Ben Stiller se considera um perdedor em trailer de comédia do autor de Escola de Rock
A Amazon divulgou o trailer de “Brad’s Status”, comédia dramática estrelada por Ben Stiller (“Zoolander”). O ator vive o Brad do título, que compara seu status ao de seus amigos de faculdade, que ficaram milionários enquanto ele continuou idealista e não construiu patrimônio. Considerando-se um perdedor, o personagem tenta diminuir as expectativas do filho (Austin Abrams, da série “The Walking Dead”), enquanto este tenta entrar numa boa universidade. O filme tem roteiro e direção de Mike White (roteirista de “Escola de Rock” e da vindoura animação “Emoji: O Filme”) e também inclui no elenco Michael Sheen (série “Masters of Sex”), Luke Wilson (série “Roadies”), Jemaine Clement (série “Legion”) e Jenna Fischer (série “The Office”), além do próprio Mike White. A estreia está marcada para 15 de setembro nos Estados Unidos e não há previsão de lançamento no Brasil
Destaque do Festival de Sundance, Brigsby Bear reúne Mark Hamill e humoristas do SNL em trailer
A Sony Pictures Classics divulgou o trailer e o pôster de “Brigsby Bear”, um dos destaques do Festival de Sundance deste ano. A prévia evoca uma combinação da série “Unbreakable Kimmy Schmidt” com a comédia “Rebobine, Por Favor” (2008), ao acompanhar um rapaz raptado ainda criança, que acreditava que o mundo tinha acabado, apenas para descobrir que a única coisa que realmente acabou foi sua série infantil favorita, há muitos anos. Liberto de seu bunker subterrâneo, ele tem dificuldades de adaptação e não se conforma por não ter mais episódios de “Brigsby Bear” para assistir. Assim, com o auxílio de novos amigos que o acham divertido, resolve fazer um filme para contar o final da série interrompida. O filme é estrelado e escrito por Kyle Mooney, um veterano do humorístico “Saturday Night Live”, e marca a estreia na direção cinematográfica de Dave McCary (também do “SNL”). Já o elenco inclui atores famosos como Mark Hamill (“Star Wars: O Despertar da Força”), Claire Danes (série “Homeland”), Greg Kinnear (“Melhores Amigos”), Jane Adams (“Poltergeist: O Fenômeno”), Ryan Simpkins (“Arcadia”), Andy Samberg (série “Brooklyn Nine-Nine”), Kate Lyn Sheil (série “Outcast”), Jorge Lendeborg Jr. (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Michaela Watkins (série “Casual”), Matt Walsh (“A Última Ressaca do Ano”) e Beck Bennett (do “SNL”). A produção é da trupe The Lonely Island e da dupla Christopher Miller e Phil Lord (diretores de “Uma Aventura Lego”). A estreia acontece nesta sexta (28/7) nos Estados Unidos e não há previsão de lançamento no Brasil.
Vídeo do revival de Psych mostra atores tentando lembrar como interpretavam seus papéis
O canal pago USA Network divulgou um divertido vídeo do telefilme de “Psych” na Comic-Con, que mostra os atores James Roday e Dulé Hill entrando em forma para retomar seus papéis, ensaiando frases e gestos de efeitos que consagraram na série. “Psych” foi um dos maiores sucessos do USA e durou 8 temporadas, entre 2006 e 2014. A trama girava em torno do filho picareta de um ex-policial que resolve usar seus dons apurados de dedução, que o pai lhe incutiu ainda na infância, para se fingir de médium e resolver crimes. A ideia foi ao ar muito antes de “The Mentalist”, o que inclusive rendeu piadas em episódios de “Psych”. A produção também era conhecida por atrair muitos atores famosos em participações especiais. Num de seus melhores capítulos, chegou a juntar quase todo o elenco clássico de “Twin Peaks”. O telefilme vai contar com o retorno de James Roday ao papel do detetive “vidente” Shawn Spencer e de Dulé Hill como Gus, seu fiel parceiro. Os demais atores do elenco fixo também têm presença confirmada – Timothy Omundson, Maggie Lawson, Corbin Bernsen e Kirsten Nelson. Mas o USA prometeu que os fãs poderão esperar a presença de outros personagens marcantes da trajetória da produção. O ator Jimmi Simpson (série “Westworld”), por exemplo, foi confirmado na Comic-Con e voltará a viver “Mary” Lightly, na que será sua terceira participação desde que o personagem morreu no final da 4ª temporada. “Psych: The Movie” terá temática natalina e a direção de Steve Franks, o criador da atração, que também assina o roteiro junto com Roday. A estreia é aguardada para dezembro nos Estados Unidos.
Vídeo registra promoção de Robert Knepper ao elenco central de iZombie
A rede CW divulgou um vídeo com o ator Robert Knepper, exibido durante o painel de “iZombie” na Comic-Con, que confirma sua promoção ao elenco fixo da série. No vídeo, Knepper brinca que fitou tão satisfeito que é capaz de quase perdoar Blaine (David Anders), seu filho na trama. Sempre lembrado por seu papel em “Prison Break”, Knepper vive Angus DeBeers em “iZombie”, um empresário desalmado, que se torna ainda mais impiedoso depois de virar zumbi. A série também teve um vídeo de retrospectiva divulgado na Comic-Con, mas o material não incluiu nenhuma cena inédita, como pode ser visto abaixo. Mas serve para lembrar como a trama se aproxima de um final apocalíptico, ainda que a 4ª temporada não tenha sido anunciada como “series finale”. Por enquanto, não há previsão para a estreia dos novos episódios de “iZombie”.
Personagens de The Tick ilustram oito pôsteres da série
A Amazon divulgou oito pôsteres com os principais personagens da nova série “The Tick”. Os cartazes mostram o ator Peter Serafinowicz (“Guardiões da Galáxia”) no papel-título e alguns coadjuvantes importantes, como Superian (Brendan Hines, da série “Scorpion”) e Arthur (Griffin Newman, da série “Vinyl”). A trama gira em torno de Arthur Everest, um contador sem nem um tipo de superpoder, que se envolve numa conspiração ao descobrir que a cidade em que vive é controlada por um supervilão. Em sua jornada, ele acaba se aliando a um estranho super-herói, o Tick. Personagem de quadrinhos, o Tick ganhou sua primeira revista em 1988, escrita e desenhada pelo jovem Ben Edlund, então com 20 anos de idade. O personagem, que se disfarça de carrapato azul, surgiu como paródia das histórias de super-heróis, e a publicação o mostrava em luta com os mais diferentes vilões, sempre de forma atrapalhada. Fez tanto sucesso que ganhou uma versão animada em 1994. A atração durou três temporadas e é reprisada até hoje. Mas o personagem também já teve uma série com atores reais, estrelada por Patrick Warburton (série “Rules of Engagement”), que virou cult, apesar de ter rendido apenas nove episódios em 2001. Assim como as anteriores, a nova atração foi desenvolvida pelo criador do personagem dos quadrinhos, o roteirista-produtor Ben Edlund (que também escreve a série “Supernatural”). O elenco ainda inclui Valorie Curry (série “The Following”), Yara Martinez (série “Jane the Virgin”), Berto Colon (minissérie “Show Me a Hero”), Kyle Catlett (“Uma Viagem Extraordinária”), Jackie Earle Haley (série “Preacher”) e Whoopi Goldberg (“As Tartarugas Ninja”). A série será disponibilizada em duas partes. Os seis primeiros episódios de “The Tick” chegam no serviço de streaming Amazon Prime em 25 de agosto, enquanto a segunda metade da 1ª temporada é esperada para o começo de 2018. A 1ª temporada de The Tick será lançada em duas partes com seis episódios cada. A primeira será disponibilizada com exclusividade na Amazon a partir do dia 25 de agosto e a segunda chega no início de 2018.
Transformers: O Último Cavaleiro chega em mais de mil salas de cinema do Brasil
“Transformers: O Último Cavaleiro” é o lançamento mais amplo da semana nos cinemas brasileiros. A distribuição em 1.146 salas é o maior circuito da franquia até hoje. A ambição visa fazer frente ao sucesso de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”, que lidera as bilheterias nacionais há duas semanas e nem tomou conhecimento de “Carros 3” no fim de semana passado. Nos Estados Unidos, “Transformers” não conseguiu superar o “Homem-Aranha”. Na verdade, o quinto filme dos carrinhos-robôs de brinquedo foi um fiasco no mercado doméstico, além de ter recebido a pior avaliação de toda a franquia – míseros 15% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Mas como o público chinês compensou as bilheterias, “O Último Cavaleiro” não será ainda “O Último Transformers”. Sob medida para os fãs do diretor de Michael Bay, o lançamento capricha nas explosões grandiosas, efeitos mirabolantes, piadas sem graça e nonsense ultrajante. Lançado em pré-estreia antecipada na semana passada, “DPA – O Filme” já ocupa o 4º lugar no ranking dos filmes mais vistos do Brasil, antes da estreia oficial em mais de 500 salas. O filme da série dos “Detetives do Prédio Azul” do canal Gloob mostra bruxos bonzinhos, crianças com lupas, varinhas que soltam raios e outras mágicas do gênero infantil. Na trama, após uma festa de bruxos adultos (mas censura livre), o prédio azul aparece com múltiplas rachaduras e os detetives mirins decidem desvendar o mistério. A direção é de André Pellenz (“Minha Mãe É uma Peça – O Filme”) e o elenco é repleto de atores da Globo. Com tantos blockbusters em cartaz, o circuito limitado só recebeu três lançamentos. “De Canção em Canção” é outro fracasso hollywoodiano, o terceiro consecutivo de Terrence Malick. O diretor rodou o longa de forma fluída em 2012, paralelamente a “Cavaleiro de Copas” (2015). Juntou uma porção de astros famosos, que improvisaram quase todo o texto, e o resultado equivale a um “Transformers para cinéfilos”, com fotografia belíssima e pouquíssimo sentido – 43% de aprovação no Rotten Tomatoes. A história emaranha dois casais nos bastidores da indústria fonográfica, vividos por Ryan Gosling (“La La Land”), Rooney Mara (“Carol”), Michael Fassbender (“Assassin’s Creed”) e Natalie Portman (“Jackie”). Fecham a programação duas comédias francesas, exibidas no Festival Varilux. “Tal Mãe, Tal Filha” faz a linha besteirol, com Juliette Binoche (“A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell”) e Camille Cottin (“Beijei uma Garota”) como mãe e filha que engravidam ao mesmo tempo. E “Monsieur & Madame Adelman” acompanha décadas do casamento vivido por Doria Tillier e Nicolas Bedos, que também escreveram o roteiro em parceria. Foi o primeiro longa dirigido por Bedos, roteirista de “Os Infiéis” (2012) e ator de “A Datilógrafa” (2012). Clique nos títulos dos filmes para assistir aos trailers das estreias da semana.
Ryan Reynolds e Samuel L. Jackson são alvos de tiros e piadas no novo trailer de Dupla Explosiva
A Lionsgate divulgou três novos pôsteres e mais um trailer da comédia de ação estrelada por Ryan Reynolds (“Deadpool”) e Samuel L. Jackson (“Os Oito Odiados”), que no Brasil será lançada como “Dupla Explosiva”. Na verdade, será o quarto filme lançado com este título no país – sem considerar a série homônima. Embora não seja uma franquia, em todos os filmes com este título, a história acompanha dois parceiros que não querem ser parceiros. Na trama da vez, Reynolds vive um guarda-costas contratado para proteger uma testemunha de um crime. O detalhe é que a testemunha não é indefesa nem gosta de ser protegida. O homem desaforado (Jackson) é um matador profissional, que se tornou alvo de vários outros assassinos. O trabalho evolve sobreviver a muitos tiros, perseguições e explosões, além de piadinhas. O elenco ainda inclui Gary Oldman (“Planeta dos Macacos: O Confronto”), Salma Hayek (“O Conto dos Contos”), Joaquim de Almeida (“Velozes e Furiosos 5”) e Elodie Yung (a Elektra da série “Demolidor”). O roteiro é de Tom O’Connor (“Fogo contra Fogo”) e a direção de Patrick Hughes (“Os Mercenários 3”), dois especialistas em filmes B, o que, inclusive, é alimentado pela “tradução” nacional do filme. A estreia do quarto “Dupla Explosiva” está marcada para 28 de agosto, dez dias após o lançamento nos EUA.
Alexandra Daddario e Kate Upton disputam o mesmo homem no trailer da comédia The Layover
A Vertical Entertainment divulgou o primeiro trailer da comédia “The Layover”, que traz Alexandra Daddario (“Baywatch”) e Kate Upton (“Mulheres ao Ataque”) como melhores amigas que viram inimigas ao irem a extremos na disputa pelo mesmo homem. Dirigida pelo ator William H. Macy (série “Shameless”), que fez sua estreia na função em “Sonhos à Deriva” (2014), a comédia acompanha as duas amigas, que decidem tirar férias após serem demitidas e se veem encantadas à primeira vista pelo mesmo abdômen (Matt Barr, da série “Sleepy Hollow”). O roteiro é da dupla David Hornsby e Lance Krall (da série “It’s Always Sunny in Philadelphia”), e o elenco ainda inclui Matt Jones (série “Mom”), Rob Corddry (“A Ressaca”), Kal Penn (série “Designated Survivor”) e Molly Shannon (série “Divorce”). “The Layover” será lançado na DirecTV em 3 de agosto antes de chegar aos cinemas americanos em 1º de setembro. Não há previsão de estreia no Brasil.
Comédia sci-fi estrelada por Matt Damon vai abrir o Festival de Veneza
O Festival de Veneza 2017 selecionou “Downsizing” como seu filme de abertura. Primeira sci-fi da carreira do diretor Alexander Payne, conhecido por comédias indies como “Sideways” e “Nebraska”, o filme é estrelado por Matt Damon e se passa num futuro próximo, quando os recursos do meio ambiente estarão em colapso. Na trama de humor negro, Damon vive um homem que percebe que sua vida seria muito melhor caso ele conseguisse se encolher. Isto porque ele e sua mulher enfrentam dificuldades financeiras, e a redução de tamanho também reduziria suas despesas. Mas ela desiste no último instante, deixando-o sozinho – e em miniatura. O próprio título faz um trocadilho econômico com a situação. Em inglês, “Downsizing” (diminuir de tamanho) é um eufemismo usado para amenizar palavras como demissão e corte de despesas. O elenco grandioso ainda inclui Kristen Wiig (“Caça-Fantasmas”), Christoph Waltz (“Django Livre”), Jason Sudeikis (“Família do Bagulho”), Laura Dern (“Livre”), Neil Patrick Harris (“Garota Exemplar”) e Joaquim de Almeida (série “Queen of the South”) A abertura do Festival de Veneza vai acontecer em 30 de agosto, quatro meses antes da estreia prevista para “Downsizing” nos Estados Unidos – marcada para 22 de dezembro. No Brasil, o lançamento é esperado apenas para janeiro de 2018.
Marlon Wayans fica Nu em fotos, pôster e trailer legendado de nova comédia da Netflix
A Netflix divulgou quatro fotos, o pôster e o segundo trailer legendado de “Nu”, comédia estrelada pelo ator Marlon Wayans (“As Branquelas”, “Cinquenta Tons de Preto”). A prévia revela que ele caiu no velho truque do looping temporal, celebrizado na comédia “Feitiço do Tempo” (1993) e na sci-fi “No Limite do Amanhã” (2014). Desta vez, a trama sugere uma mistura do primeiro com “Se Beber Não Case” (2009), mas na verdade o filme é um remake de uma produção sueca do ano 2000. Em vez do loiro sueco de “Naken”, é Marlon quem acorda nu num elevador, poucas horas antes de seu casamento, sem saber o que realmente aconteceu. E este dia se repete sempre, até ele descobrir como conseguir se casar. Dá para ver que não há nada de original na trama, que foi adaptada pelo próprio Marlon, seu parceiro produtor-roteirista Rick Alvarez e o diretor Michael Tiddes, todos responsáveis por “Inatividade Paranormal” e “Cinquenta Tons de Preto”. Detalhe: o filme sueco tinha nudez frontal. A estreia acontece em 11 de agosto na plataforma de streaming.
Nova série do super-herói The Tick ganha primeiro trailer legendado
A Amazon divulgou o trailer legendado da nova série de comédia do super-herói Tick, que mostra o ator Peter Serafinowicz (“Guardiões da Galáxia”) no papel-título e alguns coadjuvantes importantes, como Superian (Brendan Hines, da série “Scorpion”) e Arthur (Griffin Newman, da série “Vinyl”). Personagem de quadrinhos, The Tick ganhou sua primeira revista em 1988, escrita e desenhada pelo jovem Ben Edlund, então com 20 anos de idade. O personagem, que se disfarça de carrapato azul, surgiu como paródia das histórias de super-heróis, e a publicação o mostrava em luta com os mais diferentes vilões, sempre de forma atrapalhada. Fez tanto sucesso que ganhou uma versão animada em 1994. A atração durou três temporadas e é reprisada até hoje. Mas o personagem também já teve uma série com atores reais, estrelada por Patrick Warburton (série “Rules of Engagement”), que virou cult, apesar de ter rendido apenas nove episódios em 2001. Assim como as anteriores, a nova atração está sendo desenvolvida pelo criador do personagem dos quadrinhos, o roteirista-produtor Ben Edlund (que também escreve a série “Supernatural”). O elenco ainda inclui Valorie Curry (série “The Following”), Yara Martinez (série “Jane the Virgin”), Berto Colon (minissérie “Show Me a Hero”), Kyle Catlett (“Uma Viagem Extraordinária”) e Whoopi Goldberg (“As Tartarugas Ninja”). A série será disponibilizada em duas partes. Os seis primeiros episódios de “The Tick” chegam no serviço de streaming Amazon Prime em 25 de agosto, enquanto a segunda metade da 1ª temporada é esperada para o começo de 2018.
Perdidos em Paris se inspira no pastelão para divertir com poesia e inocência
Típica comédia pastelão francesa, “Perdidos em Paris” mostra a predileção dos diretores Dominique Abel e Fiona Gordon (ambos de “Rumba”) pelo cinema mudo de Charles Chaplin, o que, claro, oferece bastante comicidade visual a um roteiro que, inicialmente, soa bobinho, mas mostra potencial para surpreender o público. Um dos trunfos da trama é o divertido elenco, encabeçado pela dupla de diretores ao lado da maravilhosa Emmanuelle Riva, estrela de clássicos do cinema como “Hiroshima Mon Amour” (1959), de Alain Resnais, e “Amor” (2012), de Michael Haneke, aqui em uma de suas últimas aparições na tela (ela faleceu em janeiro de 2017 aos 89 anos, e ainda há um filme seu, “La Sainte Famille”, de Marion Sarraut, para estrear). Na trama, Fiona é uma bibliotecária que trabalha em uma pequena cidade canadense. Ela recebe uma carta de sua tia Martha (Emmanuelle Riva), que se mudou muitos anos atrás para Paris e agora, bastante idosa, pede ajuda da sobrinha, pois médicos do departamento de saúde parisiense querem coloca-la em um asilo. Fiona então parte para Paris, falando pouco francês e se envolvendo em diversas confusões. Numa delas, conhece o mendigo Dom (Dominique Abel) e juntos saem a procurar por Martha, que está vagando pelas ruas de Paris fugindo dos médicos. “Perdidos em Paris” soa excessivamente teatral em alguns momentos, mas pode fazer sorrir quem estiver procurando uma comédia leve e descompromissada, que não promove gargalhadas nem promete o filme do ano, mas diverte com poesia, dança e inocência.
Colossal transforma monstro gigante em metáfora do feminismo
Como um filme com uma premissa tão boba pode render discussões relevantes e profundas? À primeira vista, “Colossal” é sobre uma mulher com uma estranha ligação com um monstro gigantesco que ataca Seul (!) Numa análise superficial, temos mais um filme estranho no mercado, aparentemente sem pé nem cabeça, que vai desagradar muita gente acostumada com o cinema comercial de Hollywood e ganhar status de cult graças aos poucos e bons admiradores sedentos por algo diferente numa indústria que não dá muito espaço para projetos criativos. O diretor espanhol Nacho Vigalondo, por sinal, parece só fazer filmes cults. Ele é especialista em sci-fis malucas como “Crimes Temporais” (2007) e “Extraterrestre” (2011). Desta vez, inclusive, optou por escalar um ator fantasiado para atacar a capital da Coreia do Sul, em vez de efeitos visuais de última geração. Não é apenas nisso que o filme se difere dos blockbusters de monstros gigantes tradicionais. Para começar, seu ritmo é lento. Talvez Nacho Vigalondo se preocupe demais em se distanciar do tom ágil da maioria das produções atuais. Mas isso também combina com o momento da protagonista, que está se recuperando de um baque e ninguém supera problemas de uma hora para outra. David Lynch disse certa vez que filmes devem ser sentidos e não entendidos. Enfim, temos mais um caso aqui que comprova a teoria. “Colossal” estabelece suas próprias regras para quem se dispõe a embarcar nessa viagem e, simpatizando com Gloria – e não é difícil se pegar encantado pela personagem de Anne Hathaway (“Interestelar”) –, a tarefa de acreditar nas loucuras vistas na tela torna-se facilmente aceitável, resultando em um filme estranhamente divertido. Por vezes, duro. Até porque nunca será confortável ver homens desrespeitando e batendo em mulheres. Ao mesmo tempo, após reviravoltas muito bem construídas, a catarse gerada pela volta por cima de Gloria recompensa qualquer espectador que tenha o mínimo de juízo. “Colossal” é uma história quase que inteiramente narrada sob o ponto de vista da protagonista. O que também influencia na forma como Jason Sudeikis (“Família do Bagulho”), principal parceiro de Anne Hathaway em cena, é retratado. Ele fala demais, a ponto de alguns de seus diálogos parecerem monólogos, de tão cansativos. Mas é assim que Gloria o vê, num olhar propositalmente patético em relação aos homens dessa história. O filme oferece a oportunidade, a quem enxerga além das entrelinhas, de notar que toda a esquisitice narrativa, incluindo a criatura, é uma metáfora “colossal” da tentativa de Gloria superar seus problemas, originados não pela bebida, como o início sugere, mas sim por relacionamentos com homens frouxos e descontrolados. O “monstro” liberado pela moça pode ser uma consequência da submissão e anos de maus tratos dos machistas, que simplesmente não conseguem compreender ou controlar o bicho. Não é melhor aceitar que essa é a proposta de “Colossal”? Ora, qual seria o sentido da trama se a levássemos ao pé da letra? Uma mulher levanta seu braço esquerdo numa cidadezinha do interior dos EUA e o monstro em Seul repete seu movimento? Fazendo sentido ou não, o importante é “Colossal” ser mais um exemplar da tendência (necessária) de empoderamento feminino na indústria cinematográfica. Graças a sua esquisitice, “Colossal” não agradará a todo mundo, mesmo com uma atuação inspirada de Anne Hathaway, que também assina como produtora executiva. Mas quem se arriscar a enfrentar seu monstro, pode descobrir que criaturas gigantes também refletem a luta do feminismo na sociedade contemporânea atual.












