Novela Sol Nascente transporta para o Brasil a polêmica racial que vem sacudindo Hollywood
A polêmica do embranquecimento de personagens de outras etnias chegou ao Brasil. Após Hollywood enfrentar reação crescente contra a escalação de atores brancos para viverem personagens supostamente negros e asiáticos, de “Deuses do Egito” ao vindouro “Ghost in the Shell”, a discussão sobre o que é racialmente correto desembarca na nova novela da rede Globo, “Sol Nascente”. Um manifesto assinado por cerca de 200 artistas brasileiros de ascendência oriental, identificado como coletivo Oriente-se, foi lançado na noite de quarta-feira (31/8) em São Paulo, pedindo o fim da “discriminação étnica que ocorre em algumas produções de audiovisual que retratam o oriental de forma estereotipada, preconceituosa e distorcida da realidade”. Embora o texto não mencione “Sol Nascente”, a novela que estreou na segunda-feira é o estopim de uma onda de protestos nas redes sociais, levando a enorme comunidade de descendentes de asiáticos do país considerarem um absurdo a escalação de atores brancos como se fossem japoneses no folhetim. A indignação se deve à escolha dos dois protagonistas do núcleo oriental da trama. Com o pano de fundo das imigrações japonesa e italiana ao Brasil, a trama aborda a amizade entre famílias das duas colônias, com foco na história de amor entre Mario de Angeli (Bruno Gagliasso) e Alice Tanaka (Giovanna Antonelli). A jovem de sobrenome japonês é adotada, o que contorna circunstancialmente o problema. Mas enquanto a família De Angeli é liderada por Gaetano, interpretado por Francisco Cuoco (ator criado no Brás, bairro italiana na capital paulista), o ator que vive Kazuo, o patriarca da família Tanaka, é Luis Melo (descendente de índios com italianos que nada tem a ver com a comunidade japonesa). Ou seja, todos os atores principais são descendentes de italianos, inclusive os intérpretes de “japoneses”. Para acirrar ainda mais os ânimos, o ator anteriormente convidado para o papel, Ken Kaneko, japonês naturalizado brasileiro (ou seja, um legítimo imigrante), foi desligado da produção sem maiores explicações. Vale lembrar que a Globo já tinha demonstrado falta de sensibilidade racial ao “transformar” Rodrigo Pandolfo no apresentador de TV coreano da novela “Geração Brasil” (2014), usando inacreditáveis fita adesiva e barbante para puxar seus olhos. Pior que isso, só se passassem pó negro em atores brancos para viverem personagens negros. A justificativa para disfarçar atores brancos como asiáticos, segundo explicou o roteirista de “Sol Nascente” Walther Negrão, em entrevista ao site Ego, é que não há artistas asiáticos com status de estrela no Brasil, situação que teria feito a equipe apelar para a “adoção” de Antonelli. A desculpa, por sinal, é a mesma desde os primórdios de Hollywood, que já mostrou até Marlon Brando de olhos puxados. Mas nem Hollywood está usando mais esse escudo. O diretor Alex Proyas pediu desculpas, em comunicado à imprensa, por seu filme “Deuses do Egito”. “O processo de lançar um filme tem muitas variáveis complicadas, mas é claro que as nossas escolhas de elenco deveriam ter sido mais diversas. Eu sinceramente peço desculpas aos que estão ofendidos com as decisões que tomamos”, ele afirmou. A humildade de reconhecer que estamos no século 21 e não na metade do século passado, é a alternativa a não ser ridicularizado. Afinal, cada vez mais informado, o público sabe rejeitar um racismo mal disfarçado com óculos de fundo de garrafa. “Aposto como Luis Melo vai fazer a novela todinha com esse óculos fundo de garrafa para disfarçar os olhos e se passar por japa”, comentou um telespectador no Twitter. O manifesto Oriente-se está no Facebook, onde o grupo esclarece que “não é a favor de nenhum tipo de boicote ou movimento que vá contra a livre expressão e a democracia”, mas entende que, “frente às desigualdades existentes, não basta rejeitar as práticas de discriminação, mas sim realizar ações que possam corrigir distorções e aproximar indivíduos”. Assinam o texto, entre outros atores, Ken Kaneko, Marcos Miura, Keila Fuke, Jui Huang e Maya Hasegawa, que prometem publicar, semanalmente, um vídeo inédito com atores orientais brasileiros em papéis não estereotipados e sem sotaques forçados.
Giovanna Ewbank rebate críticas por adoção de uma menina africana
A atriz Giovanna Ewbank (novela “Escrito nas Estrelas”) rebateu as críticas sobre a adoção da menina Chissomo, que nasceu no Malaui. Giovanna e o marido, o também ator Bruno Gagliasso (série “Dupla Identidade”), trouxeram a criança de dois anos do país africano no começo da semana, após um longo processo, que durou um ano e meio. Mas o casal foi criticado na internet por não ter adotado uma criança brasileira. “Amor não tem endereço. Quando acontece é assim, a gente não tem como fugir”, rebateu Ewbank, durante o lançamento de uma coleção de roupas, em São Paulo, na quinta (7/7). “A gente está muito feliz, muito realizado, com o coração cheio de amor. É um momento único para nós”, ela completou. Além de Chissomo, de 2 anos, carinhosamente apelidada de Titi, os atores também adotaram uma segunda filha, que se chama Cecília e tem 6 anos. No entanto, essa é uma adoção diferente, à distância. Cecília continuará com os pais biológicos no Malaui, enquanto o casal fica responsável pelas despesas da criança, incluindo estudos. Assim como Chissomo, Giovanna também conheceu Cecília em uma das viagens que fez ao país africano. Ela conheceu as crianças durante uma visita ao país, que vou exibida pelo “Domingão do Faustão” em julho de 2015. A atriz apareceu no vídeo com uma menina e em seguida seus fãs sugeriram que ela a adotasse. Desde então, Giovanna e Bruno fizeram constantes viagens a Malauí, onde passaram por uma série de entrevistas que envolveram a adoção. Eles precisaram manter sigilo absoluto sobre o caso até que o processo estivesse completamente concluído. A atriz, inclusive, teria aberto mão de alguns trabalhos para conseguir viajar e cumprir exigências do governo do país africano. Nos últimos três meses, o casal passou praticamente todo período no Malaui, retornando ao Brasil apenas para compromissos profissionais. Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank são casados desde 2010. Em junho de 2012, o casal chegou a se separar, mas dois meses depois reataram o relacionamento. Na ocasião, o ator disse que ambos tiveram um “momento de reflexão e acreditam no amor que sentem um pelo outro”.
Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank adotam menina africana
A assessoria dos atores Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank confirmaram a adoção pelo casal de uma menina africana. A criança se chama Chissomo, tem 2 anos, e é natural do Malauí, na África. Na língua nianja, falada no Malaui, Chissomo significa “Graça”. A menina foi carinhosamente apelidada de Titi, chegou com os atores ao Brasil na última segunda-feira (4/7) e já teve uma foto compartilhada no Instagram (veja acima). Segundo a assessoria, eles estão “vivendo um momento muito especial, de muita alegria”. Giovanna conheceu a criança durante uma visita ao país pelo “Domingão do Faustão”, em julho de 2015. Na ocasião, a atriz posou com uma menina e os fãs sugeriram que ela a adotasse. Desde então, ela e Bruno fizeram constantes viagens a Malauí, onde passaram por uma série de entrevistas que envolveram a adoção. Eles precisaram manter sigilo absoluto sobre o caso até que o processo estivesse completamente concluído. A atriz, inclusive, teria aberto mão de alguns trabalhos para conseguir viajar e cumprir exigências do governo do país africano. Há cerca de três meses, Giovanni voltou a aparecer em fotos cercada de crianças, disparando os rumores de adoção, o que, num primeiro momento, foi negado pelos assessores do casal. “Não procede. Bruno e Giovanna estão envolvidos com a ONG Little Dresses for Africa e vão lá com frequência para fazer o trabalho social”, afirmaram os representantes dos artistas na época.
Bruno Gagliasso viverá transexual em série de diretor argentino
O ator Bruno Gagliasso (série “Dupla Identidade”) vai viver um transexual numa série produzida pela Globo para o mercado latino. Segundo a colunista Patricia Kogut, do jornal O Globo, ele foi escalado pelo diretor argentino Daniel Burman (“Ninho Vazio”) para participar da versão international de “Supermax”. Nesta versão, os protagonistas são ex-criminosos que entram para um estranho reality show, onde são confinados em uma prisão de segurança máxima e vigiados por câmeras. O personagem de Gagliasso almeja o prêmio de US$ 2 milhões, dado ao vencedor, para fazer uma cirurgia de mudança de sexo. O problema é que o apresentador do programa desaparece logo no início e os participantes permanecem no local, onde enfrentam acontecimentos sobrenaturais. A versão brasileira de “Supermax” foi criada pelo escritor Marçal Aquino (“Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios”), o roteirista Fernando Bonassi (“Lula, o Filho do Brasil”) e o diretor José Alvarenga Jr. (“Cilada.com”). A trama original reúne pessoas de passado duvidoso numa disputa de reality show passado numa prisão desativada, no interior da floresta amazônica, e traz em seu elenco Mariana Ximenes (“Os Penetras”), Erom Cordeiro (“Paraísos Artificiais”), Maria Clara Spinelli (“Quanto Dura o Amor?”), Rui Ricardo Diaz (“Lula, o Filho do Brasil”), Cleo Pires (“Qualquer Gato Vira-Lata”) e Ravel Andrade (“Não Pare na Pista: A Melhor História de Paulo Coelho”), além de Pedro Bial (“Big Brother Brasil”) como o apresentador do reality show. A série brasileira foi gravada com apoio de técnicos e equipamento do “Big Brother Brasil”, mas também incorporando muita computação gráfica nos cenários, o que faz com que o cronograma de pós-produção vá até fevereiro. Por conta disso, a Globo ainda não marcou sua data de estreia.
Bruno Gagliasso vai estrelar a primeira série em coprodução internacional da Globo
O ator Bruno Gagliasso (série “Dupla Identidade”) vai estrelar a primeira coprodução internacional da rede Globo, uma série que começa a ser gravada em abril, na Argentina. A informação é da colunista Patricia Kogut, do jornal O Globo. Ainda sem título, a série terá direção do cineasta argentino Daniel Burman (“A Sorte em Suas Mãos”) e Gagliasso será o único brasileiro da produção. O ator morou em Buenos Aires quando atuou em “Chiquititas” e fala espanhol fluentemente.



