Sobreviventes do primeiro “Halloween” se juntam no trailer da continuação
A Universal divulgou o trailer legendado de “Halloween Kills”, segundo filme da nova trilogia do psicopata Michael Myers, que ganhou um subtítulo nacional: “O Terror Continua”. A prévia mostra um reencontro dos sobreviventes do longa clássico dos anos 1970, que se unem para acabar de vez com a ameaça do bicho-papão mascarado. Quem viu o “Halloween” original, escrito e dirigido por John Carpenter em 1978, deve recordar que Laurie Strode (papel consagrado por Jamie Lee Curtis) trabalhava como babá quando se tornou a última sobrevivente do massacre cometido por Michael Myers. O que poucos lembram são as crianças da história. Pois os personagens mirins do filme original estão de volta. Lindsay Wallace e Tommy Doyle, as crianças que estavam sob os cuidados de Laurie durante o ataque do psicopata mascarado, mudaram muito com a meia-idade. Doyle é interpretado, em sua versão adulta, por Anthony Michael Hall (“O Vidente”). Mas a menina tem a mesma intérprete do filme original: Kyle Richards, que deu continuidade à carreira de atriz e foi até uma das enfermeiras da série “Plantão Médico” (E.R.). Eles se aliam à família de Laurie Strode para caçar o psicopata para impedir um novo massacre. Novamente dirigido por David Gordon Green, o terror vai chegar aos cinemas em 14 outubro no Brasil e já tem uma sequência encaminhada, que promete encerrar a franquia.
Jane Powell (1929–2021)
A atriz Jane Powell, estrela de vários musicais clássicos de Hollywood, morreu nesta quinta-feira (16/9) de causas naturais em sua casa em Wilton, Connecticut, aos 92 anos. Ela começou a carreira ainda adolescente e sempre projetou uma imagem de garota inocente, desde a primeira aparição nas telas, com 15 anos de idade em “Viva a Juventude”, de 1944. Seu nome verdadeiro não era nada parecido com aquele que a tornaria famosa. Jane Powell na verdade era Suzanne Lorraine Burce. Sua trajetória foi preparada desde cedo pelos pais, que investiram para transformá-la numa nova Shirley Temple, com aulas de canto, dança e atuação desde a infância. A aposta em seu talento fez sua família se mudar de Portland, Oregon, para Los Angeles, onde ela entrou em diversos concursos de talentos, até vencer competições de canto e assinar contratos de rádio. Em entrevista para o jornal Chicago Tribune, em 2011, ela confessou que, por mais que tenha adorado sua infância artística, acabou se tornando uma jovem solitária. “Era emocionante. Conheci pessoas que nunca conheceria. Mas senti falta de amizades da minha idade e daquilo que todos os jovens sentem falta se não têm a progressão normal do ensino fundamental para o médio. Não tive festas do pijama, nem noites de garotas. Eu não conhecia ninguém. Foi uma vida solitária, realmente.” O nome artístico foi consequência de seu primeiro filme. Em “Viva a Juventude”, ela deu vida a uma estrela mirim de cinema muito famosa, que só queria ter uma vida normal e conviver com outras crianças normais. Um de seus números musicais na trama, “Too Much in Love”, recebeu uma indicação ao Oscar de melhor Canção Original. Em suma, ela fez tanto sucesso na estreia que foi instruída pelo estúdio a adotar o nome da personagem como se fosse dela mesmo. Seu papel se chamava Jane Powell. A adolescente cresceu diante das câmeras de cinema, filmada geralmente em cores vibrantes de Technicolor em produções do megaprodutor Joe Pasternak. Em uma década, ela se transformou de “Deliciosamente Perigosa” (1945) em uma das “Sete Noivas para Sete Irmãos” (1954). Entre um e outro, ainda estrelou musicais com Carmen Miranda, como “O Príncipe Encantado” (1948), que também incluía a jovem Elizabeth Taylor – futura dama de honra de seu primeiro casamento – , e “Romance Carioca” (1950), sem esquecer do clássico absoluto “Núpcias Reais” (1951), em que dançou e cantou com Fred Astaire. “Núpcias Reais” marcou a primeira vez que Powell viveu uma personagem adulta. Ironicamente, ela era apenas a terceira opção para o papel da irmã esperta de Astaire, substituindo June Allyson (que engravidou) e Judy Garland (que foi demitida após perder um ensaio). Mas o filme foi muito importante para sua carreira, pois a aproximou do diretor Stanley Donen, que logo depois a escalou em seu papel mais famoso. O auge da carreira da atriz aconteceu em “Sete Noivas para Sete Irmãos” (1954), um dos mais populares filmes da MGM de todos os tempos, em que viveu a cozinheira de pensão Milly, que se apaixona pelo fazendeiro caipira Adam (Howard Keel) e começa a ensinar a seus seis irmãos rudes uma ou duas coisas sobre boas maneiras. O detalhe é que a MGM estava apostando em outro musical naquele ano, “A Lenda dos Beijos Perdidos”, com Gene Kelly e Cyd Charisse. Só que o público e a crítica foram unânimes em preferir o romance de Powell e Kell. Além de lotar cinemas, o longa de Stanley Donen teve cinco indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme (perdeu para o clássico “Sindicato de Ladrões”). Com sua voz de soprano, Powell também teve uma carreira repleta de discos, shows e espetáculos da Broadway. Mas sua estreia nos grandes palcos de Nova York só aconteceu nos anos 1970, como substituta de sua velha amiga Debbie Reynolds em uma remontagem de “Irene”. Ela e Reynolds já tinham trabalho juntas no cinema em “Quando Canta o Coração” (1950), “Tentações de Adão” (1954) e “Marujos e Sereias” (1955). Depois de fazer “Marujos e Sereias”, Powell pediu para ser dispensada de seu contrato com a MGM e deixou o estúdio aos 26 anos, em novembro de 1955. Sua saída de cena também marcou o fim da era dos grandes musicais da MGM. Numa mudança radical, ela virou loira sexy na comédia “Uma Aventura em Balboa” (1957), estrelou um filme noir, “Naufrágio de uma Ilusão” (1958), e sua primeira aventura de ação, “O Maior Ódio de um Homem” (1958), antes de trocar o cinema pela televisão nos anos 1960. Ela chegou a fazer o piloto de uma série, “The Jane Powell Show”, que foi exibido como telefilme em 1961, e seguiu o resto da carreira fazendo participações em séries, como “O Barco do Amor”, “Ilha da Fantasia”, “Assassinato por Escrito” e “Tudo em Família”. Nesta última, teve um papel recorrente, de 1988 a 1990, como a mãe viúva do personagem de Alan Thicke. Seu último papel dramático foi na série “Law & Order: SVU”, interpretando uma mulher com demência num episódio exibido em 2002. Jane Powell teve cinco maridos. O primeiro casamento foi com Geary Steffen, o parceiro de patinação da campeã olímpica norueguesa Sonja Henie, que aconteceu em 1949 numa festa para 500 pessoas e com Elizabeth Taylor como dama de honra. Já o último casamento foi com o ex-astro infantil Dickie Moore (“Oliver Twist”). Eles ficaram juntos de 1988 até a morte de Moore, em 2015. Lembre abaixo uma famosa interpretação musical de Powell em “Sete Noivas para Sete Irmãos”.
Novo filme de Guillermo Del Toro ganha imagens e teaser estilosos
A Searchlight Pictures divulgou fotos, pôster e o primeiro teaser de “Nightmare Alley”, novo filme de Guillermo Del Toro. Com visual estilosíssimo, a prévia incorpora cenografia de horror e fotografia noir, com muito uso de sombras, para ilustrar uma narração febril de Willem Dafoe (“Aquaman”), incorporando o papel de um mestre de cerimônias circense para questionar se o personagem que o público irá ver “é homem ou monstro”. O filme é uma adaptação do livro homônimo de William Lindsey Graham, publicado em 1946 e que já foi transformado num clássico do cinema noir, batizado no Brasil como “O Beco das Almas Perdidas” (1947). A primeira adaptação cinematográfica acompanhava um vigarista (Tyrone Power em 1947) que entra num circo para aprender os truques de uma falsa vidente (Joan Blondell). Como ela se recusa a contar seus segredos, ele decide fragilizá-la, tornando-a viúva. Mas acaba se envolvendo com uma jovem assistente Molly (Coleen Gray) e é expulso do circo. Mesmo assim, ele segue em frente com o golpe de vidente, até conhecer uma psicóloga pilantra (Helen Walker) que grava as confissões de seus pacientes. E aí percebe que pode tornar seu truque ainda mais convincente e extorquir uma clientela exclusiva com estas informações. O final é extremamente sombrio. O próprio Del Toro assina o roteiro da adaptação em parceria com Kim Morgan (“O Quarto Proibido”). Mas não se sabe o quanto seu filme será fiel à obra original. Na nova versão, o papel principal ficou com Bradley Cooper (“Nasce uma Estrela”), a vidente é vivida por Toni Colette (“Hereditário”) e Cate Blanchett tem o papel da psicóloga. A produção também permite o reencontro entre Blanchett e Rooney Mara após “Carol”. A última tem o papel de assistente e interesse romântico do protagonista. O elenco grandioso ainda inclui Richard Jenkins (“A Forma da Água”), Ron Perlman (o Hellboy dos filmes do diretor), Paul Anderson (“Peaky Blinders”), Jim Beaver (“Supernatural”), Holt McCallany (“Mindhunter”), David Strathairn (“The Expanse”), Clifton Collins Jr. (“Westworld”), Tim Blake Nelson (“Watchmen”) e David Hewlett (“Stargate: Atlantis”). A estreia está marcada para 17 de dezembro nos EUA e apenas quando estiver saindo de cartaz por lá, em 27 de janeiro, no Brasil.
Duna: Bastidores destacam relacionamento de Timothée Chalamet e Zendaya
A Warner divulgou um novo vídeo de bastidores do remake de “Duna”, que destaca o relacionamento do protagonista e a “garota dos seus sonhos”. Na trama, Paul Atreides, o papel de Timothée Chalamet (“Me Chame Pelo Seu Nome”), sonha com a jovem misteriosa interpretada por Zendaya (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), que introduz visões de seu futuro como um herói predestinado. O vídeo revela que, fora das telas, os dois atores também se deram bem. “Eu amo Timothée. Ele se tornou um dos meus amigos mais próximos e queridos”, diz Zendaya. Apesar da ênfase neste relacionamento, ela já assumiu publicamente que seu papel no filme é “muito, muito pequeno”. Vale lembrar que o livro de Frank Herbert, em que a trama se baseia, foi dividido em dois filmes e a participação de Chani, o papel da atriz, tem destaque apenas na metade final. Fãs de ficção científica conhecem de cor a história de “Duna”. Trata-se de um clássico do gênero, originalmente escrito por Frank Herbert em 1965 e levado pela primeira vez às telas em 1984 com direção de David Lynch (o criador de “Twin Peaks”). O material ainda rendeu duas minisséries do canal Syfy e uma franquia literária, que continua a ser estendida, anos após a morte de Herbert, em 1986. Na trama, uma família aristocrática deixa seu planeta para assumir a supervisão da mineração da Especiaria, o elemento mais valorizado do universo, que só existe no mundo de Arrakis. Quem controla a Especiaria tem uma vantagem econômica significativa diante dos adversários, o que faz com que a família real enfrente complôs e sofra um atentado. Mas o filho, Paul Atreides, escapa e procura se vingar, usando a ecologia bizarra de Arrakis como sua principal arma. Em particular, os vermes gigantes que habitam as grandes dunas – e que são os verdadeiros responsáveis pela produção da Especiaria. O elenco reunido para materializar essa história é tão grandioso quanto a escala da produção, incluindo ainda Jason Momoa (o “Aquaman”), Josh Brolin (o Thanos de “Vingadores: Guerra Infinita”), Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), Sharon Duncan-Brewster (“Rogue One: Uma História Star Wars”), Charlotte Rampling (indicada ao Oscar por “45 Anos”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Stellan Skarsgard (“Thor”) e Javier Bardem (“007: Operação Skyfall”) – entre outros. A direção é de Denis Villeneuve (“Blade Runner 2049”), que também trabalhou no roteiro com Jon Spaihts (“Prometheus”) e Eric Roth (“Forest Gump”). O filme teve première internacional no Festival de Veneza e chega aos cinemas do Brasil no dia 14 de outubro, até aqui sem garantia de produção de sua segunda parte.
Críticos elogiam visual de “Duna”, mas reclamam da narrativa hermética
A première mundial de “Duna” aconteceu nesta sexta (3/9) no Festival de Veneza, fora de competição, diante de 8 minutos de aplausos efusivos. Integrante do júri do festival, a cineasta Chloe Zhao, vencedora do Oscar por “Nomadland”, resumiu a impressão geral causada pelo épico de ficção científica ao correr pelos corredores da histórica Sala Grande para cumprimentar o diretor Dennis Villeneuve com um grande abraço após a sessão, gritando “fantástico!”. O filme também recebeu suas primeiras críticas internacionais. Algumas resenhas já preveem que “Duna” será indicado à várias categorias técnicas do Oscar, como Fotografia, Som e Efeitos Visuais, mas não deve ir muito além disso, porque se o visual é impressionante, há problemas de roteiro. Mesmo dividindo o livro de Frank Herbert em dois filmes diferentes, Villeneuve teve dificuldades para adaptar a história, sem superar os problemas já detectados na tentativa anterior de adaptar a obra em 1984: a parte arrastada no deserto de Arakis e a quantidade de personagens e nomes citados na trama. “A menos que você esteja suficientemente informado sobre o clássico da ficção científica de Frank Herbert de 1965 para distinguir seus Sardaukars de suas Bene Gesserit, é provável que você não vá não muito longe em ‘Duna'”, observou a revista The Hollywood Reporter. “Apesar de ser parte jornada do herói e parte história de sobrevivência, o filme continua jogando detalhes misteriosos em você, o que pode emocionar os geeks de Herbert, mas fará com que quase todo o resto desista”. “Se você já está mergulhado na mitologia de Herbert, vai se emocionar com cada palavra sussurrada. Mas se entrar sem saber a diferença entre um escudo Holtzman e um buraco no chão, é uma caminhada mais longa”, concordou a revista Entertainment Weekly, numa crítica que deu ao filme uma nota “B”. Não é à toa que Villeneuve reclamou tanto do lançamento híbrido, que levará o longa ao cinema e à HBO Max simultaneamente nos EUA. Segundo as críticas, o forte de “Duna” são as imagens e não a narrativa. “‘Duna’ é um filme que ganha cinco estrelas por sua construção de mundo, mas duas estrelas e meia pela narrativa”, pontuou a revista Variety. Já o visual foi elogiado de forma unânime. O jornal britânico The Guardian estampou que a produção é “cinema blockbuster no seu melhor, estonteante e deslumbrante”. “Villeneuve atrai você para uma visão do futuro surpreendentemente vívida, às vezes plausivelmente enervante”, reforçou o Los Angeles Times. “Tecnicamente brilhante, visualmente maravilhoso, com um elenco de primeira categoria e conceitos profundos de ficção científica. Pena que se arraste tanto em sua segunda metade”, considerou o site IGN. Vale lembrar que, no passado, muitos desistiram de filmar “Duna” porque consideraram impossível condensar o livro de Herbert num único filme. Responsável pela primeira tentativa em 1975, Alejandro Jodorowsky concluiu que a adaptação teria que ter 15 horas. O estúdio, claro, queria um filme de no máximo 1h50. Nove anos depois, David Lynch tentou fazer o que podia com esta limitação de tempo, mas acabou estourando a duração exigida. Por isso, sua obra sofreu vários cortes durante a edição, a mando do produtor Dino De Laurentiis, o que dificultou o entendimento da trama complexa e causou seu fracasso nas bilheterias. Villeneuve acreditava ter encontrado a solução ao dividir a história em duas partes, de modo a apresentar a trama completa com cinco horas de duração. A crítica, pelo visto, achou que isso não ajudou tanto quanto ele imaginava. “Talvez o material base, com o seu interminável glossário de termos que descrevem lugares, pessoas, tradições religiosas e sistemas políticos, seja denso demais para ser traduzido em algo cinematograficamente ágil. O filme de Villeneuve parece apressado e arrastado ao mesmo tempo, com muitos diálogos expositivos e de preparação em torno de seus sets monolíticos”, descreveu a revista Vanity Fair. Apesar de interromper a história antes do fim, a continuação ainda não está confirmada. Por isso, o lançamento acontece sob uma condição preocupante, como lembrou a revista Empire: “Será uma pena se a parte 2 nunca acontecer.” Para quem não conhece, a história se passa no futuro e em outro planeta, um local árido chamado Arrakis, que produz uma matéria essencial às viagens interplanetárias: a Especiaria. Aqueles que controlam a Especiaria têm uma vantagem econômica significativa diante dos adversários, o que faz com que a família real que supervisiona o local enfrente complôs e sofra um atentado. Apenas o filho, Paul Atreides, escapa e procura se vingar, usando a ecologia bizarra daquele mundo como sua principal arma. Em particular, os vermes gigantes que habitam as grandes dunas – e que são os verdadeiros responsáveis pela produção da Especiaria. Timothée Chalamet (“Me Chame Pelo Seu Nome”) vive Paul Atreides e o elenco estelar inclui Josh Brolin (o Thanos de “Vingadores: Guerra Infinita”), Jason Momoa (o “Aquaman”), Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), Zendaya (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Charlotte Rampling (indicada ao Oscar por “45 Anos”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Stellan Skarsgard (“Thor”) e Javier Bardem (“007: Operação Skyfall”), entre outros. Após a première em Veneza, “Duna” terá sua primeira exibição na América do Norte no próximo fim de semana, durante o Festival de Toronto, no Canadá. O longa também vai passar pelo Festival de Nova York no começo de outubro, antes de estrear em circuito comercial. O lançamento nos cinemas do Brasil está marcado para 21 de outubro, um dia antes dos EUA. Veja abaixo o trailer mais recente da produção.
Zendaya revela que seu papel em “Duna” é “muito, muito pequeno”
A atriz Zendaya (“Homem-Aranha: Longe de Casa”) revelou que sua participação em “Duna” se resumiu a quatro dias de filmagens. A informação consta de uma entrevista para a revista Empire, em que ela comentou sua experiência na produção. “Denis [Villeneuve, diretor de Duna] é muito gentil e atencioso com os seus atores. Eu fiquei só quatro dias lá, e não queria ir embora! Ele entende o que quer de um ator, mas é também muito colaborativo, e permitiu que eu desse minha opinião sobre a personagem. Não quero dar chance ao azar dizendo isso, mas adoraria explorá-la [a personagem] mais”, disse a atriz. Zendaya reforçou que é praticamente uma figurante na produção, apesar de seu rosto estampar cartazes e ganhar destaque nos trailers da produção. “O meu papel é muito, muito pequeno neste filme. Eu e Denis conversamos sobre quem Chani é, qual é a força dela. O povo dela é um povo de lutadores. Tive pouco tempo com a personagem, então só arranhei a superfície, mas foi divertido descobrir como ela anda, como ela fala… Este é o planeta dela, então como ela o navega?”, relatou. Ela acrescentou que está ansiosa para ver o filme completo e “descobrir o que todo mundo estava fazendo quando eu não estava lá”. Chani, a personagem da atriz, é uma jovem guerreira Fremen que protege o protagonista Paul Atreides (Timothée Chalamet) dos perigos do planeta Arrakis, primeiro em seus sonhos e posteriormente em combates. A garota dos sonhos acaba sendo a mulher da vida do herói, quando os dois vivem um romance. Villeneuve, porém, filmou apenas metade do livro de Frank Herbert que conta a história completa. Sem dar destaque a este detalhe na divulgação, a Warner dividiu a história de “Duna” em dois filmes diferentes, e só a possível sequência dará maior espaço para a atuação de Zendaya. Em entrevista recente, Villeneuve confirmou que Chani seria a protagonista da segunda parte, que, segundo ele, só não acontecerá se o primeiro filme for um “desastre” nas bilheterias. Considerado um dos livros de ficção científica mais complexos de todos os tempos, a obra de 1965 já foi transformada num filme antes – em 1984 pelo cineasta David Lynch – e também originou duas minisséries do canal Syfy desde 2000. A história se passa no futuro e em outro planeta, um local árido chamado Arrakis, que produz uma matéria essencial às viagens interplanetárias: a Especiaria. Quem controla a Especiaria tem uma vantagem econômica significativa diante dos adversários, o que faz com que a família real que supervisiona o local enfrente complôs e sofra um atentado. Apenas o filho, Paul Atreides, escapa e procura se vingar, usando a ecologia bizarra daquele mundo como sua principal arma. Em particular, os vermes gigantes que habitam as grandes dunas – e que são os verdadeiros responsáveis pela produção da Especiaria. O elenco estelar da produção também inclui Josh Brolin (o Thanos de “Vingadores: Guerra Infinita”), Jason Momoa (o “Aquaman”), Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), Charlotte Rampling (indicada ao Oscar por “45 Anos”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Stellan Skarsgard (“Thor”) e Javier Bardem (“007: Operação Skyfall”), entre outros. O filme terá première internacional no Festival de Veneza, em 3 de setembro, e chega aos cinemas do Brasil no dia 14 de outubro. Villeneuve também está trabalhando numa série derivada de “Duna” para o serviço de streaming HBO Max, tamanha é a expectativa da Warner para a franquia.
Marilyn Eastman (1933-2021)
A atriz Marilyn Eastman, que lutou contra zumbis na frente e atrás das câmeras no clássico “A Noite dos Mortos-Vivos”, morreu no domingo (22/8) enquanto dormia em sua casa em Tampa, na Flórida, aos 87 anos. Ela foi vice-presidente e diretora de criação da Hardman Associates, uma produtora de filmes criada com seu parceiro de negócios e de vida Karl Hardman nos anos 1960. Os dois se juntaram ao diretor George A. Romero, ao roteirista John A. Russo e ao produtor Russel Streiner para formar a Image Ten Productions e reunir os US$ 6 mil necessários para iniciar a produção de “Night of the Flesh Eaters”, um terror barato em preto e branco, que virou um fenômeno de bilheteria, mudou a história de cinema e, apesar disso, não rendeu um centavo para seus investidores. Eastman deu duro para garantir que o filme fosse o melhor possível. Além de entrar com dinheiro, ela ajudou nos departamentos de maquiagem, adereços e som, e ainda interpretou uma das protagonistas: Helen Cooper, que encontra seu fim no porão de uma casa de fazenda na Pensilvânia, morta pela própria filha zumbi. Por curiosidade, seu marido no filme, considerado o grande vilão da história, foi interpretado por seu sócio Hardman. Para completar, depois de sua personagem morrer, ela ainda apareceu como um zumbi comedor de insetos. A produção modesta inventou os filmes de zumbis modernos ao estrear nos cinemas em 1968. Até então, zumbis eram monstros sobrenaturais de filmes de vudu, relacionados à sacerdotes mágicos do Haiti – como no clássico “Zumbi, A Legião dos Mortos” (1932). O terror dirigido e coescrito por George A. Romero tirou os elementos místicos, trocando-os por ficção científica. Uma contaminação e não um ritual transformava as pessoas em seu clássico. E a infecção se espalhava por contágio, originando uma epidemia. O diretor nem sequer usa a palavra zumbi em seu filme, para evitar a comparação com o vudu. Eram mortos-vivos. Outros detalhes incluídos no filme mencionavam que os mortos-vivos eram lentos e famintos por carne humana, uma mordida ou arranhão podia transformar qualquer pessoa numa desses monstros e eles só paravam com um tiro na cabeça. Multidões lotaram os cinemas para assistir ao lançamento nas sessões da meia-noite do final da década de 1960. Mas a Image Ten ficou sem os direitos da produção por um descuido. A produtora permitiu que os distribuidores mudassem o título de “Night of the Flesh Eaters” para “Night of the Living Dead”, literalmente “A Noite dos Mortos-Vivos”. Era um título melhor, mas não estava registrado. Sem dinheiro, a produtora faliu e Eastman só foi voltar aos cinemas nos anos 1990, fazendo uma pequena participação como atriz na comédia “Hóspede por Acaso” (1995) e um último papel mais substancial no terror “Santa Claws” (1996), dirigido por John A. Russo, o roteirista de “A Noite dos Mortos-Vivos”. Seu parceiro Hardman morreu em setembro de 2007 e a fundação Fundação George A. Romero também lembrou dele ao tuitar uma homenagem à estrela. “Boa viagem, Marilyn. Dê o nosso amor a Karl”, tuitou a organização após a confirmação da morte da atriz-produtora. It is with great sadness that we can confirm the passing of Marilyn Eastman on 8/22/21. Please join us in wishing her family peace at this painful time.Godspeed, Marilyn. Give our love to Karl. 💔 pic.twitter.com/qBidxsEIW3 — The George A. Romero Foundation (@theGARFofficial) August 23, 2021
Disney+ desenvolve série baseada em “20.000 Léguas Submarinas”
A Disney retomou o projeto de adaptar o clássico sci-fi “20.000 Léguas Submarinas”, mas desta vez como série de streaming. O estúdio filmou a famosa história de Júlio Verne pela primeira vez em 1954 e desde o começo deste século tem discutido projetos para retomar a franquia. Entre os diretores que tentaram emplacar a produção estão David Fincher (numa versão que seria estrelada por Brad Pitt), Bryan Singer (“X-Men: Apocalipse”) e James Mangold (“Logan”). Mas a Disney considerou os orçamentos sugeridos caros demais para um filme. A versão que chegará à Disney+ vai se chamar “Nautilus”, nome do submarino do protagonista, e os detalhes que vieram à tona são bem diferentes da trama escrita por Verne, contendo extrapolações influenciadas, inclusive, pelo escritor Alan Moore (em sua obra “A Liga Extraordinária”). Para quem não lembra, “20.000 Léguas Submarinas” acompanhava a caçada de um misterioso monstro marinho que vinha atacando embarcações do final do século 19. Na verdade, porém, tratava-se do primeiro submarino do mundo, o Nautilus, comandado pelo Capitão Nemo, muito antes da invenção se tornar realidade. A série pretende explorar a origem de Nemo como um príncipe indiano que teve seu trono usurpado. Após escapar das garras da Companhia das Índias Orientais, ele busca vingança contra as forças que lhe tiraram tudo, partindo a bordo de sua épica embarcação para enfrentar grandes inimigos e desvendar os segredos das profundezas do mar. “A história de Júlio Verne é um clássico amado em todo o mundo”, disse Johanna Devereaux, diretora de conteúdo original roteirizado para EMEA (Europa, Oriente Médio e África) na Disney+. “É um grande privilégio trazer o Nautilus e sua tripulação à vida novamente de uma forma tão ousada e empolgante, com uma equipe de talentos criativos e personagens diversificados na tela. A série será de tirar o fôlego, cheia de ação e muita diversão.” A adaptação está sendo desenvolvida pelo roteirista James Dormer, criador da fantasia britânica “Beowulf: Return to the Shieldlands”. As gravações estão programadas para começar no início de 2022.
Primeira parte de “Duna” será maior que o filme inteiro dos anos 1980
A nova adaptação de “Duna” deve contar apenas metade do livro original de Frank Herbert. Mesmo assim, terá mais longa que a primeira versão cinematográfica, realizada por David Lynch em 1984. O filme de Denis Villeneuve (“Blade Runner 2049”) terá 155 minutos de duração, ou 2h35 – 18 minutos a mais que a produção dos anos 1980. No passado, muitos desistiram de filmar “Duna” porque consideraram impossível condensar sua história num único filme. Responsável pela primeira tentativa em 1975, Alejandro Jodorowsky concluiu que a adaptação teria que ter 15 horas. O estúdio, claro, queria um filme de no máximo 1h50. Nove anos depois, David Lynch tentou fazer o que podia com esta limitação de tempo, mas acabou estourando a duração exigida. Por isso, sua obra sofreu vários cortes durante a edição, a mando do produtor Dino De Laurentiis, o que dificultou o entendimento da trama complexa e causou seu fracasso nas bilheterias. Villeneuve encontrou a solução ao dividir a história em duas partes e assim apresentar a trama completa com cinco horas de duração. Só que a Warner, embora tenha encomendado o roteiro da continuação em 2019, ainda não autorizou a produção da segunda parte de “Duna”. Este detalhe tem sido minimizado na divulgação do longa para não prejudicar sua bilheteria. Muita gente pensaria duas vezes antes de decidir enfrentar a variante delta da covid-19 para ver um filme sem final. O cineasta, porém, acredita que só um desastre financeiro muito grande impedirá a produção do segundo filme. Villeneuve deixou claro o apoio do estúdio à sua opção de contar a história em duas partes durante uma entrevista à revista Total Film. “O que ouvimos nas últimas décadas é que não é possível adaptar o livro. Acho que, no fundo, o estúdio ainda acha isso! Mas o que eu precisava era provar a eles que era possível fazer um filme lindo e popular de ‘Duna’, e acho que consegui fazer isso – todo mundo na Warner e na Legendary apoia o filme totalmente. Seria preciso um resultado muito ruim nas bilheterias para que ‘Duna: Parte 2’ fosse cancelado. Eles amam o filme, estão orgulhosos do filme, e querem que o próximo vá adiante”, contou. A história se passa no futuro e em outro planeta, um local árido chamado Arrakis, que produz uma matéria essencial às viagens interplanetárias: a Especiaria. Quem controla a Especiaria tem uma vantagem econômica significativa diante dos adversários, o que faz com que a família real que supervisiona o local enfrente complôs e sofra um atentado. Apenas o filho, Paul Atreides, escapa e procura se vingar, usando a ecologia bizarra daquele mundo como sua principal arma. Em particular, os vermes gigantes que habitam as grandes dunas – e que são os verdadeiros responsáveis pela produção da Especiaria. Timothée Chalamet (“Me Chame Pelo Seu Nome”) vive Paul Atreides e o elenco estelar inclui Josh Brolin (o Thanos de “Vingadores: Guerra Infinita”), Jason Momoa (o “Aquaman”), Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), Zendaya (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Charlotte Rampling (indicada ao Oscar por “45 Anos”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Stellan Skarsgard (“Thor”) e Javier Bardem (“007: Operação Skyfall”), entre outros. O filme terá première internacional no Festival de Veneza, em 3 de setembro, e chega aos cinemas do Brasil no dia 14 de outubro. Villeneuve também está trabalhando numa série derivada de “Duna” para o serviço de streaming HBO Max, tamanha é a expectativa da Warner para a franquia.
Trailer grandioso explica premissa da série baseada no clássico sci-fi “Fundação”
A Apple TV+ divulgou novos pôster e trailer da série baseada em “Fundação” (Foundation), considerada uma das principais obras da ficção científica mundial, escrita nos anos 1950 por Isaac Asimov (1920-1992). A prévia grandiosa se mostra tão ambiciosa quanto o livro, com a materialização de diferentes planetas, batalhas épicas e muitos efeitos visuais. Os livros “Fundação” (1951), “Fundação e Império” (1952) e “Segunda Fundação” (1953) foram inspirados pela queda do Império Romano e têm como pano de fundo um futuro em que a Via Láctea está sob o controle do Império Galáctico. Entretanto, o matemático Hari Seldon desenvolve uma fórmula que prevê que os dias do Império estão contatos. Ele descobre que a atual forma de governo vai entrar em colapso e mergulhar a humanidade numa era de trevas, na qual todo o conhecimento será perdido e o homem voltará à barbárie. A descoberta o transforma em inimigo do Império e também origina um grupo conhecido como A Fundação, criado para preservar o conhecimento humano do inevitável apocalipse. A adaptação foi desenvolvida por David S. Goyer (roteirista de “Batman: O Cavaleiro das Trevas”) e Josh Friedman (criador de “Emerald City”) em parceria com a produtora Skydance e destaca os atores Jared Harris (“Chernobyl”) e Lee Pace (“Capitã Marvel”) como protagonistas. Harris interpreta o cientista Hari Seldon e Pace é Brother Day, o atual Imperador da galáxia. O elenco também inclui Terrence Mann (“Sense8”), Alfred Enoch (“How to Get Away with Murder”), Lou Llobell (“Voyagers”), Leah Harvey (minissérie “Les Misérables”), Laura Birn (“Caçada Mortal”), Mido Hamada (“Counterpart”), Geoffrey Cantor (“Demolidor”) e Daniel MacPherson (“Strike Back”). A trilogia literária teve impacto tão grande que os fãs dos livros fizeram campanha para Asimov continuar a história, o que ele fez nos anos 1980 com “Limites da Fundação” (1982) e “Fundação e Terra” (1986), além de ter acrescentado dois prólogos à trama, “Prelúdio para Fundação” (1988) e o póstumo “Origens da Fundação” (1993). Ele também interligou vários outros trabalhos à saga, criando um universo estendido que chegou a cobrir mil anos de História ficcional. Não por acaso, este vasto material já tinha sido considerado ideal para uma série anteriormente. A HBO tentou fazer uma adaptação em 2015, com o co-criador de “Westworld” Jonathan Nolan. Mas o orçamento se provou impeditivo para a TV. Aparentemente, o preço coube no bolso da Apple. Além de “A Fundação”, Issac Asimov também é conhecido por ter formulado as chamadas “leis da robótica” em outro de seus livros famosos, que já teve, inclusive, adaptação (bastante livre) de Hollywood: “Eu, Robô”, estrelado por Will Smith em 2004. A série “Foundation” (o nome da série em inglês) estreia em 24 de setembro.
Remake de “Cenas de um Casamento” ganha trailer com Oscar Issac e Jessica Chastain
A HBO Max divulgou o pôster e o segundo trailer legendado de “Scenes from a Marriage”, minissérie que traz Oscar Issac (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”) e Jessica Chastain (“It – Capítulo 2”) como um casal em crise. A produção é um remake americano de “Cenas de um Casamento”, obra-prima do cineasta sueco Ingmar Bergman. A minissérie original de 1973 acompanhava a desintegração do casamento de Marianne, uma advogada de família especializada em divórcio, e Johan, durante um período de 10 anos. E foi inspirada nas experiências do próprio Bergman, incluindo seu relacionamento com a atriz Liv Ullmann, que estrelou a produção original – filmada com um orçamento pequeno em Estocolmo e Fårö em 1972. Depois de ser exibida na TV sueca em seis partes, a minissérie foi condensada em uma versão para o cinema (de 2h49 minutos!) em 1974, ocasião em que venceu o Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Estrangeira. A obra influenciou cineastas como Woody Allen e Richard Linklater, e ainda foi apontada como responsável pelo aumento na taxa de divórcios na Suécia nos anos 1970. “Cenas de um Casamento” ainda foi adaptado para o teatro e recebeu uma continuação, “Saraband”, em 2003, que se tornou o último longa da carreira de Bergman, falecido em 2007. A nova versão está a cargo do israelense Hagai Levi, criador das séries “The Affair” e “Em Terapia”, que escreve e dirige os cinco episódios. Outros nomes do elenco são Nicole Beharie (“Sleepy Hollow”), Tovah Feldshuh (“The Walking Dead”), Maury Ginsberg (“Manifest”), Sunita Mani (“GLOW”) e a menina Lily Jane (“Sand Dollar Cove”). A atração terá première em 1 de setembro no Festival de Veneza e chega logo em seguida, em 12 de setembro, no canal HBO e na plataforma HBO Max.
Só desastre financeiro impedirá “Duna” de ter continuação
O diretor Denis Villeneuve voltou a deixar claro que o aguardado filme “Duna” conta apenas metade da história do livro de Frank Herbert. A produção sempre foi concebida para ter duas partes, tanto que a Warner aprovou o desenvolvimento do roteiro da “Parte 2” em 2019. Mas este detalhe tem sido minimizado na divulgação do longa para não prejudicar sua bilheteria. Muita gente pensaria duas vezes antes de decidir enfrentar a variante delta da covid-19 para ver um filme sem final. Villeneuve, porém, acredita que só um desastre financeiro muito grande impedirá a produção do segundo filme. Ele deixou claro o apoio do estúdio à sua opção de contar a história em duas partes durante uma entrevista à revista Total Film. “O que ouvimos nas últimas décadas é que não é possível adaptar o livro. Acho que, no fundo, o estúdio ainda acha isso! Mas o que eu precisava era provar a eles que era possível fazer um filme lindo e popular de ‘Duna’, e acho que consegui fazer isso – todo mundo na Warner e na Legendary apoia o filme totalmente. Seria preciso um resultado muito ruim nas bilheterias para que ‘Duna: Parte 2’ fosse cancelado. Eles amam o filme, estão orgulhosos do filme, e querem que o próximo vá adiante”, contou. A decisão de dividir a trama em dois filmes tem realmente apoio dos estúdios. Em julho de 2019, o CEO da Legendary, Joshua Grode, já tinha confirmado tudo. “Esse é o plano. Há uma plano de fundo que foi acenado em alguns dos livros [que nós expandimos]. E também, quando você lê o livro, há um ponto em que faz sentido interromper o filme, antes do final do livro”, ele explicou na ocasião. Ou seja, o segundo filme não contará a história de outro livro – como aconteceu com as minisséries do canal pago Syfy – , mas sim o final do primeiro. Considerado um dos livros de ficção científica mais complexos de todos os tempos, a obra de 1965 já foi transformada num filme antes – em 1984 pelo cineasta David Lynch – e também originou duas minisséries do canal Syfy desde 2000. A história se passa no futuro e em outro planeta, um local árido chamado Arrakis, que produz uma matéria essencial às viagens interplanetárias: a Especiaria. Quem controla a Especiaria tem uma vantagem econômica significativa diante dos adversários, o que faz com que a família real que supervisiona o local enfrente complôs e sofra um atentado. Apenas o filho, Paul Atreides, escapa e procura se vingar, usando a ecologia bizarra daquele mundo como sua principal arma. Em particular, os vermes gigantes que habitam as grandes dunas – e que são os verdadeiros responsáveis pela produção da Especiaria. Timothée Chalamet (“Me Chame Pelo Seu Nome”) vive Paul Atreides e o elenco estelar inclui Josh Brolin (o Thanos de “Vingadores: Guerra Infinita”), Jason Momoa (o “Aquaman”), Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), Zendaya (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Charlotte Rampling (indicada ao Oscar por “45 Anos”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Stellan Skarsgard (“Thor”) e Javier Bardem (“007: Operação Skyfall”), entre outros. O filme terá première internacional no Festival de Veneza, em 3 de setembro, e chega aos cinemas do Brasil no dia 14 de outubro. Villeneuve também está trabalhando numa série derivada de “Duna” para o serviço de streaming HBO Max, tamanha é a expectativa da Warner para a franquia.
Tudo é grandioso e épico no novo trailer de “Duna”
A Warner divulgou um novo trailer legendado do remake de “Duna”, que abre sua narrativa com a “garota dos sonhos” do personagem principal. A prévia começa com Paul Atreides, o papel de Timothée Chalamet (“Me Chame Pelo Seu Nome”), sonhando com a jovem misteriosa interpretada por Zendaya (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), que introduz visões de seu futuro como um herói predestinado. Mas o principal vem após o logotipo da produção. A prévia destaca o visual espetacular e épico da produção, com cenas de batalhas grandiosas, que a primeira adaptação da obra não chegou nem perto de materializar, além dos vermes gigantes das dunas do título, uma direção de fotografia de tirar o fôlego e incontáveis efeitos visuais. Fãs de ficção científica conhecem de cor a história de “Duna”. Trata-se de um clássico do gênero, originalmente escrito por Frank Herbert em 1965 e levado pela primeira vez às telas em 1984 com direção de David Lynch (o criador de “Twin Peaks”). O material ainda rendeu duas minisséries do canal Syfy e uma franquia literária, que continua a ser estendida, anos após a morte de Herbert, em 1986. Na trama, uma família aristocrática deixa seu planeta para assumir a supervisão da mineração da Especiaria, o elemento mais valorizado do universo, que só existe no mundo de Arrakis. Quem controla a Especiaria tem uma vantagem econômica significativa diante dos adversários, o que faz com que a família real enfrente complôs e sofra um atentado. Mas o filho, Paul Atreides, escapa e procura se vingar, usando a ecologia bizarra de Arrakis como sua principal arma. Em particular, os vermes gigantes que habitam as grandes dunas – e que são os verdadeiros responsáveis pela produção da Especiaria. O elenco reunido para materializar essa história é tão grandioso quanto a escala da produção, incluindo ainda Jason Momoa (o “Aquaman”), Josh Brolin (o Thanos de “Vingadores: Guerra Infinita”), Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), Sharon Duncan-Brewster (“Rogue One: Uma História Star Wars”), Charlotte Rampling (indicada ao Oscar por “45 Anos”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Stellan Skarsgard (“Thor”) e Javier Bardem (“007: Operação Skyfall”) – entre outros. A direção é de Denis Villeneuve (“Blade Runner 2049”), que também trabalhou no roteiro com Jon Spaihts (“Prometheus”) e Eric Roth (“Forest Gump”). Já o favorito ao Oscar 2021 de Melhor Direção de Fotografia se chama Greig Fraser, em sua primeira parceria com Villeneuve e após estrear na sci-fi com “Rogue One: Uma História Star Wars” (2016). Anos antes da estreia, “Duna” já tinha uma continuação confirmada. Isto sugere que a adaptação será dividida em duas partes. Villeneuve também está trabalhando numa série derivada para o serviço de streaming HBO Max, tamanha é a expectativa da Warner para a franquia. O filme terá première internacional no Festival de Veneza, em 3 de setembro, e chega aos cinemas do Brasil no dia 14 de outubro.











