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  • Filme

    Documentário “5 Casas” vence festival Cine Ceará

    3 de dezembro de 2021 /

    A 31ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema premiou na noite desta sexta-feira (3/12) o documentário “5 Casas”, de Bruno Gularte Barreto, com o Troféu Mucuripe de Melhor Filme. Com cinco personagens principais muito diferentes uns dos outros, o filme é uma viagem pela memória da infância do diretor em Dom Pedrito, interior do Rio Grande do Sul, lembrando da professora ao amigo gay, em meio a perdas sentidas. O trabalho, que já tinha chamado atenção no circuito internacional, também recebeu os prêmios de Melhor Roteiro (Bruno Gularte Barreto e Vicente Moreno) e Som (Emil Klotzsh). O prêmio de Melhor Direção foi para Alicia Cano Menoni por “Bosco”, filme que também conquistou três troféus – incluindo Montagem (Guillermo Madeiro) eTrilha Sonora Original (Giorgio Ferrero e Rodolfo Mong). Já os vencedores das categorias de interpretação foram dois atores do mesmo longa: Clebia Sousa e Vanderlei Bernardino de “Fortaleza Hotel”, novo filme de Armando Praça – que em 2019 venceu o Cine Ceará com “Greta”. Para completar, “A Praia do Fim do Mundo” rendeu ao cineasta Petrus Cariry o troféu de Melhor Fotografia, além de levar o Prêmio da Crítica e de Direção de Arte (Sergio Silveira). Em 2011, o diretor foi o grande vencedor do festival pelo longa-metragem “Mãe e Filha”. A cerimônia de premiação aconteceu no Cineteatro São Luiz e prestou homenagem ao governador do Ceará, Camilo Santana (PT), que recebeu o troféu Eusélio Oliveira como reconhecimento por seu trabalho em prol da Cultura no Estado, em especial no setor audiovisual cearense, em meio à pandemia de covid-19. Após a premiação ainda houve uma sessão especial de “O Marinheiro das Montanhas”, documentário de Karim Aïnouz que teve première mundial no último Festival de Cannes e ainda é inédito em circuito comercial no Brasil. Confira abaixo a lista completa dos premiados.   MOSTRA COMPETITIVA IBERO-AMERICANA DE LONGA-METRAGEM Melhor Longa-metragem “5 Casas”, de Bruno Gularte Barreto Melhor Direção Alicia Cano Menoni, por “Bosco” Melhor Atuação Feminina Clebia Sousa, por “Fortaleza Hotel” Melhor Atuação Masculina Vanderlei Bernardino, por “Fortaleza Hotel” Melhor Roteiro Bruno Gularte Barreto e Vicente Moreno, por “5 Casas” Melhor Fotografia Petrus Cariry, por “A Praia no Fim do Mundo” Melhor Montagem Guillermo Madeiro, por “Bosco” Melhor Trilha Sonora Original Giorgio Ferrero e Rodolfo Mong, por “Bosco” Melhor Som Emil Klotzsh, por “5 Casas” Melhor Direção de Arte Sergio Silveira, por “A Praia do Fim do Mundo” Prêmio da Crítica – Abraccine “A Praia do Fim do Mundo”, de Petrus Cariry   MOSTRA COMPETITIVA BRASILEIRA DE CURTA-METRAGEM Melhor Curta-metragem “Chão de Fábrica”, de Nina Kopko Melhor Direção Pedro Gonçalves, por “O Resto” Melhor Roteiro Carlos Segundo, por “Sideral” Prêmio da Crítica – Abraccine “O Durião Proibido”, de Txai Ferraz Prêmio Canal Brasil de Curtas “Chão de Fábrica”, de Nina Kopko Troféu Samburá Melhor Curta “Sideral”, de Carlos Segundo Troféu Samburá Melhor Direção Júlia Fávero e Victoria Negreiros, por “Como Respirar Fora d’Água”   MOSTRA OLHAR DO CEARÁ Melhor Longa-metragem “Minas Urbanas”, de Natália Gondim Melhor Curta-metragem “Sebastiana”, de Cláudio Martins Prêmio Unifor de Audiovisual “Sebastiana”, de Cláudio Martins   PRÊMIO ÁGUA E RESISTÊNCIA Júri Olhar Universitário “Jeanstopia”, de Gabriel Viggo E Murilo Da Paz   MOSTRA PONTES CRIATIVAS Melhores Curtas-metragens “Eu Sou as Cores, Você É a Praça”, de Paulo Ribeiro e Anio Tales Carin “Eu Não Sou Daqui”, de Leandro Olímpio

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  • Filme

    Exibido em Cannes, novo filme de Karim Aïnouz vai encerrar Cine Ceará

    7 de outubro de 2021 /

    “O Marinheiro das Montanhas”, documentário de Karim Aïnouz exibido no Festival de Cannes, terá sua première nacional no 31º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, que acontece em Fortaleza, cidade natal do cineasta, entre 27 de novembro e 3 de dezembro. A obra de Aïnouz será o filme de encerramento do festival, que este ano acontecerá em formato híbrido, com exibições presenciais no Cineteatro São Luiz e no Cinema do Dragão, no Canal Brasil, na Globoplay e no YouTube. O longa é todo narrado pelo diretor, que lê uma carta para a sua mãe, já falecida. Ela se transforma em uma companheira imaginária de uma viagem, em que Aïnouz busca as raízes de sua família na Argélia, numa jornada que começa pela travessia de barco pelo Mar Mediterrâneo e leva até as Montanhas Altas no norte do país – por isso, o título – , em busca do povoado em que seu pai nasceu. Veja um trecho do filme abaixo.

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  • Filme

    Lázaro Ramos e Gloria Pires serão homenageados no Cine Ceará

    1 de dezembro de 2020 /

    Os atores Lázaro Ramos e Gloria Pires vão receber homenagens pelas realizações de suas carreiras no 30º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, que será realizado de 5 a 11 de dezembro, com evento presencial em Fortaleza (CE) e em formato online no Canal Brasil. Eles já receberam o Troféu Eusélio Oliveira em casa e enviaram vídeos de agradecimento, que serão transmitidos, durante as solenidades do evento, na tela do Cineteatro São Luiz. Lázaro Ramos também terá seu filme mais recente, “Silêncio da Chuva”, exibido na sessão de encerramento do evento. No longa, o ator dá vida ao delegado Espinosa, personagem de uma série de romances policiais de Luiz Alfredo Garcia-Roza. Publicado em 1996, “O Silêncio da Chuva” foi o primeiro livro do personagem. “Em um ano tão difícil para o nosso cinema, receber essa homenagem e ter o filme exibido pela primeira vez no nosso país nesse festival é um estímulo pra gente seguir. Receber o troféu do Cine Ceará, que há 30 anos representa cada vez mais um importante ponto de encontro para o nosso cinema me dá muita satisfação”, disse Lázaro Ramos, em material enviado ao Cine Ceará. “‘Silêncio da Chuva’ é um filme feito em cima de um clássico literário dirigido pelo grande Daniel Filho, eu tô doido pra que as pessoas vejam. Vai ser um momento de emoção e de reafirmar o compromisso de nós que fazemos cinema de levar o nosso melhor para as pessoas”, completou o ator, que também vai virar cineasta. Em 2021, ele estreará como diretor de longas-metragens com o lançamento de “Medida Provisória” (outra parceria com o veterano Daniel Filho, que assina a produção do filme). Curiosamente, Gloria Pires também conduzirá uma investigação policial em seu próximo filme. Ela poderá ser vista em 2021 como protagonista de “A Suspeita”, estreia no cinema do diretor Pedro Peregrino (da novela “Órfãos da Terra”), no papel de uma investigadora que começa a manifestar sintomas de Alzheimer. O 30º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema é uma realização do Ministério do Turismo, através da Secretaria Especial da Cultura, da Associação Cultural Cine Ceará e da Bucanero Filmes. Tem o apoio institucional do Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura, e da Universidade Federal do Ceará, via Casa Amarela Eusélio Oliveira. Maiores informações sobre o evento podem ser conferidas no site oficial: www.cineceara.com.

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  • Filme

    Festival Cine Ceará premia filme de diretor catalão

    13 de agosto de 2018 /

    O filme “Petra” foi o grande vencedor do 28º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema. Coprodução da Espanha, França e Dinamarca, o longa do diretor catalão Jaime Rosales conquistou o Troféu Mucuripe nas categorias de Melhor Longa-metragem, Direção, Roteiro e Ator (Joan Botey). O filme, que conta a história de uma jovem em busca da identidade do pai biológico, foi vencedor também do Prêmio da Crítica. As conquistas representam as primeiras vitórias da produção europeia num festival internacional, após ser exibido em maio na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes. A estreia comercial está marcada apenas para outubro na Espanha. Entre os brasileiros, quem se saiu melhor foi o longa cearense “O Barco”, de Petrus Cariry, com quatro prêmios: Melhor Fotografia, Trilha Sonora Original, Som e o prêmio Olhar Universitário. Outros destaques da premiação incluem o chileno “Cabras de Merda”, de Gonzalo Justiniano, vencedor nas categorias de Melhor Direção de Arte e Atriz (Natalia Aragonese), e “Diamantino”, uma coprodução de Portugal, França e Brasil, dirigida pela dupla Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, vencedor na categoria de Melhor Montagem. Ou seja, metade dos oitos filmes exibidos foram premiados. E isto que há 12 categorias de premiação, um exagero desproporcional em relação à disputa, quase como se a intenção fosse premiar todo mundo. Essa facilidade, claro, diminui muito a importância de se vencer um troféu no evento. O júri da Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem foi composto por Belisario Franca (Brasil), Stephen Bocskay (Estados Unidos), Belisa Figueiró (Brasil), Gustavo Salmerón (Espanha) e Emilio Bustamante (Peru). Na mostra Competitiva Brasileira de Curta-metragem o filme “Nova Iorque”, do pernambucano Leo Tabosa, teve vitória dupla, eleito pelo júri oficial da mostra e também pela votação da crítica. Veja a lista dos vencedores: MOSTRA COMPETITIVA IBERO-AMERICANA DE LONGA-METRAGEM Prêmio da “Petra”, de Jaime Rosales Olhar Universitário: “O Barco”, de Petrus Cariry Melhor Ator: Joan Botey, por “Petra” Melhor Atriz: Natalia Aragonese, por “Cabras de Merda” Melhor Direção de Arte: Carlos Garrido, por “Cabras de Merda” Melhor Trilha sonora original: João Victor Barroso, por “O Barco” Melhor Som: Yures Viana, Erico Paiva e Petrus Cariry, por “O Barco” Melhor Montagem: Raphaelle Martin-Holger, por “Diamantino” Melhor Fotografia: Petrus Cariry, por “O Barco” Melhor Roteiro: Jaime Rosales, Michel Gaztambide, Clara Roquet, por “Petra” Melhor Direção: Jaime Rosales, por “Petra” Melhor Longa-metragem: “Petra” MOSTRA COMPETITIVA BRASILEIRA DE CURTA-METRAGEM Troféu Samburá – Melhor diretor de curta-metragem: Gulherme Gehr, por “Plantae” Troféu Samburá – Melhor Curta-metragem: “O Vestido de Myriam”, de Lucas Rossi Olhar Universitário: “O Vestido de Myriam”, de Lucas Rossi Prêmio da “Nova Iorque”, de Leo Tabosa Melhor Produção Cearense: “A Canção de Alice”, de Barbara Cariry Melhor Roteiro: Sabrina Garcia, por “Só Por Hoje” Melhor Direção: Lucas Rossi, por “O vestido de Myriam” Melhor Curta-metragem: “Nova Iorque”, de Leo Tabosa

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  • Etc

    Filme argentino Ninguém Está Olhando vence o festival Cine Ceará

    12 de agosto de 2017 /

    O filme argentino “Ninguém Está Olhando” foi o grande vencedor do 27° Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema. É a segunda vez que a diretora Julia Solomonoff vence o festival. Ela já tinha conquistado o prêmio de Melhor Filme com “O Último Verão de La Boyita” em 2009. Além do troféu de Melhor Filme, “Ninguém Está Olhando” também rendeu a Guillermo Pfening o troféu de Melhor Ator, ironicamente por interpretar um ator. Na trama, ele é um astro latino que resolve tentar carreira nos Estados Unidos e não consegue deslanchar – muito loiro para viver latino, com sotaque para interpretar americano – , espelhando trajetórias que costumam se repetir. A produção também recebeu o prêmio de Melhor Montagem e o Prêmio da Crítica, em cerimônia realizada na noite desta sexta-feira, no cinema São Luiz, em Fortaleza. Curiosamente, os outros dois filmes que se destacaram na premiação são produções passadas em Cuba, que revelam um país bem diferente dos cartões postais castristas. O prêmio de Melhor Direção ficou com o cubano Fernando Pérez, por “Últimos Dias em Havana”, também premiado por sua Fotografia, que retrata a condição miserável de vida de dois amigos, um morrendo de Aids, outro de vontade de ir para os Estados Unidos. Se a sexualidade parece enrustida nesta produção, em “Santa e Andrés”, de Carlos Lechuga, premiado com o troféu de Melhor Roteiro, é o ponto de partida para explicar porque um escritor talentoso se torna mal-visto pelos “revolucionários” e acaba exilado num local ermo, com uma mulher rústica (Lola Amores, Melhor Atriz) como carcereira de sua liberdade. Confira abaixo os demais premiados. Vencedores do Cine Ceará 2017 Mostra Competitiva Ibero-americana Melhor Filme “Ninguém Está Olhando”, de Julia Solomonoff Melhor Direção Fernando Pérez (“Últimos Dias em Havana”) Melhor Ator Guillermo Pfening (“Ninguém Está Olhando”) Melhor Atriz Lola Amores (“Santa e Andrés”) Melhor Roteiro Carlos Lechuga (“Santa e Andrés”) Melhor Fotografia Raúl Pérez Ureta (“Últimos Dias em Havana”) Melhor Montagem Andrés Tamborino, Karen Sztanjberg e Pablo Barbieri (“Ninguém Está Olhando”) Melhor Som Isaac Moreno (“Uma Mulher Fantástica”) Melhor Trilha Sonora Matthew Herbert (“Uma Mulher Fantástica”) Melhor Direção de Arte Tulé Peake (“Malasartes e o Duelo com a Morte”) Prêmio da Crítica (Abraccine) Ninguém Está Olhando, de Julia Solomonoff Mostra Competitiva Brasileira de Curtas Melhor Curta “Festejo Muito Pessoal”, de Carlos Adriano Melhor Direção Estevão Meneguzzo e André Félix (“Valentina”) Melhor Roteiro Felipe Camilo (“Memórias do Subsolo ou o Homem que Cavou até Encontrar uma Redoma”) Melhor Produção Cearense “Caleidoscópio”, de Natal Portela Prêmio da Crítica (Abraccine) “Filó, a Fadinha Lésbica”, de Sávio Leite Mostra Olhar do Ceará Melhor Curta “A Lenda Cotidiana”, de Bárbara Moura e S. de Sousa Prêmio Olhar Universitário Melhor Longa “Últimos Dias em Havana”, de Fernando Pérez Melhor Curta “Simbiose”, de Júlia Morim

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  • Filme

    Festival Cine Ceará exibe filmes inéditos em competição

    5 de agosto de 2017 /

    O 27º Cine Ceará — Festival Ibero-americano de Cinema, que começou no sábado (5/8), em Fortaleza, e vai até o dia 11, reúne sete longas-metragens inéditos em competição, entre eles dois brasileiros que fazem a sua première mundial: “Malasartes e o Duelo com a Morte”, de Paulo Morelli, tido como a produção nacional com o maior número de efeitos especiais da História, e “Pedro sob a Cama”, de Paulo Pons. Os outros cinco longas já foram premiados em festivais internacionais, mas farão a sua primeira exibição no Brasil: o argentino “Ninguém Está Olhando”, de Julia Solomonoff, o dominicano “O Homem que Cuida”, de Alejandro Andújar, os cubanos “Santa e Andrés”, de Carlos Lechuga, e “Últimos Dias em Havana”, de Fernando Pérez, e o chileno e “Uma Mulher Fantástica”, de Sebastián Lelio. O Chile, por sinal, tem uma retrospectiva como país homenageado desta edição, contando com uma mostra paralela em cartaz na cidade desde o começo do mês, como espécie de aquecimento para o festival. O destaque é mesmo o elogiadíssimo “Uma Mulher Fantástica”, vencedor do Urso de Prata de Melhor Roteiro e do Prêmio Teddy no Festival de Berlim, na Alemanha. A competição ainda conta com 14 curtas-metragens vão disputar o troféu Mucuripe, entre eles “Vênus — Filó, a Fadinha Lésbica”, de Sávio Leite, exibido na mostra Panorama do Festival de Berlim, “Mehr Licht!”, de Mariana Kaufman, e “Valentina”, de Estevão Meneguzzo, exibidos no Festival de Edimburgo, na Escócia.

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  • Filme

    Clarisse Ou Alguma Coisa Sobre Nós Dois é uma beleza de cinema

    12 de fevereiro de 2017 /

    Terceiro longa-metragem de Petrus Cariry, “Clarisse Ou Alguma Coisa Sobre Nós Dois” (2015) finaliza a chamada “Trilogia da morte”, iniciada com “O Grão” (2007) e “Mãe e Filha” (2011). O rigor formal apresentado nos trabalhos anteriores, bem como o cuidado com a beleza das imagens, que desde o primeiro filme têm sido comparadas a pinturas clássicas, se manifesta ainda mais forte neste novo trabalho, que conta a história de uma jovem mulher que vai passar uns dias na casa do pai doente. Não é um filme fácil. É propositalmente lento e com um tipo de dramaturgia que se distancia do naturalismo, por mais que a estranheza nas interpretações não nos impeça de admirar a excelente performance de Sabrina Greve, premiada na edição do Cine Ceará do ano passado. A atriz já havia aparecido em outro filme ainda mais ligado ao gênero horror, “O Duplo”, marcante curta-metragem de Juliana Rojas. Mas embora possa ser definido como terror, “Clarisse” frustrará quem esperar um filme típico do gênero, assim como pode desagradar quem não o aprecia. Por isso mesmo deve ser apreciado como ele é e não como deveria ter sido, conforme o gosto pessoal de cada espectador. Mas, uma vez que o espectador resolva se abrir a esse tipo de cinema mais hermético e cheio de signos a decifrar, a experiência é bastante recompensadora. Até porque a beleza das imagens (a direção de fotografia também é de Petrus) e dos movimentos de câmera são de encher os olhos. Inclusive, é possível perceber isso a partir do pouco que é mostrado no trailer. A enigmática história, que se passa bem longe de um lugar típico de filmes cearenses, também é contada com o auxílio de sons e ruídos, que são incorporados à obra de maneira orgânica. Aliás, o cuidado com o som é outro aspecto admirável de “Clarisse”, um filme que sangra e que parece um sonho. Diante da dificuldade de penetração de um filme como esse em um mercado cada vez menos tolerante a experimentações e invenções, deve-se comemorar a oportunidade de ver nos cinemas uma obra como esta, que, ao contrário dos besteiróis televisivos, merece para ser vista na tela grande.

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