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    Bolsonaro volta a dizer que Lei Rouanet terá teto de R$ 1 milhão para todos projetos

    19 de abril de 2019 /

    O presidente Jair Bolsonaro voltou a afirmar que o governo prepara alterações na Lei Rouanet, para estabelecer um teto máximo de R$ 1 milhão por projeto. A manifestação aconteceu durante uma “live” nas redes sociais, em que Bolsonaro reiterou o que tinha dito anteriormente sobre a captação de projetos culturais. “O teto era até R$ 60 milhões. Artistas recebiam ou poderiam receber até R$ 60 milhões. Passamos esse limite para R$ 1 milhão, acho que ele tá alto ainda, mas diminuímos 60 vezes o valor desse teto. Então, mais gente, mais artistas poderão ser beneficiados da Lei Rounaet”, ele disse na noite de quinta (18/9) Na semana passada, durante uma entrevista ao programa “Pingos nos Is”, da Jovem Pan, Bolsonaro tinha feito a mesma comparação numérica, mas com linguagem mais colorida, avisando que tinha decidido “travar” a Lei Rouanet e que não pretendia fazer exceções. “Eu acho que não tem que ter exceção nenhuma, porque, com todo o respeito, você com R$ 1 milhão, para você divulgar e ter um espaço junto ao povo brasileiro para a sua obra, é mais do que o suficiente”, disse, na ocasião. A afirmação colocou o setor cultural em pânico. Mas o ministro da Cidadania, Osmar Terra, correu para desmentir Bolsonaro, dizendo para a imprensa que a discussão sobre o teto da Lei Rouanet era apenas para espetáculos musicais. Mas a segunda manifestação do presidente sobre o tema manteve o entendimento original, “que não tem que ter exceção nenhuma”. A mudança na Lei Rouanet integra o “projeto cultural” de Bolsonaro para o país. Ele pode ser entendido, de forma tosca, como uma “desestatização” da cultura nacional. Juntam-se ao teto mais baixo de incentivos, o fim de patrocínios de estatais a eventos culturais e a paralisação dos investimentos da Ancine em novos filmes e séries. Não se trata de iniciativa inédita. Fernando Collor de Mello seguiu o mesmo roteiro, ao extinguir a Embrafilme em 1990. O resultado foi uma catástrofe, representada pelo lançamento de apenas dois filmes brasileiros por ano no período. A quebradeira generalizada da indústria audiovisual também ajudou a aumentar o desemprego e a pior recessão da história do país. Collor acabou impichado. A volta por cima só foi possível com a aprovação da Lei Rouanet no Congresso Nacional, que permitiu à Petrobras investir em “Carlota Joaquina, a Princesa do Brasil” e “O Quatrilho”, indicado ao Oscar, que graças a seu sucesso e repercussão internacional marcaram o início da chamada “Retomada” do cinema brasileiro em 1995. Após um longo processo de reconstrução, o setor audiovisual brasileiro tem lançado mais de 100 filmes por ano, emprega cerca de 335 mil profissionais e rende mais de R$ 2 bilhões somente com impostos diretos para o governo federal – dados do levantamento do FSA (Fundo Setorial Audiovisual) de 2017. Mas a Lei Rouanet e o patrocínio estatal foram alvos de críticas de Bolsonaro durante toda a campanha presidencial, vistos como fontes de corrupção e incentivo de “marxismo cultural”. O estabelecimento de um teto de US$ 1 milhão atingiria realmente com mais força os musicais, como “O Fantasma da Ópera”, autorizado a captar R$ 28,6 milhões, mas também grandes mostras de arte, como a Bienal de São Paulo, com orçamento sempre acima dos R$ 20 milhões, além de todos os festivais de cinema importantes do país: Festival do Rio, Mostra de São Paulo, Festival de Brasília, Festival de Gramado, Anima Mundi, É Tudo Verdade, etc. – sem esquecer de museus, centros culturais e algumas orquestras que dependem da lei de incentivo para bancar suas operações anuais. Detalhe: o sistema de cadastramento para novos projetos na Lei Rouanet está fechado desde janeiro, quando Bolsonaro assumiu a presidência. Nenhum novo projeto pôde ser inscrito em quatro meses de governo, à espera de definições.

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    Ancine oficializa suspensão de verbas para produção de novos filmes e séries

    19 de abril de 2019 /

    A Ancine (Agência Nacional de Cinema) oficializou na quinta-feira (18/4) a suspensão de verbas para produção de novos filmes e séries, paralisando o investimento do setor. A paralisação é consequência de uma decisão do TCU (Tribunal de Contas da Unidão) que apontou irregularidades na fiscalização de contratos da agência e ordenou a suspensão das atividades até que a Ancine seja capaz de provar sua capacidade de analisar os contratos. O anúncio veio no mesmo dia em que quatro filmes brasileiros foram anunciados na seleção oficial do Festival de Cannes. Eles devem ficar sem verba de apoio para a viagem e divulgação. A grande ironia é que o diretor de um desses filmes, Kleber Mendonça Filho, que teria direito à verba congelada pelo TCU, enfrenta processo financeiro do mesmo TCU por uma questão técnica relacionada ao orçamento de um filme anterior. O caso de Mendonça Filho também ilustra que, se há problemas em relação à prestação de contas de diversos filmes, não há nada melhor que pente fino, multas e lista de exclusão de reincidentes. Mas variações nos gastos de produção são muito comuns. Se acontece um acidente, cai uma chuva muito forte ou alguém fica doente de repente, a equipe de um filme precisa adiar os trabalhos, o que representa gastos imprevistos com hospedagem e transporte. Isto aponta que o TCU desconhece, em vários níveis, como funciona a dinâmica do audiovisual. Como o Brasil é o país da burocracia, para tentar voltar a investir em filmes e séries, a Ancine está dando entrada em embargos de declaração, visando “suspender o efeito de pontos do Acórdão”. “A Ancine requer ao TCU a imediata concessão de efeito suspensivo dos itens impugnados do acórdão. Porém, diante da necessidade de preservar a integridade operacional da Agência e principalmente de seus servidores, foram feitas recomendações às áreas para evitar ações que possam ser interpretadas como descumprimento da decisão do TCU”, diz um comunicado da entidade divulgado no fim da noite de quinta. A decisão de suspender o repasse de recursos busca dar “segurança jurídica” aos projetos, segundo a Ancine. Entre as medidas anunciadas, estão a suspensão das publicações de resultado final dos processos seletivos em andamento e a publicação de novos contratos, bem como a suspensão do encaminhamento de novos pedidos de aprovação de verbas. Segundo a agência, os desembolsos dos recursos dos projetos no Fundo Setorial Audiovisual com contratos que foram publicados até o dia 18 de abril serão autorizados e realizados normalmente. Entretanto, a decisão radical de paralisar a Ancine se junta à orientação do governo para que estatais deixem de patrocinar cultura, colocando em risco à realização dos festivais de cinema no país, e à suspensão da aprovação de novos projetos pela Lei Rouanet, que não acontece desde janeiro, quando o presidente Bolsonaro sugeriu que ela passaria por reforma. É um cenário de tempestade perfeita, como um tsunami prestes a devastar a cultura brasileira. Para representantes da direita brasileira, identificados com o governo Bolsonaro, isso é bem feito. Ao informar a paralisação da Ancine numa notícia com tamanho de tuíte, o site O Antagonista aplaudiu: “Certamente faria muito bem ao setor audiovisual se parasse de uma vez de mamar dinheiro público”. Vale lembrar que o dinheiro repassado pela Ancine não sai de hospitais ou escolas – que o governo não abriu ou melhorou – , mas de taxas cobradas para a própria indústria audiovisual. Na prática, funciona de um forma que os blockbusters ajudam a pagar filmes autorais, como os que vão representar o país em Cannes. Isso não é “mamar dinheiro público”, mas regulação de mercado. Um relatório da Ancine demonstrou que o setor audiovisual brasileiro arrecadou para o governo R$ 2,13 bilhões somente com impostos diretos em 2017 – levantamento do FSA (Fundo Setorial Audiovisual). É importante ser didático neste caso, pois o setor que gera uma fortuna para o governo abrir hospitais ou escolas – além de empregar estimada 335 mil pessoas – está sendo paralisado, sob aplausos de alguns, com a visão de que isso é política cultural progressista.

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    Trailer de Nada a Perder 2 continua história de Edir Macedo

    19 de abril de 2019 /

    A Paris Filmes divulgou o primeiro trailer de “Nada a Perder 2”, continuação da cinebiografia do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus. A prévia tem cenas de protestos, polícia, documentos queimados, o infame chute na santa e viagem a Israel, além de mostrar o crescimento do negócio religioso. Acusado de ser exibida para salas vazias de cinema – enquanto a Igreja Universal negou ter comprado e distribuído tíquetes entre fiéis, exibidoras confirmaram ter vendido pacotes para pastores – , o primeiro filme vendeu 12 milhões de ingressos, o que representou metade do total de espectadores de todos os filmes brasileiros em 2018. A continuação vai cobrir os anos entre a saída do bispo da prisão, em 1992, e a inauguração do Templo de Salomão, em São Paulo, em 2014. Petrônio Gontijo volta ao papel de Macedo e o elenco também inclui Day Mesquita, Beth Goulart, Dalton Vigh, Eduardo Galvão e César Mello, entre outros. Muitos outros. Foram mais de 60 atores e 6 mil figurantes em locações no Brasil, África do Sul e Israel Novamente dirigido por Alexandre Avancini, “Nada a Perder 2” tem estreia marcada para 15 de agosto.

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    Selecionado para Cannes, Kleber Mendonça Filho é processado pelo governo

    18 de abril de 2019 /

    No dia em que seu segundo filme consecutivo foi selecionado para o Festival de Cannes, o diretor Kleber Mendonça Filho recebeu um desincentivo para sua carreira da Secretaria Especial da Cultura. O cineasta vai disputar a Palma de Ouro com “Bacurau”, seu terceiro longa, após participar do festival com o segundo, “Aquarius” (2016). Entretanto, ainda está sendo cobrado pelo governo pelas prestações de contas do primeiro, “O Som ao Redor”, de 2012. A Secretaria negou o último dos três recursos do cineasta referentes a irregularidades na captação de incentivos do longa lançado há seis anos. A produtora do diretor, Cinemascópio, terá 30 dias após a notificação para devolver R$ 2,2 milhões aos cofres públicos. Mendonça Filho ainda pode recorrer ao Tribunal de Contas da União (TCU). Caso também perca nesta esfera e não pague o valor solicitado, a produtora vai ficar impossibilitada de participar de editais e programas de incentivos ligados ao Ministério da Cidadania, que absorveu as funções do finado Ministério da Cultura no governo Bolsonaro. A primeira notificação desse caso foi entregue à Cinemascópio em março de 2018 ainda pelo Ministério da Cultura (MinC). A ação afirma que “O Som ao Redor” excedeu o limite de R$ 1,3 milhão de um edital destinado a produções de baixo orçamento. “O Som ao Redor” acabou captando, no total, R$ 1,7 milhão, com R$ 410 mil provenientes de um edital do Governo de Pernambuco. O valor que precisa ser devolvido saltou para R$ 2,2 milhões por causa de juros e atualização monetária. Na ocasião da notificação, Mendonça Filho defendeu-se afirmando que “o projeto não ultrapassou o valor de R$ 1,3 milhão de recursos federais” — R$ 1 milhão vindos do ministério e R$ 300 mil da Petrobras. Segundo ele, os R$ 410 mil que foram captados além do teto estabelecido no edital do MinC vieram de outro edital, do governo de Pernambuco. O cineasta também afirma que esse acúmulo de fontes foi aprovado pela Ancine. O edital do MinC, no entanto, não faz distinção entre verbas federais e de outras fontes, determinando que o custo total não poderia ultrapassar R$ 1,3 milhão. Não há manifestação da Ancine sobre o caso. Considerado pela crítica um dos melhores longas brasileiros desta década, “O Som ao Redor” venceu o Festival do Rio, a Mostra de São Paulo, o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, levou vários prêmios também em Gramado e no exterior – nos festivais de Roterdã, Toronto, Oslo, Lleida, Lima, CPH Pix, CinePort, Cinemanila, etc. Ironicamente, ao ter seu novo filme selecionado para o mais prestigioso dos festivais internacionais, Kleber Mendonça Filho teria direito a verba da Ancine de apoio à viagem e divulgação da obra. Mas o TCU paralisou os investimentos da agência. A política do governo Bolsonaro tem sido de desmonte cultural, com cortes de patrocínios de estatais e projeto de revisão da Lei Rouanet, numa visão de que o Estado tem incentivado o “marxismo cultural”. O Festival de Cannes acontece de 14 a 25 de maio.

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    Quatro produções brasileiras são selecionadas para o Festival de Cannes 2019

    18 de abril de 2019 /

    O Festival de Cannes anunciou a seleção de filmes para sua edição de 2019. E quatro obras brasileiras figuram entre os escolhidos, duas delas competindo pela Palma de Ouro, principal premiação, e outras duas na mostra paralela Um Certo Olhar. O diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho, que já tinha exibido seu filme “Aquarius”, em 2016, concorre novamente com seu novo longa, “Bacurau”, em codireção com Juliano Dornelles. O filme foi descrito como uma mescla de gêneros como faroeste e ficção científica em pleno sertão nordestino. “O Traidor”, dirigido pelo italiano Marco Bellocchio, narra a história de Tommaso Buscetta, mafioso italiano que alcaguetou seus antigos companheiros da Cosa Nostra e se refugiou no Brasil. O longa, que traz no elenco os atores Maria Fernanda Cândido e Luciano Quirino, foi rodado parcialmente no Rio de Janeiro e é uma coprodução nacional, graças à participação da produtora brasileira Gullane. Já os filmes que serão exibidos na mostra Um Certo Olhar são “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, de Karim Ainouz, e “Port Authority”, de Danielle Lessovitz. O 72º Festival Anual de Cinema de Cannes será realizado entre 14 a 25 de maio na Riviera Francesa.

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    A Maldição da Chorona é maior estreia, mas programação de cinema inclui filmes premiados

    18 de abril de 2019 /

    A dúzia de lançamentos da semana é bastante sortida. Mas a distribuição privilegia o que há de menos vital na lista, como o terror “A Maldição da Chorona” e a sci-fi “Cópias – De Volta à Vida”. O primeiro é mais uma coleção de sustos banais do universo de “Invocação do Mal” – o padre Perez, vivido por Tony Amendola, já apareceu em “Annabelle” (2014). O segundo resultou na pior bilheteria de estreia da carreira de Keanu Reeves na América do Norte. Cheios de clichês, receberam cotações abismais no agregador de críticas Rotten Tomatoes, respectivamente 27% e 10% de (des)aprovação. Outro título americano, “O Gênio e o Louco”, tem mais ação em seus bastidores do que na tela. Ainda inédita nos Estados Unidos, esta biografia convencional sobre personagens pouco convencionais (leia a sinopse abaixo) ficou três anos no limbo, enquanto Mel Gibson, ator e produtor do filme, brigava com o estúdio Voltage na justiça, alegando violação de contrato e dever fiduciário, fraude promissória e muito mais, para assumir o controle de sua edição final. Ele perdeu. Não perca seu tempo também. Por conta disso tudo, o filme americano para se ver nesta quinta (18/4) é “O Mau Exemplo de Cameron Post”, ainda que com atraso de oito meses em relação aos Estados Unidos. Drama vencedor do Festival de Sundance 2018, traz Chloë Grace Moretz (“Carry, a Estranha”) como uma adolescente lésbica que é pega beijando a rainha do baile de formatura e enviada por sua tia ultra-conservadora para uma espécie de centro de recuperação para jovens gays. O livro de Emily M. Danforth, em que a trama se baseia, é ainda mais chocante porque a garota tem apenas 14 anos – enquanto Moretz já está com 22 na vida real. A história segue com as amizades que ela faz no “campo de concentração light” disfarçado de centro de reeducação, e sua atitude de desafio contra a repressão daquele lugar, dirigido por um pastor. “O Mau Exemplo de Cameron Post” é anterior a “Boy Erased”, que causou polêmica ao ter seu lançamento cancelado nos cinemas brasileiros no início do ano. Também sobre “cura gay” evangélica, este drama saiu direto em DVD na quarta-feira (17/4). Os demais destaques têm estreia bastante limitada e compõem uma espécie de mostra do Festival de Cannes do ano passado. “Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos”, codirigido pelo português João Salaviza e a brasileira Renée Nader Messora, venceu o Prêmio Especial do Júri da mostra Um Certo Olhar, principal seção paralela do festival francês. Filmado no Brasil, o longa embaralha os limites entre ficção e registro documental. Com elenco amador, extraído de uma aldeia de índios Krahô, no estado de Tocantins, a obra recria na tela dramas reais da comunidade, como a história do adolescente que começa a ter visões e prefere fugir a virar pajé. Totalmente falado em idioma nativo, o filme é exibido com legendas. O argentino “O Anjo” passou na mesma mostra. Com produção do cineasta espanhol Pedro Almodóvar, o filme de Luis Ortega (“Lulu”) conta a história real de um belo adolescente de 17 anos que se encanta com a adrenalina dos atos ilícitos e vira um dos piores criminosos da Argentina – e o prisioneiro que cumpre a maior sentença carcerária do país. Assim como o “Mau Exemplo”, lida com temas LGBTQ e estreou há oito meses em seu mercado original. Já “Amor até às Cinzas” competiu pela Palma de Ouro de Cannes. Novo drama do consagrado diretor chinês Jia Zhangke (“As Montanhas se Separam”, “Um Toque de Pecado”), acompanha uma história de amor violento e passional entre um gângster e a mulher capaz de ir para a cadeia por ele. Mais elogiado entre todos os lançamentos da semana, atingiu impressionantes 98% de aprovação no Rotten Tomatoes – 10% a mais que o “Mau Exemplo de Cameron Post”. A lista ainda inclui “Vidas Duplas”, que é uma comédia do prestigiado diretor francês Olivier Assayas (“Personal Shopper”), além de programação religiosa de Páscoa e dois documentários nacionais. Confira abaixo todos os títulos e sinopses dos filmes que entram em cartaz nos cinemas brasileiros. A Maldição da Chorona | EUA | Terror Na Los Angeles da década de 1970, uma assistente social criando seus dois filhos sozinha depois de ser deixada viúva começa a ver semelhanças entre um caso que está investigando e a entidade sobrenatural La Llorona. A lenda conta que, em vida, La Llorona afogou seus filhos e depois se jogou no rio, se debulhando em lágrimas. Agora ela chora eternamente, capturando outras crianças para substituir os filhos mortos. Cópias – De Volta à Vida | EUA | Sci-fi Depois de um grave acidente de trânsito que matou toda a sua família, um neurocientista (Keanu Reeves) sente que perdeu o sentido da vida. Utilizando seu meio de trabalho, ele se torna obcecado em trazê-los de volta, mesmo que isso signifique desafiar boa parte do governo e, principalmente, as leis da física. O Gênio e o Louco | EUA | Drama A história real de dois homens ambiciosos que tentam concluir um dos maiores projetos do mundo: a criação do Dicionário Oxford. Um deles é o Professor James Murray (Mel Gibson), que tomou a decisão de iniciar o compilado em 1857, e o outro é Doutor W.C. Minor (Sean Penn), que contribuiu com mais de 10.000 verbetes para o dicionário estando internado em um hospício para criminosos. Os dois têm suas vidas ligadas pela loucura, genialidade e obsessão. O Mau Exemplo de Cameron Post | EUA | Drama Flagrada pelo namorado transando com a melhor amiga em pleno baile de formatura, Cameron Post (Chloe Grace Moretz) é enviada pela tia para um centro religioso que afirma curar jovens atraídos pelo mesmo sexo, mas para se submeter ou não ao suposto tratamento, a adolescente precisa antes descobrir quem é de fato. Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos | Brasil | Drama Ihjãc é um jovem do povo Krahô, aldeia indígena localizada em Pedra Branca, no interior do Brasil. Depois de ser surpreendido pela visita do espírito de seu falecido pai, ele se sente na obrigação de organizar uma festa de fim de luto, comemoração tradicional da comunidade. Amor até às Cinzas | China | Drama Datong, China, 2001. Uma bela e jovem dançarina chamada Qiao (Zhao Tao) está apaixonada por Bin (Fan Liao), um mafioso local. Durante uma briga entre gangues rivais, ela dispara uma arma para proteger seu namorado. Mas isso lhe dá cinco anos de prisão. Após sua liberação, ela vai procurar Bin para tentar começar tudo de novo. Vidas Duplas | França | Comédia Um editor (Guillaume Canet) e um autor (Vincent Macaigne) enfrentam ao mesmo tempo a crise da meia idade, a revolução digital que abala o mercado editorial e imprevistas dificuldades em seus respectivos relacionamentos amorosos. O Anjo | Argentina, Espanha | Drama Carlos Robledo Puch está preso há 45 anos, o período mais longo de detenção já registrado na história da Argentina. Durante a adolescência, ele confessou ter cometido 11 assassinatos, executado mais de 40 roubos e uma série de sequestros. Alguns de seus atos criminosos configuravam-se como uma forma de impressionar Carlos, um amigo íntimo. Quando sua identidade foi revelada para o público, ele ganhou o apelido de “Anjo da Morte”, graças aos seus cachos e rosto angelical, tornando-se uma celebridade instantânea no país. Jesus de Nazaré – O Filho de Deus | Espanha | Religião Desde o celebrado momento do seu nascimento até a sua chegada em Jerusalém para ir ao encontro da crucificação, a história de Jesus de Nazaré foi um marco que perdura até hoje na forma como nos moldamos como sociedade. Pouco antes de cumprir seu destino na Terra, Jesus passa por um longo retiro de 40 dias pelo deserto da Judeia, atravessando diversos tipos de obstáculos, provações e tentações. O Filho do Homem | Brasil | Religião Maria (Júlia Cotta) recebe a visita do Anjo Gabriel, que traz a mensagem de sua gravidez do Espírito Santo. Mesmo relutante, José casa-se com ela e assume a criança para criar como sua. Em um humilde estábulo de Belém, nasce Jesus (Allan Ralph), que passa os próximos 33 anos pregando, até ser perseguido pelas autoridades do Império Romano que dominam a Judeia e ser condenado à cruz. Santos de Todos os Gols | Brasil | Documentário O gol é o ápice de qualquer partida de futebol que se preze: o momento de euforia máxima esperado por qualquer equipe. E o time do Santos é conhecido por ser o recordista brasileiro que mais balançou as redes até hoje. Neste ensaio, ídolos como Pelé, Robinho e Serginho Chulapa contam como as suas sensações misturaram-se à própria história do Clube nos seus momentos mais importantes dentro e fora de campo. Marcia Haydée – Uma Vida pela Dança | Brasil | Documentário Inserida no universo da dança desde os três anos, Márcia Haydée usou de seu talento para sair da realidade suburbana e migrar para a Europa, na intenção de perseguir o seu sonho. Após arriscar uma carreira internacional sem ter certeza do que estaria por vir, ela foi descoberta por um importante coreógrafo e passou a ser uma das bailarinas mais disputadas do mundo. Depois de sua aposentadoria, Márcia decidiu que não conseguiria viver sem se apresentar, e voltou para os palcos aos 62 anos.

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    Petrobras confirma fim de patrocínio para festivais de cinema e eventos culturais

    15 de abril de 2019 /

    Confirmando os temores sobre o “projeto cultural” do governo Bolsonaro, a Petrobras revelou que não renovará o patrocínio de 13 eventos neste ano, o que inclui a Mostra de Cinema de São Paulo, o Festival do Rio, o Festival de Brasília e o Anima Mundi, entre outros projetos. A estatal divulgou a lista dos projetos cortados após receber um requerimento de informação feito pelos deputados federais Áurea Carolina (PSOL-PA) e Ivan Valente (PSOL-SP). No mesmo documento, a petroleira informa que seus programas de patrocínio estão em revisão e que, a partir de agora, deve focar em projetos de ciência, tecnologia e educação. A empresa não vai mais patrocinar cultura no Brasil. Além dos eventos de cinema, também foram atingidos o Festival de Teatro de Curitiba, o Prêmio da Música Brasileira e o Teatro Poeira, no Rio de Janeiro. A medida foi anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro no Twitter em fevereiro. “O Estado tem maiores prioridades”, escreveu o presidente, que também extinguiu o Ministério da Cultura e planeja mexer na Lei Rouanet de incentivo cultural. ​Paralelamente, o TCU paralisou a Ancine, proibindo-a a investir no cinema nacional. Já está claro: o cinema brasileiro vai entrar em uma de suas piores crises financeiras. Mas vale lembrar que, em release divulgado em dezembro passado, dias antes de Bolsonaro assumir o poder, a Petrobras se dizia orgulhosa de sua atuação como incentivadora do cinema nacional. “São 22 anos e mais de 500 títulos entre longas e curtas metragens que fizeram da Petrobras a principal parceira da Retomada do Cinema Brasileiro, atuando em todos os elos da cadeia produtiva do setor audiovisual”, disse o texto, que ainda acrescentou: “Acreditamos em especial na importância do apoio aos festivais de cinema por promoverem o lançamento e circulação de novos filmes, estimularem a formação de plateia e constituírem espaços privilegiados de debate e reflexão sobre o audiovisual”. “Carlota Joaquina, a Princesa do Brasil” e “O Quatrilho”, indicado ao Oscar, foram as primeiras produções cinematográficas que contaram com patrocínio da Petrobras. Com seu sucesso e repercussão internacional, os dois filmes de 1995 mudaram os rumos do cinema brasileiro, que estava quebrado devido ao desmantelamento de políticas culturais de um antigo presidente que também achava que o Brasil devia ter outras prioridades, Fernando Collor de Mello, impichado por corrupção. Antes de Bolsonaro, um dos slogans da Petrobras era: “Para nós, Cultura é uma energia poderosa que movimenta a sociedade”. A Petrobras, claro, não é a única estatal que cortou seus programas culturais. Na semana passada, em audiência pública na Câmara dos Deputados, o BNDES confirmou o corte de 40% da sua verba para patrocínio cultural. E a Caixa Econômica Federal também anunciou que não irá mais ajudar a manter o tradicional Cine Belas Artes aberto em São Paulo. “Quando ouço alguém falar em cultura, saco o meu revólver”, dizia o texto de uma peça antinazista de Hanns Jost, encenada em 1933, ano em que Hitler assumiu o poder. Recontextualizada para o Brasil atual, a frase lembra um presidente que adora fazer revólveres com os dedos e reage com acusações de marxismo para menções de Cultura. Mas Cultura não é inimiga de país nenhum. Ao contrário, é – cada vez mais no século 21 – aliada importante da Economia, já que a produção cultural é responsável por dezenas de milhares de empregos diretos e indiretos e por injetar dezenas de bilhões de reais nas finanças do país. Tradicionalmente, o setor rende e emprega mais que outras indústrias, que costumam receber maiores incentivos e atenção de todos os governos. Um relatório da Ancine demonstrou que só o setor audiovisual brasileiro foi responsável por injetar R$ 24,5 bilhões na Economia do país em 2014 – metade dos valores de toda a indústria automotiva (incluindo peças) no mesmo período. E em 2017 arrecadou para o governo R$ 2,13 bilhões somente com impostos diretos, segundo levantamento do Fundo Setorial Audiovisual (FSA). Tudo isso vai acabar com o “projeto cultural” de Bolsonaro. Recordar é viver: na época de Collor, o fim da Embrafilme, empresa estatal que concentrava o financiamento ao cinema brasileiro, foi acompanhado em 1990 de um dos piores períodos de recessão econômica da história do país. Atualmente, a taxa de desemprego no Brasil é recorde, com 13,1 milhões de desempregados e 65,7 milhões de pessoas fora da força de trabalho, de acordo com dados oficiais do IBGE. Além disso, uma pesquisa da CUT-Vox Populi, realizada entre os dias 1º e 3 de abril, revelou que 62% dos que estão empregados têm medo de ficar desempregados.

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    Documentário sobre ocupação do Cine Marrocos vence festival É Tudo Verdade

    15 de abril de 2019 /

    O filme “Cine Marrocos”, de Ricardo Calil, foi o vencedor da competição de longas-metragens brasileiros do festival É Tudo Verdade, o mais importante do gênero documental no país. O anúncio foi feito no domingo (14/4), em São Paulo. O segundo longa do diretor de “Uma Noite em 67” aborda a ocupação do antigo cinema Marrocos, que já foi um dos mais luxuosos do centro de São Paulo, por um grupo de sem-tetos, refugiados e imigrantes. Ótimo jornalista que virou excelente cineasta, Calil convida os atuais moradores do local a reencenar trechos dos filmes que foram exibidos ali, décadas antes. O resultado conquistou notas máximas de várias publicações que cobriram o festival. Já a Abraccine preferiu “Estou Me Guardando para Quando o Carnaval Chegar”, de Marcelo Gomes, que também ganhou menção honrosa do juri oficial. O documentário do veterano cineasta pernambucano retrata a rotina de uma cidadezinha no agreste conhecida por suas confecções de jeans. A competição internacional premiou “O Caso Hammarskjöld”, de Mads Brügger, que acompanha a reabertura das investigações sobre a morte do secretário-geral das Nações Unidas que sofreu um acidente de avião enquanto negociava um cessar-fogo na Zâmbia. O júri ainda concedeu prêmio especial a “Meu Amigo Fela”, do brasileiro Joel Zito Araújo, sobre o ídolo pop nigeriano Fela Kuti, e menção honrosa a “Hungria 2018”, de Eszter Hajdu, que cobre a ascensão da extrema direita ao poder na Hungria. Além destes, também foi premiado “Piazzolla: Anos do Tubarão”, de Daniel Rosenfeld, como Melhor Longa Latino-Americano, por seu retrato de Astor Piazzolla, um dos grandes mestres do tango. Por fim, os melhores curtas foram o brasileiro “Sem Título # 5: A Rotina Terá Seu Enquanto”, de Carlos Adriano, que combina imagens de uma viagem de trem a trechos de um filme de Yasujiro Ozu, e o chileno “Nove Cinco”, de Tomás Arcos, sobre o terremoto que sacudiu o Chile em 1960. Os vencedores do É Tudo Verdade, “Cine Marrocos” e “Sem Título # 5: A Rotina Terá Seu Enquanto” estão automaticamente qualificados para tentar uma vaga no Oscar nas categorias de Melhor Documentário e Melhor Documentário em Curta-metragem, respectivamente. Confira abaixo a lista completa dos filmes premiados. COMPETIÇÃO BRASILEIRA “Cine Marrocos”, de Ricardo Calil (SP) – Melhor Filme “Estou Me Guardando para Quando o Carnaval Chegar”, de Marcelo Gomes (PE) – Prêmio da Crítica (Júri Abraccine), Menção Honrosa do Juri Oficial, Menção Honrosa do Júri ABD-SP (Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas) “Soldados de Borracha”, de Wolney Oliveira (CE) – Prêmio ABD-SP de Melhor Longa “Sem Título #5: A Rotina Terá seu Enquanto”, de Carlos Adriano (SP) – Melhor Curta e Prêmio Mistika “A Primeira Foto”, de Tiago Pedro (CE) – Prêmio Aquisição Canal Brasil “Planeta Fábrica”, de Julia Zakia (SP) – Prêmio da Crítica (Júri Abraccine) e Menção Honrosa no Prêmio ABD-SP “Vento de Sal”, de Anna Azevedo (RJ) – Prêmio ABD-SP de Melhor Curta COMPETIÇÃO INTERNACIONAL “O Caso Hammarskjöld”, de Mads Brügger (Dinamarca/Noruega/Suécia) – Melhor Longa “Meu Amigo Fela”, de Joel Zito Araújo (Brasil) – Prêmio Especial do Júri “Hungria 2018: Bastidores da Democracia”, de Eszter Hajdú (Hungria) – Menção Honrosa “Nove Cinco”, de Tomás Arcos (Chile) – Melhor Curta “Lily”, de Adrienne Gruben (EUA) – Menção Honrosa COMPETIÇÃO LATINO-AMERICANA “Piazzolla: Os Anos do Tubarão”, de Daniel Rosenfeld (Argentina) – Melhor Longa “Maricarmen”, de Sérgio Morkin (México) – Menção Honrosa

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    Cacá Diegues assume vaga na Academia Brasileira de Letras

    13 de abril de 2019 /

    O cineasta Cacá Diegues, um dos fundadores do Cinema Novo, assumiu na sexta-feira (12/4) sua vaga como novo imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL). Ele foi eleito no dia 30 de agosto do ano passado para a cadeira número 7, sucedendo ao cineasta Nelson Pereira dos Santos, que morreu no dia 21 de abril de 2018. Cacá Diegues venceu dez concorrentes: Conceição Evaristo, Pedro Corrêa do Lago, Raul de Taunay, Remilson Soares Candeia, Francisco Regis Frota Araújo, Placidino Guerrieri Brigagão, Raquel Naveira, José Itamar Abreu Costa, José Carlos Gentili e Evangelina de Oliveira. Dos atuais 39 membros da ABL, apenas cinco são mulheres. Havia uma grande expectativa de que a cadeira fosse assumida por Conceição Evaristo, o que faria dela a primeira mulher negra a entrar para a ABL. Embora tenha existido uma mobilização nas redes sociais e uma campanha na internet com 25 mil assinaturas, a autora de “Ponciá Vivêncio” recebeu apenas um voto dos acadêmicos. Cacá Diegues é um dos grandes nomes do cinema brasileiro desde os anos 1960. Seus filmes já concorreram em três ocasiões à Palma de Ouro, no Festival de Cannes, e incluem clássicos como “Cinco vezes Favela” (1962), “Ganga Zumba” (1963), “Joana Francesa” (1973), “Xica da Silva” (1976), “Chuvas de Verão” (1978) e “Bye Bye Brasil” (1979). O filme mais recente do diretor, “O Grande Circo Místico”, também teve première em Cannes e foi o candidato brasileiro a uma vaga no Oscar passado. “A escolha da Academia pelo meu nome é também uma homenagem a Nelson, ao cinema brasileiro, a tudo que nós fizemos juntos e separados. É uma grande noite para o cinema brasileiro”, disse Diegues, após a cerimônia, em entrevista à TV Globo.

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    De Pernas pro Ar 3 é a maior estreia da semana

    11 de abril de 2019 /

    A comédia “De Pernas pro Ar 3” é o maior lançamento da programação de cinema desta quinta (11/4), que ainda leva aos shopping centers dois dramas americanos de nicho. O terceiro “De Pernas pro Ar” finge reforçar a tese conservadora de que filme brasileiro só fala de sexo. Entretanto, seu verdadeiro tema é a família. A comédia é uma grande Sessão da Tarde enrustida. Após transformar sua empresa de brinquedos sexuais numa multinacional, a personagem de Ingrid Guimarães só quer ficar mais tempo com o marido e os filhos, que cresceram. Felizmente, logo surge uma competidora mais jovem para injetar um pouco de conflito nesse enredo de sitcom. Em entrevistas, elenco e equipe têm forçado uma analogia entre o empreendedorismo sexual da protagonista e uma reação aos retrocessos comportamentais do Brasil atual. Mas, como nos capítulos anteriores, a nova comédia sexual é assexuada, evitando cenas picantes para agradar justamente ao público conservador. Como diriam os Trapalhões, é fria. Os dois dramas americanos assumem mais claramente seu público-alvo. “Superação – O Milagre da Fé” – ou “o filme do Bolsonaro”, como ficou conhecido após a première em Brasília – é um drama sobre o poder da reza. Considerado medíocre pela crítica internacional – 50% no Rotten Tomatoes – , prega para convertidos. E “After” é uma lição moralista sobre os perigos do sexo adolescente, tão ruim que foi escondida da imprensa nos Estados Unidos. Um dia antes da estreia, não tem nem uma crítica sequer publicada. Todas as estreias limitadas desta semana são melhores que os destaques escolhidos pelos distribuidores. Algumas, por sinal, devem até entrar na lista dos melhores filmes lançados no Brasil em 2019. Para começar, “Border” nem teve seu título traduzido por conta de sua fama, que o grande público talvez desconheça. Parte drama, parte fantasia, parte terror, essa produção sueca difícil de caracterizar foi até indicada ao Oscar 2019 numa categoria pouco convencional para filmes de fora de Hollywood: Melhor Maquiagem. Acompanha uma mulher que parece um troll, de tão feia, mas que nasceu com uma habilidade ideal para seu trabalho na alfândega: a capacidade de “sentir” a intenção das pessoas com o olhar. Um dia, ela encontra um homem tão feio quanto ela. E a ligação é forte demais para ser ignorada, trazendo à tona verdades que ela desconhecia sobre si mesma. Segundo longa de Ali Abbasi (“Shelley”), “Border” adapta um conto do escritor John Ajvide Lindqvist (autor do terror “Deixe Ela Entrar”) com cenas impactantes de sexo, muita sujeira e podridão. Venceu a mostra Um Certo Olhar em Cannes, tem 96% de aprovação no Rotten Tomatoes e já virou cult. Os cinéfilos também não podem perder “Em Trânsito”, que atingiu os mesmos 96% no Rotten Tomatoes. O drama faz jus à campanha de divulgação que o descreve como “a nova obra-prima de Christian Petzold”. Um dos melhores diretores alemães de sua geração, Petzold dá sequência no novo filme aos temas de “Fênix” (2014) e “Barbara” (2012) – como identidades trocadas, falência da nação e desejo de fuga. A história é baseada no romance homônimo de Anna Seghers, escrito em 1944, que acompanha um alemão em fuga de seu país durante a 2ª Guerra Mundial. Ele se esconde na França, onde o acaso o leva a adotar a identidade de um escritor morto, apenas para ser descoberto pela mulher do homem por quem se passa, também desesperada para escapar da Europa. O detalhe é que Petzold transportou a trama para os dias atuais, dando à sua adaptação uma aura subversiva de distopia contemporânea. Outra trama impactante ganha vida em “Ayka”, que rendeu o prêmio de Melhor Atriz para a cazaque Samal Yeslyamova no Festival de Cannes do ano passado. Ela já tinha trabalhado com o diretor Sergei Dvortsevoy dez anos antes em “Tulpan” (2008), também premiado em Cannes. Na nova obra, vive a mulher do título, desempregada e sem dinheiro, que é pressionada a dar seu bebê recém-nascido para pagar uma dívida com a máfia. É deprimente, mas poderoso, com 80% no Rotten Tomatoes. “Los Silencios”, da brasileira Beatriz Seigner (“Bollywood Dream — O Sonho Bollyoodiano”), também merece atenção. Falado em espanhol, o drama de realismo mágico se passa numa comunidade de refugiados na fronteira amazônica, entre o Peru, a Colômbia e o Brasil. Vencedor do prêmio de Melhor Direção no Festival de Brasília e um dos filmes mais elogiados do último Festival de Cannes (passou na Quinzena dos Realizadores), sua mistura de espiritualidade e crítica social impressionou os americanos com 71% no Rotten Tomatoes. A programação ainda inclui o lançamento tardio de “Suspiria”, cinco meses após a estreia nos Estados Unidos. Remake do filme homônimo de 1977 de Dario Argento, um dos maiores cults do cinema de horror italiano, a nova versão não empolgou tanto, com 66% no Rotten Tomatoes – apesar de dirigida por outro italiano celebrado, Luca Guadagnino (de “Me Chame pelo Seu Nome”). Faltou justamente terror. Mas sua fotografia (do tailandês Sayombhu Mukdeeprom), premiada no Spirit Awards, e trilha fantasmagórica (do inglês Thom Yorke, da banda Radiohead) conjuram sons e visões belíssimos. Os três títulos que completam a programação também são melhores que os três que dominam o circuito. Confira mais detalhes nos trailers e sinopses abaixo. De Pernas pro Ar 3 | Brasil | Comédia O sucesso da franquia Sex Delícia faz com que Alice (Ingrid Guimarães) rode o mundo, visitando os mais diversos países em uma correria interminável. Sem tempo para se dedicar à família, quem assume a casa é seu marido João (Bruno Garcia), que cuida dos filhos Paulinho (Eduardo Mello) e Clarinha (Duda Batista), de apenas seis anos. Cansada de tanta agitação, Alice decide se aposentar e entregar o comando dos negócios à sua mãe, Marion (Denise Weinberg). Porém, o surgimento de Leona (Samya Pascotto), uma jovem competidora, faz com que mude seus planos. Superação – O Milagre da Fé | EUA | Drama John Smith, um menino de 14 anos, passeava com a família em uma manhã de inverno no Lago St Louis, no Missouri, quando, acidentalmente, sofreu uma queda e se afogou. Chegando ao hospital, John foi considerado morto por mais de 60 minutos até que sua mãe, Joyce Smith, juntou todas as suas forças e pediu a Deus para que seu filho sobrevivesse. Sua prece poderosa foi responsável por um milagre inédito. After | EUA | Tessa Young (Josephine Langford) é uma jovem de 18 anos que acaba de ingressar na faculdade. De roupas recatadas e bastante ingênua, ela é apresentada ao mundo das festas através de sua colega de quarto, Steph (Khadijha Red Thunder), bem mais liberal. Logo conhece Hardin (Hero Fiennes Tiffin), um jovem rebelde que renega o amor, apesar de ter lido os principais romances sobre o tema. Aos poucos os dois se aproximam, iniciando uma ardente paixão. Suspíria – A Dança do Medo | EUA | Terror Susie Bannion (Dakota Johnson), uma jovem bailarina americana, vai para a prestigiada Markos Tanz Company, em Berlim. Ela chega assim que Patricia (Chloë Grace Moretz) desaparece misteriosamente. Tendo um progresso extraordinário, com a orientação de Madame Blanc (Tilda Swinton), Susie acaba fazendo amizade com outra dançarina, Sara (Mia Goth), que compartilha com ela todas suas suspeitas obscuras e ameaçadoras. Border | Suécia, Dinamarca | Fantasia Tina (Eva Melander) é uma policial que trabalha no aeroporto fiscalizando bagagens e passageiros. Depois de ser atingida por um raio na infância, ela desenvolveu uma espécie de sexto sentido, fazendo com que seja capaz de “ler as pessoas” apenas pelo o olhar. Isso sempre representou uma vantagem na sua profissão, mas tudo muda quando ela identifica um criminoso em potencial e não consegue achar provas para justificar sua intuição. Após o episódio, ela passa a questionar seu dom, ao mesmo tempo em que fica obcecada em descobrir qual o verdadeiro segredo de Vore (Eero Milonoff), seu único suspeito não legitimado. Em Trânsito | Alemanha, França | Drama Quando Georg (Franz Rogowski) tenta fugir da França após a invasão nazista, ele rouba os manuscritos de um autor falecido e assume sua identidade. Preso em Marseille, acaba conhecendo Marie (Paula Beer), que está desesperada para encontrar seu marido desaparecido – o mesmo que ele está fingindo ser. Para complicar ainda mais, ele começa a se apaixonar por ela. Ayka | Rússia, Cazaquistão | Drama Ayka (Samal Yeslyamova) é uma jovem de origem cazaque, que vive ilegalmente em Moscou. Ela dá à luz num hospital local, mas abandona o seu filho por medo de ser descoberta e deportada. Logo depois, ela enfrenta as complicações pós-parto, a fome, a solidão, a falta de emprego e a perseguição da máfia local, a quem deve dinheiro. Um dia, os mafiosos exigem que Ayka volte ao hospital, recupere o bebê e entregue a eles. Los Silencios | Colômbia, Brasil, França | Drama Amparo (Marleyda Soto) é mãe de dois filhos pequenos e está fugindo dos conflitos armados da Colômbia. Na tríplice fronteira do país com o Peru e o Brasil, ela e os meninos se abrigam em uma pequena ilha com casas de palafita no Rio Amazonas. No local, eles encontram o pai (Enrique Diaz), que supostamente estava morto. Meditation Park | Canadá | Drama Maria (Pei-Pei Cheng) e Bing (Tzi Ma) são um casal que imigraram de Hong Kong para o Canadá 40 anos atrás. Uma mãe, esposa e dona de casa dedicada sua vida toda, Maria se vê obrigada a procurar por independência quando sua realidade é balançada por encontrar roupas íntimas de outra mulher no bolso de seu marido. Primeiro Ano | França | Drama Benjamin (William Lebghil) acaba de se formar no ensino médio e está começando seu primeiro ano da faculdade de medicina. Já Antoine (Vincent Lacoste) está começando o primeiro ano pela terceira vez. Quando os dois se conhecem, uma amizade logo se forma e os dois se unem para enfrentar noites mal dormidas, um ambiente extremamente competitivo e a pressão das expectativas para seu futuro. Horácio | Brasil | Comédia Durante um único dia, diversas figuras marginalizadas se cruzam pela cidade de São Paulo: um jogador sem talento, uma prostituta sem sorte, um capanga encontrando seu amor, um chefe autoritário, a filha dele, um agiota… Entre essas pessoas, um contrabandista de 80 anos de idade (Zé Celso) entra em desespero ao descobrir que o capanga por quem está apaixonado não o ama.

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    Ministro “traduz” Bolsonaro: teto da Lei Rouanet será só para musicais

    9 de abril de 2019 /

    O ministro da Cidadania, Osmar Terra, juntou-se ao time de “tradutores” que costumam se manifestar após as entrevistas do Presidente Jair Bolsonaro. Assim como em outras oportunidades, foi necessário explicar o que o presidente quis dizer quando disse textualmente que pretendia “travar” a Lei Rouanet com um teto de US$ 1 milhão “sem exceções”. Após a tradução, descobre-se que o teto de US$ 1 milhão seria a exceção. Terra falou do assunto com a imprensa durante a Marcha dos Prefeitos, realizada em Brasília nesta terça (9/4). Segundo o Ministro, a quem a Secretaria de Cultura é subordinada, apenas os espetáculos musicais serão alvo dessa mudança. “O presidente está focando na questão dos espetáculos musicais, que estavam com um valor exagerado. Um artista poder recolher R$ 60 milhões não tem sentido. Então, isso foi recuado para ficar em R$ 1 milhão. Nós estamos discutindo agora, por exemplo, a reconstrução do patrimônio histórico, museus, quanto vai ter de recursos para isso. Outra coisa são as orquestras sinfônicas. Tem uma série de incentivos que a lei dá que talvez requeiram um valor maior. Mas isso é uma coisa que nós estamos estudando. Por enquanto, o que o presidente falou foi a questão dos espetáculos musicais, um artista só recolhendo uma quantidade muito grande de recursos”, disse o Ministro, que ainda esclareceu que o teto de R$ 1 milhão será por projeto e não por proponente. Ele também afirmou que as mudanças podem ser formalizadas já na próxima semana. A Lei Rouanet foi alvo de críticas de Bolsonaro durante toda a campanha presidencial, vista como fonte de corrupção e “marxismo cultural”. Mas não são apenas os musicais – como “O Fantasma da Ópera”, autorizado a captar R$ 28,6 milhões – que consomem quantias superiores a US$ 1 milhão por projeto. Grandes mostras de arte, como a Bienal de São Paulo, costumam ter orçamento sempre acima dos R$ 20 milhões, além de festivais de cinema, museus, centros culturais e algumas orquestras que dependem da lei de incentivo para bancar suas operações anuais. O Ministro parece estar ciente de que “tem uma série de incentivos que a lei dá que talvez requeiram um valor maior”. Ao contrário de Bolsonaro, que foi contundente em sua versão “sem tradução”. Em entrevista realizada no Palácio do Planalto para o programa “Os Pingos nos Is”, da rádio Jovem Pan, o presidente garantiu que não faria exceções. “O teto hoje em dia, acredite, é R$ 60 milhões, R$ 60 milhões. De acordo com o teu tráfico de influência no passado, você conseguia R$ 10 milhões, R$ 15 milhões, R$ 20 milhões, até mais. Nós estamos passando para R$ 1 milhão, então tem gente do setor artístico que está revoltada e quer algumas exceções”, ele disse. “Eu acho que não tem que ter exceção nenhuma, porque, com todo o respeito, você com R$ 1 milhão, para você divulgar e ter um espaço junto ao povo brasileiro para a sua obra, é mais do que o suficiente”, concluiu. Veja a íntegra da entrevista abaixo. Logo no início de seu mandato, Bolsonaro também anunciou que ia aumentar o IOF e que faria uma redução da alíquota do Imposto de Renda para a pessoa física. Imediatamente, o ministro Onyx Lorenzoni deu uma entrevista coletiva para desmentir o chefe – ou, de forma mais elegante, inaugurar o costume de “traduzir” as declarações de Bolsonaro. Não era nada daquilo. O mesmo aconteceu em relação ao compartilhamento de um vídeo obsceno no Twitter oficial do presidente, quando Bolsonaro afirmou que “é isto que tem virado muitos blocos de rua no carnaval brasileiro”. A Secretaria de Comunicação do Planalto correu para traduzir, afirmando que não era uma crítica ampla e sim específica “à distorção clara do espírito momesco, que simboliza a descontração, a ironia, a crítica saudável e a criatividade da nossa maior e mais democrática festa popular”. Também a mudança da Embaixada Brasileira em Israel foi traduzida com um escritório comercial em Jerusalém. E, desta vez, sem palavras.

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    Bolsonaro diz que vai “travar” Lei Rouanet com teto de US$ 1 milhão para incentivo cultural

    9 de abril de 2019 /

    O presidente Jair Bolsonaro afirmou que vai “travar” a Lei Rouanet, mudando o teto de captação por renúncia fiscal para R$ 1 milhão. Em entrevista realizada no Palácio do Planalto para o programa “Os Pingos nos Is”, da rádio Jovem Pan, Bolsonaro garantiu que não fará exceções. “O teto hoje em dia, acredite, é R$ 60 milhões, R$ 60 milhões. De acordo com o teu tráfico de influência no passado, você conseguia R$ 10 milhões, R$ 15 milhões, R$ 20 milhões, até mais. Nós estamos passando para R$ 1 milhão, então tem gente do setor artístico que está revoltada e quer algumas exceções”, ele disse. “Eu acho que não tem que ter exceção nenhuma, porque, com todo o respeito, você com R$ 1 milhão, para você divulgar e ter um espaço junto ao povo brasileiro para a sua obra, é mais do que o suficiente”, concluiu. Veja a íntegra da entrevista abaixo. A Lei Rouanet foi alvo de críticas de Bolsonaro durante toda a campanha presidencial, vista como fonte de corrupção e “marxismo cultural”. O estabelecimento de um teto de US$ 1 milhão atingiria principalmente os musicais, como “O Fantasma da Ópera”, autorizado a captar R$ 28,6 milhões, grandes mostras de arte, como a Bienal de São Paulo, com orçamento sempre acima dos R$ 20 milhões, além de festivais de cinema, museus, centros culturais e algumas orquestras que dependem da lei de incentivo para bancar suas operações anuais. A produção de filmes e séries ainda conta com o apoio da Lei do Audiovisual, mas, paralelamente, o TCU (Tribunal de Contas da União) determinou que a Ancine, a agência que administra essa verba, suspendesse todo o repasse de recursos públicos para o setor audiovisual. A decisão foi proferida em 27 de março e desde então o setor está paralisado. Além disso, sob o governo de Bolsonaro, as estatais que apoiavam festivais, salas de exibição e produções cortaram seus patrocínios. De modo que nenhum evento cinematográfico relevante, do Festival É Tudo Verdade à Mostra de São Paulo, tem sua continuidade garantida no Brasil.

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    Warner já começou a desenvolver continuação de Shazam!

    8 de abril de 2019 /

    A Warner se empolgou com o desempenho de “Shazam!” em seu primeiro fim de semana de bilheteria e já deu sinal verde para a produção da continuação. Como primeiro passo, o estúdio encomendou um novo roteiro a Henry Gayden, um dos responsáveis pelo script de “Shazam!”. Paralelamente, o diretor David F. Sandberg abriu negociações para retornar na sequência, que ainda não tem data de estreia definida. “Shazam!” estreou em 1º lugar em vários países no fim de semana. No Brasil, levou cerca de 1 milhão de pessoas aos cinemas. E faturou mais de US$ 53 milhões na América do Norte. Em quatro dias, a produção estrelada por Zachary Levi soma US$ 158,7 milhões de arrecadação mundial. A continuação de “Shazam!” é a terceira sequência consecutiva de adaptações da DC Comics encomendada pela Warner, comprovando a reviravolta dos filmes de super-heróis da editora, após os sucessos de “Mulher-Maravilha” e “Aquaman”.

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