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  • Filme

    Aubrey Plaza vai perseguir Elizabeth Olsen em comédia de humor negro

    2 de agosto de 2016 /

    As atrizes Aubrey Plaza (“Os Caça-Noivas”) e Elizabeth Olsen (“Vingadores: Era de Ultron”) vão viver uma espécie de “Louca Obsessão” da era das redes sociais numa comédia indie de humor negro. Segundo o site Variety, elas vão estrelar “Ingrid Goes West”, sobre uma jovem obcecada por uma celebridade das redes sociais, que decide largar tudo para se tornar amiga da famosa. A partir daí, o comportamento da personagem-título vai se tornando cada vez mais perturbado e perigoso. Aubrey vai viver Ingrid e Elizabeth o alvo da sua adoração. O filme foi escrito por Marc Spicer, que também vai estrear como diretor nas filmagens. A produção já começou a ser rodada em Los Angeles. .

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  • Filme

    É Fada: Estreia de Kéfera Buchmann no cinema ganha poster, fotos e primeiro trailer

    2 de agosto de 2016 /

    A Imagem Filmes divulgou duas fotos, o pôster e o primeiro trailer de “É Fada”, comédia que marca a estreia da celebridade do YouTube Kéfera Buchmann no cinema. A prévia mostra que ela já começa como protagonista, no papel de uma fada madrinha bastante folgada, que tenta transformar uma adolescente sem graça (Klara Castanho, da novela “Além do Tempo”) numa Cinderela brasileira. Certos detalhes parecem um pouco adultos para o contexto, o que tende a diferenciar o filme de uma produção da Xuxa e aproximá-lo da leva besteirol recente. Entre apelações e mensagens equivocadas – aparência e popularidade são tudo, ensina Kéfera nos minutos exibidos, o que faz sentido para quem vive de aparecer e ser popular – , sobram algumas boas piadas. O filme é uma adaptação do livro “Uma Fada Veio Me Visitar”, de Thalita Rebouças, com direção de Cris D’Amato, responsável pela franquia “S.O.S – Mulheres ao Mar”, e produção de Daniel Filho, o diretor da franquia “Se Eu Fosse Você”. A estreia está marcada para 6 de outubro nos cinemas brasileiros.

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  • Série

    The Tick: Piloto da nova série do super-herói atrapalhado ganha 15 imagens

    1 de agosto de 2016 /

    O serviço de streaming Amazon divulgou 15 fotos do piloto da série do “super-herói” Tick, que mostram o ator Peter Serafinowicz (“Guardiões da Galáxia”) no papel-título e alguns coadjuvantes importantes, como Superian (Brendan Hines, da série “Scorpion”), Arthur (Griffin Newman, da série “Vinyl”) e Whoppi (Whoopi Goldberg, de “As Tartarugas Ninja”). Personagem de quadrinhos, The Tick ganhou sua primeira revista em 1988, escrita e desenhada pelo jovem Ben Edlund, então com 20 anos de idade. O personagem, que se disfarça de carrapato azul, surgiu como paródia das histórias de super-heróis, e a publicação o mostrava em luta com os mais diferentes vilões, sempre de forma atrapalhada. Fez tanto sucesso que ganhou uma versão animada em 1994. A atração durou três temporadas e é reprisada até hoje. Mas o personagem também teve uma série com atores reais, estrelada por Patrick Warburton (série “Rules of Engagement”), que virou cult, apesar de ter rendido apenas nove episódios em 2001. Assim como as anteriores, a nova atração está sendo desenvolvida pelo criador do personagem dos quadrinhos, o roteirista-produtor Ben Edlund (que também escreve a série “Supernatural”). O elenco também inclui Valorie Curry (série “The Following”), Yara Martinez (série “Jane the Virgin”), Berto Colon (minissérie “Show Me a Hero”) e Kyle Catlett (“Uma Viagem Extraordinária”). Por enquanto, apenas o piloto foi encomendado, com direção de Wally Pfister (“Transcendence”). Como de praxe, o Amazon disponibilizará o piloto na internet para ser avaliado pelo público, e apenas após esse feedback determinará se a produção ganhará uma temporada completa.

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  • Filme

    Kéfera Buchmann divulga primeira foto de sua estreia no cinema

    1 de agosto de 2016 /

    A celebridade do YouTube Kéfera Buchmann divulgou em seu Instagram a primeira imagem de “É Fada”, comédia que marca sua estreia no cinema, com direção de Cris D’Amato, responsável pela franquia “S.O.S – Mulheres ao Mar”, e produção de Daniel Filho. Sua personagem será Geraldine, uma fada atrapalhada e tagarela, que precisa ajudar uma garota que não acredita em magia – papel de Klara Castanho (a vilã mirim da novela “Viver a Vida”). Detalhe: o figurino de fada inclui sapatinhos com asas. Adaptação do livro “Uma Fada Veio Me Visitar”, de Thalita Rebouças, o longa chega nos cinemas dia 6 de outubro de 2016. Além deste longa, Kéfera também está no elenco de “Filme pra Internet”, produção que irá reunir outros vloguers brasileiros famosos, como Christian Figueiredo e Whindersson Nunes.

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  • Filme

    Channing Tatum vai virar sereia no remake de Slash – Uma Sereia em Minha Vida

    1 de agosto de 2016 /

    A comédia clássica “Splash – Uma Sereia em Minha Vida”, grande sucesso dos anos 1980, vai ganhar remake. E, segundo o site Deadline, Channing Tatum (“Anjos da Lei”) fará o papel da sereia, que foi de Daryl Hannah em 1984. No filme, ele voltará a contracenar com Jillian Bell, após os dois trabalharem juntos em “Anjos Da Lei 2” (2014). A atriz ficará com um papel similar ao vivido por Tom Hanks na comédia original. Ou seja, a produção realizará uma troca de gêneros entre os protagonistas. Como já não deu certo com as “Caça-Fantasmas”, que decepcionou nas bilheterias, obviamente Hollywood repetiria a dose com outra comédia clássica da década de 1980. Enquanto ainda aguardamos “O Garoto de Rosa Schocking” e “O Homem Nota Mil”, vale lembrar que, em 2009, a Universal comprou um roteiro original chamado “Merman” (algo como “sereio”) sobre um tritão que deixa o mar para recuperar sua noiva sereia, que o largou por um humano. Até hoje, este filme não foi filmado, mas poderia ser a base dessa nova versão de “Splash”. Dirigida por Ron Howard, o filme original mostrava o relacionamento entre a sereia Madison (Hannah) e o empresário Allen Bauer (Hanks). Ele tinha sido do mar ainda criança pela sereia e, 25 anos depois, os dois se reencontram, fazendo com que ela decida deixar seu habitat para procurá-lo em Nova York. Unidos e apaixonados, eles são separados por pesquisadores governamentais, que a sequestram para estudos. A produção do remake ainda não tem cronograma definido.

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  • Série

    Divorce: Sarah Jessica Parker aparece irritada no teaser de sua nova série

    1 de agosto de 2016 /

    O canal pago americano HBO divulgou um novo teaser da série de comédia “Divorce”, que marca a volta ao canal de Sarah Jessica Parker, 12 anos após o fim da série “Sex And The City” (1998-2004). A prévia mostra a dificuldade de convivência, irritação e falta de paciência que marca o final do relacionamento dos protagonistas, vividos por Parker e Thomas Haden Church (“Compramos um Zoológico”). Em vez de palavras, eles se comunicam por atos de “guerra” e gestos agressivos. Criada por Sharon Horgan (série “Pulling”), a série se passa em Nova York e contará a história de um processo de divórcio muito longo. A trama é centrada em Parker, que, após decidir se separar, percebe que a vida de divorciada é mais difícil que pensava. O elenco também inclui Molly Shannon (série “Enlightened”), Talia Balsam (série “Mad Men”), Sterling Jerins (“Inovocação do Mal 2”) e Tracy Letts (série “Homeland”).

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  • Filme

    Jason Bourne estreia em 1º lugar nos EUA

    31 de julho de 2016 /

    A volta de Matt Damon aos filmes de ação foi o grande destaque do fim de semana nos cinemas da América do Norte, conduzindo o filme “Jason Bourne” ao topo das bilheterias, com uma arrecadação de US$ 60 milhões. O sucesso superou as projeções da indústria, rendendo a segunda maior estreia da franquia, atrás apenas dos US$ 69,2 milhões de “O Ultimato Bourne” (2007). Por sinal, o rendimento do fim de semana também representa a segunda maior abertura da carreira de Matt Damon. Mundialmente, o filme repetiu o bom resultado, somando US$ 110,1 milhões. Diante disso, a Universal Pictures deve anunciar a produção de uma nova sequência em breve, mesmo sem grande expectativa da crítica (o filme obteve 56% de aprovação no Rotten Tomatoes). “Star Trek: Sem Fronteiras”, que estreou no topo na semana passada, caiu para o 2º lugar, com US$ 24 milhões. Em dez dias, o filme superou a marca dos US$ 100 milhões de faturamento doméstico. Para colocar em perspectiva, “Caça-Fantasmas” levou três fins de semana para atingir esta meta. Infelizmente, as Olimpíadas prejudicaram seu lançamento internacional, que só vai acontecer em setembro em mercados importantes, como a China, o México e o Brasil. A estreia da comédia “Perfeita É a Mãe!” também teve ótimo desempenho, faturando US$ 23,4 milhões em 3º lugar. Estrelada por Mila Kunis e Kristen Bell, como mães estressadas que desistem de ser perfeitas, a produção conseguiu 63% de aprovação no Rotten Tomatoes e nota A do público, registrada pelo CinemaScore, e não terá dificuldades em cobrir seu orçamento de US$ 20 milhões. O lançamento no Brasil está marcado para 11 de agosto. O Top 5 inclui mais dois sucessos da temporada: a animação “Pets – A Vida Secreta dos Bichos”, perto de atingir os US$ 300 milhões de faturamento doméstico, e o terror “Quando as Luzes se Apagam”, que passou dos US$ 40 milhões em sua segunda semana. No contexto de seu orçamento baixíssimo de produção, de US$ 4,9 milhões, “Quando as Luzes se Apagam” já é um dos filmes mais lucrativos de 2016. Os dois lançamentos chegam no Brasil, respectivamente, em 25 e 18 de agosto. Outro terror de baixo orçamento, “Nerve – Um Jogo Sem Regras”, completou a lista de estreias amplas do fim de semana, mas sem o mesmo bom desempenho, abrindo em 8º lugar com US$ 9 milhões e 56% de aprovação da crítica (a mesma nota de “Jason Bourne”). A produção também estreia no Brasil em 25 de agosto. BILHETERIAS: TOP 10 EUA 1. Jason Bourne Fim de semana: US$ 60 milhões Total EUA: US$ 60 milhões Total Mundo: US$ 110,1 milhões 2. Star Trek: Sem Fronteiras Fim de semana: US$ 24 milhões Total EUA: US$ 105,7 milhões Total Mundo: US$ 160,5 milhões 3. Perfeita É a Mãe! Fim de semana: US$ 23,4 milhões Total EUA: US$ 23,4 milhões Total Mundo: US$ 24,8 milhões 4. Pets – A Vida Secreta dos Bichos Fim de semana: US$ 18,2 milhões Total EUA: US$ 296,1 milhões Total Mundo: US$ 395,1 milhões 5. Quando as Luzes se Apagam Fim de semana: US$ 10,8 milhões Total EUA: US$ 42,8 milhões Total Mundo: US$ 63,6 milhões 6. A Era do Gelo: O Big Bang Fim de semana: US$ 10,5 milhões Total EUA: US$ 42,1 milhões Total Mundo: US$ 253,7 milhões 7. Caça-Fantasmas Fim de semana: US$ 9,8 milhões Total EUA: US$ 106,1 milhões Total Mundo: US$ 158,2 milhões 8. Nerve – Um Jogo Sem Regras Fim de semana: US$ 9 milhões Total EUA: US$ 15 milhões Total Mundo: US$ 15 milhões 9. Procurando Dory Fim de semana: US$ 4,2 milhões Total EUA: US$ 469 milhões Total Mundo: US$ 830,5 milhões 10. A Lenda de Tarzan Fim de semana: US$ 2,4 milhões Total EUA: US$ 121,8 milhões Total Mundo: US$ 309,5 milhões

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  • Série

    Atriz de Agents of SHIELD vai estrelar a nova série de comédia de Seth MacFarlane

    30 de julho de 2016 /

    A atriz Adrianne Palicki (a Bobbi Morse de “Agents of SHIELD”) vai estrelar a nova série de comédia de Seth MacFarlane (criador da animação “Uma Família da Pesada”). A rede Fox encomendou 13 episódios da atração, que ainda não tem título e será ambientada 300 anos no futuro. Segundo o site The Hollywood Reporter, a atriz vai viver a ex-mulher do capitão e segunda em comando da nave espacial em que a trama se desenvolve. O capitão, por sinal, será vivido pelo próprio MacFarlane. Palicki ficou desempregada depois de apostar num spin-off de “Agents of SHIELD” focado na sua personagem. Por conta disso, ela viveu um arco que culminou na demissão de sua personagem da SHIELD. Mas o projeto, intitulado “Marvel’s Most Wanted”, acabou não saindo do papel. Além da atriz e de MacFarlane, a nova comédia sci-fi também contará com Scott Grimes (série “E.R.”) como o melhor amigo do capitão e piloto da USS Orville. Será a primeira vez que MacFarlane aparecerá de carne e osso numa série, embora duble personagens de três animações atualmente no ar. Por enquanto, ele só deu a cara para bater no cinema, quando estrelou e dirigiu “Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola” (2014), comédia destruída pela crítica, que deu prejuízo nas bilheterias. Até na tela grande ele faz mais sucesso como dublador, como demonstram seus dois filmes do ursinho “Ted”, que ele também dirigiu. O lançamento da nova série, que tende se chamar simplesmente “Orville”, deve acontecer durante a midseason, entre janeiro e março nos EUA.

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  • Série

    Netflix renova Flaked, série de comédia de Will Arnett

    30 de julho de 2016 /

    O serviço de streaming Netflix renovou a série de comédia “Flaked” para sua 2ª temporada. Criada por Will Arnett (série “The Millers”) e Mark Chappell (minissérie “A Young Doctor’s Notebook/Diário de um Jovem Médico”), a série acompanha Chip (o próprio Arnett), um autoproclamado guru que luta para conseguir manter suas mentiras enquanto o emaranhado de meias verdades e semi-besteiras que ele prega há anos – e que sustentam sua imagem pública – , começa a desmoronar. O elenco também inclui Lina Esco (“Lola”), Ruth Kearney (série “The Following”), David Sullivan (“Argo”), Robert Wisdom (série “Nashville”), Heather Graham (“Se Beber, Não Case”) e participações de Kirstie Alley (série “Kirstie”), Christopher Mintz-Plasse (“Kick-Ass”) e Mark Boone Junior (série “Sons of Anarchy”). “Flaked” é a terceira série estrelada por Arnett para o Netflix. Ele também participou do retorno de “Arrested Development” e é o dublador principal da animação “BoJack Horseman”. Por sinal, a produção de “Flaked” está a cargo de Mitchell Hurwitz, criador de “Arrested Development”. A 1ª temporada de oito episódios foi disponibilizada no dia 8 de março.

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  • Filme

    Entre Idas e Vindas coloca uma simpática comédia romântica na estrada

    30 de julho de 2016 /

    Quando “Alemão” (2014), o maior sucesso comercial de José Eduardo Belmonte, chegou aos cinemas, o diretor já estava filmando “Entre Idas e Vindas”, que na época tinha um outro nome menos genérico. Em comum, ambos os filmes se aproximam mais do grande público que a maioria dos trabalhos mais autorais do cineasta. A leveza e algumas escolhas frustrantes da trama de “Entre Idas e Vindas” podem até incomodar os fãs de suas obras mais complexas, como “A Concepção” (2005), “Se Nada Mais Der Certo” (2008) e “O Gorila” (2012), mas é difícil não simpatizar com a história. Claro que poderia ser um filme melhor se concentrasse seus esforços apenas na trajetória das quatro mulheres que trabalham com telemarketing, sem forçar a mão no relacionamento amoroso entre a personagem de Ingrid Guimarães (“Pernas pro Ar”) e Fábio Assunção (“País do Desejo”), que aparece em cena com seu filho João Assunção. É justamente aí que reside o principal problema do filme: querer ser quase uma comédia romântica hollywoodiana. Ao menos, o diretor brasiliense tem bom gosto, sabe filmar, e há um trio de mulheres de tirar o chapéu no motor home que pega a estrada apenas para aproximar o casal central: as amigas da protagonista, vividas por Alice Braga (série “Queen of the South”), Rosanne Mulholland (“Carrossel 2: O Sumiço de Maria Joaquina”) e Caroline Abras (“Sangue Azul”). Além do mais, se a intenção é mesmo copiar o estilo do gênero americano, até que Belmonte não fez feio. Como se trata de um filme sobre personagens com dores de relacionamentos, o melhor da trama está justamente nas cenas em que os problemas são confrontados, como nos belos momentos entre pai e filho (o filho quer saber mais de sua mãe, uma mulher que os abandonou há seis anos, mas que o pai não consegue esquecer e por isso vive na fossa). Neste quesito, a melhor cena é a da roda de apostas sobre quem tem a história mais triste. É quando o público é convidado a se solidarizar com cada um dos personagens – embora seja muito difícil comprar a história de Rosanne. De todo modo, é neste momento que o filme se engrandece. A química dos atores funciona muito bem, e por mais que Caroline Abras seja mal aproveitada, cada vez que ela aparece na tela é como se um dia nublado virasse um dia de sol. E não só porque ela é muito bonita, mas por conseguir passar uma sensação radiante. Algumas cenas na praia, filmadas com outras lentes, também são belas e ajudam a tirar o filme do ordinário. No entanto, mesmo com tanta beleza natural (das meninas, do garoto inteligente que se apaixona por uma delas, da natureza, das locações etc.), o romance do casal principal continua sendo a pedra no meio do caminho, fazendo balançar um road movie que tinha potencial para passar mais longe do lugar comum.

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  • Filme

    Um Dia Perfeito denuncia a burocracia que aumenta o absurdo da guerra

    30 de julho de 2016 /

    “Um Dia Perfeito” é um filme espanhol, falado em inglês e nas línguas locais do conflito que aborda, baseado no romance “Dejarse Llover”, de Paula Farias, escritora, médica humanitária e ex-presidente da ONG Médicos Sem Fronteiras. O argumento enfoca agentes de resgate humanitário, atuando na guerra dos Bálcãs, em 1995. Esses agentes têm por missão salvar vidas e resolver questões sensíveis em meio aos conflitos da guerra. São pessoas dedicadas, persistentes, que têm de enfrentar burocracias paralisantes, assistir à inoperância da ONU e manter o humor, em meio a circunstâncias trágicas. Como diz o diretor Fernando León de Aranoa, “Salvar vidas não é um ato heróico em si. O heroísmo vem da persistência”. O que explica que os personagens retratados no filme sejam figuras absolutamente corriqueiras, mas colocadas num contexto exasperante e que assim se aguentam e sobrevivem de ajudar os outros. No filme, a região conflagrada já está em procedimentos de paz, mas tudo está muito confuso por lá. Um defunto foi arremessado no único poço que abastece uma região, para contaminar a água que serve à população local. Para tirar esse corpo de lá, será preciso obter uma corda, o que pode não ser uma tarefa simples. Há as minas colocadas nas estradas, ao lado de vacas que bloqueiam a passagem. E há, é claro, uma burocracia ilógica e incompreensível. Como é toda burocracia, diga-se de passagem. Um bom assunto para uma comédia ácida, que se vale da ironia e da farsa para revelar, uma vez mais, os absurdos das guerras e dos mecanismos internacionais de controle a elas associados. Um elenco de atores e atrizes de peso consegue dar o tom apropriado a essa história, que é cômica porque também é trágica. Benício Del Toro (“Sicário”) e Tim Robbins (“Laterna Verde”), em ótimos desempenhos, nos colocam no fulcro da questão, olhando para o poço contaminado, levando um menino em busca de uma bola, percebendo que as cordas muitas vezes estão ocupadas pelos enforcados. A atriz ucraniana Olga Kurylenko (“Oblivion”) e a francesa Mélanie Thierry (“O Teorema Zero”) são os destaques femininos. Muito convincentes. O filme foi exibido na Quinzena dos Realizadores, em Cannes 2015, e venceu o Prêmio Goya, o Oscar espanhol, de Melhor Roteiro Adaptado, escrito por Aranoa.

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  • Música

    Meryl Streep passa ridículo tocante em Florence – Quem É Essa Mulher?

    30 de julho de 2016 /

    A produção britânica “Florence – Quem É Essa Mulher?” lembra o filme franco-belga “Marguerite”, que foi realizado um ano antes e conta basicamente a mesma história, da pior cantora do mundo. Mas enquanto “Marguerite” muda o nome da protagonista e inventa alguns fatos, “Florence – Quem É Essa Mulher?” (2016) se dedica a contar a história da verdadeira Florence Foster Jenkins, a americana apaixonada por ópera que sonha virar uma diva. O problema é que ela tem uma voz horrível, para dizer o mínimo. O interessante de ambas as comédias dramáticas é que elas, a princípio, induzem o espectador a rir da protagonista, para depois criar empatia, levando o público a se sentir na pele dela, ou quase isso, talvez na pele de quem está mais próximo dela, no caso de “Florence” o marido (Hugh Grant) e o pianista (Simon Helberg). Os dois, aliás, estão ótimos. O jovem Helberg, conhecido de quem vê a série “The Big Bang Therory”, é o pianista que fica feliz com a boa remuneração que recebe daquela mulher excêntrica, mas que também tem medo de passar por ridículo em uma apresentação pública. E Hugh Grant, ainda que não seja brilhante, sempre será muito querido pelos papéis que fez em várias comédias românticas, e continua fazendo muito bem o papel de canalha adorável, que tem a sua namorada às escondidas, mas jamais negligencia a esposa doente. Por sinal, comparado ao filme francês, a versão britânica é muito mais implacável na caracterização da personagem. Florence Foster Jenkins é uma personagem trágica, vítima de uma doença, que só aos poucos o filme vai revelando. A felicidade que ela demonstra se deve principalmente à ilusão que os outros lhe oferecem como consolação, de modo que ela não entre em depressão e morra logo. Um dos grandes méritos do filme, além de poder contar com mais uma excelente interpretação de Meryl Streep, uma das maiores atrizes das últimas décadas, é saber lidar com o patético de maneira respeitosa. Mesmo assim, o filme tem suas falhas, principalmente no modo como termina, em tom melodramático, sem conseguir emocionar tanto quanto parece querer. Ou talvez essa seja uma marca de Stephen Frears, cineasta que nos últimos anos tem se especializado em filmes sobre mulheres, como “A Rainha” (2006), “Chéri” (2009) e “Philomena (2013). Enquanto isso, seus filmes protagonizados por homens têm passado em branco nas telas. Por que será? De todo modo, “Florence – Quem É Essa Mulher?” é mais um de seus filmes femininos que merecem ser conferidos.

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  • Filme

    Falta de graça de Caça-Fantasmas não é culpa das mulheres

    30 de julho de 2016 /

    Curioso como um dos filmes mais controversos do ano seja justamente uma comédia boba e inofensiva como “Caça-Fantasmas” (2016), de Paul Feig. Tudo pela “polêmica” em torno da substituição de homens (dos filmes originais de Ivan Reitman) por mulheres e uma vontade da parte de seus realizadores de provocar um pouco, mostrando uma inversão de papéis, que acabou repercutindo numa sociedade ainda machista, que não aceita bem a mulher em lugares de destaque. Quem se incomodou com isso, encontrou o alvo errado para reclamar do filme. Na verdade, o melhor de “Caça-Fantasmas” é justamente ver quatro boas comediantes em ação. Paul Feig ainda não conseguiu superar o seu melhor trabalho, o divertidíssimo “Missão Madrinha de Casamento” (2011), que também contava com a presença de Kristen Wiig e Melissa McCarthy, mas chega a seu melhor grupo feminino desde aquele sucesso. Apesar das duas atrizes mais famosas, quem rouba a cena é a menos conhecida Kate McKinnon, comediante do programa “Saturday Nigh Live”, que surge mais que pronta para o seu close-up. Desde seu primeiro momento em cena, ela ofusca com sua beleza, charme, sensualidade, e além de tudo capacidade de ser engraçada. Dá para dizer que ela é o melhor motivo para se ver o filme. Kate chega a ofuscar Kristen Wiig, que ficou um pouco apagada em seu papel. Entretanto, sua personagem é quem conduz a história, como uma cientista e professora universitária que, anos atrás escreveu um livro supostamente científico sobre fantasmas. O que ela não sabia era que a coautora do livro (McCarthy) havia disponibilizado novamente a obra e ainda estava desenvolvendo um trabalho de captura de fantasmas junto com uma nova parceira (McKinnon). Daí o motivo para as três de encontrarem. Leslie Jones, a quarta caça-fantasma, também vinda do “SNL”, tem uma participação mais forçada e estereotipada, como uma negra iletrada da classe baixa. No mais, o filme ainda conta com uma boa participação de Chris Hemsworth (“Thor”) como o secretário das Caça-Fantasmas, em outra inversão de valores. Sai o estereótipo da loura burra e entra o estereótipo do sujeito bonito e malhado que não tem muita coisa na cabeça, e que serve mais para encantar a personagem de Kristen Wiig. Já o gancho para elas entrarem em ação é uma mansão famosa de Nova York, que estaria assombrada, dando-lhes a chance de oferecer seus serviços e finalmente ver o primeiro fantasma. Os efeitos visuais dos fantasmas são dignos de destaque, principalmente se o espectador optar em ver o filme em IMAX 3D, com efeitos que ultrapassam o quadro, entre outras surpresinhas bem-vindas, especialmente no final. Mas, passadas as apresentações, chega a hora da trama envolver o público e das piadas fazerem rir. E nada disso acontece. O problema do filme é que possui uma estrutura bastante viciada de narrativa, com um clímax que é tão aborrecido quanto o da maioria dos filmes de fantasia, culminando numa luta contra uma horda de fantasmas em Nova York, como se fosse um ataque terrorista ou invasão alienígena. Não há graça nem novidade nenhuma nisso.

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