Ruth Escobar (1935 – 2017)
A atriz e produtora Ruth Escobar, uma das mais destacadas personalidades do teatro brasileiro, morreu na tarde desta quinta-feira (5/10) aos 82 anos. Ela sofria de Alzheimer já há alguns anos e faleceu no Hospital Nove de Julho, em São Paulo, a poucas quadras da casa teatral que leva o seu nome. Maria Ruth dos Santos Escobar nasceu no Porto, em Portugal, em 1935, mudou-se para o Brasil em 1951, casou com o dramaturgo Carlos Henrique Escobar e não demorou a iniciar uma trajetória que se tornaria indissociável da história do teatro nacional. Ela montou a companhia Novo Teatro, com o diretor Alberto D’Aversa, e protagonizou espetáculos marcantes como “Mãe Coragem e Seus Filhos” (1960), de Bertolt Brecht, “Males da Juventude” (1961), de Ferdinand Bruckner, e “Antígone América” (1962), texto do marido, antes de inaugurar seu famoso teatro em 1963, o Teatro Ruth Escobar, que se tornou um palco icônico em São Paulo. A inauguração foi com “A Ópera dos Três Vinténs”, de Bertolt Brecht, já demarcando um caráter revolucionário, que entrou para a historia durante a famosa encenação da peça “Roda Viva”, primeira incursão de Chico Buarque na dramaturgia. Em 1968, a peça foi interrompida por cem pessoas auto-intituladas Comando de Caça aos Comunistas (CCC), que espancaram os artistas e depredaram o cenário. Após o golpe militar, a atriz duplicou seus esforços para popularizar um teatro de resistência e se revelou uma produtora de ideias criativas, ao transformar ônibus em palcos e levar peças para várias regiões de São Paulo, no projeto Teatro Popular Nacional. Ela também causou polêmica em 1972 com a produção de “Missa Leiga”, de Chico de Assis, que pretendia utilizar a Igreja da Consolação como palco, mas foi proibida pelos padres e acabou encenada em uma fábrica. Empreendedora de inúmeros projetos culturais, especialmente comprometidos com a vanguarda artística, ela também levou adiante o Centro Latino-Americano de Criatividade e o Festival Internacional de Teatro, em São Paulo, além da Feira Brasileira de Opinião, com espetáculos dos mais importantes dramaturgos da época. Este evento foi “interditado” pela censura em 1976. No ano seguinte, ela trouxe o célebre autor Fernando Arrabal a São Paulo para dirigi-la em “A Torre de Babel”, e em seguida produziu “Fábrica de Chocolate”, peça de Mario Prata sobre a tortura. Ruth só deu uma pausa na carreira durante os anos 1980, quando foi eleita duas vezes deputada estadual, retornando aos palcos na década seguinte. Mas em 2000 foi diagnosticada com Alzheimer, que lhe comprometeu a memória. Ao contrário de outras divas do teatro nacional, Ruth Escobar não buscou popularidade como atriz de novelas. Chegou a aparecer em “Deus Nos Acuda” (1992), da Globo, mas em papel discreto, como nos filmes que fez ao longo da carreira. Sua filmografia é, por sinal, bastante curta, mas repleta de clássicos, como “Hitler do IIIº Mundo” (1968), de José Agripino de Paula, “O Homem que Virou Suco” (1980), de João Batista de Andrade, “Romance” (1988), de Sergio Bianchi, “O Judeu” (1996), de Jom Tob Azulay, e “Gregório de Mattos” (2003), de Ana Carolina, um de seus últimos trabalhos. Sua importância na vida cultural de São Paulo mereceu destaque do governador Geraldo Alckmin. “O Estado de São Paulo teve a alegria de se tornar sua casa quando Ruth mudou-se de Portugal para o Brasil… Ícone do teatro, ela inscreveu, com coragem e sensibilidade, seu nome na história da cultura brasileira como atriz e produtora. Também deixou sua marca na política, tendo sido eleita duas vezes deputada estadual. Como colega de Assembleia, pude acompanhar de perto seu trabalho… Aos seus familiares e amigos, meus sentimentos e orações”, ele declarou em comunicado.
Tom Petty (1950 – 2017)
O cantor e músico Tom Petty foi declarado morto na segunda (2/10), aos 66 anos, após ser encontrado inconsciente em sua casa no domingo, em Los Angeles. O site TMZ revelou que ele não tinha mais atividade cerebral e que a família tomou a decisão de desligar os aparelhos e de não tentar ressuscitá-lo. A causa da morte está sendo tratada como um ataque cardíaco fulminante. Tom Petty decidiu virar músico quando tinha 15 anos e viu os Beatles tocando na TV, no “The Ed Sullivan Show”. “Esse foi um grande momento, de verdade, que mudou tudo. Eu era um fã até aquele ponto, mas essa foi a coisa que me fez querer tocar música. Eu ainda acho que os Beatles fazem a melhor música e tenho certeza que vou para o túmulo com essa ideia”, ele disse, em entrevista à Rolling Stone. Sua banda começou a chamar atenção em 1976, quando o primeiro disco, “Tom Petty and the Hearbreakers”, estourou nas paradas de sucesso, combinando country rock e new wave. Recentemente, ele tinha reunido os integrantes da banda original para uma turnê em comemoração aos 40 anos do álbum clássico, ainda hoje um dos mais lembrados por seus fãs. Ele também teve uma bem-sucedida carreira solo (sem os Heartbreakers) nas décadas seguintes. Ao longo de sua trajetória, vendeu mais de 80 milhões de discos, protagonizou clipes muito criativos e compôs dezenas de clássicos, entre eles “Free Fallin'”, “American Girl,” “The Waiting”, “Breakdown” e “Listen to Her Heart”. Como guitarrista, ainda participou do supergrupo Traveling Wilburys, que juntava Bob Dylan, George Harrison, Jeff Lynne e Roy Orbison. Mas sua carreira não se restringiu à música. Ele também marcou o cinema e a televisão com aparições em diversos projetos. Sua estreia nas telas foi em “FM”, como ele mesmo em 1978, e apenas na década seguinte, em 1987, interpretou seu primeiro personagem, na comédia romântica “Paixão Eterna”, de Alan Rudolph. Seu último papel cinematográfico foi na sci-fi pós-apocalíptica “O Mensageiro” (1997), em que contracenou e foi dirigido por Kevin Costner. Em 2002, ele participou de um dos episódios mais famosos da série animada “Os Simpsons”, em que os personagens entram num acampamento musical com roqueiros famosos. Além de Petty, participaram Mick Jagger, Keith Richards, Lenny Kravitz e Elvis Costello. A experiência acabou lhe rendendo um papel recorrente em outra série animada, “O Rei do Pedaço” (King of the Hill), na qual dublou Lucky Kleinschmidt – personagem que se casou com Luanne, dublada pela também falecida Brittany Murphy – por cinco temporadas, entre 2004 e 2009. Petty também participou do projeto musical Lonely Island, encabeçado pelo comediante Andy Samberg, fazendo uma aparição no disco “Turtleneck & Chain” em 2010. Nos últimos anos, vinha filmando diversos documentários sobre rock, tanto sobre sua carreira quanto de colaboradores ilustres, como George Harrison, Jeff Lynne, Bob Dylan e Roy Orbison. Bob Dylan, que era amigo de Tom Petty desde os anos 1980, quando The Heartbreakers foi sua banda de apoio na turnê True Confessions, divulgou um comunicado sobre a perda do parceiro dos Traveling Wilburys. “É uma notícia chocante e devastadora. Foi um grande artista, cheio de luz, um amigo, e nunca o esquecerei.”
Documentário da HBO sobre Steven Spielberg ganha trailer
A HBO divulgou o trailer do seu documentário sobre a vida e a obra do diretor Steven Spielberg. A prévia combina imagens de arquivo, que mostram Spielberg novinho, histórias de bastidores, depoimentos de atores com quem ele trabalhou e de outros cineastas que ele produziu, além, claro, de cenas de seus clássicos cinematográficos – “Tubarão”, “E.T.”, “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, “Os Caçadores da Arca Perdida”, “O Império do Sol”, “A Lista de Schindler” e “O Resgate do Soldado Ryan”, para citar alguns. A direção é da produtora Susan Lacy (série “American Masters”) e narrará desde a infância obcecada por cinema de Spielberg, passando pelos seus primeiros trabalhos, até chegar aos dias de hoje. Entre os artistas que participam da retrospectiva, incluem-se J.J. Abrams, Harrison Ford, Oprah Winfrey, Leonardo DiCaprio, Martin Scorsese, Liam Neeson e muitos outros. Intitulado “Spielberg”, o documentário estreia em 7 de outubro nos EUA.
Bernie Casey (1939 – 2017)
Ex-jogador de futebol americano e ator de vários sucessos do cinema, Bernie Casey morreu na terça (19/9), após “uma breve doença”, aos 78 anos. Casey começou sua carreira no futebol americano na época da universidade e chegou a participar da Olimpíada de 1960. Ao encerrar a participação no esporte aos 30 anos, começou a investir na carreira artística. Seu primeiro longa foi o western “A Revolta dos Sete Homens”, lançado em 1969, e logo em seguida ele participou do segundo longa do então desconhecido Martin Scorsese, “Sexy e Marginal” (1972). Sua aparência física atlética também foi explorada em vários lançamentos do auge da blaxploitation, incluindo “O Justiceiro Negro” (1972) e “Cleopatra Jones” (1973). Apesar da popularidade conquistada no esporte, ele teve poucos papéis de protagonista, e exclusivamente em sua fase blaxploitation, entre eles os personagens-títulos do drama criminal “Hit Man” (1972), do drama esportivo “Maurie” (1973) e do terror “Dr. Black, Mr. Hyde” (1976), além do cultuado “Brothers” (1977), sobre Panteras Negras aprisionados. De todo modo, é mais lembrado por trabalhos de coadjuvante. Sua filmografia inclui até a sci-fi “O Homem que Caiu na Terra” (1976), estrelada por David Bowie, e “007 – Nunca Mais Outra Vez” (1983). Mas foi com “A Vingança dos Nerds” (1984), que caiu na comédia e nas graças do grande público. No filme, ele era o presidente de uma organização de fraternidades negras que aceita a candidatura dos nerds para criar uma filial em sua universidade – o que permite a virada da história. A partir daí, Casey se especializou em comédias. Emplacou “Os Espiões que Entraram numa Fria” (1985), “As Amazonas na Lua” (1987), “Um Tira de Aluguel” (1987), “Vou Te Pegar Otário” (1988), “Bill & Ted – Uma Aventura Fantástica” (1989), “48 Horas – Parte 2” (1990) e até os telefilmes “A Vingança dos Nerds III: A Nova Geração” (1992) e “Os Nerds Também Amam”, em que retomou o papel de U.N. Jefferson, do longa de 1984. O ator também coadjuvou no thriller de ação “A Força em Alerta” (1992), maior sucesso de Steven Seagal, e no terror “À Beira da Loucura” (1994), de John Carpenter, além de aparecer em inúmeras séries, com destaque para “Jornada nas Estrelas: Deep Space Nine”, na qual estrelou um episódio duplo como comandante da Federação dos Planetas Unidos. Ele chegou a escrever, dirigir e estrelar um longa-metragem em 1997, “The Dinner”, mas a partir daí foi parando aos poucos. Seu último trabalho foi “Vegas Vampires”, lançado em 2007.
Harry Dean Stanton (1926 – 2017)
Morreu o ator Harry Dean Stanton, estrela de “Alien” (1979), “Paris, Texas” (1984), “Twin Peaks” e inúmeros outras produções clássicas e cultuadas. Ele tinha 91 anos e faleceu de casas naturais em um hospital em Los Angeles. Harry Dean Stanton nasceu em 14 de julho de 1926, em West Irvine, uma pequena comunidade do Kentucky. Seu pai era fazendeiro e barbeiro, sua mãe era uma cabeleireira, e o jovem Harry virou cozinheiro, quando serviu na Marinha durante a 2ª Guerra Mundial. Após a Guerra, ele chegou a se matricular na Universidade de Kentucky para estudar jornalismo, mas acabou tomando outro rumo. Mais especificamente, um ônibus Greyhound para Los Angeles, onde desembarcou em 1949 disposto a fazer sucesso. Chegou a se apresentar como cantor e até como pregador batista, antes de tentar o que a maioria dos recém-chegados tentava naquela cidade: virar ator. Sua estreia aconteceu na série “Inner Sanctum”, em 1954, seguida por uma figuração num clássico de Alfred Hitchcock, “O Homem Errado” (1956). Em pouco tempo, estabeleceu-se como vilão do episódio da semana das séries de western, vestindo chapéu preto em produções como “As Aventuras de Rin Tin Tin”, “Bat Masterson”, “O Homem do Rifle”, “Johnny Ringo”, “Paladino do Oeste”, “Gunsmoke” e “Couro Cru”, entre outras. Isto lhe abriu as portas para seu primeiro papel coadjuvante, como filho do vilão fazendeiro do western “O Rebelde Orgulhoso” (1958), de Michael Curtis. Ele também apareceu no clássico “A Conquista do Oeste” (1962), de John Ford, mas sua carreira só foi deslanchar na década de 1970, quando trabalhou com alguns dos maiores diretores da chamada Nova Hollywood. Tudo por conta de dois pequenos papéis, chamando atenção de forma memorável em “Rebeldia Indomável” (1967), de Stuart Rosenberg, e “Corrida Sem Fim” (1971), de Monte Hellman. A explicação de Stanton para roubar as cenas foi seguir um conselho de Jack Nicholson nas filmagens de “A Vingança de um Pistoleiro” (1966): não fazer nada e deixar o figurino trabalhar. Este seria o segredo de seu método de “interpretação natural”. E, de fato, deu tão certo que ele e Nicholson se tornaram melhores amigos – e vizinhos. Ao todo, a dupla rodou seis filmes juntos – os demais foram “Rebeldia Violenta” (1970), “Duelo de Gigantes” (1976), “O Cão de Guarda” (1992), “A Promessa” (2001) e “Tratamento de Choque” (2003). Sua fama de “não fazer nada” tornou-se ainda mais lendária quando Stanton passou a trabalhar com alguns dos maiores mestres do cinema americano. A lista invejável inclui Sam Peckimpah (em “Pat Garrett e Billy the Kid”, 1973), Francis Ford Coppola (“O Poderoso Chefão 2”, 1974), Arthur Penn (“Duelo de Gigantes”, 1976), John Huston (“Sangue Selvagem”, 1979), John Carpenter (“Fuga de Nova York”, 1981), Garry Marshall (“Médicos Loucos e Apaixonados”, 1982), Robert Altman (“Louco de Amor”, 1985), Martin Scorsese (“A Última Tentação de Cristo”, 1988), David Lynch (“Coração Selvagem”, 1990), John Frankenheimer (“A Quarta Guerra”, 1990) e Frank Darabont (“À Espera de um Milagre”, 1999). Por menor que fosse o papel, ele sempre dava um jeito de chamar atenção, o que, muitas vezes, fazia com que seus diretores famosos lhe convidassem para um bis, repetindo as parcerias, como Coppola em “O Fundo do Coração” (1981) e Lynch com “Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer” (1994) e “Império dos Sonhos” (2006). Houve, inclusive, um período de oito anos, entre 1978 e 1986, em que ele parecia estar em todos os filmes que importavam. Nesta fase, era praticamente impossível ir na videolocadora e não alugar um VHS com Staton no elenco, fosse sci-fi, comédia, drama, terror, suspense, filme de adolescente e até musical. Seu nome estava simplesmente em “Alien” (1978), “A Rosa” (1979), “A Recruta Benjamin” (1980), “Fuga de Nova York” (1981), “Christine, O Carro Assassino” (1983), “Amanhecer Violento” (1984), “Repo Man – A Onda Punk” (1984) e “A Garota de Rosa-Shocking” (1986) – como o pai desempregado de Molly Ringwald – , entre outros sucessos da época. Tornou-se tão ubíquo que até Deborah Harry, a cantora da banda Blondie, lhe dedicou uma música, “I Want That Man” (1989). A letra começava assim: “I want to dance with Harry Dean/ Drive through Texas in a black limousine”… Os dois namoraram. Apesar disso, Stanton raramente viveu um protagonista. Mas na primeira oportunidade, o filme que ele estrelou venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes. “Paris, Texas” tornou-se um dos maiores lançamentos dos anos 1980, colocando seu diretor, o alemão Wim Wenders, no patamar dos grandes mestres. Na trama, Staton vivia Travis, um homem e um pai quebrado pelo amor não correspondido, que vagou por quatro anos sem destino pelas estradas empoeiradas do sul americano, e ao ser encontrado no deserto tenta juntar os cacos de sua vida para entender o que aconteceu. Seu rosto triste marcou gerações. Stanton chegou a dizer, na ocasião: “Depois de todos esses anos, finalmente consegui o papel que queria interpretar. Se nunca mais fizesse outro filme depois de ‘Paris, Texas’, ficaria feliz”. Além de estrelar “Paris, Texas”, ele ainda cantou na trilha sonora, composta por Ry Cooder. E esta era outra faceta de seus múltiplos talentos. O ator tinha uma voz angelical, que foi explorada em outros filmes, como “Rebeldia Indomável”, no qual viveu um presidiário que trabalhava duro em rodovias, e em “Cisco Pike” (1972), em que foi uma estrela de rock decadente, melhor amigo do roqueiro traficante vivido por Kris Kristofferson. Por curiosidade, ele também fez dois filmes com Bob Dylan – “Pat Garrett e Billy the Kid” e o mítico “Renaldo and Clara” (1978), dirigido pelo próprio Dylan. E, fora das telas, tinha sua própria banda, Harry Dean Stanton and the Repo Men, que dava shows nas casas noturnas de Los Angeles. Os cineastas mais jovens também o veneravam, como demonstram suas aparições em “Alpha Dog” (2006), de Nick Cassavetes, “Aqui é o Meu Lugar” (2011), do italiano Paolo Sorrentino, “Rango” (2011), de Gore Verbinski, “Os Vingadores” (2012), de Joss Whedon, e “Sete Psicopatas e um Shih Tzu” (2012), do inglês Martin McDonagh. Mas, nos últimos anos, o ator vinha se destacando mais na TV, graças ao papel assustador do vilão polígamo e autoproclamado profeta Roman Grant, na série “Big Love” (Amor Imenso, 2006–2011) da HBO. Além disso, sua pequena aparição no filme “Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer” lhe rendeu uma longa participação recorrente no revival da série “Twin Peaks” deste ano, em que reprisou o papel de Carl Rodd, o dono de um parque de trailers – e também cantou. Seu último lançamento previsto é o drama indie “Lucky”, de John Carroll Lynch, que teve première no Festival SXSW e chega aos cinemas norte-americanos em 29 de setembro. O filme é um despedida magistral, em que Stanton, no papel-título, canta, anda pelo deserto texano, contracena com velhos amigos (David Lynch e Tom Skerritt, seu comandante em “Alien”) e pondera o que existe depois da morte. Com exceção de um breve casamento, Stanton viveu a maior parte da vida sozinho. Assim como Travis, de “Paris, Texas”, isto se devia a um coração partido. No documentário sobre sua carreira, “Harry Dean Stanton: Partly Fiction” (2012), ele confessa ter ficado amargurado após perder seu grande amor, a atriz Rebecca De Mornay (atualmente na série “Jessica Jones”). “Ela me deixou por Tom Cruise”, diz ele no filme.
Ney Latorraca anuncia sua aposentadoria
Ney Latorraca decidiu encerrar a carreira de ator. Aos 73 anos, o ator fez a revelação em entrevista coletiva sobre a chegada do espetáculo teatral “Vamp” a São Paulo. “Está na hora de eu parar. Não quero mostrar minha decrepitude. Quero ficar em casa, descansar, viajar”, disse ele, confirmando que se aposenta após as apresentações previstas de sua última peça. De acordo com Latorraca, assim que a peça acabar, ele colocará em prática planos que até então nunca puderam ser realizados. Ney diz que está muito cansado do ambiente da atuação e que viver um papel como em “Vamp” é muito cansativo. A decisão dele foi respeitada pelos outros atores do elenco. Ele afirmou que também não quer continuar a fazer televisão ou cinema. Ele se diz um homem excêntrico e que suas manias só teriam aumentado conforme a idade foi chegado. Uma das grandes estrelas da TV Globo, Latorraca diz que atuar o faz envelhecer pelo menos quinhentos anos. A decisão de encerrar se aposentar após o final do musical de “Vamp” é vista por ele como oportunidade para fechar sua trajetória com “chave de ouro”: a novela homônima — ele interpretou o Conde Vlad em ambas as produções — foi um dos maiores sucessos de sua carreira.
Donald Sutherland vai ganhar Oscar honorário da Academia
O veterano ator Donald Sutherland, que faz sucesso desde anos 1960 e continua até hoje eletrizando as novas gerações, via a franquia “Jogos Vorazes”, vai receber um Oscar por sua carreira. Ele foi selecionado junto da diretora belga Agnes Varda, do cineasta Charles Burnett e do diretor de fotografia Owen Roizman para receber prêmios honorários da Academia. A cerimônia, conhecida como Governors Awards, será realizada num jantar de gala em 11 de novembro, em Los Angeles. Os quatro homenageados também participarão de um segmento da cerimônia do Oscar 2018. Sutherland, de 82 anos, possui uma carreira de cinco décadas, mas apesar de participação em inúmeros clássicos – “Os Doze Condenados” (1967), “M.A.S.H” (1970), “Klute, O Passado Condena” (1971), “1900” (1976), “Casanova de Fellini” (1976), “O Clube dos Cafajestes” (1978), “Os Invasores de Corpos” (1978), “Gente Como a Gente” (1980), etc – nunca foi indicado ao Oscar. Os demais também têm carreiras notáveis. Desde que lançou o clássico da nouvelle vague “Cléo das 5 às 7” (1962), Agnes Varda foi premiada em todos os festivais europeus importantes, tendo vencido o Leão de Ouro por “Os Renegados” (1985). Charles Burnett é um dos mais antigos diretores afro-americanos em atividade, somando conquistas em festivais internacionais desde os anos 1970. Apesar de já ter vencido o Spirit Awards, considerado o “Oscar indie”, por “Não Durma Nervoso” (1990), jamais recebeu indicação ao prêmio da Academia. Owen Roizman, por sua vez, foi indicado cinco vezes ao Oscar, mas nunca venceu. Ele é responsável por algumas das imagens mais impressionantes do cinema, como as dos clássicos “Conexão Francesa” (1971), “O Exorcista” (1973), “As Esposas de Stepford” (1975), “Três Dias do Condor” (1975), “Rede de Intrigas” (1976) e até o mais recente “A Família Addams” (1991). A seleção é um belo cartão de visitas do novo presidente da Academia. Ao anunciar os homenageados, John Bailey disse que eles refletem “a amplitude do cinema internacional, independente e mainstream e são tributos a quatro grandes artistas cujos trabalhos incorporam a diversidade de nossa compartilhada humanidade”. Com a seleção, Bailey, que é um diretor de fotografia, homenageou um ídolo e projetou um Oscar em que há espaço para a demografia dos homens brancos velhos, mas também para mulheres e negros cineastas.
Morgan Freeman será homenageado pelo Sindicato dos Atores com troféu pela carreira
Morgan Freeman será homenageado com um prêmio por sua carreira na próxima cerimônia do Sindicato de Atores de Hollywood (SAG), marcada para o dia 21 de janeiro. “Alguns atores passam toda a carreira esperando o papel perfeito. Morgan nos mostrou que a verdadeira perfeição é a contribuição que um ator dá para o seu papel”, disse a presidente do SAG, Gabrielle Carteris. De acordo com Carteris, seja como chofer (em “Conduzindo Miss Daisy”, 1989), assassino convicto (em “Um Sonho de Liberdade”, 1994) ou assistente em um ginásio de boxe (em “Menina de Ouro”, 2004), Freeman descobriu as “almas” e a “personalidade” de todos seus personagens. Em sua longa filmografia, Freeman viveu personagens históricos, como Nelson Mandela (em “Invictus”, 2009), e até o próprio Deus (“Todo Poderoso”, 2003). Ele foi indicado cinco vezes ao Oscar, mas só ganhou um troféu da Academia, como Melhor Ator Coadjuvante por “Menina de Ouro”, que também lhe rendeu seu único SAG Award. Outros astros homenageados pelo Sindicato de Atores com um troféu em reconhecimento às suas brilhantes carreiras incluem Debbie Reynolds, Rita Moreno, Dick Van Dyke, Betty White, Julie Andrews, Clint Eastwood e Sidney Poitier.
John Heard (1945 – 2017)
O ator americano John Heard foi encontrado morto em um quarto de hotel na cidade de Palo Alto, na Califórnia, aos 72 anos. Segundo autoridades locais, Heard estava hospedado para se recuperar de uma cirurgia de coluna feita recentemente. A causa da morte ainda não foi confirmada. Nascido em Washington, capital dos EUA, em 1945, Heard iniciou sua carreira em espetáculos off-Broadway, em Nova York. Sua estreia no cinema ocorreu em 1977, na comédia “Between the lines”, de Joan Micklin Silver. Na década seguinte, começou a se destacar no papel do escritor Jack Kerouac em “Os Beatniks” (1980) e ao estrelar o cultuado remake do terror “A Marca da Pantera” (1982), ao lado de Nastassja Kinski e Malcolm McDowell. Ele virou protagonista com outro terror, “C.H.U.D. – A Cidade das Sombras” (1984), co-estrelado por Daniel Stern, com quem voltaria a trabalhar na franquia “Esqueceram de Mim”. Com a carreira em ascensão, apareceu em “Depois das Horas” (1985), de Martin Scorsese, “Rebelião em Milagro” (1988), ao lado de Sonia Braga e com direção de Robert Redford, “Atraiçoados” (1988), de Costa-Gavras, “Quero Ser Grande” (1988), com Tom Hanks, e “Tempo de Despertar” (1990), ambos de Penny Marshall. Mas seu principal sucesso só veio nos anos 1990, e como coadjuvante, no papel do pai de Macaulay Culkin nos dois primeiros filmes da franquia “Esqueceram de Mim”, de 1990 e 1992. Nos anos seguintes, manteve-se ocupado com thrillers como “Na Linha de Fogo” (1993), estrelado por Clint Eastwood, “O Dossiê Pelicano” (1993), com Julia Roberts e Denzel Washignton, e “Olhos de Serpente” (1998), com Nicolas Cage, mas também produções indies, como “Berço Silencioso” (1997), no qual contracenou com sua ex-esposa Margot Kidder (a Lois Lane, de “Superman – O Filme”) e “Pollock” (2000), estrelado e dirigido por Ed Harris. Entre seus filmes mais recentes estão a comédia “As Branquelas” (2004), o thriller de ação “Anjos da Vida – Mais Bravos que o Mar” (2006), com Kevin Costner, e o drama criminal “Aposta Máxima” (2013), com Ben Affleck. Nos últimos anos, Heard vinha se dedicando mais à TV. Ele fez aparições em séries como “Família Soprano”, “Lei e Ordem”, “CSI: Miami”, “Prison Break”, “Southland”, “NCIS: Los Angeles”, “Modern Family”, “Person of Interest”, “Elementary”, “Outsiders” e o remake de “MacGyver.
Steven Spielberg vai ganhar documentário da HBO
O cineasta Steven Spielberg vai ganhar um documentário da HBO, que pretende abordar sua vida e sua vasta filmografia. A obra será dirigida por Susan Lacy, que venceu um Emmy pela série de documentários “American Masters”. Ela conduziu mais de 30 horas de entrevistas com Spielberg para a produção. O documentário também incluirá cenas inéditas de bastidores de diversos longas do diretor, além de conversas com familiares, amigos, atores e outros realizadores, incluindo J.J. Abrams, Francis Ford Coppola e George Lucas. Considerado um dos mais cineastas mais importantes de Hollywood, Steven Spielberg é o diretor que possui mais títulos na prestigiada lista dos 100 melhores longas de todos os tempos organizada pelo American Film Institute. Entre seus grandes sucessos estão “Tubarão” (1975), “Contatos Imediatos de Terceiro Grau” (1977), “Os Caçadores da Arca Perdida” (1981), “ET – O Extraterrestre” (1982), “Jurassic Park” (1993), “A Lista de Schindler” (1993) e “O Resgate do Soldado Ryan” (1998). Os dois últimos foram premiados com o Oscar de Melhor Direção. A estreia do documentário está prevista para 7 de outubro na HBO.
Elsa Martinelli (1935 – 2017)
A atriz italiana Elsa Martinelli, sex symbol dos anos 1950 e 1960, morreu no sábado (8/7) em sua casa em Roma, aos 82 anos de idade. Ela começou sua carreira como modelo em Roma, o que a levou a fazer pequenos papéis em filmes italianos. Mas já adolescente ambicionava o sucesso internacional. Aos completar 18 anos em 1953, foi para Nova York sem saber inglês e com U$ 20 no bolso, atrás de uma carreira de modelo e atriz nos Estados Unidos. Acabou fazendo um ensaio na revista Life que chamou atenção do ator Kirk Douglas, que a contratou para viver a filha sedutora de um cacique sioux no western “A um Passo da Morte” (1955). A cena em que ela se banha no rio quase ofuscou todo o resto do filme. Mas foi a projeção alcançada ao contracenar com um dos maiores astros de Hollywood que a fez voltar com outro status para a Itália. Logo em seu filme seguinte, “Arroz Maldito” (1956), foi escalada como protagonista. E em seguida foi filmar com um grande mestre do cinema italiano, Mario Monicelli, no papel-título da comédia “Donatella” (1956). Estampando pôsteres que a transformavam em pin-up, atraiu atenção de diretores de toda a Europa, consagrando-se como uma estrela continental. Virou musa de mestres, como o francês radicado na Inglaterra Guy Hamilton, em “A Clandestina” (1957), o italiano Mauro Bolognini em “A Longa Noite de Loucuras” (1959), filme escrito por ninguém menos que Pier Paolo Pasolini, Dino Risi em “Um Amor em Roma” (1960), e o francês Roger Vadim em “Rosas de Sangue” (1960), que foi ousadíssimo, como primeira adaptação do clássico de vampira lésbica “Carmilla” (1872). Após uma dúzia de produções de grande repercussão, Martinelli voltou a receber convites para trabalhar em Hollywood. Ela estrelou “Hatari!” (1960), um dos filmes de safari mais bem-sucedidos de todos os tempos, que reunia o time clássico do ator John Wayne e o diretor Howard Hawks na África. E seguiu com “O Pombo que Conquistou Roma” (1962), como par de Charleton Heston, “O Processo” (1962), dirigido por Orson Welles, “Gente Muito Importante” (1963), com Elizabeth Taylor e Richard Burton, e “Maldita Aventura” (1963), com Robert Mitchum. Sem dar sinais de desacelerar, entrou numa fase de filmes cults, entre eles a influente sci-fi mod “A Décima Vítima” (1965), com Marcello Mastroianni, a comédia psicodélica britânica “Candy” (1968), com Ringo Starr, e a famosa comédia “europeia” de Hollywood “Enquanto Viverem as Ilusões” (1969), repleta de astros da época. Sua carreira também acompanhou as diversas tendências do cinema comercial italiano, passando por spaghetti westerns (foi a “A Pistoleira de Virginia”), aventuras de época (“Marco Polo, O Magnífico”), muitas comédias sexuais (“Costa Azul, a Praia dos Amantes”), sátiras de espionagem (“Tunis Top Secret”), grandes assaltos (“Todo Homem é Meu Inimigo”) e giallos (“Uma Sobre a Outra”). E foi até garota-propaganda da Vespa, antes de, lentamente, entrar em ocaso nos anos 1970. Seu último filme foi uma comédia americana de 1992, “Era uma Vez… um Crime”, no qual viveu uma agente secreta, fatal como os fãs a eternizaram. Ela marcou o cinema por sua beleza elegante, mas nem por isso deixou de ser notada por sua capacidade de dar vida a personagens complexos em produções ambiciosas. Nunca faltaram atrizes bonitas no cinema, mas poucas foram tão versáteis quanto Martinelli, que estrelou praticamente todos os gêneros de filmes existentes.
Criadora de Girls negocia escrever o remake de Toni Erdmann
A Paramount estaria negociando com Lena Dunham, criadora da série “Girls”, para escrever o roteiro do remake de “Toni Erdmann”, comédia premiada da cineasta alemã Mare Ade. Segundo o site Deadline, a negociação se encontra em estágios iniciais e Dunham trabalharia com Jenni Konner, produtora-roteirista de “Girls”. A versão americana deve ser estrelada por Jack Nicholson (“Melhor É Impossível”) no papel vivido pelo austríaco Peter Simonischek, como o pai de uma executiva bem-sucedida, que chega inesperadamente para uma visita questionando se ela era feliz. A atriz Kristen Wiig (“Caça-Fantasmas”) está cotada para viver a filha, interpretada no original pela alemã Sandra Hüller. A refilmagem terá produção da companhia Gary Sanchez Productions, comandada por Adam McKay (diretor e roteirista vencedor do Oscar 2016 por “A Grande Aposta”) e o comediante Will Ferrell (“Pai em Dose Dupla”). “Toni Erdmann” teve sua première mundial no Festival de Cannes 2016 e, apesar de ser ignorado pelo juri presidido por George Miller (“Mad Max: Estrada da Fúria”), venceu o Prêmio da Crítica e não parou mais de acumular conquistas, entre elas cinco troféus da Academia Europeia de Cinema, inclusive Melhor Filme Europeu do ano. O longa também foi indicado ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira.
Anita Pallenberg (1944 – 2017)
Morreu Anita Pallenberg, atriz e modelo de carreira intimamente ligada aos Rolling Stones. Ela tinha 73 anos e a causa da morte não foi revelada. Nascida em 1944 na Itália, Pallenberg estudou na Alemanha e era fluente em quatro idiomas. Sua carreira artística começou em Nova York, quando ela entrou na trupe do Living Theatre, participando da peça “Paradise Now”, repleta de nudez, numa época em que também era uma habitué da Factory de Andy Warhol. Em 1965, enquanto trabalhava como modelo, Pallenberg e um amigo conseguiram entrar nos camarins de um show de Rolling Stones em Munique, e isso levou a um romance com o guitarrista Brian Jones. Ela também namorou brevemente Mick Jagger, antes de iniciar um relacionamento duradouro com Keith Richards, com quem teve três filhos (um deles, morreu ainda bebê). Os dois ficaram juntos até 1980. Sua estreia no cinema aconteceu em 1967, protagonizando “Degree of Murder”, segundo longa do mestre alemão Volker Schlondorff, no qual assassinava um ex-amante e seduzia os dois homens que a ajudavam a se livrar do cadáver. A trilha sonora era de Brian Jones. Ao se estabelecer em Londres, Anita participou de grandes clássicos do cinema psicodélico. Além de aparecer em “O Muro das Maravilhas” (1968) e “Candy” (1968), viveu a Rainha Negra em “Barbarella” (1968), de Roger Vadim, seduzindo Jane Fonda, e foi muito íntima de Mick Jagger em “Performance” (1970), de Nicolas Roeg, que ficou dois anos aguardando liberação da censura britânica. As cenas de sexo, consideradas muito fortes para a época, eram resultado de muito “ensaio” – noite adentro, segundo “Life”, a autobiografia de Keith Richards. Ela ainda estrelou o filme seguinte de Schlondorff, “O Tirano da Aldeia” (1969), e “Dillinger Morreu” (1969), do italiano Marco Ferreri, no qual contracenou com Michel Piccoli. Mas os fãs de rock talvez a conheçam melhor por sua voz. É dela a principal voz do corinho de “Sympathy for the Devil”, dos Rolling Stones. Sua presença também tem proeminência no documentário dirigido por Jean-Luc Godard em 1968, que tem o título da canção. Sua própria carreira ficou para trás quando nasceram seus filhos, a partir de 1969, que também foi o ano em que Brian Jones morreu. Por isso, há quem diga que ela foi a Yoko Ono dos Stones, afastando Jones da banda – ele nunca teria superado sua rejeição. Mas Anita contribuiu com críticas que levaram a uma remixagem extensiva do disco “Beggar’s Banquet” (1968) e com o sexo e as drogas que acompanharam as gravações de “Exile on Main Street” (1972). No meio disso tudo, ela só fez um longa-metragem nos anos 1970, ao lado da amiga roqueira Nico: “Le Berceau de Cristal” (1976), dirigido por Philippe Garrel. Em compensação, virou personagem favorita dos tabloides, por conta de seu envolvimento com drogas e pelo suicídio de um jovem em sua casa, mais especificamente na cama que ela compartilhava com Keith Richards em 1979. O relacionamento do casal não resistiu ao escândalo, mas o guitarrista não se tornou rancoroso, descrevendo-a de forma poderosa em seu livro. “Eu gosto de mulheres espirituosas. E com Anita, você sabia que estava enfrentando uma valquíria – ela é quem decide quem morre numa batalha”. Nos anos seguintes, sua memória acabou resgatada por clipes da música pop. A banda Duran Duran, batizada com o nome de um personagem de “Barbarella”, usou cenas em que ela aparecia na sci-fi de 1968 no clipe de “Wild Boys” (1985). Mas foi Madonna quem interrompeu sua aposentadoria precoce, convidando-a para participar do vídeo de “Drowned World/Substitute for Love” em 1999. Dois anos depois, Anita ressurgiu como o Diabo num episódio da série “Absolutely Fabulous”, contracenando com outra velha amiga, a cantora Marianne Faithfull, escalada no papel de Deus. A aparição fez tanto sucesso que, por um breve período, ela experimentou um renascimento de sua carreira, estrelando cinco filmes em sequência: “Mister Lonely” (2007), de Harmony Korine, “Chéri” (2009), de Stephen Frears, e três longas de Abel Ferrara – “Go Go Tales” (2007), “Napoli, Napoli, Napoli” (2009) e “4:44 – O Fim do Mundo” (2011). De forma impressionante, Anita Pallenberg só trabalhou com cineastas cultuados.












