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  • Música

    Cantora Gal Costa morre aos 77 anos

    9 de novembro de 2022 /

    A cantora Gal Costa, um dos principais nomes da música brasileira, morreu nesta quarta (9/11), em São Paulo, aos 77 anos. A causa da morte ainda é desconhecida, mas ela estava reclusa após passar por uma cirurgia de retirada de um nódulo na fossa nasal direita em setembro. Desde então, ela cancelou vários shows, inclusive sua participação no festival Primavera Sound, que aconteceu em São Paulo no último final de semana. Dona de uma carreira que se estendeu por 57 anos, Gal Costa lançou clássicos da MPB como “Baby”, “Meu Nome É Gal”, “Chuva de Prata”, “Meu Bem, Meu Mal”, “Pérola Negra”, “Barato Total” e muitos muitos outros. Maria da Graça Costa Penna Burgos nasceu em 26 de setembro de 1945 em Salvador. Desde pequena, foi incentivada pela mãe a seguir a carreira na música. A mãe precisou criá-la sozinha, visto que seu pai morreu quando ela ainda era adolescente. Durante a juventude, Gal Costa trabalhou como balconista de uma loja de discos em Salvador, onde teve o seu primeiro contato com a música brasileira. Ela contava que foi nessa loja que descobriu a música de João Gilberto. Nessa época, Gal Costa costumava cantar e tocar violão em festas. No início dos anos 1960, foi apresentada a Caetano Veloso, com quem criou um forte vínculo pessoal e artístico. Sua estreia na música profissional foi justamente ao lado de Caetano Veloso, quando, em 1967, eles lançaram o álbum compartilhado “Domingo”. Em seguida, ela se aproximou de Maria Bethânia e Gilberto Gil, e os quatro formaram o grupo Doces Bárbaros. Ao longo dos anos 1960 e 1970, Gal Costa apresentou uma mistura de estilos musicais e fez parcerias com músicos como Jorge Ben Jor em “Que Pena (Ela já não gosta mais de mim)” e novamente com Caetano Veloso em “Cinema Olympia”. Ela também foi apresentada à Jovem Guarda e à Tropicália com a canção “Meu Nome é Gal”, composta por Roberto Carlos e Erasmo Carlos. No início da década de 1970, Gal foi responsável por um dos espetáculos de maior repercussão da história da MPB, o “Fa-Tal”, dirigido pelo poeta Waly Salomão, que também virou um álbum ao vivo cultuado. Em 1971, ela ajudou a revelar o compositor Luiz Melodia com “Pérola Negra”, mesmo ano em que lançou a famosa canção “Vapor Barato”, feita em parceria com Jards Macalé e Waly Salomão. Sua carreira se expandiu nessa época para a TV, auxiliada por sucessos como “Modinha para Gabriela”, tocada na abertura da novela da Globo “Gabriela”, inspirada na obra de Jorge Amado. Uma curiosidade é que, além de cantar a música de abertura, Gal quase estrelou a novela. “O Daniel Filho me convidou, na época, para fazer o papel da Gabriela”, contou ela, numa entrevista publicada no livro “Teletema”, de Guilherme Bryan e Vincent Villari. “Não aceitei por medo, porque achava que não era atriz. Aí me chamaram para cantar. E acabei me tornando a voz dos personagens do Jorge Amado”, lembrou ela. “Em todas as trilhas que fizeram a partir de então para novelas ou filmes sobre os personagens de Jorge Amado, eu estive. A novela era maravilhosa e a música de abertura também”, completou. Seu álbum “Água Viva”, de 1978, era composto por hits como “Folhetim”, de Chico Buarque, e “Paula e Bebeto”, de Milton Nascimento e Caetano. Na década de 1980, ela se divertiu ao “chocar a sociedade” posando nua para a revista Status, quando estava prestes a completar 40 anos. Outras parcerias de sucesso foram com Chico Buarque, em “A História de Lily Braun” e “Futuros Amantes”, com Djavan em “Azul” e “Nuvem Negra”, com Moraes Moreira em “Festa do Interior”, e com Cazuza em “Brasil”, que foi usada na abertura da novela “Vale Tudo” em 1988. As “polêmicas” continuaram com os seus shows da turnê de “O Sorriso do Gato de Alice”, de 1994 – baseado no disco homônimo produzido pelo americano Arto Lindsay. Durante a música “Brasil”, abria a blusa e cantava com os seios à mostra, o que sempre chocava os fãs mais conservadores e moralistas. Ela ganhou os prêmios Sharp e APCA do ano com esse trabalho. Mais recentemente, Gal Costa lançou o álbum “Recanto” (2012), fez uma homenagem a Lupicínio Rodrigues, que ela considerava uma das suas grandes influências, lançou “Estratosférica” (2016) e chegou até a fazer parceria com Marília Mendonça, em “Cuidando de Longe” (2018). Ao todo, ela lançou mais de 40 álbuns ao longo da sua carreira, incluindo discos de estúdio e ao vivo. Além da sua carreira nos palcos, Gal Costa também fez algumas aparições na TV e no cinema, aparecendo, por exemplo, na novela “Dancin’ Days” (1979) para cantar a música “Folhetim”, de Chico Buarque. Porém, seu maior papel como atriz foi no filme “O Mandarim” (1995), dirigido por Júlio Bressane, que contava a história da música popular brasileira no século 20. Gal Costa interpretou Carmen Miranda no filme. Suas canções também fizeram parte da trilha sonora da novela “Água Viva” (1980), da minissérie “Anos Rebeldes” (1992), das novelas “Velho Chico” (2016) e “Os Dias Eram Assim” (2017), e do filme “Bacurau” (2019). Discreta em sua vida pessoal, Gal nunca foi casada, mas manteve relacionamentos estáveis, entre outros com o violonista Marco Pereira, a cantora Marina Lima e a atriz Lúcia Veríssimo. A notícia da sua morte foi recebida com tristeza por diversos artistas, celebridades e até o presidente eleito Lula, que manifestaram sua admiração pela cantora nas redes sociais. Confira abaixo algumas dessas manifestações. Nossa irmãzinha se foi… Gal, a quem chamava de Gaúcha. Fica a saudade pra mim, pra todos que eram próximos e pra tanta gente na extensão deste Brasil que se encantava com seu canto. Agora o canto dela fica conosco pro resto das nossas vidas, pra o tempo todo da nossa história. pic.twitter.com/TVigEg3shB — Gilberto Gil (@gilbertogil) November 9, 2022 Perdemos hoje uma das maiores vozes da música popular brasileira. Uma parte imensurável da nossa cultura que nunca será esquecida. Gal Costa eterna. 🖤 — Juliette (@juliette) November 9, 2022 Gal Costa foi das maiores cantoras do mundo, das nossas principais artistas a levar o nome e os sons do Brasil para todo o planeta. Seu talento, técnica e ousadia enriqueceu e renovou nossa cultura, embalou e marcou a vida de milhões de brasileiros. 📸 @ricardostuckert pic.twitter.com/4jU2SBcHuq — Lula (@LulaOficial) November 9, 2022 Gal Costa, gênia magistral perfeita da música brasileira. Sentiremos pra sempre sua falta, mas na arte você se fez imortal. 🖤pic.twitter.com/6Kk2mUHwAp — Felipe Neto 🦉 (@felipeneto) November 9, 2022 Eu te amo e vou te amar pra sempre, @GalCosta. As saudades serão eternas. pic.twitter.com/2cKPPmyp2Y — Milton Bituca Nascimento (@MiltonBituca) November 9, 2022 Gal costa foi um presente q a existência nos deu. Tô arrasado, mas em algum lugar no meio d toda tristeza, também sinto um calorzinho no peito d gratidão. Q alegria poder ter tido a oportunidade de ouvi-la, vê-la e ter trabalhado com ela. Eterna mestra, mais eterna ainda agora😭 — emicida (@emicida) November 9, 2022

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  • Música

    Musical da HBO Max junta Elza, Caetano, Ludmilla, Chico, Racionais e muitos mais

    3 de março de 2022 /

    A HBO Max divulgou o trailer de “2022”, um programa musical que reúne grandes nomes da música brasileira com o objetivo de celebrar o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922. Com concepção de Monique Gardenberg, o especial terá três partes: duas com apresentações de 22 canções e a terceira dedicada aos bastidores da produção. As músicas vão do samba ao rock, num repertório repleto de hits e clássicos, interpretados por mais de 50 artistas, incluindo Caetano Veloso, Chico Buarque, Gal Costa, João Bosco, Ludmilla, Racionais, Paralamas do Sucesso, Alcione, Zeca Pagodinho, Carlinhos Brown, Martinho da Vila e até a recém-falecida Elza Soares, entre muitos outros. A estreia está marcada para 11 de março.

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  • Filme,  Música

    Música famosa de Chico Buarque vai virar filme

    9 de janeiro de 2022 /

    A canção “Geni e o Zepelim”, que integra o musical “Ópera do Malandro”, de 1978, vai virar filme. A música de Chico Buarque, que marcou época com o refrão “joga pedra na Geni”, teve os direitos comprados pela Migdal Filmes, mesma produtora de “Minha Mãe é uma Peça”. A direção do longa será de Anna Muylaert (“Que Horas Ela Volta?”), que não lançava um filme de ficção desde “Mãe É Só Uma”, de 2016. Depois disso, ela realizou o documentário “Alvorado” (2021) sobre os bastidores do Impeachment de Dilma Rousseff. O roteiro ainda não começou a ser escrito e a atriz que interpretará Geni tampouco foi escolhida. Em processo muito inicial, o filme só começará a ser produzido em 2023. Lembre a canção abaixo.

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  • Série

    Neta de Chico Buarque e Marieta Severo vai estrelar série da Disney+

    16 de março de 2021 /

    Clara Buarque, filha de Carlinhos Brown e neta de Chico Buarque e Marieta Severo, vai estrelar sua primeira série. A atriz de 23 anos, que quase participou de “Éramos Seis”, entrou no elenco de uma nova atração da plataforma Disney+ (Disney Plus), segundo a colunista Patricia Kogut, do jornal O Globo. Não há maiores informações sobre o projeto. Ela estreou como atriz no musical de teatro “Os Novos Baianos”, lançado em 2019 com texto de Lúcio Mauro Filho e direção de Otavio Muller.

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  • Música

    Taïs Reganelli canta homenagem de Chico Buarque à Revolução dos Cravos

    25 de abril de 2020 /

    Portugal completa, neste sábado (25/4), 46 anos da Revolução dos Cravos, movimento que encerrou mais de quatro décadas de ditadura no país. Devido à pandemia do novo coronavírus, pela primeira vez os lusitanos não puderam celebrar nas ruas o fim do estado de exceção, mas muitos cantaram nas janelas de suas casas. Uma das mais famosas canções sobre a celebração da festa popular do fim da ditadura portuguesa foi recentemente regravada, ganhando um arranjo moderno e um clipe bastante criativo. Trata-se do clássico “Tanto Mar”, composição de 1975 do brasileiro Chico Buarque. A música ganhou uma versão psicodélica maravilhosa da cantora Taïs Reganelli, cujo vídeo, com fotografia e direção em stop-motion da paulista Joana Frug, pode ser conferida abaixo. A música foi lançada apenas em single e ainda não há previsão de lançamento de um álbum para acompanhar essa fase da carreira da cantora, que, por sinal, é longa. Nascida na Suíça durante o exílio dos pais durante a ditadura brasileira, Taïs Reganelli veio com a família para o Brasil durante a abertura política em 1988, aos 10 anos de idade, onde absorveu influências da MPB e gravou discos com o irmão Henrique Torres. Ela se mudou para Portugal em 2017, onde estabeleceu sua nova base de atuação e se renovou musicalmente. Nestes dias de quarentena, ela vem realizando lives duas vezes por semana e num desses shows digitais registrou “Tanto Mar” acompanhada por músicos de sua banda, numa participação via videoconferência. O resultado também pode ser visto a seguir.

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  • Etc

    Censura: Ernesto Araújo diz que é “natural” dar apoio a “determinados filmes” e não para outros

    14 de setembro de 2019 /

    A revelação de que a Embaixada do Brasil no Uruguai teria tentado censurar a exibição do documentário “Chico: Artista Brasileiro”, de 2015, numa mostra de cinema brasileiro em Montevideo, foi comentada pelo chanceler Ernesto Araújo, durante sua visita a Washington. A tentativa de censura ganhou projeção internacional após a produtora JBM Producciones acusar a Embaixada brasileira, uma das patrocinadoras do Festival Cine de Brasil 2019, de proibir a inclusão do filme na mostra. A questão veio à tona num comunicado da JBM ao diretor Miguel Faria Jr. O jornal O Globo cita que, em anexo, há um arquivo de áudio recebido pela produtora, em que uma mulher diz: “A Claudia agora conversou com o embaixador em Montevidéu, do Brasil no Uruguai, e eles falaram que ‘Chico’ é um filme que eles não querem exibir. Então vamos tirar ‘Chico’, tá?”. A empresa que organiza a mostra é outra, chamada Inffinito. A orientação para tirar o filme teria sido feita para a Inffinito, que repassou a informação para a JBM. Ao abordar a polêmica, Araújo negou a determinação de censura, preferindo usar palavras mais amenas como “preferência”, “sugestão” e “apoio a determinados filmes”. Ao mesmo tempo, confirmou orientação da Embaixada para vistoriar listas de títulos e pedir supressão de obras que desagradem ao governo Bolsonaro em troca de apoio. “Houve um pedido, de uma entidade que está organizando uma mostra de cinema, de algum tipo de apoio da embaixada brasileira em Montevidéu. A embaixada pediu a lista, foi-lhe fornecida a lista de filmes que potencialmente poderiam ser exibidos. E a embaixada indicou quais seriam aqueles que, enfim, seriam da preferência, digamos. E acho que o interesse não estava nesse filme sobre o Chico Buarque. E a empresa, essa entidade que terá algum tipo de apoio institucional da embaixada seguiu, pelo o que eu sei, essa sugestão”, disse o chanceler. “Então, é uma situação em que, se você pede o apoio institucional da embaixada brasileira, é natural que a embaixada brasileira fale: eu quero dar apoio para esses determinados filmes a serem exibidos”, completou.

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  • Música

    Censura: Embaixada brasileira tenta impedir exibição de filme sobre Chico Buarque no Uruguai

    13 de setembro de 2019 /

    A produtora uruguaia JBM Producciones comunicou ao diretor Miguel Faria Junior que seu documentário “Chico: Artista Brasileiro”, de 2015, foi censurado pela Embaixada brasileira em Montevideo. A Embaixada, uma das patrocinadoras do Festival Cine de Brasil 2019, a ser realizada em outubro, avisou aos produtores do evento que o filme, que narra a trajetória do artista Chico Buarque nos últimos 50 anos, estava proibido de integrar a mostra. A carta enviada pela produtora ao diretor Miguel Faria foi publicada na íntegra pela coluna de Anselmo Goes no jornal O Globo “Querido Miguel Quiero informar cómo van las cosas camino al estreno, finalmente, de CHICO en Uruguay. Junto a nuestra asociada ENEC quien además de distribuidores son exhibidores, habíamos planificado estrenar el filme en el Festival de Cine de Brasil 2019 que se lleva a cabo en octubre y entre otros es auspiciado por la Embajada de Brasil en Montevideo. Esta mañana recibo un sorpresivo mensaje del exhibidor diciéndome que los llamaron de la embajada para “pedirles” que NO se exhiba el filme de CHICO en ese festival. Si bien es lógico debido a la situación política de Brasil, en Uruguay es muy grave que se censure la exhibición de una película siendo que en este caso JMB Filmes de Uruguay es el distribuidor y este acto afecta nuestros intereses. Adjunto mas abajo copia del mensaje oficial de ENEC (dueños socios de la sala ALFA/BETA) comunicándomelo y un archivo adjunto de audio de la llamada de una señora, suponemos desde Brasil, que avisa a la sala de la desición de la embajda de Brasil en Uruguay.” Anselmo Goes também informou que a empresa responsável pelo festival, a Infinitto, resolveu incluir o filme assim mesmo, por não aceitar censura do Brasil no Uruguai. Não está claro se a Embaixada vai retirar o apoio ao evento.

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  • Filme,  Música

    Fevereiros celebra a música e a religiosidade de Maria Bethânia

    9 de fevereiro de 2019 /

    Maria Bethânia, uma das maiores intérpretes da música brasileira, com 50 anos de uma brilhante carreira, já recebeu inúmeras homenagens, foi cantada em prosa e em verso, por meio de todas as mídias possíveis. Um desafio para o documentarista Márcio Debellian. O que ainda faltaria dizer ou abordar sobre ela? Quem mostrou o caminho foi a escola de samba Estação Primeira de Mangueira. Em 2016, a Verde e Rosa homenageou Bethânia com o enredo “Menina dos Olhos de Oya”, dando destaque ao lado religioso da vida dela. O sincretismo religioso de Maria Bethânia combina o candomblé, a devoção católica, sobretudo, à Nossa Senhora e sabedorias herdadas dos índios. Esse amálgama traz a fé temperada pela diversidade e pela tolerância. E o convívio muito próximo e intenso com o mano Caetano acrescenta os elementos de ceticismo e ateísmo à mistura. Caetano Veloso, aberto a tudo, como ela, compartilhando experiências, mesmo sem crer verdadeiramente. Belos exemplos de respeito à ampla diversidade de cultos, crenças e não crenças. Que celebra a vida e a história, com festa. O filme “Fevereiros” explora bem esse caminho, ao mostrar e tratar do desfile campeão da Mangueira, que levou em conta a história do samba, a tolerância religiosa e o racismo, ao homenagear a carreira da cantora, que explodiu em 1964, no show Opinião, com a célebre interpretação de “Carcará”, de João do Vale. A ave, em grandes dimensões, foi um dos destaques do desfile. Márcio Debellian buscou explorar o universo familiar, festivo e religioso de Bethânia, acompanhando-a a Santo Amaro da Purificação, cidade natal dela, no Recôncavo Baiano, a região brasileira que recebeu mais negros escravizados da África. E a cidade que cultua Santo Amaro, Nossa Senhora da Purificação e outros santos em todos os fevereiros, com grandes rituais e festas populares. Maria Bethânia nunca deixa de estar lá, a partir de 31 de janeiro, em todos os fevereiros, luminares, marcantes de sua vida. “Fevereiros” traz a boa conversa de Bethânia, de Caetano Veloso, de outros familiares dela, participações de Chico Buarque e da turma da Mangueira. Tudo muito bom de se ver e ouvir. Pena que haja pouca música cantada por ela, mas isso se perdoa. Afinal, o que mais se conhece dela são suas canções gravadas, os poemas que ela recita lindamente, suas aparições mágicas nos palcos. O recorte de “Fevereiros” é outro, não exatamente original, mas bastante oportuno. Em tempos de fundamentalismos religiosos idiotas e opressores, é bom celebrar a vida, a festa, a tolerância e, sobretudo, a diversidade. Lançado no festival do Rio 2017 e já exibido em 29 festivais de cinema pelo mundo, “Fevereiros” foi escolhido como o Melhor Filme do 10º. In-Edit Brasil e recebeu menção honrosa do Júri Latino-americano do Festival Internacional do Uruguai.

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  • Filme

    Confira o trailer de O Grande Circo Místico, candidato do Brasil a uma vaga no Oscar 2019

    15 de setembro de 2018 /

    A H2O filmes divulgou o trailer de “O Grande Circo Místico”, escolhido para representar o Brasil na disputa por uma indicação ao Oscar 2019 na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Apresentado em sessão especial fora de competição no Festival de Cannes, “O Grande Circo Místico” marca a volta do diretor Cacá Diegues à ficção cinematográfica após 12 anos – desde “O Maior Amor do Mundo” (2006). Trata-se de uma coprodução internacional, em parcerias com Portugal e França. Além disso, foi rodado em Portugal, devido às leis que proíbem uso de animais selvagens em produções no Brasil, e destaca o ator francês Vincent Cassel (“O Filme da Minha Vida”) entre os papéis principais. “O Grande Circo Místico” era originalmente um poema do escritor Jorge de Lima (1893-1953), que inspirou um espetáculo de dança de Naum Alves de Souza nos anos 1980 e um álbum musical homônimo de Chico Buarque e Edu Lobo. Inspirado em tudo isso, o filme conta os feitos e desventuras dos membros de uma companhia circense ao longo de um século, entre 1910 e 2010. O elenco inclui Jesuíta Barbosa (“Malasartes e o Duelo com a Morte”), Bruna Linzmeyer (“O Filme da Minha Vida”), Mariana Ximenes (“Uma Loucura de Mulher”), Antônio Fagundes (“Alemão”) e Marcos Frota (“Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood”). A imprensa internacional não se empolgou. O filme estreia em 15 de novembro, mas para cumprir regra do Ministério da Cultura, entrou em cartaz neste fim de semana em apenas uma sala em Macaé, no Rio de Janeiro.

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  • Música

    Fernanda Montenegro e Camila Pitanga participam de clipe da Anistia Internacional com cantores brasileiros

    29 de maio de 2018 /

    A Anistia Internacional Brasil comemorou os 70 anos da Declaração dos Direitos Humanos com o lançamento de um clipe musical intitulado “Manifestação”, uma gravação coletiva que busca chamar atenção para a defesa desses direitos universais. E em meio a dezenas de cantores brasileiros de gerações e estilos diferentes, como Chico Buarque, Ludmilla e Criolo, acabou se destacando a participação de quatro atrizes, igualmente bem distintas: Fernanda Montenegro, Letícia Sabatella, Camila Pitanga e Roberta Estrela D’Alva. Unidos no mesmo tom, os artistas da seleção cultural brasileira cantam contra o racismo, a homofobia, a fome e as desigualdades sociais, com um refrão proclamador. “E proclamamos que não se exclua ninguém senão a exclusão”. A letra é do escritor Carlos Rennó e a música foi composta por Russo Passapusso (do BaianaSystem), pelo rapper Rincón Sapiência e pelo maestro e compositor Xuxa Levy. Já o clipe, que combina imagens dos artistas em estúdio e cenas de protestos nas ruas do país, foi dirigido pelo cineasta João Wainer (do documentário “Junho: O Mês que Abalou o Brasil”) e o fotojornalista Fabio Braga. Ao final, o vídeo informa o listão dos participantes, que além dos já citados inclui Pericles, Rael, Rico Dalasam, Paulo Miklos, As Bahias e a Cozinha Mineira, Luedji Luna, Xenia França, Ellen Oleria, BNegao, Felipe Catto, Chico César, Paulinho Moska, Pretinho da Serrinha, Pedro Luis, Marcelino Freire, Ana Canãs, Márcia Castro, Larissa Luz, Siba Veloso e Marcelo Jeneci.

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  • Música

    Chico Buarque demonstra devoção submissa, cega e doentia em sua nova cantiga

    28 de julho de 2017 /

    É estranho falar num videoclipe de Chico Buarque, mas foi o que a gravadora Biscoito Fino divulgou para a nova música do cantor, “Tua Cantiga”. Trata-se da primeira canção inédita do artista em seis anos. Ela tem letra do próprio cantor e melodia do pianista Cristóvão Bastos, com quem Chico fez há 30 anos a canção “Todo o Sentimento”. A música fala numa devoção submissa, cega e doentia – “Largo mulher e filhos e de joelhos vou te seguir” – , e não deve demorar a virar meme, visto como poderia facilmente servir para ilustrar a ligação entre o cantor e Lula, com trechos que poderiam aludir até a fatos ainda nos noticiários – “Se um desalmado te faz chorar…” Como se sabe, as letras de Chico sempre tem entrelinhas. Mas também pode ser só uma canção antiquada de amor. “Tua Cantiga” faz parte do vindouro álbum “Caravanas”, e o clipe, dirigido por Bruno Tinoco, recria o suposto clima intimista em que o disco foi gravado. Chico aparece entrando nos estúdios da Biscoito Fino, no Rio, com a banda já tocando, canta sua parte e vai direto para a rua ao final da canção, sem dirigir uma palavra sequer aos músicos. “Caravanas” tem lançamento esperado para o fim de agosto.

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