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    Diretor de Pantera Negra diz que filme tem influência de Cidade de Deus

    9 de dezembro de 2017 /

    O diretor Ryan Coogler (“Creed”) revelou que “Cidade de Deus” (2002) foi um dos filmes de sua formação cinéfila. Falando por meio de um link de vídeo ao público da Comic Con Experience, em São Paulo, ele contou que a produção brasileira foi um dos primeiros filmes internacionais que assistiu na juventude, quando morava em Oakland, na Califórnia. Não só isso. Ele aprendeu algo com o filme dirigido por Fernando Meirelles, que tentou colocar em prática em “Pantera Negra”. “Dirigir ‘Pantera Negra’ foi uma grande oportunidade para um cara como eu, que faz parte da diáspora africana”, ele afirmou. “Desde que comecei a estudar a história da África e a ver filmes como ‘Cidade de Deus’, que me influenciou na minha escolha por ser cineasta, percebi que o cinema é um veículo para se viajar pelo mundo. Eu realmente viajei para aquele lugar. Senti que estava ali naquela cidade”, comentou. “É diferente quando é alguém de dentro que mostra as coisas, alguém que entende. Eu queria fazer isso com Wakanda [o reino de Pantera Negra]”, revelou Coogler, que é o primeiro diretor negro a comandar um filme da Marvel, justamente o do primeiro super-herói negro da história dos quadrinhos. Presente no evento, a atriz Danai Gurira (a Michonne de “The Walking Dead”), que interpreta Okoye, a chefe da guarda real de Wakanda, ressaltou o quanto o filme é importante. “Tem uma paixão por trás desse projeto. Eu cresci no Zimbábue, vendo filmes feitos no continente africano, e ver que jovens desses países vão poder ver super-heróis falando línguas africanas, com uma história próxima da deles, é uma coisa incrível. É muito legal que pessoas de todo o mundo, de todas as origens, estejam animadas para ver esse filme, que é algo que não vimos antes”, afirmou. A trama de “Pantera Negra” vai encontra T’Challa (Chadwick Boseman) imediatamente após os eventos de “Capitão América: Guerra Civil” (2016), em sua volta para a isolada e tecnologicamente desenvolvida nação africana de Wakanda para assumir seu lugar como Rei. Entretanto, quando um velho inimigo reaparece no radar, a fibra de T’Challa como Rei e Pantera Negra é testada, e ele é levado a um conflito que coloca o destino de Wakanda e do mundo todo em risco. A estreia está marcada para 15 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

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  • Série

    Thogun Teixeira é afastado de minissérie da Globo após denúncia de estupro

    8 de dezembro de 2017 /

    Thogun Teixeira foi afastado das gravações da minissérie “Ilha de Ferro”, prevista para estrear em 2018 na Globo, após ser acusado de estupro durante a produção de um filme, em novembro. “O ator Thogun Teixeira não participará mais da minissérie ‘Ilha de Ferro’”, informou a assessoria da emissora, em comunicado ao UOL. Procurado, o advogado de Thogun, Humberto Adami, informou que seu cliente ainda não foi comunicado oficialmente pela emissora sobre o afastamento. “Ele deve ter um contato em breve e estamos aguardando. Ele tirou um período [de pausa das gravações], até porque é inconcebível ele permanecer com a rotina normal quando se tem uma acusação desse tipo. É um verdadeiro desastre”, afirmou. Ele foi acusado de estupro e tentativa de estupro por uma camareira e uma assistente de figurino ao final nas filmagens do longa “A Volta”, dirigido por Ronaldo Uzeda. Os nomes das vítimas estão sendo mantidos em sigilo. A denúncia foi feita em 28 de novembro e está sendo investigada pela Delegacia da Mulher de Sorocaba, no interior de São Paulo, onde a agressão teria acontecido. Ronaldo Uzeda informou que a participação do ator no filme, que estreia em 2018, foi cortada. Thogun teria papel importante em “Ilha de Ferro”, que se passa em uma plataforma de petróleo. O ator, que chegou a gravar algumas cenas, viveria Fiapo, o melhor amigo de Dante, papel do protagonista Cauã Reymond (“Não Devore Meu Coração”). O personagem agora deverá ser interpretado por Jonathan Azevedo, que viveu o Sabiá em “A Força do Querer”. Azevedo já estava no elenco, mas em um papel menor.

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    Filmes com crianças extraordinárias são os destaques da semana nos cinemas

    7 de dezembro de 2017 /

    As melhores estreias de cinema da semana são histórias que trazem crianças com problemas de relacionamento. Enquanto uma delas é o lançamento mais amplo desta quinta (7/12), a outra, premiadíssima, chega em circuito limitado. A programação também entra em clima natalino com a continuação menos engraçada de um comédia do ano passado, despede-se de um ator genial e apresenta três novidades brasileiras. Clique nos títulos dos filmes abaixo para ver os trailers de cada um dos lançamentos. “Extraordinário” leva a mais de 500 telas a elogiada adaptação do best-seller infantil homônimo de RJ Palacio sobre o menino Auggie Pullman, que nasceu com uma deformidade facial e estudou em casa a maior parte da vida, até a família decidir matriculá-lo numa escola regular para que convivesse com outras crianças da sua idade. Dirigido por Stephen Chbosky (“As Vantagens de Ser Invisível”), o filme tem uma mensagem anti-bullying tocante, que supera a fórmula do melodrama, e é estrelado por Jacob Tremblay, o ator-mirim de “O Quarto de Jack” (2015), irreconhecível sob a maquiagem da produção. Ele vive o filho deformado de Julia Roberts (“Jogo do Dinheiro”) e Owen Wilson (“Zoolander”), e neto da brasileira Sonia Braga (“Aquarius”). Sucesso nos cinemas americanos, enfrentou “Liga da Justiça” e “Viva – A Vida É uma Festa” sem se assustar, com 85% de aprovação no site Rotten Tomatoes. “Verão 1993” é o destaque do circuito limitado. Candidato da Espanha a uma indicação no Oscar 2018, acompanha Frida, uma menina de seis anos que vai viver com os tios no campo, após a morte súbita da mãe, mas não consegue se adaptar à nova vida e família. O longa de Carla Simón venceu o troféu de Melhor Filme de Estreia no Festival de Berlim 2017, além de se consagrar no circuito dos festivais. Para completar, tem impressionantes 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. “Perfeita É a Mãe 2” é basicamente a versão feminina de “Pai em Dose Dupla 2” (já em cartaz): uma continuação em que as mães da história original recebem a visita das próprias mães para o Natal. A falta de boas ideias confirma que foi feito a toque de caixa para aproveitar o sucesso do primeiro filme, lançado no ano passado. O resultado foi uma bilheteria abaixo da expectativa e execração da crítica – 27%. Há mais três estreias do cinema americano. Enquanto duas refletem a inquietação que se espera de cineastas indies iniciantes, a terceira é assinada por um diretor famoso e clichê de doer. “Lucky” foi o último filme estrelado por Harry Dean Staton, que morreu em setembro aos 91 anos. Sua carreira foi marcada por papéis fantásticos. E o personagem-título de “Lucky” é um deles: um ateu espirituoso que precisa lidar com a própria mortalidade diante da idade avançada. Staton dá um show de interpretação, numa despedida emocionante do cinema sob aplausos da crítica – 98% no Rotten Tomatoes. Como curiosidade, o longa também marca a estreia na direção do ator John Carroll Lynch, intérprete do palhaço assassino Twisty na série “American Horror Story”. “Em Busca de Fellini” é uma história real em tom de fábula, de uma jovem que cresceu confinada por uma mãe superprotetora e descobre o mundo por meio dos filmes de Fellini. Instigada, ela decide conhecer a Itália e ver de perto as imagens que a encantaram no cinema. Embora pareça uma criação de cinéfilo, o filme é baseado na vida de Nancy Cartwright, a dubladora de Bart Simpson nos Estados Unidos. Ela própria assina o roteiro, que tem 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. “Apenas um Garoto em Nova York” marca a volta de Marc Webb às comédias românticas, após o fracasso espetacular de seus filmes do Homem-Aranha. Mas o resultado é muito diferente do cultuado “(500) Dias com Ela” (2009). O roteiro foi escrito por Allan Loeb (“Rock of Ages: O Filme”) e é centrado em um jovem que descobre que seu pai está tendo um caso. O filho tenta impedir que isso aconteça, mas no processo acaba se envolvendo com a mulher. Callum Turner (“Assassin’s Creed”) é o protagonista, Pierce Brosnan (“November Man: Um Espião Nunca Morre”) vive seu pai e Kate Beckinsale (“Anjos da Noite: Guerras de Sangue”) interpreta a amante. O triângulo tão velho quando Édipo Rei implodiu nas bilheterias norte-americanas, com apenas US$ 624 mil e uma péssima cotação – 33%. Três filmes brasileiros completam a programação. “Altas Expectativas” se diferencia das histórias de ricos instantâneos e vigaristas que marcam os besteiróis nacionais por usar suas piadas para contar uma “fábula” de superação e romance. Roteiro e direção da dupla Pedro Antônio (“Tô Ryca!”) e Alvaro Campos (“Leo & Carol”) contam o dilema de um treinador de cavalos anão que se apaixona por uma barista, mas sua baixa autoestima lhe impede de se declarar. Cansado de ser humilhado pela estatura, ele acaba revidando um comediante que o ridiculariza durante uma apresentação de stand-up e impressiona pelo humor autodepreciativo, iniciando uma nova carreira. E um dia faz a jovem melancólica, que ele adora, rir pela primeira vez em muito tempo, abrindo as portas para seu coração. O príncipe encantado incompreendido é Leonardo Reis, conhecido em shows de stand-up como Leo Gigante. A bela da história é interpretada por Camila Márdila, que dividiu com Regina Casé o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Sundance 2015 por “Que Horas Ela Volta?”. E não falta sequer o indefectível rival-vilão (o Gaston da vez), vivido pelo canalha favorito do cinema brasileiro, Milhem Cortaz (“O Lobo Atrás da Porta”). “Encantados” assume mais claramente o tom fantasioso de sua narrativa, ao materializar uma versão tupiniquim dos romances adolescentes sobrenaturais que foram tendência em Hollywood há meia década atrás. De fato, o filme é de 2014, mas só “desencantou” nos cinemas agora – trazendo consigo o “exilado” José Mayer. Na trama, a filha de um influente político paraense tem visões de um índio bonitão nas águas da Ilha de Marajó. Se o samba-enredo parece conhecido é porque a combinação de folclore, rios místicos e clichês da literatura tem sido a base de sucessos noveleiros como “Pantanal” (1990) e “Velho Chico” (2016) – sem esquecer que já há uma versão adulta similar, “Ele, o Boto” (1987). A direção é de Tizuka Yamasaki, que chegou a ser apontada como diretora promissora nos anos 1980, antes de se especializar em filmes da Xuxa. A menor distribuição cabe ao documentário da semana, “Corpo Delito”, sobre um preso que vai para o regime aberto com uma “tartaruga” no tornozelo. A gíria prisional é a novidade da história.

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    Maria Fernanda Cândido vai estrelar adaptação de A Paixão Segundo G.H., de Clarice Lispector

    6 de dezembro de 2017 /

    A atriz Maria Fernanda Cândido vai estrelar “A Paixão Segundo G.H.”, adaptação cinematográfica do romance homônimo de Clarice Lispector (1920-1977). Trata-se de um projeto desafiador, já que a obra é estruturada como um longo monólogo. “A Paixão Segundo G.H.” mostra o fluxo de consciência de uma mulher que demite a empregada e se põe a limpar o quarto de serviço, quando se depara com uma barata. Ela supera o nojo pelo inseto para poder matá-lo e, então, comê-lo. Escrito em 1964, o romance é considerado pelos críticos literários a obra mais importante da autora. A direção está a cargo de Luiz Fernando Carvalho, que já dirigiu a atriz em vários trabalhos, desde a novela “Esperança” (2002) até a minissérie “Dois Irmãos” neste ano. Com o filme, Carvalho retornará ao cinema, após 16 anos dedicados à TV. Seu único longa é o ótimo “Lavoura Arcaica” (2001), que também é uma adaptação literária – de Raduan Nassar. Em entrevista ao jornal O Globo, o diretor contou que “A Paixão Segundo G.H” era o livro que o acompanhou durante a montagem de “Lavoura Arcaica”, “para dar um ‘descanso’ de Raduan”, ele brincou. “Foi ali que surgiu a semente desse projeto, que não é uma adaptação, assim como o ‘Lavoura’ também não era”.

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    Liga da Justiça lidera bilheterias no Brasil pela terceira semana

    4 de dezembro de 2017 /

    “Liga da Justiça” completou sua terceira semana na liderança das bilheterias brasileiras. O filme de super-heróis foi visto por 767 mil pessoas e fez R$ 13,2M entre quinta (30/11) e domingo (3/12). Graças à diferença do calendário de lançamentos, a produção da Warner não enfrenta no país a concorrência de “Viva – A Vida É uma Festa”, a animação da Pixar que há duas semanas tomou a liderança das bilheterias na América do Norte. Segundo dados divulgados pela consultoria ComScore, o Top 3 do Brasil se completa com o estreante “Assassinato no Expresso do Oriente” (270 mil espectadores, R$ 4,8M) e o terror “Jogos Mortais: Jigsaw” (219 mil espectadores, R$ 3,3M). Maior lançamento nacional, o besteirol “Os Parças”, que marca a estreia do humorista Tom Cavalcanti no cinema e também traz o youtuber Whindersson Nunes como protagonista, teve dificuldades para enfrentar a concorrência dos blockbusters de Hollywood e abriu apenas em 4º lugar no fim de semana. O filme foi assistido por 208 mil espectadores e rendeu R$ 3,3M (milhões) em seu fim de semana de estreia nos cinemas.

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    Não Devore Meu Coração lida com amor e ódio de forma irregular

    1 de dezembro de 2017 /

    O novo filme de Felipe Bragança parece ser cheio de boas intenções. A narrativa se divide em capítulos, com letras grandes e de destaque e títulos chamativos. A trilha sonora meio anos 1980, com uso de sintetizadores, também contribui para algo elegante e retrô (está na moda, não é?). Mas “Não Devore Meu Coração” é uma obra irregular, que se apoia no talento de Cauã Raymond (“Alemão”), muito bem nas cenas com a família, o que só aumenta o contraste com o trabalho menos naturalista de interpretação dos atores jovens e pouco experientes do elenco. O resultado é uma obra torta, tanto do ponto de vista da atuação quanto em sua condução narrativa, que não consegue transmitir o sentimento que parece querer passar, seja o amor imenso do pequeno Joca (Eduardo Macedo) pela indiazinha paraguaia da fronteira (Adeli Gonzales), seja a relação de Fernando, o personagem de Cauã, com o ambiente hostil que o cerca. Este ambiente hostil, que evoca séculos de desavenças, desde a Guerra do Paraguai, traz como cenário principal uma guerra local entre gangues de motoqueiros: de um lado, um grupo de brasileiros do Mato Grosso do Sul com pinta de fascistas; do outro, um grupo de paraguaios-guaranis, que têm visto todos os dias corpos desovados no rio Apa, o rio que separa o Brasil do Paraguai. Bragança parece querer dar à trama um ar de fábula, a exemplo do que havia feito com “A Alegria” (2010), ainda mais estranho e menos palatável. Essa história de amor e ódio tem os seus momentos. Há algo de “Acossado” (1960) no momento em que o garotinho, inebriado pelo amor que sente pela jovem índia, conta algo sobre o irmão. Essa é uma das melhores cenas do filme. Mas é uma pena que ela pareça deslocada em uma obra que parece optar pelo distanciamento das emoções. Apesar de “Não Devore Meu Coração” ter sido exibido em festivais internacionais, a carreira de Bragança como cineasta até agora não emplacou, pelo menos não dentro de um circuito mais amplo. Mas ele busca um tom diferente, e isso não deixa de ser uma qualidade.

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    Maria – Não Esqueça que Eu Venho dos Trópicos celebra uma brasileira notável

    1 de dezembro de 2017 /

    O documentário “Maria – Não Esqueça que Eu Venho dos Trópicos” trata da figura forte, marcante, da escultora Maria Martins (1894-1973), também chamada de embaixatriz, de sua vida e de sua arte. Trabalho importante, uma vez que a grandeza da arte dessa mulher ainda é desconhecida do grande público. Em parte, por seu caráter polêmico, inovador, avançado para seu tempo. Mas também porque ela, na condição de esposa do embaixador Carlos Martins Pereira e Souza, cumpria suas funções no ambiente diplomático com discrição. Suas obras exalavam uma sexualidade feminina ativa e arrojada. Sua vida também comportou uma forte ligação amorosa com Marcel Duchamp, a quem influenciou e por quem foi influenciada, artisticamente. O filme tem o mérito de revelar Maria Martins nesses seus dois lados aparentemente inconciliáveis, mas que ela parece ter integrado bem. Avançar nas manifestações do feminismo, tanto na arte quanto em experiências de vida, não a levaram a romper barreiras institucionais. Cidadã do mundo, até por conta de deslocamentos diplomáticos do marido, conquistou espaço artístico de grande relevo, em cidades como Washington, Nova York, Paris, e projetou sua obra mundo afora. É significativa a referência à influência dos trópicos, origem que ela afirma e solidifica no seu trabalho nas artes plásticas e nas suas manifestações e atitudes públicas. O documentário acerta em cheio, ao mostrar a obra de Maria Martins, dando-lhe o merecido destaque. Agrega, também, em entrevistas, comentários críticos e material de arquivo, informações relevantes. Isso é o que mais importa, as formas que ela criou têm um impacto muito grande. É irrefutável a grandeza do seu trabalho. Sua vida, seus desejos, suas escolhas, também são uma parte importante da história que o filme aborda, dando a conhecer uma mulher brasileira notável do século 20.

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    Seu Jorge será o guerrilheiro Marighella no primeiro filme dirigido por Wagner Moura

    1 de dezembro de 2017 /

    O filme que marcará a estreia na direção do ator Wagner Moura (série “Narcos”) será estrelado por Seu Jorge (“E Aí… Comeu?”). O cantor e ator encarnará Carlos Marighella na produção, que acompanhará a trajetória do guerrilheiro baiano na luta armada contra a ditadura militar, entre 1964 e 1969, quando foi morto por policiais numa emboscada em São Paulo. O rapper Mano Brown chegou a ser cotado para o papel, mas a agenda de shows da banda Racionais MC’s acabou entrando em conflito com o cronograma das filmagens. Seria a estreia do rapper como ator, após compor a trilha de um documentário sobre Marighella, realizado em 2012 pela sobrinha do guerrilheiro, Isa Grinspum Ferraz. Wagner Moura já tinha trabalhado anteriormente com Seu Jorge, quando ambos contracenaram em “Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro” (2010). O elenco do filme, intitulado “Marighella”, destaca ainda Adriana Esteves (“Mundo Cão”) e Bruno Gagliasso (“Isolados”), entre outros. A produção foi autorizada a captar R$ 10 milhões via leis de incentivo, apurou 60% do valor até o momento, mas já começa a ser rodada neste fim de semana, adaptando o livro “Marighella: O Guerrilheiro Que Incendiou O Mundo”, do jornalista Mário Magalhães. Em entrevista ao jornal O Globo, Moura citou Che Guevara, falou de golpe e disse que seu filme tomará partido da esquerda brasileira. “Meu filme não será imparcial, será um filme sobre quem está resistindo”, resumiu.

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    Thogun Teixeira será tirado de filme após denúncias de estupro

    1 de dezembro de 2017 /

    O diretor de “A Volta”, Ronaldo Uzeda, decidiu retirar Thogun Teixeira do filme após o ator ser acusado de estupro e tentativa de estupro por uma camareira e uma assistente de figurino ao final nas filmagens do longa. Os nomes das duas estão sendo mantidos em sigilo. “Pretendemos não continuar com ele no filme, até porque ele aparece em poucas cenas. Foi tudo muito recente, tudo aconteceu no último dia de filmagem. Nossa posição é tirá-lo do filme em apoio às vítimas”, disse o diretor em entrevista ao jornal O Globo. O filme também inclui em seu elenco Tuca Andrada (novela “A Lei do Amor”), Guilhermina Guinle (novela “Êta Mundo Bom!”) e André Ramiro (“Tropa de Elite”) e tem estreia prevista para 2018. Com roteiro e direção de Uzeda (“Caminhos de Jesus”), “A Volta” conta a história de George (Andrada), que se torna justiceiro depois que sua mulher Bruna (Guinle) é assassinada e sua neta é sequestrada. Thogun era um dos seis integrantes da gangue de sequestradores. Segundo Uzeda, as filmagens, todas feitas em Sorocaba, foram finalizadas em 22 dias, e o cronograma do projeto não foi paralisado. Atualmente, “A Volta” encontra-se em fase de montagem. “Tudo aconteceu no último dia de filmagem e, assim que soubemos, achei melhor não continuar filmando (as cenas restantes). Não tinha mais clima, ficou uma situação muito chata. Eu fiquei bastante abalado”, contou o diretor. Como a participação de Thogun foi pequena, Uzeda diz acreditar que a retirada do ator não irá prejudicar o lançamento do longa. Ele afirma que “A Volta” estará finalizado em seis meses. “Para solucionar o problema, vamos suprimir as cenas com o Thogun, ou criar soluções no roteiro. Mas ainda estamos pensando na melhor forma de resolver isso”, ele explicou, afirmando que não teme represálias na distribuição do filme no futuro. “Já começamos a abrir a conversa com as distribuidoras. Não acho que vou enfrentar dificuldades por causa do que aconteceu. Afinal, denúncias sobre assédio estão acontecendo no âmbito internacional (ele cita o caso de Kevin Spacey), e obviamente viria a ocorrer no Brasil também. Pena que aconteceu no meu filme”.

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    Ana Maria Nascimento e Silva (1952 – 2017)

    1 de dezembro de 2017 /

    Morreu a atriz Ana Maria Nascimento e Silva, que foi musa do cinema nacional, participou de novelas e minisséries de sucesso da Globo e era viúva do cineasta Paulo César Saraceni. Ela tinha 65 anos e faleceu na noite de quinta-feira (30/11), em decorrência de complicações geradas por um câncer de mama. Filha do grego Harry Anastassiadi, ex-presidente da Fox Film para a América Latina, Ana Maria nasceu no Rio de Janeiro em 12 de abril de 1952, formou-se em História da Arte e acumulou vários cursos de extensão na Europa, antes de estrear no cinema em 1976 no drama “Marcados para Viver”. No ano seguinte, fez sua primeira novela, “Nina”, de Walter Durst. Mas em vez de seguir carreira na TV, opção de maior visibilidade, ela optou pelo cinema, aparecendo em vários filmes dos anos 1970, entre eles o clássico “Ladrões de Cinema” (1977), de Fernando Cony Campos, e “Os Trombadinhas” (1979), de Anselmo Duarte, estrelado por Pelé. Sua beleza marcou o final da década, quando ela passou a atuar nos filmes da Boca do Lixo, durante o boom da pornochanchada. Fez diversos filmes do gênero, como “A Força do Sexo” (1978), “Desejo Violento” (1978), “A Mulher Sensual” (1981) e o hilário “Bem-Dotado – O Homem de Itu”, em que tentava seduzir o personagem-título, vivido por Nuno Leal Maia. A carreira teve uma grande virada nos anos 1980, após ela encontrar o cineasta Paulo César Saraceni, um dos criadores do Cinema Novo. Encantado por sua beleza, o diretor criou um filme especialmente para que ela protagonizasse, “Ao Sul do Meu Corpo” (1982). A atração virou casamento. E a partir daí Ana Maria passou a ter participação importante na obra de Saraceni, atuando em “Natal da Portela”, em 1988, e, sobretudo, virando sua grande parceira, ao assumir outro aspecto do trabalho cinematográfico: a produção. Paralelamente, passou a se focar na carreira televisiva. Seu retorno à Globo se deu na minissérie “Quem Ama Não Mata” (1982), uma das mais comentadas dos anos 1980, que questionava a justificativa machista dos crimes passionais. E emendou diversas novelas, como “Jogo do Amor” (1985), “Tudo ou Nada” (1986), “O Salvador da Pátria” (1989), “Gente Fina” (1990), “Quatro por Quatro” (1994) e “Zazá” (1997), nas quais ofuscou muitos protagonistas com seu sorriso largo, olhos azuis intensos e porte aristocrático que iluminavam os cenários. Ela também comandou um programa de entrevistas na CNT e fez parte do time de jurados de calouros do “Cassino do Chacrinha”. E se toda esta exposição televisiva a tornou mais conhecida, não a afastou de sua paixão cinematográfica. Ana Maria valorizou sua filmografia com três filmes do diretor Djalma Limongi Batista, “Asa Branca – Um Sonho Brasileiro” (1980), “Brasa Adormecida” (1987) e “Bocage – O Triunfo do Amor” (1997). Participou ainda de “A Terceira Margem do Rio” (1994), de Nelson Pereira dos Santos, e da co-produção Brasil/Portugal “Eternidade” (1995), de Quirino Simões. E, além de atuar, ajudou o marido a produzir seu projeto dos sonhos, “O Viajante” (1998), final de uma trilogia dedicada aos romances de Lúcio Cardoso (1912–1968), iniciada em 1963 com o clássico “Porto das Caixas”. Assinou ainda a produção de mais dois filmes de Saraceni: o documentário “Banda de Ipanema – Folia de Albino” (2003) e “O Gerente”, o último e mais belo filme do cineasta, que veio a falecer em 14 de abril de 2012. “O Gerente” marcou também a última aparição da atriz nas telas, que mergulhou num longo luto e se afastou definitivamente das câmeras. Sua passagem pelo cinema brasileiro deixa saudades pela paixão que dedicou à arte, chegando inclusive a idealizar um festival, o Paracine, primeira mostra cinematográfica realizada em Paraty, no litoral fluminense, em 2002 – evento que abriu caminho para um festival anual, realizado até hoje.

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    Festival de Sundance seleciona três filmes brasileiros

    30 de novembro de 2017 /

    Três filmes brasileiros foram selecionados para o Festival de Sundance, que acontece de 18 a 28 de janeiro nos Estados Unidos. Os títulos são “Benzinho”, do diretor Gustavo Pizzi (conhecido por “Riscado”), “Ferrugem”, de Aly Muritiba (“Para Minha Amada Morta”) e o documentário “The Cleaners”, que tem produtores brasileiros, mas direção dos alemães Moritz Riesewieck e Hans Block. Coprodução entre Brasil e Uruguai, “Benzinho” é estrelada por Adriana Esteves, Cesar Troncoso e Karine Teles, que também assina o roteiro com o diretor, seu ex-marido. A dupla volta a trabalhar junta depois do premiado longa “Riscado” (2010) numa trama inspirada em sua vida. A história gira em torno da personagem de Karine, uma mãe que precisa lidar com a partida prematura de seu filho mais velho, decidido a tentar a vida como jogador de handebol na Alemanha. “Ferrugem” é uma produção da Globo Filmes que também conta uma história de família, estrelada por Clarissa Kiste e Enrique Diaz. A trama reflete a falta de diálogo de uma família, tanto que, quando a mãe sai de casa, ninguém comenta o assunto. O pai fica com os filhos adolescentes, que estudam no mesmo colégio e precisam enfrentar a exposição de uma foto íntima nas redes sociais. “The Cleaners” é uma colaboração entre Brasil e Alemanha, produzida pelos brasileiros Mauricio e Fernando Dias, donos da Grifa Filmes, e dirigida por alemães, sobre a indústria secreta do apagamento de dados na internet. Os filmes participarão das mostras competitivas do festival voltadas a produções internacionais. Considerada grande vitrine do cinema indie americano, Sundance já premiou “Que Horas Ela Volta?” (2015) com troféus para a interpretação das atrizes Regina Casé e Camila Márdila. Karine Teles, que participa de “Benzinho”, fez parte daquele filme.

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    Mulheres que acusam ator de Carinha de Anjo de estupro contam o que aconteceu

    30 de novembro de 2017 /

    A camareira e a assistente de figurino que denunciaram o ator Thogun Teixeira (da novela “Carinha de Anjo” e de filmes como “A Comédia Divina” e “O Escaravelho do Diabo”) por estupro e tentativa de estupro em Sorocaba, no interior de São Paulo, durante a produção do filme “A Volta”, relataram o que aconteceu para a reportagem do G1. Com medo, as mulheres pediram para não terem a identidade divulgada. Segundo as vítimas, o ator teria estuprado a camareira após o fim de um dia de filmagens, no fim de semana e, horas depois, tentado estuprar a assistente no mesmo quarto. As duas foram colegas de quarto durante o período de produção do filme em Sorocaba. “Cheguei de uma filmagem noturna, estava muito cansada, a galera ia ficar na beira da piscina bebendo e eu fui para o quarto. Entrei no banho e, quando ouvi a porta do quarto, abri o banheiro e já me deparei com aquela pessoa ali”, contou a camareira. A mulher conta que nunca teve nenhum tipo de aproximação com o ator, nem mesmo trocou número de telefone e que o relacionamento deles durante as gravações era estritamente profissional. “Ele não disse nada na hora, já me empurrou em cima do vaso sanitário e me agrediu ali mesmo. Ele é grande e eu não tive reação, me deu um tapa nas costas e foi tudo muito rápido, ele não aparentava estar normal”, conta a camareira. Em seguida, ela disse que o ator se despediu dizendo “boa sorte” e saiu do quarto. Sem reação, ela afirma que relatou o ocorrido para a colega quando retornou ao quarto, elas trancaram a porta e resolveram dormir. Horas depois, o ator teria entrado novamente no quarto e tentado estuprar a assistente de figurino, a acordando passando a mão em sua perna. Assustada, a vítima ameaçou fazer um escândalo e o mandou embora do quarto. O ator teria deixado o cartão que usou para entrar e saído. “Fui acordada com ele tocando minha perna e perguntei como conseguiu o cartão do quarto. Primeiro, ele disse que eu tinha dado a chave e depois falou que pegou na recepção, que era homem, e que por isso era fácil. Falou que disse estar hospedado no nosso quarto. Pedi para ir embora, ele deixou a chave e saiu”, afirmou a segunda vítima. Por conta do retorno dele ao quarto após o crime, a camareira acredita que, quando foi violentada, o ator estava à procura, na verdade, da assistente. “O alvo não era eu. Mas como eu estava ali, de toalha, ele veio para cima. Nunca tive nenhuma aproximação com ele, eu nunca troquei telefone com ele”, frisa. A assistente de figurino alega que era assediada há algum tempo pelo ator e que inclusive chegou a ser abordada por ele antes da noite do crime, durante um café da manhã no hotel. Na ocasião, ele teria se oferecido para ir até o quarto dela. A assistente garante que nunca respondeu as investidas e nem o autorizou a entrar em seu quarto. Em entrevista por telefone ao G1, Thogun nega os crimes e diz que o ato sexual com a camareira de figurino foi consensual. O ator confirma que teve relação sexual com a mulher, mas com consentimento dela. “Elas deixaram a chave autorizada na portaria. Eu peguei a chave e entrei no quarto. Como alguém conseguiria entrar no quarto?”, questiona Thogun. A delegada titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) em Sorocaba, Ana Luiza Salomone, abriu inquérito policial para apurar as denúncias. O boletim de ocorrência do caso foi registrado na madrugada de domingo (26/11) e as mulheres voltaram à DDM na terça-feira (28/11) para fazer a representação contra o ator. Por meio de nota, o hotel disse que está à disposição da Justiça para colaborar com as investigações. A polícia também irá investigar como o ator teve acesso ao quarto. O filme “A Volta” também inclui em seu elenco Tuca Andrada (novela “A Lei do Amor”), Guilhermina Guinle (novela “Êta Mundo Bom!”) e André Ramiro (“Tropa de Elite”) e tem estreia prevista para 2018. Com roteiro e direção de Ronaldo Uzeda (“Caminhos de Jesus”), ele conta a história de George (Tuca Andrada), que se torna justiceiro depois que sua mulher Bruna (Guilhermina Guinle) é assassinada e sua neta é sequestrada.

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    Jogos Mortais: Jigsaw é a maior estreia em semana de horror nos cinemas

    30 de novembro de 2017 /

    A volta da franquia de torturas “Jogos Mortais” é a maior estreia desta semana, marcada pelo horror nos cinemas. São quatro lançamentos do gênero, inclusive um brasileiro e outro que tenta vaga no Oscar 2018, entre as 14 novidades da programação. A maioria dos filmes da lista são produções nacionais e todos os trailers podem ser assistidos com cliques nos títulos dos filmes abaixo. Dirigido pelos irmãos gêmeos Michael e Peter Spierig (da elogiada sci-fi “O Predestinado”), “Jogos Mortais: Jigsaw” gira em torno de uma nova série de assassinatos brutais, com os mesmos requintes de tortura e sadismo associados ao serial killer John Kramer. Só que o homem conhecido como Jigsaw está morto há mais de uma década, como os fãs da franquia puderam testemunhar. A investigação sobre a identidade do assassino conduz a trama, que é basicamente a mesma de sempre. Tanto que, para a crítica americana, Jigsaw deveria ter ficado enterrado. As avaliações foram negativas, com 34% no Rotten Tomatoes. A classificação etária é para maiores de 18 anos. O grande circuito também destaca o suspense “Assassinato no Expresso do Oriente”, nova adaptação do famoso mistério de Agatha Christie sobre um assassinato cometido a bordo de um trem. Graças à conveniência literária/cinematográfica, também viaja neste mesmo trem aquele que se apresenta como “o maior detetive do mundo”, Hercule Poirot, que se propõe a responder à pergunta básica dos enredos do gênero: “quem matou”. E quem leu o livro original, publicado em 1934, ou viu a adaptação clássica de 1974, sabe que a resposta é a mais absurda dentre todos os textos da escritora. O detetive belga é vivido por Kenneth Branagh (“Operação Sombra: Jack Ryan”), que se divide em cena, atuando também atrás das câmeras como diretor do longa-metragem. E a impressionante lista de suspeitos inclui Johnny Depp (“Piratas do Caribe”), Michelle Pfeiffer (“Sombras da Noite”), Daisy Ridley (“Star Wars: O Despertar da Força”), Willem Dafoe (“Meu Amigo Hindu”), Penelope Cruz (“O Conselheiro do Crime”), Judi Dench (“007 – Operação Skyfall”), Josh Gad (“A Bela e a Fera”), Derek Jacobi (“Cinderela”), Olivia Colman (série “Broadchurch”) e Lucy Boynton (“Sing Street”). Entretanto, apesar deste elenco, o melhor do filme é a parte técnica, especialmente a direção de arte, que rendeu 58% de aprovação no Rotten Tomatoes – contra 91% da versão de 1974. Para o público infantil, a animação “A Estrela de Belém” mostra como animais falantes ajudaram José e Maria a dar a luz ao Natal. Na verdade, o desenho conta a velha história do nascimento de Jesus, com judeus malvados no encalço de José e Maria, os Reis Magos e a estrela D’alva – que é referenciada no título. Só que esta versão é narrada pelos bichos do presépio, que vivem inúmeras presepadas ignoradas pelo Novo Testamento. Com baixo orçamento, os bichos falantes chegam a lembrar personagens de outras produções, numa animação de aparência tosca, considerada medíocre com 51% no Rotten Tomatoes. O maior lançamento nacional é “Os Parças”, o besteirol da semana. Repleto de referências antigas – Fábio Júnior, É o Tchan – , que ajudam a definir seu humor como datado, é basicamente um quadro do programa “Zorra Total” antes da reformulação, em que um grupo de comediantes careteiros e cheios de frases de efeito (que funcionam como bordões) tenta dar golpes em festas de casamento, conseguindo se mostrar mais incompetente que “Os Penetras”. Os “parças” do título são vividos pelo youtuber Whindersson Nunes (“Os Penetras 2”), Bruno de Luca (“Copa de Elite”), Tirullipa (filho de Tiririca) e Tom Cavalcante (do “Zorra Total”) em sua estreia no cinema. Estes trapalhões dão saudades dos Trapalhões, ao estrelarem a pior comédia do ano. Já o pior estrangeiro da semana é “Screamers”, um terror no estilo “found footage” (vídeos encontrados), que junta site de compartilhamento de vídeos, lenda urbana e gravações amadoras – e nem sequer foi lançado em seu próprio país, os Estados Unidos. “Patti Cake$” abre a parte boa da programação, com 82% de aprovação. A história da rapper aspirante Patricia Dombrowski, aka Patti Cake$, em sua busca inglória por reconhecimento na periferia de Nova Jersey, é um dos filmes que mais chamou atenção na cena independente americana em 2017, combinando história de superação, comédia e música. Lançado no Festival de Sundance, passou por Cannes, foi premiado em Seattle e está indicado ao Spirit Awards. A intérprete da personagem-título, Danielle Macdonald, é uma das revelações do ano. Coprodução da Polônia e do Reino Unido, “Com Amor, Van Gogh” é uma animação para adultos e um trabalho de beleza rara. Com direção da pintora e cineasta polonesa Dorota Kobiela (“The Flying Machine”) e do britânico Hugh Welchman (que venceu o Oscar em 2008 pelo curta animado “Pedro e o Lobo”), o filme tem cada um de seus frames pintados manualmente como se fossem quadros. Trata-se do primeiro desenho animado inteiramente pintado a mão, usando a técnica de pintura a óleo. Isto demandou o envolvimento de uma equipe com mais de cem pintores, que trabalham arduamente no projeto desde 2012. Todo esse esforço também tem função de metalinguagem, ao ser utilizado para contar a história do pintor holandês Vincent Van Gogh, utilizando suas próprias pinturas como cenários e personagens – numa cinebiografia completamente inusual. 81% no Rotten Tomatoes. Estreia com maior cotação da semana, “Thelma” conquistou 89% de aprovação no “tomatômetro”. Terror norueguês de temática lésbica, dirigido por Joaquim Trier com ecos de “Carrie, a Estranha” (1976), o filme mostra uma menina reprimida (Eili Harboe, de “A Onda”) que começa a manifestar poderes psíquicos destrutivos de forma inconsciente, ao sentir atração por uma colega de aula (a cantora Kaya Wilkins, mais conhecida pelo nome artístico de Okay Kaya). O clima é bastante sensual, graças à beleza da fotografia e das jovens, mas também muito tenso. Após três dramas sóbrios e realistas – “Começar de Novo” (2006), “Oslo, 31 de Agosto” (2011) e “Mais Forte que Bombas” (2015) – , a temática de “Thelma” surpreende na filmografia de Trier pelo apelo paranormal. Mas a qualidade permanece, já que foi selecionado como candidato da Noruega a uma vaga no Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira. A última das quatro estreias de terror é a produção maranhense “Lamparina da Aurora”. Premiado no Festival de Tiradentes, o longa tem direção de Frederico Machado, proprietário da Lume Filmes e também responsável por um festival no Nordeste, e enfatiza atmosfera e silêncios sobre a narrativa. Descrito como uma fábula existencial sobre o tempo, o corpo e a natureza, a trama acompanha um casal de idosos que recebe a visita de um jovem misterioso todas as noites na fazenda abandonada em que vivem. “Antes o Tempo Não Acabava” chega aos cinemas quase dois anos após iniciar sua trajetória internacional pelo Festival de Berlim de 2016. Rodado na Amazônia, o filme acompanha a história de um índio que enfrenta os líderes da sua comunidade e as tradições de seu povo para ir morar sozinho no centro de Manaus. Dividido entre rituais da tribo e a noite gay da capital do Amazonas, ele busca encontrar sua identidade como cidadão – seu “nome de branco”. “Antes o Tempo Não Acabava” é o segundo longa do amazonense Sérgio Andrade, após o também premiado “A Floresta de Jonathas” (2012), e marca a estreia na direção de Fábio Baldo, que editou “A Floresta de Jonathas”. A temática LGBT+ lhe rendeu a vitória no Queer Lisboa 2016, Festival Internacional de Cinema Queer, realizado em Portugal. A luta por direitos da comunidade LGBT+ também tem destaque no documentário “Meu Corpo é Político”, que aborda o cotidiano de quatro militantes que vivem na periferia de São Paulo: Linn da Quebrada, artista e professora de teatro, Paula Beatriz, diretora de escola pública no Capão Redondo, Giu Nonato, jovem fotógrafa em fase de transição, e Fernando Ribeiro, estudante e operador de telemarketing. Em discussão, temas como representatividade social e identidade de gênero. Outro documentário, “Camara de Espelhos”, busca retratar a identidade feminina. Por meio de entrevistas realizadas com vários homens da Região Metropolitana de Recife, o filme visa mostrar como os homens enxergam o papel das mulheres na sociedade e reflete as violências sofridas pelas pessoas do sexo feminino no Brasil. A história africana é explorado na coprodução entre Brasil, Portugal e Moçambique “Yvone Kane”, drama de ficção estrelado por Irene Ravache (“Memórias que Me Contam”), que acompanha uma investigação jornalística sobre a trajetória de uma antiga guerrilheira, morta na luta pela independência moçambicana. A diretora Margarida Cardoso nasceu na antiga colônia portuguesa, onde também filmou sua estreia, “A Costa dos Murmúrios” (2004), mas não faz thriller político ao delinear a personagem do título, usando-a apenas como pano de fundo de uma história sobre perdas. A programação ainda tem o bem-intencionado, mas amador “Cromossomo 21”, história de amor de uma adolescente com Síndrome de Down. Totalmente independente, tem roteiro louvável.

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