PIPOCAMODERNA
Pipoca Moderna
  • Filme
  • Série
  • Reality
  • TV
  • Música
  • Etc
  • Filme
  • Série
  • Reality
  • TV
  • Música
  • Etc

Nenhum widget encontrado na barra lateral Alt!

  • Filme

    Logan é a principal estreia de cinema da semana – e talvez do ano

    2 de março de 2017 /

    Principal estreia de cinema nesta quinta (2/3), “Logan” é o segundo filme de super-heróis da Marvel/Fox lançado para maiores de 16 anos no Brasil. O primeiro foi “Deadpool”, no ano passado, completamente diferente em tom. Enquanto o filme estrelado por Ryan Reynolds era insanamente divertido, o último longa de Hugh Jackman como Wolverine aposta na seriedade. Tendo em vista como as produções da DC Comics/Warner se equivocam ao se levar a sério, o acerto de “Logan” abre um novo caminho, deixando claro o que realmente faz diferença. E é bem simples. Desde sua concepção, o longa dirigido por James Mangold evitou se limitar ao mundinho dos fanboys adolescentes. O que a Warner esqueceu, ao buscar um tom mais sombrio para seus filmes, foi que a própria DC Comics buscou o público adulto quando promoveu sua grande guinada rumo a histórias sombrias nos anos 1980. Já faz 30 anos que os quadrinhos de super-heróis se sofisticaram, com o lançamento de graphic novels e o fim do código de ética, um selinho que garantia conteúdo infantil. “Logan” é a versão de cinema dessa revolução. Um filme de super-heróis maduro, influenciado pelo western e passado num mundo tão violento quanto os quadrinhos se tornaram. Não é que “Logan” se afasta dos quadrinhos para se tornar um filme para maiores. Ao contrário. Ele é o primeiro filme que realmente compreendeu o que aconteceu nos quadrinhos nas últimas três décadas. O filme mostrou sua carta de intenções ao fazer uma première num local inusitado: um festival de cinema europeu, em Berlim, onde produções sérias e dramáticas têm prioridade. E acabou sendo a obra mais aplaudida e comentada de todo o evento. A crítica mundial caiu para trás. Nos EUA, onde “Logan” estreia na sexta, os elogios renderam 93% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Nem “Deadpool”, que chegou a ganhar indicações a prêmios dos prestigiosos sindicatos de Hollywood, agradou tanto (84%). Tendo isso em vista, “Logan” ganha sua devida perspectiva. Não é apenas a principal estreia da semana. Pode ser o mais importante lançamento do ano. Seu sucesso ou fracasso influenciará inúmeras decisões sobre o futuro das adaptações de super-heróis em Hollywood. Por via das dúvidas, chega em 1,2 mil salas, num empurrão para virar blockbuster. Apenas mais duas estreias completam o circuito. Uma delas, inclusive, já estava em cartaz em circuito de “pré-estreias pagas”. Último longa americano do Oscar 2017 a estrear no Brasil, “Um Limite entre Nós” rendeu a estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante a Viola Davis, um prêmio que ela vinha ensaiando vencer desde 2009. A atriz já tinha conquistado o equivalente teatral, o Tony Awards, pelo mesmo papel, como uma mãe sofredora nos anos 1950, casada com um lixeiro orgulhoso, numa família endurecida pelo racismo da época, que tenta ensinar a vida para o filho. Denzel Washingon é seu parceiro, indicado ao Oscar e favorito de muita gente ao prêmio – venceu o troféu do Sindicato dos Atores dos EUA (SAG Award). Ele também dirigiu o longa, adaptado postumamente para o cinema pelo autor da peça, August Wilson. O menor lançamento é “Waiting for B”, que, apesar do título, é um documentário nacional sobre a vinda de Beyoncé ao Brasil. O filme se foca no público, sua obsessão pela estrela e a dedicação que leva fãs a acampar diante de uma bilheteria dias antes da data marcada para o show. Foi exibido com sucesso em vários festivais internacionais.

    Leia mais
  • Filme

    Elle vence o César 2017 e é o Melhor Filme francês do ano

    24 de fevereiro de 2017 /

    O suspense “Elle” foi o grande vencedor do César 2017, a principal premiação do cinema francês, equivalente ao Oscar americano. Além de vencer como Melhor Filme do ano, o longa do holandês Paul Verhoeven rendeu o César de Melhor Atriz para sua estrela, Isabelle Huppert, em cerimônia realizada na noite desta sexta-feira (24), em Paris. Verhoeven, porém, não levou o troféu de Melhor Diretor. Ele foi superado pelo jovem canadense Xavier Dolan, que venceu por “É Apenas o Fim do Mundo”, drama que divide opiniões da crítica. O cineasta, por sinal, venceu dois César. O segundo foi pela edição do filme. “É Apenas o Fim do Mundo” também premiou o desempenho Gaspard Ulliel com o César de Melhor Ator. Outro filme que também recebeu três troféus foi “Divines”, distribuído pela Netflix: venceu na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante (Deborah Lukumuena), Revelação Feminina (Oulaya Amamra) e Melhor Filme de Estreia para a diretora Houda Benyamina, que já tinha sido premiada com a Câmera de Ouro (Melhor Filme de Estreia) no Festival de Cannes. Também repetindo Cannes, o Vencedor da Palma de Ouro, o britânico “Eu, Daniel Blake”, de Ken Loach, ficou com a estatueta de Melhor Filme Estrangeiro, superando o brasileiro “Aquarius”. Favorito na premiação, o drama “Frantz”, de François Ozon, acabou decepcionando. Indicado a 11 troféus, o longa só venceu um: de Melhor Fotografia. Perdeu até como Roteiro Adaptado, categoria que foi vencida, de forma surpreendente, por “Minha Vida de Abobrinha”, premiada também como Melhor Animação. Confira abaixo a lista completa dos premiados. Vencedores do César 2017 Melhor Filme “Elle” Melhor Direção Xavier Dolan (“É Apenas o Fim do Mundo”) Melhor Atriz Isabelle Huppert (“Elle”) Melhor Ator Gaspard Ulliel (“É Apenas o Fim do Mundo”) Melhor Atriz Coadjuvante Déborah Lukumuena (“Divines”) Melhor Ator Coadjuvante James Thierrée “Chocolate” Melhor Revelação Feminina Oulaya Amamra (“Divines”) Melhor Revelação Masculina Niels Schneider (“Diamant Noir”) Melhor Roteiro Original Raoul Ruiz (“O Efeito Aquático”) Melhor Roteiro Adaptado Céline Sciamma (“Minha Vida de Abobrinha”) Melhor Filme Estrangeiro “Eu, Daniel Blake” (Reino Unido) Melhor Filme de Estreia “Divines” Melhor Animação “Minha Vida de Abobrinha” Melhor Trilha Sonora Ibrahim Maalouf (“Dans les Forêts de Sibérie”) Melhor Fotografia Pascal Marti (“Frantz”) Melhor Edição Xavier Dolan (“É Apenas o Fim do Mundo”) Melhor Figurino Anaïs Romand (“La Danseuse”) Melhor Cenografia Jérémie D. Lignol (“Chocolate”) Melhor Som Marc Engels, Fred Demolder, Sylvain Réty, Jean-Paul Hurier (“L’odyssée”) Melhor Documentário “Merci Patron”

    Leia mais
  • Filme

    Estreias destacam grande muralha de mediocridade na semana do Oscar

    23 de fevereiro de 2017 /

    O fim de semana do Oscar é também o fim de semana do carnaval, e o bloco dos lançamentos não é dos mais animadores. A programação dos shopping centers é um samba enredo repetitivo de fracassos americanos e filmes nacionais de qualidade discutível. O projeto mais ambicioso ocupa mais salas. Coproduzido por americanos e chineses, “A Grande Muralha” traz Matt Damon perdido na China e numa obra que usa a experiência do veterano cineasta Zhang Yimou, responsável pela abertura da Olimpíada de Pequim, para evocar uma experiência “olímpica” nas telas, com coreografias ambiciosas, repletas de cores e figurantes. Mas a escala épica e os efeitos visuais se resumem a contar uma batalha de guerreiros medievais contra monstros genéricos. Sucesso espetacular na China, estreou no último fim de semana com um desempenho medíocre nos EUA e sob uma saraivada de flechas da crítica. Estreia em 828 salas, das quais 561 em 3D (68% do total), além de todo o circuito IMAX (12 salas). Ainda mais fraco, “Monster Trucks” ocupa 517 salas e outra boa fatia do circuito 3D. Espécie de “Transformers com monstrinhos”, baseada em (mais) um brinquedo da Mattel, é tão infantilóide que merece chegar aos cinemas dublado como um programa televisivo. Filmado em 2014, teve seu lançamento adiado várias vezes pela Paramount, a ponto de ser tratado como fracasso antes mesmo da estreia – a previsão é de US$ 100 milhões de prejuízo. “A Lei da Noite” é um caso à parte. Seu fiasco foi tão colossal que balança estruturas na Warner. Estrelado e dirigido por Ben Affleck, custou uma fortuna não revelada para render apenas US$ 10 milhões nos EUA, empurrando a reputação do astro ladeira abaixo. A crise é tão grande que Affleck desistiu de dirigir o filme solo de Batman e já há rumores de que não quer viver mais o personagem, que estaria culpando pela fase negativa, após vencer o Oscar de Melhor Filme com “Argo” (2012). A desilusão é tanta que foi praticamente despejado em apenas 89 salas. Quem tiver curiosidade, vai encontrar um filme de gângster da lei seca estilizado. Os brasileiros que chegam aos shoppings são o besteirol “Internet – O Filme” e a animação “Bugigangue no Espaço”. O primeiro serve para demonstrar a teoria de Itararé: de onde nada se espera, nada vem mesmo. A coleção de vinhetas, estreladas por youtubers, lembra o pior do “Zorra Total”, com piadas preconceituosas e interpretações travadas no volume do histerismo, mas a distribuidora bota fé, como demonstram suas 406 salas. O segundo tenta usar referências nacionais numa história genérica de crianças que se aliam com ETs bonzinhos para enfrentar alienígenas malvados. Em 300 salas (10% delas em 3D), o resultado rende crianças brasileiras muito loiras e sexualizadas, com um “gostosa” disparado sobre a heroína mirim da trama. Felizmente, o fim de semana também tem Oscar e os cinemas recebem mais um candidato à premiação. Indicado em oito categorias, “Moonlight – Sob a Luz do Luar” leva a 59 salas um drama sensível, registrado de forma intimista, que acompanha o crescimento e a transformação de um menino num bairro violento de Miami. Vítima de bullying na infância, ele cresce para se tornar um traficante bem-sucedido, ao mesmo tempo em que busca compreender e aceitar sua homossexualidade, estimulado pelo relacionamento com seu melhor amigo. Um filme de machos, em vários sentidos. Com isso, apenas um destaque do Oscar permanece inédito, “Um Limite Entre Nós” (Fences). Oficialmente, o longa só estreia na semana que vem, mas, ainda que de forma tardia, a distribuidora percebeu o equívoco e programou “pré-estreias pagas” em 24 salas de seis cidades a partir desta quinta (23/2), dando oportunidade ao público saber porque deve torcer por Denzel Washington e Viola Davis na cerimônia da Academia. Dois filmes europeus completam a programação. “A Garota Desconhecida” é o mais recente trabalho dos irmãos Dardenne, que passou por uma reedição completa após ter decepcionado no Festival de Cannes passado. A própria passagem do tempo ajudou sua história a se tornar mais relevante, ao mostrar como a indiferença europeia pode ter consequências graves na vida de imigrantes pobres. Chega em apenas seis salas. Por fim, “A Jovem Rainha” conta em 11 salas a história da rainha Cristina da Suécia, a mulher mais letrada do século 17, que preferiu abdicar ao trono a se casar. O motivo, segundo o finlandês Mika Kaurismäki (irmão de Aki Kaurismäki), seria seu lesbianismo assumido. Não convenceu muito a crítica internacional. Clique nos títulos dos filmes em destaque para ver os trailers de todas as estreias da semana.

    Leia mais
  • Filme

    Como Nossos Pais, de Laís Bodanzky, fecha distribuição em 10 países

    22 de fevereiro de 2017 /

    O novo filme de Laís Bodanzky, “Como Nossos Pais”, não foi premiado, mas aproveitou bem sua passagem pelo Festival de Berlim. Segundo o site Filme B, o drama estrelado por Maria Ribeiro (“Tropa de Elite”) foi adquirido por distribuidores de dez países, garantindo sua estreia na França, Espanha, Grécia, Turquia, Suíça, Polônia, Bélgica, Luxemburgo, Holanda e Tailândia. A distribuição internacional está a cargo da produtora francesa Wild Bunch, a mesma empresa que cuidou da carreira internacional de “Que Horas Ela Volta?”, de Anna Muylaert. No Brasil, a distribuição é da Imovision, que ainda não marcou a data de estreia. A produção é da Gullane. O filme retrata uma mulher de classe média nos seus 40 anos que precisa lidar com as pressões de ser mãe, dona de casa e profissional, e recebeu críticas elogiosas dos sites The Hollywood Reporter, Screen e Variety. Este último também publicou uma entrevista com a diretora e a atriz. “Como Nossos Pais” é o quarto longa de ficção de Laís Bodanzky – depois dos premiados “Bicho de Sete Cabeças” (2000), “Chega de Saudade” (2007) e “As Melhores Coisas do Mundo” (2010). O roteiro é de Luiz Bolognesi, marido e parceiro habitual da cineasta, além de diretor da animação “Uma História de Amor e Fúria (2013), que venceu o Festival de Annecy, na França.

    Leia mais
  • Filme

    Matheus Nachtergaele pretende dirigir filme na Amazônia com elenco indígena

    21 de fevereiro de 2017 /

    Matheus Nachtergaele (“Trinta”) prepara seu segundo filme como diretor. E novamente pretende filmar na Amazônia. O detalhe é que, desta vez, ele planeja trabalhar apenas com atores indígenas. As informações são do blog Sem Legendas, da Folha de São Paulo. O veterano e premiado ator brasileiro estreou como diretor de cinema em “A Festa da Menina Morta” (2008), rodado em Barcelos, no interior do Amazonas. Na ocasião, misturou atores locais com astros reconhecidos do cinema e da TV, como Daniel de Oliveira e Paulo José. Seu novo filme será uma adaptação da peça “Woyzeck”, do dramaturgo Georg Buchner, que Nachtergaele já encenou no teatro. A trama original acompanha Franz Woyzeck, um soldado que é humilhado pelo chefe no quartel, traído pela esposa e submetido a uma experiência científica bizarra pelo médico da sua vila: comer apenas ervilhas durante meses. “Não me sai da cabeça algo que vi na Amazônia: índios marchando como soldados. Tudo foi retirado deles e, ainda assim, eles têm que defender as fronteiras de um país que não é mais deles”, disse o ator, citado no blog. Não está claro se a adaptação fará uma transferência do enredo para o cotidiano de uma tribo indígena. E também não há informações sobre o início das filmagens. A produção será feita pela Bananeira Filmes, que produziu “A Festa da Menina Morta”. “Woyzeck” já foi levado aos cinemas em filmes marcantes do alemão Werner Herzog, em 1979, e do húngaro János Szász, em 1994.

    Leia mais
  • Filme

    Filme de Julia Murat é o único brasileiro premiado no Festival de Berlim

    18 de fevereiro de 2017 /

    O filme brasileiro “Pendular”, de Julia Murat, venceu o prêmio da crítica no Festival de Berlim 2017. Ele foi eleito pela Federação Internacional dos Críticos de Cinema (Fripresci) como o melhor filme da mostra Panorama do festival alemão. Os críticos elogiaram a “excelente qualidade visual” e “força narrativa” do filme, que aborda o relacionamento entre uma dançarina e um escultor boêmios à beira da meia-idade. Ao receber o prêmio, Murat afirmou que, após dias falando sobre política – ela foi uma das cineastas que assinou a carta contra mudanças na política do audiovisual – , falaria sobre “afeto” e dedicou o troféu ao crítico José Carlos Avellar, morto em 2016. “Pendular” foi uma das 12 produções brasileiras selecionadas para o festival alemão este ano, incluindo oito longa-metragens, numa participação recorde. A maioria dos filmes estava concentrado na mostra Panorama, mas nenhuma outra produção nacional foi premiada. Todos os prêmios independentes já foram entregues, faltando apenas a disputa do Urso de Ouro. Além de “Pendular”, a crítica elegeu a história de amor húngara “On Body and Soul” como Melhor Filme da mostra Competitiva. O mesmo filme venceu um prêmio do público, conferido pelo jornal alemão Berliner Morgenpost, e o prêmio do juri ecumênico. Os vencedores da mostra Panorama, eleitos pelo público, foram “Insyriated”, um drama do diretor belga Philippe van Leeuw sobre uma casa sitiada durante a guerra civil síria, como Melhor Ficção, e “Eu Não Sou Seu Negro”, do haitiano Raoul Peck, já em cartaz no Brasil, como Melhor Documentário. O filme de Peck também concorre ao Oscar 2017 de sua categoria. O longa que venceu a mostra Forum foi “Mama Colonel”, de Georg Genoux, documentário sobre como os militares lidam com a situação dos refugiados no Congo, país dividido numa eterna guerra civil. “Butterfly Kisses”, estreia do polonês Rafael Kapelinski, venceu o Urso de Cristal como Melhor Filme da seção Geração, dedicada a filmes sobre a infância e a juventude. E, para completar, o chileno “Una Mujer Fantástica”, de Sebastían Lelio, saiu com o prêmio Teddy, que elege as melhores obras LGBTQ, e também recebeu menção especial do júri ecumênico.

    Leia mais
  • Filme,  Música

    Bingo – O Rei das Manhãs ganha clipe com marchinha de carnaval imprópria

    17 de fevereiro de 2017 /

    O filme “Bingo – O Rei das Manhãs” ganhou um clipe em ritmo de carnaval. Disponibilizado pela Warner, mostra o personagem do título, um palhaço televisivo claramente inspirado em Bozo, cantando e dançando uma marchinha de carnaval, que faz alusões ao consumo de cocaína e à atividades sexuais. O humor impróprio do vídeo segue a proposta do filme, um mix escandaloso de sexo, drogas e programa infantil baseado na história real de Arlindo Barreto, intérprete brasileiro do palhaço Bozo. O longa marca a estreia na direção de Daniel Rezende, o premiado montador indicado ao Oscar por “Cidade de Deus” (2002), e traz Vladimir Britcha (“Muitos Homens num Só”) no papel de Augusto, o homem sob a fantasia do palhaço Bingo No roteiro de Luiz Bolognesi (“Bicho de Sete Cabeças” e “Uma História de Amor e Fúria”), Augusto é um artista que sonha com seu lugar sob os holofotes. A grande chance surge ao se tornar Bingo, um palhaço apresentador de um programa infantil na televisão que é sucesso absoluto nos anos 1980. Porém, uma cláusula no contrato não permite revelar quem é o homem por trás da máscara, o que faz de Augusto, o “Rei das Manhãs”, o anônimo mais famoso do Brasil. E isto lhe acarreta uma enorme frustração, com consequências trágicas. O elenco ainda inclui Leandra Leal (“O Lobo Atrás da Porta”), Emanuelle Araújo (novela “Gabriela”) e até o apresentador do “Big Brother Brasil” Pedro Bial. “Bingo – O Rei das Manhãs” tem estreia prevista para 24 de agosto.

    Leia mais
  • Filme

    Cineastas brasileiros no Festival de Berlim se manifestam contra mudanças na política do audiovisual

    15 de fevereiro de 2017 /

    Os cineastas brasileiros presentes no Festival de Berlim aproveitaram uma recepção promovida pela Embaixada do Brasil na Alemanha para divulgar uma carta conjunta, manifestando-se contra mudanças na política do audiovisual. Sem usar a palavra “golpe”, que parece ter caído em desuso, o texto parte de uma acusação contra o governo de Michel Temer, que teria atingido “duramente” direitos, para traçar um cenário de fim de mundo, em que o audiovisual brasileiro “corre o risco de acabar”. Entretanto, logo no parágrafo seguinte, o mesmo texto celebra o fato de o audiovisual brasileiro (nunca antes na história deste país) ter sido tão forte. A manifestação marca terreno, visando impedir mudanças na política nacional para o setor do audiovisual, especialmente na área de fomento – dinheiro público para a produção de filmes. Quem assina embaixo são os diretores Daniela Thomas, Laís Bodanzky, Julia Murat, Cristiane Oliveira e Felipe Bragança, todos com filmes em Berlim. Confira o texto na íntegra: “Estamos vivendo uma grave crise democrática no Brasil. Em quase um ano desse governo, os direitos de educação, saúde e trabalhistas foram duramente atingidos. Junto com todos os outros setores, o audiovisual brasileiro, especialmente o autoral, corre o risco de acabar. Nos últimos anos, a Ancine tem direcionado suas diretrizes, conservando com atenção os muitos Brasis. Ampliou o alcance dos mecanismos de fomentos, que hoje atingem segmentos e formatos dos mais diversos, entre eles o cinema autoral, aqui representado. O resultado é visível. O ano de 2017 começou com a expressiva presença de filmes brasileiros nos três dos principais festivais internacionais, totalizando 27 participações em Sundance, Roterdã e aqui em Berlim. Não chegamos a esse patamar histórico sem política pública. Tudo o que se alcançou até aqui é fruto de um grande esforço do conjunto de agentes envolvidos entre Ancine, produtores, realizadores, distribuidores, exibidores, programadores, artistas, lideranças, poder público, entre outros. Acima de tudo, queremos garantir que qualquer mudança ou aperfeiçoamento nas políticas do audiovisual brasileiro sejam amplamente debatidos com o conjunto do setor e com toda a sociedade. Assim, pedimos às instituições, produtores e realizadores de todo o mundo que apoiem a luta e a manutenção de todos os tipos de audiovisual no Brasil. Defendemos aqui a continuidade e o incremento dessa política pública.”

    Leia mais
  • Música

    Seu Jorge aparece como Pixinguinha nas primeiras fotos da cinebiografia

    15 de fevereiro de 2017 /

    O cantor e ator Seu Jorge divulgou nas redes sociais as primeiras imagens do filme “Pixinguinha – Um Homem Carinhoso”, em que que vive o protagonista, um dos artistas mais importantes da música brasileira. Nas fotos, ele aparece ao lado da atriz Tais Araújo (“O Roubo da Taça”), que viverá a mulher do personagem, Beti. O longa vai priorizar o período dos anos 1940 e trará Seu Jorge tocando de verdade a flauta — uma das especialidades de Pixinguinha — para conferir credibilidade à representação do maestro, músico e compositor carioca. Seu Jorge já tem bastante experiência no cinema, tendo aparecido em clássicos modernos como “Cidade de Deus” (2002) e “Tropa de Elite 2” (2010), além de ter se destacado até em produções internacionais, como “A Vida Marinha com Steve Zissou” (2004), de Wes Anderson, e no thriller “O Escapista” (2008), de Rupert Wyatt. Com lançamento previsto para outubro, a biografia de Pixinguinha vai marcar a estreia nos cinemas de Denise Saraceni, conhecida pela direção de novelas e séries da Globo. O roteiro foi escrito por Manuela Dias (“A Floresta Que Se Move”), com quem Saraceni trabalhou na minissérie “Ligações Perigosas”.

    Leia mais
  • Filme

    Diretor de Justiça e Nada Será como Antes faz estreia forte no cinema com Redemoinho

    15 de fevereiro de 2017 /

    “Redemoinho” abre com duas trajetórias em paralelo. A de Guido (Julio Andrade) voltando a cidade onde nasceu, Cataguases, e a de Luzimar (Irandhir Santos), o sujeito que nunca deixou o local. Os dois são amigos de infância e há muito tempo não se encontram. A câmera (num meticuloso trabalho do fotógrafo Walter Carvalho) acompanha a dupla como se eles fossem aqueles personagens silenciosos, taciturnos dos filmes de cowboy. Sim, o diretor José Luiz Villamarim, egresso da TV, onde desenvolve uma carreira mais que respeitável (“Justiça”, “Nada Será Como Antes”), deve amar os westerns, deve adorar Sergio Leone e Clint Eastwood, porque coloca os dois protagonistas perambulando em volta de uma linha de trem até o encontro casual, na casa da mãe de Guido (Cássia Kiss). As semelhanças com um western param por aí, porque a trilha que Guido e Luzimar percorrem é a da lavação de roupa suja. Sabe-se que Guido deixou o círculo de amigos de Cataguases por alguma coisa que fez no passado e que não entendemos muito bem o que é. Houve um acidente numa ponte, possivelmente discussões, verdades foram jogadas na cara, coisas que o roteiro apenas intui. Guido passeia pela cidade e as pessoas celebram sua volta com uma certa desconfiança. Mas é véspera de Natal e todo mundo tenta manter as aparências, inclusive Luzimar. Ambos tentam reeditar as andanças da juventude, só que é impossível recuperar a epifania do passado. O vocabulário de referências de Villamarim é sofisticado: passa por John Cassavetes, Lucrecia Martel e desemboca na literatura. A via sacra destes homens por um inferninho do subúrbio, a certa altura, me lembrou o mundo das mulheres decaídas do conto “Uma Crise”, de Anton Tchecov. Guido se enoja do amigo, das mulheres e de algo que ele foi um dia e que pode ser de novo, enfim, ele se envergonha de seu passado. Nesse momento, o acerto de contas está prestes a rolar, mas não espere cenas de gritaria, socos ou tiros. É tudo calculadamente contido, como na vida. Os grandes conflitos acabam sendo psicológicos. “Redemoinho” é um filme de sondagem psicológica, como o livro “Inferno Provisório”, de Luiz Ruffato. O projeto de Ruffato foi o de dar rosto ao proletariado brasileiro do século 20 e 21, uma classe, que infelizmente não faz parte da literatura nacional. Uma das maravilhosas questões que o escritor levanta é: se vários escritores brasileiros tiveram origem proletária, porque nunca trataram desta questão? Vergonha de se confrontar com as origens? Villamarim descobriu atores que podem suportar o peso e iluminar o abismo em que vivem seus personagens. Julio Andrade, com seus ombros tensos para um revide que nunca ocorre, está extraordinário. Ele purifica seu trabalho de qualquer traço de teatralidade. E a prova mais clara de seu feito é que, mesmo com sua atuação sendo tão predominante, ela nunca ofusca o parceiro de cena. Irandhir Santos, equilibrado e modesto, não deixa por menos. Está soberbo como Luzimar, um sujeito com orgulho ferido, mas cujo humor e ceticismo evitam que o filme seja engolido de vez pelas trevas. Démick Lopes, como Zunga, o amigo que ficou retardado num acidente e anda pelas ruas como um mendigo, também enfrenta grande desafio. Você quer sentir pena dele, mas Zunga também assusta. Existe um rancor no personagem que subitamente explode com violência quando ele percebe que ninguém está olhando. E é pela moldura de uma porta, enquanto um trem passa lá fora que Zunga vai acuar uma personagem capital do filme e molestá-la como um bicho. Villamarim amordaça o desabafo, o pedido de socorro. Quando Guido e Luzimar voltam a fatídica ponte, que guarda seus segredos, uma tempestade se anuncia e as verdades são lançadas um contra o outro. Ambos dizem muito, mas existem muitos pontos a serem colocados. Chega então o momento em que nada mais sai de suas bocas. Tudo o que queriam dizer só podemos sentir no fundo de seus olhos. É numa cena assim que sentimos a força do que Villamarim, em sua estréia no veículo cinema, nos propõe. Vale a pena aguardar o próximo passo do cineasta.

    Leia mais
  • Filme

    Clarisse Ou Alguma Coisa Sobre Nós Dois é uma beleza de cinema

    12 de fevereiro de 2017 /

    Terceiro longa-metragem de Petrus Cariry, “Clarisse Ou Alguma Coisa Sobre Nós Dois” (2015) finaliza a chamada “Trilogia da morte”, iniciada com “O Grão” (2007) e “Mãe e Filha” (2011). O rigor formal apresentado nos trabalhos anteriores, bem como o cuidado com a beleza das imagens, que desde o primeiro filme têm sido comparadas a pinturas clássicas, se manifesta ainda mais forte neste novo trabalho, que conta a história de uma jovem mulher que vai passar uns dias na casa do pai doente. Não é um filme fácil. É propositalmente lento e com um tipo de dramaturgia que se distancia do naturalismo, por mais que a estranheza nas interpretações não nos impeça de admirar a excelente performance de Sabrina Greve, premiada na edição do Cine Ceará do ano passado. A atriz já havia aparecido em outro filme ainda mais ligado ao gênero horror, “O Duplo”, marcante curta-metragem de Juliana Rojas. Mas embora possa ser definido como terror, “Clarisse” frustrará quem esperar um filme típico do gênero, assim como pode desagradar quem não o aprecia. Por isso mesmo deve ser apreciado como ele é e não como deveria ter sido, conforme o gosto pessoal de cada espectador. Mas, uma vez que o espectador resolva se abrir a esse tipo de cinema mais hermético e cheio de signos a decifrar, a experiência é bastante recompensadora. Até porque a beleza das imagens (a direção de fotografia também é de Petrus) e dos movimentos de câmera são de encher os olhos. Inclusive, é possível perceber isso a partir do pouco que é mostrado no trailer. A enigmática história, que se passa bem longe de um lugar típico de filmes cearenses, também é contada com o auxílio de sons e ruídos, que são incorporados à obra de maneira orgânica. Aliás, o cuidado com o som é outro aspecto admirável de “Clarisse”, um filme que sangra e que parece um sonho. Diante da dificuldade de penetração de um filme como esse em um mercado cada vez menos tolerante a experimentações e invenções, deve-se comemorar a oportunidade de ver nos cinemas uma obra como esta, que, ao contrário dos besteiróis televisivos, merece para ser vista na tela grande.

    Leia mais
  • Filme

    Carolina Ferraz vive travesti em fotos e trailer de A Glória e a Graça

    11 de fevereiro de 2017 /

    A H2O filmes divulgou o pôster, as fotos e o trailer de “A Glória e a Graça”, que traz Carolina Ferraz no papel de uma travesti. Diferente da vez em que Letícia Spiller viveu uma drag queen (em “O Casamento de Gorete”), o filme dirigido por Flavio Ramos Tambellini (“Malu de Bicicleta”) não apela para o besteirol fácil. Na trama, a protagonista Gloria é a dona de um badalado restaurante no Rio, bem resolvida e bem sucedida, que tem sua vida virada do avesso quando é procurada pela irmã, Graça (Sandra Corveloni), com quem não tem contato há 15 anos e ainda pensa que ela responde pelo nome de Luiz Carlos. O detalhe é que Graça, que é mãe solteira, está com um aneurisma e tem pouco tempo de vida e a reaproximação tem um objetivo: aproximar a tia dos sobrinhos, uma menina de 15 anos e um garoto de cinco. Assim, “A Glória e a Graça” adentra o terreno dramático, tirando o travesti do papel cômico e caricato. Apesar de escalar uma mulher no papel principal, o elenco também destaca atriz transexual Carol Marra como Fedra, a melhor amiga de Graça. Exibido na Mostra de São Paulo, o longa estreia comercialmente no dia 30 de março.

    Leia mais
  • Filme

    Cinquenta Tons Mais Escuros domina os cinemas com a pior estreia da semana

    9 de fevereiro de 2017 /

    Maior estreia da semana, “Cinquenta Tons Mais Escuros” será lançado em mais de 1,2 mil salas, após seu trailer inicial bater recorde de visualizações na internet. Mas o filme não entrega o que muitos imaginam encontrar. Seu erotismo é de minissérie da Globo (para maiores de 16 anos) e o suspense frustrante. E, com 9% no Rotten Tomatoes, tem tudo para chegar em 2018 como favorito ao troféu Framboesa de Ouro. Portanto, também gera a maior curiosidade da semana: será que o público vai se atirar no abismo de olhos fechados ou prestar atenção nos avisos de perigo? E se ousar, assim mesmo, entrar na sala escura, vestirá a máscara do masoquista feliz, capaz de gostar de filme tão ruim? Vale lembrar que “Cinquenta Tons de Cinza”, lançado em mil salas, teve a 4ª maior abertura de 2015, com 1,6 milhão de espectadores no primeiro fim de semana. A animação “Lego Batman”, spin-off de “Uma Aventura Lego”, chega em 777 salas praticamente sem cópias legendadas (só 6% do total tem as vozes originais) e ocupando a maioria das telas 3D do país (497). As vozes originais são todas famosas, mas o dublador brasileiro de Batman (Duda Ribeiro?) impressiona ao soar exatamente como Will Arnet no papel do super-herói. Em clima de besteirol furioso, o desenho transforma Robin em filho de Batman e promove Batgirl à Comissária de Gotham City. Mas, ao contrário do filme cinzento, seu humor de brinquedo agradou 97% da crítica americana. Estes dois lançamentos ocupam dois terços do total das salas de cinema disponíveis no país. Considerando que ainda há filmes de sucesso em cartaz, só a contabilidade criativa e o jeitinho brasileiro conseguem fazer com que caibam mais estreias nos cinemas. Despejado no circuito alternativo, e provavelmente em sessões alternadas com outros títulos, encontra-se o favorito ao Oscar 2017 de Melhor Filme Estrangeiro, a comédia alemã “Toni Erdmann”, que mostra a conturbada relação entre uma executiva workaholic e seu pai maluco, que adora aprontar pegadinhas por onde passa. Tem 92% de aprovação da crítica americana e venceu cinco troféus da Academia Europeia de Cinema, inclusive como Melhor Filme Europeu do ano. Enquanto a produção do remake americano começa a sair do papel, por aqui a comédia original chega só em 12 salas entre São Paulo, Rio/Niterói, Brasília, Recife e Porto Alegre. A programação também inclui dois dramas brasileiros que igualmente conquistaram destaque e prêmios importantes, espremidos em 30 salas cada um. Em “Redemoinho”, dois amigos se reencontram no interior mineiro, em clima de suspense, após um fato traumático levar um deles a desaparecer por um longo tempo. Estreia no cinema do diretor José Luiz Villamarim, da aclamada série “Justiça”, o longa foi premiado no Festival do Rio. Já “A Cidade onde Envelheço” foi o vencedor do último Festival de Brasília e gira em torno de duas amigas portuguesas, que moram juntas em Belo Horizonte. Enquanto uma acaba de chegar à capital mineira e está deslumbrada com as novidades, a outra já pensa em voltar a Lisboa. Com passagem ainda pelo festival de Roterdã, a primeira obra de ficção da documentarista Marília Rocha (“A Falta que Me Faz”) também venceu o Festival de Biarritz de Cinema Latino-Americano, realizado na França. O trash de ação “Vale da Luta” continua a presença brasileira nas telas. A produção B americana inclui Cristiane Venancio, mais conhecida como Cris Cyborg, numa história mal-contada de lutas ilegais entre feras da MMA e modelos que surtariam ao quebrar a unha. Com cara de malvada, Cris vive a vilã que faz as bonitinhas chorarem, como sua colega de elenco, Holly Holm, fez com Ronda Rousey na luta pelo título do UFC. Outra campeã do octógono, Miesha Tate, vive a heroína. Completa a lista de estreias um romance francês incestuoso, “Marguerite & Julien: Um Amor Proibido”, sobre um casal de irmãos apaixonados desde a infância, durante a era renascentista. O mais interessante nesta produção é que o roteiro de Jean Gruault estava entre os projetos que François Truffaut pretendia filmar antes de morrer em 1984. A história acabou reescrita e filmada por Valérie Donzelli, do superestimado melodrama “A Guerra Está Declarada” (2011), com direito a anacronismos que boa parte do público terá dificuldades de aceitar. Passou em branco no Festival de Cannes de 2015, levou quase dois anos para desembarcar aqui e estreia em apenas sete salas. Clique nos títulos dos filmes para ver os trailers de cada lançamento.

    Leia mais
 Mais Pipoca
Mais Pipoca 
@Pipoca Moderna 2025
Privacidade | Cookies | Facebook | X | Bluesky | Flipboard | Anuncie