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    Tenet: Críticos não se empolgam com filme ambicioso e confuso de Christopher Nolan

    22 de agosto de 2020 /

    Com a desistência da Disney de lançar “Mulan” nos cinemas, o misterioso “Tenet”, produção da Warner dirigida por Christopher Nolan (“A Origem”), ficou com a missão de reabrir e atrair o público de volta às salas de projeção. O filme estreia quarta-feira (26/8) na Europa e no Canadá e até o fim de semana que vem terá entrado em cartaz na maioria dos mercados internacionais. O lançamento nos EUA está marcado para 3 de setembro e há a ilusão de que ele chegará no dia 10 de setembro ao Brasil, mas, por enquanto, os cinemas continuam fechados tanto lá quanto aqui. Imagina-se que os exibidores agora aumentem a pressão pela reabertura, conforme essas datas se aproximam. Mas todas as apostas em torno da obra depende da repercussão crítica. Só elogios muito positivos devem animar parte do público a bancar cobaias, como os primeiros a ir ao cinema com máscaras de proteção. Pois bem, as críticas começaram a ser publicadas neste fim de semana nos EUA e no Reino Unido. E não há unanimidade em torno do filme. O site Rotten Tomatoes registra uma média de 80% de aprovação, que é elevada, mas não chega a ser cotação de, digamos, Oscar. E uma olhada nas resenhas destacadas chega, inclusive, a passar a impressão que essa percentagem está superestimada, já que há muitos senões na maioria dos textos considerados “positivos”. Em geral, os críticos americanos gostaram, sim, do filme, mas não acharam tudo aquilo que o marketing vendia. Confirmando comentários do próprio elenco de que o filme é difícil de entender, as resenhas apontam que o roteiro é o ponto fraco da produção. Já o forte são as cenas de ação, supostamente entre as melhores filmadas pelo diretor. “Quando terminar, você pode não saber totalmente o que diabos aconteceu, mas é emocionante mesmo assim”, resume a revista Empire. Por outro lado, a crítica do jornal inglês The Guardian, ainda não computada pelo Rotten Tomatoes, define o filme, em seu título, como “um fracasso com formato de palíndromo”. Confira abaixo algumas frases que expressam a opinião de publicações importantes sobre o filme. Variety “A pura meticulosidade da estética de ação de Nolan é cativante, como se para compensar os fios soltos e os paradoxos de seu roteiro – ou talvez simplesmente para sublinhar que eles não importam tanto. Tenet não é o Santo Graal, mas apesar de todas as suas caras sérias e solenes, é um entretenimento estonteante, caro e barulhento da velha e da nova escola de cinema. Empire “Tenet mais uma vez prova o compromisso perene de Nolan com a emoção da tela grande. Há muito em jogo neste filme, para ressuscitar o cinema, para afastar as pessoas de suas televisões, máscaras e tudo. Pode muito bem funcionar. Se você busca um bom e velho orgasmo cerebral explosivo feito por Nolan, é exatamente isso que você vai conseguir. Quando terminar, você pode não saber totalmente o que diabos aconteceu, mas é emocionante mesmo assim. É ferozmente divertido.” IndieWire “Grande, certamente: em escala IMAX e 150 minutos de duração, mesmo depois de uma edição visivelmente implacável. É inteligente, também – sim, o título palíndromo tem uma correlação narrativa – , mas de uma forma exaustiva e sem contagiar. Ver ‘Tenet’ é como testemunhar um Sermão da Montanha pregado por um salvador que fala exclusivamente em enigmas rígidos e sérios. Qualquer temor é anulado por perguntas subsequentes.” The New York Times “‘Tenet’ deslumbra os sentidos, mas não comove o coração — uma crítica comum a todos os filmes originais de Nolan. Mas não é apenas a falta de ânimo que impede ‘Tenet’. Nolan imagina tecnologias impossíveis, mas não explora suas implicações mais profundas. Isso é frustrante, porque, com Sator (Kenneth Branagh), ele chega tão perto. A motivação de Sator em trazer o futuro para a guerra com o passado tem ramificações assustadoras. Em vez disso, no ápice, Nolan recua para a relativa segurança da convenção de filmes de espionagem.” The Hollywood Reporter “Se parece que esta crítica está se esquivando de descrever o enredo, isso não é apenas uma preocupação em evitar spoilers. Assisti ao filme duas vezes e ainda me sinto muito confusa sobre o que deveria estar acontecendo e por que […]. Ao final, torna-se frio e cerebral — fácil de admirar, especialmente por ser tão rico em audácia e originalidade, mas quase impossível de amar, pela falta de certa humanidade.” The Guardian “Você sai do cinema com um pouco menos de energia do que estava entrando. Há algo desagradável em um filme que insiste em detalhar sua pseudociência, ao mesmo tempo em que assume que você provavelmente não terá entendido nada. Ficamos sobrecarregados com o enredo, então nos confortamos com homilias que simplificam o que aconteceu como algo que aconteceu. O mundo está mais do que pronto para um blockbuster fabuloso, especialmente um que apresenta máscaras e fala sobre voltar no tempo para evitar uma catástrofe. É uma pena que ‘Tenet’ não seja isso.”

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    Joel Schumacher (1939 – 2020)

    22 de junho de 2020 /

    O cineasta Joel Schumacher, de “Batman Eternamente” (1995) e “Batman e Robin” (1997), faleceu nesta segunda-feira (22/6) aos 80 anos, enquanto enfrentava um câncer. Schumacher teve uma longa carreira em Hollywood, iniciada como figurinista de “O Destino que Deus Me Deu”, dramédia estrelada por Tuesday Weld em 1972. Ele chegou a Los Angeles após ter trabalhado como desenhista de roupas e vitrinista em Nova York, e se estabeleceu rapidamente na indústria cinematográfica, quebrando o galho até como cenografista em “Abelhas Assassinas” (1974). Após assinar figurinos de filmes de Woody Allen – “O Dorminhoco” (1973) e “Interiores” (1978) – , foi incentivado pelo cineasta a escrever e, eventualmente, tentar a direção. O incentivo rendeu os roteiros da famosa comédia “Car Wash: Onde Acontece de Tudo” (1976) e do musical “O Mágico Inesquecível” (1978), versão de “O Mágico do Oz” com Diana Ross e Michael Jackson, dois sucessos absurdos dos anos 1970. Com essas credenciais, conseguiu aval para sua estreia na direção, que aconteceu na comédia sci-fi “A Incrível Mulher que Encolheu” (1981), logo seguida por “Taxi Especial” (1983), produção centrada na popularidade do ator Mr. T (da série “Esquadrão Classe A”). O trabalho como diretor começou a chamar atenção a partir do terceiro filme, quando Schumacher demonstrou seu raro talento para escalar atores. No drama “O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas” (1985), ele juntou uma turma jovem que marcou a década de 1980: Demi Moore, Rob Lowe, Emilio Estevez, Judd Nelson, Andrew McCarthy e Ally Sheedy – apelidados de “brat pack” pela mídia. O sucesso comercial veio com dois terrores inventivos, que viraram exemplos da chamada “estética MTV” no cinema. Ele usou elementos de clipes para dar uma aparência juvenil aos temas sobrenaturais. Em “Os Garotos Perdidos” (1987), filmou uma história de vampiros delinquentes, reunindo pela primeira vez os atores Corey Haim e Corey Feldman, que formariam uma dupla inseparável ao longo da década, ao mesmo tempo em que explorou a imagem de Jim Morrison, cantor da banda The Doors, como referência para uma juventude vampírica que se recusava a envelhecer. Em “Linha Mortal” (1990), juntou o então casal Kiefer Sutherland (seu vilão em “Os Garotos Perdidos”) e Julia Roberts num grupo de estudantes de Medicina (com Kevin Bacon, William Baldwin e Oliver Platt) que decide colocar a própria saúde em risco para descobrir se havia vida após a morte. Os dois filmes tornaram-se cultuadíssimos, a ponto de inspirarem continuações/remakes. Entre um e outro, ele ainda explorou o romance em “Um Toque de Infidelidade” (1989), remake do francês “Primo, Prima” (1975), com Isabella Rossellini, e “Tudo por Amor” (1991), com Julia Roberts. E assinou clipes de artistas como INXS, Lenny Kravitz e Seal – a tal “estética MTV”. Já tinha, portanto, uma filmografia variada quando se projetou de vez com o thriller dramático “Um Dia de Fúria” (1993), um dos vários filmes estrelados por Michael Douglas que deram muito o que falar no período – durante sete anos, entre “Atração Fatal” (1987) e “Assédio Sexual” (1994), o ator esteve à frente dos títulos mais controvertidos de Hollywood. O longa mostrava como um cidadão dito de bem era capaz de explodir em violência, após o acúmulo de pequenos incidentes banais. A projeção deste filme lhe rendeu status e o convite para dirigir o terceiro e o quarto longas de Batman. Mas o que deveria ser o ponto alto de sua trajetória quase acabou com ela. O personagem dos quadrinhos vinha de dois filmes muito bem-recebidos por público e crítica, assinados por Tim Burton, que exploraram uma visão sombria do herói. Schumacher, porém, optou por uma abordagem cômica e bem mais colorida, chegando a escalar o comediante Jim Carrey como vilão (o Charada) e introduzindo Robin (Chris O’Donnell) e até Batgirl (Alicia Silverstone). Ele também deu mais músculos ao traje usado por Val Kilmer em “Batman Eternamente” (1995) e mamilos ao uniforme de George Clooney em “Batman e Robin” (1997) – o que até hoje rende piadas. Abertamente homossexual, Joel Schumacher acabou acusado por fanboys de enfatizar aspectos homoeróticos de Batman. Diante do fiasco, a Warner se viu obrigada a suspender a franquia, que só voltou a ser produzida num reboot completo de 2005, pelas mãos de Christopher Nolan. Em meio à batcrise, o diretor também filmou dois dramas de tribunal, “O Cliente” (1994) e “Tempo de Matar” (1996), inspirados por livros de John Grisham, que tampouco fizeram o sucesso imaginado pelo estúdio, aumentando a pressão negativa. Sem desanimar, ele realizou o suspense “8mm: Oito Milímetros” (1999), juntando Nicolas Cage e Joaquin Phoenix, e ainda foi responsável por lançar Colin Ferrell em seu primeiro papel de protagonista no drama “Tigerland – A Caminho da Guerra” (2000). Ambos receberam avaliações positivas. Mas entre cada boa iniciativa, Schumacher continuou intercalando trabalhos mal-vistos, o que fez com que diversos momentos de sua carreira fossem considerados pontos de “retorno” à melhor fase. O elogiadíssimo suspense “Por um Fio” (2002), por exemplo, com Colin Ferrell basicamente sozinho numa cabine telefônica, atingiu 76% de aprovação no Rotten Tomatoes e assinalou o momento mais claro de “renascimento”. Só que em seguida veio o fracasso dramático de “O Custo da Coragem” (2003), com Cate Blanchett e – novamente – Ferrell, fazendo com que o trabalho seguinte, a adaptação do espetáculo da Broadway “O Fantasma da Ópera” (2004) fosse visto como mais uma chance de recuperação. Cercado de expectativa, o musical estrelado por Gerard Butler e Emmy Rossum se provou, contudo, um fiasco tão grande quanto as adaptações de quadrinhos, encerrando o ciclo de superproduções do diretor. O terror “Número 23” (2007), com Jim Carrey, foi a tentativa derradeira de recuperar a credibilidade perdida. E acabou-se frustrada. Schumacher nunca superou as críticas negativas a esse filme – 8% de aprovação no Rotten Tomatoes – , que tinha conceitos ousados, mas foi recebido como sinal evidente de fim de linha. Ele ainda fez mais três filmes de baixo orçamento, dois deles para o mercado europeu, abandonando o cinema ao voltar a Hollywood para seu último fracasso, “Reféns” (2011), estrelado por Nicolas Cage e Nicole Kidman. Na TV, ainda comandou dois episódios da 1ª temporada de “House of Cards”, ajudando a lançar o projeto de conteúdo original da Netflix em 2013. De forma notável, dezenas de pessoas que trabalharam com Schumacher, nos sucessos e nos fracassos, mobilizaram-se nas últimas horas para lembrar no Twitter que ele não é só o diretor dos piores filmes de Batman. O cineasta foi “uma força intensa, criativa e apaixonada” nas palavras de Emmy Rossum. “Ele viu coisas mais profundas em mim que nenhum outro diretor viu”, apontou Jim Carrey. “Ele me deu oportunidades e lições de vida”, acrescentou Kiefer Sutherland, concluindo que sua “marca no cinema e na cultura moderna viverão para sempre”. Muitos ainda lembraram dele como mentor e amigo. O roteirista Kevin Williams contou como foi convidado para ir a um set por Schumacher e recebeu conselhos que considera importantes para sua carreira. E Corey Feldman revelou, sem filtro, que “ele me impediu de cair nas drogas aos 16 anos”, citando como foi enquadrado e quase demitido pelo cineasta em “Os Garotos Perdidos”. “Pena que eu não escutei”.

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    Com 0% de aprovação, The Last Days of American Crime é considerado pior filme da Netflix

    8 de junho de 2020 /

    O mais recente filme da Netflix, “The Last Days of American Crime”, disponibilizado na sexta-feira (5/6), está sendo considerado o pior filme já lançado pela plataforma. Sci-fi de ação baseada nos quadrinhos homônimos escritos por Rick Remender (autor de “Deadly Class”), o filme conseguiu ser uma unanimidade negativa entre a crítica, atingindo a raríssima marca de 0% (zero por cento) de aprovação no site Rotten Tomatoes. 100% reprovado por todos os críticos que se dispuseram a vê-lo. “Uma marcha mortal de clichês que não oferece nada para se olhar e menos ainda para se considerar”, descreveu o site IndieWire. “Fantasia de machão instantaneamente esquecível”, definiu o Hollywood Reporter. “Cada minuto (de 148) parece uma punição”, contou o site Pajiba. “E a brutalidade policial é tão difundida que justificaria um alerta”, acrescenta a Variety. “O verdadeiro crime é que esse filme exista em primeiro lugar”, concluiu o jornal The Maine Edge. Estas opiniões também são compartilhadas pelo público, que está classificando “The Last Days of American Crime” de lixo para baixo nas redes sociais. Há quem considere que o longa deixa “O Paradoxo Cloverfield” parecendo uma obra-prima. E já há campanha para a criação de um Framboesa de Ouro especial (o prêmio dos piores filmes do ano) só para lançamentos da Netflix, em função da baixa qualidade da obra. “The Last Days of American Crime” se passa no futuro próximo, na véspera do lançamento de um programa para a extinção dos crimes. Para acabar com atividades ilegais, o governo americano desenvolveu um tecnologia sonora capaz de inibir qualquer comportamento criminoso. De posse dessa informação, um filho de mafiosos (vivido por Michael Pitt, de “Ghost in the Shell”) se alia a um assaltante (Édgar Ramírez, de “A Garota no Trem”) e uma hacker (Anna Brewster, de “Versailles”) para cometer o último grande assalto do país antes que o sinal seja ativado. A adaptação foi escrita por Karl Gajdusek (“Oblivion”) e a direção ficou a cargo do francês Olivier Megaton (“Busca Implacável 3”). Veja o trailer do longa abaixo.

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    Capone choca críticos americanos e vira “Crapone” por cenas escatológicas

    12 de maio de 2020 /

    “Capone”, novo filme sobre o gângster Al Capone, que entrou em locação digital nos serviços de VOD dos EUA nesta terça-feira (12/5), chocou a crítica americana que esperava ver uma cinebiografia convencional. Protagonizado por Tom Hardy (“Venom”) e dirigido por Josh Trank (“Quarteto Fantástico”), o filme se concentra no fim da vida do mafioso, que sofre com sífilis e demência após ter ficado preso por 11 anos em Alcatraz. Os críticos se dividiram sobre a produção, mas há um consenso sobre as cenas em que Al Capone faz suas necessidades, consideradas literalmente uma merda. As reações são de nojo, como descrições que vão de “grotesco” (no jornal Chicago Sun-Times) a “uma piñata de catarro e outras excreções” (New York Times), a ponto de várias publicações renomearem a obra como “Crapone”, juntando o nome do gângster ao ato de defecar (em inglês). “Se você sempre quis ver um cinebiografia de Al Capone que começa e termina com Tom Hardy cag**** explosivamente nas calças, tenho boas notícias”, brincou o crítico David Ehrlich, do site IndieWire, que no final elogiou “Capone” por ser “admiravelmente não comercial”. A divisão radical de opiniões rendeu 50% de aprovação no site Rotten Tomatoes, mas não devem ajudar Josh Trank a recuperar a carreira após o desastre de “Quarteto Fantástico” (2015), já que a maioria das resenhas destaca que o filme parece não ter direção, apostando mais em climas que narrativa coerente. Isto se deve ao fato de muitas cenas serem manifestações de delírios. Igualmente divisiva, a interpretação de Tom Hardy rendeu comentários por sua coragem de ir ao extremo, que alguns consideraram também uma caricatura do extremo. O desempenho seria sua performance “mais maximalista”, na definição do site Vulture, ou apenas “uma das piores performances da carreira” de Hardy, que “resmunga, tosse e caga em cenas que carecem de qualquer forma de direção, simpatia e/ou propósito”, de acordo com o site Next Best Picture. O site The Hollywood Reporter preferiu dizer que “a loucura limítrofe do método de auto-paródia da performance de Tom Hardy exige que seja vista”, enquanto a revista Vanity Fair simplesmente perguntou: “E se ‘Venom’ fosse chato?”. Trank também preferiu a ironia para comentar a repercussão. Ele destacou uma frase negativa de Matt Neglia, do Next Best Picture, sobre o filme: “Me deixou enjoado”. “Preciso dessa citação em um pôster para a minha sala”, postou o diretor no Twitter. Ele próprio descreveu seu trabalho como “estranho, desconfortável e bonito”, recomendando que o público vá “com a mente aberta”. O cineasta ainda considerou que os comentários sobre as cenas escatológicas o faziam lembrar das críticas ao filme “Pink Flamingos” (1972), clássico de John Waters que escandalizou os anos 1970. Veja o trailer de “Capone” abaixo.

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    Continuação de Bright deve ter diretor de Truque de Mestre

    6 de maio de 2020 /

    A Netflix está em negociações com o diretor francês Louis Leterrier (“Truque de Mestre”) para que ele assuma a sequência do filme de fadas “Bright”, estrelado por Will Smith. Apesar de ter sido considerada um sucesso pela plataforma, a produção só começou a procurar diretor depois de dois anos, desde que a continuação foi anunciada. A sequência terá os retornos de Will Smith e Joel Edgerton como protagonistas. Já o diretor do longa original, David Ayer, ficará apenas como produtor, além de ter escrito a primeira versão do roteiro com Evan Spiliotopoulos (“A Bela e a Fera”). Mas a figura mais controversa foi cortada do novo longa. O roteirista Max Landis, que recebeu entre US$ 3 e 4 milhões por seu roteiro em 2016, viveu desde então um tsunami de denúncias de assédio sexual, que inundou o Twitter. “Bright” se passa numa versão sobrenatural de Los Angeles, habitada por elfos e outras criaturas da fantasia, e gira em torno da parceria entre dois policiais, um humano (Will Smith) e um orc (Joel Edgerton). No primeiro filme, a dupla entra em contato com uma varinha mágica, a arma mais poderosa do universo, e se vê cercada de inimigos, tendo que trabalhar junta para proteger uma jovem elfa (Lucy Fry, da série “11.22.63”) e sua relíquia mágica, que em mãos erradas pode destruir o mundo. A produção do filme original foi a mais cara da Netflix até então, com custos estimados de quase US$ 100 milhões. E o resultado acabou destruído pela crítica – “o pior filme do ano”, de acordo com uma das resenhas.

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    Destruído pela crítica, Boneco do Mal 2 é o quarto terror lixo de 2020

    22 de fevereiro de 2020 /

    2020 está sendo um ano péssimo para fãs de filmes de terror. Em dois meses, Hollywood produziu quatro exemplares do gênero abaixo da crítica. E o mais recente, “Brahms: Boneco do Mal 2”, conseguiu superar os anteriores em ruindade. Com apenas 8% de aprovação na média da avaliação do site Rotten Tomatoes, “Boneco do Mal 2” foi considerado pior que “Ilha da Fantasia” (10%), “Os Órfãos” (12%) e “O Grito” (20%). A má avaliação também se reflete nas bilheterias. A projeção de vendas de ingressos aponta um faturamento em torno de US$ 6 milhões em seu fim de semana de estreia, que o estúdio diz representar um sucesso diante do baixo orçamento da produção. Mas a verdade é que uma abertura de US$ 6 milhões no mercado norte-americano passa longe de qualquer definição de sucesso. O estúdio pode não ter prejuízo, mas não deve confundir isso com lucro – mesmo que tenha feito o filme já prevendo perder dinheiro. Escrito e dirigido pelos responsáveis pelo primeiro “Boneco do Mal” de 2016, respectivamente o roteirista Stacey Menear e o diretor William Brent Bell, o novo filme troca a história de babá de boneco sinistro por uma trama de família assombrada por terror de plástico. Na trama, Katie Holmes (“Batman Begins”) muda-se com a família para uma mansão afastada, onde seu filho de tendências violentas encontra o boneco do título, que ele passa a tratar como um menino real. O elenco também inclui Owain Yeoman (“Emergence”), Ralph Ineson (“A Bruxa”) e o menino Christopher Convery (“Gotham”). Com efeito retardado, a bomba cinematográfica será detonada apenas em 7 de maio no Brasil.

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    Ilha da Fantasia: Filme baseado na série clássica é o terror pior avaliado de 2020

    16 de fevereiro de 2020 /

    O filme que adapta a série clássica “Ilha da Fantasia” tornou-se o terror pior avaliado do ano, com míseros 9% de aprovação no Rotten Tomatoes. Entre os críticos top, a situação chega a ser ainda mais aterradora: 0% de opiniões positivas. Ou seja, o novo horror teve pior avaliação que “O Grito” (20%) e “Os Órfãos” (12%), que já tinham chamado atenção de forma negativa, e o acúmulo de tantas lançamentos de baixo nível em tão pouco tempo sinaliza que os filmes do gênero atravessam uma fase de péssima qualidade em Hollywood. Faturando 12,4 milhões, “Ilha da Fantasia” estreou em 3º lugar no fim de semana na América do Norte. Já o lançamento no Brasil está marcada apenas para 16 de abril. Para quem não lembra, a “Ilha da Fantasia” dos anos 1970 mostrava hóspedes recém-chegados à ilha-resort do título para viver fantasias providenciadas por um misterioso anfitrião, o Sr. Roarke (Ricardo Montalban, na série clássica), com a assistência do anão Tattoo (Hervé Villechaize). Mas para terem os prazeres que almejam, eles precisam passar por testes de caráter e desafios psicológicos. A versão pavorosa de cinema mantém o Sr. Roarke, agora vivido por Michael Peña (“Homem Formiga e a Vespa”), que, segundo a sinopse, “faz os sonhos secretos dos seus convidados sortudos se tornarem realidades em seu luxuoso, porém remoto, resort tropical”. Só que essas fantasias se transformam em pesadelos e podem custar as vidas dos “convidados sortudos”. O elenco não inclui um novo Tattoo, mas traz Parisa Fitz-Henley (a Fiji de “Midnight, Texas”) na função. O resto do elenco destaca Lucy Hale (a Aria Montgomery de “Pretty Little Liars”), Maggie Q (a “Nikita”), Portia Doubleday (a Angela de “Mr. Robot”), Michael Rooker (o Yondu, de “Guardiões da Galáxia”), Ryan Hansen (Dick Casablancas de “Veronica Mars”) e Jimmy O. Yang (“Podres de Ricos”). A direção está a cargo de Jeff Wadlow, cujo filme anterior, “Verdade ou Desafio” (2018), também foi um terror barato estrelado por Lucy Hale, devidamente destruído pela crítica – 16% no Rotten Tomatoes. Veja abaixo o trailer legendado da nova bomba da Blumhouse/Sony Pictures.

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    Insatiable é cancelada de forma melancólica

    14 de fevereiro de 2020 /

    “Insatiable” foi cancelada da forma mais melancólica possível pela Netflix. Após causar polêmica e dar muito o que falar na 1ª temporada, o segundo ano da atração passou em branco na mídia. Enquanto os episódios iniciais atingiram a péssima média de 13% de aprovação no Rotten Tomatoes, a continuação ficou sem nota e sem nenhuma resenha indexada. Ninguém se interessou em escrever sobre ela. O cúmulo do descaso aconteceu no cancelamento. A Netflix nem se deu ao trabalho de anunciar que a série tinha acabado. A tarefa acabou nas mãos da atriz Alyssa Milano, que deu a notícia nas redes sociais, respondendo a um fã no Twitter. Assim, sem nem criar o assunto, ela contou que “infelizmente” a série não teria uma 3ª temporada. A produção havia sido renovada em 2018 mesmo tendo atingido o pior índice de aprovação já registrado para uma série da Netflix no Rotten Tomatoes. Mas isso se deu por conta de um paradoxo. Se a crítica torceu o nariz, o público aplaudiu. A 1ª temporada registrou 84% entre o público do mesmo Rotten Tomatoes, subindo para 93% no segundo ano, que os críticos não viram ou repercutiram. Pode ter virado um caso de “tão ruim que é divertido”. Mas talvez os espectadores apenas não tenham embarcado no “cancelamento social” da atração, que foi condenada na mídia – e ganhou a fama de série mais odiada da Netflix – por supostamente incentivar a gordofobia. Criada por Lauren Gussis (roteirista de “Dexter”), a trama trazia a atriz Debby Ryan (estrela da série “Jessie”, do Disney Channel) como uma ex-gordinha que muda de dieta, fica glamourosa e resolve se vingar de quem a fez sofrer bullying no colegial. O elenco ainda incluía a citada Alyssa Milano (de “Charmed” e “Mistresses”), Dallas Roberts (“The Walking Dead”), Christopher Gorham (“Covert Affairs”), Erinn Westbrook (“Awkward.”), Michael Provost (“Em Defesa de Cristo”), Sarah Colonna (“Chelsea Lately”), Kimmy Shields (“Big Little Lies”), Irene Choi (“As Calouras”), Arden Myrin (“Shameless”), James Lastovic (novela “Days of Our Lives”) e Beverly D’Angelo (do cássico “Férias Frustradas”). A 2ª temporada foi lançada em outubro passado e, desde então, nada mais foi falado sobre a produção.

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  • Filme

    Continuação do romance adolescente After ganha teaser legendado

    14 de fevereiro de 2020 /

    A Diamond Films divulgou o teaser legendado de “After: Depois da Verdade”, continuação do romance adolescente “After”, que foi um dos maiores fracassos de público e crítica do ano passado. Feito por apenas US$ 14 milhões, “After” foi um fiasco tão grande que não conseguiu se pagar com a bilheteria norte-americana, tendo faturado apenas US$ 12 milhões nos EUA e Canadá. No Brasil, ficou menos de um mês em cartaz. Só conseguiu juntar US$ 52,1 milhões em todo mundo graças ao público adolescente europeu. Eles são os culpados pela continuação. Com míseros 17% de aprovação no site Rotten Tomatoes, “After” se consolidou como uma espécie de “Cinquenta Tons de Cinza” para virgens. Como aquele longa, também surgiu como uma fanfic com todos os clichês do gênero, em que uma protagonista romântica recatada encontra um rebelde bonitão e “perde a cabeça”. Já viram “Amor sem Fim” ou “Crepúsculo”? É igual. A trama acompanha uma jovem chamada Tessa Young (Josephine Langford, irmã caçula de Katherine Langford) em seu primeiro semestre de faculdade. Conhecida por ser aluna dedicada, filha obediente e namorada fiel, ela se vê em uma nova situação quando conhece e se apaixona pelo “misterioso” Hardin Scott (Hero Fiennes Tiffin, sobrinho de Ralph Fiennes), que mostra ser o oposto dela, um completo rebelde. Na continuação, o jogo vira. Tessa já não é tão recatada, enquanto Hardin continua um idio… um completo “rebelde”. Depois do fracasso do primeiro filme, a adaptação mudou de mãos. Susan McMartin (roteirista das séries “Mom” e “Two and a Half Men”) foi substituída por Mario Celaya, que estreia na função, e a diretora Jenny Gage acabou trocada por Roger Kumble (do cult “Segundas Intenções”). A prévia deixa claro o que essas mudanças alteraram no tom: o after do “After” é sobre sexo. Ou seja, deixa de ser pré-pubescente para entrar na fase hormonal. O elenco de apoio, que não é tão fraco quanto os protagonistas, ainda inclui Dylan Sprouse (“Zack & Cody: Gêmeos à Bordo”), Selma Blair (“Outra Vida”) e Candice King (“The Vampire Diaries”). A produção não tem data de estreia, mas mesmo com todo o retrospecto tenebroso, a perspectiva aberta pelo teaser deixou muitos menores histéricos nas redes sociais. Será que, desta vez, vão pagar pra ver?

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  • Etc

    Sindicato dos técnicos de efeitos visuais reclamam do Oscar por piada com Cats

    10 de fevereiro de 2020 /

    A Visual Effects Society (VES), sindicato dos técnicos de efeitos visuais dos EUA, emitiu uma nota oficial em protesto contra uma piada da transmissão do Oscar 2020 às custas dos responsáveis pelos efeitos de “Cats”, um dos piores filmes e maiores fracassos do ano passado. Os efeitos de “Cats” são amplamente considerados responsáveis pela rejeição do público ao filme. Mas esse consenso informal ganhou peso oficial durante o evento de domingo (9/2), quando James Corden e Rebel Wilson subiram ao palco do Dolby Theatre para entregar o Oscar de Melhores Efeitos Visuais. Além de surgirem fantasiados como seus personagens em “Cats”, eles ironizaram a própria produção: “Como membros do elenco de ‘Cats’, ninguém melhor do que nós entende a importância de bons efeitos visuais!”. A piada rendeu gargalhadas e aplausos entre os presentes na cerimônia de premiação. Mas a Sociedade de Efeitos Visuais não achou graça. “Em uma noite que trata de homenagear o trabalho de artistas talentosos, é imensamente decepcionante que a Academia tenha feito dos efeitos visuais o alvo de uma piada”, manifestou-se a VES em nota oficial. “Ela degradou a comunidade global de profissionais especializados em efeitos visuais, que vem realizando um trabalho excelente, desafiador e visualmente impressionante para alcançar a visão dos cineastas”. “Nossos artistas, técnicos e inovadores merecem respeito por suas notáveis ​​contribuições ao entretenimento filmado e não devem ser apresentados como o bode expiatório conveniente para fazer o público rir. No futuro, esperamos que a Academia honre adequadamente o ofício de efeitos visuais – e todos os ofícios, incluindo cinematografia e edição de filmes – porque todos nós o merecemos”, encerra a nota. Curiosamente, os efeitos de “Cats” também foram zoados na própria premiação do sindicato, o VES Awards, que aconteceu em janeiro passado. Na ocasião, o ator Patton Oswalt brincou: “A franquia ‘Star Wars’ terminou após 50 anos e, após uma exibição, a franquia ‘Cats’ também”.

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  • Filme

    Dolittle: Novo filme de Robert Downey Jr é considerado pior que Cats

    17 de janeiro de 2020 /

    O novo filme de Robert Downey Jr., conhecido pelos fãs como o Homem de Ferro da Marvel, está sendo apontado pela crítica como uma verdadeira tragédia. Era para ser uma comédia. “Dolittle” chegou nos cinemas americanos nesta sexta-feira (17/1) e atingiu apenas 18% de aprovação no site Rotten Tomatoes. A nota cai ainda mais entre os considerados críticos “top” (da imprensa e sites não-geeks): 10%. No longa, Downey interpreta o personagem-título, um veterinário britânico que tem o dom de falar com animais. E os animais respondem, com as vozes de vários atores famosos de Hollywood. “Um dos maiores fiascos cinematográficos que já vi em anos”, publicou o crítico da revista The Atlantic. “Eu não esperava que ‘Dolittle’ fosse bom, mas não esperava que fosse tão ruim assim”, ponderou o crítico do site Vulture. “’Dolittle’ é um desperdício patético de um elenco seriamente talentoso – e do tempo dos espectadores”, definiu o jornal Chicago Sun-Times. “Um desperdício não só de tempo. Diante da quantidade de efeitos visuais, também de muito dinheiro”, acrescentou a rede CNN. O veterano crítico Peter Travis, da Rolling Stone, considerou o filme “o momento mais baixo” da carreira de Downey. E ainda fez piada, dando a entender que “Cats” era uma obra-prima perto desse outro filme de bichos falantes. “Pode voltar, ‘Cats’, nós te perdoamos”, escreveu. O filme tem direção e roteiro de Stephen Gagham, que até então nunca tinha feito um filme infantil. Ele é mais conhecido por épicos político-econômicos como o premiado “Syriana – A Indústria do Petróleo” (2005) e diversos fracassos, como o recente “Ouro” (2016). A estreia está marcada para 20 de fevereiro no Brasil.

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  • Filme

    Reboot de O Grito recebe pior nota possível do público americano

    4 de janeiro de 2020 /

    O reboot do terror “O Grito” foi totalmente reprovado pelo público americano com uma nota “F”, a pior possível, na pesquisa do CinemaScore, que avalia a opinião dos espectadores na saída dos cinemas. São raras as ocasiões em que o público dá nota tão baixa para um filme. Antes de “O Grito”, a última vez que um filme recebeu “F” foi durante o lançamento do divisivo “Mãe!”, de Darren Aronofsky, em 2017. “Mãe!”, ao menos, conseguiu agradar parte da crítica, obtendo 69% de aprovação no Rotten Tomatoes. No caso do novo terror, porém, a execração é unânime. Com apenas 16% na média do Rotten Tomatoes, “O Grito” é o primeiro favorito à consagração no troféu Framboesa de Ouro de 2021, que vai eleger os piores filmes lançados neste ano recém-iniciado. A história de “O Grito” é tão batida que a produção já é a segunda versão americana do longa japonês original, que, por sua vez, também era refilmagem de outra produção – um telefilme do mesmo diretor, Takashi Shimizu. Ou seja, foi a quarta vez que a mesma história chegou às telas desde 2000. A nova produção preserva o título original americano (e brasileiro), sem adendos, porque mantém a mesma premissa, mudando apenas as vítimas e a locação. Desta vez, o terror ataca nos subúrbios e ameaça uma típica família americana. Ironicamente, porém, os personagens americanos são vividos por um ator mexicano, um sul-coreano e uma atriz inglesa, que têm os papéis principais. Demian Bichir (“Os Oito Odiados”), John Cho (“Star Trek”) e Andrea Riseborough (“Birdman”) são os protagonistas do filme, que ainda inclui em seu elenco Lin Shaye (“Sobrenatural”) e Betty Gilpin (“GLOW”). Roteiro e direção são assinados por Nicolas Pesce (“Os Olhos da Minha Mãe”) e a produção está a cargo do cineasta Sam Raimi (“Homem-Aranha”), que se disse “muito animado”, em comunicado oficial, com todo este prospecto. A estreia vai acontecer em 16 de janeiro no Brasil, duas semanas após o lançamento nos Estados Unidos.

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  • Filme

    Universal desiste de promover Cats na temporada de prêmios

    29 de dezembro de 2019 /

    Diante do desastre crítico e financeiro de “Cats“, a Universal resolveu cortar despesas e não vai investir em inscrever e divulgar o filme para as premiações de 2020. Havia uma expectativa em relação a “Beautiful Ghosts”, única composição inédita da trilha do filme, que obteve a indicação solitária do filme ao Globo de Ouro. Mas a música cantada por Taylor Swift não foi considerada entre as 15 pré-selecionadas ao Oscar de Melhor Canção Original, o prêmio que realmente vale, e portanto não receberá verba extra para aumentar suas chances nem sequer no evento da Associação da Imprensa Estrangeira em Hollywood. Para completar, a produção também foi removida da plataforma de streaming da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA, onde os membros votantes do Oscar podem assistir aos filmes que disputam indicações a prêmios. A adaptação de Tom Hooper do clássico espetáculo da Broadway de Andrew Lloyd Weber tornou-se um dos maiores fracassos do ano, com aprovação de apenas 18% da crítica, na média registrada pelo site Rotten Tomatoes, e US$ 36 milhões de bilheteria mundial após duas semanas em cartaz. Diante das críticas terríveis, o estúdio anunciou que distribuiria uma nova versão de “Cats” com efeitos visuais aprimorados, na tentativa de salvar o filme. Mas não houve resultado visível na reversão de sua rejeição. Antes mesmo da estreia, a produção já tinha ganhado fama negativa, devido ao primeiro – e aterrorizante – trailer.

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