Os Incríveis 2 é a maior estreia de cinema da semana
“Os Incríveis 2” é a maior estreia da semana nos cinemas e chega ao Brasil após bater o recorde de bilheteria do gênero nos Estados Unidos. A história da família que combate o crime e lida com afazeres domésticos também conquistou a crítica norte-americana, com 94% de aprovação na média do site Rotten Tomatoes. A programação comercial oferece boa opção para adultos em “Sicario: Dia do Soldado”, que também é uma continuação de produção consagrada. A trama acompanha dois dos personagens de “Sicario: Terra de Ninguém” (2015), o matador (Benicio Del Toro) que faz serviços sujos para o governo americano e o militar (Josh Brolin) que comanda as operações secretas. E desta vez eles vão acabar em lados opostos. Curiosamente, será a segunda vez que os dois atores se enfrentam neste ano, após “Vingadores: Guerra Infinita”. O filme também estreia neste fim de semana nos Estados Unidos e tem 73% no Rotten Tomatoes. Já quem quiser rir, pode encontrar dificuldades, especialmente com as temáticas “femininas” em cartaz. A aparente mensagem de autoaceitação corporal de “Sexy por Acidente” embute uma gordofobia histérica, que é bem pouco engraçada – 32% no RT. Assim como a ideia de que mulheres que perdem o marido precisam voltar a morar com os pais, tema de “50 São os Novos 30” – 40% no RT. As mulheres francesas não conhecem bons advogados de divórcio? A graça se esconde no circuito alternativo, em “Oh! Lucy”, que também parte de clichês – o encantamento da japonesa submissa pelo americano descolado – , mas esbanja simpatia, numa história romântica que nunca vira água com açúcar. O tom de produção indie leva a trama a lugares improváveis, agridoces e às vezes sombrios, mas sem perder seu charme. Premiada nos festivais de Sundance e Pequim, tem 100% no RT. A programação ainda apresenta seis filmes brasileiros, metade deles documentários. O principal destaque dramático é “Berenice Procura”, baseado em romance policial de um especialista nacional, Luiz Alfredo Garcia-Roza (autor adaptado em “Achados e Perdidos”), que traz Claudia Abreu como taxista tentando desvendar um crime em Copacabana – e boas interpretações, em especial da trans Valentina Sampaio. Já o melhor documentário, “Auto de Resistência”, aborda a violência policial do Rio. Vencedor do Festival É Tudo Verdade deste ano, registra vários casos de abusos, como a chacina de Costa Barros, em 2015, quando cinco jovens foram confundidos com ladrões de carga e receberam 111 tiros da polícia, e o episódio em que um morador do Morro da Providência gravou um grupo de policiais colocando uma arma na mão de um suspeito assassinado. Além disso, também acompanha os familiares das vítimas dos tais autos de resistência, e não perde tempo com análises, fazendo “cinema direto” e urgente sobre seu tema – inclusive com imagens de Marielle Franco, vereadora carioca recém-assassinada. Impactante. Confira abaixo todos os filmes, com sinopses oficiais e trailers, que estreiam nesta semana nos cinemas – até os menos cotados. Os Incríveis 2 | EUA | Animação Quando Helena Pêra é chamada para voltar a lutar contra o crime como a super-heroína Mulher-Elástica, cabe ao seu marido, Roberto, a tarefa de cuidar das crianças, especialmente o bebê Zezé. O que ele não esperava era que o caçula da família também tivesse superpoderes, que surgem sem qualquer controle. Sicario: Dia do Soldado | EUA | Ação O oficial da CIA Matt Graver (Josh Brolin) volta a contactar seu sicário de confiança, Alejandro Gillick (Benicio Del Toro), desta vez para sequestrar a filha caçula (Isabella Moner) de um barão das drogas mexicano. Os famosos cartéis agora são considerados células terroristas e o objetivo da missão, orientada secretamente pelo alto escalão do governo, é fazer eclodir uma guerra entre os grupos rivais. Sexy por Acidente | EUA | Comédia Renee (Amy Schumer) convive diariamente com insegurança e baixa autoestima por conta de suas formas físicas. Depois de cair e bater a cabeça numa aula de spinning, ela volta a si acreditando ter o corpo que sempre sonhou e assim começa uma nova vida cheia de confiança e sem medo de seguir seus desejos. Berenice Procura | Brasil | Suspense A taxista Berenice (Claudia Abreu) está acostumada a passar horas e horas pelo trânsito caótico da cidade do Rio de Janeiro e de seu bairro natal, Copacabana. Consumida pela profissão, o pouco tempo que tem de sobra, ela se divide entre a criação do filho Thiago (Caio Manhente), um adolescente descobrindo sua sexualidade, e sua conturbada relação com o marido Domingos (Eduardo Moscovis), um repórter policial. Até que o assassinato de Isabelle (Valentina Sampaio ), uma travesti, na praia de Copacabana, desperta um lado seu investigativo, mudando sua vida. Além do Homem | Brasil | Drama Alberto Luppo é um escritor brasileiro que mora em Paris há anos e desde então renega suas raízes tropicais. Quando um famoso antropólogo francês desaparece na cidade de Milho Verde, Minas Gerais, ele volta para sua terra natal e inicia uma investigação para descobrir o paradeiro do velho amigo. No entanto, durante a viagem, ele se encanta pela cultura brasileira, assim como suas terras e sua gente, algo até então impossível para ele. O Nó do Diabo | Brasil | Terror Há dois séculos atrás, no período da escravidão, uma fazenda canavieira era palco de horrores. Anos depois, o passado cruel permanece marcado nas paredes do local, mesmo que ninguém perceba. Eventos estranhos começam a se desenvolver e a morte torna-se evidente. Cinco contos de horror ilustram a narrativa. 50 São os Novos 30 | França | Comédia Aos 50 anos, Marie-Francine (Valérie Lemercier) está muito velha para o seu emprego e para o marido, que a troca por uma mulher mais nova. Ela volta a morar na casa dos pais, que a tratam de forma infantilizada, e começa a trabalhar em uma pequena loja de cigarros eletrônicos, onde finalmente conhecerá Miguel (Patrick Timsit). Sem admitir, ele está na mesma situação que ela. Com a paixão emergente, eles precisam abrigar o novo amor sem que nenhum dos dois tenha uma casa própria. Oh Lucy! | Japão, EUA | Comédia Setsuko Kawashima (Shinobu Terajima) é uma mulher solitária que trabalha em um monótomo escritório em Tóquio. Quando vê que precisa sair da rotina, ela decide estudar inglês, e a partir daí, sua vida nunca mais é a mesma. Durante as aulas Setsuko descobre sua outra identidade, o alter ego “Lucy”. Enquanto experimenta desejos e situações antes impensáveis, ela precisa lidar com o desaparecimento do seu instrutor John (Josh Hartnett). Auto de Resistência | Brasil | Documentário Um acompanhamento preciso dos casos de homicídios cometidos pela Polícia Militar do Rio de Janeiro classificados como “autos de resistência”, isto é, legítima defesa. Durante a tramitação dessas ocorrências na justiça, fica evidente o padrão de imprudência da corporação em relação à elas: investigações esdrúxulas e perícias defeituosas, nas quais 98% dos inquéritos são arquivados. O Desmonte do Monte | Brasil | Documentário A Colina Sagrada, que depois recebeu o nome de Morro do Castelo, foi o local escolhido pelos portugueses para a fundação da cidade do Rio de Janeiro. Sua estrutura representa uma importante referência histórica e arquitetônica do passado da cidade carioca e, segundo uma lenda urbana, as entranhas do morro guardam um tesouro nunca encontrado. Apesar de toda relevância, o Morro do Castelo foi destruído por reformas urbanísticas que visavam promover uma especulação imobiliária na região, acabando com um dos maiores pilares da história guanabara. Bravas Donnas – Memória Italiana | Brasil | Documentário A história da imigração italiana para o Brasil no século 19 contada através das bravas donnas, mulheres fortes que venceram tempos difíceis. Essas mulheres e os homens que as reconhecem como figuras determinadas e importantes contam suas histórias e analisam seu papel no processo histórico de formação da família brasileira.
Departamento de Justiça dos EUA aprova a compra da Fox pela Disney
A compra da Fox pela Disney avançou nesta quarta-feira (27/6), com o aval positivo do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. A única ressalva do Departamento foi a determinação para a Disney vender as emissoras esportivas regionais da Fox, por entender que elas, em conjunto com a ESPN (que já é da Disney), poderiam constituir um monopólio no segmento. A compra estava sob análise da Justiça americana desde dezembro, quando a Disney anunciou a aquisição dos ativos da Fox pelo valor de US$ 52,4 bilhões. Enquanto a aprovação não saía, a Comcast, dona dos estúdios Universal, fez uma oferta maior, de US$ 65 bilhões, para ficar com a Fox. Mas diante da corrência a Disney subiu sua proposta na semana passada, levando-a ao valor de US$ 71,3 bilhões. O novo acordo foi aceito no mesmo dia pela Fox, segundo o jornal Wall Street Journal. Com a efetivação da compra, o império do Mickey crescerá ainda mais, com a incorporação do estúdio de cinema 20th Century Fox, as produtoras indies Fox Searchlight Pictures e Fox 2000, a produtora de TV da Fox e os canais pagos do grupo FX e National Geographic, assim como mais de 300 canais internacionais. Também estão inclusas a participação de 30% da Fox no serviço de streaming Hulu, a fatia de 50% da companhia na Endemol (responsável por criar reality shows como “Big Brother” e “MasterChef”) e a participação na rede de TV paga europeia Sky. Com o negócio, a Disney passar a reunir a maioria dos heróis da Marvel, juntando os X-Men, Deadpool e Quarteto Fantástico com os Vingadores. A Fox também detinha os direitos de um único filme da saga “Star Wars”: o “Guerra nas Estrelas” original, que agora passa a ser integrado com os demais na LucasFilm (comprada pela Disney em 2012). A empresa também se torna proprietária de outras grandes franquias do cinema, como “Avatar” e “Planeta dos Macacos”, e de produções menores, mas prestigiadas, como “Estrelas da Além do Tempo”, “Garota Exemplar” e “A Forma da Água”, vencedor do Oscar 2018. Já na TV, a Disney adquire séries de sucesso como “This Is Us”, “Modern Family” e “The Simpsons”, além de atrações de super-heróis como “Legion” e “Gifted”, sem esquecer a possibilidade de explorar o catálogo da Fox em novas séries. O objetivo da Disney é se reforçar para lançar seu serviço de streaming próprio e rivalizar com a Netflix e a Amazon a partir de 2019.
Disney aumenta oferta e retoma compra da Fox
A Disney está disposta a pagar para ver até onde a Comcast está disposta a chegar na disputa pelo controle da Fox. A empresa do CEO Bob Iger fez uma nova oferta bilionário pelos ativos da 21st Century Fox, de cerca de US$ 71,3 bilhões, entre dinheiro vivo e ações. O montante é US$ 6 bilhões maior que a quantia oferecida pela Comcast para superar a primeira oferta da Disney – uma transação que seria originalmente fechada por US$ 52,4 bilhões. Mas não é só. A Disney também assumirá a dívida líquida da 21st Century Fox, de cerca de US$ 13,7 bilhões, o que eleva o negócio ao valor de US$ 85 bilhões. Por conta disso, os acionistas da Fox deram sinal verde para prosseguir com os planos originais de fusão com a Disney, que devem ser aprovados internamente nos próximos dias, caso a Comcast não apresente uma contraproposta. Em dezembro do ano passado, a Disney ofereceu um prêmio de US$ 28 por ação da Fox, o que resultava A nova proposta aumenta a oferta para US$ 38. A transação inclui os estúdios de cinema e TV, canais pagos, participação no serviço Hulu e empresas internacionais de TV do conglomerado do magnata Rupert Murdoch. “Nós estamos extremamente orgulhosos do negócios que construímos na 21st Century Fox, e acreditamos firmemente que essa combinação com a Disney irá liberar ainda mais valor aos acionistas à medida que a Disney mantenha o ritmo nesse tempo dinâmico para nossa indústria”, afirmou Murdoch, em comunicado, diante da nova oferta. O negócio leva para o portfólio da Disney franquias como X-Men, Avatar, Simpsons, além de canais como FX Networks e National Geographic. A compra também inclui a Endemol, que é dona dos formatos de populares reality shows, como “Big Brother”, “Masterchef”, além da série “Black Mirror”, atualmente exibida na Netflix. Ao assumir os 30% da participação da Fox no serviço de streaming Hulu, a Disney também obterá o controle majoritário de um dos principais concorrentes da Netflix. Além disso, a Fox também é a principal acionista da rede europeia de TV paga Sky, além da indiana Star India.
Com destaque para Hereditário, filmes da semana dão o que falar
Com “Jurassic World: Reino Ameaçado” repetindo sua “estreia” nesta quinta (21/6) nas mesmas 1,5 mil salas da semana passada, os lançamentos inéditos ficaram com um circuito bem mais restrito. São seis filmes e praticamente todos dão o que falar. O mais divisivo é o terror “Hereditário”, que rachou público e crítica da mesma forma que “Mãe!” no ano passado. O longa tem 90% de aprovação dos críticos relacionados pelo Rotten Tomatoes, mas apenas 56% na votação do público. A pesquisa do CinemaScore, que avalia opiniões de espectadores após as sessões, resultou numa nota D+, muito baixa, especialmente quando se leva em conta que o público costuma gostar de quase tudo. Para contrastar ainda mais, foi o filme mais elogiado do Festival de Sundance 2018, e na época atingiu impressionantes 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, num impacto comparado ao de outro longa que eletrificou o festival no passado: “A Bruxa” (2013). A reação extrema se deve à presença de cenas muito perturbadoras e gritos extremamente incômodos de Toni Collette (“xXx: Reativado”), além de um final daqueles que rendem múltiplas interpretações e discussões, a ponto de gerar uma profusão de artigos que tentam explicá-lo. Escrito e dirigido pelo estreante em longa-metragens Ari Aster, o filme aborda a história de uma família que, após perder sua matriarca, começa a descobrir segredos inquietantes sobre sua origem. E quanto mais eles descobrem, mais tentam fugir do destino sinistro que podem ter herdado. “O Amante Duplo”, novo trabalho do diretor francês François Ozon (“Uma Nova Amiga”), evoca os suspenses eróticos do final do século passado, com muita nudez e cenas de tensão. A trama reflete a manipulação sofrida pela jovem e bela Marine Vacth (de “Jovem e Bela”) como uma mulher frágil que se apaixona por seu psicanalista, vivido por Jérémie Renier (“Potiche”). Mas ela não demora a perceber que o seu amante está escondendo parte de sua identidade. Comparado às melhores obras de Brian de Palma e David Cronenberg, o filme teve sua avant-premiére mundial no Festival de Cannes do ano passado e ficou com 71% de aprovação no Rotten Tomatoes. Ainda melhor, o drama britânico “Disobedience” narra uma história de amor proibido entre Rachel Weisz (“A Luz Entre Oceanos”) e Rachel McAdams (“Doutor Estranho”), com direção do premiado chileno Sebastián Lélio (do filme vencedor do Oscar “Uma Mulher Fantástica”). Na história, adaptada do romance homônimo da escritora Naomi Alderman, Weisz vive a ovelha negra da família, que volta a encontrar seus parentes judeus ortodoxos depois de muitos anos, no enterro do pai, o rabino da comunidade, chocando sensibilidades ao decidir reviver o que a levou a sair de casa: seu amor reprimido pela melhor amiga (McAdams), que agora é casada com seu primo profundamente religioso (Alessandro Nivola, de “Ginger & Rosa”). Além de dirigir, Lélio trabalhou no roteiro com a inglesa Rebecca Lenkiewicz (do premiado drama polonês “Ida”), e o resultado tem 84% no Rotten Tomatoes. Outro longa que a crítica amou, mas não agrada tanto ao público, “Rei” tem 100% no Rotten Tomatoes. Dirigido pelo também chileno Niles Atallah (“Lucia”), parte de uma trama típica de épico histórico, sobre um aventureiro francês que se declarou rei da Patagônia. Mas sua abordagem é extremamente experimental, valorizando o baixo orçamento com imagens delirantes, de dar orgulho em outro mestre chileno, o surrealista psicodélico Alejandro Jodorowsky. O resultado é a opção mais cinéfila da semana. Dois dramas brasileiros também se destacam na programação. O cineasta Heitor Dhalia (“Serra Pelada”) dirige “Tungstênio”, adaptação da graphic novel de Marcello Quintanilha, premiada no festival francês de quadrinhos de Angoulême (o Cannes dos quadrinhos), que tem roteiro de uma dupla de peso, Marçal Aquino (“Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios”) e Fernando Bonassi (“Carandiru”). A trama é centrada nos conflitos de quatro personagens tipicamente brasileiros que se cruzam. São eles um policial movido por instintos, sua mulher, que está decidida a se separar, um traficante, cujo principal interesse é apenas sobreviver, e um ex-sargento do exército saudoso da vida no quartel. Para completar, o que acaba movendo os protagonistas é um crime ambiental. E Caio Sóh (“Por Trás do Céu”) assina “Canastra Suja”, um retrato de família mergulhada na violência e sordidez, estrelado por Marco Ricca (“Chatô, o Rei do Brasil”) e Adriana Esteves (“Real Beleza”). Confira abaixo mais detalhes de todos os filmes, com sinopses oficiais e trailers. Hereditário | EUA | Terror Após a morte da reclusa avó, a família Graham começa a desvendar algumas coisas. Mesmo após a partida da matriarca, ela permanece como se fosse um sombra sobre a família, especialmente sobre a solitária neta adolescente, Charlie, por quem ela sempre manteve uma fascinação não usual. Com um crescente terror tomando conta da casa, a família explora lugares mais escuros para escapar do infeliz destino que herdaram. O Amante Duplo | França | Suspense Chloé (Marina Vacht) é uma mulher reprimida sexualmente que, constantemente, sente dores na altura do estômago. Acreditando que seu problema seja psicológico, ela busca a ajuda de Paul (Jérémie Renier), um psicólogo. Só que, com o andar as sessões de terapia, eles acabam se apaixonando. Diante da situação, Paul encerra a terapia e indica uma colega para tratá-la. Chloé, no entanto, decide ir a outro profissional, o irmão gêmeo de Paul, que ela nunca tinha ouvido falar até então. Desobediência | Reino Unido, EUA | Drama A fotógrafa Ronit (Rachel Weisz) retorna para a cidade natal pela primeira vez em muitos anos em virtude da morte do pai, um respeitado rabino. Seu afastamento foi bastante abrupto e o reaparecimento é visto com desconfiança na comunidade, mas ela acaba acolhida por um amigo de infância (Alessandro Nivola), para sua surpresa atualmente casado sua paixão de juventude, Esti (Rachel McAdams). Tungstênio | Brasil | Drama Quando pessoas começam a utilizar explosivos para pescar na orla de Salvador, na Bahia, um sargento do exército aposentado, um policial e sua esposa e um traficante vão se unir e farão de tudo para acabar com esse crime ambiental. Canastra Suja | Brasil | Drama Batista (Marco Ricca) e Maria (Adriana Esteves) formam um casal que, aparentemente, é muito feliz em seu casamento. No entanto, a verdade é que as aparências enganam e muito. Batista, um alcoólatra inveterado, e Maria, que tem um caso com o namorado de sua filha mais velha, Emília (Bianca Bin), representam uma família que está à beira das ruínas. Rei | Chile | Drama Antoine de Tounens (Rodrigo Lisboa) foi um aventureiro francês corajoso, que decidiu viajar pelo continente sul-americano em 1860 e fundar sua própria monarquia. Com o aval dos índios do sul do Chile, criou o Reino da Araucania e da Patagônia, declarando-se rei do local. Mas o governo chileno decide tomar as devidas providências para impedir o reinado deste estrangeiro em suas terras. Baseado numa história real.
AT&T muda o nome da Time Warner para WarnerMedia
A Time Warner já mudou de nome e de direção sob o comando da AT&T. A empresa, que inclui a HBO, Turner, a editora DC e o estúdio Warner Bros., foi rebatizada de WarnerMedia em um memorando distribuído aos funcionários pelo novo presidente da companhia nesta sexta-feira (15/6). A empresa de telecomunicações finalizou a compra da Time Warner na quinta-feira (14/6) depois de uma prolongada batalha antitruste com o governo dos Estados Unidos. Com isso, já começaram as mudanças internas na empresa, com o afastamento de diversos executivos da cúpula da Warner Bros. e da Turner. O presidente da nova WarnerMedia é John Stankey, um executivo da AT&T, que em seu memorando prometeu manter a autonomia criativa da HBO, Turner e Warner Bros., trabalhando em parceria com essas divisões da companhia para realizar o objetivo principal do negócio. O acordo, anunciado originalmente em 2016, permitirá que a AT&T alie novas ofertas de conteúdo em TV e streaming, junto com seus serviços principais de provedora de TV paga e banda larga. O novo nome enfatiza como a AT&T enxerga sua aquisição, como fonte de conteúdo de mídia. Mas também confirma o fim de uma era. Vale lembrar que o nome Time Warner foi estabelecido em 1989, quando editora Time Inc., que publicava a Time e outras revistas, fundiu-se com a Warner Communications, uma empresa de filmes, música e TV paga, formando a Time Warner – então o maior conglomerado de mídia e entretenimento do mundo. Mas a chegada da internet tornou o negócio impresso deficitário, levando a empresa a ser dividida e vendida, a ponto de a única parte da Time que ainda permanecia no grupo estava em seu próprio nome. A editora de revistas foi adquirida no ano passado pela Meredith Inc. A Time Warner Cable foi vendida em 2016 para a gigante Charter Communications Inc. E a ironia é que até mesmo a própria revista Time está perto de ser vendida novamente pela Meredith, tamanha é a crise atual das publicações impressas. Em seu memorando, Stankey disse que a AT&T decidiu mudar o nome não apenas por a empresa não ter mais nada a ver com a Time, mas porque as pessoas ainda confundiam a Time Warner, empresa de mídia, com a Time Warner, a antiga empresa de TV paga do grupo, embora a Charter a tenha renomeado como Spectrum ao comprá-la em 2016. “Nossa pesquisa de consumo sugere que essa confusão não vai desaparecer tão cedo”, disse ele, no texto que justificou a mudança.
AT&T fecha negócio de US$ 85 bilhões pela Warner, DC, HBO, CNN, Turner e meia rede CW
Após a autorização da Justiça Federal dos Estados Unidos, a AT&T finalizou a aquisição da Time Warner nesta quinta (14/6) e agora controla um dos maiores conglomerados de mídia do mundo, que inclui a Warner Bros., HBO e Turner. O valor total do negócio chega à cifra de US$ 85,4 bilhões. Segunda maior empresa de telecomunicações, vice-líder em banda larga e maior provedora de TV paga do país dos Estados Unidos, a AT&T já havia adquirido a DirecTV e agora acrescenta diversos canais, como a CNN, TNT, Cartoon Network, a citada HBO, etc, sem esquecer metade da rede CW, 10% da Hulu, a editora de quadrinhos DC Comics, os estúdios de cinema e TV da Warner, New Line e muitos outros ativos, para se tornar uma empresa que alia conteúdo, tecnologia e transmissão de dados. O objetivo assumido é enfrentar a concorrência da Netflix e de futuros produtos da Apple, Google, Facebook e até da Disney no mercado de streaming. A primeira tentativa de fusão dos grupos aconteceu em novembro de 2017, mas foi barrada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, sob a alegação de a centralização de tais produtos e marcas poderiam prejudicar os consumidores. No mês passado, o Departamento de Justiça fez seu último esforço para fazer as gigantes desistirem do negócio, pedindo para a Justiça impedir a fusão porque temia que o grupo barrasse o conteúdo produzido pelo conglomerado fossem em serviços rivais de TV e streaming. “A evidência demonstrou que a maior parte (embora não todos) dos efeitos anticoncorrenciais fluem da combinação de Turner com a DirecTV”, disse o Departamento de Justiça na época. Mas o juiz federal Richard Leon rejeitou a alegação do Departamento de Justiça na terça passada (12/6). Em sua decisão, ele julgou que o governo não conseguiu demonstrar como a concentração de conteúdo, tecnologia e distribuição resultaria em preços mais altos para os consumidores e prejudicaria a concorrência, considerando toda a argumentação do Departamento de Justiça feita sobre afirmações empíricas. Ao mesmo tempo, o juiz considerou sólidos os dados trazidos pelos executivos da AT&T e da Time Warner, que demonstraram que a única maneira de uma empresa de mídia sobreviver em um ambiente cada vez mais dominado por gigantes da tecnologia é combinando estúdios de cinema, canais de TV, distribuição e processamento de dados em uma única corporação. Assim que a aprovação da fusão foi pela Justiça, as ações da Time Warner subiram 5.37% em questão de minutos. Mudanças operacionais devem começar a acontecer a partir de julho, quando o governo não poderá mais apelar contra a fusão.
Jurassic World é maior lançamento nos cinemas, embora só “estreie” na semana que vem
A estreia de “Jurassic World: Reino Ameaçado” está marcada apenas para a próxima quinta (21/6). Mas a Universal não quis esperar. Chamando de “pré-estreia”, disponibilizou quase 1500 cópias do longa nos cinemas já nesta semana. Isto é mais que qualquer outro lançamento programado para esta quinta (14/6). A nomenclatura chama de outra coisa, mas disponibilizar um filme em metade do parque exibidor nacional em horário normal e cobrar ingresso é diferente de fazer uma sessão especial em horário único, a popular pré-estreia. Impossível ignorar que milhões de espectadores levarão o filme ao topo das bilheterias deste fim de semana, refletindo o fato inegável de que se trata do maior lançamento da programação, oficial ou não. A continuação de “Jurassic World” chegou ao mercado internacional na semana passada e já faturou US$ 150 milhões. Mas a crítica não se empolgou tanto, com 65% de aprovação no Rotten Tomatoes. O filme tem muitos efeitos, recorde de dinossauros, mas não envolve como os anteriores. Isto se deve ao roteiro, escrito pelo diretor do filme passado, Colin Trevorrow. Se a trama de “Jurassic World” foi considerado uma cópia de “Jurassic Park”, a história de sua continuação é “Jurassic Park 2” em vários detalhes. E não há nada que o diretor espanhol J.A. Bayona (“O Impossível”) possa fazer para esconder a falta de originalidade. A verdade é que, enquanto o público continuar pagando, o estúdio continuará reciclando seus dinossauros, sem perceber que isso também leva a franquia cada vez mais próxima da extinção. Os demais lançamentos comerciais da semana – as estreias oficiais – não são realmente competição para o blockbuster. Fica o alerta: a comédia sexual da terceira idade “Do Jeito que Elas Querem” tem 54% no Rotten Tomatoes e o romance de doença de “Sol da Meia-Noite” conseguiu apenas 18%. Por sua vez, os estrangeiros do circuito limitado passaram sem deixar marcas pelo circuito dos festivais. Se for arriscar algum, o russo “Dovlatov” oferece um retrato histórico da estagnação cultural gerada pelo stalinismo. Os destaques da programação ficam por conta das estreias brasileiras. São cinco, ao todo. Com maior distribuição, “Talvez uma História de Amor” surpreende por apresentar uma trama de comédia romântica sem cair nos clichês típicos do gênero. O primeiro longa dirigido por Rodrigo Bernardo (da minissérie “(Des)Encontros”) é uma adaptação do romance homônimo do francês Martin Page, escrito em 2008, exemplar da escola da dramaturgia do absurdo. Na história, Mateus Solano (“Confia em Mim”) leva um fora em sua secretária eletrônica. O problema é que ele não faz ideia de quem é a voz. O medo de sofrer de amnésia dispara uma obsessão, fazendo com que ele busque pistas sobre a identidade daquela que amigos lhe dizem ter sido a mulher da sua vida. E o fato de todos se lembrarem do casal o leva à perplexidade, fazendo-o tomar uma decisão surreal: reconquistar a mulher que ele não lembra. “Amores de Chumbo”, por sua vez, aborda sexo na terceira idade com mais propriedade que “Do Jeito que Elas Querem”. Primeiro longa de ficção de Tuca Siqueira, parte de um aprofundamento de situações vislumbradas pela cineasta no documentário “A Mesa Vermelha” (2012) sobre ex-presos políticos. No drama, um triângulo amoroso interrompido pela ditadura é retomado décadas depois, numa abordagem bastante sensível. Há ainda uma antologia de terror e uma comédia adolescente. O melhor de todos os lançamentos desta quinta, porém, é o documentário “Baronesa”, vencedor do Festival de Mar del Plata e da Mostra de Tiradentes. Longa de estreia da diretora Juliana Antunes, registra o cotidiano da favela sob o ponto de vista das mulheres. A narrativa é tão rica que parece ficção, com direito a piadas, balas perdidas e drama humano. E os temas das conversas projetadas nas telas rendem mais conversas fora delas, sem fim. Além de relevante, é muito bem feito, demonstrando que documentário não precisa parecer sempre programa de TV Educativa. Confira abaixo todos os filmes, com sinopses oficiais e trailers, que estreiam nesta semana nos cinemas – inclusive os menos cotados. Jurassic World: Reino Ameaçado | EUA | Aventura Três anos após o fechamento do Jurassic Park, um vulcão prestes a entrar em erupção põe em risco a vida na ilha Nublar. No local não há mais qualquer presença humana, com os dinossauros vivendo livremente. Diante da situação, é preciso tomar uma decisão: deve-se retornar à ilha para salvar os animais ou abandoná-los para uma nova extinção? Decidida a resgatá-los, Claire (Bryce Dallas Howard) convoca Owen (Chris Pratt) a retornar à ilha com ela. Do Jeito que Elas Querem | EUA | Comédia Nos arredores da Califórnia, quatro amigas de longa data estão na casa dos 60 anos e decidem ler no clube do livro mensal o romance “Cinquenta Tons de Cinza”. Esse não é o tipo de livro que elas leem normalmente, o que faz com que a vida dessas mulheres bem-sucedidas e inteligentes mude completamente. Sol da Meia-Noite | EUA |Romance Katie (Bella Thorne) é uma jovem de 17 anos que vive protegida dentro de sua casa desde a sua infância. Confinada no local durante os dias, ela possui uma rara doença que faz com que a menor quantidade de luz solar seja mortal. Sua situação muda quando seu destino se cruza com o de Charlie (Patrick Schwarzenegger) e eles iniciam um romance de verão. Talvez uma História de Amor | Brasil | Comédia Quando chega em casa, depois de mais um dia corriqueiro no trabalho, Virgílio (Mateus Solano) liga a secretária eletrônica e ouve um recado perturbador. É uma mensagem de Clara (Thaila Ayala), comunicando o término do relacionamento dos dois. Virgílio, contudo, não faz a menor ideia de quem é Clara. Perturbado devido ao seu jeito metódico e controlador, ele não se lembra de ter se relacionado com ninguém, mas todos ao seu redor pareciam saber do relacionamento dos dois, perguntando como ele estava se sentindo com o término. Agora, ele precisa encontrar essa mulher misteriosa. Amores de Chumbo | Brasil | Drama Um misterioso triângulo amoroso do passado ressurge anos depois. Miguel (Aderbal Freire Filho) e Lúcia (Augusta Ferraz) estão prestes a comemorar seu aniversário de 40 anos de casamento, mas a chegada de Maria Eugênia (Juliana Carneiro da Cunha) acaba atrapalhando os planos do casal, já que, junto com seu retorno, voltam também as memórias dos amores vividos entre Miguel e Maria. Além dos horrores dos anos de chumbo, período da ditadura militar no Brasil. Baronesa | Documentário | Brasil Andreia e Leidiane são grandes amigas que moram em casas vizinhas na Vila Mariquinhas, na Zona Norte de Belo Horizonte. Elas trocam confidências, guardam sofrimentos e compartilham laços, mas quando uma guerra entre traficantes deixa o clima tenso, Andreia passa a cogitar ir embora da região. Em 97 Era Assim | Brasil | Comédia Quatro garotos de 15 anos só pensam em uma coisa: perder a virgindade. Sem dinheiro para contratarem uma prostituta, os meninos fazem tudo para conseguirem economizar uma grana, enquanto encaram os compromissos do colégio e as tensões da adolescência. Mas, nessa jornada, o que eles realmente vão descobrir é o valor da verdadeira amizade. O Nó do Diabo | Brasil | Terror Há dois séculos atrás, no período da escravidão, uma fazenda canavieira era palco de horrores. Anos depois, o passado cruel permanece marcado nas paredes do local, mesmo que ninguém perceba. Eventos estranhos começam a se desenvolver e a morte torna-se evidente. Cinco contos de horror ilustram a narrativa. O Caminho dos Sonhos | Drama | Alemanha Grécia, 1984. Theres e Kenneth, dois jovens que cantam nas ruas gregas para financiar suas férias, se conhecem e acabam se apaixonando perdidamente. Entretanto, acabam se separando porque precisam voltar para seus respectivos lares. Agora, 30 anos depois, eles se reconectam e algo adormecido desperta em seus corações. Dovlatov | Drama | Rússia, Polônia, Sérvia Mais um aniversário da Revolução Russa está sendo comemorado em 1971, mas o país não apresenta progresso político, econômico ou cultural. Os manuscritos do judeu Sergei Dovlatov (Milan Maric) são rejeitados regularmente pela mídia oficial por ter uma visão indesejada na União Soviética. Outros censurados passam por problemas similares, como seu amigo escritor Joseph Brodsky (Artur Beschastny), que foi exilado à força pelo governo. Mazinger Z: Infinity | Animação | Japão Depois de um período de dez anos, o piloto Koji Kabuto e seu robô Mazinger Z precisam enfrentar novamente Dr. Hell. Durante uma série de escavações no Monte Fuji, a montanha mais alta do Japão, foi encontrado o Infinity, um artefato que abriga a humanoide Lisa. Dr. Hell deseja roubar o Infinity para despertar Goragon, uma poderosa arma que permite a criação de novos mundos. Koji assume o controle de Mazinger mais uma vez para impedir que o cientista consiga pôr o plano em ação. Safári | Documentário | Áustria Em meio a grande selva da África, turistas caçadores alemães e austríacos estão de férias no local. Em meio aos antílopes, zebras e gnus que pastam pela selva, eles ficam na espreita, esperando suas presas. Eles atiram, pulam de emoção e posam para uma foto com o animal abatido. Um filme sobre a natureza humana.
Comcast cobre oferta da Disney pela Fox, dando início à guerra pelo estúdio
A Comcast, uma das maiores empresas de mídia e entretenimento dos Estados Unidos, fez uma proposta oficial pela 21st Century Fox. Conforme especulado pelo mercado, o conglomerado agiu assim que a fusão entre a AT&T e a Time Warner foi aprovada pela justiça americana, e ofereceu US$ 65 bilhões pelos estúdios e canais que a Fox negociava com a Disney. Dona de redes de TV paga e serviços de banda larga, além dos estúdios Universal e da rede NBC, a Comcast colocou na mesa quase US$ 13 bilhões a mais do que o acordo oferecido pela Disney anteriormente. “Tempo é essencial para sua consideração sobre a nossa proposta”, escreveu o CEO da empresa, Brian Roberts, em sua proposta para os acionistas da Fox. O grupo agora vai esperar por uma resposta oficial da Disney à investida. Apesar de maior, o mercado esperava uma oferta bem mais robusta, já que a Comcast havia oferecido anteriormente US$ 60 bilhões, que foram recusados em favor da proposta menor da Disney. Um dos fatores que, na época, levou a Fox a preferir a Disney foi a preocupação de que o acordo com a Comcast enfrentaria mais dificuldades para ser aprovado pela justiça americana, como vinha acontecendo com a fusão da AT&T e da Warner. A decisão judicial favorável ao negócio do conglomerado rival teria eliminado o receio da compra ser impedida por leis antitruste. Na carta aos acionistas da Fox, a Comcast frisa este ponto. “Estamos altamente confiantes de que nossa proposta obterá todas as aprovações regulatórias necessárias em tempo hábil e que nossa transação tem a probabilidade de receber aprovação regulatória maior do que a transação da Disney”, diz o texto assinado por Roberts. Entretanto, assim como antes, a oferta da dona da Universal é em dinheiro, enquanto o que atraiu mais Rupert Murdoch e seus sócios na Fox foram as ações oferecidas pelo CEO da Disney, Robert Iger, que valorizam muito mais que as da Comcast. “A Disney está em uma posição forte para competir com uma oferta maior da Comcast”, disse Michael Nathanson, analista da MoffettNathanson, em um relatório recente sobre a guerra pela Fox.
Juiz autoriza fusão da AT&T e Time Warner, abrindo Hollywood para novas aquisições
A fusão da AT&T e da Time Warner recebeu aprovação na Justiça Federal dos Estados Unidos, contrariando a vontade do governo de Donald Trump de impedir o crescimento da empresa dona da rede CNN. O juiz Richard Leon rejeitou a alegação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos de que combinar a segunda maior empresa de telecomunicações e maior provedora de TV paga do país com um dos principais estúdios de cinema e televisão concentraria muito poder nas mãos de uma única empresa. Em sua decisão, ele julgou que o governo não conseguiu demonstrar como a concentração de conteúdo, tecnologia e distribuição resultaria em preços mais altos para os consumidores e prejudicaria a concorrência, já que os representantes do Departamento de Justiça não apresentaram dados concretos, baseando sua argumentação em afirmações empíricas. Ao mesmo tempo, o juiz considerou sólidos os dados trazidos pelos executivos da AT&T e da Time Warner, que demonstraram que a única maneira de uma empresa de mídia sobreviver em um ambiente cada vez mais dominado por gigantes da tecnologia, como Netflix, Apple, Google e Facebook, é combinando estúdios de cinema, canais de TV, distribuição e processamento de dados em uma única corporação. Assim, aprovou a fusão sem restrições. A decisão ainda está sujeita à apelação, mas o juiz sugeriu que o Departamento de Justiça não o fizesse, pois isso apenas custaria mais honorários para as empresas e o governo e não chegaria em um resultado diferente. Caso não haja apelação, a autorização dará início a uma nova era dos conglomerados de mídia, entretenimento e tecnologia dos Estados Unidos, pois abre caminho para outras aquisições, que devem agitar o mercado de produção e consumo de conteúdo de séries e filmes. A Comcast, empresa similar à AT&T e que já é dona dos estúdios Universal, aguardava essa decisão para avançar sobre os ativos da 21st Century Fox. Ela deve formalizar uma proposta para rivalizar com a The Walt Disney Company pela compra dos estúdios Fox e canais de TV da empresa. Ao mesmo tempo, empresas de tecnologia que começam a ensaiar projetos de streaming, como Google, Apple e Facebook, também podem ambicionar a compra de estúdios de Hollywood. E elas tem muito dinheiro, podendo transformar Hollywood numa filial do Vale do Silício, por assim dizer. Esta tendência, aparentemente irreversível, aponta que o futuro do cinema está cada vez mais longe das salas escuras e mais próximo dos celulares. Não percam as cenas dos próximos capítulos.
Decreto aumenta espaços reservados para pessoas com deficiência nos cinemas e shows
O presidente Michel Temer assinou na segunda-feira (11/6) um decreto que aumenta o número de lugares reservados para pessoas com deficiência em cinemas, teatros, auditórios e estádios, entre outros locais. O texto será publicada no Diário Oficial da União na terça-feira e entra imediatamente em vigor. A medida altera outro decreto, de 2004, que regulamenta a reserva de espaços para pessoas com deficiência. O decreto anterior estipulava apenas a reserva de 2% dos assentos para “pessoas portadoras de deficiência visual e de pessoas com mobilidade reduzida”. O novo texto faz uma diferenciação entre os locais com até mil lugares, e os que têm mais que isso. No primeiro caso, deverão ser reservados 2% de espaços para cadeirantes, e outros 2% de assentos para “pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida”. Já no caso de locais com mais de mil lugares, são vinte espaços para cadeirantes, mais 1% do excedente dos mil lugares, e o mesmo número de assentos para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Se esse percentual mínimo for um número fracionado, será utilizado o primeiro número inteiro superior. Metade desses assentos especiais deverão, ainda, ter características adequadas para pessoas obesas. Os locais terão 12 meses para se adequar a essa exigência. Caso não haja procura pelos lugares reservados, eles poderão ser comercializados com o público geral.
Oito Mulheres e mais 13 filmes chegam aos cinemas nesta semana
A semana traz 14 estreias, mas apenas cinco dignas de projeção em tela grande. Destas, somente uma chega com distribuição ampla nos cinemas. Trata-se de “Oito Mulheres e um Segredo”, versão feminina de “Onze Homens e um Segredo”, que tem como maior atrativo o elenco que reúne Sandra Bullock (“Gravidade”), Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”), Anne Hathaway (“Colossal”), Helena Bonham Carter (“Alice Através do Espelho”), Sarah Paulson (série “American Crime Story”), Mindy Kaling (série “The Mindy Project”), Awkwafina (“Vizinhos 2”) e a cantora Rihanna (“Battleship”). Na trama, Debbie Ocean (Bullock) sai da prisão planejando o golpe do século no baile anual do Met Gala, recheado de estrelas de Hollywood e um colar extremamente precioso, que desfila no pescoço de Hathaway. É a deixa para reunir um supertime de ladras, com direção de Gary Ross (“Jogos Vorazes”). O lançamento acontece em sincronia com os Estados Unidos, onde foi aprovado por 76% da crítica, na média do site Rotten Tomatoes. O melhor filme da semana, porém, é um terror. E brasileiro, quem diria. Na verdade, “As Boas Maneiras” é um dos filmes mais premiados da atual safra nacional. O segundo longa realizado em parceria pelos diretores Juliana Rojas e Marco Dutra (de “Trabalhar Cansa”) foi o grande vencedor do Festival do Rio 2017, onde arrematou os troféus de Melhor Filme, Atriz Coadjuvante (Marjorie Estiano) e Fotografia (o português Rui Poças, de “Uma Mulher Fantástica”). Além disso, também venceu o Festival do Uruguai, o Prêmio Especial do Júri no Festival de Locarno, na Suiça, o Prêmio do Público no L’Etrange Festival, na França, e o Prêmio da Crítica no Festival de Sitges, na Espanha, entre muitas outras consagrações internacionais. Na trama, uma enfermeira da periferia de São Paulo (Isabél Zuaa, de “Joaquim”) é contratada por uma mulher rica, grávida e misteriosa (Marjorie Estiano, de “Sob Pressão”) para ajudar na casa e, após o nascimento do bebê, ser babá de seu filho. As duas desenvolvem uma forte relação de amizade, mas a gravidez se revela um horror, especialmente nas noites de lua cheia, a ponto de transformar a mulher conforme chega a hora do parto. É tenso, dramático e pronto para virar cult. O detalhe final: graças à projeção internacional, tem 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Para quem prefere filmes que pingam sangue, a programação reserva uma boa surpresa francesa. Com título auto-explicativo, “Vingança” traz a italiana Matilda Anna Ingrid Lutz (“O Chamado 3”) como a jovem amante de um milionário bonitão casado, que acaba estuprada pelos amigos dele durante um fim de semana de “diversão” e é abandonada para morrer no deserto. Só que ela se prova mais forte que o ódio e, no melhor estilo grindhouse, começa a caçá-los, esguichando sangue por todo o lado. Escrita e dirigida pela estreante Coralie Fargeat, “Vingança” evoca o clássico slasher “A Vingança de Jennifer” (1978), que chegou a ser proibido em alguns países. Apesar da história batida, a estilização visual agradou a crítica, o que lhe rendeu 92% de aprovação no Rotten Tomatoes após ganhar fãs nos festivais de Toronto e Sundance. Se a opção for pela comédia, “A Morte de Stalin” segue a linha do humor debochado de Armando Iannucci, criador da série “Veep”. Mas, curiosamente, é baseado numa graphic novel francesa de mesmo nome. A trama gira em torno dos dias caóticos que se seguiram à morte do líder soviético Joseph Stalin em 1953, quando o comunismo perdeu sua maior – e pior – referência. Por incrível que pareça, foi proibido na Rússia atual, supostamente democrática. O elenco reúne um time talentoso e eclético, liderado por Jeffrey Tambor (série “Transparent”), Steve Buscemi (série “Boardwalk Empire”), Rupert Friend (série “Homeland”), Michael Palin (“Ferocidade Máxima”), Jason Isaacs (franquia “Harry Potter”), Paddy Considine (“Macbeth: Ambição e Guerra”), Simon Russell Beale (“A Lenda de Tarzan”) e as atrizes Andrea Riseborough e Olga Kurylenko (ambas de “Oblivion”). Foi indicado aos BAFTA Awards (o Oscar britânico) e tem 96% de aprovação no Rotten Tomatoes. Por fim, o circuito realmente alternativo esconde “Comboio de Sal e Açúcar”, o primeiro representante de Moçambique a tentar uma vaga no Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Para aumentar ainda mais a curiosidade, é dirigido por um brasileiro. Licínio Azevedo mora em Moçambique desde 1975 e é um dos fundadores da empresa moçambicana de produção de cinema Ébano Multimédia, principal produtora do filme – e de vários outros longas-metragens e documentários premiados em todo o mundo. “Comboio de Sal e Açúcar” é seu quinto longa de ficção. Entre os anteriores, estão “Desobediência” (2003), premiado no Festival de Biarritz, e “Virgem Margarida” (2012), premiado em Amiens. Descrito como um “western africano”, o filme venceu o troféu Tanit de Ouro e mostra a perigosa viagem de um grupo, a bordo de um trem que tenta trocar sal por açúcar, atravessando zonas rebeldes de Moçambique em 1989, durante a guerra civil que varreu o país africano. Repleto de cenas de ação, sua narrativa envolvente destaca a divisão entre militares e civis no trem (comboio) que batiza a produção. A programação traz mais dois filmes de terror americanos muito ruins, diversos thrillers que parecem feitos para streaming, uma continuação russa de “Anna Karenina” e a leva semanal de documentários brasileiros que lembram programas de TV educativa. Para quem preferir ver o lado B da programação – como a sequência de “Os Estranhos” (2008), que tem 38% de aprovação – , os trailers e as sinopses de todas as estreias desta quinta (7/6) podem ser conferidas abaixo. Oito Mulheres e Um Segredo | EUA | Comédia de Ação Recém-saída da prisão, Debbie Ocean (Sandra Bullock) logo procura sua ex-parceira Lou (Cate Blanchett) para realizar um elaborado assalto: roubar um colar de diamantes no valor de US$ 150 milhões, que a Cartier mantém sempre em um cofre. O plano é convencer a empresa a emprestá-lo para que a estrela Daphne Kluger (Anne Hathaway) use a joia no badalado Met Gala, um dos eventos mais chiques e vistosos de Nova York. Para tanto, Debbie e Lou reúnem uma equipe composta apenas por mulheres: Nine Ball (Rihanna), Amita (Mindy Kaling), Constance (Awkwafina), Rose (Helena Bonham Carter) e Tammy (Sarah Paulson). As Boas Maneiras | Brasil | Terror Ana (Marjorie Estiano) contrata Clara (Isabél Zuaa), uma solitária enfermeira moradora da periferia de São Paulo, para ser babá de seu filho ainda não nascido. Conforme a gravidez vai avançando, Ana começa a apresentar comportamentos cada vez mais estranhos e sinistros hábitos noturnos que afetam diretamente Clara. Vingança | França | Thriller Três homens casados e ricos fazem anualmente uma espécie de caçada no deserto. Desta vez, um dos empresários decide trazer sua amante (Matilda Lutz). Quando ela é abandonada para morrer devido a uma série de acontecimentos, eles terão que lidar com as consequências de uma mulher que busca vingança. A Morte de Stalin | Reino Unido | Comédia União Soviética, 1953. Após a morte de Josef Stalin (Adrian McLoughlin), o alto escalão do comitê do Partido Comunista se vê em momentos caóticos para decidir quem será o sucessor do líder soviético. Comboio de Sal e Açúcar | Portugal, Moçambique, Brasil | Aventura Moçambique, 1988. Em meio à guerra civil, militares escoltam um trem de carga lotado de mercadorias e pessoas que buscam uma vida melhor. Muitos viajam para trocar além das fronteiras sal por açúcar, escasso localmente, e o grande desafio da jornada cheia de atritos é superar ataques surpresas e sabotagens de grupo paramilitar liderado por homem que, segundo as lendas, se transforma em macaco. Os Estranhos – Caçada Noturna | EUA | Terror Seguindo os acontecimentos do primeiro filme, uma nova família receberá a terrível visita de três psicopatas – que têm como único objetivo transformar suas vidas em um inferno na Terra. Um Dia para Viver | EUA | Thriller Um assassino (Ethan Hawke) ganha uma segunda chance quando seu empregador o traz de volta à vida temporariamente, logo após ter sido morto no trabalho. Ele tem 24 horas para realizar sua missão e se redimir. No Olho do Furacão | EUA | Thriller Um grupo de criminosos planeja roubar US$ 600 milhões do tesouro americano durante a passagem de um furacão. No entanto, seus planos são interrompidos quando o fenômeno meteorológico atinge o nível 5, considerado o mais grave de todos, e eles precisam do código de segurança que apenas uma funcionária do banco tem conhecimento. Selfie para o Inferno | Canadá | Terror Julia é uma vlogueira canadense totalmente conectada e habituada a compartilhar sua rotina com os seguidores, famosa especialmente pelas selfies que faz com frequência. Sua vida, no entanto, toma um rumo obscuro quando, ao visitar sua prima Hanna nos Estados Unidos, cai gravemente doente e coisas muito sinistras passam a acontecer envolvendo seu smartphone. Anna Karenina: A História de Vronsky | Rússia | Drama Durante a guerra russo-japonesa, em 1904, Sergey Karenin (Kirill Grebenshchikov), o chefe de um hospital descobre que um dos oficiais feridos é o conde Vronsky (Max Matveev), a pessoa que arruinou sua mãe, Anna Karenina (Elizaveta Boyarskaya). Agora, ele procura informações sobre o amante da mãe e o quê a levou a desistir da vida. Los Territorios | Argentina, Brasil | Documentário Depois do ataque ao jornal Charlie Hebdo em Paris, Ivan, o filho fútil de um importante jornalista argentino, embarca em uma jornada, perseguindo diferentes eventos e conflitos geopolíticos ao redor do mundo. No entanto, encontrar os acontecimentos na linha de frente é uma tarefa árdua. E ainda mais difícil do que se tornar um correspondente de guerra é marcar as fronteiras entre sua vida e o egocentrismo que guia Ivan, seu pai e os conflitos globais da atualidade. Bonifácio – O Fundador do Brasil | Brasil | Documentário José Bonifácio de Andrada e Silva foi um cientista, filósofo, estrategista e herói de guerra brasileiro que teve um papel decisivo no processo de emancipação do Estado brasileiro em relação a Portugal, sendo conhecido pelo título de Patriarca da Independência. Através de entrevistas com historiadores, a trajetória de sua vida, assim como suas aventuras, são reveladas em um formato inovador, que vai muito além dos livros de história. O Muro | Brasil | Documentário Nas manifestações em 2015 no Brasil contra e a favor da então presidente Dilma Rousseff, o diretor Lula Buarque e a roteirista Isabel de Luca procuram destacar a voz das pessoas e suas opiniões sobre a política nacional. Para eles, o diálogo é tudo, já que na falta dele são construídos muros. Caminho do Mar | Brasil | Documentário O Rio Paraíba do Sul é um dos mais importantes do Brasil, no entanto, ele não recebe a atenção, nem o reconhecimento que merece. Através de relatos de moradores ribeirinhos, pescadores e estudiosos, a história do rio, conhecido pelas suas águas cor de barro, é contada desde a nascente até a foz. Atualmente, ele é responsável por fornecer alimento e energia para o sudeste brasileiro, além disso, também foi fundamental durante o ciclo da cana, do café e do período de industrialização do país.
Brega chique de Paraíso Perdido é a melhor opção das estreias de cinema
Os cinemas recebem três lançamentos amplos nesta quinta (31/5), mas a melhor estreia acontece em circuito intermediário. Esqueça o resto. “Paraíso Perdido” é brega de doer até emocionar. Embora influenciado por Pedro Almodóvar, tem tudo a ver com a cultura nacional e ainda possui qualidade artística e premissa original – justamente o contrário do outro filme nacional em circuito amplo. A obra é uma homenagem à música brega romântica, centrada numa boite que abriga uma família de cantores comandada por ninguém menos que Erasmo Carlos, de volta ao cinema mais de 40 anos após os filmes da Jovem Guarda e 34 anos desde seu último trabalho como ator. Tem muita música – clássicos – , mas também um bom enredo, que se presta até ao suspense, ao incluir um policial (Lee Taylor) como guarda-costas da cantora drag da família (vivida por Jaloo). Roteiro e direção são de Monique Gardenberg (“Ó Paí, Ó”). A maior distribuição, porém, pertence a “Gnomeu e Julieta: O Mistério do Jardim”, continuação da animação de 2011 com músicas de Elton John. Estreia em 500 salas após sua trama, que mistura anões de jardim com Sherlock Holmes, passar batida nos Estados Unidos. Não empolgou nem o público nem a crítica americana – orçado em 59m (milhões), fez US$ 42,6m e teve 29% de aprovação no Rotten Tomatoes. “Eu Só Posso Imaginar”, por outro lado, foi um fenômeno pelo interiorzão americano, ao contar um melodrama de pai, filho e espírito santo, que inspirou um dos maiores sucessos da música gospel caipira dos Estados Unidos. A estreia coincide com a Marcha para Jesus, uma espécie de “Parada do Orgulho Evangélico”, em São Paulo. Caso típico de piada que perde a graça quando ouvida pela terceira vez, “Não Se Aceitam Devoluções” é o terceiro maior lançamento da semana. Remake brasileiro da comédia mexicana “Não Aceitamos Devoluções” (2013), de Eugenio Derbez, chega aos cinemas após até o remake francês, “Uma Família de Dois” (2016), e talvez por isso seja facilmente identificado como o mais fraco dos três, repetindo piadas que tem a ver com a cultura mexicana, sem rever sequer o humor mais preconceituoso – se bem que esperar comédia brasileira sem piada preconceituosa é acreditar em duendes. Sua maior curiosidade é mostrar o novo perfil de papéis de Leandro Hassum (“Até que a Sorte nos Separe”). Depois da cirurgia bariátrica, o ex-gordinho atrapalhado agora brinca de galã, “até que um dia” uma ex deixa a filha que ele não sabia que tinha em sua casa. A partir disso, precisa virar pai e ralar para sustentar a menina – como dublê de filmes de ação em Hollywood! No circuito limitado, o destaque é para o drama tunisiano “A Amante”, que venceu dois prêmios no Festival de Berlim – Melhor Ator para o jovem Majd Mastoura e Melhor Filme de Estreia para o diretor Mohamed Ben Attia. O longa, que tem 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes, mostra que não são apenas as mulheres que sofrem pressão da família e da cultura dos países de inclinação islâmica. Pressionado a se casar com quem não ama e corresponder expectativas, o jovem Heidi conhece e se apaixona por uma desconhecida, e precisa decidir o que fará de sua vida na véspera do casamento arranjado por sua mãe. Como curiosidade, a programação também inclui um “filme de super-herói” húngaro, “Lua de Júpiter”, que utiliza o drama dos refugiados na Europa com ponto de partida para a origem de um herói super-poderoso. Durante uma perseguição na fronteira, um imigrante ilegal é baleado e detido num campo de refugiados, mas descobre ter adquirido a capacidade de levitar. A bela fotografia ajuda a iludir, por breves minutos, que se trata de uma trama ousada e original, mas o desenvolvimento joga todas as ideias e metáforas no lugar-comum. 49% no Rotten Tomatoes. A programação se completa com mais um filme brasileiro, o suspense “A Superfície da Sombra” – que manifesta ambição, frases de efeito e realização truncada de um “David Lynch dos pampas” – , e documentários sobre autismo, banqueiros malvados e curandeiro bonzinho. Confira abaixo todos os lançamentos, com sinopses oficiais e trailers, inclusive os menos cotados. Gnomeu e Julieta: O Mistério do Jardim | EUA | Animação Gnomeu e Julieta chegam em Londres, na Inglaterra, onde são encarregados como responsáveis pela manutenção de um novo jardim. A tarefa cria alguns atritos entre o casal, o que faz com que Gnomeu tente impressioná-la com uma flor que remete ao início do romance deles. O plano dá errado e, ao retornar para casa, Gnomeu e Julieta descobrem que todos os seus amigos gnomos desapareceram. Logo eles encontram Sherlock Gnomes, que está investigando o sumiço deles ao lado de seu fiel companheiro Watson. Eu Só Posso Imaginar | EUA | Drama Bart Millard (J. Michael Finley) é o vocalista da banda cristã MercyMe e tem um relacionamento conturbado com seu pai, que sempre o tratou de maneira dura e nunca entendeu seu amor pela música. Conseguindo forças através de Deus, Bart resolve então eternizar sua relação em uma canção, “I Can Only Imagine”. Não Se Aceitam Devoluções | Brasil | Comédia Juca Valente (Leandro Hassum) é dono de um quiosque no litoral de São Paulo e só quer saber de diversão. Eterno namorador, ele detesta grandes responsabilidades e não pensa em ter nada sério com ninguém. Mas sua vida toma um rumo totalmente diferente quando uma ex-namorada americana larga um bebê com ele e desaparece. Juca então parte para os Estados Unidos na intenção de devolver a criança, sem imaginar que começaria a gostar da ideia de ser pai. Paraíso Perdido | Brasil | Drama musical Paraíso Perdido é um clube noturno gerenciado por José (Erasmo Carlos) e movimentado por apresentações musicais de seus herdeiros. O policial Odair (Lee Taylor) se aproxima da família ao ser contratado para fazer a segurança do jovem talento Ímã (Jaloo), neto de José e alvo frequente de homofóbicos, e aos poucos o laço entre o agente e o clã de artistas românticos vai se revelando mais e mais forte – com nós surpreendentes. A Superfície da Sombra | Brasil, Uruguai | Suspense O solitário Tony (Leonardo Machado) viaja até o extremo sul do país para o funeral de uma antiga amiga. Ele acaba se atrasando e perde a cerimônia, mas conhece Blanca (Giovana Echeverria), garota misteriosa que se oferece para guiá-lo pela cidade. Eles acabam começando uma relação amorosa enquanto estranhos acontecimentos passam a fazer parte da rotina de Tony no lugarejo. Lua de Júpiter | Hungria, Alemanha | Sci-Fi Aryan, um jovem migrante, é baleado ao tentar cruzar ilegalmente a fronteira da Hungria. Depois do choque provocado pelo acidente, descobre que adquiriu o poder de levitar e agora, preso em um campo refugiados, precisa contar com a ajuda do Dr. Stern, que tem interesses muito específicos em sua habilidade sobrenatural. A Amante | Tunísia, Bélgica, França | Drama Hedi (Majd Mastoura) é um homem introvertido, que não espera muito da vida. Ele permite que todos tomem decisões por ele, como sua autoritária mãe, que planeja seu casamento; seu chefe, que o faz trabalhar em datas comemorativas; e seu irmão, que sempre diz como ele deve se comportar. Em uma viagem profissional, Hedi conhece Rim (Rym Ben Messaoud), com quem inicia passional relação amorosa. Agora, durante o tempo em que os preparativos de seu matrimônio acontecem, Hedi é forçado a finalmente tomar uma decisão. Em um Mundo Interior | Brasil | Documentário O documentário registra a vida de famílias de classes sociais e regiões distintas cujos filhos manifestam transtornos sensoriais ou cognitivos, buscando compreender a percepção do mundo pelo ponto de vista de jovens com Transtornos do Espectro do Autismo. Dedo na Ferida | Brasil | Documentário Abordando o sistema financeiro e suas contradições, o ducumentário faz um questionamento a respeito de um dos principais discursos das autoridades financeiras: de que não podemos gastar mais do que arrecadamos. Através de diversas entrevistas, é composto um panorama de como o capital pode influenciar a política, os governos e a vida cotidiana de qualquer pessoa. João de Deus – O Silêncio é uma Prece | Brasil | Documentário A história do famoso médium João de Deus desde sua infância paupérrima no interior de Goiás até o presente momento, em que ele incorpora médicos e sugere ter adquirido poderes curativos. O documentário também relata a descoberta do dom paranormal e narra o bullying que o médium sofreu daqueles que duvidavam de sua sensibilidade.
Han Solo é a maior estreia dos cinemas nesta semana
O novo filme da franquia “Star Wars”, centrado na juventude de Han Solo, chega em mais de mil salas de cinema nesta quinta (25/5). A trama conta tudo o que os fãs já sabem sobre a origem do personagem, mas nunca tinham visto, e acrescenta algumas reviravoltas, além de ter um grande diferencial em relação aos demais títulos da franquia: é o primeiro que se passa na época do Império sem a presença de rebeldes em missão para destruir a Estrela da Morte. Com clima de aventura espacial, o filme também é mais leve que a recente trilogia – apesar de seus bastidores, que pesaram com a demissão e substituição dos diretores durante as filmagens. Um passatempo que agrada, mas sem empolgar muito. Com 71% de aprovação no Rotten Tomatoes, é o terceiro pior “Star Wars” já feito, acima apenas dos dois péssimos primeiros “Episódios” da trilogia dos anos 1990 – a nota cai ainda mais, para 63% apenas com a cotação da imprensa, isto é sem o aval dos blogueiros nerds. Como os cinemas de shopping center ainda estão passando “Deadpool 2” e “Vingadores: Guerra Infinita”, os demais lançamentos disputam espaço no circuito alternativo. Nada menos que 10 filmes – quatro deles brasileiros. Melhor das opções, a comédia “Tully” volta a reunir a equipe de “Jovens Adultos” (2011): a atriz Charlize Theron, a roteirista Diablo Cody e o diretor Jason Reitman. A trama mostra a atriz esgotada pela rotina de ser mãe de duas crianças pequenas e um bebê recém-nascido. Mas ela não é a personagem-título. Tully, na verdade, é uma “Mary Poppins” moderna, uma babá cheia de sorrisos e juventude, vivida por Mackenzie Davis (série “Halt and Catch Fire”). Ao lidar com as dificuldades da maternidade nos dias atuais com humor e honestidade, o filme conquistou a simpatia da crítica, obtendo 87% de críticas positivas. Detalhe: a nota é a mesma entre nerds e imprensa. Na prática, isto significa que todos concordam que “Tully” é melhor que o “Han Solo”. Vale a pena conferir também o lançamento europeu “Réquiem para Sra. J”, longa de estreia do sérvio Bojan Vuletic, em que a protagonista, mergulhada na depressão após um ano da morte do marido, planeja seu suicídio para não ter mais que lidar com as filhas, mas não sem antes planejar seu enterro. A premissa dramática esconde, na verdade, boa dose de humor negro. Como curiosidade, a programação internacional inclui ainda o terceiro lançamento do sul-coreano Hong Sang-soo no país em sete meses. O cineasta roda um filme atrás do outro, assim aproveitou que estava em Cannes para exibir uma dessas obras e filmou rapidamente “A Câmera de Claire” com a atriz francesa Isabelle Huppert – que ele já tinha dirigido em “A Visitante Francesa”, em 2012. Mas quem chama mais atenção é a bela Kim Min-hee, que estrelou os outros dois filmes mais recentes de Sang-soo e neste reprisa as situações dos anteriores – vagueia na praia como em “Na Praia à Noite Sozinha” e tem problemas no emprego como em “O Dia Depois”. Na seleção brasileira, o melhor é o documentário “A Vida Extra-Ordinária de Tarso de Castro”, uma viagem nostálgica pela imprensa antes da internet. “Antes que eu Me Esqueça”, supostamente uma comédia, revela-se um senhor melodrama. Já o besteirol “Alguém Como Eu” e o esotérico “Rio Mumbai”, que viajam literal e figurativamente, apelam a elementos fantásticos para fazer graça e drama. E conseguem ser realmente um espanto. Confira abaixo todos os filmes, com sinopses oficiais e trailers, que estreiam nesta semana nos cinemas – inclusive os menos cotados. Han Solo: Uma História Star Wars | EUA | Sci-Fi As aventuras do emblemático mercenário Han Solo (Alden Ehrenreich) e seu fiel escudeiro Chewbacca (Joonas Suotamo) antes dos eventos retratados em “Guerra nas Estrelas”, inclusive encontrando com Lando Calrissian (Donald Glover). Tully | EUA | Comédia Marlo (Charlize Theron), mãe de três filhos, sendo um deles um recém-nascido, vive uma vida muito atarefada, e, certo dia, ganha de presente de seu irmão uma babá para cuidar das crianças durante a noite. Antes um pouco hesitante, Marlo acaba se surpreendendo com Tully (Mackenzie Davis). Uma Escala em Paris | EUA, França | Drama Gina (Lindsay Burdge), uma comissária de bordo americana, que depois de uma temporada sozinha e deprimida pelo suicídio de seu namorado, acaba conhecendo e se apaixonando por Jérôme (Damien Bonnard), um garçom parisiense. E, quando finalmente decide ficar na França para viver este amor, surge Clémence (Esther Garrel), um antigo amor de Jérôme que transformará a vida de Gina em uma rede de desilusões e loucura. Olhos do Deserto | Canadá, França | Drama Gordon (Joe Cole), um operador de hexapod, uma espécie de robô aranha, e Ayusha (Lina El Arabi), uma jovem do Oriente Médio, estão desenvolvendo uma relação aparentemente impossível. Ele, que é um guardião de um oleoduto no deserto através dos olhos do robô, acaba se apaixonando pela moça, a quem observa diariamente. O único problema é que, para o azar dos dois, ele controla o sistema do outro lado do mundo, na América. Colheita Amarga | Canadá | Drama Ucrânia, 1930. Yuri (Max Irons), artista nascido numa família de guerreiros cossacos, se esforça para conseguir uma aprovação dos parentes e tem a vida transformada quando o Exército Vermelho invade seu país e sua família é perseguida pelo regime stalinista. Réquiem para Sra. J | Sérvia, Bulgária, Macedônia, Rússia, França | Drama Sra. J. (Mirjana Karanovic) passa seus dias desolada. Viúva e desempregada, ela se sente cansada e solitária, mesmo morando com suas duas filhas e sua sogra. Entendiada, decide cometer suicídio, mas antes precisa resolver algumas tarefas importantes, como preparar sua lápide ao lado do finado esposo. A Câmera de Claire | França, Coreia do Sul | Drama Numa viagem de trabalho ao Festival de Cannes, Jeon Man-hee (Kim Min-hee) é demitida por sua chefe, que não revela o real motivo da demissão. Ao mesmo tempo, Claire (Isabelle Huppert), uma professora que sonha em trabalhar como poeta, sai pelas ruas tirando fotos em sua câmera Polaroid. Essas duas mulheres se conhecem e tornam-se amigas. Por acaso, as imagens de Claire ajudam Jeon a compreender melhor o momento pelo qual está passando. Alguém Como Eu | Brasil | Comédia Helena (Paolla Oliveira) e Alex (Ricardo Pereira) são um casal que, como todos os outros, vivem diferentes fases em seu relacionamento. Depois de alguns meses de dúvidas sobre o seu namoro, Helena passa a imaginar como seria se Alex fosse uma mulher, mas sua obsessão pelo assunto vai transformar seus devaneios em algo que a atrapalha. Antes que eu Me Esqueça | Brasil | Comédia Aos 80 anos de idade, Polidoro (José de Abreu) é um soberbo juiz aposentado que vive sozinho e mal tem contato com o filho Paulo (Danton Mello), pianista fracassado. Quando sua filha mais próxima, Bia (Letícia Isnard), entra com uma ação para interditá-lo, ele decide investir seus fundos numa boate de striptease em Copacabana. Rio Mumbai | Brasil | Drama Nelson (Pedro Sodré) é um jovem jornalista casado com Maria (Clara Choveaux). Um dia, o rapaz passa a presenciar estranhas experiências e é convencido por seu vizinho, um velho cientista (Bruce Gomlevsky), de que tais acontecimentos estão ligados a viagens no tempo. Maria, por sua vez, descobre por meio de um diário de bordo que há uma conexão atemporal entre eles. A Vida Extra-Ordinária de Tarso de Castro | Brasil | Documentário A história do Brasil nos anos 1960, 70 e 80 é revisitada através de um panorama da vida de Tarso de Castro, jornalista criador do Pasquim e membro de uma geração de intelectuais que se opunham à ditadura militar.











