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  • Música

    Mr. Catra (1968 – 2018)

    9 de setembro de 2018 /

    Morreu na tarde deste domingo (9/9), aos 49 anos, o cantor e ator Mr. Catra, após luta contra o câncer de estômago. Ele estava internado no Hospital do Coração (HCor), em São Paulo, e faleceu por falência múltipla de órgãos por volta das 15h. Catra deixou três esposas e nada menos que 32 filhos. Mr. Catra nasceu como Wagner Domingues Costa no Rio de Janeiro em 5 de novembro de 1968. Formado em Direito, ele nunca exerceu a profissão, porque começou a fazer música desde cedo, ainda nos anos 1980, com a banda de rock O Beco. Entretanto, foi só na década seguinte, com o funk proibidão, que ele passou a fazer sucesso. O seu primeiro disco como artista individual foi “O Bonde dos Justos”, de 1994, que emplacou o hit “Vida na Cadeia”. Também chamou atenção, nos anos 2000, ao ser indiciado por apologia ao crime por causa da letra de “Cachorro”, um dos seus maiores sucessos. Depois partiu para a paródia, com músicas como “Adultério”, que zoava o sucesso “Tédio” de Biquíni Cavadão. Ele ainda exaltou a religiosidade e a pornografia, muitas vezes em faixas coladas no mesmo disco. Poliglota, falava francês, inglês, hebraico e alemão. E em 2003 revelou outro talento, ao estrear como ator no filmaço “O Homem do Ano”, de José Henrique Fonseca. Ele apareceu em mais quatro filmes: viveu rapper em “Quase Dois Irmãos” (2004), figurou em “Maré, Nossa História de Amor” (2007), foi o receptador de “O Roubo da Taça” (2016) e virou Deus em “Internet: O Filme” (2017). Uma filmografia curta, mas, com exceção do último, repleta de filmes bons. No final de 2017, revelou que tinha câncer no estômago. “Na hora é impactante. O primeiro baque, se você não estiver preparado psicologicamente, é fogo. Reuni todo mundo [da família] e falei: ‘não se preocupem’. Não pensei em morrer em nenhum momento”, disse, alguns meses depois, em entrevista ao “Programa do Porchat”. O cantor acreditava que tinha ficado doente por causa do que chamava de “maus hábitos da vida”: falta de descanso, noites sem dormir e péssima alimentação. Mas, apesar da gravidade da situação, nunca deixou de confiar na cura.

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  • Filme

    Com A Freira em destaque, programação de cinema está um horror nesta semana

    6 de setembro de 2018 /

    A programação de cinema desta semana está um terror. Literalmente, no caso de “A Freira”, novo spin-off da franquia “Invocação do Mal”, que já vendeu 12 milhões de ingressos no Brasil. Maior lançamento desta quinta (6/9), o filme sobre a freira maligna de “Invocação do Mal 2” leva a 600 cinemas o mais fraco de todos os derivados do universo de terror do diretor James Wan, que assina a história com o roteirista dos filmes de “Annabelle”, Gary Dauberman. Nenhum deles está atrás das câmeras. A tarefa ficou para o diretor do insípito “A Maldição da Floresta”, Corin Hardy, cuja aposta na atmosfera gótica só reforça que a Freira é um monstrinho de “trem fantasma”, que salta das sombras para dar um susto e logo some sem importar nada, porque outros (filmes) virão em seguida. Tem 45% de aprovação no Rotten Tomatoes. “Crô em Família” é outro horror. Equivocada do começo ao fim, a produção enche a comédia de convidados famosos para dar uma aparência LGBTQIA+ a algo que é totalmente incorreto nos dias de hoje: um ator heterossexual interpretando um gay caricato. E esta semana ainda serve a antítese de “Crô” no circuito limitado, “Marvin”. O filme francês de Anne Fontaine, com participação da grande Isabelle Huppert interpretando a si mesma, é repleto de boas intenções e chegou a receber o Leão Queer no Festival de Veneza do ano passado. Mas é basicamente um “Billy Elliot” (2000) fora do armário. O que se pode recomendar sem medo é um filme para crianças, “Alfa”, que conta, em tom de fábula e aventura, como um adolescente se torna responsável pela domesticação de um lobo na pré-história, dando origem ao que a evolução das espécies tratou de transformar no melhor amigo do homem. Bem feitinho, parece um filme da Disney, mas é uma produção da Sony com 82% de aprovação no Rotten Tomatoes. Por sinal, o outro filme da semana que parece ser da Disney, a animação “Wheely – Velozes e Divertidos”, não passa de uma imitação asiática da franquia “Carros”, com todos os problemas que decorrem de produtos falsos. De resto, vale comentar a sci-fi juvenil “Kin” por buscar se diferenciar pela ambientação e protagonistas negros, ainda que pareça vir do catálogo da Netflix. Este mesmo foco na periferia aparece no drama nacional “Vende-se esta Moto”, outra estreia bem-intencionada, que infelizmente é sabotada pela própria realização amadora. Faltou algo? Não, não vale a pena comentar a comédia italiana… Mas se tiver curiosidade, as sinopses e trailers de todos os lançamentos da semana nos cinemas podem ser conferidos abaixo. A Freira | EUA | Terror Presa em um convento na Romênia, uma freira comete suicídio. Para investigar o caso, o Vaticano envia um padre atormentado e uma noviça prestes a se tornar freira. Arriscando suas vidas, a fé e até suas almas, os dois descobrem um segredo profano e se confrontam com uma força do mal que toma a forma de uma freira demoníaca e transforma o convento num campo de batalha. Alfa | EUA | Aventura Após cair de um penhasco e se perder do seu grupo, o jovem Keda (Kodi Smit-McPhee) precisa sobreviver em meio a paisagens selvagens e encontrar o caminho de casa. Atacado por uma matilha, ele consegue ferir um dos lobos, mas decide não matar o animal. O jovem cuida dele e os dois começam uma relação de amizade. Kin | EUA | Aventura Um ex-condenado e seu irmão mais novo são forçados a fugir de um vingativo criminoso, agentes federais e uma série de soldados de outro mundo. A única proteção que eles possuem é uma arma de procedência misteriosa. Crô em Família | Brasil | Comédia Crodoalvo Valério, ou simplesmente Crô (Marcelo Serrado), é agora dono de uma badalada escola de etiqueta e finesse. Entretanto, apesar de toda a fama, ele se sente bastante carente e vulnerável por não ter amigos nem uma nova musa a quem dedicar a vida. É quando sua vida cruza com as de Orlando (Tonico Pereira) e Marinalva (Arlete Salles), que dizem ser seus pais, mas cujas intenções não parecem ser das melhores. Ele embarcará numa aventura para descobrir a sua verdadeira família. Wheely – Velozes e Divertidos | Malásia | Animação Wheely é um pequeno táxi que sonha em se tornar o rei da estrada. Para isso, ele precisará provar que é um verdadeiro herói enfrentando os carros de elite e o terrível caminhão de 18 rodas, que comanda o sindicato de carros de luxo da cidade. A Vida em Família | Itália | Comédia Na aldeia esquecida por Deus de Desperata, no sul da Itália, o prefeito Filippo Pisanelli tem certeza de que está na profissão errada. Para aliviar sua depressão, usa seu amor pela poesia para dar aulas a presos. Porém, um encontro dele e de outros companheiros com a arte mudará suas vidas completamente. Marvin | França | Drama Marvin está em fuga: primeiro de seu vilarejo, depois da família e, por último, da intolerância e rejeição as quais era exposto por tudo que faziam dele um rapaz ”diferente”. Ele descobre o teatro e aliados que vão permitir que sua história seja contada por ele mesmo. Vende-se esta Moto | Brasil | Drama Xéu e Lidiane terão um filho e para montar o enxoval ela exige que ele, que está desempregado, venda sua moto. O primo Cadu o ajuda a buscar um comprador, mas ainda nutre sentimentos profundos por Lidiane, sua ex-namorada.

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    Beatriz Segall (1926 – 2018)

    5 de setembro de 2018 /

    A atriz Beatriz Segall morreu nesta quarta-feira (5/9), aos 92 anos, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, em consequência de problemas respiratórios. Ela marcou a história da TV brasileira com uma das maiores vilãs já vistas numa novela, Odete Roitman, a personagem mesquinha, vaidosa e arrogante de “Vale Tudo” (1988), principal sucesso de sua carreira – e de todos os envolvidos na produção, inclusive o autor Gilberto Braga. Mas para chegar lá, teve que lutar contra a própria família, que não queria vê-la seguir carreira de atriz. Fazer teatro nos anos 1950 era algo mal visto para mocinhas da classe média como Beatriz de Toledo, seu nome de batismo. Ela só virou Beatriz Segall após se destacar na companhia teatral Os Artistas Unidos, da atriz francesa Henriette Morineau, receber uma bolsa do governo francês para cursar língua e teatro na Sorbonne, em Paris, e lá conhecer, se apaixonar e se casar com Mauricio Segall, filho do famoso pintor Lasar Segall. O casamento aconteceu em 1954 e também a transformou em mãe de três filhos, entre eles o diretor de cinema Sérgio Toledo (que fez “Vera”, longa de 1986 que valeu a uma estreante Ana Beatriz Nogueira o Urso de Ouro de melhor atriz em Berlim). A maternidade afastou-a da carreira artística até 1964, quando substituiu Henriette Morineau em “Andorra”, do Teatro Oficina, dirigida por José Celso Martinez Corrêa. O acirramento trazido pelo golpe militar no período fez com que o teatro se tornasse uma opção de vida, inspirando o projeto de reerguer, ao lado do marido, o Theatro São Pedro, em São Paulo. Mas a preferência por peças de teor político acabou colocando os Segall na lista daqueles considerados subversivos, o que culminou na prisão e tortura de Mauricio em 1970, supostamente por sua ligação com a ANL, grupo que aderiu à luta armada contra o regime militar. Com a carreira voltada ao teatro e pouca experiência em cinema (onde estreou em 1951, em “A Beleza do Diabo”, do francês Romain Lesage), Beatriz teve sua trajetória completamente alterada ao ser escalada para a primeira novela das 20h de Gilberto Braga. Ao viver a Celina de “Dancin Days” (1978), ela conheceu o sucesso de massa e reinventou sua trajetória como estrela da Globo. “Até fazer ‘Dancin Days’, eu execrava televisão. Achava tudo muito pobre, sem recursos. A partir de ‘Dancin Days’ me dei conta de que não podia mais ignorar o veículo, a TV tinha melhorado muito”, comentou dez anos depois, em entrevista ao jornal O Globo. A partir do verdadeiro fenômeno cultural que foi “Dancin Days”, influenciando música, moda e comportamento, Beatriz passou a emendar uma novela atrás da outra. Seguiram-se papéis em “Pai Herói” (1979), “Água Viva” (1980), “Sol de Verão” (1982), “Champagne” (1983), “Carmen” (1987), “Barriga de Aluguel” (1990), “De Corpo e Alma” (1992), “Sonho Meu” (1993) e “Anjo Mau” (1997), além de, claro, a famosa Odete Roitman de “Vale Tudo” (1988). A vilã virou ícone por representar o desprezo da elite contra os mais pobres. Mas apesar das maldades, Beatriz adorava as frases escritas por Gilberto Braga, em que destilava também algumas verdades sobre o país. “A Odete diz coisas que são consideradas impatrióticas, mas que são verdades”, disse na época, na entrevista já citada. “Isso provoca alguns tipos de ações ou reações”, acrescentou, explicando que, por causa disso, “todo mundo se envolveu muito com a Odete Roitman”. Mas a maldita era tão odiada que acabou assassinada na trama. No entanto, isto só ajudou a entronizá-la no inconsciente coletivo nacional. O mistério noveleiro em torno de quem matou Odete Roitman chegou a parar o Brasil. O sucesso na TV lhe deu grande visibilidade. Até a filmografia curta deu uma espichada, e com papéis em filmes históricos como “Os Amantes da Chuva” (1979), de Roberto Santos, “Pixote: A Lei do Mais Fraco” (1981), de Hector Babenco, e “Romance” (1988), de Sergio Bianchi. O ritmo de trabalho só foi diminuir nos anos 2000, quando o hiato entre as novelas aumentou e ela se dedicou cada vez mais ao teatro. Mesmo assim, fez “O Clone” (2001), “Esperança” (2002), “Bicho do Mato (2006) e “Lado a Lado” (2012), além dos filmes “Desmundo” (2002) e “Família Vende Tudo” (2011), ambos de Alain Fresnot. Em 2013, a atriz caiu em um buraco em uma calçada do bairro da Gávea, no Rio, machucando-se seriamente. Na ocasião, ela chegou a receber uma ligação e um pedido de desculpas do prefeito Eduardo Paes. Mas isso impactou sua carreira e ela só foi voltar a interpretar um último papel dramático na TV em 2015, no primeiro episódio da série “Os Experientes”, da Globo. Apesar da saída de cena definitiva, Beatriz continua no ar até hoje, eternizada como Odete Roitman pelo canal pago Viva, que está reprisando “Vale Tudo”. E não só a personagem, como a própria trama da novela permanece assustadoramente atual. Passados 30 anos, o Brasil ainda mostra a mesma cara de 1988. Aguinaldo Silva, que ajudou a escrever “Vale Tudo”, despediu-se da amiga com uma reflexão, em depoimento para O Globo. “Beatriz foi uma grande atriz de teatro também, mas ficou conhecida pelas figuras mágicas que interpretou na TV. Ela era completamente diferente dos personagens que fazia, mas sabia fazer uma vilã muito bem. Odete Roitman, criação genial do Gilberto, está marcada entre as cinco maiores vilãs da TV brasileira. O trabalho dela foi meticuloso ao longo da vida, e talvez não tenha sido reconhecida como merecia, embora respeitada. A vida segue e as vilãs renascem, mas Odete será sempre inesquecível.

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  • Filme

    Animação dos Jovens Titãs estreia em 1º lugar nos cinemas brasileiros

    3 de setembro de 2018 /

    “Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas” fez mais sucesso no Brasil que nos Estados Unidos, onde, apesar das críticas positivas, abriu em 5º lugar e saiu do Top 10 em três semanas. A estreia da animação no circuito brasileiro venceu a concorrência e conquistou o 1º lugar nas bilheterias. De acordo com o comScore, Robin e sua turma foram assistidos por 268,7 mil pessoas, arrecadando cerca de R$ 4 milhões entre quinta e domingo (2/9) no país. Curiosamente, o filme desbancou outra produção de seu estúdio, a Warner: “Megatubarão”, que liderou o ranking por três semanas, que caiu para 3º lugar, atrás da comédia brasileira “O Candidato Honesto 2”, com 156 mil espectadores e renda de R$ 2,5 milhões. O desenho animado e a comédia brasileira foram lançados no mesmo número de cinemas, mas os super-heróis levaram 120 mil pessoas a mais para as salas que exibiram a produção. “Megatubarão”, por sua vez, foi visto por 144 mil pessoas. Mas, em quatro semanas de exibição, o filme já arrecadou R$ 26 milhões.

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    Café com Canela é um achado que não merecia ficar perdido em poucas salas

    1 de setembro de 2018 /

    Impressionante como “Café com Canela” consegue ser ao mesmo tempo experimental e tão popular, tão capaz de falar ao grande público. O premiado trabalho de Glenda Nicácio e Ary Rosa, que venceu três troféus no Festival de Brasília 2017 e apresenta a uma baianidade muito gostosa, traz duas histórias paralelas: a de duas mulheres negras, de diferentes idades e situações. A jovem Violeta (a estreante Aline Brunne, encantadora) ganha a vida vendendo coxinhas e cuidando da avó muito velhinha e acamada, além de também cuidar com muita alegria e amor do marido, dos filhos e dos amigos. A outra linha paralela mostra um cenário mais sombrio, o de Margarida (Valdinéia Soriano, de “Ó Paí, Ó”), uma mulher que vive presa na própria casa, pela depressão causada pela perda do filho pequeno. O contraste entre as duas vidas é bem explícito e é natural sentirmos certo mal estar quando estamos na casa de Margarida, tão triste e tão abandonada. Mais do que isso: um lugar assombrado. Por isso o gosto pela vida de Violeta pega o público tão fortemente: é lindo vê-la cantando para a avó doente e que só se comunica pelos olhos e pelo sorriso. Ela canta com muito carinho, dá-lhe massagens nas mãos. Claro que nem tudo são flores e Violeta testemunha também a triste partida de um de seus vizinhos em outra passagem muito emocionante e também cheia de amor. Há algumas cenas que se destacam e que, ao serem lembradas, falam forte ao coração. Desde a mais simples, que pode ser vista como apenas um detalhe, envolvendo o cachorro e a avó de Violet ou o cantar de um dos personagens coadjuvantes. Ou, ainda, a descrição antecipada e triste da perda de um grande amor do personagem de Babu Santana (de “Tim Maia”) e a cena da bicicleta. Meus Deus, o que dizer da cena da bicicleta, algo capaz de encher os corações de amor? E no meio de tudo isso, no meio de uma celebração da vida como poucos filmes são capazes, ainda há um semi-monólogo fantástico de Margarida sobre a magia do cinema. Sim, a vida pode ser maravilhosa, mas o cinema é fantástico. Há até uma brincadeira com a quebra da quarta parede. Há ainda espaço para a celebração da riqueza da cultura afrobrasileira. O que lembra que se trata de um filme inteiramente feito com atores e atrizes negros, grande maioria da população da Bahia, onde “Café com Canela” se passa. No final, nem são esses detalhes – se é que podemos chamar de detalhes, inclusive os formais -, mas o quanto o filme mexe com as emoções do público. Um achado que, por falta de salas, tende a ficar perdido, como tantas outras joias recentes do cinema nacional.

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    Trailer de Tudo por um Pop Star mostra o que Maisa Silva, Klara Castanho e Mel Maia fariam por uma boy band

    31 de agosto de 2018 /

    A Downtown e a Globo Filmes divulgaram fotos, pôster e o trailer de “Tudo por um Pop Star”, que explora o segundo filão mais bem-sucedido dos blockbusters nacionais: os filmes para crianças e pré-adolescentes. A trama também é a terceira adaptação cinematográfica de um livro de Thalita Rebouças, escritora especialista neste nicho – já adaptada em “É Fada!” e “Fala Sério, Mãe!”. E traz Maisa Silva (de “Carrossel”) num de seus melhores papéis, ao lado de Klara Castanho (de “É Fada”) e Mel Maia (“Através da Sombra”). A história é uma versão exagerada de fatos plausíveis e comuns na vida de muitos adolescentes. Gira em torno de três colegas de colégio do interior que surtam quando descobrem que sua boy band favorita vai dar show no Rio e todos os ingressos estão esgotados. Logicamente, elas vão fazer tudo para ver os ídolos assim mesmo, desde participar em concurso até apelar para desmaio na frente do hotel em que eles estão hospedados. E pouco importa que os pais tenham proibido a viagem. Não deixa de ser divertido ver o cinema brasileiro voltar aos anos 1980 para recuperar os filmes musicais adolescentes. Só não precisa chegar ao ponto de incluir música brega da época, cantada por Roberto Carlos, na boca do adolescente que faz as menininhas suspirarem – em vocalização chororó-neja pra piorar. Vale lembrar que o repertório de “Cinema Paradiso” foi pensado para outro tipo de público. Mas a música tema, em estilo Kid Abelha, é muito fofa. Foi criada pela própria Thalita e seu “namorido” Daniel Lopes (de “Angie”), e soa bastante como hits da época em que Pop Star era chamado de “Rock Estrela” (1986). Além das três protagonistas, o elenco destaca Felipe Neto (“Totalmente Inocentes”), que interpreta um youtuber fictício, Giovanna Lancellotti (“Entre Abelhas”) como a tiazinha gente boa que entende as menininhas e João Guilherme (de “Fala Sério, Mãe!”) como o principal Menudo dessa geração. Por sinal, a razão dele cantar como sertanejo vem de berço. Ele é filho do cantor Leonardo. A direção é de Bruno Garotti (“Eu Fico Loko”) e a estreia está marcada para 11 de outubro, véspera do Dia das Crianças.

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    Academia Brasileira de Letras elege Cacá Diegues como novo imortal

    30 de agosto de 2018 /

    A Academia Brasileira de Letras anunciou nesta quinta-feira (30/1) que o cineasta Cacá Diegues, de 78 anos, foi eleito novo imortal. Ele assumirá a cadeira número 7, no lugar de outro diretor originário do Cinema Novo, Nelson Pereira dos Santos, morto em abril, aos 89 anos, após lutar contra um tumor no fígado. “Crítico refinado, diretor reconhecido além fronteiras. Sua entrada é uma homenagem ao saudoso Nelson Pereira dos Santos, de quem foi amigo, através das novas lentes que ambos construíram para ver mais longe a nossa realidade”, afirmou o Presidente da ABL, escritor Marco Lucchesi. Segundo o comunicado, Cacá Diegues recebeu 22 votos dos 24 acadêmicos presentes e mais 11 que votaram por cartas – três se ausentaram por motivo de saúde. A cadeira 7 teve como ocupantes anteriores Valentim Magalhães (fundador), Euclides da Cunha, Afrânio Peixoto, Afonso Pena Júnior, Hermes Lima e Pontes de Miranda. Cacá Diegues é um dos grandes nomes do cinema brasileiro desde os anos 1960. Seus filmes já concorreram em três ocasiões à Palma de Ouro, no Festival de Cannes, e incluem clássicos como “Cinco vezes Favela” (1962), “Ganga Zumba” (1963), “Joana Francesa” (1973), “Xica da Silva” (1976), “Chuvas de Verão” (1978) e “Bye Bye Brasil” (1979). Recentemente, ele voltou à Cannes para fazer a première mundial de seu novo filme, “O Grande Circo Místico” (2018), que estreia em 15 de novembro nos cinemas brasileiros. Havia uma grande expectativa de que a cadeira fosse assumida por Conceição Evaristo, o que faria dela a primeira mulher negra a entrar para a ABL. Embora tenha existido uma mobilização nas redes sociais e uma campanha na internet com 25 mil assinaturas, a autora de “Ponciá Vivêncio” recebeu apenas um voto dos acadêmicos. No Twitter, o nome da autora e da Academia Brasileira de Letras ficaram entre as primeiras posições do trending topics, ranking dos assuntos mais comentados na plataforma. Muitos criticaram o fato de Conceição ter recebido apenas um voto, “sem desmerecer o trabalho de Cacá Diegues”, como chegou a escrever um usuário da rede social.

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    Vencedores do Festival de Gramado são as principais estreias de cinema da semana

    30 de agosto de 2018 /

    Menos de uma semana após vencerem o Festival de Gramado 2018, “Ferrugem”, Melhor Filme Brasileiro, e “As Herdeiras”, Melhor Filme Estrangeiro, chegam aos cinemas. São os grandes destaques da programação desta quinta (30/8), repleta de filmes bons, que obviamente não entrarão em cartaz na maioria das cidades do país. O filme de Aly Muritiba, que aborda o universo adolescente e conta uma história de bullying, a partir do impacto do vazamento de um vídeo íntimo de uma garota, já tinha sido premiado no Festival de Seattle e bastante elogiado em sua passagem pelo Festival de Sundance, ambos nos Estados Unidos. É bastante impactante. E tinha tudo para ser campeão de bilheteria, caso chegasse a seu público alvo, nos shopping centers – onde serão exibidos os piores filmes da semana. Por sua vez, a obra do jovem paraguaio Marcelo Martinessi aborda a velhice, acompanhando um mulher sexagenária endividada e solitária, após sua parceira de toda vida ser presa por fraude bancária. O filme é sutil, mas lida com temas poderosos, como amor e companheirismo entre mulheres (LBGTQ, mesmo), decadência da classe média, crise econômica, Terceira Idade, etc. Coproduzido pela diretora carioca Julia Murat, também venceu os prêmios da Crítica e Melhor Atriz (Ana Brun) no Festival de Berlim. Há mais lançamentos brasileiros que merecem ser conferidos. Inspirado na história verídica de um jovem de 16 anos que cometeu suicídio em Porto Alegre, em 2006, “Yonlu” traz Thalles Cabral (da novela “Amor à vida”) mergulhado no personagem-título, numa reconstrução quase documental, mas também repleta de alegorias, que usa a música, poesia e desenhos verdadeiros do retratado para tentar compreender como e por que jovens decidem se matar com a ajuda da internet. Uma estreia forte do diretor e roteirista Hique Montanari. Já entre os documentários de verdade, o destaque é “Meu Tio e o Joelho de Porco”, que resgata a história esquecida da famosa banda paulista dos anos 1970. E por falar em música, fãs de rock não podem perder “Nico, 1988”, Melhor Filme da mostra Horizontes do Festival de Veneza e Melhor Roteiro na premiação da Academia de Cinema da Itália. O longa conta a história da famosa modelo e atriz alemã, que virou cantora no célebre disco “Velvet Underground and Nico” (1967), a partir de lembranças de seu último ano de vida, e tem 93% de aprovação no Rotten Tomatoes. Por fim, para as crianças e especialmente seus acompanhantes, o destaque é a animação “Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas”. O filme baseado na série animada do Cartoon Network tem a maior distribuição da semana, em 500 cinemas. Mas não é um mero caça-nível. Longe disso, trata-se de uma melhores adaptações dos quadrinhos da DC Comics já levada ao cinema, com 90% de críticas positivas no Rotten Tomatoes. Mais engraçada que “Lego Batman” e com mais super-heróis que “Liga da Justiça”, não poupa nem a Marvel com suas piadas. E ainda tem uma figuração de Stan Lee! Os outros dois filmes com distribuição ampla são perda de tempo (e dinheiro), mas podem ser conhecidos abaixo, junto com as sinopses e trailers de todos os lançamentos da semana nos cinemas. Ferrugem | Brasil | Drama Assim como a maioria dos adolescentes, a jovem Tati (Tiffanny Dopke) ama compartilhar sua vida nas redes sociais e registrar todos os momentos. Porém, após perder o inseparável celular, ela se vê vítima da criminosa divulgação de seus registros íntimos no grupo de WhatsApp da turma do colégio, o que gera terríveis consequências. As Herdeiras | Paraguai, Alemanha, Brasil | Drama Chela (Ana Brun) e Chiquita (Margarita Irún), herdeiras de famílias abastadas do Paraguai, vivem da venda de seus bens. Quando Chiquita acaba presa por dívidas jamais acertadas, a até então submissa e reclusa Chela precisa se virar e começa por acaso a prestar serviço para um grupo de senhoras ricas como motorista. Logo a nova realidade, e especialmente a exuberante Angy (Ana Ivanova), a quem conhece durante o trabalho, afetam os interesses, prioridades e atitudes da taxista amadora. Younlu | Brasil | Drama Baseado na história real de um garoto de 16 anos que queria ser músico, tinha uma rede de amigos virtuais e ninguém desconfiava que também participava de um fórum de potenciais suicidas. Younlu deixou um legado de cerca de 60 canções, que revelaram uma intrigante produção artística, todas compostas e gravadas inteiramente por ele em seu quarto. Nico, 1988 | Itália, Bélgica | Drama Christa Päffgen, mais conhecida pelo seu nome artístico Nico, fez muito sucesso no final da década de 60 ao lado da banda Velvet Underground. Vinte anos depois, a cantora tenta desenvolver a sua carreira solo ao mesmo tempo em que precisa lidar com os fantasmas do passado: o vício em drogas, a relação problemática com o filho e a depressão que a acompanhou durante toda a vida. Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas | Estados Unidos | Animação Robin, Ciborgue, Estelar, Ravena e Mutano são os Jovens Titãs. Ao perceberem que todos os super-heróis estão estrelando filmes, eles decidem se mobilizar para também ter espaço nas telonas. O líder do grupo, Robin, está determinado a ser visto como um astro e com ideias malucas e até uma canção eles partem em busca de um diretor de Hollywood, mas acabam enganados por um supervilão. Meu Tio e o Joelho de Porco | Brasil | Documentário Nesse documentário que mistura animação, relatos e material de arquivo, um menino passa a ter contato com o fantasma do tio depois que acha o diário do pai recém-falecido. A aparição leva o garoto para o cenário do punk paulistano e conta como a cena atual foi influenciada por uma irreverente banda do passado chamada “Joelho de Porco”, da qual ele e seus amigos faziam parte. O Candidato Honesto | Brasil | Comédia Após cumprir 4 dos 400 anos de cadeia, João Ernesto (Leandro Hassum) é convencido a se candidatar à presidência novamente. Adorado pelo povo por ser um político que assumiu seus erros, ele vence as eleições, mas não tem vida fácil em Brasília acompanhado excessivamente de perto pelo sinistro vice Ivan Pires (Cassio Pandolfh). Fica Mais Escuro Antes do Amanhecer | Brasil | Sci-Fi Iran vive em uma região extremamente afetada pelas mudanças climáticas causadas pelo ser humano. É certo que a população caminha para assistir ao último pôr do sol, mas, após uma tragédia famíliar, ele decide lutar contra a depressão aguda que tem acometido todos. Takara – A Noite em que Nadei | França, Japão | Drama Nas montanhas cobertas de neve no Japão, toda noite um pescador parte em direção ao mercado da cidade. Em uma dessas, seu filho de 6 anos é acordado por sua partida e não consegue voltar a dormir. Logo depois, no caminho para a escola, ainda sonolento, ele se afasta do caminho e decide vaguear sozinho pela neve. Deus Não Está Morto – Uma Luz na Escuridão | Estados Unidos | Drama Quando a igreja de Saint James é incendiada, devastando a congregação e o pastor Dave, a universidade vizinha, Hadleigh University, usa a tragédia para tentar despejar a igreja do campus. A batalha logo se levanta entre a igreja e a comunidade, o pastor contra um amigo seu, o presidente da universidade e a estudante Keaton, membro do ministério da igreja, questionando sua fé cristã. A Destruição de Bernardet | Brasil | Documentário Referência na reflexão sobre o cinema brasileiro, Jean-Claude Bernardet resolveu, aos 70 anos, se dedicar como ator em longas e curtas experimentais e ousados, dirigidos por jovens realizadores. Neste documentário, o próprio Bernardet reflete sobre as críticas recebidas por suas incursões como ator e revela suas perspectivas de vida, ao mesmo tempo em que precisa lidar com o fato de ser portador do vírus HIV. O Renascimento do Parto 3 | Brasil | Documentário Com depoimentos de mães, ativistas, médicos, enfermeiras obstetras, obstetrizes e outros profissionais de saúde, o diretor Eduardo Chauvet documenta o SUS que dá certo com o Centro de Parto Humanizado Casa Angela de São Paulo e a cena obstétrica na Holanda, na Nova Zelândia e no Camboja. Traz também importantes reflexões sobre diretrizes da Organização Mundial de Saúde em relação a maternidade que frequentemente são ignoradas. Elo Perdido – O Brasil que Pedala | Brasil | Documentário Em um Brasil cada vez mais motorizado, onde carros e motos são tidos como prioridade nas ruas, milhares de brasileiros permanecem dando preferência a utilização de bicicletas como principal meio de locomoção. Mais do que uma simples escolha, a alternativa reflete um momento peculiar do país, além de levantar reflexões a respeito da crescente industrialização.

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  • Filme

    Vencedor do Festival de Brasília não entra na disputa do Oscar para protestar contra “governo ilegítimo”

    28 de agosto de 2018 /

    Uma ausência chamou atenção na lista dos filmes inscritos para representar o Brasil na busca por uma indicação na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira do Oscar 2019. Vencedor do Festival de Brasília, “Arábia” não apareceu entre os 22 títulos divulgados pelo Ministério da Cultura. A decisão partiu dos próprios diretores do longa, que não quiseram inscrevê-lo. João Dumans e Affonso Uchoa divulgaram um comunicado conjunto em que justificam a ausência por motivação política. “Não nos inscrevemos porque o Oscar não representa o tipo de cinema no qual acreditamos. Preferimos também não fazer parte de um processo conduzido por um governo ilegítimo e por um Ministério da Cultura que recentemente politizou o processo de indicação dos filmes brasileiros para disputarem o Oscar, além de atuar sistematicamente pra sufocar o cinema independente brasileiro. As novas políticas de incentivo do ministério e do FSA (Fundo Setorial Audiovisual) vão dificultar justamente que filmes como o nosso sejam produzidos.” A recente politização citada faz referência à polêmica envolvendo a escolha de “Pequeno Segredo”, de David Schurmann, sobre “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho, no Oscar 2017. Desde então, a escolha dos representes do país deixou de estar a cargo da Secretaria do Audiovisual para ser definida por uma comissão selecionada pela Academia Brasileira de Cinema, entidade formada por profissionais da indústria cinematográfica nacional. 22 filmes foram inscritos para representar o país no Oscar 2019, entre eles os vencedores dos festivais do Rio (“As Boas Maneiras”) e Gramado (“Ferrugem”), que também possuem premiadas carreiras internacionais, assim como “Benzinho”, que levou os prêmios do público e da crítica em Gramado, além de ter vencido o festival espanhol de Málaga. Os únicos quatro filmes que o Brasil já emplacou na disputa do Oscar foram “O Pagador de Promessas” (1962), “O Quatrilho” (1995), “O que É Isso, Companheiro?” (1997) e “Central do Brasil” (1998). Nos últimos anos da premiação, o Oscar tem destacado em geral filmes autorais e independentes. “Moonlight”, vencedor do ano passado, foi feito por US$ 4 milhões.

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  • Filme

    Teaser de Detetives do Prédio Azul 2 revela tema da nova aventura, um mistério italiano

    28 de agosto de 2018 /

    A Paris Filmes divulgou o primeiro teaser do segundo filme dos “Detetives do Prédio Azul”. A prévia mostra os três detetives mirins ensaiando palavras em italiano, já que a trama irá acompanhá-los numa aventura na Itália. O título exótico com abreviatura, número, hífen e dois pontos já aborda o tema. Na trama de “DPA – O Filme 2: O Mistério Italiano”, o trio será desafiado a atravessar um oceano para concluir uma investigação e salvar um grupo de crianças enganadas por dois bruxos disfarçados de produtores de um concurso musical. Obviamente, Pippo (Pedro Henriques Motta), Sol (Leticia Braga) e Bento (Anderson Lima) vão viajar de vassoura até a Itália, onde acontece um grande evento de magia, o Expo-Bruxo, com a missão de salvar a feiticeira Berenice (Nicole Orsini) e outras crianças enganadas por Máximo (Diogo Vilella) e Mínima Buongusto (Fabiana Karla), A direção é de Vivianne Jundi, que também está à frente da série do canal pago Gloob e do spin-off “Vlog da Mila”, disponível no Gloob Play. O filme começou a ser rodado em 29 de junho e deve chegar aos cinemas brasileiros em meio às férias de verão de 2019.

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  • Filme,  Música

    Legalize Já: Filme sobre a história da banda Planet Hemp ganha primeiro trailer

    28 de agosto de 2018 /

    A Imagem Filmes divulgou o pôster, fotos e o primeiro trailer de “Legalize Já – Amizade Nunca Morre”, que narra a história do Planet Hemp por meio da amizade entre os formadores da banda, Marcelo D2 (Renato Góes) e o falecido rapper Skunk (Ícaro Silva). A prévia supera expectativas e até o título genérico-preguiçoso com hífen, mostrando o encontro dos músicos e as dificuldades da vida de D2 – expulso de casa, sem dinheiro e com a namorada grávida – antes de formarem a banda que se tornaria a mais famosa do Brasil nos anos 1990, ao juntar rock, funk, rap e defender abertamente a legalização da maconha. O filme, porém, não tem final feliz. Logo depois da gravação da primeira demo, Skunk morreu de complicações decorrentes da Aids. Marcelo D2 participou ativamente da produção desde o início do projeto, que durou nove anos. Ele é um dos responsáveis pela trilha sonora do longa, já premiado na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e no Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro. Dirigido por Johnny Araújo e Gustavo Bonafé, que antes fizeram a comédia de boy band da meia-idade “Chocante” (2017), o longa destaca em seu elenco Renato Góes (“Pequeno Dicionário Amoroso 2”) como D2, Ícaro Silva (“Sob Pressão”) como Skunk, além de Ernesto Alterio (“Infância Clandestina”), Marina Provenzzano (“A Frente Fria que a Chuva Traz”), Stepan Nercessian (“Os Penetras”) e Rafaela Mandelli (“O Negócio”). A estreia está marcada para o dia 18 de outubro.

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  • Filme

    Carolina Ferraz vai estrelar filme de terror independente

    27 de agosto de 2018 /

    A atriz Carolina Ferraz (da novela “Haja Coração”) será a protagonista do longa-metragem de terror independente “A Gruta”, que foi escrito e será dirigido por Arthur Vinciprova. Ele é o diretor do besteirol “Rúcula com Tomate Seco”, uma sucessão de esquetes que incluem outra atriz de novela, Juliana Paiva (“A Força do Querer”), na função de interesse sexual/romântico do autor/ator. “Jamais faria um filme de terror e, uma semana depois, recebi o roteiro. Não consegui me desprender da história e senti que precisava fazer”, disse Carolina Ferraz sobre o projeto, em material divulgado à imprensa. Além de Carolina Ferraz, o filme traz no elenco Nayara Justino (eleita Globeleza em 2014) e o próprio Arthur Vinciprova, entre outros. Segundo o diretor, o longa será baseado em fatos reais. Entretanto, a sinopse ainda não foi divulgada. “O objetivo é realizar uma obra com inspiração e referências em grandes clássicos do cinema de gênero, como ‘O Bebê de Rosemary’ e ‘O Exorcista’, onde o suspense, terror e tensão psicológica caminham juntos e entregam uma história atemporal”, disse. As filmagens estão marcadas para o final do ano no interior de Minas Gerais e no Rio de Janeiro, com previsão de lançamento para 2019.

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  • Etc,  Série,  TV

    Henrique Martins (1933 – 2018)

    26 de agosto de 2018 /

    Morreu o ator e diretor Henrique Martins, que estava internado no hospital Samaritano, em São Paulo, após cair em casa e quebrar duas costelas. Ele faleceu neste domingo (26/8), aos 84 anos, por falência múltipla de órgãos. Nascido em Berlim, na Alemanha, com o nome de Heinz Schlesinger, ele tinha três anos de idade quando se mudou com a família para o Brasil. A longa carreira de mais de seis décadas de Martins é um recorte da história da TV brasileira, com passagens pelos canais Excelsior, Tupi, Globo, Band, Manchete, Record e SBT, e participações que se estendem de novelas clássicas a sucessos contemporâneos, como “O Sheik de Agadir” (1966), “A Sombra de Rebeca” (1967), “O Meu Pé de Laranja Lima” (1970), “Pão Pão, Beijo Beijo” (1983), “Ribeirão do Tempo” (2010) e o remake de “Carrossel” (2012). O ator estreou na TV no elenco de “Os Anjos Não Tem Cor”, novela exibida pela Tupi em 1953. Chegou a participar de um seriado de aventura aos moldes do Zorro, chamado “Falcão Negro” (1954), que ganhou até revista em quadrinhos. E, em 1964, foi para trás das câmeras, dirigindo sua primeira novela, “Quem Casa com Maria?” (1964). Martins permaneceu na Tupi até 1966, quando se transferiu para a Globo para exercer função dupla, na frente e atrás das câmeras, em “O Sheik de Agadir”, um dos primeiros fenômenos de audiência do canal. Ele dirigiu outras novelas famosas, como “O Direito de Nascer” (1964), “Anastácia, A Mulher Sem Destino” (1967), “Rosa-dos-Ventos” (1973), “A Barba Azul” (1974), “Um Sol Maior” (1977), “Roda de Fogo” (1978), “Os Imigrantes” (1982), “A História de Ana Raio e Zé Trovão” (1990), “Éramos Seis” (1994), “Fascinação” (1998), “Pequena Travessa” (2002), “Os Ricos Também Choram” (2005) e “Amigas e Rivais” (2007). A dedicação à TV resultou numa filmografia curta, de apenas quatro trabalhos no cinema, todos como ator: “O Sobrado” (1956), de Walter George Durst e Cassiano Gabus Mendes, futuros profissionais da Globo, a comédia “Casei-me com um Xavante”, de Alfredo Palácios (1957), o drama criminal “A Lei do Cão” (1967), de Jece Valadão, e a pornochanchada “Império das Taras” (1980), de José Adalto Cardoso. Seus últimos trabalhos foram como diretor da novela “Revelação”, exibida pelo SBT em 2008, e como ator em “Carrossel”, sucesso do mesmo canal, no papel do Sr. Lourenço em 2012, um viúvo de bom coração.

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