônia de guarda Mazikeen. A história acabou inspirando uma série televisiva, atualmente em produção na própria Netflix. The first season will be eleven episodes. That's the start of it all. Preludes and Nocturnes and a little bit more. https://t.co/tOlfJ1kS1y — Neil Gaiman (@neilhimself) 2 de julho de 2019

    Leia mais
  • Série

    Neil Gaiman comenta a produção da série baseada nos quadrinhos de Sandman

    1 de julho de 2019 /

    O escritor Neil Gaiman comentou nas redes sociais o anúncio da transformação dos quadrinhos clássicos de “Sandman” em série, com produção da Netflix. “Espero que possamos fazer na TV algo tão pessoal e verdadeiro quanto as melhores histórias de ‘Sandman’. Apenas encenado 30 anos depois dos quadrinhos”, ele escreveu no Twitter. Questionado se os produtores tentariam contar a história completa da obra em apenas um temporada, Gaiman foi categórico: “Não vamos nem tentar fazer isso.” Além de ter criado os quadrinhos, Gaiman é um dos produtores da série e estará envolvido no desenvolvimento do roteiro do primeiro episódio, em parceria com o coprodutor David S. Goyer (“Batman – O Cavaleiro das Trevas”) e o roteirista Allan Heinberg (“Mulher-Maravilha”), que terá a função de showrunner. Gaiman também participa da produção de duas outras séries baseadas em suas obras, “American Gods” e “Good Omens”, adaptações de livros de fantasia que são disponibilizadas pela Amazon, rival da Netflix. “Sandman” terá 11 episódios em sua temporada inaugural, que não tem previsão de estreia. Segundo apurou a revista The Hollywood Reporter, o negócio é milionário, o maior que já envolveu personagens da DC Comics e renderá a série mais cara já feita pela Warner Bros Television (WBTV), superando inclusive os valores do vindouro “Watchmen” da HBO. A Netflix definiu a obra original como “uma rica mistura de mito moderno e fantasia sombria, na qual a ficção contemporânea, o drama histórico e a lenda estão perfeitamente entrelaçados”. Esta definição é parte de um esboço de sinopse, que ainda diz que “’Sandman’ acompanha os lugares e pessoas afetados por Morpheus, O Rei do Sonho, enquanto corrige os erros cósmicos – e humanos – que cometeu ao longo de sua vasta existência.” A publicação de “Sandman” consolidou o gênero dos quadrinhos adultos na virada dos anos 1980 para os 1990, impulsionando o lançamento do selo Vertigo, divisão adulta da DC Comics. A trama durou 75 edições (de 1989 a 1996) acompanhando Morpheus, o senhor dos sonhos, que após anos aprisionado ressurge para retomar seu lugar entre os Perpétuos, “deuses antes dos deuses” que mantém a coesão do universo. Eles incluem Destino, Morte, Destruição, Desejo, Desespero e a caçula Delírio – em inglês, todos os nomes começam com a letra D, inclusive Dream (Sonho), o “verdadeiro” nome de Sandman. Embora encerrada em 1996, a revista em quadrinhos original ganhou inúmeros spin-offs, desenvolvidos até hoje. Por curiosidade, um desses derivados foi “Lucifer”. Ao desistir do inferno num dos primeiros números de “Sandman”, o personagem ganhou minisséries e uma revista que acompanhava suas aventuras na cidade de Los Angeles, ao lado de sua demônia de guarda Mazekeen. A história acabou inspirando uma série televisiva, atualmente em produção na própria Netflix. I'm hoping we can make something on television that feels as personal and true as the best of the Sandman comics did. Just set thirty years later than Sandman the comic. https://t.co/Wy8y4aDbdE — Neil Gaiman (@neilhimself) 1 de julho de 2019 We won't even try. https://t.co/BmdLVYCxUU — Neil Gaiman (@neilhimself) 1 de julho de 2019

    Leia mais
  • Série

    Netflix oficializa série baseada nos quadrinhos de Sandman

    1 de julho de 2019 /

    A Netflix assinou o contrato e oficializou a produção de uma série baseada nos cultuados quadrinhos de “Sandman”, de Neil Gaiman, após a negociação ser revelada no fim de semana. Em comunicado, a plataforma de streaming anunciou a encomenda de 11 episódios para a 1ª temporada da atração, produzida pela Warner Bros. Television (WBTV). Segundo apurou a revista The Hollywood Reporter, o negócio é milionário, o maior que já envolveu personagens da DC Comics e renderá a série mais cara já feita pela WBTV, superando inclusive os valores do vindouro “Watchmen” da HBO. O estúdio definiu o roteirista Allan Heinberg (do filme da “Mulher-Maravilha”) como responsável pela adaptação, além de contar com o envolvimento do criador da história em quadrinhos, Neil Gaiman (também de “American Gods” e “Good Omens”), e o roteirista David S. Goyer (“Batman – O Cavaleiro das Trevas”) na produção. “Estamos entusiasmados em fazer parceria com Neil Gaiman, David S. Goyer e Allan Heinberg para finalmente trazer a icônica série de quadrinhos de Neil, ‘Sandman’, para as telas”, declarou Channing Dungey, vice-presidente de originais da Netflix. “Desde os seus personagens e histórias ricas aos seus mundos bem construídos, temos o prazer de criar uma série épica original que mergulha profundamente neste universo complexo adorado pelos fãs de todo o mundo”, acrescentou. A Netflix definiu a obra original como “uma rica mistura de mito moderno e fantasia sombria, na qual a ficção contemporânea, o drama histórico e a lenda estão perfeitamente entrelaçados”. Esta definição é parte de um esboço de sinopse, que ainda diz que “’Sandman’ acompanha os lugares e pessoas afetados por Morpheus, O Rei do Sonho, enquanto corrige os erros cósmicos – e humanos – que cometeu ao longo de sua vasta existência.” A publicação de “Sandman” consolidou o gênero dos quadrinhos adultos na virada dos anos 1980 para os 1990, impulsionando o lançamento do selo Vertigo, divisão adulta da DC Comics. A trama durou 75 edições (de 1989 a 1996) acompanhando Morpheus, o senhor dos sonhos, que após anos aprisionado ressurge para retomar seu lugar entre os Perpétuos, “deuses antes dos deuses” que mantém a coesão do universo. Eles incluem Destino, Morte, Destruição, Desejo, Desespero e a caçula Delírio – em inglês, todos os nomes começam com a letra D, inclusive Dream (Sonho), o “verdadeiro” nome de Sandman. Embora encerrada em 1996, a revista em quadrinhos original ganhou inúmeros spin-offs, desenvolvidos até hoje. Por curiosidade, um desses derivados foi “Lucifer”. Ao desistir do inferno num dos primeiros números de “Sandman”, o personagem ganhou minisséries e uma revista que acompanhava suas aventuras na cidade de Los Angeles, ao lado de sua demônia de guarda Mazikeen. A história acabou inspirando uma série televisiva, atualmente em produção na própria Netflix. A série de “Sandman” ainda não tem previsão de estreia.

    Leia mais
  • Série

    Quadrinhos de Sandman vão virar série na Netflix

    30 de junho de 2019 /

    A Warner está negociando com a Netflix a produção de uma série baseada nos cultuados quadrinhos de “Sandman”. Segundo apurou a revista The Hollywood Reporter, o negócio é milionário, o maior que já envolveu personagens da DC Comics e renderá a série mais cara já feita pela WBTV (Warner Bros Television), superando inclusive os valores do vindouro “Watchmen” da HBO. O contrato ainda não foi assinado, mas a THR garante que isso é detalhe burocrático. O estúdio teria definido o roteirista Allan Heinberg (do filme da “Mulher-Maravilha”) como responsável pela adaptação, além de contar com o envolvimento do criador da história em quadrinhos, Neil Gaiman (também de “American Gods” e “Good Omens”), e o roteirista David S. Goyer (“Batman – O Cavaleiro das Trevas”) na produção. A opção por transformar “Sandman” em série vem após duas décadas de tentativas frustradas de adaptação para o cinema. O último a desistir foi o roteirista Eric Heisserer (“A Chegada”), que deixou projeto há três anos aconselhando a Warner a abordar a obra de Neil Gaiman numa série. “Cheguei à conclusão que a melhor versão para esse material seria como uma série da HBO, ou mesmo uma minissérie, mas não como um filme — nem mesmo uma trilogia”, disse Heisserer ao site io9. Pois foi exatamente o que a Warner fez. De acordo com as fontes da THR, a WBTV procurou primeiro a HBO, mas o canal não avançou após considerar os custos, deixando o caminho aberto para a Netflix. Ainda segundo o THR, o estúdio não quis considerar a própria plataforma de streaming da WarnerMedia, porque viu no conteúdo uma forma de se capitalizar para fechar contratos de exclusividade com produtores visados no mercado, como J.J. Abrams (“Westworld”), cujo acordo estaria avaliado em US$ 500 milhões, e até Chuck Lorre (“The Big Bang Theory”), que encerra seu contrato atual em 2020. A Netflix, por sua vez, procura encontrar novas franquias de apelo popular após perder os super-heróis da Marvel, e não tem economizado nas negociações para adquirir IPs (propriedades intelectuais) capazes de atrair público, como nas negociações envolvendo “As Crônicas de Nárnia” e as obras infantis de Roald Dahl. A publicação de “Sandman” consolidou o gênero dos quadrinhos adultos na virada dos anos 1980 para os 1990, impulsionando o lançamento do selo Vertigo, divisão adulta da DC Comics. A trama acompanha Morpheus, o senhor dos sonhos, que após anos aprisionado ressurge para retomar seu lugar entre os Perpétuos, “deuses antes dos deuses” que mantém a coesão do universo. Eles incluem Destino, Morte, Destruição, Desejo, Desespero e a caçula Delírio – em inglês, todos os nomes começam com a letra D. A revista em quadrinhos foi originalmente publicada entre 1989 e 1996 e ganhou inúmeros spin-offs, desenvolvidos até hoje. Por curiosidade, um desses derivados foi “Lucifer”. Ao desistir do inferno num dos primeiros números de “Sandman”, o personagem ganhou minisséries e uma revista que acompanhava suas aventuras na cidade de Los Angeles, ao lado de sua demônia de guarda Mazikeen. A história acabou inspirando uma série televisiva, atualmente em produção na própria Netflix.

    Leia mais
  • Filme

    Roteirista de Cavaleiro das Trevas fará remake do terror Hellraiser

    6 de maio de 2019 /

    Depois dos recentes “Cemitério Maldito”, “Suspiria”, “Além da Morte”, “Poltergeist” e “Carrie”, Hollywood prepara mais um remake de terror clássico. A produtora Spyglass anunciou a contratação do roteirista David S. Goyer (de “Batman: O Cavaleiro das Trevas”) para escrever uma nova versão de “Hellraiser”, obra cultuadíssima do escritor/cineasta Clive Barker de 1987. O mais curioso nessa onda de refilmagens é que, com a exceção de “Cemitério Maldito”, os remakes tem dado prejuízo. Mas este foi o projeto escolhido pela Spyglass para marcar sua volta à atividade, após hiato de seis anos – desde o fracasso de “G.I. Joe: Retaliação” (2013), em que foi coprodutora com vários estúdios. O novo Hellraiser está sendo descrito de forma esquizofrênica pela produtora: como “uma reimaginação” que é “fiel” ao original. Em comunicado, Goyer se disse fã do escritor Clive Barker e agradeceu “a chance de reimaginar Pinhead e os Cenobitas para um novo público”, prometendo “algo sombrio e visceral”. O filme original, baseado no livro “The Hellbound Heart” (“Hellraiser – Renascido do Inferno”, no Brasil), acompanhava um homem chamado Frank (Sean Chapman), que em busca de prazeres proibidos encontra um artefato capaz de abrir uma porta para outra dimensão e tem seu corpo dilacerado por anjos do inferno (os cenobitas). A partir daí, sua amante Julia (Clare Higgins) faz de tudo para libertá-lo do inferno, praticando rituais sinistros sem que sua família desconfie de seus planos. Até que sua sobrinha Kirsty (Ashley Laurence) encontra o artefato maldito e, sem querer, acaba invocando os cenobitas. O lançamento de “Hellraiser” causou enorme impacto com sua mistura de sadomasoquismo, inferno, pactos demoníacos, artefato maldito, ultraviolência gore e criaturas de pesadelos – entre elas, o fantástico Pinhead, um cenobita que tem a cabeça inteira coberta por alfinetes. Virou um dos marcos do terror da década de 1980. A história original ganhou uma continuação oficial em 1988, escrita pelo próprio Barker, mas o sucesso tirou a franquia das mãos de seu criador, resultando em filmes cada vez mais fracos e distantes do clima original – assim como Jason, de “Sexta-Feira 13”, Pinhead também foi parar até numa nave espacial. Ao todo, nove filmes foram lançados, mas os cinco últimos saíram direto em DVD.

    Leia mais
  • Série

    Saiba quais são as séries em desenvolvimento para a Apple TV+

    25 de março de 2019 /

    A Apple liberou a primeira prévia da programação de sua plataforma de streaming, a Apple TV+, anunciada em evento realizado nesta segunda (25/3) em Cupertino, na California. Com cerca de um minuto e meio de duração, é uma apresentação picotada que vai da comédia de época à ficção científica sem se deter em nenhuma produção, mas ao menos revela os títulos das novas séries. A programação construída pelos ex-chefes da Sony Television, Jamie Erlicht e Zach Van Amburg, inclui as séries descritas abaixo. “The Morning Show”: estrelada por Jennifer Aniston, Reese Whiterspoon e Steve Carell, acompanhará os bastidores de um programa de notícias matinal. “Nós vamos trazer um olhar honesto sobre relações entre homens e mulheres no ambiente de trabalho”, disse Aniston durante o evento de apresentação da plataforma, afirmando estar animada por voltar à TV com o projeto – sua primeira série desde o fim de “Friends”, em 2004. “Amazing Stories”: nova versão da série de antologia sci-fi criada por Steven Spielberg em 1985. “Vamos ressuscitar essa marca e levá-la a um novo público”, proclamou o cineasta. “See”: uma nova série de ficção científica estrelada por Jason Momoa (“Aquaman”) e Alfre Woodward (“Luke Cage”). O projeto é um “épico futurista” e se passa após a humanidade perder a capacidade de enxergar. Nesse futuro, a sociedade encontrou novas formas de interagir, construir, caçar e sobreviver. É então que um par de gêmeos nasce com olhos perfeitos, balançando o status quo. A série é criação do roteirista britânico Steven Knight (criador de “Taboo” e “Peaky Blinders”) e terá seus episódios dirigidos pelo cineasta Francis Lawrence (“Jogos Vorazes: Em Chamas”). “Truth to Be Told”: título oficial da produção que estava sendo desenvolvida como “Are You Sleeping”, sobre a obsessão norte-americana com podcasts de histórias de crimes reais não resolvidos. O elenco é liderado por Octavia Spencer (“A Forma da Água”), Lizzy Caplan (“Truque de Mestre 2”), Aaron Paul (“Breaking Bad”) e Ron Cephas Jones (“This Is Us”). Spencer vive a repórter investigativa de um podcast de crimes verdadeiros, que reabre o caso do assassinato do pai de duas irmãs gêmeas, interpretadas por Caplan. “Home Before Dark”: drama de mistério baseado na vida real da jornalista mirim Hilde Lysiak, que, obcecada em virar repórter, desvendou um crime sozinha aos 11 anos de idade. Brooklynn Prince (a estrelinha de “Projeto Flórida”) interpreta a jovem protagonista, que se muda de Nova York para a cidadezinha de seu pai (Jim Sturgess, de “Tempestade: Planeta em Fúria”), onde sua perseguição obstinada pela verdade a leva a desenterrar um caso criminal que todos naquele lugar, incluindo seu próprio pai, tentaram enterrar. “Mythic Quest”: comédia de meia hora de Rob McElhenney e Charlie Day (criadores e estrelas de “It’s Always Sunny in Philadelphia”), que traz o primeiro como diretor criativo de um estúdio de videogames. “Servant”: thriller psicológico desenvolvido pelo cineasta M. Night Shyamalan (“Vidro”) e o roteirista britânico Tony Basgallop (criador de “Hotel Babylon”), que envolve uma babá (Nell Tiger Free, de “Game of Thrones”) contratada por um casal para cuidar de seu filho recém-nascido. Toby Kebbell (o Messala de “Ben-Hur”) e Lauren Ambrose (“A Sete Palmos”, “Arquivo X”) vivem o casal e o elenco ainda inclui Rupert Grint (o Ron Weasley de “Harry Potter”) como o irmão da personagem de Ambrose. “Dickson”: comédia de época sobre a juventude da escritora Emily Dickson, estrelada por Hailee Steinfeld (“Quase 18”), em seu primeiro papel regular numa série. A produção é do cineasta David Gordon Green (“Especialista em Crise”). “For All Mankind”: sci-fi produzida por Ronald D. Moore, criador do reboot de “Battlestar Galactica” e da série “Outlander”, que vai lidar com uma linha temporal alternativa. A trama imagina o que aconteceria se a corrida espacial entre Estados Unidos e União Soviética não tivesse acabado nos anos 1970, após a conquista da lua. O protagonista é o ator Joel Kinnaman (“Esquadrão Suicida”). “Dear…”: série de documentários. “Hala”: filme sobre uma jovem muçulmana, produzido pela atriz Jada Pinkett Smith (“Gotham”), que teve sua première no Festival de Sundance. Além destes títulos citados no vídeo abaixo, a Apple desenvolve muito mais atrações. Confira abaixo algumas delas, que ainda podem mudar de título quando forem oficialmente anunciadas. “Little America”: antologia sobre a vida real de imigrantes nos Estados Unidos, baseado em relatos publicados na revista Epic Magazine e criada pelo casal de roteiristas Kumail Nanjiani e Emily V. Gordon, indicados ao Oscar 2018 por “Doentes de Amor”. Cada episódio destacará “a vida engraçada, romântica, sincera, inspiradora e inesperada dos imigrantes na América”, segundo a sinopse. “Little Voice”: drama musical produzido por J.J. Abrams (“Star Wars: O Despertar da Força”), com músicas originais da cantora e compositora Sara Bareilles, e roteiro e direção da cineasta Jessie Nelson (“Uma Lição de Amor”). Descrito como uma carta de amor à diversidade musical de Nova York, a série tem o mesmo título do álbum de estreia de Bareilles, de 2007, e vai explorar a jornada de uma jovem em busca de sua própria voz aos 20 e poucos anos. “Helpsters”: atração infantil, de caráter educativo, com os personagens da série clássica “Vila Sésamo”. “Foundation”: baseada na trilogia “Fundação”, do escritor Isaac Asimov (1942-1993), uma das obras mais famosas da ficção científica. A produção está sendo desenvolvida pela dupla de roteiristas-produtores David S. Goyer (criador de “Krypton” e “Constantine”) e Josh Friedman (criador de “Emerald City”). Os livros “Fundação” (1951), “Fundação e Império” (1952) e “Segunda Fundação” (1953) têm como pano de fundo um futuro em que a Via Láctea está sob o controle do Império Galático. Mas um matemático chamado Hari Seldon desenvolve um método de prever a queda do império. “Central Park”: série animada sobre uma família de zeladores do famoso parque de Nova York, que precisa salvar o local – e o mundo – , enquanto canta alguns números musicais. Foi criada por Loren Bouchard (o criador de “Bob’s Burgers”), Nora Smith (roteirista de “Bob’s Burgers”) e o ator Josh Gad (O LeFou de “A Bela e a Fera”). O próprio Josh Gad será uma das vozes principais, voltando a se reunir com Kristen Bell (série “The Good Place”), com quem fez parceria na dublagem do blockbuster animado “Frozen” – ele é a voz original de Olaf e ela dubla Anna. “Time Bandits”: adaptação da sci-fi “Os Bandidos do Tempo” (1981), desenvolvida pelo diretor Taika Waititi (“Thor: Ragnarok”). Na trama original, um menino é levado numa viagem pelo tempo por um grupo de anões, enquanto eles roubam grandes tesouros da História e encontram figuras épicas e míticas, como Napoleão Bonaparte e Robin Hood. “Life Undercover”: thriller de espionagem estrelado por Brie Larson (a “Capitã Marvel”), baseada nas experiências reais de uma ex-agente da CIA. “Peanuts”: a Apple fechou acordo para produzir uma nova série animada, programas variados e especiais protagonizados por Snoopy, Charlie Brown e os Peanuts, do desenhista americano Charles Schulz. Além destes, também estão em desenvolvimento uma série escrita e dirigida pelo cineasta Damien Chazelle (“La La Land”), um universo de séries de Justin Lin (“Velozes e Furiosos 6”), um filme de Sofia Coppola (“Maria Antonieta”), um documentário e um programa sobre saúde mental da apresentadora Oprah Winfrey, filmes exclusivos do estúdio indie A24, e muitas outras novidades. Apenas parte disso é apresentado no curtíssimo vídeo, que pode ser visto a seguir. Outros detalhes sobre a plataforma de streaming podem ser conferidos neste link.

    Leia mais
 Mais Pipoca
Mais Pipoca 
@Pipoca Moderna 2025
Privacidade | Cookies | Facebook | X | Bluesky | Flipboard | Anuncie