Não Tem Volta: Comédia com Manu Gavassi ganha pôster e data de estreia
A comédia de ação brasileira “Não Tem Volta”, protagonizada por Manu Gavassi (“Maldivas”) e Rafael Infante (“Vai que Cola”), ganhou seu primeiro pôster e data de estreia nos cinemas – marcada para o dia 23 de novembro. O filme, dirigido por César Rodrigues e com roteiro original de Fernando Ceylão, é uma produção da Conspiração, com coprodução da Star e apoio da RioFilme. Trama inusitada A trama do filme acompanha Henrique, interpretado por Rafael Infante, que, incapaz de superar a separação de Gabriela, personagem de Manu, decide contratar uma empresa de assassinos de aluguel para acabar com sua própria vida. No entanto, após reencontrar Gabriela e reatar a relação, Henrique se vê em uma situação complicada, pois o contrato com os assassinos não pode ser cancelado. A partir daí, ele se envolve em uma série de situações tensas e mirabolantes para tentar salvar a própria vida e ficar com a mulher que ama, mesmo sabendo que, por contrato, sua decisão de contratar os assassinos não tem volta. Cinéfilos devem lembrar de premissa similar na comédia clássica francesa “Fabulosas Aventuras de um Playboy”, estrelada por Jean Paul Belmondo em 1965. Elenco conta com nomes conhecidos da TV brasileira Além de Gavassi e Infante, o elenco do filme conta com participações especiais de Diogo Vilela, Betty Gofman e Roberto Bomtempo. A produção é de Leonardo M Barros e Eliana Soárez, com produção executiva de Juliana Capelini e Renata Brandão.
Maria Helena Dias, atriz de “Elas por Elas”, morre aos 91 anos
A atriz Maria Helena Dias, que marcou a teledramaturgia brasileira com sua atuação em diversas novelas, morreu na última terça-feira (1/8), aos 91 anos. A informação foi confirmada por amigos da artista neste sábado (5/8). Maria Helena estava internada em um hospital no Rio de Janeiro há um mês, após ser acometida por uma broncopneumonia e uma trombose na perna. A atriz foi submetida a uma angioplastia, mas devido à saúde frágil não resistiu ao procedimento. Maria Helena Dias iniciou sua carreira na extinta Rede Tupi, nos anos 1950, quando participou do pioneiro programa “Grande Teatro Tupi”. A atriz também estrelou dezenas de espetáculos nos palcos. Sua primeira novela foi “Renúncia”, em 1964, na TV Record, ao lado de Francisco Cuoco e Irina Grecco. Seis anos depois, estreou na Globo com “Ponte dos Suspiros” (1969), mantendo-se na emissora até o fim da carreira. Trajetória na Globo Ao longo de três décadas, Maria Helena integrou o elenco de diversas novelas, incluindo “Escalada” (1975), “Um Sol Maior” (1977), “Pai Herói” (1979), “Água Viva” (1980) e “Ciranda de Pedra” (1981). Um de seus trabalhos mais conhecidos foi ao ar na novela “Elas por Elas” (1982), quando deu vida a Carmem, mulher que trabalha para sustentar o marido, dois filhos e um cunhado. O destaque foi tanto que ela também viveu a personagem na série “Mario Fofoca”, derivada da novela, que foi lançada em 1983. Por sinal, a atração vai ganhar remake, previsto para estrear no mês que vem. O papel de Maria Helena Dias será revivido por Maria Clara Spinelli, que será a primeira mulher trans a ser protagonista em uma novela brasileira. A atriz também marcou presença em “Tieta” (1989), “Rainha da Sucata” (1990), “A Próxima Vítima” (1995) e outras produções, despedindo-se do gênero em “Cobras e Lagartos” (2006), trama das 19h da TV Globo escrita por João Emanuel Carneiro. Um ano depois, ela se afastou definitivamente da atuação, fazendo seu último papel na série “Carga Pesada”. Trabalhos no cinema Além de sua marcante presença na televisão, Maria Helena Dias também teve uma carreira significativa no cinema e no teatro. A atriz participou de diversos longa-metragens, como “Chofer de Praça” (1958) e “Zé do Periquito” (1960), ambos estrelados por Amácio Mazzaropi, além de “Asfalto Selvagem” (1964), “Vidas Estranhas” (1968), “O Super Manso” (1974), “Corpo Livre” (1985) e “Os Heróis Trapalhões: Uma Aventura na Selva” (1988), onde viveu a mãe dos cantores da banda Dominó. Em entrevista ao jornal O Globo, ela contou que teve problemas com a família por seguir carreira na atuação. “Para a minha família, fui uma espécie de ‘ovelha negra’ no início. Para o pessoal de teatro e TV, sou muito equilibrada. E é natureza. São polos bem diversos, opostos”, disse ela. Ela foi casada duas vezes e não teve filhos, afirmando que não conseguiria se “dividir em profissional, mãe e dona de casa”, mas que admirava as pessoas que conseguiam.
Filme traz Carla Diaz e Lucas Lucco em clima romântico
A atriz Carla Diaz divulgou nas redes sociais o trailer e pôster de “Rodeio Rock”, filme romântico e musical em que ela vive par romântico com o cantor Lucas Lucco. “Rodeio Rock” conta a história de dois músicos idênticos em aparência, mas completamente diferentes em personalidade: o cantor sertanejo mais famoso – e polêmico – do Brasil, e um roqueiro que, apesar de talentoso, não é reconhecido. Ambos os personagens são interpretados por Lucas Lucco. A história do filme Hero, o roqueiro talentoso, tem aversão à música sertaneja, principalmente por ser extremamente parecido com o maior cantor brasileiro do gênero, Sandro Sanderlei. No entanto, Hero vê sua vida mudar quando tem a chance de substituir o sertanejo em sua turnê, após o artista entrar em coma. Desempregado e cheio de dívidas, Hero aceita a proposta de viajar pelo país fazendo os shows de Sandro Sanderlei. No entanto, durante a turnê, ele conhece Lulli (Carla Diaz), ex-namorada de Sandro, e acaba se apaixonando por ela. A partir daí, ele terá que escolher entre perder sua identidade e ganhar a fama e o sucesso que sempre buscou, ou ser fiel aos seus princípios e conquistar a mulher que ama. Divulgação e expectativa A divulgação feita por Carla Diaz gerou grande expectativa entre os fãs. “Ansiosa, porque esse filme que foi tão especial gravar, chega em breve nos cinemas!! E aí, quem vai assistir comigo?”, escreveu a atriz na publicação do trailer. “O filme tem romance, perrengue, cenas hilárias e muita música!”, acrescentou ao revelar o pôster. A produção, dirigida por Marcelo Antunez (“O Palestrante”), marca a estreia como roteirista do ator Felipe Folgosi – que fez “Chiquititas” como Carla, só que em outra geração. O lançamento vai acontecer em 5 de outubro nos cinemas. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Carla Diaz (@carladiaz) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Carla Diaz (@carladiaz)
10 filmes: “Guardiões da Galáxia 3” e as principais estreias do streaming
Os grandes blockbusters de 2023 chegam ao cinema em casa, com o lançamento de “Guardiões da Galáxia Vol. 3” pela Disney+ e “Transformers: O Despertar das Feras” em VOD. Em ritmo de aventura, a programação também traz “Os Três Mosqueteiros – D’Artagnan”, “Sisu” e os terrores “O Exorcista do Papa” e “100 Coisas para Fazer Antes de Virar Zumbi”. Confira os 10 principais filmes lançados na semana nos serviços de assinatura e de locação em streaming. GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL. 3 | DISNEY+ Um dos maiores blockbusters do ano, o final da saga dos Guardiões chega ao streaming após faturar cerca de US$ 850 milhões de bilheteria mundial e conquistar aclamação da crítica, com 82% de aprovação no Rotten Tomatoes. O sucesso e os elogios acabaram representando um grande contraste com as outras produções da Marvel deste ano, o filme “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania” e a série “Invasão Secreta”, considerados fracassos do estúdio. A produção também marcou a despedida de James Gunn da Marvel. O diretor e roteirista passa agora a comandar as produções do rival DC Studios. Em sua última jornada pela Marvel, Gunn juntou uma história de origem com a conclusão da saga, revelando os segredos do passado de Rocket (dublado por Bradley Cooper) e sua relação com o novo vilão Alto Evolucionário (Chukwudi Iwuji, de “O Pacificador”), sem perder de vista a evolução dos personagens e o tema fundamental da franquia: famílias encontradas. Na trama, enquanto Peter Quill (Chris Pratt) ainda se recupera da perda de Gamora (Zoe Saldana), ele reúne sua equipe em uma perigosa tarefa para salvar seu amigo Rocket – uma missão que, se não for concluída com sucesso, pode muito bem levar ao fim dos heróis. E como se não bastasse a ameaça principal, os Guardiões ainda tem que enfrentar Adam Warlock, novo personagem interpretado por Will Poulter (“Maze Runner”). Embora o filme não feche a porta definitivamente para os Guardiões da Galáxia, ele oferece um senso de encerramento e conclui a trilogia de James Gunn com um clima mais sombrio que o esperado. Mas com o sucesso de bilheteria, não será surpresa se os heróis reaparecerem novamente, seja num spin-off centrado em Peter Quill ou até mesmo com a nova formação da equipe apresentada no final. TRANSFORMERS: O DESPERTAR DAS FERAS | VOD* A franquia “Transformers” é revivida num filme melhor que os anteriores, graças a um equilíbrio maior entre a ação robótica e seu enredo humano. A volta dos robôs gigantes tem direção de Steven Caple Jr. (“Creed II”) e se baseia em “Beast Wars: Guerreiros Virtuais”, um dos desenhos mais populares da franquia, exibido entre 1996 e 1999. Evocando a época, a produção é ambientada nos anos 1990 – mais especificamente no ano de 1994 – e é cheia de referências do hip-hop. A trama segue Noah Diaz, um ex-militar interpretado por Anthony Ramos (“Em um Bairro de Nova York”), que acaba se envolvendo com os Autobots quando participa de um assalto e descobre que o Porsche que está roubando é, na verdade, o Autobot Mirage. Noah e uma pesquisadora (Dominique Fishback, de “Judas e o Messias Negro”) encontram o artefato cobiçado pelos vilões – capaz de destruir o mundo – e unem forças para ajudar os Autobots a achar a outra metade dessa chave no Peru. Uma novidade na franquia são os Maximals, robôs com características de animais. Assim como os transformers originais, os novos personagens também se dividem em facções rivais. Os Maximals são as versões animais dos Autobots, e a trama envolve um pedido de ajuda desses animais-robôs aos carros-robôs para “proteger o lar que dividimos” contra a ameaça dos Terrorcons e a chegada do Unicron, um monstro devorador de planetas. E entre os personagens alistados nessa luta estão velhos conhecidos do público, como Bumblebee (com o visual de seu filme solo) e Optimus Prime, além personagens das séries animadas, como Arcee (a Autobot feminina) e Mirage. O elenco também conta com Luna Lauren Vélez (“Dexter”), Ron Pearlman (o “Hellboy” original), Michelle Yeoh (“Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”), Pete Davidson (“Morte, Morte, Morte”), Peter Dinklage (“Game of Thrones”), Michaela Jaé Rodriguez (“Pose”), Cristo Fernández (“Ted Lasso”), Peter Cullen (dublador oficial de Optimus Prime desde 1984) e o rapper Tobe Nwigwe – quase todos como dubladores dos robôs. OS TRÊS MOSQUETEIROS – D’ARTAGNAN | VOD* A aventura clássica de Alexandre Dumas ganha uma de suas melhores e mais caras versões. A aventura de capa e espada acompanha D’Artagnan, um jovem pobre e espirituoso, cujas ações bem-intencionadas o colocam no centro de uma intriga palaciana, com o futuro da França em jogo. As únicas pessoas que podem impedir as maquinações sombrias do Cardeal de Richelieu são os três mosqueteiros que o acham irritante, Athos, Porthos e Aramis. Só que a situação se complica ainda mais quando ele se apaixona perdidamente por Constance Bonacieux, a confidente da Rainha, e se coloca na mira de outra inimiga mortal: Milady de Winter. Dirigido por Martin Bourboulon (“Eiffel”), o longa traz François Civil (“Amor à Segunda Vista”) como D’Artagnan e um elenco bem famoso, incluindo Pio Marmaï (“O Acontecimento”), Romain Duris (“Eiffel”) e Vincent Cassel (“Ameaça Profunda”) e como os Três Mosqueteiros, além de Eva Green (“O Lar das Crianças Peculiares”), Vicky Krieps (“Corsage”), Lyna Khoudri (“A Crônica Francesa”), Eric Ruf (“O Oficial e o Espião”) e Louis Garrel (“O Festival do Amor”) como o rei Luís XIII. 100 COISAS PARA FAZER ANTES DE VIRAR ZUMBI | NETFLIX Adaptação do popular mangá de Haro Asô, autor de “Alice in Borderland”, a história segue Akira Tendō, um jovem de 24 anos que, preso em um emprego corporativo desgastante no Japão, se vê subitamente imerso no apocalipse zumbi. A perspectiva aterrorizante, no entanto, traz um alívio surpreendente para Akira – ele nunca mais precisará trabalhar novamente. Este evento cataclísmico acaba se tornando o catalisador para Akira voltar a viver, levando-o a elaborar uma lista de 100 coisas que deseja realizar antes de ser mordido e virar morto-vivo. Esta lista inclui tudo, desde aprender a falar inglês até encontrar a mulher dos seus sonhos. O filme, que mescla comédia e terror, explora como o apocalipse zumbi acaba sendo o empurrão necessário para que Akira comece a viver para si mesmo. Mesmo diante de situações terrivelmente perigosas, ele nunca se sentiu mais vivo. O tom irreverente traz à mente filmes como “Todo Mundo Quase Morto”, de Edgar Wright, e apresenta uma abordagem diferenciada para o subgênero zumbi, concentrando-se em alguém que odeia sua vida e não tem nada a perder durante o fim dos tempos. A adaptação será o primeiro filme dirigido por Yusuke Ishida, diretor das séries “Re: Mind” e “Afro Tanaka”, e seu elenco destaca Eiji Akaso (“Super Rich”) e Mai Shiraishi (“Drifter”), que é ex-cantora da banda de J-pop Nogizaka 46. E para quem quiser mais, a Netflix também disponibiliza a série anime baseada no mangá original. SISU | VOD* Guerra, sangue e um bastardo inglório. O filme finlandês apresenta uma premissa à Tarantino que é, ao mesmo tempo, brutal e absurdamente divertida. A história se desenrola durante os últimos dias tumultuados da 2ª Guerra Mundial, colocando o ex-comando Aatami, apelidado de “o Imortal”, contra as tropas alemãs em retirada, que tiveram a infeliz ideia de roubar seu ouro, provocar seu cachorro e deixá-lo para morrer. Aatami, interpretado por Jorma Tommila (“Caçada ao Presidente”), exibe todas as características do título do filme, “Sisu”, uma palavra finlandesa que traduz aproximadamente como coragem, determinação, bravura e inteligência. A violência é gráfica e sangrenta, com Aatami transformando quase tudo em arma e a câmera sendo atingida por partes de corpo de nazistas explodidos. O elenco também apresenta Aksel Hennie (“O Paradoxo Cloverfield”) como um oficial implacável da SS nazista e Mimosa Willamo (“Deadwind”) como uma prisioneira, que se torna cada vez mais encorajada pela crescente contagem de mortes de Aatami. Por fim, o diretor responsável por desmembrar nazistas é Jalmari Helander, do cultuado terrir “Papai Noel das Cavernas” (2010). O EXORCISTA DO PAPA | HBO MAX O terror traz Russell Crowe (“Thor: Amor e Trovão”) como Gabriele Amorth, um lendário (e verdadeiro) padre italiano que realizou mais de 100 mil exorcismos para o Vaticano. Na história do filme, um demônio possuiu uma criança e exige a presença do padre, num plano premeditado para possuir o exorcista do Papa. Dirigido por Julius Avery (“Operação Overlord”), o filme é baseado nos livros de memórias publicados por Amorth, que morreu em 2016, e seu elenco conta com Franco Nero (“Django”), Laurel Marsden (“Ms. Marvel”), Cornell S. John (“Gangs of London”), Alex Essoe (“Missa da Meia-Noite”) e Daniel Zovatto (“Station Eleven”). MEDUSA DELUXE | MUBI A exótica comédia britânica é ambientada em uma competição regional de cabeleireiros e se desenvolve após o assassinato macabro de um dos competidores, com o crime provocando uma cadeia de suspeitas, fofocas e intrigas entre os cabeleireiros, modelos e seguranças presentes. Com visual arrojado e audácia narrativa, a estreia do diretor Thomas Hardiman encantou a crítica, atingindo 92% de aprovação no site Rotten Tomatoes – houve até comparações com o cinema de Pedro Almodóvar. Os papéis principais são vividos por Clare Perkins (“A Roda do Tempo”) e Harriet Webb (“Succession”), intérpretes dos maiores rivais na disputa pelo penteado mais ousado da competição. O DESPERTAR DA JUVENTUDE | VOD* O drama que se desenrola na década de 1980 em Brighton Beach, Brooklyn (EUA), acompanha o jovem David, interpretado por Samuel H. Levine (“Indignação”), em uma jornada de autodescoberta. A narrativa, dirigida por Eric Steel, é uma história de amadurecimento que explora a identidade gay e judaica de David, representando de forma sensível e autêntica a vida de um jovem que luta para conciliar sua fé e sexualidade em uma comunidade conservadora. David, que aos 17 anos vive com seus avós russos judeus, envolve-se com homens mais velhos, que o introduzem a uma subcultura gay que ele nunca soube que existia. A história é uma exploração dessa descoberta, desafiando suas noções preconcebidas e mostrando como ele navega por seus dois mundos aparentemente opostos. Elogiado pela crítica por sua representação autêntica e sensível da experiência gay e judaica, o filme foi vencedor do festival Queer Lisboa e recebeu o troféu de Melhor Filme de Diretor Estreante no Festival de Jerusalém. MEU ÁLBUM DE AMORES | AMAZON PRIME VIDEO O diretor Rafael Gomes (“Música para Morrer de Amor”) completa uma trilogia sentimental com esta comédia sobre um jovem que descobre ser filho de um famoso cantor popular dos anos 1970 no mesmo dia em que é dispensado pela namorada. A notícia é dada por um meio-irmão que não conhecia e com quem vai compartilhar uma missão: deixar as cinzas do ídolo brega com o grande amor de sua vida. Só que, mulherengo, o cantor deixou muitos amores e não será fácil achar o maior deles. O filme destaca Gabriel Leone (“Dom”) em papel duplo, encarnando o cantor e seu filho, além de uma trilha sonora original de Odair José e Arnaldo Antunes, que acrescenta muito à trama. O elenco também inclui Felipe Frazão (“Todxs Nós”), Carla Salle (“Onisciente”), Maria Luísa Mendonça (“Verdades Secretas”), Lorena Comparato (“Rensga Hits!”) e Clarisse Abujamra (“Como Nossos Pais”), entre outros. | TINNITUS | VOD* O drama esportivo de Gregorio Graziosi (“A Obra”) gira em torno de Marina (Joana de Verona, de “Pedro e Inês”), uma atleta de Saltos Ornamentais que sofre com um terrível zumbido nos ouvidos. Após um acidente trágico, ela troca a perigosa e desafiadora plataforma de saltos por uma pacata vida no aquário, onde trabalha fantasiada de sereia. No entanto, busca voltar ao esporte que ama, o que faz aumentar os desafios, o zumbido e o perigo em sua vida, marcada por conflitos e desafios. Ela luta contra o controle de namorado, Antônio (André Guerreiro Lopes), um médico que administra seu tratamento, e enfrenta a revolta de Luísa (Indira Nascimento), sua antiga parceira de salto. Além disso, Marina inicia...
“Megatubarão 2” é principal estreia de cinema da semana
A semana com o maior número de estreias de cinema no ano – 16 filmes! – tem como principal lançamento o trash de grande orçamento “Megatubarão 2”, mas também destaca a obra-prima “The First Slam Dunk”, anime com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, e duas comédias americanas, a elogiada “Loucas em Apuros” e a lamentada “Guerra entre Herdeiros”. Quase metade da lista – 7 filmes – é composta por longas brasileiros. E há 6 documentários, incluindo internacionais. Confira a relação completa dos lançamentos desta quinta-feira (3/8): MEGATUBARÃO 2 A continuação do filme de 2018 volta a trazer Jason Statham (“Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”) contra tubarões gigantes. Desta vez, ele se depara com três tubarões pré-históricos e conta com a ajuda de Wu Jing (“Comando Final”), uma estrela enorme na China que atuou em blockbusters como “The Wandering Earth”, “Wolf Warrior” e “The Battle at Lake Changjin”. A dupla embarca numa jornada subaquática até o fundo do oceano para investigar novas criaturas, mas também acaba encontrando terroristas marinhos e todos terminam avançando rumo a um destino turístico à beira-mar. É claro que muitas pessoas acabam nas mandíbulas dos tubarões, mas até chegar lá o filme não economiza enrolação. A sequência foi confirmada pouco depois de “Megatubarão” ter arrecadado US$ 530 milhões em todo o mundo em 2018. O filme original seguia um grupo de cientistas cujo submarino foi atacado por um Megalodon – uma espécie de tubarão gigante que se pensava estar extinta. A continuação triplica a ameaça e ainda inclui um bônus gigante com tentáculos. “Megatubarão 2” conta ainda com a volta de Cliff Curtis (“Avatar: O Caminho da Água”), mas não dos outros sobreviventes do primeiro filme, substituídos por Sienna Guillory (“Resident Evil: Apocalypse”), Skyler Samuels (“Masquerade”), Page Kennedy (“A Hora do Rush”), Shuya Sophia Cai (“Somewhere Only We Know”) e Sergio Peris-Mencheta (“Rambo: Até o Fim”). O filme é baseado no segundo volume de uma franquia literária criada pelo escritor Steve Alten em 1997. A adaptação foi escrita pelos mesmos roteiristas do primeiro filme, Dean Georgaris (“Desejo de Matar”) e os irmãos Erich e Jon Hoeber (“Battleship”), e a direção está a cargo de Ben Wheatley (“Rebecca – A Mulher Inesquecível”). THE FIRST SLAM DUNK Adaptação cinematográfica do popular mangá “Slam Dunk”, o anime foi escrito e dirigido pelo próprio criador dos quadrinhos, Takehiko Inoue. A trama se concentra na equipe de basquete do Ensino Médio Shohoku, que compete pelo campeonato nacional. Ao contrário da tradição dos dramas de esportes, que guardam o grande jogo para o final, a trama inteira do desenho se desenrola ao longo de um único jogo, intercalado com flashbacks que oferecem uma visão mais profunda da vida dos jogadores, com destaque para o armador Ryota e o ala-pivô egocêntrico Hanamichi. A representação do basquete é um dos pontos altos do filme, capturando a fisicalidade explosiva do esporte através de uma combinação de imagens geradas por computador e animação tradicional desenhada à mão. A ação é fluida e realista, com movimentos dos jogadores que lembram a realidade do esporte, desde a captura de passes até a realização de enterradas. A trilha sonora complementa a ação, imitando perfeitamente o som de uma bola ao sair das pontas dos dedos de um jogador até gerar um estrondo sísmico a cada enterrada. Apesar de ser uma adaptação de um mangá que abrange 31 volumes, e que rendeu uma série com 101 episódios nos anos 1990, “O Primeiro Slam Dunk” consegue condensar a essência da história no filme de duas horas, encontrando uma forma inovadora de fornecer uma compreensão mais profunda de seus personagens, ao mesmo tempo em que serve uma série implacável de jogadas e reviravoltas capazes de fazer os fãs de esportes pularem nas poltronas. LOUCAS EM APUROS A comédia de viagem acompanha quatro amigas asiático-americanas em apuros na China. Estreia na direção de Adele Lim, roteirista de “Podres de Ricos” e “Raya e o Último Dragão”, o filme gira em torno de Audrey (Ashley Park, de “Emily em Paris”), uma advogada criada por pais americanos que decide procurar sua mãe biológica em Pequim. Acompanhando Audrey está sua melhor amiga Lolo (Sherry Cola, de “Good Trouble”), uma artista que usa sua arte erótica para desafiar estereótipos e a fetichização dos asiáticos, Kat (Stephanie Hsu, de “Maravilhosa Sra. Maisel”), uma atriz que trabalha em uma popular telenovela chinesa e está tentando esconder sua extensa lista de ex-parceiros de seu noivo super cristão, e a lacônica Deadeye (Sabrina Wu, de “Doogie Kamealoha: Doutora Precoce”), uma fã obcecada de K-pop. A narrativa é impulsionada pelas diferenças de temperamento e personalidade das protagonistas, além da forma diferente com que cada uma lida com sua herança cultural chinesa. Mas o que realmente chama atenção na comédia é o tom escrachado, repleto de momentos ultrajantes, incluindo piadas escatológicas. A crítica americana se divertiu, dando 91% de aprovação no Rotten Tomatoes. GUERRA ENTRE HERDEIROS A comédia sombria de humor cáustico acompanha as irmãs Macey (Toni Collette, de “Hereditário”) e Savanna (Anna Faris, de “Mom”), que, à beira da ruína financeira, veem uma oportunidade de salvação na notícia da doença terminal de sua tia rica Hilda (Kathleen Turner, de “O Método Kominsky”). Savanna, a irmã mais inescrupulosa, convence Macey a tentar se aproximar da tia, na esperança de serem incluídas em seu testamento. No entanto, ao chegarem à casa de Hilda, descobrem que seus primos igualmente sem escrúpulos tiveram a mesma ideia. A trama se desenrola como uma disputa de bajulação para ver quem aquece o coração frio da tia moribunda, assumindo um tom mordaz e exagerado sobre a ganância familiar. Rosemarie DeWitt (“A Escada”) e David Duchovny (“Arquivo X”) vivem os primos. Já roteiro e direção são de Dean Craig, conhecido por escrever a comédia “Morte no Funeral” (2010). Apesar da premissa curiosa e do bom elenco, o longa foi destruído pela crítica dos EUA, com apenas 30% no Rotten Tomatoes. DISCO BOY – CHOQUE ENTRE MUNDOS O primeira drama do documentarista italiano Giacomo Abbruzzese (“America”) mergulha na vida da Legião Estrangeira Francesa, com uma abordagem que oscila entre o real e o onírico, e traz como destaque a interpretação do alemão Franz Rogowski (“Undine”), conhecido por suas atuações intensas e versáteis no cinema europeu. Rogowski vive Aleksei, um andarilho bielorrusso marcado por tatuagens de prisão, que embarca em uma jornada arriscada em direção à França para se juntar à Legião Estrangeira. Lá, encontra um grupo diversificado de indivíduos de várias nacionalidades, todos em busca de uma oportunidade para obter a cidadania francesa. Durante uma missão de resgate de reféns na Nigéria, Aleksei encontra o rebelde Jomo (Morr Ndiaye) e o filme toma um rumo sombrio, transformando-se em uma história de fantasmas pós-colonial, conduzida pelas visões e emoções do protagonista. Ao voltar a Paris, ele encontra Udoka (Laëtitia Ky), irmã de Jomo, e a interação entre os dois personagens passa a refletir a inquietação típica dos imigrantes, levando o filme a explorar temas de identidade, pertencimento e a busca por um lugar no mundo. ALÉM DO TEMPO Drama marcado por tragédia, o filme holandês se passa em dois tempos. Nos anos 1980, um casal, Lucas e Johanna, decide navegar pelo mundo com o seu pequeno filho. No entanto, em meio à travessia do Atlântico, a criança desaparece. A dor do luto é insuportável e os afasta, levando-os a caminhos distintos. Décadas depois, Lucas, que se tornou um famoso diretor de teatro, decide explorar esse trauma no palco, provocando a fúria de Johanna. Essa decisão marca o reencontro do ex-casal, 40 anos após a tragédia, quando percebem que o tempo não conseguiu cicatrizar todas as feridas deixadas pela perda do filho. As diferenças em como lidaram com a dor e o luto se revelam, mostrando o profundo abismo emocional que os separou. A história é baseada em um acontecimento real e também marcou a volta do cineasta Theu Boermans à direção de um longa-metragem, quase três décadas após sua estreia premiada com “1000 Rosen” (1994). DEPOIS DE SER CINZA O drama dirigido por Eduardo Wannmacher combina registros de afeto com momentos de estranheza e desconforto. Sua história explora a jornada emocional de Isabel, uma jovem artista plástica que decide largar tudo para buscar uma nova vida na Croácia. Após cinco anos vivendo no país balcânico, Isabel sofre um grande trauma e, nesse momento, conhece Raul, um homem ainda mais atormentado que ela. A trama mostra o envolvimento da jovem com Raul, antes de revelar em flashbacks seu passado com outras duas mulheres, Suzy e Manoela, contrastando momentos de descontração e prazer com situações de desconforto e tristeza. Marcado por ideias de fuga, abandono e suicídio, o filme se revela um retrato fragmentado de personagens deprimidos, carregando segredos ou insatisfações crônicas. Ao mesmo tempo, evita os clichês do melodrama, do erotismo e do imaginário da depressão. O longa se destaca pela atuação coesa do elenco, que inclui Elisa Volpatto (“Bom Dia, Verônica”), João Campos (“A Lei do Amor”), Branca Messina (“A Divisão”) e Sílvia Lourenço (“Modo Avião”). DESPEDIDA Fantasia infantil brasileira, o longa da dupla gaúcha Luciana Mazeto e Vinicius Lopes (ambos de “Irmã”) acompanha Ana (interpretada por Anaís Grala Wegner, também de “Irmã”), uma menina de 11 anos que viaja para o Sul rural do país durante o feriado de Carnaval para o funeral de sua avó (Ida Celina, de “Disforia”). A partir daí, a história se desenrola em um mundo de fantasia e mistério, onde Ana precisa resolver uma antiga desavença familiar e recuperar o mundo imaginário de sua mãe, vivida por Patricia Soso. A narrativa de “Despedida” é construída com elementos lúdicos, com direito até a cenas animadas, mas à medida que a história avança, o roteiro revela complexidade emocional e temática. A intuição de Ana guia a trama, enquanto ela busca dar um final feliz àqueles que ama. O filme também destaca a importância da união feminina na resolução de conflitos, apresentando um elenco majoritariamente feminino. Esteticamente, “Despedida” é notável. O cuidado com o cenário, figurino e efeitos especiais complementa a história e seu misticismo, mergulhando o espectador na fábula e nos dramas familiares. A trama que aborda o luto, as descobertas e a superação reforça o poder da imaginação para entender a realidade e permitir que se siga em frente. CASA VAZIA O filme gaúcho oferece uma visão diferente dos pampas, ao acompanhar a vida de Raúl, um peão desempregado e pai de família que vive em uma casa isolada na imensidão solitária dos campos do Rio Grande do Sul. Assolado pela pobreza e a falta de trabalho, ele se junta a outros peões para roubar gado durante a escuridão. Mas uma noite, ao retornar da atividade criminosa, encontra sua casa vazia: sua mulher e filhos desapareceram. Com uma narrativa marcada por silêncios e uma sensação de isolamento, o filme oferece uma reflexão sobre a incomunicabilidade masculina e a impossibilidade de exteriorizar sentimentos e afetos – com Raúl constantemente olhando de forma melancólica para o nada. A trama também aborda a questão latifundiária, mostrando Raúl vivendo os dois lados da disputa. Estudo de personagem, a obra mostra a relação de Raúl com o ambiente ao seu redor, sendo engolido pelas vastas terras gaúchas. E para apresentar o universo regional de maneira muito autêntica, o ator principal, Hugo Nogueira, é um morador da região, escolhido pelo diretor Giovani Borba (“Banca Forte”) para fazer sua estreia como ator. Nogueira acabou premiado no Festival de Gramado, assim como o roteiro e a fotografia do longa. DESTINOS OPOSTOS Melodrama de novela com duração de filme, a obra de Walther Neto (“Sonhos”) evoca os cenários e temas de “Pantanal” ao contar a história de Tony, um homem movido pelo desejo de conquistas, que esconde as memórias de um passado conturbado. Ele é um profissional bem-sucedido que busca ser o maior piloto do rally dos sertões, mas que, ao mesmo tempo, não consegue criar laços, amar e encontrar o seu lugar, graças a...
Deborah Secco viverá caminhoneira lésbica em novo filme
A atriz Deborah Secco (“Bruna Surfistinha”) assumirá o papel de uma caminhoneira que se envolve romanticamente com uma prostituta num novo filme. Segundo o jornal O Globo, a trama será filmada entre Palmas e Porto Velho, e gira em torno das personagens que, após matar um cafetão, fogem juntas. O projeto, produzido pela O2, está previsto para o próximo ano. Uma história de amor e fuga A personagem de Deborah, chamada Maura, inicia sua jornada quando faz uma parada em um bar que também funciona como prostíbulo. Ao retornar ao seu veículo, ela encontra uma garota de programa pedindo carona. As duas são abordadas pelo gigolô, que tenta levar a moça à força de volta. No entanto, elas conseguem entrar no caminhão e atropelam o homem, fugindo em seguida. A partir daí, começa a aventura. Enquanto as duas se envolvem e atravessam vários pontos do interior do Brasil, são constantemente perseguidas por criminosos ligados ao homem que mataram. Chegando à fronteira com a Bolívia, elas tomam uma decisão importante sobre o futuro delas. A atriz que interpretará a prostituta ainda não foi escolhida. Direção Ainda sem título, o filme marcará um reencontro do diretor Luís Pinheiro com Deborah Secco, a quem dirigiu na comédia “Mulheres alteradas” (2018). Além de dirigir, Luís Pinheiro também é o autor dos roteiros junto com Carla Meireles. Os dois trabalharam juntos na comédia “Vale Night” e “Manhãs de Setembro”, série do Prime Video estrelada por Liniker. A produtora O2 está atualmente captando recursos para o longa, que, de acordo com O Globo, poderá ser exibido no Globoplay.
10 Filmes: “The Flash” é destaque nas locadoras digitais
A relação de filmes novos para ver em casa destaca a estreia de “The Flash” nas locadoras digitais – um mês antes de chegar na HBO Max. O Top 10 da semana também inclui um longa animado da série “Miraculous: As Aventuras de Ladybug”, uma comédia sobre brinquedos dos anos 1990, um thriller com Jackie Chan e John Cena, uma sci-fi alemã, um suspense catalão e muitos romances e dramas. Confira abaixo as dicas de lançamentos. THE FLASH | VOD* A nova incursão no multiverso dos super-heróis dividiu a crítica, após ser propagandeada como a melhor adaptação da DC Comics de todos os tempos. Não chegou nem perto do hype plantado pela Warner Bros, embora o filme dirigido por Andy Muschietti, conhecido pelo terror “It – A Coisa”, faça realmente a despedida do Snyderverso (os heróis da Liga de Justiça de Zack Snyder). O roteiro de Christina Hodson (“Aves de Rapina”) adapta um dos arcos mais famosos dos quadrinhos da editora, o crossover “Ponto de Ignição” (Flashpoint). No filme, o velocista interpretado por Ezra Miller volta no tempo para impedir o assassinato de sua mãe e, ao fazer isso, acaba alterando a linha temporal do planeta inteiro. Entre os eventos inesperados, ele encontra uma versão mais jovem de si mesmo (também interpretada por Miller) e, ao mesmo tempo, se depara com um mundo em que a Liga da Justiça nunca existiu. Para piorar, como Superman nunca chegou a Terra, não há ninguém capaz de impedir a invasão do General Zod (Michael Shannon, repetindo seu papel de “O Homem de Aço”). Assim, cabe ao Flash do futuro reunir um grupo de heróis para fazer frente a essa ameaça. Com a ajuda de um Batman mais velho (Michael Keaton, que viveu o herói em filmes de 1989 e 1991), ele consegue encontrar e liberar um kryptoniano para auxiliá-los: Kara, uma nova Supergirl morena, vivida por Sasha Calle (“The Young and the Restless”) – que é a primeira intérprete latina da heroína. A narrativa centrada em viagens no tempo e universos alternativos pode remeter a sucessos como “Vingadores: Ultimato” e “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, mas a trama sofreu horrores com suas inúmeras refilmagens, que acrescentaram e tiraram personagens, salvaram e mataram heróis, porém deixaram o fan service mais rejeitado de todos os tempos, em que o Flash tem visões de diferentes versões dos personagens da DC – inclusive de filmes que nunca saíram do papel, mas não de sua bem-sucedida versão da TV. O resultado é um filme caríssimo que arrecadou muito pouco, um fracasso retumbante de público e crítica. O que só aumenta a tristeza por seus pontos positivos, em especial a descoberta de Sasha Calle como Supergirl, que, infelizmente, após a fraca bilheteria, não deve ser reaproveitada no futuro da DC planejado pelos novos chefões do estúdio no cinema. Ela é o principal motivo para recomendar a locação. MIRACULOUS: AS AVENTURAS DE LADYBUG – O FILME | NETFLIX O primeiro filme baseado na popular série animada de mesmo nome aborda a origem de Ladybug e Cat Noir, recontando a história da dupla de super-heróis e sua luta para proteger Paris de uma ameaça emergente. Escrito e dirigido pelo criador dos personagens, Jeremy Zag, o desenho segue a trajetória de Marinette, uma adolescente desastrada apaixonada por moda, e Adrien, filho de uma boa família, órfão de mãe e negligenciado pelo pai. Os dois jovens vivem como estudantes comuns durante o dia, mas à noite se transformam em super-heróis sem saberem as identidades secretas um do outro. Sua rivalidade, nascida da competição por bons feitos, precisa ser colocada de lado quando os dois se unem contra o mesmo inimigo, que está enchendo Paris de monstros. Desde seu lançamento em 2015, “Miraculous” se tornou um fenômeno global, com a série atualmente em sua 5ª temporada exibida em mais de 150 países. O sucesso da animação também foi capaz de transcender a TV e invadir o mundo dos jogos, brinquedos, e até mesmo passeios temáticos pelo rio Sena, em Paris. Por trás desse sucesso está a Zagtoon, a produtora francesa de Jeremy Zag, especializada em animações infantis, que conseguiu capturar a atenção da juventude global com a saga de Ladybug e Chat Noir. THE BEANIE BUBBLE | APPLE TV+ A comédia da Apple TV+ explora a fascinante história por trás da febre dos Beanie Babies, bichos de pelúcia que marcaram os anos 1990. A trama gira em torno do inventor dos brinquedos H. Ty Warner (interpretado por um irreconhecível Zach Galifianakis, de “Se Beber Não Case”) e as três mulheres que afirmam ser as verdadeiras mentes por trás dos negócios. Robbie Jones (Elizabeth Banks, de “As Panteras”), uma mecânica de automóveis, começou a empresa com Ty na década de 1980. Na década seguinte, a noiva de Ty, Sheila Harper (Sarah Snook, de “Succession”), afirma que suas filhas jovens inspiraram a ideia e até mesmo projetaram alguns dos animais recheados de pellets de plástico. Finalmente, Maya Kumar (Geraldine Viswanathan, de “Não Vai Dar”), uma estudante de medicina de 17 anos que iniciou como recepcionista na empresa, percebeu como explorar a internet e inventou o site de promoção de produtos que inaugurou o frenesi dos colecionadores no eBay. Junto delas, Ty oscila entre ser carente, encantador, generoso, tóxico e um monstro total. O longa de estreia de Kristin Gore (roteirista de “Futurama”) e Damian Kulash (diretor dos clipes complexos da banda OK Go) traça a ascensão e queda criativa, corporativa e cultural dos Beanie Babies, enquanto examina ricamente seus quatro personagens principais, com todas as informações sobre o negócio de brinquedos que se poderia desejar. PROJETO EXTRAÇÃO | NETFLIX O thriller de ação à moda antiga junta Jackie Chan (“O Estrangeiro”) e John Cena (“O Esquadrão Suicida”) contra terroristas. A trama gira em torno de uma refinaria de petróleo de propriedade chinesa no Iraque, que sofre ataques contínuos e busca ajuda de um mercenário. Luo Feng (Chan), ex-oficial das forças especiais, lidera a operação com sua equipe para evacuar todos os trabalhadores. No entanto, uma série de eventos leva ao sequestro de um ônibus de evacuação, com o chefe da empresa de petróleo sendo mantido como refém. Enquanto isso, um dos sequestradores, o ex-marine Chris Van Horne (Cena), é convidado a cooperar com Luo Feng contra um inimigo em comum e ajudá-lo a salvar os prisioneiros que ainda estão sendo mantidos reféns na empresa de petróleo. Apesar da trama séria, o filme aproveita o carisma dos protagonistas para gerar cenas de humor, embora a combinação não seja tão boa quanto nas franquias “Hora do Rush” ou “Bater ou Correr”. A direção é de Scott Waugh (“Need for Speed: O Filme”), o roteiro de Arash Amel (“Grace de Mônaco”) e o elenco ainda traz Pilou Asbæk (“Game of Thrones”) como vilão. PARAISO | NETFLIX A produção alemã de ficção científica explora um futuro distópico onde a idade pode ser negociada como uma moeda. Na trama, uma empresa farmacêutica bilionária chamada AEON desenvolveu um método de transferir anos de vida de uma pessoa para outra. Isso permite que indivíduos ricos possam, teoricamente, viver para sempre, enquanto a classe trabalhadora paga o preço, sacrificando décadas de suas vidas em troca de uma grande soma de dinheiro. Os protagonistas são o casal Max (Kostja Ullmann) e Elena (Marlene Tanzcik), que vê seu futuro idílico ser abruptamente interrompido quando Elena é forçada a “pagar” 40 anos de sua vida devido a uma dívida de seguro. A partir desse ponto, eles se arriscam para recuperar os anos perdidos de Elena, enfrentando o sistema. LIGAÇÕES DO PASSADO | VOD* O suspense neo-noir catalão explora a compulsão de recuperar um amor fundamental a todo custo, com um toque de “Um Corpo que Cai”, de Alfred Hitchcock. A trama gira em torno de Violeta (Anna Alarcón, de “Bem-Vindos ao Eden”), uma psicóloga aparentemente bem-sucedida que se vê confrontada com uma revelação perturbadora de uma paciente, Rita (Verónica Echegui, de “Intimidade”). Rita conta que seu marido Jan (Alex Brendemühl, de “Silenciadas”) ainda está obcecado por seu primeiro amor de 20 anos atrás, que é ninguém menos que a própria Violeta, e de maneira ousada tenta convencer a psicóloga a ter um encontro com Jan, supostamente para resolver seus problemas conjugais. Enquanto Violeta lida com a situação, flashbacks revelam o impacto devastador de seu romance juvenil na praia, quando ela era uma jovem selvagem. A narrativa, co-escrita pelo diretor Ventura Durall, apresenta um elemento adicional intrigante: Jan é o fundador de uma empresa de presentes mórbidos que grava e entrega mensagens de vídeo póstumas a parentes e amigos de pessoas que estão morrendo. A trama tem um potencial operístico e exagerado, mas Durall dirige de maneira contida, com muitas cenas filmadas à mão, envolvendo os personagens na atmosfera obsessiva, especialmente Pablo Molinero como o marido de Violeta, que se mostra horrorizado com a situação. A cena de sexo explosiva que se segue ao encontro dos ex-amantes é um dos momentos de maior tensão do filme. FELICIDADE PARA PRINCIPIANTES | NETFLIX A comédia romântica segue Helen, interpretada por Ellie Kemper (“Unbreakable Kimmy Schmidt”), que após o divórcio decide se reinventar e acaba se inscrevendo em um curso de sobrevivência na trilha dos Apalaches. Lá, ela reencontra Jake, interpretado por Luke Grimes (“Cinquenta Tons de Cinza”), um amigo de seu irmão mais novo, e começa a perceber que o jovem tem mais conteúdo que supunha. Pouco a pouco, os dois começam a se aproximar nas longas caminhadas pelo terreno montanhoso. Convite à autodescoberta e à superação de desafios, o romance na natureza é baseado no livro homônimo de Katherine Center, lançado em 2015, e tem roteiro e direção de Vicky Wight (“O Marido Perdido”). QUERIDA ZOE | VOD* Sadie Sink, conhecida por seus papéis marcantes em “Stranger Things” e “A Baleia”, volta a mostrar seu talento no papel de Tess, uma adolescente que luta para lidar com a culpa e o luto após a morte de sua irmã mais nova, Zoe. A trama é conduzida por uma carta que ela escreve para Zoe, na qual expressa seus sentimentos e tenta encontrar um sentido para a tragédia. Adaptado do romance homônimo de Philip Beard, o melodrama explora a dinâmica familiar de Tess, incluindo sua relação com sua mãe (Jessica Capshaw, de “Grey’s Anatomy”), seu pai (Theo Rossi, de “Sons of Anarchy”), sua irmã Em (Vivien Lyra Blair, de “Obi Wan Kenobi”) e um jovem vizinho (o estreante Kweku Collins). Apesar de lidar com temas pesados como luto e culpa, o filme da diretora Gren Wells (“A Estrada Interior”) consegue manter um tom otimista e caloroso. Além disso, a produção rodada em Pittsburgh presta muita atenção aos detalhes locais, o que contribui para a autenticidade da história. DERRAPADA | VOD* O novo filme de Pedro Amorim (“Dissonantes”) é um drama sobre gravidez adolescente, que transporta a trama de “Slam”, livro do inglês Nick Hornby (“Alta Fidelidade”), para cenários e realidade brasileiros. O protagonista é um skatista, filho de mãe solteira, que se envolve com uma poeta de slam e acaba engravidando a jovem – apesar de saber tudo o que a mãe passou na juventude, por engravidar aos 16 anos e precisar criar o filho de um pai irresponsável e ausente. No livro, o skatista acaba despertando para a vida ao conhecer a história de seu ídolo, Tony Hawk. Na versão brasileira, o ídolo é Bob Burnquist. O resto do elenco destaca Matheus Costa (“Desapega!”), Heslaine Vieira (“As Five”) e Nanda Costa (“Monster Hunter”). A CIDADE DOS ABISMOS | VOD* O primeiro longa de Priscyla Bettim e Renato Coelho Glória transforma uma trama criminal em cinema experimental de protesto. Uma mulher trans (Verónica Valenttino), uma jovem da classe média (Carolina Castanha) e um imigrante africano (Guylain Mukendi) testemunham uma morte brutal num bar de São Paulo na véspera do Natal. Indignados com os rumos da investigação, os três se recusam a ceder à injustiça e decidem ir atrás dos algozes. A...
“Mansão Mal-Assombrada” é principal estreia de cinema da semana
O circuito de estreias de cinema ficou pequeno, depois de uma série de lançamentos consecutivos de blockbusters, e nesta semana nenhum filme chega em mais de 500 salas. O maior lançamento, “Mansão Mal-Assombrada”, da Disney, tem distribuição em 472 salas, enquanto “O Convento” ocupa 280. Trata-se de um forte encolhimento em relação às semanas passadas, quando os principais títulos abriram em mais de mil telas. A decisão deve impactar as bilheterias dos estreantes, dificultando o sucesso da comédia sobrenatural da Disney num cenário monopolizado por “Barbie” e outros sucessos. Ao todo, oito títulos entram em cartaz nesta quinta (27/7), mas a maioria com exibições limitadas. Confira a lista completa. MANSÃO MAL-ASSOMBRADA A adaptação cinematográfica da famosa atração dos parques da Disney dividiu a crítica dos EUA entre os que gostaram de sua proposta de terror infantil e os que lamentaram a falta de graça das piadas. A trama gira em torno de um astrofísico interpretado por LaKeith Stanfield (“Judas e o Messias Negro”), que está de luto pela perda de sua amada esposa. Ele desenvolveu uma “câmera quântica” capaz de fotografar fantasmas, mas quando o Padre interpretado por Owen Wilson (“Loki”) o encontra, está afundado em tristeza. Ele é trazido de volta à vida pela oferta do padre: uma quantia substancial de dinheiro em troca de sua ajuda para investigar as visitas espectrais noturnas em uma casa a cerca de uma hora de Nova Orleans. A casa recentemente passou para a posse de uma mãe solteira (Rosario Dawson, de “Luke Cage”) e seu jovem filho, que estão presos com o lugar. Reunindo ainda uma médium excêntrica (Tiffany Haddish, de “Sócias em Guerra”) e um professor universitário ainda mais excêntrico (Danny DeVito, de “It’s Always Sunny in Philadelphia”), os protagonistas se juntam para identificar a origem da infestação de fantasmas e, ao explorar o local, descobrem a bola de cristal de Madame Leota (Jamie Lee Curtis, de “Halloween”), que os alerta sobre uma aparição misteriosa conhecida apenas como o “Fantasma da Caixa de Chapéu” – um papel creditado a Jared Leto (“Morbius”), embora o personagem seja totalmente criado por CGI. Apesar de ser uma comédia infantil, “A Mansão Mal-Assombrada” não foge da escuridão inerente a uma história sobre uma casa com espíritos de centenas de pessoas mortas. Há uma quantidade considerável de discussão sobre perda e tristeza, e Stanfield entrega um monólogo sobre sua falecida esposa que é surpreendentemente triste para o que é essencialmente um filme para assustar crianças. Vale lembrar que “Mansão Assombrada” já foi transformada numa comédia com Eddie Murphy, que foi um fracasso de bilheterias em 2003. Mas o estúdio foi destemido e decidiu filmar um roteiro de Kate Dipold, responsável por “Caça-Fantasmas” – também conhecido como “a versão feminina” de “Os Caça-Fantasmas” – , que foi outra atração do gênero terrir infantil a dar prejuízo. A direção é de Justin Simien (“Cara Gente Branca”). BLUE JEAN Este elogiadíssimo drama britânico retrata a vida de uma professora lésbica chamada Jean (interpretada por Rosy McEwen, de “O Alienista”) na Inglaterra dos anos 1980, durante o auge do conservadorismo do governo Thatcher. A trama é ambientada em Newcastle, no nordeste industrial da Inglaterra, onde Jean vive uma vida dupla, escondendo sua sexualidade de seus colegas de trabalho e de sua família por medo das consequências. No entanto, ela tem uma família escolhida, composta por outras mulheres queer, incluindo sua namorada, que é abertamente gay e destemida em relação à sua sexualidade. Quando uma nova estudante entra na aula de educação física de Jean e aparece no bar lésbico que ela frequenta com suas amigas, a protagonista se vê forçada a confrontar sua vida dupla e enfrentar a possibilidade de ser exposta em uma sociedade cada vez mais homofóbica. Importante situar que a trama se passa na época da Cláusula 28 (Clause 28), designação legislativa para leis que proibiam a “promoção da homossexualidade” na Grã-Bretanha. Introduzida por Margaret Thatcher, vigorou de 1988 a 2000 na Escócia e até 2003 na Inglaterra e no País de Gales. Com seu impacto devastador, a Seção 28 causou o fechamento de muitas organizações LGBT+ e limitou a expressão da homossexualidade na educação e em outros espaços públicos, contribuindo para a falta de visibilidade e representatividade, e a perseguição e discriminação contínua contra indivíduos LGBTQIAPN+ no Reino Unido. Longa de estreia da diretora Georgia Oakley, “Blue Jean” venceu quatro prêmios no British Independent Film Awards (BIFA) e tem 95% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes. Considerado um filme importantíssimo, serve de lembrete do que aconteceu quando conservadores assumiram o poder – e que vem se repetindo com novas legislações e ameaças anti-LGBTQIA+ atuais. MISSÃO DE SOBREVIVÊNCIA O novo thriller de ação de Gerard Butler traz o ator como um agente do MI6, emprestado para a CIA, que se disfarça de técnico de telecomunicações para identificar e destruir instalações subterrâneas de armas nucleares no Irã. Com o casamento em frangalhos, ele reluta em aceitar mais uma missão: atravessar a fronteira para o Afeganistão e viajar por um território hostil ocupado pelo Talibã para destruir uma usina nuclear. No entanto, as coisas rapidamente saem do controle quando ele entra no país e descobre que não tem tanto apoio quanto pensava. Com o reforço apenas de Mo, um intérprete e seu guia na região, ele corre inúmeros perigos para escapar dos Talibãs. Terceiro filme de Butler dirigido por Ric Roman Waugh (após “Invasão ao Serviço Secreto” e “Destruição Final: O Último Refúgio”), o longa tem roteiro de Mitchell LaFortune, um ex-agente de operações especiais, e chega a lembrar “O Pacto”, recente lançamento de Guy Ritchie. A comparação não é positiva para “Missão de Sobrevivência”, que pende mais para os thrillers geopolíticos inspirados por Tom Clancy, feitos a rodo nos anos 1990. O CONVENTO Ambientado em um convento isolado nas Highlands da Escócia, o terror traz Jena Malone (“Jogos Vorazes: Em Chamas”) como Grace, uma oftalmologista que chega ao local para investigar a morte violenta de seu irmão Michael, que era um padre. A história oficial é que Michael assassinou outro padre na capela e depois tirou a própria vida ao se jogar de um penhasco, mas Grace, uma cética humanista, não confia em nada relacionado à religião e está mais do que disposta a atribuir o crime às freiras. O filme também explora o passado extremamente conturbado de Grace, que é tão insano que parece pertencer a um filme separado, a história sangrenta do convento e visões da protagonista, que remetem à época medieval. Com direção de Christopher Smith, “O Convento” é uma tentativa artística de contar uma reformulação feminista do terror de possessão. À medida que as pistas da história começam a se desdobrar, no entanto, muitas perguntas permanecem sem resposta, e as explicações vagamente assustadoras tentam deixar claro que isso é o que menos importa. A crítica considerou o roteiro falho e deu apenas 42% de aprovação ao longa no Rotten Tomatoes. ALMA VIVA Filmado na região de Trás-os-Montes, em Portugal, o drama vencedor do troféu Sophia (o Oscar português) é narrado pelo ponto de vista de Salomé (Lua Michel), uma menina pré-adolescente que se encontra dividida entre dois mundos: a cultura folclórica repleta de magia da casa de sua amada avó e o materialismo desprovido de sentimentos que levou muitos dessa região pobre de Portugal a emigrar para a França, onde a própria Salomé cresceu. O detalhe é que a obra, primeiro longa-metragem da diretora franco-portuguesa Cristèle Alves Meira, gradualmente se transforma em uma espécie de história de fantasmas, centrada em uma possessão espiritual. A narrativa começa com Salomé retornando ao seu vilarejo familiar nas montanhas portuguesas para passar as férias de verão. Ela tem uma relação muito próxima e especial com sua avó, uma mulher cínica, de caráter forte, mas nobre, que tem certos conhecimentos e práticas que fazem com que alguns na região, incluindo sua própria família, a considerem uma bruxa. Quando a matriarca da família morre repentinamente, os membros da família entram em colapso e aos poucos começam a surgir ressentimentos guardados há muito tempo. Em meio a essa comoção, Salomé começa a acreditar que está possuída pelo espírito da avó. “Alma Viva” não explora o aspecto sobrenatural para das sustos ou gerar tensão de filme de terror, mas como parte de uma parábola. Esta possessão espiritual é retratada como uma forma de Salomé manter a ligação com a avó e, ao mesmo tempo, como um reflexo da luta da menina para reconciliar a cultura folclórica de sua família com o mundo moderno em que vive. A jornada de Salomé, desde hospedar o espírito da avó até rejeitá-lo gentilmente, representa tanto o bom quanto o mau da fascinação por superstições e a cultura popular. CAPITU E O CAPÍTULO O novo filme Júlio Bressane é uma incursão no universo de Machado de Assis, mas o escritor é apenas o ponto de partida, não necessariamente a finalidade. A narrativa integra música, poesia, pintura e “até” cinema em seu itinerário experimental, que explora a paixão e a estrutura capitular nos romances de Machado de Assis, particularmente de “Dom Casmurro”, que possui 148 capítulos. Bressane pressupõe que a estrutura fragmentada dos romances do escritor, com capítulos curtos, poderia ser uma manifestação involuntária do quadro de epilepsia que ele sofria. Para explorar essa hipótese, ele utiliza tableaux vivants – cenas estáticas que reproduzem momentos dramáticos importantes do romance – com as participações de atores famosos dando vida a personagens célebres, como Mariana Ximenes (“O Grande Circo Místico”) como Capitu, Enrique Diaz (“Mar do Sertão”) como Casmurro, Vladimir Brichta (“Bingo: O Rei das Manhãs”) como Bentinho e Djin Sganzerla (“Meu Nome é Dindi”) como Sancha. Optando pelo caminho experimental, as cenas representadas não contam toda a história do livro, apenas alguns momentos marcante, como exemplos para o questionamento do diretor sobre o livro de Machado de Assis. Embora seja uma obra que exige do espectador um conhecimento prévio de “Dom Casmurro”, “Capitu e o Capítulo” também oferece uma nova perspectiva sobre o clássico machadiano. ONDE FICA ESTA RUA? OU SEM ANTES NEM DEPOIS O documentário sobre o clássico do cinema português “Os Verdes Anos”, de Paulo Rocha, revisita as locações emblemáticas e os temas do filme de 1963, inspirado na Nouvelle Vague francesa, que capturou as ansiedades da época, como o amor inquieto entre os jovens protagonistas e a dificuldade de se integrar em um mundo urbano alienante. A filmagem se desenrola a partir da vista da rua do apartamento de um dos diretores, João Pedro Rodrigues, que foi herdado de seus avós e dá diretamente para um dos cenários do filme original. Rodrigues e o codiretor João Rui Guerra da Mata (ambos de “A Última Vez que Vi Macau”) emergem dessa famosa janela para observar a protagonista do filme de Rocha, Isabel Ruth, que agora tem 80 anos, enquanto ela percorre as mesmas ruas que percorreu 60 anos antes. Feito durante a pandemia, o longa também apresenta uma Lisboa quase vazia de habitantes, dando aos jovens protagonistas de Rocha a condição de fantasmas da memória.
Uma Fada Veio Me Visitar: Trailer mostra volta de Xuxa ao cinema após 14 anos
A Imagem Filmes divulgou o trailer do novo filme de Xuxa, “Uma Fada Veio Me Visitar”. A prévia lembra um programa humorístico, com algumas cenas de série adolescente, ao mostrar como Luna, uma jovem que não acredita em fadas, acaba recebendo a visita de uma delas. Na trama, após passar quatro décadas congelada, a Fada Tatu, vivida por Xuxa, é escolhida para transformar Luna e Lara, que se odeiam, em melhores amigas. Mas para cumprir a missão, a fada precisará lidar com as mudanças do século 21. Xuxa não fazia um filme há 14 anos, desde “Xuxa em O Mistério de Feiurinha”, coestrelado por sua filha Sasha em 2009. Mas já tem um longa com fadas no currículo, “Xuxa e os Duendes 2: No Caminho das Fadas”, lançado em 2002. Na nova produção, ela contracena com Antonia “Tontom” Périssé, filha caçula de Heloisa Périssé, além de Dani Calabresa, Lívia Inhudes, Manuela Kfuri, Vitória Valentim, Henrique Camargo e Lucas Burgatti. Se a premissa do longa parece ligeiramente conhecida, é porque se trata de uma adaptação do livro homônimo de Thalita Rebouças, que já tinha inspirado outro filme, “É Fada” (2016), estrelado por Kéfera Buchmann e Klara Castanho. Desta vez, o roteiro é da própria Thalita Rebouças, em parceria com Patrícia Andrade (“Entre Irmãs”), e a direção ficou a cargo de Viviane Jundi (“Detetives do Prédio Azul 2: O Mistério Italiano”). A estreia está marcada para 12 de outubro, Dia das Crianças.
Rodrigo Santoro compartilha imagens de filmagens na Amazônia
O ator Rodrigo Santoro postou nesta terça (25/7) uma série de fotos no Rio Negro, na Amazônia, onde aparece com um novo visual. O ator está no local para as filmagens do longa “Outro Lado do Céu”, dirigido por Gabriel Mascaro (“Divino Amor”), e se diz feliz com a oportunidade de conhecer o estado. Imersão na Amazônia “Nos últimos dias estive mergulhado no ‘Outro Lado do Céu’, novo filme de Gabriel Mascaro. Além de ser um diretor que eu admiro e com quem sempre quis trabalhar, o convite pra mergulhar nesse Brasil da Amazônia, do Rio Negro, do coração da floresta foi um verdadeiro presente”, disse ele no Instagram. Durante a viagem, o ator foi para Novo Airão, nadou no Rio Negro, passeou de barco, conheceu comunidades indígenas e comeu tucunaré. “O lugar aqui é maior do que tudo e, absolutamente imerso, tive a sensação de que isso potencializou o nosso trabalho, a nossa entrega. Espero que vocês gostem”, afirmou o ator. Santoro chamou atenção principalmente por apresentar um visual com barba e cabelo grande cacheado. “A terceira foto está de cair o queixo. Linda demais!”, elogiou uma seguidora. Quem também está no filme é Tainá Müller, da famosa série “Bom dia, Verônica”, que postou imagens de comunidades ribeirinhas do Amazonas nos Stories do Instagram. Sobre o “Outro Lado do Céu” Como no longa anterior de Mascaro, o premiado “Divino Amor” (2019), a trama do filme é uma distopia e se passa após o governo criar um sistema de isolamento compulsório para idosos acima de 80 anos, que devem ser confinados numa colônia. Teca, uma das personagens, tem 77 anos e vive num vilarejo em Muriti, na Amazônia, quando é surpreendida pela notícia. É quando ela resolve, escondida dos oficiais, embarcar numa viagem nos rios e ao submundo para realizar seu último sonho: passear de avião. Com produção da Globo Filmes, o longa deve ter estreia mundial em 2024. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Rodrigo Santoro (@rodrigosantoro)
Festival de Veneza aposta em polêmicas com filmes de Polanski e Woody Allen
O 80º Festival de Veneza, que ocorrerá de 30 de agosto a 9 de setembro, anunciou uma seleção de filmes que promete atrair a atenção internacional, mas também gerar controvérsias. Entre os filmes selecionados estão obras de diretores que foram recentemente “cancelados” por denúncias de abusos sexuais: Roman Polanski, Woody Allen e Luc Besson. Diretores polêmicos Polanski, que fugiu dos EUA em 1978 após ser condenado por agressão sexual a uma adolescente, apresentará seu novo filme, “The Palace”, fora da competição. Woody Allen traz “Coup de Chance”, e Luc Besson estreará “DogMan” na competição. Todos os três cineastas foram alvo de alegações de abuso e, no contexto do movimento #MeToo, de campanhas de cancelamento online. No entanto, apenas Polanski foi acusado formalmente de um crime. Woody Allen foi considerado inocente das alegações de abuso de sua filha adotiva nos anos 1990 e os tribunais franceses rejeitaram repetidamente as acusações contra Besson, inclusive recentemente descartando um caso envolvendo uma suposta agressão a uma atriz belga. Alberto Barbera, diretor do festival, defendeu a escolha de incluir Polanski na programação oficial. “O caso Polanski [tem sido] debatido há 50 anos. Não entendo por que não se pode distinguir entre as responsabilidades do homem e as do artista”, disse ele. “Polanski tem 90 anos, é um dos poucos mestres em atividade, fez um filme extraordinário… Pode ser o último filme de sua carreira, embora eu espero que ele faça como [Joaquim] de Oliveira, que fez filmes até os 105 anos. Eu me posiciono firmemente entre aqueles que no debate distinguem [entre] a responsabilidade do homem e a do artista.” Filmes descancelados “The Palace”, de Polanski, é descrito como uma comédia negra ambientada em um luxuoso hotel suíço na véspera de Ano Novo em 1999. O elenco inclui John Cleese, Luca Barbareschi, Oliver Masucci, Fanny Ardant e Mickey Rourke. Já “Coup de Chance”, de Allen, é o primeiro filme do diretor em francês. Nos últimos anos, Allen encontrou dificuldades para garantir financiamento nos EUA para seus filmes, após as alegações de abuso de sua filha adotiva, Dylan Farrow, ressurgirem na era pós-#MeToo. No entanto, distribuidores europeus continuaram a apoiá-lo. O novo filme, que será lançado na França em 27 de setembro, inclui um elenco de estrelas francesas, incluindo Lou de Laage, Valerie Lemercier, Melvil Poupaud e Niels Schneider. “DogMan”, de Besson, marca o retorno do diretor ao cinema, após se afastar por quatro anos para lidar com acusações de assédio e estupro. O drama, que traz Caleb Landry Jones como um jovem marcado pela vida, que encontra sua salvação através do amor por seus cães, foi um sucesso de pré-vendas para a Kinology no European Film Market em Berlim em fevereiro, vendendo seus direitos de exibição para quase todo o mundo. Cinema brasileiro A programação do Festival de Veneza também exibe o longa-metragem brasileiro “Sem Coração”, que fará sua estreia mundial na mostra paralela Horizonte. O filme é uma coprodução oficial entre Brasil, França e Itália, dirigido e escrito por Nara Normande e Tião, e produzido por Emilie Lesclaux, Kleber Mendonça Filho (Cinemascópio), Justin Pechberty, Damien Megherbi (Les Valseurs), Nadia Trevisan, Alberto Fasulo (Itália) e pela Vitrine Filmes. “Sem Coração” se passa no verão de 1996, no litoral de Alagoas, e acompanha Tamara, que está aproveitando suas últimas semanas na vila pesqueira onde mora antes de partir para estudar em Brasília. Ela ouve falar de uma adolescente apelidada de “Sem Coração” por causa de uma cicatriz que tem no peito. Ao longo do verão, Tamara sente uma atração crescente por essa menina misteriosa. O filme foi rodado em locações no litoral de Alagoas, entre setembro e outubro de 2022. Presença de grandes cineastas Outros destaques do festival são “The Killer”, de David Fincher, que traz Michael Fassbender como um assassino frio que começa a desenvolver uma consciência, e “Maestro”, de Bradley Cooper, um drama sobre o grande maestro Leonard Bernstein. Ambos são lançamentos da Netflix, que também está competindo pelo Leão do Ouro com “El Conde”, do chileno Pablo Larrain, que retrata o ditador Augusto Pinochet como um vampiro. A lista de cineastas americanos ainda inclui Ava DuVernay, que traz “Origin”, sobre o sistema de hierarquia que moldou os EUA, Sofia Coppola, que apresenta a cinebiografia “Priscilla”, cinebiografia de Priscilla Presley, e Michael Mann, que entra na disputa com o drama de corrida “Ferrari”, com Adam Driver no papel de Enzo Ferrari, o fundador da famosa marca de carros. O festival também mostrará a estreia do diretor mexicano Michel Franco em inglês, com “Memory”, um filme ambientado em Nova York e estrelado por Jessica Chastain e Peter Sarsgaard, além de novos filmes do diretor japonês de “Drive My Car”, Ryûsuke Hamaguchi, chamado “Evil Does Not Exist”, e do grego Yorgos Lanthimos, a ficção científica surrealista “Poor Things”, estrelado por Emma Stone. Seleção europeia A Itália também marca forte presença com seis títulos na competição, liderados pelo filme de abertura “Comandante”, um épico anti-guerra ambicioso estrelado pelo ator italiano Pierfrancesco Favino. Outros destaques italianos incluem “Io Capitano”, de Matteo Garrone, sobre a jornada homérica de dois jovens africanos que deixam Dakar para chegar à Europa, e “Finalmente L’alba”, de Saverio Costanzo, ambientado na Cinecittà durante os anos 1950, quando as famosas instalações de cinema eram conhecidas como a “Hollywood no Tibre”. Da França, vem o já mencionado “Dogman”, de Luc Besson, e “The Beast”, uma sci-fi de Bertrand Bonello que traz Léa Seydoux como uma jovem atormentada que decide purificar seu DNA em uma máquina, que a levará em uma jornada por uma série de vidas passadas. Outros filmes notáveis incluem os poloneses “The Green Border”, de Agnieszka Holland, sobre a crise humanitária desencadeada pelo presidente bielorrusso Lukaschenko, que em 2021 abriu a fronteira da Bielorrússia com a Polônia para migrantes, e “Kobieta Z”, da dupla de diretores Małgorzata Szumowska e Michał Englert. O Festival de Veneza de 2023 acontecerá de 30 de agosto a 9 de setembro.
Silvero Pereira será Maníaco do Parque em novo filme do Prime Video
O ator Silvero Pereira (“Pantanal”) estará na pele de Francisco de Assis Pereira, mais conhecido como o Maníaco do Parque, em novo filme de true crime do Prime Video. A produção contará a história do serial killer condenado a mais de 260 anos de prisão por estupro e assassinato de pelo menos sete mulheres. O filme terá assinatura do diretor Maurício Eça e será produzido por Marcelo Braga, responsáveis pela dobradinha “A Menina que Matous os Pais” e “O Menino que Matou meus Pais”. Já o roteiro será feito por L.G. Bayão (“O Doutrinador”) com base nas pesquisas realizadas pela jornalista investigativa Thaís Nunes. Além de Silvero Pereira, o longa-metragem terá Giovanna Grigio (“Perdida”) no papel de Elena, uma repórter em início de carreira que vê o caso como a chance de alavancar sua carreira. O anúncio foi feito pela Amazon nesta terça-feira (25/7) junto com a revelação de uma série documental sob ponto de vista das sobreviventes e famílias das vítimas. A segunda obra será intitulada “Maníaco do Parque: A História Não Contada” e também está prevista para 2024. O documentário será dirigido por Thais Nunes junto com Maurício Eça, com produção executiva de Marcelo Braga e Flávia Tonalezi (“Mulheres Olímpicas”). Segundo a Amazon, os projetos surgiram numa pesquisa realizada pela produtora Santa Rita Filmes, que busca novas informações sobre o Maníaco do Parque. As obras analisaram mais de 20 mil páginas e ouviram mais de 50 pessoas envolvidas no crime brutal. Relembre o caso O motoboy Francisco de Assis Pereira foi acusado de atacar 21 mulheres e assassinado 10 delas, escondendo seus corpos no Parque do Estado, em São Paulo. Ele é réu confesso de 11 vítimas, mas só obteve condenação por sete. A história do serial killer, que se tornou um dos mais conhecidos do Brasil, foi revelada pela repórter Elena após investigação minuciosa sobre os crimes. “Enquanto Francisco segue vivendo livre e atacando mulheres, sua fama na mídia sensacionalista cresce vertiginosamente, gerando terror na capital paulista”, diz a sinopse do longa-metragem da Amazon Prime Video. Já a série documental deve apresentar depoimentos inéditos e revelações surpreendentes sobre o caso, bem como os equívocos na apuração e o papel da mídia durante a investigação criminal.
Amor Estranho Amor: Filme polêmico de Xuxa será exibido na TV
O filme “Amor Estranho Amor”, protagonizado por Xuxa Meneghel em 1982, vai passar na TV paga neste domingo (23/7). Após voltar a ser assunto com o lançamento de “Xuxa – O Documentário” pela Globoplay, o famoso drama de Walter Hugo Khouri, que chegou a ser tirado de circulação por Xuxa, será transmitido às às 23h30 pelo Canal Brasil. Controvérsias e censura “Amor Estranho Amor” contém toques de erotismo e tem sido objeto de controvérsia desde o seu lançamento. Na trama, Xuxa interpreta Tamara, uma garota de 15 anos que foi vendida para um prostíbulo. Além de mostrar cenas de nudez de Xuxa, o filme também mostra a apresentadora simulando sexo com um garoto de 12 anos, interpretado por Marcelo Ribeiro. Xuxa, que tinha 17 anos na época das filmagens, relembrou o filme durante o lançamento de seu documentário. Ela revelou que até hoje algumas pessoas a chamam de pedófila por ter protagonizado a cena erótica com um menor de idade. “As pessoas não querem saber que é uma ficção, não olham a história sobre exploração infantil”, explicou a apresentadora. Ex-ator mirim defende filme O ex-ator mirim, que hoje é empresário, participou do documentário do Globoplay e defendeu o longa. “Na verdade, o filme nunca foi polêmico, polemizaram ele”, avaliou Marcelo. O problema com o longa só aconteceu porque depois Xuxa começou a apresentar programas infantis na TV. Segundo ela, locadoras apelavam para vender as fitas: “Diziam: ‘Venha ver o que a Xuxa faz com seus baixinhos’. Isso foi pesado, não tinha nada a ver”. Xuxa acabou se arrependendo de ter participado da produção. Tentando proteger sua reputação, ela conseguiu tirar o filme de circulação na justiça – o que acabou prejudicando a carreira de Marcelo. “Infelizmente, aconteceu toda essa polemização, que me tirou do circuito. A minha imagem iria associar negativamente ao seu nome. Eu sofri isso. Me abafaram, me colocaram num caldeirão e acabou.” A volta de “Amor Estranho Amor” Depois de vetar a exibição do filme de 1991 a 2018, pagando em torno de R$ 345 mil por ano pelos direitos da obra, Xuxa acabou desistindo do bloqueio. Assim, “Amor Estranho Amor” pôde receber um relançamento e voltar à mídia. O próprio Canal Brasil já havia exibido o filme em 2021. A nova exibição do longa na televisão marca mais um capítulo na história de “Amor Estranho Amor”, que continua a gerar debates e controvérsias quatro décadas após seu lançamento. Em seu documentário, a Rainha dos Baixinhos pediu que as pessoas assistam ao filme para tirarem suas próprias conclusões e enterrem de vez a ilusão de que se trata de uma produção pornô. Na verdade, a história fala dos bastidores da política do Brasil e faz uma denuncia sobre a exploração sexual de crianças e adolescentes.












