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  • Série

    Jason Ritter estrela comerciais da nova série de comédia Kevin (Probably) Saves the World

    13 de agosto de 2017 /

    A rede americana ABC divulgou novos vídeos promocionais de sua nova série de comédia “Kevin (Probably) Saves the World”, estrelada por Jason Ritter (série “Parenthood”). A atração tinha sido originalmente aprovada como “The Gospel of Kevin”, mas o novo título é bem melhor. A premissa sugere uma combinação de “Saving Grace” (2007-2010) e “Angel from Hell” (2016), ao mostrar Kevin, o personagem de Ritter, como um divorciado fracassado que, após se mudar para a casa da irmã e da sobrinha, tem uma experiência sobrenatural. Ao investigar a queda de um meteoro nas redondezas, ele passa a ser acompanhado por uma mulher que só ele vê, que diz ser do céu e que ele foi escolhido para salvar o mundo. Mas, para isso, precisará melhorar de atitude e de vida. “The Gospel of Kevin” foi criada por Tara Butters e Michele Fazekas, que anteriormente imaginaram uma narrativa inversa, sobre um cara comum aliciado pelo diabo na divertida série “Reaper”. O elenco também inclui Kimberly Hebert Gregory (série “Vice Principals”), JoAnna Garcia Swisher (a Ariel de “Once Upon a Time”), Cristela Alonzo (série “Cristela”), J. August Richards (série “Agents of SHIELD”), Chloe East (série “Liv e Maddie”), Dustin Ybarra (série “Us & Them”) e India de Beaufort (série “Veep”). “Kevin (Probably) Saves the World” estreia em 3 de outubro nos Estados Unidos.

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  • Filme

    Emma Stone adquiriu 7 quilos de massa muscular para seu novo filme

    12 de agosto de 2017 /

    Emma Stone teve pegar no pesado para entrar em forma física para seu papel como a tenista Billie Jean King no filme “Battle of the Sexes” (batalha dos sexos, ainda sem título oficial brasileiro). Uma entrevista do personal trainner Jason Walsh ao site Glamour revelou que a rotina da atriz incluía dois treinos por dia, uma dieta balanceada e exercícios não convencionais. Ao final, a atriz ganhou aproximadamente 7 kg de massa muscular. A preparação para o papel em “Battle of the Sexes” começou três meses após Stone dançar, cantar e atuar como a sonhadora Mia em “La La Land”, o Oscar de Melhor Atriz. O filme fira em torno a partida de tênis intersexual que quebrou o recorde de audiência da TV americana nos anos 1970. Conhecida como “A Batalha dos Sexos”, o jogo lendário aconteceu em 1973, entre a jovem tenista Billie Jean King (papel de Stone), 2ª melhor jogadora do mundo naquele ano, e o tenista aposentado Bobby Riggs, de 55 anos, ex-campeão de Wimbledon. Batalha dos Sexos foi um nome apropriado para o evento, pois o que estava realmente em jogo eram duas visões distintas de mundo. De um lado, o machismo que se recusava a admitir a possibilidade da igualdade feminina, e do outro a luta pioneira do feminismo, que ainda precisava provar a capacidade das mulheres para o mundo. Não bastasse a pressão do evento midiático, Billie Jean King ainda escondia sua homossexualidade recém-descoberta das câmeras, enquanto permanecia casada com um homem. Ela se tornou a primeira atleta profissional feminina de destaque a admitir que era homossexual. Isto ocorreu durante seu processo de separação na década seguinte – e lhe custou todas as suas finanças. Riggs é vivido por Steve Carell (“A Grande Aposta”), que assim retoma a parceria com Stone, após o sucesso da comédia “Amor a Toda Prova” (2011). O roteiro é de Simon Beaufoy (“Quem Quer Ser um Milionário?”) e a direção é do casal Jonathan Dayton e Valerie Faris (a dupla de “Pequena Miss Sunshine”). A première mundial será no Festival de Toronto e o lançamento no Brasil vai acontecer em 19 de outubro – um mês após a estreia comercial nos Estados Unidos (em 22 de setembro).

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  • Filme

    Matt Damon e Kristen Wiig encontram casal miniatura na primeira foto de Downsizing

    12 de agosto de 2017 /

    A Paramount divulgou a primeira foto de “Downsizing”, novo filme do diretor Alexander Payne, conhecido por comédias indies como “Sideways” (2004), “Os Descendentes” (2011) e “Nebraska” (2013). A nova produção também é uma comédia, mas com elementos de sci-fi, como atesta a imagem. O filme se passa num futuro próximo, quando os recursos do meio ambiente estarão em colapso, ampliando a crise financeira mundial. Mas a tecnologia tem uma solução para o problema: miniaturização. A trama gira em torno do casal vivido por Matt Damon (“Perdido em Marte”) e Kristen Wiig (“Caça-Fantasmas”), que percebe que sua vida seria muito melhor caso conseguissem encolher, pois a redução de tamanho também reduziria suas despesas. Mas a mulher desiste no último instante, deixando o personagem de Damon sozinho – e em miniatura. O próprio título faz um trocadilho econômico com a situação. Em inglês, “Downsizing” (diminuir de tamanho) é um eufemismo usado para amenizar palavras como demissão e corte de despesas. O elenco grandioso ainda inclui Christoph Waltz (“Django Livre”), Jason Sudeikis (“Família do Bagulho”), Laura Dern (“Livre”), Neil Patrick Harris (“Garota Exemplar”) e Joaquim de Almeida (série “Queen of the South”). Selecionado como filme de abertura do Festival de Veneza 2017, em 30 de agosto, “Downsizing” tem lançamento marcado apenas para 18 janeiro no Brasil.

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  • Série

    Séries Ballers e Insecure são renovadas pela HBO

    9 de agosto de 2017 /

    A HBO renovou as séries de comédia “Ballers”, estrelada por Dwayne Johnson, e “Insecure”, de Issa Rae, para novas temporadas – a 4ª e a 3ª, respectivamente. As séries foram beneficiadas pelo atraso na produção de “Game of Thrones” e estão pegando carona no sucesso da série dos dragões, já que são exibidas logo na sequência, nas noites de domingo. “Estamos satisfeitos de que a programação de ‘Ballers’ e ‘Insecure’ tenha se conectado com nossos espectadores”, disse a diretora de programação da HBO Amy Gravitt. “Temos orgulho de trabalhar com Dwayne, Issa e todo o talento incrível em ambas as séries”, completou. “Ballers” foi criada por Steve Levinson (produtor da série “Boardwalk Empire”) e traz Dwayne Johnson como um ex-jogador de futebol americano que ganha a vida como agente e conselheiro de outros atletas. O elenco ainda conta com Rob Corddry (“A Ressaca”), Omar Benson Miller (série “CSI: Miami”), John David Washington (produtor de “O Livro de Eli”), Troy Garity (série “Boss”), Dulé Hill (série “Psych”) e Arielle Kebble (“O Mistério das Duas Irmãs”). Já “Insecure” adapta uma websérie (“The Misadventures of Awkward Black Girl”) criada e estrelada por Issa Rae. A própria atriz adaptou e estrela a atração, como uma jovem que enfrenta racismo e outros problemas da vida real, enquanto tenta lidar com uma série interminável de experiências cotidianas desagradáveis. Issa Rae comemorou a renovação para a 3ª temporada com a publicação de um vídeo em suas redes sociais. Veja abaixo. It’s hella official! #InsecureHBO has been renewed for another season on @HBO. @insecurehbo pic.twitter.com/6Bsc6H1cfG — Issa Rae (@IssaRae) August 8, 2017

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  • Série

    Volta de Will & Grace vai ignorar como a série original terminou

    6 de agosto de 2017 /

    A volta de “Will & Grace” à televisão não irá considerar os eventos que encerraram a série em 2006. Isto porque a atração terminou com uma avanço no tempo, mostrando os protagonistas casados e com filhos. Para quem não lembra, Grace (Debra Messing) teve uma filha chamada Laila com o marido Leo (Harry Connick Jr.), e Will (Eric McCormack) um filho chamado Ben com o namorado Vincent (Bobby Cannavale). Em entrevista para a revista Entertainment Weekly, o criador da atração, Max Mutchnick, revelou que eles relutaram com a decisão, mas viram que a melhor forma de voltar a “Will & Grace” era preservar o relacionamento original dos personagens. “Nós passamos a maior parte do tempo tentando descobrir qual seria a maneira de voltar a fazer a série, pensando na melhor versão dela depois de mais de uma década”. Ele contou que até tentou continuar a história e incluir as crianças, ainda que isso significasse mudança de cenário – o apartamento original seria pequeno demais para filhos. Mas este não foi o único problema que percebeu. “Como eles tiverem filhos, então a série teria que mostrá-los como pais, porque presumivelmente seria uma prioridade em suas vidas. E se não fosse uma prioridade, eles seriam pais ruins. Nós sinceramente não queríamos vê-los sendo pais, bons ou ruins. Nós queríamos que eles fossem Will e Grace”, explicou. “Aquele final realmente nos causou muita dor de cabeça. Você escreve um final porque uma série acabou. Você nunca pensa que voltará a ela novamente”, concluiu. Mas Mutchnick não descarta o final feliz. Afinal, os futuros-maridos da dupla devem reaparecer na trama, em participações especiais. Harry Connick Jr., por sinal, foi confirmado pelo produtor como um dos convidados do revival. A expectativa da rede NBC pelo retorno de “Will & Grace” é tão alta que seus executivos já renovaram a produção para mais um ano, antes mesmo da estreia. O equivalente à 9ª temporada da série começa a ser exibido em 28 de setembro nos Estados Unidos. Serão 12 episódios inéditos, todos escritos pelos criadores da atração, Max Mutchnick e David Kohan, e dirigidos por James Burrows, que comandou os episódios das oito temporadas originais.

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    She’s Gotta Have It: Série de Spike Lee ganha primeiras fotos oficiais

    5 de agosto de 2017 /

    A Netflix divulgou as primeiras fotos oficiais de “She’s Gotta Have It”, adaptação do filme “Ela Quer Tudo”. O primeiro longa-metragem da carreira de Spike Lee, rodado em duas semanas de 1986 por apenas US$ 175 mil, agora vai virar também a primeira série do diretor. A atração tem o título original da comédia e a mesma personagem central, Nola Darling, uma artista do Brooklyn que luta para se firmar, enquanto divide seu tempo entre seus amigos, seu trabalho e seus três amantes: o modelo Greer Childs, o banqueiro Jamie Overstreet e o b-boy Mars Blackmon (que no filme era interpretado pelo próprio Spike Lee). O elenco, claro, foi totalmente reformulado, com DeWanda Wise (série “Shots Fire”) no papel central, além de Cleo Anthony (série “Extant”) como Childs, Lyriq Bent (série “Rookie Blue”) como Overstreet e Anthony Ramos (“Branquinha”) como Blackmon. Cada um deles aparece no vídeo, contracenando com Wise. O cineasta vai dirigir todos os 10 episódios da 1ª temporada e cada capítulo terá cerca de 30 minutos de duração. A estreia está marcada para 23 de novembro.

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    Karatê Kid vai voltar numa série estrelada pelo protagonista original

    4 de agosto de 2017 /

    Três décadas, três sequências e um remake depois, “Karatê Kid” vai continuar na TV com Ralph Macchio de volta ao papel de Daniel San. Segundo o site The Hollywood Reporter, o projeto está sendo desenvolvido pelo YouTube Red, a plataforma de séries por assinatura da rede social. Chamado de “Cobra Kai” e descrito como uma comédia, a série terá 10 episódios de meia hora cada um. E, além de Macchio, também terá William Zabka no papel de Johnny Lawrence. A trama, na verdade, destaca o papel de Zabka, o rival de Daniel LaRusso no clássico de 1984, que ainda busca redenção. A trama vai girar em torno de seus esforços para reformar o infame dojo Cobra Kai, que ele volta a abrir como sensei. Entretanto, isto trará de volta sua rivalidade com o bem-sucedido Daniel, que tenta manter a vida em equilíbrio sem a ajuda de seu mentor, o Sr. Miyagi. A atração deve explorar as frustrações dos dois através do karatê, além de homenagear Pat Morita, intérprete de Miyagi, que faleceu em 2005. Macchio e Zabka também serão produtores da série, que é uma criação dos roteiristas Josh Heald (“A Ressaca”), Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg (ambos de “American Pie: o Reencontro”). Os dois últimos assinarão a direção dos episódios. Além dos citados, há outro peso pesado de Hollywood no negócio: o ator Will Smith (“Esquadrão Suicida”), por meio de sua produtora Overbook, que responde pela produção. “‘Cobra Kai’ será uma verdadeira continuação dos filmes originais, com comédia, emoção e grandes cenas de luta”, afirmaram Hurwitz e Schlossberg em comunicado. A estreia é prevista para 2018.

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    Revival de Will & Grace é renovado antes da estreia

    3 de agosto de 2017 /

    A rede NBC está realmente entusiasmada com o revival de “Will & Grace”. E depois de aumentar a encomenda de episódios para o retorno da série, decidiu renovar a produção para mais um ano. A série foi exibida entre 1998 e 2006 nos EUA e venceu 16 prêmios Emmy, incluindo estatuetas para cada um de seus protagonistas, Eric McCormack (Will), Debra Messing (Grace), Megan Mullally (Karen) e Sean Hayes (Jack). A trama gira em torno do não casal formado por um advogado gay e uma designer de interiores heterossexual, que dividem um apartamento em Nova York, sempre visitados por seus dois melhores amigos. O revival contará com 16 episódios inéditos, todos escritos pelos criadores da atração, Max Mutchnick e David Kohan, e dirigidos por James Burrows, que comandou os episódios das oito temporadas originais. O equivalente à 9ª temporada da série começa a ser exibido em 28 de setembro nos Estados Unidos e a 10ª temporada irá ao ar em 2018 – com 13 episódios.

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    Trailer de Como se Tornar o Pior Aluno da Escola ilustra qualidade do filme com diarreia e mijo

    3 de agosto de 2017 /

    A Paris Filmes divulgou o pôster e o trailer de “Como se Tornar o Pior Aluno da Escola”, comédia nacional baseado no livro de mesmo nome do humorista Danilo Gentili (“Mato sem Cachorro”). O vídeo revela a qualidade da produção com cenas de diarreia e mijo. O longa tem direção de Fabrício Bittar, do MTV Sports, e além de Gentili também traz no elenco Bruno Munhoz (“descoberto pelas redes sociais”, segundo o release), Daniel Pimentel, Raul Gazola, Joana Fomm, o músico Rogério Skylab, o cantor Moacyr Franco e o ator mexicano Carlos Villagrán (o Quico do seriado “Chaves”). A estreia está marcada para 12 de outubro.

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    Tal Mãe, Tal Filha é um pastelão francês com a cereja de Juliette Binoche

    30 de julho de 2017 /

    Tem cara de pastelão o início do longa-metragem “Tal Mãe, Tal Filha”, de Noémie Saglio (“Beijei Uma Garota”). E é. O pôster de divulgação do filme já dá uma ideia do que vem pela frente, ao mostrar as duas protagonistas grávidas. A mãe, Mado, vivida por Juliette Binoche (“Ghost in the Shell”), praticamente troca de papel com a filha, Avril (Camille Cottin, de “Aliados”). Enquanto a moça, aos 30 anos, é casada, tem emprego fixo e é responsável, a mãe vive de favor na casa da filha, é bagunceira e tem comportamento de adolescente no modo de se vestir e de agir. A cena dela mascando chiclete no supermercado mostra bem isso. Até que um dia Avril anuncia que está grávida e Mado alega que não está pronta para ser avó. Em cena também está o pai de Avril e ex-marido de Mado, personagem vivido por Lambert Wilson, de “Sobre Amigos, Amor e Vinho” e “Homens e Deuses”, que acaba originando a segunda gravidez da história. A diretora Noémie Saglio, que escreveu o roteiro ao lado de Agathe Pastorino, teve a ideia da trama lendo revistas femininas, nas quais havia histórias sobre mães e filhas engravidando ao mesmo tempo. Ou seja, embora pareça surreal, o comportamento é mais comum (e real) do que parece. O que não me parece comum, porém, é a maneira de agir da mãe. Binoche, uma das atrizes francesas mais cobiçadas por renomados diretores – ela já filmou, por exemplo, com o iraniano Abbas Kiarostami, o alemão Michael Haneke e o polonês Krzysztof Kieslowski – parece um pouco desconfortável no papel da mãe bancando a adolescente. A plateia, assim, não compra a personagem de primeira. É preciso insistência pra ir se convencendo aos poucos. É difícil, mas rir de comédias pastelões – principalmente quando já se é mãe, no caso desta trama – não faz mal a ninguém.

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    Kiki – Os Segredos do Desejo diverte com fetiches sexuais

    29 de julho de 2017 /

    O desejo sexual assume formas e manifestações surpreendentes, inesperadas, bizarras. Em tempos de uma moral estreita e rígida, baseada na noção de normalidade, as variações sexuais eram chamadas de desvios sexuais e, claro, condenadas. A partir do momento em que se passou a estudá-las, para além dos julgamentos morais, elas ganharam um nome técnico: parafilias. Uma forma de desejar que está fora da expectativa ou da norma. Para vem do grego, significa “fora de” e filia se refere ao amor. Ainda implica um problema a ser resolvido, mas agora na esfera da saúde. É de diversidade que se trata, este um conceito mais aberto e contemporâneo. E quanta diversidade há neste mundo! Se você duvida, vá ver “Kiki – Os Segredos do Desejo”, uma boa comédia espanhola, que explora em seus personagens algumas formas de excitação pouco usuais, como o tesão por gente chorando, dormindo, ao sofrer a violência de um assalto, a atração por plantas ou por tocar em tecidos de seda, para chegar ao orgasmo. Também estão lá fetiches mais conhecidos, como o dos pés ou do ato de ser urinado, mas nomes como dacrifilia, sonofilia, hifefilia, harpaxofilia, convenhamos, não fazem parte do vocabulário cotidiano, nem dos especialistas da área da sexualidade. Ao potencializar o mais bizarro e exagerado ou, pelo menos, novidadeiro, o filme do diretor Paco León, remake espanhol do australiano “A Pequena Morte” (2014), consegue nos provocar mais e produzir risos. Quanto mais estranho, melhor, para comprovar a tese de que a diversidade é infinita e todas as formas existentes têm o direito de se expressar e de serem acolhidas na sociedade. Foi-se o tempo do pecado e da exclusão. Há que se celebrar essa diversidade toda e, como o filme acaba demonstrando, é possível conviver com isso numa boa e até se dar bem. Talvez não em todos os casos, há situações arriscadas, perigosas e ilegais. Mas sempre se pode dar um jeitinho de acomodar as coisas e simbolizar, em vez de concretizar. Fica até mais divertido. Há um detalhe a apontar. “Kiki” inclui personagens com deficiência de um modo muito positivo, nessa ciranda sexual, sem esforço para ser politicamente correto. Quando se veem todas as pessoas como seres humanos e como cidadãos plenos de direitos, tudo se torna mais adequado no tratamento das tramas. Para fazer humor, não é preciso atropelar direitos nem ofender pessoas ou categorias. Preconceito não tem graça. “Kiki” é inteligente, aberto e bem feito. Um vasto elenco de maioria bem jovem traz um frescor à narrativa, que torna o filme simpático e envolvente. O próprio diretor Paco León, que é também roteirista e ator do filme, tem apenas 42 anos e vem de uma família de artistas. Tem muito a nos oferecer pela frente.

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    Richard Linklater volta aos anos 1980 com o divertido Jovens, Loucos e Mais Rebeldes

    29 de julho de 2017 /

    A filmografia de Richard Linklater é bem irregular. O homem que dirigiu obras tão intensas quanto a trilogia “Antes do Amanhecer” (1995), “Antes do Pôr-do-Sol” (2004) e “Antes da Meia-Noite” (2013) tem em seu currículo alguns filmes inexpressivos e que muitas vezes passam batido. Porém, não dá pra dizer que ele seja um diretor sem uma marca autoral. Uma das características de seus filmes, como dá para perceber pela citada trilogia, é a preocupação com a passagem do tempo, em pensar sobre o tempo como algo fugaz e por isso mesmo tão valioso. “Jovens, Loucos e Mais Rebeldes” (Everybody Wants Some, 2016) é uma continuação espiritual de “Jovens, Loucos e Rebeldes” (Dazed and Confused, 1993), que mostrava as aventuras de um grupo de estudantes do ensino médio no último dia de aula em 1976, com todo aquele espírito dos anos 1970 impresso. O novo filme traz outro grupo de jovens, desta vez em seu primeiro dia no ambiente universitário, antes de as aulas começarem no ano de 1980. A virada da década está presente nos figurinos, no comportamento, na bem selecionada trilha musical, na direção de arte, na fotografia colorida e no espírito festivo do filme. O que pode incomodar um pouco, especialmente aos fãs do cineasta que gostam de conversas de cunho mais aprofundado, é o quanto é rasa a filosofia de vida dos vários personagens que passeiam pela tela, especialmente se pensarmos que estamos diante de um filme do mesmo diretor de “Acordar para a Vida” (2001). Mas Linklater também é o cara que dirigiu “Escola de Rock” (2003) e que também gosta de pura diversão, sem muitas pretensões intelectuais. O olhar principal do filme é o de Jake Bradford (Blake Jenner, da série “Glee”). Sua perspectiva apresenta e filtra os demais membros da turma que farão parte dessa importante etapa de sua vida. Cada um deles tem a sua importância em um filme que não se preocupa com o enredo, mas que prefere deixar fluir um fluxo narrativo com naturalidade e leveza, como se estivéssemos testemunhando aquele momento e olhando com carinho para aquelas pessoas, sem nenhuma preocupação com uma conclusão. Afinal, a vida deles está mal começando. São jovens que estão mais interessados em jogar beisebol, namorar e brincar do que exatamente estudar. E é muito bom testemunhar o otimismo de quem que está acabando de chegar àquele ambiente e se enturmando. Para aqueles jovens, estar ali era uma questão de autoafirmação. Por isso, em muitos momentos, o grupo fica parecendo um clube do Bolinha com pouca sensibilidade, quase machista, embora haja algumas personagens femininas bem marcantes e encantadoras – principalmente a personagem de Zoey Deutch (“Tinha Que Ser Ele?”). A alegria contagia pela liberdade que os jovens finalmente encontram, depois de superar tudo o que lhes é proibido durante o colegial. E uma vez que o público consiga embarcar nessa atmosfera, “Jovens, Loucos e Mais Rebeldes” (título brasileiro tosco e nada a ver) pode ser uma experiência muito divertida.

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    Maria Paula estrela o trailer de Doidas e Santas, mais um besteirol com elenco da Globo

    26 de julho de 2017 /

    A atriz Maria Paula volta ao cinema com “Doidas e Santas”, mais um besteirol com elenco da rede Globo. Sumida das telas desde que apareceu em “Malhação” há quatro anos, a ex-Casseta protagoniza o velho ditado da casa do ferreiro – velhíssimo, já que da época dos ferreiros – como uma psicóloga que ensina os outros a ser feliz, mas não sabe o que é felicidade em sua própria vida. Ao cair a ficha, ela resolve endoidecer um pouco. Mas tudo o que consegue é se entediar com as ideias das amigas – que vão do guru à balada. Esta história já foi contada no teatro com Cissa Guimarães no papel principal. Isto talvez explica a teatralidade de algumas cenas da prévia. Mas a inspiração original é o livro homônimo de crônicas de Martha Medeiros (autora de “Divã”), que recebeu adaptação do diretor Paulo Thiago (“Orquestra dos Meninos”). O elenco global inclui Georgiana Góes (humorísticos “Tá no Ar” e “Zorra”), Nicette Bruno (novela “Pega Pega”), Thiago Fragoso (novela “Lado a Lado”), Marcelo Faria (novela “Sol Nascente”), Flávia Alessandra (novela “Êta Mundo Bom!”), Jonas Bloch (novela “Novo Mundo”), Priscila Fantin (novela “Êta Mundo Bão!”), Roberto Bonfim (novela “Império”) e Samantha Schmütz (série “Vai que Cola”). “Doidas e Santas” estreia nos cinemas em 24 de agosto.

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