Trailer e vídeo de Um Tio Quase Perfeito tupiniquizam clássico da Sessão da Tarde
A H2O divulgou o pôster, o trailer e um vídeo de bastidores de “Um Tio Quase Perfeito”, mais um besteirol brasileiro que “lembra” um clássico da Sessão da Tarde. A premissa é a de “Quem Vê Cara Não Vê Coração” (1989), de John Hughes: um tio sem noção acaba tendo que cuidar dos sobrinhos – uma adolescente e duas crianças pequenas. O roteiro tem o cuidado de tupiniquizar a trama, incluindo citação de “Tropa de Elite” (2007) como história de ninar. Mas o esforço é sabotado pela trilha das prévias, com músicas em inglês. O humorista Marcus Majella (“Tô Ryca!”) interpreta o protagonista tio Tony, que leva a vida aos trancos e barrancos, ao lado da mãe Cecilia (Ana Lucia Torre, de “Os Homens São de Marte… E é pra Lá que Eu Vou!”), que participa e acoberta todas as suas falcatruas. Quando são despejados, a dupla recorre a Ângela (Leticia Isnard, de “Mato sem Cachorro”), a outra filha de Cecilia e irmã de Tony, que vive com os três filhos – a adolescente Patricia (Jullia Svacinna), de 14 anos, a pequena Valentina (Sofia Barros), de 5, e João (João Barreto), de 10 anos. Tendo que cuidar dos sobrinhos, Tony apronta todas, foge das obrigações e tenta se envolver minimamente com os pequenos, até ser arrebatado pelo papel de tio. O diretor Pedro Antonio está se tornando especialista nos covers nacionais da Sessão da Tarde, tendo anteriormente dirigido “Tô Ryca!” (2016), de história idêntica a de “Chuva de Milhões” (1985). O filme chega aos cinemas no dia 15 de junho.
Mulher-Maravilha estreia em mais de mil salas de cinema
“Mulher-Maravilha” é o maior lançamento da semana no Brasil, com uma distribuição em 1,2 mil salas. O longa chega precedido por críticas muito positivas, com 96% de aprovação no Rotten Tomatoes, que o apontam como uma das melhores adaptações de quadrinhos já feitas. Trata-se de uma mudança de percepção gigantesca em relação aos filmes de super-heróis da DC Comics, como “Batman vs. Superman” (2016), que introduziu a heroína. E isto acontece com a primeira superprodução de quadrinhos dirigida por uma mulher neste milênio. Patty Jenkins (do premiado “Monster: Desejo Assassino”) está fazendo História, mas também se destaca o desempenho de Gal Gadot, perfeita no papel. A segunda maior estreia é uma comédia nacional, “Amor.com”, com Ísis Valverde (“Faroeste Caboclo”) e Gil Coelho (“S.O.S.: Mulheres ao Mar 2”), que chega a 336 salas. Seu humor reflete o tema do reality show “As Gostosas e os Geeks”. Na trama, o geek conquista a gostosa, perde a gostosa e tenta reconquistá-la, com o diferencial de que boa parte disso é compartilhado nas redes sociais. Uma história convencional em tempos modernos. O filme marca a estreia solo na direção de Anita Barbosa, que foi diretora assistente de algumas das maiores bilheterias brasileiras do século – como “Se Eu Fosse Você 2” (2009), “De Pernas pro Ar” (2010) e “S.O.S.: Mulheres ao Mar 2” (2015). “As Aventuras de Ozzy” aparece em terceiro. Trata-se de uma animação espanhola sobre cachorros que, mesmo sem o pedigree de “Pets: A Vida Secreta dos Bichos” (2016), mostra que as alternativas no nicho da computação gráfica de bichos falantes estão se aprimorando. A premissa enfoca um dos grandes receios de quem tem cachorrinhos. Quando seus donos precisam viajar, Ozzy é deixado num hotel pet, cuja hospedagem de luxo se revela mera fachada para um regime carcerário, em que os cãozinhos são mal-tratadas e se vêem prisioneiros de ferozes cães de guarda. O drama épico “Z – A Cidade Perdida” completa a lista dos lançamentos de maior alcance. Com grande elenco, encabeçado por Charlie Hunnam (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”), Robert Pattinson (“Mapas para as Estrelas”) e Tom Holland (o novo Homem-Aranha do cinema), conta a história do Indiana Jones da vida real, o Coronel Percy Harrison Fawcett (Hunnam), que deixou a carreira militar para se tornar explorador. Obcecado pela Amazônia, o britânico se embrenhou nas matas brasileiras para encontrar uma cidade que ele chamava de “Z” e acreditava ser El Dorado, a cidade de ouro. Sua última expedição aconteceu em 1925 no Mato Grosso, onde foi visto pela última vez. Há mais três filmes em circuito bastante limitado. “Inseparáveis” não é o que se poderia chamar de cinema de arte. Ao contrário, trata-se de uma comédia concebida como remake de um blockbuster internacional. Para resumir, é a versão argentina do francês “Intocáveis” (2014), que, curiosamente, elimina o elemento racial do original, alimentando o questionamento sobre a falta de negros no cinema argentino. A trama do paraplégico milionário que fica amigo de seu tratador pobre ainda ganhará remake americano em breve. O drama escandinavo “Ande Comigo” também lida com deficiência física e clichês. Após perder uma perna no Afeganistão, um ex-militar tem dificuldades para se reajustar à vida civil e é auxiliado em sua reabilitação por uma bailarina. Os opostos se atraem, como nos romances de cinema. Mas os cinéfilos podem minimizar os lugares-comuns por conta de mais uma boa performance do dinamarquês Mikkel Boe Følsgaard (o rei louco de “O Amante da Rainha”). Por fim, o documentário nacional “O Jardim das Aflições” tem lançamento apenas em sessões especiais, mas mesmo assim chega em cinco capitais (veja onde aqui). A obra do pernambucano Josias Teófilo é um passeio pelos pensamentos filosóficos de Olavo de Carvalho, o anticomunista que na juventude militou no PCB. Sem contraditórios, ele empilha discursos sobre a “autonomia da consciência individual” em oposição à “tirania da coletividade”, no conforto de sua residência nos Estados Unidos, mostrando-se culto e articulado. É bem feitinho com seu orçamento de R$ 300 mil, arrecadados em financiamento coletivo. Mas também um tédio, que se contrapõe à forma como eletrizou a esquerda, a ponto de cineastas provocarem o cancelamento do festival Cine-PE, ao se retirarem da programação num boicote coletivo contra sua inclusão no evento. As críticas ruidosas ao pensamento de Carvalho e a contrariedade com a ideia de se fazer um filme sobre ele são usadas, de forma inteligente, no material de marketing do lançamento. Mas as reações sobressaltadas dariam um filme bem melhor que o retrato plácido realizado. Clique nos títulos em destaque para ver os trailers de todas estreias da semana.
Leandro Hassum vai estrelar continuação de O Candidato Honesto
Leandro Hassum vai estrelar uma continuação do besteirol “O Candidato Honesto” (2014). Em entrevista ao G1, o ator afirmou que a situação política atual, desde o Impeachment de Dilma Rousseff, será refletida pelo filme. Mas, na verdade, o que não falta é inspiração para a história, e isso acabou se revelando um problema. “Estávamos com o roteiro pronto, mas infelizmente o Brasil, cada dia mais, cria novas versões. Certamente vamos ter que mexer no roteiro”, declarou o ator. O roteirista Paulo Cursino disse que a história só será finalizada na véspera das filmagens, marcadas para outubro. “O roteiro está dependendo muito de como o Brasil vai ficar para ser feito”, explicou. Cursino também escreveu a história do primeiro filme e pensava em buscar uma analogia com Donald Trump na continuação. A premissa de “O Candidato Honesto 2” é mostrar João Ernesto se entregando para a polícia após ser acusado de corrupção. Condenado a 400 anos de prisão, ele acaba cumprindo só 4 anos e é solto, voltando a se eleger graças à sinceridade. “Ele será uma espécie de Trump brasileiro, que fala altas bobagens na campanha e, mesmo assim, é eleito. As pessoas estão tão cansadas da política que elegem alguém que fala barbaridades, porque, pelo menos, ele é autêntico”. Com 2,2 milhões de espectadores, “O Candidato Honesto” foi o segundo longa nacional mais visto de 2014, perdendo apenas para “Até Que a Sorte nos Separe 2”. Por curiosidade, os dois filmes foram estrelados por Hassum, escritos por Cursino e dirigidos por Roberto Santucci. Santucci também deve dirigir “O Candidato Honesto 2”, que está autorizado pela Ancine a captar R$ 6,65 milhões incentivados. A previsão de estreia é próxima das eleições presidenciais de 2018.
Semana sem blockbusters infla besteirol nacional e oferece melhores opções alternativas
A primeira semana de maio é a última do ano sem lançamento de blockbuster americano. Por isso, as estreias mais amplas são um besteirol nacional, “Ninguém Entra Ninguém Sai”, e uma animação derivativa da China, “Rock Dog – No Faro do Sucesso”. Com maior distribuição, a comédia brasileira leva a 400 salas a premissa de “Vendo ou Alugo” (2013), trocando a casa à beira do morro carioca por um motel – ainda que supostamente seja baseada numa crônica de Luis Fernando Veríssimo. Já a animação, apesar de ser chinesa, tem direção do americano Ash Brannon (“Toy Story 2”) e elementos de “Kung Fu Panda” (2008) e “Sing” (2016), mas nenhuma das virtudes do roteiro ou da técnica de suas inspirações. Ironicamente, tanto a animação quanto a comédia de motel são infantis. Por sinal, “Ninguém Entra Ninguém Sai” deve ser a comédia de motel mais pudica já feita na história do cinema mundial. Quem busca uma sessão mais adulta pode se surpreender com o terror “A Autópsia”, premiado em vários festivais, inclusive no prestigioso Sitges e na mostra Midnight Madness do Festival de Toronto. A trama gira em torno da autópsia de uma mulher desconhecida, realizada por pai e filho legistas, durante a noite num necrotério. Ela foi encontrada no porão de uma casa onde aconteceu um massacre e quanto mais os dois descobrem sobre a causa de sua morte, mais o necrotério se torna sombrio como um local mal-assombrado, com direito a tempestade e eventos sobrenaturais. Apesar de falada em inglês, a direção é do norueguês André Øvredal, do cultuado “O Caçador de Troll” (2010). O resto da programação é restrita ao circuito limitado, mas as opções alternativas são um verdadeiro festival de cinema, com títulos que podem ser considerados obrigatórios para os cinéfilos que gostam de preencher listas de melhores do ano. A melhor sugestão americana vai para o drama “Melhores Amigos”, que só entrou em cartaz em 12 salas. Para se ter ideia, o longa tem 98% de aprovação no Rotten Tomatoes, foi premiado em festivais, apareceu entre os filmes favoritos da crítica americana em 2016, figurou em troféus indies e muitos questionaram sua ausência no Oscar, especialmente na categoria de Melhor Roteiro, onde se destaca um brasileiro, Mauricio Zacharias. Ele é parceiro do diretor Ira Sachs neste e em outros dramas premiados, como “O Amor é Estranho” (2014) e “Deixe a Luz Acesa” (2012), além de ter escrito no Brasil o excelente “O Céu de Suely” (2006). Em “Melhores Amigos”, Zacharias e Sachs contam a história de dois adolescentes cuja amizade precisa enfrentar disputas financeiras entre suas famílias, num retrato sensível sobre como as dificuldades econômicas deixam marcas. Melhor que este, só “Clash”, uma alternativa que parece arriscada, já que se trata de uma produção egípcia distribuída também em apenas 12 salas, mas não lhe faltam a tensão e a ousadia que o cinema americano há muito perdeu. Com impressionantes 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, é um suspense dramático passado durante a Primavera Árabe no Egito. Claustrofóbico, acompanha um grupo confundido com integrantes da Irmandade Islâmica, trancafiado pela polícia num caminhão de oito metros com fanáticos reais. Neste espaço exíguo, o que menos importa é provar sua identidade, já que o conflito acontece a seu redor, nas ruas e ao lado, entre os prisioneiros. A direção é de Mohamed Diab, que antes fez o igualmente impactante “Cairo 678” (2010), sobre mulheres em busca de justiça contra o assédio sexual na sociedade muçulmana. Com todos os elementos que rendem filmes cults, abriu a mostra Um Certo Olhar, do Festival de Cannes do ano passado, e foi premiado em diversos festivais. Outro drama indie bem cotado, “Norman – Confie em Mim” traz uma performance arrebatadora do veterano Richard Gere (“O Exótico Hotel Marigold 2”), obcecado em seu objetivo de conhecer pessoas importantes e conectá-las visando aumentar seu networking, até que, por acaso, finalmente tem a sorte de criar laços com o futuro Primeiro Ministro de Israel. O filme, que tem 89% de aprovação no Rotten Tomatoes, marca a estreia em Hollywood de Joseph Cedar, aclamado por seu filme anterior, “Nota de Rodapé” (2011). Apesar de ter feito carreira em Israel, ele nasceu em Nova York. “A Filha” é uma adaptação australiana e contemporânea de “O Pato Selvagem”, peça do final do século 19 do norueguês Henrik Ibsen. A conhecida fábula moral mostra que a mentira pode ter mais valor que a verdade, diante de uma revelação com capacidade de destruir uma família e conduzir ao suicídio. O diretor e roteirista estreante Simon Stone ganhou vários prêmios em seu país pela obra, que tem 76% de aprovação no Rotten Tomatoes. “Sobre Viagens e Amores” marca a volta de Gabriele Muccino ao cinema italiano, mas sem sair dos EUA. Especialista em dramas lacrimosos, ele caiu nas graças de Hollywood com “À Procura da Felicidade” (2006), estrelado por Will Smith e seu filho Jaden, mas seus filmes seguintes foram fraquinhos, fraquinhos. Desta vez, conta a história de um casal de estudantes italianos que viajam para San Francisco, nos EUA, onde vão passar uma temporada na casa de um casal gay. O problema é que a menina é católica e homofóbica e não sabia deste detalhe da hospedagem. “A Mulher que se Foi” é um longa típico do filipino Lav Dias, com as características que marcam sua filmografia peculiar. Ou seja, trata-se de um drama filmado em preto e branco, com takes demorados, longuíssima duração (em torno de 4 horas) e consagrado em festivais de prestígio. A história contemplativa acompanha uma mulher que, após passar 30 anos presa, resolve se vingar do antigo amante. Venceu simplesmente o Leão de Ouro do Festival de Veneza do ano passado. Dois filmes brasileiros que também marcaram grandes mostras internacionais completam a programação. “Beduíno”, do eterno marginal Júlio Bressane, tem uma das piores distribuições da semana. Traz Fernando Eiras e Alessandra Negrini encenando fantasias num apartamento, numa metáfora sobre a vida e a arte, de proposta similar ao experimentalismo de Jacques Rivette (1928-2016) nos anos 1960. Foi selecionado para os festivais de Locarno e Roterdã. Por fim, com exibição num único horário de uma única sala do Grupo Estação, no Rio, o provocante “Éden” finalmente faz sua estreia. O longa que consagrou Leandra Leal como Melhor Atriz nos festivais do Rio de 2012 e Gramado de 2013, e também passou no Festival de Roterdã, demorou cinco anos para chegar aos cinemas. E chega assim, escondidinho, no momento em que seu diretor, Bruno Safadi, vem recebendo elogios por sua trabalho numa novela, “Novo Mundo”. “Éden” foi rodado com baixíssimo orçamento e em tempo exíguo, mas chama atenção pela proposta ousada. Tão ousada que seu drama psicológico, que critica a exploração e o fanatismo evangélico, foi evitado pelas distribuidoras de cinema. Felizmente, o longa também está ganhando distribuição por streaming, pelo Telecine Play. Clique nos títulos dos lançamentos para ver os trailers de todas as estreias da semana.
Sergio Mallandro é vidente picareta em cena do filme Ninguém Entra, Ninguém Sai
A Imagem Filmes divulgou um vídeo do besteirol “Ninguém Entra, Ninguém Sai” centrado no personagem de Sergio Mallandro (“Muita Calma Nessa Hora”), um vidente picareta. A prévia traz comentários de bastidores e uma cena em que o personagem chacoalha as mãos, desdenha e apresenta a conta para a personagem de Mariana Santos (“É Fada!”). Apesar do vídeo, a maior parte da trama acontece num motel, durante um cerco policial que surpreende vários casais. Eles não podem sair do local, enquanto curiosos e a imprensa armam o circo. A história adapta uma crônica de Luis Fernando Veríssimo e marca a estreia de Hsu Chien na direção de longas. Taiwanês radicado no Brasil, ele foi assistente de direção de mais de 60 filmes, entre eles o americano “Turistas” (2006), o épico “Chatô, o Rei do Brasil” e diversos blockbusters do gênero besteirol, como “De Pernas pro Ar” (2010), “Minha Mãe é uma Peça: O Filme” (2013) e “Meu Passado Me Condena: O Filme” (2013). O elenco junta um monte de coadjuvantes do Multishow, do Porta dos Fundos e do “Zorra”, da Globo, além de Danielle Winits (“Até que a Sorte nos Separe”), uma irreconhecível Guta Stresser (a ex-Bebel de “A Grande Família”) e André Mattos (de “Tropa de Elite”). O lançamento está marcado para 4 de maio.
Dona da MTV e Nickelodeon compra o Porta dos Fundos
A Viacom, conglomerado que inclui os canais pagos MTV, Nickelodeon e Comedy Central, além dos estúdios Paramount, comprou o Porta dos Fundos. Segundo anúncio divulgado à imprensa nesta quarta-feira (19/4), a empresa de mídia adquiriu os direitos da parte majoritária do grupo de humor. Além do canal principal no YouTube, um dos mais seguidos do país, o grupo de humoristas conhecidos como Porta dos Fundos possui o site portadosfundos.com.br, envolvimento em séries de TV, games, aplicativos para plataformas móveis e uma linha de produtos licenciados. No comunicado oficial, Tereza Gonzalez, CEO do Porta, afirmou que o acordo abre oportunidades para que o coletivo se lance internacionalmente. “A sociedade é um grande passo para o grupo se expandir no mercado internacional, com novas oportunidades globais para o nosso portfólio tanto online como offline. Além disso, o acordo prevê uma distribuição excepcional de nossos conteúdos”. Esta não é a primeira vez que o conteúdo do Porta dos Fundos se aproxima da TV paga. O coletivo já teve parceria com a Fox, que exibia alguns de seus vídeos mais populares na internet. Além disso, o Porta e a Viacom já tinham trabalhado juntos na coprodução de “Portátil”, série de cinco episódios sobre os bastidores da peça de teatro homônima. Na época, ela foi exibida pelo Comedy Central. Fundado em março de 2012 pelos humoristas Fábio Porchat, Gregório Duvivier, João Vicente de Castro, Ian SBF e Antonio Tabet, do site Kibe Loco, o canal do Porta dos Fundos no Youtube conta hoje com mais de 13 milhões de seguidores e um total de 3,1 bilhões de visualizações.
Ana Carolina e Preta Gil gravam clipe do besteirol Gostosas, Lindas e Sexies
A Paris Filmes divulgou um trailer e um clipe de seu novo besteirol “Gostosas, Lindas e Sexies”, que já se destaca pela polêmica gramatical de seu título. Dirigida pelo estreante Ernani Nunes, a produção tem música original da cantora Ana Carolina, que faz um dueto com a cantora Preta Gil na música-tema. O clipe traz as cantoras em estúdio, enquanto cenas da produção ocupam a tela. Na música, elas dão vozes às mulheres do filme, que são independentes e bem resolvidas sexualmente, apesar de estarem acima do peso. Fãs de chanchadas vão lembrar que essa premissa é da época de Ilza Carla. Já os adolescentes só precisam lembrar da australiana Rebel Wilson. Descrita como “comédia romântica”, a trama aborda os encontros e desencontros amorosos e profissionais de quatro mulheres, que são apresentadas na sinopse como “gostosas, liberais, lindas e muito sexies” (sic). Mas, afinal, plural de sexy existe? Há controvérsias. O quarteto principal é formado por Carolinie Figueiredo (novela “Malhação”), Cacau Protasio (“Vai que Cola”), Mariana Xavier (“Minha Mãe é uma Peça 2: O Filme”) e Lyv Ziese (novela “Boogie Oogie”), e a estreia está marcada para 20 de abril.
Trailer de novo besteirol traz Murilo Benício e Camila Morgado num Divórcio explosivo
A Warner divulgou o pôster, cinco fotos e o trailer da comédia “Divórcio”, que traz Murilo Benício e Camila Morgado casados, mas em pé de guerra. A prévia acontece ao som de rock pesado americano – um cover de “I Fought the Law”, mais conhecida na versão da banda punk The Clash – , porém a premissa é toda country, com sotaques caipiras, encenação no interior paulista, a noitada em clube do gênero e muito bangue-bangue. Em suma, uma história nada roqueira. A prévia é o típico besteirol nonsense, com ritmo frenético e interpretações histéricas, que desta vez são levadas às últimas consequências, entre tiros e explosões. Pois nada deve ser mais engraçado que um casal que se separa explodindo um ao outro. No longa, Benício e Morgado são Júlio e Noeli, um casal que vive no interior de São Paulo e enriqueceu repentinamente após fazer sucesso ao criar uma marca de molho de tomate enlatado. Com o passar dos anos, o dinheiro e a rotina distancia o casal. Até que um mal-entendido vira a gota d’água para a separação. Para defender o patrimônio, cada um tenta achar o melhor advogado para si, o que gera um processo de divórcio cheio de confusões. Murilo Benício ainda não tinha protagonizado um besteirol, mas Camila Morgado estrela a franquia “Até Que a Sorte Nos Separe”, que compartilha com “Divórcio” um dos roteiristas, Paulo Cursino. Já a direção é de Pedro Amorim (“Superpai”). Para completar, como todo filme do gênero que se preza, não poderia faltar a participação de uma celebridade, que, no caso, é a apresentadora Sabrina Sato. O longa chega aos cinemas no dia 21 de setembro.
Danilo Gentili prepara comédia de terror com elenco do programa The Noite
O comediante e apresentador Danilo Gentili prepara uma nova investida no cinema. Será um longa sobre lendas urbanas, que pretende misturar terror e comédia. “Concebi o roteiro imaginando fazer um filme independente. Vou colocar dinheiro do meu bolso, patrocinadores privados e distribuidores”, disse Gentili ao colunista Ricardo Feltrin, do UOL. Além de assinar o roteiro, o comediante também vai estrelar o longa, ao lado de Murilo Couto e Léo Lins, seus colegas do programa “The Noite”. Na trama, o trio viverá caçadores de mitos, que sairão atrás de histórias absurdas do passado, perseguindo até a famosa “loira do banheiro” (aparição que habitaria basicamente banheiros de escolas públicas). Será o terceiro filme escrito por Gentili e o segundo em que ele trabalhará com o diretor Fabrício Bittar. Os dois filmaram recentemente “Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola”, que estreia em setembro nos cinemas. Na TV, Danilo apresenta desde 2014 o programa de entrevistas “The Noite”, no SBT, que é vice-líder de audiência em seu horário.
Paulo Gustavo fica eufórico ao descobrir matéria sobre Minha Mãe É uma Peça 2 no Le Monde
O ator Paulo Gustavo, que está em Paris com o marido Thales Bretas, descobriu que o jornal francês Le Monde, um dos mais famosos do mundo, publicou uma reportagem sobre o filme “Minha Mãe É Uma Peça 2”. E ele foi ao Instagram registrar o fato, feliz da vida. Em vídeo postado na rede social na madrugada de domingo (26/3), o ator apareceu eufórico com a descoberta. “Como é que dorme com isso?”. A matéria, publicada na revista que acompanha a edição dominical do Le Monde, tem uma página e é focada no sucesso de bilheteria do filme, que bateu recorde de público nos cinemas brasileiros. A maior parte dos comentários vem entre aspas, citando a crítica carioca Susana Schild. “No Brasil os espectadores não vão ao Cinema para refletir, para ver Godard, e sim para se divertir e sair de uma vida muitas vezes violenta”, diz ela num trecho da matéria, de forma impressionantemente estereotipada – como se o cotidiano parisiense, em tempos de terrorismo islâmico, não fosse violento e como se os filmes de Godard fossem “blockbusters”, quando, lá como aqui, são os besteiróis (com direito a comédia com ator em papel de mãe, “Eu, Mamãe e os Meninos”) que lotam os cinemas. Enfim… Ma mére , cette héroïne ! No Le Monde Uma publicação compartilhada por paulogustavo31 (@paulogustavo31) em Mar 25, 2017 às 5:38 PDT Eu to no LE MONDE hoje ! Que chique !! Minha mãe é uma peça fazendo historia !! Uma publicação compartilhada por paulogustavo31 (@paulogustavo31) em Mar 25, 2017 às 4:04 PDT
Estreias destacam grande muralha de mediocridade na semana do Oscar
O fim de semana do Oscar é também o fim de semana do carnaval, e o bloco dos lançamentos não é dos mais animadores. A programação dos shopping centers é um samba enredo repetitivo de fracassos americanos e filmes nacionais de qualidade discutível. O projeto mais ambicioso ocupa mais salas. Coproduzido por americanos e chineses, “A Grande Muralha” traz Matt Damon perdido na China e numa obra que usa a experiência do veterano cineasta Zhang Yimou, responsável pela abertura da Olimpíada de Pequim, para evocar uma experiência “olímpica” nas telas, com coreografias ambiciosas, repletas de cores e figurantes. Mas a escala épica e os efeitos visuais se resumem a contar uma batalha de guerreiros medievais contra monstros genéricos. Sucesso espetacular na China, estreou no último fim de semana com um desempenho medíocre nos EUA e sob uma saraivada de flechas da crítica. Estreia em 828 salas, das quais 561 em 3D (68% do total), além de todo o circuito IMAX (12 salas). Ainda mais fraco, “Monster Trucks” ocupa 517 salas e outra boa fatia do circuito 3D. Espécie de “Transformers com monstrinhos”, baseada em (mais) um brinquedo da Mattel, é tão infantilóide que merece chegar aos cinemas dublado como um programa televisivo. Filmado em 2014, teve seu lançamento adiado várias vezes pela Paramount, a ponto de ser tratado como fracasso antes mesmo da estreia – a previsão é de US$ 100 milhões de prejuízo. “A Lei da Noite” é um caso à parte. Seu fiasco foi tão colossal que balança estruturas na Warner. Estrelado e dirigido por Ben Affleck, custou uma fortuna não revelada para render apenas US$ 10 milhões nos EUA, empurrando a reputação do astro ladeira abaixo. A crise é tão grande que Affleck desistiu de dirigir o filme solo de Batman e já há rumores de que não quer viver mais o personagem, que estaria culpando pela fase negativa, após vencer o Oscar de Melhor Filme com “Argo” (2012). A desilusão é tanta que foi praticamente despejado em apenas 89 salas. Quem tiver curiosidade, vai encontrar um filme de gângster da lei seca estilizado. Os brasileiros que chegam aos shoppings são o besteirol “Internet – O Filme” e a animação “Bugigangue no Espaço”. O primeiro serve para demonstrar a teoria de Itararé: de onde nada se espera, nada vem mesmo. A coleção de vinhetas, estreladas por youtubers, lembra o pior do “Zorra Total”, com piadas preconceituosas e interpretações travadas no volume do histerismo, mas a distribuidora bota fé, como demonstram suas 406 salas. O segundo tenta usar referências nacionais numa história genérica de crianças que se aliam com ETs bonzinhos para enfrentar alienígenas malvados. Em 300 salas (10% delas em 3D), o resultado rende crianças brasileiras muito loiras e sexualizadas, com um “gostosa” disparado sobre a heroína mirim da trama. Felizmente, o fim de semana também tem Oscar e os cinemas recebem mais um candidato à premiação. Indicado em oito categorias, “Moonlight – Sob a Luz do Luar” leva a 59 salas um drama sensível, registrado de forma intimista, que acompanha o crescimento e a transformação de um menino num bairro violento de Miami. Vítima de bullying na infância, ele cresce para se tornar um traficante bem-sucedido, ao mesmo tempo em que busca compreender e aceitar sua homossexualidade, estimulado pelo relacionamento com seu melhor amigo. Um filme de machos, em vários sentidos. Com isso, apenas um destaque do Oscar permanece inédito, “Um Limite Entre Nós” (Fences). Oficialmente, o longa só estreia na semana que vem, mas, ainda que de forma tardia, a distribuidora percebeu o equívoco e programou “pré-estreias pagas” em 24 salas de seis cidades a partir desta quinta (23/2), dando oportunidade ao público saber porque deve torcer por Denzel Washington e Viola Davis na cerimônia da Academia. Dois filmes europeus completam a programação. “A Garota Desconhecida” é o mais recente trabalho dos irmãos Dardenne, que passou por uma reedição completa após ter decepcionado no Festival de Cannes passado. A própria passagem do tempo ajudou sua história a se tornar mais relevante, ao mostrar como a indiferença europeia pode ter consequências graves na vida de imigrantes pobres. Chega em apenas seis salas. Por fim, “A Jovem Rainha” conta em 11 salas a história da rainha Cristina da Suécia, a mulher mais letrada do século 17, que preferiu abdicar ao trono a se casar. O motivo, segundo o finlandês Mika Kaurismäki (irmão de Aki Kaurismäki), seria seu lesbianismo assumido. Não convenceu muito a crítica internacional. Clique nos títulos dos filmes em destaque para ver os trailers de todas as estreias da semana.
Minha Mãe É uma Peça 2 bate recorde e vira o filme brasileiro de maior bilheteria em todos os tempos
Com o sucesso contínuo de público, a comédia “Minha Mãe É uma Peça 2” bateu o recorde de bilheterias no Brasil. Após sete semanas em cartaz e 8,8 milhões de espectadores, o longa já faturou mais de R$ 117 milhões em venda de ingressos, ultrapassando “Os Dez Mandamentos”, até então líder do ranking com R$ 116,8 milhões, segundo dados do Filme B. E os valores ainda devem aumentar bastante, pois “Minha Mãe É uma Peça 2” segue em exibição em 449 salas do país, ocupando atualmente o 3º lugar no ranking dos filmes mais vistos da semana. As novas peripécias de Dona Hermínia, mãe vivida pelo ator Paulo Gustavo, já superou em muito o longa original, que levou 4,6 milhões aos cinemas e se tornou o filme brasileiro mais visto de 2013. Os planos para a continuação já estão sendo discutidos e Paulo Gustavo mencionou a possibilidade de filmar “Minha Mãe É Uma Peça 3” em Nova York. Entretanto, ele não dá prazo para o início da produção, dizendo que tem “outros projetos”. “‘Minha Mãe é uma Peça em Nova York’, se tiver, vai demorar muito ainda. Eu tenho outros projetos, estou escrevendo um novo filme para o ano que vem, que eu ainda no posso contar, porque ainda não tem nada registrado, nem nome, nem nada, então fica difícil falar agora. Mas eu vou fazer, se Deus quiser. A trilogia, fica chiquérrimo, né. Agora, vai demorar um pouquinho. Vamos ver, tem que construir uma história muito engraçada. Para ter o 3, não dá para ser qualquer coisa, tem que ser melhor que o primeiro e o segundo”, afirmou o ator.
Estreias: O Chamado 3 tem melhor distribuição que três indicados ao Oscar nesta semana
Samara quer te pegar na tela de cinema. Mas quem for esperto o suficiente para usar o Google e ler as críticas negativas pode sobreviver. Maior lançamento da semana, “O Chamado 3” chega 12 anos após o último filme da franquia. E passagem tão grande de tempo não impediu a distribuidora de acreditar no apelo da mulher-fantasma de cabelo na cara, que sai das telas para assustar o público. O longa chega em mais de 600 salas nesta quinta (2/2). Entretanto, a maldição é a mesma da “Bruxa de Blair”: uma sequência que decepciona os fãs da franquia. Não tenha medo, porque não é para ter mesmo. O lançamento besteirol nacional da semana ocupa metade deste circuito. “TOC – Transtornada, Obsessiva, Compulsiva” aposta na popularidade da comediante televisiva Tatá Werneck. E surpreende. Seu primeiro filme como protagonista usa metalinguagem para satirizar a carreira da própria atriz. Resta saber se o público brasileiro consegue assimilar comédia com QI acima da média. Juntando terror e cinema nacional, “Clarisse ou Alguma Coisa sobre nós Dois” também está chegando às telas, mas num circuito bem limitado e concentrado no Nordeste. A expectativa do diretor cearense Petrus Cariry é, quem sabe, repetir o fenômeno de seu conterrâneo Halder Gomes, que criou um blockbuster regional com “O Shaolin do Sertão” (2016). O filme já foi exibido em 10 países e coleciona prêmios em alguns festivais de gênero, além do troféu de Melhor Atriz (Sabrina Greve) no CineCeará do ano passado. Belamente fotografado, não é filme de sustos, mas terror de cinéfilo. Os cinéfilos, por sinal, ganham nesta semana mais três filmes indicados ao Oscar para conferir. Com grande lançamento para o gênero dramático (267 salas), “Estrelas Além do Tempo” registra a história de três matemáticas negras que a História esqueceu, graças ao racismo e ao machismo de sua época, revelando como elas ajudaram astronautas americanos a ir ao espaço nos anos 1960. Grande sucesso de bilheteria nos EUA, concorre a três Oscars: Melhor Filme, Roteiro Adaptado e Atriz Coadjuvante (Octavia Spencer). “Jackie” também concorre a três estatuetas: Melhor Atriz (Natalie Portman), Figurino e Trilha Sonora. Como se percebe, é um filme para conferir a performance de Natalie Portman como a ex-primeira-dama Jacqueline Kennedy. A trama se passa nos dias que se seguiram ao assassinato do presidente John Kennedy em 1963 e marca a estreia do diretor chileno Pablo Larraín (“Neruda”) em Hollywood. Ironicamente, o longa com mais indicações tem a menor distribuição (40 salas). Parte drama social, parte western clássico e parte thriller de ação, “A Qualquer Custo” acompanha dois irmãos que rodam cidadezinhas empoeiradas do interior do Texas para roubar bancos que estão querendo roubar a fazenda hipotecada de sua família. A mistura de gêneros é bem equilibrada e resulta num filme crepuscular de machos como há muito tempo o cinema não produzia. Não por acaso, concorre a Melhor Filme, Roteiro Original, Edição e Ator Coadjuvante (Jeff Bridges). Pode ficar sem vencer nenhum Oscar, mas já cumpre a missão de estabelecer definitivamente o ex-ator da série “Sons of Anarchy” Taylor Sheridan como um baita roteirista – é apenas seu segundo roteiro, após a ótima estreia escrevendo “Sicario” (2015). No circuito limitado, os Beatles continuam bastante populares, a ponto de seu novo documentário receber melhor distribuição que o filme do Oscar acima. Dirigido pelo cineasta Ron Howard (“Inferno”), “The Beatles: Eight Days a Week” registra os shows da banda, contando a história de suas turnês mundiais e o motivo que os levou a abandonar os palcos no auge da popularidade. Estreia em 43 salas em horários especiais. O filme dos Beatles também foi cotado para o Oscar, mas acabou preterido, assim como “Armas na Mesa”, thriller político estrelado por Jessica Chastain, que estreia em 14 salas. A atriz chegou a receber indicação ao Globo de Ouro, um troféu mais generoso (por dividir as interpretações entre Drama e Comédia e gerar o dobro de celebridades em sua lista de premiações). Mas não é fácil ir contra o lobby da indústria do armamento nos EUA, como demonstra a própria trama do lançamento, sobre a tentativa de passar leis mais duras contra o porte de armas num país que ainda segue leis do Velho Oeste. Por fim, o drama italiano “A Espera”, com Juliette Binoche, premiado no Festival de Veneza, deságua no circuito de arte, com distribuição por conta-gota. Clique nos títulos para ver os trailers de cada lançamento.












