PIPOCAMODERNA
Pipoca Moderna
  • Filme
  • Série
  • Reality
  • TV
  • Música
  • Etc
  • Filme
  • Série
  • Reality
  • TV
  • Música
  • Etc

Nenhum widget encontrado na barra lateral Alt!

  • Filme

    Mostra de Cinema de São Paulo terá vencedores de Cannes, Toronto e quase 400 filmes

    7 de outubro de 2017 /

    A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo divulgou neste sábado (7/10) a lista de filmes de sua 41ª edição. Entre os destaques estão o filme vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes, “The Square”, de Ruben Östlund, o vencedor do troféu de Melhor Direção do Festival de Berlim, “O Outro Lado da Esperança”, de Aki Kaurismaki, o novo drama de Michael Haneke, “Happy End”, e muito, muito mais. Ao contrário do Festival do Rio, que diminuiu sua seleção como reflexo da crise econômica, a Mostra ampliou a quantidade de títulos exibidos em 2017, programando quase 400 filmes. Também diferente da opção carioca, o evento paulista não buscou enfatizar o cinema autoral mais óbvio – e comercial – , deixando Hollywood de lado para se focar num cinema, como diz sua denominação, internacional. Por isso, traz nada menos que 13 títulos que disputam vagas no Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira: o argentino “Zama”, o sul-coreano “O Motorista de Táxi”, “Scary Mother” da Geórgia, o iraniano “Respiro”, o irlandês “Granito”, o islandês “A Sombra da Árvore”, o neozelandês “Mil Cordas”, o tcheco “Mães no Gelo”, o russo “Loveless”, o suíço “Mulheres Divinas”, o venezuelano “El Inca”, além do sueco “The Square” e o austríaco “Happy End”, já citados. Isto não significa que o cinema americano foi ignorado. O grande vencedor do Festival de Toronto e fortíssimo candidato ao Oscar 2018, “Três Anúncios Para um Crime”, de Martin McDonagh, será exibido na programação. Mas há mais ousadia. Basta verificar a grande quantidade de filmes sem distribuição assegurada no país em sua seleção com que a lista do Festival do Rio, cuja divulgação foi acompanhada por diversos releases de distribuidoras informando que a maioria estará em breve nos cinemas. Para o cinéfilo, isto é a chave do paraíso. Em comum com o Festival do Rio, e reflexo de uma tendência mundial, há uma forte presença de cineastas femininas na seleção. Do total dos 394 títulos, 98 são dirigidos por mulheres, sendo 18 de brasileiras. Um dos filmes que tende a gerar as maiores filas, por seu perfil absolutamente cult, é sobre e de uma mulher: “Nico, 1988”, de Susanna Nicchiarelli, cinebiografia da modelo, atriz e cantora da banda Velvet Underground, que venceu a seção Horizontes do Festival de Veneza. Este ano, a Mostra será aberta com a projeção de “Human Flow” (2017), documentário do artista plástico chinês Ai Weiwei sobre a crise mundial dos refugiados. Weiwei também assina o cartaz da Mostra e estará presente ao evento, assim como os outros homenageados: a cineasta belga Agnès Varda (“As Duas Faces da Felicidade”), que vai receber o Prêmio Humanidade e ganhará uma retrospectiva de onze longas, o diretor italiano Paul Vecchiali (“O Estrangeiro”), que também ganha retrospectiva e vem ao festival para receber o Prêmio Leon Cakoff, e o ator Paulo José (“Quincas Berro d’Água”), que será homenageado com documentários sobre sua trajetória e também receberá o troféu que leva o nome do criador da Mostra. Haverá também uma retrospectiva do cinema suíço, pouquíssimo conhecido no Brasil, com destaque para a obra do diretor Alain Tanner (“Jonas Que Terá Vinte e Cinco Anos no Ano 2000”), e exibições especiais, como uma projeção da obra-prima do cinema mudo “O Homem Mosca” (1923), grande sucesso de Harold Lloyd, ao ar livre no parque do Ibirapuera, e de clássicos do cinema brasileiro no vão livre do MASP, na Avenida Paulista. A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo acontece entre os dias 19 de outubro e 1 de novembro, e a venda dos ingressos já começa no próximo dia 14. A lista completa dos filmes será disponibilizada em breve no site oficial da Mostra.

    Leia mais
  • Filme

    A Forma da Água abre o desfile de prestígio do Festival do Rio

    5 de outubro de 2017 /

    O Festival do Rio 2017 começa nesta quinta-feira (5/10) com a exibição de “A Forma da Água”, de Guillermo Del Toro, que há menos de um mês venceu o Leão de Ouro no Festival de Veneza. Segundo a diretora artista do evento carioca, Ilda Santiago, o filme de abertura é sempre uma escolha delicada porque, de alguma forma, “serve sempre de termômetro para o que o público vai ver” ao longo da programação do festival. E o que se pode ver são muitos filmes premiados e de prestígio, mas também muitos títulos que entrarão na programação comercial dos cinemas em pouco tempo, como o próprio “A Forma da Água”, que estreia em três meses no Brasil. A mostra Panorama do Cinema Mundial, principal do evento, conta com obras de diretores renomados, mas segue a mesma linha. Entre os destaques, estão “Pequena Grande Vida”, de Alexander Payne, e “Me Chame Pelo Seu Nome”, de Luca Guadagnino, que estreiam em janeiro, e até “Detroit em Rebelião”, de Kathryn Bigelow, cujo lançamento comercial está agendado para a semana que vem. Até a seção Expectativas, voltada a revelações, inclui longas com estreias próximas, como “Terra Selvagem”, de Taylor Sheridan, e “Patti Cake$”, de Geremy Jasper, ambos com lançamentos em novembro. É preciso garimpar bastante para encontrar títulos que dificilmente chegarão ao país. Mas é possível, uma vez que o evento exibirá 250 filmes de mais de 60 países, espalhados por 15 mostras diferentes. Há, por exemplo, “Eu Não Sou uma Feiticeira”, de Rungano Nyoni, “Anjos Vestem Branco”, de Vivian Qu, “Lobisomem”, de Ashley McKenzie, e muitos outros que deram o que falar nos festivais internacionais. Difícil resistir a nomes de cineastas famosos, como Roman Polanski, Stephen Frears, Michel Hazanavicius, John Cameron Mitchell, Hong Sang-soo, Fatih Akin, André Téchiné, Joachim Trier, Agnieszka Holland, Bruno Dumont e Sergei Loznitsa, mas seus filmes têm mercado garantido no país, graças à proliferação de distribuidoras independentes voltadas ao nicho do “cinema de arte”, ainda que seu alcance seja restrito ao Rio e São Paulo. Mas quem aguenta esperar meses para ver “Em Pedaços”, de Fatih Akin, sobre terrorismo, premiado no Festival de Cannes, ou “120 Batimentos por Minuto”, de Robin Campillo, candidato francês à vaga no Oscar 2018 de Melhor Filme de Lingua Estrangeira, quando ambos já estarão disponíveis na mostra carioca? Entretanto, pode ser mais instigante embarcar numa retrospectiva do cinema “pink” (erótico) japonês, na seção Midnight Movies, ou conhecer a tecnologia ainda experimental da Mostra VR, que explora filmes em realidade virtual. Afinal, entre as ofertas cinematográficas, estas são realmente oportunidades únicas. Mais significativa ainda é a mostra Première Brasil, que há alguns anos se revela um festival à parte, chegando a ofuscar as atrações internacionais. Além de contar com a presença de diretor e elenco de todos os filmes, o que gera mais volume de mídia, grande parte dos títulos nacionais enfrentarão tanta dificuldade para chegar aos cinemas brasileiros quanto obras russas ou iranianas, por incrível que pareça – que o diga “A Hora e a Vez de Augusto Matraga”, vencedor de 2011, que só foi exibido comercialmente em 2015. A quantidade de filmes nacionais selecionados é recorde em eventos de cinema no país: 75. Mas só os 22 longas da Première Brasil já demonstram como o Festival do Rio virou a principal plataforma de lançamentos do mercado. Nenhum outro festival de cinema nacional chega perto de sua capacidade. Um documentário foi escolhido para abrir a seção: “Em Nome da América”, de Fernando Weller, que investiga a chegada de jovens americanos ao Nordeste do Brasil nos anos 1960 e 1970 como voluntários da agência governamental Corpos da Paz, com vistas a evitar o surgimento de uma nova Cuba. A lista ainda inclui o terror “As Boas Maneiras”, de Juliana Rojas e Marco Dutra, já premiado no Festival de Locarno, na Suiça, entre novas obras de outros cineasta interessantes. Importante acrescentar que, ao contrário de festivais como Cannes, Berlim e Veneza, criticados pelo pouco espaço dado às cineastas femininas, a maioria dos filmes de ficção selecionados na Première Brasil é dirigido ou codirigido por mulheres. Apesar de oferecer tantas possibilidades, o festival está mais compacto, com apenas 11 dias de duração. Neste ano, acontecerá entre 5 e 15 de outubro. Com menos tempo, os cinéfilos sofrerão com ainda mais dilemas na hora de selecionar o que ver – e o que deixarão de ver.

    Leia mais
  • Filme

    Blade Runner 2049 é a estreia obrigatória da semana nos cinemas brasileiros

    5 de outubro de 2017 /

    Um dos filmes mais esperados do ano estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta (5/10). Mas a distribuição não faz justiça à produção, que está sendo chamada de “obra-prima” pela crítica norte-americana. Tudo porque os cinemas estão priorizando um lançamento de DVD. “Blade Runner 2049” chega em 744 cinemas, a maioria com projeção em 3D, enquanto o filme com atores do “Pica-Pau” estreia em 753 salas. Com 95% de aprovação no site Rotten Tomatoes, “Blade Runner 2049” está sendo considerado melhor que o original de 1982. A direção de Denis Villeneuve (“A Chegada”), os efeitos visuais, a cenografia e a atuação de Harrison Ford são os pontos mais elogiados. A ficção científica gira em torno da investigação de um novo caçador de androides (blade runner), o oficial K (Ryan Gosling, de “La La Land”), que descobre um segredo há muito tempo enterrado com o potencial de mergulhar o que resta da sociedade no caos. A descoberta o leva a uma busca por Rick Deckard (Harrison Ford), o ex-blade runner que está desaparecido há 30 anos. Por sua vez, “Pica-Pau – O Filme” tem como destaque a participação de uma atriz brasileira, Thaila Ayala (da novela “Ti-Ti-Ti”). Mesclando o passarinho animado com atores reais, o longa se concentra numa briga de território entre o Pica-Pau e o vigarista Lance Walters (Timothy Omundson, da série “Galavant”) e sua namorada Vanessa (Ayala). Para conseguir construir a casa dos sonhos, os dois planejam derrubar a floresta do Pica-Pau, que promete não deixar barato. Ou seja, é a velha história dos desenhos do personagem – e também do Pato Donald contra Tico e Teco, do Lorax, etc. A equipe responsável é especializada em continuações de baixo orçamento para o mercado de home video (lançamentos direto em DVD). O diretor Alex Zamm e o roteirista William Robertson trabalharam juntos em três vídeos do gênero: “Inspetor Bugiganga 2” (2003), “Um Herói de Brinquedo 2” (2014) e “Os Batutinhas: Uma Nova Aventura” (2014). “Pica-Pau” também deve ser lançado em DVD – ou streaming – no mercado norte-americano, onde ainda não tem previsão de estreia. Mas chega com distribuição de blockbuster no Brasil. A programação dos shoppings ainda destaca mais três lançamentos amplos. Um deles é outro “O Filme” para crianças. O título de “My Little Pony – O Filme” soa estranho aos ouvidos, porém ajuda a diferenciar de “Meu Pequeno Pônei – O Filme” (1986). A franquia já tinha rendido um longa animado há 30 anos, mas o novo lançamento é bem diferente da versão retrô do “Xou da Xuxa”. O design segue de perto o reboot de 2015, a série “My Little Pony: A Amizade é Mágica”. Até a roteirista é a mesma. O que faz deste “O Filme” uma espécie de episódio especial do desenho, projetado no cinema. A trama mostra como o mundo cor-de-rosa da princesa de Equestria vira do avesso com a chegada da vilã Tempest (“Tem peste”, na dublagem nacional). E para vencer as forças invasoras, as seis pôneis protagonistas precisarão virar as… Pequenas Sereias Pôneis! Há até um versão “Pony” da cantora Sia, de franjinha, que canta a música-tema da produção. Mas o detalhe que mais preocupa é que o filme foi escondido da crítica. Besteirol brasileiro da semana, “Chocante” conta a história de ex-integrantes de uma boy band que, quarentões e decadentes, revolvem voltar a fazer shows. A boy band da meia-idade é formada por Bruno Mazzeo (“E Aí… Comeu?”), Lucio Mauro Filho (“Vai que Dá Certo”), Marcus Majella (“Um Tio Quase Perfeito”) e Bruno Garcia (“De Pernas pro Ar 3”), e o elenco também destaca Tony Ramos (série “Vade Retro”). A direção é de Johnny Araújo (“O Magnata”). Já “Churchill” integra uma overdose de produções sobre o mais famoso Primeiro Ministro britânico. Além da série “The Crown”, que rendeu um Emmy ao ator John Lithgow pelo papel, vem aí “O Destino de uma Nação”, com o qual Gary Oldman almeja uma indicação ao Oscar. A estreia atual é uma produção britânica intimista e anticlimática, que traz Brian Cox (“A Autópsia”) como protagonista e foi considerada medíocre pela crítica norte-americana (46% de aprovação). O circuito limitado completa a programação com dois filmes franceses e um drama sul-coreano. O mais divertido é a comédia “Rock’n roll – Por Trás da Fama”, escrito, dirigido e estrelado por Guillaume Canet (“Na Próxima, Acerto o Coração”) no papel de si mesmo. O filme expõe com bom humor a crise de meia-idade do astro e desglamouriza seu cotidiano com sua esposa famosa, Marion Cotillard (“Um Instante de Amor”), também vivendo a si mesma. O mais previsível é “O Melhor Professor da Minha Vida”, que requenta a velha história do professor bem-intencionado que vai dar aula na periferia e muda a vida de alunos carentes. E o mais “artístico” é “Na Praia à Noite Sozinha”, que rendeu o prêmio de Melhor Atriz para Kim Min-hee (“A Criada”) no Festival de Berlim. Trata-se de mais um filme típico de Hong Sang-soo, um diretor hermético que caiu nas graças dos distribuidores brasileiros, tendo suas obras sistematicamente lançadas no país. Todas são sobre situações banais, filmadas com câmera estática e geralmente incluem consumo de álcool, que serve de ponto de partida para “revelações”, enquanto o diretor experimenta com a narrativa cinematográfica. Esta banalidade disfarçada em estilo tem sido consagrada em inúmeros festivais e convertido cinéfilos ao redor do mundo. Ao mesmo tempo, entedia os não iniciados. Clique nos títulos destacados de cada filme para ver os trailers de todas as estreias da semana.

    Leia mais
  • Filme

    Projeto de Lei quer proibir profanação de símbolos sagrados em filmes, games e eventos artísticos

    4 de outubro de 2017 /

    Um projeto de lei apresentado pelo deputado Marco Feliciano (PSC-SP) no fim de setembro quer proibir a “profanação de símbolos sagrados” em manifestações artísticas — incluindo filmes, games e eventos artístico — , além de reforçar a obrigação de apresentações ao vivo a contarem com classificação indicativa adequada para crianças e adolescentes. Segundo o texto do PL 8615/2017, “esta Lei modifica o artigo 74 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, para obrigar as exibições ou apresentações ao vivo, abertas ao público, tais como as circenses, teatrais e shows musicais, a indicarem classificação indicativa adequada às crianças e aos adolescentes e proibir que a programação de TV, cinema, DVD, jogos eletrônicos e de interpretação –RPG, exibições ou apresentações ao vivo abertas ao público profanem símbolos sagrados”. Segundo Feliciano, que é pastor da Catedral do Avivamento, ligada à Assembleia de Deus, o projeto incluiria símbolos sagrados de todas as religiões. “O que for sagrado para uma pessoa, será contemplado. Já existe uma lei que proíbe a profanação de imagens sagradas. Por isso, não seria censura. O problema é que a lei não é observada. Não dá para dizer que é arte quando alguém pega um crucifixo e coloca no ânus. Em uma exposição, outro dia, um indivíduo pegou a imagem de Nossa Senhora, que é adorada por 80% da população brasileira, a colocou sobre seu órgão genital e depois a triturou. Isso é um absurdo. Por muito menos um pastor teve que sair do país porque chutou uma imagem de Nossa Senhora”, ele disse, em entrevista ao jornal O Globo. Vale lembrar que algo parecido com a descrição do uso de crucifixo em lugar impróprio acontece com destaque numa obra-prima do cinema, “O Exorcista” (1973), que talvez não pudesse ser exibido no Brasil sem cortes se esta lei estivesse em vigor no Brasil, lembrando a atividade dos censores durante a ditadura militar. Questionado se um jogo histórico que retratasse Maomé, por exemplo, seria proibido, o deputado lembrou o ataque ao jornal satírico francês “Charlie Hebdo”, em janeiro de 2015, quando doze pessoas foram mortas. “Meu projeto visa que se coloque limite em tudo. No caso do ‘Charlie Hebdo’, fizeram uma brincadeira como uma imagem sagrada, de Maomé, e resultou na morte de muitas pessoas. Existem super-heróis, jogos de ação… Por que tocar naquilo que é sagrado para as pessoas? Claro, o projeto é muito abrangente. Quando você cria um projeto, você lança a ideia para abrir um debate. Os jogos de RPG, por exemplo, eu incluí mais pela questão da faixa etária”. A iniciativa acontece no momento em que a performance “La Bête”, parte do 35ª Panorama da Arte Brasileira no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), destaca a nudez do artista Wagner Schwartz. “Eu não quero censurar a arte, quero censurar o abuso infantil”, disse o deputado, diante da polêmica despertada por crianças que brincaram com o homem nu. Na entrevista para O Globo, ele chega a comparar a nudez do herói bíblico Davi, na famosa escultura de Michelangelo, com a performante de Schwartz. “Michelangelo pegou uma pedra bruta séculos atrás e transformou em uma imagem perfeita. É diferente de um cidadão aparecer nu, apoiado pela Lei Rouanet, em um museu. Isso é um ato criminoso. O corpo é feito de matéria, então o cidadão poderia ter uma ereção, certo? Não se pode comparar arte com lixo. Arte é uma coisa bonita, que precisa de fato de habilidades diferentes. Que habilidade existe em alguém que deita nu? Isso não é arte, é depravação. Mas tem umas pessoas que acham que são mais inteligentes que eu, botam um cidadão vomitando em uma tela e chamam de arte. Isso é coisa de débil mental”.

    Leia mais
  • Filme

    Columbus aproxima paixão por arquitetura e cinema

    28 de setembro de 2017 /

    Uma das vantagens de ver “Columbus” no cinema é que permite visualizar as belas construções arquitetônicas da cidade-título em dimensões próximas das reais. O que o diretor Kogonada faz em seu longa de estreia é aproveitar a cidade que ama, Columbus, no estado de Indiana, para usá-la como elemento primordial da direção de arte. Claro que não se trata apenas de pegar as construções e mostrá-las ao fundo enquanto os protagonistas desfilam e falam de seus problemas, mas há todo um cuidado com os ângulos, o modo como é mostrado cada edifício, seja ele um banco ou uma igreja, uma escola ou um hospital. Isso parece frio, mas é justamente o contrário: afinal, arquitetura também não é arte? Logo, um filme que se passa em uma cidade que é famosa por sua arquitetura modernista e que enfatiza isso intensamente, não deixa de passar muitos sentimentos, embora evite fincar os pés no melodrama ou numa história de amor tradicional. A trama transmite a paixão e o entusiasmo da personagem Casey pela história da arquitetura de sua cidade. Interpretada por Haley Lu Richardson em performance memorável, depois de ter papéis de coadjuvantes em filmes como “Quase 18” (2016) e “Fragmentado” (2017), Casey é uma garota que mora com a mãe viciada em drogas, e que conhece Jin (John Cho, de “Star Trek”), um sul-coreano que está passando uns tempos na cidade, por causa do estado de saúde de seu pai – no início do filme ele sofre um derrame. Filmes que unem estranhos são sempre interessantes, mesmo aqueles que procuram sair evitar a história de amor mais óbvia entre os protagonistas, como em “Apenas uma Vez” (2007) e “Mesmo se Nada Der Certo” (2013), ambos de John Carney. E, em alguns momentos o filme de Kogonada, ainda lembra um pouco “Antes do Amanhecer” (1995), de Richard Linklater. Mas “Columbus” não tem a intenção de explorar o romantismo. Seria, no máximo, uma espécie de versão negativa do clássico de Linklater. Se por um lado Casey é muito sensível e muito apegada à mãe – motivo de ela não sair da cidade para estudar ou fazer aquilo que mais lhe interessa, algo relacionado a arquitetura -, o que Jin sente pelo pai prestes a morrer é quase nada. Só não é nada pois podemos ver que se trata também de um sentimento de ressentimento por ter sido ignorado pelo pai durante tantos anos. Mas, devido à tradição coreana, ele é obrigado a passar por uma espécie de luto forçado. “Columbus” procura ir fundo nos diálogos e nos sentimentos de seus personagens, tornando-os sempre interessantes (ela angustiada e agitada, ele calmo e com ar de desiludido), mas o grande barato do filme é que as imagens conseguem se sobrepor a tudo. Como se, além de bombardeados pela aflição e pela angústia daqueles jovens, ainda tenhamos que nos sentir pequenos diante daquelas construções imponentes. E sem saber direito o que sentir diante de tudo isso, numa espécie de borrão de emoções. Nota-se um cineasta promissor em Kogonada, que antes de estrear com “Columbus” era conhecido por produzir vídeos elogiadíssimos, em que editava trechos de filmes clássicos para refletir sobre cinema. Foi com estes trabalhos que adotou seu pseudônimo, que é um trocadilho com o nome do roteirista japonês Kōgo Noda (grande parceiro de Yasujirō Ozu), além de ter chamado a atenção do diretor Chris Weitz (“A Saga Crepúsculo: Lua Nova”), que o procurou para produzir sua estreia. Fiquemos de olhos nos próximos projetos.

    Leia mais
  • Filme

    Novos filmes das franquias Kingsman e Lego são as estreias mais amplas da semana

    28 de setembro de 2017 /

    As estreias mais amplas da semana são duas franquias hollywoodianas focadas em explosões e diversão, mas os shoppings ainda dão espaço para um novo besteirol nacional. Todos são descartáveis. Já o filme que salva a programação chega em apenas 11 salas em todo o país. Clique nos títulos em destaque para ver os trailer de todos os lançamentos e saiba um pouco mais sobre cada um deles no resumão abaixo. “Kingsman: O Círculo Dourado” lidera a programação de entretenimento, levando a 830 telas a continuação de “Kingsman: Serviço Secreto” (2010). O filme abriu em 1º lugar nos Estados Unidos no fim de semana passado, mas a crítica não se entusiasmou tanto, com 50% de aprovação no site Rotten Tomatoes, bem menos que os 74% obtidos pelo primeiro filme. Novamente dirigida por Matthew Vaughn, a adaptação dos quadrinhos volta a trazer Taron Egerton no papel do jovem Gary ‘Eggsy’ Unwin, que agora é um agente secreto britânico totalmente treinado. O que vem a calhar após a vilã vivida por Julianne Moore (“Jogos Vorazes: A Esperança”) destruir a sede e quase toda a organização Kingsman. Ele se junta aos poucos agentes sobreviventes e, com ajuda dos “primos americanos”, reforça-se para contra-atacar a nova ameaça e, assim, salvar o mundo mais uma vez. O elenco traz de volta Mark Strong e Colin Firth, e introduz os personagens americanos vividos por Channing Tatum (“Magic Mike”), Halle Berry (série “Extant”), Pedro Pascal (série “Narcos”) e Jeff Bridges (“O Sétimo Filho”). A animação “Lego Ninjago – O filme” também chegou aos cinemas americanos na semana passada, mas teve um desempenho decepcionante, abrindo em 3º lugar e com faturamento abaixo do esperado. Para completar, a crítica também o considerou o mais fraco da brincadeira Lego, com 51% de aprovação no Rotten Tomatoes – medíocre, na comparação com os 96% da primeira “Aventura Lego” (2014) e os 91% do “Lego Batman” (2017). A trama é um mistura de referências japonesas, chinesas e americanas, em que um grupo de ninjas adolescentes parecem Power Rangers. O destaque é o relacionamento entre Lord Gagmadon, um vilão que planeja dominar o mundo, e seu filho Lloyd, um dos ninjas do bem. Mas há espaço para robôs, monstros gigantes e um velho sensei do kung fu. Em 275 salas, “Duas de Mim” segue a tendência recente de besteiróis que parecem filmes antigos da Sessões da Tarde. A trama gira em torno de Suryellen, vivida por Thalita Carauta (do humorístico “Zorra”), que dá um duro danado para sustentar a família. Com dois empregos e o trabalho doméstico, ela deseja poder se dividir em duas. E eis que o milagre acontece, na forma de um clone. Logo, Suryellen começa a compartilhar as tarefas com a sua cópia, que possui uma personalidade completamente diferente. Claro que não vai dar certo. Uma curiosidade é que o filme marca a estreia do cantor Latino como ator de cinema. Ele vive um colega de trabalho da protagonista que, nas horas de folga, vira cover… do cantor Latino. O filme também marca a estreia da diretora da Globo Cininha de Paula (“Escolinha do Professor Raimundo”) no cinema. O terror “Sono Mortal” ocupa um circuito intermediário, em 50 salas. A trama gira em torno de uma mulher que sonha com uma bruxa que quer matá-la enquanto dorme. Ou seja, “A Hora do Pesadelo” (1984) com uma mulher-criatura de terror japonês no lugar de Freddy Krueger. Quem teve essa ideia original foi o criador da franquia “Premonição”, o roteirista Jeffrey Reddick. Tenha medo e fuja, pois rendeu míseros 17% de aprovação no site Rotten Tomatoes. O circuito limitado traz um documentário e dois filmes europeus. A comédia “Amor, Paris, Cinema” é escrita, dirigida e estrelada por Arnaud Viard (“Paris Pode Esperar”), que desempenha o papel de si mesmo, durante um bloqueio criativo para escrever e filmar seu segundo longa-metragem. Metalinguagem datada, lançada nos cinemas franceses em 2015. Melhor da semana, “O Fantasma da Sicília” é o segundo longa da dupla italiana Fabio Grassadonia e Antonio Piazza após o excelente “Salvo” (2013), e foi premiado no Festival de Sundance 2017. Narrado sob a ótica de uma garotinha, embute uma fantasia de contos de fada à dura realidade do rapto de um menino pela máfia. A história brutal é baseado em fatos reais, mas a filmagem é sobrenatural. Brilhante. Por fim, o documentário “Exodus – De Onde Vim Não Existe Mais” acompanha histórias dramáticas de seis refugiados de diferentes partes do mundo, com narração de Wagner Moura (“Narcos”). Coprodução entre Brasil e Alemanha, o filme tem roteiro e direção de Hank Levine (produtor de “Cidade de Deus”, “Lixo Extraordinário” e “Praia do Futuro”, entre outros), e produção de Fernando Sapelli e Fernando Meirelles (“Cidade de Deus”).

    Leia mais
  • Etc

    Martin Scorsese vai dar curso de cinema pela internet

    26 de setembro de 2017 /

    O cineasta americano Martin Scorsese vai ministrar um curso de cinema pela internet, a partir do próximo ano, numa iniciativa da startup MasterClass Ao preço de US$ 90, os alunos terão acesso ilimitado a mais de 20 aulas, em que o diretor nova-iorquino analisará toda sua filmografia e oferecerá dados sobre suas experiências atrás das câmeras, incluindo lições sobre narrativa, montagem e trabalho com atores. Além disso, o curso dará acesso ao download de um livro com resumos de cada aula e material adicional. Os estudantes poderão enviar vídeos com perguntas ao produtor, e Scorsese dará respostas aos assuntos de maior interesse. “Este projeto me entusiasmou porque me permite compartilhar minhas próprias fontes de inspiração, minhas experiências, minhas práticas e o meu desenvolvimento como cineasta”, declarou Scorsese em um comunicado. “Não se trata de seguir ao pé da letra o que eu fiz, mas oferecer às pessoas jovens uma ajuda para que encontrem seu próprio caminho”, acrescentou. Rundada em 2015, MasterClass já lançou mais de uma dúzia de cursos sobre cinema pela internet, alguns com a assinatura de artistas como Kevin Spacey, Dustin Hoffman, Aaron Sorkin e Steve Martin, entre outros. A pré-inscrição do curso de Scorsese já está disponível no site oficial. Veja abaixo o vídeo de apresentação do curso. Atualmente, o diretor está filmando “The Irishman”, drama mafioso que volta a reuni-lo com Robert De Niro e Joe Pesci, com quem fez os clássicos “Touro Indomável” (1980), “Os Bons Companheiros” (1990) e “Cassino” (1995).

    Leia mais
  • Filme

    Documentário da HBO sobre Steven Spielberg ganha trailer

    24 de setembro de 2017 /

    A HBO divulgou o trailer do seu documentário sobre a vida e a obra do diretor Steven Spielberg. A prévia combina imagens de arquivo, que mostram Spielberg novinho, histórias de bastidores, depoimentos de atores com quem ele trabalhou e de outros cineastas que ele produziu, além, claro, de cenas de seus clássicos cinematográficos – “Tubarão”, “E.T.”, “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, “Os Caçadores da Arca Perdida”, “O Império do Sol”, “A Lista de Schindler” e “O Resgate do Soldado Ryan”, para citar alguns. A direção é da produtora Susan Lacy (série “American Masters”) e narrará desde a infância obcecada por cinema de Spielberg, passando pelos seus primeiros trabalhos, até chegar aos dias de hoje. Entre os artistas que participam da retrospectiva, incluem-se J.J. Abrams, Harrison Ford, Oprah Winfrey, Leonardo DiCaprio, Martin Scorsese, Liam Neeson e muitos outros. Intitulado “Spielberg”, o documentário estreia em 7 de outubro nos EUA.

    Leia mais
  • Filme

    Ai Weiwei assina o pôster e fará a abertura da Mostra de São Paulo 2017

    22 de setembro de 2017 /

    A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo apresenta o cartaz de sua 41ª edição, com a arte assinada pelo artista chinês Ai Weiwei (veja abaixo). Além de trabalhar também com cinema e arquitetura, Weiwei ganhou reconhecimento mundial pela sua abordagem da questão dos direitos humanos em seu país e, nos últimos anos, pela crise global dos refugiados, tema da obra “Hands Without Bodies” (2017), que estampa o pôster, e também de seu recente filme “Human Flow” (2017), que será exibido na abertura do evento, no dia 18 de outubro, no Auditório Ibirapuera, e integra a programação da Mostra. A arte do cartaz destaca a peça de mármore branco, pertencente a um conselho do Israel Museum, em Jerusalém, que traz duas mãos se unindo para simbolizar a ideia do artista de que o futuro da humanidade se encontra na força da conexão entre as pessoas. A falta dessa conexão é explorada em seu filme, apresentado no Festival de Veneza e centrado no fluxo humano migratório em meio à grave crise mundial. As duas obras dialogam com outras de Ai Weiwei em que ele aborda o tema, como a instalação de coletes salva-vidas nas colunas da Konzerthaus de Berlim e botes salva-vidas nas janelas do histórico Palácio Strozzi, em Florença, no ano passado; a exposição de roupas e calçados recolhidos de campos de refugiados, em uma galeria de Nova York, também em 2016; e no enorme e “lotado” barco inflável de resgate da exibição atual de “Law of the Journey”, na Galeria Nacional de Praga. Segundo a organização da Mostra, a temática também permeia parte da seleção da edição deste ano, em longas de diversos países. Mas a lista dos filmes ainda não foi divulgada.

    Leia mais
  • Filme

    A Forma da Água, de Guilhermo Del Toro, vai abrir o Festival do Rio 2017

    22 de setembro de 2017 /

    O Festival do Rio anunciou que “A Forma da Água” (The Shape of Water), de Guillermo del Toro, foi selecionado como filme de abertura. Vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza, “A Forma da Água” é uma fantasia romântica passada nos anos 1960, que aborda o relacionamento entre uma faxineira muda (Sally Hawkins) e um monstro aquático, trancado num laboratório secreto. O filme será exibido no primeiro dia do festival, que vai de 5 a 15 de outubro, e só terá lançamento comercial no Brasil em janeiro de 2018. “A Forma da Água” se junta a outros filmes exibidos nos festivais internacionais, que foram selecionados para a mostra carioca, como “Pequena Grande Vida”, de Alexander Payne, que abriu o Festival de Veneza, “Me Chame Pelo Seu Nome”, de Luca Guadagnino, premiado no Festival de Toronto, “120 Batimentos por Minuto”, de Robin Campillo, exibido no Festival de Cannes e candidato francês ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, além dos novos longas de Roman Polanski, Kathryn Bigelow, Stephen Frears, Michel Hazanavicius, John Cameron Mitchell, Hong Sang-soo, Fatih Akin, André Téchiné, Joachim Trier, Agnieszka Holland, Bruno Dumont e Sergei Loznitsa, entre outros. Entre as mostras temáticas, Clássicos do Queer Britânico celebra os 50 anos da descriminalização da homossexualidade no Reino Unido, com cópias restauradas de “Orlando – A Mulher Imortal” (1992), de Sally Potter, “Eduardo II” (1991), de Derek Jarman, e “Minha Adorável Lavanderia” (1985), de Stephen Frears. Há ainda a mostra Foco Itália, com produções recentes do país, que passaram por Cannes e Veneza, a Expectativas, voltada a revelações, a Midnight Movies, que este ano destaca o erotismo clássico japonês, e a Mostra VR, que explora filmes em realidade virtual. A seleção nacional, por sua vez, terá número recorde de produções: 75, entre longas e curtas. A mostra competitiva contará com 33 filmes, com destaque para “As Boas Maneiras”, de Juliana Rojas e Marco Dutra, já premiado no Festival de Locarno, na Suiça, assim como novas obras de outros cineasta interessantes. Vale destacar que, ao contrário de festivais como Cannes, Berlim e Veneza, criticados pelo pouco espaço dado às cineastas femininas, a maioria dos filmes de ficção selecionados na Première Brasil é dirigido ou codirigido por mulheres. Veja aqui a lista completa dos filmes da mostra internacional e aqui os filmes nacionais do Festival do Rio.

    Leia mais
  • Filme

    Festival do Rio divulga sua programação internacional

    21 de setembro de 2017 /

    O Festival do Rio 2017 divulgou a lista de produções internacionais que vão integrar sua edição deste ano. Além dos lançamentos da Première Brasil, o festival exibirá 250 filmes de mais de 60 países, distribuídos em 15 mostras. A mostra Panorama do Cinema Mundial, principal do evento, conta com filmes de diretores renomados. Entre os destaques, estão “Pequena Grande Vida”, de Alexander Payne, que abriu o Festival de Veneza, “Me Chame Pelo Seu Nome”, de Luca Guadagnino, premiado no Festival de Toronto, “120 Batimentos por Minuto”, de Robin Campillo, exibido no Festival de Cannes e candidato francês ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, além dos novos longas de Roman Polanski, Kathryn Bigelow, Stephen Frears, Michel Hazanavicius, John Cameron Mitchell, Hong Sang-soo, Fatih Akin, André Téchiné, Joachim Trier, Agnieszka Holland, Bruno Dumont e Sergei Loznitsa, entre outros. A seção Expectativas, voltada a revelações, ainda inclui o segundo filme dirigido por Taylor Sheridan, “Terra Selvagem”, roteirista indicado ao Oscar 2017 por “A Qualquer Custo”, a revelação de Sundance “Patti Cake$”, de Geremy Jasper, “Eu Não Sou uma Feiticeira”, de Rungano Nyoni, “Anjos Vestem Branco”, de Vivian Qu, “Lobisomem”, de Ashley McKenzie, e muitos outros que deram o que falar nos festivais internacionais. Entre as mostras temáticas, Clássicos do Queer Britânico celebra os 50 anos da descriminalização da homossexualidade no Reino Unido, com cópias restauradas de “Orlando – A Mulher Imortal” (1992), de Sally Potter, “Eduardo II” (1991), de Derek Jarman, e “Minha Adorável Lavanderia” (1985), de Stephen Frears. Há ainda a mostra Foco Itália, com produções recentes do país, que passaram por Cannes e Veneza, a Midnight Movies, que este ano destaca o erotismo clássico japonês, e a Mostra VR, que explora filmes em realidade virtual. O Festival do Rio acontece entre os dias 5 e 15 de outubro. Confira a lista completa de mostras e filmes internacionais abaixo. PANORAMA DO CINEMA MUNDIAL Pequena Grande Vida (Downsizing), de Alexander Payne Me Chame Pelo Seu Nome (Call Me by Your Name), de Luca Guadagnino Victoria e Abdul – O Confidente da Rainha (Victoria and Abdul), de Stephen Frears The Disaster Artist, de James Franco 120 Batimentos por Minuto (120 battements par minute), de Robin Campillo Detroit em Rebelião (Detroit), de Kathryn Bigelow Top of the Lake: China Girl, de Jane Campion e Ariel Kleiman O Diabo e o Padre Amorth (The Devil and Father Amorth), de William Friedkin O Formidável (Le Redoutable), de Michel Hazanavicius Roubo em Família (Logan Lucky), de Steven Soderbergh Based on a True Story (D’après une histoire vraie), de Roman Polanski A Câmera de Claire (Keul-le-eo-ui ka-me-la), de Hong Sang-soo The Florida Project, de Sean Baker Thelma, de Joachim Trier Uma Criatura Gentil (Krotkaya), de Sergei Loznitsa Bom Comportamento (Good Time), de Josh Safdie e Ben Safdie Em Pedaços (Aus dem Nichts), de Fatih Akin Jeannette: A Infância de Joana D’Arc (Jeannette l’enfance de Jeanne d’Arc), de Bruno Dumont A Guerra dos Sexos (Battle of the Sexes), de Jonathan Dayton e Valerie Faris Uma Casa à Beira Mar (La Villa), de Robert Guédiguian Depois Daquela Montanha (The Mountain Between Us), de Hany Abu-Assad As Entrevistas de Putin (The Putin Interviews), de Oliver Stone Golden Exits, de Alex Ross Perry How to Talk to Girls at Parties, de John Cameron Mitchell Marjorie Prime, de Michael Almereyda Ex Libris: Biblioteca Pública de Nova York (Ex Libris : New York Public Library), de Frederick Wiseman Titicut follies, de Frederick Wiseman Senhora Fang (Fang Xiu Ying), de Wang Bing O Estado das Coisas (Brad’s Status), de Mike White The Brawler (Mukkabaaz), de Anurag Kashyap 12 Dias (12 jours), de Raymond Depardon Frost, de Sharunas Bartas O Venerável W. (Le vénérable W.), de Barbet Schroeder Manifesto, de Julian Rosefeldt Anos Dourados (Nos années folles), de André Téchiné Borg vs McEnroe, de Janus Metz Corpo e Alma (Testről és lélekről), de Ildikó Enyedi Discreet, de Travis Matthews Dalida, de Lisa Azuelos A Festa (The Party), de Sally Potter Rastros (Pokot), de Agnieszka Holland Centauro (Centaur), de Aktan Arym Kubat Política, Manual de Instruções (Política, manual de instrucciones), de Fernando León de Aranoa Tschick, de Fatih Akin Barbara, de Mathieu Amalric Direções (Posoki), de Stephan Komandarev Thirst Street, de Nathan Silver Tom of Finland, de Dome Karukoski Lola Pater, de Nadir Moknèche Sua Pele tão Macia (Ta peau si lisse), de Denis Côté Maudie, de Aisling Walsh O Que Te Faz Mais Forte (Stronger), de David Gordon Green Pássaros Estão Cantando em Kigali (Ptaki spiewaja w Kigali), de Joanna Kos-Krauze e Krzysztof Krauze Seguindo o Vento (Prendre le large), de Gaël Morel Doentes de Amor (The Big Sick), de Michael Showalter Berenice Procura, de Allan Fiterman A Última Chance, de Paulo Thiago A Comédia Divina, de Toni Venturi Karingana – Licença Para Contar, de Monica Monteiro Yoga Arquitetura da Paz (On Yoga the Architecture of Peace), de Heitor Dhalia EXPECTATIVA Patti Cake$, de Geremy Jasper A Fábrica de Nada (A fábrica de nada), de Pedro Pinho Eu Não Sou uma Feiticeira (I Am Not a Witch), de Rungano Nyoni God’s Own Country, de Francis Lee Menashe, de Joshua Z. Weinstein Terra Selvagem (Wind River), de Taylor Sheridan They, de Anahíta Ghazvinizadeh Verão Danado, de Pedro Cabeleira Anjos Vestem Branco (Angels Wear White), de Vivian Qu Brigsby Bear, de Dave McCary Chateau (La Vie de Château), de Modi Barry e Cédric Ido Milla, de Valérie Massadian Muitos Filhos, um Macaco e um Castelo (Muchos hijos, un mono y un castillo), de Gustavo Salmerón Novitiate, de Maggie Betts Dina, de Antonio Santini e Dan Sickles Ensiriados (Insyriated), de Philippe Van Leeuw Hema Hema: Cante para Mim Enquanto Eu Espero (Hema Hema: padainuok man, kol laukiu), de Khyentse Norbu Lobisomem (Werewolf), de Ashley McKenzie O Céu de Tóquio à Noite É Sempre do mais Denso Tom de Azul (Yozora ha itsu demo saikou mitsudo no aoiro da), de Yuya Ishii A Natureza do Tempo (En attendant les hirondelles), de Karim Moussaoui Ar Sagrado (Hawa Moqaddas), de Shady Srour Autocrítica de um Cão Burguês (Selbstkritik eines bürgerlichen Hundes), de Julian Radlmaier Barrage, de Laura Schroeder A Aliança (Zin’naariya!), de Rahmatou Keïta Bombástica: A História de Hedy Lamarr (Bombshell: The Hedy Lamarr Story), de Alexandra Dean Cinquenta Primaveras (Aurore), de Blandine Lenoir Conversa Fiada (Ri Chang Dui Hua), de Hui-chen Huang Crown Heights, de Matt Ruskin Luz no Fim do Túnel (Light Thereafter), de Konstantin Bojanov Ocidental (Occidental), de Neïl Beloufa Pop Aye, de Kirsten Tan Sexy Durga, Sanal Kumar Sasidharan Um Segredo em Paris (Drôles d’oiseaux), de Élise Girard Verão 1993 (Estiu 1993), de Carla Simón Todas as Razões para Esquecer, Pedro Coutinho PREMIÈRE LATINA A Liberdade do Diabo (La libertad del diablo), de Everardo González A Vendedora de Fósforos (La vendedora de fósforos), de Alejo Moguillansky Adeus Entusiasmo (Adiós entusiasmo), de Vladimir Durán Alanis, de Anahí Berneri As Ondas (Las olas), de Adrián Biniez Atrás Há Relâmpagos (Atrás hay relámpagos), de Julio Hernández Cordón Batalhas Íntimas (Batallas Íntimas), de Lucía Gaja Casa Roshell, de Camila José Donoso Exercícios de Memória (Ejercicios de memoria), de Paz Encina Invisível (Invisible), de Pablo Giorgelli Los Territorios, de Iván Granovsky Mamãe Saiu de Férias (Mamá se fue de viaje), de Ariel Winograd Más Influências (Mala junta), de Claudia Huaiquimilla Matar Jesus (Matar a Jesús), de Laura Mora Medéia (Medea), de Alexandra Latishev Salazar Ninguém Está Olhando (Nadie Nos Mira), de Julia Solomonoff No Deserto (Al Desierto), de Ulises Rosell O Futuro Adiante (El futuro que viene), de Constanza Novick Santa & Andres, de Carlos Lechuga Vida em Família (Vida de Familia), de Alicia Scherson e Cristian Jimenez O Gato de Havana, de Dacio Malta Severina, de Felipe Hirsch Vergel, de Kris Niklison MIDNIGHT MOVIES Brawl in Cell Block 99, de S. Craig Zahler Cadáveres Bronzeados (Laissez bronzer les cadavres), de Hélène Cattet e Bruno Forzani The Billainess (Ak-nyeo), de Jung Byoung-Gil Doce Virginia (Sweet Virginia), de Jamie M. Dagg Fuga! (Jailbreak), de Jimmy Henderson Lake Bodom, de Taneli Mustonen Prevenge, de Alice Lowe As Misândricas, de Bruce LaBruce Meu Colégio Inteiro Afundando no Mar (My Entire High School Sinking Into the Sea), de Dash Shaw Sal, de Diego Freitas MIDNIGHT MÚSICA Grace Jones: Bloodlight and Bami, de Sophie Fiennes Long Strange Trip: A Biagem do Grateful Dead (Long Strange Trip), de Amir Bar-Lev Tangerine Dream: A Revolução do Som (Revolution of Sound. Tangerine Dream), de Margarete Kreuzer Ao Vivo na França (Alive in France), de Abel Ferrara Serguei, O Último Psicodélico, de Ching Lee e Zahy Tata Pur’gte MIDNIGHT MOVIES APRESENTA – PORNOCHANCHADA À JAPONESA Crepúsculo dos Felinos (Mesunekotachi), de Kazuya Shiraishi Mulher Molhada ao Vento (Kaze ni nureta onna), de Akihiko Shiota Antipornô (Anchiporuno), de Sion Sono Amantes São Molhados (Koibito-tachi wa nureta), de Tatsumi Kumashiro Noite dos Felinos (Mesunekotachi no yoru), de Noboru Tanaka O Voyeur do Telhado (Edogawa Ranpo ryôki-kan: Yaneura no sanposha), de Noboru Tanaka Uma Mulher Chamada Sada Abe (Jitsuroku Abe Sada), de Noboru Tanaka Tripas de Anjo: sala vermelha (Tenshi no harawata: Akai kyôshitsu), de Chûsei Sone FOCO ITÁLIA A Ciambra, de Jonas Carpignano Hannah, de Andrea Pallaoro Piazza Vittorio, de Abel Ferrara Uma Família (Una Famiglia), de Sebastiano Riso Depois da Guerra (Dopo la Guerra), de Annarita Zambrano La Vita in Comune, de Edoardo Winspeare Livrai-me (Liberami), de Federica Di Giacomo Histórias de Amor que Não Pertencem a este Mundo (Amori che non sanno stare al mondo), de Francesca Comencini Tudo o que Você Quer (Tutto quello che vuoi), de Francesco Bruni MEIO AMBIENTE Earth: One Amazing Day, de Peter Webber, Richard Dale e Lixin Fan Jane, de Brett Morgen Bosque de Névoa (Bosque de niebla), de Mónica Álvarez Franco Furusato, de Thorsten Trimpop Obrigado pela Chuva (Thank You for the Rain), de Julia Dahr Sociedade do Almoço Grátis (Free Lunch Society), de Christian Tod ITINERÁRIOS ÚNICOS Kim Dotcom: Agarrado na web (Kim Dotcom: Caught in the Web), de Annie Goldson Beuys, de Andres Veiel Roberto Bolaño: A batalha futura Chile (Roberto Bolaño: La batalla futura Chile), de Ricardo House Paula Rego, histórias e segredos (Paula Rego, Secrets and Stories), de Nick Willing Cicciolina – Madrinha do escândalo (La Cicciolina. Göttliche Skandalnudel), de Alessandro Melazzini Queercore: How to Punk a Revolution, de Yony Leyser Marcelo Gomes – Anatomia de um Dançarino (Anatomy of a Male Ballet Dancer), de David Barba e James Pellerito João de Deus – O Silêncio É uma Prece, de Candé Salles Tudo É Projeto, de Joana Mendes da Rocha e Patricia Rubano Maria – Não Esqueça que eu Venho dos Trópicos, de Francisco C. Martins Geografia da Arte, de Guto Barra e Tatiana Issa FRONTEIRAS Avisem que Estamos Chegando: A História dos Colégios e Universidades Negras (Tell Them We are Rising: The Story of Black Colleges and Universities), de Stanley Nelson Contos da Birmânia (Burma Storybook), de Petr Lom Crânios do Meu Povo (Skulls of My People), de Vincent Moloi Desculpe, Me Afoguei (Sorry I Drowned), de Hussein Nakhal e David Habchy Encriptado (Black Code), de Nick de Pencier Estado de Exceção (State of Exception), de Jason O’Hara Investigando o Paraíso (Tahqiq fel djenna), de Merzak Allouache Mamãe Coronel (Maman Colonelle), de Dieudo Hamadi Terra-Mãe (Motherland), de Ramona S. Diaz Últimos Homens em Aleppo (Last Men in Aleppo), de Firas Fayyad Limpam com Fogo, de César Vieira, Conrado Ferrato e Rafael Crespo Livres, de Patrick Granja FÉLIX APRESENTA: CLÁSSICOS DO QUEER BRITÂNICO Orlando – A Mulher Imortal (Orlando), de Sally Potter Eduardo II, de Derek Jarman Minha Adorável Lavanderia (My Beautiful Laundrette), de Stephen Frears VR – REALIDADE VIRTUAL Altération, de Jérôme Blanquet Sergeant James, de Alexandre Perez I, Philip, de Pierre Zandrowicz Notes on Blindness: Into Darkness, de James Spinney e Peter Middleton I Am Rohingya, de Zahra Rasool Oil In Our Creeks, de Zahra Rasool Angest, de Black River Studios MOSTRA GERAÇÃO Altas Expectativas, de Pedro Antonio Paes e Alvaro Campos Encolhi a Professora (Hilfe, ich hab meine Lehrerin geschrumpft), de Sven Unterwaldt Jr. Historietas Assombradas – O Filme, de Victor-Hugo Borges Que Língua Você Fala?, de Elisa Bracher Sobre Rodas, de Mauro D’Addio Yonlu, de Hique Montanari Cabelo Bom,...

    Leia mais
  • Filme

    Besteirol com Murilo Benício e Camila Margado é maior estreia da semana

    21 de setembro de 2017 /

    Na entressafra de blockbusters, uma comédia nacional é o maior lançamento desta quinta (21/9) nos cinemas brasileiros, que também recebem filmes que não tiveram bom desempenho nas bilheterias norte-americanas, dois lançamentos franceses e outro longa brasileiro, que, como é drama e premiado, foi relegado ao circuito limitado. “Divórcio” leva a mais de 500 salas o novo besteirol escrito por Paulo Cursino (“Até que a Sorte nos Separe”, “De Pernas pro Ar”) e dirigido por Pedro Amorim (“Superpai”). No longa, Murilo Benício (minissérie “Nada Será Como Antes”) e Camila Morgado (também de “Até que a Sorte nos Separe”) surgem casados, mas em pé de guerra no interior de São Paulo. O que começa como romance logo vira caricatura, com um tentando explodir o outro. Também não faltam explosões em “O Assassino: O Primeiro Alvo”, começo de uma franquia de ação estrelada por Dylan O’Brien (“Maze Runner”). O personagem do longa, Mitch Rapp, protagonizou 14 best-sellers do escritor Vince Flynn, que faleceu em 2013. Mas os planos da Paramount podem ter sofrido mudanças, após a estreia nos Estados Unidos no fim de semana passado não render o esperado. As críticas também foram muito negativas: 35% na média do Rotten Tomatoes. Na linha do ame-o ou deixe-o, “Mãe!” desembarca no Brasil após ser rejeitado pelo público americano. A história mística do diretor Darren Aronofksy (“Noé”) não é um terror, como anunciado, embora tenha momentos que evocam o clima do gênero. Histérico e metafórico, recebeu nota “F” no CinemaScore, que pesquisa a opinião dos espectadores ao final das sessões nos Estados Unidos. Raros são os filmes que recebem a nota mais baixa do público, que costuma gostar de tudo. Desta vez, foi a crítica que gostou mais (68%), mas isso não impediu a estreia de registrar recorde negativo, como a pior da carreira da atriz Jennifer Lawrence (“Passageiros”). “O Sequestro” é um thriller de ação barato, espólio do falido estúdio Relativity, que mostra Halle Berry (“Chamada de Emergência”) em perseguição alucinada aos raptores de seu filho pequeno. A direção é do espanhol Luis Prieto (da série “Z Nation”). “Esta É Sua Morte – O Show” surpreende mais por não ser “O Filme”. A premissa extrapola o clássico “Rede de Intrigas” (1976) via série “Black Mirror”, mostrando um reality show em que pessoas cometem suicídios, com narração de um apresentador bonitão – no caso, Josh Duhamel (“Transformers: O Último Cavaleiro”). A direção é do ator Giancarlo Esposito (série “Better Call Saul”), que também está no elenco. Principal lançamento do circuito limitado, o brasileiro “Pendular”, de Julia Murat, foi eleito pela Federação Internacional dos Críticos de Cinema (Fripresci) o melhor filme da mostra Panorama do Festival de Berlim deste ano. O longa, também incluso no Festival de Brasília, aborda o relacionamento entre uma dançarina e um escultor boêmio à beira da meia-idade, que dividem o mesmo ambiente de trabalho. Por falar em escultor, “Rodin” é a cinebiografia de um dos maiores, Auguste Rodin (1840-1917). Mas o longa do veterano Jacques Doillon (“O Jovem Assassino”), estrelado por Vincent Lindon (“O Valor de um Homem”) foi considerado o mais fraco do último Festival de Cannes e tem desmoralizantes 13% de aprovação no Rotten Tomatoes. O segundo filme francês da programação é bem mais empolgante. “A Garota do Armário” conta a história de uma adolescente de 14 anos que pega um estágio na firma de seguros de sua mãe e se vê jogada num armário que precisa de organização, mas acaba descobrindo segredos da companhia, que envolvem sua própria mãe. A direção é de Marc Fitoussi (“Copacabana”). Clique nos títulos destacados dos filmes para assistir aos trailers de todas as estreias da semana

    Leia mais
  • Filme

    Filme de ação Feito na América com Tom Cruise é a maior estreia da semana

    14 de setembro de 2017 /

    O fim do verão norte-americano assinala uma pausa nos filmes-evento, criando um paradoxo curioso: os dois lançamentos mais amplos desta quinta (14/9) são produções hollywoodianas inéditas nos próprios Estados Unidos. A lista de estreias ainda inclui três filmes brasileiros. O ator Tom Cruise volta a ocupar a maior parte das telas, depois do fracasso de “A Múmia”, tentando levantar voo com “Feito na América”. Ao contrário do anterior, rejeitado pela crítica com 16% de aprovação no Rotten Tomatoes, o novo tem 88% de resenhas positivas. Equilibrando ação e humor, “Feito na América” conta a história verídica de Barry Seal, um piloto de avião que transportava ao mesmo tempo armas para a CIA e drogas para Pablo Escobar. Interpretado por Cruise com um sorriso arteiro e a arrogância de um ás indomável, o personagem esbanja carisma. E também marca a segunda parceria do ator com o diretor Doug Liman, após o bem-sucedido “No Limite do Amanhã” (2014). Um detalhe da produção é que a fotografia é de César Charlone (“Cidade de Deus”). Com distribuição em 547 salas, o filme chega ao Brasil duas semanas antes de seu lançamento nos Estados Unidos. Por outro lado, o terror “Amityville – O Despertar” nem sequer tem previsão para entrar no circuito norte-americano. Provavelmente porque deve sair direto em DVD por lá. Afinal, sua trama é uma continuação que renega os diversos filmes anteriores passados no mesmo lugar mal-assombrado. Segundo a premissa, nada aconteceu em Amityville desde os anos 1970, época em que mortes sangrentas inspiraram uma lenda e originaram a franquia de terror original. Por conta disso, uma nova família acha perfeitamente seguro se mudar para a casa mal-assombrada mais famosa do mundo. Em 1979 e 2005, foram recém-casados que se mudaram para o local. Desta vez, a trama é mais próxima do segundo longa, “Terror em Amityville” (1982), em que a assombração atacava o filho adolescente dos moradores incautos. O roteiro e a direção são do francês Franck Khalfoun, que recentemente revisitou outro terror clássico com o remake de “Maníaco” (1980). A animação canadense “O que Será de Nozes 2” é quase um remake. Assim como na primeira animação, o habitat dos bichinhos falantes sofre um acidente e eles são forçados a buscar um novo esconderijo. E, claro, precisarão lutar para defendê-lo. No caso, enfrentarão o projeto de transformar um parque verde num parque de diversões, fazendo de tudo para impedir as obras, como visto em inúmeros curtas do Tico e Teco, da Disney, e no recente “O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida” (2012). O circuito limitado ainda traz mais dois dramas americanos. “Em Defesa de Cristo” segue a linha de “Deus Não Está Morto”, confrontando um ateu com “verdades religiosas”. Curiosamente, a efetividade deste tipo de propaganda, baseada no best-seller de um professor evangélico, é bastante limitada, já que atrai apenas os convertidos – foi um fracasso nas bilheterias dos EUA. Já “Columbus” é uma produção indie com 97% de aprovação no Rotten Tomatoes, que teve sua première no Festival de Sundance deste ano. O título se refere à cidade de Indiana onde um sul-coreano (John Cho, de “Star Trek”) se vê encalhado, quando seu pai, um arquiteto famoso, cai doente. A trama equilibra concreto e romance, conforme o protagonista vai conhecendo a cidade modernista e se envolve com uma bela jovem (Haley Lu Richardson, de “Fragmentado”) entusiasta de arquitetura, cuja mãe também sofre com uma doença diferente – o vício. Rara produção búlgara a chegar ao Brasil, “Glory” venceu diversos prêmios internacionais, especialmente pelo roteiro, que mostra como um ato ético pode ser corrompido por um governo inescrupuloso. Na trama, um trabalhador ferroviário encontra milhões em dinheiro espalhados sobre os trilhos e os entrega à polícia. Quando uma funcionária do Ministério dos Transportes decide usá-lo numa campanha para desviar a atenção da imprensa de um escândalo de corrupção, sua vida simples é submetida ao caos da burocracia estatal. A parábola dramática tem 91% de aprovação no Rotten Tomatoes. Três ótimos filmes nacionais completam a programação. No revelador documentário “A Gente”, o diretor Aly Muritiba (“Para Minha Amada Morta”) filma a rotina de agentes penitenciários, uma profissão que ele exerceu antes de virar cineasta, no interior de uma penitenciária de Curitiba. “Deserto” marca a estreia do ator Guilherme Weber (“Real, O Plano por Trás da História”) como diretor e roteirista, e acompanha a chegada de uma trupe de artistas itinerantes numa cidade fantasma, que decidem habitar, revelando suas verdadeiras personalidades fora do palco. Com elenco liderado pelo veterano Lima Duarte (“Família Vende Tudo”), o filme chama atenção pelo visual felliniano e foi premiado por isso, com o troféu de Melhor Direção de Arte no Festival de Brasília passado. Por fim, “As Duas Irenes” possui uma carreira consagrada por participação no Festival de Berlim, prêmio de Melhor Filme de Estreia do Festival de Guadalajara e três Kikitos no recente Festival de Gramado, incluindo Melhor Ator Coadjuvante (Marco Ricca), Direção de Arte e Roteiro, escrito pelo diretor estreante Fabio Meira. Rodado em Goiás, a produção acompanha uma jovem que descobre outra filha de seu pai. Além do mesmo pai, a jovem ainda compartilha o mesmo nome que o seu. Sem se identificar, a primeira Irene se aproxima da outra. Mas a história não tem vingança ou perversidade. Em vez disso, explora a situação atípica como uma metáfora para as questões existenciais da adolescência. Com bela fotografia (da boliviana Daniela Cajías) e trama universal, merecia um lançamento em mais salas. Clique nos títulos destacados de cada filme para ver os trailers de todas as astreias da semana.

    Leia mais
 Mais Pipoca
Mais Pipoca 
@Pipoca Moderna 2025
Privacidade | Cookies | Facebook | X | Bluesky | Flipboard | Anuncie