Netflix revela teaser e data de estreia do final de “Manifest”
A Netflix divulgou o pôster e o primeiro teaser da 4ª temporada de “Manifest”, que reúne cenas antigas e trechos inéditos para anunciar a data de estreia dos capítulos finais. O mais interessante é que não será uma data qualquer. Os últimos episódios de “Manifest” vão chegar em 4 de novembro, dia importante na trama, porque foi quando os personagens desembarcaram de seu voo no episódio inaugural, após ficarem cinco anos desaparecidos. A série vai chegar na plataforma com exclusividade, após ser exibida na Globo e na Globoplay, porque foi cancelada em seu endereço televisivo original nos EUA, e a Netflix negociou seu salvamento com condições especiais, dois meses após a rede americana NBC tirá-la do ar. A plataforma encomendou 20 capítulos inéditos, que darão um final à trama. De outro modo, a série acabaria sem fim em sua 3ª temporada. Assim, a 4ª será a maior temporada de toda a série, que geralmente tinha 13 episódios por ano. Mas isto também sugere que a Netflix pode dividir a exibição em duas partes. “Manifest” acompanha os passageiros de um avião, que após ficar cinco anos desaparecido, aterrissa em seu destino como se nada tivesse acontecido. Os passageiros estão exatamente como eram, sem que o tempo tivesse avançado para eles, o que chama atenção do governo, da mídia e afeta as famílias que os consideravam mortos. Além do mistério do desaparecimento, os viajantes do voo 828 ainda precisam lidar com um efeito colateral inesperado, passando a ouvir “chamados” para fazer determinadas coisas. Segundo os produtores, entre eles o célebre cineasta Robert Zemeckis (“De Volta para o Futuro”), a trama foi inspirada pelo desaparecimento misterioso do voo 370 da Malaysia Airlines, mas a premissa também sugere influência de “Lost” e “The 4400”. O elenco é liderado por Josh Dallas (o Príncipe Encantado de “Once Upon a Time”), Melissa Roxburgh (série “Valor”), Parveen Kaur (série “Beyond”), Luna Blaise (série “Fresh Off the Boat”), J.R. Ramirez (série “Jessica Jones”), Matt Long (“Helix”), Daryl Edwards (“Demolidor”) e Holly Taylor (“The Americans”). Já Athena Karkanis (série “Zoo”) e o menino Jack Messina (“Maravilhosa Sra. Maisel”), integrantes das três temporadas originais, não vão voltar devido aos fatos vistos no final do último capítulo exibido.
Atriz de “Batgirl” faz apelo para que o filme seja exibido
O cancelamento do filme de Batgirl fez a atriz Ivory Aquino, que estava no elenco do longa, compartilhar uma carta aberta a David Zaslav, CEO da Warner Bros. Discovery, com um pedido emocionado para que o filme não seja destruído e tenha uma chance de ser visto pelo público. “Por mais que eu tenha tentado me manter forte nas últimas semanas, me pego chorando, por falta de um termo melhor, com o luto. A história de Batgirl refletia o mundo em que vivemos. Para mim, é uma trama de pai e filha muito pessoal, porque perdi meu pai há um ano, antes de ser convidada para esse projeto. Eu esperava que a história falasse a outras pessoas ao redor do mundo, crianças e adultas, que tomam os próprios pais na mais alta estima, e que enxergariam esse laço em ‘Batgirl’”, ela escreveu na carta, publicada em seu Instagram. Ela finaliza o texto pedindo que a Warner reconsidere a decisão de não mostrar o longa. “Agora, mais pessoas sabem do nosso trabalho e estão ansiosas para assistir ao filme. Eu espero que você [Zaslav] leia esta carta. Considere lançar Batgirl. Ela sempre foi uma azarona, e não tem mais aonde ir a não ser para o alto.” No filme, Aquino interpretava Alysia Yeoh, que seria a primeira personagem trans num filme baseado nos quadrinhos da DC Comics. “Batgirl” foi cancelado após a mudança de gestão na Warner. Zaslav cortou todos os filmes que seriam feitos exclusivamente para a HBO Max, mas este trabalho em específico já estava praticamente pronto. Acreditando que ele não tinha apelo para ser lançado no cinema, o CEO ordenou que fosse arquivado. Após a decisão, os diretores do filme, Adil El Arbi e Bilall Fallah (que também trabalharam em “Ms. Marvel”), foram impedidos de continuar trabalhando no longa. Apesar de a sinopse não ter sido revelada, o filme deveria contar a história de como a filha do Comissário Gordon se inspirou em Batman para adotar uma identidade secreta e combater o crime. A personagem-título tinha interpretação de Leslie Grace (“Em um Bairro de Nova York”), marcando a primeira aparição de uma Batgirl negra e latina em qualquer mídia. E o elenco também contaria com a volta de J.K. Simomns como James Gordon, revivendo sua participação no DCU (Universo Cinematográfico da DC Comics) após “Liga da Justiça”, além de trazer Michael Keaton como Batman, após retomar o papel no vindouro filme do Flash. O roteiro era de Christina Hodson, que não brilhou em “Aves de Rapina” e também assina o vindouro filme do Flash. Segundo o site The Hollywood Reporter, a Warner Bros. está programando uma exibição secreta para o elenco, equipe, representantes e executivos do estúdio, antes de arquivar definitivamente a produção. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Ivory Aquino (@msivoryaquino)
Netflix cancela “Resident Evil: A Série” após única temporada
A Netflix não vai produzir a 2ª temporada de “Resident Evil: A Série”. A primeira série live-action baseada no famoso videogame foi cancelada após apenas uma temporada, que terminou com um gancho sem resolução. Segundo apurou o site Deadline, a série não atraiu todo o público que a Netflix esperava para justificar o alto custo de sua produção. A série teve o “azar” (equívoco de programação) de estrear perto de “Stranger Things” e jamais chegou ao topo do ranking das mais vistas da plataforma. Em sua primeira semana no ar, atingiu o 2º lugar, caindo para o 3º na semana seguinte e desaparecendo do Top 10 em três semanas. Para complicar, teve uma péssima recepção da crítica, com apenas 55% de aprovação no Rotten Tomatoes. A nota do público no IMDb foi ainda pior: 3,9 (ou 39%), gerando manifestações de saudade dos filmes estrelados por Milla Jovovich. A atração apresentava uma história inédita na franquia, centrada nas filhas do vilão Albert Wesker, personagem do game original de 1996, e narrada em duas cronologias paralelas. Uma parte é a história de origem, que acompanha as irmãs Jade e Billie Wesker aos 14 anos, quando se mudam para New Raccoon City e descobrem que o pai pode estar escondendo segredos sombrios capazes de destruir o mundo. Já a segunda parte se passa em Londres, 15 anos depois, quando o apocalipse de Wesker reduziu a população da Terra a menos de 15 milhões de habitantes – e a mais de 6 bilhões de monstros: pessoas e animais infectados pelo T-vírus. É neste mundo que Jade, agora com 30 anos, luta para sobreviver, enquanto é assombrada por segredos do passado que envolvem a irmã e o pai. Destaque do elenco, Lance Reddick, que integrou as séries “Lost”, “Fringe” e a franquia “John Wick”, foi o primeiro ator negro a interpretar Albert Wesker, enquanto Ella Balinska (“As Panteras”) e Tamara Smart (de “Clube do Terror”) viveram as versões adulta e adolescente de Jade, e Siena Agudong (“No Good Nick”) e Adeline Rudolph (“O Mundo Sombrio de Sabrina”) incorporaram as duas fases de sua irmã Billie.
Atriz de “Vingança” será nova Red Sonja do cinema
A atriz italiana Matilda Lutz, que estrelou o terror “O Chamado 3” e o thriller ultraviolento “Vingança” (ambos de 2017), foi confirmada como nova protagonista de “Red Sonja”, filme sobre a guerreira dos quadrinhos do universo de Conan, o Bárbaro. A Millennium Films fez o anúncio na terça (23/8) ao revelar o elenco central da atração, que também terá Wallis Day (“Batwoman”) como Dark Annisia, a irmã vilã de Sonja, além de Robert Sheehan (“The Umbrella Academy”), o campeão da UFC Michael Bisping (“xXx: Reativado”), Martyn Ford (“Velozes & Furiosos 9”) e Eliza Matengu (“Thor: Amor e Trovão”). Matilda Lutz aproveitou o anúncio para desabafar e comemorar em seu Instagram. “Este tem sido um segredo difícil de manter. Estou muito agradecida, chorei de alegria várias vezes nos últimos meses, o que posso fazer nesta vida é simplesmente incrível. Obrigado por esta viagem louca”, escreveu. Há mais de uma década em desenvolvimento na Millennium, a produção já teve várias configurações. Em diferentes momentos, o filme esteve para ser dirigido por Robert Rodriguez (“Alita: Anjo de Batalha”) e estrelado por Rose McGowan (“Planeta Terror”), por Simon West (“Lara Croft: Tomb Raider”) com Amber Heard (“Aquaman”), Bryan Singer (“X-Men: Apocalipse”) com Megan Fox (“Tartarugas Ninja”) e por Joey Soloway (criadora de “Transparent”) com Hannah John-Kamen (“Homem-Formiga e a Vespa”). A versão que começa a ser filmada reúne a equipe mais modesta de todas as tentativas, destacando atrás das câmeras a diretora M.J. Bassett, que no começo da carreira, quando assinava como Michael Bassett, filmou a adaptação de outro personagem das fantasias do escritor Robert E. Howard (criador de Conan), “Solomon Kane” (2009). Seu filme mais recente foi o thriller B de guerra “Rogue” (2020), estrelado por Megan Fox. Bassett vai trabalhar em cima do roteiro de Joey Soloway, marcando uma parceria entre dois cineastas transexuais na produção. Outro nome associado ao roteiro é Tasha Huo, responsável pela vindoura série de animação de “Tomb Raider” para a Netflix. Red Sonja habita o mesmo universo hiboriano de Conan, o Bárbaro, mas a guerreira não é uma criação literária de Robert E. Howard como o herói cimério. Na verdade, ela é uma personagem de quadrinhos, concebida pelo escritor e editor Roy Thomas, o substituto de Stan Lee na Marvel, como coadjuvante de Conan em 1973. Thomas se inspirou em diferentes personagens femininas de Howard – como a pirata Red Sonya de Rogatino – , mas sua criação é original e também teve grande contribuição dos desenhistas Barry Windsor-Smith e Esteban Maroto. O segundo foi quem, mais tarde, desenhou o famoso biquíni de metal vestido pela heroína. Sua história pode ser resumida com o texto usado por Roy Thomas para introduzi-la nos anos 1970: “Cerca de 12 mil anos atrás, nos mesmos dias em que Conan da Ciméria caminhava sobre a Terra, surgiu Sonja, a guerreira hirkaniana de cabelos cor de fogo. Forçada a abandonar sua nação por ter assassinado um rei, ela fugiu para o leste… Onde tornou sua espada uma lenda e imortalizou seu nome em todos os reinos hiborianos”. Os leitores se apaixonaram e a coadjuvante acabou promovida a protagonista de sua própria revista, que durou de 1975 a 1986. Vale observar que uma personagem com o mesmo nome voltou aos quadrinhos em 2005, editada pela Dynamite Comics. Mas embora tenha sido concebida como continuação, a série logo matou a heroína, substituindo-a por uma parente distante. Só que esta história também já ganhou reboot em 2013, que retomou a heroína original e lhe deu uma nova origem. Como a produção não é da Marvel, a adaptação vai materializar a versão da Dynamite de 2013, escrita por Gail Simone (conhecida pelos quadrinhos de Batgirl e das Aves de Rapina na DC Comics). Esta fase é que introduziu a irmã maligna da heroína e ainda sugeriu que Red Sonja era bissexual. Tudo indica que o filme será bem diferente de “Guerreiros de Fogo” (1985), a primeira adaptação dos quadrinhos, que trouxe Brigitte Nielsen como Red Sonja – ofuscada pela participação de Arnold Schwarzenegger (o Conan do cinema) na trama como um guerreiro genérico. A nova “Red Sonja” ainda não tem previsão de estreia.
“Casos de Família” sai do ar após 18 anos
Um dos programas mais polêmicos do SBT, “Casos de Família” vai sair do ar no dia 7 de setembro, após mais de 18 anos. Em nota divulgada nesta terça-feira (23/8), a emissora informou que as gravações serão suspensas ainda esta semana. Telegráfico, o comunicado deixou em aberto uma eventual retomada da atração no ano que vem. “A emissora informa que o programa poderá voltar em 2023, com nova temporada e novas histórias. Vale lembrar que a apresentadora Christina Rocha permanecerá contratada do SBT. No horário da atração serão exibidas novelas. Casos de Família ficará no ar até 7 de setembro”. A suspensão do programa coincide com o início do programa eleitoral gratuito na televisão. Mas seu fim já era ventilado devido aos baixos índices de audiência. No ar desde maio de 2004, a atração foi apresentada até 2009 por Regina Volpato, e, desde então, conta com Cristina Rocha em seu comando. Ele foi criado numa época em que barracos davam boa audiência na TV. Cada edição era baseada em conflitos diferentes entre membros da mesma família, vizinhos e até no ambiente de trabalho, e muitas vezes incluía gritos, xingamentos e briga generalizada entre os participantes. Mas também teve distribuição de beijos em desconhecidos por casais brigados. Além dos convidados, a plateia também participava ativamente do programa com opiniões e perguntas sobre as histórias relatadas. Apesar do climão garantir a audiência, a justificativa do programa para se basear em conflitos era orientar e até mesmo solucionar os casos apresentados, contando com a participação de um psicólogo. Mas a produção também era questionada pela autenticidade dos relatos. Frequentemente, participantes do “Casos de Família” eram vistos em outros programas, como “Programa do Ratinho” no SBT e “Você na TV” e “Teste de Fidelidade” da RedeTV!. Por outro lado, uma edição do programa terminou com Christina denunciando à polícia um agressor confesso da esposa. Mas, como um autêntico relato de mundo cão, a esposa não quis dar prosseguimento à acusação.
Diretores de “Batgirl” foram impedidos de acessar filmagens feitas
Os cineastas Adil El Arbi e Bilall Fallah, responsáveis pelo filme cancelado da “Batgirl”, contaram que foram proibidos pelo estúdio de acessar os materiais filmados durante a produção. “Eu fui no servidor… Tudo se foi”, contou Fallah, em entrevista ao canal francês Skript. “”Nós ficamos tipo, ‘P*ta m*rda!’ Todas as cenas com o Batman estavam no servidor!”, completou El Arbi. Os diretores estavam no Marrocos para o casamento de El Arbi quando souberam do cancelamento de “Batgirl”. “Os caras da Warner nos disseram que não era um problema de talento de nossa parte ou da atriz, ou mesmo da qualidade do filme”, revelou El Arbi. “Eles nos disseram que era uma mudança estratégica. Havia uma nova administração e eles queriam economizar algum dinheiro.” O estúdio justificou o cancelamento da estreia como consequência da fusão da Warner com a Discovery. A nova administração do conglomerado estabeleceu uma mudança de prioridades, que é radicalmente oposta da anterior em relação à produção de filmes para streaming. Agora, se os filmes não tiverem estrutura para garantir boas bilheterias, eles não serão feitos nem lançados para não queimar franquias que poderiam chegar ao cinema. Segundo El Arbi, o longa-metragem ainda não estava pronto e que não seria possível lançá-lo no seu estado atual. “Não há efeitos visuais… ainda tínhamos algumas cenas para filmar. Então, se um dia eles quiserem que lancemos o filme da ‘Batgirl’, eles terão que nos dar os meios para fazê-lo. Para finalizá-lo de acordo com a nossa visão”. Os fãs já começaram uma campanha nas redes sociais, usando a hashtag #ReleaseBatgirl, com o intuito incentivar o estúdio a lançar o filme (do mesmo modo como aconteceu com “Liga da Justiça”). Até o momento, a Warner não deu qualquer indicativo de que estaria disposta a atender o pedido dos fãs. Assista a entrevista abaixo.
Netflix cancela “Força Queer” após uma temporada
A Netflix cancelou a série animada “Força Queer” (Q-Force), sobre um grupo desvalorizado de superespiões LGBTQIAP+ em aventuras pessoais e profissionais. Como a plataforma não anuncia cancelamentos, a notícia foi dado por um dos dubladores, Matt Rogers (do podcast “Las Culturistas”), durante uma aparição no podcast “Attitudes!”. “As pessoas que adoraram realmente adoraram, e a boa notícia é que sempre estará na Netflix”, disse Rogers. “Não teve uma 2ª temporada, mas saiu e existe.” Lançada em setembro do ano passado, a série girava em torno de Steve Maryweather, mais conhecido como Agente Mary, que é punido com uma relocação após revelar ser homossexual para a empresa em que trabalha, a Agência de Inteligência Americana (AIA). Entretanto, em vez de se acomodar com a “punição”, Mary acaba formando sua própria equipe de agentes queer. A atração lembrava a animação brasileira “Super Drags”, também da Netflix, com super-heróis LGBTQIAP+, que também foi precocemente cancelada após a 1ª temporada. A animação americana foi criada por Gabe Liedman (roteirista de “Brooklyn Nine-Nine”), Sean Hayes (o Jack de “Will & Grace”) e Michael Schur (criador de “Brooklyn Nine-Nine”) e destacava em seu seu elenco o próprio Sean Hayes como a voz do agente Mary.
Kevin Spacey é condenado a pagar US$ 31 milhões à produtora de “House of Cards”
O ator Kevin Spacey foi condenado a pagar US$ 31 milhões de indenização à produtora MCR pelo cancelamento da série “House of Cards”, que ele estrelou entre 2013 e 2017. O juiz Mel Red Recana, do Tribunal Superior de Los Angeles, entendeu que o ator causou prejuízo à empresa por seu comportamento, que ao assediar integrantes da produção criou um escândalo sexual responsável pela decisão da Netflix de encerrar a série premiada. A sentença foi em segunda instância, confirmando decisão anterior expedida em primeira instância por outro magistrado, em outubro de 2020, que condenou Spacey ao pagamento de US$ 29,5 milhões em danos à MCR, além de outro R$ 1,5 milhão em taxas e custos processuais. De acordo com a avaliação dos dois juízes, Spacey violou repetidamente as obrigações contratuais de fornecer serviços “de maneira profissional” e “consistente com as orientações, práticas e políticas razoáveis” da MCR. Por causa de Spacey, a produtora teve que interromper as gravações da 6ª temporada da série, reescrever a temporada e encurtá-la de 13 para oito episódios para cumprir o prazo de entrega. Além disso, a Netflix optou por cancelar a série após o escândalo. Spacey chegou a alegar que tinha direito a uma indenização, porque foi a decisão da MRC e da Netflix de demiti-lo — ou seja, não sua conduta — que causou perdas financeiras. Não conseguiu convencer. A produção de “House of Cards” foi interrompida dois dias após a primeira denúncia de assédio contra Spacey vir à tona, em outubro de 2017, quando o ator Anthony Rapp (“Star Trek: Discovery”) revelou que o intérprete do presidente Francis Underwood tentou abusar dele quando tinha 14 anos, em 1986. A partir daí, as denúncias contra o ator se multiplicaram e os funcionários da atração perderam o medo de acusá-lo. Entre os autores das denúncias, estava um assistente de produção que acusou o ator de apalpá-lo sem seu consentimento. Além de demitir o protagonista de “House of Cards”, a Netflix também cancelou o lançamento da cinebiografia de Gore Vidal, “Gore”, estrelada e produzida por Spacey, que já se encontrava em pós-produção. Outro prejuízo causado pelo ator foi a refilmagem de “Todo o Dinheiro do Mundo”. O diretor Ridley Scott decidiu refazer parte do filme para retirar o ator do longa, que já estava finalizado quando o escândalo estourou. Ele foi substituído por Christopher Plummer, que chegou a ser indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo desempenho. Spacey também chegou a ser investigado por oficiais do Departamento de Abuso Infantil e Ofensas Sexuais de Los Angeles, que coletaram um total de seis denúncias. Prescrição e falta de provas impediram todos os casos de ir a julgamento. Por conta disso, ele não foi condenado e ainda brincou num vídeo de 2019 que aquele “foi um ano muito bom”. Embora “House of Cards” tenha sido cancelada, Spacey continuou postando vídeos caracterizado como seu personagem nos EUA, chegando a comparar sua situação a de pessoas que perderam empregos durante a pandemia. Recentemente, ele voltou a ser acusado de assédio e abuso sexual, num processo iniciado neste ano na Inglaterra. Na audiência prelimitar, ele se declarou “inocente”.
Atriz de “Batgirl” se manifesta sobre cancelamento do filme
Um dia depois do cancelamento da estreia de “Batgirl”, a atriz Leslie Grace, estrela da produção, manifestou-se sobre a decisão da Warner Bros. Discovery no Instagram. Fugindo de críticas ao estúdio, a estrela de “Em um Bairro em Nova York” optou por um tom positivo, celebrando seus colegas no projeto e os fãs que a apoiaram no papel. “Querida família! No rastro das notícias recentes sobre nosso filme ‘Batgirl’, eu tenho orgulho do amor, trabalho duro e a intenção que todo o nosso incrível elenco e incansável equipe colocaram nesse filme ao longo de sete meses na Escócia. Eu me sinto abençoada por ter trabalhado entre grandes e forjado relacionamentos que durarão por uma vida, nesse processo. A cada fã de Batgirl: Obrigado! Por seu amor e por acreditar, me permitindo assumir a capa e me tornar, como diz Babs, ‘minha própria heroína’. Batgirl para sempre”, escreveu a atriz. A atriz estava entusiasmada com o projeto e chegou a dar uma entrevista sobre os planos para uma possível continuação. Já filmado, o filme será engavetado pela Warner e não ganhará sequer exibição em streaming. A decisão seria consequência da estratégia da nova administração do estúdio, após a fusão com a Discovery, que não quer mais filmes feitos apenas para a HBO Max, especialmente se podem queimar franquias com potencial cinematográfico. A decisão pegou a todos de surpresa. Os diretores do filme também se manifestaram na quarta (3/8), dizendo-se “chocados”. Mas logo o assunto extrapolou a produção do filme, conforme assinantes começaram a constatar o sumiço de alguns filmes originais da plataforma sem aviso prévio. O desaparecimento dos Max Originals alimentou boatos sobre o fim da plataforma, que encontraram eco no silêncio completo da empresa sobre o assunto. Diante do caos, as atenções estão todas voltadas para a apresentação dos relatórios de desempenho financeiro do primeiro trimestre da Warner Bros. Discovery, que vai acontecer nesta quinta-feira (4/8), quando se espera que o CEO David Zaslav aborde o destino do serviço de streaming. Sabe-se que Zaslav, que veio da Discovery para assumir a Warner Bros. Discovery, pretende unir as plataformas HBO Max e Discovery+ num único serviço, com o objetivo de economizar US$ 3 bilhões em custos com cargos redundantes – ou seja, o anúncio será acompanhado por uma grande leva de demissões. Mas os detalhes estão sendo mantidos em sigilo até o pronunciamento oficial, que em sua demora tem levado os assinantes da HBO Max ao desespero. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Leslie Grace (@lesliegrace)
Diretores de “Batgirl” ficam chocados com decisão da Warner de não lançar filme
A Warner Bros Discovery confirmou oficialmente a decisão de não lançar o filme “Batgirl” após ele ser inteiramente filmado, ao custo de no mínimo US$ 80 milhões, e encontrar-se em pós-produção. O estúdio justificou o cancelamento da estreia como consequência da fusão da Warner com a Discovery. A nova administração do conglomerado estabeleceu uma mudança de prioridades, que é radicalmente oposta da anterior em relação à produção de filmes para streaming. Agora, se os filmes não tiveram estrutura para garantir boas bilheterias, eles não serão feitos nem lançados para não queimar franquias que poderiam chegar ao cinema. Além de “Batgirl”, o estúdio também engavetou a produção de “Scoob! Holiday Haunt”, continuação do longa animado “Scooby! O Filme” (2020) pelos mesmos motivos. “A decisão de não lançar ‘Batgirl’ reflete a mudança estratégica de nossa liderança no que se refere ao universo DC e HBO Max”, disse um comunicado da empresa. “Leslie Grace é uma atriz incrivelmente talentosa e essa decisão não é um reflexo de sua atuação. Somos incrivelmente gratos aos cineastas de ‘Batgirl’ e ‘Scoob! Holiday Haunt’ e seus respectivos elencos e esperamos colaborar com todos novamente em um futuro próximo.” Diante do anúncio, os diretores de “Batgirl”, Adil El Arbi e Bilall Fallah, resolveram se manifestar. Em um post em seu Instagram, os cineastas de “Bad Boys para Sempre” (2020), que recentemente trabalharam na elogiada série “Ms. Marvel” na Disney+, lamentaram a decisão e se disseram “chocados”. “Estamos tristes e chocados com a notícia. Ainda não podemos acreditar. Como diretores, é fundamental que nosso trabalho seja mostrado ao público e, embora o filme estivesse longe de estar pronto, desejávamos que os fãs de todo o mundo tivessem a oportunidade de ver e abraçar o filme final”, disse a dupla no comunicado conjunto. “Nosso elenco e equipe incríveis fizeram um trabalho tremendo e trabalharam duro para dar vida à ‘Batgirl’. Somos eternamente gratos por termos feito parte dessa equipe. Foi um sonho trabalhar com atores tão fantásticos como Michael Keaton, JK Simmons, Brendan Fraser, Jacob Scipio, Corey Johnson, Rebecca Front e principalmente a grande Leslie Grace, que interpretou a Batgirl com tanta paixão, dedicação e humanidade”, continuaram, assinando o post com “Batgirl for Life”. Ambos os diretores estavam no Marrocos para o casamento de El Arbi quando souberam das más notícias sobre seu trabalho. O cancelamento aconteceu após “Batgirl” passar batido, sem nenhuma menção, no painel da Warner durante a Comic-Con Internacional, que aconteceu em San Diego em julho. Já na ocasião, a ausência deste e de outros projetos baseados nos quadrinhos da DC chamou muita atenção. Apesar de a sinopse não ter sido revelada, o filme deveria contar a história de como a filha do Comissário Gordon se inspirou em Batman para adotar uma identidade secreta e combater o crime. A personagem-título tinha interpretação de Leslie Grace (“Em um Bairro de Nova York”), marcando a primeira aparição de uma Batgirl negra e latina em qualquer mídia. E o elenco contaria com a volta de J.K. Simomns como James Gordon, revivendo sua participação no DCU (Universo Cinematográfico da DC Comics) após “Liga da Justiça”, além de trazer Michael Keaton como Batman, após retomar o papel no vindouro filme do Flash. O roteiro era de Christina Hodson, que não brilhou em “Aves de Rapina” e também assina o vindouro filme do Flash. Já a direção foi assinada pela dupla Adil El Arbi e Bilall Fallah (“Bad Boys para Sempre”), que recentemente trabalhou na elogiada série “Ms. Marvel” na Disney+. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Adil El Arbi (@adilelarbi)
Netflix cancela “Primeira Morte” após uma temporada
A Netflix cancelou “Primeira Morte” (First Kill), série de vampira lésbica, que teve sua única temporada lançada em junho passado. Após ficar apenas três semanas no Top 10 da plataforma, a atração atingiu ao todo 100 milhões de horas de visualizações, número que agora pode servir de padrão para avaliar quais séries correm risco no streaming. Baseada num conto da escritora Victoria “V.E.” Schwab, a trama girava em torno de Juliette, uma vampira adolescente que precisa fazer sua primeira morte. Ela mira numa nova garota na cidade chamada Calliope, sem saber que seu alvo descende de uma família de caçadores de vampiros. Por conta de seus objetivos, as duas acabam se aproximando, até um pouco demais para desgosto de suas famílias, que declaram guerra quando elas virarem namoradas. O resultado sugere uma versão de “Romeu e Julieta” com duas Julietas (o nome Juliette não deve ser casual) e, claro, vampiros. A atração era produzida pela atriz Emma Roberts (“American Horror Story”), e escrita pela própria autora do conto original. Já o elenco destacava Sarah Catherine Hook (“Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio”) e Imani Lewis (“Hightown”) como protagonistas, além de Elizabeth Mitchell (“Lost”, “The Expanse”), Jason R. Moore (“O Justiceiro”), Aubin Wise (“Atlanta”), Will Swenson (“O Mundo Sombrio de Sabrina”), Gracie Dzienny (“Zoo”) e Phillip Mullings Jr. (“American Soul”).
Bomba! Filme da Batgirl é descartado pela Warner quase pronto
O jornal americano New York Post publicou com exclusividade nesta terça (2/8) que o filme “Batgirl” foi totalmente descartado pela Warner. Apesar de quase pronto, ele não será lançado nos cinemas nem exibido em streaming. Segundo as fontes da publicação, as exibições testes para o público foram um desastre completo. O filme teria sido tão mal recebido que o estúdio considerou engavetá-lo para não prejudicar a marca e o universo das produções de Batman. “Eles acham que a indescritível ‘Batgirl’ não tem remédio”, disse a fonte. Os sites Deadline, Variety e The Hollywood Reporter confirmaram o engavetamento, que torna “Batgirl” o maior desperdício de dinheiro da história de Hollywood. O filme supostamente custou US$ 70 milhões para ser produzido – embora a fonte do New York Post afirme que a Warner acabou gastando mais de US$ 100 milhões. Mas a explicação para o cancelamento é diferente nas publicações voltadas à cobertura de cinema: seria consequência da estratégia da nova administração da Warner, após a fusão com a Discovery, que não quer mais filmes feitos apenas para o streaming, especialmente se podem queimar franquias com potencial cinematográfico. Apesar de a sinopse não ter sido revelada, o filme deveria contar a história de como a filha do Comissário Gordon se inspirou em Batman para adotar uma identidade secreta e combater o crime. A personagem-título tinha interpretação de Leslie Grace (“Em um Bairro de Nova York”), marcando a primeira aparição de uma Batgirl negra e latina em qualquer mídia. E o elenco contaria com a volta de J.K. Simomns como James Gordon, revivendo sua participação no DCU (Universo Cinematográfico da DC Comics) após “Liga da Justiça”, além de trazer Michael Keaton como Batman, após retomar o papel no vindouro filme do Flash. O roteiro era de Christina Hodson, que não brilhou em “Aves de Rapina” e também assina o vindouro filme do Flash. Já a direção foi assinada pela dupla Adil El Arbi e Bilall Fallah (“Bad Boys para Sempre”), que recentemente trabalhou na elogiada série “Ms. Marvel” na Disney+. O cancelamento acontece após “Batgirl” passar batido, sem nenhuma menção, no painel da Warner durante a Comic-Con Internacional, que aconteceu em San Diego em julho. Já na ocasião, a ausência deste e de outros projetos baseados nos quadrinhos da DC chamou muita atenção. Outro detalhe importante é que o responsável por autorizar o filme já não está mais na Warner. Quando era presidente do estúdio, Toby Emmerich encomendou a produção inicialmente para o streaming, mas depois passou a considerar uma exibição cinematográfica, refletindo a mudança de status de “Besouro Azul”, outra adaptação de quadrinhos que também começou como filme da HBO Max e virou prioridade cinematográfica. Mas Emmerich deixou o cargo em junho para formar sua própria produtora, após a Warner Bros. se fundir com a Discovery. O novo CEO da Warner Bros. Discovery, David Zaslav, substituiu o executivo por Michael De Luca e Pam Abdy, ambos ex-MGM, com a missão de focar em lançamentos para o cinema.
“The Flash” vai acabar na 9ª temporada
É oficial: a próxima temporada de “The Flash” será a última. Após muitas especulações, a rede The CW anunciou nesta segunda-feira (1/8) que sua série de super-heróis da DC Comics terminará na 9ª temporada, que será mais curta, com apenas 13 episódios. A produção da temporada final começará no próximo mês e vai ao ar em 2023 durante a midseason (começo do ano). “Nove temporadas! Nove anos salvando Central City enquanto leva o público em uma jornada emocional cheia de emoção, humor e espetáculo. E agora Barry Allen chegou ao portão de largada para sua última corrida”, disse o produtor executivo/showrunner Eric Wallace em comunicado. “Tantas pessoas incríveis forneceram seus talentos, tempo e amor para dar vida a essa série maravilhosa a cada semana. Então, enquanto nos preparamos para honrar o incrível legado da série com nosso emocionante capítulo final, quero agradecer ao nosso elenco, escritores, produtores e equipe fenomenal ao longo dos anos, que ajudaram a tornar ‘The Flash’ uma experiência inesquecível para o público em todo o mundo.” As notícias de que “The Flash” estava chegando ao fim vinham sendo amplamente especuladas desde antes da 9ª temporada ser confirmada em março passado. Isto porque nem a CW nem o estúdio Warner Bros. Television estavam conseguindo convencer o protagonista Gustin Gustin e algumas co-estrelas, incluindo Candice Patton, a retornar para múltiplas temporadas após o final do oitavo ano da produção. Isso abriu o caminho para uma negociação diferenciada, visando dar um final para a série com uma temporada abreviada. A 8ª temporada terminou em 29 de junho como um dos programas mais assistidos da CW do ano, com média de 1 milhão de espectadores ao vivo e uma das maiores audiências do canal nas plataformas digitais. “The Flash” foi a segunda série de super-heróis desenvolvida pelo produtor Greg Berlanti. Ao surgir como derivado de “Arrow”, a atração ajudou a expandir as narrativas e criar um universo compartilhado, batizado de “Arrowverso”, que ajudou a redefinir a CW e trazer espectadores masculinos para o que até então era um canal de perfil feminino. Mas desde então, as séries “Legends of Tomorrow”, “Supergirl”, “Raio Negro” (Black Lightning), “Batgirl” e a própria “Arrow” foram canceladas – e duas delas, “Legends” e “Batgirl”, interrompidas sem final neste ano. Além de “The Flash”, a rede The CW vai se despedir em 2023 de outra produção de Berlanti que marcou sua programação: “Riverdale”. A conclusão de ambos os programas acontece em meio a vários cancelamentos e uma redução de produções originais, enquanto a CW é colocada à venda, com o grupo de emissoras Nexstar perto de um acordo para comprá-la dos proprietários Warner Bros. TV e CBS Studios.










