Brasil é o 10º maior mercado cinematográfico do mundo e o maior da América do Sul
O relatório da MPA (Associação de Cinema dos EUA), que registrou o faturamento recorde de US$ 38,6 bilhões em bilheteria de cinema em todo o mundo, também documentou o crescimento do mercado cinematográfico brasileiro. Após dois anos ocupando a 11ª posição entre os maiores mercados de cinema do mundo, o Brasil voltou a figurar no Top 10 das bilheterias mundiais, com arrecadação de US$ 700 milhões durante o ano de 2016. O Brasil foi o único país da América Latina a ter crescimento de arrecadação em 2016. E um aumento significativo de 5%, diante do movimento global de 1%. Outro detalhe curioso é que o avanço do Brasil aconteceu num ano em que a América Latina liderou em queda de venda de ingressos, caindo 17,6% em geral, em relação ao período anterior. Mesmo assim, o mercado brasileiro permanece atrás do mexicano, que, com US$ 800 milhões de faturamento, é o 9º maior mercado do mundo. Mas está muito à frente do restante da América do Sul. O segundo país sul-americano mais bem posicionado no ranking é a Argentina, que ocupa a 17ª posição, com US$ 300 milhões.
Ex-BBB Mayara Motti vai estrear no cinema em filme sobre Lampião
Segunda eliminada do “Big Brother Brasil” deste ano, Mayara Motti saiu do paredão direto para a carreira da atriz. A modelo, que tem carreira como dubladora e é formada em Direito, vai filmar ainda neste ano o seu primeiro longa-metragem, “Lampião – O Filme”, com direção e roteiro de Bruno Azevedo (diretor de esquetes do “Fala que Eu Te Escuto”). Na verdade, ela passou no teste para integrar o elenco antes de aparecer no “BBB”. O diretor Bruno Azevedo confirmou que escolheu Mayara por conta de seus trabalhos de dublagem, muito antes dela aparecer no reality show da Globo. As filmagens começam em setembro. “Será uma trilogia do Lampião, com um elenco incrível. Vai ser um sucesso”, ela contou, em entrevista ao site Ego. Mayara ainda não sabe o nome de sua personagem, mas revelou que ela será de personalidade forte. “Vou fazer o papel de uma cangaceira muito amiga da Maria Bonita. Uma mulher com personalidade, muito forte e guerreira”, disse ela, que completou empolgada: “Vamos gravar na casa que foi do Lampião mesmo. A direção teve acesso a parentes que informaram segredos do Lampião. Vai ser demais.” O elenco terá Paulo Goulart Filho (“As Mães de Chico Xavier”) como Lampião e Emanuelle Araújo (novela “A Lei do Amor”) como Maria Bonita, mas até Rodrigo Santoro (série “Westworld”) poderá atuar com a ex-BBB Mayara. “Só falta definir o roteiro de gravação para bater o martelo que o Rodrigo estará mesmo disponível. Ele já aceitou o convite e poderá ser o cangaceiro Corisco”, antecipou Bruno.
Lázaro Ramos planeja estrear como diretor de cinema em adaptação da peça Namíbia, Não!
O ator Lázaro Ramos planeja estrear como diretor de cinema ainda neste ano. Em entrevista ao jornal O Globo, ele revelou que pretende transformar a tragicomédia “Namíbia, Não!”, que já dirigiu no teatro, em filme. “Sou conhecido como ator, mas venho exercendo outras funções há tempos. Tem gente que não sabe que eu dirigi o [programa de entrevistas] “Espelho” por dez anos, tem gente que não sabe que estou indo para o meu quinto livro. Essa complexidade profissional tem sido uma luta interna e externa de aceitação”, ele disse. A história de “Namíbia, Não!” foi escrita pelo também ator baiano Aldri Anunciação e já foi encenada para mais de 100 mil espectadores em 234 apresentações em 10 estados brasileiros, desde 2011. A trama se passa no futuro próximo – em 2016, no texto original – , após o governo brasileiro baixar uma Medida Provisória obrigando que toda a população de “melanina acentuada” sejam capturada e enviada imediatamente à África. Mas, para não incorrer no crime de “Invasão a Domicílio”, as pessoas só podem ser capturadas na rua. Assim, os protagonistas André e Antônio passam o dia trancados no apartamento, debatendo as questões sociais e econômicas da vida atual, seus anseios pessoais e as consequências de um iminente retorno à África-mãe. Em 2012 o texto foi publicado em livro e venceu o Prêmio Jabuti de Literatura na categoria Ficção para Jovens. Assim, Aldri Anunciação se tornou o primeiro negro a receber o prêmio por uma obra de ficção. Ainda não há previsão para o começo das filmagens.
Gafe histórica no trailer do filme do Plano Real vira zoeira nas redes sociais
O trailer do filme “Real: O Plano por Trás da História” chegou solene na internet nesta segunda (21/3), mas não demorou a virar zoeira. Tudo por conta de uma gafe da produção. Apesar da preocupação em escalar um elenco fisicamente parecido com os economistas e políticos brasileiros dos anos 1990, os produtores cometeram um erro histórico, ao mostrar Emilio Orciollo Netto (“Paraísos Artificiais”) como Gustavo Franco, chegando em Brasília pela ponte JK. A ponte só foi inaugurada em 2002. Um internauta não perdoou o equívoco e classificou a obra como sci-fi. “O trailer do plano real era um falso promo. O enredo são economistas do plano real viajam no tempo pra salvar a economia brasileira em 2017”, ele escreveu (desse jeito) no Twitter. Outros trechos do vídeo também foram apontados pelos espectadores como estranhos. “O trailer do filme sobre o plano real tá cheio de referencias a cultura pop, se liga nessa daqui do filme ‘Cães de Aluguel'”, comentou outro. O longa é inspirado no livro “3.000 Dias no Bunker – Um Plano na Cabeça e um País na Mão”, do jornalista Guilherme Fiuza (autor do romance que virou o filme “Meu Nome Não É Johnny”). A trama conta como uma equipe econômica reunida por FHC se fechou em um “bunker” para debater e apresentar uma proposta de reforma do Estado e criação de uma nova moeda, logo após o Impeachment do Presidente Collor, nos anos 1990. Com direção de Rodrigo Bittencourt (“Totalmente Inocentes”), “Real: O Plano por Trás da História” tem estreia prevista para o dia 18 de maio. o trailer do plano real era um falso promo, o enredo são economistas do plano real viajam no tempo pra salvar a economia brasileira em 2017 — aquaman do cerrado (@apolinariosteps) March 20, 2017 O trailer do filme sobre o plano real tá cheio de referencias a cultura pop, se liga nessa daqui do filme Cães de Aluguel. pic.twitter.com/DIqEFzrrgz — Ivan Gomes (@ivangs8) March 20, 2017 novo filme revela bastidores da equipe que criou o plano real; veja trailer pic.twitter.com/GsSjonLGeE — Clarissa Passos (@clarissaaa) March 20, 2017 Filme resgata inflação de 1993 e criação do Plano Real pic.twitter.com/rJ6EwJTcEP — André (@andrepaste) March 20, 2017 Vi o trailer do PLANO REAL.Vai ser classificado no Netflix como COMÉDIA. pic.twitter.com/VycgvIVoSy — Bruno B Kalila (@BkerKali) March 20, 2017
Cléo Pires vai estrelar filme de terror nacional
A atriz Cléo Pires vai voltar ao terror, após participar da minissérie “Supermax”. Ela vai estrelar o filme “Terapia do Medo”, ao lado de Sérgio Guizé (“Uma Loucura de Mulher”), com roteiro e direção de Roberto Moreira (“Quanto Dura o Amor?”). “Terapia do Medo” traz a história de uma campeã de vôlei de praia que passa por experiências assustadoras e recebe a ajuda de um médico pouco convencional. “É um filme muito mais de medo do que de susto”, conta Luciano Patrick, produtor e co-roteirista do longa, no site da produtora Globo Filmes, que cita influências de filmes americanos como “O Exorcista” (1973), “O Chamado” (1998), “Horror em Amityville” (1979), “O Iluminado” (1980), “Poltergeist” (1982). Interessada por temas que dizem respeito à espiritualidade, Cleo Pires disse ter se apaixonado pela história. Para ela, a trama remete a algumas doutrinas sobre as quais já leu: “(Esse tema) me atrai muito, muito! Acho que a física quântica, que eu amo, fala disso com outros termos. Gosto de conhecer os olhares diferentes sobre a questão; da ciência, do espiritismo, de cada doutrina ou estudo. Cada uma tem um termo, uma representação diferente, mas basicamente falam da mesma coisa, que é energia. Tudo é energia”. As filmagens já estão sendo realizadas em São Paulo e Ilha Bela, mas a estreia ainda não foi marcada.
Documentário de Leandra Leal é premiado no festival americano SXSW
O documentário “Divinas Divas”, que marca a estreia da atriz Leandra Leal na direção, foi premiado pelo júri popular do festival americano SXSW (South by Southwest), um dos mais importantes do cinema indie, que se encerrou na noite deste sábado (18/3) em Austin, no Texas. O filme brasileiro venceu a seção Global, dedicada à narrativas inovadoras de todo o mundo. Leandra comemorou em seu Twitter: “Estávamos concorrendo com o mundo inteiro, com filmes de ficção e levamos essa. Nós, o único filme brasileiro, dirigido por uma mulher. Muito obrigado a todas as minhas divas por doarem seus talentos, suas histórias e suas vidas, e a toda galera que faz parte desse projeto sonho”. “Divinas Divas” aborda a primeira geração de artistas travestis no Brasil na década de 1970, como Rogéria, Valéria e Jane Di Castro. O filme acompanha o reencontro das atrizes para a montagem de um espetáculo, trazendo histórias e memórias de uma geração. Importante observar que a produção – agora reconhecido internacionalmente – teve dificuldades para conseguir patrocínio devido ao preconceito com seu tema, o que levou Leandra a apelar para o crowdfunding para conseguir finalizá-lo. Além do troféu texano, o filme já tinha sido premiado pelo público dos festivais do Rio e de Aruanda, no ano passado, e tem previsão de lançamento no Brasil em 22 de junho. Para completar a informação, o público do SXSW também premiou “The Light of the Moon”, de Jessica M. Thompson, como o melhor filme da mostra competitiva, e o muito elogiado “Em Ritmo de Fuga” (Baby Driver), de Edgar Wright, como o melhor filme da sessão Headliner, dedicada a filmes de maior apelo comercial. Na nova seção Episodic, voltada a séries, o vencedor foi “Dear White People”, da Netflix. Já os prêmios do júri para a mostra competitiva foram para a ficção “Most Beautiful Island”, um thriller centrado em mulheres imigrantes ilegais em Nova York, dirigido pela espanhola Ana Asensio, e o documentário “The Work”, sobre as sessões de terapia da prisão estadual de Folsom, com direção de Gethin Aldous e Jairus McLeary.
Trailer de terror com Leandra Leal não parece produção brasileira
A Imagem Filmes divulgou o um novo trailer de “O Rastro”, terror estrelado por Rafael Cardoso (novela “Sol Nascente”) e Leandra Leal (“O Lobo Atrás da Porta”). A prévia não parece produção brasileira. Pela iluminação, filtros, sustos e trilha parece remake americano de terror japonês. O filme, na verdade, é uma coprodução entre o Brasil (Lupa Filmes) e os Estados Unidos (Orion Pictures, da MGM), escrita por André Pereira (“Mato Sem Cachorro”) e a estreante Beatrice Manela e também marca a estreia de João Caetano Feyer (assistente de “Filme de Amor”) na direção de longa-metragem. A trama envolve o fechamento de um hospital público no Rio e acompanha o médico responsável por coordenar a transferência dos pacientes durante a noite. Quando uma paciente jovem desaparece, ele tenta localizá-la e acaba gradualmente engolido pelo prédio em condições precárias. O elenco ainda conta com Felipe Camargo (“Ponte Aérea”), Alice Wegmann (“Tamo Junto”), Claudia Abreu (novela “A Lei do Amor”) e Jonas Bloch (série “#MeChamaDeBruna”). Originalmente marcada para 30 de março, a estreia foi adiada para 18 de maio.
A Bela e a Fera estreia em mais de mil cinemas no Brasil
Maior estreia da semana, “A Bela e a Fera” chega em 1,2 mil salas brasileiras nesta quinta-feira (16/3), 70% delas em 3D. O filme ocupa ainda 35 salas com 4D (movimento de cadeiras) e todas as 12 telas IMAX. Ao contrário de outros esforços da própria Disney, que inseriram diversas novidades nas adaptações com atores, é a mais fiel das versões com atores das animações do estúdio, tanto que parece um remake do filme de 1991, com direito até às mesmas músicas – e mais três inéditas. As poucas mudanças refletem o espírito independente da Bela vivida por Emma Watson (franquia “Harry Potter”) e a percepção da sexualidade de Lefou, que passaria incólume pelos vovozinhos conservadores, não tivesse o diretor alertado sobre isso. Vale observar que a crítica americana gostou, mas não se apaixonou, com 68% de aprovação na média do site Rotten Tomatoes. A chegada de “A Bela e a Fera” também confirma que a temporada de blockbusters começou mais cedo em 2017 – imediatamente após a entrega do Oscar, com os lançamentos consecutivos de “Logan” e “Kong – A Ilha da Caveira”. E, graças à concentração destes filmes no circuito, apenas outro filme tem distribuição em mais de 100 salas nesta semana: a comédia “Tinha que Ser Ele?”, em que Bryan Cranston (série “Breaking Bad”) descobre que será sogro de James Franco (“A Entrevista”). A disputa entre sogro e noivo já rendeu até franquias, como “Entrando Numa Fria”, e quando as piadas são velhas, o sorriso é amarelo. 40% de aprovação no RT. Longe dos shoppings, o circuito limitado recebe nada menos que oito filmes brasileiros, metade deles documentários. Os destaques são duas obras de ficção, a comédia “La Vingança” e o drama “Era o Hotel Cambridge”. “La Vingança” surpreende por ser realmente divertido. Uma comédia brasileira que faz rir deve ser exaltada como uma novidade muito bem-vinda. Infelizmente, não parece ser o que o mercado quer. Enquanto qualquer besteirol estreia em mais de 500 salas, “La Vingança” está sendo exilada em 20 salas. E este é o maior lançamento nacional da semana! Vai ver, é porque faltam atores de novelas. Só há Leandra Leal (“O Lobo Atrás da Porta”), que tem um pequeno papel. A história do ator Jiddu Pinheiro (“O Uivo da Gaita”), Thiago Dottori (“Vips”) e Pedro Aguilera (criador da série “3%”) gira em torno do personagem de Felipe Rocha (“Nise: O Coração da Loucura”), que após flagrar a traição da mulher (não muito Leal) com um argentino, resolve se vingar indo com seu melhor amigo até o país vizinho para transar com argentinas. A tradicional rivalidade rende boas piadas e marca a estreia na direção do produtor Fernando Fraiha (“Reza a Lenda”). “Era o Hotel Cambridge” tem clima completamente diferente. O filme de Eliane Caffé (“O Sol do Meio Dia”) se passa num prédio de São Paulo invadido por sem-tetos, destaca histórias de imigrantes, a organização interna dos moradores e a luta contra a reintegração de posse, com direito à tropa de choque. Socialmente relevante e muito bem realizado, venceu o Prêmio do Público no Festival do Rio e na Mostra de São Paulo. Mas só chega em 12 salas. As outras duas ficções são a animação “História Antes de uma História”, uma experiência de metalinguagem para o público infantil, e o drama “Com os Punhos Cerrados”, uma experiência de metalinguagem para universitários, realizada pelo coletivo Alumbramento. Entre os documentários, “Jonas e o Circo sem Lona” tem a distribuição mais ampla, em 20 salas. Exibido em festivais pelo mundo, o filme de Paula Gomes foca um menino que enfrenta o desafio de amadurecer enquanto sonha com o picadeiro. Os demais são “Pedro Osmar, Prá Liberdade que se Conquista”, um manifesto político-musical sobre o músico Pedro Oscar, “Por um Punhado de Dólares – Os Novos Emigrados”, sobre imigrantes nos EUA, e “Estopô Balaio”, que retrata uma região degradada de São Paulo. A programação também inclui três títulos franceses. Indicado a quatro prêmios César (o Oscar francês), “Os Cowboys” é uma espécie de versão moderna de “Rastros de Ódio” (1965), em que um pai parte à cavalo em busca da filha desaparecida por territórios inóspitos. O filme marcou a estreia na direção de Thomas Bidegain, roteirista dos melhores filmes de Jacques Audiard, “O Profeta” (2009), “Ferrugem e Osso” (2012) e o vencedor da Palma de Ouro “Dheepan: O Refúgio” (2014). Mais tradicional, “O Filho de Joseph” acompanha um adolescente em busca do pai que nunca conheceu, numa história que vai do drama ao humor – e ainda evoca um tema bíblico – , escrita e dirigida por Eugène Green (“A Religiosa Portuguesa”). Já “Fatima”, do marroquino Philippe Faucon (“Samia”), lembra “Que Horas Ela Volta?” (2015) ao acompanhar uma mãe pobre e imigrante, que trabalha como faxineira e luta para manter as filhas na escola. Enquanto a mais nova vive sua rebelião adolescente, sem respeito pela mãe “burra” que mal fala francês, a mulher do título sacrifica a própria saúde para dar à filha mais velha a chance de cursar a faculdade. Mais premiado dos filmes da semana, venceu o César 2016 de Melhor Filme, Roteiro e Atriz Revelação. Fecha a programação o sul-africano “Eles Só Usam Black Tie”, que já pelo pôster demonstra como o título nacional é equivocado. Mas o original “Necktie Youth” (juventude engravatada, em tradução literal) também é problemático para nomear um retrato em preto e branco da juventude ostentação da África do Sul (que só usa tênis e jeans). Elogiadíssimo pela crítica internacional, é uma viagem por sexo, drogas e trilha jazzy que rendeu alguns prêmios em festivais internacionais. Clique nos títulos dos filmes destacados para ver os trailers de todas as estreias da semana.
Marjorie Estiano vai encarar sexo a três em seu próximo filme
Marjorie Estiano vai estrelar o filme “Jamais Estive Tão Segura de Mim Mesma”, dirigido por Monique Gardenberg (“Ó Paí, Ó”). E o título da produção já é indício do que vem por aí. Segundo o jornal Extra, a atriz fará cenas de sexo a três com os personagens de Lee Taylor (o Martim da novela “Velho Chico”) e Hermila Guedes (“Era uma Vez Eu, Veronica”). Apesar do relacionamento moderninho, a temática do longa é o universo da música brega. A produção já começou a ser filmada em São Paulo. Por curiosidade, Marjorie Estiano acaba de filmar “Todo Clichê do Amor”, em que vive uma garota de programa sadomasoquista.
Chico Díaz e Caio Castro são pai e filho distantes no trailer e duas cenas do drama Travessia
A O2 divulgou o pôster, o trailer e duas cenas de “Travessia”, drama nacional estrelado por Chico Díaz (“Em Nome da Lei”) e Caio Castro (“A Grande Vitória”). Desentendimentos após a morte da mãe levaram Júlio (Castro), filho único, a se distanciar do pai Roberto (Díaz). Ambos buscam novos caminhos, movidos por seus desejos. Júlio decide sair de casa e se sustenta com tráfico de drogas sintéticas em festas noturnas de Salvador. Mas um acidente de trânsito que pode levar Roberto para a prisão também se torna uma oportunidade para que se unam novamente. O elenco ainda inclui Camilla Camargo (novela “Carinha de Anjo”) e Cyria Coentro (novela “Velho Chico”). Primeiro longa escrito e dirigido por João Gabriel, “Travessia” teve sua première na 39ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e recebeu os prêmios de Melhor Filme, Melhor Ator (Chico Diaz) e Melhor Montagem no 10° FestAruanda. A estreia comercial acontece em 23 de março.
Kong – A Ilha da Caveira é o único lançamento gigante em semana de 14 estreias
A semana registra 14 lançamentos de cinema, mas a maioria em circuito limitado. A única estreia de tamanho gigante é “Kong – A Ilha da Caveira”, o novo filme de King Kong, que chega em quase mil salas, ocupando todas as telas IMAX. Desembarca nos trópicos precedido por críticas entusiasmadas nos EUA a seus efeitos visuais, apesar das inconsistências em sua trama e erros de continuidade dignos de Ed Wood. A ação se passa nos anos 1970 e acompanha uma equipe militar perdida na ilha que dá título à produção – e que apareceu em todas as versões da origem de King Kong. Ao privilegiar o “prólogo” clássico, o filme resgata a tradição pulp das histórias de dinossauros no mundo contemporâneo e remixa este conceito centenário – de clássicos de Edgar Rice Burroughs (“A Terra que o Tempo Esqueceu”) e Arthur Conan Doyle (“O Mundo Perdido”) – com o delírio de “Apocalypse Now” (1979). Mais quatro filmes falados em inglês entram em cartaz. Todos de tom dramático e que tiveram desempenho de chorar nas bilheterias norte-americanas. Dois deles são dramas de tribunal. “Versões de um Crime” puxa mais para o suspense, com Keanu Reeves defendendo o filho de uma antiga conhecida da acusação de assassinato do próprio pai, numa história de reviravoltas previsíveis. Já o britânico “Negação” é quase um docudrama, que questiona a existência do Holocausto num julgamento midiático, com Rachel Weisz tendo que provar que os crimes nazistas não foram apenas propaganda judaica. Os outros dois lançamentos foram concebidos de olho no nicho dos filmes de prestígio, mas se frustraram ao não conseguir indicações ao Oscar 2017. “Fome de Poder” conta a história polêmica da origem da rede McDonald’s, com Michael Keaton no papel de Ray Kroc, o empresário visionário e vigarista que se apropriou do negócio dos irmãos que batizam as lanchonetes. E “Silêncio” é o épico que Martin Scorsese levou décadas para tirar do papel. O filme sobre padres jesuítas, martirizados ao tentar levar o evangelho ao Japão do século 17, lhe permitiu fazer as pazes com o Vaticano, superando as polêmicas de “A Última Tentação de Cristo” (1988). O catolicismo também é o tema central de “Papa Francisco, Conquistando Corações”, cinebiografia do atual Papa, que, ao contrário do esperado, não carrega na pregação ou edulcora a religião, mostrando um retrato humano do religioso desde sua juventude até sua sagração. Chama atenção ainda o fato de a obra não evitar temas polêmicos, como a ditadura argentina e os escândalos de pedofilia entre padres. Duas produções brasileiras lutam por espaço onde não há. O documentário “Olhar Instigado” aborda um tema urgente: a arte de rua em São Paulo. Bem fotografado, o filme acompanha grafiteiros e pichadores pela noite paulistana, e chega às telas em momento de tensão política, após a Prefeitura considerar as latas de spray tão perigosas quanto armas nas mãos de bandidos. Mesmo assim, não faz distinção entre arte e vandalismo, não leva a discussão onde ela já está. O drama policial “O Crime da Gávea” também rende debate, devido à disputa de bastidores entre o roteirista e o diretor para definir quem foi seu “autor”. O roteirista Marcílio Moraes vem do mundo das novelas, que define como autor quem escreve o texto. Mas cinema é outra coisa. E com o diretor André Warwar escanteado na pós-produção, a premissa noir, do marido suspeito que tenta desvendar o assassinato da esposa, em meio ao contexto da boemia moderninha carioca, implode num acabamento (voice-overs, por exemplo) que não combina com o que foi filmado. Tanto ego rendeu uma estreia em cinco míseras salas. Para quem sentir falta de besteirol, a semana reserva a comédia italiana “Paro Quando Quero”. Por um lado, a trama embute uma crítica adequada à crise econômica europeia, que reduz universitários formados a trabalhadores braçais. Por outro, é descarada sua apropriação de “Breaking Bad” num contexto de enriquecimento rápido digno de “Até que a Sorte nos Separe”. A trama gira em torno de um grupo de sub-empregados que decidem unir seus conhecimentos acadêmicos para lançar uma nova droga no mercado, surtando quando o negócio os torna milionários. Para completar, a programação vai receber nada menos que cinco filmes franceses. Esse fenômeno resulta da supervalorização do cinema francófono entre as distribuidoras nacionais, reflexo de uma era longínqua em que produtos do país eram ícones de status social e cultural – a palavra “chique” é um galicismo do século 19. Com melhor distribuição entre os lançamentos franceses, “Personal Shopper” volta a juntar a atriz americana Kristen Stewart com o diretor Olivier Assayas, após a bem-sucedida parceria em “Acima das Nuvens” (2014). Levou o troféu de Melhor Direção no Festival de Cannes, mas é a ótima performance de atriz que prende o espectador em sua história de fantasmas, de clara inspiração hitchcockiana. “Souvenir” também deve sua distribuição à fama de sua estrela, a atriz Isabelle Huppert, indicada ao Oscar 2017 por “Elle”. Desta vez, porém, ela estrela um romance leve, francamente comercial, como uma cantora que flertou com o sucesso nos anos 1970 e, inspirada pela paixão de um jovem que a reconhece no trabalho, tenta retomar a carreira. Na mesma linha, “Insubstituível” traz François Cluzet como um médico do interior que treina, relutantemente, uma substituta mais jovem. Sem ligação com esse cinema descartável, “Fátima” lembra “Que Horas Ela Volta?” ao acompanhar uma mãe pobre e imigrante, que trabalha como faxineira e luta para manter as filhas na escola. Enquanto a mais nova vive sua rebelião adolescente, sem respeito pela mãe “burra” que mal fala francês, a mulher do título sacrifica a própria saúde para dar à filha mais velha a chance de cursar a faculdade. A produção usa o recurso de uma carta, escrita pela mãe, para amarrar a história, que venceu o César 2016 (o Oscar francês) de Melhor Filme, Roteiro e Atriz Revelação. Mesmo assim, há quem ache que o cinema francês decaiu muito desde a nouvelle vague. E para estes o circuito reserva a chance de conferir o relançamento, em cópia restaurada, do clássico “Hiroshima Meu Amor” (1959), de Alain Resnais, uma das primeiras obras-primas do movimento e que destaca a recém-falecida Emmanuelle Riva no papel principal. Clique nos títulos dos filmes destacados para ver os trailers de todas as estreias da semana.
Galã dos anos 1980, Mário Gomes hoje vende sanduíches na praia
Um dos maiores galãs da Globo da década de 1980, Mário Gomes hoje depende da venda de sanduíches numa barraca de praia na Zona Sul do Rio de Janeiro para conseguir pagar suas despesas. O ator atuou em cerca de 30 novelas, como “Gabriela”, “O Pulo do Gato”, “Guerra dos Sexos”, “Vereda Tropical”, “O Sexo dos Anjos”, “Sex Appeal”, etc. E também esteve em clássicos do cinema brasileiro, como “O Cortiço” (1978), “Tabu” (1982) e “O Escorpião Escarlate” (1990). “Estou fazendo uma experiência. Me preparando para investir em food truck”, disse ele, que tem a companhia do filho, João, que toca violão para os clientes. “Fico bebendo minha cachaça e vendo esse visual da praia”, contou ele ao jornal Extra. Sua última novela foi “Pecado Mortal”, na Record, em 2013. Na época, o ator já enfrentava problemas financeiros. “Construí ao longo da minha carreira um patrimônio que me mantém. Obviamente tenho minhas dificuldades, mas sempre tem um coco pra gente vender. Estou aí para o que der e vier. Estou de pé. Não tenho nada contra ninguém, não sou saudosista. Mas tenho consciência da minha trajetória e da força do meu nome. Já fui o Neymar da televisão”, ressalta. Apesar dos sanduíches – e batatas fritas – ele não abandonou a atuação. Aos 65 anos, voltou a fazer filmes, aparecendo em “TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva”, lançado em fevereiro – seu primeiro longa em mais de duas décadas. E integra o elenco da série “Magnífica 70”, que vai para a 3ª temporada no canal pago HBO. Para completar, ainda faz um trabalho voluntário no Retiro dos Artistas, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, onde criou uma horta com os moradores de lá. “Recebi até ligação de Fernanda Montenegro me parabenizando”.
Nicholas Hoult e Henry Cavill invadem o Iraque no trailer da estreia de Fernando Coimbra em inglês
A Netflix divulgou sete fotos e o trailer de “Castelo de Areia”, filme de guerra que marca a estreia em inglês de Fernando Coimbra (“O Lobo Atrás da Porta”). Primeiro longa do serviço de streaming assinado por um cineasta brasileiro, o filme se passa durante a segunda invasão dos Estados Unidos ao Iraque, em 2003. Traz Nicholas Hoult (o Fera dos filmes da franquia “X-Men”) como um soldado que se alistou para poder pagar a faculdade e só deseja cair fora da Guerra no Iraque. Mas, ao lado do seu batalhão, acaba cultivando um senso de moralidade e compaixão ao tentar cumprir a missão de consertar uma estação de distribuição d’água que beneficiará a população de uma vila — mesmo que parte da população local tente sabotar a reconstrução. O roteiro foi escrito pelo estreante Chris Roessner, que se inspirou na própria experiência durante a Guerra do Iraque para contar a história. A produção é do também americano Mark Gordon (“O Resgate do Soldado Ryan”, “Steve Jobs”) e o elenco traz diversos astros conhecidos, como Henry Cavill (“Batman vs Superman”), Glen Powell (“Estrelas Além do Tempo”), Logan Marshall-Green (“Prometheus”), Tommy Flanagan (série “Sons of Anarchy”) e Neil Brown Jr. (série “Dirk Gently’s Holistic Detective Agency”), que filmaram suas cenas na Jordânia, em 2015.












